« Sobre três relatos de Arguedas, Borges e Guimarães Rosa ::
Pag. Principal
:: "As mulheres voltam para Obama" »
sexta-feira, 19 de setembro 2008
O sumiço dos profetas
Num momento econômico como este, não dá vontade de aproximar-se de um desses fundamentalistas do mercado -- heraldos da sapiência infinita da receita neoliberal, Marios e Alvaros Vargas Llosa, aquela penca de economistas do tucanato, os engravatados moleques de recado do FMI e a longuíssima lista de catervas e congêneres –, tocá-los suavemente no ombro e sussurar nos seus ouvidos: e aí, companheiro, como anda a sua fé no dogma?
Convenhamos, é um choque e tanto para o receituário religioso da crença na potestade do mercado: a nação do livre mercado conclui oito anos de governo do partido do “governo pequeno” com o seu Banco Central fazendo a maior intervenção da história nos negócios privados, salvando com US $ 85 bilhões um mega-conglomerado cujo negócio é fornecer ..... seguros! Você pagou para (não) ser assegurado duas vezes. Na República dos Estados Unidos Soviéticos da América (via), você tem o melhor dos dois mundos: todas as garantias de lucro são do oligopólio, todos os riscos são seus. Não é uma coisa de gênio? Por um capitalismo genuinamente socialista para todos os ricos!
Não dá vontade, talvez, de adotar uma abordagem um pouco mais agressiva e dizer àqueles economistas – aqueles, do receituário do FMI, que apareciam tanto na televisão durante o tucanato, lembram-se? -- com uma voz um pouco mais agressiva: o Sr. não suspeita, cumpadi, que a “ciência” que o Sr. está fazendo é um mero aparato de justificativas pomposas para uma estratégia de transferir ainda mais renda dos pobres para os ricos? O Sr. acredita realmente no que está dizendo ou faz de má fé?
Nos EUA, o Partido Republicano conseguiu uma extraordinária façanha: convencer uma parcela significativa do eleitorado de que o governo é “o problema”, não “a solução”. Assim, nesses termos. Portanto, votem em nós. Elejam para o governo aqueles que acham que o governo é o problema e deve fazer cada vez menos. Convenhamos, é uma plataforma que minimiza o erro.
O gerente de campanha de John McCain, Rick Davis, seu conselheiro Charlie Black, e o avaliador da escolha vice-presidencial, Arthur Culvahouse, foram lobistas dos gigantes das hipotecas. Perguntado sobre como ele reagiria à crise, McCain disse que “mandaria embora” o diretor da Security and Exchange Commission (SEC). Detalhe: a SEC é uma agência independente. Num discurso de campanha ontem, Obama bateu duro em McCain, associando-o às políticas desastrosas da administração Bush.
PS: Enquanto isso, Lula dá uma declaração histórica e o Paraíba faz um belo post.
Escrito por Idelber às 03:52 | link para este post
| Comentários (146)
#1
Dá vontade de dizer também:
"Nós avisamos!!!"
Ou como aquele personagem do desenho com voz irritante:
Eu te disse! Eu te disse! Eu te disse!
Enildo Bernardes em setembro 19, 2008 5:58 AM
#2
Eu também me orgulho do brasil de Lula. Ontem, além dessa declaração, ele mandou muito bem também quando falou sobre os bancos que passaram anos nos dando lição, dizendo que a gente estava no caminho errado, que o risco brasil era alto...e agora estão todos quebrando! Adorei.
aiaiai em setembro 19, 2008 6:00 AM
#3
uau, excelentes as respostas do lula!!! eh bem isso, na hora de pedir votos nao importa se o cara eh negro, branco, gay...
fabiana em setembro 19, 2008 7:02 AM
#4
Um dos meus irmãos é um destes economistas neoliberais, professor da FGV aqui no Rio. Uma das coisas mais divertidas que faço é ficar provocando ele.
Já provoquei ele uma vez com esta mesma pergunta: "como é que você acha que a economia pode ser uma ciência se não se pode reproduzir um resultado?", "como é que é este negócio de agentes econômicos racionais? se fosse assim, como é que milhões de americanos tomaram as decisões econômicas mais irracionais nos últimos anos, se endividando além de suas possibilidades, comprando casas muito acima de seu valor?"
Ele disfarça, desconversa, muda de assunto.
Radical Livre em setembro 19, 2008 8:08 AM
#5
Mas que presidente pra frente esse hein? uahuah
Gosto das declarações do Lula, lembro quando ele falou que nos EUA tava tudo quebrando e o risco país não piorava, e aqui tudo na boa e dá-lhe risco país!!!! Que inclusive é uma medida bem sem vergonha...
E o McCain e a Espanha hein? Depois o Lula é que não estudou...
Abraço!!!
ps: Acabei de ler o Dos Veces Junio, desculpe a palavra, mas muito Foda!!
Gui Losilla em setembro 19, 2008 8:10 AM
#6
Clap, clap, clap! Nada como um dia após o outro. Retroativamente, que pena da Argentina por ter embarcado na onda dos caras. O fim de mandado do Lula é inversamente proporcional ao do Bush. Aqui, o de maior aprovação da história. Aí, o pior. Com direito a entrevista melancólica e patética do FHC no Jô. Hehehe URSSA,
Charley em setembro 19, 2008 8:30 AM
#7
Excelente post Idelber, admiro sua irônica sutil
Um abraço
Thi Marques em setembro 19, 2008 9:09 AM
#8
Bem, meu caro Idelber, isso depende da qualidade e da quantidade do óleo de peroba que eles usam. Nada mais intervencionista e estatista do do que um "liberal" (no sentido brasileiro) em dificuldades... Nesse momento eles arquivam a ideologia e convencem a sociedade de que é melhor aceitar a socialização dos prejuízos e pagar a conta... Tudo resolvido, mercado saneado, com o retorno dos lucros retorna a ideologia até o próximo crash... E assim caminnha a humanidade...Mudando de assunto, o que você acha da renúncia do Ziza à presidência do Galo? Parece que a coisa está preta e as tetas já estão completamente murchas...
Zé da Silva Brasileiro em setembro 19, 2008 9:09 AM
#9
Hummm, vamos ver... As duas gigantes das hipotecas nasceram do útero do governo. Uma com Roosevelt durante o New Deal. A outra foi criada para fazer "competição" à primeira. Ambas nunca foram totalmente privadas. Apesar de atuarem no mercado sempre tiveram benefícios que não havia nas outras empresas de mercado. Sempre foram suportadas por benefícios do governo. Esse é o primeiro ponto.
O Segundo ponto. Baixíssimas taxas de juros proporcionadas pelo Sr. dos Mercados Alan Greenspan. Necessário dizer que maior período de mágica do mago deu-se em um governo democrata? Culpa dos democratas?? De jeito nenhum.
Só que esse tipo de ilusão dura algum tempo. Tal como o New Deal durou algum tempo. Aliás só teve uma sobrevida maior por conta da 2ª Guerra Mundial.
É ilusão de alguns aqui achar que TODOS os liberais ou até mesmo os republicanos não alertavam para o que poderia acontecer.
Transcrevo aqui parte do discurso de Ron Paul no Comite de Serviços Financeiros EM 2003(integra no link):
http://www.lewrockwell.com/paul/paul128.html
"I hope this committee spends some time examining the special privileges provided to GSEs by the federal government. According to the Congressional Budget Office, the housing-related GSEs received $13.6 billion worth of indirect federal subsidies in fiscal year 2000 alone. Today, I will introduce the Free Housing Market Enhancement Act, which removes government subsidies from the Federal National Mortgage Association (Fannie Mae), the Federal Home Loan Mortgage Corporation (Freddie Mac), and the National Home Loan Bank Board.
(...)The connection between the GSEs and the government helps ISOLATE THE GSE MANAGEMENT FROM MARKET DISCIPLINE.
(...)Ironically, by transferring the risk of a widespread mortgage default, THE GOVERNMENT INCREASES THE LIKELIHOOD OF A PAINFUL CRASH IN THE HOUSING MARKET."
Opssss, então um republicano em 2003 já alertava sobre os subsídios fiscais federais e os privilégios concedidos a essas empresas?? Sim. Havia. E como ele haviam outros. E não duvido nadinha que democratas também alertassem sobre isso. O fato de eu particularmente não conhecer nenhum não quer dizer que não existam. Realmente recomendo esse texto que se não é profético é pelo menos a receita da crise. "Apenas" 5 anos antes dela acontecer.
O fato dessa crise ter sido taxada como um problama de mercado quando não é, só demonstra que o dever de casa feito por aqueles que acreditam que um par de pessoas bem intencionadas são capazes de ditar rumos econômicos de milhões de outras pessoas que possuem desejos diferentes, anseios diferentes, visões diferentes, prioridades diferentes e etc.
E o Obama? Ora ele está fazendo o papel dele de político em campanha. Da mesma forma que Lula quer nos fazer acreditar que se ele não estivesse na Presidência, não haveria Pré-Sal.
Tem gente que acredita, fazer o que?
Pablo Vilarnovo em setembro 19, 2008 9:46 AM
#10
Sobre os comentário de Lula sobre união Gay ele está completamente certo. Infelizmente muitas pessoas ainda confundem religião e estado.
Pela figura do Estado não vejo problema nenhum na união civil entre pessoa do mesmo sexo. Até agora não vi nenhum argumento que me convessesse do contrário.
Agora, da mesma forma que defendo a união civil de pessoas do mesmo sexo, defendo que a Igreja como Instituição possa ter seus dogmas e crenças. Se para a Igreja dentro de seus dogmas e regras não existe a possibilidade de união gay é problema dela e de quem quer pertencer à Igreja. Não é problema de Estado.
Pablo Vilarnovo em setembro 19, 2008 9:53 AM
Camila em setembro 19, 2008 10:41 AM
#12
Defender o casamento gay sendo presidente do Brasil é fácil. Queria vê-lo fazendo isso sendo governador do Alabama. ;-)
André Kenji em setembro 19, 2008 10:48 AM
#13
Ué, então por que diabos Obama preteriu para VP vários governadores competentes em detrimento de um dos quaridinhos das financeiras no Senado? E Jim Johnson, que iria gerenciar a escolha do vice até sair sob fortes críticas?
André Kenji em setembro 19, 2008 10:56 AM
#14
Por fim, Obama precisa perceber que se Tática Michael Dukakis/John Kerry de ignorar ataques é ruim, a tática Walter Mondale de fazer somente anúncios negativos e deprê sem se apresentar como solução não é muito melhor...
André Kenji em setembro 19, 2008 11:02 AM
#15
Zé da Silva, acho uma boa notícia a renúncia do Ziza. Mas no Galo, enfim, já não andava sendo possível produzir notícias piores. Vamos ver agora.
Idelber em setembro 19, 2008 12:13 PM
#16
Pô, eu gostaria de ver o que o FHC disse no Jô. Será que há algum clip por aí?
Idelber em setembro 19, 2008 12:23 PM
Izabella em setembro 19, 2008 12:51 PM
Idelber em setembro 19, 2008 12:53 PM
#19
Tu estás impossível hoje: heraldos, caterva, potestade...
Como eleitor de Lula desde que foi me possível, não tenho nem sombra de arrependimento. É um grande presidente.
Abraço.
Milton Ribeiro em setembro 19, 2008 1:00 PM
#20
Ah Idelber, postar contra-prova ou entrar num debate porque eu não sou economista, mas acho que a esquerda está feliz demais em comemorar a "queda do capitalismo" (de novo) e os fatos são mais complicados: os republicanos há tempo consideram Fannie Mae e Freddie Mac um símbolo de "big government" por exemplo; já a estatização da AIG e dos bancos é mais complicado, mas ainda assim, a economia contemporânea é algo complicado, eu acho tão bobo chamar os EUA de "neoliberalismo" e "small government" quanto é aquela gente que diz que o Brasil é socialista por causa dos altos impostos (já fiz parte, hoje considero besta, o mundo é mais complicado) - acho que só o tanto que os EUA gastam em guerra já o impediriam de ser chamado de "liberal" seja como for.
Por fim, meu medo é esse, que usem esse episódio como "prova" de qualquer coisa assim como até hoje usam a crise de 29 como "prova" de qualquer coisa.
Economia, de fato, é uma coisa complicada de ser chamada de ciência, não que não seja, mas há problemas graves numa ciência que não permite experimentação, que pode apenas esperar resultados não controlados para depois catalogar os dados, por isso mesmo é que não podemos ser apressado e comemorar que esse ou aquele time está certo.
Sblargh em setembro 19, 2008 2:42 PM
#21
Não se está comemorando o fim do capitalismo. O que pode ser é a morte do dogma, da catequização liberal de gente como a família Vargas Llosa. Se tivesse sido eleito em 1989, o papá Mario estaria hoje no exílio por excesso de processos de corrupção e negligência adminitrativa. Foi assim com Fujimori, Salinas, Menem, Sanchez "Goni" de Lozada. Não foi com FHC, porque ele tem mr. Mendes no STF.
Bush e Paulson foram aos jardins da Casa Branca dizer que comprar por "centenas de bilhões de dólares" os créditos de difícil do recebimento dos bancos. É o fim do dogma. Os liberais daqui (todos dogmáticos) não terão mais um argumentinho serquer. Vão ter de calar a boca, devido à lambança que eles mesmos fizeram no mercado. Mas sempre tem um salto dialético e os liberais vão se tornar desenvolvimentistas, keynesianos.
enio em setembro 19, 2008 2:59 PM
#22
Enio, pára de mentir, bobão. Na maior parte do reinado do Príncipe Sociólogo Boca de Suvaco, o Gilmar não era do STF. Só foi indicado no final do segundo mandato.
Kbção em setembro 19, 2008 3:13 PM
#23
E o Mário Vargas Llosa? Foi apenas candidato a Presidente do Peru. Nunca exerceu cargo executivo e o bobão aí fica falando em "desmandos administrativos"...
Kbção em setembro 19, 2008 3:15 PM
#24
Kbção,
para de mentir, você. GM foi indicado para o STF pelo FHC exatamente para blindar qualquer investigação que porventura acontecesse. Papel que está exercendo neste momento com grande maestria.
Radical Livre em setembro 19, 2008 3:15 PM
#25
Kbção,
pára de xingar os outros. Ou você tem argumentos, ou não entra na discussão.
O programa do Vargas Llosa durante sua candidatura era exatamente o programa do consenso de Washington. durante os últimos 15 anos, entra crise, sai crise, ele continuou defendendo os dogmas.
O que o enio falou foi que, caso ele tivesse sido eleito, a chance era grande que ele tivesse ido pelo mesmo caminhos dos outros neoliberais da cartilha de Washington - excesso de falta de zelo nas privatizações e possíveis processos no final do mandato. Como aliás, todos os outros presidentes citados.
Radical Livre em setembro 19, 2008 3:18 PM
#26
Agora, quanto à declaração do Lula: isto não é mais um indício que ele não vai se candidatar a mais nada na vida? se ele ainda tivesse que se preocupar com o eleitorado mais conservador, tenho certeza que não teria feito a declaração (não que ele não tenha a convicção, mas porque seria incoveniente politicamente).
Radical Livre em setembro 19, 2008 3:20 PM
#27
Não sei se é para rir ou chorar. Com a intervenção do Governo Americano na crise financeira, os defensores do capitalismo de mercado ficaram com cara e paspalho. A confidente de Deus (Miriam Leitão) que achava que os mercados se regulavam, e estavam acima do bem e do mal, agora vê que não é bem assim. Sempre que o bicho pega estes caras vem com o rabinho entre as pernas pedir auxilio para os governos. E o Lula! deu uma nestes futurólogos, que tudo prevêem, mas nada acertam.
Ronaldo em setembro 19, 2008 3:22 PM
#28
Se o tão demonizado FHC não tivesse feito o mais demonizado ainda Proer teria havido discurso "histórico" do Lula?
Leco em setembro 19, 2008 3:31 PM
Ricardo Antunes da Costa em setembro 19, 2008 3:35 PM
#30
Se é para caricaturar argumentos contrários, gostaria que os irônicos triufalistas da crise me dissessem seus modelos: Cuba? Coréia do Norte? Ora bolas, quem não quer brincar de Maria da Conceição Tavares, a entusiasta do Plano Sarney/Funaro, deve saber que qualquer democracia liberal prevê mecanismos de intervenção estatal em tempos de crise. Ou vossas sapiências acham que o receituário Keynesiano foge ao padrão do liberalismo? Os brilhantes extremismos de Hayek e Von Mises nunca foram aplicados, servem apenas como uma espécie de "norte moral". A verdade é que foi sim o receituário liberal que proporcionou uma época de prosperidade jamais experimentada, espalhando seus frutos por todo o globo, aqui inclusive. Ao dono do blog, cuta nada lembrar que o mentor da política econômica do atual governo, quem faz o trabalho duro enquanto os demais colhem os louros, é o Sr. Meirelles, das hostes do tucanato e seguidor do receituário liberal. Agora me respondam, o que oferecem os antípodas tupiniquins do tal satanizado modelo? Já imaginaram nossa economia entregue à Maria da Conceição Tavares? Poupem-me.
Louvável a declaração do presidente no caso da União Civil entre homossexuais. Já o post do Galvão é bem bobinho, pois facilmente engabelado pelo mito fundador. Lendo o texto, parece que há dois momentos: AL e DL (antes de Lula e depois de Lula). Isso é maior lorota do oficialismo. Um pouco de perpectivismo histórico basta pra ver que o maior mérito do atual governo é seu CONTINUÍSMO, tanto na macroeconomia quanto em outras áreas (o bolsa-família é a união de projetos criados no governo anterior). No entanto, como toda religião, o lulismo carece de reconhecer em seu líder poderes sobrenaturais, de vê-lo como a Verdade Encarnada, O VERBO. Para os fiéis nada existiu antes dele. Além disso, precisam também de crer no reverso da moeda, na existência das trevas, que seria a tucanada. Pena que a simbiose doutrinária entre os partidos, gerada pelo senso agudíssimo de sobrevivência política que tem o Lula, desminta mais essa falácia...
Abraço
Kbção em setembro 19, 2008 3:41 PM
#31
Faltava a entrada de Cuba, evidentemente.
Idelber em setembro 19, 2008 3:45 PM
#32
Tem toda a razão Idelber, bem como os comentaristas. Não espero, no entanto, que desse tumulto surja qualquer reflexão existencial mais profunda por parte da ala liberal pelo simples fato de que aprofundamento e capitalismo são excludentes. O capitalismo, porque tem pressa, só se constrói no raso, no imediato, não podendo perder tempo com elucubrações. No máximo gastará algumas horas elaborando ajustes para se auto-proteger. Este é o limite da sua filosofia.
Cláudia em setembro 19, 2008 3:50 PM
#33
Falou sobre Cuba, perdeu... hehehe
Pablo Vilarnovo em setembro 19, 2008 3:51 PM
#34
Falou sobre Cuba, perdeu... hehehe (2)
Gui Losilla em setembro 19, 2008 3:58 PM
#35
Você, Radical, parece ser mesmo livre, pois não se preocupa com o que está escrito, sai defendendo teses sem nem mesmo entender o que leu. Vejamos o que disse o Ênio:
" Se tivesse sido eleito em 1989, o papá Mario ESTARIA HOJE NO EXÍLIO POR EXCESSO DE PROCESSOS DE CORRUPÇÃO E NEGLIGÊNCIA ADMINISTRATIVA".
Bobinho, quem falou em Consenso de Washington? Que eu saiba, seguir precitos do tal consenso não implica em processos por corrupção ou negligência administrativa. Se fosse assim, até A Verdade Encarnada oriunda de Garanhuns estaria no banco dos réus, não?
O Príncipe Sociólogo indicou o Gilmar Mendes para a Suprema Corte em 2002, antes ele tinha trabalhado no MPF e tinha sido Chefe da Advocacia Geral da União. Bobão, pra vossa senhoria que não sabe, há três coisinhas pequenas que põem abaixo sua brincadeira de teroria conspiratória (eu já disse, a droga mais poderosa hoje no mercado é um tal de nassif, mais potente que o crack ou o LSD, é capaz de provocar delírios paranóicos a quem usa freqüentemente...):
1. O princípio da inércia do Judiciário. O responsável em dar inicio ao processo criminal é o MPF. A não ser que vossa senhoria, com sua fatasiosa mente, ache que o Chefe do Ministério Público Federal, indicado pelo Lula, faça parte do complô;
2. A Suprema Corte é composta de onze ministros. Hoje, a maioria é composta por indicados do atual governo. Já vi que o complô deve abarcar eles também, e, por assosiação, o atual Presidente da República, que os indicou;
3. O cargo de presidente do STF é rotativo, então desde o começo do Governo Lula ele teve outros ocupante que não o Gilmar Mendes. Pena que TODOS os ministros, como foi dito acima, façam parte do complô pro-FHC que vossa senhoria denuncia, né?
Abraço
Kbção em setembro 19, 2008 4:02 PM
#36
Com menção de Cuba e Coréia do Norte, é perda dupla. Perda da discussão atual e perda acumulada para a próxima.
Idelber em setembro 19, 2008 4:02 PM
#37
Aham, mas Lula é melhor que FHC justamente por isso: ele tem objetivos claros, ele escuta seus assessores e não quer reinventar a roda a todo momento.
André Kenji em setembro 19, 2008 4:04 PM
#38
Pablo e Idelber, como fazia tempo que não freqüentava o blog, esqueci da regrinha...kkkkkk
Pode manter o texto e deixar só a Coréia do Norte...kkkkkkk
Kbção em setembro 19, 2008 4:06 PM
#39
Penitencio-me. Retire a Coréia também...kkkkkk
Mas e o tal modelo alternativo? kkkkkk
Kbção em setembro 19, 2008 4:08 PM
#40
Eu realmente acho que há algo de freudiano no ódio a FHC. Nunca votei nele, nem sei se votaria, mas que certas pessoas tem uma relação estranha com o Príncipe, isso lá tem. O mesmo se dá com os economistas da época. Uma coisa é uma Míriam Leitão, ou outros comentaristas. Ou mesmo um janotinha como o Gustavo Franco. Mas Pedro Malan e
O Lula está seguindo basicamente a política dita "neoliberal", com algumas cerejas estatistas. O Peru, o Chile, a Colômbia, todos idem, e todos vão muito bem, obrigado.
O Fujimori foi enxotado por corrução e crimes contra os direitos humanos, e não por causa da política econômica - ao que me lembro.
Esta história de que o FHC se remói pelo sucesso de Lula na política externa é balela. Com toda certeza o sujeito é vaidoso a não poder. Mas arrogante e ressentido, creio já haver demonstrado não ser. A política externa de FHC foi fraca, vacilante, mas no essencial não distou da tradição diplomática brasileira. Mais: no principal, ou seja, recuperar credibilidade e trazer investidores, até que foi boa, embora a mania do câmbio fixo tenha desfeito boa parte do trabalho. Já Lula fez propaganda da liderança sul-sul, tudo para ver a rodada Doha ir por água abaixo. Celso Amorim deu alguns vexames graves. A China nos passou para trás duas vezes. A relação com a África e o Oriente Médio vai bem, mas não vejo em que os tucanos atrapalhariam. De qualquer forma, ver Lula elogiar regimes de ditadores e assassinos não realmente um idílio. E aqui pela América Latina... bem, por mais que seja importante a questão regional, digamos que em termos das grandes questões mundiais é terceira divisão. E, ainda assim, a liderança que existe é tanto por obra de Lula quanto pela simples realidade geopolítica - o peso do país no contexto sub-continental. E não nos esqueçamos que Lula foi um dos que se iludiu com Chavez, tudo para agora, toda vez que temos que nos rebolar para suplantá-lo e não deixá-lo fazer dos palcos da diplomacia seu teatro anti-imperialista mofado, alguns venham dizer que Lula é hábil... Há que se elogiar a sua atual capacidade de controná-lo, mas lembremos que ele foi um dos que mais deu corda para o Maluco de Caracas. Não faz nada demais em praticar uma política de redução de danos após a intoxicação.
Além disso, numa das principais questões do continente, a guerra na Colômbia, convenhamos, o Brasil poderia ter feito bem mais do que lavar as mãos.
Por fim, tratar o ProUni como grande feito educacional do governo só pode ser brincadeira. Isso depois de anos e anos a gente ouvindo que os tucanos "privatizaram" o ensino dando dinheiro para as univercidades da vida...
João Paulo Rodrigues em setembro 19, 2008 4:09 PM
#41
Gostaria de fazer apenas uma pergunta sobre esses dados:
Lista da Heritage Foundation sobre liberdade econômica (do mais livre para o menos livre)
Os 15 mais livres
1 - Hong Kong
2 - Singapura
3 - Irlanda
4 - Australia
5 - Estados Unidos
6 - Nova Zelândia
7 - Canadá
8 - Chile
9 - Suiça
10 - Inglaterra
11 - Dinamarca
12 - Estônia
13 - Holanda
14 - Islândia
15 - Luxemburgo
Os 15 menos livres
157 - Coréia do Norte
156 - Cuba
155 - Zimbabue
154 - Líbia
153 - Burma
152 - Turkmenistão
151 - Iran
150 - Bielorússia
149 - Bangladesh
148 - Venezuela
147 - Guinea Bissau
146 - República do Congo
145 - Burundi
144 - Syria
143 - Angola
Se vocês quiserem podem cruzar essa lista com a lista do IDH. Fiquem a vontade.
Agora você realmente acham que não há a menor relação entre liberdade econômica e prosperidade? Acham realmente que mais regulação e mais governo proporcionam uma melhora de vida para a população?
Mais uma questão. A URSS era, confome a teoria econômica socialista, um mar de regulação, um oceano de governo, um universo de intromissão governamental na economia.
Porque quebrou?
P.S.: Nem vou entrar no mérito sobre essa crise, pois já ficou evidentes que mesmo sabendo que essa criese não foi provocada pelo "mercado" muito menos pelo liberalismo já que a causa foi uma patacada do governo ao dar incentivos artificiais às duas GSEs, as pessoas continuam a repetir mantras. Se alguém lhes perguntar os mecanismos que levaram a essa crise, duvido que consigam explicar.
Pablo Vilarnovo em setembro 19, 2008 4:10 PM
#42
Citou o ranking de países mais "livres" da Heritage Foundation, perdeu também.
O Comitê Central ainda está decidindo se as penas por citar a Heritage Foundation serão idênticas às penas por citar Cuba e Coréia do Norte, ou se serão penas alternativas.
Idelber em setembro 19, 2008 4:12 PM
#43
No caso do Brasil é mais complicado já que há pontos que tanto quanto liberais mais conservadores quanto sociais-democratas concordam, ou deveriam concordam. O excesso de proporção da carga tributária em impostos sobre consumo(Não em propriedade ou renda) cria evasão fiscal e é injusto, a burocracia no país é insana, falta competição em vários setores da economia(Bancos, por exemplo).
André Kenji em setembro 19, 2008 4:13 PM
#44
Aliás, as pessoas tendem a confundir pragmatismo econômico com liberalismo.
Nem Lula e muito menos FHC são liberais.
Infelizmente como no Brasil ainda existem anacronismos como stalinistas, maoistas, trotkistas dependendo da posição no espectro esquerdista que se está, quem está a sua direita é o liberal... quer dizer o neoliberal de plantão...
Então para o PCO o PSTU é de direita que por sua vez acha o PSOL de direita que por sua vez acha que o PT é de direita que por sua vez acha que o PSDB/PPS são de direita que acham que o DEM é de direita.
Isso, para um liberal, é divertidíssimo.
Pablo Vilarnovo em setembro 19, 2008 4:15 PM
#45
Idelber, torcer fanaticamente pelo Galo amanhã redime meus pecados? hehehehehehe
Kbção em setembro 19, 2008 4:18 PM
#46
"Agora você realmente acham que não há a menor relação entre liberdade econômica e prosperidade?"
Haver existe, mas o ranking da Heritage é desfuncional. Até alguns anos atrás algumas das piores burocracias da Europa(Alemanha e França, por exemplo) apareciam nas primeiras posições. E o problema é que a lista das ultimas posições bate com a lista de inimigos do Departamento de Estado Americano. Líbia quase nas mesmas posições que a Coréia do Norte? ;-)
André Kenji em setembro 19, 2008 4:18 PM
#47
Idelber - Pode ser o IDH também... Serve.
André - Sabe porque não há competição entre os bancos no Brasil?? Dois motivos: o primeiro é que possuimos uma das maiores taxas de juros reais no mundo e o segundo é que há no Brasil um tomador de crédito bancário que é tão grande, mas tão grande que praticamente os bancos nem precisariam emprestar dinheiro para a população para ter lucro.
Um Chambinho (aquele do coraçãozinho) para quem adivinhar quem é esse tomador de crédito...
Pablo Vilarnovo em setembro 19, 2008 4:20 PM
#48
Que isso rapá!!! Gadafi (ou Kadafi, como queiram)e Bush são quase irmãos agora!!
Pablo Vilarnovo em setembro 19, 2008 4:23 PM
#49
Acabei de ouvir um desses no rádio. Mailson da Nobrega. Não dão o braço a torcer, e ainda pontificam sobre como foi necessário despejar bilhões dos contribuintes para salvar o capitalismo de um "risco sistêmico"... É a mesma naturaldiade com que no passado os fazendeiros defendiam o voto censitário. O mundo mental desse pessoal não admite mudança de paradigmas, nem quando a realidade mostra que o apradigma é uma ficção.
s leo em setembro 19, 2008 4:28 PM
#50
Ainda me chicoteando pelas heresias, gostaria de esclarecer meu ponto, a nêmesis regulatória que fatalmente virá durante a crise não fará que a economia americana saia do receituário liberal clássico, tampouco a aproximará dos devaneios estatistas de certa esquerda tupiniquim...
P.s.: Idelber, quando for o momento de parar com os auto-castigos, por favor, me avise...kkkkkkk
Kbção em setembro 19, 2008 4:31 PM
#51
Pablo
A taxa Selic é o de menos aí. Não só há uma alta proporção de ativos bancários na mão do governo como há burocracia para impedir a entrada de concorrentes e a política da venda de folhas de pagamento faz com que os bancos prefiram brigar para ter a folha de prefeituras que para atrair clientes.
André Kenji em setembro 19, 2008 4:31 PM
#52
Tá vendo? Adianta demonstrar por A + B que essa crise teve origem dentro do governo americano? Teve origem não no mercado mas sim em uma situação fora mercado?
Adianta?
Pablo Vilarnovo em setembro 19, 2008 4:32 PM
#53
manchete do www.superesportes.com.br sobre a renúnica do Ziza:
Crise: Galo pode ficar acéfalo até segunda
o galo não tava acáfalo há anos?
Jasão em setembro 19, 2008 4:35 PM
#54
A crítica ao péssimo governo FHC não tem origem freudiana. Tem origem na seção "Séries Históricas" do site www.bcb.gov.br.
Os péssimos governos dogmáticos de Fujimori, Menem, Salinas de Gortari e Sanchez "Goni" de Lozada renderam a eles o exílio.
enio em setembro 19, 2008 4:36 PM
#55
O viraoovo está pertubando por aqui?
So nos resta bradar:ó tempora, ó mores "Quo usque tandem abutere, Viraovo, patientia nostra? Quam diu etiam furor iste tuus nos eludet? quem ad finem sese effrenata jactabit audacia?"
bia em setembro 19, 2008 4:42 PM
#56
Pablo e André,
Pergunta tipo inguinorante mesmo. Sem ironia.
A crise não tem nada a ver com bancos comprando títulos, vendendo seguros e coisas dos gênero (vejam a minha ignorância), sem nenhuma regulação, e os norte-americanos hipotecando suas casas em bancos que não tinham dim-dim, mas só este papelório adquirido livremente, no mercado, sem que o estado dissesse "não, isso num pode"?
Nadica de nada?
João Paulo Rodrigues em setembro 19, 2008 4:44 PM
#57
Enio, video com FHC sendo HUMILHADO na BBC de Londres no youtube. SO A VERDADE SALVA E LIBERTA!
bia em setembro 19, 2008 4:46 PM
#58
João - É claro que tem!!! Puxa, gostaria muito que você tivesse lido o link que postei sobre o pronunciamento de Ron Paul. Lá explica tudin... isso em 2003.
Se não souber inglês, avisa que eu te mando a tradução. Infelizmente não tem link...
Pablo Vilarnovo em setembro 19, 2008 4:49 PM
#59
Menem, Fujimore e et caverna foram de um certo modo punidos, mas FHC, igual a alma penada, ficou conspirando contra a democracia por aqui. ô Brasilzim sem sorte.
bia em setembro 19, 2008 4:49 PM
#60
O vídeo é este.
Por que o homem não dá a entrevista em português, meu deus do céu... Um ex-chefe de estado, se prestando àquilo... É triste.
Idelber em setembro 19, 2008 4:50 PM
#61
Afinal, é Ron Paul ou Ru Paul? Sempre fica a dúvida.
enio em setembro 19, 2008 4:54 PM
#62
Não via debate assim citando a Heritage Foundation desde que saí do orkut, pensei até que tinham parado com isso.
Me mantenho na opinião que o ruim não é o mercado ou o governo, mas as respostas simples demais.
Me considero um liberal, tendo a concordar que o problema veio do governo e não do mercado, mas até aí, não sei como que os EUA preveniriam uma crise sem salvar as hipotecárias (já a AIG eu não entendi tanto); mas vale lembrar que eles deixaram a Lehman Brothers falir e eu li em algum lugar que os acionistas da AIG estão levantando fundos pra comprar a empresa de volta.
No mais, é isso, pessoal, da esquerda ou da direita, se quiser continuar com o debate ideológico vai em frente, na internet não tem problema, me entristece ver ministro e presidente entrando nessa - eu sou a favor do mundo não ir a falência e que estudássemos o "como" sem escolher times e respostas de uma linha.
Sblargh em setembro 19, 2008 4:55 PM
#63
Ênio,
É claro que pode haver outras razões para o ódio ao FHC. Mas em se tratando de ódio, é preciso que o objeto seja abjeto. Eu não vou odiar um presidente mediano ou mesmo ruim. Aliás, mesmo um governante péssimo não precisa receber uma carga de ódio. Depende do motivo. Há várias razões para ser um péssimo governante.
Com FHC algumas pessoas reagem como se nada de bom tivesse surgido sob sua batuta. Ora, isso só poderia levar a que o governo seguinte de oposição fosse seu antípoda. E que desfizesse tudo que ele fez. Palocci, Dirceu, Mantega, Dilma e o próprio Lula sabem bem que não é assim, tanto que não vimos nenhuma revolução entre um governo e outro.
Além do mais, como tudo na história, cada governo tem o seu contexto. Creio que o FHC no atual contexto faria um governo fraco. Seu 2o mandato já mostrou que ele não soube, não quis e não pode (pelos efeitos que suas escolhas criaram) introduzir novos elementos que o Lula soube, como o Bolsa Família, aumento do salário mínimo e outros. Mas deve-se lembrar que Lula em 89 ou em 94 seria um desastre, quase certamente. Não tinha uma burocracia interna já adaptada e preparada para a nova economia dos anos 90. E não teria tido tempo de se adaptar. Se fizesse algo como o Plano Real, teria alienado de forma avassaladora sua base, sem conseguir apoio em outro lugar.
Assim, que bom que o PT e Lula amadureceram entre 1994 e 2002. Pena que o tenham feito ainda com a retórica de antes e maldizendo tudo o que veio antes, e adotando as mesmas práticas que antes condenavam.
E o site que você indicou, confesso... não entedio lhufas ao que veio.
Mais uma vez: Fujimori não se exilou por conta de problemas relativos a privatizações ou abertura de mercado. Idem para Gortari. Da mesma forma que Lula não é Chavez ou Evo, e que Evo não é Chavez ou Lula, FHC não é nenhum daqueles criminosos que você apontou.
João Paulo Rodrigues em setembro 19, 2008 4:58 PM
#64
Pô, eu não to vendo nessa entrevista com o FHC onde ele foi "arrasado" ou coisa do tipo.
O entrevistador foi duro e FHC respondeu bem.
Aliás, me deu inveja da Inglaterra por eles terem um entrevistador dizendo para o presidente "você não resolveu!"
No fim, acho que foi uma entrevista muito boa e tanto o entrevistador fez ótimas perguntas quanto o Fernando Henrique deu ótimas respostas e depois de ver isso, eu estou um pouquinho mais PSDB. (oh céus, que triste)
Sblargh em setembro 19, 2008 5:05 PM
#65
O jornalista e economista Luis Nassif denunciou em seu blog um acordo sujo entre o PIG e Lula. Após a denúncia, os ministros Tarso e Dilma ligaram para ele e deram as explicações necessárias. Enfim, graças a coragem do jornalista, um incansável lutador e defensor da ética, no jornalismo e na política, o presidente Lula recuou e não foi adiante com este plano estúpido que poderia ameaçar seu governo.
http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=9029
Não entendo porque muitos blogs ignoram o inestimável serviço prestado por Luis Nassif para a democracia brasileira.
LUIS NASSIF SALVOU O GOVERNO LULA!
LUIS NASSIF SALVOU O BRASIL!
Bino em setembro 19, 2008 5:06 PM
#66
Bino - Meu Deus...
Sério, isso só pode ser sacanagem... é pegadinha não é?? Onde está a câmera??
Pablo Vilarnovo em setembro 19, 2008 5:10 PM
#67
Ricardo (29),
Valeu cara!!!! Quase me mato de rir!!!!
aiaiai em setembro 19, 2008 5:13 PM
Bino em setembro 19, 2008 5:18 PM
#69
As razões para criticar o péssimo governo FHC podem ser encontradas nas estatísticas do Banco Central (www.bcb.gov.br).
É curiosa a avaliação de imaturidade do Lula no passado. Foram os PhDs do PSDB que arrarasaram o Brasil nos anos 90. Quebraram o Brasil em 1995, 1997, 1998, 1999, 2001 e 2002.
E depois, jogam a culpa numa falta de liberalismo que sequer os Estados Unidos têm.
O problema do "liberalismo vulgar" no Brasil é o dogmatismo, o pensamento o "mais realista que o rei". E diziam que o marxismo era dogmático.
Se o Bush vai bancar centenas de bilhões de dólares para o mercado podre, como pode o mercado ser por princípio mais eficiente?
Só o dogma explica.
enio em setembro 19, 2008 5:19 PM
#70
Pablo,
dá uma olhada no link que o Ricardo postou no comentário 29...dai depois a gente conversa...faça humor não faça guerra!
aiaiai em setembro 19, 2008 5:20 PM
#71
João Paulo Rodrigues
Mas isso é resultado em grande parte de uma taxa de juros artificialmente baixa e de um déficit público elevado. Por mais que não seja ainda pior que 1987.
André Kenji em setembro 19, 2008 5:27 PM
#72
Esse Bino é mesmo do balacobaco...Nunca ri tanto...
Kbção em setembro 19, 2008 5:52 PM
#73
Kbção,
vem cá meu caro: você não consegue de jeito nenhum argumentar sem xingar seu interlocutor? que idade você tem? além de vir com um discurso inflamado de defesa dos indefensáveis, ainda me xinga? e o pior, citando cuba e coréia do norte?
cresce, meu caro. com você eu não converso mais.
Radical Livre em setembro 19, 2008 5:56 PM
#74
aiaiai - A animação é ótima... e foi exatamente isso que aconteceu. Só faltou o básico que foi falar porque os preços dos imóveis "irão aumentar sempre"...
Pablo Vilarnovo em setembro 19, 2008 5:57 PM
#75
Essa crise americana tem de ser vista dentro de um contexto econômico amplo.
E ela é apenas a ponta do iceberg, resumi-la ao plano da crise no mercado imobiliário é simplismo.
As questões são: Quanta grana o governo americano ainda vai ter de gastar para equilibrar isso daí? Como conciliar isso com os déficits comerciais e públicos? E com os gastos militares?
Isso vai implicar em mais endividamento do EUA e em maior enfraquecimento do dolar.
Isso é uma daquelas crises ciclícas do capitalismo que redefinem o equilbrio de forças no mercado.
E, óbvio, essa reação americana à crise não é uma política liberal.
Liberalismo é deixar a mão ivisível do mercado regular a situação, posto que isso é o instrumento genuinamente liberal para a resolução de uma crise.
Já essa medida tomada pelo governo americano é no minímo social-liberal--o que na prática tem sido os EUA pós-new deal.
PS:Quanto à declaração do presidente, digamos que de vez em quando, Lula lembra que ele ainda é Lula.
Hugo Albuquerque em setembro 19, 2008 5:57 PM
#76
Bino,
você passou a semana inteira correndo de blog em blog repercutindo esta matéria - você acha que alguém aqui não leu?
Radical Livre em setembro 19, 2008 6:05 PM
#77
ó tempora, ó mores "Quo usque tandem abutere, Viraovo et cavernas, patientia nostra? Quam diu etiam furor iste tuus nos eludet? quem ad finem sese effrenata jactabit audacia?"
bia em setembro 19, 2008 6:29 PM
#78
Richard Fuld, que continua presidente do Lehman Brothers, botou no bolso, entre 1993 e 2007, quase meio bilhão de dólares.
veritas em setembro 19, 2008 7:03 PM
#79
Ênio,
Como já me defini antes, só posso apelar para o campo da política. Quer dizer, do alto de meus parcos conhecimentos de economia, creio que não foram exatamente os economistas tucanos que quebraram o Brasil nas crises mencionadas, à exceção de 99, por causa de um câmbio artificial, de uma aposta errada. As crises vieram de fora, e me parece que se estivéssemos com as políticas tentadas nos anos 80, o Brasil quebrava de mesma maneira - se não fosse pior.
Ainda assim resta a hipótese da política, de pensarmos como teria sido se o governo fosse do PT, com o que se pregava então.
Com relação às estatísticas, creio que elas não falam por si. De qualquer forma, o site é grande, e da página inicial, a não ser que eu tenha muito tempo, não consigo achar ao que exatamente você se refere. Agradeceria se fornecesse o link exato.
Um abraço.
João Paulo Rodrigues em setembro 19, 2008 7:19 PM
#80
Buááááááá, tô de mal também, viu? (kkkkk) Com essa vitimizaçãozinha barata, quem tem que perguntar a idade do Radical sou eu... Não xinguei vossa senhoria, apenas disse o seguinte: ou você não leu o comentário do Enio, ou, se leu, não entendeu. Quando quiser ficar de bem, é só, mentalmente, juntar as pontas dos indicadores e mandar um sinal, tá?(hehehe)
Kbção em setembro 19, 2008 7:26 PM
#81
Radical, antes que me esqueça, além de não ter lhe xingado, no meu comentário deixo bem claro onde estava o erro do Ênio: dizer que se o Vargas Llosa tivesse sido eleito iria responder por corrupção e negligência administrativa por adotar o tal receituário do Consenso de Washington é a maior baboseira. Taí o Lula pra provar isso... De lambuja, mesmo me sentindo um pouco ridículo, elenquei três objeções a tola teoria conspiratória que vocês trombetearam. Estou até agora à espera de resposta...
Kbção em setembro 19, 2008 7:39 PM
#82
Clap clap clap...
Pra variar, só me resta dizer... onde eu assino mesmo!
Muito bom mesmo!
Sérgio F. Lima em setembro 19, 2008 8:02 PM
#83
Prezado Pablo,
Havia pulado o link. Já o li. Creio o haver entendido.
Mais um pergunta, então: você crê que então o que teria ocorrido seria apenas uma quebradeira no nível da queda da Nasdaq, algo que não levaria ao pânico e às perdas de agora? Ou nem isso?
João Paulo Rodrigues em setembro 19, 2008 8:08 PM
#84
Parte de artigo escrito por Chico Villela em fim 2006: "Quanto ao mercado imobiliário, o comunicado público apresenta números e dados sólidos. O panorama já vem se deteriorando: em 2006, houve mais de 1,2 milhão de arrestos (retomada das moradias pelos credores financeiros após três meses de atraso nos pagamentos), que afetaram entre 4 e 5 milhões de pessoas. Nos estados de Colorado, Ohio, Califórnia e Texas, as retomadas atingem 1 em cada 40 moradias; a média para o país é de 1 para cada 92. Em 2007 esse número deve duplicar: em janeiro, o número de retomadas cresceu 19%. A maior parte dos empréstimos terá de ser refinanciada com juros altos para patamares que milhões não conseguirão pagar. Abril marcará então o reinício de maciças retomadas."
milena em setembro 19, 2008 8:17 PM
#85
eu acho que é desviar DEMAIS do debate levantar q economia nao é ciencia pq nao permite experimentaçao. vejo tanto problema nessa linha de raciocionio. legitima qualquer coisa uma linha dessa. qualquer coisa.
mary w em setembro 19, 2008 8:27 PM
#86
HUMILHADO NA ENTREVISTA BBC FHC FOI. MAS, COMO GRANDE CARA DE PAU SEGUROU FIRME NA CADEIRA. O JORNALISTA DA BBC TEM RAZÃO. EM NUMEROS, QUE NÃO MENTEM, DIFERENÇA GRITANTE ENTRE GOVERNO LULA E DESGOVERNO FHC: Emprego com carteira assinada: Lula, nos 6 anos e 4 meses: 10 milhões e setecentos mil.FHC: detonou 16 milhões de empregos com carteira assinada Média anual de empregos gerados : Lula: 1,14 milhão FHC: 87,5 mil
Média mensal de empregos gerados: Lula: 95 mil FHC: 7,29 mil
Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas : Lula: 8,3% FHC: 11,7%
Exportações (em dólares): Lula: 118,3 bilhões ;FHC: 60,4 bilhões
Balança comercial (em dólares): Lula: 103,3 bilhões ;FHC: - 8,4 bilhões
Transações correntes (em dólares): Lula: 30,1 bilhões ;FHC: - 186,2 bilhões
Risco-país: Lula: 204 ;FHC: 2.400
* No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.
Inflação: Lula: 2,8% ; FHC: 12,53%
Dívida com o FMI (em dólares): Lula: dívida paga ;FHC: 14,7 bilhões
Dívida com o Clube de Paris (em dólares ): Lula: dívida paga ;FHC: 5 bilhões
Dívida pública : Lula: 34,2% ;FHC: 35,3%
Dívida externa: Lula: 2,41% ;FHC:12,45%
Investimento em desenvolvimento (em reais): Lula: 47,1 bilhões ;FHC: 38,2 bilhões
Empréstimo para habitação (em reais): Lula: 4,5 bilhões ;FHC: 1,7 bilhõesValor salário mínimo em dólar: Lula 250 dólares; FHC: 60 dólares
bia em setembro 19, 2008 8:30 PM
#87
Idelber, desculpe o off. Você faz idéia de quem "contratou" aquele grupo de jovens negros que apareceram no comício do Obama segurando cartazes com inscrições estapafúrdias como "Negros contra Obama" e - absurdo dos absurdos! - "Klu Klux Klan"? Esse tipo de coisa me chateia muito mais do que qualquer propaganda mentirosa da extrema direita.
Bruno Ribeiro em setembro 19, 2008 8:35 PM
#88
Nem idéia, Bruno, mas não demanda muita argúcia supor, me parece.
Idelber em setembro 19, 2008 9:08 PM
#89
OK, bia. Agora explique como o Lula fez tudo isso sozinho, assim, do nada, uma vez que:
A política monetária é a mesma desde a desvalorização do real;
A política fiscal é a mesma;
A equipe do Banco Central é a mesma, e a política de juros idem;
Manteve a idéia de metas de inflação e o combate a mesma como prioridade (lembrando que este é um dos pilares do Plano Real);
Não houve estatizações e nem se reverteram as privatizações;
Não causou grande desequilíbrio nas contas pública;
Não mexeu nas regras da bolsa de valores;
E manteve a política de abertura comercial.
Veja, eu sou ignorante nestas matérias, mas creio que não há ninguém a refutar que, nestes aspectos gerais, não houve mudança.
Tanto é assim que, um bom exercício para avaliarmos o quanto Lula mudou o Brasil por força de tudo o que trouxe de diferente, seria imaginar se:
Ele poderia ter aumentado o salário mínimo como, acertadamente tem feito, da mesma forma entre 94 e 2000 (creio que após isso já teria sido possível);
Ele teria "pago" a dívida no mesmo período;
Ele teria criado o Bolsa Família no mesmo período;
Ele teria feito os "investimentos" com a máquina pública, a dívida e a inflação como estavam em 94;
Ele teria inventado crédito quando não havia de onde tirar dinheiro para tanto.
Ele teria "criado" carterias assinadas quando a economia patinava.
Ainda assim, acho que Lula acertou em alguns lugares:
Refinou a política quanto ao uso das reservas cambiais, que é o que permitiu "pagar" a dívida, nunca esquecendo que isso também foi ajudado pelas exportações, sobre as quais Lula teve efeito muito pequeno.
Começou (e oxalá continue) a aumentar o mínimo quando pôde.
Unificou os programas sociais e acertou o cadastro do Bolsa Família.
Aumentou o crédito ao pequeno e médio produtor rural.
João Paulo Rodrigues em setembro 19, 2008 9:44 PM
#90
Acabei de ler que num artigo deste mês o McCain defende um sistema de seguro-saúde privado nos moldes concorrenciais do sistema bancário americano, esse mesmo que acabou de falir. Inacreditável! Mas fiquei me perguntando onde o Obama vai arranjar dinheiro para instalar um sistema nacional de saúde pública? Esse crise do sistema financeiro, com os encargos assumidos pelo governo federal, não traz complicações para o programa econômico do Obama?
Vera em setembro 19, 2008 10:35 PM
#91
Você faz idéia de quem "contratou" aquele grupo de jovens negros que apareceram no comício do Obama segurando cartazes com inscrições estapafúrdias como "Negros contra Obama" e - absurdo dos absurdos! - "Klu Klux Klan"?
Deve ser este pessoal:
http://www.nbra.info/
André Kenji em setembro 19, 2008 11:23 PM
#92
CAralho de inglês ruim do FHC!
8-P
chapei aqui...
Jasão em setembro 19, 2008 11:53 PM
#93
Beleza, André! Mas que site mais esquisito este, hein? Quando a gente acha que já viu de tudo nesse meio...
Bruno Ribeiro em setembro 20, 2008 12:34 AM
André Kenji em setembro 20, 2008 1:27 AM
#95
"FHC é um afanador contumaz.
Não pode ver um sucesso alheio, que ele, tal qual um cleptomaníaco, quer logo passar os cinco dedos.
Quis afanar o Plano Real de Itamar Franco, e sempre quer afanar os sucessos do governo Lula.
A nova tentativa é querer afanar o Grau de Investimento atribuído ao Brasil, como sendo resultado do ele plantou.”
[ZA]
"Grau de investimento é análise de crédito. Expressa o risco de quem empresta dinheiro de levar um calote.
O principal indicador é o tamanho da dívida em relação ao PIB.
FHC endividava o Brasil para cobrir os rombos que ele produziu (mesmo vendendo o patrimônio via privataria). Então ele afastou-se como ninguém do Grau de Investimento.
Lula, mesmo conseguindo aumentar gastos sociais, fez um governo de austeridade nos outros gastos e foi implacável no combate à sonegação. Conseguiu cobrir muitos rombos deixados por FHC, e por isso, o Grau de Investimento veio.
O governo Lula é muito mais do que a estabilidade econômica. É uma revolução social entre os mais pobres, são milhões de pobres que emergiram para a classe média. É o fim da fome e da miséria absoluta. É a retomada do crescimento econômico, da geração de empregos, de construção da infra-estrutura nacional. É a reconstrução dos serviços de educação, saúde e segurança prestados pelo Estado ao cidadão.
FHC não tem nada para mostrar a que veio seus 8 anos de mandato. Então segura-se na bandeira da estabilidade econômica. Mas a estabilidade foi conquistada por Itamar Franco em 1994. Quando tornou-se presidente, FHC, na verdade, destruiu os fundamentos construídos em 1994, em seguidos rombos. Foram anos perdidos.
O que se chama de política econômica, não passa de contabilidade e matemática financeira. Lula fechou as contas no azul. FHC fechou no vermelho. Por isso o Grau de Investimento veio agora.
O Plano Real começou com Marcílio Marques Moreira no Min. da Fazenda de Collor, que recompôs reservas em dólar para lastrear uma moeda forte. Se Collor não tivesse caído, ele teria lançado o plano Real do mesmo jeito. Não havia nada de novo. Era cópia do que a Argentina já tinha feito, com uma pequena diferença: a rigidez da paridade do dólar lá, e a flexibilidade das bandas cambiais aqui.
Tivesse FHC aproveitado o bom momento deixado por Itamar (que fez um ajuste fiscal rigoroso) e mantido as contas no azul, o Grau de Investimento teria vindo com FHC.
Sofremos à toa durante os últimos 5 anos de FHC e o Grau de Investimento chegou tarde por causa de FHC e não graças a ele.
FHC também quis afanar o Plano Real de Itamar Franco. FHC teve um papel importante como Ministro da Fazenda, mas nem ele era economista (foram os economistas que cuidaram da parte técnica), e nem ele o comandante. O Plano Real foi uma criação coletiva de muitos, e o comandante era o Presidente da República: Itamar Franco.
FHC foi parte do todo. Outros ministros foram tão importantes para o plano Real como ele. Dorothea Werneck e outro tucano, Walter Barelli, articularam pactos salariais com trabalhadores como o Vicentinho (na época presidente da CUT), e controle de preços com empresários. Itamar Franco e seus ministros políticos, como Henrique Hargreaves, articularam a sustentação no Congresso (inclusive fisiológica) para aprovação do plano e para fechar as contas de seu governo no azul.
FHC foi apenas um de muitos ministros da fazenda de Itamar Franco. Foram importantíssamos também para a sustentação do Plano Real, outros ministros como Ciro Gomes e Rubens Ricúpero (inclusive para ajudar a eleger FHC em 94, como mostrou o episódio da parabólica).
Itamar Franco tem outros defeitos. Ninguém questiona sua honestidade pessoal, mas anda em péssimas companhias: emprestou seu nome para ser vice de Collor. Escolheu FHC para sucessor, e anda apoiando Aécio Neves para 2010.
Mas quanto ao plano Real, a César o que o que é de César: Itamar Franco foi o presidente responsável.
E quanto ao Grau de Investimento, as honras são de Lula.
FHC é a maior de todas enganações que o PIG sempre vendeu para o distinto público.”
[ZA-OADPL]
biatrizalves em setembro 20, 2008 2:30 AM
#96
• “Em entrevista ao Jornal do Brasil, o ex-presidente Itamar Franco afirmou que Fernando Henrique assinou notas do Real quando já não era mais ministro:
- Eu me arrependo é de ter escolhido ele candidato. Tenho o maior respeito pela inteligência dele, mas ele errou. Ele já não era mais ministro (da Fazenda) e, mesmo assim assinou cédulas (de Real). Isso é a primeira vez que eu estou revelando. Isso é grave porque só poderia ter assinado a cédula o ministro Ricúpero (Rubens Ricúpero, que substitui FH de março a setembro de 1994, durante a implementação do Plano Real). O ministro Ricúpero foi o sacerdote do Plano Real. Mais até do que o FHC.
O ex-presidente FH assinou essas cédulas propositalmente, sabendo que não era ministro?
- Eu vi. Mandei verificar. Ele assinou, sem poder assinar. Ele sabia que sem o autógrafo, sem ele na cédula do real, ele não ganharia.
Quando apareceu a cédula do Real ele já não era ministro?
- Não. O Real começou a circular em 1º de julho. Daí o medo da equipe dele, porque estava muito próximo do processo eleitoral. Tinham aquelas dúvidas, mas o Ricúpero sustentou a continuidade.”
bia em setembro 20, 2008 2:32 AM
#97
• “Especialista em Direito Eleitoral da Universidade de Brasília, Tarcisio de Carvalho:
- Do ponto de vista eleitoral houve algo ilícito. Agora, para a configuração do abuso de poder político, não basta a simples prática da conduta ilícita, sendo necessário verificar se ela teve potencialidade de influenciar na lisura do pleito - considera Carvalho.
Alguém tem alguma dúvida da influência do Real na campanha? Lembram-se de FHC autografando cédulas?”
bia em setembro 20, 2008 2:34 AM
#98
E NADA PRO ITAMAR? O CHEFE PRESIDENTE? Canalhas e afanadores são vcs que estão a MORRER DE INVEJA!!!!!!!!Por que não te calas ou se vão EMBORA?? 64% DOS BRASILEIROS SÃO A FAVOR DE LULA E ELEGERÃO O SEU SUCESSOR: DILMA ROUSSEF.
bia em setembro 20, 2008 8:26 AM
#99
A obra de fhc, que a can...lha da direita defende:
Dívida externa em 1995 – ano em que FHC tomou posse => US$ 159,2 bilhões
Relação dívida externa X PIB em 1995 – ano em que FHC tomou posse => 19,9%
Dívida externa em 2002 – ano em que FHC deixou o Governo => US$ 210,7 bilhões
Relação dívida externa X PIB em 2002 – ano em que FHC deixou o Governo => 41,8%
Dívida interna em janeiro de 1995 – quando FHC tomou posse => R$ 108,6 milhões
Relação dívida interna X PIB em janeiro de 1995 – quando FHC tomou posse => 20,7%
Dívida interna em dezembro de 2002 – quando FHC deixou o Governo => R$ 654,3 milhões
Relação dívida interna X PIB em dezembro de 2002 – quando FHC deixou o Governo => 37,4% percentual
bia em setembro 20, 2008 8:38 AM
#100
O que o PIG não publica:
"Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap".
Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro
"Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha).
O "inverno do ano de 1969" era fevereiro de 69.
Fundação Ford
Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos.
E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.
Agente da CIA
Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos.
Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias.
Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.
Quem pagou
Acaba de chegar às livrarias brasileiras um livro interessantíssimo, indispensável, que tira a máscara da Fundação Ford e, com ela, a de Fernando Henrique e muita gente mais:
"Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura", da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editado no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro).
Quem "pagava a conta" era a CIA, quem pagou os 145 mil dólares (e os outros) entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique foi a CIA. Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas:
"Consistente e fascinante" ("The Washington Post"). "Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" ("Spectator"). "Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" ("The Times").
Milhões de dólares
1 - "A Fundação Farfield era uma fundação da CIA... As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas" (pág. 153).
2 - "O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça..." (pág. 152). "A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria" (pág. 443).
3 - "A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares... Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos... com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos" (pág. 147).
FHC facinho
4 - "Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante" (pág. 123).
5 - "Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão
e no Brasil"
(pág. 119).
6 - "A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana" (pág. 45).
Fernando Henrique foi facinho.
bia em setembro 20, 2008 8:42 AM
#101
Bia (é a mesma biatrizalves?):
FHC, como demonstra a entrevista na BBC e outras, nunca negou o papel do Itamar no Real. Agora, me diga uma coisa: quem bolou o plano, o Henrique Hargreaves? Faça-me o favor. Quem você acha que eram os economistas “técnicos” citados acima, ligados a quem? Veja que o raciocínio é especioso: o Plano Real é complexo, feito a muitas mãos (o que não é errado), já as conquistas de Lula vieram assim, de supetão, obra do nosso magno líder...
Lula não é austero nem aqui nem na China. O que há é um aumento brutal na arrecadação. A diminuição da sonegação não dá conta disso.
Quanto ao grau de investimento, o sujeito aí do texto está certo, embora a engenharia monetária não tenha nada de “petista”, já que Lula blindou Palocci e Meirelles dos palpites das bases do partido. O que é de se elogiar.
A parte sobre revolução é puro ufanismo. Fome já não existe faz tempo, ao menos em escala marcante. A parte do salário na renda nacional ainda é muito baixo. A massa com carteira assinada ainda é a metade da população. Falar em classe média quando se a considera como com renda de 1.200 reais é um pouco complicado. Não desmereço aqui os avanços conseguidos. Mas nada é tão sólido, e há ainda muito a fazer.
Depois, falar em reconstrução da educação, saúde e segurança, bem, você só pode estar brincando, certo?
Eu te daria um abraço se você não fosse uma autoritária, que deseja que os adversários deixem o país por que 64% aprovam o governante de turno. Não sou tucano, não voto no PSDB, mas não satanizo opositores. Sua declaração é uma catarse, da mesma que envolveu os republicanos com Sarah Palin. Passe bem com este tipo de gente.
PS: dispenso comentários sobre o Cebrap, onde tantos petistas e lulistas tiveram bolsas de estudos e apresentaram trabalhos, sem qualquer relação com suas opções políticas, como deve ser.
João Paulo Rodrigues em setembro 20, 2008 9:26 AM
#102
E o pior que o último comentário da Bia, na parte em que fala da Fundação Ford e seus tentáculos, bem que poderia ter saído da cachola do Olavo de Carvalho! hehehehehehe
Kbção em setembro 20, 2008 10:02 AM
#103
kBEÇÃO APRENDE A LER, O LIVRO "Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura", CUJAS PASSAGENS ESTÃO SENDO TRANSCRITAS AQUI É DE AUTORIA da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders.
Obra elogiadíssima pelo New York Time e The Washington Post. Pelo visto, para kbção e
João Paulo não passam de dois jonalecoszinhos de segunda categoria, sem qualquer credibilidade.
"Acaba de chegar às livrarias brasileiras um livro interessantíssimo, indispensável, que tira a máscara da Fundação Ford e, com ela, a de Fernando Henrique e muita gente mais:
"Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura", da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editado no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro).
Quem "pagava a conta" era a CIA, quem pagou os 145 mil dólares (e os outros) entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique foi a CIA. Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas:
"Consistente e fascinante" ("The Washington Post"). "Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" ("Spectator"). "Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" ("The Times").
bia em setembro 20, 2008 11:17 AM
#104
Corrigindo: OBRA elogiadissima pelo The Times, The Washington Post e Spectator. Mas entendo vcs dois são da estirpe da turma ideologica que defendeu que o Brasil não tinha PETROLEO e conspiraram contra a criação da PETROBRÁS. NADA COMO O TEMPO PARA MOSTRAR QUEM SÃO OS CANALHAS.
biatriz, a bia em setembro 20, 2008 11:22 AM
#105
Vocês viram a capa da Veja? Diz que o governo americano salvou o mundo. Eu não vou ler, mas pra mim soa como se um seqüestrador soltasse sua vítima do cativeiro e o jornal noticiasse: "Seqüestrador salva a vida de seu cativo".
lauro mesquita em setembro 20, 2008 11:48 AM
#106
Bia, relaxa. O livro deve ser bom mesmo. Eu apenas disse que essa teoria se assemelha à do Olavão, inclusive no que diz respeito ao príncipe-sociólogo. Quanto as suas baboseiras sobre o mito fundador, nem ouso comentar, tamanha a quantidade de disparates. O petróleo descoberto hoje no governo d'O Verbo, da Verdade Encarnada, da Revelação, é fruto de trabalho árduo realizado lá atrás e continuado pelo atual governo, felizmente. A quebra do monopólio e a atração do capital privado que possibilitou o ciclo, não é obra desse governo. Essa falta de perpectivismo, essa cegueira de matiz religiosa é digna de espanto. Quer dizer que antes d'O Messias chegar tudo era treva, né? Poupe-me.
Kbção em setembro 20, 2008 11:51 AM
#107
''As questões são: Quanta grana o governo americano ainda vai ter de gastar para equilibrar isso daí? Como conciliar isso com os déficits comerciais e públicos? E com os gastos militares?'' por Hugo Albuquerque
Respostas:
1) O New York Times prevê que o plano de estatização de ativos podres, pelo governo dos EUA, em poder dos bancos, custará entre US$ 500 Bilhões e US$ 1 Trilhão;
2) Não há como compatibilizar tantas novas despesas públicas, assim, com os já imensos e crescentes déficits público e externo. Isso é simplesmente inviável!
Hoje, o déficit público dos EUA já está em cerca de US$ 450 bilhões/ano e, com todas estas estatizações (Freddie Mac, Fannie Mae, AIG) e a ajuda ao setor financeiro, o mesmo irá crescer ainda mais. Aliás, ao estatizar, de fato, tais empresas, o que o governo dos EUA fez, na verdade, foi estatizar as dívidas que elas possuem ou garantem. Somente isso já elevou a dívida pública dos EUA em cerca de US$ 5 Trilhões, fazendo com que a mesma se aproxime dos US$ 15 Trilhões.
Além disso, os EUA entrarão numa forte recessão, e que deverá durar vários anos, o que irá diminuir ainda mais a arredação do governo, elevando ainda mais o déficit público.
Logo, não haverá outra opção ao governo norte-americano, seja qual for o próximo Presidente, senão o de promover uma forte redução dos gastos públicos (incluindo os militares) e de aumentar os impostos, a fim de impedir que o déficit cresça de forma incontrolável.
E o déficit externo, que já supera os US$ 800 bilhões/ano, também precisará ser substancialmente reduzido, pois representa 5% do PIB, anualmente, que é um nível altíssimo para qualquer país.
Os EUA estão, de fato, mega-endividados. Somando as dívidas do governo, das empresas privadas e dos consumidores, o valor total chega a espantosos US$ 52 Trilhões, 4 vezes mais do que o PIB do país, que é de US$ 13 Trilhões.
Os norte-americanos se endividaram de forma exagerada nas últimas décadas (as dívidas do país, a pública e a externa, começaram, para valer, mesmo, com a Guerra do Vietnã) e, agora, terão que apertar os cintos e começar a pagá-las.
3) A tendência é de que o dólar se enfraqueça cada vez mais, pois todos estes déficits e dívidas dos EUA assustam os credores do país, que são, basicamente, os países que possuem imensos superávits comerciais com os EUA (China, Japão, UE, Coréia do Sul, Taiwan). Tais países usam os recursos dos superávits comerciais para comprar títulos públicos norte-americanos, financiando, assim, os déficits público e externo dos EUA. Mas, com a crise financeira e o enfraquecimento do dólar, temos o início de uma 'fuga do dólar'.
Assim, ninguém mais quer comprar dólares ou títulos públicos norte-americanos e os investidores (públicos e privados) preferem trocar as suas reservas dos mesmos por outras aplicações mais seguras, como as que são cotadas em Euro, comprar Ouro, adquirir títulos públicos de outros países com contas mais equilibradas (como os países que possuem o 'investment grade', que é o caso do Brasil, por exemplo), etc.
O governo da China, por exemplo, já decidiu trocar US$ 700 bilhões das suas reservas (que totalizam US$ 1,8 Trilhão) por Euros e outras aplicações que não percam valor. Isso demonstra, de forma nítida, que o dólar não será mais reserva de valor.
A criação, por inúmeros países, dos chamados 'Fundos Soberanos' é uma forma de, na verdade, fugir do dólar, trocando as suas reservas em moeda norte-americana por outras moedas e aplicações mais estáveis e seguras (Euro, Ouro, etc).
Assim, o governo Bush, que é sustentado por uma aliança de neoliberais, neocons e fundamentalistas cristãos, pode ter conseguido fazer aquilo que nenhum movimento esquerdista ou qualquer nação socialista (nem a URSS) jamais conseguiu, ou seja, destruir com os fundamentos que sustentam o Império norte-americano.
Os EUA somente conseguiram sustentar a sua gigantesca e crescente máquina de guerra devido ao fato de que o Dólar era uma moeda forte, seu sistema financeiro era sólido e, por isso, o país não tinha dificuldade alguma em financiar os seus imensos e crescentes gastos militares, bem como as inúmeras guerras e intervenções militares que promoveram nas últimas décadas (Coréia, Vietnã, Iraque, Afeganistão, etc).
Com o seu sistema financeiro esfacelado e com o dólar valendo cada vez menos, ninguém mais será louco o suficiente de financiar o consumismo e nem os gigantescos gastos e déficits público e externo dos EUA.
Assim, hoje, a situação é a seguinte: quer jogar dinheiro no lixo: compre dólares! adquira títulos públicos dos EUA!
Bush conseguiu o impensável: consolidar o processo que dará um fim ao Império Norte-Americano.
Em 2004, acompanhei a votação que reelegeu Bush pela Internet, num grupo de discussão, e um dos integrantes do mesmo, que se dizia um esquerdista revolucionário, estava torcendo para que Bush se reelegesse, o que eu estranhei. Ele ficava lá, torcendo intensamente pela reeleição de Bush, dizendo 'Vamos lá Bushão, vamos lá Cowboy velho de guerra, vamos ganhar a eleição!!'.
Daí, ele justificou a sua posição dizendo que as políticas de Bush estavam, na verdade, enfraquecendo os EUA e, com a reeleição de Bush, a queda do Império Norte-Americano seria mais rápida.
Essa crise devastadora que os EUA enfrentam, hoje, comprovam que ele estava certo.
Se os EUA fossem governados, por mais uns 20 ou 30 anos, por Presidentes que adotassem as mesmas políticas de Bush, então veríamos o grande e poderoso Império Ianque se transformar numa Grande Bangladesh!!
Marcos em setembro 20, 2008 11:53 AM
#108
Uma pergunta ao Lauro Mesquita: O seqüestrador seria o governo americano ou o tão odiado mercado? A metáfora que você utilizou o aproxima da tese do Pablo de que a verdadeira culpada pela atual crise foi a Casa Branca...
Kbção em setembro 20, 2008 11:58 AM
#109
Marcos, poderia me mandar seis números pra eu jogar na Megasena?
Kbção em setembro 20, 2008 12:02 PM
#110
Kbção: não sou profeta e nem vidente, apenas observo e analiso os fatos. Por que você não procura fazer o mesmo? Não é uma má idéia...
Marcos em setembro 20, 2008 12:04 PM
#111
Se você for novo, daqui a trinta anos, aqui mesmo no blog do Idelber (vida longa ao Biscoito!), a gente se fala, tá? Engraçado que, se vossa senhoria pegar as análises da época do crash de 29 elas eram semelhantes. É um lugar-comum até certo ponto correto dizer que um império sucumbe quando seus compromissos superam sua capacidade de financiá-los, só que não vejo na conjuntura atual tais condições, até mesmo pela interdependência entre a economia americana e a do suposto novo império, a China...
Kbção em setembro 20, 2008 12:14 PM
#112
O Plano Real foi obra de economistas convocados pelo FHC para trabalhar com ele no Ministério da Fazenda? Sim, é verdade. Mas, faltou dizer que:
1) a idéia de criar o embrião de uma nova moeda, que foi a URV (que depois virou o Real) e que estaria atrelada ao dólar e que não perderia valor, convivendo com a velha moeda (que se desvalorizava diariamente) por um certo período de tempo, foi de um economista argentino. Era um plano chamado de 'bimonetização' (porque teríamos 2 moedas circulando simultaneamente).
Esse economista argentino sugeria que tal situação fosse mantida por um período de 2 a 3 anos, durante o qual a velha moeda seria, gradualmente, substituída pela nova moeda, até que a substituição fosse completada.
Então, os economistas que criaram o Plano Real tiveram onde se inspirar para elaborar o mesmo.
2) Além disso, Itamar Franco desempenhou um papel político importante, sim, na medida em que empenhou a força do governo junto ao Congresso Nacional para convencer a sua base de sustentação no mesmo para que aprovasse, rapidamente, as leis necessárias para a implantação do Plano Real.
Então, atribuir a FHC e aos seus economistas todos os méritos pela criação e implantação do Plano Real é totalmente equivocado.
Marcos em setembro 20, 2008 12:16 PM
#113
Quando você, kbção, aprender a observar e analisar os fatos, nós conversaremos, ok? Até lá, aproveite e leia 'Ascensão e Queda das Grandes Potências', de Paul Kennedy e vê se aprende algo de útil, ok?
E quanto tiver, de fato, argumentos sólidos e consistentes para debater, daí você volta, está bem?
Falar que isso ou aquilo é 'lugar-comum' não diz nada com coisa nenhuma.
Boa leitura!!
Marcos em setembro 20, 2008 12:20 PM
#114
Oi kbção, eu não li os comentários do Pablo então não sei se estou próximo ou não de sua argumentação. Mas acho meio simplista ter de decidir se foi o Mercado ou a Casa Branca os culpados pela crise. Se for parar pra pensar os dois tem sua cota na quebradeira.
Na minha opinião um dos grandes problemas é a falta de regulação do governo no setor de hipotecas e a falta de visão minimamente crítica ao mercado, que aproveitou as brechas e fez a farra do boi com uma governança pra lá de condenável.
O NYT de hoje publica uma excelente matéria sobre o tema hoje (http://www.nytimes.com/2008/09/20/business/20prexy.html?hp).
E acho que não teve nada de heróico no salve se quem puder do governo americano. Nada mesmo. É só o reconhecimento da falta do que fazer na economia americana e o desespero de um país que nunca achou que poderia ser profundamente insolvente.
lauro mesquita em setembro 20, 2008 12:52 PM
#115
Marcos #108,
Análise precisa, no entanto, eu discordo de um ponto: Não são necessários 20 ou 30 anos de bushismo para acabar com os EUA, mais 4 já estariam de bom tamanho.
Essa questão de quanto custaria todo esse processo de estatização dos ativos podres para os EUA pode acabar passando de US$ 1 Trilhão.
Se da próxima eleição americana não sair um estadista, eles estarão fritos.
Hugo Albuquerque em setembro 20, 2008 12:55 PM
#116
''Na minha opinião um dos grandes problemas é a falta de regulação do governo no setor de hipotecas e a falta de visão minimamente crítica ao mercado, que aproveitou as brechas e fez a farra do boi com uma governança pra lá de condenável.'' por Lauro Mesquita.
Lauro, até a Chanceler da Alemanha, a conservadora Angela Merkel, disse que, em várias oportunidades, os EUA e o Reino Unido bloquearam, com o apoio dos mercados financeiros, qualquer tentativa de se promover uma maior fiscalização e regulamentação dos mesmos.
Então, essa crise financeira é resultado de uma escolha, de uma opção política-ideológica, feita pelos governos pró-livre mercado dos EUA e do Reino Unido. Isso não foi um erro destes governos, mas o resultado de escolhas políticas feitas por eles. Eles fizeram vistas grossas à essa especulação desenfreada por que estavam convencidos de que essa era a maneira correta de governar e de agir.
Deu no que deu...
Link:
http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200809200740_EFE_77438441&idtel=
Marcos em setembro 20, 2008 1:00 PM
#117
Concordo contigo Marcos e quando digo que o governo americano deixou a coisa acontecer foi por, em primeiro lugar, por populismo mesmo e, depois, por essa fé ideológica no liberalismo. É engraçada a postura desses caras. Gostam de encher o peito e dizer: "eu sou liberal" e achar que qualquer coisa que vá no sentido de regular o mercado seja um abuso autoritário. Eu sou só mineiro e torcedor do América, quando neguinho vem cheio de pressupostos pra mim eu saio correndo. Quando o discurso chega antes da realidade, com certeza tem um monte de coisa errada no horizonte.
lauro mesquita em setembro 20, 2008 1:15 PM
#118
Concordo em tudo com você, Lauro. Só achei a metáfora ruinzinha...
Kbção em setembro 20, 2008 1:15 PM
#119
Lauro, esse é o problema dos que professam um fé cega no 'livre-mercado': quando os fatos entram em conflito com a teoria que eles defendem, eles dizem 'danem-se os fatos!'.
Mas, cedo ou tarde, a realidade acaba se impondo. E é isso que estamos vendo, agora, com essa crise financeira.
Marcos em setembro 20, 2008 1:18 PM
#120
Idelber, eu sei que você disse que a campanha de Obama não se importa com as pesquisas nacionais, mas a mais recente pesquisa nacional Gallup, relativa ao período 17 a 19 de Setembro, mostra Obama com 6 p.p.a frente de McCain (50% X 44%).
Desde que estourou a crise financeira que Obama vem crescendo continuamente na pesquisa diária feita pelo Gallup.
Creio que, assim, Obama está sabendo tirar proveito da crise e colocar McCain na defensiva, mostrando que uma vitória do Republicano seria a continuidade das políticas adotadas pelo governo Bush (que foram as responsáveis pela crise) e que um governo McCain daria continuidade às mesmas.
Logo, a crise financeira destruiu com a liderança de McCain e acabou com o 'efeito Palin'.
Pesquisas feitas nos EUA também mostram que aumentou muito a preocupação dos norte-americanos com a situação econômica (o que é mais do que normal) e, como Obama subiu nas pesquisas justamente em função disso, caso o governo Bush não consiga colocar a economia nos trilhos novamente e a crise perdure até a época da eleição, então Obama terá grandes chances de ser eleito.
É claro que ainda tem muita 'água para rolar embaixo desta ponte', mas que o momento é favorável à Obama, isso é, sim.
http://www.gallup.com/poll/110500/Gallup-Daily-Obama-50-McCain-44.aspx
Marcos em setembro 20, 2008 2:21 PM
Marcos em setembro 20, 2008 2:26 PM
#122
Tô acompanhando, Marcos, e devo fazer outro post em breve. Gracias :-)
Idelber em setembro 20, 2008 2:49 PM
#123
caramba, cabeção e bia transformaram essa caixa de comentários num troço muito chato, um ironizando e xingando os "adversários" e a outra fazendo uma defesa tão nervosa do Lula que mais queima o filme do que defende. Onde já se viu, sugerir que quem não gosta do Lula vá embora?
Votei duas vezes no Lula, considero um governo muito melhor o antecessor, mas essas empolgações que mais parecem manifestaçoões de fã do Raul Seixas, enchem a paciência
Daniel em setembro 20, 2008 2:59 PM
#124
Leiam essa notícia:
Sarah Palin, candidata a vice-presidente pelos Republicanos nas eleições norte-americanas, foi nomeada na quarta-feira a maior inimiga ambiental do ano da América. O Centro para a Diversidade Biológica premiou Palin com o seu prémio Rubber Dodo pela sua insistência - apesar das evidências em contrário - de que a população de ursos polares estão a crescer no Ártico. Este pólo de investigação do Arizona condenou a governadora do Alaska como uma "negacionista do aquecimento global".
"A governadora Palin tem feito uma batalha decepcionante, perigosa e custosa contra o urso polar. A sua posição face ao aquecimento global é tão extrema que ela faz com que Dick Cheney pareça um devoto de Al Gore", referiuKieran Suckling, director do centro.
Este prémio vem a menos de uma semana após Palin ter admitido com dificuldade a possibilidade de existir um factor humano nas alterações do clima, na sua primeira entrevista televisiva desde que foi escolhida para a corrida às eleições. A conversa foi seguida por revelações da ténua relação de Palin com os factos científicos.
http://www.ecoblogue.net/index.php?option=com_content&task=view&id=2240&Itemid=3
obs: Palin transforma Cheney num devoto de Al Gore? essa foi muito boa...
Marcos em setembro 20, 2008 3:05 PM
#125
Pelo visto seu post já deixou de ser o mote dos comentarios.
Ao contrario de ficar retrocedendo nos anos para descobrir o fundador da bonança, tá mais que na hora de curtir os bons tempos.
Para mim o comentario correto e imediato seria: meu caro Idelber você tem toda razão!
Por falar em tirar da seringua, Você sabia que Soros é Obama?
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2008/09/20/ult580u3327.jhtm
fm em setembro 20, 2008 3:30 PM
#126
KBÇÃO, não me enervo pelo Lula, mas pelo MAL que desejam ao Brasil, não obstante o mal feito praticado contra por seculos. Ainda, hoje, a corja conspira covardemente contra um governo do POVO com as crises inventadas. Não bastasse isso DESEJAM que a crise produzida pela incompetencia de um de seus moembros atinja o Brasil. Não merecemos essa corja rogando PRAGA e atrapalhando.
Longe de mim expulsar alguem daqui, nem posso, nem tenho poderes, muito menos quero. Aliás NÃO sou de DIREITA, esta, sim, acostumada a expulsar e eliminar quem não concorda com ela. Vide 1964.Por fim minha ultima manifestação em resposta aos invejosos:
DESEJO (Victor Hugo)
“Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar”.
(Poema de Victor Hugo.)
bia em setembro 20, 2008 4:31 PM
bia em setembro 20, 2008 5:18 PM
#128
Por favor, VEJAM. Se não for ale é o viraovo. VALE A PENA VER!
bia em setembro 20, 2008 5:19 PM
#129
Caríssima Bia, nem precisava ir tão longe. Victor Hugo.
Olha só a comparação de Rafael Galvão, neste post (http://www.idelberavelar.com/archives/2005/07/alegrias_do_goo.php )deste biscoito fino:
"o governo de lula comparado com os poemas de bertolt brech:
Perde. Perde feio. Não dá nem para a saída. Brecht odiava emendar soneto quebrado."
Só errou em relação ao timão":
'previsões 2005 Corinthians:
Contratará mais dois argentinos, servirá para lavagem de dinheiro iraniano e continuará mais um ano na fila."
Só acertou na lavagem de dinheiro, mas na época já não era novidade.
"Deve ser a parte final de seu repertorio nos butecos da vida".
Provavelmente este argumento depreciativo deva ser , depois de Cuba e Coreia, o próximo argumento a ser desconsiderado.
Café com leite.
fm em setembro 20, 2008 5:43 PM
#130
Do blog Bob Fernandes:
Terra Magazine sente-se no dever de publicar a íntegra da nota de Jorge Bastos Moreno, na coluna "Nhenhenhém", no jornal O Globo deste 20 de setembro.
***
'Caro Jobim, foi bom para você também?'
"Desde o tempo dos seus banhos noturnos no Xingu que o Jobim das Selvas vem matando a cobra. Agora virou a própria cobra e passou a dar paulada na mídia.
Na semana passada, Jobim faltou ao trabalho por causa de uma alergia provocada por uma indisposição gástrica.
Agora, descobre-se que o ministro está com alergia à democracia. Sua proposta de obrigar o repórter a revelar a fonte só pode ser fruto de uma idiossincrasia, e, como tal, requer um tratamento extremo: uma traqueostomia, para que ele volte a respirar os ares do seu belo passado constitucionalista.
Jobim quer medir a mídia com a sua própria régua: guardou durante anos, como fonte de si mesmo, os segredos de ter adulterado votações da Constituinte e, recentemente, traído pela vaidade, acabou entregando a própria fonte, só pelo prazer de exibir os poderes que tinha na época.
Conheço profissionalmente Jobim há mais de 20 anos, antes mesmo de a Adrianne começar a mandar nele, e sou testemunha da sua retidão. Ele foi uma das minhas melhores fontes.
Portanto, ministro, é bom parar por aí! Se a lei me obrigar a revelar, retroativamente, minhas fontes, nós dois cairemos.
O senhor, por tudo o que já me disse. E eu, por ter publicado no jornal. O pacto sempre foi bom para nós dois."
bia em setembro 20, 2008 5:52 PM
#131
Bom, já que, pra variar, os comentários descambaram pro velho Vasco x Flamengo (para os paulistas, Curíntcha x Parmêra) entre lulistas e cardosistas / anti-lulistas...
Postado por mim na Well, no tópico Brazil's Presidential Election, há quase exatos seis anos, entre o primeiro e segundo turnos da eleição de 2002:
Wed 16 Oct 2002 (10:57 AM)
As an *ideology*, the "Washington Consensus" is as close to a dead
horse as you can get in Brazil. Globalization is another matter. Except
for the radical left (yes, Virginia, there *is* such a beast in
Bananaland; got less than 1% of votes), ev'ry-body who's any-body
claims it's "irreversible", but must be "tempered" so as not to be
"excludent".
('Scuse me while I reach for the brown paper bag.)
In practice, however...
Brazil is so tightly bound by economic constraints (the result, by and
large but not solely, of over a decade when the WC was undisputed
king) that a (probable) Lula administration would have little room to
maneuver for, at best, the first of their four years of term.
(Heck, only yesterday US Sub-Secretary of Treasure Kenneth W. Dam
not-so-subtly reminded us that the bulk of IMF's lifesaver loan for
2003 is to be handed out in quarterly installments, *subject* to the
next administration toeing a *very* stringent monetary and fiscal line
- and better not mess with contractual commitments such as the
preferential indexation rates for tariffs and assorted benefits assured
foreign teracorps that bought into Brazil's privatized utilities
sectors.)
In order to become palatable to a wider range of voters, Lula has had
to veer to the center, and is now, ironically, the closest thing to a
social-democrat, so that we've now got this odd gap where the left used
to be.
At the other side of the spectrum, the so-called Social Democratic
Party to which both Serra and Cardoso belong has veered to the right,
and has become an instrument of, and carried out the agenda preached
by, neo-liberalism.
While the plutocracy sits in the wings laughing their heads off and
counting their many happy returns.
So - in my own skeptical, but not disenhearted, view, a Lula win would
mean a change in tone, expectations and priorities, but not much, in
the short time at least, in terms of actual policies.
Whereas a Serra win, his socialist youthful history notwithstanding,
would open the floodgates of Hell.
Dio mio, come siamo caduti in basso!
Carlos Martins em setembro 20, 2008 6:59 PM
#132
Oi Kbeção a metáfora pode ser até ruim, mas a capa da Veja é ainda pior. Abs.
lauro mesquita em setembro 20, 2008 7:13 PM
#133
Adendo um: consta que, numa conversa com o Palocci após ele ter sido nomeado Ministro da Fazenda, a Maria Conceição Tavares lhe teria dito "Tá legal, Palocci, [pode adotar uma política ortodoxa até a gente sair do buraco], mas olha lá, por seis meses, não mais que isso!", e o Palocci teria respondido "Professora, vai levar pelo menos um ano. Pelo menos."
Um dos sinais de que o buraco era mesmo fundo foi que o Lula mandou rapidamente pro Congresso um projeto de "reforma da Previdência" pra lá de capenga e sacana, que se esgotava em, a curtíssimo prazo, reduzir pagamentos e aumentar receitas - não para "equilibrar" a Previdência, mas para conseguir grana rápido porque sem isso o país quebrava.
Adendo 2: o inglês do FHC é mesmo muito, mas muito, ruim. Quando ele esteve nos EUA (em 1998? Foi na época do primeiro atentado contra o WTC), vi uma entrevista dele na CNN e era de gemer, afora o jequismo de um chefe de estado não falar no próprio idioma e os gringos que traduzissem. Se o francês é do mesmo nível, tadinhos dos alunos dele na Sorbonne...
Carlos Martins em setembro 20, 2008 7:17 PM
#134
''Uma coisa que Fhc fez para equilibrar as contas publicas foi conter auemntos salariais no setor publico (oh coitadinhos, eles precisam de mais grana antes de aposentar com salario integral) e de repente por isso susicita tanto odio nessa caixa.'' por Alexandre.
E isso deu tão certo que a relação dívida/PIB, no governo FHC, passou de 30%, em 1994, para 55,5% em 2002. E o déficit público nominal, em 2002, foi de 4% do PIB.
Já o governo Lula concedeu inúmeros aumentos salariais reais, acima da inflação, para o funcionalismo público federal. E mesmo assim o seu governo reduziu a relação dívida/PIB de 55,5% para 40,6% do PIB. E hoje o déficit público nominal é de cerca de 1,6% do PIB (menos da metade do que foi em 2002, último ano de governo FHC, portanto).
Como se vê, arrochar os salários do funcionalismo público federal, que foi o que fez FHC, não ajudou em nada a conter o déficit e a dívida públicas. Porém, isso ajudou a empobrecer uma parte significativa da classe média brasileira que é, em boa parte, formada de funcionários públicos. Mas, é claro que os tucanos desconhecem isso, pois governam para os mais ricos e com os olhos voltados para Nova York, Paris, Londres, Tóquio...
Marcos em setembro 20, 2008 7:29 PM
#135
E o Galo x Cruzeiro continua... Deixa pra lá, Marcos, é perda de tempo, não confunda os moços com (AAARRRRGGGHHH!!!) fatos...
Anyway. Eu postei aquele troço em inglês ali em cima também pra levantar a seguinte questão: Idelber, você acha (receia) que o Obama, se ganhar, estará ceteris paribus e bota ceteris paribus nisso em situação análoga à do Lula em 2003, sem poder (se) mexer muito dado o tamanho do pepino e dos "bailouts"?
Carlos Martins em setembro 20, 2008 7:49 PM
#136
Bia...me parece o Xande mesmo!
Eu,com roupa prá lavar,criança prá cuidar,casa prá arrumar,fico lendo blogs bestas por aí:
***********************************
20/09/08 19:22
Janela para o mundo
Recomendo o Blog do Argemiro Ferreira para um acompanhamento crítico do que está acontecendo nos Estados Unidos.
enviada por Luis Nassif
**********************************
Não que o Argemiro não seja bom,mas é muita peroba pro meu gosto!
Vou lavar a louça,já...
Abraço no blog
Sueli-Porto Alegre / RS em setembro 21, 2008 1:20 AM
#137
Senhor Marco #136, não adianta, não adianta, a canalha não aprende.
bia em setembro 21, 2008 9:27 AM
#138
Posso estar errado, mas contas públicas não é a mesma coisa que relação, me parece, entre dívida/PIB, onde entram outros fatores.
FHC não precisava arrochar do jeito que arrochou, mas tinha que dar um freio de arrumação. Simplesmente não dava para dar os aumentos que o Lula deu, nem contratar como agora. De qualquer forma, nem um nem outro fizeram, pelo menos no que tange as universidades, as reformas profundas que, a meu ver, são necessárias. O mesmo se vê na saúde, onde uma idéia "tucana" do Temporão, a de fazer dos hospitais fundações, foi torpedeada no nascedouro pela base petista.
João Paulo Rodrigues em setembro 21, 2008 11:20 AM
#139
João Paulo Rodrigues,
A relação dívida/PIB é considerada o melhor indicador para demonstrar qual é o nível de endividamento do Estado e a sua capacidade de honrar ou não ou seus compromissos. Então, existe uma relação, sim, entre a situação das contas públicas e a relação dívida/PIB.
Outro indicador importante sobre a situação das contas públicas é o déficit público nominal.
Ambos os indicadores pioraram muito no governo FHC e melhoraram consideravelmente no governo Lula, mesmo com este promovendo fortes aumentos reais nos salários do funcinalismo público federal, enquanto que FHC os arrochou violentamente.
E isso aconteceu por decisão política de ambos os Presidentes, mostrando, assim, que os seus governos nao foram semelhantes coisa nenhuma.
Marcos em setembro 21, 2008 1:54 PM
#140
Gostaria de retornar ao assunto principal: admitirão os neoliberais o fracasso das suas doutrinas? Minha resposta é NÂO, tanto quanto a experiência histórica pode dizer, a julgar pelo artigo de Gramsci, publicado em 1919, tendo como pretexto a avaliação da obra do economista liberal italiano Einaudi:
"Onde existe a perfeita sociedade liberal? Quando ela se realizou na história do gênero humano? E, se não se realizou, isso não significa que é irrealizável, que tem os traços reveladores da Utopia? Mas ela se realizará, dizem os sacerdotes. Trabalhemos, sejamos pacientes, não nos perturbemos: as forças do mal serão exterminadas, a verdade refulgirá diante dos olhos dos homens iludidos e pervertidos. Enquanto isso não ocorria, a guerra [de 1914-1918] destruiu todas as conquistas da ideologia liberal [...] As pregações, os incentivos, as recomendações morais, os discursos racionais, a ciência, os 'se...' são inúteis e ridículos[...] O lucro individual termina sempre por prevalecer diante de todos os bons propósitos[:]para ganhar cem liras, mata-se de fome uma cidade; para ganhar um milhão, destroem-se vinte milhões de vidas humanas e dois bilhões de riquezas" (Cf. Antonio Gramsci, Escritos Políticos, Rio, Civ. Brasileira,2004, Vol.1, pgs.233/234-trad. CN Coutinho).
Carlos Rebello em setembro 21, 2008 3:06 PM
#141
idelber:
todos os ex-profetas agora falam em regulação.
dosagem maior ou menor.virou mágica.
romério
romério rômulo em setembro 21, 2008 3:52 PM
#142
DO BLOG DO AZENHA:
"UMA NAÇÃO DE BOBOS DA CORTE; OU NEOLIBERALISMO, O SOCIALISMO DOS RICOS
Atualizado em 21 de setembro de 2008 às 14:54 | Publicado em 21 de setembro de 2008 às 12:16
James Moore, no Huffington Post
Não deixe eles te dizerem que o derretimento econômico é uma confusão complicada. Não é. Nossa crise financeira nacional é facilmente entendível por qualquer pessoa que tenha visto cobiça e hipocrisia. Mas agora testemunhamos as duas em escala profunda e monumental.
Os republicanos conservadores sempre querem que o governo fique longe dos negócios e combatem fiscalização enquanto fazem rios de dinheiro. Quando a cobiça deles, no entanto, os coloca em apuros, são os primeiros a chorar por regras e leis e dinheiro do contribuinte para salvá-los. Obviamente, os republicanos são socialistas. O governo Bush decidiu socializar a dívida das grandes empresas de Wall Street. Os contribuintes não puderam aproveitar dos grandes lucros nos instrumentos financeiros fajutos como derivativos ou papéis do sub-prime, mas nós ganhamos o privilégio de pagar pelas dívidas e falências.
Vamos considerar apenas o dinheiro. O salvamento público da seguradora gigante AIG (que está se tornando um anão) custará 85 bilhões de dólares. De acordo com uma notícia, mais do que o governo Bush gastou no programa Ajuda para Famílias com Crianças durante seus dois mandatos. Esse dinheiro cobriria os gastos de saúde de todos os homens, mulheres e crianças dos Estados Unidos por ao menos seis meses." CONTINUA
bia em setembro 21, 2008 6:06 PM
Marcos em setembro 21, 2008 10:01 PM
#144
Só resta aos EUA pedirem ajuda do FMI, com monitoramento acirrado!
Francisco em setembro 23, 2008 11:54 AM
#145
No seculo passado decada de 20, recomendações do magnata bancário Andrew Mellon ao trigésimo primeiro presidente dos Estados Unidos, Herbert Hoover: "Se desfaça dos funcionários públicos, se desfaça do estoque, das terras e das propriedades do Estado". Aquelas sugestões desembocaram na crise financeira dos anos 30 e foram a causa de um novo pacto social, o New Deal de Franklin Delano Roosevelt.
milena em setembro 23, 2008 12:07 PM
#146
Meu nome: Wender! O meu comentario é simples e objetivo! " Melhor governo para os pobres desde que me conheço por gente." Como eu faço parte dessa categoria a qual eu me orgulho muito categoria esta trabalhadora e onesta, eu votaria sim com certeza novamente Lula. Pois o mosso pais precisa e precisa e tomara que podesse a continuar sendo liderado por um Homem como o Lula que sabe na pele as dificuldades de ser pobre e viver com um salario minimo tendo que sustentar toda a familia.
wender luis dos santos em maio 28, 2009 4:50 AM