Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.
Estados decisivos. 3) Virgínia e Carolina do Norte
Virgínia e Carolina do Norte são a prova cabal de que a tradução encontrada pela Folha para swing states, “estados pêndulo”, é ruim e enganosa. VA e NC não têm nada de pendulares. Votam Republicano desde que o América-RJ era um time grande, mas este ano estão indefinidos. A Virgínia é vermelha desde 1952, com a exceção do massacre democrata de 1964, que se seguiu à morte de Kennedy. Ou seja, nenhum democrata vence por lá desde que Castelo Branco era presidente do Brasil. Na Carolina do Norte, é a mesma coisa: os democratas venceram lá em 1964 e em 1976, com Jimmy Carter, que era sulista. Mais nada. Para que vocês tenham uma idéia, o vice de John Kerry, em 2004, era John Edwards, nativo da Carolina do Norte. Nem assim tivemos qualquer chance lá. Os democratas perderam o Sul quando deixaram de ser o partido da segregação, com Lyndon Johnson. Barack Obama, pelo seu perfil, colocou estes estados na coluna indefinida de uma maneira que nenhum outro candidato democrata teria sido capaz de fazer.
Eis aqui o mapinha da vitória de Bush sobre Kerry na Virgínia em 2004 (de novo, lembro que as cores estão trocadas):
John McCain vencerá Obama na grande maioria dos condados da Virgínia, sem dúvida. Mas praticamente todos esses condados coloridos de azul são áreas rurais ou semi-rurais, alguns com 5, outros com 10, uns poucos com um máximo de 30.000 eleitores. Bastião batista véio de guerra (alô, blogueiros da direita católica que lêem o Biscoito: para entender a Virgínia, não deixem de ler Darconville's Cat, de Alexander Theroux, livro desconhecido que é uma sensacional sátira da vida batista no Sul dos EUA: Theroux é uma espécie de Jonathan Swift católico, um gênio).
O domínio religioso e republicano no interior do estado é amplo, mas trata-se de regiões pouco povoadas. Só naquele miolinho microscópico colorido de vermelho, na região centro-leste do estado, votaram 75.000 eleitores. É a cidade de Richmond, área metropolitana com forte presença negra (58% da população). Ali a vitória de Kerry foi por 70 x 29. Finalmente, o grande prêmio é Fairfax County, lá em cima. Nesse condado, que é parte da região metropolitana de Washington, D.C. e Baltimore, votaram 461.000 eleitores em 2004, e Kerry venceu por 53 x 45. Aguarde uma vitória ainda mais significativa de Obama em Fairfax County este ano. A outra vitória importante de Kerry foi em Albermarle County (o condado grande mais ou menos no centro do estado): trata-se de Charlottesville, sede da boa Universidade da Virgínia. Kerry venceu lá por 50 x 48. Com uma criacionista na chapa republicana e uma tremenda mobilização democrata entre os jovens, duvido que Barack não amplie essa margem.
A demografia de Virgínia mudou muito nos últimos anos. O norte do estado tem recibido muitos profissionais liberais que trabalham em D.C. ou em Baltimore. Barack sacou muito cedo essa mudança e massacrou Hillary nas primárias democratas da Virgínia, com um trabalho de organização de base que deixou os outros pré-candidatos democratas a ver navios. Não se iludam: a chapa republicana ainda é ligeiramente favorita na Virgínia. Mas é inegável que as pesquisas estão deixando o campo de McCain preocupado. A última Mason-Dixon dá McCain na frente por 48 x 45, mas ela é uma exceção. A Insider Advantage dá Obama 51 x 45 McCain e, incrivelmente, a CNN/ Time dá Obama 53 x 44. Se McCain não conseguir defender a Virgínia, um estado que vota Republicano desde 1964, é porque a vaca dele foi para o brejo.
********** Carolina do Norte:
Sobre este maravilhoso estado, eu poderia preencher um livro. Morei lá durante 6 anos. É a meca imortal do basquetebol. Estudei nas duas principais universidades da região, a Universidade da Carolina do Norte, onde fiz o mestrado, e Duke University, onde fiz o doutorado. A rivalidade entre Duke e Carolina no basquete é coisa muito séria, que faz o Gre-Nal ou o Galo x Raposa parecer coisa de criança. Sem dúvida, é a rivalidade mais feroz de todo o universo esportivo universitário norte-americano. Entre 1993 e 1996, eu passei pela insólita situação de ser um torcedor de Carolina dando aulas em Duke. Carolina tinha um timaço, que foi campeão nacional em 1993. A cada vitória sobre Duke, eu tirava um sarro da cara dos alunos.
O meu amor pelos Tar Heels só se compara ao meu amor pelo Galo. O legendário técnico Dean Smith, que comandou os Heels entre 1961 e 1997, é o verdadeiro Telê Santana do basquete: amado e respeitado por todos, ele foi peça chave na luta contra a segregação nos anos 60, participando de inúmeros lunch counter sit-ins contra o racismo. Não só formou grandes equipes. Formou homens, que eram exemplares também na sala de aula. Jamais trapaceou na parte acadêmica, num meio onde os técnicos freqüentemente recorrem a falcatruas para burlar os requisitos escolares e conseguir vitórias esportivas.
Confira aí o jumper do moleque Michael Jordan, que estudou português na UNC e nos deu o título nacional de 1982:
Se, dois anos atrás, você me dissesse que um candidato democrata negro estaria empatado com John McCain na Carolina do Norte, eu teria lhe aconselhado procurar um psiquiatra. Os extremos leste (o litoral) e oeste (as montanhas Apalaches) do estado são brutalmente conservadores. No miolo do estado, encontra-se o chamado Research Triangle Park, mega-área universitária formada pela UNC, Duke e a NC State, uma universidade de perfil mais técnico. A região freqüentemente aparece nos primeiros lugares dos EUA no ranking da qualidade de vida. É um lugar maravilhoso para se morar. O senador ultra-reacionário Jesse Helms se referiu, uma vez, a Chapel Hill, sede da UNC, como um “zoológico” e sugeriu construir uma cerca em volta da cidade. Em 2004, Kerry venceu Bush só ali e em parte dos extremos sul e norte do estado. O condado vermelho no extremo sul, mais a oeste, é importante: trata-se de Mecklenburg County, onde fica Charlotte, a metrópole do estado. Ali, 323.000 eleitores votaram em 2004:
Numa conversa com uma liderança da campanha de Obama, alguns meses atrás, ela me avisava que Barack ia investir pesado no esforço de trazer a Carolina do Norte para a coluna democrata. Eu dei uma gargalhada e zombei: você está me dizendo que um negão democrata de nome Hussein formado em Harvard vai bater o São McCain no estado de Jesse Helms? Ela tirou um mapa da mochila, abriu-o sobre a mesa e retrucou: você conhece o estado. Venha cá e faça as contas. Durham County são quantos eleitores? Agora veja a mudança na demografia do norte do estado de 2004 para cá. Agora veja os números da primárias. Agora observe quantos eleitores nós registramos. Atônito, eu acompanhava a matemática e reconhecia que fazia sentido. Esse poder visionário da campanha de Obama é o grande dado da eleição deste ano. Se a candidata fosse Hillary, a campanha democrata não estaria nem sobrevoando a Carolina do Norte. Nem mesmo Bill Clinton, um sulista que venceu duas eleições de goleada, conseguiu derrotar os Republicanos em NC.
As chaves para que Obama tenha chances por lá são Charlotte, Durham, Raleigh e Chapel Hill. Se aumentar a vantagem de Kerry nessas cidades e conseguir comparecimento eleitoral superior ao de 2004, Barack pode levar. Os números atuais são bons: a Rassmussen dá Obama 50 x 47 McCain, a PPP dá Obama 47 x 45, e a ARG é a única que ainda dá McCain na frente: 49 x 46.
Se Barack vencer nestes dois estados, é porque terá vencido a eleição de goleada no Colégio Eleitoral. McCain não pode nem sonhar em perdê-los. Não há mapa de vitória para o Republicano sem pelo menos um deles.
1-) Os bons números de Obama nesses estados não parece indicar que os números nas pesquisas podem estar um pouco inflados em estados como Ohio e Flórida? Sei lá, mesmo com Winston-Salem/Durhan/Charlotte de um lado e Richmond/Arlington/Prince William County do outro? Está meio bizarro.
Até porque Obama tem números piores que Kerry no Tennessee e todo o oeste da Virginia fica na Appalachia...
2-) É impressão minha ou você nunca escreveu sobre os jogadores de Lacrosse de Duke? ;-)
3-) Só para encher o saco: Carter quase venceu na Virginia em 1976 e Clinton ficou BEM próximo em 1996(Uns dois pontos, contando com ajuda de Perot).
4-) Um outro ponto é que a organização dos democratas na Virginia é bem melhor. Os republicanos se mostram divididos entre moderados e ultraconservadores e isso se reflete bem na disputa entre Mark Warner e Gilmore pelo Senado.
5-) Por fim, vale lembrar que a Virginia foi o segundo estado a ser governado por um negro, por mais que Doug Wilder tivesse um histórico mais moderado que Obama.
Cara, eu acho que sei quem são essas pessoas que você diz serem da direita católica. São basicamente as que aparecem nesse texto que escrevi:
De dogmas
As novas falanges radicais seguem um dogma: o dogmainardismo. Elas ficam esperando o que o seu guru-bugiganga agita em teses, para, em seguida, reproduizí-las nos seus posts, na mais subterrânea copiação.
Aqui vão alguns celerados que sentaram-se aos pés do Coiote da Abril: Tio Rei, um fiel até a alienação ao apelo da origem: "impõe-se que assim seja, porque lá "em cima" está escrito"; DEMétrio Magnolli, um demérito já nas primeiras letras do nome, Lúcia Hipólito, uma Mirian Leitão com a mesma falta de talento; um tal de Fernando de uma tal imprensa marron e seu cinismo com o "eu" judicioso; Guilherme Fiuza, a pior e menos competente das viúvas de FHC, e tantos outros de menor "charia", que nem vale a pena citá-los.
O melhor brocardo para estes asseclas e suas indecisões morais só poderia ser este:
"Vocês não vão se atrever a falar em seus nomes enquanto não tiverem lido isto e aquilo, e aquilo sobre isto, e isto sobre aquilo."
Uma das coisas que eu acho mais estranho na dinâmica política de um país é a transformação dos Democratas de partido dos sulistas para o dos nortistas e o Republicano ter feito o caminho inverso. Para mim não é trivial que o partido escravocrata passasse a ser o partido dos negros.
Para mim me parece que é como se o PFL se tornasse o partido de esquerda e o PT o partido da direita. Alias, já vi várias vezes partido se endireitar: PRI no México, APRA no Peru e Partido Liberal na Colômbia. Mas, o contrário é muito dificil. Acho que a principal explicação para isso deve ser o Roosvelt. Em 1960, já devia ter identificação da esquerda com o Partido Democrata. O que vc acha?
Isso é mais complicado que parece. Mas o partido democrata nunca foi completamente sulista nem completamente conservador. Os democratas sempre tiveram uma forte ala mais liberal em estados como Nova York.
Idelber,
Eu não sou dado a elogios. Acho que a função dos comentários é comentar, criticar, debater. Mas, mais uma vez, independente do obamismo comum, seus posts são uma aula. Parabéns.
É claro que há um elemento emocional que me agrada: a provável comprovação de minha tese (que esposei há tempos) de uma vitória impactante de Obama. Contudo, não conheço outro blog em português tão objetivo, didático e analítico sobre a questão do colégio eleitoral, do pendor e características dos estados, sobre os meandros dos comitês de campanha do que o seu.
Um abraço.
Idelber, sou pró-republicano, o que não me impede de elogiar a série que vc está fazendo sobre os swing states. Espero que alguém do GOP os esteja lendo também, hehe.
Faltam só mais 3 estados, não é? Saem esse mês ainda?
Mesmo assim, eu ainda acho que a bola que o Bruno levantou faz sentido. Aliás, o Partido Republicano surgiu com uma proposta modernizadora e tudo mais. Eu também acho bem curioso o que aconteceu por lá.
JPR, Ale, amigos: muito obrigado. Ale, faltam mais de três. A próxima batelada sai na semana que vam. São pelo menos três no Oeste (Nevada, Novo México, Colorado), New Hampshire no leste e, dando muita lambuja para a campanha de McCain, Wisconsin.
Bruno, Hugo, vocês têm razão. É um processo curioso, sim. Para entender, há que se diferenciar claramente a história do Sul da história dos estados da Nova Inglaterra. É assombroso, por exemplo, que até poucas décadas atrás muitos membros da Ku Klux Klan no Sul eram filiados ao .... Partido Democrata!
A elite racista do Sul se sente "abandonada" por LBJ quando ele passa a lei dos direitos civis e aí o Partido Democrata perde o Sul. Mas no Norte, já bem antes de 1960, há uma presença da "centro-esquerda" no Partido Democrata. Com Roosevelt, por exemplo.
Um palpite para a questão da "troca" entre PR e PD:
A eleição de Carter: dizem que foi o primeiro candidato vitorioso a balizar parte de seu apelo na sua religiosidade, trazendo a idéia de um espírito religioso como necessidade do candidato para além dos tradicionais "God bless America" e outros chavões que antes não constituíam uma plataforma ou uma identidade, mas referências abstratas ao substrato cristão comum aos americanos. Como notou o Idelber, Carter ganhou no sul pela identificação com os batistas. Ao fazer isso, ele chamou a atenção para o fator religioso, que, frente ao declínio do caráter politizador de questões relativas a emprego, salário, auxílio aos pobres etc., se tornou elemento aglutinador de setores deixados sem discurso.
Estaria eu viajando, Idelber?
É preciso lembrar, ainda, que, bem mais conservador em termos de costumes, pode ser que no sul o impacto dos anos 60 tenha convencido aqueles setores que os democratas da costa leste eram adeptos da "bagunça", eram frouxos, cosmopolitas demais, "entreguistas"... enfim, parte do que os republicanos vêm dizendo há anos sobre os democratas.
É realmente estranho. Normalmente, forças políticas antagônicas ou deixam de sê-lo, tornando-se parecidas, ou aumentam tal antogonismo, gerando uma polarização--e os dois fenômenos, quando extremados, destroem o tecido político. Troca de posições é algo que ilustra mesmo o caráter sui generis da política americana.
PS: Amanhã, meu velho Palestra confronta o Galo com casa cheia e tudo. Estarei lá.
Eu acho que você está certíssimo na leitura do Carter, JPR. Essa "conexão espiritual" foi, sim, um elemento chave. Há que se lembrar também que o país saía do desastre de Watergate. A população provavelmente teria elegido um poste, caso ele fosse oposto a Nixon. Mas só Carter poderia ter feito o Sul votar democrata.
Idelber, lhe devo uma camisa. Adio o envio, porém não me esquecí. Demoro porque duvido que aquilo seja melhor que qualquer outra coisa de Salinas. Como não há Obligatio dandi, muito menos Nela poema sine lege, decido depois e vai qualquer um dois dois. Aguarde.
Estou me divertindo com a leitura de 'O presidente negro' de Lobato.
Uma curiosidade é que pesquisei no' procurar' de seu blog e não encontrei nada de Lobato.
É ele mesmo ou somos nós que vemos antecipações em Monteiro Lobato?
Foram o petróleo, o manifesto antropofágico (Urupês), segundo Wilson Martins, Michael Jackson segundo a Isto É e Barak Obama segundo tantos outros.
Considere que o cara inventou o magnífico porviroscópio eh eh eh.
Sei não, Idelber. Não sou cidadã americana, não voto, mas como já disse, por ser uma cidadã deste nosso triste mundo preocupada com o futuro de meus filhos e meus netos, gostaria que os Estados Unidos conseguissem eleger desta vez uma chapa de pessoas pelo menos sensatas, de horizontes menos provincianos, que encarem a realidade dos fatos de que seu país nem é mais o umbigo do mundo. Mas me assusto quando leio comentários de leitores da ABC news ou da CBS news, seguidores, especialmente seguidoras, da senadora Hillary Clinton declarando que vão votar na chapa McCain/Palin só para que Hillary se eleja em 2012 (contando, é claro, com o fracasso do novo governo).Aliás, me parece que é o que a própria senadora e seu marido insinuam fingindo fazer campanha para Obama/Binden. Será que pressentem que Obama/Binden poderiam pôr em risco a "assunção" ao poder de sua divindade, a senadora Clinton, que iria resgatá-las para a vida eterna? Me parece uma espécie de sorority ou de seita fundamentalista hillarista, com a mesma miopia e o mesmo culto à personalidade de outros fundamentalismos religiosos. Hillary é a Grande Deusa, Bill seu profeta e elas (eles) suas fiéis seguidoras. Seriam essas fanáticas de Hillary o outro lado (grandes cidades?) dos evangélicos (pequenas cidades?) da Sarah Palin? Dá pra dimensionar essa população? Que país complexo são os Estados Unidos, hein?
Idelber, Ja deve conhecer essa historia, mas mesmo assim vale a pena ver o post no Nassif sobre o Start FC,o time do Dinamo de Kiev disfarcado que venceu os nazistas. Impressionante e emocionante
Cara Vera, a minha percepção pessoal -- e só saberemos se estou certo ou errado no dia da eleição -- é que esse fenômeno das apoiadoras de Hillary bandeando para o lado de McCain é praticamente não existente. É um não-fato. É o que dizem as pesquisas, que mostram Barack chegando quase ao teto histórico de apoio entre os democratas. Lembremos que na internet qualquer um pode dizer qualquer coisa. Há sites com gente que é claramente do Partido Republicano, dizendo que eram "apoiadoras de Hillary que agora estão com McCain". Na maioria dos casos, me parece balela -- é gente que sempre esteve com McCain mesmo. Entre os blogs cujos autores são identificáveis, mesmo os que disseram as maiores asneiras contra Barack nas primárias (cito três: Left Coaster, Talk Left, Shakespeare's Sister), já estão todos engajados na campanha.
Você se sente assim, imagine como nos sentíamos aqui nos EUA em 2001, 2002, no começo dessa onda avalassadora da extrema-direita que só está retrocedendo agora. Era de uma solidão atroz. Abraços.
Al Smith, o candidato derrotado à presidencia em *1928* pelos democratas era extremamente liberal, tendo sido um dos primeiros a colocar mulheres em altos cargos da administração. É minha comparação favorita com Lula pelo fato de nunca ter completado o ensino fundamental ou ter lido um livro, além de ser bastante carismático.
Isso sem contar Adlai Stevenson e William Jennings Bryan, um liberal e um populista. E claro, mesmo entre os sulistas haviam gente bem à esquerda, como Estes Kefauver e Huey Long.
"A elite racista do Sul se sente "abandonada" por LBJ quando ele passa a lei dos direitos civis e aí o Partido Democrata perde o Sul."
Isso é mais complicado que parece, ainda mais que muitos republicanos são os primeiros a governar estados desde da Reconstrução. Sonny Perdue é o primeiro governador republicano da Georgia desde deste período, David Vitter é o primeiro republicano a ser eleito por voto popular senador na Lousiana.
Idelber, gostei do seu blog. Como você é prof de Literatura, imagino que acharia interessante o aNobii (conhece?) É uma espécie de Orkut de livros. Acho que seus leitores podem se interessar, dêem uma olhada:https://www.anobii.com/login
eu queria comentar algo meio off post aqui. q eu acho q a sua cobertura (e de alguns outros blogs como o do pedro doria, claro) estao colaborando demais para a mudança de como a grande imprensa trata as eleiçoes americanas. ela está tendo q se virar. e o debate vice presidencial foi transmitido por varios canais e, na internet, por pelo menos 3 portais. e que nas outras eleiçoes isso nao acontecia. e q eu tenho forte impressao q o biscoito e demais blogs tem um papel fundamental nisso. é uma impressao ja discutida em relaçao a outros assuntos mas queria reiterar. entao, obrigada.