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Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.



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terça-feira, 17 de março 2009

Lula e Obama

Oferece-se esta foto à pobre direita brasileira, que tanto falou acerca da política externa “anti-americana” de Lula, Celso Amorim e barbudos do Itamaraty:

lulaobama.jpg
Foto: White House / Pete Souza / Creative Commons.

Nesse intercâmbio de olhares e sorrisos entre um Obama que não fala português e um Lula que não fala inglês, comunicam-se muito mais Brasil e EUA, trocam muito mais profundamente esses dois países tão comparáveis e tão diferentes do que jamais foi capaz FHC e seu inglês de Yázige, seja com Clinton, seja, pior ainda, com Bush.

Foi sobretudo colonizada a política externa que impuseram FHC, Lafer e cia durante o tucanato. Se não chegou aos excessos das “relações carnais” de Menem, ela sem dúvida colocava o Brasil como um CSA, no máximo um Vitória-BA ou Goiás, quando nós sabemos que o Brasil é um Grêmio ou Corinthians. Satélite dos EUA, sem tomar iniciativas Sul-Sul, o Brasil do tucanato ainda nos brindava aquele patético espetáculo: nosso presidente falando, com muitas limitações, a língua forânea de um chefe de estado estrangeiro em território nacional, sempre que o visitante era anglo-, franco- ou hispanofalante. Eu morria de vergonha daquilo triplamente: como cidadão brasileiro, como sujeito político e como professor de línguas.

A limitação colonizada da nossa direita falou em “problemas” para a política externa brasileira por Lula não saber idiomas. Como se o papel de um presidente fosse ser poliglota, e não ser presidente e representar a experiência de um povo. Como se o Brasil não tivesse uma das Chancelarias mais equipadas linguisticamente do planeta. Como se um chefe de estado russo, chinês ou sul-africano aceitasse falar outra língua que não a sua para conduzir negócio de estado.

E eis que um milênio que começou com o diálogo impossível – FHC que desprezava Bush e este que desprezava FHC – reserva, oito anos depois, para o chefe de estado brasileiro, o maior líder operário de sua história, a condição de primeiro líder de país emergente recebido na Casa Branca do primeiro presidente americano negro; na verdade, o primeiro líder a ser recebido mesmo, com visível empatia. Até mesmo segundo blogs conservadores, Lula deu o tom.

A direita brasileira tem todos os motivos para estar morta de raiva: depois de torcer contra Lula, depois de torcer contra Obama, depois de seis anos e meio de uma política externa brasileira independente, acusada por ela de ser “anti-americana”, esse encontro epocal se produz. Depois de tentar associar Lula ao chavismo (ou, mais delirante ainda, sugerir que ele é "manipulado" pelo caudilho venezuelano), ela vê os Estados Unidos da América e a República Bolivariana da Venezuela autorizarem-no a mediar possíveis gestos de reaproximação.

Como sempre, os portais da grande imprensa brasileira preferiram destacar o que o “não se conseguiu” na conversa, como se uma primeira visita fosse para “conseguir” algo. Rodada de Doha, redução das tarifas ao biocombustível brasileiro, tudo isso avançará ou não conforme a lógica que tiverem as negociações. Mas o encontro entre Lula e Obama é prova de que o Fórum Social Mundial tem razão: outro mundo é possível.

Atualização: Contrastando com a superficialidade dos portais, Sergio Leo escreveu um excelente balanço da visita.



  Escrito por Idelber às 05:23 | link para este post | Comentários (177)


Comentários

#1

a abordagem é tao patetica. eles tratam o encontro como se fosse uma reuniao de varejista e depois fazem o balanço na base do quem vendeu o que pra quem. dificil acompanhar esse encontro pela imprensa. dificil mesmo.
(queria saber se o fhc fala mal frances tb)

mary w em março 17, 2009 5:58 AM


#2

A foto é linda!

Agora, se me permite um aparte, o Brasil é mais Flamengo!!!!

aiaiai em março 17, 2009 6:32 AM


#3

ri muito aqui, tanto de alegria pelo post, tanto do inglès de Yazige do FHC...

acabei me lembrando de um vídeo do FHC sendo entrevistado na BBC... ô inglesinho vagaba o dele!

Jasão em março 17, 2009 8:32 AM


#4

Ah, Idelber, que bom ler isso aqui. Porque foi o que eu comentei com meus filhos adolescentes um dia desses, à mesa. Um deles (adolescente, 16 anos) repetiu o que ouviu alhures, reclamando que o Lula não sabe falar inglês e que isso era uma vergonha. E eu respondi exatamente isso aí que vc disse, que o presidente da China também não fala inglês quando tem encontro oficial com chefes de estado americanos ou ingleses, nem o presidente da França, ou da Alemanha, por que é que o presidente do Brasil teria que falar? E o mais importante, por que é que jamais se considera a recíproca? É muito espírito de colonizado achar "natural" que o Obama não precise falar português, mas o Lula seja obrigado a falar inglês. Pra isso existe a equipe de tradutores. Ele ficou me olhando de olho arregalado e acabou concordando.
Depois, eu li (e vi no JN, ai, ai) uma coisa aqui, outra ali, sobre o encontro, e o que os meus olhos e sentimentos me diziam não se coadunavam com o que estava sendo escrito e dito a respeito. Minha impressão também foi assim, de encontro positivo e empático, e eu tive orgulho do meu presidente, sim.

Ana Paula Medeiros em março 17, 2009 8:36 AM


#5

Inglês de Yázige foi realmente muito bom!
E a foto é sim sensacional.

Vanessa em março 17, 2009 9:23 AM


#6

Nós ainda vamos sentir muita saudade de Lula. Não entendo como ainda há quem não consiga ver o quanto avançamos em matéria de política internacional.

Bruno Ribeiro em março 17, 2009 9:41 AM


#7

Como sempre os grandes jornais acompanharam o encontro ansiosos por alguma gafe da parte de Lula. Acontece que o que é tratado como "as gafes do Lula" são, na verdade, boas sacadas dele para quebrar o gelo burocrático e, o que é pior, ele sempre consegue. Isso deixa seus detratores enlouquecidos pois como é que se explica que alguém tão avesso à convenções e tão insuportavelmente espontâneo possa ter tanto sucesso na vida?

Cláudia em março 17, 2009 10:19 AM


#8

Em relação a esse negócio de falar ou não língua estrangeira, adorei quando o Ennio Morricone, ao receber seu Oscar, fez o discurso de agradecimento em italiano. Não fosse o Clint Eastwood ali ao lado para uma tradução simultânea improvisada e ninguém teria entendido absolutamente nada do que ele disse. Achei 10.

Cláudia em março 17, 2009 10:23 AM


#9

É isso aí, Idelber. Mas torço para que o Brasil se saia melhor que o Grêmio. Muitas vezes nos decepcionamos com o governo Lula. Mas muitas vezes nos orgulhamos dele. Isto nós não tínhamos com os outros. E agora fico sabendo que nem inglês o sorbonável falava direito! Ah, se tivéssemos nos livrado dele em 94... Não choremos porém sobre o voto derramado. O importante é não deixar derramar de novo. O passado é um mural de perdas na parede, e como dói! (No linque do 4° parágrafo: recebido).

Jean Scharlau em março 17, 2009 10:33 AM


#10

A foto é linda mesmo.

Izabella em março 17, 2009 10:37 AM


#11

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. A diplomacia presidencial do Lula é fonte de ressentimento para as viúvas do Itamaraty e para a oposição, mas essa diplomacia não é o mesmo que a política externa do governo. Nesta, além das relações sul-sul, que vão bem, apesar dos ajustes, é preciso levar em consideração outros focos, como a Rodada Doha, abertura comercial de novos mercados e assento no Conselho de Segurança. A primeira é um fracasso. A segunda um sucesso. E a terceira outro fracasso (tanto que desapareceu da pauta).
A políca externa do Lula é bem mais ambiciosa que a do FHC, mas ambos possuíam o mesmo foco na relação com os EUA: abertura do mercado e chancela da liderança regional. Não conseguiram a primeira e conseguem a segunda com idas e vindas, e mais por desinteresse dos EUA do que por outra coisa. O encontro Obama-Lula pode ser auspicioso, mas a verdade é que ele já deu (me parece) a entender que América Latina é terceiro ou quarto lugar em suas prioridades. É preciso tomar cuidado para não deixar o simpático presidente não nos enrolar demais, inclusive fazendo um meio campo com a Venezuela sem que ganhemos nada em troca.

João Paulo Rodrigues em março 17, 2009 10:41 AM


#12

Idelber, a entrevista dos dois foi muito boa, não é?
E você, para variar, matou a pau.

Tiago Mesquita em março 17, 2009 11:05 AM


#13

Para termos idéia de como foi tratado o encontro pelos jornalões e pelos porta-vozes da direita.

Do Blog da Bárbara Gancia:


jogo de cena

15 de Março de 2009

Foi um gigantesco desperdício o encontro de sábado entre Barack Obama e Lula.

Na esteira de um evento organizado por dois jornais econômicos, em Washington, ao qual estariam presentes várias autoridades brasileiras, o pessoal de Lula forçou a barra para marcar um encontro com Obama.

O norte-americano topou receber a comitiva brasileira numa tarde de sábado, como quem recebe a vizinha para tomar um copo d´água, e os tapuias foram à Casa Branca sem ter preparado uma agenda de questões importantes a serem discutidas.

Qual a utilidade do encontro?

Bem, Lula pode dizer que foi o terceiro chefe de Estado a ser recebido pela nova administração.

E Obama pode dizer que já recebeu Lula e que não se fala mais nisso.

Realmente patético.


embromation

15 de Março de 2009

Desde a posse, em janeiro, Obama já esteve com três primeiros-ministros: o canadense Stephen Harper, o japonês Taro Aso e o britânico Gordon Brown.

Ou seja, Lula é o quarto -e não o terceiro- líder mundial com quem o presidente norte-americano se encontra.

Mas o Itamaraty faz questão de dourar a pílula e dizer que Lula é “o terceiro chefe de Estado a ser recebido por Obama NA CASA BRANCA”.

Daqui a pouco, vão dizer que Lula foi o primeiro.

O primeiro chefe de Estado grisalho, com barba e sem um dedo a ser recebido na Casa Branca no mês de março.

Fabricio Schneider em março 17, 2009 11:16 AM


#14

Caramba, Grêmio ou Corinthians??? Meu Deus, a tradução esportiva de uma civilização original, mestiça, desigual, macumbeira e violenta só pode ser o Cósmico rubro-negro do Rio, Idelber. O Flamengo tem a elegância despudorada do mundo popular, o Corinthians é no máximo a aliança entre o agro-exportador de Goiás e o que sobrou de mundo operário em São Paulo. Já o Grêmio é um projeto de Mercosul.
Indo ao ponto do post, até um sujeito como o Oppenheimer do Miami Herald escreveu de forma favorável às relações entre Brasil e EUA, embora cometa barbaridades no texto.

João Marcelo em março 17, 2009 11:18 AM


#15

Tudo se torna ridículo e motivo de chacota quando não se enquadra na ideologia liberal-capitalista, no ideal de perfeição herdado da Europa, continente longe de ser o ideal. Assim como Lula, Evo Morales também foi criticado pela "elite" por ser, além de índio, "cocalero" e por seu nome nome ser Evo e não Ivo, como pretendera seus pais analfabetos - olha até onde vão procurar defeitos! E fui criticado quando defendi a atitude do Itamaraty na questão dos hidrocarbonetos da Bolívia, ou seja, não a invadindo e irrompendo uma desastrosa e rídicula guerra com nosso vizinho; e sim pelo diálogo. Veremos como será com Obama

Thiago Quintella de Mattos em março 17, 2009 11:22 AM


#16

Bom dia Professor, gosto muito de seu blog e sua imparcialidade, obrigada por me ensinar o que é ser um verdadeiro cidadão.
Você precisa ir para o twitter, mais pessoas poderiam desfrutar de seu conhecimento e sabedoria.
bjuxx (com todo o respeito)
Cristina

Cristina Coelho em março 17, 2009 12:18 PM


#17

Ildeber

Enquanto isso, nosso FHC elogia banqueiro bandido. Onde esse cara tá com a cabeça? México, ai vamos nós !
Do blog do Nassif:

"O aval de cima

No final da entrevista dada a Kennedy Alencar, na TV!, Fernando Henrique, de fato, se refere assim a três personagens polêmicos:

Gilmar Mendes: corajoso.

Protógenes: amalucado.

Daniel Dantas: “não conheço bem, mas dizem que é brilhante”.

Nada mais disse, nem seria necessário.

Clique aqui para ir na página da entrevista. As declarações estão no 23o minuto em diante da terceira parte da entrevista.

O elogio a Dantas, a não menção a nenhuma das acusações contra o banqueiro, comprovam que, a partir de um certo momento, na história do Brasil, política e crime organizado passaram a caminhar juntos.

E não se está falando dos cabeças-de-bagre do governo Collor, nem do clube dos amigos do Sarney. Os esquemas anteriores - apesar de personagens notórios, como os irmãos Martinez e Canhedo (caso Collor), Machline e Saulo Ramos (Sarney) - eram esquemas individuais, pouco articulados, valendo-se mais do compadrio com autoridades de outros poderes e da falta de institucionalidade dos sistemas de controle do Estado.

Depois, ganhou escala. Essas alianças criminosas tornaram-se parte efetiva do jogo de controle do Estado, com relações muito mais orgânicas do crime organizado com mídia, bancadas políticas, Judiciário e Executivo .

Esbocei alguns desses processos no meu “Os Cabeças de Planilha”.

Um dia, a história ainda cobrará de FHC a responsabilidade plea montagem desse modelo.
Enviado por: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas: Daniel Dantas, FHC, Satiagraha"

Dener em março 17, 2009 12:23 PM


#18

Tudo bem com o post, Lula e Obama juntos, muito legal...mas meu Vitória não tem nada a ver com isso, e se é por representação ele o faz por milhões de baianos.Devagar com o andor...

Péri em março 17, 2009 12:41 PM


#19

Ainda estou me recuperando das ondas de impacto desse evento epocal

F.Arranhaponte em março 17, 2009 12:51 PM


#20

Vale lembrar que o presidente eleito de El Salvador diz ter o Lula e sua forma de governar como modelo.
Não é o primeiro dos que se elegeram nesses últimos anos a dizer isso, e a tentar praticar algo parecido.
Alguns dirão, ser modelo para El Salvador, grande coisa!
Mas até então, os modelos eram os EUA ou algo relacionado ao exemplo cubano.
Além disso, de tudo que vi da campanha Obama, acho que, um pouquinho que seja, foi copiado da campanha Lula-2002.

Fora, mas dentro, do tema: Uruguai vai punir criminosos da sua ditadura e Fujimori deve pegar 30 anos de cana por um rol de irregularidades.

Fora, mas dentro, do tema: Argentina vai discutir lei reduzindo e dificultando a concentração dos meios de comunicação.

abçs

rabbit em março 17, 2009 12:59 PM


#21

Fora, mas dentro, do tema, sobre o governo FHC (e também sobre o governo Lula, em seu início): Nassif faz um artigo que eu considero brilhante sobre alta criminalidade (será que criei um conceito?) e governo FHC.

abçs

rabbit em março 17, 2009 1:14 PM


#22

O inglês que ensinam no Yázigi é muito ruim Idelber?

Meu irmão faz inglês por lá e fala que é bom.

Sobre o post, excelente.

Este governo está dando um banho no anterior, nem precisa falar. Em tudo o Lula é melhor.

FHC só fala as asneiras que fala, e que a imprensa maldita publica, por causa da inveja, pois não conseguiu realizar 20% do que o Lula fez e não tem nem 5% do carisma que o outro possui.
Mas FHC roubou melhor do que qualquer um, se vacilar,roubou mais que o Collor.

E nossa "elite", pobre de mente do jeito que é, não pode ser governada por um operário. Eles são "superiores"!!!

Sabia que tem algumas bestas que falaram que o Lula chamou o Obama de Obrahma durante o encontro entre os dois.

Não tem o que fazer né!!! Falaram que escutaram no rádio, que durante a conversa, o Lula falou isto. E o pior é que tem idiota que acredita e sai falando isto por aí.

Obrigado Lula, por tudo que tem feito ao nosso País.

Rafael Tezari em março 17, 2009 1:19 PM


#23

Só pra modo de puxar a sardinha para o lado dos tradutores - e ajudar na legenda da foto - o outro barbudo, que aparece no fundo entre Obama e Lula, é o Sérgio Xavier, intérprete carioca de primeira linha que acompanha Lula desde o início. A propósito, e para confirmar com uma curiosidade o que você disse sobre nossa capacidade linguística, Idelber, o intéprete-chefe de português (e francês também) do Depto de Estado dos EUA é brasileiro - paulistano do Pacaembu e muito boa praça. E, por fim: sim, a praxe diplomática é o chefe de estado falar em sua própria língua, claro (ou nem tão claro para alguns).
Abs
Jayme - tradutor, em SP

Jayme - SP em março 17, 2009 1:20 PM


#24

Foto emocionante, assim copmo a última frase do texto.

Holzmeister em março 17, 2009 1:25 PM


#25

idelber:
sugiro a leitura do post "o sistema brasileiro de
inteligência e o jogo político",do luis nassif.
chumbo pra lá de grosso.
romério

romério rômulo em março 17, 2009 2:10 PM


#26

...ou, o Brasil é Santos FC, o melhor time de todos os tempos, sem falar no Pelé, claro.

Armando em março 17, 2009 2:59 PM


#27

Idelber, você, "como sujeito político e como professor de línguas", escrever recibido é foda, viu? Ah, se você quiser dizer que foi erro de digitação eu prometo que acredito.

Já o FHC, com o seu inglês de Yazigi, lecionou em Stanford e Berkeley. Já você, com seu inglês shakespeareano, não passa de Tulane.

O curioso é que não se pode sacanear o Lula por ser ignorante no vernáculo, mas sim o FHC por causa de pronúncia. Isto é Brasil.

Samuel em março 17, 2009 3:18 PM


#28

Obrigado pela correção, Samuel, já está incorporada ao post. Que tenha sido erro de digitação talvez o confirme o "recebido" que está logo ali duas linhas antes. Mas isso não importa. Tribute-o ao hispanismo, ou ao sono, ou a minhas limitações ortográficas, como queira.

Como FHC, também já dei cursos ou palestras como convidado em Stanford e Berkeley (não confunda ser Professor Titular de uma universidade com dar nela algum mini-curso na condição de convidado) mas, em todo caso, minha intenção nunca foi me comparar a ele: bem possível que ele seja nas Ciências Sociais algo que eu jamais nem possa aspirar ser nas Humanas. Não importa muito. O ponto não é esse.

O ponto é ser presidente de um país como o Brasil com essa atitude colonizada e servil.

Criticar o domínio de línguas de FHC é válido porque é FHC, não Lula, quem batia no peito para apresentar esse domínio como se fosse alguma vantagem para o Brasil.

Ah, e eu não tenho inglês shakespeareano -- quem tem, na blogosfera, é o Almirante Nelson e Cynthia Feitosa :-)

Idelber em março 17, 2009 3:24 PM


#29

Olá Idelber,

Grande post! Li os links que você recomendou e realmente foi um belo encontro! Engraçado ver o comentário com o texto da Barbara Gancia! Patética é a cobertura superficial, parcial e limitada que a imprensa dedica a tudo isso!

As cooperações Sul-Sul são uma grande conquista do governo Lula. A política internacional dos anos FHC é comparável ao que ele realizou com o ensino superior brasileiro: uma vergonha!

Grande abraço,
Paulo

Paulo Morais em março 17, 2009 3:34 PM


#30

Assino embaixo, Idelber. Os adversários de Lula só não quedaram em desespero total até agora porque têm a vida mansa... Mas o ressentimento e a virulência deles são deveras envenenantes.
Sobre a foto, as posturas dos dois corpos nela flagrados é realmente reveladora.
E o quadro dentro do quadro? Lincoln, o presidente de origem humilde e que foi assassinado devido ao seu papel no fim da escravatura nos EUA, olha...

Jair Fonseca em março 17, 2009 4:40 PM


#31

Grande Idelber!
Escreves tão bem que até para responderes a um pernóstico, não perdes a elegância.
Esse tal fh mais os gilmares da vida são a desonra do Brasil.

Meu querido! Teu texto está correndo a blogosfera, de cabo a rabo; o maior sucesso!
Parabéns e continues brindando-nos com tua inteligência e grande criativiidade.
Um ab. um beijo e um queijo mineiro.

maria santos em março 17, 2009 4:43 PM


#32

Digo: "as posturas dos dois corpos nela flagrados são realmente reveladoras".
Professor tem que tomar cuidado...

Jair Fonseca em março 17, 2009 4:44 PM


#33

Mais uma vez, parabéns!!! Belo post

Acabei de escutar o discurso de Lula para empresários em 16/03 no site:
http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=3018&contentid=193590

Em relação às "boas sacadas de Lula para quebrar o gelo burocrático" que a Cláudia falou, ele é mestre. E nesse discurso se aprimorou!!!

Ao professor,
Um grande abraço.
Beth


Elizabeth Lobato em março 17, 2009 5:01 PM


#34

grande idelber,

emocionante o texto.
disse só tudo.

parabéns

carlos anselmo-eng° em março 17, 2009 5:03 PM


#35

Caro Idelber,
com assim, Gremio e Corinthians? Por que comparar nosso país a frequentadores da segundona? O Brasil é um Internacional, isso sim!
Grande abraço!

Moses em março 17, 2009 5:51 PM


#36


Samuel,

Tulane figura em primeiro lugar no ranking de Estudos Latino-Americanos nos Estados Unidos, e tem o segundo melhor departamento de espanhol e português do país. Em outras palavras, na area onde Idelber ensina e pesquisa, Tulane é melhor que Stanford e Berkeley. É bom se informar melhor.

Idelber,

Bela foto! Espero que você esteja certo no seu entusiasmo! E bom intervalo de primavera!

Cesar em março 17, 2009 5:57 PM


#37

Caro Cesar, obrigado. Eu nem esperava que alguém como o Samuel soubesse que Tulane ocupa, na nossa disciplina, um ranking superior ao de Stanford ou Berkeley.

Mas que as viúvas que brandem o currículo de FHC para iniciar qualquer discussão não saibam a diferença entre ser Professor Titular de uma instituição e ser convidado a nela dar uma palestra ou mini-curso como visitante é realmente de lascar.

Idelber em março 17, 2009 6:13 PM


#38

Eu queria sublinhar o destaque feito pelo Jayme. Ao fundo, na foto, o Sérgio Xavier, grande intérprete que acompanha Lula há tempos.

Obrigadim a quem gostou e a quem não gostou :-)

Idelber em março 17, 2009 6:26 PM


#39

idelber, vc e o cesar sao muito elegantes mesmo. :) comentarios como esse do tal de samuel eu nem respondo.

alex castro em março 17, 2009 7:11 PM


#40

Idelber, desculpe postar este comentário aqui, meio fora de lugar. Mas este post do Nassif sob a instituição da aliança política montada pelo FHC com o crime organizado (de colarinho branco, claro, que o homem era fino), merece a sua leitura e a dos frequentadores do seu blog:

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/17/o-sistema-brasileiro-de-inteligencia-e-o-jogo-politico/#comment-616778

Luiz Eduardo Brandão em março 17, 2009 7:16 PM


#41

Idelber,

Concordo muito com a crítica à política externa do governo FH de abrir a economia e não pedir nada em troca, a não ser elogios. Mas, não é um exagero a importância do sorriso entre os 2 presidentes? Nem sei se é ingeniudade minha, mas diplomacia é isso. Alias, essa foto que vc linkou me lembrou muito a que o Lula apareceu com o Bush no começo do governo. Na minha opinião, um país que fica precisando que o presidente da maior potência sorria para o nosso presidente está condenado ao subdesenvolvimento. Para mim, que se dane que o Obama é simpatico ou não com o Lula, o que eu quero é que nosso governo consiga trazer conquistas internacionais para o país, como independência de fazer política industrial e cambial, abertura de mercados, nem que para isso tenha que desagradar o atual queridinho do mundo: o Obama. Alias, é essa a minha crítica ao governo FH, à nossa oposição, à nossa imprensa e à nossa elite. Eles se preocupam só em ser bem visto lá fora (o mundo desse povo é tão restrito quanto da Odete Roitman: entre Milão e o Alasca). Alias, esse é o meu ponto que não canso de repetir: o governo Lula é ruim, mas a oposição e o governo FH são bem piores. Fala sério, que se não for com a comparação com FHC, DEM e PSDB, que tanta vantagem foi essa do governo Lula? R$ 10 bilhões pro Bolsa-Família e uns R$ 150 bilhões para pagamento de juros é governo para pobre? Tudo bem, aumentou salário mínimo, mas o onibus continua caríssimo, basta ir na Argentina para ver a diferença. Mudou o foco privatista, mas o BB e a Caixa continuam a cobrar mais de 100% a.a. no cheque especial, mesmo quando a Caixa admite que a inadimplencia que ela enfrenta é de 4%,5%. Veja o caso do Dantas: a PF melhorou, o Lula não pos um Gilmar Mendes no STF (mas, coolocou o Direito), o MP melhorou quando tirou o engavetador-geral, mas o Lula dá apoio ao lado da PF que quer a caveira do Protogenes. O Dantas foi criado pelo FH, mas comprou parcela importante do PT.
Para esclarecer, estou com Dilma e farei campanha para ela, mas é um governo decepcionante.

Bruno em março 17, 2009 7:28 PM


#42

Ora Idelber,
você acredita mesmo nisto que escreve?
Faça o favor!

Sandro P em março 17, 2009 7:53 PM


#43

Idelber

continua escrevendo sobre tudo o que você acredita, por favor!

abçs

rabbit em março 17, 2009 7:57 PM


#44

Bacana o discurso, obrigado, Elizabeth :-)

Idelber em março 17, 2009 8:18 PM


#45

"O inglês que ensinam no Yázigi é muito ruim Idelber?"

Eu passei minha adolescência estudando no Yázigi(Dos dez aos sete anos). Não sei como é agora, mas na época eu sentia mais preocupação em organizar campanhas de reciclagem e outras coisas bonitinhas que com inglês. Não sei se franquias criam instruções para contratação de professores, mas é isso que costuma fazer diferença. De qualquer forma, o método em si do Yazigi não era nada fenomenal, ainda mais o material mais avançado(Na prática, não existia isso). Não sei como é agora, mas...

Pessoalmente, acho a estrutura desses cursos de língua pouco eficiente: é comum, por exemplo, colocar o aluno para conversar em inglês com outro aluno com noção tão limitada da língua quanto ele próprio. Blah. Isso sem contar aquelas conversas forçadas e artificiais.

De qualquer forma, um inglês de fato avançado que permita conversar com fluência não se aprende nos Yazigis da vida, isso se aprende com uma jornada pesada de leitura de livros, revistas e com áudio(Mesmo estudando sistematicamente há dez anos não estou satisfeito com meu inglês: muitas vezes sinto que não consigo me expressar como poderia, outras sinto que levo tempo demais para tal, outras acabo usando estruturas latinas e expressões que só fazem sentido em português). Yazigi é inglês para escritório de contabilidade, e são poucos dos alunos que chegam a este nível.

Andre Kenji em março 17, 2009 8:43 PM


#46

"Já o FHC, com o seu inglês de Yazigi, lecionou em Stanford e Berkeley. Já você, com seu inglês shakespeareano, não passa de Tulane."

Na verdade, dar aula em Ivy League nem sempre é sinal de intelecto avançado. Vide o caso do dono da cadeira Felix Frankfurter na escola de direito de Harvard.... ;-)

Andre Kenji em março 17, 2009 8:48 PM


#47

nunca imaginei que uma expressão marcadamente e sutilmente irônica como "inglês de Yazige" (ainda mais ironicamente escrito errado) fosse dar tanto pano pra manga.

Acho que não há nada mesmo a dizer sobre o maravilhoso encontro Lula - Obama...

Jasão em março 17, 2009 8:52 PM


#48

A coluna da semana passada do Andrés Oppeiheimer notava que Lula era o primeiro líder da América Latina a ser recebido por Obama, e ele acha que isso faz com que o Brasil seja o principal intelocutor da AL com os EUA.

No mais, é interessante como o Lula, o tal antiamericano, é elogiado pelos mesmos americanos... ;-)

Andre Kenji em março 17, 2009 8:55 PM


#49

Idelber, já viu essa animação sobre um menino em gaza: http://closedzone.com/ ?

Felipe em março 17, 2009 9:21 PM


#50

Vão morrer de raiva mesmo é em 2010 quando Dilma for eleita a primeira mulher brasileira a assumir o cargo máximo da Nação.Quanto ao blog,já está nos meus favoritos.

Gersier em março 17, 2009 9:25 PM


#51

Que os deuses te ouçam, Gersier.

Como já apareceu alguém brandindo currículo do FHC, que fique reiterado o que já foi dito neste blog N vezes: tenho o maior respeito pelo que escreveu FHC. Ao contrário da maioria de suas viúvas, li os seus livros. Se você cavucar o meu primeiro livrinho, verá um longo acerto de contas com a teoria de autoritarismo, de 1974. Li e resenhei sua autobiografia e, se já não o leio mais, é porque é sólida a minha convicção de que ele já não tem muito a dizer. Mas não seria elegante diminuir o que ele fez como acadêmico e eu nunca o fiz.

A questão não é essa -- é ele e suas viúvas apontarem esse currículo para desqualificar um presidente superior ao que ele foi. Aí aparecem as viúvas confundindo visiting professorship com full professorship e passando vergonha.

Respondendo à amiga mary, então: acho o francês do FHC até muito bom para um cientista social que só precisa se expressar com razoável clareza numa aula ou palestra como visitante. É horroroso para um presidente que precisa falar com nuance e firmeza presidenciais.

Idelber em março 17, 2009 10:02 PM


#52

De qualquer forma, continua a ser rídiculo um presidente em viagem diplomática se expressar em público em língua estrangeira. Isso é uma gafe imperdoável.

Tiago Mesquita em março 17, 2009 11:52 PM


#53

Obrigado pela menção, caro mestre. A política externa de Lula merece várias críticas, mas, infelizmente, os que a querem criticar não entendem do assunto e falam besteira. Dizer que a política do governo é um fracasso na rodada Doha da OMC é de uma rastaquerice que dá dó.

O Brasil tornou-se um dos cinco principais interlocutores no mundo para decidir sobre os rumos do comércio mundial, e seu governo é hoje respeitado e elogiado na OMC. Mas isso é uma negociação multilateral, sobre temas nunca alvo de consenso, em uma conjuntura complicada. A negociação fracassou, mas não se pode atribuir isso ao Brasiol e sua política externa, pelo contrário.

Os interlocutores mundiais afirmam que fracassou apesar dos esforços brasileiros, que são reconhecidos.

O governo incorporou, com queixas e elogios, os atores internos, e agregou parceiros externos. Claro, o governo queria um acordo, muitos queriam; mas não qualquer acordo, e havia quem não quisesse nenhum (como a China) _ hoje qualquer negociação sobre o tema tem de passar forçosamente pelo Brasil. Se isso não é um ganho diplomático, não entendo mesmo do assunto.

No começo do governo, eu tinha vergonha quando Lula abria a boca (o FHC era confuso e falava mal, mas aparentava saber mais do que estava falando). Era muito ruim, fazia comparações rasteiras, via-se que não estava à vontade. Hoje em dia, fico tremendamente impressionado quando Lula fala para platéias externas. Mesmo quando não concordo, tenho de reconhecer que ele se expressa comme il faut. Juntou bem intuição a experiência, ainda que às vezes pareça ingênuoao falar da solidariedade com os demais países em desenvolvimento e fazer apelos aos países ricos comparando-os aos patrões de seu tempo de metalúrgico.

Ele domina assuntos, toca nos pontos importantes, deixa boa impressão, mostra ironia, calma, malícia. Faz ainda umas metáforas meio ridículas, mas temos um chefe de Estado respeitadíssimo e reconhecido no exterior. Gostem ou não, o cabra mata a pau, enquanto as Gancias da vida choram suas pitangas preconceituosas.

SLeo em março 18, 2009 12:04 AM


#54

Idelber e demais,

a alcunha de "viúva de FHC" aplica-se, na verdade, aos petistas e simpatizantes do Lula em geral, já que, passados mais de sete anos do fim do governo anterior, FHC ainda é uma verdadeira obsessão para os caudatários do presidente operário (e para ele próprio também). Até a pronúncia do inglês do ex-presidente é usada para glorificar a pouca intimidade do Lula com o vernáculo.

Quanto à questão de ser professor visitante ou titular, jamais fiz tal confusão, ou menção a isso. O que digo é que Berkeley, ou Stanford (ou Brown, ou Nanterre, ou a Universidad de Chile) não convidariam alguém para ministrar aulas que não tivesse competência para tal, além de domínio da língua.

Quanto a comparar os dois governos, dá até dó. De um lado o plano real, a privatização e democratização da telefonia, o saneamento do sistema bancário (o satanizado Proer), a lei de responsabilidade fiscal. Já do outro, o bolsa-família, e mais o quê? (PAC não, por favor!). Sem contar os passa-moleques que levamos de Bolívia, Venezuela, Equador, et caterva. Mas não tenho ilusões de que o verdadeiro julgamento só se dará muitos anos a frente, quando talvez nenhum de nós estará mais aqui para ver.

Samuel em março 18, 2009 12:42 AM


#55

"De um lado o plano real,"

Feito durante a Gestão de Itamar Franco.

" a privatização e democratização da telefonia,"

Que nos garantiu o monopólio da Telefônica.

" o saneamento do sistema bancário (o satanizado Proer)"

Que nos dá taxas de juros que agiotas ligados à Camorra teriam vergonha de cobrar.

Andre Kenji em março 18, 2009 2:18 AM


#56

"O que digo é que Berkeley, ou Stanford (ou Brown, ou Nanterre, ou a Universidad de Chile) não convidariam alguém para ministrar aulas que não tivesse competência para tal, além de domínio da língua."

Na verdade, uma universidade quando contrata um professor estrangeiro nem sempre exige um domínio impecável da língua, já que corre o risco de ficar sem professores, em especial em países de lingua não-inglesa.

Alan Dershowitz tem uma das cadeiras mais prestigiadas na Escola de Direito em Harvard, mas foi pego plagiando livros inteiros. Ward Churchill, da Universidade do Colorado,uma das mais prestigiadas dos EUA, também foi acusado de um sem-número de fraudes.

Andre Kenji em março 18, 2009 2:29 AM


#57

"Feito durante a Gestão de Itamar Franco."

Pelo FHC.


"Que nos garantiu o monopólio da Telefônica."

Melhor o monopólio das estatais telefônicas....que não forneciam telefones para a população.


"Que nos dá taxas de juros que agiotas ligados à Camorra teriam vergonha de cobrar."

E continuadas por Lula.

J Carlos em março 18, 2009 3:16 AM


#58

Portais da imprensa brasileira....

Diga-se Reuters, de passagem.

Bruno Marcondes em março 18, 2009 3:30 AM


#59

Quanto à questão de ser professor visitante ou titular, jamais fiz tal confusão, ou menção a isso. O que digo é que Berkeley, ou Stanford (ou Brown, ou Nanterre, ou a Universidad de Chile) não convidariam alguém para ministrar aulas que não tivesse competência para tal, além de domínio da língua.

Não, Samuel, ao fazer o ataque grosseiro ao lugar de trabalho do Idelber dizendo que FHC "lecionou em Stanford e Berkeley" você fez confusão sim senhor, porque ignorou que Idelber "lecionou" nesses lugares na mesmíssima condição de FHC, ou seja, como visitante. O comentário grosseiro sobre Idelber não ter "passado de Tulane" pressupunha, sim, essa confusão. Assuma seus erros.

Ainda por cima passou vergonha tentando jogar lama no segundo melhor departamento da disciplina nos EUA, conforme atestado aí acima.

E agora, para tentar consertar o soneto, vem com essa emenda de pé quebrado de que tal ou qual universidade não convidaria alguém "que não tivesse domínio da língua", sem saber que é muitíssimo comum universidades americanas terem professores visitantes que não dominam bem o inglês, seja nas exatas, seja nas biológicas, seja, claro, nas linguas estrangeiras, seja mesmo nas ciências sociais.

Ou seja, Samuel, você não tem a menor noção do que fala. Informar-se um pouquinho antes é bom.

Marcelo em março 18, 2009 5:43 AM


#60

Sobre o FHC, seu inglês Yásigi, e suas posturas ...(como qualificar sem perder a compostura?), vale a pena conferir a entrevista que ele deu ao programa Hard Talk

http://www.youtube.com/watch?v=g7jmH3v_h5o

http://www.youtube.com/watch?v=yinTAhXcJ5I


Flavia em março 18, 2009 9:25 AM


#61

Governo Lula:
SUAS (sistema único de assistência social), microcrédito, etanol, reuni, prouni, aumento do tempo obrigatório da criança na escola, estatuto das cidades, ministério das cidades, passagem da dívida em dólar para real, pagamento da dívida (que estava para estourar, já que em 2001 a conta para pagar a divída em transações correntes não fechava)...

Tiago Mesquita em março 18, 2009 10:04 AM


#62

Caro Idelber
A reunião entre os presidentes parece ter sido muito boa para um primeiro encontro. A diplomacia presidencial vai bem.

Já a citada “política externa “anti-americana”” do ministro de Relações Exteriores é outra coisa. Creio que o referido ministro ao perceber (no início do governo) a notável repercussão de algumas de suas declarações na MÍDIA brasileira, que ganharam este apelido de “anti-americanas”, passou a “cultivar” esta tendência. Não há, no entanto, evidência que esta política seja praticada pelo Itamaraty (por si e por outros órgãos) e a reunião por você comentada é a prova disso!

Se formos cotejar declarações da autoridade máxima do Itamaraty com a política efetivamente exercida, não será surpresa constatarmos que o ministro joga para frente nas entrevistas, com três atacantes “enfiados” MAS comanda no dia-a-dia uma diplomacia 4-3-3 moderadamente recuada quanto aos EUA.

É tempo de otimismo nas nossas relações com os EUA!!! Vida que segue.

P.S. No texto de Sergio Leo há uma referência (entre outros importantes assuntos abordados) a explicações aparentemente contraditórias do representante do nosso país nos EUA. Lá está assim: “Como nota o embaixador brasileiro nos EUA, porém, a dimensão do Brasil se expandiu para além do continente, e também nesse aspecto é um avanço importante a abertura de um canal direto com o governo Obama”. O que está querendo dizer com isso o embaixador? Será que nas relações Sul-Sul ele quer colocar SEMPRE o carimbo da embaixada em Washington?

Paulo Z em março 18, 2009 10:26 AM


#63

Rafael,

creio que o comentário do Idelber sobre inglês Yázigi é só uma maneira de dizer que o cara fez um curso de língua, tem um domínio que nas escolas (serve fisk, cultura inglesa, onde eu comecei meu aprendizado, cna, skill, ou qualquer outra pra exemplificar)... continuando... ele tem um domínio da língua que nessas escolas é denominado "Intermediário" (o que é jogo de marketing, pois os melhores alunos nesse nível tem um inglês básico e, prestando um IELTS seriam classificados no máximo como band 5 http://www.ielts.org/pdf/UOBDs_SpeakingFinal.pdf) O que não quer dizer que ele já não tenha aprendido muito, mas que falta muito para ser considerado proficiente, e mesmo o proficiente falta muito para ser considerado native-like, mas do ponto de vista do teste, em geral, a partir de uma nota band 7, o aluno estaria apto a estudar em uma universidade de fala inglesa.

Quanto à maneira toda especial do ex-presidente de falar inglês, talvez fique mais claro com um exemplo que vou tomar da entrevista que ele deu ao Hard Talk (vou tomar este em específico porque na minha aba do youtube parei aqui assim não preciso ficar procurando outros exemplos). Ele está dizendo que nenhum dos seus ministros jamais foi acusado de corrupção...

FH: ... and if one has been or would be, my (ininteligível, mas pelo contexto deve ser "reaction") would be merely get out

O tradutor é muito bonzinho, e traduz para um português que seria mais próximo à capacidade (em português) do ex-presidente, que ficou assim:

FH: ..."e caso alguém tivesse sido acusado minha reação teria sido demiti-lo"

Você deve saber que não existe aquilo que se chama de "tradução literal", pois uma língua é uma língua, a outra língua é a outra língua (para parafrasear um dos nossos melhores filósofos do futebol). Mas vou fazer aqui uma tentativa de uma frase que soaria em português muito próxima do que ele disse em inglês (apesar do que foi dito em inglês ser tão ruim que fico meio confusa: como fazer uma versão disso?). Ficaria assim:

FH: ... "e se (alguém?) foi ou seria, minha (reação?) seria meramente saia daqui"


Quanto ao seu irmão, diga para ficar tranquilo e continuar o curso, que não é ruim, mas eu sugeriria, como faço com todos os meus alunos, que ele não se limite somente ao curso, mas que leia jornais, ouça rádios, visite sites como a página de fonética da universidade de Iowa http://www.uiowa.edu/~acadtech/phonetics/ para entender melhor o que ele precisa fazer para não ficar com uma pronúncia tão ruim quanto a do ex-presidente.

Flavia em março 18, 2009 10:31 AM


#64

Funes, citando Obama, que citou Lula...

"No me cabe ninguna duda que este día há triunfado la ciudadanía que creyó en la esperanza y venció el miedo".

no discurso da vitória em el salvador


abçs

rabbit em março 18, 2009 10:45 AM


#65

"Idelber, você, "como sujeito político e como professor de línguas", escrever recibido é foda, viu? Ah, se você quiser dizer que foi erro de digitação eu prometo que acredito.

Já o FHC, com o seu inglês de Yazigi, lecionou em Stanford e Berkeley. Já você, com seu inglês shakespeareano, não passa de Tulane.

O curioso é que não se pode sacanear o Lula por ser ignorante no vernáculo, mas sim o FHC por causa de pronúncia. Isto é Brasil."
Samuel em março 17, 2009 3:18 PM


Bem, eu vou defender em parte o Samuel. O que ele falou de Stanford e Berkeley é uma bobagem, é claro, e o recibido é picuinha irrelevante.

Mas acho que ele tem um ponto sobre o monolinguismo triunfante do Lula e e as pretensões poliglotas do FH.

Eu acho provinciano esta idéia de que para falar em inglês em público o seu inglês tem de ser quase perfeito. Conheço um monte de gringos, muitos deles autoridades, que falam línguas estrangeiras (a eles) defeituosamente em público sem o menor embaraço. O Lamy, diretor-secretário da OMC, fala inglês sem erros mas com um sotaque que Deus me livre. O inglês do FHC é de Oxford comparado com o do Lamy, em termos de pronúncia. Me lembro também de um discurso do Vlaclav Havel para o Congresso americano em um inglês capenguíssimo, mas que foi super-aplaudido, pelo conteúdo, é claro. E esses são apenas dois casos. Conheço zilhões.

O FH de fato falava inglês em algumas ocasiões mais formais de Chefe de Estado (estando num ambiente anglo-falante, é claro), quando uma concepção mais formal de protocolo recomendaria o português com tradutor. Enche-se a boca para proclamar que jamais um líder chinês ou russo faria isso. Ora, o exemplo é muito apropriado. Líderes chineses e russos são justamente aqueles que lideram países ditatoriais ou recém-saídos de ditadura mas ainda com muitos resquícios, e que buscam propositadamente criar uma distância na interlocução com outros países - aquela distância adequada para, por exemplo, deixar implícito que no meu galinheiro quem manda sou eu (e lá eu prendo e arrebento, desrespeito direitos humanos, etc, à vontade). Há muitos chefes de Estado, por outro lado, que tendo domínio razoável do inglês, usam a língua franca em seus contatos internacionais, simplesmente para dar mais fluência ao diálogo e ser melhor compreendidos.

Eu até admito que alguém levante a questão de que o FH era metidinho e buscava, na sua vaidade, ir um pouco além no manejo de idiomas estrangeiros do que é recomendável (se bem que, em momentos menos formais, conversando com jornalistas estrangeiros, já vi o ex-presidente se virar genuinamente bem no inglês).

Mas tudo isso é um detalhe, uma bobagem - erigir isso como símbolo de toda uma postura de diplomacia internacional é ridículo. E mais ridículo ainda é cultuar o monolinguismo do Lula como um diferencial que enaltece ou engrandece o atual presidente e sua política externa. Um chefe de Estado não tem a menor obrigação de saber línguas estrangeiras. Mas isto não faz a menor diferença. Aliás, as diferenças entre a política externa do Lula e do FH me parecem bem menores do que este post do Idelber sugere, mas isto não é minha seara, e portanto não vou me estender.

Outra coisa: que diferença entre o post sereno e equilibrado (com o qual mesmo um anti-lulista pode se relacionar) do Sérgio Leo sobre o não-anti-americanismo do Lula e este peça exaltada e propagandística do Idelber (que tem todo o direito de fazê-la, porque isso aqui é um blog pessoal).

Bem, o SLeo, junto com o resto da imprensa brasileira, pode não ter um décimo dos galardões acadêmicos do Comparato e da Benevides, como quis o Idelber num post recente, mas tem aquilo que só o treinamento nas redações do PIG por muitos anos pode dar: um texto, que muito ao contrário deste aqui, não faz corar quem preza a objetividade (que não existe, como a perfeição, mas que sempre deve ser buscada).

Estas mal traçadas foram escritas muito rápido em hora de trabalho, então me desculpem por eventuais erros

F.Arranhaponte em março 18, 2009 10:58 AM


#66

E eu não estou dizendo que todas as redações do PIG hoje em dia se notabilizem pela objetividade. Concordo com quem achar que boa parte da Veja de hoje é lixo, por exemplo. Mas que lá dentro das redações dos principais jornais ainda existe uma turma boa que entende muito melhor o que é bom jornalismo do que os que vociferam contra o PIG do lado de fora, quanto a isso não tenho a menor dúvida

F.Arranhaponte em março 18, 2009 11:04 AM


#67

Bem, quando falei em "um texto, que muito ao contrário deste aqui, não faz corar quem preza a objetividade", me referi ao post do Idelber, é claro. Mas agora já era - alguém vai me sacanear dizendo que foi um ato falho, que para o meu inconsciente o texto que faz corar é o meu próprio - maldito Freud

F.Arranhaponte em março 18, 2009 11:37 AM


#68

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk, arranhaponte! Vc me mata de rir, rapaz. Que troço mais sem pé nem cabeça!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Vc devia comentar lá no ao mirante, nelson! que é um blog de humor.
Pra finalizar com chave de ouro (eu também sei usar lugar comum kkkk) vc ainda bota um "mal traçadas" kkkkkkkkkkkk, demais. Valeu!

aiaiai em março 18, 2009 11:39 AM


#69

Ai ai ai, muito obrigado pelo comentário articulado e esclarecedor. O número de ks utilizados é provavelmente um pouco superior ao dos neurônios empenhados na tarefa, mas no caso de um gênio como você, bastaria assinar - 'ai ai ai' já me parece ser um resumo bastante confiável das suas idéias

F.Arranhaponte em março 18, 2009 11:54 AM


#70

Sérgio Leo,
Como eu fui um dos que falou em fracasso na rodada Doha, creio que sou um dos rastaqueiros.
Só escrevo para dizer que sou eu, então, que não entendo o que vem a ser sucesso ou fracasso em política. Se o próprio governo vendia a idéia de que sua importância internacional estava atrelada à rodada Doha, que era fundamental romper as barreiras européias e norte-americanas, instaurar um novo paradigma no comércio internacional e liderar o G-20 ou os em desenvolvimento rumo a um acordo Global, quem colocou de forma precisa e indistinguível o que era fracasso ou sucesso não fui eu ou outra pessoa qualquer: foi o governo, o Celso Amorim e outros responsáveis. Mais: se a China não queria que nada ocorresse, e nada ocorreu, podemos então falar em sucesso de sua estratégia. A do Brasil fracassou, pois sua estratégia não era ser um parceiro importante, não era ser ouvido, não era receber elogios: era impedir o fracasso da rodada e chegar a um acordo, e do nosso agrado. Nenhuma das três coisas ocorreu. Isso é fracasso. O resto são sofismas. Afirmar que qualquer negociação passa pelo Brasil não é quase nada. Qual a negociação importante comercial ocorre no momento? Posso estar enganado, mas acho que nenhuma. Afirmar que a diplomacia brasileira foi muito elogiada não é quase nada. Não só isso é dito desde os tempos do barão, como bem sabemos que diplomatas são, digamos, diplomáticos nestas declarações. Quando um deles, como o Amorim, falam coisas duras como aquilo de comparar os negociadores europeus a Goebbels, é um escândalo só. Estes elogios servem muitas vezes para apenas iludir, ou são frases ocas como aquelas que as estrelas pop dão quando vêm ao Brasil.
Eu lastimo o que ocorreu, pois seria um ganho para o Brasil. Infelizmente, o Amorim é menos genial do que acha que é, e o Itamaraty menos extraordinário do que o senso comum jornalístico brasileiro acha que é.

João Paulo Rodrigues em março 18, 2009 12:09 PM


#71

Idelber,

um programa na NPR (national public radio) hoje de manha discutia exatamente o seu ponto, com o qual eu concordo. Ate o final dos anos 90 o Mexico tinha um papel de lider da America Latina junto ao governo Americano. Desde o inicio do sex XXI (coincide com a eleicao de Lula mas nao totalmente) esta lideranca passou ao Brasil. Meritos do Itamaraty e do tamanho da economia. O programa da NPR discutia exatamente essa outra America Latina que fala portugues e exporta avioes e que os americanos nao conhecem, ainda.

fernando lara em março 18, 2009 3:01 PM


#72

Dois comentários muito bons para responder, o do JPR e o do Arranhaponte. Com pouco tempo, respondo só a este.

Arranha, na boa, monolinguismo triunfante do Lula e idéia de que para falar em inglês em público o seu inglês tem de ser quase perfeito são coisas que ninguém disse aqui. Depois de mídia e cia., com pompa e circunstância, durante uma década, tripudiar, desfilar, expor orgulhosa o primeiro mundismo do ex-presidente, seu cosmopolitismo (não havia uma cobertura de viagem de FHC na grande imprensa que não mencionasse em destaque "o presidente falou em inglês com, falou em francês com.."), depois dela passar 7 anos procurando gafes do Lula mesmo onde elas não existiam, não dá para dizer que haja triunfalismo ou celebração do monolinguismo do Lula em qualquer lugar, mesmo nas hostes lulistas.

O próprio Lula às vezes resvalava do legítimo "tiveram preconceito contra a minha falta de escolaridade" para algo do tipo "escolaridade não vale nada". Há tempos, tempos mesmo, ele não comete esse deslize. Se ele cometer, me cobre, eu faço um post criticando. Dizer que há celebração da ignorância e do monolinguismo com Lula, na boa, é ver um fantasma.

Sua observação sobre a diferença entre meu texto e o do Sergio é corretíssima, válida, mas epidérmica, retórica. De verdade eu lhe digo o que acho: os dois textos dizem a mesma coisa, o Sergio com mais informação concreta e desenho que obedece as pautas do jornalismo, e o meu, bem, é um post de blog, de um partidário que, caramba, não está muito preocupado em falar para os 8% do país que são anti-lulistas (não incluo a você e não acho que você se inclua nesses 8%).

Não, eu não diria que seu "este" em "um texto, que muito ao contrário deste aqui, não faz corar quem preza a objetividade", fosse um ato falho de jeito nenhum. Inclusive porque essas regras de "esse" e "este" são uma merda mesmo.

Mas eu diria que a parte anterior, "com o qual um anti-lulista pode se relacionar" pode ser lida, sim, freudianamente -- afinal de contas parece que você se relacionou com o meu texto com uma intensidade que não há na sua relação com o do S.Leo.

De todas formas, eu lhe garanto que poderia escrever um post "parecido" com o do S. Leo e com igual aparência de ponderação: vide posts anteriores aqui sobre o Gabeira, ou Cuba, ou vários outros.

A tal objetividade é muitas vezes uma construção retórica mesmo. Uma regrinha de gênero com a qual cada texto se relaciona. Não se pode perder o essencial, fazendo do acessório a lente pela qual se lê o texto.

A diferença entre as políticas externa FHC e Lula eu acho gigante. Odeio argumentos de autoridade que excluem o interlocutor, mas "eu viajo, eu estou vendo toda hora" é a forma mais breve que encontro de fundamentar meu ponto de vista. Não há como viajar pelo mundo e não ver que o Brasil de 2009 é outro universo em relação do Brasil de 1999 no cenário mundial.

(Mérito só do Lula e Amorim? Claro que não. Aí já é outra longa discussão que o debate entre o JPR e o S.Leo pode ajudar a iluminar).

Mas não inventemos fantasmas onde não há. Não há celebração da ignorância ou do monolinguismo passando nem perto da política externa brasileira, inclusive porque o Itamaraty é a potência que sabemos que é.

Afe. Obrigado, muito, a você Flavia pelo comentário e pela explicação, que subscrevo. Abraços a todos.

Idelber em março 18, 2009 3:07 PM


#73

Agradeço especialmente à Flavia por explicitar o que alguns leitores tinham percebido e outros não, claro. A saber, que:

1. a expressão "inglês de Yázige" no post não tinha nenhuma intenção de ofender a escola realmente existente, que aliás eu não sabia que operava ainda e nem me dei trabalho de checar.

2. a dita expressão tampouco queria dizer que FHC não se expresse com fluência em inglês. Expressa-se. Como se estivesse, digamos, lecionando no Yázige. Ou no Fisk. Ou, vá lá, na Cultura Inglesa.

Era isso.

Afe. Post é igual piada às vezes: na hora que se explica, perde-se o essencial.

Vida que segue, como diria Paulo Z, que nos deu a alegria da sua presença hoje.

Idelber em março 18, 2009 3:26 PM


#74

Idelber, eu fico honrado com a alentada resposta. Eu diria, de forma furiosamente breve, que o inegável crescimento da imagem do Brasil no exterior se deve ao próprio crescimento do Brasil como democracia e economia importante, um processo que para mim antecede o governo Lula, mas ao qual ele evidentemente deu continuidade (e dar continuidade não significa deixar tudo na mesma - às vezes é preciso mudar para dar continuidade). Acho que o carisma do Lula e a astúcia do Amorim também contribuíram para isso, inegavelmente. Mas, tendo estado presente em situações privilegiadas para avaliar a imagem do Brasil no exterior em diferentes momentos da história recente, eu acho que no governo FH nós já éramos um país com um nível de respeito totalmente diferente, e muito acima, daquele do início da redemocratização, com Sarney e Collor - e muito mais ainda do que no final melancólico da ditadura.

Abração

PS: E eu faço mais um link irônico ao teu post lá no meu último post no Torre. Eu perco o amigo mas não perco a oportunidade de espicaçar :-)

PS2: As regras de disso X disto você me ensina qualquer dia. Matei essa aula na escola e nunca mais consegui aprender

F.Arranhaponte em março 18, 2009 4:09 PM


#75

"Crescimento da imagem" é esquisito. Relevem

F.Arranhaponte em março 18, 2009 4:18 PM


#76

Oi, adorei seu blog e adicionei nos meus favoritos ao lado do Azenha, Mello, Edu, Estado Anarquista, Rodrigo, e toda essa gente boa da internet que tá fazendo a diferença. Parabéns.Artigo muito bem escrito e original.

Marcia Costa em março 18, 2009 5:14 PM


#77

""Feito durante a Gestão de Itamar Franco."

Pelo FHC."

Não foi FHC que desenhou o plano, ele era o mero Ministro.


""Que nos garantiu o monopólio da Telefônica."

Melhor o monopólio das estatais telefônicas....que não forneciam telefones para a população."

O consolo com relação ao monopólio das estatais é que em tese seria fácil privatizar, já a Telefonica no modelo que FHC nos deu não. E pior, isso criou barreiras para a privatização do resto...


"Que nos dá taxas de juros que agiotas ligados à Camorra teriam vergonha de cobrar."

E continuadas por Lula."

O fato de Lula continuar não exime a anta do FHC.

Andre Kenji em março 18, 2009 11:11 PM


#78

TODO mundo fala inglês com sotaque. Isso fica meio claro quando você vê esses canais como a Al Jazeera em inglês, a BBC e a CNN. A CNN tinha um apresentador português, e era algo meio bizarro para quem conhece o sotaque lusitano como a gente.

E para falar a verdade quem manja mesmo de inglês não sai falando em inglês a todo canto por aí justamente porque sabe da dificuldade que é de se expressar bem nessa língua. Aliás, acho bizarro como quase todo mundo no Brasil acha que sabe falar inglês e é excessivamente confiante nas suas próprias habilidades, mas na hora do vamover o povo se enrola até para ler notinha de jornal.

Andre Kenji em março 18, 2009 11:23 PM


#79

"Não foi FHC que desenhou o plano, ele era o mero Ministro."

Sim, um mero ministro da Fazenda ligado à uma mera presidência. Não importa que ele não desenhou o plano, mas ele tratou de implementá-lo.


"O consolo com relação ao monopólio das estatais é que em tese seria fácil privatizar, já a Telefonica no modelo que FHC nos deu não. E pior, isso criou barreiras para a privatização do resto..."

A privatização da telefonia, em que pese todos os erros cometidos, propiciou uma situação para os consumidores e para a economia do país como um todo infinitamente melhor que o modelo estatal. As estatais telefônicas eram um completo desastre. Simplesmente não tinham linhas para os consumidores. O caos era de tal ordem que o aluguel de telefone era um bom negócio na época.


"O fato de Lula continuar não exime a anta do FHC."

Conclusão: ambos são antas.

J Carlos em março 19, 2009 1:21 AM


#80

J Carlos,

parte do caos telefônico pré-privatização era administrativo. A outra parte era falta de investimentos. Era uma época em que qualquer investimento público era visto como gasto (!).

Lembro até de uma negociação com o FMI para que o investimento da Petrobrás passasse a ser tratado de forma diferente, senão ela acabaria sem capacidade de se desenvolver como empresa.

Se a questão telefônica na época fosse tratada na base da melhoria de gestão e recuperação da capacidade de investimento, poderíamos ter aberto as estatais à concorrência sem que precisássemos vendê-las a preço de banana.

Isto afora o fato que continuamos pagando tarifas altíssimas em todos os serviços de telecomunicações (voz, dados etc) - e o serviço melhorou, mas ainda está a anos luz de uma situação que possamos chamar de adequada.

Radical Livre em março 19, 2009 1:42 AM


#81

Privatizar não exige muito neurônio. É basicamente colocar as ações que o governo tem de uma estatal à venda. Criar uma pós-privatização que garanta bons serviços e competitividade é uma outra coisa.

Andre Kenji em março 19, 2009 3:04 AM


#82

Legal, o FHC sucateou o serviço telefônico, atrasou propositalmente a modernização das centrais telefônicas, vendeu tudo a preço de banana, criou 3 monópólios gigantescos, uma Anatel que não serve pra nada e tem gente que ainda aplaude....

Rodrigo em março 19, 2009 9:50 AM


#83

kkkk. É muito baba-ovo. O Lula é "lindo" porque não sabe falar inglês e o FHC é "feio" porque sabe. É pra rolar de rir, bloguismo baba-ovo...

Rikene em março 19, 2009 11:25 AM


#84

Obrigado ao Idelber por me elevar à condição de iluminador em um debate com o ótimo Sérgio Leo. Mas eu passo, pois não tenho a mesma competência que ele. Fico com a avaliação geral de que nosso papel lá fora melhorou, apesar dos tropeços, e isso se deve ao FHC e ao Lula-MAG (mais até, acho, do que ao Itamaraty), assim como a nosso crescimento econômicos e circunstâncias como a questão petróleo x etanol.

João Paulo Rodrigues em março 19, 2009 11:55 AM


#85

É o pitéu dos conservadores, esse elogio ao "avanço" da telefonia com a privatização. Menas.

Nunca lembram que paralelamente à desestatização ocorreu um salto tecnológico nas comunicações que aumentou brutalmente a eficiência e a extensão da telefonia, garças, em grande medida, aos colossais investimentos estatais do Pentágono, apropriados pelas empresa privadas.

Alguém experimente a telefonia do México, nas mãos do eficientíssimo (para ganhar dinheiro) trilionário Carlos Slim e depois me volte com exemplos para defender a supremacia da gestão privada sobre a estatal em serviços públicos.

Esse pessoal que fala da privatização chegou a ler as noticias sobre como a telefonia no Brasil é a mais cara do mundo? Isso com os ganhos de escala monumenais que eles têm. E têm contratos indexados á inflação. O Estado tem de suar para que repassem os ganhos de produtividade ao consumidor. Se deixassem nas mãos dos caras, seria o modelo AIG, bônus para os executivos mesmo quando a sociedade se estrepa.

João, o governo nunca vendeu a idéia de que sua importãncia internacional estava vinculada à rodada Doha. Seu argumento parte desa base podre, e demonstra sua profunda ignorãncia sobre o que é fracasso e sucesso de um país como os recursos de poder do Brasil em matéria de relações internacionais numa sociedade multuilateral; não dá nem para levar a sério.

sleo em março 19, 2009 12:41 PM


#86

Ah, e para o pessoal que ganhou barba bem depois de acontecerem os eventos que comentam com entusiasmo, uma correção de cunho histórico: quem botou na roda os economistas que fizeram o Real, o Pérsio Arida e o André Lara Resende, principalmente, foi o Tasso Jereissati, tucano ganhador de dinheiro. O FHC era mais chegado ao Bacha, o Winston Fritsch, o Malan, que tinham idéias mais conservadoras e ortodoxas, baseadas em aperto fiscal, essas coisas. O Gustavo Franco era bagrinho, depois cresceu na equipe.

O ministro, durante a preparação do plano, não era o FHC, mas o Ricupero, a quem o FHC substituiu depois do episódio das parabólicas (perguntem ao google quem não sabe do que falo).

FHC e os tucanos foram quem sustentou uma tresloucada política de câmbio desvalorizado e juros altos que quase poem o país no buraco. Deixaram uma economia avariada para o Lula, e as teses econômcias do PT ajudaram a fomentar uma onda especulativa que quase põe o país a pique antes da posse do metalúrgico.

O nassif, que, como eu, cobriu esse período para a midia empresarial (golpista é a mãe de quem chamou), tem umas teses polêmicas sobre essa época e sobre as jogadas dos tucanos:

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1550781-EI6579,00.html

S Leo em março 19, 2009 12:55 PM


#87

"infinitamente melhor que o modelo estatal"

Infinitamente? Melhor? O Procon discorda... E o Obama, que propõe estatizar bancos, é o quê, então?

"saneamento do sistema bancário"

Tucanês puro. Para essa turma, é o seguinte: PROER, pode. Bolsa Família, não pode. É esmola pra vagabundo, gasto desnecessário, não funciona.

"As estatais telefônicas eram um completo desastre"

Putz! J Carlos, em SP, ficamos com a Telefonica, exemplo de bons serviços prestados...

Esses 7% que encheriam uma Kombi são dose pra mamute. É por isso que aqui em Sampa, 16 anos de PSDB no governo do Estado, temos uma maravilha, a locomotiva do Brasil:

Livro errado
Merenda estragada
Pedágio caro
Telefonia cara (e péssima)
Transporte público caro, inadequado
Segurança falida
Saúde falida

... e o culpado é o Lula e o PT. SORRIA MEU BEM!

Fernando Romano em março 19, 2009 1:17 PM


#88

Bem, eu sou um que comprei um telefone por 4 mil dólares, na época da Telebrás. A Telebrás não era um merda. O Estado brasileiro é que era uma merda falida, e não tinha como investir na Telebrás numa época em que estava quebrado (hiperinflação = Estado quebrado). A privatização foi providencial, porque deixou a grana privada entrar na telefonia. Batemos recorde de investimento estrangeiro nessa época. A Telebrás foi muito bem vendida, numa época de boom (bem, até hoje os esquerdistas dizem que foi a preço de banana;imagine se de fato fosse a preço de banana, o que diriam; e, na verdade, o fato de não ter sido a preço de banana no fundo foi sorte, porque a privatização pegou, como eu disse, um momento de relativo boomzinho dos emergentes).

O que o SLeo diz, que a telefonia como um todo deu um salto depois da privatização brasileira, no mundo todo, e que o fato dos enormes progressos atribuídos à privatização terem sido causados, em parte, por aquele salto, está correto.

Mas supor que, sem ter havido a privatização, o Brasil se beneficiaria tanto quanto com aquele salto é chute retrospectivo, aquele tipo de exercício "e se o Janio não tivesse renunciado", e provavelmente está errado. A privatização foi uma peça da estratégia maior que tirou o Brasil da hiperinflação, e deu início à recuperação da saúde financeira do Estado brasileiro (que só se restabeleceu mesmo recentemente). Mesmo uma Telebrás estatal teria se beneficiado da onda da telefonia nos anos 90, mas nada indica que sem privatização haveria tanta capacidade de investimento, que o Brasil poderia subir a ladeira tão rápido.

E, finalmente, o modelo do falecido Sérgio Motta e do Mendonção, que introduziu competição no sistema, foi basicamente acertado. Disseram que a telefonia brasileira é a mais cara do mundo. Gostaria de ver esse estudo, porque não é o que eu ouço falar. Na verdade, provavelmente é uma das que mais paga imposto, e isto pode contar. Mas o México, por exemplo, onde o modelo foi basicamente entregar a Telebrás deles pro Slim, é apontado como um país de telefonia caríssimo. Um cara que manja muito do setor, que já esteve dentro dele, e que é meu amigo, me disse que o Brasil deveria erigir uma estátua em praça pública para o Slim - aqui, ele tem um papel exatamente oposto ao que tem no México, isto é, na Embratel ele introduziu competição no sistema brasileiro.

Bem, recentemente o Mendonção foi inocentado de ter tirado proveito próprio na famosa manobra da privatização. Eu já sabia disso: quem se deu ao trabalho de ouvir as fitas na íntegra (não eu, Deus me livre), percebeu com clareza que todas as manobras eram para aumentar o preço de venda. Provavelmente, neste afã, eles usaram métodos indevidos, que deram oportunidades de corrupção para terceiros. Mas os grampeados do BNDES deveriam até receber uma homenagem no Congresso - horas e horas de fitas gravadas, com conversas sobre imensas transações entre o setor privado e o público, e não se acha uma frase qualquer em que qualquer um fique implicado de estar levando uma vantagem pessoal em qualquer coisa. E olha que eu nem acho que aquela turma tenha sido santa a vida toda.


Ah, e eu quase ia me esquecendo. O governo Lula, ao promover a fusão OI-Brasil Telecom, pode, segundo alguns críticos, estar tirando competição do sistema, o que no futuro poderia significar telefonia mais cara. Mas mesmo isto deve ser visto sem histeria - eu já vi alguns caras sérios, técnicos, sem o menor viés pró-PT, dizerem que a operação é defensável e que a ameaça a competição não é tão grande. A ver

F.Arranhaponte em março 19, 2009 2:05 PM


#89

Radical Livre

"parte do caos telefônico pré-privatização era administrativo. A outra parte era falta de investimentos. Era uma época em que qualquer investimento público era visto como gasto (!).

...

Se a questão telefônica na época fosse tratada na base da melhoria de gestão e recuperação da capacidade de investimento, poderíamos ter aberto as estatais à concorrência sem que precisássemos vendê-las a preço de banana."

Não adianta ficar na base dos "se isso", "se aquilo". O fato é que na época elas eram um desastre. É fácil falar em melhoria de gestão e recuperação de investimento, difícil implementar nas estatais telefônicas da época. E sim, as tarifas estão altas, caberia a Anatel um maior controle sobre isso.


André Kenji

"Privatizar não exige muito neurônio. É basicamente colocar as ações que o governo tem de uma estatal à venda. Criar uma pós-privatização que garanta bons serviços e competitividade é uma outra coisa."

Exige decisão política e coragem para assumir o ônus disso. Sim, a pós-privatização é um problema que aparentemente os governos não conseguem lidar, inclusive o atual, que permitiu e financiou a fusão BrT-Oi.


Rodrigo

"Legal, o FHC sucateou o serviço telefônico, atrasou propositalmente a modernização das centrais telefônicas, vendeu tudo a preço de banana, criou 3 monópólios gigantescos, uma Anatel que não serve pra nada e tem gente que ainda aplaude...."

Você deve estar brincando.....como sucateou o serviço telefônico? Ele era sucateado ANTES da privatização e bem ANTES de FHC. Sim, a Anatel não serve para nada, culpa dos presidentes que as aparelham com políticos ao invés de técnicos capazes e comprometidos com as supostas funcões das mesma.


Sleo

"Nunca lembram que paralelamente à desestatização ocorreu um salto tecnológico nas comunicações que aumentou brutalmente a eficiência e a extensão da telefonia, garças, em grande medida, aos colossais investimentos estatais do Pentágono, apropriados pelas empresa privadas."

Bobagem. Se as telefônicas tivessem permanecido estatais na época, elas certamente não aproveitariam o salto tecnológico ou aproveitariam muito mais tarde. Menas, sleo, menas...


Fernando Romano

"Infinitamente? Melhor? O Procon discorda... E o Obama, que propõe estatizar bancos, é o quê, então?

...
Putz! J Carlos, em SP, ficamos com a Telefonica, exemplo de bons serviços prestados... "


Certamente, então, você preferia a época que a cada X anos a estatal telefônica abrai inscrições para você COMPRAR ações da companhia e Y anos depois eles instalavam a linha. Preferia assim? Para ter rapidamente uma linha era necessário COMPRAR de um particular ou ALUGAR e tinha que ser na mesma área (central telefônica) senão eles demoravam MESES para transferir.

J Carlos em março 19, 2009 2:07 PM


#90

Cara voce e hilario,que troca de olhares hein.
isso e que e prestigio recebido num sabado,acho que o cara nem sabia do nome e do pais do visitante,cria vergonha nessa sua cara vai ser professor la em Cuba pra ver o que e bom pra tosse.

Carlos Roberto P em março 19, 2009 4:02 PM


#91

Amigo Idelber:

O Brasil é como Grêmio ou Corinthians? Ah, entendi... De segunda divisão, né?

cético em março 19, 2009 4:09 PM


#92

JCarlos

FHC e a turma dele ficou com a chave do cofre de 93 a 98. Portanto é ridículo querer desvincular a falta de investimento à uma influências etéreas do tipo "incompetência do estado" ou "coisa de servidor barnabé vagabungo", foi política de governo mesmo. Não fizeram porque não quiseram. Convicções ideológicas, por assim dizer.
Apesar da falta de investimento as empresas eram lucrativas, muito antes da privatização o país já contava com comunicação de dados, comunicação via satélite, boa parte da rede de cabos que estão nas ruas é de antes da privatização, bem como uma parte significativa da rede de fibra ótica existente no Brasil é de antes das privatizações.
Quando da privatização, já estava havendo a substituição a pelo vapor das centrais mecanicas pelas centrais digitais, multiplicando a oferta. O negócio de venda e aluguel de linhas telefônicas já estava condenado. Se antes precisava construir um galpão para atender 10000 linhas, depois este mesmo galão ou prédio atendia 100 mil, 200 mil linhas.
Logo, o único trunfo da privatização que os tucanos conseguem mostrar é um louro que eles querem colher sem mérito. A multiplicação de oferta independentementa da privatização. Aliás, ela ocorreria antes se não fosse a cegueira ideológica da época.
Trocmos um monopólio público por um privado, que é muito pior. O atendimento ao consumidor feito pelas prestadoras cometeu a façanha de ficar pior do que era antes, a Anatel tem que tirar leite de pedra pra fazer as prestadoras cumprirem as metas de universalização. Isto sem falar dos preços, pois temos um dos serviços mais caros do mundo.
Isto não é discutir "se" ou cenários hipotéticos. É atual sim, é discussão de política de governo. É absurdo querer encerrar o debate dizendo isto. Ridículo. Se fosse assim não deveriámos estuda história. Pra que? Se tudo que fosse discutido seria "cenários hipotéticos". Não terámos nada a aprender com ela.
Agora, só por curiosidade, você consegue dar o nome de algum dirigente da Anatel que não seja técnico?

Rodrigo em março 19, 2009 4:19 PM


#93

Com relação a visita de Lual a Obama, parece que a miopia ideológica da direita continua de vento em popa.

Rodrigo em março 19, 2009 4:21 PM


#94

Caramba, ainda tem nego por aí com saudades da Telesp??? Sejam coerentes, joguem seus celulares fora e esperem o próximo plano de expansão, hehe.

Idelber, uma dúvida: qual é o critério de seleção para professores titulares nas universidades americanas? Há algum tipo de prova ou baseia-se exclusivamente no currículo?

Abraço!

Gigio em março 19, 2009 4:27 PM


#95

Saudades da Telesp, hein? Que argumentação forte! Tudo a ver com o que se está discutindo. Não vai querer me mandar pra Cuba também não?

Rodrigo em março 19, 2009 4:57 PM


#96

São sujeitos como o Rodrigo que me fazem definitivamente ser de direita no Brasil. É ser muito obtuso ou ter má-fé mesmo. Será que não dá para entender que o Brasil entrou nos anos 90 e sem nenhuma capacidade de investimento público? Que uns 40 bilhões de dólares entraram no Brasil depois da privatização da Telebrás para pagar os preços ótimos e para investir e reatualizar todo o sistema. Mas na cegueira ideológica petista, nesse ódio profundo e irracional, de torcida de time futebol, por tudo o que é tucano, o sujeito diz que o governo FHC só não investiu para resolver o problema de que não havia telefone e as pessoas tinham de comprar por 4 mil dólares porque o governo do FH era formado por uns tucanos malvados que tinham todo o dinheiro do mundo para investir mas não gostavam de investimento público e ponto final. Francamente, nessa hora eu consigo entender a fúria dos anaeróbicos.

O pior de tudo é o raciocínio contrafactual. Ninguém tinha telefone, era caríssimo, o cacete. Aí privatiza. Aí todo mundo ganha acesso à linha, é só pedir, o serviço se massifica. Ok, alguém pode tentar argumentar que não foi apenas a privatização, que algum outro fator contou muito mais. Mas todo o ônus da prova cabe a quem levanta tamanho exercício contrafactual - isto é, o que aconteceria se não houvesse privatização. Já o Rodrigo afirma com a máxima convicção possível que a privatização não teve nada a ver com o problema que sumiu imediatamente após a privatização, e argumenta assim como se fosse o maior absurdo alguém pensar do jeito contrário. Pqp!

F.Arranhaponte em março 19, 2009 5:16 PM


#97

Idelber,

Não entendi essa argumentação do Carlos Roberto P (#90). Você elogiou a política externa do governo brasileiro e a melhora das nossas relações com os EUA e o cara quer te mandar para Cuba! O que tem a ver uma coisa com a outra? Esse pessoal tem fixação por Cuba!

Bruno Pinheiro em março 19, 2009 5:20 PM


#98

"Se as telefônicas tivessem permanecido estatais na época, elas certamente não aproveitariam o salto tecnológico ou aproveitariam muito mais tarde".

Como a Petrobras e a Embrapa, J Carlos?

Arranhaponte, matéria da Época Negócios:


"O consumidor brasileiro é o que paga mais caro pelo uso de telefone celular entre usuários de 154 países, informa pesquisa divulgada nesta segunda-feira (02/03) pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). Também desembolsa bem acima da média mundial pelo telefone fixo e para se conectar à internet.

Com base no critério de Paridade de Poder de Compra (PPC), a pesquisa mostra que o Brasil ficou na 60ª posição, no levantamento mais recente, e perdeu seis lugares no período. O PPC é um índice que compara o desenvolvimento em tecnologia da informação e comunicação (TIC) em 154 países, entre 2002 e 2007.

A UIT diz que o país avançou pouco em acesso (caiu 13 posições) aos serviços e no uso de TIC (caiu sete) e que " melhorou muito pouco " no conhecimento e na capacidade para explorar novas tecnologias de maneira eficiente e efetiva. Exemplifica com a penetração de apenas 30% da banda larga no setor terciário, contra mais de 60% na Argentina. "

Eles alegam que é por causa dos impostos (criados no governo FHC). Desculpa furada. Uma análise na planilha dos caras desmonta isso.

o resto da matéria está em

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI62411-16357,00-BRASIL+TEM+TARIFA+DE+CELULAR+MAIS+CARA+EM+LISTA+COM+PAISES.html

sleo em março 19, 2009 5:23 PM


#99

SLeo, 'uma análise da planilha dos caras desmonta isso" é uma afirmação que você precisa demonstrar, sinto muito.

E essa coisa de "imposto criado no governo FHC" é muito, muito boba. Se era coisa ruim do demônio FH, por que o Lula não acabou com o imposto? Você sabe muito bem que há determinados impostos altíssimos no Brasil porque a carga tributária aumentou na marra para fazer o ajuste fiscal que começou no plano Real, acelerou na crise de 98/99, e só foi concluído no início do governo Lula. É um processo histórico que vara governos, e ignora essa ridícula rixa PT-tucanos, um processo cheio de distorções, mas que foi a única forma de tirar o País da UTI fiscal.

Agora, está cara a telefonia? Eu sou 100% a favor de deixar rolar a competição para forçar os caras a baixar o preço. Abram esse mercado à vontade, no que depender de mim. Mas será que os nossos empresários da telefonia gostariam? Será que o governo Lula gostaria de contrariar nossos empresários da telefonia? E não é porque é o PT não. Refaço a pergunta: será que o Lula, a Dilma, o Serra ou Aécio gostariam de contrariar nossos empresários da telefonia?

F.Arranhaponte em março 19, 2009 5:40 PM


#100

F.Arranhaponte

Aos fatos, por favor.
Seu único argumento, já que o resto é lorota e baba de tucano raivoso, a falta de capacidade de investimento público é o caramba. As empresas estatais já eram lucrativas antes da privatização.
E infeilzmente pra você, FHC não inventou a central CPA!
Portanto, a única vantagem da privatização que conseguem mostra, a multiplicação da oferta, foi um louro que os defensores da privatização querem colher de qualquer jeito sem mérito algum!
Se não isto ocorreu antes, deveríamos perguntar a quem administrou a chave do cofre por que uma empresa lucrativa não conseguia modernizar sua planta.

Rodrigo em março 19, 2009 5:42 PM


#101

Não que eu queira dizer alguma coisa, mas é meio esquita a coincidência do papel de alguns dos "pais do Real", como Pérsio Arida e André Lara Resende, na compra das empresas "ruins" de telefonia que eles ajudarma a administrar muito tempo antes da privatização...

Rodrigo em março 19, 2009 5:48 PM


#102

Bem, desisto, você venceu, Rodrigo. Certamente você tem mais saco e paixão para isso isso do que eu. Você veste a camisa, o que é essencial quando a coisa vira pura discussão política.

Eu já desisti até de defender o Flamengo, time pelo qual já torci de fato. Imagina se vou defender os tucanos, nos quais já votei apenas por me parecerem à época a merda menor. Aliás, se você der uma olhada lá no meu blog, poderá ler o post em que eu digo que vou tirar cara ou coroa na hora de votar entre a Dilma e o Serra.

Abraço

F.Arranhaponte em março 19, 2009 6:09 PM


#103

Aliás, é fascinante. Estamos no sétimo ano do governo Lula. Preço de telefonia num sistema privatizado com agência reguladora depende, obviamente, da política pública do setor. Os preços estão altos, mas ninguém diz que a Anatel está funcionando mal no governo Lula ou algo do gênero - a culpa é da privatização no governo FH há mais de 10 anos. É totalmente absurdo e o pior é que... eu embarquei! Pqp II!

E fui. Não volto mas aqui se não fico com vontade debater e me distraio das tarefas ligadas ao leite das crianças.

Abraços gerais

F.Arranhaponte em março 19, 2009 6:16 PM


#104

Não acho que a privatização tenha sido bem-feita, mas o estado brasileiro precisou enfrentar esse rojão na época.

Penso, inclusive, na capacidade administrativa das empresas de celular, pór exemplo. Será possível que uma empresa estatal conseguiria gerir todo o sistema? Acho que seria um gasto de energia e dinheiro desnecessários. Olha que eu sempre votei no Lula para presidente.

Os banqueiros da época do Itamar erraram muito mais do que acertaram. Outras privatizações, como a da Vale, foram uma cagada mesmo e houve no governo do FHC uma transferência, de mão beijada, de patrimôio público que inclusive mudou a cara da burguesia nacional, mas a telefonia foi melhor privatizar, não lembro de nenhuma alternativa melhor na época.

Aliás, num exercício maluco de prospecção, penso que se esse PT, que assumiu o governo em 2002, tivesse sido eleito em 94, haveria privatizado o sistema. Dificilmente as comunicações (penso sobretudo em celular e serviços por cabo) continuariam monopólio do estado depois da crise da dívida brasileira (divida que o FHC só fez crescer).

Agora, o serviço ainda está longe de ser bom.

Tiago Mesquita em março 19, 2009 6:28 PM


#105

Se os 3 oligopólios privados foram criados durante a privatização, o que é que você sugere que se se faça? Quais políticas públicas?
Pelo menos o governo tentou leiloar a frequencias de WiMax impedindo das prestadoras locais de participar. Mas aí a justiça mandou parar tudo e ficou por isto mesmo...

Rodrigo em março 19, 2009 6:30 PM


#106

Celular a concorrência é mais fácil, tem lugares que tem até quatro ou cinco prestadoras competindo.

Rodrigo em março 19, 2009 6:32 PM


#107

Por fim, não entendo a mania de guerra fria que os blogues têm. Já li muito neguinho por aí, sobretudo esses que hoje em dia enchem a boca para se dizerem de direita temerem o socialismo, malharem o socialismo. Que socialismo é esse? Aliás, o esgoto desta semana saiu com uma capa para acalmar os temerosos do cocialismo. Que crack que esses caras pipam?

Tiago Mesquita em março 19, 2009 6:39 PM


#108

Reestatizava tudo, aras! Por que o Chávez tem culhão e o Lula não? (riquíssima rima).

Ok, eu prometi parar e não parei. Vou daqui direto para a reunião do BA (Blogólicos Anônimos)

F.Arranhaponte em março 19, 2009 6:40 PM


#109

Rofrigo, não preciso te mandar para Cuba, ela já está dentro de vc, ocupando o vazio de sua cabeça...

Gigio em março 19, 2009 6:40 PM


#110

Por fim, não entendo a mania de guerra fria que os blogues têm. Já li muito neguinho por aí, sobretudo os que hoje em dia enchem a boca para se dizerem de direita (isso é uma novidade do governo Lula), reafirmarem o seu temor do socialismo. Que socialismo é esse cara pálida?
Aliás, o esgoto desta semana saiu com uma para acalmar o seus leitores temerosos do sistema soviético entrar pela porta da frente da Casa Branca. Que crack que esses caras pipam?

Tiago Mesquita em março 19, 2009 6:45 PM


#111

é nego como esse gigio.

Tiago Mesquita em março 19, 2009 6:46 PM


#112

Arranha,

veja bem, um dos problemas da falta de capacidade do Estado para investir, na década de 90, era realmente falta de dinheiro. Parte desta falta de dinheiro aconteceu por conta da decisão política de se colocar o juro lá no teto no lançamento do plano Real. Foi uma decisão política, desnecessária.

Veja bem também que eu não defendi o monopólio do estado para a telefonia. Adoro a concorrência. Meu ponto era que dava para melhorar a telefonia estatal com Gestão e Investimento (você acha que não, não havia dinheiro. Eu acho que o dinheiro estava mal alocado e ainda sofríamos restrições do FMI em relação a investimentos). E, ao mesmo tempo, abria-se para as privadas as empresas espelho, como no modelo da privatização, para criar a concorrência.

Talvez desta forma, teríamos uma possibilidade maior de não se montar cartéis e monopólios privados como temos agora.

Agora, vamos falar da Vale?

Radical Livre em março 19, 2009 6:52 PM


#113

Porra Arranhaponte, agoro vou acompanhar seu blog pra ver se você se filia ao PSTU!

Rodrigo em março 19, 2009 6:53 PM


#114

Vai treinando Arranhaponte, que a coisa ficou feia!

29 é PCO!
29 é PCO!
29 é PCO!

Quem bate cartão não vota em patrão!

Tem um easter-egg na página do PCO. Você tem que clicar no Trótsky pra entrar na página principal.

Rodrigo em março 19, 2009 6:57 PM


#115

O juro alto não foi decisão política, foi em parte uma necessidade incontestável para sair da hiper e em parte o custo de manter a política cambial do Gustavo Franco. Mas mesmo que esta segunda não tivesse sido mantida, os esqueletos e os aumentos dos gastos com a Previdência, a dívida dos Estados, a dívida dos bancos estaduais, etc, manteriam o Brasil na merda fiscal da qual ele só emergiu recentemente. A melhor das hipóteses de manejo de câmbio/juros na saída do Real não transformaria um país quebrado, recém-saído da hiperinflação, num Estado capaz de investir pesadamente em infraestrutura. Acordem, amigos - até hoje, se tirarmos a Petrobrás embalada pelo preço do petróleo, o Estado brasileiro investe peanuts se comparado com países comparáveis. Por que diabos a gente deveria ter dispensado mais de 40 bilhões de dólares de investimento estrangeiro numa fase em que ainda estávamos muito menos recuperados do colapso dos anos 80 é algo que me escapa totalmente - a não ser, obviamente, que é necessário acreditar nisso para acreditar que o FH é feio, mau e bobo e o Lula é um gênio

F.Arranhaponte em março 19, 2009 7:04 PM


#116

Chegaram os enfermeiros. Estou sendo levado à força para a clínica de reabilitação de blogólicos

F.Arranhaponte em março 19, 2009 7:06 PM


#117

Não, da Vale não, por favor. Por que o Lula não reestatiza essa porcaria toda (começo a ver méritos no Chávez, juro, a autenticidade da coisa) e vocês não me deixam em paz

F.Arranhaponte em março 19, 2009 7:14 PM


#118

Eu ainda acho algumas privatizações do governo Fernando Henrique fizeram mais bem que mal para o país.

Tiago Mesquita em março 19, 2009 7:28 PM


#119

Rodrigo


"muito antes da privatização o país já contava com comunicação de dados, comunicação via satélite, boa parte da rede de cabos que estão nas ruas é de antes da privatização, bem como uma parte significativa da rede de fibra ótica existente no Brasil é de antes das privatizações."


Sim, e este desenvolvimento antes da privatização era à passos de tartaruga enquanto após a privatização foi à passos de lebre. Deu para entender?

J Carlos em março 19, 2009 8:01 PM


#120

sleo

"Como a Petrobras e a Embrapa, J Carlos?"

Por uma acaso você já ouviu a piadinha de que o melhor negócio do mundo é uma petrolífera bem administrada e que o segundo melhor é uma MAL administrada? Então meu caro, com o preço do petróleo nas alturas ou não a Petrobrás sempre teve caixa para aproveitar os "saltos tecnológicos". Aliás, ela foi propulsora de alguns, como na exploração em águas profundas. O que não quer dizer que ela seja uma estatal realmente eficiente, pois não há como comparar.

Por outro lado, querer comparar Petrobrás e Embrapa com as Teles estatais é o fim da picada.

J Carlos em março 19, 2009 8:10 PM


#121

Não vale falar da Vale, da Petrobrás nem da Embrapa. Não vale falar do sucateamento promovido pelos tucanos, nem "sugerir" que os que deram os preços das operadoras foram os mesmos que participaram da compra...
O outro bancou o esperto e diz que quer que estatize pra ver como é que fica.
Não se preocupe, quando os liberais fazem cagada o Estado malvadão sempre vem limpar a sujeira.

Rodrigo em março 19, 2009 9:18 PM


#122

Rodrigo, você está me surpreendendo negativamente pela moderação. Você não teve a coragem de defender aqui a estatização total dos meios de produção, você não disse uma palavra em defesa do Chávez. Acho que vou procurar uns esquerdistas de verdade para debater

F.Arranhaponte em março 19, 2009 9:33 PM


#123

VocÊ debate? Eu não vi...

Rodrigo em março 19, 2009 9:46 PM


#124

Já sei! Isso é uma ironia. Você quer dizer que eu deixei sem resposta os seus argumentos arrasadores, não é?

É fato: nem o mais empedernido neoliberal deixaria de alimentar dúvidas sobre as suas próprias convicções depois de ter sido exposto à sua perfurante análise. Você provou por A mais B que a telefonia no Brasil hoje seria muito melhor sem a privatização (se eu fosse vc, inclusive, guardava toda essa sua numeralha, o detalhado histórico dos fatos, as pesquisas, as correlações estatísticas - tão importantes nestes exercícios contrafactuais - para publicar num paper mais adiante).

Eu só continuo a não entender por que você parou por aí, e não chegou ao corolário do seu pensamento: a defesa da reestatização ampla, geral e irrestrita. Sei lá, me pareceu que você tem o rabo preso com algum segmento qualquer da burguesia.

E a defesa do Chávez, vai ter ou não vai ter?

F.Arranhaponte em março 19, 2009 10:12 PM


#125

O que eu sei é o seguinte:

* se eu quiser um telefone, é só ligar para a empresa telefônica que em menos de 24h tenho um instalado - antes precisaria esperar um plano de expansão para tentar conseguir um, e ainda pagar uma grana preta, levando junto ações da empresa (ou tentar o mercado negro). Linha telefônica era bem declarado em imposto de renda;

* se eu quiser um celular então, nem se fale, mais fácil ainda. E agora posso mudar de empresa e manter o número. Antes, celular era coisa de magnata, símbolo de status.

Sou daqueles que dizem que contra fatos não há argumentos.

Gigio em março 19, 2009 11:04 PM


#126

Mas o sistema sanitário que ficou muito confuso depois da liberalização. Nção conheço outra empresa de saneamento bem sucedida fora a copasa

Tiago Mesquita em março 19, 2009 11:14 PM


#127

Sérgio,
Deixe-me precisar as palavras, de forma a baixar sua pressão e permiti-lo escrever com mais calma, evitando tantos erros de digitação e ofensas gratuitas. Acho que a expressão que usei (“o próprio governo VENDIA A IDÉIA de que sua importância internacional estava atrelada à rodada Doha”) se presta a mal entendidos. O Brasil baseou sua política externa na integração da América do Sul e na aposta de fortalecer um eixo sul-sul, de forma, entre outras coisas a permitir um enfraquecimento, digamos assim, da liderança da União Européia e dos EUA em assuntos vários, sendo um dos principais os acordos comerciais na órbita da OMC. O sucesso destas duas vias combinadas alçaria o Brasil a uma posição bem mais proeminente e um agente incontornável em certas questões e, tão importante quanto e correlacionado, á abertura de mercados e incentivo a nosso crescimento econômico. Pois bem, para que aquele eixo se firmasse (e a posição e os ganhos econômicos) a rodada Doha era essencial, tanto que Lula e Amorim se empenharam muito nela. É claro que ninguém no governo usou a expressão que eu usei acima, pois isso aqui é um blog (como eu disse, não se espera de diplomatas este tipo de declaração) – o que não quer dizer que compondo as falas ditas, a estratégia tomada e a inserção disso na política externa mais ampla estivesse evidente que o sucesso da Rodada Doha, com ganhos substanciais ao Brasil e ao G-20, estava atrelada à posição internacional do Brasil. Ou você acha que se tivéssemos conseguido algo próximo do que queríamos o governo agora não estaria fazendo publicidade e, mais, o Brasil não seria visto como um agente ainda mais de peso na arena internacional, para justo regozijo do Lula, do Amorim, seu e meu? Quando o cenário era otimista até O Globo destacava a liderança brasileira e a novidade mencionada mundo afora.
Apesar do fim da rodada, o Brasil ganhou proeminência (eu não disse o contrário). Mas isso é “apesar”. Esse é um efeito secundário, pois duvido que o Lula ou o Amorim estivessem querendo só ser considerados páreo duro ou um agente importante. Eles queriam o sucesso, resolver as pendengas, chegar a um acordo – até porque com isso nossa posição hoje seria efetivamente muito forte.
Quem não queria o bom fim da rodada, foi bem sucedido. Quem queria que ela vingasse não com as propostas do G-20, mas não dependia tanto dela para seu desenvolvimento econômico, um fracasso da mesma não trouxe maiores problemas (curiosamente, se houvesse uma abertura do setor de serviços bancários, EUA e Europa poderiam ter repassado a nós seus problemas, mas isso ninguém previa mesmo, então não faz diferença). Neste sentido, o governo malogrou (e, segundo o Aurélio, malogro é sinônimo de fracasso, outra palavra talvez forte). Lembrar as dificuldades de um país com menos recursos pode ajudar a entender o processo e tudo o mais, mas não muda o resultado das coisas, sobretudo para um governo que obviamente sabe das dificuldades e mesmo assim apostou muitas fichas no assunto. E malogrou em seus intentos.

João Paulo Rodrigues em março 19, 2009 11:45 PM


#128

Correção:
"Esse é um efeito secundário da rodada,"

João Paulo Rodrigues em março 19, 2009 11:52 PM


#129

Primeiro Arranhaponte negue que a Telebrás dava lucro antes da privatização, negue que temos o serviço de telecomunicações dos mais caros do mundo, que pagamos mais caro que alguns países da Europa, mas não temos IPTV, WiMax , o 3G é uma merda por aqui. Ou seja, nossos serviços de telecomunicações continuam ineficientes.Negue que os mesmos que antes não conseguiam pagar 4 mil reais para comprar uma linha telefônica , agora não conseguem ficar pagando 40 reais pro mês só de assinatura, fora a tarifa que explodiu desde a privatização. Negue que exista a “universalização perversa”, que é o monte de gente que compra celular pré-pago só pra receber ligação.
Se é preciso pedir que você comece a argumentar...

Rodrigo em março 20, 2009 12:53 AM


#130

O comentário que precede a este aqui (#129) fala sobre os lucros (creio que anuais, apresentados em balanço) antes da privatização (e, portanto quando existiam as empresas telefônicas estaduais) da TELEBRÁS.

No sentido de colaborar lembro que a TELEBRÁS era uma empresa holding. A empresa foi criada (se não me engano em um dos governos militares) destinada mais a gerir (e uniformizar) o setor do que obter lucros. Lucros estes que provinham dos resultados das diversas empresas e do resultado das ligações interurbanas.

Eu fiquei curioso, é nesse caminho mesmo que vocês estão querendo comentar? Um governo é medido pelo lucro da TELEBRÁS? Só uma lembrança, os serviços telefônicos em nosso país sempre foram caros! Saudações.

Paulo Z em março 20, 2009 9:07 AM


#131

Esse debate sobre privatização, nos termos em que a Direita o coloca, é de uma pobreza sem fim, reduz-se a uma discussão sobre tarifas, esquecendo-se do principal: num sistema privatizado, quem pode pagar (e caro, muito caro, sou velho o suficiente para saber que pré-privatização a compra da linha era cara, mas a conta telefônica propriamente dita saía por quase nada) tem tudo, quem não pode pagar, não tem nada. Se o sistema continuasse estatizado, poderíamos pensar em universalizar acesso a Internet, colocar os pobres diretamente em contato com os serviços públicos, facilitar o processamento de demandas por serviços sociais, debates políticos... Como está, só cabeças reacionárias e estéreis é que podem achar que está tudo muito bem porque todo pé-rapado tem acesso a um pré-pago para receber ligações... Que tristeza.

Carlos em março 20, 2009 12:39 PM


#132

Sim, tenho saudades da Telesp, eu confesso. Choro todos os dias.

Mas enxugo as lágrimas quando vem uma cobrança indevida da Telefonica. Ou quando preciso utilizar os serviços da mesma. Ou quando não consigo completar uma ligação do Tucuruvi para o Jaçanã, às 5 da tarde. Ou quando vejo as tarifas do meu celular, comprado somente pelas benesses que a privatização trouxe. Aí, meus amigos, eu vejo que estava errado. A privataria... desculpem, a privatização foi ótima, mesmo.

Fernando Romano em março 20, 2009 1:36 PM


#133

Fernando Romano, vc me deixou de olhos marejados. Mas sua saudade da Telesp é fácil de matar: cancele todas as suas linhas telefônicas, e use apenas orelhão. Era assim que a maioria absoluta da população paulista fazia na época da saudosa Telesp: sem telefone em casa, usava-se os telefones públicos. Sei que vc tb morre de saudade das fichas, mas isso acho q não vai dar para resolver, vai ter q ser no cartão mesmo...

Gigio em março 20, 2009 1:41 PM


#134

Bo, o Arranhaponte chutou o balde e foi fazer um postzinho.
É, se não sabe brincar, não brinca...

Rodrigo em março 20, 2009 4:15 PM


#135

Não dá Gigio, orelhões também passaram à Telefonica... embora naquela época, curioso, eu possuísse telefone em casa. Você não tinha?... Que pena. Bom, pensarei na sua idéia, que não é má; levarei em conta o seu imenso conhecimento de como a "população paulista" fazia na época da Telesp. Quem sabe assim a Telefonica se toca, porque ter uma linha da Telefonica ou não, dá no mesmo. Enquanto isso, Gigio, minha hiena, divirta-se com o "serviço" deles, que é excelente...

Um abraço

Fernando Romano em março 20, 2009 5:27 PM


#136

Idelber,

o Lula só chegou onde chegou internacionalmente pelas mãos de FHC. FHC abriu o Brasil para o mundo e tinha muita credibilidade, o Lula entrou nesse contexto.
O Lula deveria, sim, aprender mais idiomas, ou pelo menos, falar português corretamente.

André Abreu em março 20, 2009 5:50 PM


#137

André, veja como são as coisas: do ponto de vista dos estudos linguísticos que, suponho, deve ser a área a ser ouvida neste caso em particular, a expressão "falar português corretamente", quando aplicada a um falante nativo, não faz o menor sentido. Há bem mais de meio século, aliás. Isso não existe. Consulte qualquer linguista.

Você acha que Lula deve aprender idiomas. Eu já acho que você deve aprender mais linguística antes de impugnar o português de um falante nativo que, consta para meio mundo, não costuma ter grandes dificuldades de expressão.

Não me consta que FHC tenha aberto para Lula as portas de uma Casa Branca onde ele, FHC, foi desprezado e ignorado durante oito anos.

Há uma diferença entre abrir o Brasil para o mundo e abrir o mundo para o Brasil.

Idelber em março 20, 2009 5:59 PM


#138

André, não falar português corretamente é usar a língua de maneira inintelígivel. Só existe essa possibilidade de erro para o falante da língua. A idéia de regra na língua não supõe a atenção à norma de prestígio, mas a idpeia de respeito a um jogo onde os significados são compartilhados. Se o significante usado expressa esse significado, pronto, você já falou corretamente. Não m parece que um sujeito que se elegeu duasvezes presidente da república no Brasil possa falar incorretamente.

Tiago Mesquita em março 20, 2009 6:17 PM


#139

Eu diria que há um século, desde os neo-gramáticos, essa idéia do falar errado a própria língua é só uma forma de preconceito.
O que não significa que ao abrir o Brasil e tentado apostar em seu charme de intelectual, FHC também não tenha dado sua contribuição à abertura do mundo ao Brasil. FHC e Lula, com os prós e contras , foram um salto e tanto em relação aos militares , a Sarney e a Collor.

João Paulo Rodrigues em março 20, 2009 7:49 PM


#140

FHC desprezado e ignorado na Casa Branca durante oito anos? Deve ser então por isso que o Bill Clinton prefaciou o livro "The Accidental President of Brazil - A Memoir", do FHC. Tá na cara que ele resolver fazer uma média depois de tanto desprezo

F.Arranhaponte em março 20, 2009 8:46 PM


#141

Eu quis dizer de 2001 em diante, Arranha. Sim, eu sei que depois de 2003 FHC já não era presidente. Mas na Casa Branca foi desprezado por Bush de uma forma que Lula não foi.

(o que só demonstra o descaso e o unilateralismo de Bush, claro).

Mas dizer que Lula esteve na Casa Branca esta semana porque FHC abriu as portas é dose.

Idelber em março 20, 2009 8:49 PM


#142

Fernandinho, meu caro cervus alephus, não sabia que vc ainda não tinha passado da segunda infância. Só percebi isso quando vi sua felicidade ao dizer que tinha seu telefonezinho, e era isso que importa, né mesmo? Meu conhecimento da população paulista é o de qualquer um que interage com seus semelhantes, que sai de casa sozinho, etc. Quando vc entrar no pré e tiver seus amiguinhos vc vai entender .

Um abraço por trás.

Gigio em março 20, 2009 10:20 PM


#143

Caro Idelber,

o Fernando Henrique, é bom lembrar, é professor-at-large na Brown, uma das Universidades Ivy League, ou seja, uma das mais conceituadas dos EUA. O prestígio internacional que FHC conquistou para o Brasil foi o que levou Lula à Casa Branca.
Foi a partir do governo do tucano que o mundo começou a ver o Brasil como um país emergente.
Além do mais, as políticas do Lula foram uma continuação do governo do FHC, disfarçadas com um populismo barato quase venezuelano.

André Abreu em março 21, 2009 2:17 AM


#144

Êci pôvu da dirêita çaum mêrmu muinto reacionáriu. Tôduz nóiz çábi ki a gramatika çérvi cômu ki un cabrêstu ki a zeliti póin nim nóiz pra módi amordassá a linguaji populá e permiti ki a crássi duz oprimidu permanêssa séin vóis e impedí ki nóis si revoutêmuz contra uz burguêziz.

Márkuz Báguinu em março 21, 2009 2:52 AM


#145

Certo, André, combinemos que foi um curso de FHC em Brown que levou Lula à Casa Branca. Como dizemos por aqui: whatever.

Idelber em março 21, 2009 3:05 AM


#146

André Kenji, só uma correção: Berkeley e Stanford não são Ivies.

Idelber, diz o FHC em seu livro A Arte da Política - a história que vivi que foi convidado pelo Robert Bella, diretor do Departamento de Sociologia, para assumir um posto permanente em Berkeley, no lugar que era do Habermas, que voltava para a Alemanha. Segundo o FHC, não aceitou tendo em vista a desproporção intelectual entre quem saía e quem chegava...

Ruth em março 22, 2009 3:11 PM


#147

Ruth, obrigado pela lembrança. Eu li A arte da política, mas confesso que não me lembrava desse trecho. Julgando-se pelo seu relato, é mais uma daquelas declarações de FHC nas quais tenho tremenda dificuldade em acreditar. Creio, sim, que ele pode ter recebido a oferta e recusado. Mas por não se achar à altura de Habermas? Alguém realmente recusa uma oferta pela única razão de que não se julga à altura do antecessor? Ainda mais uma pessoa da vaidade de FHC!

Haverá leitores que dirão que é implicância minha, mas no meio universitário (pelo menos aqui) é considerado de extrema deselegância revelar publicamente que se recusou uma oferta de tal ou qual lugar. Eu, pessoalmente, jamais diria quais lugares me ofereceram empregos que recusei. É deselegante com o colega que era a segunda opção da instituição e que aceitou o cargo. Enfim, não me lembro do episódio, como lhe disse, mas me parece totalmente verossímil: é puro FHC...

Idelber em março 22, 2009 5:24 PM


#148

Idelber, para tirar a teima, segue link da versão on line do livro. Confira a página 16, in fine. Quanto à recusa, talvez se deva à grande admiração que ele tem pelo Habermas, que muito influenciou a sua obra, sem dúvidas.

http://www.scribd.com/doc/6986306/Fernando-Henrique-Cardoso-A-Arte-Da-Politica-a-Historia-Que-Vivi

Ruth em março 22, 2009 7:42 PM


#149

Ruth

Errr.. Eu nunca disse que são. Se bem que esse negócio de Ivy League descamba para a viadagem: vide a recente disputa entre Keith Olbermann da MSNBC e Ann Coulter por causa de Cornell...

Andre Kenji em março 23, 2009 12:41 AM


#150

Idelber,
Nas próximas semanas esse post deve receber comentários dos meus alunos que têm entre 14 e 16 anos. Vamos ver no que dá...
Abraço,
Camila

Camila K. G. em março 28, 2009 4:22 PM


#151

Legal, Camila, gostei muito da iniciativa :-)

Idelber em março 28, 2009 6:27 PM


#152

[Camila 9B 06]

Idelber,
tenho 13 anos e sou aluna da Camila K.G. Li os comentários e o seu post. achei a linguagem meio difícil,mas consegui entender. Vou falar minha opinião sobre o governo Lula.

Não acho que é totalmente ruim, tem seus pontos fracos e fortes, e o fato do Lula não falar corretamente e não saber outra língua não vem ao caso, pois existem tradutores, e como você já disse aqui, isso pouco importa.

Foi bom o fato da reunião, acho que o Lula ajuda nosso país a crescer, ou pelo menos um pouco, tanto que,comparados a outros países, até que estamos bem na crise. mas existem muitas coisas a melhorar.

Espero que acate a minha opinião e responda,se puder. ^.^

Abraços,
Mari.

Mari T. / nº 27 / 9ºB em abril 2, 2009 7:02 PM


#153

Esse é o cara de pau e pelego que serve aos ricos e arrocha, reprime e engana os pobres

O aplauso e entusiasmo demonstrado pelo atual gerente dos Estados Unidos, Barack Obama, em rodinha de líderes no G20, sobre o pelego-mor Luis Inácio Lula da Silva, dizendo que ele é o “político mais popular da Terra”; e que “Esse é o cara! Eu adoro esse cara!” é mais uma evidência do maléfico papel a que esse oportunista tem se prestado. No Brasil, o pelego-mor Lula faz tudo o que mandam seus patrões imperialistas, ou seja, salvar os banqueiros, grandes industriais e latifundiários da crise e reprime e arrocha os trabalhadores e os camponeses pobres.


O elogio do gerente imperialista veio um dia após o demagogo Lula fazer côro com a ridícula proposta de salvar o capitalismo, moralizar os bancos e assumir o compromisso do Brasil injetar dinheiro no FMI. Lula fez a indecorosa proposta do nosso país, semi-colonial, onde mais da metade da população sobrevive com menos de um miserável salário mínimo; injetar dinheiro nesta agência financeira imperialista dominada pelo USA.


George W. Bush também mostrava a mesma afinidade com o oportunista Lula. Depois de eleito, antes mesmo tomar posse, Lula esteve em Washington, em 10 dezembro de 2002, a convite do então gerente do imperialismo ianque. Depois do encontro com Bush, anunciou os nomes do presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, do Ministério da Fazenda, Antônio Palloci e da Ministra de Meio Ambiente (cuja pasta decide sobre Amazônia), Marina Silva. Tal relação de servilismo continua durante todo governo FMI-Lula.


Neste último período de crise escancarada do capitalismo, Lula já entregou mais de 400 bilhões para os bancos, montadoras de automóveis, construtoras e outros grandes monopolios estrangeiros e nacionais e para os latifundiários. Enquanto isso, mantêm arrochado o miserável salário mínimo, quer aumentar o limite de idade para os trabalhadores se aposentarem, reforça a repressão policial contra os pobres, apóia a construção de o 11 mil metros de muro de 3 metros de altura para segregar os pobres nas favelas da zona sul do Rio de Janeiro e facilitar o genocídio e os ataques perpetrados diariamente pelas hordas policiais.



Liga Operária em abril 2, 2009 11:51 PM


#154

Oi, Mari:

Muito obrigado pelo seu comentário! Claro que aceito a sua opinião. Não só aceito como concordo com ela. Você escreve muito bem, Mari! Vocês estão de parabéns e o que a Professora Camila está fazendo é uma ótima idéia.

Parabéns pela sua escrita, que é linda. Volte sempre que quiser aqui ao blog.

Um abração,

Idelber em abril 3, 2009 3:36 AM


#155

Idelber,
acabei achando seu blog pelas "mãos" do Pedro Doria. Como vi que respondes a cada comentário, acabei ficando.
E só para avisar: eu me redimí:
http://andreabreu.wordpress.com/2009/04/02/lula-e-o-cara/

André Abreu em abril 3, 2009 11:17 PM


#156

Valeu, André, mas é bondade sua. Eu não respondo a todos os comentários, porque com o volume que tem a coisa por aqui, seria impossível. Mas todos são lidos, sim, com muita atenção :-)

Idelber em abril 3, 2009 11:26 PM


#157

Idelber, como proposta da professora de atualidades Camila, li o seu texto e também os comentarios.
Eu acho que realmente precisamos desse empurrãozinho como o que voce está dando para estimular nosso país e principalmente a população. Deixamos ser levados pela influencia de que somos país de terceiro mundo, e os EUA são os líderes eternos. Somos sim capazes de ter um importante papel mundial. Porém, não acho que o presidente tem muita responsabilidade pelo nosso crescimento. Não gosto do governo Lula, e acho que como o representante da nossa nação, ele não tem a postura necessaria, ao falar em publico, e ao usar suas "brincadeirinhas". O fato de ele não falar ingles talvez não seja tão crucial, mas o fato de ele nems aber falar a própra lingua de seu país, literalmente, não é bom, e não causa uma boa imagem lá fora. Espero que isso mude, e fico muito feliz pelo grande passo que demos nessa recente reunião. Concordo com voce em relação á não necessidade de falar tantas linguas, mas eu acho que FHC tinha a postura de um presidente de um país que é sim capaz de ter uma posição mundial importante. Podiamos ter o papel atual de lula, no corpo do FHC! Então concordaríamos com o Fórum Social Mundial: "Um outro mundo é possível."

Luiza B. 9B-24

Camila 9B 06 em abril 7, 2009 3:52 PM


#158

eu acho que o esse encontro na dara muito certo pois o lula nao fala ingles e o barack nao fala portugues... nao acabara resolvendo nada.

15 9b em abril 7, 2009 3:56 PM


#159

Idelber, estou escrevendo como proposta da nossa professora Camila.
Gostei muito da sua idéia de fazer um blog sobre esses assuntos. Como já foi citado, não tenho nada contra o fato do Lula não saber falar em Inglês, mas o próprio protuguês é um problema, pois suja a nossa imagem no mundo afora. Somos capazes de ter um importante papel mundial. Nisso, o FHC era melhor, em mostrar quem o Brasil é para o mundo.

Laura 9B 20 em abril 7, 2009 6:35 PM


#160

Olá Idelber.
Sou aluna da professora Camila, e tenho 13 anos e venho por meio deste dar a minha opnião em relação ao seu post:

Creio que todos o seres humanos têm qualidades boas e ruins. Algumas dessas qualidades que podem não fazer falta na vida de quaisquer um, mas quando se é um presidente pode ser muito necessário. Porém estou de acordo que para ser presidente não é necessário ser poliglota, mas é necessário compreender o mundo, saber como colocar o Brasil no lugar que ele merece.
A imagem brasileira no exterior, não é boa, e eu acho que no fator imagem o governo do FHC era melhor. Se bem que agora o desenvolvimento brasileiro está muito bom, e com a crise, nós somos um dos países que está se mantendo de uma forma positiva.
Então, eu acho que o governo do FHC e o governo do LULA tiveram vantagens e desvantagens, e que não é muito correto comparar um com o outro, pois eles são diferentes e pensam de modos diferentes.
Assim podemos dizer que os dois governos foram bons, e ajudaram a melhorar a sociedade e o país no qual vivemos.

Mahya 9B 25 em abril 7, 2009 9:50 PM


#161

Idelber,
Também sou aluna da professora de atualidades Camila, li o seu texto, e achei o assunto muito interessante e polêmico. Eu acho que o que deve causar a imagem do Brasil, no exterior, é o crescimento do país. Tanto econômica quanto socialmente. Não importa se o nosso presidente fala ou não, uma lingua que não é a do país que ele governa, desde que ele governe o país corretamente. E isso implica vários outros conceitos polêmicos...
Parabéns pelo blog,
Julia

Julia R 9B -18 em abril 7, 2009 10:02 PM


#162

Lula e Obama, são líderes populares em seus respectivos países. Ambos tem origem em famílias humildes, com histórias de vida muito impressionantes. Os dois defendem mudanças fundamentais na ordem econômica mundial. Por isso pode-se esperar uma relação extremamente importante e talvez, a formação de uma parceria que possa influenciar no desenvolvimento de políticas sócio-econômicas no arredor do mundo.

Brunitão 9B 05 em abril 7, 2009 10:06 PM


#163

Idelber,

Primeiramente gostaria de dizer que sou aluno da Camila.
Li o texto e no fim concordo com o que você disse - chefe de Estado não deve ser poliglota, não adianta saber falar as línguas extrangeiras e não saber dialogar (não estou me referindo ao FHC, até porque na época do mandato dele era novo de mais para ter uma opinião sobre política). O argumento "olhe como vivemos em um país de terceiro mundo, o presidente não sabe nem falar inglês" é extremamente patético.
É inegável que o Lula tem o carisma para falar com presidentes de outros países, só a foto do seu post comprova o que eu disse (mesmo que ele fale umas besteiras aqui ou ali, creio que a última foi algo como "a crise financeira foi causada por atos irracionais de homens brancos de olhos azuis").
Mesmo não sendo o maior entendido de política, vejo que é possível enxergar falhas no governo Lula, mas não vale a pena entrar nesse assunto agora.
A propósito, achei o blog muito bem feito, parabéns.

Obrigado.

Fernando 9B 12 em abril 7, 2009 10:29 PM


#164

Eu tambem sou aluna da professora Camila e queria dizer que Lula e Obama, cada um é líder de seu país, sua nacao.Os dois tem semelhancas de vida, vieram de familias simples e historias vividas emocionantes.
Defendem mudancas na economia mundial. Mesmo falando linguas diferentes, ainda podem formar uma boa parceria que poderia influenciar na politica socio-economica do mundo.

Raffaella 9B em abril 7, 2009 11:10 PM


#165

Idelber,
Eu sou aluno da Camila.
Gostaria de dizer que o blog esta bem feito e com materias muito interessantes como essa do encontro de Lula e Obama.
Lula e Obama sao muito populares em seus paises.Talvez por terem vindo de familias menos favorecidas.O fato de Lula nao falar ingles nao importa muito porque na verdade querem defender as mundancas economicas mundiais.Os dois tentam favorecer as familias mais humildes, por isso sao questionados com relacao as outras classes sociais.
Obrigado.

Renee 9B 33 em abril 8, 2009 5:23 PM


#166

Idelber,
Na minha opinião, o melhor andamento da economia brasileira no governo Lula foi fruto de medidas tomadas pelos governos anteriores,como o de FHC que conseguiu estabilizar a economia e gerou o que ela é hoje.
O bom relacionamento do Brasil com os Estados Unidos é realmente muito importante, bem como a política externa em geral, mas para o Brasil deixar de ser um país emergente e se tornar ainda mais importante no cenário global, é preciso ter mais do que um presidente carismático,ou que fale várias línguas,é urgente que acabe o desvio de dinheiro público.Merecemos um governo que não seja corrupto e que invista na melhoria da educação, saúde e outras áreas,somente assim seremos visto como um país sério e nos posicionaremos melhor na economia global.

Carolina 9B n7

carolina em abril 8, 2009 5:50 PM


#167

Idelber,
Eu acho que o Lula realmente não precisa ser o "biscoito fino" que foi FHC para ser um bom presidente e se dar bem com outros líderes, mas falar outra língua ajuda. Principalmente para mostrar uma imagem melhor do Brasil lá fora.

Julia 9B 19 em abril 8, 2009 6:19 PM


#168

Gostaria de dizer que sou aluno da professora Camila. Li o texto e os comentários que achei muito interessantes.
Na minha opinião o presidente de um país não precisa ser poliglota para governar uma nação. É preciso saber representar seu país e governa-lo corretamente.
Ambos tem semelhanças em suas vidas, como por exemplo veem de famílias mais humildes. Muitas vezes são criticados injustamente. Mesmo com algumas diferenças, Lula e Obama fariam uma boa parceria que poderia influenciar na política e na economia mundial.
Gostei muito do blog.Parabens!!!
Obrigado.

Daniel 9B n 8 em abril 8, 2009 9:23 PM


#169

Eu tambem sou aluna da Professora Camila e assim como o Dani gostei muito dos comentarios sobre o blog.

Na minha opiniao um presidente não precisa necessariamente ser um poliglota, porem isso facilitaria a comunicao com os grandes lideres internacionais. O que quero dizer é que o fato de FHC falar seu ingles de 'yazigi' nao quer dizer que seja melhor que Lula que nao sabe falar ingles.

Entao é isso, beijao e parabens pelo blog. =D

Marina Hadrich Silva em abril 8, 2009 10:19 PM


#170

Eu sou aluna da Professora Camila e concordo com meus colegas que o seu blog está muito bom. Eu acredito que esse encontro entre o Lula e o Obama pode dar certo porque os dois tem o mesmo discurso, porém me parece que o Obama além de falar bem, age bem, mas o Lula pelo que já vi, fala bem mas o seu principal objetivo é se manter no poder a qualquer preço.
Obrigada, e parabéns pelo Blog.

Luiza Maluf - 9 B em abril 8, 2009 11:33 PM


#171

Oi, também sou aluna da Professora Camila e achei o seu Blog interessante. Os comentários a favor do Lula eu discordo, pois acho que o Obama vai trabalhar em favor dos pobres mas também reerguer os USA, já o Lula está ajudando os pobres mas apenas para serem usados e conduzidos a seu favor, mesmo assim acho que a reunião pode dar certo.
Obrigada e tchauzinho.

Marina Fernandes 9 B em abril 8, 2009 11:44 PM


#172

Primeiramente sou aluno da professora Camila. Gostaria de dizer que de um certo modo concordo com sua opinião sobre o Lula, que o presidente de um país não precisa ser poliglota para governar uma nação, mas nao saber falar portugues direito... isso complica as coisas. Apesar de que isso é só uma pequena coisa, pois o governo Lula conseguiu gerar uma economia estavel.
Idelber, achei seu comentário muito interessante Gostei

Ian em abril 9, 2009 2:04 AM


#173

Idelber,

tambem sou aluno da Professora Camila e gostei muito do texto e dos comentários.
Percebi no texto que não é pelo fato de o presidente não saber idiomas, que sua política externa terá problemas, o importante é representar a experiência do povo e governar bem.
E como nesse caso, que Lula não fala inglês e Obama não fala português, a comunicação entre os dois países é muito mais entre olhares e sorrisos.
Juntamente com isso, o fato de Obama ter sido o primeiro presidente negro na história dos EUA, vai reforçado a idéia do FSM: outro mundo é possível.
Obrigado
9B 34

William 9B 34 em abril 9, 2009 2:26 PM


#174

Idelber,

Primeiramente, sou aluno da professora Camila. Concordo com o Ian quando ele disse que um Chefe-de-estado não precisa ser poliglota para governar um país e tal... mas vale lembrar que além dos erros de português e de sentido (lembram-se quando ele disse "Graças a Deus que a crise não cruzou o atlântico") a economia só está estavel e bem protegida da crise por que o Lula continuou com a política economica do FHC.
Também acho injustas as críticas que todos vem fazendo ao governo FHC pois em 1.999 houve uma forte desvalorização do real, devido a crises financeiras internacionais (Rússia, México e Ásia) que levou o Brasil a maior crise financeira da história, além de aumentar os juros reais e aumentar a dívida interna brasileira e foi ele que conseguiu reverter isso.

Obrigado

Victor 9°A 34 em abril 24, 2009 4:53 PM


#175

Idelber, parabens pelo seu blog! esta muito bonito!

eu tambem sou aluno da camila...

eu nao gosto muito como o Lula governa o Brasil, primeiro porque ele nao sabe nem fala Ingles e quando fala o portugues...me da ate vergonha!e tambem, quando veio essa crise para o Brasil ele falava que ela so era uma marolinha, enquanto nos Estados Unidos era um tsunami! Em ralacao a parte dos Estados Unidos tudo bem, mas ao Brasil...

Um forte abraco

Pedro, 9A 27 em abril 28, 2009 5:11 PM


#176

Caro Idelber,
Achei o texto muito bom e os comentários também o complementaram muito.
Eu particularmente não havia tomado consciência ate agora de que Lula não fala Inglês, língua tão útil. Mas realmente, mesmo a língua sendo muito requisitada atualmente não atrapalha Lula não dominá-la quando se trata do comercio exterior. O que importa é se mostrar um bom governante, representando o povo de seu país.
Vemos na foto que eles não se falam, apenas sorriem com um aperto de mão amigável, não podem se comunicar pois um não fala a língua do outro, Lula não fala inglês e, tampouco Obama fala português, porem esta comunicação vai muito, muito alem do que apenas olhares e sorrisos.
Obrigada, adorei seu blog, tem coisas muito interessantes por aqui, parabéns!
Ju Mota

Julia Mota Ferreira 9c no. 18 em maio 5, 2009 8:52 PM


#177

Idelber,

Depois de muito perturbarem, meus alunos passaram a inserir comentários num blog que eu criei. Se quiser conferir, clique lá. Cace as pérolas, porque há. Sou "blogueira" de primeira viagem, diga-se de passagem.

Abs e obrigada pela força (está valendo a pena...)
Camila

Camila K. G. em maio 6, 2009 10:31 PM