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segunda-feira, 04 de agosto 2008
Drops
Um dos factóides requentados na semana passada foi a matéria da Revista Cambio sobre os supostos “contatos” das FARC com o governo brasileiro. Quando Eliane Cantanhêde desqualifica algum ataque ao PT como desprovido de substância, é porque a coisa é embaraçosamente sem fundamento. Sobre esse factóide, nada tenho a acrescentar ao que o Pedro Dória, insuspeito de simpatias petistas, já disse aqui.
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A suposta “traição” do Itamaraty aos seus aliados na Rodada Doha, seguida pelo fracasso das negociações para o destravamento do comércio internacional, foi outro assunto que gerou um sem-número de clichês. Nessas horas, sempre é bom ler quem entende do assunto. Na blogosfera, Sergio Leo foi quem acompanhou mais de perto e com mais informações o impasse diplomático e comercial. Veja as análises do Sergio aqui, aqui e aqui.
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Se você quiser ter uma aula sobre a eleição belo-horizontina e uma explicação de por que BH tem um elenco de candidatos superiores aos das outras capitais, leia esse excelente comentário do leitor Ricardo Amaral, que conta boa parte da história política recente da cidade.
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Como já sabem todos, o delegado Protógenes Queiroz inaugurou um blog, que mantém até agora um ritmo lento de postagem. Será interessante ver até que ponto o delegado se anima a comentar os eventos que levaram ao seu afastamento dos interrogatórios. A idéia de um delegado da Polícia Federal com um blog é tão contra-intuitiva que valerá a pena acompanhar. Pessoalmente, não acredito que dure muito, mas torço para estar errado.
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O zumbido da semana passada nos blogs de tecnologia foi o Cuil, motor de busca criado por ex-participantes do projeto Google. A promessa era de um motor de busca que rivalizasse com o Google e priorizasse relevância e conteúdo, ao invés de popularidade. As resenhas não foram muito boas. Fiz uns testes com meu nome, por exemplo, e achei os resultados bem estranhos. Artigos antigos foram repetidos várias vezes, outros artigos que sei que estão na internet não foram acusados, entradas que teriam mais relevância deram lugar a outras onde sou citado no pé de página. Outras buscas deram resultados igualmente decepcionantes.
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Por falar em competição, o próprio Google lançou o Knol, com o objetivo de oferecer uma alternativa à Wikipédia. Ao contrário da Wikipédia, os artigos do Knol são assinados e os acréscimos e revisões podem ser feitos somente com a autorização do autor. É um projeto que tem muito potencial, porque corrige um problema crônico da Wikipédia, a diluição da autoria no mínimo denominador comum. Há um bom artigo na Wired sobre o projeto.
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Lucia Malla deu uma aula sobre a língua coreana na semana passada. Vale a pena a visita.
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PS: Dei uma reduzida no blogroll, retirando os links quebrados e aqueles que apontavam para blogs não atualizados nos últimos meses. Aos amigos: se voltarem a atualizar, avisem.
Escrito por Idelber às 07:37 | link para este post
| Comentários (29)
#1
Quem não tiver nada melhor para fazer, dá uma olhada na Zero Hora, principal periódico gaúcho, de sexta-feira, 1º de agosto. É uma repercussão da direita rançosa que se acha a última bolacha do pacote da modernidade. Na primeira página, mais da metade foi ocupada com a chamada "As conexões das Farc no Brasil".
Nas internas, num autêntico ctrl c + ctrl v traduzido, o intitulado flerte da guerrilha com o Planalto mereceu o seguinte lead. "Uma constelação de integrantes do governo brasileiro e do PT tem mantido diálogos freqüentes com a maior guerrilha colombiana, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Quem afirma é a revista semanal colombiana Cambio, em edição que chegou às bancas ontem. As conversas incluem promessas de intermediação para que os guerrilheiros consigam status diplomático".
A cereja do bolo, digamos assim, é uma entrevista pingue-pongue com o desembargador do TJ/RS Rui Portanova, que se define como "homem de esquerda" e é "famoso por decisões favoráveis ao MST". A resposta à última pergunta do entrevistado dá a medida da coisa:
"ZH - O senhor acha normal um desembargador brasileiro manter contatos com uma guerrilha? O senhor contribuiu com dinheiro para as Farc?
Portanova - Acho normal, foi por curiosidade. Não contribuí com dinheiro, apesar de muito juiz de direita contribuir com deputados por aí."
Íntegra em http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2087824.xml&template=3898.dwt&edition=10387§ion=1015
Fábio Carvalho em agosto 4, 2008 9:58 AM
#2
A Veja, sempre a Veja, veio com uma reportagem "Nós avisamos", lembrando uma matéria de capa antiga deles falando de conexão FARC/PT. Mais tarde vou ver se dá pra rir. Semana passada o que me divertiu foi o Reinaldo Azevedo dizendo que a regulamentação da propaganda pelo governo vai acabar com o salário dos colunistas de opinião. Nunca imaginei que biscoito recheado pudesse ter tanto a ver com ele :-).
Te em agosto 4, 2008 2:42 PM
#3
E devagar o Alvi-verde imponente dos jardins suspensos do Parque Antártica está chegando lá...
Ei, Idelber, e o Atlético, que depois de ter se esforçado uma barbaridade pra tomar aquela sacolada do Vasco, venceu o Sport? Que foi aquilo, só foi pra derrubar o técnico?
Hugo Albuquerque em agosto 4, 2008 3:28 PM
#4
Caro Idelber
A pretensa "traição" da diplomacia do nosso país aos seus aliados na chamada Rodadade Doha esconde, na realidade, um mau posicionamento INICIAL do time comandado pelo AGORA BOQUIRROTO Celso Amorim. Daí a necessidade de a nossa posição ter que ser mudada COM AS NEGOCIAÇÕES EM ANDAMENTO!
Aliás, NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS, exportamos tantos produtos primários!
Paulo em agosto 4, 2008 3:34 PM
#5
Cambio, Veja de lá. Lixo. Macartismo caboclo.
Armando em agosto 4, 2008 3:58 PM
#6
Alviverde imponente é aquele que precisou do juiz pra empatar com o Galo no Mineirão? Ou será aquele que tomou de 3X1 no Plaestra ano apassado, o "primeiro jogo da Libertadores"?
Humpf...
ricardo amaral em agosto 4, 2008 4:16 PM
#7
Obrigado, Idelber!!! Até voltei ao tema, lá no Sítio. Rapaz, como tem leitor, esse Biscoito!
Paulo, Paulo, se v. buscar se informar, e ler não somente editoriais e opiniões, mas as infrmações sobre o que se passou na negociação, verá que não houve mudança de rumo.
Em 2003, após a criação dao G-20, em Cancún, também caíram de pau na diploamcia brasileira, e só quando a inmrpensa e governos estrangeiros começaram a louvar o G-20 como a maior novidade surgida na negociação, os tupiniquins admitiram que Amoprim havia dado uma bola dentro. Agora, o Brasil saiu respeitado (não é minha opinião, ouvi de diplomatas europeus) pela habilidade de negociador.
Numa negociação, você, claro, mostra suas posições mais agressivas, para, aos poucos, buscar um denominador comum. Acusavam o Amorim de ideológico, de vender os interesses nacionais para aliar-se à Índia e China, por terceiro mmundismo; quando, como já se previa, o Amorim não embarcou no jogo indiano e chin~es (para decepção das ONGs, diga-se de passagem), passaeram a dizer que ele traiu aliados, virou casaca etc...
E, no enanto, uma análise desapaixonada do que falava e fazia o Amorim mostra que ele estava defendendo o que queriam a indústria e o agronegócio brasileiros _ com espaço para acomodar posições da agricultura familiar e reivindicações das ONGs.
Sobre esse pretenso boquirrotismo, tenho minha tese, que o generoso Idelber
S Leo em agosto 4, 2008 5:04 PM
#8
A direita que não ousa dizer seu nome (os grandes media golpeadores e a oposição) quer requentar ao máximo esse prato das supostas relações com as Farc pra esconder coisas como a tal pesquisa na Argentina que aponta o presidente Lula como principal liderança política da América Latina. Não vi menção a isso no noticiário e entre os "comentaristas" políticos de plantão. O resultado da pesquisa desmistifica a tal rivalidade entre argentinos e brasileiros, tão explorada irresponsavelmente pela mídia. Vide as "engraçadinhas" piadas de mau gosto que a publicidade de cerveja (acho que da Skol) veiculou na última Copa do Mundo, sacaneando os argentinos de maneira horrorosa. Ainda reclamam das propostas de controle social sobre as porcarias que fazem pra ajudar a aumentar os preços das mercadorias que vendem como supra-sumo da felicidade capitalista, tratando os consumidores como idiotas. Pra eles o controle da publicidade é censura, atentado contra a liberdade de expressão!
Quanto ao Celso Amorim, é um grande diplomata, apesar desse round. As relações exteriores do Brasil, sem qualquer ironia, nunca na história desse país estiveram em tão boas mãos. Além disso, o cara é gente boa (conheço parte de sua família no Rio) e com grande sensibilidade cultural e artística, dadas, por exemplo suas relações com o cinema, que vem de antes de sua carreira diplomática. Então, respeito é bom.
Jair Fonseca em agosto 4, 2008 7:39 PM
#9
A Veja veio com capa Nós avisamos?
É muita cara de pau...
Idelber em agosto 4, 2008 7:48 PM
#10
Cara de pau????Isso não é nada...já tem deputado pedindo cpi das farc kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Eles nem vão trabalhar em agosto e setembro, pq precisam fazer campanha em seus municípios, mas resolveram voltar para pedir a cpi das farc...é de matar de rir!!!! Ou chorar.
aiaiai em agosto 4, 2008 7:54 PM
#11
Sergio, você parou no meio da frase, meu querido!
Obrigado nada, você merece. Aprendi muito com seus artigos sobre Doha.
Idelber em agosto 4, 2008 7:59 PM
#12
O Knol é promissor, mas por enquanto ele está bastante deprimente. Pelo menos 90% dos artigos são sobre doenças! Mas gosto da idéia.
Um abraço, Idelber!
Marcio em agosto 4, 2008 11:48 PM
#13
Verdade, Marcio. Está faltando especialmente uma turma que escreva sobre artes, literatura, ciências humanas por lá.
Idelber em agosto 5, 2008 12:16 AM
#14
Realmente é perfeita a análise do Pedro Dória.
Esse assunto das FARC realmente já cansou. Se a tão propalada ligação do PT e do governo Lula com a organização for medida por esses e-mails, então posso afirmar que ela é mínima. O que se vê são pedidos e promessas de obtenção de contatos com lideranças do governo, com o ponto comum de que várias delas são intermediadas por alguém do PT sem acesso ao poder central, inclusive o atualmente PSOL Plínio de Arruda Sampaio.
O que me leva a perguntar o seguinte: se as Farc têm tanta intimidade com o PT e o governo, porque precisam recorrer a contatos de segundo nível para TENTAR uma reunião ou um contato mais direto com membro do governo?
E aí vem a Veja dizer que avisou. A reportagem da Veja de que tratou o Nassif é sobre um suposto financiamento do PT pelas FARC, e ela claramente não se sustenta. Basta ler o texto da própria reportagem, vazado no inconfundível "estilo Veja" de juntar afirmações graves e bombásticas com algumas frases soltas em que se ressalva não terem sido obtidos elementos conclusivos para amparar a matéria.
O que tem a ver a reportagem da Veja com esses e-mails revelados pela Cambio? Nada, exceto que tornam sua tese ainda mais esdrúxula, pois é difícil imaginar que uma organização que financiava campanhas eleitorais do PT precisasse ficar mendigando contatos através de atores políticos de menor expressão, em que pese o passado político que possam ter no partido.
Quanto a essa questão de Doha, tenho minhas ressalvas em relação à atuação do Brasil. Longe de mim defender a prática de uma diplomacia puramente ideológica, desvinculada da legítima defesa de nossos interesses.
Mas o que questiono é se esses últimos foram de fato defendidos.
Informa o Nassif que a proposta que o Brasil aceitou permitia à União Européia e aos EUA estabelecer um teto para subsídios agrícolas que era em torno do DOBRO DO PRATICADO ATUALMENTE. Ora, se eles não estariam diminuindo subsídios agrícolas agora e ainda iam ganhar um uma gordura para gastar no futuro, fico me perguntando onde fomos beneficiados objetivamente.
Ademais, iríamos baixar enormemente nossas tarifas de importação, e em vários setores da nossa indústria, que já tem sua competitividade prejudicada pela cotação do dólar artificialmente baixa que estamos permitindo com nossa ultra ortodoxa política de juros.
Nesse cenário, não vejo qual a vantagem para o Brasil da mudança de posição praticada pela nossa diplomacia.
Interessante notar que passamos a ser elogiados por diplomatas europeus e por setores da imprensa local (não me refiro ao Sérgio) que sempre criticaram a nossa política externa, inclusive a priorização do Mercosul, a articulação do G-20 e o foco na diversificação de nossos parceiros comerciais, em detrimento da relação preferencial que supostamente deveríamos ter com os EUA. Aliás, se isso houvesse sido feito, como defendia Míriam Leitão por exemplo, estaríamos mais fragilizados nas negociações (por colocar mais ovos numa cesta só, e logo que cesta) e sentindo mais o baque da crise norte-americana.
Para ser sincero, até mesmo os alegados ganhos para o agronegócio brasileiro me parecem insuficientes para aceitarmos flexibilizar nossas barreiras comerciais ainda mais, prejudicando a nossa indústria e o desenvolvimento do Brasil em setores que não os da produção de commodities. Penso que temos vantagens competitivas naturais nessa área, e elas podem nos permitir ganhos independentemente de concessões externas, ainda que não na mesma proporção, e sem o efeito prejudicial de prejudicarmos setores estratégicos da economia que trabalham com produtos de maior valor agregado.
Para qualificar a discussão, gostaria de pedir ao Sérgio que explicasse aqui, ou desse os links, quais os termos mais objetivos da negociação e da proposta aceita pelo Brasil, e se houve manifestações oficiais dos setores da nossa indústria concordando com a proposta.
Esse é um tema vital para o país e que precisa ser mais debatido, acho que algumas pessoas muito informadas que frequentam o Biscoito poderiam nos trazer mais dados a respeito.
Paulo SPS em agosto 5, 2008 12:55 AM
#15
Tou sempre atualizando, cara...
("Xavecando" um link... rsrsrs...)
Abraço
Jasão em agosto 5, 2008 1:34 AM
#16
Bem vindo ao blogroll:-)
Idelber em agosto 5, 2008 1:51 AM
#17
Passando só pra agradecer...
: )
Jasão em agosto 5, 2008 1:56 AM
#18
Caro Paulo, outra boa fonte de informações sobre os percalços em Doha são as matérias do Sergio Leo para o Valor Econômico. O link não é de muita serventia porque o conteúdo do Valor é restrito a assinantes. Mas, estando aí no Brasil, você o encontrará facilmente nas bancas.
Idelber em agosto 5, 2008 3:43 AM
#19
O Pedro Dória foi filiado ao PT até 1998. É esse tipo de pessoa que pode fazer uma análise isenta, e de ser insuspeito de simpatias petista?
Homero em agosto 5, 2008 9:10 AM
#20
Caro Idelber,
Certa vez perguntaram a João Saldanha sobre um pretendente a jogador do BOTAFOGO. Instado a dar uma resposta positiva em virtude do pretendente ser "boa gente", o jornalista respondeu que falavam de um CENTRO-AVANTE para o clube e não um ESPOSO para sua filha!
A VELOCIDADE DOS ACONTECIMENTOS INTERNCIONAIS colocou mais uma vez em xeque a agora tão decantada Diplomacia brasileira (enquanto falávamos sobre isto por aqui), comandada pelo nosso chanceler Celso Amorim. O nosso desempenho pós Rodada DOHA, que depende em muito do nosso entendimento com a nossa vizinha ARGENTINA, foi atroplelada pelo presidente venezuelano.
O mandatário venezuelano, que de bobo não tem nada, foi prejudicar os nossos entendimentos com a ARGENTINA! E só faz isso em face da AGORA JÁ EVIDENTE (E LAMENTÁVEL) fragilidade na condução deste IMPORTANTÍSSIMO encontro BI-lateral (e portanto sem a presença de um terceiro país). Arrematando assim a débil, PORÉM RECONHECIDAMENTE MUITO MAIS TRABALHOSA, articulação brasilira no encontro multi-lateral.
A ATUAL DIFICULDADE DE ESTABELECER UM ENTENDIMENTO COM A ARGENTINA é um exemplo de como o nosso país continua percorrendo os caminhos da política SUL-AMERICANA SUBSIDIARIAMENTE (ou CONSTRANGIDAMENTE) a Venezuela e Bolívia, enquanto algum (ou vários) assessores do nosso presidente ficam soprando ao seu ouvido que ele é o líder incontestável da América do Sul!!!!!!
A questão que se coloca ao nosso chanceler é de COLOCAR CLARA E FIRMEMENTE sobre os questões da América do Sul: FARC, refinarias da Petrobrás na Bolívia, etc, etc...
A única afirmação POSITIVA que o nosso chanceler fez ultimamente foi sobre GOEBBLES. Ele até tinha razão, MAS ELE FOI INCAPAZ DE PERCEBER (o que era antecipadamente possível) QUE SEUS PARES NÃO IRIAM APRECIAR O QUE ELE FALOU. QUE DEUS PRESERVE O NOSSO PAÍS EM NOSSAS RELAÇÕES INTERNCIONAIS!!!
Paulo em agosto 5, 2008 9:53 AM
#21
Espera Idelber, deixa eu esclarecer: "Nós avisamos" não foi manchete da revista, foi leitura que eu fiz do modo que eles trataram a notícia. Desculpe o mal-entendido.
Até estranhei eles não darem capa pro assunto, deram só um cantinho dela.
Te em agosto 5, 2008 10:25 AM
#22
Homero, se você tiver elementos para questionar a análise do Pedro, fique à vontade para apresentá-los. Esse tipo de argumento ad hominem eu não costumo responder.
Te, obrigado por esclarecer. Menos ruim, então...
Idelber em agosto 5, 2008 5:04 PM
#23
rapaz, tem gente que gosta muito de maiúsculas. Deve ser para aumentar a força de seus argumentos...
(eu, de minha parte, tenho um problema estético com as maiúsculas - se tiver muita eu acho feio, não leio).
Radical Livre em agosto 5, 2008 6:47 PM
Marlon em agosto 6, 2008 9:06 AM
#25
Argumento Ad Hominem contra o Pedro Dória?!
Eu sou leitor do Weblog do Dória e acho que ele cobre assuntos de tecnologia e política internacional relativamente bem. Não tenho nada contra ele. Mas ele não cobre política nacional, por que não é a especialidade dele. Nesse ponto, o fato dele ter sido filiado ao PT influencia a visão dele, sim.
Deixa eu dar um exemplo: você está doente e precisa fazer um tratamento médico. Você prefere fazer um tratamento com um médico que já foi patrocinado por uma grande empresa farmacéutica, ou por um outro médico.
Outro exemplo: você vai investir a sua poupança para poder pagar a faculdade dos seus filhos daqui a alguns anos. Você prefere ser aconselhado por um analista de investimentos que trabalhou em várias empresas cujas ações ele recomenda você comprar, ou por um outro analista?
Nesses exemplos assim como no caso do Pedro Dória, há um conflito de interesses profissionais, limitando a objetividade de suas análises.
Acho o Pedro um excelente profissional naquilo que ele se especializou e se propõe a cobrir: tecnologia e política internacional. Em política nacional, o Pedro Dória, como qualquer um que tenha amigos no poder, não tem a objetividade necessária para fazer um bom trabalho, ou seja, um trabalho sem o viés decorrente do companheirismo com os velhos amigos.
Homero em agosto 6, 2008 4:02 PM
#26
Quando tiver argumentos que demonstrem que há algum problema na análise do Pedro do caso em questão, é só avisar, Homero.
Idelber em agosto 6, 2008 5:50 PM
#27
Idelber,
Que parte da expressão conflito de interesses você é incapaz de entender?
Os argumentos e provas documentais estão na revista Cambio. Argumentos ad hominem são utilizados por quem prefere atacar a reputação da revista ao invés de responder aos fatos reportados pela revista.
O Pedro Dória tem um conflito de interesses com o Governo Federal, por isso ele reproduziu a desculpa oficial do PT para as denúncias da revista Cambio.
Homero em agosto 6, 2008 6:06 PM
#28
Quais provas documentais? É só apresentar que a gente conversa.
Idelber em agosto 6, 2008 6:20 PM
#29
Também testei o Cuil e achei uma bosta mesmo...
André Egg em agosto 13, 2008 8:11 AM
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