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quarta-feira, 30 de julho 2008

Religião e insanidade

O filme se repete, ad nauseam, com previsibilidade digna dos laterais do Galo. Em algum recanto dos grotões da América, juntam-se um punhado de ingredientes: o cenário é uma escola ou uma igreja; o personagem é um homem revoltado contra a conspiração dos “liberais”, dos gays, dos imigrantes ou de outro bode expiatório conveniente; o instrumento é uma arma, comprada no exercício do sagrado direito de proteger a propriedade contra as “ameaças externas”; o enredo é sempre o mesmo, um massacre com vítimas que morrem sem ter nem idéia do porquê. É um tipo de crime tão americano como a torta de maçã.

Desta vez, aconteceu em Knoxville, Tennessee, cidade simpática, que hospeda a boa universidade do estado e destoa do atraso cultural imperante na região. Quando estourou a notícia de que mais um lunático havia entrado numa igreja para fuzilar inocentes, com duas fatalidades e sete feridos, os sites de extrema-direita salivaram com as possibilidades: Assassinando cristãos? Deve ser um ateu! Provavelmente um radical de esquerda! Na certa um terrorista islâmico!

De novo, como havia sido o caso com Timothy McVeigh, tratava-se de um homem branco, armado até os dentes e cheio de revolta contra “liberais e gays”. Bastava saber um pouco sobre a igreja que sofreu o ataque para suspeitar. A Unitarian Universalist Church é a única igreja americana que conheço que exibe um cartaz enorme, bem na porta, com as palavras gays welcome. Lugar bacana, ecumênico, de gente tolerante e pacífica, envolvida com grupos de apoio e iniciativas de direitos civis para gays e lésbicas, a Unitarian Universalist Church reúne judeus, muçulmanos, cristãos, ateus; heteros e homos; pretos e brancos.

O assassino, David Adkisson -- no momento em que descobriram que era branco, desapareceu a palavra terrorista --, escreveu uma carta de quatro páginas detalhando seu ódio aos “liberais e gays”. Em seu carro, foram encontrados livros de Bill O'Reilly, Sean Hannity e Michael Savage. O primeiro é o mais conhecido âncora de extrema-direita dos EUA, da famigerada Fox News. Os outros dois são membros do poderoso movimento ultra-conservador que se congrega nos programas de “entrevistas” de rádio nos EUA. Savage é o autor de um livro com o inacreditável título O liberalismo é uma doença mental (Liberalism is a mental health disorder).

Não sei qual é a percepção aí no Brasil, mas morando há 18 anos nos EUA e observando a coisa de perto, não vejo muito como fugir da conclusão: vamo' que vamo' ladeira abaixo.


PS: Ainda sobre religião e insanidade, veja essa incrível história: numa missa no campus da Universidade da Flórida Central, um garoto recebe a hóstia e não a ingere. Guarda a bolacha no bolso para mostrá-la a um colega que queria informações sobre a fé católica. A partir daí, sua vida se transforma num inferno. Escândalo nacional. A imprensa começa a publicar matérias sobre como o garoto havia seqüestrado a hóstia. A porta-voz da diocese compara o ato a um crime de ódio (hate crime). Começam a discutir a expulsão do estudante. O covarde presidente da UCF, em vez de defender seu aluno, se dedica a fazer média com a hierarquia católica. O garoto, Webster Cook, pode ter simplesmente destruído o seu futuro acadêmico porque foi pra casa com um pedaço de farinha no bolso. Inacreditável.



  Escrito por Idelber às 06:55 | link para este post | Comentários (50)


Comentários

#1

Inacreditável o tamanho do retrocesso que está acontecendo...Há não muito tempo atrás, coisa de 3 décadas, a gente nem falava mais em religião...pelo menos aqui no Brasil e nos círculos normais da classe média, os jovens nem pensavam nisso. Não era um assunto, simplesmente. Agora, não só é assunto como há uma retomada de "valores" que a gente já havia dado como moribundos, como virgindade, respeito à hierarquia religiosa, família como multiplicador do modelo que "deus" nos deu, a bíblia como um livro sagrado (a gente lia a bíblia por interesse literário, jamais para nos inspirar uma vida no caminho da verdade).
Tanto um caso como o outro é exemplo do enorme retrocesso que estamos vivendo. Nos EUA esse processo está mais "evoluido", digamos. Mas, como o brasileiro médio adora copiar os americanos, prevejo que vamos pelo mesmo caminho.
Quanto à frase do Savage, temos aqui já muitas pessoas repetindo isso. Tio rei e seus admiradores falam isso abertamente.

aiaiai em julho 30, 2008 7:59 AM


#2

credo. que idade média se abatendo sobre nos...

em tempo, te leio no reader: pra saber o que se passa em terra brasilis, além do obvio. sempre, otimo.

um abraço!

larissa em julho 30, 2008 8:13 AM


#3

A política do ódio e da intolerância racial praticada pela direita raiovosa, e dissiminada pela mídia corporativista, resulta nesses absurdos.

carlinhos memdeiros em julho 30, 2008 9:48 AM


#4

Acompanhei a confusão que vc relata no P.S. pelo blog do Pharyngula. Por causa do post, o PZ vem recebendo centenas de emails ameaçando-o. Seus últimos posts sobre essa saga são reveladores da realidade triste que se abate sobre os EUA.

Lucia Malla em julho 30, 2008 11:36 AM


#5

Idelber,

Acho que seria bom você explicar que liberalismo nos EUA tem um sentido quase oposto de no Brasil. Quer dizer, com a mania de um tanto de gente que se diz esquerda defender a ortodoxia economica, isso mudou um pouco. Afinal de contas, o Krugman é dito como liberal no sentido americano. Mas, eu que sou anti-liberal me encaixei perfeitamente nas ideias do livro do Galbraight (Crônicas de um eterno liberal).
Acho os EUA um país admirável. Me parece uma sociedade com um instinto de proteção muito grande. Por exemplo, taxa de desemprego de 5% é considerada alta e motivo para o BC reduzir os juros mesmo com uma elevação significativa da inflação. Me parece sem dúvida um país que deu certo. É só comparar com o Brasil. Mas, me parece muito opressora. Já leu o livro do Henfil falando dos EUA. Incrível imaginar que esse país metade acredita na estorinha da bíblia de construção do universo. http://www.gallup.com/poll/108226/Republicans-Democrats-Differ-Creationism.aspx
No Brasil, é dificil encontrar pessoas com curso superior que acredita nessas baboseiras. Lembro dum texto falando dos EUA no final do século XIX que quem não participava de alguma congregação religiosa se fudia completo, a nível financeiro, de relacionamento, etc. Mas, ao mesmo tempo é uma nação que produziu um Obama e que pode elegê-lo. O Brasil está muito longe disso. A vantagem do Brasil é que temos tantos problemas como sociedade é que a possibilidade de construção de algo novo é bem maior. E o Brasil me parece uma sociedade muuito menos opressora. Mas, não posso falar muito, porque o máximo que eu sai do Brasil, foi duas semanas na Argentina.

Bruno em julho 30, 2008 12:03 PM


#6

Religião e insanidade e religião e filhadaputice costumam andar juntas.

Milton Ribeiro em julho 30, 2008 12:54 PM


#7

Não Idelber, não é um pedaço de farinha, nem só um cracker. É o corpo de Cristo, para os católicos, difícil achar coisa mais sagrada.

Eu, como ateu empedernido, orgulhoso de ter criado filhos ne minha fé (fé na Razão, no ser humano, na capacidade humana de superar obstáculos), também acho uma loucura. mas li não sei onde _ achei que era aqui, vai ver foi no Dória, um artigo sobre como a existência de gente assim, cega pela religião, dificulta a vida de diplomatas acostumados a viver em ambientes conde a religião não embota a racionalidade no convivívio social.

Esse tipo de notícia serve para mostrar que fanatismo não é prerrogativa de religião nenhuma, e que não são só as sociedades atrasadas econômicamente que tem essa indesejável influência das igrejas sobre o Estado. Não é à toa que político nenhum se confessa ateu.

Há mais coisas entre o Céu e a Terra do que supõe nossa vã racionalidade...

(E esse Milton Ribeiro, hein? Deus castiga!!!)((-;

sleo em julho 30, 2008 1:19 PM


#8

Idelber, acho legal o post, mas o modo simplista como questões complexas são tomadas preocupa às vezes (sim, eu sei, é só um post de blog, mas ainda assim).
Acho que minha primeira crítica seria sobre o crime ser "tão americano quanto torta de maçã" e é uma crítica estranha porque eu concordo, mas o motivo do crime ser tão americano não é o fato de pessoas serem massacradas sem saber porque, isso acontece em todo lugar, o que torna o crime americano são as circunstânceas, não só as motivações do criminoso, mas o fato de que extremistas como ele precisam fazer esse tipo de coisa pra descarregar seu ódio. É o paradoxo interessante da sociedade americana atual, ela está criando uma espécie de nacionalismo que é totalmente repulsado pela nação; pra começar, os EUA é aquela eterna nação de imigrantes (jogando GTA 4 rolou uma frase ótima do protagonista imigrante, algo do tipo "these people hate us because we got off a boat instead of our grandparents"), então todo nacionalismo é confuso por natureza, quem é o "verdadeiro americano"? O italiano? O irlandês? Enfim, além disso, os EUA foram a primeira nação a garantir liberdade religiosa na constituição (o que conflita com essa onda religiosa) e é um dos países do mundo mais abertos ao homossexualismo (o que a presença da própria igreja vítima do atentado mostra), então o que torna esse crime americano é o quão "fora de lugar" está essa gente, a graça (porque é engraçado) de se dizerem tão apaixonados pela américa sendo sistematicamente contra tudo que os EUA representam (liberdade, tolerância, oportunidades iguais).
-
No mais, já que já escrevi demais, só gostaria de criticar esse comentário:
"A política do ódio e da intolerância racial praticada pela direita raiovosa, e dissiminada pela mídia corporativista, resulta nesses absurdos."
com esse trecho de um link que você postou no blog:
"because of its liberal teachings and his belief that all liberals should be killed because they were ruining the country, and that he felt that the Democrats had tied his country's hands in the war on terror and they had ruined every institution in America with the aid of media outlets."
-
Todo fanático acha que a mídia está contra ele. Fato.

Sblargh em julho 30, 2008 1:47 PM


#9

Aliás, eu estava escrevendo sobre isso no meu blog e me surgiu uma dúvida:
O título do post é "religião e insanidade", ainda assim o crime é "americano como torta de maçã", afinal, o problema é ser religioso, ser americano, ser do Sul ou uma mistura dos três?

Sblargh em julho 30, 2008 2:56 PM


#10

Stupid wasp man.

Hugo Albuquerque em julho 30, 2008 3:03 PM


#11

Blergh!

Milton Ribeiro em julho 30, 2008 4:17 PM


#12

Idelber,
Te respeito muito, respeito suas idéias, adoro seu blog, mas este adolescente não foi para casa com um pedaço de farinha no bolso. Acho também ,ou melhor, tenho certeza que ele não é culpado. Não tinha conhecimento do "que" ele recebeu na mesa Eucaristica.
Aquele pedaço de "pão" e o que ele representa para nós, católicos, é sagrado. Não adianta tentar explicar, porque fé não se explica, se tem.
Apesar de discordar de você, continuarei sendo sua leitora fiel, porque como disse respeito muito suas idéias. Só que hoje não poderia deixar de me manifestar porque estaria traindo minha fé, que está acima de tudo.
Um abraço carinhoso,
Hélia.

Hélia em julho 30, 2008 5:14 PM


#13

Lu, comecei a acompanhar a saga do PZ. Dá medo, porque a universidade em que ele trabalha é pública e alguns sites começaram a pedir a cabeça dele. Não acredito que a venerável Universidade de Minnesota vá ceder em algo assim, mas já vi coisa pior acontecer por aqui.

Idelber em julho 30, 2008 5:14 PM


#14

Dona Hélia, comentário aceito, com a gratidão e a amizade de sempre :-)

Bruno, acho que em geral os leitores do Biscoito sabem que "liberalismo", no contexto americano, tem outro sentido, mais próximo, digamos, ao que chamaríamos de "progressista" em português. Mas valeu o adendo :-)

Idelber em julho 30, 2008 5:22 PM


#15

Caro Idelber,

tema delicadíssimo esse...
E considerando-se as dificuldades
de discutir o assunto em bases
serenas e minimamente racionais,
aqui vai uma sugestão de leitura:
do grande Bertrand Russell, "Why
I am not a Christian". Um clássico
literário, um convite ao racionalismo.
E sem a "previsibilidade digna dos
laterais do Galo". (Genial essa sua!)

Aquele abraço,
Francisco

Francisco Fontenele em julho 30, 2008 6:11 PM


#16

Excelente sugestão, Francisco, é um clássico. Para quem lê inglês, está disponível aqui.

Idelber em julho 30, 2008 6:27 PM


#17

Achar que um pedaço de farinha tem um significado especial é realmente inexplicável. Assim como perseguir e expulsar o cara da universidade porque ele pegou um pedaço de farinha e botou no bolso também é inexplicável.

Mas os católicos acham que não tem que explicar. É a fé. Não precisa de explicação, a gente tem ou não tem, né? E nisso eles são iguais aos outros que tem fé...o bin ladem (bandido preferencial dos dias de hoje) também tem fé. Ele também não consegue explicar para todo mundo, mas ele tem fé e acha que foi escolhido para fazer a fé dele prevalecer. Por que o cara não pode ter fé. Se a Dona Hélia tem a fé dela, porque o pobrezinho do cara não pode ter a dele?

Problema maior é quando a gente não tem fé nenhuma. Daí o povo que tem acha que é um absurdo a pessoa não ter. Como o pobre do menino que agora vai pagar por não ter entendido o "significado" sagrado do tal do pedaço de farinha.
Tem horas que ser ateu apenas não basta. Dá mesmo vontade de ser radical, proibir essa m.... que emporcalha o ser humano há tanto tempo.

aiaiai em julho 30, 2008 7:04 PM


#18

Sobre o texto do Bertrand Russell tem vários sites que apresentam a palestra em português. Um deles é:
http://blog.clickgratis.com.br/pensarehmelhorquerezar/1155/Porque+n%E3o+sou+crist%E3o+-+Bertrand+Russell.html

aiaiai em julho 30, 2008 7:14 PM


#19

Aqui outro leitor contumaz e quase sempre quieto votando com a relatora Dona Hélia e lamentando o radicalismo do dolorido anônimo #17. Até porque, no meu caso ao menos, não tenho o menor desejo de fazer minha fé prevalecer ou de impô-la (que construção horrível) a qualquer outra. Mas é difícil tentar explicar as coisas para quem chama as crenças dos outros de "m..." e nem tem coragem de escrever o nome.

Fernando Cesarotti em julho 30, 2008 8:06 PM


#20

Nojento o papel que o Gravataí Merengue está fazendo atacando o Nassif (chamando de BNDESfera) e defendendo o DM. Se ele fosse honesto, pelo menos, esperava um pouco antes de uma defesa tão veemente de coisas que ainda estão para investigar. Me parece um aparecido querendo se destacar atacando o Nassif. ô argumentinhos ruins. O papel que ele tem prestado é defender a Veja ao atacar o Nassif. O Nassif tem feito acusações sérias ao DM e a Janaina Leite. Relacionado artigos que eles escrevem que são usados nos processos em favor do DD. Relacionado assassinatos de reputação das pessoas que afrontaram o DD. Vc viu a entrevista da Janaina com a juíza que deu parecer contra o Dantas? E outra coisa, porque ficar propagando as calúnias contra o Nassif feitas pela Janaina? "Denúncias" que nem a Veja tem coragem de publicar? Falo isso ainda porque vc fez um super elogio a Soninha outro dia.

Vc viu o que a procuradora Anamara Osório disse do Diogo?
- No Ministério Público, todos os procuradores têm plena certeza de que ele colaborava com o esquema Dantas.
É muito estranho e babaca, por qualquer que seja o motivo, o Gravataí estar sendo esse super advogado de defesa do Dantas e da Janaina.

Bruno em julho 30, 2008 8:19 PM


#21

Pensei muito antes de escrever aqui, mas acabo cedendo, motivada pelo comentário de aiaiai. Porque fiz uma leitura (e posso estar errada, porque cada vez mais nessa internet a gente tende a interpretar, ao invés de ler textos) de que ele visa atacar, ou diminuir, algo de muito bonito em alguém que me é muito caro: a Dona Hélia, minha mãe, e a fé que ela tem.

Fui criada, como procedente de típica família mineira, na Igreja Católica, que abandonei quando entrei na adolescência. Embora tenham restado em mim resquícios dessa "inexplicável", que trabalhei de modo particular e que hoje servem para nortear muitos aspectos da minha vida. E uma dessas coisas, reforçada pelo exemplo de e o aprendizado com meus pais (que, "apesar" de católicos praticantes e fervorosos são as pessoas mais tolerantes que conheço, tanto com a filha "herege" quanto com desconhecidos) foi o respeito. Respeito a tudo que significa algo para alguém: um livro raro e antigo - inútil em sua língua morta e indecifrável- para os bibliófilos, uma hóstia para os católicos, a fotografia do filho morto, a pedrinha trazida de lembrança durante uma viagem...

Como a minha mãe, é bem possível que outros católicos tenham passado por aqui sem coragem de se manifestar. Eu mesma, quando falei com o Idelber que tinha ficado chateada, primeiro com a alusão ao "pedaço de farinha" e depois e principalmente com o comentário de aiaiai, e ele sugeriu que eu colocasse um comentário, a minha resposta foi: para que? Para ser ridicularizada? Porque quase sempre é isso que se vê quando o assunto é religião: uma intolerância que não deixa enxergar a diferença entre radicalismos e a manifestação da fé de quem vive a vida em paz, dentro da sua fé e seus princípios, sem atacar ninguém, sem desdizer ou desfazer do ateísmo que é caro para alguns. Essa falta de vontade de entender a diferença entre a Dona Hélia e o Bin Laden. Essa falta de interesse em perceber que há sim católicos que são (coloque aqui o(s) adjetivo(s) que quiser) como também há ateus que os são. Mas, coincidentemente (ou infelizmente, para quem gostaria de provar que a intolerância está do lado de lá) nenhum católico veio aqui desdizer do ateísmo...

O assunto tratado no post é grave? É! Então, que tal dirigir esse ódio e essa intolerância contra quem o praticou, sem generalizações?

Sei muito bem porque este texto e alguns de seus comentários atingiram minha mãe, a ponto de ela se manifestar. Durantes anos ela foi catequista (para os ateus que não sabem, é quem dá aulas de religião, preparando para o batismo, primeira comunhão, crisma etc...) onde na maioria das vezes exercia função de conselheira e acolhedora para crianças de lares desajustados, e quase sempre também de educadora, pois as crianças e os adolescentes chegavam às aulas sem saber ler ou escrever. Hoje, junto com meu pai, são ministros da Eucaristia (mãe, desculpa estar contando tudo isso, mas acho importante). Distribuem a hóstia durante a missa e em outras ocasiões. E nessas outras ocasiões é que eu acho que fazem dos trabalhos mais bonitos: visitam asilos, hospitais, doentes terminais, acamados etc, pessoas que não podem ir até a igreja e que gostariam de comungar. É óbvio que não levam apenas a comunhão, pois muitas vezes já os vi chegarem em casa depois de horas conversando com quem não tem com quem conversar, ouvindo os que têm muito a lamentar, levando um pouquinho de atenção e dignidade a quem já perdeu todo o resto. Fora a organização e o trabalho em mutirões para tratamentos médicos e dentários, confecção de documentos, construção de moradias, almoços em sanatórios e asilos, principalmente em dia dos pais e dia das mães. É a coisas assim, aiaiai, que "essa m.... que emporcalha o ser humano há tanto tempo" pode levar... Dá para entender a diferença em "religião" e "religiosos", e entre "religiosos" e "certos religiosos" ou tem que explicar também?

Ana em julho 30, 2008 9:31 PM


#22


Idelber,


Já fui coroinha quando criança (pode me gozar, hehehehehe) e sou originado de uma família muito católica.

Hoje em dia me recuso terminantemente a ir a uma missa, minha mãe nem tenta, e tenho enorme preguiça quando vejo aquele Papa reaça falar algumas bobagens dele (já reparou no sorriso de vampiro dele, parece daqueles filmes antigos do Drácula).

Mas o meu passado católico me permite ter a compreensão de que de fato a hóstia não é um pedaço de farinha qualquer. Penso o seguinte: o rapaz cometeu um erro porque do ponto de vista dos católicos desrespeitou um símbolo fundamental, poderia sofrer alguma sanção da Igreja com relação aos seus deveres de fé (não sei se é possível, mas proibição temporária de comungar, sei lá...), mas prejudicar sua vida profissional por causa disso é um absurdo. Ainda mais porque ele queria mostrar a hóstia para satisfazer a curiosidade religiosa de um amigo, não queria simplesmente zombar de um símbolo. Sem exagero, penso que é quase igual, enquanto princípio de ação, à sentença de morte dada pelo Aiatolá Khomeini ao autor do livro "Versos Satânicos"

Essa questão de religião é delicada. Ao mesmo tempo que entendo e procuro respeitar a crença e os sentimentos de quem a tem, fico o tempo todo meio armado sentindo que essas mesmas pessoas têm uma tendência a querer impor suas crenças àqueles que não as têm. Enfim, típico assunto polêmico.

Abraço,

Paulo SPS

PS
Quanto ao post 20, de fato seu amigo fanfarrão está um tanto empolgado na inglória defesa de seus eleitos, mas pelo menos ele está fazendo isso no blog dele. Assim, não precisará sair do Biscoito Fino pedindo desculpas a ninguém, e tampouco imputar crimes a terceiros e não dar o link para seus leitores analisarem.

Enfim, deixa pra lá, né...

Não quero tumultuar o seu blog, mas como o tema é relevante e foi trazido por outra pessoa, não resisti. Prometo me controlar, ok?

Paulo SPS em julho 30, 2008 10:16 PM


#23

Idelber,

A propósito de seu post, lembrei-me de uma história contada pelo mitólogo norte-americano Joseph Campbell.

Por conta do lançamento de um livro nos anos 40, Campbell foi convencido por seu editor a embarcar em uma turnê publicitária para divulgar sua obra.

Isso implicava participar de programas de rádio, enfrentando locutores e repórteres que não tinham muita noção nem maior interesse sobre o objeto de suas pesquisas na área da mitologia. A parte mais chata era explicar, ad nauseum, que mito não é sinônimo de mentira, ao contrário da acepção popular do termo - segundo Campbell, um mito é uma metáfora.

Mas ao fim dessa exposição midiática ele pôde chegar a uma conclusão instigante:

"Uma parte das pessoas acha que as metáforas de suas tradições religiosas, por exemplo, são fatos. E a outra parte afirma que não são fatos, de forma alguma. O resultado é que temos indivíduos que se consideram fiéis porque aceitam as metáforas como fatos, e outros que se julgam ateus porque acham que as metáforas religiosas são mentiras".

Daí faço uma conexão com a parte final de seu comentário sobre a hóstia, quer dizer, sobre o "pedaço de farinha". Para constatar que a incapacidade de percepção metafórica, a qual está na gênese de todo fundamentalismo, nem sempre é prerrogativa de crentes.

Um abraço,

Gustavo Grossi - BH


Gustavo Grossi em julho 30, 2008 10:38 PM


#24

Idelber,
Mais uma vez invado seu blog só para dizer uma coisinha para o "Sr Ai,Ai,Ai" A diferença entre minha fé e a fé do Sr Bin Laden é simples: nunca fiz mal a ninguém em nome dela. É só.
Hélia.

Hélia em julho 30, 2008 10:51 PM


#25

Nossa... Tá duro de ler os "logõu apologetikós" desse blogroll (escrevo em grego em respeito aos arautos da racionalidade(que insistem em fazer dela uma coisa muito estranha...)).

Gabriel Ferreira em julho 30, 2008 11:24 PM


#26

Belo comentário, caro Gustavo. Mas sobre metáforas, eu acredito ter uma ou duas coisinhas a dizer. Talvez a marca do fundamentalismo não seja a incapacidade de percepção metafórica; talvez seja a incapacidade de remeter a metáfora à materialidade (farinha) que está na sua base. Ou seja, a incapacidade de perceber que a metáfora é só uma metáfora. O fundamentalismo nada mais seria, então, que o ato de querer universalizar como um dado da natureza uma construção que é só uma metáfora regional, localizada.

Tudo isso para constatar que -- susceptibilidades feridas à parte, inclusive de pessoas que eu amo -- o único respeito que me interessa neste episódio é o respeito à vida do garoto Webster Cook, atingida com ameaças de morte anônimas lançadas por católicos da Flórida e do resto dos EUA.

Idelber em julho 31, 2008 12:00 AM


#27

Caro Idelber,

Você está surpreso?

Em nosso país há uma tensão religiosa que vem se incrementando fortemente após o fim do governo militar (QUE INIBIA TUDO), e que segue!
Para falar de apenas um exemplo, há na cidade de Salvador uma guerra religiosa evidente, E QUE JÁ FOI MENCIONADA AQUI NESTE MESMO ESPAÇO (quando se abordou a obra de Risério).

A DEMONIZAÇÃO das drogas na cidade do Rio de Janeiro, desde a década de 80, é também subproduto desta religiosidade por aqui existente.

O governo presentemente SE UTILIZA NA CAMPANHA CONTRA A BEBIDA (no trânsito) da mesma lógica, de DEMONIZAÇÃO, que outros setores anteriormente utilizaram.

Nada mais me surpreende.

Paulo em julho 31, 2008 9:03 AM


#28

Olhe, só digo uma coisa: gente sem noção existem em todas os credos, cores e times... Católicos inclusive (e eu sou uma, apesar do Bento XVI testar minha paciência quase que diariamente). Gente que gosta de sangue vem em tudo que é pacote. Para o azar dos outros!

Anna C. em julho 31, 2008 9:17 AM


#29


Prezada Ana,

Sei que há leigos católicos que realmente praticam sua fé no dia a dia e sei que há pessoas dedicadas ao próximo na Igreja Católica. Assim como no caso dos seus pais, também tenho pessoas amadas que atuam dessa maneira e entendo seu sentimento.
Temos que ter clareza de uma coisa: todas as formas de pensamento, religiosas ou não, que em algum momento foram predominante em determinados locais, ou mesmo numa maior amplitude, realizaram perseguições aos que não se enquadravam naquele pensamento. A esquerda perseguiu, a direita perseguiu, os católicos, protestantes, muçulmanos, etc. perseguiram, os ateus soviéticos perseguiram. Ou seja, de modo geral, ninguém escapou da estupidez. Sei que houveram casos de lutas dentro dos próprios perseguidores que tentaram estancar a irracionalidade, só que a insensatez prevaleceu.
Acontece que até o final da década de 80 parecia que o mundo estava começando a estabelecer o respeito mútuo. Mas estávamos errados. Ocorreu uma guinada teísta, onde tenta-se estabelecer à sociedade como um todo seus ideais.
Vejamos alguns exemplos: os muçulmanos, por exemplo. Quando são minoria em determinado país eles convivem pacificamente com todos, mas basta aumentar seus seguidores que a encrenca começa. Na Arábia Saudita, Irã, Kuwait , etc., não há conflito pois eles são maioria e impõem a todos a teocracia. Países como o Líbano, Malásia, Filipinas e outros, onde não são maioria mas são relativamente representativos há conflitos abertos.
Vamos aos católicos. Assim como seus pais, muitos católicos arregaçam as mangas e vão praticar sua fé na ajuda ao próximo. Isso é realmente maravilhoso. Mas não sei se você consegue observar que o Papa anterior e o atual tentam fazer prevalecer sua fé. Observe como estão ativos setores católicos mais intolerantes. Veja como eles, por exemplo, são contra o casamento de homossexuais. Ora, eu não tenho nada contra eles serem contra os casamento homossexual. Acredito que os católicos estão numa instituição livre e livres são os que praticam o catolicismo. Como instituição livre, a Igreja Católica pode colocar regras da forma que quiser aos seus seguidores e o problema de acatar ou não é deles. O que me incomoda é que a Igreja Católica quer que seja mantida a proibição legal para o casamento homossexual, ou seja, ela quer estender seus preceitos à toda a sociedade e não apenas aos católicos. Isso é apenas um exemplo católico, há vários. Basta lembra que o Papa em sua última visita ao Brasil teve a coragem (ou cara de pau) de sugerir ao Presidente Lula uma Concordata à Igreja Católica no Brasil. Precisa de mais?
Como exemplo protestante, principalmente os americanos, querem que a teoria do “Design” Inteligente seja ensinada nas escolas em pé de igualdade com a Teoria da Evolução. Isso está mais do que discutido e é até chato ficar falando nisso. Sem falar que eles tentam de todas as maneiras estabelecer o ensino religioso nas escolas públicas. E o pior é que eles estão até vencendo, veja o caso do Estado do Rio de Janeiro.
Exemplos não faltam. Só que os religiosos sempre reclamam de perseguição. Mas quem está perseguindo?
Quanto ao caso do garoto na Flórida temos que ter em mente uma coisa: para alguns é uma hóstia sagrada e para outros é apenas um pedaço de farinha. Ninguém está errado, só aqueles que perseguem.

Eduardo em julho 31, 2008 9:39 AM


#30

Que heresia dos infernos, a desse garoto, como é mesmo o nome da fera?! Webster. Nome de dicionário. Cultura. Perigosíssimo. Não entendo como alguém pode defender um pecado desses, ou mesmo mitigá-lo. Idelber, você me decepcionou. Levar a sagrada hóstia para casa!? Meu Deus, onde vamos parar? Nos bons tempos já estava pelo menos no "in pace", o maldito, para sempre.
Que pena, tempo que passou.
Mas não! isso é pouco e perigoso, já pensou se pega? À roda com o herege, para servir de exemplo, enterrem-no ou esfolem-no vivo! Satã não pode prevalecer, meus irmãos e minhas irmãs...
Mas esperem! Atenção!... reflitamos bem, o melhor mesmo é ir preparando a fogueira, é preciso purificar com o fogo esse templo da legião.
Assim, minhas crianças de Deus, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, queimem a criança!

josaphat em julho 31, 2008 10:59 AM


#31

Sei que esse meu comentário não vai ser publicado...como não o foi aquele que enviei hoje pela manhã...Mas, tenho algo a te dizer, idelber:

A situação é mais grave do que parece. Até você, que é um liberal/progressista resolveu usar a censura para calar quem não concorda com a premissa de que devemos respeitar a religião e as pessoas que têm fé. Eu não respeito mesmo. Acho que mesmo as mais bem intencionadas, fazem um mal tremendo para a nossa sociedade.

Vc não censurou o meu post que tinha a "ofensa" merda, mas resolveu que era melhor não me dar direito de resposta.

Eu lamento sua atitude, pelo que essa atitude representa, no entanto acho que vc tem todo o direito de agir assim. Pode ficar tranquilo, vou continuar a visitar o site, que sempre tem assuntos interessantes, mas não comentarei mais.

aiaiai em julho 31, 2008 11:46 AM


#32

O triste é não ver pessoas de bem, como algumas que comenaram aqui, manifestando-se contra o flagrante desrespeito aos ensinamentos da Bíblia cometido por esses fanáticos que querem até matar o pobre garoto. Note que ele não fez como um artista italiano, por exemplo, que exibiu uma figura de Cristo num urinol cheio. Ele queria só mostrar a um amigo a hóstia. Exceelnte esse comentário sobre o significado das metáforas na religião.

Onde fica o mandamento "Não matarás?". Onde está a lição sobre "oferecer a outra face?".

Religião é coisa difícil de discutir, há que se usar a própria lógica irracional do religioso. E até assim o caso é repugnante. Quem, por razões de fé, agride outra pessoa deveria ser condenado pelos outros irmãos de fé. E não é isso que vemos. Isso é anti-cristão. E anti-católico. Não vi ninguém se dizendo católico falando aqui contra o absurdo que estão fazendo com o garoto.

Saravá, Idelber.

sleo em julho 31, 2008 12:03 PM


#33

Aiaiai: eu lhe escrevi sobre o comentário que não foi publicado. Infelizmente, o email que foi deixado era falso.

Idelber em julho 31, 2008 12:45 PM


#34

Escrevi em portugues, que nao falo bem. Perdonem os erroes.

As duas situações, o estudante de UCF e do professor de UMinn-Morris que forço uma unha oxidada através da hostia, lançou-o no lixo e, em seguida, tomou uma fotografia do mesmo, tornar-me muito triste. Estou triste por causa da falta de respeito que as pessoas parecem ter para o projimo, para os credos de outros, ou a sua falta. Aunque concordo que a hostia é apenas uma galleta, representa uma coisa sagrada para os católicos. E aunque eu não comparto dessa convicção, eu nunca fazeria alguma coisa para a desrespeitar. Apesar do despeito demonstrado pelo professor de UMM, os comentários e as ameaças que recebeu de "cristãos" são muito piores do qualquer afronta que ele cometeu.

Há um maelstrom de histórias que há para fazer neste momento cerca de "insultos" a religião ou por líderes religiosos. Estou farto de ouvir falar de Jeremiah Wright, ou sobre aquele padre católico burlando-se de Hillary Clinton a partir do púlpito (real Christ-like there, padre), ou sobre uns judeus queimando cópias do Novo Testamento (eles tenham aprendido nada de seu própria história?), ou mesmo sobre um soldado usando o Alcorão para a meta prática.

Jesus Cristo foi um pacificador. Ele predicava amor, bondade, de longo sofrimento e empatia onde ele passou. Islamismo, a religião da Paz, pretende ser a apresentação sobre a vontade de Deus e como todos nós somos filhos de Deus, irmãos e irmãs (pelo menos em partes do Alcorão dizer que, outros parecem contradizer essas idéias). Tanto a Bíblia e do Corão demandem as pessoas a fazer o que é certo e mostrar consequências para o comportamento malo, a violação dos mandamentos. Esses ensinamentos estão a ser venerado, a ser acarinhados e, se forem implementadas judiciosamente na vida, eles podriam ter um efeito positivo, alguns defendem um perfeito efeito, no seu crescimento e de satisfação na vida.

Mas, eles são apenas ensinamentos. Imprensa-los no papel e encadernação-las em um livro (o significado de "bíblia" incidentalmente) não lhes dá qualquer tipo de poder sagrado ou santo. Seu poder vem do ignorando aquilo que eles dizem e aprender com elas. A sua presença física em uma página impressa é apenas um meio de contrariar a nossa imperfeita memórias. Em Werner Herzog's brilhante, Aguirre, o castigo de Deus, um grupo de conquistadores na Amazônia vem umas indígenas. Através de uma indiana intérprete querem que os indios saibem que eles sao o mais elevado dos agentes Phillip King e de Deus. Elas mostram-lhes a Bíblia e explicar-lhes que "Deus fala a nós através deste livro." Quando um dos homems toma o livro, colocá-lo até o seu ouvido para escutar, ouve nada e diz: "Eu não ouvi nada", os espanhóis sobrerreacionam e o matam atravesandlo com uma espada.

Eu cresci sem religião. Quando eu cumpli os 17, eu tive um despertar espiritual e eu comecei a modificar o meu comportamento em conformidade. Deixei de beber álcool completamente. Acabei por desistir chá gelada e café, que, no sudeste dos Estados Unidos é similar a deixar a água. Me preocupava tanto do meu proprio comportamento que començei a preocuparme sobre o comportamento dos demais. Eu também començei a ver o mundo em preto e branco. De repente, senti-me que alguém que não quer viver as mesmas normas que eu estava errado. Eu julgava pessoas. Quando eu tinha 19 anhos, eu decidi ser um missionário mórmon, e eu fui chamado para servir na Costa Rica por dois anos (1993-1995). Durante esse tempo, como um voluntário, tudo o que eu fiz, todo o dia todos os dias, foi ir e falar com as pessoas sobre as minhas convicções. Esta experiência teve o efeito de me permitir ver o mundo em algo além do preto e branco, ou tons de cinza. Eu vi o mundo em cores, e percebei que havia mais do que uma forma de fazer alguma coisa. Que muitas pessoas, a maioria das pessoas, na realidade, foram capazes de ser moral e ética sem se identificar com uma determinada religião, ou de qualquer religião.

Isso me despertou para a realização, que, ao tentar viver minha vida de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo, eu estava fazendo exatamente o oposto, e essencialmente ignorando o seu aviso de João, capítulo 8, que a primeira pedra ser expressos por uma que foi impecável. Eu estava julgando indignamente, ignorando o meu próprio pecado. E, também, ao mesmo tempo que um missionário, eu percebi que eu poderia ser errado, que o meu despertar espiritual poderá ser uma farsa, que éste é tudo que existe para a nossa existência. Não acredito que ele é, mas não tenho qualquer forma de provar que não é. Tudo o que eu podia fazer era partilhar o que acreditava, nua e suportar o meu testemunho do que eu acreditava e, em seguida, convidar outras pessoas a fazerem o mesmo. Se eles sentiram o mesmo que eu fiz, ótimo. Se assim não for, então eles têm todo o direito de não viver de acordo com os mesmos preceitos que me é cara.

Estou no entanto uma pequena minoria. Não estou dizendo ser esclarecida, mas reconheço que a tolerância das práticas, dos hábitos e da cultura do outro, som boas praticas. Eu ainda acredito na minha religião; me mais provável será sempre, e também acredito que todos e cada pessoa tem o direito de viver sua vida de acordo com os ditames de sua consciência. Eu sinto que a maioria das pessoas que pretendem seguir Cristo, não se sentem desta forma, especialmente nos Estados Unidos. Isto causa problemas.

Tenho a sensação de, com o aumento das escolas protestantes privadas do ensino secundário, homeschooling, e coisas assim, muitas pessoas estão a tentar proteger as suas crianças de todo o mundo. Acho isso muito preocupante. As crianças precisam ser ensinados princípios correctos e, em seguida, ser permitido governar a si próprios. Parte desta experiência é o que lhes permite a diversidade do mundo. E uma grande parte desta situação é a experiência de uma educação rigorosa dos artes liberais.

A coisa mais importante a se lembrar de tudo isto, para mim, é que por tanto as outras crenças podem irritar-nos, maturidade e civismo demandam que nós respeitá-los e reconhecer seu direito de mantê-los como as que nos são queridos os nossos próprios.

Para todos os cristãos de direita, o que Jesus disse em Marcos 12:31-33 nao é uma sugestão, que era um mandamento.

Aparentemente, o mundo reage mal quando você diz que é mórmon, como eu sofreu pequena quantidade de rejeição, nome-chamada, as tentativas de bater-me com os carros e autocarros, atirando água fervente para fora em sua porta antes de mim. E, no entanto, a despeito de todo esse antagonismo, todo esse rancor para com a minha crença; apesar da Universidade de Baylor College e Erskine (entre outros) dizendo a mim, o ponto branco, "Nós não contratamos mórmons," apesar do aspecto nos olhos das pessoas (especialmente os bautistas) que eu vejo quando me dizer-lhes qué religião prático, apesar de que esas pessoas me dizem "você está indo para o inferno," em numerosas ocasiões na minha vida, e apesar de out-and-out raiva contra mim sobre o que penso, em um país que me garanta o direito de acreditar o que eu quero, eu não me enojo quando as pessoas ataquem as minhas convicções. E, certamente, muito certamente, eu nunca reago com violência ou raiva, se alguém usou o Livro de Mórmon ou a Bíblia para a prática alvo. Você poderia conseguir um monton de exemplares do Livro de Mórmon em conjunto, inflamar-los e, em seguida, urinar sobre eles para entinguir as chamas; você poderia usar suas páginas para papel higienico, e não me ofenderia ao ponto de raiva.

As pessoas precisam de madurar-se. A religião não vale derramar sangre o tirar pedras; suas doutrinas, quase universalmente, afigura-se a defender contra aquelas accioes.


Mac Williams em julho 31, 2008 1:50 PM


#35

lamento, idelber. Há alguns meses tive que mudar o e-mail e esqueci de mudar aqui na sua página. Se puder envie novamente, já coloquei o e-mail válido.

aiaiai em julho 31, 2008 1:54 PM


#36

Desculpe eu estar sendo chato. Mas, lembro da acusação injusta (que vc depois se desculpou) ao Nassif e que o Nassif está sendo acusada de ter sido comprado via BNDES para falar bem do governo e mal dos seus inimigos. O Nassif pegou empréstimo BNDES na época do FHC, acabou não dando compra de pagar. A dívida foi renegociada no em fevereiro de 2007, segundo o Nassif, sem predão do principal, apenas alongou-se o prazo. Aí a Janaina Leite escreveu posts confundindo os leitores renegociação de dívidas com suborno para falar bem da imprensa. Acusação irresponsável que nem a Veja teve coragem de fazer uma reportagem sobre isso. Acusação repercutida no blog do Gravataí. Depois o Gravataí passa a se referir a uma BNDESfera, uma acusação muito semelhante ao que o Reinaldo Azevedo e companhia tem feito ao Nassif, que ele é um mascate. Ele ataca a Veja porque foi pago ao governo para isso. Alias, o que significa o Nassif ser BNDESfera? Claro que isso é uma acusação gravíssima no contexto das acusações (que ele publicou no blog dele) de que ele recebeu R$ 1,9 milhão para falar bem do governo atual. E segundo o RA para atacar os inimigos do LUla (a Veja, no caso). E essa defesa do Diogo tão veemente é no mínimo estranha:
"Mainardi nunca fez "o jogo" de Dantas. Quanto o citou, foi para dizer que ele financiava o Mensalão. Ou seja: jogava-o simplesmente no maior escândalo dos últimos tempos. Nunca vi alguém ser pago para isso - e olha que conheço casos sérios de masoquismo. O grande "trunfo" de Nassif, as datas, não prospera (como ficou demonstrado). E, de novo, não se trata de "acusaçãozinha para enganar". É coisa séria, é Mensalão, e as duas ressurgiram das cinzas da Pizzaria Brasil com a Operação Satiagraha: encontro do Ministro com Dantas e ligação Nahas/Dantas." Nossa, e como as pessoas mudam. Quando a Soninha estava no PT, em 2006, vi ele defendendo o Lula. Agora, vem com o argumento que o Mensalão é o maior escandalo dos últimos tempos. Os negócios dos Dantas são muitos mais graves do que o Mensalão. E outra coisa, essa manipulação de que o governo Lula deu R$ 1 bilhão para o Dantas é no mínimo muita ignorância. Para fazer a super tele, o BNDES financiou (´financiamento é diferente de dar dinheiro) que a Oi comprasse a Brasil Telecom. O Dantas vendeu o controle dele. Ele já tinha a ação. Uma questão interessante é como que um cara que pos tão pouco dinheiro pudesse ter tantas ações. Pelo que li ele como controlador recebeu um preço 20% maior do que os minoritários. Isso é algo que pode ser questionado. Mas é comum que controladores recebam mais do que os minoritários. É por isso, que a Bovespa criou o novo mercado. Para valorizar as empresas que comprometem, caso vendam o controle, a que o comprador irá pagar o mesmo preço para os minoritários. Quem analisa o caso com calma vê que as condições para o Dantas se tornar bilionário foram construídas na privatização que tinha clausulas que dificultavam muito que alguém conseguisse retirar ele do comando das empresas apesar de ter uns 0,3% do capital delas. Não nego que o dantas compro pelo menos meio PT. Mas, me parece equivocado: a) dizer que se manifestar contra a fusão das teles é prova definitiva de não envolvimento do jornalista com o Dantas; b) todos os que defendem a fusão são ligados ao Dantas. Será que a procuradora Anamara é uma petralha quando fala que não há dúvidas da relação entre Diogo e o DD?

Bruno em julho 31, 2008 2:32 PM


#37

segue o comentário que eu havia enviado hoje pela manhã e que o idelber não colocou, não por censura mas por um problema técnico:

Pois é,

A culpa fica sempre do lado do ateu. Os católicos que nunca fizeram mal a
ninguém são muito bonzinhos, mas esquecem que estão dando suporte a uma
religião que tem feito muito mal a muita gente.

Sobre o trabalho de catequista, não acho que só porque os catequistas têm boas intenções, são bacanas. Catequista é um trabalho cruel. Trata-se de mostrar a um monte de crianças que religião elas TÊM que seguir, elas TÊM que acreditar...
Aí eles vão dizer: não, ninguém está impondo!!! Então tá.
Tente dizer para uma criança de 10 anos que ela não
precisa acreditar em tudo que a catequista diz e que, se ela não está
gostando, não precisa fazer a catequese. A reação será em cadeia: Os avós
vão dizer: "meu deus...meu neto vai ficar sem religião. Catástrofe!" Os
vizinhos vão te olhar estranho porque todos os outros estão na igreja, só
vc não vai e o seu filho também não vai. Fora a catequista que vai te ligar
dizendo: "mas por que ele não quer mais vir?" Dai vc responde: ele não
consegue entender e disse que vc não soube explicar o que é mesmo a
trindade! Dai ela diz: "Seu filho precisa ter fé. Ele não tem fé porque vc
não tem fé" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
As catequista em geral não gostam de explicar...mas não é culpa delas. Não
tem mesmo explicação.

Peço aos católicos que aqui vieram falar sobre bondade para transformar isso em algo positivo. Iniciem uma campanha para salvar a carreira acadêmica do Webster Cook. Escrevam para os católicos loucos lá da cidade dele dizendo que ele merece o perdão...afinal não é isso que a igreja católica diz que toda gente merece? perdão!

Antes de encerrar minha participação nesse post, ressalto para o Fernando
Cesarotti (19) que eu não participo anonimamente. Eu tenho um nick, sou
aiaiai. O fato de que eu não precise alardear o meu nome, não quer dizer
que eu esteja me escondendo. Apenas não preciso me mostrar. Para ele é
lucrativo se mostrar, deve render alguns page views no site dele. Já eu uso
um apelido como muitas pessoas usam. Poderia dizer que meu nome é Maria da
Conceição de Souza ou José Antonio da Silva e isso não ia mudar em
absolutamente nada a minha participação nos comentários deste ou de outros
blogs.

aiaiai em julho 31, 2008 2:58 PM


#38

Certas pessoas dão má fama à fé. Imagino que segundo a fé católica, o garoto americano tenha cometido um pecado ao "sequestrar" a hóstia, mas essa questão deveria ser tratada no forum religioso.

A igreja que chamasse sua ateção, ou até o excomungasse. Agora falar em expulsão do estudande da Universidade já é demais. Ainda se fosse da PUC...

Abraços,
Ricardo Antunes da Costa, bacharel em Ciências da Computação pela USFC, e crente "nessas baboseiras".

Ricardo Antunes da Costa em julho 31, 2008 6:27 PM


#39

Esse debate sobre religião é sempre complicado, hoje mais do que nunca.

Como aiaiai colocou num dos seus comentários, há trinta anos atrás o conceito de "religião" era considerado desimportante, uma idéia atrasada, primitiva que os jovens ignoravam, mas hoje não mais, o debate religioso veio de novo à baila, seja por conta do Islã ou dos EUA e sua religiosidade.

Eu, por exemplo, sou de família católica. Meu pai, no entanto, nunca foi tão ligado à religião. Já minha mãe não, sempre foi praticante. Sou batizado, fiz primeira comunhão, mas não fiz crisma. Não sei, quando cheguei à adolescência vi que dentro do catolicismo eu não achava as respostas para as minhas perguntas e desisti de ser católico. Ninguém em casa me questionou por isso.

Sempre questionei a maneira como as religiões querem impôr suas idéias, como elas querem controlar o Estado ou até sê-lo, como elas sempre que tiveram poder demais praticaram barbaridades. No entanto sempre rechacei o cientificismo. Prefiro a Filosofia. Sempre procurei no Homem as respostas para seus próprios problemas.

Não tenho dúvidas que Deus existe, porém não sei responder se foi ele que nos criou ou se fomos nós que o criamos. Não sei o que isso me torna.

Nos dois casos vemos a intolerância; No primeiro, um mau-caráter entra numa Igreja e mata um monte de gente por conta da doutrina ecumenista e tolerante desta que, infelizmente, é algo raro nas religiões. No segundo, um caso banal onde o rapaz não ofendeu em momento algum nada nem ninguém e está sendo perseguido por isso. Sim, hóstia é um pedaço de farinha cujo valor é apenas simbólico. O comungar para um cristão católico tem por significado estar conectado com Cristo e deste modo seguir o seu exemplo, não é comungar direitinho para depois perseguir uma pessoa como se fosse um centurião romano perseguindo Jesus Cristo. Fazer isso não é menos cristão? Onde está o perdão? Tem mais, se de algum modo esse rapaz for prejudicado na universidade em que estuda, significa que a seperação Igreja/Estado acabou nos EUA.

Hugo Albuquerque em julho 31, 2008 7:30 PM


#40

*lendo a descrição do aiaiai sobre como a pessoa é demonizada por ser atéia*

Por curiosidade, você mora no Irã?

Sblargh em julho 31, 2008 8:12 PM


#41

Engraçado é que o post é, acima de tudo, sobre um caso de intolerância contra os liberais e gays, depois há um PS sobre o sequestro da 'bolacha' pelo pequeno e inocente Webster Cook.
Mas o que incomodou mais foi a hostia ser des-metaforizada' em farinha.
Sobre o garoto, só tenho a dizer que; com um Cook no nome seria natural seu interesse por alimentos.
Não vejo nenhuma gravidade na sua ação. É apenas um garoto.
Grave é o fato da diocese, que administra um território da fé católica, comparar 'o ato a um crime de ódio". E vejam, é a diocese e não a torcida do Flamengo ou Fluminense. Se isso não diz nada, oras, que queimem o garoto.
Não vi zombaria contra o símbolo fundamental, apenas uma constatação da matéria que constitui este símbolo, farinha, branca e sem fermento.
Mister Cook , isto é um vaticínio, jamais será um Chef, por seu paladar tão insosso, mas tenho certeza que ele tem todas as possibilidades de ser um garoto tão ético quanto qualquer outro, religioso ou não.
Mas se, por azar do destino, ele um dia invadir uma igreja e fuzilar gente inocente porque tem ódio aos liberais e gays, vou ficar muito mais indignado do que as pessoas que, na sua boa fé, condenam uma pessoa por seqüestro ou falta de deferência a um símbolo, seja qual for.

fm em julho 31, 2008 9:41 PM


#42

Puxa, um espetáculo este comentário, Frank (fm).

O do Eduardo, acima, também me foi especialmente caro. Do Mestre Sergio Leo eu não esperava outra coisa que a ponderação inteligente que ele ofereceu. Hugo também.

Enfim, muito boa a caixa, apesar de tudo.

Idelber em julho 31, 2008 10:07 PM


#43

Numa boa, espero que tu NÃO tenhas visto o Atl-MG hoje. Que coisa, sô.

Milton Ribeiro em julho 31, 2008 10:26 PM


#44

IDELBER,
o fato é que, o homem na sua racionalidade, não aceita a finitude. Para alguns, a única maneira de enfrentá-la dá-se através da religião, por isso busca o divino que lhe "promete" a eternidade.

A crença é bem anterior ao conhecimento, sendo um ato de fé de origem inconsciente. A fé, portanto, é uma ilusão, pois não existe nada que a comprove. Mas não se pode negar o poder que ela exerce sobre uma sociedade, levando seus membros a uma comunhão de pensamento e a uma unidade de ação. Precisamos conhecer as religiões até mesmo para nos opor a elas.

E aí dá-se o paradoxo: a religião pode ser altamente positiva ou terrivelmente destrutiva. É uma roleta russa.

A Declaração dos Direitos do Homem (1789) traz embutido em si partes visíveis do cristianismo, quando coloca o homem no centro do mundo e diz que todos os seres humanos são iguais em dignidade, rejeitando a meritocracia. É a valorização da pessoa humana. Não podemos negar que o cristianismo foi a primeira moral universalista.

O Tio Sam, apesar de sua posição, ainda navega no mar das incertezas entre o evolucionismo e o darwinismo.

As crenças religiosas são exploradas tanto por razões intelectuais como políticas. Existe também um grande desencanto com o materialismo, o consumismo doentio e o egoísmo que germinam no mundo capitalista. O homem contemporâneo encontra-se perdido, como se sentisse inútil no planeta.

O que são as nossas opiniões,na maioria das vezes, senão pequenas crenças, que podem ser refutadas ou não, no futuro.

No campo religioso eu apenas dou uma passada. Respeito cada um com sua crença ou não, mas sou agnóstica.

A loucura americana, que se traduz na postura dos justiceiros nada mais é que o resultado doentio da competitividade.

Um país que educa seu povo no orgulho de ser o melhor do mundo, ignorando os princípios da generosidade e da universalidade, não pode se espantar com tais atos insanos.
O indivíduo se vê como um ser onipotente a quem cabe demolir tudo o que considera errado, ou pecaminoso. É o descompasso entre o vida real e a mística. No fundo agem tal e qual os suicidas islâmicos. Mudando apenas o objeto causador da insanidade.

Um país que não nutre o menor respeito pelo ecossistema do planeta, não tem o que repassar a seus cidadãos. Religião deveria ser sinônimo de vida.

O que sei é que toda religião precisa de limites, caso contrário voltaremos ao período da Inquisição. O poder exacerbado é maléfico nas mãos de qualquer um.

Em relação ao garoto, esse é um exemplo da austeridade religiosa daquela gente, onde deveria haver a compreensão. Tal sensibilidade doentia é o espelho de um povo arrebatado pela crença, mas rodeado pelos prazeres mundanos do consumismo.
Aí pira mesmo!

Imagine se hierarquia católica tivesse aproveitado o caso do garoto, no bom sentido? Mostrando o tamanho da fé do menino, a ponto de querer mostrar a seus colegas de outros credos o que é uma hóstia? Daria uma reportagem magnífica e cativante.

Tio Sam está decendo a ladeira a passos largos.

Abraços!

lu dias/bh ( f ) em julho 31, 2008 11:01 PM


#45

Parece que há uma explicação em Durkheim sobre a solidariedade mecânica, neste caso quanto à união em defesa ao suposto ataque a um símbolo cristão.
Se não me engano houve indignação similar, ainda que em menor intensidade, aqui abaixo do equador quando um pastor da seita concorrente chutou uma estátua de gesso.

vandezar em julho 31, 2008 11:19 PM


#46

Caro Idelber, também sinto interromper a discussão teohumanológica de vocês, só pra desabafar: que ruindade, que tristeza!Sobrenatural de Almeida strikes again...
Condolências atleticanas
do
Jair

Jair Fonseca em julho 31, 2008 11:30 PM


#47

Caros Jair, Milton: não tem jeito. Ladeira abaixo é eufemismo para o que está acontecendo com o Galo.

Idelber em julho 31, 2008 11:38 PM


#48

AI-AI-AI, meu amigo, intimo-o a permanecer conosco, pois a pluralidade de opinião é que enriquece o blog. Participo de uns 5 blogs, mas não me preocupo se censuram ou não um comentário meu. Há dias em que estou sem papa nos dedos. E o blogueiro é quem define se saí do trilho ou não. Se fosse olhar isso teria que rodar a web inteira. Já pensou que chatice se todos tivéssemos o mesmo pensamento? Gosto de contrapontos, pois eles nos fazem refletir, alargam a nossa visão. Sem pluralidade não há crescimento. Portanto, reconsidere a sua decisão.
Sempre escrevo tudo que penso, apenas me vigio para não cair na linguagem chula, ofensiva. Sempre vai haver quem goste e quem não goste. E daí? A vida continua. Aguardo você... Abraços!

lu dias/bh ( f ) em agosto 1, 2008 12:31 AM


#49

Quando leio ou ouço representantes de Deus (qualquer que seja invocado) ameaçando seus críticos ou descrentes com sobrenaturais, catastróficas cóleras divinas, me lembro do finado Voltaire: "Deus criou o homem à sua imagem e semelhança e o homem pagou na mesma moeda".
É próprio do autoritarismo tentar esmagar críticos e favorecer adeptos. Teria Deus também, como autoridade suprema, essa característica?
P.S.Por coincidência, estou lendo "No que acredito", Bertrand Russell, L&PM Pocket, vol. 592, 2007.

Júlio César Montenegro em agosto 2, 2008 6:07 PM


#50

porque em seu livro tem futuro o homen?
foi feita uma pergunta a voce e voce respondeu:nao sei as armas que serao usadas na terceira guerra mundial mas na quarta sera usado paus e pedras

gedalva em outubro 8, 2008 10:37 AM