Meu pai falou calma, eloquentemente, na escuridão de Gaza sitiada, só com o fogo das bombas israelenses iluminando o seu mundo: “eles estão destruindo tudo o que é belo e vivo”, ele disse ao âncora. Suas mãos tremiam, ele confessava, enquanto se apoiavam no chão de sua casa, onde eles moviam os colchões para mais longe das janelas, com as explosões ensurdecedoras rasgando o céu negro ao redor, iluminando-o em enormes nuvens de fogo.
[...]
“O que está acontecendo, o que está acontecendo?”, ele repete em tom exausto, hipnótico. “A sensação é que eles bombardearam nossa rua de dentro para fora. Não vejo nada. Não sei o que está acontecendo. O que dizem as notícias?”, ele pergunta freneticamente, desesperado por qualquer migalha de informação que possa fazer sentido do terror que tomou conta dele.
Laila é uma mãe palestina de Gaza, casada com um palestino refugiado e, no momento, "a salvo" na Carolina do Norte, enquanto seu próprio pai vive o inferno em Gaza. As conversas telefônicas entre Laila e seu pai, relatadas pelo post, ocorreram no sábado à noite. Hoje elas já seriam praticamente impossíveis. Imperdível, urgente, o blog: Diary of a Palestinian Mother.