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terça-feira, 05 de agosto 2008
Mais um blog censurado pela Justiça Eleitoral no Brasil
A pérola da semana vem da Juíza Eleitoral Isabella Joseanne Lopes Andrade de Souza, da cidade de Teixeira, Paraíba, que acaba de decretar a retirada de uma série de posts de um blog e proibir o seu autor de elogiar ou criticar candidatos na rede. Sim, é a famigerada 22.718 de novo. Quando essa desastrosa resolução foi promulgada, redigi o post Judiciário brasileiro inventa a campanha eleitoral sem internet. Recebi várias interpelações de amigos que disseram que não era necessário tanto “alarmismo”. Limitei-me a ouvir e a torcer para que eles estivessem certos e eu errado. Mas como atleticano, não posso deixar de ter a perfeita consciência de que as coisas sempre podem piorar.
Pois bem, o blog de Álvaro Dantas, de Maturéia, cidade de 5.000 habitantes na Paraíba, a 300km da capital João Pessoa, foi vítima de decisão judicial da qual eu reproduzo a primeira e a quinta (última) páginas:


Álvaro é irmão do candidato a prefeito de Maturéia pela coligação PMDB/PSB, Daniel Dantas (nenhuma relação com o outro, claro) e não tem nenhuma pretensão de neutralidade. O blog do Álvaro diz claramente, no seu banner, que este blog tem lado. Na sua decisão, a Juíza determina que o representado se abstenha de fazer comentários acerca do pleito eleitoral vindouro ... no sentido de favorecer ou denegrir, com imagens, comentários ou fotografias. Não tenho a menor idéia de quem é o melhor candidato a prefeito de Maturéia. Mas sei que proibiram o Álvaro de falar, e ele tem toda a minha solidariedade.
O parágrafo inicial da resolução 22.718 afirma que ela dispõe sobre a propaganda eleitoral e as condutas vedadas aos agentes públicos em campanha eleitoral. Mesmo dentro dos limites desta estapafúrdia resolução, teria sido perfeitamente possível preservar o direito do Álvaro à liberdade de expressão. Se a resolução "dispõe sobre as condutas vedadas aos agentes públicos em campanha", as limitações estabelecidas por ela não deveriam se aplicar a apoiadores, fãs ou familiares. Mas não foi a compreensão da Juíza Isabella. Viu-se mais uma vez que eu tinha boas razões para me preocupar.
Na fundamentação de sua sentença, a Juíza Isabella nos brinda uma pérola. Trata-se de uma geringonça escrita por Edson de Resende Castro, intitulada Teoria e prática do direito eleitoral, parida pela Editora Mandamentos, de BH, em 2008. Afirma o autor (erros de pontuação mantidos): as regras para o rádio e a TV aplicam-se às empresas de comunicação social na Internet, ou seja, aos provedores (art 45 § 3). Os Partidos e candidatos podem manter sítios na rede, mas não podem fazer propaganda nos provedores [...]. Entende-se este tratamento. O sítio na rede, mantido pelo Partido ou pelo candidato, é visitado por quem o desejar, tal como por exemplo, alguém que vai a uma banca comprar um jornal. É uma fonte de informação a que ninguém está obrigado a acessar. Já os provedores são de acesso obrigatório para aqueles que querem navegar na Internet. Por isso são comparados, no tratamento legal, às emissoras de TV, já que a lei não quer que o internauta seja surpreendido pela propaganda eleitoral na página do provedor.
Sim, pessoas como estas escrevem livros. É impressão minha ou o autor confundiu provedor com portal de notícias, provedor com site pessoal, e tudo com tudo? Como é possível discutir esse trecho sem chegar à conclusão de que o autor não tem idéia do que é a internet? Evidentemente, a "página do provedor" não é de acesso obrigatório para quem quer navegar a internet. O meu provedor de acesso à net, a AT & T, tem uma página que eu nunca visitei. O blog do Álvaro, igualzinho a uma banca de jornais, só é visitado por quem quer. Não sei qual é pior: se as analogias feitas pelo autor Edson ou o fato de que a Juíza Isabella as use para fundamentar o cala-boca no blog do Álvaro. Em todo caso, fica o registro dos absurdos do Judiciário, parte 3.451.
PS: Na Folha de São Paulo de ontem, Álvaro Pereira Júnior cita pesquisa que demonstra correlação entre escolaridade e gosto pela MPB para concluir que isso é a prova definitiva de que estudar não serve para nada. Sim, coisas como essas são impressas nos jornais. Engraçadinho, ele, não?
PS 2: Na Folha de São Paulo de hoje, João Pereira Coutinho alude ao agitador de extrema-direita David Horowitz como "especialista" em "matérias" como a escravidão. Conclui dizendo que é "cômica" a afirmativa de que a escravatura e a segregação racial contribuíram para o estatuto secundário que os negros americanos ocupam nos Estados Unidos. Afirmativa que, claro, seria mais propriamente caracterizada como óbvia ou como o que chamamos em filosofia um truísmo. Está ficando grave a situação da Folha. Alguém salve o jornal, please.
Escrito por Idelber às 05:53 | link para este post
| Comentários (58)
#1
Idelber, a propósito dessa mensagem e também daquela sobre o artigo do Procurador, o problema é que nossos magistrados e, em menor escala, os membros do Ministério Público refletem, na média, os valores cultuados pela nossa sociedade. Na magistratura, talvez a Justiça Federal seja mais arejada porque sua estrutura é menos hierarquizada sob certo aspecto (qualquer dia desenvolvo isso) e por causa dos temas que estão afetados à nossa competência. Mas mesmo assim tenho alguns colegas que são tipos antológicos.
Aliás, bom preparo intelectual nem sempre significa abertura mental para um sem número de temas sensíveis que enfrentamos.
Embora nesse caso da internet até o preparo intelectual, com todo o respeito, possa ser questionado. No mínimo, faltou a pesquisa mais completa sobre o tema, e a devida compreensão por parte da magistrada de que o assunto é delicado e merece uma abordagem diferenciada.
Quanto ao autor do livro, realmente é constrangedor, mas essa editora Mandamentos, com todo o respeito, abriga desde autores mais qualificados até aqueles que pagam a impressão do livro ou aceitam receber apenas algumas cópias pela obra publicada.
Por fim, há muito que deixei de dar minha atenção a esse João Coutinho, não por acaso amigo e defensor do Mainardi
Abraços
Paulo SPS em agosto 5, 2008 7:13 AM
#2
Caro Paulo, a resolução 22.718/2008 do TSE, mesmo sendo muito ruim, diz claramente, no seu primeiro parágrafo, que ela dispõe sobre as condutas vedadas a agentes em campanha eleitoral.
Mas aconteceu exatamente o que eu previa: os juízes interpretam a resolução como se ela estivesse dispondo sobre as condutas vedadas a todo mundo.
Estou pensando seriamente em abrir um blog só para isso. O post de hoje era para ter sido sobre o Obama.
Abração.
Idelber em agosto 5, 2008 7:22 AM
#3
Idelber,
Não vai aqui uma provocação. Só não entendi o porque da defesa da liberdade de expressão no primeiro post e a contrariedade exposta nos dois post scriptum. Ora, não concordar com o texto é normal, mas o que tem de mais na opinião dos dois articulistas? Está muito claro ao leitor que são colunas e que estas representam a opinião dos seus autores. Eu concordo com suas conclusões sobre o teor da decisão da juíza, e sobre o mérito das colunas. Só não vamos caminhar juntos com a conclusão de que essas coisas são impressas em jornais. Para mim, o problema da impressa nacional é só a falta de diversidade de opinião. E nesse ponto a folha ainda está um pouquinho à frente dos outros periódicos.abraços, rodrigo-uberlândia
rodrigo silva em agosto 5, 2008 10:00 AM
#4
Caro Idelber;
Fiz a preparação de um original para uma grande editora (que não aceita edições por encomenda). O livro era a tese de doutorado de um sociólogo, e tratava do universo dos blogs - infelizmente, o autor não fazia a menor idéia que blogs, fotolog e twitter são coisas completamente diferentes. De sentar e chorar muito, puxando os cabelos e recitando ponto de umbanda.
Quanto à Folha... Meu amigo, eu desisti dos jornais brasileiros faz tempo. Globo, Folha... O único que ainda acompanho é o Correio Braziliense - e só por causa dos inovadores (e premiados) projetos gráficos do caderno de cultura, e nada mais. Conteúdo, só na net - preferencialmente, em blogs de informação, como o seu. A maior parte dos sites de jornais, hoje, publicam com até uma semana de atraso o que já circula na blogosfera faz tempo. "Tempo real" ainda é utopia para eles. Quando tentam algo nesse sentido (como o "Eu-repórter" do Globo) acabamos vendo a publicação de boatos. O Globonline publicou na primeira página nota em destaque que o Domínio Público (site para baixar livros) ia ser desativado por falta de visitação (um hoax que circula há pelo menos dois anos). Isso sem falar na quantidade de erros de apuração e de português e a falta de coerência entre lide e fim da matéria.
Enfim... Jornais brasileiros = R.I.P
Suzana em agosto 5, 2008 10:01 AM
#5
Ops!
"[...] A maior parte dos sites de jornais, hoje, PUBLICA [...]"
Suzana em agosto 5, 2008 10:02 AM
#6
Querido Idelber, ia fazer um comentário na linha do Rodrigo. Sou suspeito, claro, para falar da Folha, por ter amigos e minha mulher trbaalhando lá. (Aliás, até hoje, felzimente e compreensivelmente _ porque ela é excelente repórter _ nunca vi essas críticas à Folha dirigidas a nenhuma das matérias que ela publica por lá).
O que sempre me atraiu na Folha foi o pluralismo, poder ler, no jornal, a opinião do Paulo Nogueira batista Jr. e do Luis carlos medondça de barros; do Bresser e do Meirelles. Tenho críticas à cobertura política, muitas delas por problemas já identificados pelo ombudsman do jornal.
Mas é um jornal que era chamado de petista no governo Collor e no FHC, e hoje acusado de tucano. Isso para mim é bom sinal, ainda que o jornal exagere às vezes. A Suzana que me desculpe, mas da mesma forma que os jornais se alimentam da Internet, os blogues reproduzem muito, nem que seja para criticar, o que se publcia nos jornais. Ela deve estar lendo muita notúicia velha que leria se não abandonasse os jornais.
Na questão da censura da Justiça Eleitoral (v. esqueceu de citar uma artigo do liberal marcos Cintra, na Folha do fim de semana, com os mesmos argumentos que os seus contra essa estupidez dos TSEs) acho que a blogosfera deveria partir para uma estraégia gandhiana, de reistência pacífica. Criar, hoepsados no exterior, blogues ônibus, para publicar os posts e informações dos blogueiros censurados. Algo assim. Intimado pela Justiça o blogue, fecha-se ele e abre-se outro. Quem sabe isso ensinaria um poyuco de Internet a esses juízes desprovidos de informação.
Seríamos, como imaginam, "provedores", então. De juízo para esses luditas.
S Leo em agosto 5, 2008 10:48 AM
#7
Existem muitos provedores no Brasil que, quando o cliente estabelece a conexão, direcionam o cidadão obrigatoriamente (tem que ser um pouco nerd para alterar essa configuração) para sua página principal. Nesse ponto eu estou de acordo com o autor do livro.
Patrick em agosto 5, 2008 11:49 AM
#8
"escravatura e a segregação racial contribuíram para o estatuto secundário que os negros americanos ocupam nos Estados Unidos."
Se me permitem umas risadas (para evitar o choro...)
Mas o "Profeta do óbvio acontecido" retornou às páginas dos jornais!
ÊÊÊ imprensa brasileira!
Jasão em agosto 5, 2008 12:10 PM
#9
Caro Rodrigo (#3) sei que a pergunta não foi para mim, mas, parece-me que a questão aí não é a opinião dos articulistas... em relação ao primeiro post-scriptum, quem lê o articulista em questão sabe das suas escancaradas visões anti-música brasileira, e no caso do segundo, o autor simplesmente escreveu muitíssimo mal, e publicou no mais respeitado jornal do país... do jeito que a coisa anda (ou desanda?) esse respeito não dura muito mais...
Jasão em agosto 5, 2008 12:14 PM
#10
No artigo do João Pereira Coutinho me assustou particularmente a seqüência do trecho que você destacou: "a situação dos negros americanos é invulgarmente melhor do que a situação atual dos habitantes da África, um continente devastado pela guerra, pela pobreza, pela doença e pela corrupção dos seus governantes."
A seguir com esse raciocínio, em vez do Congresso pedir desculpas pela escravidão os negros americanos é que vão ter que agradecer aos traficantes de carne humana que os salvaram de tão trágico destino. Que horror.
Monix em agosto 5, 2008 12:33 PM
#11
Concordo com o pessoal sobre a liberdade de opinião, que, coerentemente, deve ser aplicada aos dois casos. Entretanto, acho que a crítica do Idelber é de conteúdo, não por uma espécie de "censura". Assim como permitimos ao Coutinho dizer o que quer, ele vai ouvir a devida resposta (merecidamente ácida).
Por outro lado, acho que a FSP, com todos os defeitos (leia-se: é vergonhosamente - porque veladamente - PSDBista e, mais especificamente, serrista), é o melhor jornal do país disparada. E, acrescentaria, um bom jornal.
Sobre o Álvaro, ok, pode ter soado mal, mas é apenas a crítica de um roqueiro sectário que odeia MPB. Também vale.
Moysés Neto em agosto 5, 2008 12:41 PM
#12
Eu de novo mudando (e voltando ao mesmo) assunto. Mas, achei importante. A mania de bater no delegado está generalizada. Já está virando um senso comum de que o Dantas está livre graças à incopetência do delegado. POr mais incompetente que ele fosse, o fato é que sem ele o Dantas poderia continuar sendo um herói nacional para vários colunistas, se não fosse a sua denúncia.
http://projetobr.com.br/web/blog/5
05/08/08 09:05
Quais abusos?
Ficou complexa essa questão dos supostos abusos de autoridades policiais, a partir da Operação Satiagraha. Ontem o Estadão fez uma mesa redonda com Gilmar Mendes, do STF, Tarso Genro, Ministro da Justiça, Antonio Fernando de Souza, procurador-geral e Ceza Brito, da Ordem dos Advogados do Brasil (clique aqui).
Antes de ontem o delegado Protógenes deu uma entrevista à “Folha”- que está sendo malhada por jornalistas sérios, taxando-o de “populismo de direita”. Nela, o que vi foi um cidadão comum insurgindo-se contra os abusos e a impunidade nos crimes de colarinho branco.
Historicamente, sempre me posicionei contra abusos de procuradores e da PF. No meu livro “O Jornalismo dos anos 90” relato vários episódios em que procurei me colocar contra o chamado “clamor das ruas”. Em todos eles era o poder de Estado ou de polícia contra pessoas físicas.
O que ocorreu nos últimos anos, em nível mundial, no entanto, foi o aparecimento de um poder muito superior a tudo o que se conhecia até então: a aliança entre o crime organizado, setores do mercado e parte da mídia, uma mistura infernal cooptando (ou fuzilando) juízes, funcionários públicos e políticos.
O sistema de poder no país é composto por um determinado número de instituições públicas e privadas. Há os tradicionais Executivo, Legislativo e Judiciário. Depois há o poder financeiro – desde o início dos anos 90 um poder hegemônico no país -, gestores inescrupulosos administrando recursos provenientes dos mais diferentes setores, em larga margem da lavagem de dinheiro. E há a mídia, o chamado quarto poder.
A crise da desvalorização cambial fragilizou empresas de comunicação. Algumas conseguiram resolver de forma satisfatória. Outras precisaram recorrer a investimentos de fora. E aí se aliaram a grupos complicados, criando um poder quase invencível. Parte da história recente da mídia brasileira passa pelo Opportunity e Pactual – não coincidentemente envolvidos conjuntamente na Operação Satiagraha.
As reações a esse super-poder se davam de forma individual e as retaliações eram terríveis juntando a capacidade do grupo de produzir dossiês e de publicações de cometerem assassinatos de reputação. Vocês são testemunhas diárias desse jogo barra-pesada de lobistas notórios.
Juízes que ousaram enfrentar Dantas sofreram assassinato de reputação; políticos e jornalistas foram estigmatizados e sofreram escuta e espionagem. Até a Academia Brasileira de Letras foi cooptada, para que um de seus “imortais” desse um parecer vergonhoso a respeito do estilo de sentença de uma juíza.
Era uma força aparentemente invencível.
Se não fossem os juízes de Primeira Instância, os delegados, os procuradores atuando na linha de frente, com poder de escuta e de esquadrinhar, qual seria o desfecho desse jogo? Até onde iria o poder dessa aliança espúria?
Satiagraha foi uma reação a partir da consciência individual de um grupo pequeno de pessoas. Tentar ironizar entrevistas do delegado Protógenes é perda de tempo: ele correu risco no cargo e na carreira apostando em suas convicções, enquanto outros se calavam.
Nesse caso específico, sem a "espetacularização" não teria havido a Operação Satiagraha.
Bruno em agosto 5, 2008 12:44 PM
#13
Este Álvaro Pereira Júnior é um quarentão como eu. Diferenças entre eu e ele: 1) Ele não se conforma por fazer aniversário; 2) Acha que não vai envelhecer ao escrever que qualquer banda ou músico com mais de dez anos de existência (ou carreira) é coisa de "velho careta".
Dá até pena dele. Não percebe o papel ridículo que faz.
Pandini em agosto 5, 2008 1:01 PM
#14
Idelber, não entendi a referência ao comentário do Álvaro na FSP, justamente num post sobre liberdade de expressão. Ele apenas veiculou uma provocação. Boa, ruim ou escrota, é uma crítica musical barata travestida de piadinha cool. Qual o problema, digamos, "formal" com isso?
João Marcelo em agosto 5, 2008 1:38 PM
#15
Idelber,
O Alváro Pereira Júnior adora dar algumas opiniões polêmicas em sua coluna. Não sei se você tem o costume de lê-la. Pelo visto, não, mas não se assuste quando ele fala essas coisas, até porque, como está claro, é uma opinião estritamente pessoal, sem nenhum embasamento mais geral.
E o João Pereira Coutinho, em sua coluna da semana passada, também falou umas barbaridades, mas acho que o fato de os colunistas justamente de duas das colunas mais pessoais do jornal terem falado coisas desse tipo não chega a alarmar.
Abraço
Tuma em agosto 5, 2008 2:38 PM
#16
Ainda bem que eu sou sem-uol e sem-folha kkkkk, não faço a mínima idéia de quem é esse alvaro ou esse outro que vcs falaram. Quanto a lei que censura blogs, devo confessar que também não entendo nada e não consigo entender como eles censuram o blog...mandam prender o blogueiro? multam? Ou seja, to por fora, mas to achando boa a sugestão do sleo de criar blogs ônibus.
Gostei também desse menino que diz que precisa ser nerd para não ser direcionado automaticamente ao provedor dele...Cadê os nerds de plantão que não ajudam o pobre...aiaiai
aiaiai em agosto 5, 2008 3:52 PM
#17
Graaaaaaande judiciário brasileiro!!! Valeu, Idelber, por mais uma pedrada.
Sobre os colunistas da Folha, acho que o Tuma soltou um argumento muito comum que confunde liberdade de opinião estritamente pessoal com o livre curso de asneiras e preconceitos. Seja numa coluna semanal num jornal de grande circulação ou num mero blog pessoal, o sujeito que escreve não pode soltar batatadas sem qualquer fundamento. Quer dizer, até pode, mas aí entra o julgamento dos leitores, junto com suas respostas e críticas. Eu tenho um blog que serve só pra desopilar o fígado e, mesmo assim, me preocupo em construir argumentações com mínima base racional e empírica. A passagem do Coutinho não tem qualquer tipo de fundamento e, claro, merece todas as críticas mordazes do mundo. O comentário do Idelber é mais para o seguinte: a qualidade do que o cara escreveu é péssima e não deveria circular por aí num jornal tido por muitos como o melhor do país. O Álvaro Pereira Jr., também, pode muito bem dizer que não gosta de MPB e nem de quem gosta de MPB, que tem aversão a fãs de heavy metal, que aqueles que idolatram ícones do rock setentista pararam no tempo. Isso tudo estaria OK, embora eu não concorde. O que é grave é o cara soltar uma afirmação tenebrosa em que aparentemente desvincula escolaridade com gosto musical, quando na verdade é justamente isso o que ele faz. É só completar o raciocínio idiota: se estudar servisse pra alguma coisa, quem tem alto grau de escolaridade não apreciaria a MPB. É isso o que ele quer dizer. Vinculou nível intelectual com gosto musical. Posou de cool, de vanguarda, mas é o maior reaça. Aliás, isso mostra o quanto ele subestima o público alvo de seus textos (ele escreve no Folhateen). Talvez o Panda esteja com razão sobre esse banana.
PS: Idelber, valeu demais por indicar o In Treatment. Achei sensacional. Tô no vigésimo episódio e a coisa só tende a melhorar.
Danilo em agosto 5, 2008 5:08 PM
#18
Meus caros, me parece óbvio que eu não estou pedindo as cabeças de Álvaro Pereira Júnior ou João Pereira Coutinho. Que continuem escrevendo as bobagens que queiram. E eu continuarei fazendo troça. Não entendo como isso é contraditório com a defesa da liberdade de expressão do Álvaro blogueiro.
Quanto ao "quarentão teen", a grande ironia é a seguinte: ele adora elogiar a banda desta semana e desancar a da semana passada como "velha". Mas ainda não percebeu que essa necessidade de pichar a MPB é coisa de roqueiro dos anos 80. Isso morreu com Chico Science. Ele está, portanto, pelo menos 15 anos atrasado.
Quanto ao JPC: o texto é assustador, gente. O trecho destacado pela Monix é ainda pior que aquele que eu destaquei. É coisa que você encontra em documentos da Ku Klux Klan. E está cheio de falsidades, como essa incrível história do David Horowitz "especialista" em escravidão. É grave, que isso saia na Folha é grave.
Idelber em agosto 5, 2008 5:12 PM
#19
Tempos de exceção no ar?
Näo Somos Apenas Rostinhos Bonit... em agosto 5, 2008 5:16 PM
#20
Eu redigia o meu comentário enquanto entrou o do Danilo. Ele traduz exatamente o que eu penso.
E, pela enésima vez, meu queridíssimo Sergio: a Folha não era chamada de petista no governo FHC. Não por qualquer um que tivesse, eu não digo um pé, mas um dedo na realidade. O meu problema não é o jornal ter uma linha política. É a falta de transparência. Aqui nos EUA, todos sabem que o NYT tende ao liberalismo, o Washington Post tende ao conservadorismo. No Brasil, quando você interpela o jornal sobre a questão da linha política, a imprensa vem com esse papo furado de "os petistas nos chamam de tucanos e os tucanos nos chamam de petistas". Ah, tenham dó. Considero isso um insulto a minha inteligência.
E, para que conste: na Folha, sou fã de Jânio de Freitas, Elio Gaspari, Marta Salomon e mais uma meia dúzia de três ou quatro. Não digo isso para puxar saco. Quem me conhece sabe que não tenho problema nenhum em criticar amigos (Pedro Dória que o diga).
Idelber em agosto 5, 2008 5:20 PM
#21
E, para ser incrivelmente chato, pedante e arrogante: o plural de "post scriptum" é post scripta.
Dois post scripta, portanto.
Biscoito Fino e a Massa: oferecendo sua dose de cultura inútil desde outubro de 2004.
Idelber em agosto 5, 2008 5:22 PM
#22
Na Folha eu gosto mesmo é do Tostão. E o Nelson de Sá é bão também.
Nunca mais vou me esquecer do "post scripta". Obrigado, Idelber.
hehehe
Danilo em agosto 5, 2008 5:32 PM
#23
E Xico Sá! (como pude me esquecer?)
E vai aumentando o volume da caixa de comentários.
Danilo em agosto 5, 2008 5:34 PM
#24
Sim, Xico Sá, Tostão e Nelson de Sá também. Assino embaixo.
Do Juca eu gostava.
Idelber em agosto 5, 2008 5:37 PM
#25
idelber,
Não sabia que o plural de "post scriptum" é post scripta. Bom saber. E é sempre bom aprender.Valeu pelo delicado puxão de orelhas.Coisa de professor.
Sua atitude demonstra bem o que te diferencia de blogs como o do Reinaldo Azevedo. Se cometesse esse erro lá, discordando dele, possivelmente ele gastaria umas dez linhas me chamando de todas as variáveis de ignorante e imbecil.
No mais, só acho contraditório fazer um post escrevendo sobre a liberdade de expressão e arrematar com os outros dois post(s)que apresentam como conclusão a contrariedade de que argumentos toscos, como aqueles, saiam na folha. Que entendi como: coisas assim não deveriam ser publicadas na folha. Pelo bem do Jornal.
Enfim, é coisa do entendimento de quem nào sabe o plural de post scriptum. rsrsrs. Fraterno abraço, Rodrigo-Uberlândia.
rodrigo silva em agosto 5, 2008 6:24 PM
#26
Caríssimo Rodrigo, meu quase conterrâneo (nasci em Uberaba), é verdade que meu comentário dava margem a uma interpretação do tipo "essas coisas não deveriam ser impressas no jornal, portanto, decepem esses caras". Sim, acho que bobagens tão mastodônticas não deveriam ter lugar num jornal como a Folha. Mas eu jamais lideraria uma campanha para colocar um colunista no seguro-desemprego.
Mas reservo-me, sim, o direito de dizer que a Folha merece um colunista de rock melhor que um quarentão teen que gosta de semear ódio à música brasileira; ou um colunista de política que gosta de sugerir que esses pretos deveriam mesmo é ir embora para a África, para ver o que é bom.
É embaraçoso, constrangedor.
Gracias muy mucho pelo comentário :-)
Idelber em agosto 5, 2008 6:33 PM
#27
É muita cara de pau do Sr. João Pereira Coutinho. Primeiro, se o Obama for eleito, foram necessários 43 presidentes brancos para que finalmente um preto pudesse ter chances sérias de ocupar a Casa Branca. Aliás, em uma convenção do partido Republicano, estava sendo vendido um bóton insinuando que o prédio não deveria mais se chamar Casa Branca, se ocupado pelo Obama...
A parte destacada pela Monix é mesmo de revoltar. O cara é incapaz de ver o outro lado da questão. Há um documentário interessante chamado "Meeting David Wilson" (http://www.msnbc.msn.com/id/23780855/), onde um jornalista preto de Nova York, chamado David Wilson, sai à procura das raízes escravas de sua família. Descobre que três gerações haviam trabalhado em uma plantation de tabaco na Carolina do Norte. Liga para lá e trava o seguinte diálogo:
- Sr. David Wilson?
- Sim.
- Meu nome também é David Wilson, e acho que a sua família já possuiu a minha.
O rapaz, o David Wilson preto, tinha recebido esse nome por causa de seus ancestrais escravos que, por sua vez, o receberam de seus donos, como era comum acontecer.
O documentário é feito, e os dois David Wilson se encontram para assisti-lo e debatê-lo. A certa altura, David Wilson branco pergunta se o rapaz não acha que tem uma vida melhor por ter saído da África. Não me recordo das palavras exatas, mas a essência da resposta é uma das mais simples e mais honestas que já ouvi:
- Não. Eu acho que os Estados Unidos são um lugar melhor para se viver hoje exatamente porque no passado se valeram da mão-de-obra escrava de meus antepassados.
É o óbvio. Qualquer especialista em escravidão deveria saber dos estudos que estão sendo feitos para se avaliar os impactos econômico, cultural e social nas regiões africanas que forneceram escravos para as Américas. Deveria saber quantas gerações foram, ou estão sendo, ou ainda serão necessárias para se voltar a níveis da época da escravidão, pelo menos. Várias regiões perderam todas as pessoas em idade produtiva e reprodutiva, ficando apenas com as crianças muito jovens e os adultos muito velhos, barrando qualquer tentativa de se viver de uma maneira melhor. É claro que isto não explica todos os problemas atuais da África, mas é um absurdo que não seja levado em consideração.
Não acho que o caminho seja a reparação financeira (os problemas já estão muito além disto), mas acho que todos nós que vivemos em países que se beneficiaram da mão-de-obra escrava africana (ficando apenas no trato de escravos como "mercadoria", que era a consciência da época), em detrimento de esta mão-de-obra estar sendo usada em seu local de origem, tem a obrigação de entender o que realmente aconteceu antes de sair por aí usando argumentos furados para justificar o injustificável.
Ana em agosto 5, 2008 7:00 PM
#28
o que eu queria falar do alvaro pereira junior, a monix ja falou. ele faz troça da mpb desde sempre e é meio o estilo dele.
quanto ao artigo sobre escravidao. q li hj na folha tb. eu nao acreditei quando tava lendo. e nao to entendendo pq a ilustrada tá enfileirando a extrema direita na sua ultima pagina. toda semana, o artigo mais à direita da folha, sai lá. pena pro contardo e pro marcelo coelho, q ficam tao mal acompanhados etc.
mary w em agosto 5, 2008 7:04 PM
#29
eu DETESTO o Xico Sá.
mary w em agosto 5, 2008 7:08 PM
#30
Esse documentário citado pela Ana é o ouro. Procurem. A resposta do garoto é perfeita e é o que se deve ter em mente quando gente como JPC abre caixa de asneiras sobre os negros "viverem melhor nos EUA do que viveriam na África".
O David Wilson branco pergunta ao David Wilson negro se ele não acha que está melhor nos EUA do que estaria na África.
O David Wilson negro mostra que a analogia não vale porque os EUA não teriam a riqueza que têm se incontáveis africanos não tivessem aqui trabalhado de graça durante séculos.
Touché.
Idelber em agosto 5, 2008 7:17 PM
#31
Caro Idelber, há um senador que a cada frase pronunciada na TV Senado aproveita para falar em CENSURA (com muitas letras MAIÚSCULAS) na Internet!
Paulo em agosto 5, 2008 8:53 PM
#32
Dois comentarios me chamam à atenção:
um do rodrigo e outro do S Leo.
De uma forma geral eles defendem um pluralismo de opiniões que, segundo eles, a Folha é, senão a melhor, a mais digna representante.
Acho importante que um jornal tenha pluralismo de ideias, mas é fundamental que essa contigüidade se estabeleça em planos aceitáveis. E que o aceitável não seja apenas um ânimo invocado por um articulista, que em nome e deleite da liberdade de expressão decidam dizer asneiras porque lhe é concedido, como é a todos nós, o direito de dizê-las.
A FSP é um jornal de importante circulação nacional e é inadmissível que dois articulistas , um por problemas com a idade e outro, ao meu ver, por gosto pela polêmica, usem do espaço para dizer asneiras por que lhes são conveniente, e se utilizando do expediente da livre expressão, que aliás todas as pessoas em bom senso deveriam defender. Inclusive, e acima de todos, os juízes.
fm em agosto 5, 2008 9:59 PM
#33
Grande Frank. Na mosca. O seu único defeito, está provado, é ser flamenguista.
A são-paulina Mary pôs o dedo na ferida: a Folha está enfileirando a extrema-direita na sua coluna de opinião.
É preocupante demais.
Idelber em agosto 5, 2008 10:06 PM
#34
Imperdoável, Idelber!
Eu sou corintiano.
O bom da história é que, assim sendo, não tenho nenhum defeito eh eh eh.
Mas seu equivoco me cheira troça.
Conheço muito bem sua ideia sobre esses dois times.
fm em agosto 5, 2008 11:14 PM
#35
Contra o Corinthians, nada tenho!
Idelber em agosto 5, 2008 11:24 PM
#36
Idelber,
É exatamente por temer atos piores, mais despóticos do que esse da Juíza Eleitoral Isabella Joseanne que recorro a umas mal ditas alegorias, como esta no meu blog, cuja grande frustração será a de não derrotar o candidato único a alcaide da minha cidadezinha de 7000 habitantes, no sul de Minas. Receio que o lastro coronelista aqui é mais forte do que parece...
Beto em agosto 5, 2008 11:58 PM
#37
Puxa, que inacreditável a situação que você descreve no seu blog, Beto. Eu nem sabia que ainda existiam candidatos únicos em algum lugar.
Idelber em agosto 6, 2008 1:16 AM
#38
"E que o aceitável não seja apenas um ânimo invocado por um articulista, que em nome e deleite da liberdade de expressão decidam dizer asneiras porque lhe é concedido, como é a todos nós, o direito de dizê-las."
E quem é que vai definir o plano do aceitável senão o próprio colunista?
rafael em agosto 6, 2008 1:17 AM
#39
Caro Rafael,
é esse exatamante o ponto!
Fm em agosto 6, 2008 1:23 AM
#40
Bom saber que o plural de post scriptum é post scripta. Eu deveria saber, mas não vou carregar a culpa. Quando digo que lecionei em todos os campi da PUC Minas, o pessoal não entende - um professor certa feita ainda me corrigiu: "todos os campus, né?"
rsrsrs...
Jasão em agosto 6, 2008 1:52 AM
#41
Olha que legal... fiz uma pesquisinha aqui e descobri que podemos aportuguesar e usar o plural "campuses"...
feio pacas!
Esvaziar nuvens, cultura inútil idem!
Jasão em agosto 6, 2008 1:55 AM
#42
O juiz é melhor educado em internet e em conhecimentos jurídicos. Idelber Avelar, ao contrário, é um típico comuna, mal educado e fora da lei. Eu, até por cortesia, visito regularmente a página do meu provedor. É a minha página inicial, aliás. Vou denunciar o Biscoito Fino pelo apoio a Jô Moraes. O problema é que o blog tem registros nos Estados Unidos. Tenho uma tese leiga para atacar essa tentativa de burla.
O registro em outro país com conexão à internet descreve, na verdade, o modus operandi que laranjas como o Idelber de lavar opinião suja em favor da desconhecida candidata Jô Moraes. Temos lei que pune a evasão de divisas eleitorais? Se a nossa legislação não prevê esse crime, liderarei abaixo-assinado para um projeto a ser apresentado pelo nosso parlamentar especialista: o melhor educado senador Eduardo Azeredo.
Te cuida, Idelber.
Fábio Carvalho em agosto 6, 2008 3:19 AM
#43
Esses comunistas deviam inventar um sinal de pontuação para a ironia, né Fábio?
:-)
Idelber em agosto 6, 2008 3:25 AM
#44
Corrigindo... "laranjas como o Idelber ENCONTRARAM de lavar opinião"...
Fábio Carvalho em agosto 6, 2008 3:34 AM
#45
Sou flamengo e "roqueiro"(sempre detestei esse epíteto) dos anos 80! Pior não deve haver para o Idelber...
A birra dele com o Flamengo eu até compreendo , coitado, com aquele time maravilhoso do Atlético dos 80 de Reinaldo et caterva..nunca ganhou nada.
Mas acho que essa coisa de falar que os roqueiros dos anos 80 falavam mal de MPB, é coisa de Caetano nos seus momentos de incontinência verbal.
O rock dos anos 80 , pelo menos a parte que me coube/cabe, é filho da Jovem Guarda, e herdou sem querer a querela entre ela e a Bossa Nova.
Não haveria rock dos anos 80 sem Clube da Esquina ou sem Tropicalismo e que eu saiba com exceção do Lobão( outro que sofre de incontinnência verbal), não me lembro de ninguém falar mal da MPB. Pelo contrário, em todas as oportunidades de atuar junto com Gil, Caetano, Milton e etc... , meus colegas de geração sempre apareciam com muito prazer.
Sei que o momento histórico é o do "backlash" , anti geração 80.. mas sejamos justos com a rapaziada.
Beni Borja em agosto 6, 2008 3:39 AM
#46
Beni, essa é uma discussão fascinante que dá muito pano para manga. Tudo o que você falou está certíssimo -- sem a Jovem Guarda, o Tropicalismo, o Clube da Esquina etc., o rock dos anos 80 não teria sido o que foi.
Mas a turma do rock anos 80 falava, sim, mal da MPB -- aliás, compreensivelmente e com toda a razão! Dá para confirmar isso em inúmeras entrevistas com bandas tão diferentes como Ira!, Sepultura ou mesmo os Titãs do começo. Todos enfatizavam as influências internacionais. Foi a época em que a MPB começou a ser associada ao status quo. Foi a época em que os grandes astros da MPB aderiram em massa aos programas de auditório. Foi a época em que o Clube da Esquina se tancredizou. Tudo isso provocou, sim, um backlash na juventude -- repito, com toda razão. É só observar a vendagem de LPs: entre 1982 e 1988, mais ou menos, os números da música internacional começam a se aproximar dos artistas brasileiros, o que nunca havia sido o caso no Brasil (não tenho link para essa informação, sorry, mas o ECAD deve ter os números exatos).
Foi uma época de cisão entre a MPB e a música jovem. E foi legal que tenha sido assim, cumpriu o seu papel. O problema é um quarentão teen refritar isso 30 anos depois.
Abração :-)
Idelber em agosto 6, 2008 3:52 AM
#47
O Álvaro P. Júnior enche a paciência alheia e não é de hoje. Falo porque passei a adolescência lendo as colunas dele no "Folhateen" e a birra dele é com todo mundo em geral - bandas dos anos 70, bandas dos anos 80, cantores de MPB, cantores ex-indie que fazem sucesso, cantores que cantam tema de filme do James Bond, o Biquíni Cavadão (tem uma história engraçadíssima que ele botou um processo contra a banda porque os caras lançaram um disco chamado "Escuta Aqui" - nome da coluna do digníssimo na Folha)...e por aí vai.
Como diria minha tia, atualmente tá rendendo mais ler os classificados :(
PS - pergunta técnica: você vai para BH votar ou vai justificar? Porque eu vou ter que apoiar a Soninha aqui em SP só na base dos telefonemas para casa, que o consulado não me deixa votar para prefeito (só presidente e se não me engano senador, o que me deixa bem brava).
Anna C. em agosto 6, 2008 5:30 AM
#48
Anna, provavelmente vou justificar. Não acredito que esteja em BH na época da eleição.
Sim, no exterior só podemos votar para presidente. O que no fundo me parece justo...
Idelber em agosto 6, 2008 5:44 AM
#49
Anna, na verdade, quem quis processar foi o Biquíni, não o Álvaro. Engraçado, no episódio, foi verificar como a banda se levava a sério...
Jayme - SP em agosto 6, 2008 10:54 AM
#50
Olá, Idelber
Sobre as duas citações da Folha, acho que os autores têm, digamos, problemas cognitivos.
Roberto Locatelli em agosto 6, 2008 11:35 AM
#51
Idelber,
Seu comentário #37 daria um bom artigo, hem? Ele me ajudou a entender melhor minha própria criação, inspirada na palestra do Ferreira Gullar no Congresso da ABRALIC de 2006. Ele disse que vanguardistas eram os irmãos Campos, que viviam em São Paulo; ele não, ele era de Macondo. Eu também sou e agora entendo mais claramente o porquê: a situação de Macondo é realisticamente inacreditável, como se pode perceber pela maioria dos meus posts lá na FOLHA DE MACONDO.
Grande Abraço.
Beto em agosto 6, 2008 3:57 PM
#52
O meu site www.planetariobranco.com.br que tem um singelo mural de recados, recebeu um processo eleitoral de uma coligação e juiz acatou de imediato, sem qualquer chance de defesa.
Paralisou o mural de recados até o dia das eleições e ainda recebi uma multa de mais de R$ 21.000,00, sem contar que tive que contratar um advogado as pressas para me defender.
Não sou agente público, o site é particular, não é concessão pública, as mensagens eram espontâneas, direito garantido pela constituição.
Agora tenho até medo de fazer qualquer comentário, estamos sendo tratados como criminosos.
Não existe democracia, não podemos discutir isto tudo que está aí. Estamos equivalente a China.
Acabou a democracia, mas a injustiça que foi praticada para comigo se reflete em todos. Em breve todos estaremos com mordaças para não falar nada, nem criticar, viraremos gado, ou até já somos.
Celio Alexandre Galli em agosto 6, 2008 8:42 PM
#53
Tudo bem?
Acabei conhecendo o blog por referências em outros e me motivei bastante por acompanhá-lo, mas não sou dos mais organizados com RSS. Sugiro o FeedBurner(http://www.feedburner.com/).
É algo simples, que pode promover ainda mais as opiniões aqui postadas.
Parabéns pelo conteúdo, está muito bom.
Pedro Rocha em agosto 16, 2008 10:15 AM
#54
A decisão foi dada de acordo com a ´politicagem que ele vem fazendo. Ele ja tinha sido notificado antes devido fazer propagandas para seu irmao e ao mesmo tempo, atacar e não dá direitos de respostas.
O mais engraçado deste Alvaro, ele elogioou tanto o candidato a vice da chapa de oposição, que so foi o mesmo dizer um NÃO a candidatura a vice do irmao do Alvaro, quem vem as perseguições.
Gente, esse bloqueiro de meia tijela, é politiqueiro agitador.
Antonio Francisco em agosto 16, 2008 8:21 PM
#55
Antonio, não entendi muito bem o seu comentário, porque o vernáculo está meio truncado. Mas esclareço que 1) em blog não existe "direito de resposta". Trata-se de um espaço pessoal -- mais ainda no caso do Álvaro, que tem domínio próprio -- e nele escreve quem o dono do blog quer; 2) Se ele é agitador ou não, se passou ou não a atacar um político depois de algum acontecimento, há outras formas para se lidar com isso além da proibição prévia.
Independente dos motivos do blogueiro, a censura é inadmissível.
Idelber em agosto 16, 2008 8:28 PM
#56
Na verdade o Álvaro Dantas, no seu blog tem lado que é seu irmão. Jamais ele colocou comentários que fale de seu irmão. Ele simplesmente só coloca coisas que lhe dão vantagem.
Fabio em agosto 26, 2008 9:18 PM
#57
Pra isso servem os blogs, Fabio.
Idelber em agosto 26, 2008 9:29 PM
#58
O Chico Anysio talvez nem saiba que seu personagem "xóvem" exista realmente. Quem é? É o Álvaro Pereira "Xúnior"
George em janeiro 26, 2009 10:22 AM
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