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sexta-feira, 10 de abril 2009

Produção acadêmica em pdf

Pendurei aqui no site uma parte da minha produção acadêmica. Esse material passa agora a estar licenciado em Creative Commons, como tudo no blog. Os links que se seguem são, pois, todos pdfs. Os títulos vão na língua original em que está escrito cada texto.

Alegorías de la derrota: La ficción postdictatorial y el trabajo del duelo (Santiago: Cuarto Propio, 2000). Meu primeiro livro, na íntegra. Ele saiu em inglês originalmente e também está publicado no Brasil, mas a edição feita pela UFMG, de 2003, já está em fase de liquidação de estoque. Aí vai, pela primeira vez, a versão em espanhol, que é essencialmente a mesma. O pdf do livro em português eu não tenho.

Xenophobia and Diasporic Latin Americanism: Mapping Antagonisms around the Foreign.” Ideologies of Hispanism. Ed. Mabel Moraña. Hispanic Issues Series. Nashville: Vanderbilt UP. 2004. 269-83. Artigo sobre xenofobia.

Cómo respiran los ausentes: La narrativa de Ricardo Piglia.” Modern Language Notes 110 (1995): 416-32. Um estudo sobre dois romances de Ricardo Piglia.

The Ethics of Criticism and the International Division of Intellectual Labor.” SubStance 91 (2000): 80-103. Gosto desse artigo. Rendeu um bom debate por aqui durante alguns anos.

The Logic of Paradox in Guimarães Rosa's Tutaméia.” Latin American Literary Review 43 (1994): 67-80. Artigo sobre Rosa, publicado numa época em que o Brasil ainda era tricampeão do mundo.

A Morta, de Oswald de Andrade: A Emergência de uma Mímesis Paradoxal no Teatro Brasileiro.” Latin American Theater Review 29 (1995): 21-37. Uma análise dessa mui pouco estudada obra de Oswald.

Restitution and Mourning in Latin American Postdictatorship.” boundary 2 26.3 (1999): 201-24. Um estudo sobre a escritora argentina Tununa Mercado.

Resenhas:

Resenha de Divergent Modernities: Culture and Politics in Nineteenth-Century Latin America, de Julio Ramos (em inglês).

Resenha de Ziembinski e o Teatro Brasileiro, de Yan Michalski (em português).

Resenha de Tropical Multiculturalism: A Comparative History of Race in Brazilian Cinema and Culture, de Robert Stam (em inglês).

Resenha de Um crítico na periferia do capitalismo: Reflexões sobre a obra de Roberto Schwarz, de Maria Elisa Cevasco e Mílton Ohata (em português).

Resenha de Nós, os Mortos: Melancolia e Neo-Barroco, de Denílson Lopes (em espanhol).



  Escrito por Idelber às 06:07 | link para este post | Comentários (14)


Comentários

#1

clap clap clap clap!

Débora Vieira em abril 10, 2009 9:53 AM


#2

Grande iniciativa, Idelber!

Hugo Albuquerque em abril 10, 2009 1:39 PM


#3

Caro Idelber,

A New School foi ocupada de novo. Desta vez a polícia entrou com tudo e prendeu 19 estudantes. Se puder dar uma força, divulgue para quem quiser: http://politikaetc.blogspot.com/2009/04/new-school-novamente-ocupada.html

Abraço,
Rapha

Raphael Neves em abril 10, 2009 4:05 PM


#4

Quem não conhece o livro da alegoria da derrota, é a chance de ouro. Quando comprei, li, lá pelos anos de 2004, 2005, nem tinha idéia do blog. Cheguei ao blog ao buscar mais material na internet daquele autor do livro impressionante.

enio em abril 10, 2009 5:33 PM


#5

Olá, Idelber!

Está nos brindando com presentes de Páscoa? Estantes (dizem que um pedaço de nossa alma está nas estantes de nossos livros; você abriu para nós um pedaço de sua alma?) e agora parte de sua produção acadêmica?
Adorei os presentes. Obrigada.
Marilda

Marilda S. Costa em abril 10, 2009 11:08 PM


#6

Idelber: tô lendo aos poucos - o Alegoria da Derrota eu já tinha lido e recomendo a todos, pois, entre muitas outras coisas (incluindo uma excelente leitura de FHC que mostra que não precisavámos esquecer o que ele escreveu - o seu neoliberalismo já estava lá) desfaz o lugar comum que vê nas metáforas do período a simples tentativa de burlar a censura, quando o que está em jogo é o (impossível mas necessário) trabalho do luto. Quanto ao livro sobre Schwarz, concordo com a tua ressalva - é unilateral ou unidimensional. Acho que o Costa Lima também ressaltou isso na resenha dele (ainda que ele tenha mais atacado que feito uma ressalva). Abraço

Alexandre Nodari em abril 11, 2009 3:14 PM


#7

Leio com regularidade o seu blog.
Talvez lhe interesse essa ferramenta para administrar todos esses .PDFs
http://www.mendeley.com/
Espero que ajude.

Antonio Santos em abril 11, 2009 7:49 PM


#8

Gracias pelos comentários e felizes festas para vocês :-)

Alexandre, eu não sabia que o Luiz Costa Lima também havia resenhado esse livro... Passei batido mesmo.

(Antonio, comecei a dar uma olhada na ferramenta, obrigado. Confesso que não conhecia).

Idelber em abril 12, 2009 3:31 AM


#9

Idelber, tá aqui (FSP, 14/10/2007):

Materialismo UNIVERSITÁRIO
Adversário teórico de Roberto Schwarz, Luiz Costa Lima elogia, com restrições, coletânea sobre o autor de "Ao Vencedor as Batatas"

LUIZ COSTA LIMA
COLUNISTA DA FOLHA

Pelo livro que se resenha, Roberto Schwarz recebe uma apreciação que nenhum outro crítico brasileiro jamais conheceu.
Qualquer que seja o grau de divergência teórico-analítica que se tenha com o autor, há de reconhecer que é justa a sua homenagem.
Das três partes que compõem o livro, sou obrigado a tratar apenas da primeira -tão-só se ressalve que as contribuições de R. Kurz e R. Scholz não devem passar despercebidas a quem se interesse pelo horizonte aberto ao mundo contemporâneo.
O ensaio de Leopoldo Waizbort impõe-se em primeiro lugar, pois aborda uma questão central à obra de Schwarz: o legado de Lukács, Adorno e Auerbach. É certo que uma obra que ofereça a reaproximação daqueles três autores quanto a uma análise socioistórica das formas terá de ter alguma singularidade, se outra não fosse a de lidar com orientações tão diversas. Waizbort tem o mérito de acentuar que essa reaproximação não se cumpre mecanicamente.
Assim, referindo-se à leitura de "Iaiá Garcia" por Schwarz, assinala que, "no Machado da primeira fase, o princípio do decoro/paternalismo dá certa apresentação da sociedade brasileira, mas o faz preservando o estilo elevado".
Com isso, evitando os temas "baixos", Machado tanto se afastava da ênfase na vida popular, própria ao realismo privilegiado por Lukács, quanto do auerbachiano, com sua quebra da separação entre os estilos elevado e humilde.
A diferença, continua Waizbort, resultava da própria distinção da sociedade brasileira, onde "o decoro diz mais sobre a vida concreta dos homens que o papel determinante do dinheiro (como era o caso da Europa)", sendo pois também adequada a manutenção da separação dos estilos.
Já no Machado da maturidade, a diferença quanto a Lukács resulta de a apreensão realista da sociedade realizar-se com "os de cima", e não com "os de baixo".
Ao mesmo tempo, a mistura de estilos se cumpre, mas por motivo completamente diverso do apontado por Auerbach: em vez de influência do cristianismo contra a tradição greco-romana, ela decorre de que, nos termos do próprio Schwarz em "Ao Vencedor as Batatas", "a freqüentação alexandrina e mercurial de todos os estilos acaba sendo o nosso único estilo autêntico" .
Esses são momentos analíticos preciosos, pois mostram concretamente, não de modo apriorístico, a contribuição do homenageado ao entendimento de Machado.

A lamentar
Por isso mesmo é de lamentar que Waizbort não tenha estendido seu exame à comparação interna dos autores privilegiados; o que teria sido tanto mais necessário porque é sabido que a Lukács não só o marxismo de Adorno era detestável como descartável o que Auerbach entendia por realismo.
Adorno, de sua parte, não faria por menos; sua separação valorativa das obras do jovem Lukács, anteriores à sua "conversão", deveria deixar furioso o autor húngaro.
Já quanto a Auerbach, nada de explícito pode-se dizer, pois seu ceticismo irônico-melancólico o mantinha afastado de polêmicas com os contemporâneos (com a exceção do amigo-inimigo Spitzer e de seu antípoda, E.R. Curtius). Mas seu leitor reconhecerá a enorme reserva que deveria ter tanto de Adorno como de Lukács.
Na falta de um exame específico, talvez seja justo pensar em um deslocamento: Lukács, absoluto na obra de estréia, cede progressivamente o lugar ao marxismo "ocidental" de Adorno, embora com recaídas, presentes, por exemplo, no louvor ao "Cidade de Deus", de Paulo Lins. De todo modo, é inconteste que a mímesis é a categoria pela qual Adorno, Auerbach e Lukács são aproximados.
E aí a questão se torna mais acesa: o realismo sob constante metamorfose com que Auerbach opera era uma maneira refinada de manter a concepção da mímesis como "imitatio", que, de sua parte, era afirmada sem problemas pelo Lukács pós-conversão, enquanto a posição de Adorno se punha na antípoda de ambos. Como Schwarz se comporta diante da discórdia?

Ataque e resposta
Lamento que o exemplo mais direto me envolva pessoalmente. Silvia López cita a passagem do ensaio "Adequação Nacional e Originalidade Crítica": "A divisão imaginada por Luiz Costa Lima se poderia formular da maneira seguinte: de um lado, no partido do atraso, a mímese da realidade histórica, ausência de inquietação formal, redundância ideológica, ilusão da linguagem transparente, sem tração própria; de outro, o partido avançado, a produção literária do novo, a ruptura antimimética, a consciência de eficácia específica da linguagem, bem como o desligamento da antena referencial".
O artigo fora originalmente publicado na revista "Novos Estudos-Cebrap" nº 32 (março, 1992). Como o próprio Schwarz me abriu as páginas para que lhe respondesse, o fiz em seu número seguinte, sob a forma de um curto comentário.
Pareceu-me que seria um abuso fazê-lo de modo mais extenso porque já escrevera todo um livro a respeito da questão da mímesis e da necessidade de revisá-la ("Mímesis e Modernidade", 1980, reeditado em 2003 pela ed. Graal).
O argumento básico consistia em afirmar que, só quando confundida com a "imitatio", a mímesis supõe que a obra de qualidade tenha de ter um cunho realista. A mímesis por certo implica um relacionamento entre o social e a forma. Entendida como "imitatio", essa relação se torna entre termos desproporcionais: o social guarda o traço determinante, que se estabelecerá na forma da obra, cujo valor se comprova por essa reinstalação.
Como daí Schwarz extraíra a concepção que me atribui? A explicação plausível seria a de que não lera o livro e se deixara guiar por falsas pistas. Mas Schwarz republicaria seu artigo em "Seqüências Brasileiras" (Cia. das Letras, 1999), quando, nesse entretempo, eu já editara outro livro que desdobrava a questão da mímesis ("Vida e Mímesis", ed. 34, 1995). Era pouco verossímil que não tivesse tido a curiosidade de verificar o que diziam os dois livros.
A explicação havia então de ser outra.
De duas uma: ou Schwarz concluiu que minha busca em resgatar a mímesis de sua secular associação com a "imitatio" era descabida na prática, concordando com Lukács e afastando-se de Adorno -que já procurara aquele resgate- ou devemos levar a sério a advertência de Luís A. Fischer.
Embora Fischer seja um admirador de Schwarz, não deixa de apontar para o que chama de tendência à aporia, que "muitas vezes encerra e restringe o pensamento materialista da esquerda paulista e uspiana". A inclinação para a aporia poderia ser formulada noutros termos: a tendência autoritária de um grupo que interpreta toda discordância como manifestação de incompetência. Por isso mesmo é deplorável que a justa homenagem não seja mais rigorosamente analítica.

Alexandre Nodari em abril 12, 2009 1:37 PM


#10

Feliz Páscoa, querido.

Alcinéa Cavalcante em abril 13, 2009 1:25 AM


#11

Idelber

Meio Off Topic, o que houve com o Clube de Leituras sobre "The Ethnic Cleansing of Palestine". Eu comprei o livro (na Liv. Cultura de S.Paulo), e estou lendo. Sooo...?
Vai rolar ou não vai?

[]'s

Eneraldo

Eneraldo Carneiro em abril 13, 2009 11:01 AM


#12

Completamente off topic.
Vocês viram isso. tentei postar no blogue da Soninha mas não consegui:


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0804200912.htm
São Paulo, quarta-feira, 08 de abril de 2009

Mais uma empregada de deputado é paga com verba da Câmara

Arnaldo Jardim (PPS-SP), da Frente Parlamentar Anticorrupção, paga a Maria Helena de Jesus salário de secretária parlamentar

Doméstica foi exonerada, diz congressista; "Pensei que ela pudesse não só ajudar aqui no gabinete como também no apartamento"

FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

No dia 3 de março, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) promoveu um jantar de lançamento da Frente Parlamentar Anticorrupção no seu apartamento em Brasília. Na organização do evento estava a empregada doméstica Maria Helena de Jesus, que teve seu salário pago como secretária parlamentar de Jardim nos últimos dois anos e meio.
Para fazer serviços no apartamento de Jardim no bloco A da quadra 311 sul, ela recebe salário bruto de R$ 1.608,10. Dinheiro da Câmara. "Lavo, passo, cozinho", disse à Folha.
No jantar para 30 deputados que buscavam o rótulo de grupo de éticos, não cozinhou, já que o anfitrião pediu comida em um bufê. "Foi de repente. Não deu tempo de fazer nada."
A frente surgiu em decorrência das acusações lançadas pelo senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) em entrevista à revista "Veja" e numa tentativa de o Congresso dar uma resposta às acusações de desvios éticos nos últimos meses.
Na semana passada, a Folha revelou que o deputado licenciado Alberto Fraga (DEM-DF) utilizava-se do mesmo expediente para pagar sua empregada -no caso, ela era contratada no gabinete do seu suplente, Osório Adriano (DEM-DF).
Como Fraga não está no exercício do mandato, foi logo descartada a abertura de procedimento no Conselho de Ética. Jardim, por outro lado, ex-vice-líder do PPS, está no pleno exercício de seu mandato.
Jardim afirmou que, ao ler a reportagem sobre Fraga, decidiu exonerar sua empregada. Mas, por um acordo com ela, decidiu que sua saída será oficializada só na próxima sexta.
"Pensei que ela pudesse não só ajudar esporadicamente no gabinete como também prestando serviço no apartamento. Quando eu soube que isso não era possível, eu a desliguei."
Jardim disse não ver conflito ético no fato de a empregada ser paga com dinheiro público. "Do ponto de vista ético, não [vejo problema], mas, do ponto de vista regimental, vejo", afirmou. "Entendi que o cargo podia ser usado como apoio ao mandato parlamentar." O deputado disse que ela presta esporadicamente serviços em seu gabinete, servindo café.
Maria Helena trabalha para deputados desde julho de 2004. Antes de Jardim, era secretária parlamentar fazendo serviços domésticos para o deputado José Chaves (PTB-PE).
Em janeiro de 2007, mudou para o gabinete do ex-deputado Charles Lucena (PTB-PE), onde ficou um mês. Desde fevereiro daquele ano, está com Jardim. Conhecida como Fofa entre as amigas empregadas da quadra 311, ela ontem procurava uma nova "colocação".

Tiago Mesquita em abril 13, 2009 1:05 PM


#13

Idelber, vi o "Alegorias" hoje na Livraria da UFMG e não estava em liquidação não, estava na prateleira dos livros correntes. Lá está rolando um saldão de livros com 50% de desconto, mas o seu não está nessa. Estou na 'piglia' pra comprar um, pois o assunto me interessa.

Leo Vidigal em abril 13, 2009 4:23 PM


#14

Oi, Leo, sim, nas livrarias ainda está normal, mas a editora já não vai abastecê-las com exemplares novos ;)

Eneraldo, sim, vai. Em breve boto um post aqui para ver quantos somos...

Idelber em abril 13, 2009 5:13 PM


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