« Barack Obama na Revista Fórum ::
Pag. Principal
:: Obama em Berlim »
quarta-feira, 23 de julho 2008
Pausa
O Biscoito Fino e a Massa faz uma pequena pausa, enquanto o titular do blog pega um avião de Belo Horizonte de volta a New Orleans, para reassumir o batente do ano letivo. Foi bom demais estar em Terra Brasilis. Obrigado, Belzonte; obrigado, Rio, Sampa, Três Corações.
A partir de agora o blog deve se concentrar nas eleições americanas, mas sempre com um olho em Pindorama.
**************
Mandaram avisar que lá no Facebook está rolando uma comunidade do Biscoito.
**************
Em breve, o blog declarará seu justificará com mais detalhes o meu voto nas eleições para prefeito de Belo Horizonte, que é de Jô Moraes (PC do B). Como sabem os leitores do blog, não fui reácio ao acordo Pimentel-Aécio em Minas Gerais. Mas pesquisando um pouco mais sobre quem é Márcio Lacerda, conversando um pouco mais com amigos de BH, investigando um pouco mais sobre como foi feito o acordo, acabei seguindo boa parte da base das últimas (muito bem-sucedidas) prefeituras de BH no apoio a Jô Moraes, que é, como sabem os memoriados leitores deste blog, a minha deputada federal.
************
Na sua coluna na Folha desta terça-feira, Eliane Castanhêde declara nunca ter ouvido falar de Jô Moraes. Meu Deus, eu teria vergonha de escrever uma coluna sobre literatura no maior jornal brasileiro e declarar não saber quem é Antonio Candido.
*************
Por falar nisso, Mestre Candido fez 90 anos e o Biscoito ainda não prestou sua homenagem. Shame, shame.
*************
Em seu último post, o Paraíba tece hiperbólicos elogios. Mas ainda não aprendeu a história do futebol brasileiro: o fato básico de que em 1981 o time chapa-branca enfrentou o Galo três vezes e não ganhou nenhuma.
**************
Se você está na Zona Leste de Belo Horizonte e quer comer um espetinho de animal morto, o ponto é o Manoel do Espeto, ali perto da Feira dos Produtores. Mas, se for lá, avise ao cabra: é um crime colocar, num bar lindo -- com bela varanda, cerveja gelada, espeto de primeira --, um par de cantores breganejos com aparelhagem de karaokê num laptop. É inaceitável. Bebi 5 quando poderia ter bebido 15 Bohemias. Não há nada mais irritante para alguém que gosta de música que ouvir um bate-estacas de péssima qualidade. É melhor ouvir o silêncio. O próximo que passar por lá, avise.
*************
Um leitor deste blog escreveu um dos melhores romances argentinos -- ou seja, um dos melhores romances do mundo -- dos últimos anos: Mariano Siskind escreveu o extraordinário Historia del Abasto, que devorei, faminto, entre São Paulo e Belo Horizonte. Alô, editoras brasileiras, atenção.
***************
Na quinta-feira à tarde, aterrizo no caldeirão de New Orleans. Tomem conta da bodega.
Atualização: Veja o belo email que o leitor Tiago Mesquita escreveu ao Ombudsman da Folha acerca da insultante coluna de Eliane Castanhêde. Envie um você também :-)
Escrito por Idelber às 01:12 | link para este post
| Comentários (58)
#1
Esse texto da Eliane Catanhede é uma coleção dos preconceitos mais tacanhos. Além de desconhecer tudo o que acontece fora do universo das grandes redações, em um só tacada ela chama o Patrus Ananias, o Luís Dulci e a Jô Moraes de ilustres desconhecidos. Como assim?
O Patrus é até hoje o político mais popular da capital. Foi o deputado percentualmente mais bem votado do país em 2002. O Luís Dulci antes do governo Lula era presidente da Fundação Perseu Abramo, que é um órgão importante dentro do partido que ocupa o governo. Não obstante, a comentarista de política do jornal sem a menor vergonha nos lança uma asneira dessas. Numa ótima, sem nada conspiratório, mas com um jornal desses, estamos, no mínimo, muito mal informados.
tiago mesquita em julho 23, 2008 3:00 AM
#2
Exato, teve essa também. Patrus e Dulci, "ilustres desconhecidos no cenário nacional".
Se eu dou uma dessas na minha profissão, nunca mais me levam a sério.
E essa é a melhor imprensa da América Latina? Não é mesmo, meu querido Sergio Leo. No Página 12 você não lê que Hermes Binner é um "ilustre desconhecido no cenário nacional".
Idelber em julho 23, 2008 7:12 AM
#3
"Em breve, o Biscoito declarará seu voto nas eleições para prefeito de Belo Horizonte. Meu voto é de Jô Moraes (PC do B)."
Você tá estabelecendo uma diferença entre o seu voto e a postura do blog? Não entendi.
Quanto à homenagem ao Candido, seria bacana, mesmo!
(Há um texto inédito dele maravilhoso no(s) novíssimo(s) "Cadernos de Literatura Brasileira" do IMS, sobre Machado de Assis...)
Abraço!
Jasão em julho 23, 2008 7:57 AM
#4
Eita, ficaram ruins mesmo essas duas frases, Jasão. Não, não tem diferença. Eu quis dizer que em breve justifico o voto. Vou dar lá dar uma consertada.
Idelber em julho 23, 2008 8:04 AM
#5
Pois é,o time chapa branca fez história-foi campeão mundial- enquanto que o outro.......ninguém sabe,ninguém,viu,ninguém lembra.
sergio em julho 23, 2008 9:24 AM
#6
Boa viagem querido
vamos sentir sua falta
Izabella em julho 23, 2008 9:51 AM
Marcelo em julho 23, 2008 10:23 AM
#8
"Time chapa branca"?
Menos Idelber, menos. Um dia um teórico da psicanálise ainda há de produzir belo estudo sobre o papel do ressentimento na produção de subjetividade do torcedor do Atlético-MG.
João Marcelo em julho 23, 2008 10:28 AM
#9
o time chapa branca fez história-foi campeão mundial.
Mas do Galo não ganhou :-)
Idelber em julho 23, 2008 10:32 AM
#10
Idelber, veja o e-mail que mandei para a setorista, com cópia para o novo Ombudsman:
Bem, a senhora me desculpe, mas quem se mostrou bairrista, para uma setorista de política, foi a senhora. Será que não vale a pena checar o que acontece nos outros estados da federação antes de começar um texto com a patacoada de hoje?
A Jô Moraes foi uma das deputadas federais mais votadas de Minas Gerais. Nas últimas eleições obteve 111.330 votos -- mesmo em um estado que a senhora considera machista. Antes disso, ela teve votações expressivas para os cargos de deputada estadual e vereadora. Assim, embora a senhora não saiba, ela é muito conhecida no estado e sobretudo na capital. Além disso, herdou uma quantidade expressiva dos votos do Sérgio Miranda na última eleição.
A Jõ Moraes é tão anônima para a senhora quanto o Kassab é desconhecido dos eleitores de Belo Horizonte. Agora, convenhamos, de uma intérprete de política da Folha de São Paulo se espera mais.
À senhora caberia investigar a ação parlamentar e saber o que fazem os deputados no congresso. A sua cobertura deveria ir além das fofocas e suposições de sempre. Por isso os leitores da Folha fiquem tão perdidos, diante de um caso, como esse, levantado pela Operação Satiagraha. Os repórteres e, sobretudo, os colunistas, não fazem o dever de casa e alimentam o seu público com informações básicas sobre o dia-a-dia e o funcionamento da câmara.
Esse desdém impede que os leitores do jornal tenham acesso a informações melhores sobre a atuação dos deputados federais, por exemplo. Seus leitores acabam surpreendidos por decisões importantes das duas casas do congresso. E onde está a Eliane Catanhede nessas horas? Esperando alguém contar para ela quem é quem no congresso ou verificando a ação dos parlamentares?
Quem sou eu para te ensinar o seu ofício ou qualquer coisa, mas acho melhor basear-se em análises de comportamento eleitoral e nos resultados do TSE do que em estereótipos de redações enclausuradas, embora wireless, têm sobre o resto do Brasil. Desculpe-me, mas um jornal desse nível não merece texto opinativo de tão baixa qualidade técnica.
Com todo o respeito
o leitor
Tiago Mesquita
PS - Seguem lugares onde a senhora pode se informar melhor:
http://www.tse.gov.br/sieeseireweb/seire.jsp?modulo=RE&anoConexao=2006
http://www.jomoraes.com.br/parlamentar2.php
http://www.camara.gov.br/Internet/deputado/Dep_Detalhe.asp?id=525831
http://www.transparenciabrasil.org.br/
tiago mesquita em julho 23, 2008 11:36 AM
tiago mesquita em julho 23, 2008 11:37 AM
#12
Imagina se eu resolvo dizer que o Ivan Serpa é um ilustre desconhecido na minha profissão? Ou para se valer da analogia estadual, resolvo me questionar por exemplo quem é esse tal de Amilcar de Castro?
Por falar em Castro, o Célio se foi. Gostava dele, embora ele seja herdeiro do Patrus, não o que parece pensar a Eliane Catanhede...
tiago mesquita em julho 23, 2008 11:40 AM
#13
Belo, belíssimo email, Tiago. Ainda teve mais essa, o "estado machista".
Haja estereótipo.
Idelber em julho 23, 2008 11:44 AM
#14
Mandei outro só para o Ombudsman também, olha só:
Caro senhor Ombudsman, ontem lhe enviei uma mensagem em que comentava o texto irresponsável da colunista Eliane Catanhede. Além de não conhecer minimamente a realidade que ela comenta - as disputas políticas de Belo Horizonte - ela trata a sua ignorância como vantagem, para sustentar o argumento que a aliança entre o Aécio Neves e Fernando Pimentel está fadada ao fracasso.
Caso ela não saiba, Jô Moraes é uma deputada muito popular na capital. Belo Horizonte é uma cidade petista e os eleitores do partido não ficaram satisfeitos com o modo como a aliança com um desconhecido como o Marcio Fortes (esse sim é desconhecido do eleitorado) foi feita.
Ela ainda tem a pachorra de dizer que Luiz Dulci (ex-presidente da Fundação Perseu Abramo, do partido que comanda a coligação que governa o país) e Patrus Ananias (ex-prefeito de BH, o político mais popular da cidade e ministro do desenvolvimento social) são ilustres desconhecidos, personagens apagados. Desculpe-me pelo tom, mas está na hora de trocar de colunista ou de mandar a sua ir trabalhar.
Desculpe-me novamente, falo sobretudo pela reputação do jornal que leio desde que sou criança e que já atuei como colaborador. Acho que esse nível de texto compromete a publicação e mais, torna os pontos de vista que vocês publicam discutíveis. Parece que vocês falam o que vem na veneta para justificar o que consideram injustificável.
Acho mais fácil e honesto se deter nos fatos e tentar explicar as razões do que acontece a partir deles, não no que vem na veneta. Ao chamar um estado inteiro de bairrista, quem pareceu bairrista demais foi a Eliane Catanhede.
abraço do leitor
Tiago Mesquita
tiago mesquita em julho 23, 2008 11:51 AM
#15
Acho que acaba sendo um ato meio blitzkrieg, mas não vejo outro jeito de melhorar a qualidade da informação dos grandes órgãos de comunicação. Eles que deveriam dar o exemplo de cobertura, com checagem dos fatos e informação qualificada.
tiago mesquita em julho 23, 2008 11:55 AM
#16
Muito obrigado pelos elogios Idelber, é uma honra
tiago mesquita em julho 23, 2008 12:07 PM
#17
Idelber,
Chamar o Patrus de ilustre desconhecido é foda. O cara teve 26% dos votos na capital para deputado federal. Alias, na minha seção, ele teve mais voto que o Lula. É incrível que teve uma quantidade expressiva de votos no Lula (inclusive eu) que votaram em outros candidatos (Gilmar Machado, Vírgili, Sérgio Miranda, etc.). Eu (outros pessoas tb) defendi para todo mundo não votar no Patrus, pois se todos os petistas votassem no Patrus, a legenda ia ter muito voto, mas como tava coligada com o PL, ia acabar elegendo muitos deputados do PL.
Eu vejo que o Jô tá crescendo muito em BH nas últimas eleições. Mas, não sei nada dela. Eu votaria nela, principalmente para ser contra a aliança e estar com o apoio do pessoal do Patrus (que acho que é a parte boa do PT de BH). Mas, qual é o projeto dela? O que ela fez? O que ela tem de especial a outros políticos de esquerda?
Estou pior do que a Eliane Catanhede no caso, pois sou de BH, de esquerda e me considero politizado.
Bruno em julho 23, 2008 12:07 PM
Milton Ribeiro em julho 23, 2008 12:08 PM
#19
E Eliane Cantanhêde é aquele tipo de paulista que acha e depois da marginal existe um abismo povoado por dragões, sereias, índios e demais seres mitológicos. Não esqueço quando saiu um resultado do Enem dizendo que a melhor escola do país era do Piauí. Ela escreveu um texto contra o Enem. Mas em seu texto não havia nenhuma crítica ao teste, a forma de avaliação, a como são educados os alunos brasileiros. A sua única questão era como assim a melhor escola é do Piauí, que ridículo! Como é possível comparar uma escola do Piauí com qualquer escola de São Paulo! que absurdo!
George em julho 23, 2008 12:17 PM
#20
Pessoal, essa coluna está merecendo mesmo uma avalanche de emails. Se eu tiver boa conexão no Galeão, de lá mesmo escrevo o meu.
Bruno, em breve faço um post sobre Jô. Eu a conheço bem, ela é minha deputada federal. Nunca me decepcionou.
Izabella, Milton, obrigado :-)
Idelber, do aeroporto mais longe do mundo em julho 23, 2008 1:06 PM
#21
Hum, e só agora eu fico sabendo que ele também esteve aqui no Rio! Acho que é um complô mineiro contra as Fridas... Passa lá em casa, quando e se puder, e dá um olhada no aviso postado, que serve para vossa Pssoua também.
Beijoca e bom retorno.
Helê em julho 23, 2008 1:07 PM
#22
Helê, não estive, não!
Agora que vi -- agradeci ao Rio por puro costume. Ou talvez por causa das Bohemias ingeridas antes de escrever o post. Na próxima, passo, prometo.
Beijão :-)
Idelber, do aeroporto mais longe do mundo em julho 23, 2008 1:11 PM
#23
Para os sem-Folha e sem-UOL, aí vai o texto completo da lambança:
Tanto esforço para isso?
BRASÍLIA - Você já ouviu falar em Jô Moraes? Nem eu. Mas ela é deputada federal e está em primeiro lugar nas pesquisas para a Prefeitura de Belo Horizonte, contra tudo, contra todos e muito particularmente contra o governador Aécio Neves, do PSDB, e o prefeito da capital, Fernando Pimentel, do PT.
Jô Moraes parece ter tudo contra. Mulher e paraibana num Estado machista e bairrista, é filiada ao PC do B, partido pequeno e um tanto extemporâneo, e enfrenta dois Golias. Mesmo que acabe perdendo a eleição-o que parece muito mais natural até onde a vista alcança-, ela já fez uma proeza.
E uma proeza sobretudo por chacoalhar a espetacular aliança tucano-petista, construída à revelia da cúpula nacional do PT e dos ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência). Ilustres desconhecidos no cenário nacional, os dois são bastante influentes em Minas, onde tentam ocupar o vácuo de liderança, essa, sim, efetiva e forte, do ex-prefeito Célio de Castro, afastado da política por um derrame em 2001 e morto no domingo.
Aécio e Pimentel enfrentaram todas as resistências, mantiveram a união e lançaram o nome de Márcio Lacerda, do PSB, para ser "imbatível". Mas ele está em... terceiro lugar! Em resumo, fizeram das tripas coração para chegar a uma vitória acachapante e cheia de significado sobre a conturbada relação atual e as possibilidade futuras entre PSDB e PT, mas não contavam com isso: a força deletéria da divisão petista sobre o ânimo do eleitorado e a emergência de Jô Moraes.
E o vice José Alencar? Dizem que também está com ela. Minas, portanto, continua produzindo os melhores momentos desta eleição. A espetacular costura PT-PSDB, o ciúme dos ministros mineiros, a surpresa da líder das pesquisas. É difícil Aécio e Pimentel perderem essa. Mas, se perderem, vai ser um vexame histórico.
Idelber em julho 23, 2008 1:18 PM
#24
Não acho certo publicar respostas sem autorização, mas a setorista continua a gritar sua ignorância como vantagem. Agora, alguém me explica cqual foi o vácuo de liderança que o Célio deixou??
tiago mesquita em julho 23, 2008 1:51 PM
#25
Jô Moraes, também voto nela. Não acompanho tanto sua carreira, mas a concorrência é de doer. Como ela não terá quase nada de tempo na TV, será extraordinário um comentário seu. Poderíamos recortá-lo e enviá-lo por email para quem quer que seja?
henrique em julho 23, 2008 2:56 PM
#26
Caramba!!! Um amontoado de absurdos em poucas linhas... °_°
Também voto em Jô, é a melhor. Será que dá?
LucianA em julho 23, 2008 4:38 PM
#27
LucianA, acho que dá, sim :-)
Henrique, qualquer coisa publicada aqui pode ser recortada e enviada para quem vocês quiserem. Prometo um post bacana sobre a Jô, para breve.
Idelber, do Galeão em julho 23, 2008 5:18 PM
#28
Pessoal, recebi a autorização para publicar a resposta do Ombudsman à crítica feita na segunda-feira. Está publicada lá na caixa de comentários do post que traz a carta que escrevi a ele.
Idelber, do Galeão em julho 23, 2008 5:30 PM
#29
Que engraçado! Sou de BH, moro em SP. Conheço a Jô, o Dulci e o Patrus, e acho que a colunista foi bairrista mesmo, e forçou no "vácuo de liderança", mas...
A coluna foi escrita para paulistas, em um jornal paulista. Pergunte nas ruas quem conhece os três personagens acima e o percentual de reconhecimento será traço.
A matéria foi até bastante simpática com a candidata, tratando-a como Davi contra Golias. Não sei se vocês sabem, mas na estória o bonzinho é o Davi...
Nesse caso, Aécio e Pimentel são os únicos que tem projeção nacional junto ao eleitorado (e estou sendo bonzinho com Pimentel). Se a culpa é da mídia como um todo que centraliza o mundo no eixo rio-sp, é outra questão, mas com essa reação desproporcional, vocês passaram recibo para a Eliana.
Boa sorte para a Jô.
Andrei em julho 23, 2008 5:37 PM
#30
Carma minerada. Pra começo de prosa, a Cantanhede é carioca, e estudou em Brasília. Então a igonrância sobre Minas se explica por outro endereço. Os paulistas, nesse caso, são inocentes.
Mas... pensando bem. O que ela diz do Patrus e do Dulci é que eles são muito populares em Minas mas desconhecidos no resto do Brasil. Antes de contestar esse trem, recomendo perguntarem na Praça do Ferreira, em Fortaleza, na Cinelância, no Rio e na Avenida Paulista quem é o Patrus e quem é o Dulci. Ministrinhos apagados, sô. Suspeito que vão ter de dar razão à colunista saudosa do Célio de Castro.
E, cá pra nóis: ela estava justamente falando da ignorãncia dos leitores da Folha sobre a primeira colocada nas pesquisas; e, fora de Minas, ninguém conhece a Jô mesmo não. Nonada. Nem quando o Lula aprovou projeto do piso do salários dos professores lembraram que o único projeto federal que ela apresentou com algum relevo foi o que tratava desse assunto.
Cês desculpa o mau jeito, mas a moça estava tentando desastradamente encher a bola da Jô. Que, pelo jeito, segue o rumo de muito político de destaque na terra natal e desempenho pífio no Congresso: Gérson Camata, no Espírito Santo, por exemplo, para falar de um cara da direita; Lula, para falar de um ex-deputado da esquerda que não disse a que veio.
espírito de porco em julho 23, 2008 5:43 PM
#31
Calma aí, o argumento da colunista é bizonho. Ela começa uma coluna afirmando não saber quem é a Jô Moraes, por dever de ofício de quem acompanha a política de Brasília ela tinha a obrigação de saber. E partir disso como um fato que mela a aliança aécio-pimentel é de um grau de primarismo explicativo horripilante. Se ela não sabe, o eleitor belorizontino sabe, e é isso o que interessa, não é uma eleição da folha, mas uma eleição local, é isso que ela precisa nos explicar.
Mais, Eliane Catanhêde não é alguém que sobe a rua direita e nem está em frente ao mercado modelo, ela é a colunista de política NACIONAL do jornal de maior circulação do país.
Partindo de sua desinformação a sábia resolve traçar uma análise baseada na tal luta de davi contra Golias. Não é bem isso. è a luta de dois grupos que brigam pela a hegemonia no PT, que controla a cidade desde o primeiro governo do Patrus.
Também é bisonho estabelecer um machometro e um provincianometro para os estados. O risco é a ocorrência de generalizações e erros de lógica. Bem, como qualquer um que acompanha a política mineira minimamente, como eu, sabe que o Célio não deixou vácuo de poder nenhum.Pelo o que eu saiba, ele era do grupo do Patrus, era e sempre foi.
Aliás, foi eleito em um momento em que esse grupo se tencionou com outro grupo dentro do PT mineiro:o grupo do deputado federal Virgílio Guimarães.
O caso todo não é saber se o eleitorado de outros estados sabe ou não sabe quem são os ministros (Mesmo que um deles seja responsável pelo programa social de maior abragência do governo federal) mas saber a qualidade das informações que esse jornalismo capenga produz. A qualidade é muito baixa, por isso os leitores da folha não sabem as tensões que envolvem as políticas locais nem em Belo Horizonte e nem em lugar nenhum. Por isso não sabe direito quais são os grupos que disputam o poder em Sâo Paulo também, dentro e fora dos partidos. O jornal produz informações de baixíssima qualidade e precisa rever sua linha de análise política.
Alguém mais apressado pode pensar que faço aqui poréns ideológicos, não é isso. A minha crítica é meramente técnica, acho que podemos esperar mais de alguém que foi diretora de redação de jornais importantes na capital federal.
Ela tem a obrigação de pesquisar quem são os deputados federais, ministros e o que fazem eles.
Acho de um grau de ambição muito baixo esperar que a informação de um jornalista especializado seja a mesma de um ambulante na Praça do Ferreira, na Cinelândia, na Avenida Paulista ou na Lancheria do parque. Sinto muito, mas ela não pode incorrer sua explicação por esse erro. A análise sai prejudicada e os leitores saem do jeito que entraram, sem saber nada.
Por fim, acho uma bobagem medir a importância nacional de um político pelo o que essa imprensa noticia deles ou por sua popularidade em praças nacionais. Depois fica todo mundo assustado com nomes bisonhos como Delúbio, Heráclito, Mão Santa e não entendem por quê.
A cobertura é muito pior que esses nomes. Acho uma pena por mim, queria eu não ser tão mal informado...
tiago mesquita em julho 23, 2008 6:10 PM
#32
Tiago, v. está coberto de razão na crítica à incapacidade dos jornalões de acompanhar a política regional. Qualquer coisa que saia do salão verde ou do azul lá no Congresso é praticamente ignorada. É uma cobertura de disse-me-disse, não se noticiam as grandes questões nacionais.
Quem sabe, fora do Ceará, como anda a pregfeita que tanto destaque teve na eleição? Quem sabe de assuntos sérios que estão tramitando no Congresso, na surdina, e os lobbies que estão agindo?
Mas, cá pra nós, sem querer defender a coluna indefensável: no plano federal a Jô é mesmo uma surpresa até para quem acompanha política mais atentamente. Como deputada, a Jô deixa a desejar, teve atuação nacional fraquinha mesmo. Acho que foi isso que a colunista quis dizer que ela é um fenômeno que só mineiro conhece. E pergunte a qualquer um fora de Minas (ou até em Minas mesmo, vamos arriscar) quem é o ministro "responsável pelo programa social de maior abrangência do governo federal". Desconfio que é bem capaz de dizerem que é a Dilma.
O Patrus e o Dulci, em Brasília, fazem política pequena, ficam dando entrevista para rádio local e preocupados com política pequena, de vereador. São ministros federais, pelamordedeus.
espirito de porco em julho 23, 2008 6:27 PM
#33
por fim, não se trata de ser contra ou favorável a Jô Moraes, mas de se explicar ou se obscurecer um acontecimento da vida política brasileira. Acho que esse tipo de explicação de Elianes Catanhedes e Lucias Hipólitos têm contribuído mais para obscurecer. Desculpem-me se pelo tom desastrado.
tiago mesquita em julho 23, 2008 7:57 PM
#34
Espírito de porco, você há de concordar, antes do Patrus o bolsa família era um, depois virou outra coisa. Eu não moro em Belo Horizonte, embora tenha relações pessoais fortes por lá, mas ele é muito competente. Além disso, elege o sucessor em Belo Horizonte faz cinco mandatos e foi o deputado federal com a votação percentual mais alta do país. Não acho pouco.
tiago mesquita em julho 23, 2008 8:00 PM
#35
Realmente, Tiago, mudou o Bolsa Família, mas não por causa do Patrus, e sim porque o Lula encomendou um plano de reformulação do programa a uma comissão, depois que demitiu o Graziano e suas idéias fracassadas de imitar o Food Stamp estadunidense.
Aí veio o Patrus para mandar no negócio. E o Patrus passou a proibir a divulgação de dados que mostrariam detalhes do desempenho do programa. Pergunte ao pessoal do ministério sobre os estudos que fizeram e o ministro não deixa divulgar. A quem não estiver morrendo de medo dele, claro.
espirito de porco em julho 23, 2008 8:40 PM
#36
Opa, lembrei mais uma coisa, não entendi o que é política pequena? Nem porque a política desses ministros é de vereador. Você acha que organizar o bolsa família é política pequena? Da relação com a imprensa eu não entendo, nem acho que isso que faça a qualidade política, mas as decisões frente à máquina pública, e isso é bem feito. Desculpe-me, mas só para falar do estado em que sou eleitor, mas antes de ser ministro da saúde o Serra era um candidato sem projeção nacional (exceto pela ficção da imprensa), o Alckmin, mesmo depois de ter sido candidato a presidência é um candidato regional, sem projeção nacional. O que querem dizer com isso? Não acho que as eleições locais devam ser resolvidas por nomes de outras praças, não acho mesmo.
tiago mesquita em julho 23, 2008 8:43 PM
#37
Isso eu não conheço. Como disse, somos muito mal-informados. Apresente-me a informação que eu concordo.
tiago mesquita em julho 23, 2008 8:44 PM
#38
Agora, pelo jeito isso tem impacto nacional, tem não? Acho que não sou eu, leitor, que tenho que descobrir isso de casa.
tiago mesquita em julho 23, 2008 8:45 PM
#39
Isso que você disse é notícia, por que não está no noticiário da colunista em questão?
tiago mesquita em julho 23, 2008 8:46 PM
#40
Por fim, e agora é o fim mesmo, já já começa o futebol, desconhecido, mas desconhecido até dos eleitores de Belo Horizonte é o Márcio Lacerda. Por isso seu desempenho nas pesquisas é pífio. Por isso, não há necessidade de generalidades tão genéricas para explicar o fato.
tiago mesquita em julho 23, 2008 8:52 PM
#41
Não está, provavelmente porque isso não chega aos jornais, Tiago. Sobre o Alkmin concordo com você. Sobre o Serra já não sei não. O cara foi presidente da UNE, ativo pra caramba no Senado, no debate econômico nacional, foi ministro do Planejamento antes de ser da Saúde...
Mas v. tem razão na cegyueira dos jornais para o que passa fora de SP e Rio. É inacreditável que o bispo Crivella seja mais falado na midia que muita gente boa...
espirito de porco em julho 23, 2008 9:00 PM
#42
Ufa, que bom, querido, pensei que tinha esquecido da gente. Te aguardo pra umas cervas e pimenta biquinho, que a Ana me apresentou e ensinou a gostar ;-) Beijoca nos dois.
Helê em julho 23, 2008 9:37 PM
#43
Sobre o Serra você tem toda a razão, eu forcei a barra. Mas seria bom que todos esses personagens desconhecidos fossem apresentados para nós pela imprensa. Acho que o brasileiro entenderia melhor o país.
abraço
tiago mesquita em julho 23, 2008 9:56 PM
#44
Alvíssaras!
A desmunhecada do Idelber está mostrando resultados.
Que o Galo siga em má campanha ...
Mas vamos à Dona Cantanhede.
Ela só se dedica, e acho que entende, a Tucanos em seu habitat natural, SP.
Tanto que até hoje não reconhece o Serra naquele Serra daquele fatídico maio de 2001 em Cuiabá.
Aquele é fajuto.
Parabéns ao Tiago.
E, para o bem geral, sofrimento infindável ao Idelber.
daSilvaEdison em julho 23, 2008 11:42 PM
joao em julho 24, 2008 1:32 AM
#46
É uma ironia que se fale do administrador do Bolsa Família em um meio de comunicação como este, a Internet, enquanto ele mesmo é (como político federal) contrário a transparência e inimigo de uma comunicação aberta (e portanto moderna). Mas apesar disso os votos NÃO tem faltado a este político, que hoje passa a ser conhecido nacionalmente por aqueles que recebem o benefício da Bolsa.
Os brasileiros que não são atingidos pela Bolsa curiosamente ele ignora, talvez acreditando que não deva satisfação por seus atos e esquecendo que os recursos que distribui NÃO LHE PERTENCEM. É possível que fora de sua base eleitoral o ministro não seja mesmo TÃO conhecido QUANTO UMA AUTORIDADE FEDERAL desta envergadura deveria ser. É assim mesmo cada um tem um estilo de "fazer política"!
Paulo em julho 24, 2008 5:52 AM
#47
Eu já ia reclamar, mas vi que afinal vc não veio ao Rio. Se vier e não me avisar, vc sabe, é até pecado e dizem que a punição de Deus é das mais ferozes. : )
Beijos,
Silvia
Silvia Chueire em julho 24, 2008 7:34 AM
#48
Bom retorno, Idelber. Uma pena termos nos visto pouco, estou no interior, de férias. E sua agenda também estava lotada dessa vez!!!
Beijos
Fefê em julho 24, 2008 10:33 AM
#49
"Quem são eles?" - versão 2008
patrus ou jô são, sim, 'ilustres desconhecidos' do brasileiro. aliás, nem de ilustres o nhambiquara comum os chamaria. eu que o diga.
mas para dona eliane cantanhede eles não deveriam ser anônimos ou ser tratados como se fossem.
o 'belozontino' justamente injuriado sabe quem é bira (MA), beto richa (curitiba) ou eduardo braga (AM)? não. mas dona eliane deveria saber quem são - se ainda não sabe.
mas usar o glorioso atlético de Reinaldo e Cerezzo pra desqualificar o Mengo de Zico e Júnior é forçar a barra! Pior mesmo é comparar a nobre mas provinciana (por enquanto) Jô com a magnitude nacional e extra-nacional de Antonio Candido.
Foi um exemplo no mínimo apressado. Ainda faltam umas boas décadas pra ela se consumar enquanto um Antonio Candido da política, né não?
marina em julho 24, 2008 2:49 PM
#50
Eu entendo a indignação do Thiago e do Idelber sobre a "ignorância" da colunista da FSP. Ao mesmo tempo, concordo com a marina. São ilustres desconhecidos mesmo. Diria que a Jandira Feghali (assim que escreve?), super conhecida no Rio e agora candidata com chances reais, também é uma ilustre desconhecida. Esse nome, provavelmente, hehehehehe, a Eliane conhece.
A colunista comete vários "pecados", mas eu acho que houve um exagero na crítica. Esta, por outro lado, é super necessária para apontar o monopólio do olhar e da "coleta" de informações que os jornalistas do eixo sp-rio-brasília acabam gerando quando se trata de informar e discutir o país. Sou paulista e moro no Nordeste peão, digo peão porque não é nem Bahia (os bahianos odeiam ser misturados com o NE), nem Pernambuco, nem Ceará. E poderia citar uma lista de políticos da região que moram em BSB, atuando no congresso e que, vcs, comentadores e blogueiro, não fazem idéia de quem sejam, pessoas que eu só sei que existem, porque fizeram coisas mto ruins ou mto legais (em geral, mto ruins...).
Bom, no mais, vou colar aqui um texto da Vera Brandimarte, do Valor, sobre a questão imprensa x relatório da PF, que eu achei interessante:
Capítulo da fábula
Protógenes parece ignorar essência do trabalho da imprensa
por Vera Brandimarte
No último dia 10 de março, Elissa Khouri Daher ligou para a secretária de Naji Nahas para lhe recomendar um almoço do investidor com Vera Brandimarte, diretora do jornal Valor Econômico, por sugestão de Paulo Andreoli, da empresa de assessoria Andreoli MS&L. No telefonema, gravado pela Polícia Federal, Elissa, assessora de Nahas, diz que, segundo Andreoli, tal encontro seria muito importante.
A partir desse telefonema, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz construiu um enredo de novela: Nahas estaria comprando a simpatia do jornal para os seus negócios. Tal versão, que consta em relatórios vazados à farta pela Polícia Federal, poderia até soar verossímil para desavisados não fosse pelo pequeno detalhe de que jamais existiram esse almoço, um contato telefônico ou troca de sinais de fumaça de Nahas e seus prepostos comigo, diretora do Valor.
Aí vão os fatos que o delegado não se deu ao trabalho de apurar. Protógenes e sua equipe não conseguirão provar sua tese porque não conheço Naji Nahas, nunca troquei com ele uma palavra por telefone ou e-mail.
Seus contatos com a direção do jornal se deram por meio de cartas, escritas por seus advogados e a mim endereçadas, questionando matérias publicadas no Valor. Seus advogados exigiam a publicação dessas cartas “nos termos da lei” — o que, na linguagem jurídica, significa: publiquese a carta ou o jornal será processado.
Foram-me enviadas por fax e seu conteúdo é público, pois foram editadas na seção de cartas do jornal e permanecem disponíveis para os leitores no endereço www.valoronline.com.br.
A recomendação de Andreoli para Nahas procurar a direção do jornal não seria de estranhar, considerando-se a ambição da última cartada do investidor.
No dia 4 de outubro, o Valor publicou matéria contando que Nahas, apontado como um dos principais responsáveis pela quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ) 18 anos atrás, ressurgia na figura de vítima, reclamando na Justiça do Rio uma indenização bilionária por danos materiais — nada menos que R$ 10 bilhões da BVRJ e da Bovespa, comprada pela BM&F e já em processo de abertura de capital. Nos meses seguintes, novas matérias acompanhando o desenrolar da ação foram publicadas. Procurado pelo jornal, Nahas não quis falar e se fez ouvir por meio de seus advogados.
No calor da batalha jurídica com a Bovespa, um dos jornalistas da Andreoli, Valdeci Verdelho, entrou em contato no dia 2 de fevereiro com minha secretária, solicitando um encontro de Nahas comigo. O investidor recorria agora diretamente à direção do jornal — e não ao jornalista que cobria o caso e nem ao rotineiro expediente da exigência de publicação de cartas como direito de resposta. Verdelho ouviu que minha agenda estava sobrecarregada pelos próximos dois a três meses.
O encontro nunca foi agendado.
Mas o fato é que poderia ter sido, sem que isso confirmasse o roteiro novelesco do delegado. Assim como o direito constitucional de qualquer acusado é o de ser ouvido, o primeiro mandamento do jornalismo é dar voz a todas as partes envolvidas na matéria a ser publicada, não importa se mocinho ou vilão — julgamento que, por sinal, é tarefa da Justiça e não da mídia. Assim, tanto quanto a Bovespa, Nahas tinha direito a expor seus pontos de vista.
Se ele preferiu fazê-lo por meio de seus advogados, essa foi uma opção — teria outra, a de atender o jornalista quando procurado. Se tal tivesse ocorrido, esse contato configurar-se-ia crime da parte do jornalista, mesmo se ele soubesse que Nahas estava sob investigação, o que naquele momento se desconhecia? O delegado Protógenes parece ignorar a essência do trabalho da imprensa e alguns preceitos constitucionais básicos.
Talvez também não saiba que todo dia dezenas de assessores de imprensa repetem o mesmo conselho aos seus clientes: é importante falar com o Valor Econômico. Pelo simples fato de que, hoje, o Valor é o mais influente jornal no meio empresarial e tudo o que sai em suas páginas tem imediata repercussão. Não é à toa.
Isso ocorre pela alta credibilidade do jornal, construída ao longo de oito anos com o trabalho diligente de seu corpo de profissionais. Com sua acusação infundada, leviana, o delegado Protógenes não ofende só a mim, uma profissional com 25 anos de carreira sem qualquer suspeição, mas a todo o time de profissionais do Valor, ao pôr em dúvida a seriedade do jornal.
A mídia tem dado amplo apoio e cobertura à ação da Polícia Federal na apuração de crimes do colarinho branco. E nem poderia ser diferente. Quantas dessas investigações não foram despertadas por apuração contida em uma matéria jornalística? A mídia reconhece a importância deste momento notável da ação policial e jurídica, que até pouco tempo referendava o entendimento de que criminoso rico era inimputável. Todavia, a forma como muitas vezes são conduzidas essas operações, em flagrante desrespeito aos direitos constitucionais do cidadão, atenta contra a democracia, lança descrédito sobre toda uma operação policial e torna criminosa a ação da autoridade que deveria estar zelando pelo cumprimento da lei.
Revista Consultor Jurídico, 24 de julho de 2008
Mariana em julho 24, 2008 4:42 PM
Marcos Nowosad em julho 24, 2008 6:56 PM
#52
Quer dizer então que o trauma é ainda mais antigo, Idelber? 1980, é isso? :)
Rafael em julho 24, 2008 8:03 PM
#53
Verdade, Marcos, você tem razão. Eu pensava nos três jogos da Libertadores de 1981 :-)
Paraíba, por mais que os flamenguistas pensem que não, o Flamengo é só um breve capítulo na nossa longa história de desgraças...
Abraços não sectários :-)
Idelber em julho 24, 2008 11:24 PM
#54
Querido Idelber:
Vc até já deve ter chegado.
Espero que esteja tudo melhor que bem.
A Catanhede, com acento no primeiro *e* não é de hoje que faz e escreve coisas deprimentes...
E pensar que já escreveu bem e escreveu coisa melhor.
Agora, isso de que "o que eu não sei então não existe e só passa a existir quando eu souber" é muito empobrecedor para ela e quem a lê e nela acredita.
Ou seja ela é paga para fazer mal. What a pro!
Bom, quanto ao professor Antônio Cândido, nunca é tarde, as homenagens estão rolando, rolando.
Precisa ver o que a Walnice Nogueira Galvão disse em homenagem pública.
Foram os 100 de Guimarães Rosa e 90 de Antônio Cãndido e vêm mais datas por aí.
Um beijo imenso a ponto de ser dividido.
Meg (Sub Rosa) em julho 25, 2008 5:10 PM
#55
Idelber,
um dado interessante na eleição deste ano: a turma do PT que patrocina o desconhecido Lacerda na eleição – Pimentel, Virgílio, Aloísio Marques e mais uns três ou quatro – é a mesma que insistiu na candidatura do Virgilio em 1996. Ele sequer foi ao segundo turno, apesar de usar a legenda do PT após o Patrus ter feito o melhor governo que a cidade conheceu. No segundo turno, o Dr. Célio, com o apoio da Frente BH Popular, à época, obteve uma vitória acachapante sobre o tucano Amílcar Martins. Foram mais de 70% dos votos e, pela primeira vez, um candidato derrotado teve menos votos no segundo turno que no primeiro. Em 2006, o tucano Alckmin repetiu a façanha na eleição presidencial.
A candidatura de Lacerda é decisão de gabinete e só atende às pretensões de Aécio e Pimentel. Até o momento, seus méritos se resumem a apresentar ao Brasil o candidato mais rico dessas eleições e a proporcionar algum espaço na mídia para o governador que, fora de Minas, só era mencionado em colunas sociais cariocas. A cidade não conhece Lacerda e ele não conhece a cidade. Sem motorista, não consegue ir da Savassi ao Centro. Mesmo derrotados, o governador obtém os bônus da aliança e, a Pimentel cabe o ônus de ter ignorado a força de um projeto hegemônico que há 16 anos administra a cidade. Como Virgílio, em 1996.
A Jô tem história e compromisso com Belo Horizonte. E vai ganhar!
PS: Quanto a Eliane Cantanhêde, é só uma figurinha paroquial, de visão curta.
Jeferson Melo em julho 25, 2008 8:53 PM
#56
Boa viagem e faz uma compras por mim.
Francisco Amado em julho 25, 2008 11:13 PM
#57
Sem motorista, não consegue ir da Savassi ao Centro.
Sensacional comentário! E você lembra, Jeferson, um dado muito importante dessa história, a eleição de 1996. Obrigado por me dar mais eleme