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Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.
Kay Hagan pode fazer história na Carolina do Norte
Ninguém, nem mesmo o Partido Democrata, acreditava. O assento da Republicana Elizabeth Dole no Senado Federal era um daqueles assentos cativos. E eis que nos últimos dois meses a Democrata Kay Hagan fez isto com as pesquisas:
Neste mapinha do New York Times dá para se avaliar a possibilidade de que os Democratas conquistemos as importantíssimas 60 cadeiras que garantiriam ao Presidente Obama uma maioria à prova de filibusters.
Agora escutem esta: caso se confirme a vitória de Kay Hagan na Carolina do Norte, será a primeira vez desde 1952 que os Estados Unidos terão um governo federal sem nenhum Bush ou Dole em qualquer um de seus ramos.
É a eleição menina dos olhos deste blog, a que decidirá uma das vagas da Carolina do Norte no Senado.
E se Dole sair vai ser de forma deliciosa, depois do "Godless". Só perde pro Macaca do George Allen em 2006 e pro anúncio contra Al Franken sobre palavrões.
Isso sem contar que os dois velhinhos do anúncio de TV são um barato. É fácil a melhor série de anúncios da temporada, batendo qualquer anúncio de Obama ou McCain.
Estou curiosa para saber uma coisa: as tevês estão anunciando que na madrugada do dia 5 já se poderá saber quem ganhou a eleição presidencial. Mas levando em conta que os métodos de votação variam muito entre os Estados, que se pode votar pelo correio por antecipação ou pessoalmente, que o voto pessoal pode ser por máquina eletrônica, escrito à mão, em cartão perfurado (ainda existe isso), e sei lá mais como, será que vão poder computar tudo isso em poucas horas? Desconsiderando os votos que desaparecerão no correio, votos surripiados, gente impedida de votar porque teve o registro cancelado, etc., e que os partidos estão enviando batalhões de advogados e fiscais para verificarem isso, como é que será possível computar isso com um mínimo de fidedignidade? Haverá um outro batalhão de gente para manusear tudo isso? Muito esquisito.
querido, estou adorando acompanhar essa eleição histórica por aqui.
e aproveito para deixar um beijo de parabéns atrasado. li o post sobre o gabeira no dia certo, achei que tinha te cumprimentado, pelo aniversário e pelo post, mas que nada... então faço agora!
beijo grande
Vera, os números da madrugada aqui são sempre projeções -- que, depois de 2000, as televisões fazem com muito, muito cuidado. Mas nesta eleição tudo indica que saberemos bem cedo qual é o resultado.
Nós ainda não chegamos ao nível do Brasil nestas coisas.
"Nós ainda não chegamos ao nível do Brasil nestas coisas." Impressionante: "a maior democracia do mundo" como gostam de dizer aí e não se discute politicamente uma forma de tornar o voto, esse elemento fundamental do sistema democrático porque deveria exprimir a vontade legítima do povo, mais confiável. Com tanto avanço tecnológico, com os politólogos de Harvard, MIT, etc. Que coisa, e nós aqui é que somos atrasados (se bem que esse tal de voto eletrônico brasileiro seja meio duvidoso). Não entendo porque não há uma campanha séria para organizar melhor esse sistema eleitoral.
Na verdade, é fácil saber. Se Obama vencer na Virginia(Ou manter uma desvantagem pequena enquanto o norte do estado não votou) e em New Hampshire é quase que game-over. Se ele vencer na Flórida e na Carolina do Norte nem com Pensilvânia McCain vira o jogo...
Idelber, palestra muito interessante apresentada na UW:
"Religious Politics in America: Why the 2008 Presidential Election May Change Everything for Everyone"