Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.
Vencedor dos prêmios Jabuti e Portugal-Telecom, entre outros, e aclamado pela crítica, O filho eterno (2007), de Cristovão Tezza, leva a representação da experiência pessoal na ficção a um nível de auto-reflexividade raramente visto na literatura contemporânea. O protagonista do romance recebe a notícia de que será pai em meio a uma profusão de golpes à sua auto-estima. Sustentado pela mulher, seu trabalho é a escrita, mas nela fracassa, acumulando cartas de recusa das editoras e notas de eliminações em concursos literários. Na profissão, por outro lado, ele também experiencia a derrota: relojoeiro, seu ofício é, por excelência, anacrônico. Como escritor, ele ainda não é, além de não dar indicação de que poderá vir a ser; como relojoeiro, já não tem razão de existir. Esse intervalo termina se desdobrando numa temporalidade suspensa entre o fantasma da paralisia que espreita, de perto, e o resquício de atividade e iniciativa que lhe resta. Assim se encontra ele quando recebe a notícia de que será pai.
A abordagem desse inominado personagem à vida é um exame hipercrítico e cínico da natureza arbitrária, absurda, lotérica, errática dos fatos (p. 49). Trata-se da história de como o protagonista lidará com a paternidade em meio um colapso de outras zonas de sua masculinidade – história que é narrada numa terceira pessoa singular, original, caracterizada pelo uso do discurso indireto livre em quase a totalidade do volume. O efeito é de proximidade ao pensamento do personagem, já que o narrador fala como se estivesse “dentro” da sua cabeça. Essa vizinhança, no entanto, se inverte na relação do protagonista com o mundo, que é marcada pela distância. Revise-se os grandes mestres do indireto livre, de Jane Austen em adiante, e se encontrará poucos exemplos de exploração tão hábil da tensão entre a hiper-proximidade entre voz narrativa e personagem e, ao mesmo tempo, o hiper-distanciamento entre personagem e mundo. Vemos de perto um homem que só sabe ver de longe. O efeito é o de uma empatia impossível, agônica, entre protagonista e leitor.
No corredor do hospital, esperando a mulher dar à luz, ele fuma, marcha descompassadamente, se angustia. Marcado pelo destempo, ele chega atrasado à cena que o constitui. Só no dia seguinte ao parto, junto aos indefectíveis parentes, ele inteira-se: a criança nascera com Síndrome de Down. O filho eterno é a meticulosa mas sucinta narração desse encontro da paternidade “fracassada” com uma masculinidade já em frangalhos, num mundo em que a Síndrome de Down vai progressivamente adquirindo o caráter de emblema, alegoria de uma outra relação com o tempo, que poderíamos chamar de presente perpétuo.
Estamos no Brasil de 1980, onde “Síndrome de Down” ainda é termo exclusivamente médico. No léxico possível de seu tempo, o seu filho era um mongolóide, vocábulo que carrega essa curiosa herança do colonialismo inglês, que batizou descapacitações com o nome de etnias. A natureza arbitrária, absurda, lotérica, errática dos fatos dera o veredito de trissomia daquele vigésimo-primeiro cromossomo, daquele em particular. A partir daí o protagonista, um pequeno burguês que solta a franga, como bem disse Ney Reis em sua resenha, está condenado ao contato com uma classe que despreza – a dos médicos – e ao mesmo tempo a viver a medicina como desdemonização do mundo por excelência, antídoto definitivo contra as explicações mágicas. A medicina entra no relato de Tezza como confirmação da natureza lotérica da existência.
Um dos primeiros devaneios que visita o personagem é o de que, por tudo o que lera, as crianças com Síndrome de Down morrem mais facilmente e, em geral, mais cedo. O pesadelo talvez não dure tanto, afinal. O leitor tem acesso a essas fantasias monstruosas através de uma voz narrativa que esvazia, de antemão, todo julgamento moral. Só uma gigantesca viseira poderia levar a uma leitura d' O filho eterno como parábola moralizante. O texto, claramente, se recusa a submeter o personagem à prova moral, e opta pela observação da sua labuta de ir compreendendo a amoralidade essencial de todas as coisas. Ele não é, claramente, um “além-homem” nietzscheano. Não vive no mundo afirmativo da alegria. Trata-se, ao contrário, do espécime ressentido e hiper-interpretativo que em língua nietzscheana chamaríamos de “último homem.”
As matérias-primas do romance de Tezza são, portanto, uma masculinidade em frangalhos, a paternidade “fracassada” e depois lentamente reaprendida, e um tempo repartido entre o presente-intervalo (do pai) e o presente-perpétuo (do filho). Nas 220 enxutas páginas, com freqüência se alternam parágrafos que descrevem o período anterior ao nascimento de Felipe -- os anos do pai em Portugal e na Alemanha, como trabalhador ilegal -- e o presente em que vai crescendo o garoto, entre 1980 e 2005. Em algumas ocasiões, o deslocamento temporal se produz, habilmente, no interior do mesmo parágrafo. Os saltos ao presente retratam o aprendizado descontínuo, quebrado, capenga de Felipe, que um dia, acidentalmente descobre o futebol como imagem da contigência, da natureza pendente e inacabada do mundo.
Felipe, 20 e poucos anos, não lê, não escreve, mas viaja na seqüência interminável de páginas da internet. Constrói pastas que nomeia como ATLTEICO ou ALTLETICO, sempre com uma letra trocada (p.217). Procura no Google o ônibus do Clube Atlético Paranaense. Começa a viver as partidas de futebol como experiências que, ao contrário do joguinho da FIFA que ele roda no computador, são imprevisíveis, nesse que é o mais fatalista e contingente dos esportes. A imprevisibilidade do futebol vai dando a Felipe uma idéia de “futuro” e através do conceito de campeonato ele entende o de calendário. O encadeamento de jogos funciona como metáfora inteligível do devir, da passagem do tempo, mesmo que continue uma tremenda confusão sobre o que é Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores ou Campeonato Paranaense. Na medida em que Felipe vai vislumbrando algo para além do presente-perpétuo, o próprio protagonista passa a tecer outra relação – ainda precária, mas parcialmente efetiva – com sua existência no tempo e sua condição de homem e de pai.
Esse sutil deslocamento, modesto, limitado, nada triunfante, é o irredutível gesto afirmativo d'O filho eterno, sem dúvida um dos poucos romances realmente extraordinários publicados no Brasil no século que se inicia.
PS 1:
PS 2: Este post é parte de um trabalho bem mais longo, sobre a masculinidade na narrativa brasileira, de Fernando Gabeira – O que é isso, companheiro? (1979) e Crepúsculo do macho (1980) – a Caio Fernando Abreu – Morangos mofados -- (1988) e Cristovão Tezza. Apresento-o (em inglês) nesta quarta-feira no meu ex-lar, a Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign, a cujos professores -- especialmente o compatriota Luciano Tosta -- agradeço pelo convite. U of I é uma das melhores universidades públicas dos EUA e dona orgulhosa da terceira maior biblioteca universitária americana.
PS 3: Leonardo Bernardes e Germano dos Santos Leite escreveram bem sobre os últimos (lamentáveis) desenvolvimentos do processo de criminalização do trabalho de Protógenes Queiroz e Fausto de Sanctis. A Associação dos Juízes Federais do Brasil divulgou nota que a Consultor Jurídico insistiu em publicar com o título "Contra o STF", em contradição com o conteúdo do texto, que se limita a defender a independência dos juízes federais antes os recentes ataques ao seu trabalho.
Confesso que estava refratário ao livro de Tezza, mas sua pequena resenha crítica me deu uma animada.
Falando em masculinidade e paternidade, o que achas de "Quase Memória", do Cony?
Já leu "Juventude", do Coetzee? O estilo distanciado de "O filho eterno" está todo lá (não que eu esteja acusando o Tezza de plágio, já que os dois livros são bem diferentes).
Idelbest,
concordo com o Milton e vou jogar um verde: por acaso o teu trabalho completo vai porventura ser disponibilizado entre um café e um biscoito fino?
Puxa, Cesar, seria muito legal vê-lo por lá. Infelizmente não vou a Chicago, porque só fico até quinta de manhã. Mas apareça por lá -- será interessante inclusive para que você conheça a turma da U of I.
Deveras, Fernando, eu cheguei a derramar umas lagriminhas também.
Gracias, Márcia. O trabalho completo, provavelmente, não. O que vai para a editora em geral não passa por aqui antes. É o leitinho das crianças, né?:-)
João Marcelo, perdi o rastro do Cony há tempos. Li uns três ou quatro livros, nunca me interessou muito. Vou dar uma conferida nesse aí. Você gostou mesmo?
Breno, Coetzee é grande, sem dúvida. "Juventude" ainda está na fila. Você gostou, então?
É isso, romério, e não fazem muita questão de esconder tampouco, não é mesmo?
Milton, obrigado, vindo de você significa muito. Imagino que você tenha encontrado, como eu, muito sobre o que refletir nesse belo livro.
Com o perdão ao comentário fora do contexto do post, o professor Idelber por acaso soube que foi citado por Ricardo Amaral em sua coluna na revista Época?
E a citação foi num contexto muito bacana...
Os dois livros, do Coetzee e do Tezza, são ótimos. O do Coetzee pra mim foi mais marcante, mas acho que foi porque li antes do Filho Eterno; o estilo causou maior espanto na primeira vez, hehe
Claro que são temas, e portanto livros, totalmente diferentes. O do Coetzee é mais sutil, fala de literatura, "ser escritor", juventude, alienação e solidão. Tezza trata de assuntos mais fortes, exigiu mais coragem.
Idelber, proposta para um PS4: A medida provisória assinada pelo "presidente Lula" anistiando as "entidades filantrópicas" suspeitas de fraude, inclusive as muitas com processos abertos, o que causará um prejuízo de bilhões aos cofres públicos.
João, para responder sua pergunta com sinceridade eu teria que me engajar numa cena de nepotismo explícito e dizer: Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves.
Não consigo pensar em muitos mais. Não no mesmo nível.
Bela resenha. Esse pequeno gigante me encantou desde a primeira leitura. Já o reli uma vez e como todo grande livro tornou-se maior ainda.
Atento para a inspiração/influência - reconhecida por Tezza - nas obras do magnífico Kenzaburo Oe: Jovens de um novo tempo,despertai! e Uma questão pessoal.
O curioso aqui é que, apesar da influência, Tezza consegue luz própria e está ali, ombro a ombro com a escrita de Oe. Não é pouca coisa não.
Idelber,
tirando Quase Memória, li dele apenas Pessach, do qual não gostei. Cony não é um graaaande escritor, mas QM me pareceu bem escrito e tocante, além da narrativa ser sem construída. Li ainda novo e nunca voltei a ele, o que provavelmente afeta meu julgamento, rs. Mas o tema da paternidade recuperada na escrita calou fundo, por motivos pessoais.
No comentário 14, eu me esqueci de acrescentar, além de O filho eterno e Um defeito de cor, os romances Dois irmãos e Órfãos do Eldorado, de Milton Hatoum, também publicados nesta década e também magníficos.
Belíssima resenha. Daquelas que trazem outras possibilidades de leitura do texto. Principalmente o conceito de presente-perpétuo, em relação à profissão de relojoeiro e ao trabalho de escritor, bastante sensíveis ao tempo, influenciadas por e influenciadoras dele. Não tendo como deixar de lado a biografia do Tezza, gosto cada vez mais da frase atribuída a Michael Faraday: "Nada é maravilhoso demais para ser verdade".
João, intrometendo-me na conversa, nestes dois últimos dias tive a sorte de ler três livros que não posso deixar de recomendar: o romance "Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios", de Marçal Aquino; o livro de contos "Dias Raros", de João Carrascoza; e o romance "A chave da casa", de Tatiana Salem Levy. "Antônio", de Beatriz Bracher, é o próximo da fila, muito bem recomendado. Vamos ver se continuo com sorte na sequência.
Desculpe-me pelo "totalmente fora do assunto", mas foi emocionante ver a felicidade dos torcedores do Avaí, comemorando a entrada na série A. Isso é futebol...os caras ficam 30 anos sem participar do principal campeonato, mas ainda assim são fanáticos.
Não tenho nada a ver com a história, sou carioca e flamengo...só fui duas vezes a santa catarina.
Gostaria apenas de transcrever texto do Blog do Nassif de 16/09, elucidativo sobre os fatos tratados no PS3.
16/09/08 09:00
Lula, Satiagraha e a Real Politik
Atenção, um novo capítulo se abre para o caso Satiagraha.
O governo Lula acertou um acordo com a Editora Abril – e, por extensão, com Daniel Dantas – para anular a Operação Satiagraha. O acordo foi montado da seguinte maneira:
1. É impossível interferir nos trabalhos em andamento do Ministério Público Federal e do juiz De Sanctis. A ofensiva de Gilmar Mendes foi um tiro no pé.
2. A estratégia acertada consistirá em tentar anular o inquérito de Protógenes, no âmbito da Polícia Federal. A versão preparada é que o inquérito continha irregularidades que precisariam ser sanadas. E a Polícia Federal colocou seus homens de ouro para "salvar" o inquérito. O trabalho dos "homens de ouro, na verdade, será o de garantir a anulação do inquérito.
3. Ao mesmo tempo, o governo aproveitará o factóide dos 52 funcionários da ABIN que participaram da operação - uma ação de colaboração já prevista pelo Sistema Brasileiro de Inteligência - para consumar a degola de Paulo Lacerda. A matéria do Estadão de domingo, o da "demissão em off" estava correta. Sabe-se, internamente no governo, que a operação foi normal. Assim como se tem plena convicção de que o tal "grampo" entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres foi uma armação. Mas Lula se curvou à real politik.
4. De sua parte, jornais e jornalistas mais envolvidos com o jogo estão reforçando essa versão do "inquérito ilegal" e do messianismo do delegado Protógenes. A armação, agora, terá o reforço da concordância tácita do Palácio.
5. O pacto foi referendado pela Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff. O Ministro Tarso Genro foi o que se mostrou mais constrangido com a operação, mas acabou se curvando à força dos fatos. (**)Com essa operação, Lula e Dilma passam a ser aceitos no grande salão nobre, pavimentando a candidatura da Ministra para as próximas eleições.
6. O seu principal adversário, José Serra, já é outro aliado que entrou à reboque da Editora Abril. Está pagando um preço caro, com a descaracterização do seu discurso político.
7. A bola, agora, está com o Ministério Público e o Juiz De Sanctis, que terão que trabalhar com essa nova peça do jogo: a intenção de se anular o inquérito.
Não sei por que, mas o evento da Abril me lembrou aquela cena épica de Francis Ford Copolla, o fecho do filme. Enquanto todos estão na grande ópera, os inimigos são fuzilados na calada da noite.
Na grande festa foram selados os destinos do delegado Protógenes e Paulo Lacerda, dois funcionários públicos cumpridores da lei. Anotem os nomes deles e os repassem para seus filhos e netos: foram dois brasileiros dignos, sacrificados por um jogo sujo.
É o fim da grande batalha pela instituição da legalidade no país? Longe disso. É apenas um novo capítulo. Tanto assim, que integrantes próximos ao jogo estão completamente incomodados, assim como vários colegas jornalistas, que entenderam que esse jogo de cena foi longe demais e está comprometendo a imagem da categoria como um todo.
Com tanta testemunha, tanto conflito de consciência, julgam ser possível varrer o elefante para debaixo do tapete? É muita falta de fé no estágio atual de desenvolvimento do país.
O Kennedy Alencar escreveu uma peça equilibrada na sua Pensata, talvez o máximo a que ele pode chegar, chamada "Os polêmicos Tarso e Protógenes". Está um pouco fora desse script tenebroso descrito acima e resgata um pouco da suposta imparcialidade que estava fora de moda em seu jornal. Tá na Folha Online.
Não li o livro do Tezza mas gostei muito da sua resenha. Com certeza será o próximo que lerei.
Li o do Loyola ("O menino que vendia palavras") e realmente não gostei. Achei moralizante,cheio de clichês, enfim um livro "velho". O avesso do que acho interessante na produção literária dirigida às crianças: o afastamento do pedagogismo e didatismo tão a cara do politicamente correto. Mas... queria muito saber o que você achou, já que ouvir a sua opinião sempre me enriquece.
Um abraço e obrigada
Já que o segundo post scriptun do post permite, deixo uma provocação: Será que os pensadores da esquerda hoje na situação não entendem que essa proteção ao Dantas terá um preço eleitoral?
Minha opinião é que terá sim. A classe média reclama. E quando a classe média reclama, se entra em ressonância, faz um estrago danado.
2010 será um jogão de bola. A crise é maior que a marola mal dita, o surf nessa onda grande é bem mais difícil que o surf em marés de prosperidade.
Junte no apanhado o preço que o PMDB cobra. Aliás, deveriamos ter uns três ministérios de administração do PMDB (fora os seis que eles já têm) de tanto PMDB que temos por aí. Uma esquizofrenia clepto difícil de administrar.
Cê não bota post novo a gente tem de fzaer comentário off-post:
querido Idelber, vou ter de concordar contigo, o Obama é de esquerda, apesar da noemação de um sionista para a chefia de gabinete e a pprovável indicação, para a Secretaria do tesouro, de um inteletual que defendeu mandar lixo tóxico para os países pobres e disse que as mulheres são intelectualmente inferiores (Lawrence Summers, esperava a noemação dele para falar disso, mas o Veríssimo, hoje, sacou primeiro, no Globo e no estadão - e no Noblat).
Idelber,
Espero que tenha tido uma boa viagem de retorno a New Orleans! Mais uma vez obrigadissimo por sua visita a nossa universidade aqui em Illinois. Como esperavamos, foi otimo poder compartilhar e aprender tanto com voce. Os alunos que encontrei hoje me agradeceram tanto! Acho que demos um bom impulso ao nosso programa com as suas palestras e assim nos aproximamos do final do semestre com chave de ouro.
Um grande abraco e ate' a proxima visita!
Luciano
Que bela resenha vc fez do livro, parabéns! Lembrei-me de Pedro Nava, não no estilo mas na emoção da escrita, valeu! Amanhã sairei à caça deste livro, Abraços.
Olha meu comentario nao tem nada a ver com o post...mas andei remexendo o seu blog e por acaso encontrei os posts sobre a eleição de 2004 nos EUA...quanta diferença!! a tristeza de seus posts so não é maior que a alegria nesta ultima eleição.
Parabéns pelo blog.
Desculpe a falta de acentuação mas meu clavier me impede de escrever normalmente em português.
Rever um mestre e ler suas obras é algo emocionante!!!
Quanto leio Tezza, choro e me emociono de tal maneira que parece que vivi o que ele esceve!
Todos os prêmios que recebeu são muito, muito merecidos!
Parabéns pelo site!
Grande abraço
to louca pra ler o livro, pois tenho um filho com sindrome de dow, e o que me chamou a atenção e em relação como os pais reagem, ja que na maioria das vezes so vemos materias para as mães, e sempre me preocupei com os pais, pois acho que eles se fecham e sofrem calados.
Fico contente com os comentários a respeito das obras do primo Cristóvão. O primeiro livro literário da família eu editei em 1969 em Foz do Iguaçu. Mais dados no site.pop.com.br/jtezza - revista Painel nº217, de dezembro de 2003.
Este fica nos favoritos.
Abraços do jovite
Acho que o livro do Cristovão Tezza, O Filho Eterno, é bem escrito de tal maneira, é narrado com tal sentimento e preciosidade da história brasileira dos últimos dos 30, 40 anos, que dispensa um elogio. O cara é um gênio. Sem dúvida, Cristovão Tezza é o maior escritor brasileiro vivo. Não vou fazer comparações. Mas acho que o livro é tão precioso, brutal, rico, que só ao ler o livro o leitor compreeende. Não vou mais elogiar. Obrigado por existir, Cristovão Tezza. Como teu filho eterno. Obrigado por existirem.