Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.
O Biscoito gostaria de convidá-lo para acompanhar ao vivo, na quinta-feira, às 22 h de Brasília, aquele que promete ser um dos eventos políticos mais inesquecíveis do nosso tempo, o debate entre os candidatos a vice-presidente dos EUA, o Senador língua-solta Joe já-não-dá-para-comprar-chiclete-em-Delaware-sem-ouvir-sotaque-indiano Biden e a Governadora criacionista-fundamentalista Sarah sei-de-política-externa-porque-vejo-a-Rússia-da-minha-janela Palin. Você, claro, está intimada a aparecer. Pedrão estará ao vivo ao leme do blog dele, com certeza. Se aparecer uma boa turma, dá para ter uma caixa de comentários tão divertida como as do Impedimento em dia de cobertura em tempo real. O debate será memorável, não tenho dúvidas.
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Enquanto no Brasil Lula chega a níveis soviéticos de aprovação (com a diferença, claro, de que os números de Lula são reais), aqui na República dos Estados Unidos Soviéticos da América, como sabem, foi dia de colapso total. Mais um banco dobrou: o Wachovia, outrora valente instituição que havia sido meu primeiro banco nos EUA. Ali guardei meu primeiro chequinho de 300 mangos. Sobraram Citigroup, Bank of America e JP Morgan Chase. São os States, no rumo inexorável do socialismo leninista.
Ante o fracasso do pacotão, John McCain disse que não era hora de procurar culpas, duas horas depois de pôr a culpa em Obama, que é membro do partido que votou em peso pelo socorro, enquanto o partido de McCain votou massivamente contra ele – apenas 90 minutos depois de McCain se declarar responsável pelo “sucesso” da votação que ocorreria. É o samba do branquelo doido, a campanha de McCain.
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Obama diz que se Bin Laden pintar na parada no Paquistão, ele manda bomba mesmo. McCain ironiza isso como ingenuidade. Sarah Palin diz a mesma coisa que Obama (claro que sem frases completas). McCain e Palin aparecem juntos para tentar consertar. É hilário:
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Que me desculpem os amigos d'álem-mar, mas é impressionante a ignorância da esmagadora maioria da blogosfera portuguesa ao falar de política externa. É o único lugar do universo onde se toma como autoridade em EUA o aprendiz de pitbull da Veja, que não saberia diferenciar Montana e New Hampshire num mapa. Disseram que McCain esteve “mais à vontade” no debate. Então tá, como dizem os mineiros. Um sujeito que não conseguia olhar para o outro estava mais “à vontade”? No Brasil, o único que deu vitória para McCain no debate foi um português. Alô, amigos, querem trocar um jornalista por um técnico de futebol?
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Vejam que coisa de gênio, vejam as maravilhas da internet: o gerador de entrevistas de Sarah Palin, no qual você pode produzir centenas de respostas palínicas para a mesma pergunta, antes de passar para a próxima (via Piro, que sei lá como encontra essas coisas).
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Caetano Veloso tem todo o direito de espinafrar o jornalista que quiser em seu blog. Tem todo o direito de não publicar comentários fora de assunto ou que contenham grosserias. Mas no momento em que opta por não publicar um comentário como esse, vai perdendo a credibilidade de blogueiro. Cada um é cada um, mas só estou dando meu palpite de fã. Critério na pilotagem aí, Hermano. É só uma sugestão amiga. Aliás, bem-vindo, Caê, ao blogroll do Biscoito.
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Quanto ao colapso do RUSA (novo nome do país), quem teve o insight genial foi Mestre Sergio: a culpa da quebradeira logo no aniversário da morte de Machado? Foi do bruxo alienista, claro, que se vingava de Gustavo Franco, pela cara-de-pau de ter proclamado o autor de Quincas Borba como precursor do neoliberalismo e do dogma da sapiência infalível do mercado desregulado.
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No portal de notícias da Globo, o link que anunciava o recorde de aprovação a Lula passou o dia apontando para a matéria sobre a queda da Bovespa. No começo da noite, o link saiu da capa.
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Em tempo: Para quem lê inglês, acaba de sair um livro – um número especial, na verdade, da boa revista Portuguese Literary and Cultural Studies – dedicado inteirinho a Machado, e composto quase que somente por feras: Rouanet, Antonio Candido, Alfredo Bosi, Raúl Antelo, Marisa Lajolo, Regina Zilberman, Hélio de Seixas Guimarães e outros. Entrou lá um blogueiro atleticano de gaiato, falando sobre Machado e a música.
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Ficamos combinados, então. Quinta-feira, 22 h de Brasília. O debate do século.
Essa postura "somos contra a intervenção do Estado por princípio" dos republicanos, a meu ver, não tem um pingo de "princípio".
Durante um período eleitoral em que há manifestações em Wall Street - com cartazes singelos como 'JUMP, F**CKERS!' -, não pega bem para um partido que já está atrás na corrida sair pegando 700 bi do caro eleitor.
Não me conformo com algumas pessoas forçando um componente ideológico nessa votação dos republicanos.
Considerando os pepinos de fuso horário (quatro horas a mais aqui na Inglaterra), vou pegar os comentários no dia seguinte. Mas, obviamente, estou esperando o equivalente polido da briga de bar: mesa e cadeira voando e o mediador escondido embaixo da bancada, essas coisas todas :D
O melhor meta-comentário que li sobre o debate foi no FiveThirtyEight. A análise da imprensa em geral não faz sentido porque o eleitor não "marca os pontos" do mesmo jeito. Apesar de ocuparem menos tempo no debate, a economia e a situação no Iraque foram suficientes para dar a vitória a Obama, entre os eleitores (que, afinal, são o parâmetro que importa - ou opinião de jornalista elege alguém?).
Isto, claro, sem falar na postura derrotada do McCain (que o gajo e o bobo resolveram, sabe lá de onde, interpretar como "superioridade").
No comentário sobre o debate, depois de errar meia dúzia de dados factuais, o gajo diz que não interessou aos eleitores a "verdade dos fatos" (segundo ele, a vitória de McCain).
Ora, na avaliação acerca de quem venceu um debate, a percepção dos eleitores é a verdade dos fatos. Para estabelecer o vitorioso, não há outro "fato" senão a percepção da maioria.
Gosto muito do seu blog. Se não me engano cheguei aqui em função de uma discussão sobre um episódio que envolvia o jogador de futebol Grafite (hoje ganhando os tubos na Alemanha), vindo de um outro blog que nem frequento mais (da Cora Ronai).
Hoje você nos convida para acompanhar um diálogo de duas pessoas que, pela percepção das inúmeras fontes são versões semelhantes ao Garotinho e sua adorável senhora (mereceriam ser casados?). Mas como posso eu, um simples cidadão brasileiro ter a ousadia de dizer isso para você que, de uma forma ou de outra, convive com estas figuras? Não será uma OUSADIA eu dizer para você que o presidente BUSH (filho) foi o pior presidente deste grande país?
E veja você caro Idelber, como pode estar o eleitor carioca, por exemplo, diante da esquizofrenia quanto a preferência do grande eleitor em relação a um nome para a Prefeitura?
Hoje pela manhã pude observar um episódio semelhante ao que ocorria na ditadura militar. O Bom Dia Brasil deu a notícia sobre os problemas quanto à distribuição do jornal EXTRA (veículo de O Globo) na Baixada Fluminense, em virtude de reportagem que explicitava as atitudes pouco ÉTICAS de candidatos a prefeito dos municípios de Belfort Roxo, S.J. de Meriti e Niterói nos seus procedimentos na Assembléia Legislativa (ALERJ)! Mas, detalhe, a notícia foi dada sem a indicação do nome dos beneficiados (que eu não vou escrever aqui para não trazer eventuais problemas). Igualzinho ocorria na época dos governos militares!
Diga-se de passagem que um dos candidatos, o de Niterói, faz uma campanha SÓRDIDA contra outro candidato, o filho do ex-governador Roberto da Silveira (do antigo Estado do Rio, mandato 1959-1961, faleceu no cargo), esquecendo da aliança entre os partidos de ambos.
E não posso deixar de lembrar que um destes candidatos-deputados estaduais quase foi cassado por envolvimento naquele episódio que acabou redundando na cassação de José Dirceu.
É por isso (e muito mais) que acho que deveríamos promover eleições populares para presidente do Banco Central. É importante para o Brasil que Henrique Meirelles permaneça no cargo! Nunca é demais dizer que apesar da presença do senhor Guido Mantega em um cargo importante para nossa Economia é meramente (AINDA BEM) honorífico!
Esse debate eu não perco. Acompanharei aqui, claro.
Quanto a esse gerador de entrevistas da Palin, pelamordedeus, ela fala assim mesmo? Sério? Caramba!
fiquei até altas madrugadas hj, assistindo as entrevistas da palin, a zoaçao do snl, a ajuda do mccain. eu fiquei com muita pena dela. o partido republicano quis usa-la e obviamente se lascou pq ela nao tem preparo nenhum mesmo. é impressionante. a capa da new yorker e as notas no huffington, dizendo q ela acredita q humanos coabitaram com dinossauros. enfim. eu acho q é chave esse debate. eu nao conheço joe biden. mas eu espero q ele esteja treinando e respirando. pq ele nao pode passar por cima dela como um trator (e deve ter condiçao de faze-lo). pq complica. numa entrevista facil daquela, a gente viu o q aconteceu (e dizem q tem mais coisa). imagina num debate. tenho medo mesmo do biden martiriza-la. eu fiquei agoniada com a entrevista. a entrevistadora falando seja mais especifica e ela nao entendendo o q significa a palavra especifico. e aquilo dela apoiar qq país que queira a democracia. e a outra "mesmo q elejam o taleban?". e a gente nota q a sarah palin NUNCA tinha pensado nisso. pior. acho q nem sabe direito. ela nao sabe nada de nada. me agoniou demais. espero q o biden nao chute. o q ele precisava ter, quinta, é elegancia. e todos dizem q é exatamente o q ele nao tem. deixou de ser um comment, virou um desabafo.
Combinado, Idelber! Quinta, às 22 horas. E como as minhas ações despencaram junto com as bolsas do mundo, vou economizar na bebida. Qualquer cerveja nacional está servindo para acompanhar o nível do debate.
O video diz tudo... Putz... A campanha do McCain é a mais louca campanha que já vi! E o McCain realmente acredita que o eleitor é tao inteligente quanto o Homer Simpson.
Sobre o debate de quinta, o problema é que qualquer coisa menos que um massacre do Joe Biden pode se traduzir como uma vitória para os republicanos. De qualquer forma, acho que será de interessante a hilário.
Atenção para os novos laços de amizade: Caetano Veloso, Antônio Cícero e Eduardo Gianetti da Fonseca. Um fala bem do outro, citam-se em textos, entrevistas, prefácios de livros. O que os une é o ódio pelo pensamento de esquerda. Já deram até umas piscadelas para Ali Kamel. Outro dia, o aprendiz de pitbull abraçou Gerald Thomas. É a nova confraria da praça, com amplo espaço na mídia.
Os portugueses são mesmo o fim do mundo. Parecem ser todos republicanos e tomam como autoridades algumas das maiores "sumidades" que conheço. Brasileiras inclusive, como disseste. E sobra qualquer assunto.
Eu fico pasmo a cada abordagem. A jangada de Saramago -- desta vez formada apenas de Portugal -- deverá dirigir-se ao Texas, creio.
Depois do debate, onde o Preto ficou vermelho e o Branco ficou roxo, nao espero muito entre o Rei das Gafes( a ultima foi de lascar: crise de 29 anunciada pelas televisoes pelo Presidente Roosevelt)e a Pitbull de Batom, ambos estao mais para aparicoes no SNL do que para debates. Obama nao e Kennedy e McCain nao e Reagan. Depois do debate vi que ambos estao comprometidos com a ignorancia dos fatos.
O tio "RA" escreveu que o McCain tinha "jantado" o Obama e palitado os dentes no debate. :-)
Quando NENHUMA pesquisa corroborou a percepcao dele, ele teve se contentar em sofismar (todo sem-graca) que existe uma diferenca em "vencer" um debate (o que o McCain teria feito) e conseguir "imprimir" uma percepcao de vitoria (o que o Obama teria feito).
acho que ele passa da medida em alguns pontos, mas nao dah pra deixar de concordar na maior parte. gostaria de ter a tua opiniao a respeito, jah que quem mora ai eh tu ;)
espero poder ler o debate dos vices aqui na sexta, jah que as 22h de brasilia eh muito tarde pra mim (3h da madruga aqui na terra de beauvoir...).
Como acho as interpretações do John Gledson ruins também. Enfiar teorias e alegorias no Machado tem um limite.
Admito que meu comentário foi bobo, até pensei em te pedir pra apagar, mas deixa. Afinal, é só uma opinião, um pouco agressiva, um pouco extravasando um certo "saco cheio", mas uma opinião.
Saiu agorinha um livro do Patrick Pessoa, intitulado "A segunda vida de Brás Cubas". É só a melhor interpretação das Memórias póstumas na minha opinião, porque, acima de tudo, respeita a soberania da obra de arte no ato interpretativo. (Curiosamente, o livro é fruto da tese de doutoramento em Filosofia, do autor).
Ele só derrapa quando fala de um "realismo fenomenológico" de Machado... são dois termos antagônicos, como observou Gustavo Bernardo Krause (Dubito ergo sum).
Recomendo, portanto, o livro de Patrick Pessoa como mostra de interpretação fina, esquiva daquela tendência "bilogizante", "sociologizante", comum na crítica machadiana tradicional.
E vou tentar deixar minhas opiniões mais inflamadas sobre Machado de lado, afinal, "tenho tédio à controvérsia". Eu gosto é de brincar.
sobre o maxixe. e a Sinhazinha Mota. Que vai dormir toda afogueada . E a idéia conjugal lhe tirando o sono. tem q ser uma música mais maliciosa pra tirar o sono de uma moça e faze-la rolar na cama etc.
alguém aí em cima ficou preocupado por confundir a entrevista real da Sarah Palin com a sátira feita pela Tina Fey no SNL. Mas dá uma olhada aqui (http://www.youtube.com/watch?v=zeMypXCUWMw) que vc vai ver que é a mesma coisa...
Mas eu só tenho medo é de que ela esteja dando o mesmo golpe que o Leo McGarry deu quando era candidato a vice na chapa do Matthew Santos: antes do debate dos vice presidentes, vazou para a imprensa que estava nervoso, inseguro, não sabia falar em publico, perdia a cabeça fácil. Baixou as espectativas e, na hora do vamovê, jantou o candidato Republicano...
(e, por mais que continue a apoiar o Obama, sei que nunca mais os EUA terão um presidente tão bom quanto o Josiah Bartlet...)
Suas raízes o chamam. Você viu a entrevista do candidato a prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, ao jornal Hoje em Dia (http://www.hojeemdia.com.br/v2/busca/index.php?sessao=13&data_edicao_anterior=2008-09-21&ver=1¬icia=5723)? Sarah Palin e Bolsonaro não estão sozinhos no mundo. Entre ameaças de divulgar informações sobre os concorrentes - “num país complexo como o nosso, de legislação complicada, algum tipo de telhado de vidro todo mundo tem” -, de processar e “pisar no pescoço” de quem associá-lo ao “mensalão” e relacionar a criminalidade a questões genéticas, o candidato ainda mostra uma visão particularíssima da cultura. Veja a pérola: “a cultura precisa ensinar o nosso povo a respeitar o trabalho manual. Quando isso acontecer, o jovem da periferia não vai ficar tão preocupado em jogar bola de circo no sinal. Vai querer ser um bom assentador de azulejo, um bom carpinteiro porque será valorizado socialmente”. Ele deve imaginar que um jovem da periferia que almejar mais que isso é, no mínimo, um abusado. E o que dizer da capacidade de ver Belo Horizonte como uma cidade de gente boa por causa do padrão de origem das pessoas (porque vieram do interior) e enxergar perda de referência ética no Rio e em São Paulo. Belo Horizonte corre o risco de ser governada a partir de referências paroquiais. Médici não morreu. E D. Serafim deve estar vibrando.