Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.
Isto não tem preço.
O MINISTRO deu lição no ministro.
a gente carecia disto faz tempo. muito tempo.
a gente sabia que a sociedade não se põe problemas que não pode resolver. e assim são os homens. o MINISTRO BARBOSA indica que está preparado para enfrentar o problema que está entalado nas nossas gargantas.
inaugura-se a crise na mais alta corte do país... vamos acompanhar...
O que eu lamento, e está até hoje mal explicado, é que o Ministro Joaquim Barbosa tenha faltado na noite de vergonha que foi o julgamento do HC de Daniel Dantas. Ele inclusive já havia se indisposto com Eros Grau por isso, passando a apanhar desde então da mídia alinhada a Dantas, especialmente o Consultor Jurídico. Mas faltou ao julgamento em que sua presença era mais importante, até do ponto de vista histórico.
Pelo menos não pecou pela omissão de corpo presente, como outros que se calaram constrangidos e acovardados naquele dia. A fala do Ministro hoje permite antever o quanto Gilmar Mendes pressionou os seus colegas a respaldá-lo naquele dia, sob o batido argumento de que estava em jogo a suposta desmoralização do STF. Balela. E digo mais: todos têm consciência do que está acontecendo, sendo que se assim agem o fazem por concordar (como Peluso), por falta de vocação para comprar briga ou pelo mais despudorado corporativismo (amanhã posso ser eu na linha de tiro e a precisar do respaldo dos meus colegas). Esse corporativismo é uma prática muito arraigada no Judiciário, que tem extrema dificuldade em praticar a autocrítica, mesmo em situações escandalosas. É comum ouvir alguém dizer que admitir a crítica é aceitar o enfraquecimento do Judiciário, suposta intenção de quem proferiu a crítica, quando a nossa perda de credibilidade e legitimação advém exatamente dessa postura arrogante e distanciada da realidade.
Para ser sincero, se é verdade que estou achando graça pelo vexame imposto a Gilmar, hoje também estou a achar que o Judiciário, em parcela bem maior do que eu gostaria de admitir, merece o Presidente do STF que tem.
O Joaquim Barbosa estava no exterior, tinha sido enviado para representar o STF em algum lugar. O GM sabia disso, como todo mundo ali sabia, e marcou a reunião de julgamento do caso Daniel Dantas justamente na ausência dele.
"Depois de três horas e meia reunidos, os ministros do Supremo Tribunal Federal divulgaram nota em apoio a Gilmar Mendes, que discutiui com Joaquim Barbosa durante sessão desta quarta. O documento leva a assinatura de oito integrantes da Corte - todos, com exceção de Gilmar, de Barbosa e de Ellen Gracie, que não foi ao tribunal nesta quarta. "Os ministros do Supremo Tribunal Federal que subscrevem esta nota, reunidos após sessão plenária de 22 de abril de 2009, reafirmam a confiança e o respeito ao senhor ministro Gilmar Mendes na sua atuação institucional como presidente do Supremo, lamentando o episódio ocorrido nesta data", diz o texto. Assinam a nota os ministros Cezar Peluso, Ayres Britto, Marco Aurélio, Carmen Lúcia, Menezes Direito, Celso de Mello, Eros Grau e Ricardo Lewandowski. Na reunião, os ministros decidiram também cancelar a sessão no STF desta quinta. Gilmar Mendes também cancelou compromisso que teria pela manhã na Câmara."
Já enviei um e-mail de apoio ao Ministro Barbosa - Ministro com M maiúsculo mesmo. Eis o endereço para aqueles que não o tiverem: gabminjoaquim@stf.gov.br. Façam o mesmo.
Essa nota somente deixa confirma o que escrevi acima.
E, se forem ver o video com isenção, vão perceber que quem começou o ataque foi Gilmar Mendes, ao dizer que Joaquim Barbosa não podia dar lição de moral. E foi Gilmar quem obviamente convocou essa reunião, já que, pelo que foi noticiado, apenas o Ministro Joaquim Barbosa, dos que estavam presentes hoje, não participou dela. Imaginem o blábláblá de que a imagem do STF tinha sido atingida, de que o Presidente do STF não podia ter sua idoneidade posta sob suspeição, de que os colegas tinham de respaldá-lo, etc...
Nada mais esperado do que essa nota, e acho que ela foi até razoavelmente neutra porque não há propriamente uma crítica à postura pessoal de Joaquim Barbosa, apenas se lamentou o episódio e se reafirmou, como não podia deixar de ser, a confiança no papel institucional desempenhado pelo atual Presidente do STF.
É conhecida a posição do ministro do STF Joaquim Barbosa no caso, ainda que intramuros. O ministro foi contrário à concessão do habeas corpus naqueles termos e daquela forma. Duramente contrário. É coincidência Joaquim Barbosa estar fora do Brasil no dia em que se vota se Dantas fica solto ou preso?
Terra Magazine sabe que o julgamento deveria, a princípio, ter se dado há mais de um mês, no final de setembro. Se dará, no entanto, exatamente quando Barbosa se encontra nos Estados Unidos, acompanhando a eleição que levou Barack Obama à Casa Branca.
Terra Magazine informa, e assegura: o ministro Joaquim Barbosa não soube, não foi informado antes de sua viagem, do julgamento marcado para hoje. O ministro Joaquim Barbosa foi surpreendido nos Estados Unidos pela notícia do julgamento.
Alguém dirá que tanto foi apenas uma infeliz coincidência. O julgamento do mérito se dar exatamente quando não está no tribunal, em Brasília, no país, a pedra no sapato do habeas corpus.
Terá sido coincidência que o mandado para vasculhar Protógones, sua casa e os meios onde guarda informações tenha sido expedido pelo juiz Ali Mazloum?
Em 2004 o STF considerou Ali inocente numa acusação, formulada no rastro da Operação Anaconda, de formação de quadrilha. Gilmar Mendes, Ellen Gracie, Carlos Velloso e Celso de Mello votaram pela absolvição, enquanto Joaquim Barbosa, relator da matéria, foi o único voto contrário.
Em cima da hora, Idelber! De plantão para noticiar assim que a bomba estourou. Espero que agora a máscara de Gilmar Mendes seja expulsa do Judiciário de vez.
Min. Barbosa lavou a alma do povo brasileiro. Disse o que qualquer um de nós diríamos, mas não o fazemos, ou por falta de oportunidade ou por falta de repercussão.
Grande Joaquim Barbosa, o senhor tem o nosso apoio. Eles o odeiam por vários motivos: por ser negro, por ser digno, por não apoiar bandido, etc.
Min. Barbosa lavou a alma do povo brasileiro. Disse o que qualquer um de nós diríamos, mas não o fazemos, ou por falta de oportunidade ou por falta de repercussão.
Grande Joaquim Barbosa, o senhor tem o nosso apoio. Eles o odeiam por vários motivos: por ser negro, por ser digno, por não apoiar bandido, etc.
Vexame. Coisa triste mesmo. Depois de ver o presidente do STF pisotear a Lei da Magistratura, formular juízos fora dos autos e otras cositas, eu não posso deixar de expressar meu apoio ao Joaquim Barbosa. E agora o Fla Flu ideológico fica constrangido, porque foi ele o relator que acolheu a denúncia do mensalão. Adorei.
Pois é, meu caros, vocês precisavam ver o Jornal da Dez na GloboNews... Após a notícia do bate-boca entre o Gilmar Dantas (segundo o Noblat) e o Joaquim Barbosa o comentarista Merval Pereira proferiu os seguintes dizeres:
-- O Ministro Barbosa tem um histórico de discussões com outros ministros da casa;
-- Segundo a opinião pública o Judiciário é uma das instituições mais confiáveis;
-- O "ativismo jurídico" de Gilmar Dantas (segundo o Noblat) é benéfico para o Brasil, já que até um "Pacto Republicano" foi estabelecido devido a esse ativismo;
Preciso falar mais alguma coisa sobre a Imprensa Brasileira? Preciso?
Vergonhoso o comportamento do Min. Joaquim, embora não seja surpresa. Para quem já disse que só não surrava um colega de toga porque o mesmo era um velho (Eros Grau), e já quis sair no tapa com o Marco Aurélio, o ataque de hoje foi até fichinha...
E-mail enviado por mim ao gabminjoaquim@stf.jus.br
"Obrigada e parabéns por sua digna atitude de ter sido o porta voz da imensa maioria da população brasileira.
Infelizmente o corporativismo dos seus pares é decepcionante.
Lembro o trecho inicial de um artigo que li hoje, 22/04, no JB, do Mauro Santayana, em que ele diz o seguinte:
"O grande pernambucano Barbosa Lima Sobrinho dizia que no Brasil, há apenas dois partidos: o do mineiro Tiradentes e o do português Joaquim Silvério dos Reis. Se nos debruçarmos um pouco diante da História, poderemos dar razão ao grande jornalista e homem público"......"
Bravo Ministro Joaquim Barbosa, o Supremo Presidente (Gilmar Mendes) chegou a usar do riso cínico naquela discussão. Riu por saber que está mesmo destruindo o poder judiciário. Desmoralizando um poder que bem ou mal ainda era uma esperança para a cidadania brasileira. Dois habeas corpus para Daniel Dantas em 24 Horas? Como explicar isto a pessoas de bem? Lamento nota posterior de apoio a GM dos demais ministros. Farei como alguém que me antecedeu nestes comentários. Mandarei email de solidariedade para o Ministro com M: gabminjoaquim@stf.gov.br.
Idelber, está havendo uma campanha para que enviemos emails aos membros do STF elogiando o Min. Joaquim Barbosa, ou ao menos para o próprio ministro. Os emails do STF sao: mgilmar@stf.gov.br ;
macpeluso@stf.gov.br;
mcelso@stf.gov.br;
mmarco@stf.gov.br;
ellengracie@stf.gov.br;
gabcarlosbritto@stf.gov.br;
egrau@stf.gov.br ;
gabinete-lewandowski@stf.gov.br;
clarocha@stf.gov.br;
gabmdireito@stf.gov.br
e o do Min. Barbosa é:
mjbarbosa@stf.gov.br
Hosanas ao digno Ministro Joaquim Barbosa. Suas falas lavaram nossas almas. tão enxovalhadas pelo ativismo midiático e mafioso do gilMAU dantas (segundo o Noblat).O que mais me alegrou, foi que a gRobo não conseguiu deixar de repercutir o fato. Quem não sabia,ficou sabendo ao ver o JNacional.Quem estava alienado, foi cutucado e certamente se informará melhor e tomará posição. Espera-se que seja pela boa ética,pela decência, pelo bem do Brasil.
Gilmar tentou convencer ministros do STF a aprovar manifesto contra Joaquim Barbosa
Carolina Brígido
BRASÍLIA - Na reunião fechada com ministros do Supremo Tribunal Federal, logo após o bate-boca no plenário da Corte, o presidente da instituição, Gilmar Mendes, tentou convencer os demais ministros a aprovar uma nota de repúdio ao comportamento de Joaquim Barbosa. Dos oito presentes na reunião, três não aceitaram a proposta: Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Ayres Britto. Segundo um dos particip
Segundo um dos participantes da reunião, esses ministros disseram que só aceitariam assinar nota se não houvesse menção ao nome do colega Joaquim. O texto foi negociado na tentativa de reforçar a defesa instituicional do STF na figura do presidente da Corte, sem criticar diretamente Joaquim Barbosa.
Receio que haja pressão, para que o Senado destitua o Min. Joaquim Barbosa, coisa que não se fez com o GilMAU Dantas (gostei dessa).
Fatos gravíssimos: não haver sessão do STF em virtude dessa discussão e a nota dos demais ministros (com M minúsculo mesmo) sobre a ocorrência. São capazes de, inclusive, terminarem com as sessões televisionadas ao vivo. Não duvido de mais nada!
Bravo, Min. Joaquim Barbosa!
Na reunião fechada com ministros do Supremo Tribunal Federal, logo após o bate-boca no plenário da Corte, o presidente da instituição, Gilmar Mendes, tentou convencer os demais ministros a aprovar uma nota de repúdio ao comportamento de Joaquim Barbosa. Dos oito presentes na reunião, três não aceitaram a proposta: Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Ayres Britto. Segundo um dos participantes da reunião, esses ministros disseram que só aceitariam assinar nota se não houvesse menção ao nome do colega Joaquim. O texto foi negociado na tentativa de reforçar a defesa instituicional do STF na figura do presidente da Corte, sem criticar diretamente Joaquim Barbosa.
Esses são os 3 que em minha opinião se omitiram no julgamento do HC de Daniel Dantas. Vergonha. Carmem Lúcia, que em seus bons livros e artigos em jornais aqui em MG posava de gigante intransigente na defesa do interesse público, virou um anão moral naquele dia.
Pelo menos mostraram que até para covardia e corporativismo há limite.
Integrantes do STF defendem presidente
Após três horas de reunião para decidir teor de nota, posição de "meio-termo" prevaleceu sobre a mais enérgica contra Barbosa
Ao ser procurado para se retratar, ministro afirmou que lamentava a discussão em público, mas que não retiraria "jamais" o que disse
FELIPE SELIGMAN
ANDRÉA MICHAEL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA
MARCIO AITH
DA REPORTAGEM LOCAL
Depois de três horas e meia reunidos, oito ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) divulgaram uma nota reafirmando a "confiança e o respeito" ao presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, e "lamentando" a discussão entre ele e Joaquim Barbosa. Pela gravidade do fato, a corte cancelou a sessão plenária de hoje.
Ontem, Mendes e Barbosa tiveram uma das mais graves discussões da história do STF. Barbosa chegou a dizer que o presidente da corte está "destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro". Com exceção de Barbosa, Mendes e Ellen Gracie, que está em viagem ao exterior, todos os outros se reuniram no gabinete da presidência para encontrar uma forma de contornar a crise.
Assim que a sessão do STF foi suspensa, dois ministros foram ao gabinete de Barbosa pedir que ele se retratasse publicamente. Celso de Mello, decano do STF, e Carlos Ayres Britto, considerado o grande mediador de conflitos da casa, ouviram um não como resposta.
O ministro disse aos dois colegas que lamentava o fato de ter discutido publicamente com Mendes, mas que aquele era mesmo o seu pensamento e que não retiraria "jamais" o que disse. Afirmou ainda que Mendes nunca o respeitou e que sempre se dirigiu a ele de maneira que considera desrespeitosa. Barbosa disse desconfiar ainda que o presidente do Supremo "planta" notícias contra ele nos jornais.
Diante da negativa de Barbosa, os dois se uniram aos outros colegas e relataram o que definiram como "o sentimento" dele. Deu-se início então a uma longa discussão, com os magistrados divididos em dois grupos: o dos que exigiam uma censura pública, em termos duros, contra Barbosa, e o dos que preferiam uma posição mais ponderada, de solidariedade a Mendes, mas sem ataques diretos a Barbosa.
Sobre a discussão em si, os ministros disseram que Barbosa pode pensar o que for a respeito de qualquer coisa ou pessoa. Mas que, ao manifestar opiniões pessoais de forma descontrolada, em sessão plenária, ele contrariou a tradição do STF e a liturgia do cargo. Durante a conversa, os ministros lembraram as últimas brigas protagonizadas por Barbosa.
Os que queriam uma censura mais forte, como Cezar Peluso e Carlos Alberto Menezes Direito, defendiam que fosse redigida uma nota com o uso de termos como "falta de ética", "discrepância com o comportamento habitual do Judiciário" e "conduta incompatível com o cargo". De acordo com um ministro contrário a essa solução, "estaria aberto o caminho para a proposta de impeachment" de Barbosa. O impedimento, porém, que só poderia ser decidido pelo Senado, seria uma solução improvável e sua discussão só faria agravar a crise.
Diante da possibilidade de dissidências, os ministros mais "duros" acabaram cedendo e aceitando uma nota mais branda, em nome do consenso.
Decidiram, então, divulgar a seguinte nota: "Os ministros do Supremo Tribunal Federal que subscrevem esta nota, reunidos após a sessão plenária de 22 de abril de 2009, reafirmam a confiança e o respeito ao senhor ministro Gilmar Mendes na sua atuação institucional como presidente do Supremo, lamentando o episódio ocorrido nesta data". Assinaram o documento Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Cezar Peluso, Ayres Britto, Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Menezes Direito.
Ao final da reunião, apenas dois ministros comentaram o episódio. Enquanto Celso de Mello disse que o clima estava "natural" e atribuiu a demora da reunião a problemas com a impressora, o colega Marco Aurélio Mello foi incisivo: "O clima está o pior possível. O episódio, como assentamos na nota, é lamentável sob todos os aspectos". Questionado sobre o impacto do ocorrido na relação entre os ministros, disse. "Evidentemente que não acabamos de sair de uma lua-de-mel".
O artigo 46 do regimento interno do STF afirma que cabe à presidência informar ao Ministério Público eventual ocorrência de desacato contra ministro ou a própria instituição.
Segundo Marco Aurélio, que preside a Comissão de Regimento do tribunal, o dispositivo não se aplica ao caso. Não descartou, porém, a possibilidade de Mendes tomar providências que achar cabíveis.
O incidente ocorreu um dia antes de Mendes completar um ano na presidência do tribunal. Até o fechamento desta edição, a assessoria de imprensa do STF não havia confirmado se ele deixaria de cumprir sua agenda pública para o dia.
E essas são as opiniões repercutindo a discussão. Reparem que o único que apoiou abertamente Gilmar foi o... advogado criminalista!!!
E ainda distorceu o fato, pois quem ofendeu primeiro foi Gilmar, ao falar da autoridade moral de Joaquim Barbosa. Achou que ia dar mais uma estocada grosseira no desafeto e se deu mal, custou caro o chiste.
Seguem as frases:
REPERCUSSÃO
CEZAR BRITTO, presidente do Conselho Federal da OAB (ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL):
"É lamentável a discussão pública e pessoal de ministros da Corte Suprema, pois apenas serve para aumentar a desconfiança do cidadão brasileiro em relação ao Poder Judiciário."
FERNANDO MATTOS, presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil):
"[A discussão] é uma reação à exposição exagerada do STF e da Justiça na mídia. A exposição na mídia tem enfraquecido o Poder Judiciário, trazendo descrédito. Temos que refletir até onde isso vai nos levar. É preciso melhorar a Justiça."
JANICE ASCARI, procuradora da República:
"Concordo que ele [Mendes] está destruindo a Justiça em muitos modos. O ministro Joaquim Barbosa conseguiu verbalizar o que praticamente a nação inteira está pensando e teve a coragem de manifestar isso em uma sessão. O STF deixou de ser solene como era já faz tempo, são vários os bate-bocas. Muitas vezes o ministro Gilmar Mendes foi desrespeitoso com outros ministros e com o Ministério Público."
ALBERTO TORON, advogado criminalista:
"O Supremo Tribunal Federal deve pautar suas discussões em torno de ideias e em torno de teses. Discussões podem ser ácidas, duras e contundentes, mas ofensas pessoais são inadmissíveis. Depois de receber uma agressão, o ministro Gilmar Mendes só poderia que responder. E não é a primeira vez que o ministro Joaquim Barbosa se envolve em casos assim na corte."
FELIPE LOCKE, procurador e conselheiro do CNJ (CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA):
"Isso é ruim para o Judiciário. Lamento qualquer tipo de bate-boca, lamento que as coisas tenham chegado a esse ponto. Todos os brasileiros lamentam que a Suprema Corte seja palco desse tipo de bate-boca."
LUIZ FLÁVIO GOMES, ex-juiz e professor de direito:
"[A discussão é] horrível para a instituição. Denigre a imagem da Justiça, tira a credibilidade do Judiciário. É uma pena que isso aconteça, principalmente nesse momento, quando o Judiciário goza de uma boa credibilidade junto à população. É pernicioso."
Não sei o que os companheiros aqui do blog acham. Minhas impressões iniciais são as seguintes:
1. A reunião dos ministros, logo após o incidente, significou menos que uma derrota para Gilmar Mendes. Mas também significou muito menos que uma vitória. Claramente, as três horas que durou a reunião foram utilizadas para forçar um recuo de Gilmar Mendes, e isso foi conseguido. A nota não faz menção ao nome de Joaquim Barbosa, e lamenta o incidente ocorrido.
2. A reação será forte. O post de Reinaldo Azevedo dá uma boa idéia daquilo que será a cobertura do caso pela revista Veja.
3. O Supremo está rachado ao meio. Entre os ministros, a oposição mais profunda neste momento deve ser aquela que se tornou menos pública: de um lado, os que apoiaram incondicionalmente Gilmar Mendes, de outro, os que se recusaram a assinar a nota nos termos pretendidos por ele. A atmosfera nos corredores deve estar irrespirável. Apesar de tudo isso, Joaquim Barbosa deve estar se sentindo isolado.
4. Gilmar Mendes terá que recuar dos holofotes. Pelo menos por algum tempo, até a fervura abaixar.
Concordo que o coitado do Joaquim deve estar se sentindo isolado.
Quanto ao item 1, talvez pensemos a mesma coisa, mas eu expresso de modo diferente: as 3 horas aconteceram não para forçar o recuo de Gilmar, mas sim porque foi esse o tempo que ele e seus apoiadores gastaram tentando constranger os renitentes a assinarem a nota. Quando viram que não iam conseguir, tiveram que se contentar com sua vitória (a nota de apoio) de gosto amargo (pelo tom impessoal e sem crítica frontal ao Ministro Joaquim Barbosa).
O ponto verdadeiramente positivo do fato, para mim, não foi nem a fala de Joaquim Barbosa. Ela lavou a alma e me fez dar boas risadas ao pensar como Gilmar deve estar se sentindo, do alto de sua imensa prepotência e arrogância. Mas o bom mesmo foi que pela primeira vez uma parcela omissa do STF se recusou a seguir bovinamente as imposições de Gilmar, a engolir esse discurso falido de defesa da instituição, quando na verdade o que se busca é a sua blindagem pessoal para prosseguir na sua escalada de ataques aos setores que lhe interessa enfraquecer, assim como na defesa dos interesses que realmente lhe são caros.
Será esse um momento de inflexão, daqueles que daqui a alguns anos veremos como o momento em que GM perdeu a pose e o fluxo da maré mudou?
Tomara. Só lamento que juízes como Ayres Britto (que também já foi respeitado pelo GM) e Ellen Grace não apoiem mais o Barbosa. E que ninguém na Câmara proponha algo como uma moção de censura a este togado boquirroto.
Vamos embarcar nesta sugestao do Eduardo Guimaraes mandando um email para todos os ministros do STF
mgilmar@stf.gov.br ;
macpeluso@stf.gov.br;
mcelso@stf.gov.br;
mmarco@stf.gov.br;
ellengracie@stf.gov.br;
gabcarlosbritto@stf.gov.br;
egrau@stf.gov.br ;
gabinete-lewandowski@stf.gov.br;
clarocha@stf.gov.br;
gabmdireito@stf.gov.br
mjbarbosa@stf.gov.br
e nao esquecer de manifestar nosso repudio na pagina do proprio STF
"Vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro."
Essa, a mídia não perdoa. Vide o que andam escrevendo e falando por aí.
Que supremo bunda mole esse , ahin?
Nota de apoio, medo do vexame, mutreta com HCs, capangas?, panelinhas, igrejinhas, influencia do DD, arrogancia , omissões, e o que mais?
O Supremo se desmoraliza nessa busca por exposição e exibicionismo, legislando, interferindo nos outros poderes , o que mais precisa para que o Senado e a camara, locais aonde nossos legitimos representantes agem , façam algo com essa casa de favores chamada de STF??????
Gilmar é um grande mal a nossa democracia.
Muito legal o post que o NTPO indicou do Alencastro, mais ainda por ter sido escrito há quase dois anos. O melhor desse tipo de acontecimento acaba sendo essas informações colaterais.
E legal também a compilação do Paulo SPS. Como ele disse, o único que de fato apoiou Gilmar Mendes sem meias-palavras foi o advogado criminalista, mas as reações dos presidentes da OAB do Brasil e da AJUFE não foram, no meu entender, muito felizes. Atribuir o problema a uma suposta demasia da exposição do judiciário é inverter completamente a ordem dos fatores que, neste caso, altera sim o produto. Ora, a discussão só se tornou pública porque o judiciário, sob a batuta de Gilmar Mendes, há tempos vêm extravasando seus limites, isto é, há tempos vêm assumindo funções que definitivamente não são as suas originais. E é claro que a consequência imediata disso é a exposição pública que, por isso, não pode jamais ser tomada como a causa do problema. A exposição pública é tão consequência quanto a discussão entre Barbosa e Mendes e ambas derivam dessa imiscuidade promovida pelo presidente da casa, hoje oficializada sob o nome de Pacto Republicano, este sim o verdadeiro problema.
Bom dia Idelber e demais leitores deste importante blog. Além de enviar emails para os ministros do STF, sugiro que organizemos um abaixo-assinado virtual declarando apoio ao ministro Joaquim Barbosa, não somente em função dessa discussão, mas principalmente pelo sério, honesto e belíssimo trabalho que ele tem realizado no STF desde que tomou posse do cargo em 2003.
Josias de Souza (sempre ele!) ameaçou com uma movimentação dos ministros do STF quanto a um impeachment de Joaquim Barbosa. Realmente, colocaram a raposa (argh!) para cuidar do galinheiro, e o bode, da horta.
Josias de Souza é o retrato escarrado de toda uma geração de jornalistas brasileiros. Mal preparado intelectualmente, escrevendo à beira dos cinqüenta anos com o estilo e os recursos retóricos de um primeiranista da ECA, ganhando salários altíssimos, consciente do enorme peso que o fator sorte teve em sua vida, e eternamente grato às generosas mãos que o ajudaram a galgar um posto que ele sabe perfeitamente não merecer. Um sabujo.
São pessoas desse naipe que formam boa parte da opinião pública no Brasil de hoje.
o ministro barbosa é 10, serio, honesto, educado e semprepreocupado com a justiça, parabens ministro o senhor mostrou para o tal gilmar mendes o quanto o povo brasileiro esta esgotado com a falta decarater e credibilidade dele, abaixo o gilmar mendes cinico e contra a boa moral do povo. ridiculo
Idelber, assim que soube da notícia, pensei em você. Sabia que não passaria em branco aqui no biscoito. Quero aproveitar para agradecer as palavras do Paulo SPS, sempre tão lúcidas, ponderadas e esclarecidas. Aprendo muitíssimo com ele e gosto de ler seus comentários aqui. Seguirei a sugestão de tantos, e mandarei também meu e-mail de apoio ao Ministro Barbosa.
Eu sei que é preciso haver compostura e algum ritual nessas reuniões, mas me dá um bocado de engulhos ver as pessoas mais reles e baixo nível, com sangue nos olhos, mas chamando-se uns aos outros de Vossa Excelência, Meritíssimo e tal. Lavo mesmo a alma quando alguém desce um pouco do salto e da liturgia e diz as coisas mais clara e duramente, sem tantos rapapés.
O Ministro Barbosa está acusando Mendes de favorecer os notários, incluindo-os artificialmente num grupo do qual eles, em princípio, não fariam parte?
E, se for isso, Mendes está voltando contra Barbosa uma acusação do mesmo tipo, dizendo que não é ele, Mendes, quem está discriminando um grupo, ao incluí-lo, mas sim Barbosa, por tentar excluí-lo de um grupo maior ao qual ele poderia, por que não ("eles não pagaram?")?, pertencer.
E a resposta de Barbosa? O que ele quer dizer? Que a citação da Lei dos Notários para fundamentar a tese era, digamos assim, marota? Em que sentido?
(Talvez este comentário possa servir para dar uma idéia aos mais familiarizados com os textos jurídicos do quanto um leigo pode ficar distante do verdadeiro sentido de uma discussão técnica como essa, que deu início à briga.)
Ele tem mais um ano de mandato, depois deve entrar o vice, ou seja, o Peluzo, seguindo a tradição.Ou seja, teremos um novo presidente da república e do STF.
A inovação é que devido a idade, o Ministro Cézar Peluzo não poderá ser presidente do CNJ.
como já declarado por muitos,o Ministro Joaquim Barbosa expressou a posição de parte consideravel dos que acompanham os processos em curso nas instituições da República.
Alguns alertam que esse tipo de confronto na mais alta corte do país, afeta a credibilidade e a respeitabilidade da instituição. Eu não entendo dessa forma, não sei se estou equivocada, mas de qualquer forma acho que em algum momento os embates, os conflitos que existem na sociedade (fundada na desiguldade de classes) acabam, de uma forma ou de outra, repercutindo em todas as instituições e mais ainda naquelas que são do aparato estatal. Ou seja, de alguma forma e em algum momento,as contradições da sociedade (que sempre estão presente no Estado, mas nem sempre de forma clara e incisiva) aparecem explicitamente em determinados acontecimentos. Comono caso presente. O Ministro Barbosa expressou de forma contudente a percepção dos que querem maior justiça e equilibrio na condução dos processos políticos. Não sei se estou sendo clara.
Lá no blog do Azenha está transcrita uma reportagem da revista Veja, quando do julgamento do "mensalão".
Joaquim Barbosa, herói. Palavra da Veja
Atualizado em 23 de abril de 2009 às 22:00 | Publicado em 23 de abril de 2009 às 21:57
Quero ver como a dita cuja revista vai tratar o assunto, agora que o embate foi com o Ministro G.Mendes, que sabemos a quem serve.
Abraço fraterno
Marilda
PS. Como já foi dito acima, eu também continuo a aprender, em casos que envolve o direito, principalmente, como aqui, com os comentários de Paulo SPS e de João Virgilio: comentários ponderados, didáticos e esclarecedores.Obrigada.
Que maravilha essa nota de respaldo do resto da gang...opsss errei... do resto dos ministros ( nunca a palavra resto foi tão bem empregada.....) em apoio ao porco de toga, sério Idelber!!! Achei maravilhosa e esclarecedora a posição deles, não está existindo no mundo nos dias de hoje espaço para dúvidas quanto ao caráter das pessoas, caráter não se adquire em universidades nem em pós graduações, muito menos se consegue por intermédio de padrinhos poderosos, caráter vem de berço. Fiquei emocionado quando acessei a wikipédia e me deparei com a biografia deste grande homem, um verdadeiro herói para servir de exemplo para a nossa juventude ao invés de putas e garotos de programas de um nefasto BBB ou qualquer traste fabricado pela mídia vulgar e barata. E pelo visto o que faltou em bens materiais e posses na infância do nobre ministro Barbosa sobrou em caráter e retidão.
Quanto aos outros, bem os outros são os outros... e é por isso que fico feliz com queda da máscara do resto da patota, não preciso ter mais consideração por um ou por outro ou mesmo ter que ficar optando pela velha e salomônica saída tupiniquim de achar que esse não é tão ruim assim.....
é tudo farinha do mesmo saco, apaniguados encastelados nas delícias e falcatruas do maior puteiro a céu aberto que foi criado no planeta que é Brasília, a cidade que mais se aproxima da ilha da fantasia, aonde como já dizia o saudoso João Saldanha, o João sem medo : se passar um fio de arame em volta e gritar "teje preso" não fica um para carcereiro...( na realidade o João falava isso do Brasil, eu é que adaptei para Brasilia)
Pela destituição de todo o supremo , já!!!!!!! salvo o nobre ministro, ninguém alí é digno de envergar nada mais do que uma camisa daquelas listradas, tão bem difundidas pelo Ben Turpin nos primórdios do cinema mudo.....
rubem rodriguez gonzalez em abril 24, 2009 1:22 AM
João: pois é, a discussão acabou ofuscando a decisão de um caso cabeludo (ou melhor, o desenrolar da discussão tirou a luz do que a originou), que envolve a fluidez da fronteira público-privado no Estado brasileiro. Não sei ao certo do que se trata - só que tem a ver com uma lei paranaense que inclui funcionários de cartórios (privados, creio) na Previdência estadual -; vou ver se vou atrás amanhã. Mas pelo que entendi, vai mais ou menos pelo que v. entendeu. A alegação do Mendes (que o Barbosa julgava em termos classistas) tem uma carga de preconceito embutida - parte da classe jurídica ridiculariza o Barbosa, considerando - pejorativamente - sua nomeação como mera ação afirmativa (ele estaria no STF por "cota", o mesmo se acha da Ellen Gracie, a primeira mulher nomeada ao Supremo) - é o que o post, mencionado, do L.F.Alencastro tenta negar.
Engano meu. Não me informei direito. Aqui um resumo mais apropriado dos casos que levaram ao bate-boca. Ainda não dá pra entender por inteiro, mas já melhora. Mas não retiro o que disse, o Mendes provocou o Barbosa; o Nelson Jobim era arrogante assim também quando era presidente do STF também.
Obrigado pela referência. Por falar nisso - pena o site do Conjur ter entrado de cabeça no esquema do Daniel Dantas. As matérias, por via de regra, são um primor de clareza e informação, como essa que você citou.
Idelber, vou colar aqui um e-mail que recebi em funçao de uma petição que circula em apoio ao Ministro Joaquim Barbosa. Se não achar que invadi seu espaço, delete por favor.
"Após a sessão de ontem do STF, oito subservientes ministros se solidarizaram com Gilmar Mendes; aqueles, no entanto, que apoiam as palavras e os juizos proferidos em plenário pelo ministro JOAQUIM BARBOSA podem se manifestar por meio de um abaixo-assinado, que acaba de ser criado na internet."