Meu Perfil
Um blog sobre política, literatura, música e futebol basquetebol. Na rede desde outubro de 2004.



Email: idelberavelar arroba gmail ponto com

O autor
 No Twitter
 No Facebook
 No Formspring
 No Google Reader
 Minha estação de rádio no Songza
Curriculum Vitae
 Página pessoal em Tulane


 



Histórico
 setembro 2010
 agosto 2010
 agosto 2009
 julho 2009
 junho 2009
 maio 2009
 abril 2009
 março 2009
 fevereiro 2009
 janeiro 2009
 dezembro 2008
 novembro 2008
 outubro 2008
 setembro 2008
 agosto 2008
 julho 2008
 junho 2008
 maio 2008
 abril 2008
 março 2008
 fevereiro 2008
 janeiro 2008
 dezembro 2007
 novembro 2007
 outubro 2007
 setembro 2007
 agosto 2007
 julho 2007
 junho 2007
 maio 2007
 abril 2007
 março 2007
 fevereiro 2007
 janeiro 2007
 novembro 2006
 outubro 2006
 setembro 2006
 agosto 2006
 julho 2006
 junho 2006
 maio 2006
 abril 2006
 março 2006
 janeiro 2006
 dezembro 2005
 novembro 2005
 outubro 2005
 setembro 2005
 agosto 2005
 julho 2005
 junho 2005
 maio 2005
 abril 2005
 março 2005
 fevereiro 2005
 janeiro 2005
 dezembro 2004
 novembro 2004
 outubro 2004


Assuntos
 A eleição de Obama
 Clube de leituras
 Direito e Justiça
 Fenomenologia da Fumaça
 Filosofia
 Futebol e redondezas
 Gênero
 Literatura
 Metablogagem
 Música
 New Orleans
 Palestina Ocupada
 Polí­tica
 Primeira Pessoa



Indispensáveis
 Agência Carta Maior
 Amálgama
 Ao mirante, Nelson! (in memoriam)
 Ao mirante, Nelson! Reloaded
 Blog do Alê Porto
 Blog do Alon
 Blog do Favre
 Blog do Miro
 Blog do Planalto
 Blog do Rovai
 Blog do Sakamoto
 Brasília, eu vi
 Cloaca News
 Consenso, só no paredão
 Cynthia Semíramis
 Descurvo
 Diálogico
 Dilma na Rede
 Diário gauche
 ¡Drops da Fal!
 Escreva, Lola, escreva
 A Feminista
 Guaciara
 Histórias brasileiras
 Impedimento
 Luis Nassif
 Uma Malla pelo mundo
 Milton Ribeiro
 Na prática a teoria é outra
 Óleo do Diabo
 Opera Mundi
 Palestina do espetáculo triunfante
 Pensar enlouquece
 Rafael Galvão
 Revista Fórum
 RS urgente
 Sergio Leo
 Sexismo na política
 Sul 21
 Tiago Dória
 Tijolaço
 Todos os fogos o fogo
 Túlio Vianna
 Urbanamente
 Viomundo



Visito também
 Abobrinhas psicodélicas
 Ademonista
 Afonso, o Chato
 Ágora com dazibao no meio
 Alcinéa Cavalcante
 Além do jogo
 Alessandra Alves
 Alfarrábio
 Altino Machado
 Amante profissional
 Os amigos do Presidente Lula
 Animot
 Argemiro Ferreira
 Arlesophia
 Bala perdida
 Balípodo
 Bereteando
 Biajoni!
 Blog do Juarez
 Blog do Juca
 Blog do Mello
 Blog dos Perrusi
 Blog do Protógenes
 Blog do Tsavkko, Angry Brazilian
 Blogafora
 blowg
 Boteco do Edu
 Botequim do Bruno
 Branco Leone
 Bratislava
 Brontossauros em meu jardim
 A bundacanalha
 O caderno de Patrick
 Caldos de tipos
 Caquis caídos
 O carapuceiro
 Carla Rodrigues
 Carnet de notes
 Carreira solo
 Carta da Itália
 Casa da tolerância
 Casa de paragens
 Catarro Verde
 Catatau
 Cidadania
 Cinema e outras artes
 Cintaliga
 Com fé e limão
 Conejillo de Indias
 Contemporânea
 Contra Capa
 Controvérsia
 Controvérsias econômicas
 Conversa de bar
 Cria Minha
 Cris Dias
 Cyn City
 Uma dama não comenta
 Dançar a vidao
 Daniel Aurélio
 Daniel Lopes
 de-grau
 De olho no fato
 De primeira
 Diário de Bordo
 Diario de trabajo
 Didascália e ..
 Diplomacia bossa nova
 Direito e internet
 Direitos fundamentais
 Disparada
 Dispersões, delírios e divagações
 Dissidência
 Dito assim parece à toa
 Doidivana
 Dossiê Alex Primo
 Duas Fridas
 É bom pra quem gosta
 eblog
 Ecologia Digital
 Educar para o mundo
 O escrevinhador
 Escrúpulos Precários
 Escudinhos
 Estado anarquista
 Eu sei que vivo em louca utopia
 Eugenia in the meadow
 Fabricio Carpinejar
 Faca de fogo
 Faça sua parte
 Favoritos
 Ferréz
 Fiapo de jaca
 Foi feito pra isso
 Fósforo
 Fina flor
 A flor da pele
 Fogo nas entranhas
 Fotógrafos brasileiros
 Frankamente
 Fundo do poço
 Futebol, política e cachaça
 Gabinete dentário
 Galo é amor
 O gato pré-cambriano
 Geografias suburbanas
 Groselha news
 Googalayon
 Guerrilheiro do entardecer
 Hargentina
 Hipopótamo Zeno
 História em projetos
 Homem do plano
 Idéias mutantes
 Impostor
 Incautos do ontem
 O incrível exército Blogoleone
 Ingresia
 Inquietudine
 Inside
 Interney
 Ius communicatio
 Já matei por menos
 jAGauDArTE
 Jean Scharlau
 João Villaverde
 O jornalismo morreu
 Kit básico da mulher moderna
 Lembrança eterna de uma mente sem brilho
 A Lenda
 Liberal Libertário Libertino
 Limpo no lance
 Língua de Fel
 Linkillo
 Lixo Tipo Especial
 Lixomania
 Luz de Luma
 Mac's daily miscellany
 O malfazejo
 Malvados
 Mar de mármore
 Mara Pastor
 Márcia Bechara
 Marconi Leal
 Maria Frô
 Marmota
 Matei por menos
 Mineiras, uai!
 Modos de fazer mundos
 Mox in the sky with diamonds
 Mundo-Abrigo
 Mundo de K
 NaMaria News
 Nababu
 Nación apache
 Nalu
 Nei Lopes
 Nova corja
 Nóvoa em folha
 Odisséia literária
 Onde anda Su?
 Ontem e hoje
 Overmundo
 Pálido ponto branco
 Panóptico
 Para ler sem olhar
 Parede de meia
 Paulodaluzmoreira
 Pecus Bilis
 Pedro Alexandre Sanches
 Peneira do rato
 O pensador selvagem
 Pictura Pixel
 O pífano e o escaninho
 Pirão sem dono
 políticAética
 Política & políticas
 Politika etc.
 Ponto media
 Por um punhado de pixels
 Porão abaixo
 Posthegemony
 Prás cabeças
 Prosa caótica
 Quarentena
 Que cazzo
 Quelque chose
 Quintarola
 Quitanda
 Recordar repetir elaborar
 Reinventando Santa Maria
 Retrato do artista quando tolo
 Roda de ciência
 Samurai no Outono
 Sérgio Telles
 Serbão
 Sergio Amadeu
 Sérgio blog 2.3
 Silenzio, no hay banda
 Síndrome de Estocolmo
 O sinistro
 Sob(re) a pálpebra da página
 Somos andando
 A Sopa no exílio
 Sorriso de medusa
 Sovaco de cobra
 Stella psicanálise
 Sub rosa v.2
 SublimeSucubuS
 Superfície reflexiva
 Talqualmente
 Taxitramas
 Terapia Zero
 A terceira margem do Sena
 Tiago Pereira
 Tom Zé
 Tordesilhas
 Torre de marfim
 Trabalho sujo
 Ultimas de Babel
 Um que toque
 Vê de vegano
 Viajando nas palavras
 La vieja bruja
 Virunduns
 Vistos e escritos
 A volta dos que não foram
 Zema Ribeiro




selinho_idelba.jpg


Movable Type 3.36
« Na churrascaria com César Luis Menotti :: Pag. Principal :: Comentários sobre a mídia »

domingo, 15 de junho 2008

Dia tenso na Argentina

A situação aqui na Argentina, embora não seja a hecatombe que às vezes pinta o Clarín, vai ficando bem grave. O dia de hoje foi o mais tenso dos últimos três meses de crise. Caminhando por Buenos Aires ao léu, vi nada menos que quatro grandes manifestações: três contra o governo e uma a favor, na Praça de Maio. Em primeiro lugar, há que se esclarecer que o aumento das retenções imposto pelo governo não é à exportação de “grãos”, como afirmou hoje a Folha de São Paulo. Aplica-se à soja e ao girassol. De acordo com o decreto original, de maio, que provocou a crise, as retenções sobre o trigo e o milho baixaram, inclusive. 98% da soja produzida pela Argentina se destina à exportação.

Observando as manifestações contra o governo no chiquérrimo bairro de Belgrano, é impossível não perceber uma curiosa ironia: as panelas, em geral, são utilizadas em passeatas por gente que não tem muita intimidade com elas. É aquele desjeito que você vê, por exemplo, nas mãos de um não-fumante forçado a segurar um cigarro. Do lado do governo, o patetismo chega quase ao mesmo nível. Hoje, o ex-presidente Néstor Kirchner, marido da presidente Cristina e chefe do Partido Peronista, foi participar da manifestação pró-governo na Praça de Maio, junto com ministros de estado. Quando a passeata se transforma em instrumento de governo de um país de 40 milhões de habitantes, é porque a coisa vai mal. O peronismo (kirchnerismo), por sua própria natureza, impede o surgimento em seu interior de políticos como Hermes Binner, ao mesmo tempo comprometidos com um idéario de esquerda mas capazes de gestão e negociação.

A grande derrota do governo, até agora, é da ordem das relações públicas: uma queda-de-braço com os exportadores de soja é quase universalmente percebida como um conflito com “o campo”. Essa percepção vai, é claro, informando as atitudes dos próprios sujeitos agrários, que são diversificados entre si, mas que passam a ver-se representados, mesmo que imaginariamente, nos interesses dos sojicultores -- percepção reforçada pelo milenar ressentimento das províncias contra Buenos Aires. Até as Mães da Praça de Maio racharam: enquanto Hebe de Bonafini, fiel ao governo por sua política de direitos humanos, pede prisão de 15 anos para os que bloqueiam as estradas, Mireya González, das Mães de Gualeguaychú, defende a “luta social” dos dirigentes agropecuários. A situação entre os prefeitos também é de cisão: na província de Buenos Aires, 52 prefeitos apóiam “o campo” e 68 apóiam o governo. Em Córdoba, a esmagadora maioria dos prefeitos está contra o governo. Em Santa Fé, a coisa está mais ou menos pau a pau. Ainda não há desabastecimento para valer em Buenos Aires, mas é uma possibilidade real. Em várias províncias, faltou combustível.

Aí vai uma coleção de links para quem quiser acompanhar a crise pelos blogs argentinos de política.

Um lado:
Lomas nuevo o lomas viejo
Homus economicus
NerdProgre
Ramble Tamble
El magma

O outro lado:
50 amaneceres
Nanopoder
Abuelo económico.

PS. Vem-me à memória uma citação de Julio Cortázar, d'O livro de Manuel: O campo é esse lugar onde os frangos passeiam crus.



  Escrito por Idelber às 04:41 | link para este post | Comentários (13)


Comentários

#1

Interessante o pouco espaço dado a Argentina nos grandes jornais , apesar de nosso vizinho e como o Brasil um dos paises mais importantes da AS.
Me parecia algo pouco significativo estas manifestações , porem lendo este artigo vejo que as reclamações do setor agricola viraram um movimento contra o atual governo.Provavelmente um ressurgimento da direita argentina , praticamente desaparecida desde o periodo dos governos militares.
Vamos ver o que vai acontecer , pero não acredito em desestabilização , o povo argentino já administrou com naturalidade algum racionamento de energia , e acho que não tera dificuldades com a falta momentanea de alguns produtos agropecuarios.
A ARGENTINA é muito maior que uma pequena acomodação de forças politicas.Ainda assim seria bom que estas reclamações fossem discutidas de forma a não haver prejuizos para a nação argentina.Tomara que seja o que aconteça.
Buena sorte hermanos.

Felipe Vargas Zillig em junho 15, 2008 8:07 AM


#2

Logo abaixo tem um artigo ainda mais esclarecedor sobre a atual crise.Pelo jeito as discissões são mais intensas , o que tranquiliza é a participação de varios setores , incluindo os mais importantes atores , deve sair algo novo , provavelmente uma modernização dos partidos politicos argentinos.
Seria interessante para a AS,se esta forças conseguissem,o que seria a primeira experiencia que junte modernidade, representatividade e seja completamente formado e escrito em função das caracteristicas e influencias nacionais.
O PT , Chaves , Evo , Corerea , Lugo são experiencias nesta linha , uma contribuição argentina seria bem vinda.

Felipe Vargas Zillig em junho 15, 2008 8:55 AM


#3

Po, eu sei que é errado, mas fico com uma inveja dessa disposição dos argentinos... Aqui é sempre a mesma coisa, oposição X governo, governo X oposição, e olhe lá...
Só pra provocar, é presidentA!!!!!
huahuahua
abraço!

Gui Losilla em junho 15, 2008 11:42 AM


#4

Pois é, Gui,

Tenho a mesma sensação. Aliás, admiro profundamente os argentinos exatamente pela capacidade de mobilização, o que, pra ser caridosa, nos falta um tantinho. :(

Também estranho a ausência de noticiário sobre a Argentina nos nossos grandes jornais. Obrigada, Idelber!

Alba em junho 15, 2008 11:59 AM


#5

cá entre nós os argentinos adoram um drama, seja pro bem ow para "fazer novela", moro perto da argentina, não sou tão ligado, mas até onde eu sei, existe protesto pra tudo por aí.

Nesse caso, bem usado, também concordo que o brasil devia seguir o exemplo algumas vezes, aqui as pessoas são muito passivas, com exceção dos estudantes e algumas minorias q ainda lutam pelos seus direitos e os dos outros...

a globo também tinha noticiado isso dos grãos, são grãos sim, mas nao precisa generalizar! A folha anda me decepcionando cada dia, era um dos poucos jornais q achava totalmente imparcial vem dizendo q algo está em segredo de justiça quando nao pode estar, que é crise de grãos, nem quero ver as próximas gafes...

jardel em junho 15, 2008 1:01 PM


#6

Caríssimo,

gostaria de saber se vc pode me ajudar a encontrar pesquisas acadêmicas que abordem o humor como instrumento de luta empregado durante a ditadura militar na Argentina. Estudei a produção humorística de Henfil no doutorado e agora, no pós-doutorado, estou tentando realizar um paralelo com outros intelectuais humoristas latino americanos, mas não tenho tido muito sucesso.
Vc tem alguma sugestão?
Bjin

conceição em junho 15, 2008 3:45 PM


#7

Pessoal, há um texto muito contundente sobre a crise no Hargentina, que eu recomendo com ênfase.

Idelber em junho 16, 2008 2:16 AM


#8

Conceição, para começar, suponho, Mafalda, né?

Idelber em junho 16, 2008 2:18 AM


#9

Pois é, pois é...

Conceição em junho 16, 2008 9:38 AM


#10

mss será que os pesquisadores argentinos não privilegiaram o humor como fonte de pesquisa? eu não acho nada. Mas estou investigando os próprios desenhos e criando minhas impressões. Se souberes de algo (uma tese, uma pesquisa, uma simples monografia!!!)me avisa,ok! bjin

Conceição em junho 16, 2008 10:48 AM


#11

Passeiam crus e com fome...

Adorei te conhecer!

Rebecca em junho 16, 2008 12:23 PM


#12

Li o artigo lincado e me esqueci totalmente da Argentina. Muito eloquente. Parece-me que estão aprontando algo, mesmo consderando como são realmente dramáticos os argentinos.

Tem algo de podre no reino da Dinamarca. E feliz Bloomsday pra você, Professor Avelar.

tina oiticica harris em junho 17, 2008 1:03 AM


#13

claro. lembrei de vc quando vi o panelaço. uau vc estar aí. indo ler o artigo.

mary w em junho 17, 2008 4:00 AM


Deixe seu comentário:






Lembrar seus dados?

(you may use HTML tags for style)