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sexta-feira, 13 de junho 2008

Na churrascaria com César Luis Menotti

A grande crítica literária argentina Florencia Garramuño e um dos maiores musicólogos das Américas, Federico Monjeau, são testemunhas de que não lhes minto: na noite desta sexta-feira, 13 de junho, o técnico da Seleção Argentina campeã do mundo em 1978, César Luis Menotti, jantou na Parrilla Peña, na Rua Rodríguez Peña quase esquina com Viamonte. O cabra é gigantesco – eu não sabia. Deve ter um metro e noventa e tantos.

Pois bem, eu, que não gosto muito de incomodar famosos em jantares, arrumei um jeito de me apresentar quando fazíamos o intervalo de fumantes do lado de fora:

--- Professor Menotti, eu sou brasileiro, e o Sr. nos proporcionou um grande desgosto em 1978.

Menotti, gênio, na bucha:

--- Quem mandou vocês tirarem Reinaldo do time? Com ele na equipe, vocês nos teriam derrotado em Rosario, fácil, fácil.

Eu ia perguntar sobre os 6 x 0 no Peru mas, depois dessa, preferi falar da carne. Figuraça, o grande Menotti.


PS: Saiu matéria caseira sobre o segundo Departamento de Espanhol e Português mais produtivo dos EUA.

PS 2: Hoje, o Caderno Idéias, do Jornal do Brasil, publica minha resenha de Veneno Remédio: O Futebol e o Brasil, de José Miguel Wisnik. Dêem lá uma conferida (cortesia do link: Luiz).



  Escrito por Idelber às 23:52 | link para este post | Comentários (12)


Comentários

#1

Aquele frio todo, e vc com a camiseta do Atlético?

Navegador em junho 14, 2008 12:49 AM


Luiz em junho 14, 2008 6:38 AM


#3

De que falaríamos hoje? Para mim a notícia mais importante do dia foi a decisão da Suprema Corte sobre Guantánamo e o governo Bush em geral. Você já reparou que aqui nos EUA ninguém sabe do período de torturas e ditaudras na América Latina?

tina oiticica harris em junho 14, 2008 7:57 AM


#4

Esqueci-me. Parabéns pelo artigo da Tulane. Queria muito que parasse de fumar. Foi uma surpresa enorme para mim.

tina oiticica harris em junho 14, 2008 8:00 AM


#5

Idelber: estou lendo o Veneno Remédio (terminei a parte d'A quadratura do circo) e li sua resenha. O final desta é fantástico e condiz com a impressão que tive até agora (traduziu algumas inquietações que o livro me suscitou, que eu espero formular melhor depois que terminar). A entrevista com ele também é muito boa. Abraço

Alexandre Nodari em junho 14, 2008 1:05 PM


#6

Tá em terras portenhas, que delícia. Aproveite muito, muito, muito, muito. ;o))

fal em junho 14, 2008 2:13 PM


#7

Caro Idelber,
você tem certeza que falou que era brasileiro ou disse de pronto que era Mineiro eh eh eh.
Independente das coincidências, se nós brasileiros perdemos por causa do Reinaldo, seria impossível negar que se ele convocasse o Maradona para aquele mundial, na época com 17 anos, idade do dêbut de Pelé na seleção brasileira em copas do mundo, talvez, somente talvez, a Argentina, mesmo com Brasil e Reinaldo, teria sido campeã e revelado um gênio muitos anos antes.
Mas minha opinião pode parecer somente uma provocação, e antes que você imagine isso, afirmo que Menotti é considerado na argentina como uma espécie de Telê Santana portenho. Ele gosta do 'futebol arte', assim como Telê e todos nós, e também gosta de ensinar fundamentos básicos aos seus comandados.
Entretanto hà sobre ele também a mácula do perdedor eh eh eh.
Às vezes acho que o futebol anda fazendo muitas conceções à responsabilidade, à correção do replay, ao políticanmente correto. Se esquecendo que um gol de mão, antes de ser uma irregularidade, é uma das graças do futebol. Assim como os drible elipcos do Garrincha seriam considerados hoje um desrespeito. estamos vivendo numa época onde a exatidão só permite lances geométricos como o drble da vaca eh eh eh. Nem entro no mérito do 'sarro'.
Bem, numa época de violência, que as tvs dependam tanto do Ibope que parecem a favor da fúria dos torcedores é até muito natural rever lances. Em oposição a sair dos estadios duvidosos, como na época de Pelé.
Uma dúvida; é comum, lá por aquelas paragens, também tratar os técnicos por 'professor'? eh eh eh.
Federico Monjeau fez uma ótima critica, no Clarín, sobre um recital de Tom Zé no Gran Rex, que teve a participação do também incrível telonero Luiz Tatit.
Abraços

fm em junho 14, 2008 6:10 PM


#8

Fico imaginando um diálogo desses entre um argentino e um idiota feito um, po exemplo, Parreira. Haveria muita empáfia, né não?

Zezolin em junho 14, 2008 9:38 PM


#9

Além de Reinaldo, quem mandou não convocar o Falcão aos 25 anos em pleno auge???????????

Grande Menotti. Sim, sabia que ele era um jerivá.

Abraço.

Milton Ribeiro em junho 14, 2008 9:44 PM


#10

Que delícia de resenha! Agradeço o link ao Luiz, fiquei salivando de vontade de ler o livro, agora. Aproveitei e li também a entrevista de 2006, em New Orleans, e fiquei encantada com o bate-bola de vocês. Acho que, de quebra, já tenho a idéia perfeita de presente para meu pai e meu irmão, na primeira oportunidade!

Ana Paula em junho 14, 2008 10:18 PM


#11

Navegador, eu não estava com a camisa do Galo, não.

Luiz, obrigado pelo link. Atualizei o post.

Tina, parar de fumar está nos planos. Paciência...

Alexandre, que bom que já está lendo o livro. Independente do tema futebol, é uma baita reflexão sobre o Brasil, incontornável mesmo.

Obrigadinho, Falzuca :-)

Frank, pois é, no tema do lançamento do Maradona naquela Copa, com 17 anos, nunca vamos saber, não é? Quem sabe eles nem teriam ganhado...

Zezolin, acho que o Parreira nunca dialogou realmente com ninguém. Com um sujeito como o Menotti, acho que seria difícil...

Pois é, Milton, além de sacar o Reinaldo do time titular, ainda houve aquela: preferir Chicão a Falcão :-(

Obrigado, Ana Paula, é um baita presente para qualquer fã de futebol, mesmo para quem, em geral, não gosta de ler livros sobre o esporte.

Abraços gerais,

Idelber em junho 15, 2008 12:26 AM


#12

Em que time Chicão jogava mesmo? São Paulo? Bem, então está explicada a preferência.

PS: Ninguém me tira da cabeça que se em 1950 tivessem convocado o Fedato, maior zagueiro da história do Coritiba, o Brasil não perdia a final pro Uruguai. A convocação chegou a ser cogitada, mas pra variar preferiram jogadores do eixo Rio-SP.

Ricardo Antunes da Costa em junho 17, 2008 12:35 PM


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