Clara Francisca Nunes Gonçalves Pinheiro nasceu no dia 12 de agosto de 1943, em Cedro, no distrito de Paraopeba, agora Caetanópolis, Minas Gerais. Completaria hoje 65 anos. Seu pai, o Mané Serrador, era violeiro nas Folias de Reis da região. Órfã de pai e mãe antes dos três anos de idade, Clara foi criada pela irmã Mariquita que, orgulhosa, ainda cuida do seu acervo em Caetanópolis, enquanto não chegam as verbas para o Memorial Clara Nunes. Se Elis Regina foi nossa cantora de mais recursos técnicos, se Nara Leão foi a musa do movimento musical mais importante do Brasil, Clara Nunes foi a cantora moderna que mais barreiras rompeu, a que maior impacto teve sobre a cultura, a que mais encantou seus pares, a que mais fundo mergulhou no Brasil. De longe, é a que tem o séquito mais apaixonado.
Criança, cantava em latim na igreja. Adolescente, era operária em fábrica de tecidos. Antes dos 20 anos de idade, já em Belo Horizonte, teve um histórico programa de rádio na Inconfidência. Na época em que trabalhou como crooner em boates, seu baixista era um moço preto que atendia pelo nome de Bituca. Em 1963, passou a ser responsável por um programa chamado “Clara Nunes apresenta”, na TV Itacolomi. Nessa época, antes de gravar o primeiro disco, já era adorada em Minas.
Em 1966, lançou A voz adorável de Clara Nunes, um disco de baladas e boleros. Um dia, o grande Ataulfo Alves lhe disse: moça, você tem uma voz muito bonita. Cante samba. O resto é história. Veja o depoimento dela sobre essa época, com atenção para a belíssima foto de Clara e Ataulfo:
Seu primeiro sucesso seria justamente uma parceria de Ataulfo com Carlos Imperial: "Você passa eu acho graça". Cantou de tudo: forró, partido-alto, samba-enredo, jongo, ciranda, puxada de rede, pontos de congada e umbanda, boleros. Mas era, acima de tudo, do samba. Na década de 1970, o mundo do samba acumulou muito ressentimento, com a entrada em cena das FMs -- onde predomina(va) o pop internacional da pior qualidade --, a cisão entre a intelectualizada MPB e o samba tradicional, e o progressivo afastamento dos jovens em relação à tradição sambista. Muita tinta e saliva foi gasta praguejando contra a “estrangeirização” na música brasileira.
Com a serenidade própria dos gigantes, Clara continuou fazendo o seu trabalho, tranqüila. Nunca enunciou uma palavra de ressentimento ou mágoa contra o rock. Nunca apresentou a sua música como mais “autêntica” ou “verdadeiramente brasileira” que a de ninguém. Jamais atacou as preferências musicais da juventude. Até que em 1974, na surdina, e puxada pela composição de Toninho e Romildo Bastos, “Conto de Areia” (é água no mar/ é maré cheia, oi / mareia, oi), ela vendeu 400.000 cópias de Alvorecer. Eis aqui a capa do LP que enterrou em definitivo o mito de que mulher não vendia disco:
Clara tinha várias encarnações. Aqui, a Clara bolero:
Clara pré-candomblé, boca-de-sino:
Clara 1974, já no início da fase gostosona:
Clara já na fase candomblé:
Clara numa imagem famosa, de um clip do Fantástico, da Rede Globo, em 1978:
Na contra-capa do disco Claridade, em pose sedutora:
Quando morreu John Lennon, eu ainda era meio novo para sentir o impacto, embora me lembre muito bem de receber a notícia no Parque Municipal, em Belo Horizonte. Da morte de Clara Nunes, três anos depois, eu já me lembro muito bem. Era um sábado de aleluia. A agonia, provocada por uma operação de varizes, durou um bom tempo. Eu só voltaria a sentir revolta semelhante no Carnaval de 1997, quando morreu Chico Science. 50 mil pessoas velaram o corpo de Clara na Quadra da Portela. Uma multidão incalculável seguiu o enterro. Por 24 mangos, dá para comprar no Mercado Livre a histórica edição da Revista Manchete com o adeus de Clara.
O Festival de Inverno de São João del Rey está homenageando Clara Nunes com exposições, palestras, shows e peça teatral. Aí em São Paulo, no décimo-nono Festival de Curtas-Metragens, que ocorre de 21 a 29 de agosto, Marcelo Caetano apresenta seu A Tal Guerreira. Em Caetanópolis, está acontecendo do dia 07 ao 17 o Terceiro Festival Cultural Clara Nunes (neste link você também pode ver fotos dessa pessoa abençoada, Dona Mariquita, a quem devemos tanto: ela criou Clara Nunes). No YouTube, os fãs estamos despejando dezenas de vídeos. Em São João del Rey, a Professora Silvia Brügger está lançando O canto mestiço de Clara Nunes, o primeiro estudo acadêmico dedicado à guerreira.
E você fique à vontade para celebrá-la aí na caixa, lembrando as suas canções favoritas. Não se esqueça de tocá-las para seus filhos e irmãos mais novos.
PS: Ontem, a Flávia Stefani deixou aqui o comentário de número 20.000 do Biscoito, desde a inauguração da casa nova, em março de 2005. Tim-tim.
Nossa, adoro a Clara, adoro. Cresci ouvindo, minha mãe é super fã dela e eouvi muito. Acho a voz dela maravilhosa. E me lembro tb quando ela morreu, foi marcante e muito triste. Gosto particularmente dela cantando Juízo Final. Sinto saudades do futuro ouvindo. Abraços.
"Canto das Três Raças"
Ela era a pura brasileira. Nariz de negra, pele de branca, dança de índia.
Furei a bolacha de "Conto de Areia" de tanto tocar. Nas rodas de samba que fazemos Clarinha é sempre presente.
Grande e merecida homenagem, Ildeber.
Parabéns.
P.S.1) A bela voz de Clara Nunes ganhou sua dimensão, é sempre bom lembrar, com ADELZON ALVES.
P.S.2) Quanto as então iniciantes rádios FM tocaram muito ROCK da melhor qualidade. Posteriormente forjou-se uma idéia que alguns gêneros musicais tinham sido PREJUDICADOS pela execução do Rock (o melhor Rock) no início dos anos 70.
É interessante ver o depoimento de Egberto Gismonti (no Canal Brasil, 'O Som do Vinil', julho/2008) sobre qual gênero musical financiava os demais gêneros musicais (na própria Odeon).
A capa é linda, traz as várias faces de Clara (e como ela foi multifacetada, nunca tinha visto ela de visual sixty). Os capítulos do livro são intitulados por músicas que ela cantou. Os depoimentos do Paulo César Pinheiro, seu viúvo, são comoventes, destacando o desespero dela por que não pôde ter filhos e a sua morte.
Tem várias músicas que eu gosto, mas destaco Basta um dia que conheci recentemente.
Eu sou apaixonada por Clara Nunes, sempre foi uma figura que me provoca arrepios, não só pela voz forte e clara, mas pela presença, que emanava uma intensidade e uma luz que me chacoalham por dentro. E vc ainda misturou, muito bem, por sinal, numa das fotos, a outra mulher que me provoca o mesmo sentimento de ter tudo revolvido por dentro, sem conseguir racionalizar a respeito, que é Clarice Lispector. Aliás, nunca tinha caído a ficha pra mim da semelhança das duas, em algumas fotos.
Minha música preferida com ela sempre foi Canto das Três Raças, me dá nó na garganta até hoje. Mas Feira de Mangaio é excelente também, e uma aula de cultura brasileira. E eu me emociono muito com Portela na Avenida, talvez a música mais linda já feita sobre a azul e branco, arrisco até que mais do que as do Paulinho da Viola. Ela comparando a procissão do samba (portelense) com o manto azul da padroeira do Brasil é uma coisa de cortar o fôlego!
Idelber: em São Luís do Maranhão, no próximo dia 23/8, Clara Nunes será homenageada no Projeto Clube do Choro Recebe (http://fotolog.terra.com.br/choromaranhao). Lena Machado (http://myspace.com/lenamachado), que também faz aniversário em agosto, dia 15, interpretará o repertório da guerreira. Grande abraço!
Caro Idelber,
Com algum delay, venho a teu blog para comentar o 'Veneno Remédio' do grande Wisnik. De cara, saiba que admiro o Wisnik, sou fã de carteirinha da trupe do Rumo (talvez o grupo a que mais vezes assisti o show) e, por que não dizer, assíduo visitante do teu blog. Porém, meu caro, não gostei do livro e tampouco compreendo tua resenha tão entusiasmada e elogiosa.
É certo que o Wisnik tem um texto flúido, apetitoso, e também é capaz de grandes sacadas, trazendo à tona algumas relações (sociológicas, antropológicas) que nos passam despercebidas das arquibancadas. Mas, como ele próprio suspeita (em comentário no início do livro), seu hábito de "enxergar sentido em tudo" é envenena o seu texto, encharcando de referências o interesse o leitor. Minha sensação é que a cada página, seu texto abre 3 ou 4 nexos ou possibilidades de sentido que ficam em aberto, inexploradas, dando lugar a mais outras e "dezenas de pombas que vão-se do pombal".
Em seus trechos mais descritivos, como o que trata de sua infância em São vicente ou aqueles em que lembra de episódios do futebol, são de fato deliciosos. E pra que tanto nexo? Não sei se é uma deficiência minha, de minha formação, mas ao concluir o livro, fico com a sensação de que a estética ensaista do Wisnik é uma espécie "iluimnismo sem causa" - ou sem objeto - no qual, sob a alforria da pós-modernidade, abusa-se da racionalidade para estabelecer sentidos destituídos de valor. E, na minha vã ignorância sobre o assunto, me parece que o que caracteriza a pós-modernidade seria justamente o inverso, i.é., a identificação de valores destituídos de sentido.
A pensar...
Chorei. Clara Nunes foi a responsável pelo amor e respeito que devoto hoje ao Brasil. Costumo dizer que sua discografia completa é tão importante, para que se compreenda o povo brasileiro, como as obras completas de Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Hollanda ou Darcy Ribeiro. Clara foi a maior das cantoras porque era a única que, nas palavras de seu marido Paulo César Pinheiro, "cantava com a força de uma tempestade tropical". Nós ainda não temos a dimensão do que representou a sua morte precoce.
Clara foi trilha sonora de uma viagem inesquecível minha com uma ex-namorada que curti muito, na Bahia. Desde então a ouço com muita emoção, e sempre tem uma ou outra música dela (gravada por ela) na minha cabeça. As minhas primeiras favoritas eram "Ê bahiana" e "Tristeza e pé no chão" (chamam assim mesmo?), além da unânime "Canto das Três Raças". Mas a que anda na minha trilha sonora mental ultimamente é (não me lembro o nome) "Não, não foi surpresa para mim, porque tudo na vida tem fim. Eu esperei com resignação o triste dia da separação. Vai meu amor siga o teu destino que eu seguirei o meu, sejas feliz, adeus!" Parabéns Clarinha! Axé!
Idelber, que bela lembrança! "Canto das Três Raças" com ela é um troço arrepiante. Boa oportunidade para lembrar também Paulo César Pinheiro, um letrista subestimado...
Lembro de um tio meu, já falecido, para quem o hino nacional deveria ser substituído pelo Canto das Três Raças. Exagero, sim, mas seria uma maravilha ouvir a voz da Clara toda sexta pela manhã.
Comecei a ler a biografia dela, recém-lançada, mas vou dizer uma coisa: a edição é muito pouco "user friendly". Suja e difícil de manejar. Uma pena.
Eu queria lhe perguntar sobre essa querela do off-shore drilling. Sobra uma bocada pra Petrobrás? Parece que os EUA não têm refinarias pra esse tipo de petróleo. Parece também que os democratas estão sob fogo cerrado, em particular a Nancy Pelosi.
Diego, perguntas anotadas. Não sei se sou a pessoa mais indicada para respondê-las, mas com certeza volto ao tema da campanha de Obama em breve :-) Abraços.
Ainda sobre a Clara: vale a pena procurar no YouTube uma versão ao vivo de "Quando eu vim de Minas", cantada por Clara Nunes, Alcione e Martinho da Vila. Um show.
Mano,
conheci Clara cantando nos programas de calouros do Aldair Pinto, na rádio Inconfidência, que funcionava na antiga Feira de Amostras onde hoje é a rodoviária de BH.
Lembra?
E Clara era uma garota, magrinha, cabelos crespos e ganhava simpatia de todos.
Bonita lembrança esta.
Paz e bom humor
Walmir http://walmir.carvalho.zip.net
Walmir, meu caro, você deve ter uns aninhos a mais que eu. Sei que Clara cantou no programa de calouros de Aldair Pinto, mas lembrar, lembrar mesmo, não me lembro não...
Fotos lindas. Adoro Clara, em especial, na "fase candomblé", como vc chamou. Acho que tem uma força ancestral. Senti profundamente sua morte, mas ela está sempre cantando lá em casa.
Sobre o lance da não-aceitação do samba por alguns 'bem-pensantes' lá no final dos 60/início dos 70, há que se lembrar que existe um marco a alterar isso: foi a partir do "Canta, Canta, Minha Gente" (1973), de Martinho da Vila, que pode ser reconhecido que o samba de qualidade também podia ser viável comercialmente.
O sucesso, de crítica e de público, daquele LP foi fundamental no relacionamento das gravadoras com o gênero. Beth Carvalho virou sambista de primeira hora; Alcione deixou o jazz para não deixar o samba morrer.
E vieram também os carbonos desbotados de Martinho: Jorginho do Império, Joel Teixeira, Chico da Silva, uns marionetes das gravadoras que chegaram a colocar dificuldades na carreira do modelo, dificuldades que Martinho tirou de letra.
Muito bem visto, anrafel. Esse disco do Martinho foi realmente chave. E Martinho era outro que tinha adoração por Clara, tendo participado já de incontáveis homenagens.
Aquela foto do clip do Fantástico fez escola. Tempos depois, a Manchete botou uma personagem lavando roupa no Mato Grosso com as cataratas do Iguaçu ao fundo.
Ildeber:
complementando,
dou graças a Deus por ter sido instrumento
D´Ele, pois o trabalho da Professoara Silvia começou aqui em minha casa,abrindo eu os arquivos que a família da Clara a mim confiou,
para pesquisas.
Daqui, fomos a Caetanópolis,onde a apresentei a Mariquita e onde o trabalho de registro do acervo e o projeto da Professora tiveram continuação.
De pedir a irmã da Clara para que o acervo fosse aberto para a energia circular até hoje, com os desdobramentos que vemos ter e estar acontecendo,
dou graças a Deus.
Ns bastidor da história,
Neide Pessoa
Ildeber
que bom voltar ao seu blog e encontrar" Clara Nunes aqui...
Para você eos fãs de Clara,seus leitores,
meu convite: visitem
www.claranunesvozdeouro.blogspot.com
O Blog Clara Nunes Voz de Ouro foi criado
com o objetivo jornalístico,mantendo-nos informados
de novidades,homenagens,lançamentos
e matérias publicadas sobre Clara Nunes
na net e mídia em geral.
Edição do blog: Márcio Guima
Jorn. Responsável: Neide Pessoa
boa lembrança, idelber. anos atrás, quando eu ainda morava no rio, dois ladrões entraram na minha casa e, enquanto um fazia a limpa, o outro me apontava um 38 e buscava por discos na estante para ouvir ali mesmo, enquanto esperava. putz, eu não tinha samba, axé, funk, nada disso. só uma clara nunes solitária. e foi o que ele escolheu. foi o que ouvimos. inesquecível.
Clara Linda, maravilhosa, Clara morena, Clara plena. A tal mineira Guerreira. O céu serenou qdo você lá pisou, ser de Luz. Que bom poder te ver e te ouvir . Um beijo, saudades eterna Rainha !!
Clara Nunes é imcomparável!
Uma voz ímpar que surgiu para engrandecer a nação brasileira.
Ela era maravilhosa, talentosa e de uma espiritualidade envolvente!
Não há artista com sua simpatia e docura, nunca!
Creci ouvindo suas músicas, entrevistas e hoje sinto ansiedade e saudade por sua perda entre nós... Mas o céu saiu ganhando, ela era de ouro!
Para sempre Clara, Clareza, Claridade!!!
Saudades eternas...
Idelber, só agora, mais de um mês depois, fui ver que meu comentário foi o 20.000. Que [inesperada] honra. Curioso que já aconteceu de eu ter sido a 20.000a visitante de um blog uma vez, e agora isso. Bem legal.
Um beijo,
Flávia.
Clara Nunes é uma das cantoras mais importantes de sua geração.Foi graças ao sucesso de Clara que outras cantoras,como Beth Carvalho e Alcione,tiveram possibilidade de terem investimento em sua carreira por parte das grandes gravadoras.Clara é fundamental para a MPB e é uma pena que uma parte da "elite" não tenha percebido.
E,quanto à biografia,eu penso que não esteve
à altura desta maravilhosa figura da Música Popular Brasileira.Uma pena.
Eu pouco me lembro de quando ela morreu, acho que foi um broqueio, pois me lembro de algunhas apresentações dela na televisão. Mas para mim não há duvida que CLARA NUNES, a nossa Clarinha possuía a melhor voz feminina da nossa musica de todos os tempos. Em várias interpretações "FANTÁSTICAS" com Contos de Areia, Juízo Final, Canto as Três Raxas, Mente, e tantas outras, apercebe-se claramente toda musicalidade, vocabilidade, desenvoltura, domínio do palco, afinação da nossa eterna Clarinha. Só sinto falta de um especial ou algun programa que possa falar dessa grande cantora brasileira, quem sabe nós fãs possamos juntar e produzir um especial. Não há dúvida que ela merece e muito.
Clara Nunes merece todas as homenagens possíveis. Fiz com muito carinho a leitura da biografia elaborada por Wagner Fernandes. Sempre estou a espera de um especial na televisão e de um DVD sobre a enorme contribuição de Clara Nunes para música brasileira. Aristeu Castilhos da Rocha, Júlio de Castilhos, RS.
Aristeu Castilhos da Rocha em outubro 4, 2008 9:23 PM
Adorei, amo muito Clara Nunes, quando morreu eu em tinha nascido, mas mesmo assim me faz falta, foi uma grande heroína e vencedora que à exemplo de Elis, Cazuza, Renato Russo, Raul, se foi cedo demais.
O QUE PODERIA FALAR DE CLARA. QUE ALGUEM NAO TINHA FALADO ANTES.MEU DEUS CLARA PRA MIM E TODO. A VONTADE QUE EU TENHO E DE CHORAR AO OUVIR AS LINDAS MUSICAS DELA E DE NAO TER CONHECIDO PELO FATO DE EU TER NASCIDO PELO O ANO DE 1978. QUERIA TANTO TER CONHECIDO. VO LHE CONTAR UMA COISA. DEUS ME DEO O PRIVILEGIO TER UM LINDO SONHO COM ELA. NESSE SONHO EU CATAVA A MUSICA QUE MAIS GOSTO. CONTO DE AREIA. FOI LINDO DE MAIS NAO MAIS TIVE ESSE SONHO COM ELA MAS SE DEUS ME ABENÇOA UM DIA VO SONHAR DE NOVO COM MINHA RAINHA. NADA MAIS E DESCULPAS PELOS OS ERROS DE DIGITAÇÃO. EU QUERIA TANTO QUE VC,S ME RETORNASE ESSA MESNSAGEM. NADA MAIS TE UM DIA. E SARAVA MINHA RAINHA CLARA.