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quarta-feira, 05 de novembro 2008

Barack Obama eleito presidente dos Estados Unidos. Nasce um estadista

obama-victory.jpg

Ontem à tarde, antes de começar a cobertura ao vivo das eleições, eu fui ao supermercado renovar o estoque de cerveja. Alguns amigos iam passar por aqui e eu queria ter Abitas em quantidade suficiente. Na fila do supermercado, uma daquelas senhoras bem New Orleans, negra, sorridente, com o rosto marcado pelo tempo, me pediu um documento que comprovasse a minha idade. Feliz da vida por ter sido confundido com um garoto de menos de 21 anos, eu entreguei minha carteira de motorista e ela brincou: ah, que legal ter um aniversário no Halloween!

Nos EUA, puxar papo político-eleitoral com um estranho é bem menos comum que no Brasil. Animado pela brincadeira dela, no entanto, eu me arrisquei: Ma'm, I'm feeling pretty good about tonight. Ela retrucou: I'm just hoping and praying. Subitamente tomado pela consciência de que aquela mulher, que quando menstruou pela primeira vez não podia sequer usar os mesmos bebedouros, banheiros públicos e piscinas dos brancos, estava prestes a ajudar a eleger Barack Obama presidente da república, eu comecei a sentir o nó na garganta. Perguntei a ela: did you ever think you'd live to see the day? Não era necessário completar a frase. Ao ouvir a pergunta sobre se já imaginara viver para ver esse dia, ela sabia muito bem a que eu me referia. Respondeu: No, son, I didn't. But God is good. E eu, ateu de carteirinha, desabei a chorar nos ombros daquela senhora negra e crente de New Orleans, que trabalhava por 6 dólares a hora num supermercado na noite de 04 de novembro de 2008, a noite em que nós e Barack fizemos história.

Ela encerrou o papo: fique calmo, meu filho. Vá beber sua cerveja tranquilo.

Como bom atleticano, eu tenho Ph.D. em desgraças e decepções. Uma avaliação mais ponderada dos alcances e dos limites do governo Obama terá que ser feita com calma, dentro de alguns dias – inclusive porque essa avaliação depende das quatro vagas ainda indefinidas no Senado (Minnesota, Geórgia, Alaska, Oregon). Caso os democratas conquistemos essas quatro vagas, o Presidente Obama terá a maioria mágica de três quintos (60 senadores), que garante a aprovação de qualquer projeto sem preocupação com obstruções. Até lá, é hora de comemorar.

É de se comemorar, por si só, o fim do regime mais desastrado, inepto e mentiroso da história da república. É de se celebrar o surgimento de um verdadeiro estadista, um homem que, no pódio da vitória, não esfrega seu sucesso na cara dos outros, não tripudia sobre os vencidos, não joga seus apoiadores contra os seguidores do candidato derrotado, mas opta pelo caminho oposto: a reconciliação, a união, a possibilidade do diálogo. É de se celebrar o fim da premissa de que os progressistas americanos só venceríamos à moda Clinton, fazendo concessão atrás de concessão para a direita. É de entusiasmar ter um líder que entende a internet, compreende o poder das novas tecnologias, tem um visão de futuro. O discurso de vitória de Obama foi o de um verdadeiro estadista.

Eu me orgulho de ter apostado. Desde o primeiro minuto. E me junto à festa da Dona Sarah Obama, no Quênia:

sarah-obama.jpg

Em breve, faço uma análise mais detalhada dos números. Mas adianto que as vitórias de Obama em Indiana e na Virgínia são marcos inesquecíveis. São o coroamento de uma estratégia inteligente, que redesenhou o mapa político dos Estados Unidos. Dificilmente essa garotada de 18 a 25 anos voltará à letargia política em que havia se afundado.

Como alguém que acredita na política – que acredita na desejabilidade e na inevitabilidade da política – e é pai de duas crianças, eu só posso dizer:

Obrigado, Barack.



  Escrito por Idelber às 05:16 | link para este post | Comentários (112)


Comentários

#1

Emocionante sem dúvida
não há palavras....

Izabella em novembro 5, 2008 5:42 AM


#2

Estou caçando o que eu perdi, depois de ir ido para a cama (mais ou menos após as projeções para Ohio). Que os próximos quatro anos sejam um tanto mais leves para todos.

Mais uma vez, obrigada pela cobertura, professor. Desculpe a bagunça e o peso no servidor! :)

Anna C. em novembro 5, 2008 5:45 AM


#3

Estamos todos felizes...e, pela foto, a família é flamengo, certamente um bônus de alegria!!!

aiaiai em novembro 5, 2008 5:57 AM


#4

Idelber,

em 1989, com catorze anos chorei a derrota petista pelos colloridos. Achei que o fim havia chegado. Em 2005, desespero total... CAM na segundona. Em 2002, mais frio e menos comovido vi um operário quebrar os caminhos traçados por uma certa "burguesia" quatrocentona brasileira. Agora meu coração palpita de novo, seu texto nos convida às lagrimas. Não pq eu seja americano, mas por poder ter a honra histórica de ver on-line a história se refazendo. Desde o início do ano freqüento compulsivamente essa comunidade e pela primeira vez escrevo e gostaria de dizer: obrigado!!!!!!

Carlos Wagner em novembro 5, 2008 6:06 AM


#5

Obrigado a você, meu camarada atleticano.

E, Anna, a casa é que pede desculpas pela turbulência de ontem à noite. O blog vai precisar se equipar melhor, porque cresceu demais.

Idelber em novembro 5, 2008 6:09 AM


#6

Querido Idelber,
mesmo quando não consegui acesso, entrei pela madrugada espiritualmente conectado com vocês aí, com o Biscoito Fino e a massa, com o ar que se respira em Nova Orleans. Também chorei na presença dessa senhora do supermercado, também bebi dessa cerveja.
Sem ilusões, mas com toda a vontade.
abração alvinegro,
Zé Miguel

zé miguel wisnik em novembro 5, 2008 6:20 AM


#7

Idelber querido! Chorei hoje cedinho (aqui) quando vi, aqui no biscoito, que Obama foi eleito. E chorei de novo com o relato da tua conversa com essa senhora. Obrigada pela cobertura e por ter me ensinado tanto sobre política norte americana. Eu, que também acredito na política, fico muito feliz com esse resultado!

kellen em novembro 5, 2008 6:22 AM


#8

Meu querido Zé Miguel!

Desfrute este presente de aniversário. Com o carinho do seu amigo,

Idelber em novembro 5, 2008 6:23 AM


#9

Olá Idelber...

Seu blog é uma das minhas leituras diárias, e como muitos que o visitam diariamente, nunca comentei, mas absorvo informações valiosíssimas.
Eu queria muito estar tão entusiasmado quanto você, mas sinceramente ainda estou cético quanto às pretensões dos governantes estadunidenses em relação à América Latina. É esperar para ver, mas se levarmos em conta a história...

Gregório em novembro 5, 2008 6:26 AM


#10

Que foto maravilhosa!!!
Tô que nem criança, Idelber, de tão contente.

LucianA em novembro 5, 2008 6:34 AM


#11

Olá Idelber.....meus parabéns....eu não acreditava que isso fosse possível....portanto é sim um verdadeiro milagre....e estes milagres só são possíveis numa democracia...Alá é grande e Deus é justo....;sim só isso...

eu espero que está vitória instaure um novo tempo nos EUA e no mundo....e que a máquina não devore este extraordinário lider....

estou na torcida....e vamo que vamo....
yes, we can....

Daniel Boeira em novembro 5, 2008 6:37 AM


#12

Muito bons os dois discursos. Qualificaram tanto o vencedor quanto o derrotado.

A tarefa que se estende à frente é muito complicada, mas o momento (histórico) é de se emocionar e comemorar.

Anrafel em novembro 5, 2008 6:52 AM


#13

Oba...ma! Idelber, também me emocionei muito com sua emoção.
Saudações obamistas e atleticanas, ou seja, sempre esperançosas
do amigo

Jair Fonseca em novembro 5, 2008 7:07 AM


#14

Grande Idelber

Parabens! Estive ontem aqui acompanhando, mas sem postar. A única vez que tentei já depois da 1h, já com a projeção de Ohio e end game, deu pau, ai fui dormir. Muito legal!

Ah. E FELIZ ANIVERSÁRIO atrasado! Bem vindo aos enta! Que presentão hein?

[]'s

Eneraldo

Eneraldo Carneiro em novembro 5, 2008 7:07 AM


#15

Cheers!

Catatau em novembro 5, 2008 7:16 AM


#16

É interessante olhar para as grandes cidades:

Em Manhattan, 85 a 13 pro Obama (Não precisa nem falar de Bronx, Queens e Brooklyn, né?!).

Chicago: 75 x 23; Detroit: 74 x 24.

LA: 69 x 28; San Francisco: 73 x 24.

Miami: 58 x 41.

No Texas (red state), Obama levou Houston, Dallas e Austin...

Na Lousiana do Idelber (também red state), New Orleans 79 x 19.

Por aí vai...

Marcelo em novembro 5, 2008 7:32 AM


#17

Os "red voters" se tornaram apenas rednecks...

Marcelo em novembro 5, 2008 7:36 AM


#18

e nos, quando vamos eleger o nosso presidente negro??? a midia jah tah armando pro vampiro ser presidente em 2010!!!

olhei agora ha pouco o mapa do uol com a votaçao por estados e eles tinham colocado vermont como indeciso... acho que vou dar o link do teu blog pro pessoal do uol, que achas idelber?

abraçao

fabiana em novembro 5, 2008 7:38 AM


#19

fabiana, o vampiro já tá fazendo bronzeamento artificial na calada da madrugada...
ahahahaha
ótima cobertura, Idelber
abç

gugala em novembro 5, 2008 7:42 AM


#20

E eu, que daqui a pouco vou ter de mostrar minha carteirinha de identidade pra usufruiu das benesses da senectude, me emocionei com seu relato. Tudo, TUDO mesmo, que quero saber sobre as eleições nos USA é aqui que venho aprender. Abração.

Cláudio Costa em novembro 5, 2008 7:52 AM


#21

Pessoalmente eu acreditava que o Senador Obama ganharia a eleição americana, mas nem nos meus mais loucos delírios achei que seria de lavada como foi! Achei que seriamos obrigados a assistir o mesmo filme das eleições anteriores, com recontagens e mais recontagens de votos e pesquisas eleitorais furadas, só que para a imensa alegria dos partidários de Obama graças a Deus isso não aconteceu. Agora que o resultado final é conhecido o meu desejo é que o Senador de Illinois dê início a uma era de mais tolerância no território americano (se ferrou, Cinturão Biblico! rs...rs...rs...) e de mais diálogo entre a maior potência do mundo (não, o Império Americano ainda não caiu, apesar da Crise Financeira!) e o resto do Mundo. A gente sabe que coisas como o embargo a Cuba, Abu Ghraib, Guantanamo e o Patriotic Act não irão desaparecer automaticamente assim que o Obama sentar na cadeira presidencial em 20 de Janeiro de 2009, mas... A Esperança é a última que morre, não é mesmo? E foi justamente essa Esperança que fez com que em um país onde a cinqüenta anos atrás uma parte expressiva de sua população fosse obrigada a usar banheiros separados dos brancos hoje tivesse um dos seus conquistando o mais alto de todos os cargos.

Para finalizar esse post, eu acho conveniente relembrarmos Marcus Garvey, um ativista negro e jamaicano que teve uma atuação política importante tanto na Inglaterra quanto nos EUA. Não concordo com muitas coisas ditas por Garvey (muitas de suas idéias tinham um cárater francamente supremacista), todavia uma vez ele fez uma "profecia" interessante, que reproduzirei abaixo:

"Quando um rei negro for coroado na África, é sinal que a redenção está próxima."

Tomara que nessa "profecia" Garvey tenha errado apenas a localização geográfica!

Antes que eu me esqueça: parabéns pela cobertura, Professor! Ela estava melhor que a de muito jornalão brasileiro!

Claudio Roberto Basilio em novembro 5, 2008 8:00 AM


#22

Idelber!!

Como alguém disse acima, tô "que nem criança" de feliz!! Tenho orgulho de ver esse dia acontecer... confesso que tive profundo medo de que isso não acontecesse. Tenho orgulho de ver um presidente negro, sensato, inteligente no governo dos EUA. Como pessoa, como cidadã brasileira e como afro-brasileira.
Junto-me aos muitos que te agradecem pela cobertura e pelas lindas palavras. Obrigada! E feliz aniversário atrasado! :)

Ananda em novembro 5, 2008 8:03 AM


#23

Idelber, esqueci de perguntar uma coisa: o salário mínimo dos EUA é de 6 dólares/ hora?
Merci :)

Ananda em novembro 5, 2008 8:06 AM


#24

Idelber querido,
ontem a Fal esteve em BH para o Sempre um Papo. Depois da conversa (ótima), seguimos para aquele mesmo bar (ex-panorama) pra onde fomos depois do show do TomZé, lembra? Estava uma delícia: Fal, Fefê, Ju, Meg, Cynthia Semíramis, Nalu e outras queridas. De casa, o Leo lia o seu blog e nos mandava mensagens contando sobre a eleição de Obama. Emocionante. Lindo. Estou muito feliz. Comovida mesmo. Obrigada pela cobertura, tenho orgulho de ser sua amiga. Me deu de novo vontade de ir para New Orleans, para o sanduíche. Ontem eu comentei com Leo que os intelectuais daqui são muito deslumbrados com a Europa, a França, e adoram criticar os Estados Unidos, a ignorância, o consumismo blablabla. Mas foram essas pessoas aí que elegeram o Obama. É um país surpreendente e formidável. Que bonito. Sei que Obama não é a solução para todos os problemas, longe disso, mas estou esperançosa e otimista com os próximos anos. Ah: parabéns pelo seu aniversário. Quando veremos vc e Ana de novo? beijo.

Laura em novembro 5, 2008 8:11 AM


#25

Por que Obama ganhou, Idelber?

Entre muitos outros motivos, foi por causa da luta de pessoas como Irene Morgan Kirkaldy.

Leiam isso:

http://news.adventist.org/data/2007/1187621678/index.html.pt

Marcos D. em novembro 5, 2008 8:12 AM


#26

Parabéns Idelber!!!
Parabéns, Idelber!!!

Dawran Numida em novembro 5, 2008 8:23 AM


#27

É bom destacar também que, ao contrário do que acontece no Brasil, o McCain também fez um discurso de reconciliação. Ninguém está falando em 3o turno.

André em novembro 5, 2008 8:30 AM


#28

Por que será que eu acho o Barack Obama parecido com o Fernando Collor de Mello? Não sei, mas ele me lembra muito o nosso ex-presidente, inclusive no apoio em massa da imprensa. Acho que por isso serei a única pessoa a não estar muito contente com essa vitória.
E olhe que lá nos EUA a alternativa era pior, muito pior.
E esse é, a meu ver, o único ponto positivo da eleição de Obama: impedir que Bush filho faça o sucessor.

De qualquer modo parabéns aos que torciam para Obama.

Valéria em novembro 5, 2008 8:37 AM


#29

cara, quem não deu pelo menos uma choradinha ontem é porque, sinceramente, weren't paying attention!

é, nada mal, vir morar nos EUA em plena Era Bush e poder ver o começo da Era Obama... :)

alex castro em novembro 5, 2008 8:38 AM


#30

Idelber, aqui foi uma emoção só, também, a gente grudado o tempo todo na TV, falando com amigos, etc. Muito obrigada a você, pelo excelente trabalho de informação e formação que realizou.

Janaina Amado em novembro 5, 2008 8:48 AM


#31

E eu, que acredito nessas coisas de nova era, acho que estamos mesmo entrando num novo momento neste nosso planeta. Por muitos motivos, a bela vitória de Obama é importante pra esta nova ordem mundial mas, neste momento, penso apenas que o sorriso deste homem e a beleza de sua mulher e de suas filhas podem estar mudando o destino de muitas crianças e jovens negros aqui pertinho de nós. Ah! que belo espelho eles têm agora...
Também estou tomando essas cervejas com vocês. E vou tomar outro bocado por aqui pra comemorar...
É muito bom começar um dia com tanta esperança. Sei que esta esperança girando ao redor do mundo é uma poderosa energia. E vai ser o combustível principal da mudança.

Socorro em novembro 5, 2008 8:49 AM


#32


Parabéns pela cobertura, emocionante como a ocasião quase obrigue que seja.
E parabéns pela escolha da espetacular segunda foto do post - ela diz mais que vários e vários parágrafos de texto. Quase chorei vendo a reação da Dona Sarah Obama... imagina o que aquela senhora não deve de estar feliz e orgulhosa.


Leonardo em novembro 5, 2008 8:50 AM


#33

Ontem à noite eu tava cercada de amigos queridos, tomando cerveja com a Fal, que veio a BH pro Sempre um Papo e acompanhando a votação pelo Biscoito, através do celular da Laura, que leu em voz alta o seu post de 01:52, quando então começamos todos a comemorar. Estou emocionada até agora. Você viu a imagem que a Luiza Voll postou? Olha lá que fuerte! Parabéns a vocês todos, eleitores americanos.

Ju Sampaio em novembro 5, 2008 8:55 AM


#34

Cumpadi Idelber, valeu pela cobertura magistral das eleições americanas. Um abração!

Inagaki em novembro 5, 2008 8:58 AM


#35

Parabéns, Idelber! Emocionante a cobertura das eleições.

Umberto Conti em novembro 5, 2008 9:18 AM


#36

Agora quando as minhas dois filhas e meu filho me perguntam, "Papi, podemos fazer qualquer coisa?" Eu posso contestar-lhes que "Sim, sin duvida!"

Me pergunto quanto tardará John Paul Stevens em anunciar a sua jubilação?

Mac Williams em novembro 5, 2008 9:20 AM


#37

Idelber

Olha isso.

via Nassif

Eneraldo Carneiro em novembro 5, 2008 9:28 AM


#38

Salve Idelber!

Que alegria, meu caro!!
Yes, we can!
Another US is possible!
Another world is possible too!
Acordei ouvindo Nina Simone para celebrar. Ela é mais uma que estaria muito feliz hoje.
E vim dar aula na FGV com minha camiseta com o Tommie Smith e o John Carlos fazendo a saudação dos Panteras Negras nas Olímpiadas de 1968!!!

Parabéns pela excelente cobertura do Biscoito.
E Viva o Presidente Obama.

Abração, mano e beijos para a Ana,

Paulinho

Paulo Fontes em novembro 5, 2008 9:33 AM


Breno Kümmel em novembro 5, 2008 9:34 AM


#40

Fiquei emocionada com suas palavras. Pela primeira vez um "discurso" pró-Obama não me cheirou a sentimentalismo cristão e barato. Obrigada!

Bruna Pattiê em novembro 5, 2008 9:36 AM


#41

idelber:
as fotos emocionam.foi importante ver isso.
romério

romério rômulo em novembro 5, 2008 9:41 AM


#42

Belo comentário, Idelber.

Já de saída Obama presta aos americanos esse enorme favor: reanima o interesse político nos jovens e desperta em muitos outros um desejo inédito de participar da coisa pública. Isso é o quanto basta para dizer, desde já, que ele é vitorioso!

Leonardo Bernardes em novembro 5, 2008 9:42 AM


#43

Puxa, Idelber, tô como o Alex Castro, ando uma choradinha (só que ainda não parei...). É piegas, mas nunca uma eleição (ainda mais estadonidense) me causou tanta emoção. O significado de Obama na história está muito além de apenas expulsar os Bush; representa evolução e esperança, e ainda trás aquele gostinho de minoria vitoriosa.

Ana Carolina em novembro 5, 2008 10:03 AM


#44

Idelber, não sei mandar com link etc, por isso recortei e colei, mas é da folha.com.br; vê se consegue melhorar...
É lindo...snif snif...
05/11/2008 - 08h22
Obama diz que mudança chegou à América, terra onde tudo é possível; leia íntegra do discurso da vitória

da Folha Online
Barack Obama, 47, foi eleito o primeiro presidente negro e o 44º da história dos Estados Unidos, nesta quarta-feira.
"Se pessoas ainda têm dúvidas de que a América é o lugar onde as coisas são possíveis, que ainda acreditam que o sonhos dos nossos fundadores ainda estão vivos, se ainda questionam o poder da nossa democracia, esta noite é a sua resposta", afirmou Obama em seu discurso de vitória, a milhares de partidários, em Chicago, Illinois --Estado pelo qual Obama é senador.
Leia abaixo a íntegra do discurso:
"Oi, Chicago.
Se alguém ainda duvida que a América é um lugar onde tudo é possível, ainda pergunta se o sonho dos pioneiros ainda estão vivos em nossos tempos, ainda questiona o poder da nossa democracia, esta noite é sua resposta.
É a resposta das filas que cercaram escolas e igrejas em números que essa nação nunca havia visto. Das pessoas que esperaram três horas e quatro horas, muitas pela primeira vez em suas vidas, porque acreditavam que desta vez precisava ser diferente, que as suas vozes podiam fazer diferença.
É a resposta de jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, índios, gays, heterossexuais, deficientes e não-deficientes. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo de que nós nunca fomos somente uma coleção de indivíduos ou uma coleção de Estados vermelhos e azuis.
Nos somos, e sempre seremos, os Estados Unidos da América.
É a resposta que recebeu aqueles que ouviram --por tanto tempo e de tantos-- para serem cínicos, medrosos e hesitantes sobre o que poderiam realizar para que coloquem a mão no arco da história e torçam-no uma vez mais, na esperança de dias melhores.
Faz muito tempo, porém, nesta noite, por causa do que fizemos nesse dia de eleição, nesse momento decisivo, a mudança chegou à América.
Um pouco mais cedo nesta noite, recebi um telefonema extraordinariamente gracioso do senador McCain. Ele lutou muito e por muito tempo nesta campanha. Ele lutou ainda mais e por ainda mais tempo por esse país que ele ama. Ele enfrentou sacrifícios pela América que a maioria de nós nem pode começar a imaginar. Nós estamos melhores graças ao serviços desse líder bravo e altruísta.
Eu o parabenizo e parabenizo a governadora Palin por tudo que eles conquistaram. Eu estou ansioso por trabalhar com eles e renovar a promessa dessa nação nos próximos meses.
Eu quero agradecer meu parceiro nessa jornada, um homem que fez campanha com o coração e que falou para os homens e mulheres com os quais cresceu, nas ruas de Scranton, e com os quais andou de trem a caminho de Delaware, o vice-presidente eleito dos EUA, Joe Biden.
E eu não estaria aqui nesta noite sem a compreensão e o incansável apoio da minha melhor amiga dos últimos 16 anos, a rocha da nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira-dama dessa nação, Michelle Obama. Sasha e Malia [filhas de Obama] eu as amo mais do que vocês podem imaginar. E vocês mereceram o cachorrinho que irá morar conosco na nova Casa Branca.
E, embora ela não esteja mais entre nós, eu sei que minha avó está assistindo, ao lado da família que construiu quem eu sou. Eu sinto falta deles nesta noite. Eu sei que minha dívida com eles está além de qualquer medida.
Para minha irmã Maya, minha irmã Alma, todos os meus irmãos e irmãs, muito obrigado por todo o apoio que me deram. Sou grato a eles.
E agradeço ao meu coordenador de campanha, David Plouffe, o herói anônimo da campanha, que construiu o que há de melhor --a melhor campanha política, penso, da história dos EUA.
Ao meu estrategista-chefe David Axelrod, que tem sido um companheiro em todos os passos do caminho. À melhor equipe de campanha reunida na história da política --você fizeram isso acontecer, e eu serei sempre grato pelo que vocês sacrificaram para conseguir.
Mas, acima de tudo, eu nunca esquecerei a quem essa vitória realmente pertence. Isso pertence a vocês. Isso pertence a vocês.
Eu nunca fui o candidato favorito na disputa por esse cargo. Nós não começamos com muito dinheiro ou muitos endossos. Nossa campanha não nasceu nos corredores de Washington. Nasceu nos jardins de Des Moines, nas salas de Concord e nos portões de Charleston. Foi construída por homens e mulheres trabalhadores que cavaram as pequenas poupanças que tinham para dar US$ 5, US$ 10 e US$ 20 para essa causa.
Ela [a campanha] cresceu com a força dos jovens que rejeitaram o mito de apatia da sua geração e deixaram suas casas e suas famílias por empregos que ofereciam baixo salário e menos sono.
Ela tirou suas forças de pessoas não tão jovens assim que bravamente enfrentaram frio e calor para bater às portas de estranhos e dos milhões de americanos que se voluntariaram e se organizaram e provaram que, mais de dois séculos mais tarde, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desapareceu da Terra.
Essa é a nossa vitória.
E eu sei que vocês não fizeram isso só para ganhar uma eleição. E eu sei que vocês não fizeram tudo isso por mim.
Vocês fizeram isso porque entendem a grandiosidade da tarefa que temos pela frente. Podemos comemorar nesta noite, mas entendemos que os desafios que virão amanhã serão os maiores de nossos tempos --duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira do século.
Enquanto estamos aqui nesta noite, nós sabemos que há corajosos americanos acordando nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscar suas vidas por nós. Há mães e pais que ficam acordados depois de os filhos terem dormido se perguntando como irão pagar suas hipotecas ou o médico ou poupar o suficiente para pagar a universidade de seus filhos. Há novas energias para explorar, novos empregos para criar, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para reparar.
O caminho será longo. Nossa subida será íngreme. Nós talvez não cheguemos lá em um ano ou mesmo em um mandato. Mas, América, nunca estive mais esperançoso do que chegaremos lá. Eu prometo a vocês que nós, como pessoas, chegaremos lá.
Haverá atrasos e falsos inícios. Muitos não irão concordar com todas as decisões ou políticas que eu vou adotar como presidente. E nós sabemos que o governo não pode resolver todos os problemas. Mas eu sempre serei honesto com vocês sobre os desafios que enfrentar. Eu vou ouvir vocês, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, eu vou pedir que vocês participem do trabalho de refazer esta nação, do jeito que tem sido feito na América há 221 anos --bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada por mão calejada.
O que começamos 21 meses atrás no inverno não pode terminar nesta noite de outono. Esta vitória, isolada, não é a mudança que buscamos. Ela é a única chance para fazermos essa diferença. E isso não vai acontecer se voltarmos ao modo como as coisas eram. Isso não pode ocorrer com vocês, sem um novo espírito de serviço, um novo espírito de sacrifício.
Então exijamos um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, com o qual cada um de nós irá levantar e trabalhar ainda mais e cuidar não apenas de nós mesmos mas também uns dos outros. Lembremos que, se essa crise financeira nos ensinou uma coisa, foi que não podemos ter uma próspera Wall Street enquanto a Main Street sofre.
Nesse país, nós ascendemos ou caímos como uma nação, como um povo. Resistamos à tentação de voltar ao bipartidarismo, à mesquinhez e à imaturidade que envenenou nossa política por tanto tempo.
Lembremos que foi um homem deste Estado que primeiro carregou a bandeira do Partido Republicano à Casa Branca, um partido fundado sobre valores de autoconfiança, liberdade individual e unidade nacional.
Esses são valores que todos compartilhamos. E enquanto o Partido Democrata obteve uma grande vitória nesta noite, isso ocorre com uma medida de humildade e de determinação para curar as fissuras que têm impedido nosso progresso.
Como [o ex-presidente Abraham] Lincoln [1861-1865] afirmou para uma nação muito mais dividida que a nossa, nós não somos inimigos, e sim amigos. A paixão pode ter se acirrado, mas não pode quebrar nossos laços de afeição. E àqueles americanos cujo apoio eu ainda terei que merecer, eu talvez não tenha ganho seu voto hoje, mas eu ouço suas vozes. E eu preciso de sua ajuda. Eu serei seu presidente também.
E a todos aqueles que nos assistem nesta noite, além das nossas fronteiras, de Parlamentos e palácios, àqueles que se reúnem ao redor de rádios, nas esquinas esquecidas do mundo, as nossas histórias são únicas, mas o nosso destino é partilhado, e uma nova aurora na liderança americana irá surgir.
Àqueles que destruiriam o nosso mundo: nós os derrotaremos. Àqueles que buscam paz e segurança: nós os apoiamos. E a todos que questionaram se o farol da América ainda ilumina tanto quanto antes: nesta noite nós provamos uma vez mais que a verdadeira força da nossa nação vem não da bravura das nossas armas ou o tamanho da nossa riqueza mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e inabalável esperança.
Esse é o verdadeiro talento da América: a América pode mudar. Nossa união pode ser melhorada. O que já alcançamos nos dá esperança em relação ao que podemos e ao que devemos alcançar amanhã.
Essa eleição teve muitos "primeiros" e muitas histórias que serão contadas por gerações. Mas há uma que está em minha mente nesta noite, sobre uma mulher que votou em Atlanta. Ela seria como muitos dos outros milhões que ficaram em fila para ter a voz ouvida nessa eleição não fosse por uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.
Ela nasceu apenas uma geração após a escravidão; uma época na qual não havia carros nas vias nem aviões nos céus; quando uma pessoa como ela não podia votar por dois motivos --porque era mulher ou por causa da cor da sua pele. Nesta noite penso em tudo que ela viu neste seu século na América --as dores e as esperanças, o esforço e o progresso, a época em que diziam que não podíamos, e as pessoas que continuaram com o credo: Sim, nós podemos.
Em um tempo no qual vozes de mulheres eram silenciadas e suas esperanças descartadas, ela viveu para vê-las se levantar e ir às urnas. Sim, nós podemos.
Quando havia desespero nas tigelas empoeiradas e a depressão em toda parte, ela viu uma nação conquistar seu New Deal, novos empregos, um novo senso de comunidade. Sim, nós podemos.
Quando bombas caíam em nossos portos e a tirania ameaçava o mundo, ela estava lá para testemunhar uma geração chegar à grandeza, e a democracia foi salva. Sim, nós podemos.
Ela estava lá para ver os ônibus em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, a ponte em Selma e um pregador de Atlanta que disse "Nós Devemos Superar". Sim, nós podemos.
Um homem chegou à Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo foi conectado por nossa ciência e imaginação. Neste ano, nesta eleição, ela tocou o dedo em uma tela e registrou o seu voto porque, após 106 anos na América, através dos melhores e dos mais escuros dos tempos, ela sabe que a América pode mudar. Sim, nós podemos.
América, nós chegamos tão longe. Nós vimos tanto. Mas há tantas coisas mais para serem feitas. Então, nesta noite, devemos nos perguntar: se nossas crianças viverem até o próximo século, se minhas filhas tiverem sorte suficiente para viver tanto quanto Ann Nixon Cooper, quais mudanças elas irão ver? Quanto progresso teremos feito?
É nossa chance de responder a esse chamado. É o nosso momento.
Esse é nosso momento de devolver as pessoas ao trabalho e abrir portas de oportunidade para nossas crianças; de restaurar a prosperidade e promover a paz; de retomar o sonho americano e reafirmar a verdade fundamental de que, entre tantos, nós somos um; que, enquanto respirarmos, nós temos esperança. E onde estamos vai de encontro ao cinismo, às dúvidas e àqueles que dizem que não podemos. Nós responderemos com o brado atemporal que resume o espírito de um povo: Sim, nós podemos.
Obrigado. Deus os abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América.
Tradução de GABRIELA MANZINI

Ana Carolina em novembro 5, 2008 10:17 AM


#45

Olá, gostei de seu comentário sobre Obama é tudo. Vou postar um pedacinho de seus comentário em meu blog, espero que3 permita, com os devidos créditos claro. Visite-nos. www.eletronicaborges.blogspot.com

Borges em novembro 5, 2008 10:39 AM


#46

Daqui a uns anos, quando me perguntarem "onde vc estava quando Obama foi eleito?" Eu vou responder: no blog do Idelber. Ó que luxo! Beijocas

Monix em novembro 5, 2008 10:41 AM


#47

Aos poucos o establishment vai percebendo que governar e ser presidente sao coisas diferentes. Assim como um dia se percebeu que mandar somente os americanos para a guera era desperdicio, agora ja se percebe que dar a cara no governo e tambem perda de tempo, o establishment quando precisa de alguem para fazer o serviço sujo, abre mao de aparecias.
Foi assim no Brasil com lula que ao chegar no governo fez o que se tentava ha muito tempo: - taxou os inativos, aumentou o superavit primario… e a massa burra nem ai, aplaudiu em sua ignorancia.
Isso tudo lembra a passagem da Revolucao dos bichos quando logo apos tomar a fazenda e proposto economizar o leite…
Cada vez mais a arte de dominar vai se tornando mais sutil, e a turma acompanha em regogigio biblico.
gj

Gunter jr em novembro 5, 2008 10:59 AM


#48

Parabéns ao povo norte-americano por estar chegando à sua maturidade espiritual! Todos nós nos regozijamos e nos esperançamos com um mundo melhor.

josaphat em novembro 5, 2008 11:01 AM


#49

É, Idelber, a gente não tem jeito. Essas eleições foram uma overdose de esperança na veia. Não sei se a viagem será boa, mas as pessoas tentam sempre. Isso é o que importa. Boa sorte para o povo daí, e o de cá. Tua cobertura "sobrou". Parabéns. Superbeijo.

maira parula em novembro 5, 2008 11:03 AM


#50

Yes, you did, apesar de tantos revezes, a maioria do povo dos Estados Unidos pôde mostrar ao mundo porque são uma nação extraordinária, capaz de gerar um líder extraordinário em momentos que exigem o excepcional. Posso imaginar o sentimento de tantos norte-americanos hoje porque foi assim que me senti duas vezes no Brasil, primeiro em 2002, aos 62 anos de idade, e, novamente, quatro anos depois. Obrigada pela companhia de sua excelente cobertura das eleições. Vera Pereira Borda

Vera Borda em novembro 5, 2008 11:34 AM


#51

Idelber, como leitora cativa porém silenciosa até ontem, só queria agradecer a você pela cobertura brilhante (não apenas com fontes precisas e opiniões ponderadas, mas com um texto tão bem escrito) e dizer que, apesar de eu estar com a TV ligada zapeando entre a CNN e a MSNBC, com o laptop entre os sites da CNN, NY Times e MSNBC, nunca vou me esquecer que foi aqui no Biscoito que eu li sobre o nosso novo presidente (moro na Califórnia, Bay Area) e foi aqui onde eu derramei a primeira lágrima. Obrigada por tudo!

Viviana em novembro 5, 2008 11:55 AM


#52

Idelber, tua cobertura foi ótima, desde o início. Tuas postagens sobre esta eleição são um dos melhores documentos sobre o assunto, e talvez até merecessem uma página exclusiva linkada aqui na página principal.

César em novembro 5, 2008 12:09 PM


#53

Nossa, isso tudo é bonito demais. Um momento incrível, e o Biscoito sempre em cima de cada movimentação. Valeu a cobertura, Idelber, e um grande abraço!

Cleber em novembro 5, 2008 12:11 PM


#54

A mulher do mercado deve ter pensado: "Nossa, esse barbudinho deve ter bebido todas", hehe.

Jotape em novembro 5, 2008 12:20 PM


#55

Me emocionei lendo seu post...
Tive que disfarçar o choro aqui no trabalho.

Parabéns a todos os americanos que se empenharam para essa vitória!!


Ana em novembro 5, 2008 12:24 PM


#56

Caríssimo Professor.
Parabéns pela excelente cobertura, não só da noite da vitória, mas durante todo o processo, como ja comentaram seu trabalho ajudou a informar e formar. Orgulho por um negro chegar à presidência da ainda potência que são os Estados Unidos da América. Mas estou mais emocionada com a sua emoção, com o post belíssimo que você nos brindou - as fotos, a velha dama que o levou a chorar -. Mas..., sempre um mas... com minha idade já vi elefante voar, então... , entendo eu, não podemos ter ilusões além das possíveis. Há muito coisa em jogo, as forças são poderosas. Um último detalhe: também achei que um dos aspectos mais mportantes desse processo (e mais a crise ) mostrou que a desqualificação da política, o esquecimento da política (livros já foram escritos sobre isso) parece que deu a volta por cima. Conflitos políticos, coletivos, só têm solução na política.
Forte abraço
Marilda Costa

Marilda S. Costa em novembro 5, 2008 12:40 PM


#57

Caro colega, menos com o seu ufanismo, é evidente que obama é uma baita novidade, mas não espere-se nada nadica de radical e diferente,,, diferente seria retirar o embargo de cuba, duvido... diferente seria retirar a taxação ao etanol brasileiro, duvido... diferente seria interromper qualquer escalada militar onde quer que seja, duvido,,, obama será melhor que Bush, apenas isso

Raul Quadros em novembro 5, 2008 12:53 PM


#58

Imaginei que você devia estar pulando de alegria!

Te em novembro 5, 2008 12:59 PM


#59

Veja aí Idelber, terá ele coragem?

O pedido de Saramago à Obama

Do escritor português José Saramago em seu blog, 05-11-2008:

Há poucos minutos uma estação de rádio portuguesa quis saber qual seria a primeira medida de governo que eu proporia a Barack Obama no caso de ele ser, como tantos andamos a sonhar desde há um ano e meio, o novo presidente dos Estados Unidos. Fui rápido na resposta: desmontar a base militar de Guantánamo, mandar regressar os marines, deitar abaixo a vergonha que aquele campo de concentração (e de tortura, não esqueçamos) representa, virar a página e pedir desculpa a Cuba. E, de caminho, acabar com o bloqueio, esse garrote com o qual, inutilmente, se pretendeu vergar a vontade do povo cubano. Pode suceder, e oxalá que assim seja, que o resultado final desta eleição venha a investir a população norte-americana de uma nova dignidade e de um novo respeito, mas eu permito-me recordar aos falsos distraídos que lições da mais autêntica das dignidades, das quais Washington poderia ter aprendido, as andou a dar quotidianamente o povo cubano em quase cinquenta anos de patriótica resistência.
Que não se pode fazer tudo, assim de uma assentada? Sim, talvez não se possa, mas, por favor, senhor presidente, faça ao menos alguma coisa. Ao contrário do que acaso lhe tenham dito nos corredores do senado, aquela ilha é mais que um desenho no mapa. Espero, senhor presidente, que algum dia queira ir a Cuba para conhecer quem lá vive. Finalmente. Garanto-lhe que ninguém lhe fará mal.

cesar em novembro 5, 2008 12:59 PM


#60

Todos já devem ter percebido como os comentários da mídia sobre o "cavaleiro da mudança", "homem da esperança", "o que veio para salvar a terra do caos" e tanto outros epítetos em relação ao negro com nome mulçumano Barak Obama não é mesmo?

Cuidado, pois por trás de tanta ovação e puxa saquice esconde "um quê" de racismo cordial somente encontrado neste dito "paraíso racial" chamado Brasil. É preciso muita cautela e cuidado com os editoriais de nossa imprensa nativa.

Agora vamos ao que interessa, o que vale mesmo e ninguém vai retroceder, ou seja, a imagem do homem negro, homem aqui no sentido de ser humano negro, este ficará estampado por um longo tempo em milhares de capas de revista, invadirá o noticiário horas a fio, percorrerá o planeta inteiro e tudo isso chamando a atenção de olhares de milhões de crianças negras por toda a parte. Estas, o principal alvo. Crianças negras, as principais vítimas do racismo declarado e depois institucional, elas serão invadidas em sua psique com este feito simbólico, este feito arrasador em sua formação. Isso ninguém tira. Ele pode até fracassar, mas este fracasso somente arrancará comentários e observações de nós adultos, marmanjões e conjêneres. Uma criança em formação não quer saber de inflação, queda de império, Partido Democrata, Republicano, não quer saber se o principal assessor de Obama é conservador, não quer saber de queda das bolsa de valores, de guerra no Iraque, não quer saber nada disso. Esta criança negra se orgulhará de ver uma família negra ocupando a Casa Branca. Ficará feliz em chegar no dia seguinte em sua sala de aula e ostentar uma foto de Obama e mostrará feliz para os seus coleguinhas que por vezes trazem de casa uma educação que opera em racismo contra elas.

Aí muitos dirão: E se ele fracassar? Isso não vai representar uma derrota na psique delas mesmo? Isso não irá ser demonstrado como uma derrota para o homem negro, um sinal de fracasso quando ele chega até o topo?

Bom, na minha modesta opinião estes comentários(previsões) sobre o tal fracasso no imaginário de crianças negras são autênticas observações racistas. Afinal de contas, quando um branco fracassa, ninguém espera operar-se no imaginário de crianças brancas que brancos são tendentes ao insucesso quando estão dirigindo uma nação.

Chico Mendes em novembro 5, 2008 1:06 PM


Milton Ribeiro em novembro 5, 2008 1:07 PM


#62

E a Sacha e Malia ganharão um cachorrinho \o/
melhor seria se esse bichinho fosse adotado.
Idelber, como leitora assídua mas bem quietinha, faço minhas as palavras da MOnix:"Daqui a uns anos, quando me perguntarem "onde vc estava quando Obama foi eleito?" Eu vou responder: no blog do Idelber."
Obrigada!

Lucila em novembro 5, 2008 1:18 PM


#63

Ao assistir à eleição de Obama me veio à memória Richard Rorty (1931/2007) e lamento que ele não tenha assistido à vitória que muito ajudou a construir.

(As citações são de "Achieving our country - Leftist Thought in Twentieth- century America", na edição brasileira "Para realizar a América: o pensamento de esquerda no Séc. XX na América", DP&A editora, 1999)

velha esquerda

Seria uma boa idéia parar de perguntar em que momento teria sido imperdoavelmente tarde, ou imperdoalvelmente cedo, sair do partido comunista. Deveríamos parar de perguntar também em que momento teria sido tarde demais, para posicionar-se contra a guerra do Vietnã. Daqui a cem anos, Howe e Galbraith, Harrington e Schlesinger, Wilson e Debs, Jane Addams e Angela Davis, Felix Frankfuerter e John L. Lewis, W.E.B. Du Bois e Eleanor Roosevelt, Rober Reich e Jesse Jackson serão todos lembrados por levar adiante a causa da justiça social. Eles serão todos visto como tendo estado "na esquerda".
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nova esquerda

A América terá sempre uma enorme dívida para com a ira que explodiu pelo país entre 1964 e 1972. Não sabemos como nosso país estaria hoje se aquela ira não se fizesse sentir. Mas podemos estar bem certos de que seriam um lugar muito pior do que é.
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Salvando-nos da Guerra do Vietnã, a Nova Esquerda pode ter-nos salvo de perder nossa identidade moral.
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Sua perda de paciência era o resultado de uma indignação moral perfeitamente justificada, completamente sincera - indignação moral que, a Nova Esquerda acertadamente percebia, nós reformistas estávamos muito cansados e muito prostrados para sentir.
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velha e nova esquerda

A meu ver, as honras deveriam ser divididas uniformemente entre a Esquerda Reformista mais velha e a Nova Esquerda dos anos de 1960. Os herdeiros dessa esquerda mais velha deveriam deixar de remoer as coisas estúpidas e autodestrutivas que a Nova Esquerda fez e disse lá pelo fim dessa década. Os que são nostálgicos dos anos sessenta deveriam deixar de remoer que Schlesinger mentiu sobre a Baía dos Porcos e que Hook votou em Nixon. Todos nós deveríamos nos orgulhar de um país cujos historiadores algum dia dignificarão as realizações de ambas estas esquerdas.


esquerda cultural
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A academia americana fez tanto para superar o sadismo durante os últimos trinta anos quanto fez para superar o egoísmo durante os primeiros setenta anos do século. Encorajar os estudantes a se tornarem o que os neoconservadores zombeteiros chamam de "politicamente corretos" transformou o país em um lugar muito melhor. Acadêmicos esquerdistas americanos têm muito do que se orgulhar. Seus críticos conservadores, que não têm soluções a propor nem para o sadismo americano, nem para o egoísmo americano, têm muito do que se envergonhar.
....................................................................................
Todavia, existe um lado escuro na história de sucesso que contei sobre a Esquerda Cultural posterior aos anos de 1960. Durante o mesmo período no qual o sadismo socialmente aceito diminuiu cada vez mais. É como se a esquerda americana não pudesse dar conta de mais do que uma iniciativa de cada vez - é como se a esquerda ou tivesse que ignorar o estigma para se concentrar sobre o dinheiro, ou vice-versa.
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Quando a direita proclama que o socialismo fracassou, e que o capitalismo é a única alternativa, a Esquerda Cultural tem pouco a dizer para retrucar. Pois ela prefere não falar sobre dinheiro.
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esquerda e esperança
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Venho argumentando(...) que nós americanos não devemos assumir o ponto de vista de um espectador cosmopolita distanciado. Devemos encarar as verdades desagradáveis sobre nós mesmos, mas não devemos tomar estas verdades como a última palavra sobre as nossas chances de felicidade, ou sobre nosso caráter nacional. Nosso caráter nacional ainda está sendo feito. Poucos em 1897 teriam previsto o Movimento Progressivo, as quarenta horas semanais de trabalho, o voto feminino, o New Deal, o Movimento dos Direitos Civis, o sucesso da segunda onda feminista, ou o Movimento dos Direitos dos Homossexuais. Ninguém em 1997 pode saber que a América não testemunhará, no curso do próximo século, um progresso moral ainda maior.

Whitman e Dewey tentaram substituir conhecimento por esperança. Eles quiseram colocar sonhos utópicos compartilhados - sonhos de uma sociedade idealmente decente e civilizada - no lugar do conhecimento da Vontade de Deus, da Lei Moral, das Leis da História, ou dos Fatos da Ciência. O partido deles, o partido da esperança, tornou a América do século XX mais que apenas um gigante econômico e militar. Sem a esquerda americana, poderíamos ainda ter sido fortes e bravos, mas ninguém teria sugerido que nós éramos bons. Enquanto nós tivermos uma esquerda política funcionando, ainda temos uma chance de construir nosso país, e torná-lo o país dos sonhos de Whitman e Dewey.


Fernando Trindade em novembro 5, 2008 2:13 PM


#64

Amig@s querid@s:

Vou me permitir só um alô e um agradecimento gerais, pelas palavras carinhosas de vocês, pela presença aqui no blog, pela interlocução nesta data histórica.

Respondendo aos amigos de BH: chego aí dia 13 de dezembro e fico até meados de janeiro.

E a sugestão do César é ótima: vou criar uma tag e reunir todos os posts sobre as eleições americanas numa página só.

Abração afetuoso e ainda emocionado,

Idelber em novembro 5, 2008 2:33 PM


#65

V. tem toda razão professor.
Apenas dois comentários:
- a vitória de Obama é a derrota da direita fundamentalista e reaça;
- que Obama se cuide, pois os reaças e direitosos não o perdoarão.
abraço, armando

Armando em novembro 5, 2008 3:05 PM


#66

E mais, caro professor: um cara que vive com 3 mulheres e que tinha como guia outra mulher (sua avó materna), tem que ser gente boa.

Armando em novembro 5, 2008 3:12 PM


#67

Agora que me mudei pra capital mineira está mais difícil de comentar no blog, mas que vitória linda hein Idelber. A cobertrura do começo ao fim foi impecável também, muito boa mesmo. Impressionante quando uma voz nova aparece, o coração das pessoa se mobiliza. Isso é uma coisa muito linda de se ver (assim como foi na vitória do Lula em 2002).

Bonito quando as pessoas tomam as ruas pra abafar o silêncio opressivo do conservadorismo. Acabei de ler um livro muito legal do Ryzsard Kapucinski ("A guerra do futebol") que tem um trecho muito bonito sobre isso:

"Nos dias de hoje, fala-se muito sobre combater a poluição sonora, no entanto a luta contra o silêncio é muito mais importante. Na luta contra a poluição sonora o que está em jogo é a paz de espírito; na luta contra o silêncio, estão em jogo vidas humanas. Ninguém justifica e nem defende aqueles que fazem muito barulho, enquanto aquele que introduz o silêncio em seu país é protegido pelo aparato da represão. Por isso a luta contra o silêncio é tõ árdua.

Seria interessante se lguém pesquisasse té que ponto os sistems mundiais de comunicação trabalham a serviço da comunicação e até que ponto a serviço do silêncio e do amordaçamento. Há mais que é dito ou do que não é dito? É possível calcular o número de pessoas que atuam no mundo da propaganda. E se calculássemos o número dos que se dedicam ao ramo da manutenção do silêncio? Qual dos dois seria maior?"

Quem se lembra do que foi o começo da Guerra ao terrorismo sabe que qualquer movimento em direção uma visão diferente de mundo estava bem distante da imprensa e da sociedade americana nos primeiros anos Bush.

Ao contrário do que diziam grande parte dos veículos de comunicação no período, Obama foi enfático contra a violência, contra o Patriot Act, contra a guerra no Iraque e contra a tortura. Era uma das poucas vozes reconhecíveis contra o silêncio opressor (não estranho ver que também falam muito pouco de tudo que possa ser contestável no governo Serra - é o silêncio).

Que maravilha que essa contestação tenha sido a semente de um momento de efervescência e esperança nos EUA. Muito obrigdo pelas informções e pelo prazer em ler o blog.

Lauro Mesquita em novembro 5, 2008 3:20 PM


#68

olá, idelber. assisti o discurso de vitória de obama e não pude conter a emoção. seu texto confirma minhas mais que dickensianas 'great expectations'.
acabei escrevendo uma carta para Obama que jamais será lida. é que de vez em quando a gente acaba mandando umas mensagens em garrafas.
está no link http://notanapauta.blogspot.com/2008/11/uma-carta-para-obama.html

obs: citei parte do seu texto (sem permissão mas com crédito)

um abraço

joêzer em novembro 5, 2008 3:23 PM


#69

Idelber, você sabe como funcionam esses think thanks nos EUA e como eles se financiam? Os neocon devem estr preocupados com uma possível minguada nas verbas deles, agora que a turma foi jogada de escnteio (até mesmo por proeminentes republicanos).

Sem horizonte nacional para discurso conservador (no executivo e legisltivo) e com o ultraliberalismo anti-estatista em frngalhos, complicou pra esse pessoal, né mesmo (eram eles que chamavam o futuro presidente dos EUA de terrorista até poucs horas atrás?

Isso certamente vi ter reflexos no Brasil tb, você não acha? Ainda mais em um país em que o discurso da grande imprensa é tão contaminado (parece até coordenado) por esse tipo de ideologia.

Lauro Mesquita em novembro 5, 2008 3:27 PM


#70

Paz e bem!

E no Senado, a disputa por Minnesota com Al Franken perdendo por menos de mil votos.

Eugenio em novembro 5, 2008 3:29 PM


#71

Idelber,

O GP do Brasil de Fórmula 1 me absorveu nos últimos dias, a ponto de eu não conseguir mandar meus parabéns pelos seus primeiros 40 anos. Belo presente, recebido quatro dias depois, não?

Lewis Hamilton campeão de Fórmula 1. Barack Obama eleito presidente dos EUA. Black is beautiful!

Alessandra Alves em novembro 5, 2008 3:36 PM


#72

além da Irene, é um dia para lembrar também de Rose Parks, Malcom X, Marthin Luter King e tantos que se foram antes de poderem ver este momento.

mas a vitória é deles todos. e do mundo, se parte de nossas expectativas se confirmarem.

Radical Livre em novembro 5, 2008 4:43 PM


#73

Se eu fosse Obama nao pegaria essa bomba...torço para que ele consiga se manter sem declarar guerra a ninguem.

edu em novembro 5, 2008 4:56 PM


#74

Envie uma mensagem para o Presidente eleito, Barack Obama:

http://www.avaaz.org/po/million_messages_to_obama/

Marcos D. em novembro 5, 2008 5:04 PM


#75

Idelber, acompanhamos ontem à noite, com a Fal, cada post seu (que chegava pra gente ou por sms, ou pelo google reader), e torcemos o tempo todo. Foi emocionante pra nós, que estamos longe. Por isso, faço idéia da sua alegria! Parabéns pelo aniversário, e espero que a vitória do Obama tenha sido um bom presente ;-)

Cynthia em novembro 5, 2008 6:26 PM


#76

De fato o tal do Obama é bom de discurso. Um discurso limpo, coerente, emocionado e emocionante. Quase fui às lágrimas ao ver o rosto de Jesse Jaksom banhado em lágrimas, ao vivo, ali na madrugada! Como se sentiria Luter King se vivo fosse! Parabéms e obrigado Avelar.

Edmar C. Lima em novembro 5, 2008 7:05 PM


#77

Oi Idelber, tomara que comecemos a pensar um mundo menos belicista.

Ah, põe os créditos das fotos, a primeira é soberba.

Abraços

Xavante em novembro 5, 2008 7:51 PM


#78

Idelber,

Parabéns pela vitória do candidato do seu partido, é realmente um fato histórico que transcende as fronteiras dos EUA. Sua cobertura é mais uma prova da validade do mote "sem tesão não há solução", pois seu entusiasmo contagiou a grande maioria dos leitores, que passaram a torcer, sofrer, chorar até a catarse final, tudo isso sem avaliar os impactos da eleição do Obama no Brasil. Parece que a simpatia é o quanto basta. Bem brasileiro.

Aproveito para lembrá-lo de, quando você fizer a prometida análise mais detalhada dos números, que nos apresente o percentual dos votos do Obama em relação ao total dos votos válidos. Seria interessante compará-lo ao obtido pelo Gabeira, como observei no comentário #102 ao post "A Onda Verde e a substituição da política pela moral". Bem sei que nos EUA o voto não é obrigatório, o que torna uma comparação direta impossível, mas basta fazer uma continha simples levando em conta a taxa de abstenção, considerando-a como votos nulos, para que tenhamos uma boa "visão brasileira" da vitória do Obama.

Mais uma vez, parabéns pela acachapante vitória do Partido Democrata. Espero que este use seus poderes para o bem, não somente nos EUA, mas em todos os outros países. Se estes forem simplesmente respeitados, já será o bastante.

Luiz Candido em novembro 5, 2008 7:53 PM


#79

Idelber, a garganta está seca, nunca achei que viveria para ver e vivenciar isso, primeiro o nosso "analfabeto" que tão bem fez ao Brasil, agora é a vez do "neguinho". alcançamos o verdadeiro sentido da palavra democracia, aonde um homem é avaliado pelo seu todo, e não apenas por possuir "provas e títulos" ou pela cor da sua pele. Não é isso que faz um homem pior ou melhor, a liderança é inata, não se aprende na escola ou é monopólio dos portadores de pele mais clara, sinto orgulho de viver este momento, tenho certeza absoluta que por menor que possa ter sido a minha contribuição eu fiz parte dessa virada de página na história, como eleitor do Lula e "eleitor espírita" do Obama, posso dizer que é maravilhoso viver este momento. A vida de esquerdista é tão ou mais difícil que a vida de atleticano ou tricolor carioca como eu, não é a opção mais fácil de vida mas sem dúvida é a mais prazerosa, tal qual ser tricolor....não sei porque mas desde a madrugada eu não consigo parar de cantarolar a música "o que é o que é?" do inesquecível Gonzaguinha:

Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...

E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...

E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...

Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...


Rubem Rodriguez Gonzalez em novembro 5, 2008 8:11 PM


#80

texto lindo, idelber. parabéns!

f. em novembro 5, 2008 8:11 PM


#81

Pessoal, estou lendo, atento e ainda emocionado, os comentários.

Rubem, existe por aí, na internet, uma foto minha com a camisa do glorioso Fluminense. Tentei encontrar, não consegui.

Luiz Candido: promessa feita. Mas você já apontou o problema da comparação. Num lugar o voto é obrigatório, no outro, facultativo. Não dá para contabilizar as abstenções do mesmo jeito. Mas prometo análise dos números.

Lauro, o pensamento de direita anda em baixa, é verdade, mas não acredito que os think tanks da direita tenham grandes problemas de financiamento, não...

Luciana, Ana, Cleber, Marilda, todo mundo: beijos e abraços ainda emocionados.

Idelber em novembro 5, 2008 8:19 PM


#82

Rubem, a foto talvez esteja no blog da Lucia Malla, outra grande tricolor.

Idelber em novembro 5, 2008 8:21 PM


#83

Desde que essa vitória foi se desenhando e se confirmando tenho lembrado de vc e da sua cobertura aqui no blog. Passei para cumprimentá-lo e ler seu esfuziante texto comemorativo! Congratulações! Abç, Flávia

Flavia Motta em novembro 5, 2008 8:37 PM


#84

Idelber, quem vc acha que o Obama enfrentará em 2012? Jeb Bush? Mitt Roney?

Clines em novembro 5, 2008 8:49 PM


#85

Nossinhora, Clines! Vamos terminar a cerveja de 2008 primeiro :-)

Mas confesso que tenho vontade de escrever, um dia, um post sobre Jeb Bush. É um grande injustiçado da política americana. É um daqueles que perdeu, ao invés de ganhar, por ter um sobrenome "ilustre".

É um sujeito bem diferente do George W. Reacionário à beça, como o irmão, mas, ao contrário dele, um ser humano racional e ponderado.

Idelber em novembro 5, 2008 8:56 PM


#86

YES, WE CAN !!! , parabéns pela excelente cobertura e pelo magnífico post, coincidentemente (e antes de ver o seu... :-) ) em meu post a respeito, também optei por uma das fotos da nova primeira família... acho que dá bem o tom da emoção .

Juarez Silva (Manaus) em novembro 5, 2008 10:06 PM


#87

Não entendi: o que está faltando para acabar logo essa eleição para o Senado? Falta resolver 4 vagas. O que é que falta? Quantas destas você acha que poderão ir para os democratas? Maioria no Senado me parece fundamental para o Obama, senão fica essa bandalheira daqui no Senado brasileiro.

Vera Borda em novembro 5, 2008 10:11 PM


#88

Vera, é muito confuso. Na Geórgia, vai ter segundo turno, porque o Republicano não conseguiu 50%. No Alaska, parece que, incrivelmente, reelegeram um criminoso condenado pela justiça, e o assento republicano foi mantido. Em Minnesota, a diferença era de umas poucas centenas de votos, e estão discutindo a recontagem. Em Oregon, nós ganhamos.

Mas não chegaremos a 60, pelo que parece.

Idelber em novembro 5, 2008 10:22 PM


#89

Salve, Juarez! Pensei em você durante a memorável festa.

Idelber em novembro 5, 2008 10:23 PM


#90


Querido Idelber,

Ontem tive o prazer de ir para Grant Park assistir a essa linda vitoria de Obama. Tentei escrever alguma coisa no meu blogue ainda de ressaca. Foi indescritivel. Que energia! Que noite magica! Um grande abraco!

Cesar em novembro 6, 2008 1:26 AM


#91

Rapaz, olhando o mapa dos condados uma coisa chama a atenção: McCain ganhou em todos em Oklahoma. Que estado desgramado esse hein?

gilson em novembro 6, 2008 7:06 AM


#92

Gilson, Oklahoma é o fim do mundo. É pior que o Mississippi e Utah juntos. Aquilo não tem salvação, não.

Cesar, linkei seu belo texto no post seguinte. Abração, meu velho!

Idelber em novembro 6, 2008 7:23 AM


#93

Junto uma lágrima à sua emoção. Bravo!

christiana em novembro 6, 2008 9:08 AM


#94

Idelber,

Parabéns pela cobertura exaustiva e pelo belo texto. Por mais que eu compartilhe da visão do Sergio Leo, que lembra Kennedy como um sujeito longe de inocente em termos de intervenções externas, o que poderá ocorrer com Obama - é claro que esta eleição é histórica por muitos motivos. Só resta congratular os americanos e torcer para que Obama consiga administrar da melhor maneira a herança que receberá. Não será fácil.

Alba em novembro 6, 2008 10:53 AM


#95

Prezado Professor,
faz tempo que adotei Biscoito Fino e a massa. E de tabela, você. Começei a navegar por aqui influenciado pela minha mulher, que acaba de terminar o mestrado, orientada por um amigo seu de academia, o profº Jaime Ginzburg.
Por fim: que comentário agradável,Idelber? Tão bem narrado que me levou para dentro daquele supermercado... abs

alex em novembro 6, 2008 11:36 AM


#96

Idelber, quando os representantes dos estados se reunem para formalizar a escolha do presidente? Eles têm a liberdade de alterar o voto (um republicano votar num democrata, p.ex.?)

Clines em novembro 6, 2008 12:27 PM


#97

APAGAR OS SÍMBOLOS,PARA DESMORALIZAR A ESPERANÇA

Vejam como pensa o "Estadão"

Apagar os símbolos, para desmoralizar a esperança.
Esta parece ser a lógica de certos articulistas de direita no Brasil, para os quais a convergência no imaginário popular entre Lula e Obama é fonte de perigo.

Dora Kramer, articulista do jornal "O Estado de SP", nos brinda hoje com um resumo quase perfeito desse pensamento político. Para a articulista:

“Diante de tão farta e variada oferta de interpretações sobre os simbolismos da eleição de Barack Obama, mais fácil é saber o que não terá significado algum no decorrer do mandato do presidente eleito dos Estados Unidos.

A explicação ele mesmo forneceu quando teve desde o início da jornada o tirocínio de dar à cor da pele o molde de uma quase irrelevância. Na saudação pós-vitória, seguiu indiferente enquanto o mundo insistia em lhe pregar ao peito a divisa de “primeiro presidente negro dos Estados Unidos”.

É dele, evidente, o título: o senador democrata é negro, foi eleito presidente e, antes dele, apenas americanos de pele branca tinham chegado à Casa Branca.

Ponto, parágrafo e encerra-se aí a questão, cuja importância objetiva é parecida com a influência concreta que a profissão de torneiro mecânico exerce sobre as atividades de Luiz Inácio da Silva como presidente da República do Brasil.”

(post completo no Blog do Favre)

alex em novembro 6, 2008 1:06 PM


#98

06/11/2008 15:57

ENQUANTO ISSO, AQUI NÓS TRÓPICOS, 0 ADVOGADO DE DANTAS CHAMA PAULO HENRIQUE AMORIM E LUIS NASSIF DE JORNALISTAS DE ALUGUEL

Ao fazer a defesa oral na sessão do STF que julga a legalidade dos dois HCs que Gilmar Mendes concedeu a Daniel Dantas em 48 horas, o advogado de Daniel Dantas, Nélio Machado, disse que entrou com o primeiro HC por causa de um reportagem publicada na Folha De S.Paulo e de informações de blogs de "jornalistas de aluguel", como Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif.

O advogado José Rubens Machado de Campos, que conseguiu em segunda instância duas vitórias para Paulo Henrique Amorim em processos que moveu contra Diogo Mainardi, mandou pedir a transcrição do discurso de Nélio Machado para tomar as devidas providências.

alex em novembro 6, 2008 3:41 PM


#99

Ei, Idelber, até agora estou tocada pelo seu relato sobre a vitória de Obama. Mandei seu texto pros meus colegas de mestrado, de uma disciplina chamada diversidade e desigualdade...Como já contaram a Ju e a Laura, acompanhamos a vitória via Biscoito Fino, juntinhas da Fal que lançava o livro dela em BH. Mistura fina...
Beijos

Fefê em novembro 6, 2008 9:03 PM


#100

poxa demais seu comentario sobre a vida irradiante de barack obama um super beijo Idelber

ana paula em novembro 7, 2008 9:31 AM


#101

Oi, Idelber,
Sempre fui uma leitora (e fã) silenciosa deste blog, mas dessa vez não resisti. Muito lindo o seu relato, com doses tão precisas de inteligência e sensibilidade. Morei apenas um ano nos Estados Unidos (isso já faz uma década...), mas foi tempo suficiente para ter sido arrebatada pelo país. Torci muito pela vitória do Obama, que também me inunda de esperança. Obrigada por compartilhar conosco suas idéias.

Daniele BH em novembro 7, 2008 6:58 PM


#102

Olha, Idelber, seu post me comoveu.
Sem mais.

Carlos Vinicius em novembro 8, 2008 11:49 AM


#103

Esoero que seja feliz e trga essa paz também aopovo. A verda é que estou onvicto que vai moderar

Atanásio em novembro 13, 2008 3:56 AM


#104

Povo lindo,
Estamos vivendo momentos cruciais na história política recente e a eleição de Obama não pode ser nem super valorizada nem desvalorizada.
Ela é resultado da luta dos negros americanos, lutas que custaram vidas, sangue e muita dedicação. Nada de oba-oba (sem querer fazer trocadilho....
Mas se Obama ganha esta aura toda e emociaona tantos brazucas não é por outro motivo que o da nossa mídia (essa mesmo, a golpista) tê-lo glamurizado, enquanto demoniza outros caras, estes sim, inovadores, corajosos, colocando seus mandatos a serviço de um povo historicamente explorado, espoliado, como é o caso de Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Corrêa e Fernando Lugo. É na América do Sul, e não da Norte que a história está sendo reescrita. É aqui na América do Sul que o novo está sendo forjado. Mas o senso comum, a massa, age como hipnotizada pelo que a grande mídia a autoriza a sentir e pensar. Qdo vejo esta exaltação a Obama me dá muito receio pois ele não acena com um panorama nada inovador. Ele tem o apoio dos que sempre, sempre estiveram no poder, inclusive, contra os negros.
Lendo este momento com olhos de espiritualista eu diria que Obama encerra muitos ingedientes de um predestinado da nova Era. E deve ser mesmo. Até o que poderia ser uma lacuna, o fato dele jamais ter se identificado com a história de luta dos negros americanos, isso pode ser a senha pra a virada da página... quero ser positiva...
Porém, nós espiritualistas sabemos (ou cremos, vai...)que a clareza, o compromisso, a disposição que temos em definir nossa missão terrena, quando estamos nos planos espirituais, a maior parte das vezes é altamente comprometida ao descermos aos níveis densos da vida na matéria. E nessa hora, nos vemos diante da nossa missão e podemos não lembrar exatamente "o que era mesmo que eu ia fazer com isso???" E aí o cara de um predestinado de nova era, pode virar um Fernando Collor de Mello...
Vamos torcer por Obama, mas vamos torcer mais ainda por Lugo, por Morales, por Chávez, estes sim, rompendo com uma lógica perversa nos países que governam, numa luta dificílima contra os interesses de grupos e países mais ricos e mais fortes...

Mariângela Portela em novembro 13, 2008 1:00 PM


#105

Cabei de sair deste a abri o boletim da "Agência Carta Maior" (http://www.cartamaior.com.br/)que por sinal recomendo a quem não agüenta mais a manipulação midiática da folha, Estadão, Globo, Veja (vixe!!!) e eis que vejo um artigo de Paul Harris para o The Guardian, sobre as eleições americanas com o título "porque a América não dará o giro à esquerda".
Um bom artigo para quem não quer ficar no oba-oba (de novo, sem querer fazer trocadilho com o nominho do novo presidente).
Um trecho:"Muito da campanha de Obama estava baseado em sólidos fundamentos de centro. Seu apelo, do seu discurso na convenção de 2004 a esta campanha de 2008, sempre foi pela unidade. Ele disputou a eleição defendendo o direito constitucional de defesa dos proprietários de armas de fogo. Ele apoiou a pena de morte. Ele apostou nas promessas de cortes de impostos. Seus planos para a assistência em saúde era menos radical do que aquele da sua maior rival Democrata, Hillay Clinton ou John Edwards."

outra: "Obama pode ser mais aberto para falar com nações como Irã, Cuba, Venezuela ou Coréia do Norte. Mas as forças armadas americanas permanecerão com seus postos militares avançados em todo o mundo. Na verdade, quando se chega a questões como Paquistão e Israel, Obama tem sido às vezes mais hawkish (2) do que McCain ou Bush. Ele tem falado sobre sua vontade de usar a força. Os países que receberam bem a vitória de Obama irão provavelmente entender rápido que as relações de poder no mundo permanecem as mesmas. A Realpolitik é um jogo que todos os presidentes norte-americanos jogam. "

Mariângela Portela em novembro 13, 2008 4:55 PM


#106

Na vida, a esperanca nao pode acabar.Deus da a oportunidades para todos poderem mudar o curso da sua vida, e fazer historias maravilhosas. como disse o meu grande amigo e irmao Barack ob... tambem podemos sonhar...
vamos ajudar o USA a ser um pais de flores na lideranca do granda e maravilhoso homem que o proprio Deus colocou os ditinos deste pais nas sua mao.devemos mudar as nossas mentalidades e pensar sempre as baos accoes e devemos sonhar.
Barack, Angola esta contigo.

WANA em novembro 30, 2008 8:58 AM


#107

oba...ma...ma..., simplesmente boa sorte.

joao batista viana filho em janeiro 28, 2009 11:27 AM


#108

gostaria de receber tudo que ele falow na sua poce .

gerson em fevereiro 21, 2009 1:22 PM


#109

ain gente, era tudo que eu precisava, não achei em nenhum outro lugar, muito perfeito isso *-*
claro que complementei, mas nem precisaria, pqe tava tudo perfeito, ate os comentarios deu pra aproveitar :D
BOA SORTE, ao mundo com tudo isso né !? :)

aah e amei o visual do site tb, ta demais *-*
muito lindo, tudo de melhoradissimo :)
bjs ;**

nathália em fevereiro 26, 2009 5:07 PM


#110

olá gostei muito do presidente barack obama aho ele muito divertido gostei da história que nos contou

bjokas ate mais

camila em março 5, 2009 9:45 AM


#111

Goostei de ler um pouco sobre a vida do novo Presidente dos Estados unidos da America por que se um dia eu soubesse que o presidente dos estados unidos poderia ser um negro eu não cometeria o erro de mudar de cor.

Mizel Kosi Domingos Teca em março 26, 2009 3:54 PM


#112

muito bom!

luizinha em maio 7, 2009 11:39 AM