
Já são mais de 800 os palestinos mortos pela chacina israelense. Desumanizados, sempre suspeitos de “terrorismo” -- outra palavrinha que esmiuçarei em breve no Glossário Macabro --, os mortos palestinos com muito pouca frequência tem um rosto. O Biscoito inicia agora uma breve série que dá rosto e nome a essas vítimas.
Dr. Ehab era dermatólogo e seu filho ainda está no ventre da mulher amada. Ele se formou numa Universidade na Ucrânia. Amado, querido em Gaza. A dermatologia é uma área importante em Gaza, dada a crueldade das armas que Israel tem usado contra essa população, que é a única do planeta a viver sob um bloqueio terrestre, naval e aéreo completo de um exército ocupante (não só de suas fronteiras, mas de seus outros irmãos palestinos).

"A pena mais amarga", diz Nancy, grávida, "é que meu bebê nunca verá seu pai". Viúva, aos 28, ela é mãe de um garoto e uma garota, que acabam de perder o pai. O Dr. Ehab al-Shaer abriu, primeiro, uma clínica no centro de Rafah em 2006 -- estabelecendo-se como respeitado dermatólogo. Um ano depois, a partir da reputação, abriu uma filial em Nuseirat, campo de refugiados na região central da Faixa de Gaza. (fonte)
Pelo menos aqui neste cantinho da internet, está registrada, em luto, a morte do Dr. Ehab.