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terça-feira, 29 de julho 2008

Jô Moraes para a prefeitura de Belo Horizonte!

j%F4.jpg Declaro aqui o meu apoio à deputada federal Jô Moraes, do PC do B, para a prefeitura de Belo Horizonte em 2008. Jô Moraes, não Márcio Lacerda (PSB), é a herdeira do excelente trabalho realizado pela prefeitura de BH nestes últimos 16 anos. Foi Jô Moraes, não Márcio Lacerda, quem esteve durante 30 anos na militância ao lado do Doutor Célio de Castro. Jô Moraes, não Márcio Lacerda, é verdadeiramente conhecida pelos belo-horizontinos. É ela, não ele, quem conhece a cidade. Fui um dos 111.130 mineiros que votaram em Jô para deputada federal em 2006. Ela não decepcionou, sendo a autora, entre outros, do projeto de lei que regulamenta o piso salarial para professores da rede pública, um avanço – mínimo, sim, mas real – na quilométrica estrada de recuperação do sucateado ensino brasileiro.

Faço questão de linkar um post anterior em que eu argumentava que a Executiva Nacional do PT não devia bloquear automaticamente as conversas que se desenvolviam entre Fernando Pimentel e Aécio Neves, inclusive por razões táticas. Não sou da esquerda que demoniza o PSDB por tudo e termos como “tucanalha” não têm lugar neste blog. Não acredito que um entendimento entre petistas e tucanos seja uma idéia necessariamente ruim. Mas a forma como se deram as conversas em Minas, as motivações personalistas e carreiristas que subjazam a elas e o nome altamente questionável que foi escolhido para representá-las tornam impossível que este blog veja com simpatia a candidatura de Márcio Lacerda, o mais rico entre todos os aspirantes a prefeito no Brasil inteiro, com um patrimônio de 55 milhões de reais.

Como contribuição à cultura política da articulista da Folha de São Paulo, Eliane Castanhêde, que declarou nunca ter “ouvido falar” de Jô Moraes, o Biscoito apresenta um pouco do seu currículo: paraibana, radicada em Minas desde a época da militância contra a ditadura, na década de 1970, Jô Moraes já recebeu da capital mineira o título de Cidadã Belo-Horizontina. Talvez Eliane Castanhêde não saiba, mas existe uma coisa chamada União Brasileira de Mulheres. Jô Moraes é fundadora da entidade. Também participou da criação da Conselho Estadual da Mulher, em 1982. Foi também a primeira presidente do Movimento Popular da Mulher. Jô é parlamentar há 12 anos. Foi vereadora por dois mandatos, deputada estadual por um mandato e em 2006 foi a deputada federal mais votada de toda a esquerda de Minas Gerais. É a presidente do PC do B no estado.

jo2.jpg

Com a infinita cara-de-pau que lhe é peculiar, o ex-deputado José Dirceu quer dar lições de moral e fidelidade partidária aos petistas belo-horizontinos que, em número cada vez maior, estão migrando para a campanha de Jô Moraes e recusando o conchavo Pimentel-Aécio que usa como laranja o PSB, o mesmo PSB mineiro -- não confundir com o PSB de Luiza Erundina e Eduardo Campos -- que fez oposição à prefeitura do Doutor Célio de Castro com o grande goleiro e péssimo político João Leite.

O ex-deputado José Dirceu não nos diz onde estava a sua crença na fidelidade partidária em 1998, quando ele comandou uma cavalaria cossaca que esmagou a decisão democrática da convenção do PT fluminense, que havia escolhido Vladimir Palmeira como candidato ao governo do Rio, com o objetivo de impor uma aliança com ninguém menos que Garotinho. O ex-deputado José Dirceu tampouco nos diz onde estavam suas convicções acerca da fidelidade partidária em 2004, quando seu grupo arregimentou outra cavalaria cossaca, desta vez contra o PT cearense, que escolheu Luizianne Lins para a prefeitura de Fortaleza e terminou vencendo, mesmo sendo sabotada pelos caciques paulistas. Nesta eleição de BH, quem comete infidelidade partidária contra a orientação do PT nacional, diga-se de passagem, é o grupo do Prefeito Fernando Pimentel, que escolhe – por motivos de ambição pessoal – apoiar um candidato sem nenhuma história, um pau-mandado de Aécio, um aspirante a prefeito que, como bem lembrou o leitor Jeferson Melo, não sabe chegar da Savassi ao Centro sem motorista. Tudo isso contra uma candidata de credibilidade e competência infinitamente maiores, Jô Moraes, que sempre esteve ao lado das prefeituras de esquerda em BH durante os últimos 16 anos.

Eis aí, portanto, minha declaração de voto. Faço um apelo aos leitores de BH a que se engajem na campanha de Jô. Ela enfrenta duas poderosas máquinas administrativas. Lidera nas pesquisas, mas não será fácil. Márcio Lacerda tem 12 minutos na televisão, contra 2 minutos de Jô. A vitória, se vier, será na raça. Mas será um delicioso triunfo da democracia contra o caciquismo.

O Biscoito é Jô. Vamo' lá.



  Escrito por Idelber às 06:24 | link para este post | Comentários (72)


Comentários

#1

Aproveito a caixa para esclarecer -- na verdade, retirar -- uma única declaração feita no post de 28 de abril sobre a eleição de BH: a afirmação de que os apoios de Aécio e Pimentel seriam suficientes para eleger até José Roberto Wright prefeito da cidade. Era uma boutade, evidentemente. Um exagero grosseiro.

A tarefa de Jô é dificílima, mas eu acho que dá.

Idelber em julho 29, 2008 7:02 AM


#2

Idelber, daqui do Rio parece tarefa inglória eleger a Jô. Enquanto a televisão não começa, candidatos sem grandes máquinas mas com expressividade política e eleitores consolidados tendem a manter boa colocação. Entretanto, com o horário eleitoral a campanha é outra, e tenho dúvidas se essa situação se mantém. Algo semelhante ocorre no Rio, onde a Jandira (PCdoB) está em segundo e com boas projeções no segundo turno, mas o candidato da máquina do estado (Eduardo Paes, PMDB) deve subir logo que a campanha esquentar na televisão...

João Marcelo em julho 29, 2008 9:57 AM


#3

Idelber,

as eleições 2008 podem representar uma grande mudança de paradigma no Brasil. Três capitais do Sudeste – São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte – administradas por mulheres. É um dado importante que, inclusive, fortalece as respectivas campanhas de Marta, Jandira e Jô Moraes. Em Belo Horizonte, a vitória de Jô Moraes pode não ser fácil, mas está longe de ser impossível.

Voltando à infeliz coluna da articulista da Folha, que escreve sobre política mas conhece apenas os políticos de São Paulo, vale lembrar que, quando eleito para a prefeitura de Belo Horizonte em 1992, o ministro Patrus Ananias derrotou Aécio Neves que teve 15% dos votos e sequer chegou ao segundo turno.

Jeferson Melo em julho 29, 2008 10:55 AM


#4

Colocar no texto que o candidato possui um patrimonio de 55 milhoes de reais, como se fosse uma coisa ruim, nao eh uma ataque justo. Na verdade, fico muito mais desconfiado de uma pessoa (Jo Moraes) que, com um salario de R$ 16512, declara ter um patrimonio de apenas R$98000.

Robson em julho 29, 2008 11:05 AM


#5

Será que, durante a campanha, Aécio e Pimentel construirão a promessa "Se ele não for um bom prefeito, nunca mais votem em nós"??

Acho que já vi esse filme em São Paulo.

Inaiara em julho 29, 2008 1:00 PM


#6

Seria muito bom se a Jô Moraes conseguisse colar a sua imagem à do Patrus, político muito admirado em BH. Também ajudaria muito a ausência do Lula na campanha do Lacerda, o que o PCdoB já está articulando nacionalmente. No mais, posso dizer que entre meus conhecidos em BH a rejeição ao conchavo é imensa...

Felipe em julho 29, 2008 1:01 PM


#7

Caro Idelber,

de fato, a Jo Moraes e' uma otima (talvez a
melhor) opcao. Entretanto, ao que me consta,
o Sergio Miranda tambem tem respeitaveis
vinculos com a cidade. Assim, sob o ponto
de vista estrategico, temo que a fragmentacao
da esquerda belo-horizontina (e a separacao de
Jo e Sergio, em particular) se materialize em
um grande fiasco (ainda no primeiro turno!).
Bem... Tomara que nao.

Um abraco,
Francisco

Francisco Fontenele em julho 29, 2008 1:02 PM


#8

João Marcelo, sem dúvida a dinâmica muda muito com a televisão. Especialmente em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, as candidatas da esquerda vão enfrentar uma diferença muito grande em termos de poder de fogo das máquinas administrativas.

Jeferson, outra boa lembrança sua. O "ilustre desconhecido" bateu Aécio com facilidade 16 anos atrás. E à sua lista podemos acrescentar a Maria do Rosário, em Porto Alegre, que tem boas chances por lá.

Caro Robson, sem dúvida, o patrimônio não desqualifica um candidato de cara. Mas, convenhamos, no caso de um candidato que, esse sim, ninguém conhece, não costuma ser boa indicação. Quanto ao (pequeno) patrimônio de Jô, é bom lembrar que ela recebe salário de 16 mil há menos de dois anos.

Inaiara, muito, muito bem lembrado :-)

Felipe, acho que a ausência do Lula na campanha do Lacerda já pode ser dada como favas contadas. Não acredito que ele essa punhalada nas costas de Patrus e Dulci, para não falar do PC do B, um velho aliado.

Francisco, você tem toda a razão que o Sérgio Miranda tem uma bela trajetória na cidade. Inclusive, ele pertenceu durante muito tempo ao mesmo PC do B da Jô. Não acredito que a Jô fique fora do segundo turno e, assim sendo, ela tem tudo para contar com o apoio do Sérgio no embate com Lacerda. É o cenário que eu prevejo.

Abração.

Idelber em julho 29, 2008 1:41 PM


#9

Infringindo a Lei Azeredo, hein?

Milton Ribeiro em julho 29, 2008 1:48 PM


#10

Grande post Idelber,

Aliás, na época não fui contra o enlace de PT e PSDB em Belo Horizonte.

Não fui, sobretudo, para romper com esse paradigma de que todos os partidos Brasil adentro tenham de se submeter aos ditâmes da cacicada aqui de São Paulo (que não custa lembrar, fica no Brasil e não o contrário). Esse fenômeno, por exemplo, destruiu com o PSDB baiano, desmoralizado pela aliança de FHC com ACM (arghhh).

É evidente que a viabilidade desse acordo mineiro dependia do conteúdo programático que deveria estar inserido nele. Nessas circunstâncias, ele se torna um erro.

Destarte, vai aqui o meu humilde apoio para Jô Moraes.

PS: Idelber, quem é Eliane Castanhêde?

Hugo Albuquerque em julho 29, 2008 4:59 PM


#11

Eliana Castanhêde é uma colunista de São Paulo, ilustre desconhecida no Brasil.

Ela escreve naquele jornal, a Folha de Higienópolis :-)

Idelber em julho 29, 2008 5:22 PM


#12

Ah bão, tadinha, nunca tinha ouvido falar dela...

Hugo Albuquerque em julho 29, 2008 6:00 PM


#13

Caro Idelber, concordo contigo e, se votasse em BH, votaria na Jô do PC do B. Entretanto, noves fora, não concordo com sua crítica ao J. Dirceu. Ele reconheceu a superioridade da candidata Jô, apenas teceu críticas de foro partidário. Pessoalmente, também não me agrada esse "acerto" com o Aécio.
abraço, armando

Armando do Prado em julho 29, 2008 8:08 PM


#14

Embora respeite a trajetória política de Jô Moraes, recomendo o voto em Márcio Lacerda, mais do que pelo candidato, pela possibilidade de se dar uma sacolejada no arranjo partidário brasileiro. A aliança Aécio-Pimentel, se exitosa, pode ser a semente de um diálogo menos conturbado e irracional entre tucanos e petistas. Na minha opinião (sei que polêmica), seria bom experimentar um governo nacional mais ideológico (de centro-esquerda)numa aliança entre esses dois partidos, evitando-se essa interminável novela política de um deles estar sempre condenado a governar com o suporte de pseudo-partidos de direita ou extremamente fisiológicos.
Saudações alvinegras.
Paulo

Paulo Machado em julho 29, 2008 8:35 PM


#15

Olha só,

Não dá pra colocar o Eduardo Campos junto da Erundina. Sinto muito. Quem conhece PE sabe o que esse moço fez quando era secretário de Arraes. Não dá pra falar mais nesses tempos de BIG BROTHER.
abs a todos.

Mariana em julho 29, 2008 8:35 PM


#16

Se ela não ouviu falar sobre a candidata Jô Moraes, eu também nunca vi nada sobre Marcio Lacerda, só consegui encontrar um homonino que sacou dinheiro do Marcus Valério.

Acredito ser homônimo por que alguém que tem 55 milhões, vai sacar 450 mil no banco, e se finge de morto.

Marcelo Luiz em julho 29, 2008 9:00 PM


#17

Caro Idelber.

Sou mineiro de Eugenópolis, mas estou radicado há muitos anos na cidade do Rio de Janeiro e meu domocílio eleitoral é aqui na Cidade Maravilhosa. Acompanho com interêsse o quadro eleitoral de Belo Horizonte e concordo que a melhor candidata é a deputada Jô Moraes e tenho recomendado o seu nome a alguns amigos e parentes em BH. Aqui no Rio voto em Jandira Feghali mas reconheço que ela terá muita dificuldade diante do candidato do PMDB (Eduardo Paes)apoiado pelo governador Sérgio Cabral e do Marcelo Crivela apoiado pelos evangélicos. O Fernando Gabeira, quem diria, é apoiado pela Globo mas a Venus Platinada não tem a força eleitoral que pensa ter.

Abraço, Cléverson.

Cléverson Faria Costa em julho 29, 2008 10:29 PM


#18

BLOG do AZENHA

"Você já ouviu falar em Jô Moraes? Nem eu". Ou o umbigo de certa comentarista

Em plagas mineiras Jô Moraes é tão conhecida quanto pão de queijo...
por Fátima Oliveira,

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/voce-ja-ouviu-falar-em-jo-moraes-nem-eu-ou-o-umbigo-de-certa-comentarista/

TEM +


Em plagas mineiras Jô Moraes é tão conhecida quanto pão de queijo...

O voto em Jô Moraes tem significado ideológico, pois ideologia, circunstancialmente, como agora, é algo como "vergonha na cara", atributo moral que não é pra quem quer, é pra quem tem.
http://www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=5495

Maria Rodrigues em julho 29, 2008 10:32 PM


#19

É isso aí. Já comecei a rodar seu texto por email, com a autoria devidamente identificada.
Não acho muito simpático ficar mandando email para os outros com propaganda, piadas, casos etc etc etc. Mas estou abrindo uma exceção.

henrique rodrigues em julho 29, 2008 10:37 PM


#20

Valeu a dica, Mariana. Vou investigar. A Erundina eu conheço muito, muito bem, e nela confio. Mas confesso que minhas referências (todas positivas) sobre Eduardo Campos eram de segunda mão. Com o seu sinal amarelo, vou atrás da pista.

Obrigado, Henrique, por circular o texto e um abração a todos.

Idelber em julho 30, 2008 4:51 AM


#21

Pois é, como escrevi em post bem anterior, em que era contra a coligação, é que essa aliança servia apenas aos planos de Pimentel e de Aécio, que quer ser candidato a Presidente sem se confrontar com ninguém, naquilo que se diz que é a melhor (melhor?) tradição da poítica mineira. Ele mesmo não é contra e nem a favor de ninguém. Não podemos admitir que alguém concorra à presidência sem que saibamos (da boca do candidato) o que ele quer mudar, manter, o que, enfim, ele representa. Esse foi o grande mal para mim dessa aliança.
Assim, viva Jô Moraes, por ela mesma e pelo que ela pode derrotar.

Mauro Gabriel em julho 30, 2008 12:24 PM


#22


Idelber, quanto ao Eduardo Campos a dica é pesquisar sobre o escândalo da emissão de títulos da dívida pública para pagamentos de precatórios, o mesmo que atingiu Maluf. Não o acho santo, mas na média sua atuação política o coloca em uma posição bastante razoável no desolador cenário político brasileiro.

Quanto à eleição de BH, preciso conhecer mais Márcio Lacerda e refletir. Também sou da opinião de que um ambiente político menos envenenado é importante para o país, e nesse sentido a aliança Aécio-Pimentel talvez seja um passo. Mas teria sido mais interessante se tivessem escolhido um nome com mais representatividade política, e não um poste no qual devemos bovinamente votar.

Quanto ao patrimônio do Lacerda, penso que isso por si mesmo não o desqualifica. Inclusive um amigo meu bem informado me disse que é prática antiga dele dividir parte dos lucros entre seus empregados, um direito constitucional que nunca foi devidamente implantado. Se realmente for verdade, ponto para ele.

Abraço

Paulo SPS em julho 30, 2008 12:40 PM


#23

Pelo que meus amigos de BH falam, eu votaria fácil em Jô Moraes. Mas, mesmo se não falassem nada, é muito corajosa sua atitude.

Lembra a coragem que teve a então candidata Luiziane Lins, do PT de Fortaleza, que peitou a cúpula e foi pras cabeças, ganhando a eleição.

Gravatai Merengue em julho 30, 2008 3:25 PM


#24

E o Zé Dirceu é salafra, mesmo. Fidelidade? E a sacanagem que ele fez, no Rio, com o Wladimir Palmeira? Lembra disso? Tudo para favorecer a chapa Garotinho x Benedita. Também conhecida como "deus o livre e guarde".

Gravatai Merengue em julho 30, 2008 3:27 PM


#25

Precisa ser muito parlapatona para dizer que a Jô Moares é uma desconhecida. Talvez ela o seja no jeito rasteiro e matreiro de se fazer polítca no país, pois a Jô nunca abriu mão de seus ideais e de sua ética. Embora não vejamos isso nos jornais, mas o eleitor belo horizontino é esquerdista há muito tempo. Não se deixa levar pelas maracutais dos partidos, cujo interesse maior é aumentar a sua própria força. Basta ver o histórico dos últimos prefeitos que governaram a cidade. Talvez, a ausência do mar e o predomínio das montanhas leve-o a reflexões mais profundas. Há muito deixou de ser teleguiado por partidos. O interesse pela cidade está em primeiro lugar. Que os partidos façam o seu conchavo, é problema deles. Ao eleitor cabe apenas fazer a melhor escolha. E aqui a melhor escolha é Jô Moraes, por tudo que foi dito no post. Ela é muito querida na cidade, sendo conhecida até pelas crianças, uma vez que a sua campanha para deputada federal foi a mais criativa, envolvendo a parte lúdica. Sou petista, mas o meu voto e o de toda a família vai para a Jô. Não tenho nenhum compromisso com o Aécio e tampouco com o Pimentel. E é isto que está acontecendo com a maioria dos petistas da capital, em questão. Fiquei surpresa com aquela pesquisa anterior, pois bem sabemos que a Jô é líder absoluta. Além de todas as qualidades citadas no post, ela é aquilo que podemos chamar de ser humano, indiferente de qual seja o cargo que ocupa. O PT foi infeliz na sua avaliação. Abraços!

lu dias/bh em julho 30, 2008 9:53 PM


#26

IDELBER,
parabéns pela postagem do texto brilhante de Fátima Oliveira. Mineiro é assim: dá um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair. Enquanto isso o trem da Jô segue a todo vapor.

Realmente o Sérgio Miranda sempre foi um político respeitado. Sendo que ele e a Jô caminharam lado a lado dentro do PC do B. Partido esse que sempre se posicionou ao lado do PT. Já cansei de segurar as duas bandeiras. Entretanto, causou surpresa aos mineiros a saída do Sérgio Miranda para abraçar o PDT, partido que nunca gozou dos bons olhos dos mineiros de esquerda, pois foi um dos grandes apoiadores do Newton Cardoso, nas greves dos trabalhadores, ou seja, colocou-se contra o trabalhador.

O Sérgio foi sempre eleito pelo PC do B. E ao abandonar o partido, foi derrotado no PDT. O que foi uma perda considerável para os quadros da política mineira. Espero que ele volte para o PC do B e reconquiste a sua posição.

Quanto a essa jornalista de meia-tigela, fica clara a sua intenção em macular o nome da Jô Moraes, tratando-a como uma Maria-ninguém. Coitada, não tem noção do que diz. Não há na capital mineira quem não identifique o rostinho da Jô Moraes, incluindo as crianças.

O PT na sua costura com o Aécio Menino do Rio vai levar chumbo grosso, pois 70% do partido está abraçando a Jô Moraes. E não resta dúvida de que ela a mais conhecida dentre os candidatos, até mesmo pelo seu passado em prol das lutas sociais. Abraços!

lu dias/bh em julho 30, 2008 10:01 PM


#27

Idelber,

A colunista da Folha se chama Eliana Cantanhêde, não Castanhêde.

Manuel Amaral Bueno em julho 31, 2008 1:36 AM


#28

Agora, deixando as miudezas, algumas observações:

1. Como já foi dito, o patrimônio não desqualifica ninguém. Democracia é isso: o Pepê do PCO e o Márcio Lacerda estão na urna iguaizinhos.

2. Você e Jeferson dizem que Lacerda não conhece a cidade. Gostaria de saber como chegaram a essa conclusão. Eu não conheço Larcerda muito bem - imagino que vocês também não -, mas o fato de morar em Brumadinho não quer dizer que ele não conheça BH.

3. Você diz que Jô Morais tem competência e credibilidade "infinitamente maiores" que as de Lacerda. Talvez eu concorde quanto à credibilidade. Ela já está aí há mais tempo e nunca se mostrou indigna de confiança. Porém, Lacerda, pelo que eu sei, também não. Quanto à competência, haveria que se analisar a gestão de Lacerda à frente da secretaria executiva do Ministério da Integração e da secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. Pelo menos na gestão de suas empresas (sei que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa), ele parece ser bastante competente. A Jô, em que pesem a larga militância e os mandatos parlamentares, não tem experiência executiva nenhuma e, por isso, nunca teve sua competência (para esse tipo de trabalho) testada.

4. Sim, a arrogância de Pimentel e Aécio que, para satisfazerem suas ambições pessoas, nos impingem um "poste", como disse o Paulo, esperando que votemos nele dá enorme vontade de impor uma derrota a esses dois (já falei disso em outros comentários no blog). Mas e se o "poste" não for tão ruim quanto os dois que o colocaram lá? Não se pode julgar o filho pelo pai, nem o candidato pelos padrinhos. Alguns "postes" de ACM, pelo que me dizem meus amigos baianos, se revelaram bons administradores. Acho que hoje, pouquíssimos em BH conhecem Márcio Lacerda suficientemente bem para saber se ele seria desse tipo. Mas ainda faltam dois meses para a eleição.

5. Tenho uma certa implicância em relação ao movimento feminista e bastante implicância com os comunistas. Estudo numa universidade em que o PCdoB (na verdade, a UJS, que tem um pouquinho de PT também) controla boa parte do movimento estudantil e acho que isso foi péssimo pros estudantes. As gestões da UJS foram reprovadas pelos estudantes da UFMG e eu mesmo só convivi com uma no meu primeiro ano de universidade porque a gestão anterior (do PSTU) tinha falido o DCE. Na gestão da UJS, o DCE adorava fazer uma espécie de "triangulação" à la Clinton entre as posições da esquerda radical e as da reitoria. A cada gestão da UJS, os estudantes se desmobilizavam e se desinteressavam mais, o movimento estudantil representava cada vez menos gente e a esquerda radical ganhava força.

Manuel Amaral Bueno em julho 31, 2008 2:20 AM


#29

Manu, meu querido, você como sempre com argumentos sólidos, bem fundamentados. Li seu comentário agora, de madrugada, e preciso de algum tempo para formular uma boa resposta. Mas vou fazê-lo.

Caramba, e eu escrevi errado o nome da colunista. Juro que foi sem querer.

Idelber em julho 31, 2008 4:18 AM


#30

carissimos. achei este blog li e decidi comenta-lo tambem. Por 22 anos de minha vida fui militante doentemente apaixonada pelo PCdoB. Estive a frente das campanhas desde de que o partido saiu da clandestinidade e antes filiando pessoas ao partido para fortalecer a sigla.me lembro que para eleger jô ao cargo de deputada estadual trabahei ate desmaiar nas ruas de bh e acordar tomando soro no pronto socorro, afinal 54 anos de PCdoB fora da assembleia legislativa de Minas. bem mais vamos la, tambem estive presente ( ou ausente nao sei)em reuniao da comissao politica do partido quando ate que emfim alguem conseguiu convencer a direcao estadual a discutir o voto( contrario? voto contra o centralismo democratico?) de Sergio Miranda a favor dos trabalhadores e contra a reforma previdenciaria de lula, conseguentemente acompanhei da maneira que me foi permitido, mesmo sendo dirigente estadual e municipal um pouco as sacanagens impostas a Sergio como puniçao pelo voto contrario? ate hoje me orgulho do feito de Sergio. afinal ao contrario do que a direcao do PCdoB tentou nos convencer de que naquele momento era fundamental o voto que demostrava fidelidade ao governo lula eu pessoa simples desempregada sem contribuir ou ter direito a previdencia entendi que o voto de Sergio foi de fidelidade aos trabalhadores brasileiros e em defesa de pessoas como eu,pobres e excluidos. entendi que Sergio foi punido e massacrado publicamente por nös defender, defender a classe que deveria ser patrimonio do partido avalio tambem que em algum momento a Jô viu nesta polemica a oportunidade de ocupar o lugar de liderança que era ocupado pelo Sergio. nao acho que este seja o papel de um verdadeiro lider em especial os de esquerda. me senti muito mal por nao consequir defender a classe trabalhadora e o voto de sergio nas reunioes do partido. agora terei de novo a oportunidade de diser a verdade. portanto meu voto é pelo verdadeiro projeto de esquerda que diz publicamente a quem defende mesmo tendo que abrir mao de beneficios ou meu voto é 12 Sergio Miranda.

Edneia Aparecida de Souza em julho 31, 2008 7:02 PM


#31

Manu, vamos lá, vou tentar responder algumas de suas objeções:

1. Deveras, o patrimônio não desqualifica ninguém. A minha candidata à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, não é exatamente pobre. Mas convenhamos que um sujeito da idade do Márcio Lacerda, completamente desconhecido em sua cidade, sem currículo de ser eleito para nada, já entrar milionário, não é um bom indicador. Não desqualifica por si só, mas é um sinal amarelo.

2. É verdade que não tenho certeza se ele conhece ou não a cidade. Sei que não mora nela, adorei a frase do Jeferson, e já vi duas entrevistas com Lacerda onde ele se refere a bairros de BH sem parecer ter muita familiaridade com os lugares. Tudo indica que não conhece. O ônus da prova, claro, é dele: é ele quem tem que me provar, como eleitor, que conhece bem a cidade. Até agora não vi nada.

3. Você diz que a Jô, por nunca ter tido cargo executivo, nunca teve sua competência testada. E cita a experiência do Lacerda gerindo empresas. Aí fica difícil. Tenho uma compreensão eminentemente política -- não gerencial -- do que é um cargo executivo. E de acordo com essa compreensão, Jô tem competência muito mais demonstrada que Lacerda. Pelo mesmo motivo que julguei em 2002 que Lula tinha mais competência que Serra, e não me arrependi do meu voto.

4. Mas e se o "poste" não for tão ruim quanto os dois que o colocaram lá?. Pimentel não é ruim; pelo contrário, é um excelente prefeito. Não é função do eleitor perguntar-se se, quem sabe, o poste talvez não será tão ruim. É papel do poste se provar. E até agora ele não provou nada. De novo: o ônus da prova é dele.

5. Acho que aqui o problema é menos do PC do B que do movimento estudantil como um todo, que está perdido, sem rumos, com métodos ultrapassados, sem muita noção do que fazer. É a sensação que tenho. Acho equivocado impugnar a Jô porque a UJS fracassou no DCE. Especialmente porque não conhecemos ninguém que não tenha fracassado no DCE ultimamente. Acho que o problema aí é estrutural.

Abração, querido, abração no seu pai.

Idelber em agosto 1, 2008 6:44 AM


#32

Idelber,

Detesto estar sendo chato. Por isso, não estou escrevendo no post novo. Lembro dos comentários do Gravataí quando a Soninha era de 2006. Agora quando ela está no PPS e sendo elogiada pela Veja, ele vira marcatista de baixo nível. Fala que o caso Farc é "Não escandalização" do Tudo.
http://www.interney.net/blogs/imprensamarrom/
Ele endossa a coluna do Mainardi.
A parte mais engraçada do texto do Diogo é a última frase dessa citação.
"Um relatório oficial da Abin acusou Olivério Medina de ter oferecido dinheiro das Farc à campanha eleitoral de candidatos petistas. Quando VEJA fez uma reportagem sobre o assunto, um monte de gente chiou. Para os agentes da Abin, os membros do PT que receberiam o dinheiro eram aqueles das correntes mais esquerdistas do partido, como a do ministro da Pesca, que contratou a mulher de Olivério Medina. Sempre que alguém morre no Brasil por um crime relacionado ao tráfico de drogas, pode-se dizer que há um dedo das Farc."
Como alguém pode mudar tanto? Engraçado que a mulher de um exilado político estar empregada na secretaria da Pesca, trabalhando com alfabetização de adultos é a prova que o PT recebeu dinheiro das Farcs. Mas, não se pode responsabilizar a Soninha, mesmo depois de prevenida pelo Nassif há meses, o fato de um assessor (que era chefe de gabinete) levantar a bola quase para uma acusação leviana de que o BNDES comprou o Nassif por R$ 1,9 milhão? A Soninha então não pode falar com seu assessor para ter mais responsabilidade sobre o que escreve a respeito do Luis Nassif? Incrível tb que esse assessor esteja tão alinhado as ideias do partido que pertence a Soninha. Em 2006, suas opiniões eram de alguém do PT que era crítico. Agora, suas denúncias e defesas de oprimidos, como Mainardi, são típicas do PPS. Estou como um chato defensor do Nassif. Mas, até aqui ele parece ter acertado. E brigar contra a Veja e o Dantas não me parece uma tarefa tranquila.

Bruno em agosto 1, 2008 12:05 PM


#33

Idelber,
E não é que tive que morder minha língua? Almocei esses dias com alguns pernambucanos que me relataram que o Eduardo está fazendo um bom governo...ao contrário do que muitos estavam imaginando.
Mas de qualquer maneira, acho que a Erundina continua sendo uma das únicas a não se render ao sistema. Pode até fazer alianças de interesse, mas acho que ela continua igual a época da prefeitura: não se submete aos conchavos para financiamentos de projetos de poder ad eternum, conchavos estes que acabam virando um fim e deixam de ser meios.
abs

Mariana em agosto 2, 2008 1:49 AM


#34

Não consegui acompanhar toda a caixa de comentários, muito boa por sinal.

Só queria lembrar que a "cavalaria cossaca" contra o Vladimir Palmeira (e a favor de Garotinho-Benedita) teve na época o apoio da executiva do PT de Minas Gerais.

Aliás, naquela época, a possibilidade de aliança PT-PDT (Lula-Brizola) era tão alvissareira quanto a que se está tentando fazer agora com Aécio Neves (ademais um político sem qualquer expressão fora de Minas Gerais).

André Egg em agosto 2, 2008 11:13 AM


#35

Esse nome não se diz, não se escreve. Nem como argumento políico. Nem como boutade.

ricardo amaral em agosto 2, 2008 12:30 PM


#36

Idelber,

O ponto central do meu comentário era que talvez quem declarasse voto em Jô Morais estivesse se precipitando, afinal quase ninguém conhece Márcio Lacerda suficientemente bem para rejeitá-lo - ou para endossá-lo. Acho que você corrobora isso quando, na sua resposta, escreve duas vezes que "até agora, ele não provou nada". Ainda faltam dois meses de campanha.

Quanto a experiência executiva de Márcio Lacerda, eu tinha citada como mais importante seu trabalho de secretário nos governos Lula e Aécio. Em relação às suas empresas, ressaltei que sabia que "uma coisa era uma coisa, outra coisa era outra coisa".

Quando falei que o "poste" talvez não fosse tão ruim quanto os que o colocaram lá, não quis me referir aos governos de Pimentel e Aécio, mas à atitude arrogante de ambos ao escolher um candidato sem história e sem representatividade.

Acho que você está certo sobre o movimento estudantil. Eu citei essa situação porque era minha única experiência pessoal com uma administração do PCdoB. E não foi uma boa experiência. Ainda assim, é provável que eu vote em Jô Morais. Mas quero acompanhar mais a campanha antes de me decidir.

Abraços

Manuel Amaral Bueno em agosto 2, 2008 1:39 PM


#37

Falando nisso, por puro masoquismo, eu acompanhei o debate da Band na última quinta-feira. É lógico que não dá para discutir nada direito com oito debatedores, em intervenções de trinta segundos. Mas teve um momento da Jô Morais que me deixou com a pulga atrás da orelha. Ela fez uma pergunta para Vanessa Portugal, do PSTU, "com que dividiu muitas lutas" a respeito da possibilidade de expandir o metrô por meio de Parceria Público Privada. Na pergunta, Jô disse que a única PPP até hoje foi a do metrô de São Paulo e deu no "buracão". Falou que PPP era um tipo de privatização. Disse ainda que metrô é um serviço tipicamente deficitário.
Até aí, tudo bem. Mas: as PPPs só passaram a ser previstas em lei em 2004 (se não me engano). É lógico que não teríamos muitas experiências concluídas até hoje. Só porque houve um desastre em SP, nada garante que vá ocorrer o mesmo em BH. E, se o metrô é deficitário, é lógico que o poder público é quem tem que arcar com o prejuízo. Não se pode esperar que um empresário vá entrar numa parceria pra perder dinheiro. A posição de Márcio Lacerda, nesse ponto, me parece muito mais razoável. Ele disse: "Vamos fazer o metrô com recursos federais ou com PPP, o que chegar primeiro". Como usuário do sistema de transporte público da capital, não me importa se o dinheiro vem do governo ou de empresários, o que interessa é que o metrô ande.
Bom, acho que o resto do debate nem vale a pena comentar. Abração, manda um beijo pro seu filho.

Manuel Amaral Bueno em agosto 2, 2008 1:53 PM


#38

Manu, obrigado pelo relato sobre o debate. Como você imaginará, para mim é impossível ter qualquer notícia sobre os debates. O relato do Estado de Minas, como era de se esperar, foi sofrível. Não achei nada no YouTube, infelizmente.

Abração.

Idelber em agosto 2, 2008 1:59 PM


#39

Idelber,
Seu apoio à candidatura da Jô Moraes é mais do legítimo. Aparentemente, você combina racionalidade política com sua história de vida. Deseja o melhor para Belo Horizonte.
O Manuel tem razão, no entanto, nos pontos que levantou com elegância e você respondeu com mais entusiasmo do que argumentos. A mediocridade da UJS não é só um problema do movimento estudantil. É uma expressão da política aparelhista do PCdoB. Vale para a UNE e para o Movimento Popular da Mulher, que você mencionou no currículo da Jô. Valeu para o Movimento Contra a Carestia nos anos 1970, que foi a porta de entrada da candidata na cena pública de BH.
O PCdoB não tem a patente do aparelhismo (como o velho partidão não tinha a do entrismo). Apenas o pratica com mais disciplina, portanto, mais eficácia, do que outras correntes da esquerda. Tivesse o PT a unidade interna dos comunistas, Zé Dirceu teria sido um ditador de sucesso.
Não ressalto o partido para desmerecer a candidata. Por onde passou (MCC, Mulheres, Câmara Municipal, Assembléia, Brasília)a Jô foi além da missão partidária e mostrou valor pessoal. O ativismo e a energia da Jô foram muito, mas muito importantes, para aprovar o projeto dos professores. Além disso, nem mesmo a disciplina de ferro do PCdoB é capaz de sufocar as qualidades humanas (humanistas?) que você destaca na Jô e, certamente, reconhece também no Célio de Castro e no Sérgio Miranda. Eles também foram do PCdoB. E saíram.
Doutor Célio foi um monumento de pessoa. Devemos a ele ao Patrus Ananias a costura social e política que fez de BH, nos últimos 16 anos, o posto mais avançado da civilização urbana no país.
Você pode reivindicar para a Jô a herança do biscoito fino que eles amassaram (e de que o Pimentel é uma fornada), mas não acho certo excluir o Sérgio, o Marcio Lacerda e nem o Leonardo Quintão (você se recorda que o PMDB foi decisivo para levar o Célio ao segundo turno em 1996, quando o Virgílio saiu pelo PT, e também apoiou o Pimentel na última eleição). Até a Vanessa Portugal merece uma bolacha na herança: fazer oposição ao Célio e ao Patrus pela esquerda, como fez o PSTU, não é bolinho, camarada. Sempre se aprende ouvindo a oposição, nem que seja o PSTU.
O caso de Belo Horizonte, portanto, não é de escassez: é de excesso. Temos a melhor oferta de candidatos qualificados no espectro que vai da extrema à centro-esquerda. Você poderia tomar o Lacerda por um cavalo-de-tróia (como foi certa vez o João Leite), porque a candidatura dele traz no ventre a estratégia de sobrevivência política do Aécio Neves na capital, onde o PSDB é peso morto. Mas você não é um anti-tucano automático, portanto não veste esse figurino. Nem há de negar ao Fernando Pimentel o direito de tentar "furar o teto" que tentaram lhe impor no PT. Conseguir é outra coisa.
Também não precisa desqualificar os outros para apoiar a Jô. No tempo em que ela estava no MCC, o Márcio Lacerda, que vinha da ALN, apoiava em segredo a oposição sindical e os movimentos populares de BH e Contagem. Com dinheiro, infra-estrutura e até esquentando carteiras de trabalho de uns "subversivos infiltrados" no sindicato dos metalúrgicos. Contra a ditadura, cada um faz o que pode. Anos mais tarde ele foi parar na campanha do Ciro Gomes, via PDT, de novo no papel de "bom burguês". Se me dão o direito de chutar um traço unificador nessa trajetória que conheço pouco, taí: a mania de querer mudar o mundo por cima, na marra, que vale para o Ciro como valeu para uma parte do pessoal da guerrilha, ALN inclusa. E só por amor à precisão: ele não estava no PSB do João Leite que enfrentou o Célio em 2000. Filiou-se em setembro do ano passado, junto com a reitora Ana Gazola, filiações que o presidente do partido, Eduardo Campos, abonou e manteve em segredo a pedido do Aécio Neves.
Sua crítica fundamental, que tem toda minha simpatia, aliás, é ao arranjo caciquista Aécio-Pimentel. Uma cidade com a tradição de rebeldia de BH, e ainda por cima pulsando de candidaturas eleitoralmente densas, tende a rejeitar esse tipo de imposição. O último prefeito eleito pela máquina Palácio da Liberdade-Avenida Afonso Pena foi Sérgio Ferrara, do PMDB, em 1985. Obra do doutor Hélio Garcia, que tinha mais rodagem que Aécio e Pimentel juntos. Apontou o dedo para um sujeito conhecido ("Você pergunta, Sérgio Ferrara responde", era rádio Itatiaia ou Inconfidência?), vereador e deputado bom de voto. Não é bem o perfil do Lacerda. Depois do Ferrara, Pimenta da Veiga, do PSDB, foi eleito contra Newton Cardoso. Patrus e Célio elegeram-se contra candidatos do Palácio. Em 1996 doutor Célio aplicou uma sova histórica no ex-comunista, tucano e cunhado do governador Azeredo, Amílcar Viana, o incrível candidato que encolheu. Em 2004, Pimentel venceu o Palácio por WO.
Nas próximas semanas Marcio Lacerda verá como é dura a vida de poste, numa cidade que se orgulha de ter luz própria. O apoio das máquinas estadual e municipal será importante, mas o desafio dele, agora, é mostrar algum brilho. Porque o segundo problema do Márcio é não se chamar Fernando nem Aécio, e foi isso que embaralhou as idéias de alguns colegas jornalistas aqui em Brasília.
O candidato mais testado na política (inclusive na clandestina) é Sergio Miranda. Foi o melhor deputado da última legislatura e um dos melhores da anterior. Pergunte ao Paulo Paiva, que foi ministro do Planejamento do Fernando Henrique, se o país ganhou mais naquele tempo com a oposição qualificada do Sérgio ou com o governismo cego de pefelês e tucanos (essa não é uma provocação retórica, pergunte mesmo ao Paulo).
Sérgio fez oposição a FHC pelas mesmas razões que o levaram a romper com a base de Lula: coerência na crítica à política monetária e à reforma da Previdência. Virou um estranho no ninho de seu partido, mas ao deixar o PCdoB, comprometido com o Planalto até o pescoço, cometeu suicídio eleitoral. A "vaga cativa" do PCdoB na bancada mineira da Câmara (que antes dele havia sido de José Luiz Guedes e Célio de Castro, ambos na legenda do PMDB), Sérgio transferiu para Jô Moraes (e ela tem a honestidade política, intelectual e pessoal de reconhecer isso publicamente, viva!). Ele sabia que estava pulando num precipício de oportunismo quando escolheu ir para o PDT (na época fazendo oposição ao Planalto), mas não achou "coerente" filiar-se aos lulistas PT ou PSB. Tanta coerência deu em harakiri. No PDT, os votos do Sérgio serviram apenas para ajudar a eleger dois tipos esquecíveis. Ele está fazendo muita falta na Câmara.
É notável que o Sérgio esteja pontuando bem nas pesquisas, apesar da sujeira que envolve o PDT em Minas (para desgosto do incorrigível Zé Maria Rabelo). Mostra que ele é bem mais amplo do que o PCdoB. Taí um sujeito com o perfil político, social e humano do Célio e do Patrus, até para cometer erros (e não foi um erro do Patrus, encastelado em Brasília, que permitiu ao Pimentel empalmar o PT na cidade?). O problema do Sérgio é que ele não conseguiu construir uma aliança sequer para atravessar a campanha. O PSB do Célio em 1996 não era muito melhor que o PDT de hoje, mas o doutor soube costurar o apoio político, o tempo de TV e a máquina do PMDB pra chegar ao segundo turno. Só depois é que veio o baile.
Pois bem, seu Idelber, se você teve a paciência de chegar até aqui, vamos ao arremate. A notícia boa é que BH continua sendo a praça vermelha do Brasil e seus eleitores poderão escolher entre o bom e o melhor para cidade, numa lista de candidatos que quase sempre estiveram do mesmo lado (e do lado certo). A outra notícia é que nesse momento eles estão divididos. Isso não é bom nem ruim. É a vida.
Meu consolo que é que outro centenário do Galo, só daqui a cem anos.
Saudações Atleticanas do
Ricardo Amaral

PS: E nunca, mas nunca mais mesmo, escreva ou diga aquele nome do primeiro comentário.

ricardo amaral em agosto 2, 2008 4:49 PM


#40

Que extraordinário comentário, Ricardo. Obrigado. Vou tentar bater bola hoje à noite.

E prometo, sim, nunca mais escrever ou pronunciar aquele nome.

Idelber em agosto 2, 2008 5:05 PM


#41

Escrevo apenas para dizer que adorei os últimos comentários, vão me ajudar a refletir sobre em quem votar.

Abraço a todos.

Paulo SPS em agosto 2, 2008 9:15 PM


#42


Apenas um adendo: depois quero tecer algumas considerações sobre essas PPPs do ponto de vista jurídico, assim que tiver tempo o farei.

Paulo SPS em agosto 2, 2008 9:17 PM


#43

Ora, Idelber, chamar aquilo de relato foi muita bondade sua. Vou fazer uma coisa um pouquinho mais completa pra você:

O debate se iniciou na ordem errada, com Márcio Lacerda e Jô Morais, por pura confusão do jornalista mediador (nunca vi mais gordo). Márcio Lacerda falou umas dez vezes que tudo estava indo muito bem, mas que ele ia fazer "avançar mais".

A Jô falou que ela era a verdadeira continuidade do projeto "democrático e popular" que se estabeleceu na cidade há quinze anos.

Sérgio Mirando falou que o eleitor de Belo Horizonte veio sempre "avançando", desde que elegeu Sérgio Ferrara, mas que os últimos seis anos, de Pimentel, tinham sido um "retrocesso".

Leonardo Quintão falou que, por ser aliado de Aécio, mas independente, ia poder fazer mais. Falou também que o jovem é atraído pelo crime por falta de ocupação e que ele ia dar ocupação para os jovens.

Vanessa Portugal, do PSTU, disse que a sua é a candidatura de oposição de verdade ("oposição a Lula, oposição a Aécio e oposição a Pimentel") e que todas as candidaturas anteriores estavam ali para atender aos interesses das grandes empresas, inclusive da "máfia dos transportes" da capital (dois jornalistas depois pediram que ela esclarecesse sua "denúncia". Ela disse que quem olhar no site do TRE pode ver que as empresas de trânsito, "nas mãos de poucas famílias", financiam as campanhas de candidatos a prefeito e a vereador "dos partidos no poder").

Pedro Paulo, do PCO, disse que os trabalhadores têm que tomar o poder. Eduardo Costa, jornalista da Itatiaia, perguntou mais tarde a Pedro Paulo: "É verdade que se o senhor ganhar vai acabar com a guarda municipal, restringir os poderes da PM e tentar substituí-la por milícias populares?". PP começou respondendo que "dificilmente vamos ganhar as eleições", que seriam "um jogo de cartas marcadas", mas que a "PM deveria parar de oprimir os trabalhadores". Márcio Lacerda entrou na discussão, dizendo que "policiais também são trabalhadores". Márcio Lacerda obteve direito de resposta duas vezes, porque PP se referiu a ele como "dono de 55 milhões de reais" e criticou a frase de Lacerda de que teria virado empresário porque não encontrou emprego. Lacerda disse que, depois que ele saiu da prisão, não conseguia trabalhar para o governo e que ninguém aceitava contratá-lo. Por isso, ele se tornou empresário. Depois, vendeu todas as suas empresas "para trabalhar para o povo".

Jorge Periquito, do PRTB, disse que era a hora do jovem e defendeu o "monotrem" como solução para os problemas do transporte. Periquito disse mais tarde que era contra a transferência da rodoviária para o Calafate (Lacerda defendeu a transferência e disse que iria compensar os moradores), que não teria sido discutida com a população, mas que era impossível ela continuar no centro.

Gustavo Valadares, do DEM, disse que ia "modernizar" a prefeitura, diminuir a "burocracia", aumentar a "eficiência da máquina". Valadares defendeu o uso da bicicleta "em pequenos trechos" para amenizar o problema do trânsito (David Cameron ©).

Periquito, nas considerações finais, disse a Valadares que seu pai deveria renunciar porque "6 a 1 já é demais".

Manuel Amaral Bueno em agosto 2, 2008 11:01 PM


#44

Como militante do PCdoB que sou há 27 anos e reconhecendo em Jô aquele exemplo de lutadora efetivamente dotada de valores humanistas (aquela prefiguração gramsciana do "novo Homem" da sociedade socialista solidária), fico comovido com seu post de apoio, Idelber. Já o lia com interesse há algum tempo (pelas "mãos" do blog do Alon), e passo a te-lo em ainda maior conta.

Paulo Adolfo em agosto 3, 2008 12:20 PM


#45

QUAIS AS OBRAS FEITAS NESSES 16 ANOS NO BAIRRO VILA PINHO, ME DIGA?????AQUI NAO VIMOS PASSAR NADA A NÃO SER O TEMPO.
AGORA COM JO MORAES, ESSA MULHER COMPETENTE, IREMOS AVANÇAR RUMO AO PROGRESSO.ESTOU COM JO MORAES. ELA VAI GANHAR, AQUI NA VILA PINHO, BARREIRO SEUS 12.280 MORADORES ESTÃO COM JO MORAES. LEMBRE SE DE NOS VIU JO????
parabéns a prefeitura já é sua.ARRASSE.

MARIA DO CARMO FERNANDES DE OLIVEIRA em agosto 3, 2008 8:15 PM


#46

O BAIRRO VILA PINHO COM SEUS MAIS DE 12.280 MORADORES QUEREM JO MORAES NO COMANDO DA PBH/MG. ELA É TUDO DE BOM. COM.BR....VAI LÁ JO E MOSTRA QUE MULHER É MUITO MELHOR EM ADMINISTRAÇÃO.
LEMBRE SE DE NOS DO BAIRRO, ESQUECIDO DURANTE 16 ANOS PELA PBH/MG.
ARRASE..................TORÇEMOS POR VC.
QUERIA TRABALHAR NA CAMPANHA AQUI NO BAIRRO PARA VC.PODE ATÉ SER DE GRAÇA, SO PELO PRAZER DE VE ´LA VENCER......................E FAZER O QUE A CIDADE PRECISA.OBRAS.

MARIA DO CARMO FERNANDES DE OLIVEIRA em agosto 3, 2008 8:20 PM


#47

MEU APOIO TAMBÉM... CANDIDATO DO AÉCIO ESTÁ MAQUIADO PARA GANHAR, MAS ISSO NÃO VAI ACONTECER !!!

RODRIGO DOLABELA em agosto 4, 2008 12:37 PM


#48

Idelber, estive no ano passado em BH e acabei fazendo uma entrevista com o tal Marcio Lacerda, então super secretário do governo de MG. Bastante evasivo, ele falou por exemplo de um projeto de licitação de presídio, com a exigência de que a empresa vencedora faça a ressocialização dos presos. Saí com a impressão muito ruim de que Minas Gerais está gestando a nova etapa do neoliberalismo brasileiro, uma espécie pós-neoliberalismo para suceder Lula em 2010. Achei muito esquisito o arranjo político dos mineiros.

enio em agosto 4, 2008 5:29 PM


#49

Ótimo post e excelentes comentários. Definir o voto em BH está realmente difícil. O debate aqui está me ajudando.
No geral, acho a administração Pimentel muito boa. A administração atual manteve o caráter popular da gestão (ex: Orçamento Participativo Digital), os bons projetos sociais iniciados com Patrus (ex: bolsa-escola), trouxe novidades no que tange a educação (UMEIs), está revitalizando o centro da cidade e está investindo pesado na cidade (tanto em obras viárias quanto na urbanização de favelas, ver Aglomerado da Serra e Morro das Pedras).
Também acho que a gestão Aécio no Estado é boa. Tenho duas grandes ressalvas ao governador e a seu governo. Primeiro, acho fascismo do seu governo no trato da imprensa deplorável. Segundo, a falta de clareza acerca de sua posição sobre questões polêmicas (tanto em questões de ordem econômica como política de juros, papel do Estado na economia, comércio internacional e privatizações; quanto em questões de ordem moral como aborto, relação entre Estado e igreja, casamento gay, liberalização das drogas - com o perdão da ironia que tem essa questão no caso do Aécio...) completamente incompatível com alguém que tem ambições presidenciais. Entretanto, em vários aspectos admiro a sua administração, pois ela trouxe mais eficiência para o setor público, valorizou as carreiras do estado e implantou bons projetos em diversas áreas. Quando falo de projetos falo da continuidade de investimentos estratégicos da CEMIG, melhorias na qualidade da educação, de obras viárias (que vão além da Linha Verde, o governo do estado promete que até 2010 todos municípios de Minas Gerais terão ao menos uma ligação viária asfaltada! O impacto disso no desenvolvimento é muito grande...) e obras de desenvolvimento das regiões menos desenvolvidas (apoio a agricultura, irrigação e investimentos sociais, pelo que eu sei de pessoas que trabalham muito no Vale do Jequitinhonha).
Nessa perspectiva, acho que seria para mim muito natural apoiar um candidato apoiado pelo Pimentel e pelo Aécio. Mas não é tão simples assim.
Não tenho nada contra a pessoa do Márcio Lacerda. Mas sua escolha como candidato não foi democrática e passou por cima de parcela significativa da coalização que governa BH a 16 anos (i.e., parte expressiva do PT e o PCdoB) e que fez essa cidade muito melhor para impor um candidato em nome dos interesses políticos pessoais de Aécio Neves e Fernando Pimentel.
Por isso, o Marcio Lacerda, para ganhar meu voto, terá que se provar. Terá que provar que não fará uma gestão burocrática e preocupada somente em obras que dão muito voto e visibilidade. Pelo contrário, terá que se provar capaz de repensar o crescimento da cidade e seu sistema de transporte, melhorar a educação municipal (pior que a estadual, a despeito de salários e estrutura melhores), melhorar o acesso dos mais pobres a serviços públicos como transporte, educação e cultura e ampliar os mecanismos de democracia direta que marcam a prefeitura de Belo Horizonte desde 1993.
Mas os demais candidatos também terão que se provar para ganhar meu voto. A Jô Moraes e o Sérgio Miranda, por suas ligações com os movimentos sociais, certamente são mais capacitados que o Márcio Lacerda a atender as demandas por transporte mais barato, mais acesso a cultura, melhor educação e mais democracia direta. Mas terão que me provar que entendem a urgente necessidade de repensar e planejar o crescimento urbano e sistema de transporte belohorizontino (pelo que sei, a última vez que a administração municipal parou para pensar essas questões foi ainda na administração Patrus, quando da Lei do Uso e Ocupação do Solo e do início da implantação do, na época denominado, BHBus) e também que tem pelo menos alguma idéia de como financiar as eventuais obras necessárias para adequar a cidade a seu crescimento e ao modelo de transporte a ser implementado.
Hoje, estou dividido. Nos quesitos coerência e caráter pessoal, ficaria com Sérgio Miranda. Nos quesitos capacidade de fazer uma gestão popular, ficaria com a Jô Moraes. No quesito capacidade de atrair recursos e estruturar o financiamento das obras necessárias para estruturar o crescimento da cidade e evitar o colapso do seu sistema de transporte ficaria com o Márcio Lacerda. Por fim, no quesito central, capacidade de pensar soluções de longo prazo para a cidade não tenho idéia em quem votar...
De qualquer forma, é bom saber que a direita (DEM) não terá nem 10% dos votos em Belo Horizonte.

Arthur em agosto 4, 2008 11:48 PM


#50

parabens!!!

elviom@hotmail.com em agosto 5, 2008 5:09 PM


#51

Idelber, eu tenho medo que o fracasso da aliança PTxPSDB nos lance em mais anos de polarização artificial, com a estagnação política resultante.

NPTO em agosto 5, 2008 10:11 PM


#52

É um perigo, NPTO. Mas, da forma como ela foi feita em BH, não dá para apoiar.

E o meu post de 28 de abril está aí para demonstrar que eu queria, sim, que ela desse certo.

Idelber em agosto 5, 2008 10:15 PM


#53

Idelber,
Li hoje numa reportagem do "Hoje em Dia" que Márcio Lacerda mora em BH (se eu não me engano, em Lourdes), pelo menos de uns tempos pra cá e pelo menos durante algumas noites (isso foi uma vizinha quem falou). A reportagem até entrevistou os vizinhos dele, que disserem que o candidato é caladão e nunca cumprimenta ninguém no elevador.

Manuel Amaral Bueno em agosto 11, 2008 10:03 PM


#54

Manuel, devo reconhecer que gostei das respostas do Márcio Lacerda às perguntas desse interessante joguinho feito pelo portal Uai. Embora as minhas tenham batido mais com as da Jô.

Idelber em agosto 11, 2008 10:12 PM


#55

Para o colega aí de cima, que comentou que, pelo que sabe, o Lacerda é bom administrador de empresas, vai uma informação esclarecedora: a empresa dele faliu, vários funcionários não receberam a integralidade dos seus direitos, mas o patrimônio do homem continua sendo esse aí da mensagem. Estranho, não?! Será que o caráter não pode, mesmo, ser medido pelo patrimônio?

Diego Oliveira em agosto 13, 2008 4:01 PM


#56

Que bom ver (já sabia) o nivel do blog e dos comentários.
Jò,nós ,do PCdoB,estamos com você.
Ainda há tempo para os desligados que não sabem quem é Jô Morais se redimirem...
Sabe,Ildeber,antes do Célio de CASTRO,
Jô estava firme com o amigo Patrus Ananias.
Somos militantes ( PCdoB) há mais de 200 anos...
Meu abraço.
Neide
PS. Márcio Lacerda foi preso politico, nos idos, depois tomou outros rumos.
Existem caminhose descaminhos

Neide Pessoa em agosto 15, 2008 2:15 PM


#57

Por favor divulguem o que está acontecendo com quem tem coragem para falar a verdade sobre Aécio Neves. Intervenção na Internet. Vejam o que está acontecendo com o "Novo Jornal" (www.novojornal.com.br)

Ricardo Luiz de Souza em agosto 17, 2008 11:11 PM


#58

Pessoal essa Senhora merece toda nossa confiança.
NÃO VAMOS VOTAR NO ALHO COM BUGALHOS, NO SENHOR MISCELÂNIA. Diga não ao ALHO COM BUGALHOS do Aécio, Diga não ao Sr. MISCELâNIA do Pimentel.

Rubens H. Resende em agosto 19, 2008 9:42 PM


#59

Por favor ,eu qurro localizar site,telefone e endereço dos candidatos a prefeito de Belo Horizonte.Para fazer uma pesquisa sobre o perfil dos candidatos.
Berlin Rene

Berlin Rene em agosto 22, 2008 6:27 PM


#60

Por favor ,eu qurro localizar site,telefone e endereço dos candidatos a prefeito de Belo Horizonte.Para fazer uma pesquisa sobre o perfil dos candidatos.
Berlin Rene

Berlin Rene em agosto 22, 2008 6:31 PM


#61

Tem um comentário sobre o patrimônio da Jô Morais.
Os capitalistas têm na cabeça que acumulação de bens é uma obrigação. A Jô não sente necessidade de ter apenas de ser, portanto usa seu dinheiro mensal para sua satisfação, que talvez seja não acumular.

Quanto a Márcio Lacerda, apesar de não aocmpanhá-lo tive a oportunidade de trabalhar com, ou melhor, para ele e o que posso dizer que é uma pessoa justa e que nas suas empresas todas as obrigações legais eram cumpridas integralmente, além de ter uma polítca de distribuição de lucros. Vendeu porque sabia que se continuasse no negócio teria todo o patrimônio surrupiado pelas teles (mar onica, Braisl) piratiadas pelo PSDB do seu tutor Aécio Neves. Esse é seu principal equivoco: servir a quem lhe tirou do mercado de serviços telefônicos.

Jarbas Bezerra Xavier em agosto 27, 2008 1:12 PM


#62

O MARCIO PARTICIPOU DO MENSALÃO: AJUDE-ME A DIVULGAR....

Candidato a prefeito de BH na lista do mensalão

Márcio Lacerda: candidato à prefeito de BH está na lista do mensalão.

Leia abaixo uma síntese do relatório da CPI dos Correios, que apresenta a
participação do Sr. Márcio Lacerda, então Secretário Executivo do
Ministério da Integração Nacional, no Mensalão. Se quiser ler na íntegra,
acesse http://www.cpmidosc orreios.org. br/relatorios/ relatorio_
parcial_movfin. htm

SENADO FEDERAL
SECRETARIA DE COMISSÕES
Secretaria de Apoio às Comissões Especiais e Parlamentares de Inquérito
Presidente: Senador Delcídio Amaral
Vice-Presidente: Deputado Asdrubal Bentes
Relator: Deputado Osmar Serraglio
Sub-Relator: Deputado Gustavo Fruet

Relatório Parcial sobre Movimentação FinanceiraRelató rio parcial da
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito criada pelo Requerimento nº 3, de
2005-CN, para investigar as causas e as conseqüências das denúncias e atos
delituosos praticados por agentes públicos nos Correios e Telégrafos.

3.3 Beneficiários dos Recursos da conta 2595-2 - Agência 009 - Banco Rural

3.3.1 Relacionados aos cruzamentos da contabilidade da SMP&B com as
informações bancárias
Menciona-se os nomes dos favorecidos e os valores recebidos, que
resultaram do cruzamento das informações contábeis da SMP&B com as
informações bancárias disponíveis na CPMI.
Favorecidos Valores
Adilson Gomes da Silva
42.450,00
Alessandro Ferreira dos Santos
12.915,66
Alexandre Vasconcelos Castro
770.000,00
Anita Leocádia Pereira da Costa
420.000,00
Anita Leocádia Pereira da Costa/Paulo Rocha
50.000,00
Antônio de Pádua de Souza Lamas
350.000,00
Antonio Fausto da Silva Barros
44.552,20
Apoio Editora Multimidia Ltda
20.000,00
Aureo Macato
300.000,00
Avm Produção Cinematografica Ltda
43.000,00
Braspontex Com Exter Ltda
200.000,00
Brena Berquo Sant'anna Ferreira
10.000,00
Bruno Bedinelli Filho/Tereza Cristina Campos Bedineli
36.721,00
Bruno Bedinelli Filho/Tereza Cristina Campos Bedineli/Germâ ni Lúcio Pinto
11.793,83
Bruno Bedinelli/Maurí cio Pinto Gonçalves
12.061,00
Cantídio Cotta de Figueiredo
85.676,84
Century Participações Ltda
100.000,00
Charles Antonio Ribeiro
10.000,00
Charles dos Santos Dias
100.000,00
Condomínio Ed Serra Bela
100.000,00
Cristiano de Mello Paz
1.294.372,44
Cristiano de Mello Paz e Marcos Valério Fernandes de Souza
1.434.126,73
Cristiano de Mello Paz e Ramon Hollerbach Cardoso
4.528.183,45
Cristiano de Mello Paz e Simone Reis Lobo de Vasconcelos
171.260,40
Cristiano Paiva Neves
300.000,00
David Rodrigues Alves
6.800.000,00
Democrata Calçados Artigos Couro LTDA
106.195,60
Eduardo Tadeu Jacóia Romero
15.000,00
Einhart Jacome da Paz/Lia Ferreira Gomes
50.000,00
Eliane Alves Lopes
300.000,00
Empório La Donna LTDA
50.000,00
Fernando César Rocha Pereira
10.000,00
Flávio Henrique Alves de Oliveira
30.000,00
Focal Confecção e Comunicação Visual Ltda
300.000,00
Francisco de Assis Aun
10.000,00
Francisco de Assis Aun/Márcia Marques de Carvalho
10.000,00
Francisco de Assis Novaes Santos
2.450.000,00
Francisco de Assis Novaes Santos/Martinez
250.000,00
Francisco Maia Farias
25.000,00
Germânio Lucio Pinto
10.000,00
Guaranhuns/Waldemar Costa Neto/Adhemar de Barros Filho
166.000,00
Guaranhuns/Waldemar Costa Neto/BRA Transportes Aéreos LTDA
150.000,00
Guaranhuns/Waldemar Costa Neto/Destilaria de Álcool e Aguardente da Barra
LTDA
300.000,00
Guaranhuns/Waldemar Costa Neto/Edna Maria Ricci Borni Artero
350.000,00
Guaranhuns/Waldemar Costa Neto/Engefin Assessoria e Fomento Mercantil LTDA
150.000,00
Guaranhuns/Waldemar Costa Neto/Erste Banking Emp. E Participações LTDA
650.000,00
Guaranhuns/Waldemar Costa Neto/Francisco de Assis Novaes Santos
200.000,00
Guaranhuns/Waldemar Costa Neto/Guaranhuns Empreendimentos LTDA
2.494.000,00
Guaranhuns/Waldemar Costa Neto/LC Imóveis S.A.
255.000,00
Guaranhuns/Waldemar Costa Neto/Shaim Engenharia LTDA
300.000,00
Guaranhuns/Waldemar Costa Neto/Temon - Rec. Montag. Const. LTDA
800.000,00
Guaranhuns/Waldemar Costa Neto/Unitow LTDA
95.000,00
Guaranhus Emp. Interm. e Participações Ltda
327.500,00
José Nobre Guimarães
150.000,00
Hermínio Moura de Araujo
27.202,00
Isabel Cristina Estevão
150.000,00
Ita Participações eE Empreendimentos Ltda
50.000,00
Ivson Da Nóbrega Queiroz
17.000,00
Jacinto de Souza Lamas
600.000,00
Jader Cunha de Oliveira
67.000,00
Jair dos Santos
300.000,00
João Cláudio de Carvalho Genu
1.000.000,00
João Ferreira dos Santos
260.000,00
João Magno de Moura
42.000,00
José Antônio Campos Chaves
56.000,00
José Antônio Soares Pereira Júnior
21.840,00
José Luiz Alves
200.000,00
Josias Gomes da Silva
100.000,00
Leopoldo Hubner Passos/Maria Bestriz Bicalho Hubner Passos
100.000,00
Luciano de Souza Paz
15.000,00
Luis Carlos Costa Lara
300.000,00
Luiz Carlos de Miranda Faria
68.541,84
Luiz Carlos Masano
50.000,00
Luiz Eduardo Ferreira da Silva
326.660,67
Madeireira Ribeirao Ltda
283.000,00
Marcia Regina Milanesi Cunha
50.000,00
Márcio Araújo de Lacerda
300.000,00
Marcos Valério Fernandes de Souza
125.520,00
Marcos Valério Fernandes de Souza/Renilda Maria Santiago F. de Souza
162.411,00

carlos em setembro 10, 2008 7:08 PM


#63

Não dá pra imaginar a Jô Moraes prefeita da cidade, "pelamor de deus!" Acho que como deputada já está bom demais, nós, moradores de BH, não merecemos "pc do bistas" e "pastores evangélicos" pensado políticas públicas, gerenciando orçamento, e coisas parecidas. Márcio Lacerda para prefeito já! só assim a cidade vai continuar a crescer...
Até
Cláudio.

Cláudio em setembro 14, 2008 6:06 PM


#64

Pouco agrecividade em sua campanha a prefeitura,
poderia ex. ELEITOR,voçê não é marionete,estão subestimando o seu voto e sua inteligência,voçê não é o bobo da corte,voçê conhece o marionete? sabe quem é? voçê é um marionete? enão vote no outro candidato. se voçê è voçê mesmo,autentico, livre o Nº é 60 JÔ prefeita, não vote em MARIONETE, ninguem faz de voçê o bobo da corte, 60 neles

napoleao lages em setembro 14, 2008 10:39 PM


#65

Senhores,

Certa vez ouvi pela televisao o senhor governador de minas falar que a união (aliança) em Belo Horizonte era inédita no Brasil. Pois bem, este arranjo politico-eleitoral foi colocado em prática aqui no estado do Tocantins. Aqui não existia oposição e os prefeitos, inclusive de todo o estado eram definidos pelo chefe do sistema. Mesmo não estando governador, era quem mandava e todos obedeciam. Medo? Perder o que tem? Ganhar o que não tem? Todos eram marionetes na maão dele. Fazer oposição era coisa para mártires.

A vociferação era tanta que na posse do governador, que pertencia a aliançã e depois rompeu, o governador não foi o ultimo a falar, e sim o chefe da aliança.

Para eles deu certo. Ficaram mais de 16 anos no poder. Governo de estado e as principais prefeituras do estado (98%) e coitado do povo ao eleger prefeito fora da união.

Pergunte ao cidadão de lá o que representou para democracia local arranjos como este que os mineiros estão deixando fazer ai em minas.

Carlos em setembro 17, 2008 2:28 PM


#66

Sra. Jô Moraes,
Declaro-me aqui ter sido sua eleitora de carteirinha, tendo apoiado suas candidaturas por várias vezes, por acreditar em suas propostas, intenções e integridade. Nessa eleição de 2008, convenci oito membros da minha família a votar na sra, além dos votos meu e do meu filho, isso sem contar a campanha que fiz junto aos meus vizinhos. Infelizmente a sra. não foi eleita. Agora, leio com surpresa a notícia de que a sra. irá apoiar o Sr. Leonardo Quintão no segundo turno da eleição e fiquei muito decepcionada. Estou entendendo isso como um total descaso com o futuro da cidade de Belo Horizonte, o que está parecendo é: já que não fui eleita, vou apoiar o pior, como um castigo pela cidade não ter entendido suas propostas e a elegido. Realmente, não consigo entender . Agora no segundo turno, é inaceitável seu apoio ao Leonardo Quintão e aqui deixo meu protesto. Saiba que se isso ocorrer, a sra estará perdendo uma fiel eleitora e cabo eleitoral, pois a eleição do Leonardo Quintão representará um retrocesso para BH, como foi a administração do pai dele em Ipatinga, um verdadeiro desastre.Não digo isso pelo fato dele ser um jovem, pois existem jovens com até menos idade do que ele que possuem maturidade, o que ele demonstra não possuir. Eu queria a sra. como minha prefeita,e, como não foi possível,não aceito o Leonardo Quintão e se for verdadeira a notícia dos jornais, estou fora e entrarei com toda a força na campanha do outro candidato, o Sr. Marcio Lacerda. Acho que neste momento, devemos agir com inteligência e optar pelo que representará o melhor para nossa cidade e com certeza não será o Sr. Leonardo Quintão.Isso representa o pensamento de toda minha família que acreditou em suas propostas até então.

Nida ferreira em outubro 9, 2008 3:15 PM


#67

oi jo tudo legal com vc ai na camara
boa sorte para vc ta jo beijos bem grande para vc ta e um abraco forte ta

franciele em outubro 9, 2008 8:58 PM


#68

Olá... gostaria de registrar aqui minha indignação com a postura do "Opinião Nacional" da TV Cultura, exibido ontem 09/10, onde a apresentadora abriu o programa dizendo que a diferença de 17% entre Marta e Kassab apontada pela Datafolha era a prova de que o PT havia se dado mal durante essas eleições.
Alegando que a preferência por Kassab em relação à Marta em São Paulo mostrava a preferência do eleitorado pelo Serra, que apóia Kassab, para completar a piada ela apontou a cidade de Natal como a prova mais clara da derrota petista, pontuando que mesmo Lula dizendo que fazia questão que seu cadidato vencesse na capital de Fortaleza, ele não obtivera sucesso. Aporveitando para afirmar que Serra seria então o favorito na disputa presidencial.

Pedro De Conti em outubro 10, 2008 11:55 AM


#69

Varias pessoas da minha familia votaram em vc Jô.Ficamos decepcionados ao saber que esta apoiando um candidato que ate mudar a voz pra parecer capiau e dar uma de simples coisa que ele nao è.O pai dele na tv foi ridiculo.Perdeu a prefeitura de Ipatinga pois o povo ja nao aguentava mais.Agora ta de olho na PBH pra ajudar o filho a ...............

rosangela Moreira em outubro 16, 2008 8:23 PM


#70


O que você acha do apoio da Jô Moraes ao minerim Leonardo Quintão (filho do Sebastião Quintão)??
Até beijinho eles estão trocando ....

mariana em outubro 18, 2008 8:44 PM


#71

Cara Jô Morais

Você, como todos os outros comunistas de carteirinha que vivem tentando tomar o poder para implantação de sua doutrina, não passam de fantoches da ditadura e mostram que topam qualquer acordo para tomar o poder. Com sua postura sem graça e uma cara de pau sem limites, se apresenta no programa do Leonardo Quintão, dando seu apoio, sabendo que este protótipo de Newton Cardoso misturado com Collor vai fazer o maior estrago na nossa cidade e encher mais o bolso da família Quintão com o dinheiro público.
Só tenho uma coisa a dizer: Vocês Comunistas de carteirinha, nunca me enganaram e a história vai te dar o troco.
Graças a Deus, nunca votei em você.
Um mineiro indignado e com vergonha da políticagem de BH.

Paulo

Paulo Rodrigues Ferreira em outubro 18, 2008 8:52 PM


#72

Tenho vergonha de ter votado em Jô Morais para deputada federal. Ela faz o "jóia" do Leonardo Quintão como uma idiota acrítica e cega. Saiba Jô Morais: nunca mais será eleita. Compactuou com a farsa do Quintãozinho Collor e negou sua trajetória política.

José Newton em outubro 23, 2008 7:44 PM