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quarta-feira, 11 de junho 2008
A crise argentina
Já dura três meses a queda-de-braço entre o governo de Cristina Kirchner e o que imprensa convencionou chamar “o campo”. Em março, o governo decidiu por um aumento de 45% nos impostos sobre as exportações de produtos como a soja. A partir daí, o locaute patronal, o bloqueio de estradas e o confronto marcado pela incapacidade do governo de conseguir aliados no campo vêm polarizando a Argentina. Os entidades patronais rurais parecem ter conseguido arrebanhar a simpatia dos pequenos produtores, e o governo enfrenta dificuldades também entre setores da sociedade civil que são críticos dos métodos da família Kirchner, hoje hegemônica dentro do Partido Justicialista (Peronista). A polarização chegou à imprensa, com o Clarín se transformando num verdadeiro porta-voz da oposição e o Página 12 ocupando posição mais alinhada ao oficialismo.
O “racha” na sociedade argentina é mais agudo que qualquer cisão que tenhamos experimentado no Brasil em anos recentes e é incompreensível sem referência a dois elementos bem antigos na Argentina: o abismo político entre Buenos Aires e as províncias (que se remonta ao século XIX) e a falta de alternativas políticas reais ao Peronismo. Ao contrário do que pode parecer, a cisão não é exatamente contígüa à divisão entre direita e esquerda, apesar da linguagem usada pelo governo contra seus opositores (“gorilas”, “golpistas” etc.).
Para entender melhor a crise argentina, o Biscoito deixa aqui alguns links a textos publicados pelas partes envolvidas: a Carta Aberta assinada por milhares de intelectuais e ativistas em apoio ao governo; o Acordo do Bicentenário assinado por um grupo de docentes que tomou distância do kirchnerismo; por fim, o texto Nem com o governo nem com os patronais do campo, assinado por aqueles que mantêm posição crítica a ambos os lados do conflito. A Carta Aberta provocou uma resposta de Vicente Palermo, que faz uma crítica interessante do que poderíamos chamar a "política do possível". Essa intervenção foi contestada – no meu modo de ver de forma não muito convincente – por Horacio González. A polarização chegou ao ponto em que Hebe de Bonafini, líder de um setor das Mães da Praça de Maio (e alinhada com o governo), pediu a prisão dos membros da comissão de enlace do campo. A polêmica já gerou um texto sugestivo sobre a Nova Direita.
PS: O blog transmite de Buenos Aires de amanhã até o dia 27 de junho. Para quem me perguntou sobre o curso sobre música popular e cidadania, aí vão os detalhes. Nesta sexta-feira, nos reunimos de 14:00 às 20:00 na sede da Universidad San Andrés no centro da cidade. No sábado, a aula acontece de 9:00 às 13:00 no auditório da FUNCEB.
PS 2: Alguns outros posts do Biscoito sobre a Argentina:
Esses estranhos seres vegetarianos.
Biblioteca básica de literatura argentina.
Desde Buenos Aires: Revelación de mi identidad.
PS 3: Ela passou por Belo Horizonte. Foi bom demais vê-la, porque brigamos muito nestas primárias americanas. A visita foi com direito a um presentinho para mim – um livro de Nelson Rodrigues com dedicatória inesquecível. Valeu, valeu. A idéia dela é que a gente redirecione o Clube de Leituras para trabalhar mais freqüentemente com contos. Achei ótimo e estou aberto a sugestões.
Escrito por Idelber às 22:59 | link para este post
| Comentários (27)
#1
clube de contos: se volume significa, conta comigo!
tiagón em junho 12, 2008 12:44 AM
#2
mas idelber, a universidad san andrés não fica em san isidro?
Bruno ( ) em junho 12, 2008 1:15 AM
#3
Bruno, há uma sede no centro: 25 de Mayo, 586. Tel: (54-11) 4312-9499
Idelber em junho 12, 2008 1:42 AM
#4
Caro Idelber, me permita um off topic;
Na boa , espero que você tenha visto a final entre o Corinthinas e o sport, assim mesmo em caixa baixa.
Foi um roubo histórico.
O penalte não marcado a favor do Corinthians nos redime a qualquer roubo a favor de qualquer time do sudeste. Se é que precisamos disso.
O Corinthians foi roubado pela 'pátria' do Manguebeat, que Suassuna tanto deplora, mas que tanto apoiou, mesmo na 'vitória' irregular. Coisa muito natural para um autor de personagens tão espertalhões.
Mas, vivas o futebol nordestino, que dependem, ao que parece, da interferência de juizes para suas vitórias, que eles tanto deploram quando é a favor dos sulistas. Olho por olho dente por dente.
Entretanto é mais um timéco brasileiro a ser eliminados na primeira fase da libertadores, por argentinos, paraguaios ou mexicanos no ano que vem. Times que fazem a glória do São Paulo, Grêmio, Internacional e afins. Todos do sudeste, segundo os nordestinos.
fm em junho 12, 2008 1:47 AM
#5
Idelber: o Raúl falou pra mim hoje do embate González e Palermo e do texto sobre a Nova Direita; ia googlar um bocado amanhã. Mas v. organizou tudo devidamente linkado. Me economizou o esforço. Brigadão. A idéia do Clube de Leituras com contos me parece interessante. É mais fácil escapulir das leituras previstas prum conto do que prum livro inteiro. Boa estada em Bs. As. e bom curso na San Andrés. Coma muitos bifes de chorizo por mim.
Alexandre Nodari em junho 12, 2008 2:05 AM
#6
Valeu pelos links, Idelber. Infelizmente, a cobertura da crise argentina na imprensa brasileira é algo quase inexistente.
E eu morria de rir com certos lances da briga entre você e a Mary, hehehe.
Marcus em junho 12, 2008 4:44 AM
#7
Em um país onde o governo manipula escandalosamente os índices da economia, notadamente a inflação que chega a ser três vezes maior que os números apresentados pelo governo.
Em um país onde o Estado cobra, arbitrariamente, até 52,7% de imposto não é um país onde o Estado trabalha para os cidadãos. O Estado se torna sócio majoritario e não convidado dos cidadãos.
O peronismo transformou uma nação, que no início do século XX poderia ser considerada a quinta maior economia do mundo, com índices de qualidade de vida comparáveis aos da Europa e Estados Unidos, em uma latrina de populistas, chavistas, facistas, nazistas e racistas.
E viva o populismo Latino Americano!
Pablo Vilarnovo em junho 12, 2008 9:18 AM
#8
Idelber,
seria um grande favor teu se você nos desse uma luz de algum blog argentino que possamos acompanhar...
André Egg em junho 12, 2008 9:47 AM
#9
Li a carta de Vicente Palermo. Como é bom ver que ainda existe seres pensantes...
Pablo Vilarnovo em junho 12, 2008 10:00 AM
#10
Estou por aqui de Idelber!
Lendo Futebol e Identidade e com a Sylvia Molloy me aguardando. Boa viagem!
Contos, por que não?
Abraço.
Milton Ribeiro em junho 12, 2008 10:22 AM
Milton Ribeiro em junho 12, 2008 10:24 AM
#12
Que lástima a situação argentina. Me parece que comparados com eles não estamos tão mal. Não to podendo ler os links todos, mas espero que isso não aumente mais os preços do pão aqui no Brasil.
Off-topic: sobre o comentário acima, o Sport mereceu ganhar, o Corinthians só ficou atrás até levar os gols. E não foi penalti no Acosta. E pelos títulos que "ganhou" na Copa do Brasil em 2002 e o Brasileiro de 2005 graças à arbitragem, os corintianos deveriam ter vergonha de creditar o merecido título do Sport a isso. Se manter essa base e essa garra, vai dar muito trabalho na Libertadores, principalmente em casa.
Outro off-topic: um colunista da Folha que se diz bacharel em filosofia publicou um longo artigo hoje sobre o ensino de filosofia no ensino médio que não tive paciência de ler até o final, você vai ver porquê. Se tiver tempo Idelber, dê uma olhada, tá nesse link.
Leo Vidigal em junho 12, 2008 2:46 PM
#13
Pablo,
A realidade é que o verdadeiro crack na economia argentina veio com o governo de Carlos Menem, que instituiu políticas econômicas neoliberais, agravando a desigualdade, aumentando o desemprego, desvalorizando o peso e lentamente destruindo a economia até o colapso de 2001. Os argentinos, hoje em dia, vivem à margem dessa crise. Os governos Kirchner, com todos os seus defeitos, ao menos conseguiram diminuir a pobreza e fazer a economia do país voltar a crescer...
George Pedrosa em junho 12, 2008 4:42 PM
#14
O governo Kirchner, apesar dos excessos, é o melhor governo da Argentina há muitas décadas e acho que o melhor que temos hoje na América latina. A Argentina cresce como nunca. E os preços dos alimentos estão muito altos no mercado internacional com a taxa de câmbio desvalorizada, é natural que os ganhos dos produtores sejam extraordinários. É claro que a taxa de exportação poderia (e acho que deveria) ser um pouco mais baixa. Mas, com uma ideia social-democrata que a renda da terra deve ser repartida com a sociedade, acho natural a divisão desse ganho com o resto da sociedade seja feita por meio de impedir que os preços dos alimentos fiquem muito caros para a população. Será justa que apenas uns latifundiários ganhem fortunas com o preço excessivo dos alimentos no mercado internacional? Dizem que a fertilidade da terra argentina dispensa fertilizantes. Eu não entendo essa esquerda maluca (é o nome mais carinhoso que eu posso denomina-los) se alinhar à direita e os latifundiários e ser contra o governo. Kirchner fez um milhão de coisas (o salário vem aumentando pra caralho, peitou os militares, pos os ganhos dos bancos e dos rentistas lá embaixo, fez o país crescer, manteve o câmbio competitivo, etc.) e a esquerda faz uma oposição radical ao governo. Entre o candidato do Kirchner e o Macri, assumidamente de direita, ficaram neutros. Acho triste que a Cristina tenha perdido nas principais cidades para aquela chorona, beata, udenista da Elisa Carrio. Essa esquerda não tem proposta nenhuma. Chega no governo não sabe o que fazer e pega o economista mais conservador para administrar o governo. E chega um cara que faz um tanto de coisa, poe a economia pra crescer reduzir barbaramente a pobreza, o desemprego e a miséria. Aí essa esquerda que faria muito pior no governo faz uma oposição radical ao governo.
Bruno em junho 12, 2008 5:51 PM
#15
Numa entrevista em 2007, Beatriz Sarlo (sempre ela!) disse que o peronismo sobrevive por ser maleável. Pode estar à esquerda, depois neoliberal, em seguida cai no populismo, no autoritarismo. E está tudo bem.
Segundo ela, o partido é sempre um ponto de referência nos momentos de crise e os eleitores descarregam votos nele. É como se o peronismo fosse uma palavra vazia que pode carregar diversos significados, mas é homogênea e dá um norte para os argentinos.
A crise atual é reflexo da saída da caos de 2000 e 2001. Caos gestado e alimentado pelo próprio partido em sua fase neoliberal com Carlos Menem nos anos 1990. A quebra de 2001 foi tão violenta que a Argentina ainda vai se debater por anos.
No conflito com o "campo", dá para ver as digitais do grupo Bunge Born, que são os donos do trigo no mundo e mui fraternos com Menem.
enio em junho 12, 2008 5:54 PM
#16
Obrigada, Professor Avelar. Sem você eu nunca me atualizaria em nada, só na política dos EUA.
Volto pra conferir.
Um beijo e boa noite,
tina oiticica harris em junho 12, 2008 7:53 PM
#17
Muito bom resumo, Idelber. Pelos comentários dos aigos, dá para ver o quanto estamos desinformados sobre a Argentina, sua história e suas forças políticas. Culpar exclusivamente o peronismo pela decadência argentina, como faz o Pablo, é ignorar a situação internacional e o contexto em que se desenvolveu e decaiu a economia do vizinho. Não esqueça que, nos anos 90, a Argentina era apontada como exemplo pelo FMI, que sugeria adotarmos aqui um sistema de câmbio fixo como o que quase destrói o país no começo do século XXI. Já fechar os olhos para os graves defeitos do governo Kirchner, como faz o bruno é ignorar os traços autoritários dos Kirchner, e não ver que o populismo faz isso mesmo: aumenta salários e faz crescer a economia enquanto com a inflação o poder aquisitivo vai ao vinagre e a hostilidade contra investidores cria uma armadilha para a economia, como a que estamos vendo agora, com o colapso do modelo adotado por lá...
Livro de contos? Adoraria ver o Biscoito discutindo Dalton Trevisan. Ou Calvino. Ou, se valese indicação de gente nova, o livro do José Resende Jr., Mulher Gorila e Outras Histórias.
s leo em junho 12, 2008 9:42 PM
#18
Boa noite, pessoal.
André, eu ando mais próximo da blogosfera literária argentina que da política. Mas, em todo caso, aqui vai minha coleção de feeds. Em alguns desses blogs, você vai encontrar comentários sobre a crise.
Na mosca esse comentário do Bruno sobre a Carrió como udenista (e uma udenista que fala com Deus!).
Mas há que se entender que o governo tem sido muito inábil.
Idelber em junho 12, 2008 10:01 PM
#19
Sugestão pra o clube de leituras: Putas assassinas, do Bolaño.
thiago em junho 13, 2008 12:16 AM
#20
A percepção que tenho hoje da Argentina é que ela se tornou um país velho. Um lugar onde as antigas querelas continuam vivas e que se importam mais consigo mesmas do que com a vida em si.
Paz e bom humor, sempre, mano blogueiro.
Walmir
http://walmir.carvalho.zip.net
Walmir em junho 13, 2008 4:30 PM
#21
Concordo que o governo tem sido inábil, mas acho que o Kirchner um governo muito bom.
s leo, os dados da CEPAL afirmam que no atual governo o poder de compra do salário vem aumentando muito. No crescimento do PIB já está descontada a inflação. Pergunte para as empresas automobilistica se o poder de compra do argentino está aumentando ou caindo? As vendas de bens duráveis, por exemplo, estão disparando.
Kirchner é autoritário? É. Mas, os ídolos da grande imprensa (Fujimori, Menem, FHC) também são. Os anti-populistas tb são autotitários. Eu, como defensor de um Estado do bem-estar social, sempre fico muito desconfiado do discurso anti-populista, que, em geral, está associado à condenação da promoção da melhora da qualidade de vida da população. Dizem que o Estado deve gastar o mínimo possível, senão compromete o futuro do país. Eu não concordo com isso, pois acredito que o gasto do Estado é bom por fazer a economia crescer. Acho que é esse o ponto da nossa discordância.
Bruno em junho 13, 2008 5:17 PM
#22
Bruno,
Você matou a charada em vários pontos, principalmente em um fundamental:
Os governos ditos "populistas" da AL são atacados muito mais por suas virtudes do que pelos seus defeitos. Vide Governo Lula, que no tangente às piores coisas de sua administração não é criticado pela direita (política ambiental,juros altos, Raposa do Sol etc), mas no tocante às políticas sociais é achincalhado.
No entanto, quanto aos Kirchners, faço algumas ressalvas; O que dá pra dizer é que, de fato, eles pegaram um país arrebentado e fizeram o primeiro governo em muitos anos capaz de promover crescimento econômico na Argentina, mas foram incompetentes no âmbito político ao não mudarem (ou tentarem mudar) a cultura política daquele país o que pode levar suas conquistas por água à baixo. Detalhe: Essa mesma cultura política ruim já levou conquistas argentinas muito maiores do que essas por água à baixo.
Hugo Albuquerque em junho 13, 2008 7:07 PM
#23
Bruno, meu caro, não discordamos na questão do papel do Estado, mas na maneira como ele o desempenha. Não acho que qualquer gasto público seja bom; quem gosta desse tipo de crença são os que se aproveitam de verbas públicas para interesses privados. Também não concordo com as teses de estado mínimo, muito pelo contrário. Condeno os que atacam qualquer aumento de gastos, porque alguns deles são necessários (aumentos de salários para os professores e médicos, por exemplo são; já não o são os aumento para os funcionários do BC e assessores de gabinete paerlamentar - não confundir com os competentíssimos assessores legislativos).
Fujimori, que eu saiba, nunca foi queridinho da grande imprensa, cuidado com s generalizações. Não concordo com esse tipo de visão política que divide o mundo como num campo de futebol, nós contra eles. Populistas e anti-populistas autoritários devem ser combatidos, não devemos apreciar os canalhas porque são nossos canalhas, como defende certa esquerda.
A inflação argentina é mascarada nas estatísticas, o que torna suspeitos os índices por lá; e, tenho certeza de que grande parte do crescimento apontado por você é mera recuperação, a partir de uma base muito baixa, depois da evidente recuperação de renda e produto com a moratória (não foi uma decisão soberana, foi uma inevitabilidade, não havia como pagar). Os Kirchner apontam o caminho certo ao enfatizar o crescimento? Sim. Agem certo ao adotar práticas de fôlego curto, que provocarão uma queda perigosa na economia argentina? Não.
Os argentinos voltaram a estocar dólares; passaram a queixar-se da falta de produtos básicos, e isso antes dos bloqueios; e derrubaram a popularidade do casal Kirchner. Acho que você devia prestar atenção nesses sinais.
s leo em junho 13, 2008 8:06 PM
#24
Meu caros, eu adoraria poder chamar meu amigo Sergio de gorila reacionário de direita por sua oposição a um governo lutador e popular, mas o fato é que depois de alguns dias de leituras intensas, muitas conversas com amigos daqui e acompanhamento mais de perto da crise, tenho que dizer: o governo de Cristina Kirchner é muito, muito ruim.
Como bem disse um amigo meu: não agem como governo; agem como um poder enfrentado a outro poder. Falta capacidade de mediação, sobra cabeça-dura e centralismo. Nessa história do campo, poderiam ter negociado, e teriam perdido muito menos do que já perderam.
Eu não sou contra os enfrentamentos. Sou contra os enfrentamentos burros. O desgaste é visível e mesmo entre os amigos de esquerda, é quase unânime o desgosto com a estratégia adotada pelo governo Kirchner.
Oxalá eu esteja errado, mas eu temo pela Argentina. É uma pena, porque o país é maravilhoso demais. Não merece mais sofrimento.
Idelber em junho 14, 2008 12:07 AM
#25
Minha sugestão é Edgar Allan Poe!
Edk em junho 16, 2008 1:32 AM
#26
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edgar allan poe, adoraria. bolanas nunca li. entao adoraria tb.
mary w em junho 17, 2008 3:52 AM
#27
Através do post cheguei atrasado à biblioteca básica argentina. Beleza. Além dos indispensáveis Borges e Cortázar e de alguma coisa de Arlt, Ocampo e Walsh pouco ou nada sabia do restante. Mas senti uma falta. E Sábato? Sobre Héroes y Tumbas. Como não?
Pedro Agilson em junho 17, 2008 11:52 PM
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