Alguns dos constantes comentários sobre a Palestina Ocupada são de que “tudo é muito confuso”, “é uma briga milenar” ou “não entendo por que judeus e árabes não se entendem”. Confesso que não tenho muita paciência para esse tipo de comentário, por mais bem intencionado que ele seja.
De “milenar”, caro leitor, esse massacre não tem nada. Ele tem data, bonitinho, para começar: 1948, com a expulsão de 750.000 palestinos de suas terras. Depois, outra data: 1967, o início da ocupação ilegal das terras que não pertencem a Israel. E não são “judeus e árabes” que não se entendem. Eles se entendem muito bem nas ruas de Nova York ou de São Paulo. É de uma ocupação militar estrangeira sobre um povo que estamos falando.
Se você tem interesse em estudar um capítulo importante dessa história – a construção do muro do Apartheid, que rouba mais terras palestinas e separa vilas e cidades palestinas umas das outras --, o Biscoito recomenda o trabalho feito pela Coordenação de Questões Humanitárias das Nações Unidas. Se você tem paciência para baixar um PDF pesadinho (com muitos mapas), clique aqui.
Mesmo sem ser cartógrafo, é possível observar a imensa crueldade do Muro do Apartheid. É só procurar, nos mapas, a “linha verde”. Essa é a linha do armistício de 1967, que define as fronteiras dentro das quais Israel é um país legalmente reconhecido pela comunidade das nações. Agora, procure a linha grossa vermelha que é o muro. Observe como o muro, por exemplo, elimina qualquer contato entre Ramallah – capital provisória da Autoridade Palestina – e Jerusalém Oriental. A distância entre as duas cidades? 10 quilômetros.
Clique aqui para baixar o PDF e estudar a cartografia do horror.