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quinta-feira, 06 de novembro 2008

Em meio à comemoração, uma derrota importante

É chave não perder de vista as derrotas parciais que tivemos na noite histórica do 04 de novembro. Além da emocionante vitória de Obama, as coisas correram razoavelmente bem nas eleições para o Senado e a Câmara dos Representantes. Mas houve pelo menos uma derrota que me doeu muito. Na Califórnia, estado progressista, foi aprovada por 52,5% a 47,5% a odiosa Proposição 8, patrocinada por grupos religiosos, que estabelece que “somente o casamento entre um homem e uma mulher será reconhecido pelo estado”. Na mesma noite em que ajudou a eleger o primeiro presidente negro da história, a Califórnia deu uma banana para gays e lésbicas.

Vamos aos números.

Eu não gostaria de estar dizendo isso, mas é a pura verdade: o comparecimento massivo do eleitorado negro foi decisivo para a aprovação da proposição. Entre os brancos, o “não” ganhou por 51 x 49, mas entre os negros o “sim” goleou por 70 x 30. Entre os latinos, muito numerosos na Califórnia, o “sim” também venceu, por 53 x 47. Entre as mulheres negras, 75% votaram a favor de se retirar o direito dos gays ao casamento. O eleitorado feminino costuma ser muito mais progressista que o masculino nos EUA, mas nesta questão o voto foi praticamente idêntico. Os jovens votaram massivamente contra a proposição discriminatória. A turma com mais de 35 votou massivamente a favor.

John McCain apoiava a proposição e Barack Obama, professor de direito constitucional, se opunha. A histeria contra o casamento gay foi decisiva para a derrota de John Kerry em 2004 e, neste ano, Obama elaborou uma posição com mais nuances sobre o assunto. Ele não defende o “casamento gay”, mas também não defende casamento nenhum como matéria constitucional. Argumenta que o casamento deve ser deixado para que cada igreja resolva como queira, e que a lei do país se limite a garantir a todos os casais direitos idênticos (de adoção, propriedade conjunta, herança etc.) como elementos de uma união civil.

O problema é o raio da palavra, “casamento”.

Se você colocar numa cédula a idéia de restringir o direito de gays e lésbicas à adoção, herança etc. (ou seja, os direitos que costumam acompanhar o “casamento”), ela não passará, mesmo em estados mais conservadores. Basta definir o “casamento” como “a união de um homem e uma mulher” que a proposição passa, mesmo nos lugares mais liberais. É a mesma idéia, mas dependendo de como ela for formulada, o resultado é distinto. Se, amanhã ou depois, algum grupo religioso maluco resolver emendar a constituição proibindo ateus de serem professores nas escolas primárias e secundárias, a proposição passa, mesmo nos lugares mais progressistas. Esta foi uma das chaves das vitórias conservadoras nas chamadas “guerras culturais” nos EUA: mobilizar os medos e preconceitos da maioria silenciosa.

Para que vocês tenham uma idéia do absurdo da coisa: na mesma cédula em que elegeram Obama e aprovaram a proposição 8, os californianos também aprovaram a proposição 2, que exige gaiolas mais confortáveis para as galinhas. Não, não estou brincando. Siga o link. Na mesma noite em que estabeleceu os direitos das galinhas, a Califórnia decidiu que gays e lésbicas são cidadãos de segunda classe. Este blog não tem nada contra galinhas e porcos e se opõe a quaisquer maus-tratos gratuitos de animais. Mas continua firmemente antropocêntrico.

Ainda há esperanças de que numa nova Suprema Corte – com mais um ou dois juízes nomeados pelo Presidente Obama --, proposições como a número 8 sejam definitivamente declaradas inconstitucionais. Afinal de contas, elas são um tapa na cara da décima-quarta emenda à constituição americana.

Mas essa batalha é morro acima, não há dúvidas. O blog manda seu abraço solidário a todos os seus leitores gays e lésbicas, decepcionado com essa importante derrota.

PS: O nosso leitor Cesar esteve em Grant Park na noite histórica.



  Escrito por Idelber às 04:19 | link para este post | Comentários (70)


Comentários

#1

caraca, por que o que os homossexuais fazem das suas vidas incomoda tanto os religiosos???

excelente cobertura. eu espero, eu realmente espero que alguma coisa mude ai pelos "isteitis" com obama!!!

abraçao

fabiana em novembro 6, 2008 4:57 AM


#2

e o senador bandido do Alaska que vai se reeleger, pelo jeito? Outra derrota...

ultranol em novembro 6, 2008 5:10 AM


#3

Eu não sou nem gay nem lésbica, mas fico decepcionada também. Acho que todo mundo que é a favor da liberdade de escolha fica... Eu tô com o obama nessa questão: sou contra casamento ser tratado como algo que precisa da chancela do estado. Cada um que case como bem entende e quem quiser constituir uma união - para diferentes propósitos legais - que o faça através de um acordo.

aiaiai em novembro 6, 2008 5:12 AM


#4

muito bom- Este blog não tem nada contra galinhas e porcos e se opõe a quaisquer maus-tratos gratuitos de animais. Mas continua firmemente antropocêntrico...adorei!

liz em novembro 6, 2008 6:09 AM


#5

Idelber,
eu não conheço muito a sociedade norte-americana, mas sempre me pareceu um povo bem conservador. Penso que os latinos, por exemplo, não querem chegar lá e aprovar casamentos gays, fim das guerras, mas sim querem viver o American Way of Life, e nada mais! Claro que vão lutar pelo que acreditam, mas será que eles teriam todo o trabalho para chegar ai para depois mudar tudo? Sem contar a origem cristã de todas essas pessoas!
É uma pena, pois acho que gays e lésbicas são uma parte importante do mundo! O prefeito de Berlim sabe disso, enche as galerias, as lojas, os restaurantes, os shows da cidade com esse "povinho" sem direitos!!
Abraço!

ps: não sei se vc viu, mas o Washington Redskins indica o vencedor das eleições desde 1952, e dessa vez acertou de novo!

Gui Losilla em novembro 6, 2008 6:15 AM


#6

Vi.... Os Redskins são sensacionais. Além de surrarem com frequência os odiados Dallas Cowboys.

Idelber em novembro 6, 2008 6:20 AM


#7

A democracia americana tem essas distorções... posso estar errado, mas acho que o povo não tem nada que votar em assuntos como esse, afinal, quase todo mundo vota com o coração, e muitas vezes a religião de cada um fala mais alto no coração nessas horas... como você disse, não pensam em casamento como união entre duas pessoas, pensam em altar, véu e grinalda e aquela firulada toda...
Mais uma vez concordo com Obama, o Estado deve se certificar de garantir direitos iguais a todos e cada instituição religiosa que decida se vai ou não celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo... não podemos esperar que uma lei obrigue a Igreja a realizar casamentos homossexuais, sendo que isso vai contra uma doutrina estabelecida séculos atrás... que a Igreja tem que rever seus conceitos, isso é fato, mas governo nenhum tem o direito de intervir nesse sentido.

Thiago em novembro 6, 2008 8:27 AM


#8

Exato, Thiago. Eu também acho que certas coisas -- o direito de ir e vir, a liberdade de expressão de todos etc. -- são universais que jamais podem ir a plebiscito.

Idelber em novembro 6, 2008 8:34 AM


#9

06/11/08 09:23 (Blog do Nassif)

OBAMA E O ORFEU NEGRO


Por EdiSilva

Li hoje no blog do Fernando Jorge. Será?

Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido

Na noite do dia 25 de setembro de 1956, estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a peça Orfeu da Conceição, do poeta brasileiro Vinícius de Morais (1913-1980).

Esta peça é uma adaptação do mito grego do lendário cantor Orfeu, cuja lira, dotada de sons melodiosos, amansava as feras que vinham deitar-se-lhe aos pés. Filho da musa Calíope, ele resgatou a sua esposa Eurídice do Inferno, após ela ter sido picada por serpente. A história de Vinícius decorre numa favela carioca, durante os três dias de carnaval.

Em 1959, o diretor francês MarceI Camus transpôs a peça para o cinema. Daí surgiu o filme Orfeu Negro, com músicas de Luiz Bonfá e Tom Jobim, a negra atriz americana Marpessa Dawn, os negros brasileiros Breno Mello, Lourdes de Oliveira e Adhemar da Silva.

Cheio de belas imagens, como a do romper do sol na favela, a do aparecimento da Morte numa central elétrica, e ainda com o som dos sambas empolgantes, a película baseada na obra do letrista de "Garota de Ipanema", além de alcançar grande sucesso comercial, ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em Hollywood. (Continua)

Pois bem, nesse ano de 1959, uma jovem americana de dezesseis anos, extremamente branca, sem um pingo de sangue negro, chamada Stanley Ann Dunham, nascida no Kansas, resolveu assistir em Chicago ao primeiro filme estrangeiro de sua existência.

Foi ver o Orfeu Negro, só com atores negros, paisagens brasileiras, música brasileira, história brasileira. Ela saiu do cinema em estado de êxtase, maravilhada. Adorou aqueles negros encantadores de um país tropical e logo admitiu:

"Nunca vi coisa mais linda, em toda a minha vida."

Depois de tal arrebatamento, a jovem Stanley embarcou para o Havaí. E ali, aos dezoito anos, ela se tornou colega, numa aula de russo, de um jovem negro de vinte e três anos, Barack Hussein Obama, nascido no Quênia.

A moça branca do Kansas, influenciada pelo filme Orfeu Negro, entregou-se a ele e dessa união inter-racial, nasceu em 4 de agosto de 1961 um menino, a quem ela deu o mesmo nome do pai e que é agora, aos quarenta e seis anos, o primeiro candidato negro à presidência dos Estados Unidos.

Eis um detalhe perturbador: comparando duas fotografias, descobri enorme semelhança física entre o brasileiro Breno Mello, o Orfeu do filme Orfeu Negro, e o queniano Barack Hussein Obama, pai do filho da americana Stanley Ann Dunham. (Continua)

No começo da década de 1980, ao visitar o seu filho em Nova York, a senhora Stanley o convidou para ver o filme Orfeu Negro. Segundo o depoimento do próprio Barack, no meio do filme ele se sentiu entediado, quis ir embora.

Disposto a fazer isto, desistiu do seu propósito, no momento em que olhou o rosto da mãe, iluminado pela tela. A fisionomia da senhora Stanley mostrava deslumbramento. Então o filho pôde entender, como se deduz da sua autobiografia, porque ela, tão branca, tão anglo-saxônica, uniu-se ao seu pai, tão negro, tão africano...

Não há dúvida, a sexualidade às vezes percorre caminhos misteriosos, que alteram de modo decisivo os rumos da história universal.

Se não fosse o fascínio da branca mãe de Barack Obama pelo filme Orfeu Negro, ela não se entregaria ao rapaz queniano, um preto retinto.

A rigor, sem o Brasil, sem a história do poeta brasileiro Vinícius de Morais, o filme Orfeu Negro não existiria. Portanto, se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido.

Apresenta uma lógica perfeita, a nossa conclusão. E avanço mais: se ele for eleito, o meu país, a pátria de Lula, será a causa da mudança da historia dos Estados Unidos. Aliás, o Brasil já mudou essa história...
______

Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro “Vida, obra e época de Paulo Setúbal, um homem de alma ardente”, cuja 2ª edição foi lançada pela Geração Editorial. http://fernandojorge88.blogspot.com/


alex severianni em novembro 6, 2008 8:44 AM


#10

Gui Losilla, em 2004 os Redskins perderam e o Kerry não ganhou.

Marcelo em novembro 6, 2008 8:57 AM


Humberto em novembro 6, 2008 9:04 AM


#12

Marcelo, eu não verifiquei datas nem resultados, o pessoal da ESPN que falou, mas eles só contam jogos de véspera de eleições!!! Pelo menos foi o que eu entendi!

Gui Losilla em novembro 6, 2008 9:11 AM


#13

É, temos que voltar a esse assunto do Gilmar Mendes, hein?

Idelber em novembro 6, 2008 9:17 AM


#14

Não encontrei a data do jogo no site da NFL, mas acho que foi dia 31/10 e as eleições forem dia 02/11, então não é véspera!
Idelber, só uma coisa, qual sua relação com os esportes americanos? Eu me matei torcendo pros Rays de Tampa na World Series, mas dessa vez não deu, pelo menos bateram os Red Sox!!!
Grande abraço!

Gui Losilla em novembro 6, 2008 9:24 AM


#15

Gui, torço pelos New Orleans Hornets e pelos New Orleans Saints.

Mas tenho carinho pelos Carolina Panthers, time que vi nascer.

Idelber em novembro 6, 2008 9:25 AM


#16

Idelber,
acredito que quando as pessoas passarem a se ver apenas pelo que realmente são, ou seja, seres humanos, essas questões perderão as razões de existir. Branco, negro, índio, homem, mulher, gay, lésbica, americano, inglês, brasileiro, japonês, etc, somos todos, todos, apenas e simplesmente humanos. Na essência, que é o que importa, nada nos separa: nem raça, nem cor, nem sexo, nem nada. Esses conceitos são somente isso, conceitos, que devem desaparecer à luz da razão. Simpels assim.

Marie em novembro 6, 2008 9:38 AM


#17

Lamentável e triste, para dizer o mínimo.

Uma informação: parte dos ativistas pelos direitos animais são contra a Proposition 2. Gary Francione, referência na abordagem abolicionista do assunto (em contraposição à abordagem bem-estarista, na qual se baseia a proposição) se manifesta a respeito da Proposition 8, e no início do texto há um link específico para suas considerações sobre a Proposition 2.

Cleber em novembro 6, 2008 9:43 AM


#18

Que os mórmons eram chatos eu já sabia. Agora que eles eram implicantes nesse nível foi uma surpresa. Aparentemente para alguns o único meio deles não mudarem de lado é proibindo o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Porque eu não vejo explicação lógica alguma nisso. Não é aprovando que as pessoas vão mudar a "opção" sexual delas. É ridículo o que fizeram. Eu não sei mesmo porque incomoda tanto: ninguém é obrigado a casar com uma pessoa de mesmo sexo, ou de outro. E muito menos a casar.

Quanto as galinhas, eles deveriam criar as galinhas soltas, como um projeto de lei inglesa está propondo.

Bibi em novembro 6, 2008 9:48 AM


#19

Excelente esse link que você nos deixou, Cleber. Muito obrigado. Eu me alegro de que uma parte dos ativistas dos direitos dos animais tenha se posicionado contra a Prop. 2. Você a cada dia está me educando mais sobre esse universo, e eu agradeço mesmo!

Bibi, sim, parece que no caso da Prop. 8, a grande força por trás da coisa foram os Mórmons. Infelizmente...

D'accord, Marie, falou pouco e disse tudo :-)

Idelber em novembro 6, 2008 9:54 AM


#20

idelber:
não dá pra se esperar muitas mudanças por aí.
romério
ps.isso também não passaria no brasil.vide a marta.

romério rômulo em novembro 6, 2008 9:59 AM


#21

Idelber

Não é para ser chato, mas uma medida proibindo a adoção de crianças por gays não passou no Arkansas?

André Kenji em novembro 6, 2008 10:03 AM


#22

Não fiquei sabendo, André. Ache um link aí pra nós :-)

Idelber em novembro 6, 2008 10:07 AM


#23

Só para constar: a postura de Obama pode até parecer contraditória, mas é mais pragmática do que parece - já que o mais urgente, que são os direitos a ser concedidos aos gays pelo casamento (herança, proteção social, saúde etc.) não são dados justamente porque se fala em casamento, e não união civil.

De fato, casamento é muita coisa - mas do ponto de vista civil são só o quê ... R$ 200,00, no máximo ...

Fábio Peres em novembro 6, 2008 10:27 AM


#24

eu nao sou tao pessimista com isso. embora fique muito muito muito triste pessoalmente. eu esqueço, no dia a dia, essa coisa da anormalidade que eu carrego etc. mas eu nao sou muito pessimista com isso pq eu acho q a gente tá vivendo mesmo o fim da familia tradicional, como todo mundo já apontou inclusive. entao, sociologicamente seria meio "natural" essa resistencia antes do fim. as instituiçoes nao se suicidam, ensinou Durkheim e eu acredito mesmo nisso. acho esperado que "a familia" faça esses últimos movimentos. eu digo isso sem tentar minimizar a força dos conservadores, q é grande etc. só que nunca foi fácil, se fosse fácil mudar o mundo, ele já teria mudado. uma coisa assim.

mary w em novembro 6, 2008 10:37 AM


#25

O biscoito Fino e a Massa bem que poderia dar uma força (mais do que já deu) ao delegado Protógenes.
A pressão sobre o delegado está ficando cada vez mais forte.
Barulho é o melhor remédio para enfrentar tipos como Gilmar Mendes.

Marcos em novembro 6, 2008 11:08 AM


#26

Ô Idelber, o pessoal lá no Hermenauta está querendo saber o quê que houve na Luisiana. WTF??

[]'s

Eneraldo Carneiro

Eneraldo Carneiro em novembro 6, 2008 11:12 AM


André Kenji em novembro 6, 2008 11:32 AM


#28

Oi Idelber!
Excelente texto. Aliás, este e o anterior, "Nasce um Estadista" estão definitivamente entre os melhores que já li por aqui. É impressionante como a questão das palavras, a forma como são postas, influi na opinião das pessoas. No caso em questão, dos eleitores. E sempre é assim, em marketing, comunicação social, publicidade... Não é mesmo? Em direito, uma palavra muda todo o sentido de uma lei. Na literatura, muda-se todo o rumo de um romance, já diria José Saramago (lembra do Cerco a Lisboa?)...
Coisas estranhas acontecem e nos surpreendem...
E que venha a nova Suprema Corte!
Beijo
Ana Lê.

Ana Letícia em novembro 6, 2008 11:57 AM


#29

Idelber, é digno de nota o discurso do McCain após a derrota, de extrema dignidade.
Ah se todos soubessem perder como ele...

Clines em novembro 6, 2008 12:21 PM


#30

Idelber, voltando aqui pra terrinha: você já está sabendo da perseguição lançada contra os delegados que participaram da Operação Satiagraha? Veja no Blog do Nassif e no PHA. E, por favor, denuncie tb, mesmo os blogues independentes da Internet estao num silêncio muito estranho a esse respeito.

Anarquista Lúcida em novembro 6, 2008 12:26 PM


#31

Hola Idelver!
Recuerdas nuestras predicciones en enero pasado? Qué bueno que este día finalmente llegó! Ayer Chicago fue una fiesta... Estuvimos con David en Grant Park y fue emocionante, escuchar los resultados paso a paso y ver como la ansiedad daba lugar a la euforia, hasta que toda la multitud estalló en el momento en que las pantallas de CNN anunciaron la proyección final y anunciaron a Obama como nuevo presidente electo. Para alguien como yo más acostumbrada a las manifestaciones de protesta o de repudio, a la toma del espacio público como señal de desafío y resistencia, la de ayer fue una experiencia única... un verdadero festejo histórico, una plaza increíblemente diversa donde el 'north side', el 'south side' y el 'west side' de Chicago se unieron para celebrar... El discurso final de Obama dió un tono de solemnidad al momento y cuando toda la multitud comenzó a dispersarse por Michigan Ave. hacia norte o sur, lo haciamos casi en silencio... (grabamos un video que en cuanto esté listo te haré llegar) Gracias por tus reflexiones sobre Prop. 8 ... no todas las luchas por derechos civiles dejaron de ser un sueño ayer.
Saludos a todos los lectores desde Chicago!

Alejandra em novembro 6, 2008 12:27 PM


#32

Olá Idelber. Realmente a palavra "casamento" é o grande problema. A maioria das pessoas, quando ouvem a palavra casamento, já pensam em uma igreja, um padre, e uma noiva vestida de branco.

E quando ouvem "casamento gay" pensam na mesma coisa, só que no lugar da noiva está o George Michael vestido de branco.

Ricardo Antunes da Costa em novembro 6, 2008 12:37 PM


#33

Idelber, acho também união civil mais adequada para tais casos, ao invés de casamento. Porém, você não deveria estar constrangido (desculpe-me se não for o caso) em falar que o eleitorado negro votou contra a medida. Eles são eleitores americanos, da Califórnia, governada por um republicano. O que deve ter pesado na decisão deles nesse aspecto? Pode ser que o fato de serem negros não tenha sido o de maior importância. Mas, sim, acreditarem sinceramente que casamento só pode ocorrer entre um homem e uma mulher.

Dawran Numida em novembro 6, 2008 1:04 PM


#34

Idelber, vai ter mesmo recontagem na eleição para o senado em Minnesota?
Também tem o caso da nova eleição na Georgia e a suspeitíssima apuração do Alaska...

Luiz em novembro 6, 2008 1:53 PM


#35

E a discussão que teve aí em coma sobre o jogo da NFL, o que a ESPN disse foi relativo ao último jogo EM CASA dos Redskins antes das eleições.
Toda vez que eles vencem, o partido que ganhou a última eleição vence novamente. Caso contrário, o partido perde.
Contando com esta, já seriam 18 eleições seguidas desse tabu.
Os meus amados Steelers ajudaram a mantê-lo...

Luiz em novembro 6, 2008 2:00 PM


#36

FOX NEWS: Palin Didn't Know Africa Was A Continent

http://www.youtube.com/watch?v=Ezh2SNwPcKc


Muito experiente John McCain ...

NSDD em novembro 6, 2008 2:11 PM


#37

Idelber,

O presidente estadunidense eleito tem uma
posição muito sensata a respeito do assunto. Afinal, que diabos o Estado tem a ver com a vida privada de cada um?

Aliás, é um péssimo precedente. Se o Estado dá tratamento especial à "união entre homem e mulher", o que o impede de dar tratamento especial à "união entre cristão e cristã"? De gerar privilégios mais e mais específicos.

Infelizmente, a dita "maior democracia do mundo" ainda está longe ser de um estado verdadeiramente laico.

Acho que a eleição de um presidente ateu seria simbolicamente muito mais significativa para a democracia americana que a de um negro. Mas não acho que isso seja possível tão cedo..

abraço,
lucas

lucas em novembro 6, 2008 2:24 PM


#38

Mudando completamente de assunto. Mas, acho esse um caso gravíssimo.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/11/06/jovem_acusa_militares_do_exercito_de_tortura_em_quartel-586278784.asp
Recomendo a leitura dos comentários. Fico impressionado com o facismo da classe média brasileira. Mas, a questão principal é a do Gilmar Mendes. Claro que qualquer pessoa que não é cínica e cega não acredita na desculpa furada de que a defesa do DD não foi uma luta pelas garantias individuais de toda a população brasileira. Mas, mesmo assim, um caso desse explicita a mentira que foi a super-indignação do GM em relação ao abuso da polícia. Indignação suficiente para mudar as regras do jogo e possibilitar que o uso de algema seja suficiente para anular a condenação de um criminoso que seja provado que cometeu o crime. Quem em sã consciência vai dizer que o uso de algema é um abuso de poder maior do que espancar, jogar ácido e queimar a pessoa? Mas, o pior é que os mesmo que defenderam o Gilmar Mendes são em grande parte esses que nos comentários acham mais absurdo o consumo de drogas do que o que os militares fizeram. Impressionante a combinação de facismo, elitismo com cinismo na classe média brasileira.

Bruno em novembro 6, 2008 2:30 PM


#39

Bruno,

Não entendi o que o crime de tortura praticado por militares tem a ver com o "facismo da classe média".
Aliás, também não entendo o que o Gilmar Mendes tem a ver com o "facismo da classe média".

lucas em novembro 6, 2008 2:55 PM


#40

Acho que a Mary lembrou muito bem. Instituições não cometem suicídio. Há transformações, mas são muito mais lentas do que uma parcela da sociedade desejaria e até, necessitaria, para salvaguardar seus direitos.

No entanto, e aí, apesar de concordar em tese com o lucas, lembro que o peso das religiões é decisivo. Inclusive aqui no Brasil. Quem não se lembra de FHC renegando sua condição de ateu, mas não a tempo de evitar que Jânio capitalizasse aquele soluço e lhe tomasse a prefeitura de São Paulo, até com desinfecção da cadeira do prefeito? :-(

Alba em novembro 6, 2008 3:27 PM


#41

Lucas,

O que o crime dos militares tem haver com o facismo da classe média? Leia os comentários no Globo e vc verá muita gente defendendo os militares, como se tivesse que fazer isso mesmo, pois o cara estava no quartel fumando maconha. Vc viu a foto de como o cara ficou?
O que tem haver com o GM? Uai, ele se indignou em cadeia nacional com o abuso do uso de algemas. Até, não entendo de direito e não sei o nome, mas fez um regulamento (sei que não é esse o nome) para permitir que que se anulasse um processo caso o juiz considerasse que o uso da algema fosse absurdo. Como o cara vai em cadeia nacional e se indigna com o uso ãbusivo de algema e não faz qualquer comentário com um abuso de autoridade muito maior?

Bruno em novembro 6, 2008 4:46 PM


#42

(sem acentos)

Idelber, realmente a aprovacao da prop 8 foi um baque para muita gente aqui na California. Moro em San Francisco, entao voce pode imaginar a tristeza. O que me da um medo danado da Humanidade eh que nao apenas senhorinhas e senhorzinhos religiosos votaram a favor. Teve gente aqui onde trabalho, uma empresa super "prafentex" (alias, considerada a maior empresa "prafentex" do mundo), gente jovem, esclarecida que votou a favor. Isso me assusta, e muito. E concodo com voce: o problema foi a palavra "casamento". Deviam ter usado outra. No mais, fico pensando o que vai acontecer com os gays que se casaram. Que tristeza. Foi mesmo uma mancha na alegria que estamos sentindo com a vitoria de Obama.

Viviana em novembro 6, 2008 5:18 PM


#43

"O deputado americano Rahm Emanuel aceitou o convite do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para assumir o cargo de chefe de gabinete no futuro governo. Trata-se da primeira indicação de alto escalão do presidente eleito, que assume o poder em 20 de janeiro".Professor isso é bom?

Izabella em novembro 6, 2008 5:58 PM


#44

"Professor isso é bom?"

Se você espera que Obama fuja da linha de Bill Clinton, bem, não é. :-)

André Kenji em novembro 6, 2008 6:01 PM


#45

Engraçado... essa vitória do Obama, desarma algumas coisas. Já não olho pra bandeira americana com os mesmos olhos. Depois de tanto tempo vendo-a como a imagem da hipocrisia, da opressão disfarçada de democracia, do poder branco-careta-explorador que é tão combatível, agora de repente eu olho pra ela cheio de esperança. Como um símbolo tem esse poder, né? A lição do Lula foi clara, que não basta por um pobre no poder pra por o poder nas mãos dos pobres. Presidente não manda, por mais que a Globo goste de repetir que este (o homem que está no cargo de presidente dos EUA) é o homem mais poderoso do mundo. Claro que não é, como o Lula não é o homem mais poderoso do Brasil. E a notícia da tortura aí em cima, como a notícia do post, sobre o ban do casamento gay, mostra que que a gente avança devagar! O Brasil ainda é um país elitista, um país hostil à maioria do seu povo, um estado que cobra de todos mas distribui entre poucos o resultado dessa cobrança, um estado explorador e opressor. Mesmo o presidente sendo o Lula.
Então vou fazer um esforço pra não me deixar tomar pelo torpor de otimismo que o negão mais poderoso do mundo representa. A luta continua! (hehehe)
E como dizia Jesus, que era um cara engajado: O estado foi feito pro homem, não o homem pro estado! às favas com esse estado militar careta, legalize mar... etc.

Pedro Lobato Moura em novembro 6, 2008 6:42 PM


#46

Alba, quando Jânio Quadros disse:
“Estou desinfetando a poltrona porque nádegas indevidas a usaram” , ele se referia a Mario Covas, a quem sucedeu. FHC nunca pousou a 'indevida' na cadeira da prefeitura paulista.

FM em novembro 6, 2008 6:49 PM


#47

Un post excelente Idelber. Es una lástima que las gallinas, de hecho, hayan sido más valoradas. Estoy de acuerdo que la problemática surge de la palabra "matrimonio," pero no deja de ser algo contradictorio en términos de derechos "civiles" que la religión se imponga, y más en una elección como la de ayer. Eso deja ver que la lucha de derechos civiles va mejor para unos grupos que para otros. Y me choca, sorprende, y hasta cierto punto me deja estupefacto que el 70% de afroamericanos sean los que votaran a favor de la Prop 8. Aunque debemos tener en consideración la cuestión homosexual históricamente en la comunidad afroamericana. En fin. Agradecido por esta reflexión.

Marcos C em novembro 6, 2008 7:11 PM


#48

E eu ontem soltando lagrimas pela eleicao do Obama. Hoje ele ja nomeia um ex do Clinton. Change ainda nao chegou na America. Nem vai chegar tao cedo

Julio em novembro 6, 2008 7:25 PM


#49

Idelber, dia para esquecer o meu...

Depois de fazer audiências até 19:00, perdendo meu tempo com advogados picaretas e pessoas que dizem que são da roça mas não sabem nem quantas espigas dá um pé de milho, chego em casa e sou brindado por duas notícias.

A) Vi o finalzinho do julgamento do HC do Dantas, e pelo que pude deduzir passaram por cima da Súmula 691 do próprio STF e dedicaram-se a esculachar o Juiz Federal De Sanctis. Até aí tudo bem, não esperava muito mesmo, já ignoraram a súmula para soltar o Maluf depois de gravarem o filho dele pressionando testemunha chave, isso aí seria fichinha.

O que me deixou com um misto de espanto, indignação, vergonha e até um inexplicável sentimento de humilhação, foi o debate entre alguns Ministros favoráveis e outros contrários a mandarem um ofício ao CNJ pedindo informações sobre o procedimento disciplinar do Juiz De Sanctis.

Lembram aquele ofício do Gilmar Mendes, que causou a revolta da magistratura de 1ª instância, onde ele pedia medidas disciplinares contra o juiz porque se considerou desrespeitado? Aquele ofício que ele covardemente depois disse que foi mandado ao CNJ apenas para anotações estatísticas?

Pois bem: alguns Ministros advogavam a tese de que o STF deveria mandar um ofício pedindo informações sobre o andamento daquele outro ofício, mas como parte de uma decisão proferida no âmbito do HC de Dantas. Outros entendiam que isso equivalia a uma decisão do STF pedindo providências disciplinares, o que não poderia ser feito porque o juiz apenas usou de sua competência jurisdicional (julgou segundo sua consciência, não quis afrontar ninguém), ainda que equivocadamente segundo o STF.

Pelo que entendi venceu a proposta pelo envio de ofício. O mais triste foi ver ministros hipocritamente dizerem que isso não equivalia a pedir providências disciplinares, era apenas para ter informações... Ora, para isso basta um ofício do Presidente do STF, não precisa vir no bojo de uma decisão judicial onde se ataca a suposta afronta do juiz. Lógico que, "atendendo" o ofício, o CNJ, que já deu provas irrefutáveis de que é facilmente manobrável por Gilmar Mendes, vai tascar um processo disciplinar no juiz. A magistratura de 1ª instância vai estrilar, pode anotar, não acredito que isso vai passar sem alguma atitude de defesa do juiz mais forte por parte da classe.

B) Não bastou tirar o jogo do Engenhão.

O mesmo estádio de R$ 500 milhões de dinheiro público que pode receber o Pan, a Seleção, Fluminense e Vasco.

Mas não pode receber o Framengo.

Não bastou um suspeito Procurador do Trabalho entrar com uma ação contra o Botafogo com uma multa diária para obrigar pagamento em dia de salário. Multa que se mantida literalmente quebra o clube. Multa apenas contra o Botafogo e o América, como se no Rio de Janeiro apenas os dois atrasassem salários.

Não bastou até ameaçar o Bebeto de Freitas de prisão nesse mesmo caso do atraso de salário.

Em semana de jogo contra o Framengo, onde uma derrota os alija do título e dificulta muito a Libertadores, tiveram que escalar o MESMO árbitro que apitou o jogo do chororô.

Aquele que marcou um penalti que existiu mas que nunca ninguém marca, inclusive ocorrendo no mesmo jogo.

Aquele que xinga os jogadores do Botafogo e chama de Vossa Excelência os do Framengo, a ponto de desestabilizar totalmente os jogadores alvinegros.

Aquele que mentiu na súmula que Cuca o xingou, foi desmascarado pela televisão, e não sofreu qualquer punição.

Aquele que circula na internet com uma camisa do Framengo, o que não parece ser montagem.

Porque Fluminense e Vasco jogaram com arbitragem de outro estado, e o Botafogo, que sempre pede isso, nunca é atendido???

Sinceramente, por maior que seja a minha paixão, acho que estão me vencendo.

Estão calando o meu amor.

O futebol está começando a se tornar algo totalmente irrelevante para mim.

E isso é muito triste.

Paulo SPS em novembro 6, 2008 7:40 PM


#50

Idelber,

Eu não quero ser chato e agora que as eleições nos EUA já terminaram, as chances de eventos desse tipo acontecerem se tornam mais remotas, mas há tempos estou curioso para saber a que se deve o plural de frases como a que abre este post:

"É chave não perder de vista as derrotas parciais que tivemos na noite histórica do 04 de novembro"

O restante do texto deixa claro que as vitórias a que você se refere é o bom desempenho dos candidatos do partido Democrata na Câmara e no Senado e que pelo menos uma das derrotas ocorreu devido à mudança na legislação estado americano da Califórnia, ou seja, em questões que nada dizem respeito aos seus leitores brasileiros, creio que estes são o público deste blog, não?

Eu entendo que havia grande torcida até a nível mundial pela vitória do Obama. Esta vitória pode ser considerada como "nossa". Na questão da Califórnia, também entendo que a luta pela igualdade de direitos para todos os sexos possa ser compartilhada. De uma certa forma, é uma derrota "nossa".

No entanto, a composição das casas do legislativo dos EUA é uma questão que diz respeito aos amricanos, não a nós outros. Acredito que bem poucos dos seus leitores nste blog sejam como você, cidadão americano e filiado ao Partido Democrata.

Digo tudo isso porque vejo que há uma grande empatia entre você e maioria dos leitores deste blog, a ponto de gerar uma influência nos pontos de vista destes últimos. Fica meio estranho um brasileiro avaliar o desempenho dos partidos dos EUA como se "nossos" eles fossem. Por exemplo, O Partido Democrata nada tem a ver com o PT e o Partido Republicano nada tem a ver com o PSDB (é um exemplo meu, você nunca disse algo assim). E, principalmente, o Lula nada tem a ver com o Obama. Há pessoas que estão pensando nesses termos.

Luiz Candido em novembro 6, 2008 8:36 PM


#51

Olha, tem uma coisa que eu acho fundamental nessa história da Satiagraha. A íntegra do áudio daquela reunião. O que a PF foi uma edição seletiva, conveniente e inaceitável.

Paulo Lacerda não voltou. E não voltará.

Não tenho palavras para as "coincidências" que cercaram a votação do STF.

Fábio Carvalho em novembro 6, 2008 9:26 PM


#52

O que a PF FEZ (faltou o verbo) no comentário anterior.

No mais, o Paulo SPS e o dono do boteco deveriam se declarar impedidos de escrever qualquer coisa sobre o Framengo.

;o)

Fábio Carvalho em novembro 6, 2008 9:28 PM


#53

Eu acho Lula e Obama comparáveis no sentido de serem quebras de paradigmas. Num sentido amplo do que representam.
Mas cê tá tirando a galera de trôxa, hein, Luiz?
Aí Idelber, cê ta tipo um guru!

Pedrin em novembro 6, 2008 9:31 PM


#54

Boa noite, frequentadores do boteco.

Luiz, parabéns atrasado pelo aniversário! E também estou achando a contagem no Alaska a coisa mais estranha do mundo. Abs.

Valeu a ponderação, Luiz Candido, muito elegantemente feita mesmo, gracias, mas acho que com essa galera que escreve aqui, o perigo de doutrinação acrítica é bem pequeno. Quando eu usei o "nós" da primeira frase, pensava em algo mais amplo que o Partido Democrata. Pensava, por exemplo, no "nós" que votou "não", no Colorado, à estapafúrdia emenda constitucional que queria definir legalmente que um feto é o mesmo que uma pessoa (essa, pelo menos, ganhamos).

Sobre a nomeação de Rahm Emanuel, eu, particularmente, gostei. Para esse cargo, gostei. É legal ter um sujeito mais tough, negociador mais durão e partidário como chefe de gabinete. Especialmente tendo 57 senadores e 255 deputados.

Gostei, mas o tema é longo.

Paulo SPS, receba também o abraço solidário pelo dia de cão ;) Também há um post em embrião aí no seu comentário.

Che, Alejandra, qué gusto verte acá y saber que estuviste en Grant Park. Envidia ;-) Ya te mando unas líneas por mail :-) Cheers.

Idelber em novembro 6, 2008 9:51 PM


#55

Alba,

também vou por aí. Gostei do comentário da Mary e da referêcia dela a Durkheim. Realmente, as instituições não cometem suicídio, mas se adaptam se transformam, pra sobreviver. Só não acho que essas transformações sejam tão lentas assim.

Não interpreto a decisão dos Californianos como uma tentativa de preservação da família tradicional, que hoje, de tradicional _ sobretudo entre as populações latinas e negras _, têm muito pouco, mas como uma prevalencia de antigos valores morais reforçados pela religião e ainda por uma carga de preconceito que continua muito forte.

Se gays e lésbicas, que foram uns dos primeiros grupos sociais a denunciar a hipocrisia a o autoritarismo da tradicional familia burguesa, hoje lutam pelo direito de constituírem, eles mesmos, familias (um casal com ou sem filhos que compartilha o mesmo lar, os mesmos sonhos e as mesmas contas a pagar), significa que esta istituição esta longe, e muito longem, de desaparecer.

Eduardo Prado em novembro 6, 2008 10:10 PM


#56

Idelber, meu amigo Alê Youssef estava em Chicago, na festa de comemoração de Obama, cobrindo tudo pela revista TRIP. Eis o relato que pôs em seu blog, com algumas fotos:

http://ale.org.br/2008/11/05/obama-palooza/

Abs

Gravata

Gravatai Merengue em novembro 6, 2008 11:17 PM


#57

Belíssimo documento, Gravatão, obrigado :-)

Excelente link mesmo. Foi um prazer tê=lo nesta jornada obamista por aqui, desde os primórdios das primárias. Abraço n'ocê e beijão na chefa.

Idelber em novembro 6, 2008 11:38 PM


#58

Esse abraço em mim é desculpa pra dar beijão na chefa, mas vá lá. Abraço nocê também. E até te dou beijinho :)))

Gravatai Merengue em novembro 7, 2008 12:35 AM


#59

Bruno,


Desculpe voltar ao assunto depois de uma centena de comentários entre um e outro.

Você não entendeu minha pergunta. O que isso tudo tem a ver com o fascismo DA CLASSE MÉDIA. Em outras palavras, o que os atos do GM (que até onde sei está bem acima do nível de renda que pode se chamar médio), a atitude de alguns militares ou meia dúzia de comentários num site são representativos de um pretenso "fascismo da classe média brasileira"?

Não há qualquer justificativa para generalizar atitues de alguns indivíduos para um grupo estatístico que engloba milhões de pessas com os mais diversos pensamentos.


abraço,
lucas

lucas em novembro 7, 2008 9:17 AM


#60

Como gay que moro na California, a noite do dia 4 de novembro foi um misto terrivel de extase e frustracao.

Principalmente ao perceber que a mesma minoria (a populacao negra) que foi massacrada por tantos nos Estados Unidos e que foi capaz de superar tudo para eleger um Presidente negro, nao foi capaz de aprender a licao dolorida da discriminacao e preconceito, votando macicamente a favor da proposicao 8.

Idelber: Parece que nao tem grupo mais chegado ao conservadorismo social nos Estados Unidos nesse momento do que a populacao negra. Alguma explicacao? O que diria Martin Luther King sobre isso?

Sera' que o Obama vai conseguir alterar isso?

Marcos Nowosad em novembro 7, 2008 3:14 PM


#61

Marcos: é mesmo fato sociologicamente documentado que os negros e latinos votam mais conservador em questões de "comportamento", como direitos civis para casais gays. Explicar por quê, claro, é terreno bem movediço. No caso da população latina, há uma explicação tradicional, que remete a coisa para a herança católica. Eu acho que isso é parte da explicação, mas não é tudo.

Para a população afro-americana, o desejo de uma "família forte" -- uma fração enorme dos negros vem de famílias de pais ausentes -- é um mito bem presente: acho que ele se mistura às vezes com o fetiche de um modelo, o de família nuclear heterossexual. Há formas bem conservadoras de se falar da "crise da família" na população negra, e algumas delas têm, é inegável, boa tração na comunidade. Claro que é bem mais complicado que isso, e seguramente há gente estudando a coisa em detalhe, mas acho que vai um pouco por aí.

Abração solidário para você.

Idelber em novembro 7, 2008 4:24 PM


#62

Talvez seja demais esperar que os negros tenham a obrigação moral de se alinhar a todas as demais reivindicações consideradas de esquerda, assim, como se todas elas formassem um unico pacote, coeso e bem acabado. Se é ou não é, isso não importa. O fundamental é que o negro tenha o direito de ter sua opinião, boa ou ruim de acordo com o ponto de vista, e que isso não seja "racializado". Assim como existem brancos que são conservadores, homofobicos, misoginos, consumistas, racistas, sexistas, gananciosos, há alguns negros que tbm são, pois, enfim, são humanos como qualquer outro.

Kitagawa em novembro 7, 2008 5:54 PM


#63

FM,

Desculpe, mas acho que você se enganou. O episódio da cadeira do prefeito começou, na verdade, com um debate entre os candidatos, mediado por Boris Casoy, que a horas tantas perguntou se FHC acreditava em Deus. O FH hesitou, queixou-se de que havia combinado com o jornalista não fazer esta pergunta, mas ficou o mal estar. Pouco antes, ele havia sim, posado para fotos, sentado na bendita cadeira, já que as pesquisas o colocavam na dianteira.

Porém, é claro, Jânio usou o tal soluço para desqualificar a candidatura de FHC, como "homem que não acredita em Deus", "não respeita a fé da maioria" e outras patacoadas. E, sim, mandou desinfetar a cadeira como seu primeiro ato de governo, naquele seu estilo. :((

A partir daí, tanto FHC quanto Lula tomaram sempre o cuidado de se apresentar como "homens de fé".


Eduardo Prado,

Sem dúvida, você está coberto de razão quando aponta as transformações na família tradicional. Estas transformações acontecem também entre nós, com filhos de várias uniões convivendo com os parceiros atuais do pai ou mãe, várias adolescentes mães, que, de uma forma ou outra, repassam os cuidados da maternidade às próprias mães - há muitas variantes.

E sempre, mesmo alterada a composição da família, ela resta como núcleo de afeto, de um tipo de âncora na vida social.

Quanto à questão dos gays e lésbicas, é importante ressaltar a diferença entre aceitar a união civil, que preserva os direitos de partilha do cônjuge, do casamento propriamento dito, incluindo a adoção da crianças. Como vários comentaristas notaram, há quem confunda as duas coisas e veja com extrema repulsa, não alheia à questão religiosa, o "casamento gay". Com todas as vitórias já alcançadas pelos gays, eu diria que que é uma batalha que ainda levará algum tempo, já que há muito preconceito e, sim, medo, inclusive entre nós. :((

Um abraço

Alba em novembro 7, 2008 5:57 PM


#64

Enfim, há assim tão grande contradição em ser negro e ser contra o casamento gay? Mesmo se há, a contradição ou mesmo a hipocrisia não são privilegio somente dos brancos ou das demais raças. Mas, claro, entendo o desconfiorto com essa situação.

Kitagawa em novembro 7, 2008 6:04 PM


#65

Kitagawa: o desconforto acontece por que, ha' pouco tempo atras, havia leis proibindo o casamento interracial nos Estados Unidos em certos estados.

Por isso, como gay, esperava que a populacao negra americana (por ter sofrido de problema semelhante) entendesse melhor a dificuldade se viver uma relacao amorosa sem ter o reconhecimento oficial e a protecao civil do Estado.

Nao esperava unanimidade. Algo do tipo 50% contra e 50% a favor ja' seria totalmente aceitavel para mim. Mesmo que fosse 55% contra uniao gay, como no caso dos latinos, seria totalmente esperado.

Mas a percentagem alta (70%) contraria `a uniao gay para mim indica um problema mais serio e endemico do que pontual.

Marcos Nowosad em novembro 7, 2008 6:18 PM


#66

Kita, minha observação sobre a estratificação racial do eleitorado nesse plebiscito vem do fato de que os negros, nos EUA, votam em geral no espectro progressista. Menos nessas questões de corportamento, especialmente nas questões de gênero. É só uma observação demográfico-sociológica.

Nada ver com negros "terem obrigação" ou não de nada.

Idelber em novembro 7, 2008 6:19 PM


#67

Alba, me desculpe.
Eu realmente me equivoquei. Você tem toda razão.

fm em novembro 8, 2008 12:04 PM


#68

fm,

:))Mas o Jânio era mesmo uma figura inesquecível, nénão?

Alba em novembro 8, 2008 12:28 PM


#69

O LA Times tem um bom Oped de uma lésbica negra sobre isso hoje(http://www.latimes.com/news/opinion/commentary/la-oe-cannick8-2008nov08,0,3669070.story). O problema é justamente que muitos negros sentem que a questão do casamento gay é menor perto dos problemas que eles passam: de uma certa forma, a biografia de Clarence Thomas da Suprema Corte(Ele tem vários parentes presos, uma irmã que só completou os estudos num curso noturno para adultos) mostra bem isso.

Parte do problema é justamente comparar um grupo com renda superior à média com os negros nos EUA.

André Kenji em novembro 9, 2008 6:25 PM


#70

Alerta geral!
Site do Paulo Henrique Amorim fora do ar!

Marcos em novembro 10, 2008 1:27 PM