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quarta-feira, 11 de março 2009

Secar Parreira: Tarefa de todo amante do futebol

O Fluminense contratou o Parreira. Eu até já posei com a camisa do Tricolor das Laranjeiras e o clube tem a torcida da pessoa mais simpática da blogosfera. Mas contará a partir de hoje com a poderosa secação deste blog – e urucubaca de atleticano é a coisa mais destrutiva que existe. Torcer contra Parreira é dever de todo amante do futebol.

Sobre Parreira, que chegou a inventar na Copa um patético 6-0-4, eu mantenho tudo o que disse em 2006: trata-se de um repetidor de manuais que copia o pior do futebol italiano, gagueja em inglês e pensa que é alemão. Em quarenta anos de carreira, ganhou um Campeonato Nacional (1984) e uma Série C com o Fluminense, teve uma grande temporada com o Corinthians herdado de Oswaldo de Oliveira e nos impôs a desgraça de ganhar uma Copa do Mundo que fez mais mal que bem ao nosso futebol. Durante o resto inteiro da carreira, acumulou fracassos e arrogância. Foi um zero no São Paulo, no Galo, no Santos, no Internacional. Em 2006, dirigiu a Seleção Brasileira mais patética desde que Cruyff fez Luisão Pereira perder o rumo de casa na Alemanha.

napoleão-2.jpg
A cara da Seleção de Parreira

Parreira conseguiu entregar a um ex-Ipiranga comandado por Felipão a derrota mais grotesca que o Galo já sofreu num clássico, um 4 x 2 depois de estar vencendo por 2 x 0. No Brasileirão de 1999, o Galo de Humberto Ramos perdeu a final para um Corinthians que lhe era superior. Na Libertadores de 2000, o Galo de Parreira foi eliminado pelo Corinthians porque se recusou a jogar. *

Com outras Seleções que não a brasileira em Copas do Mundo, Parreira acumulou dois empates, sete derrotas e nenhuma vitória, seis gols a favor e vinte e quatro gols contra. Acaba de voltar da África do Sul, onde fracassou de novo (e ali há talento). Nas poucas vezes em que vence, Parreira tripudia sem elegância. Na maioria do tempo, põe a culpa pelas derrotas em outrem.

Apesar de tudo isso, Parreira – por causa de Copa de 1994 – sempre enchou o peito para falar em nome da “eficiência”, praguejar contra o estereótipo de futebol-arte que traz na cabeça e destilar ressentimento contra Telê Santana. Parreira e Zagallo não se aguentam de inveja, porque ganharam uma Copa cada um, e não são amados por ninguém. Telê perdeu duas e é amado por todos.

Coisas do futebol.

* Ver correção aqui e aqui.



  Escrito por Idelber às 09:18 | link para este post | Comentários (82)


Comentários

#1

Tricolor morando em BH e aqui torcedor efetivo do Galo - pode-se torcer por mais de um time, sim -
faço minhas as suas palavras, exceto quanto a seleção de 74

abçs

rabbit em março 11, 2009 9:55 AM


#2

Idelber,

Uma correção: o Corinthians de 2002, vencedor do Rio-São Paulo, da Copa do Brasil e vice-campeão brasileiro, era formado em parte bela base deixada por Luxemburgo, o técnico que venceu o Paulista de 2001.

Darwinista em março 11, 2009 10:21 AM


#3

Idelber,
se não em grau, concordo em pelo menos número e gênero com o disseste sobre o pé-de-uva.
Acho, porém, um erro colocá-lo no mesmo bote que o Zagallo. Esse, é fato, tem algumas passagens lamentáveis (e penso em 74 muito mais que 98). Tem um grande quê de rabujento e invejoso. Mas tem carisma e, como jogador, se não brilhante, foi sempre muito útil (como Dirceuzinho, Zinho ou Valdo). Não me parece fato, tampouco, que não seja amado nem respeitado por ninguém.

Murilo em março 11, 2009 11:38 AM


#4

Excelente.
Assino embaixo, sobretudo no que se refere à copa de 1994. Aquilo foi a pior coisa que poderia ter acontecido ao futebol brasileiro e sua herança pode ser vista na mediocridade reinante em nossos gramados. Uma pena!
Esse senhor deveria pedir desculpas formais a todos aqueles que amam o futebol e prezam a camisa da seleção e depois se retirar para o canto obscuro da mediocridade, de onde nunca deveria ter saído.

Nando Silva em março 11, 2009 12:01 PM


#5

Idelber,
eu certamente estou do outro lado nesta questão. Não sou fã do Parreira, mas provavelmente só no Brasil um sujeito que dirigiu uma seleção campeão do mundo é tratado com tanto desprezo pela mídia. Em 1994 a grande aposta para o meio - Raí - fracassou, e Parreira teve que montar um mega esquema tático que segurasse o tranco numa Copa em que ganhar era obrigação. 1994 é incompreensível sem os traumas da década de 80. E estes não foram produzidos por ele.
Foi perseguido e humilhado pela imprensa paulista, que desconfiava de Romário e não aturava ver Parreira e não Telê ganhar. Eu lembro do que foi a TV Bandeirantes naquela época. E não esqueço. Nunca. No Corinthians, jogou com dois atacantes abertos, como pontas, num país que tinha matado os pontas duas décadas atrás. Em resumo, acho que está longe de ser um gênio como apregoa, mas é um técnico bom, que teve um lugar importante na história do futebol brasileiro e que auturou uma perseguição implacável da imprensa.
O que mais me espanta no Brasil é ver um sujeito como Leão ter tanta moral como técnico. Além de truculento, grosseiro e autoritário, o que ganhou de significativo esse cara além daquele campeonato do Santos?

João Marcelo em março 11, 2009 12:09 PM


#6

A verdade é que se dá muita importância a técnico. Técnico não é regente. Tem que apenas ser um motivador e não fazer besteira, ou seja, não interferir, como em 70. Só. Um bom time com um técnico apagado ganha. Um time ruim com um "excelente" técnico não faz nada.

João Paulo Rodrigues em março 11, 2009 12:28 PM


#7

Prezado Idelber,
Apesar de Tricolor, concordo em genero, numero e grau com voce. Parreira é um cancro no futebol brasileiro e sua contratação demonstra apenas a falta de criatividade dos dirigentes do Fluminense, falta de criatividade essa que se verá à farta dentro do campo nos proximos jogos do time.

Geraldo Vida em março 11, 2009 1:06 PM


#8

Idelber, o Parreira de fato é patético. Nada como o lançamento de "Formando Equipes Vencedoras" em agosto de 2006 para sacarmos o que a fera supracitada entende por eficiência. Um "worst-seller" de primeira.

Mas não dá pra meter o Mario Jorge "Eric J Hobsbawn" Zagallo no mesmo barco. E também não dá pra equiparar, como faz o Murilo, o Zagallo jogador a Valdo e Zinho (Dirceuzinho eu não vi jogar).

Pra começar, Zagallinho jogava muito, meus amigos. Ou pelo menos jogou muitíssimo na Copa de 58, cujas partidas eu tive o prazer de assistir em video (e sem slow-motion, que é o inferno das imagens de arquivo do futebol). Veloz, voluntarioso, disposto a voltar para marcar e OFENSIVO, apesar da injusta fama de embromador que recebeu. Um cara que foi decisivo na primeira Copa brasileira metendo gol, marcando, roubando bola, salvando gol em cima da linha, dando passes importantes está mais perto da categoria de herói nacional do que da de medíocre.

Como técnico, acho-o bom. Pra começar, campeão em 70 com um puta timaço jogando lindamente. Isso não é ignorável. Sua passagem pela comissão técnica em 94 também é interessante. O time era uma merda e mal montado, mal selecionado e mal escalado. Mas o Velho Lobo teve papel decisivo ali, motivador obsessivo que é. Ainda que com futebol ruim, voltamos a levantar o caneco depois de 24 anos. Em 98, montou um belo time. Rivaldo, Leonardo, César Sampaio. Grandes jogadores, time ofensivo. Só deu merda mesmo por causa do viado do Ronaldo.

E temos ainda a inesquecível passagem do Lobo pelo Mengão. Ele nos comandou nos títulos estaduais em 2000, quando o Fla foi bicampeão, e em 2001, no tri (sempre em cima de grandes times do Vascão). Os rubro-negros amam Zagallo. Ao longo dessa passagem pelo Fla, ele nos insuflou como há muito não éramos insuflados. Dia de jogo era sempre Zagallo na TV: "PRECISAMOS DE VOCÊ, RUBRO-NEGRO, CONOSCO HOJE NO MARACANÃ ETC ETC". Certeza de casa cheia.

E, sobretudo, é um homem de espontaneidade e originalidade raramente vistas no futebol atualmente. Fala com paixão do jogo, vê uma beleza naquilo ali. Respeitemos o velhote, é um dos gigantes do futebol mundial. Bem diferente do Parreira.

Em tempo: permitam-me recomendar o dvd de "1958: o ano em que o mundo descobriu o Brasil", de José Carlos Asbeg, à venda nas melhores lojas do ramo. A melhor e mais completa documentação audiovisual já feita da conquista do mundial da Suécia pelos brazucas.

Tiago em março 11, 2009 1:22 PM


#9

nao precisa nem secar. estou com a impressao que esse Fluminense nao vai muito longe nao... com Fred, Tiago Neves e tudo mais...

Jasão em março 11, 2009 1:47 PM


#10

Opa, roubei o título carioca de 2000 de Abel Braga e transferi para o Velho Lobo no comentário aí em, cima. Desculpas ao Abelão.

Tiago em março 11, 2009 1:47 PM


#11

Eu adoro o Parreira. Errou em 2006, mas acertou em 1994.
O Brasil não ganhava copas a 24 anos e não tínhamso craques no meio-campo. Ele transformou o corinthians num time muito bom, apesar do elenco limtiado em 2002.
E Deu um show na copa das confederações, exaltando o futebol arte.
Infelizmente errou em 2006 ao não colocar os melhores em campo e permitir falta de foco e bom preparo da seleção.

Mas é muito superficial sua análise do Parreira. Diz que com outras seleções ele só conseguiu dois empates, mas não diz quais foram essas seleções (teria sido a Itália? Inglaterra? Talvez um time médio como o México? Não, eram times lá do oriente médio).
Ele foi campão brasileiro e vice, e conquistou uma copa do mundo. Quantos técnicos (no mundo) têm um currículo como esse?
E eu nunca vi o Parreira colocando a culpa nos outros.

Manoel Galdino em março 11, 2009 2:12 PM


#12

Não é difícil secar o Fluminense, já faço isso naturalmente. Concordo com o exagero em torno das loas ao Parreira, realmente ele como técnico não foi tão genial assim. Em 2002, o Corinthians jogava um futebol em que prendia a bola morosamente e só atacava quando "tinha certeza". Quem gostava achava "eficiente" e "moderno". Mas era somente chato. Chato bagarai. Ainda bem que Diego e Robinho, no fim do ano, mostraram o que está mais próximo do futebol brasileiro.

E, Tiago, dos comentários 8 e 10, o técnico do Fla no título de 2000 era o Carlinhos. Abelão foi em 2004.

Raphael Perret em março 11, 2009 2:37 PM


#13

Idelber, também considero o Fluminense o time mais simpático do Rio, e pessoalmente, nada tenho contra o Parreira. Acho-o inclusive muito simpático e bem articulado, o que rende boas entrevistas. E até concordo contigo sobre o "academicismo" em excesso dele. Mas sei lá, acho que existem alguns treinadores que se encaixam em determinados clubes. É o caso de Muricy e São Paulo, Carlos Alberto Silva e Guarany, Levir Culpi e Galo, Parreira e Fluminense, não acha? Abraços!

Marmota em março 11, 2009 2:40 PM


#14

Tiago,
nenhum dos dois era craque, mas Zinho e Valdo jogavam muito. É verdade que, para mim, sempre renderam mais nos clubes que na seleção (muito embora Zinho tenha sido campeão do mundo). Assim como Zagallo (e o Dirceuzinho, na minha opinião o melhor da turma) tinham habilidade, eram aplicados e versáteis.
Nenhum deles jogou pelo meu Timão, mas teria ficado feliz com qualquer um deles.
Murilo

Murilo em março 11, 2009 2:41 PM


#15

Precisa secar não, deixem-no trabalhar em paz. Parreira irá montar o time mais chato do mundo, como sempre fez por onde passou.A torcida rapidinho irá se irritar e pedir a sua cabeça.

Avatar1 em março 11, 2009 3:16 PM


#16

Idelber,

Há um erro factual em seu post. O treinador do Galo na Libertadores/2000 foi o Márcio Araújo. O Parreira foi treinador na Copa João Havelange e na Mercosul. É um passado para ser esquecido. Felizmente agora temos o melhor do Brasil.
Lincoln.
PS: vc recebeu meu e-mail?

Lincoln em março 11, 2009 3:17 PM


#17

Confesso q desanimei tb quando li isso. Eu não gosto do Parreira, acho-o incompetente. Mas enfim.
Deixar de torcer? Nem amarrada. Será q dá pra torcer pros jogadores fazerem tudo diferente do q o Parreira diz? :P

(Obrigada pelo elogio introdutório, Idelber. Fiquei mais vermelha q lava saindo de vulcão... :) )

Bjs.

Lucia Malla em março 11, 2009 3:54 PM


#18

concordo com o Tiago #8.

Além de ser vanguarda como jogador - ajudando na pratica a estabelecer o 4-3-3 -, ele tem menos UM mérito, ENORME, na Copa de 70.

Mandou o esquema tático as favas e botou os melhores pra jogar. Arrumou lugar no time para Rivelino, Tostão e Piazza, por exemplo, que jogaram a copa fora de posição, no lugar dos especialistas Edu, Dadá e Zózimo (eram esses, né? Não lembro direito)

Isso é MAIS do que fez Telê em 1982, quando se viu sem Reinaldo e sem nem mesmo o jovem Careca. Botou o trombador/pivô Serginho pra jogar num time em que um pivô não fazia sentido. Mal comparando os times de 70 e 82, quem sabe o que teria acontecido se Zico jogasse "improvisado" na frente, abrindo espaço para Batista e Cerezzo juntos no meio.

Mas isso seria retrancar demais o time certo?

inteh
z.e.h.

Z.E.H. em março 11, 2009 4:05 PM


#19

Mais respeito, por favor. Se não fosse o Parreira, o Brasil estaria na fila até hoje, não seria nem sequer Tetra Campeão.

Nick Ellis em março 11, 2009 4:22 PM


#20

caraca, minha memória foi pro caralho. troquei carlinhos por abelão, mas algo agora me diz que era o carpegiani o técnico do flamengo no carioca de 2000. agora acho que começou com carpegiani e terminou com carlinhos.

abelão foi 2004 mesmo, fechou sua passagem pelo mengão escalando uma retranca que nos custou a copa do brasil. uma pena. ele é bom.

Murilo: você tem razão. Zinho e Valdo jogavam muito - mais o Zinho, acho eu. Mas Zagallo é gigante.

Tiago em março 11, 2009 4:46 PM


#21

Fica aqui o meu protesto como tricolor, o único do Brsil, "o resto são três cores" como dizia o Tricolor Nelson Rodriques, por sua torcida contra o Fluzão.
Só uma correção, o Parreira não "fracassou" na Á frica do Sul, Simplesmente por problemas de saúde na família ele indicou o Joel Santana para substituí-lo no cargo.
Vida que segue com "Joana de baixo do braço e o radinho contando direito a vitória do meu tricolor" como na Música Bom Tempo do Chico Buarque, Abraços e felicidade.

Roberto em março 11, 2009 5:17 PM


#22

Idelber

como personagem frequente nas torcidas do Galo , desculpe, TORCIDA DO GALO, e do Fluminense, aproveito esse espaço, embora saindo um pouco do tema, para uma obsrvação.

É o seguinte: a animação da TORCIDA DO GALO é espetacular, não preciso me alongar nisso.

Só que tenho ido muito a jogos no Rio e acho que as torcidas em minas estão longe da criatividade musical e coreográfica das torcidas cariocas.

A torcida do FLU, que está em lua de mel com o clube, no jogo recente contra o Botafogo, eu estav lá, deu um show de animação, mesmo quando perdendo.
Muitas músicas, modernas e antigas, funk, samba, muitas coreografias...
Pela TV, noto o mesmo nas torcidas de SP.
Não sei no RS, no PR...

A TORCIDA DO GALO, muito mais animada e fiel que a tricolor, afinal o GALO É UMA TORCIDA COM UM TIME, mantém as mesmas músicas nesse 12 anos em que a acompanho muito de perto.

Fico sonhando com a MASSA, que não para nunca de animar o time, com uma injeção de criatividade como as das torcidas que tenho visto no rio

Sei que há aspectos culturais envolvidos, mas minas é, sim, absurdamente musical e boa de dança...

abçs

r em março 11, 2009 5:20 PM


#23

Eu sou tricolor e, quanto ao Parreira, meus sentimentos são contraditórios. Eu acompanhei toda a campanha de 1984 no maracanã, não devo ter perdido mais do que uns dois ou três jogos - tinha 20 anos e muita disposição para aturar a massa. O time era muito bem armado (embora com dois cabeças de área e um esquema muito parecido com o da copa de 94).
Não gostei do time de 1994, mas tenho o prazer lembrar ter dito a alguns amigos, depois da primeira rodada da fase de grupos, que o Brasil tinha tudo para ser campeão. Claro que não gostei de ser campeão numa disputa de pênaltis, mas saí para beber e comemorar do mesmo jeito - era meu primeiro título mundial, aos 30 anos (o de 70 não conta, pois tinha apenas 6 anos de idade).

Enfim, não foi a melhor novidade da semana para nós, tricolores. Mas quando li no jornal que o patrocinador - Unimed, através do Celso Barros -, teria preferido contratar o Renato Gaúcho de volta, fiquei bastante satisfeito.

Radical Livre em março 11, 2009 5:20 PM


#24

Obs: o comentário 22 é meu, eu sou o "r", foi engano

(Eu gosto do Renato como técnico.)

Tá na hora: vamos assitir á liga dos campeôes!

abçs

rabbit em março 11, 2009 5:30 PM


#25

Caramba. Concordamos em alguma coisa, futebolisticamente falando. :-)

Nelson Moraes em março 11, 2009 5:31 PM


#26

assistir à

rabbit em março 11, 2009 5:31 PM


#27

Foi-se a época em que eu podia fazer posts sobre a história do futebol confiando só na minha memória. O Lincoln (comentário #16) está certo. O técnico do Galo na Libertadores de 2000 era o Márcio Araújo. Erro meu.

Mas a culpa foi do Parreira assim mesmo.

Idelber em março 11, 2009 5:48 PM


#28

A Copa de 2006 foi uma vergonha. Jogadores acima do peso, treinos abertos ao público com invasão de campo da mulherada, panelinha pra impedir que os mais jovens jogassem, panelinha pra que Cafu e Gordo conquistassem seus recordes, jogadores tomando cerveja na night durante a Copa, Ronaldo Gaúcho canela de vidro fazendo corpo mole, boicote ao Kaká que criticava a falta de vontade do time. Enfim, tudo isso com a anuência do Parreira, que ainda era garoto propaganda junto com as celebridades do time. Aquilo foi um festival de mediocridade, cafajestagem, falta de vergonha e desprezo pelo povo brasileiro que adora futebol e a seleção. Tinha algum perna-de-pau naquele time? Não. O Parreira é incompetente como técnico? Também acho que não. O que houve foi o que já disse anteriormente. E o Parreira, infelzimente, mostra-se suscetível a esquemas pouco confiáveis extra-campo. Então, vou secar o hómi.

Benedito em março 11, 2009 6:04 PM


#29

Lembrar que quem deu Copa ao Brasil em 94 foi um certo Baggio que chutou para fora.

Fabio S. em março 11, 2009 6:09 PM


#30

Roberto, essa história de que o Parreira voltou por "questões familiares" é conversa para boi dormir. Voltou porque fracassou. Vá por mim, um profissional que chega a esse nível, numa arena como o futebol, dificilmente abandona qualquer coisa por "questões familiares", a não ser em casos como, sei lá, a morte de um filho.

Parreira voltou porque fracassou mesmo. Andava levando vareio de bola de Tunísia e Angola, e estava em último lugar do Grupo D da Copa da África.

Idelber em março 11, 2009 6:25 PM


#31

Ah, Almirante, todos os shakespeareanos concordam quanto a matéria é futebol, não importando muito as cores da camisa ;)

Idelber em março 11, 2009 6:39 PM


#32

Z.H.E., isso não invalida o que você disse, mas houve uma ligeira troca de bolas aí: Zózimo não estava no grupo de 1970, Tostão já tinha lugar no time com Saldanha, e Zagallo teve, sim, o mérito de pensar Rivellino como ponta recuado e Piazza como quarto zagueiro.

Resta a discussão sobre se aquele time não teria dado o mesmíssimo baile no México com Edu na ponta-esquerda e Djalma Dias na zaga, como vinha jogando Saldanha.

Dadá, evidentemente, chega à Seleção com Zagallo (e Médici). Ele não era parte da equipe de Saldanha.

Eu concordo que Telê errou nas posições de centroavante e goleiro na Copa de 1982. Abração.

Idelber em março 11, 2009 6:53 PM


#33

JPR, eu concordo que muitas vezes sobredimensionamos a figura do técnico. Eu concordo com você que com um monte de jogadores ruins, nem um bom técnico salva.

Mas Um time ruim com um "excelente" técnico não faz nada é uma formulação enganosa, porque com um técnico excelente, mesmo jogadores limitados não exibirão certos tipos de ruindade: soberba, preguiça, desorganização, etc.

E com um grupo de jogadores de razoável para bom, um técnico excelente faz miséria. O Galo de Telê foi campeão brasileiro em cima do Santos de Pelé, Palmeiras de Ademir, Cruzeiro de Tostão, São Paulo de Gérson e Botafogo de Jaizinho.

Isso jogando com Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir, Oldair; Vanderlei, Humberto Ramos, Ronaldo, Dario, Lola, Romeu.

Mas o técnico era Telê.

Idelber em março 11, 2009 7:04 PM


#34

Apoiadíssimo, o Brasil ganhou a Copa de 94, não por causa do Parreira, mas a despeito do dito cujo.

Não dá pra entender essa unanimidade em torno do seu nome. Jogar uma Copa com dois jogadores fora de forma e da mesma posição (Ronaldo e Adriano) e ainda, após o primeiro jogo quando Ronaldo não jogou nada, dizer que o único garantido no próximo jogo seria ele Ronaldo. No último jogo, após o Brasil tomar o gol, na leitura labial que o Fantástico fazia o Zagalo falou põe o Robinho e ele respondeu: "por o Robinho pra quê?" e pos o Adriano, que não estava jogando nada. São apenas alguns exemplos, mas dá perceber que o cara é fraco, vive do nome e de bajular os donos do futebol.

Faltou falar do plágio, divulgado pela FSP, que cometeu em um livro lançado uns anos atrás, sobre esquemas de jogo.

Tem também o livro lançado perto da Copa de 2006, cujo título, se não me engano, era "Formando Equipes Vencedoras". Piada pronta.

Como disse o Casseta e Planeta do Zagalo, a máxima dele deve ser "que empate o melhor".

Heitor em março 11, 2009 7:30 PM


#35

Oi, Heitor, sim, faltou o plágio, sobre o qual eu publiquei o post A "apostila" de Parreira e o roubo de textos, em 2005, quando estourou o caso :-)

Idelber em março 11, 2009 7:33 PM


#36

Idelber,

Veja a nota que o PHA deu sobre vc.

Acho que vc deveria fazer um registro sobre isso também, para reparar uma injustiça.

http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=7282

Aline em março 11, 2009 7:35 PM


#37

Idelber

"Eu concordo que Telê errou nas posições de centroavante e goleiro na Copa de 1982."


Infelizmente, ele errou em 2 posições cruciais em uma equipe: o cara responsável por fazer gols e o cara responsável por evitá-los. Aliás, que eu me lembre, somente uma seleção com goleiro ruim ou mais ou menos ganhou uma copa do mundo: a brasileira de 1970 com Félix. Todas as outras seleções vencedoras tinham goleiros excepcionais.

Adhemar Santos em março 11, 2009 8:27 PM


#38

D'accord. Sem contar que Félix era ruim, mas salvou a pátria contra a Inglaterra.

Idelber em março 11, 2009 8:32 PM


#39

ei, mas tiraram o dia para falar mal de tricolores?

Radical Livre em março 11, 2009 9:14 PM


#40

A comparação com Oswaldo de Oliveira já é demérito suficiente.
Na verdade os dois receberam um presentão do Wanderlei Luxemburgo.
Estive observando a foto do post e tive a impressão de que o ataque da frança estava impedido.

fm em março 11, 2009 10:07 PM


#41

E Felipão que ganhou Copa com Cafu e Ronaldo bichado ? Eta tecnico de sorte, so pegou moleza, deu sorte contra a Inglaterra e teve uma Alemanha sem Balack na final.

Fábio S. em março 11, 2009 10:25 PM


#42

Olha,

Como toda unanimidade é burra, eu vou sair em defesa do Parreira. Eu quero ele de volta. Que o Dunga vá para o Fluminense.

Fábio Carvalho em março 12, 2009 12:39 AM


#43

Eu torci e comemorei muito a conquista da Copa de 1994 (tinha 8 anos na época, ainda gostava da seleção). Por isso, sou grato ao Parreira e penso que todos deveriam ser. E não é verdade que o Brasil ganhou apesar do Parreira.

Ele que teve a sabedoria de montar um esquema defensivo, quando o único meio-campo talentoso da época, Raí, fracassou. A junção de uma defesa segura, bem protegida por Dunga, Mauro Silva e Mazinho com uma bela dupla de ataque foi responsável pelo título.

Sou flamenguista, mas se fosse tricolor estaria feliz com a volta do Parreira. Admiro treinadores que têm identificação com o clube, como é o caso dele. Afinal, iniciou a carreira no clube como preparador, ganhou o único título nacional e ainda foi responsável pelo ínicio da reconstrução do clube, quando este estava na Série C (!) em 99. Enfim, penso que todo torcedor do Fluminense deve, ou deveria, ser fã dele.

Bufolino em março 12, 2009 1:32 AM


#44

Idelber,

Você afirma que o Parreira saiu da Africa do Sul porque fracassou e não pelos motivos divulgados. Só uma pergunta: se ele tivesse realmente fracassado, a federação sul-africana teria acatado a sugestão dele e contratado o Joel?

Penso que quem fracassa não tem moral pra apontar sucessor.

Outro motivo pelo qual sou grato ao Parreira: nos livrou da mala do "Papai Joel".

Bufolino em março 12, 2009 1:35 AM


#45

Bufolino: sofrer vareios de bola da Tunísia e levar a África do Sul a desempenho, na Copa da África, incompatível com o que o próprio país já havia feito me parece que qualifica como fracasso para um técnico brasileiro campeão do mundo.

Um detalhe: eu não diria que ganhamos em 1994 apesar do Parreira. Quem disse isso não fui eu. Eu diria que ele teve méritos, sim, de armar, numa Copa medíocre, uma equipe de defesa fortíssima, capaz de manter a bola, enervar o adversário, errar poucos passes, e contar com um lampejo cintilante de Romário -- que ele só convocou, lembre-se, depois de muita pressão e à beira do abismo.

Então eu diria que ele teve, sim, méritos em 1994. Aquela equipe e o Flu de 1984 tinham a sua cara, no sentido mais positivo do termo. Foram suas grandes realizações, me parece. Abraços.

Idelber em março 12, 2009 1:43 AM


#46

Caro Idelber
Certamente o título mais importante na carreira do técnico Telê, MAS QUE POUCOS DÃO ATENÇÃO ATUALMENTE, foi o do campeonato brasileiro de 1971.

O Atlético de 1971 era MUITO MAIS BEM ARMADO do que a seleção de 1982, já que Telê não tinha os craques disponíveis para a seleção!

Você tem razão em relação aos grandes times existentes em 1971 e alguns destacados craques da época. Gostaria de acrescentar no entanto, um habitual participante do banco são paulino: Laudo Natel. Alguns afirmam que houve ocasiões em que ele foi tão decisivo quanto Gerson. É preciso lembrar também um certo clima desfavorável em relação ao Botafogo (um dos finalistas) que havia feito um vexame no Campeonato Carioca daquele ano.

Lamento dizer para o seu coração atleticano caro Idelber, mas a verdade é que Vantuir (1971) era superior ao Luisinho (1982), o craque que tanto nos decepcionou (ao lado de Junior e Cerezo)naquele episódio que NÃO DÁ PARA ESQUECER .

Saudações de um amante do futebol que acha que TORCIDA SISTEMÁTICA contra técnico brasileiro já basta a que sofre o Adilson Batista (creio que há quase um ano). Vida que segue.

Paulo Z em março 12, 2009 2:22 AM


#47

era valdir perez? nossa. AMO valdir perez. ele tem um frango memorável em toda carreira e é lembrado SOMENTE por esse frango. tão injusto, o mundo etc.

mary w em março 12, 2009 2:55 AM


#48

mary! verdade, acho. que o waldir perez recebeu malhação desproporcional à quantidade de frangos levados. mas também é vero que o lance dele não eram os frangos engolidos, mas os que parecia que ele ia engolir.

essa angústia no futebol é o horror. enquanto que é certo que o único frango mesmo foi com URSS, não sei se com Leão, Manga ou Raul no gol aquele segundo e aquele terceiro do Paolo Rossi teriam entrado. acho que não.

discussão contra-factual ridícula, como todas, eu sei, claro, mas waldir não estava entre os dois melhores goleiros do brasil em 1982. e ele levou uns frangos no são paulo, sim -- não muitos, e não youtubados ainda, mas levou ;)

Idelber em março 12, 2009 3:41 AM


#49

Paulo! Estava com saudade de ter você por aqui. Você está certíssimo que Vantuir era um gigantesco zagueiro. Não me lembro dele no campeonato de 1971, claro, mas já no fim da carreira, em 1978, jogou uma enormidade e dessa eu me lembro.

Mas não acho que Luisinho, Cerezo ou Júnior tenham decepcionado. Cada um errou uma vez (Luisinho contra a URSS, nervosíssimo, e Cerezo e Jr. contra a Itália), mas não acho mesmo que tenham feito uma Copa de 82 ruim. Ninguém naquele time fez uma Copa ruim a não ser Serginho.

Laudo Natel, bem lembradíssimo. Um abraço,

Idelber em março 12, 2009 3:49 AM


#50

Pobre Flu... Renato Gaúcho, Parreira e uma campanha de secação, hehe

Adoro seus textos.
Abraço

Lili em março 12, 2009 9:32 AM


#51

Idelber, desculpe invadir o post com assunto não relacionado mas acho que é importante. Olha o que o Rodrigo Vianna do Escrevinhador achou sobre o Konder Comparato na Folha.

http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/otavinho-mentiu-comparato-criticou-cuba

Cláudia em março 12, 2009 10:10 AM


#52

Concordo com o tom geral dos comentário e muito com o texto do Idelber, agora, não dá para salvar o Zinho. Ele faz jus ao nome pessoal. É o jogador médio mais médio que existe. Além disso, não vi o Atlético do Telê, mas vocês não acham que apesar dos méritos dos jogadores, o que fica na memória é o espetáculo dos jogadores? Mesmo como vice, por mais gênio que o Telê tenha sido, o Reinaldo brilhou mais, por exemplo. Olha que eu de atleticano não tenho nada.
Pode ser que eu falei bobagem, mas vocês não acham isso?

Tiago Mesquita em março 12, 2009 10:45 AM


#53

Opa, corrigindo! Não foi o Rodrigo Vianna quem encontrou, mas seu leitor o Cássio Schubsky.

Cláudia em março 12, 2009 11:09 AM


#54

Eu amo o Fluminense, mas pqp, assim é demais!
Vou dormir e acordar quando ele for embora.

Nana em março 12, 2009 11:42 AM


#55

Idelber, não sei porque, mas o Parreira me lembra o Henrique Meirelles, do BC, e o Gilmar Dantas, segundo o Noblat.

Talvez a arrogância e o jeito de quem acha que sabe tudo e não aceita críticas nem ser contrariado.

Heitor em março 12, 2009 11:54 AM


#56

Idelber,

O OFF Topic já registrado aí acima com link da Cláudia, deveria fazer figurinhas e figurões da Folha se ajoelharem em praça pública. A data é 1º de junho de 2004. Não resisto em transcrever. Veja o que escreve Fábio Comparato no hoje, infelizmente, famigerado Painel do Leitor.

“O professor François Chesnais (”Ruptura radical” é a saída para o Brasil, defende professor francês”, Entrevista da 2ª, 31/5) tem dado uma excelente contribuição à causa do mundo subdesenvolvido ao mostrar, em seus vários livros, de que forma a globalização capitalista, comandada pelos EUA, aprofunda a divisão entre ricos e pobres até dentro dos países mais ricos do planeta. Mas, ao apontar em sua entrevista a experiência política cubana como exemplo a ser seguido pelos países subdesenvolvidos, especialmente o Brasil, o ilustre professor prestou um desserviço àquela nobre causa. A mundialização humanista, pela qual lutamos, funda-se no respeito integral à democracia e aos direitos humanos, caminho que, infelizmente, não tem sido seguido pelo governo cubano.”

E, aí, será que a Folha publica essa?

Fábio Carvalho em março 12, 2009 12:21 PM


#57

Estreamos com vitória ontem. Sua secação ainda não pegou. ;^)

se vocês não se esforçarem mais, acabamos campeões da copa do Brasil.

hehehe.

Radical Livre em março 12, 2009 12:22 PM


#58

Parreira é um sujeito bacana, um gentleman. teve humildade inclusive para disputar a 3ª divisão pelo Flu.
mas como técnico, é medíocre. brilhou apenas no Fluminense de 84 - um bom time com Romerito, Branco e o Casal 20 Washington e Assis - que nao conseguiu estragar. em 1994, armou uma tremenda retranca, apagou jogadores como Raí e Zinho,e dependeu na genialidade do Romário e da má pontaria do Baggio ao bater o pênalti. foi a primeira vez que vi uma seleção campeã mundial sem fazer gols na final.
Do Corinthians de 2002, ele até que foi longe demais, mas parou nas pedaladas do Robinho.
sua lista de equívocos é superior a de acertos. no São Paulo de 1996, ele chegou a deixar o Müller no banco pra escalar Valdir Bigode. e ainda por cima, deve ter sido o único técnico e ter sido DEMITIDO no meio de uma copa do Mundo- a Arábia Saudita,1998, França.

Serbão em março 12, 2009 12:56 PM


#59

Valdir Perez......o problema não é ele levar ou não frangos. Todo goleiro, em algum momento da vida, já levou um frango, e não me lembro realmente do Valdir levar muitos frangos. O problema é que ele não é um goleiro que fazia a diferença. Há momentos nas partidas, mesmo naquelas em que o seu time está dominando e criando chances de gol, em que o adversário tem chances claras....e é aí que o goleiro faz a diferença. Lembram do primeiro gol da Itália? E do segundo? Um goleiro que soubesse sair da meta não tomava aquele primeiro gol e outro que soubesse se colocar não tomava o segundo. Enquanto isso, o Dino Zoff defendeu até pensamento.
Realmente, concordo que no Brasil havia na ocasião goleiros melhores do que ele. Só que teve um amistoso do Brasil contra a Alemanha, lá na casa deles, que se não me engano, o Valdir Perez defendeu dois penaltis. Foi aí que ele ganhou a posição.

Adhemar Santos em março 12, 2009 1:05 PM


#60

sobre o centroavanate e o goleiro em 1982, não acho que Telê tenha errado. o problema é que o Careca, que seria titular absoluto, teve aquela maldita contusão. e o Valdir Perez tinha feito uma excelente campanha nas eliminatórias e nas excursão europeia. nao foi o responsável pela eliminação - mas a torcida, este ente ingrato e exigente, vai lembrar mesmo é do frango incrível contra a URSS. o fato é que em 1982, as seleções tinham um nível muito forte - Alemanha (Ocidental) de Rummenigge, França de Platini...e o Brasil perdeu prum time reseitável - a Itália tinha Paolo Rossi, Zoff... mas éramos superiores, e se jogássemos mais umas dez vezes com a Itália, ganhavamos as dez. mas foi justo aquele jogo no Sarriá... é esta imponderabilidade que tbem torna o futebol um esporte fantástico, apaixonante...

e tanto o Valdir quanto o Serginho encanixaram bem na equipe sim - quem duvida, que pegue a jogada toda do gol do Éder contra a Escocia. a bola passa de pé em pé, por TODOS os jogadores do time, do goleiro Valdir ao Serginho, que num passe GENIAL deixa Éder livre pra tocar COM SUTILEZA.
neste compacto a jogada est´pela metade, já com o Valdir com a bola nas mãos:
http://www.youtube.com/watch?v=bOpo6O1UT6M

aliás, recomendavel pra quem gosta de futebol ver os outros jogos do Brasil nos links.

Serbão em março 12, 2009 1:13 PM


#61

Idelber,
Para mim foi surpreendente saber que o Comparato em 2004 na Folha de São Paulo fez uma crítica contudente aos defensores do regime cubano.


Comparato e a revolução cubana
Por cássio schubsky
Da Folha de S. Paulo
São Paulo, terça-feira, 01 de junho de 2004

PAINEL DO LEITOR

Ruptura
“O professor François Chesnais (”Ruptura radical” é a saída para o Brasil, defende professor francês”, Entrevista da 2ª, 31/5) tem dado uma excelente contribuição à causa do mundo subdesenvolvido ao mostrar, em seus vários livros, de que forma a globalização capitalista, comandada pelos EUA, aprofunda a divisão entre ricos e pobres até dentro dos países mais ricos do planeta. Mas, ao apontar em sua entrevista a experiência política cubana como exemplo a ser seguido pelos países subdesenvolvidos, especialmente o Brasil, o ilustre professor prestou um desserviço àquela nobre causa. A mundialização humanista, pela qual lutamos, funda-se no respeito integral à democracia e aos direitos humanos, caminho que, infelizmente, não tem sido seguido pelo governo cubano.”
Fábio Konder Comparato, professor titular da Faculdade de Direito da USP (São Paulo, SP)

Bruno em março 12, 2009 1:26 PM


#62

Idelber (#33),
Você tem razão, há um exagero na minha formulação. Mas eu exagerei só para destacar a importância demasiada que hoje se dá aos técnicos. Não sei quando isso começou, mas irrita tratarem hoje os técnicos como sendo os donos dos times, os craques, os que ganham e perdem sozinhos, gerando todos esses caras com egos inflados e que tratam mais de marketing do que de futebol. Pode ser que time ruim + técnico bom dê certo, mas o cara não precisa ser um gênio. Não acho que exista genialidade nesta função na mesma medida em que existe genialidade num zagueiro, num meia ou num centro-avante. A Grécia foi campeã da Eurocopa por méritos do técnico, mas ele apenas montou um time trancadinho. Bastou ser um bom disciplinador (resolvendo a histórica pendenga entre jogadores do Panathinaikos e do Olympiakos) e treinar muito certas jogadas e pronto.

João Paulo Rodrigues em março 12, 2009 1:33 PM


#63

Parreira já conquistou títulos brasileiros, uma Copa das Confederações e um mundial, já trabalhou no exterior com o que ganhou uma bufunfa respeitável. Poderia se aposentar, abrir uma ong ou uma fundação Parreira, mas não, o stress da beira do gramado não o deixa quieto.

Daí que quando aceita um convite (mediante sabe-se lá quanto em dinheiro) a poeira levanta e sobrevêm críticas e elogios justos e injustos.

Em 1984, o time já estava praticamente armado pelo Cláudio Garcia, mas ganhar um Campeonato Brasileiro não é para qualquer um.

Em 1991, foi para o Bragantino e foi vice-campeão brasileiro (eliminou o Flu no Maraca e perdeu para São Paulo). Ainda aí, a base foi formada por Luxemburgo.

Quanto à Copa de 94, ele bancou tudo. Perdeu às vésperas da competição três zagueiros de área (Ricardo Gomes, seu preferido, Ricardo Rocha e Mozer) e insistiu com Raí (todo mundo insistiria), que deu xabu. Perdeu Leonardo, que vinha muito bem, no meio da Copa e apostou em Branco. Aposta certíssima.

(A máfia da Band (Luciano, Juarez e Mário Sérgio) fizeram do desrespeito uma linha de conduta em relação a Parreira, Taffarel, Branco e Dunga. Mas, fazer o quê, jornalismo é feeling e timing).

É injusto criticar Parreira em 94. Os melhores atacantes em atividade estavam lá: Romário, Bebeto, Raí e Müller (talvez tenha faltado Palhinha). O bloqueio no meio-campo foi para proteger um miolo de defesa armado de última hora, mas que jogou horrores, principalmente Aldair (lembram daquele passe maravilhoso para Bebeto no Gol de Romário contra a Holanda?).

O resto foi deixado por conta do talento de Romário e Bebeto (que funcionou à larga) e do apoio ao ataque de Jorginho e Leonardo.

É bom que se diga sobre o zero a zero na final: foram gols perdidos demais pela dupla de atacantes. Tenho uma leve desconfiança de que, se tivéssemos perdido nos penaltis a torcida colocaria a culpa da derrota nos dois.

Bom, aí vem 1999. Eu, como tricolor, só tenho a agradecer ao Pé de Uva. Aquela conquista da série C simplesmente definiu o futuro do Fluminense. Sem ela, talvez nem houvesse futuro.

Anrafel em março 12, 2009 1:37 PM


#64

Como se diz na Argentina, você é um amargo, Idelber. Mas o que esperar de um torcedor do Atlético Mineiro?

Falstaff em março 12, 2009 1:39 PM


#65

Heitor, até concordo com a comparação do Parreira com o Meireles (embora eu ache que o treinador esteja mais para o Gustavo Franco), agora com o Gilmar Mendes não. Acho que o chefe do supremo, pelo caráter, é mais parecido com o Leão.

Tiago Mesquita em março 12, 2009 1:41 PM


#66

E em 94, a vitória foi límpida, sem ajuda da arbitragem. Já em 2002, nem tanto: aquele 'pênalti' em Luizão no primeiro jogo contra a Turquia e o gol anulado da Bélgica ...

Leão era o melhor goleiro do Brasil em 1982. Não foi chamado. Talvez a seleção não estivesse preparada para ter um goleiro do Sport.

Quanto a Serginho, houve quem defendesse a entrada de Renato (Guarani, São Paulo, Atlético)
e um esquema de revesamento entre ele, Zico e Sócrates. Não que Chulapa tenha ido tão mal.

O negócio foi o seguinte: contra a Itália, apesar de grandes jogadas como as dos gols de Sócrates e Falcão, o time não funcionou. E não adianta colocar a culpa em Valdir ou no pênalti não marcado de Gentile em Zico. Logo depois, teve um a favor deles, tambem não marcado, e no final um gol de Antonioni indevidamente anulado.

Uma pena. Abri o link do Serbão e, mais uma vez, senti um nó na garganta. Aquele time ... não sei não.

Anrafel em março 12, 2009 2:12 PM


#67

Para quem torce o nariz também para o Zagallo jogador: o cara foi titular em duas copas do mundo seguidas, com dois técnicos diferentes e competindo com nada mais, nada menos do que Pepe e Canhoteiro (que Zizinho achava melhor do que Garrincha em alguns fundamentos - cruzamentos, por exemplo).

Anrafel em março 12, 2009 6:12 PM


#68

Idelber,

O Parreira é uma figura controversa. Se ele não fosse tão pretensioso, creio que ele poderia ter tido uma carreira mais regular. Levando em conta o time que nós tínhamos em 94, penso que ele fez um belo trabalho, mas depois disso ele entrou em parafuso por um longo período.

A recuperação mesmo só veio lá em 2002 em sua passagem pelo Corinthians. Nisso, há certos aspectos que são dignos de nota: O time que ele herdou de Luxemburgo, apesar de ter sido campeão paulista no início de 2001, deu vexame no Brasileirão (ficou apenas em 18º) e ainda tomou uma pancada na final da finada Copa Mercosul. Parreira pôs em prática um ousado 4-3-3 e só não se saiu melhor por conta da derrota na final do Brasileirão para o Santos de Robinho e Diego, ainda assim, o Corinthians daquele ano foi o clube mais constante ao longo da temporada - ganhou a Liga Rio-SP no ano em que ela foi mais logo e levou a Copa do Brasil. Nessa década não me recordo de um time tão bem armado lá pelos lados do Parque São Jorge.

Foi isso que o colocou de volta na Seleção Brasileira (pra ganhar o título mais fácil da história) e que ele jogou no lixo de três anos de bons resultados que deram num ego inflado e, por conseguinte, num planejamento pífio para a Copa e o subsequente desastre. Agora, no Fluminense, acho muito pouco provável que ele tenha sucesso, nem tanto por ele, mas por todo o estado de coisas que baixou nas Laranjeiras depois da derrota pra LDU na final da Libertadores do ano passado.

Hugo Albuquerque em março 12, 2009 6:20 PM


#69

Uma grande passagem a de Parreira pelo Corinthians em 2002, sem dúvida. Agora, a Copa do Brasil foi ganha devido a uma das arbitragens mais desastrosas (entre tantas desastrosas) de Eugênio Simon na final contra o Brasiliense.

Anrafel em março 12, 2009 7:20 PM


#70

Bem lembrado, Anrafel, aquela deve ter sido a única vez que o Luiz Estevão se sentiu roubado na vida ;-)

Hugo Albuquerque em março 12, 2009 8:12 PM


#71

Cara,

discordo do jasão (9), acho que esse fluminense vai longe...lá para a terceira divisão de onde nunca deveria ter saido.

aiaiai em março 12, 2009 10:19 PM


#72

Idelber fico feliz em saber que existe mais alguém que assim como eu, acha o Parreira um profissional medíocre que nunca trouxe nada de positivo para o futebol nacional. Concordo com você. Ele é o atraso do atraso. Arrogante metido a besta, como se fosse uma sumidade no futebol. Eu acho sim, que para ser bom técnico, tem que ter jogado futebol. Pode até ter sido um perna de pau, mas tem que ter conhecido as quatros linhas para dentro, se não, sem chances. Mas o que me deixa furioso, é a imprensa que endeusa esse tipo de profissional. E a culpada disso é a CBF. Bem, para ser sincero, falar da CBF é brincadeira. Aliás, foi ela que deu a grande oportunidade para ele se tornar campeão mundial no título mais insosso que o Brasil já conquistou. Naquela copa não deveria ter nenhum vencedor, tal o baixo nível dos competidores. Deveríamos deletar essa copa. Para mim não valeu nada. Sou amante do futebol arte. Quem viu Santos de Pelé jogar (a propósito sou Santista), quem viu Cruzeiro de Tostão meter 6x0 no Santos, quem viu Botafogo de Garrincha, quem viu Flamengo de Zico, quem conheceu Telê Santana, não pode se contentar com Parreira. Tenho dó da torcida do Fluminense.

francisco pereira neto em março 13, 2009 2:53 AM


#73

Porreira, Gagallo, Lixomburgo, a cartolagem parasita e mafiosa, etc. tornaram o futebol brasileiro essa caca. É por essas e outras que não acompanho mais os campeonatos nacionais embora eu ainda torça esporadicamente pelo Santos. Prefiro o campeonato inglês. Sem dúvida, é hoje o melhor do mundo e talvez de todos os tempos e lugares!

José Eduardo R. de Camargo em março 13, 2009 5:29 AM


#74

"Porreira, Gagallo, Lixomburgo, a cartolagem parasita e mafiosa, etc. tornaram o futebol brasileiro essa caca.
[...]
"Prefiro o campeonato inglês."

Hahaha!

Realmente...o futebol inglês, onde pilantras do mundo todo, especialmente do Leste Europeu, compram times para lavar dinheiro está uma maravilha, né?

Se você acha que o futebol inglês é bom então deve imaginar que bom mesmo era o Kia, é a Traffic e o Berezov etc.

Falstaff em março 13, 2009 3:19 PM


#75

Tiago, para não sair do tema ludopédico, acho que todos os citados jogam no mesmo time.

Heitor em março 13, 2009 4:12 PM


#76

"Parreira e Zagallo não se aguentam de inveja, porque ganharam uma Copa cada um, e não são amados por ninguém. Telê perdeu duas e é amado por todos." - Esse foi o comentário!

Nem lembrava que o Parreira treinou o galo..

Ednei em março 13, 2009 5:22 PM


#77

Falstaff, shakespeareanamente respondo apenas "ser ou não ser!". O futebol brasileiro deixou de sê-lo há muito tempo! Lembra-se do Berezovsky? A máfia está em toda a parte. A diferença é que se os supostos mafiosos donos de times igleses, como afirmas sem provas, vierem a pisar na bola, literalmente, podes ter certeza de que no Reino Unido pegarão uma bela cana e da grossa! Aqui, bem, aqui eles podem sempre contar com "facilidades" no Supremo(?) Tribunal!... Passar bem!

José Eduardo R. de Camargo em março 13, 2009 7:49 PM


#78

"Parreira e Zagallo não se aguentam de inveja, porque ganharam uma Copa cada um, e não são amados por ninguém. Telê perdeu duas e é amado por todos." - Correto! Em 1982/86, comprei camisa e boné da Seleção Brasileira e torci como nunca! Era um futebol de encher os olhos! Em 1994 a cada jogo vinha o pensamento de "seremos eliminados hoje" devido ao fraco futebol apresentado. Na final sai para comemorar (não tem jeito, adoramos este nosso Brasil e futebol), mas o pessoal cantava a musiquinha italiana: "no és um miradio és Roberto Baggio".

Jairo Fernando em março 14, 2009 1:38 AM


#79

Condenar o cadastro do torcedor: Tarefa de todo amante do Futebol!

Eduardo Trajano em março 15, 2009 12:05 AM


#80

Deu no G1
Êta nós

Com um início de temporada satisfatório e vaga assegurada na segunda fase do Campeonato Mineiro, o Atlético-MG, mais uma vez, se torna pioneiro no futebol brasileiro. O campeão brasileiro de 1971, é o primeiro clube na história da ciência a ter um ser vivo descrito em sua homenagem.

Uma rara espécie de abelha, que vive na mata atlantica brasileira, descoberta pelo biólogo e fanático torcedor atleticano André Nemésio, pós-doutorando na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é um inseto negro, com o abdome listrado em amarelo claro e recebe o nome de Eulaema atleticana em homenagem ao clube mineiro.

Segue o link

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Atletico_MG/0,,MUL1044330-9859,00.html

ricardo amaral em março 16, 2009 11:22 PM


#81

Sou tricolor de coração e "parreirete". Parreira fez história no Flu e creio que são poucos os técnicos, "arrogantes" ou não, campeões mundiais ou não, que aceitariam treinar um time na terceira divisão (e que bom que ele colcoa isto em seu currículo!), com equipe limitada, cartolas piores ainda, tendo como único objetivo ajudar o Flu e ser campeão e retornar a elite do futebol brasileiro. E isso ele fez, correu este risco. Reconheço algumas dificuldades de Parreira, odiei sua condescendência com toda aquela bagunça na Copa de 2006. Porém, fala mais alto o amor ao tricolor! Vence o Fluminense!

Marilu em março 22, 2009 8:19 PM


#82

onde anda o massagista carlos henrique da silva, catatau, ex-sport, petrodolares e seleção arabia saudita!

cleide lira em novembro 1, 2009 5:01 PM


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