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Um blog sobre política, literatura, música e futebol basquetebol. Na rede desde outubro de 2004.



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sábado, 07 de março 2009

Em Austin

Este é só um post meia-boca para dar notícias do meu paradeiro e abrir outra caixa de comentários para quem quiser oferecer notícias da manifestação de hoje contra a Folha de São Paulo, às 10 horas da manhã, na Alameda Barão de Limeira. Parece que o Biscoito terá uma fotógrafa nesse ato público. A se confirmar. Quem tiver ido, deixe aí o testemunho.

No momento, eu me encontro aqui, ó:

austin.jpg

O Google Maps me dizia que iam ser 8 horas e 50 minutos, mas fiz New Orleans-Austin em menos de 7 horas. Foi também a estréia triunfal do meu GPS, comprado na Amazon por 150 mangos. É uma daquelas maquininhas que te fazem pensar que não há mesmo limites para a tecnologia. Uma maravilha.

Estou em Austin -- única cidade do Texas que possui qualquer interesse para mim -- a convite dessa venerável instituição, para um colóquio sobre violência que teve um primeiro dia magnífico.

Na véspera do Dia Internacional da Mullher, mais uma extraordinária profissional, que recebeu a oferta de trabalho dos sonhos, para aquele salto definidor e definitivo, terminou recusando-a porque o marido -- que não é em sua profissão nem metade do que ela é na dela -- se sentiu, digamos, meio inseguro de se mudar. É impressionante a frequência com que vejo esse filme. Jamais o vi acontecer ao revés.

E, neste domingo, reencontraremos nosso velho freguês, desta vez na disputa do título regional. Se for passar aí no Brasil, não percam.



  Escrito por Idelber às 03:35 | link para este post | Comentários (51)


Comentários

#1

Eu e meu marido vamos ao ato. Começar o dia vendo que você deixou o espaço virtual pronto pra receber comentários (e perceber que você parece ansioso, como nós aqui de Sampa) já iluminou o meu dia. Como emprestei minha câmera vou ter fotos só de celular, espero que alguém tire fotos mais decentes... um grande abraço. E... somos seus fãs.

Flavia em março 7, 2009 7:36 AM


#2

Caro Idelber
Como não posso comparecer, já me senti partícipe agorinha mesmo,ao firmar o abaixo-assinado que o Eduardo Guimarães colocou no blog dele.
Agora vou ficar na torcida para que seja uma bela manifestação.
Um abraço,
Maria Lucia

Maria Lucia de Andrade Pinto em março 7, 2009 9:22 AM


#3

Que enigmático! Ou será que eu sou mal informada? Quem é a mulher que recusou cargo por causa do marido???!!!

aiaiai em março 7, 2009 10:34 AM


#4

Ah, Idelber, que excelente e que infeliz notícias. Excelente é a do trajeto Tulane-UT - assim como o seu GPS, eu também achava que demorava bem mais -; já a infeliz, bom, que que eu posso dizer. Recomeçar, dizer adeus e renunciar. Triste mesmo. Beijos e bom fim de semana!

Camila em março 7, 2009 1:00 PM


#5

Idelber, aí vai um relato sobre a manifestação contra a FSP:

Cheguei com uns quinze minutos de antecedência no ato contra a FSP e, ao mesmo tempo em que me decepcionei com o pouco público então presente, impressionou-me o número de policiais militares nos arredores. Tentativa de intimidação serrista?Não havia trazido lenço para atenuar os efeitos do gás lacrimogêneo nem bolinhas de gude para derrubar a cavalaria... Espere, o que digo? Não estamos mais na ditabranda, digo dura, e após Eduardo Guimarães confabular com um quarteto de meganhas, o ato transcorreu sem repressão.

O público cresceu com o tempo e, com base no nada criterioso critério do olhômetro, diria que chegou a umas 350, 400 pessoas. Mas deve-se levar em conta que parte desse público é flutuante, vem e vai, o que aumenta o número total de participantes (uma hora e meia depois, quando fui embora, ainda encontrei na esquina da Av. São João um casal de adolescentes que se dirigia à passeata).

Havia grandes banners vermelhos com fotos de pessoas torturadas e mortas pela ditadura, além de faixas diversas. No momento em que a manifestação cresceu muito e, a despeito dos apelos da organização, tornou-se impossível não interferir no trânsito de veículos, um grupo de manifestantes brandiu uma grande faixa horizontal repleta de fotos de mortos e desaparecidos. Vários jornalistas e fotógrafos (inclusive um da FSP) cobriram o evento.

A infra-estrutura foi boa e o volume do som mais do que suficiente para que Otavinho, sua entourage e, sobretudo, um grande número de funcionários da Folha fossem obrigados a ouvir críticas contundentes ao órgão - e não "apenas" em relação ao "affair ditabranda", mas ao papel que vem desempenhando desde a conflagração do golpe de 1964 (que estimulou), passando pelo período ditatorial e pela redemocratização.

O manifesto lido por Eduardo Guimarães, além de longuíssimo, pareceu-me mal redigido, com excesso de superlativos e adjetivos fortes em profusão. Menos seria mais: concisão e poder de síntese tornariam o texto mais efetivo; pausas pontuais, de efeito, que propiciassem a manifestação popular, seriam desejáveis.

Abriu-se o microfone para os demais oradores e, após certa hesitação quanto à presença ou não de Maria Victória Benevides - que ao final não se confirmou -, diversas vozes revezaram-se na tribuna.

O sindicalista Toshio, um senhor nissei de longos cabelos brancos inflamou a galera não com um discurso mas com uma emocionada evocação de seus amigos mortos pela ditadura, proporcionando o momento mais emocionante da passeata, com muita gente chorando (inclusive eu). Já o padre Júlio Lancelottti usou toda sua experiência no púlpito para um discurso de condenação á "imprensa burguesa que quer não apenas manipular mas impedir a manifestação da vontade popular".

Havia representantes de diversas entidades estudantis, sindicatos, ONGs e organizações políticas. Alguns políticos mandaram mensagens de apoio, como Luiza Erundina. Considerei uma amarga ironia que ela, perseguida de forma atroz pela "grande imprensa" - FSP incluída - quando à frente da prefeitura, tenha recebido não mais que pausas protocolares ao ter seu nome mencionado.

Elio Gaspari foi uma menção recorrente - e pouco elogiosa - nas falas, que invariavelmente desrespeitavam os 5 minutos regulamentares e por vezes abarcavam temas como chavismo ou a eleição de 2010. Ouvi 7 ou 8 dos 20 oradores escritos e, após mais de uma hora e meia em pé no calor intenso que faz em SP, resolvi ir embora. Este relato diz respeito, portanto, ao período das 10:45 às 11:20, mais ou menos. Não sei o que aconteceu depois (espero que alguém o narre aqui).

Ao menos para mim, ficaram duas lições:

1) Não é fácil transpôr, para o mundo real e para uma passeata com hora e local determinados, o volume e a intensidade das manifestações virtuais;

2) A passeata em questão foi muito bem-sucedida em seu objetivo de criar um evento social de repúdio à FSP, fazendo-o de forma organizada e não-violenta e demonstrando que há vozes e setores da sociedade que, ainda hoje, na conservadora SP e no depolitizado presente, se mobilizam para protestar contra abusos anti-democráticos da imprensa.

Bernardo Meditsch em março 7, 2009 2:37 PM


#6

Corrigindo: o relato diz respeito aos acontecimentos das 9:45 às 11:20...

bernardo_meditsch@ em março 7, 2009 2:42 PM


#7

Idelber,

Notícias do Brasil: vc viu a capa da veja?
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/110309/imagens/capa380.jpg
Eles são até engraçadinhos. Fiquei até com medo do Protogenes. O título é ótimo: A tenebrosa máquina do Dr. Protogenes. Ele bisbilhotou até a vida amorosa da Dilma (Iche, será que eles querem ter pretexto para falar que a Dilma é sapatão? Em artigo do Estado de São Paulo, o cara insinuou na cara dura que o Aécio é cheirador: com o título: Pó, pará, governador e fazendo um contorcionismo para justificar esse título)
A Veja é uma piada mesmo. O Nassif falava (anteriormente a prisão do Dantas)que a Veja estava super envolvida com o Dantas e que os órgãos ligados ao Dantas eram usados para destruir todo mundo que oussasse enfrentar ele. E não é que a Veja só vem confirmar que o Nassif estava certo sobre o Dantas e sobre a Veja?

Bruno em março 7, 2009 2:50 PM


#8

Narração de um tema real
São 07:30 da manhã, reunião na escola da filha, escola está liberal em santa teresa RJ.
Uma mãe pede a palavra, mãe esta advogada e negra.
-Eu queria salientar que meu filho está incomodado, pois no grupo de estudo dele tem 03 mulheres e elas dominaram o grupo, eu gostaria que meu filho fosse transferido para um grupo de maioria masculina, para que ele posssa exercer a criatividade.
Coordenadora responde
- Olha vou ver se é possível, mais o que tem incomodado tanto seu filho.
Mãe responde.
- Ah elas são muito mais inteligentes e ele se sente burro.
Minha vontade era responder, minha querida ele não se sente, ele È BURRO e deveria aproveitar a oportunidade de aprender com as meninas.

Meu Idelber, fique certo, o machismo voltou com TUDO !!!!

Gladys em março 7, 2009 2:54 PM


#9

acredito que muitas mulheres ainda aspiram à domesticidade e à segurança do lar ou à frivolidade dos salões e institutos de beleza. Mas não por falta de alternativas. o pionerismo involuntário de algumas e corajoso e consciente de outras abriu praticamente todos os caminhos da atividade humana. presentemente, sem surpresa prá ninguém, a mulher pode ser deputada, juíza, prefeita, ministra. algumas assumem os mais altos postos executivos. outras conquistam troféus, batem recordes. estão no congresso, na cátedra, no tribunal, no hospital, no laboratório, na grande empresa. onde quer que a mulher se empenhe a fundo, mostra-se eficiente e capaz

Quando uma sociedade tem valores e estruturas que lhe dão sentido, a maioria de seus membros encontra maneiras de integrar-se em comunidades. Os que não conseguem participar de alguma forma de associação são minoritários e, em geral, isolados em grupos marginais: são considerados doentes, anti-sociais. Muitos seres humanos sofreram, no passado, a solidão do isolamento social. Pessoas consideradas loucas, bruxas, mendigos, deficientes físicos foram trancafiados, enjaulados. Séculos depois, entre estes isolados alguns viriam a ser considerados grandes artistas. A solidão de que você tem medo é aquele sentimento de ausência de um coletivo, de ausência de relação, de estar só, um "eu" só perante o mundo cego e mudo.

Antigamente, já de pequena uma mulher sabia o que o destino lhe reservava. Havia o grupo das que iriam casar, o das que seriam solteironas e ficariam para ser as "tias~' e o das que seriam prostitutas ou amantes escondidas. As mulheres tinham papéis pré-determinados desde a mais tenra infância e todas acabariam por amargar a mesma e coletiva apatia, quando mais velhas. A mulher velha tinha por destino cuidar dos velhos, dos doentes e da infância. E para ser velha, bastava ter mais de trinta anos. Sexo bom era privilégio de poucas amantes e amadas em fugazes momentos de sorte dentro da imensidão de suas vidas. Sexo ruim e obrigatório era função das prostitutas e das esposas em tempo de reprodução. Como a gravidez foi sempre um risco e destino, até o advento do anticoncepcional seguro, a ausência de prática sexual para as solteironas e para as mais velhas poderia ser sentida como um alívio. Enfimtodas as posições tinham alguma identidade coletiva. O casamento era único e definitivo o que equivalia à necessária existência da prostituição e do não muito escondido adultério. Todas as mulheres viviam modestamente encolhidas nas suas parcas expectativas. Os mesmos homens circulavam de uma maneira ordenada em diferentes lugares de ser mulher. Homens e mulheres ganhavam uma certa validade social dentro de um ordenamento rígido, protegido pela religião.

Hoje somos todos sobreviventes de uma grande revolução tecnológica e cultural. A maior parte dos seres humanos vive debaixo da guerra civil e da miséria. Uma minoria vive bem, mas não sabe exatamente a validade de seu viver. Os que têm acesso aos recursos modernos usam algum tipo de drogadição: ou bebem, ou fumam, ou usam uma droga popular e proibida, ou vêem compulsivamente televisão. As mulheres se tomaram ameaçadoras para os homens, por terem adquirido um indefinido potencial de deslocamento dentro dos papéis tomados mitos, na história humana. Os homens são, por sua vez, aos olhos das mulheres, tristes e incoerentes ou impotentes realidades. Ao desmontar o domínio falocrático, o ser feminino retirou do ser masculino boa parte da força inconsciente fundante de sua virilidade.

Uma tão gigantesca revolução da relação entre os sexos, no mundo ocidental, acompanhada do fim da importância da força bruta em favor da hegemonia da inteligência cognitiva e emocional, só poderia transbordar em um certo caos.

Você não está sozinha nesta encruzilhada. Estamos todos juntos. No íntimo tememos a extinção do poder transcendente da paixão amorosa. Esqueça o paraíso prometido pela mídia. Esqueça a prepotência de querer resolver sua vida sozinha. Converse com os outros seres humanos ao seu lado. Comece do nada. Dê e receba fraternidade.

Estamos em uma nova inauguração. Cada troca sentimental, hoje, é tão importante, a cada momento, como foram os pequenos inventos, quando a humanidade era frágil perante o Planeta. Tenha coragem e lealdade para consigo mesma. E, sobretudo amiga, tenha compaixão para com os homens. Eles estão tendo uma conversa com Deus.

elenara iabel em março 7, 2009 3:32 PM


#10

Idelber,

Estive lá e achei o ato bem interessante - no meu blog há um breve relato sobre o que aconteceu e umas fotos. Concordo com o Bernardo sobre o tamanho do manifesto que o Eduardo Guimarães leu, mas não o achei mal redigido, muito pelo contrário.

Sobre a fala do Senhor Toshio, também chorei quando ele lembrou dos amigos mortos pela ditadura e os evocou, foi uma fala fundamental e muito bela que mexeu com o público. A fala do Padre Júlio foi também muito bonita.

Quanto ao público, confesso que me surpreendi, foi mais gente do que eu imagina, como eu estava perto do pessoal que estava discursando, não tenho exata ideia de quantos estavam lá, tive a impressão de uns 200 ou mais, já o Bernardo falou em 400 - o que é provável no horário de pico da manifestação.

Em relação ao que aconteceu depois que o Bernardo saiu, tivemos falas de estudantes e sindicalistas - inclusive do sindicato dos jornalistas, sendo que lá se encontravam gente de todas as correntes que atuam lá, situação e oposição - que complementaram.

Eu, pessoalmente, tive uma impressão positiva do protesto, da capacidade que a Internet já está tendo para mobilizar gente e dos próprios jornalistas, que compareceram em peso em meio a uma espécie de "resistência silenciosa".

Ademais, não considero São Paulo uma cidade "conservadora", creio que, por ora, São Paulo é uma cidade cujos setores progressistas estão desarticulados e confusos, mas onde há um equilíbrio interessante entre direita-centro-esquerda; há que se pesar também toda essa fragmentaçao da nossa época. Pesados esses fatores, reitero, creio que tivemos algo interessante hoje de manhã.

Hugo Albuquerque em março 7, 2009 3:54 PM


#11

Ah, no bloguinho tenho algumas fotos e um breve relato.

Hugo Albuquerque em março 7, 2009 3:55 PM


#12

A redação do quarto parágrafo ficou estranha,na verdade seria assim:

Em relação ao que aconteceu depois que o Bernardo saiu, tivemos falas de estudantes e sindicalistas - inclusive do sindicato dos jornalistas, sendo que lá se encontravam gente de todas as correntes que atuam em seu interior - que complementaram o que já tinha sido em linhas gerais.

Hugo Albuquerque em março 7, 2009 4:16 PM


#13

Bom, sobre o persistente machismo, acho que o caso da menina estuprada e o bispo abestalhado diz tudo sobre como as mulheres ainda são muitas vezes vistas como meras procriadoras que devem ficar sob a proteção paternal de um ente masculino, mesmo que seja um assexuado padreco.

João Paulo Rodrigues em março 7, 2009 6:49 PM


#14

Me lembro que num post sobre Gilmar Mendes você mostrou um certo respeito pelo sociólogo Fernando Henrique Cardoso.
Depois disso

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1033317-5601,00-FHC+PROTOGENES+E+ESCUTADOR+GERAL+DA+REPUBLICA.html

não sei se o seu respeito será o mesmo.

Marcos em março 7, 2009 10:03 PM


#15

Estou nessa ladainha do DD, porque acho que isso é muito importante e acho que, se o Serra ganha em 2010, essa máfia vai dominar mais do que já domina o país. As principais peças do tabuleiro de DD são ligadas ao Serra.

A tentativa de incriminar o protogenes é impressionante. Esse argumentozinho de o DD tem que agradecer o Protogenes é foda Parece até que se não fosse o Protogenes hoje o DD estava preso.
Não consegui pegar o link, mas veja que o argumento do Noblat continua o mesmo:

Protógenes, o benfeitor de Dantas

Tem comentarista aqui que não lê direito o que publico. Ou se lê, distorce só para argumentar. Acredito mais na segunda hipótese.

A reportagem da VEJA sobre como agiu o delegado Protógenes Queiroz no comando da Operação Satiagraha foi feita com base nos autos do inquérito aberto pela Polícia Federal para apurar justamente como foi que ele agiu.

O que a revista mostra é o que foi apurado até agora e será aberto pela CPI das Escutas Telefônicas na próxima segunda-feira. Chegou por lá nma última quinta-feira.

Nada do que está na VEJA foi apurado pelos repórteres da revista. Isso está claro para qualquer pessoa que leia a reportagem mesmo que superficialmente.

Se Protógenes afirma que é tudo mentira, ele que se entenda com seus colegas de polícia que dizem ter extraído o rico material do pen drive e dos computadores apreendidos em diversos endereços dele.

Alguém que planeja escrever uma autobiografia sob o título "Protógenes, a Lenda" me parece uma pessoa, no mínimo, megalomaníaca.

Reforça tal suspeita o que Protógenes diz sobre seu próprio trabalho em palestras por aí afora.

Se procede o que a Polícia Federal levantou e foi parar na VEJA, o banqueiro Daniel Dantas tem razões de sobra para celebrar o futuro arquivamento das acusações que pesam contra ele nos autos da Satiagraha. Porque a operação foi contaminada pela ilegalidade dos atos de Protógenes.

Atualização das 20h02 - A ministra Dilma Rousseff, em visita a Salvador, disse que duvida que tenha sido grampeada como publicou a VEJA. Ora, mas a revista não publicou isso. Publicou que havia um relatório de acompanhamento, digamos assim, da vida amorosa da ministra. São coisas diferentes.

A ministra também negou que nos últimos anos tenha tido vida amorosa.

Consta do tal relatório o nome do objeto da afeição da ministra, graduado funcionário do setor de energia do governo.

Ela é solteira, pode namorar quem quiser e ninguém tem nada a ver com isso.

Bruno em março 7, 2009 11:08 PM


#16

OFF TOPIC

Justo agora que voce colocou dois posts tao bem-humorados, essa do Protogenes... aguardo ansiosamente uma analise Idelberistica dos fatos!

Jasão em março 8, 2009 12:00 AM


#17

Estive no ato. Esperava um número maior de participantes mas, como escrevi no Azenha, a representatividade - de idades, atividades, causas e formas de expressão - e o calor dos depoimentos compensaram totalmente o número não tão expressivo de participantes.
Alguns depoimentos se destacaram como os do Toshio e do representante da Comissão Anistia que disse estar em curso investigação sobre empresas que participaram da OBAN. Ou seja, a mensagem foi clara: não esquecemos, portanto, não tripudiem nossa memória.
No final, o que era para ser um ato de desagravo aos dois professores acabou assumindo um espectro mais amplo, até mesmo porque eles não compareceram. Mas creio que ficou bem mais interessantes assim.

Cláudia em março 8, 2009 1:08 AM


#18

A manifestação foi um verdadeiro fracasso. O público que compareceu ficou muito aquém do esperado. O fracasso pode ser medido pela ausência dos 2 professores ofendidos pela FSP. Se eles, uns dos maiores interessados, não compareceram, o que pensar dos resto dos brasileiros?
Por outro lado, acredito que muitas pessoas devem ter desistido de ir a manifestação depois da revelação da "dulce dictadura" cubana do Eduardo Guimarães. No mínimo acharam uma incoerência alguém que chama uma ditadura de "dulce" querer fazer uma manifestação contra outro alguém que chamou nossa ditadura de "ditabranda". Bola fora do Eduardo.

J Carlos em março 8, 2009 1:52 AM


#19

Faltou um complemento. Embora um fracasso, a manifestação teve alguns depoimentos interessantes e muito emocionantes, como por exemplo o do Toshio.

J Carlos em março 8, 2009 1:54 AM


#20

Folha cobriu manifestação (matéria sem assinatura). Otávio Frias Filho diz que a Folha errou com ditabranda, mas mantém sua crítica a Comparato e Benevides: de cínicos e mentirosos, os professores foram elevados à condição de "democratas de fachada" por não se manifestarem contra Cuba.

E la nave va

Fábio Carvalho em março 8, 2009 5:16 AM


#21

Pessoal:

Quem ainda for assinante da Folha, poderia colar aqui na caixa o texto da cobertura da manifestação e o conteúdo da matéria em que eles avaliam que erram mas mantêm as críticas?

Obrigado!

(Seja sempre bem vinda, Flavia. Acho que é o seu primeiro comentário, né?)

Idelber em março 8, 2009 5:36 AM


#22

estes são os textos:

Manifestação contra Folha reúne 300 pessoas em frente ao jornal
Militantes fazem desagravo a professores, que não comparecem a evento

DA REPORTAGEM LOCAL

Cerca de 300 pessoas participaram ontem pela manhã de manifestação contra a Folha em frente à sede do jornal, na região central de São Paulo.
O ato público tinha o duplo objetivo de protestar contra editorial publicado pelo jornal no dia 17 de fevereiro, que usou a expressão "ditabranda" para caracterizar o regime militar brasileiro (1964-1985), e prestar solidariedade aos professores Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato. Nenhum dos dois estava presente.
A Folha publicou no "Painel do Leitor" 21 cartas sobre o assunto, 18 delas críticas aos termos do editorial, entre as quais as assinadas por Benevides e Comparato. Segundo escreveu este último, o autor do editorial e o diretor de Redação que o aprovou "deveriam ser condenados a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro".
Em resposta, o jornal classificou a indignação dos professores de "cínica e mentirosa", argumentando que, sendo figuras públicas, não manifestavam o mesmo repúdio a ditaduras de esquerda, como a cubana.
Desde então, além de cartas, o jornal vem publicando artigos a respeito da polêmica, alguns dos quais com críticas ou reparos à própria Folha.
O protesto de ontem foi organizado pelo Movimento dos Sem-Mídia, idealizado pelo blogueiro Eduardo Guimarães. O público era composto na sua maioria por familiares de vítimas da ditadura, estudantes e sindicalistas ligados à CUT.

Abaixo-assinado
Um abaixo-assinado de repúdio ao editorial da Folha e solidariedade a Benevides e Comparato circulou pela internet nas últimas semanas. Entre seus signatários estão o arquiteto Oscar Niemeyer, o compositor e escritor Chico Buarque, o crítico literário Antonio Candido e o jurista Goffredo da Silva Telles Jr.
Niemeyer disse que "o convite para assinar veio de um amigo muito querido, que foi preso e torturado. Fiquei muito chateado, porque gosto do pessoal da Folha. Fiquei constrangido, mas não podia dizer que não". O arquiteto disse não ter lido o editorial. Na sua versão eletrônica, o abaixo-assinado contava com mais de 7.000 adesões, cuja autenticidade, porém, não há como comprovar.
Segue a íntegra do texto:
"Ante a viva lembrança da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repúdio à arbitrária e inverídica revisão histórica contida no editorial da Folha de S.Paulo do dia 17 de fevereiro de 2009.
Ao denominar ditabranda o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do país. Perseguições, prisões iníquas, torturas, assassinatos, suicídios forjados e execuções sumárias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no período mais longo e sombrio da história política brasileira. O estelionato semântico manifesto pelo neologismo ditabranda é, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pós-1964.
Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a Nota da Redação, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro em resposta às cartas enviadas ao "Painel do Leitor" pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fábio Konder Comparato. Sem razões ou argumentos, a Folha de S.Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrários e irresponsáveis à atuação desses dois combativos acadêmicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante as insólitas críticas pessoais e políticas contidas na infamante nota da direção editorial do jornal.
Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro."


Folha avalia que errou, mas reitera críticas
DA REDAÇÃO

O diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, divulgou ontem as seguintes declarações:
"O uso da expressão "ditabranda" em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis.
Do ponto de vista histórico, porém, é um fato que a ditadura militar brasileira, com toda a sua truculência, foi menos repressiva que as congêneres argentina, uruguaia e chilena -ou que a ditadura cubana, de esquerda.
A nota publicada juntamente com as mensagens dos professores Comparato e Benevides na edição de 20 de fevereiro reagiu com rispidez a uma imprecação ríspida: que os responsáveis pelo editorial fossem forçados, "de joelhos", a uma autocrítica em praça pública.
Para se arvorar em tutores do comportamento democrático alheio, falta a esses democratas de fachada mostrar que repudiam, com o mesmo furor inquisitorial, os métodos das ditaduras de esquerda com as quais simpatizam."
Otavio Frias Filho

fm em março 8, 2009 9:30 AM


#23

E ainda sobre o tema há tambeem este txto:

JANIO DE FREITAS

História à brasileira
Historiadores à brasileira não sabem que ditaduras vão até onde lhes é vitalmente necessário, e enquanto podem

UMA VERGONHA , ao menos uma, o Brasil tem. É um tal de esconder ou falsificar a própria história, que este vício passa, ele próprio, a ser história. Só agora, passados 70 anos, liberam-se atas de reuniões do Conselho de Segurança Nacional da década de 30 -mas depois de extirpar-lhes mais de 400 linhas. As linhas encobertas são os esconderijos das verdades que mais importam para o conhecimento das posições, circunstâncias e decisões do momento em questão.
Na entrega das atas, que vão de 1935 a 88, o seu guardião nos últimos anos, ministro de Segurança Institucional, general Jorge Felix, deu a justificativa oficial para os vetos: "Os povos são muito emocionais. Poderíamos ter constrangimentos com países vizinhos por declarações feitas nos anos 30". Na prática, desde então são passadas três gerações. Como os demais países, o Brasil atual pode, eventualmente, explicar declarações (no caso, em reuniões fechadas) do passado, pode desautorizá-las, mas não pode responder por elas. Mesmo que expressem, mais do que opiniões pessoais, propósitos hostis. Como foi o caso do ministro da Justiça que propôs, na década de 60, a criação de um episódio bélico com o Paraguai (começava o assunto Itaipu), como pretenso recurso para unir a opinião pública brasileira em torno dos militares.
Os aspectos mais decisivos no desencadear do golpe de 64 tornam-se progressivamente disponíveis graças à abertura de arquivos dos Estados Unidos. O embaixador Lincoln Gordon, até hoje vendido aqui como pessoa íntegra e bem intencionada em relação ao Brasil, já em seu primeiro encontro com Kennedy, na Casa Branca, propôs um golpe aqui. Isso se sabe por recentes liberações de documentos nos EUA, onde já o governo Kennedy está escancarado e até material do pequeno Bush começa a estar ao alcance público.
O que já era o cofre inexpugnável da documentação brasileira, ganhou de Fernando Henrique um reforço de obscurantismo estarrecedor. O "intelectual príncipe da sociologia" passou a duração do sigilo de documentos oficiais, de 20, 30 anos, para três gerações nos casos mais brandos e, em outros, até a infinidade dos tempos. Já no governo Lula, Fernando Henrique quis explicar-se com a afirmação de que assinou o ato "sem medir as consequências".
Esquecido do que disse então, Fernando Henrique traz nova narrativa, reproduzida por Fernanda Krakovics e Luiza Damé no "Globo": assinou o decreto como ato "de rotina", ao recebê-lo "da secretaria que tratava de assuntos militares", o que caracterizou, "seja um descuido burocrático, seja má-fé de alguém não especificado".
Não especificado? Pois sim. O tempo não diminuiu a inverdade de Fernando Henrique para livrar a sua face comprometida como nenhuma outra. É grosseiramente claro que nenhum professor de sociologia, história ou afins deixaria de perceber as consequências óbvias da ampliação de sigilos documentais. Nem assinou como ato de "rotina" que, por descuido ou má-fé, o pegou desprevenido.
Tão logo o decreto obscurantista foi divulgado, ex-colegas de Fernando Henrique na universidade e muitos outros, inclusive no exterior, reagiram pelos meios de comunicação. Se vítima de inadvertência, Fernando Henrique teria emitido novo ato, com a correção do anterior, como fez inúmeras vezes.
Pressionado, Lula afinal se dispôs a alterar a regra de Fernando Henrique. Só, porém, para dizer que a alterara, porque até o sigilo infinito permaneceu.
Não é por acaso que um professor universitário de história faça a afirmação, por exemplo, de que "não é possível chamar de ditadura o período 1964-1968 (até o AI-5), com toda a movimentação político-cultural". Deu-se no artigo "Ditadura à brasileira", de Marco Antonio Villa, Folha de 5.mar.09.
Os militares derrubam um governo constitucional, prendem aos milhares pelo país afora, cassam mandatos parlamentares legítimos nas três instâncias legislativas; impõem ao Congresso subjugado a escolha entre três ou quatro generais, para figurar como presidente; governam por ato institucional e decreto-lei; extinguem os partidos; excluem do serviço público, das autarquias e estatais os opositores reais ou supostos, e, para não ir mais longe, instituem a espionagem no país todo. E, fato muito esquecido hoje em dia, iniciam a tortura nos quartéis e os assassinatos. Início bem comprovado, por exemplo, pela foto de Gregório Bezerra puxado por corda no pescoço em Recife. Ou pela celebridade de pessoas como o capitão Zamith, acusado da morte por tortura de um estudante de medicina na Vila Militar do Rio (tema da edição mais importante, até hoje, de "Veja"), e do sargento Raimundo, torturado no Exército e jogado no rio em Porto Alegre, morto ou para morrer.
Mas "não é possível chamar de ditadura" ao domínio do país por tal regime. Então só pode ser "a democracia" dos historiadores à brasileira. Até por ter "movimentação político-cultural", permitida entre 64-68 quando não incomodava o regime, servindo mesmo como válvula de escape, e reprimida com vigor quando incomodava.
Os historiadores à brasileira não sabem que as ditaduras vão até onde lhes é vitalmente necessário, e enquanto podem fazê-lo. A diferença entre elas não é a sua essência, nem a sua prática: é a medida do necessário.

fm em março 8, 2009 9:33 AM


#24

Bom, ainda não li o resto dos comentários, mas concordo com o Hugo. Levando em conta uma cultura de letargia moderna (na verdade não sei se tão moderna assim, pois me parece conter um componente cristão de "eu fiz minha parte") que leva as pessoas a visitarem blogs e ficarem em casa numa ocasião como essa, somado ao grande domínio da mídia sobre a forma de reagir. Em Imagination of Disaster http://www.iiiiiiiiii.net/random/id/id.pdf, Susan Sontag fala de como o cinema condiciona uma resposta inadequada nas populações. Não só o cinema, como também, é claro, a mídia... creio que seja melhor continuar estas reflexões no meu blog http://flaviabrites.blogspot.com/... ou vai ficaqr longo demais para um post, e pensando bem, não é mal tema...

De qualquer modo, concordo com Hugo. Foi até grande o protesto. Não podemos esperar um protesto do tamanho dos cara pintada, que foi chamado pela grande mídia.

Flavia em março 8, 2009 10:35 AM


#25

Jânio de Freitas, como de costume, ferino, incisivo e definitivo. Lamento que mais gente não respondeu ao artiguete do Marco Antônio Villa, o que permide o Jânio extrapolar ao falar em "historiadores à brasileira". Todavia, só a carta da ex-orientadora e este artigo do Freitas já o colocam na vergonhosa posição de ser o único que não voltou atrás, já que o próprio dono da Pholha faz sua, vá lá, mea culpa.

João Paulo Rodrigues em março 8, 2009 12:14 PM


#26

Até o Marcelo Coelho "reviu" sua anterior louvação incondicional da "resistência" da Pholha à ditabranda:

"Embora seja patente, pelos arquivos, que o jornal demorou muito para se colocar em franca oposição ao regime, é também patente que a “Folha” teve papel fundamental na luta pela democracia."

João Paulo Rodrigues em março 8, 2009 12:17 PM


#27

JPR, sem dúvida quem pior se saiu nesse episódio foi o Villa. O restinho de credibilidade que tinha foi pelo ralo. Revelou-se como um historiador que está disposto a distorcer a realidade como for para agradar os poderosos.

Eu ia escrever uma resposta, mas com essa do JF já não faz falta...

Idelber em março 8, 2009 12:21 PM


#28

Lágrimas de crocodilo. Se não houvesse pressão da sociedade, o Frias não haveria dito que a Folha "errou". Quem realmente abomina a ditadura jamais a definiria como "ditabranda".

Bruno Ribeiro em março 8, 2009 12:26 PM


#29

Será que a Veja ficou com ciúmes da Folha e resolveu fazer essas capa e matéria indecentes só para ver se consegue uma manifestação também?

Cláudia em março 8, 2009 12:52 PM


#30

vixe, desculpem-me, não vi que os texto já estavam postados...

Tiago Mesquita em março 8, 2009 1:36 PM


#31

Errei, agora vão só os links de instituições de arte de primeira no Texas:
http://www.chinati.org/
http://www.rothkochapel.org/

Tiago Mesquita em março 8, 2009 2:22 PM


#32

Bruno Ribeiro,

Concordo plenamente. Usando a exporessão que está na moda, Otavinho pretendeu "subir o tom" nas críticas a Chávez e nessa brincadeira revelou o seu desejo subconsciente de poder relativizar a Ditadura. Foi um tiro no pé. Em outras palavras, Otavinho quis venezuelizar o discurso jornalístico como forma de bater em Chávez e ainda puxar a sardinha pro seu lado no que toca a Ditadura e, no fim das contas, acabou favorecendo Chávez porque gerou um fato novo que desfocou o próprio debate que o editorial tinha levantado - e a tentativa de tentar "consertar as coisas" com o factóide cubano tornou as coisas piores ainda na medida em que veio acompanhado de ofensas aos professores, o que jogou a Folha em pura areia movediça.

O protesto de ontem, como eu penso e a Flavia concorda, foi pequeno, porém eficiente, bem eficiente no que se pretendeu. Foi uma pequena e incomoda pista de que sem recuo, a Folha afundaria cada vez mais. No entanto, reitero o que eu escrevi por aqui mesmo há uns dias, o grande ponto nisso tudo é que há certas coisas que ao serem ditas implicam em transgressões do bom senso de tal ordem que não é mais possível haver uma volta ao status quo.

Esse, portanto, é um caso emblemático. A Folha se tornou o principal jornal de São Paulo nos anos 80 porque conseguiu desovar os esqueletos do seu armário de maneira tão eficiente que conseguiu jogar todo o ônus do colaboracionismo para cima do Estadão. Otavinho, com seu editorial, enterrou a maior obra de seu pai; aquilo que, numa terminologia mercadista, poderia se chamar de "maior vantagem competitiva de seu produto" foi simplesmente queimado.

Hugo Albuquerque em março 8, 2009 2:35 PM


#33

Se eu fosse do Estadão lançava um anúncio com uma receita de bolo com os dizeres no final: "Aqui, a ditadura não foi ditabranda".

Andre Kenji em março 8, 2009 3:53 PM


#34

Alguém pode indicar onde está a resposta da orientadora do Villa?

Idelber, desculpe o froa do assunto, você recebeu o e-mail apontando para o artigo do Umberto Eco sobre um tal "novo anti-semitismo?

abçs

rabbit em março 8, 2009 4:09 PM


#35

kkkkkkk Andre,
A idéia é boa, mas improvável, se não impossível.

Caso os jornais brasileiros fossem realmente concorrentes ( e não tudo farinha do mesmo saco) a gente nem precisaria fazer protestos virtuais ou físicos. O pior da grande imprensa brasileira é que ela é toda no mesmo tom.

aiaiai em março 8, 2009 4:09 PM


Tiago Mesquita em março 8, 2009 4:16 PM


#37

Oi, gente que comenta e Idelber

Meu marido me avisou que eu estou muito propagandista do meu blog, por isso vou tentar me enfiar numa camisa de força. Entendam, eu não quero virar a Britney Sfirras... é só emoção de bloguesinho novo de primeira viagem...

De resto acho que errei nos links e coloquei links desnecessários por ainda não saber que nos comentário o meu nome vira link pra URL... Discula a confuão toda.

Sou fã deste blog e leio toda manhã. Mas só me arrisquei a comentar recentemente.

um grande abraço a todos

Flavia em março 8, 2009 4:30 PM


#38

aiaiai e Andre

Há uns tempos atrás houve uma propaganda da Folha - creio que na época em que as Diretas completaram vinte anos - mostrando fotos de pessoas que foram a favor e contra as Diretas. No fim dela, havia uma menção que dizia algo como "o povo sabe quem sempre esteve do lado da Democracia". Se eu não me engano, o Estadão respondeu isso com uma propaganda que lembrava que ele teve censores na redação enquanto alguém não teve. Enfim, veladamente, talvez possar rolar algo novamente, mas diretamente acho bem improvável - até porque, todos os jornais que sobreviveram ao mais longo Primeiro de Abril da História nacional tem telhado de vidro.

Hugo Albuquerque em março 8, 2009 5:05 PM


#39

tiago

obrigado, mas o link que eu desejo é do artigo da orientadora do Villa

outra coisa, alguém sabe o resultado do jogo Carolina do Norte x Duke

rabbit em março 8, 2009 5:27 PM


#40

Caro Idelber,
Grata alegria em conhecer voce e a Ana pessoalmente.
O encontro em Austin foi maravilhoso. Espero que possamos continuar o debate de ideias e as parcerias. `Aqueles que amam a justica a gente pode chamar de irmaos.
abraco,
jaime

jaime em março 8, 2009 5:44 PM


#41

Muitíssimo obrigada a você, Idelber e a Ana. Os dois últimos dias foram,sem dúvidas, momentos para ficar na história. Eu me senti verdadeiramente em casa, adorei cada segundo do bate-papo, e feliz em encontrar pessoas tão comprometidas e sensíveis. Honestamente, não fui com grande expectativa para um seminário sobre violência. Aliás, quase não fui. Foi surpreendente a possibilidade de conjugar provocação teórica, muita risada e perspectivas futuras. Espero encontrá-los mais vezes, seja em Austin, New Orleans ou Belo Horizonte. Obrigada, e forte abraço

Sílvia Lorenso-Castro em março 8, 2009 6:04 PM


#42

Thiago,

achei o artigo do umberto eco totalmente confuso e sem sentido. Devo estar cansada ou o cara pirou!

aiaiai em março 8, 2009 9:18 PM


#43

Jaime e Silvia, o encontro com vocês, com Rodrigo e com Andréia foi, para mim, o ponto alto deste congresso. Muito obrigado por tudo e mantenhamos o contato. Abraço forte.

Idelber em março 8, 2009 10:08 PM


#44

A cibercidadania está de parabéns. Estamos de alma lavada. O ato contra a Folha e sua "ditabranda" ainda repercute no Brasil e no exterior. Estes que detêm o monopólio da fala têm mil razões para nos odiar. Não é à toa que nas últimas eleições a elite brasileira através da sua "justiça' eleitoral decidiu que meu blog é concessionário de serviço público e que por isso ali eu não poderia falar de política através de email, msn, youtube, blog, etc. Bem diferente do que ocorre nos EUA, onde a participação política é incentivada. Para a tal "justiça" uma rede de TV aberta não é concessionária de serviço público,foi isso que entendi, pois o programa CQC do serrista Marcelo Tass, a título de estar fazendo humor, fez propaganda descancarada para Kassab e contra Marta. É como se quem liga o computador fosse obrigado a visitar meu blog, como ocorre com uma televisão que, quando a ligamos somos obrigados a ouvir o que os poucos canais que detêm o monopólio da fala têm a dizer. De forma que a elite brasileira, bem como a pobre classe média a ela submissa, tem mil motivos para nos odiar.

www.josecarloslima.blogspot.com

jose carlos lima em março 9, 2009 1:19 PM


#45

Parece que o time do Idelber ganhou:79 a 71

Acho que a repercussão do ato ainda está crescendo, várias pessoas estão sabendo dele após sua realização e achando interessante, importante, etc.
Assim como acho que a repercussao negativa em relação a veja parece atingir patamares elevadíssimos com esse novo superfactóide.
A reação do tipo "a veja está interessada em proteger o DD" está se alastrando, sempre falando dos ambientes que frequento.
Aliás, parece que as informações, se existem, provêem (é assim que se conjuga?) da Kroll ou congênere, Dantas é que estaria fazendo a espionagem.
Faz sentido, pois ele, sim, teria interesse em investigar os atuais e os futuros líders políticos e empresariais do país.

abçs

rabbit em março 9, 2009 1:45 PM


#46

Rabbit, infelizmente eu não achei o artigo da Maria lígia Coelho. Aiaiai, eu nem entendi o textodo Umberto eco. Olha que eu admiro ele...

Tiago Mesquita em março 9, 2009 2:42 PM


#47

Idelber, desculpe a curiosidade, mas qual é o seu carango aí nos EUA?

Maeli em março 9, 2009 8:16 PM


#48

Um Mazda Protegé 2001 :-)

Idelber em março 10, 2009 12:53 AM


#49

Idelber,

Tem reportagem da TV Brasil sobre o ato aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=sSTfYCUl2J8

Ricardo Horta em março 10, 2009 10:31 AM


#50

Caro Idelber
Vc tem algo a ver com isto?
Notícia twittada pela @paulagoes @maria_fro Viu mais essa sobre a #ditabranda? The Knight Center for Journalism http://migre.me/6RP

Conceição Oliveira em março 10, 2009 5:56 PM


#51

Não é mérito meu, não, Frô.

Idelber em março 10, 2009 6:20 PM


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