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sexta-feira, 01 de maio 2009

Despencam as vendas de Folha, Globo e Estadão

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Saíram os números do primeiro trimestre e há muito que comemorar. As organizações criminosas conhecidas pelo eufemismo “grande mídia” tiveram, em termos relativos, o seu pior trimestre da história. A Folha, jornal brasileiro de maior circulação, cai paulatinamente a cada primeiro trimestre desde 2000. No começo daquele ano, vendia uma média de 429.476 exemplares diários. Veio despencando ano após ano até o recorde negativo do primeiro trimestre de 2009, no qual somente 298.352 incautos contribuíram, em média diária, com a organização criminosa.

A bandidagem liderada pela famiglia Marinho não teve melhor sorte. O Globo tinha média diária de 334.098 exemplares diários vendidos no começo de 2000. Fechou o primeiro trimestre de 2009 vendendo 260.869 exemplares por dia. No mesmo período, o Estadão caiu de 391.023 para 217.414 exemplares diários vendidos. Em menos de uma década, a Folha perdeu mais de trinta por cento dos seus leitores. Também despencaram o Diário de São Paulo, o Correio Braziliense e O Dia. Incrivelmente, a Zero Hora teve ligeira subida. A organização criminosa pertencente ao grupo RBS vendeu 184.893 exemplares em média no primeiro semestre de 2009. É um número menor que os 186.471 vendidos diariamente no começo de 2000, mas é ligeiramente superior ao mesmo período em todos os outros anos desta década.

Sem dúvida, a crise da mídia impressa é mundial. Mas os donos dos grandes jornais brasileiros, assim como seus funcionários, deveriam refletir sobre se isso explica, por si só, esses números. Baseadas nos números do Instituto Verificador de Circulação (IVC), a notícia saiu no site meio&mensagem, que é fechado para não-assinantes. Foi repercutida pelo Portal Vermelho, onde há mais números. Para a Folha Online, a queda dos lucros do Yahoo é notícia, a do New York Times também, mas a queda do seu próprio jornal não foi noticiada. A Folha usa os números do IVC quando lhe convém.

Num contexto como este, em que a grande mídia continua sofrendo derrotas nos tribunais, se o leitorado brasileiro de esquerda souber organizar uma massiva campanha de boicote e pressão aos anunciantes das organizações criminosas, elas cairão igual fruta podre. Não haverá Gilmar Mendes nem negociatas sem licitação com José Serra que salve.

Seria interessante fazer um levantamento minucioso das finanças das organizações criminosas, observar quais anunciantes mais contribuem e começar o bombardeio. O boicote a anunciantes é uma arma que, pelo menos nos EUA, a direita tem usado com muito mais habilidade que a esquerda. É uma iniciativa que tem pouca tradição no Brasil. É hora de começar a usá-la.

PS: Não deixe de ler Corrupção de mão única, de Alexandre Nodari.



  Escrito por Idelber às 16:35 | link para este post | Comentários (64)


Comentários

#1

Não poderia ser diferente, não é mesmo? Estão "se suicidando" deliberadamente. Seria interessante saber também os números da "Veja" e das demais revistas da Abril - mas aí seria preciso uma auditoria que levasse em conta os exemplares que mandam de graça, que certamente não são poucos.

Mauricio Caleiro em maio 1, 2009 5:34 PM


#2

Pois é, Mauricio, os números das produções impressas da Abril eu não tenho, mas analizando o tráfego do seu site via Alexa, o um leitor do Nassif chegou a interessantes conclusões.

Idelber em maio 1, 2009 5:38 PM


#3

Muito interessantes mesmo. Prova que, ao menos na internet, "Capricho" responde por 21,3% do tráfego, enquanto "Veja", com aquela banca de formadora de opinião toda, fica com 4,5%...

Mauricio Caleiro em maio 1, 2009 5:56 PM


#4

Idelber,

Isso daí é muito relevante. Não é possível que esse movimento de degeneração qualitativa dos jornais ao mesmo tempo em que o processo civilizatório avança no país, mesmo que tortuosamente, não repercutisse em queda nas vendas em um dado momento.

O próprio Nassif não cansa em dizer que nunca viu a posição da mídia tradicional andar em tamanho descompasso com a opinião pública. Qualquer pessoa sensata percebe que é simplesmente impossível que Lula seja tão popular e ao mesmo tempo seja tão mau, feio e bobo como os jornalões o desenham.

Também temos que levar em consideração que essa degeneração é fruto de uma estratégia de vendas errada, não de uma degeneração ética - afinal, é provável que essa gente nunca tenha tido nada do tipo. Essas publicações sempre tiveram suas políticas editoriais orientadas por interesses mercadísticos. Sempre. Basta ver a transformação da Folha no fim dos anos 70 para os anos 80.

Dessa vez, eles apostaram em montar um bunker oposicionista para agregar a classe média que se opunha a Lula, mas não perceberam que esse segmento da socieda mudou - e muito - no Governo atual: Muita gente saiu da pobreza e foi para a classe média. Essas pessoas simplesmente foram esnobadas pelos jornalões na medida em que eles prefiriram jogar para um torcida bem específica, os setores reacionários da velha classe média.

Fora isso, também temos o avanço da Internet, seja nos domicílios ou por meio da expansão de lan houses. As pessoas já têm TV e pagam, muitas vezes, banda larga. Por qual motivo elas ainda teriam de pagar para ler notícias num papel? Única e exclusivamente se os jornais fossem muito, mas muito bons mesmo. Não é o caso. Hoje, você encontra coisa mais interessante na blogosfera do que se juntasse uma pilha com os cinco principais jornais do país.

Hugo Albuquerque em maio 1, 2009 6:04 PM


#5

Idelber,

Gostaria muito que essa queda nas edições impressas realmente pudesse representar uma grande diminuição da penetração no poder da 'grande mídia'.
Mas a verdade é que se por um lado eles estão vendendo menos jornais, por outro podemos ver claramente que o movimento migrou para os portais.
A audiência é menos qualificada? Com certeza é, mas eles continuam fazendo muito dinheiro com publicidade online. Talvez acabem mudando o foco e ao invés de formar a cabeça do eleitorado, agora se preocupem mais em pagar as próprias contas.
A boa notícia talvez seja o fato de que - apesar de ganhar muito dinheiro online - o 'poder' dessa mídia diminui muito. Online eles se tornam formadores de opinião muito menos poderosos.

Dudu Tomaselli em maio 1, 2009 6:26 PM


#6

Excelente ponderação, Dudu. Teríamos que cotejar tudo isso com os números dos portais. Qual será a porcentagem da receita que vem dos anúncios online, no caso do UOL / Folha, por exemplo?

O abismo em que caiu a credibilidade deles é visível, mas não está claro quão forte terá que ser o empurrão para que caiam também num abismo financeiro. Ainda nos faltam muitos números. Onde está o Hermenauta quando precisamos dele?

Hugo, coincido totalmente com sua análise de classe. Conheço muita gente que subiu da Classe D para a C, ou da C para a B, e que se encaixa nesse perfil que você descreveu.

Idelber em maio 1, 2009 6:45 PM


#7

Um dado importante, e que não pode ser deixado de levar em consideração, é que em sua maioria as versões on-line dos grandes jornais e revistas só são acessíveis, na íntegra, aos seus próprios assinantes ou dos portais que os hospedam. Isto acaba fazendo com que muitos dos leitores das versões digitais sejam os mesmos das versões impressas, que simplesmente buscam notícias mais atualizadas. Dudu, acho que desta forma, isto também relativiza um pouco a penetração das edições on-line.

Argonauta em maio 1, 2009 6:56 PM


#8

Olá!

Interessante que o Idelber comemore a queda nas vendas dos principais jornais brasileiros, mas, ao mesmo tempo, não dê aos leitores desses jornais outras opções.

Eu não comemoraria o fechamento de um jornal apenas pelo fato de discordar do que nele vai escrito -- e muito menos iriar comemorar o fato de as vendas terem despencados. É anti-democrático e cada pessoa tem o direito de publicar suas idéias dentro dos limites impostos pela lei.

Eu não gosto do Reinaldo Azevedo, mas nem por isso iria comemorar caso o blog dele passasse a ter pouco fluxo de leitores.

Vale lembrar: Quanto menos jornais essas empresas venderem, mais pessoas serão demitidas. São pessoas que precisam se sustentar, pagar as contas, educar a família, enfim, sobreviver. Não há nada a ser celebrado nisso. Pelo menos para mim.

A questão é: Digamos que os jornalões venham a falir, o quê há para substituí-los como meios de informação de massa? Carta Capital? Site do Vermelho? O Blog do Nassif?

Mas, vai ver, qualidade jornalística de verdade é aquela usa designações como "militantes nacionalista-militares" para evitar dizer o óbvio.

Marcelo Augusto em maio 1, 2009 9:14 PM


#9

Eu não comemoraria o fechamento de um jornal apenas pelo fato de discordar do que nele vai escrito.

Eu também não. Quando entramos na esfera do traslado de torturados usando automóveis da mídia (Folha nos anos 1970), a fraude física das urnas (Globo em 1982), a invenção de grampos (Veja em 2008-9), a obtenção ilegal de fotos com objetivo eleitoral (Globo em 2006), a calúnia de vestir sequestradores com a camisa de um partido político (Globo em 1989), o ocultamento do maior acidente aéreo da história do país (Globo em 2006), assim como o amplo leque de crimes cometidos por essas organizações ao longo da história recente, acho que o drama não é exatamente "discordância", Marcelo. É algo mais grave.

Qual alternativa que ofereço aos leitores? Bem, este blog completa em breve 5 anos, tentando, humildemente, fazer a sua parte. Há outras alternativas, claro. Eu tentei enviar-lhas, mas você, que está tão preocupado com as alternativas de informação, deixou aqui um email falso.

Por que será?

Idelber em maio 1, 2009 9:32 PM


#10

Olá!

As colocações que puseste sobre as atitudes desses meios de comunicação são graves e devem/deviam ser avaliadas sob a luz da lei que rege o nosso país.

Pena que o Brasil ainda seja bastante chulé para julgar de acordo com a lei os responsáveis por esses atos.

Mesmo discordando desses meios de comunicação, eu não celebraria a queda nas vendas dessas empresas. Lembro: Há pessoas trabalhando nelas e que precisam obter o sustento de cada dia.

Sobre o email falso, eu evito pôr o meu email para que não receba spam. Mas neste comentário abri uma exceção e gostaria de receber as alternativas de leitura que tu disseste.

Desde já fico grato pelas sugestões.

Até!

Marcelo

Marcelo Augusto em maio 1, 2009 9:41 PM


#11

É importante essa midia ser desmascarada. Imagine que ontem o processo contra o Juiz De Sanctis foi baseado em uma notícia do CONJUR. Do CONJUR??? CONSULTOR JURIDICO??? Isso mesmo. E quem é o CONJUR que "armou" contra o juiz que prendeu Daniel Dantas?

Jornalismo dublê

Dentro do trio ACM, sem dúvida aquele que mais se distancia de qualquer juramento do jornalismo é Márcio Chaer. Não se sabe se ele é jornalista, empresário ou assessor de imprensa. Ele mesmo assina ora como uma coisa, ora como outra. É proprietário da Dublê Editorial Ltda., que edita a revista eletrônica Consultor Jurídico. Em seu site a revista se define como "uma publicação independente sobre Direito e Justiça", traz Márcio Chaer como Diretor e membro do Conselho Editorial, e avisa que a redação funciona na Rua Wisard 23, na Vila Madalena, em São Paulo.

No mesmo endereço funciona a assessoria de imprensa de Chaer, a Original123. O site mostra o próprio comandando a assessoria. Ou seja, o mesmo personagem que escreve artigos como jornalista, assessora os que são noticiados nos seus artigos, que lhe pagam como assessor de imprensa.

Em novembro de 2007, o site da Original trazia uma relação de seus clientes. Mais de 80% eram advogados, interessados obviamente na publicação ou omissão das notícias "independentes" do Consultor Jurídico de Márcio Chaer. Vários desses advogados aparecem em uma representação da Brasil Telecom à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por superfaturamento de honorários. Entre eles, conforme noticiado, José Luis Oliveira Lima, advogado de Chaer, que recebeu R$1,05 milhão da BrT para defesa de interesses de Daniel Dantas. Outro cliente, Wald Advogados, recebeu R$18,8 milhões em honorários da Brasil Telecom, por 15 meses de trabalho entre 2004 e 2005. No expediente do ConJur aparece ainda um outro advogado de Dantas – Alberto Zacharias Toron – como "colaborador".

Em 05/08/2003, Chaer enviou proposta a Humberto Braz, braço direito de Daniel Dantas e preso por flagrante de suborno de um delegado da PF. Na proposta, intitulada "Serviço de Imprensa", o jornalista se prontificava a desenvolver trabalho de acompanhamento do contencioso da Brasil Telecom "de forma a trabalhar as informações de interesse da imprensa e que possam influenciar não só o entendimento da Justiça como também desestimular ajuizamento de ações contra a Companhia" e a criar, na internet, um "canal de comunicação com a comunidade jurídica – em especial, com a Magistratura – para oferecer subsídios e argumentos técnicos que possam ser usados em favor da Brasil Telecom no meio judicial, seja em julgamentos, seja para formar o convencimento de juízes".

No site atual da Original a lista de clientes desapareceu. Uma busca detalhada no ConJur, das notícias relacionadas aos advogados clientes da Original e dos clientes desses advogados, revela, na parcialidade e na omissão, onde estão os verdadeiros compromissos de Chaer. Se se juntar isto a uma análise detalhada das origens e destinos dos honorários superfaturados dos advogados de Daniel Dantas, evidencia-se uma boa oportunidade para a manifestação da Fenaj, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Federal (MPF).

Estado de corrupção

Não vivemos em um "Estado Policial" como alguns querem fazer crer. O Brasil vive verdadeiramente um "Estado de Corrupção". O país perde, por ano, 160 bilhões de reais com corrupção e fraude, puxados principalmente pelos crimes de colarinho branco. Isso daria para construir cerca de 2 mil hospitais, 4 mil escolas ou 5 milhões de casas populares. São recursos desviados ilegalmente de brasileiros pobres para criminosos inescrupulosos com dinheiro, formação acadêmica, terno e gravata. A Constituição prevê que todos os brasileiros sejam iguais perante a lei, não importando se eles são banqueiros, advogados, jornalistas ou dublês.

Karla Batista em maio 1, 2009 9:58 PM


#12

Sobre o email falso, eu evito pôr o meu email para que não receba spam. Mas neste comentário abri uma exceção.

Mentira.

Há comentários seus aqui nos dias 21 e 22 de janeiro com emails válidos. Converso por email até com gente que está à direita de Médici. Mas presumo sempre boa fé de qualquer leitor, até do mais crítico -- se ela é quebrada com um email falso, acabou. Para mim está óbvio que você não está interessado em alternativas (Se quiser, fuce meu Google Reader, que é público).

Da mesma forma como, aliás, eu não estou nem um pouco preocupado com jornalista perdendo emprego.

Idelber em maio 1, 2009 10:01 PM


#13

Concordo em gênero, número e grau.

Eu gostaria muito que esse movimento de queda na leitura da mídia gorda impressa fosse acompanhado de crescimento na leitura de veículos como Brasil de Fato, Fórum e Fazendo Media, só para citar os três que assino e recebo em casa.

Fora a falta que faz um jornal diário de circulação nacional que não seja de direita, como bem lembrou o Idelber na coluna da Fórum de abril, que coincidentemente acabo de ler.

Uma emissora de rádio ou de televisão que não seja de direita, então...

Quanto à questão do financiamento, considero o boicote uma iniciativa importante, e acrescento outra: a cobrança política em relação às autoridades políticas. Os cofres públicos - nas esferas federal, estadual e municipal - são, de longe, os maiores financiadores da bandidagem promovida pela mídia gorda.

Eu, particularmente, acho que toda propaganda estatal deveria ser pura e simplesmente proibida. Cada centavo utilizado para pagar anúncios na mídia gorda para (supostamente) "divulgar" iniciativas como o Plano de Desenvolvimento da Educação é um centavo que deixa de ser investido em educação e vai para o bolso da família Marinho, por exemplo.

Além disso, há que se lembrar que, diferentemente dos impressos (por exemplo), as emissoras de rádio e televisão são concessões públicas. Ou seja, se descumprem as leis do país e os artigos 220 a 224 da Constituição Federal (o que acontece todo santo dia), deveriam pagar com julgamento por órgãos competentes e, se for o caso, suspensão ou perda da concessão.

Nos EUA, por exemplo, isso rola adoidado. Aqui é tabu. Mesmo o governo do PT renova automaticamente as concessões e mantém um sujeito como Hélio Costa no Ministério das Comunicações. Aliás, é um exercício interessante analisar as iniciativas tomadas pelo primeiro ministro do Governo Lula, Miro Teixeira, e articulá-las com o pouco tempo que durou no cargo e com o que veio depois (escolha do padrão de TV digital, uso de verbas dos fundos setoriais, perseguição sistemática a rádios comunitárias etc.).

Para encerrar esse comentário o dado mais escandaloso que conheço: até o Horário Eleitoral Gratuito não é gratuito e funciona como um canal de engorda para as emissoras de rádio e televisão:

http://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/content.php?option=com_content&task=view&id=3870

E, mesmo assim, as emissoras lutam com unhas e dentes para acabar com o Horário Eleitoral Gratuito, que acaba sendo a única ocasião em que elas não têm poder de censurar e decidir o que vai ao ar em canais que são públicos.

Rafael Fortes em maio 1, 2009 10:01 PM


#14

"isso rola adoidado" foi exagero.

Seria mais apropriado algo como "existem dezenas (centenas) de exemplos de cassação realizada a partir do simples cumprimento da lei".

Rafael Fortes em maio 1, 2009 10:06 PM


#15

Assombroso esse número de 267 milhões de reais recebidos pelas emissoras de televisão como compensação pelo horário eleitoral. Valeu o link, Rafael.

Argonauta, excelente ponto. Você nos lembra bem que não dá para somar algebricamente os leitores dos portais e das edições impressas. A interseção deve ser enorme, como você bem nota.

Verdade, Karla. Processo armado a partir de matéria do ConJur é dose.

Idelber em maio 1, 2009 10:26 PM


#16

O fenômeno é mundial, a redução de tiragens é um fenômeno mundial e aparentemente irreversível. O NYT acumula prejuízos, o Boston Globe idem, alguns jornais nos EUA, como o The Christian Science Monitor circulam apenas online, alguns outros ainda circulam em poucos dias na semana... Não é algo que ocorre só no Brasil, é algo que finalmente chegou de vez ao Brasil.

As razões são várias.

Não é só a internet a vilã, mas também a falta de credibilidade, o gosto dos leitores e os novos tempos e ferramentas.

Vamos a alguns fatos em destaque:

1. Internet: Sem dúvida o principal "vilão" na história. Mesmo os grandes jornais colocam suas edições diárias na internet, seja de forma aberta ou paga. E ao longo do dia podemos acompanhar, de graça, com rapidez e comodidade, e onde quer que estejamos, o que acontece pelo mundo todo no site dos jornais, nos blogs e em várias páginas da internet.

2. Mobilidade

Quando assinamos um jornal o recebemos em casa. Se viajamos ele continua a chegar em casa e não vai até onde estamos. Caso viajemos, temos que nos locomover até um banca e nem sempre o jornal que você quer estará lá. Eu, por exemplo, leio todo dia a edição online do Gara, do País Basco, no Brasil é impossível achá-lo em qualquer banca.

3. Pílulas

Um ponto interessante é o fenômeno atual, graças à velocidade não só com que tudo ocorre e as informações chegam, mas também a falta de tempo/pressa dos leitores quando são bombardeados com milhões de informações ao mesmo tempo. É a pós-modernidade em sua verdadeira natureza. Os leitores procuram por notícias rápidas, explicativas e simples, que possam ser digeridas sem perda de tempo - vê-se o sucesso da Revista da Semana, qeu adota o modelo - e os jornais, com suas várias páginas de análises e notícias longas acaba colocad oapra escanteio.

4. Credibilidade

Ponto, ao meu ver, principal, ao menos recentemente no Brasil, a falta de credibilidade, ética e respeito. Os episódios da Ditabranda (que mostrei aqui e aqui) e mais recente da ficha de Dilma, claramente forjada e depois reconhecida como tal pela Folha, demonstram a falta de credibilidade, comprometimento e ética dos grandes jornais.

Não fala-se em neutralidade, imparcialidade, isso não existe, todos somos influenciados por alguma coisa e acreditamos em algo, ao buscar a imparcialidade não passamos o que ralmente gostaríamos de passar à frente. Mas senão imparcialidade pelo menos não a mentira, não os ataques insensatos, o desrespeito e a tentativa clara de derrubar, atacar sem provas.

Não apoio o governo, não sou Petista nem gosto do Lula mas uma coisa é fazer oposição (como faço, à esquerda) e outra é denegrir, mentir e manipular, como vem fazendo os jornais brasileiros e em especial a folha de São Paulo.

Em suma, os jornais estão morendo, não conseguiram ou não querem se adaptar aos novos tempos e, no caso brasileiro, soma-se a isso a falta de ética e credibilidade e o flagrante desrespeito ao leitor.

http://tsavkko.blogspot.com/2009/04/circulacao-dos-jornaloes-em-queda.html

Raphael Garcia em maio 1, 2009 10:41 PM


#17

Ler jornais sempre fez parte de minha vida. Aprendi a ler com eles, e na minha juventude, no final dos anos 80,lia muito a Folha e a revista Veja. Acreditava que eles defendiam mesmo a liberdade de pensamento, mesmo quando eu não concordava com a opinião deles. Mas há alguns anos eu perdi a fé neles- porque as idéias que eles defendem realmente não têm nada a ver com as que eu acredito: justiça, liberdade, igualdade e fraternidade. Agora, quando quero ler notícias, uso a Internet; e quando quero refletir sobre algum assunto, leio livros. Não vejo por que uma pessoa hoje necessite da opinião de jornais e revistas tais como são publicados no Brasil.

reinaldo barbosa em maio 1, 2009 11:48 PM


#18

E o mais grave nessa crise toda, é que no período aumentaram a população brasileira, o número de pessoas alfabetizadas, o PIB do país e a renda dos trabalhadores. A queda relativa é muito séria.

Hugo Albuquerque em maio 2, 2009 12:03 AM


#19

PS: Com exceção da Carta Capital e da Caros Amigos (e de outras revistas e jornais independentes), a imprensa brasileira é lixo tóxico puro!

reinaldo barbosa em maio 2, 2009 12:08 AM


#20

reinaldo barbosa, meu caso é parecido com o seu... Desde criança lia a Folha de São Paulo, e quando fui morar sozinho, aos 19 anos, continuei assinando o jornal. Mas de uns 7 anos pra cá, não consigo mais ler o "jornaleco da ditabranda", ora pelas posições políticas claramente tendenciosas, ora pela péssima redação de seus repórteres... Fico imaginando se o jornal já era assim antes, mas eu era muito jovem e ingênuo, ou se houve uma mudança na forma de se fazer jornalismo desses veículos, em especial a Veja e a Folha de São Paulo.

Idelber,

Parabéns pelo blog, sou leitor assíduo há pelo menos 1 ano, e as discussões e ponderações aqui propostas são das mais profícuas da internet... Eu quero sugestões de outros portais de mídia que não os "grandes"...

Abraços!

David Neto em maio 2, 2009 12:18 AM


#21

Reinaldo, posso ser honesto? Eu assino a Brasil de Fato, por exemplo, e leio vez ou outra a Carta e a Caros Amigos e mesmo nelas eu vejo muito sectarismo... Não é por ser de Esquerda que qualquer veículo está livre. Tudo bem, por lá a coisa é MUITO mais indpendente mas mesmo assim, é preciso cuidado com tudo que se lê. E não esqueça do Delfin na Carta!

Raphael Garcia em maio 2, 2009 12:22 AM


#22

Reinaldo e David, a minha experiência é bem parecida com a de vocês. Tenho 40 anos. Comecei a ler jornais diariamente com a virada da Folha na direção da democracia, no começo dos anos 80. Li diariamente durante 26 anos (entre 1990 e 1996-97, antes do jornal ser publicado na internet, eu o lia na biblioteca da Universidade da Carolina do Norte, com alguns dias de atraso).

Cortei o hábito e não sinto falta. Recebo os feeds do G1, da Folha Online e do Estadão, mas invisto muito pouco tempo neles. Não têm me feito falta.

Caro David, dê uma navegada nesse imenso blogroll aí à esquerda. Você vai encontrar muita coisa boa!

Idelber em maio 2, 2009 12:25 AM


#23

Raphael, excelentes comentários. A Carta Capital merece um post à parte em breve. Eu acho que ela tem melhorado muito. Falam de "petismo" da revista, mas Mino Carta desce o sarrafo no governo Lula com muita frequência. No episódio do chamado mensalão, a Carta Capital foi realmente a revista que investigou. O que era aquilo? Qual era o esquema? Você vai saber muito mais por ela do que pelas revistas que, como a Veja, supostamente teriam mais interesse em investigar, já que era um assunto de desgaste para o governo.

Vejam a edição desta semana. É na Carta Capital, não na Veja, que você encontrará uma matéria detalhando a lamentável trajetória de Greenhalgh, de advogado dos sem-terra a lobista de Dantas.

Idelber em maio 2, 2009 12:30 AM


#24

Eu assumo o boicote: eu não compro nada das editoras Abril e Globo. Quando me ligam para renovar, simplesmente digo que não estou satisfeita com os caminhos que a imprensa tem escolhido trilhar. Se eles tem liberdade para escrever o que querem, eu tenha a minha para dizer NÃO QUERO COMPRAR. Seria uma idiota de pagasse por mentiras que são tão escrachadas que qualquer pessoa com um mínimo de senso comum perecebe. E não é internet a culpada. A culpa é deles mesmos porque se desviaram do cidadão e da democracia.

Marcia Costa em maio 2, 2009 12:42 AM


#25

Idelber, outro dia recebi um telefonema inacreditável de um funcionário da Editora Abril (já assinei algumas publicações da Editora anos atrás, coisa que não faço mais, não somente em relação à 'Veja', mas a qualquer publicação desta editora neofascista).

E ele me perguntou se eu gostava da 'Veja' e eu, inicialmente, meio que me fiz de desentendido, mas ele insistiu na pergunta e daí eu disse que não.

E ele me falou que, nesse caso, eu poderia assinar qualquer publicação da Abril que eu teria um desconto de 40% na assinatura de qualquer revista da editora.

Pois é, Idelber... a credibilidade da 'Veja' está tão baixa que até eles mesmos já perceberam que as pessoas não gostam mais da revista.

E daí tentam empurrar outra publicação qualquer, sobre qualquer assunto, para as pessoas. Sinal de que a situação financeira da Abril não deve ser nenhuma maravilha...

Mas, do meu bolso a Editora Abril nunca mais irá receber um mísero centavo que seja...

Marcos D. em maio 2, 2009 1:00 AM


#26

Marcos, que bom vê-lo aqui de novo. Outro dia eu estava revirando seus comentários procurando uma notícia que eu acreditava ter visto, de que você tinha aberto um blog. Confere?

Idelber em maio 2, 2009 1:52 AM


#27

"Eu não gosto do Reinaldo Azevedo, mas nem por isso iria comemorar caso o blog dele passasse a ter pouco fluxo de leitores."


Não querendo me estender muito nos argumentos do Marcelo Augusto, mas essa frase dele... Eu testo meus anseios igualitários com isso. Porque o Reinaldo, mais do que de ser de direita, já escreveu coisas racistas, homofóbicas, classistas, sexistas. Eu me pergunto se as pessoas deveriam ter o direito de dizer o que quiser, e ofender e contribuir com o sofrimento alheio.
No que concerne a imprensa, acho que há muito tempo a informação e problematização dos fatos foi trocada por manipulação. O jornal abriu mão de seu papel na construção de uma opinião pública pra emitir opiniões corporativas e partidárias. Então eu comemoro sim a falência desses meios. Que não mantém nenhuma diversidade de pensamento, pelo contrário, esforçam-se em acabar com ela.

Abraço, Idelber.

aline em maio 2, 2009 2:29 AM


#28

Tô contigo, Aline. E como se vê, nosso amigo Marcelo Augusto foi pego na mentira e não voltou...

Idelber em maio 2, 2009 3:31 AM


#29

Idelber, como você tem registrado a censura a blogs, veja este caso, motivado por noticias sobre investigações conduzidas pelo Tribunal de Justiça do Maranhão e pelo CNJ sobre a atuação de juízes do estado. Pelo visto, na segunda sairá do ar.
http://www.walter-rodrigues.jor.br/

marcus em maio 2, 2009 6:12 AM


#30

Caramba, marcus, mas não acaba nunca, hein? Vamos ver. Precisamos de:

1. um blog só para desmascarar as mentiras da mídia.

2. outro blog só para contabilizar as censuras a blogs.

É demais.

Idelber em maio 2, 2009 6:50 AM


#31

Idelber,

Fiz um comentário sobre o seu post no meu blog:

http://capitao-obvio.blogspot.com/2009/05/despencam-as-vendas-de-folha-globo-e.html

Capitão Óbvio em maio 2, 2009 7:38 AM


#32

Bacana, Capitão. Eu não havia visto ninguém ainda listar realmente os anunciantes. Seria legal se continuássemos a fazer esses levantamentos e partíssemos para a ação. Eu estou animado :-)

Idelber em maio 2, 2009 8:37 AM


#33

Mais uma derrota judicial da Globo

Há alguns meses a Rede Globo veiculou campanha conjunta com o Instituto Brasileiro de ètica Concorrencial em que o auditor fiscal aparecia como um corrupto a atrapalhar os honestos empresários.

Sindicatos de fiscais entraram na justiça e conseguiram vitória contra a ex- toda poderosa

O anúncio foi retirado do ar e a Globo, na iminência de outras derrotas propôs acordo que foi aceito de produzir um comercial para os sindicatos e exibi-lo por período igual e em hortários iguais ao comercial questionado

Aqui em Minas já está rolando, com o mote:

“Nosso dever é promover a Justiça fiscal, combater a sonegação.
O seu é fiscalizar o uso do dinheiro público”

link para o assunto: http://www.sindifiscomg.com.br/noticia.asp?codigo=1598

como eu disse em outros lugares, a justiça cá embaixo está melhorando

abçs

rabbit em maio 2, 2009 11:26 AM


#34

Idelber, eu criei, recentemente, 2 blogs. O primeiro, a respeito do qual você leu, é o 'Guerrilheiro do Entardecer' (tirei o título do livro do Gabeira, o 'Crepúsculo do Macho').

E o segundo é sobre Futebol, o 'Futebol e Fantasia'.

Fique à vontade para frequentá-los, bem como a todos os que visitam e escrevem aqui no seu blog, e comentar nos mesmos, pois você e os leitores que quiserem trocar idéias e comentar serão sempre bem recebidos nos mesmos.

E estou aderindo à sua idéia de boicotar os anunciantes que apóiam a Grande Mídia. Somente quando as pessoas agem e eles sentem os efeitos em seus bolsos é que eles fazem alguma coisa.

Abraço


Links dos blogs:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/


http://futebolefantasia.blogspot.com/

Marcos D. em maio 2, 2009 12:52 PM


#35

Concordo totalmente com o boicote, Idelber. Já o pratico há anos, independentemente do que acham pessoas como esse Marcelo Augusto. De muitos anos para cá, informo-me apenas pela internet. Nela, os leitores podem emitir suas opiniões. Só isso já faz diferença. E, acima de tudo, prezo meu direito de protestar contra organizações criminosas.
Por falar na facista editora dos Civita, outro dia recebi uma mala direta da dita cuja: nela estava escrito que a Veja é uma revista plural. Pode?? Isso dá processo por propaganda enganosa.

Cláudio Freire em maio 2, 2009 1:10 PM


#36

Idelber,

Sua proposta, de dois blogs com os temas propostos podem ter sido feitas num tom mais de "precisamos mas não faremos", quase que com humor, mas não é de toda ruim. Precisamos MESMO!

Ainda que, a alternativa, é exatamente a do largo hall de blogs que você tem, que muitos tem, que são críticos, opinativos, colaborativos e, acima de tudo, independentes. Acho que o que falta - talvez falte, não sei - é um agregador para todos estes blogs que se propõem independentes, ativos e críticos. Uma maneira de facilmente localizar todo esse hall de blogs que costumamos ler, ter como referência e etc.

Eu, por exemplo, leio mais de 30 blogs deste tipo por dia, sejam nacionais ou - o assunto/lugar me interessa - Bascos e afins. Seria interessante uma maneira colaborativa de facilitar o contato e o conhecimento/reconhecimento destes todos...

Raphael Garcia em maio 2, 2009 3:14 PM


#37


Deveríamos criar uma camiseta com um logotipo de campanha e o slogan "EU NÃO CONSUMO PRODUTOS ANUNCIADOS NA REVISTA VEJA".

A estampa, disponibilizada na Internet, é facilmente impressa em camisetas. Qualquer loja de fotografia no Brasil faz isso por um preço muito baixo (de 10 a 20 reais).

O site com a estampa seria facilmente divulgado pela blogosfera, e também por sites como o Orkut, que têm milhares de pessoas hostis à revista Veja.

Tem que ser uma estampa única, para a coisa pegar. Uma espécie de marca, facilmente reconhecível. Caprichada. (Que tal um concurso para a escolha da estampa?)

Cada um faria a sua parte. Eu, por exemplo, passaria a dar aulas com a camiseta. Tenho certeza que os alunos do centro acadêmico dariam uma força.

João Vergílio em maio 2, 2009 4:23 PM


#38

Marcos, meu velho, obrigado por enviar os links. Aliás, como é que você abre dois blogs, só nos avisa uma vez e continua assinando sem botar uma URL, para que cheguemos lá? Tá a fim de esconder o blog?

;-)

Estão muito bacanas suas casas, vida longa a elas.

rabbit, excelente notícia. Não a comemoro porque é a Globo que perdeu (embora isso contribua, hehe), mas porque acho realmente um absurdo esses comercias que injuriam toda uma categoria de profissionais: funcionários públicos e secretárias são dois exemplos de grupos laborais que são regularmente achincalhados. Bacana que a Globo tenha topado, além da indenização, fazer outro comercial.

Pois é, Cláudio e Raphael, precisamos, sobretudo, de articulação. Inclusive porque boicote (aprendi isso nos EUA) é algo a ser preparado da forma mais pública possível. Ele perde a credibilidade de há suspeitas, por exemplo, de que existam motivos escusos (laços com um concorrente dos boicotados, por exemplo).

Chego a BH dia 13 de maio. Vou entrar em contato com alguns blogueiros peso-pesado, para começar. Vamos ver. Assumo o compromisso de imediatamente tornar pública qualquer iniciativa que tome. Abraços.

Idelber em maio 2, 2009 4:31 PM


#39

Adorei a ideia, João Vergílio.

Idelber em maio 2, 2009 4:31 PM


#40


O único problema é aparecer alguém que saiba desenhar. Minha evolução artística interrompeu-se por volta dos cinco anos.

João Vergílio em maio 2, 2009 5:30 PM


#41

Idelber,

Se a iniciativa vingar, será fantástico. Desde já me coloco à disposição, como um blogueiro peso-pena-leve, para ajudar no que for preciso!=)

Ainda que meu blog trate mais de questões internacionais relacionadas à minorias e à causa Palestina, sempre estamos prontos!

Com pesos-pesado se organizando, com o apoio dos não tão peso-pesados, com centralização, intercâmbio de informação - que já há - tudo se torna mais fácil que a coisa esparsa que temos hoje. Iniciativa individual é bom, mas coletiva é ainda melhor e mais forte.

tsavkko.blogspot.com

Raphael Garcia em maio 2, 2009 6:06 PM


#42

já coloquei o presente comentário lá no perdo dória off-pandorama, mas não resisto a colocar aqui também

a jornalista que teve filho com o FHC está voltando ao Brasil após 14 anod de auto-exílio

volta muito bem de vida

será que ela vai voltar para o FHC, que afinal agora é viúvo?

www.plox.com.br/caderno/aconteceu/o-caso-da-jornalista-e-fernando-henrique-cardoso (com www na frente)

o link é para um blog da cidade de Ipatinga que eu acompanho para ver se vão devolver o mandato do prefeito petista

o 2º colocado, sebastião quintão, aliás, deu o golpoe mas foi golpéado de volta, e a prefeitura está com o presidente da câmara, que é do PPS, mas lá é aliado do PT

e a folha e o gaspari perderam mais uma, só que essa é um precedente para a possível ação da Dilma contra a folha:

"Especialista" em ditadura, Gaspari dá informação errada e "Folha" é condenada pela Justiça"

tá no http://www.rodrigovianna.com.br/

abçs

rabbit em maio 2, 2009 6:25 PM


#43

Eu não sei em que estilo de desenhista o João Vergílio está pensando pra fazer essa estampa, mas eu conheço a Flávia, essa artista incrível, e acho que ela toparia tentar desenhar algo. Eu pergunto, se vcs acharem que é uma boa ideia.

Eu adorei a coisa toda, acho que além de estampa de camiseta isso podia virar banner ou selo pra colocar nos blogs.

Beijos!

aline em maio 2, 2009 6:27 PM


#44

o link foi errado. Aqui ele tá certinho:

http://flaviasantos.carbonmade.com/

aline em maio 2, 2009 6:29 PM


#45

é sempre meio complicado falar da vida pessoal dos outros

mas a hipocrisia de falar de uns e não falar de outros cala fundo também

portanto, fica uma dúvida quando faço comentários como o acima sobre o FHC

e esse post é sobre o comportamento da imprensa, não é?

mas não é com alegria, com maldade, com sentimento de vingança que eu toco nesse assunto

o contexto é o de um post lá no pedro dória sobre um possível comportamento do Lugo já sendo tratado como um fato, enquanto coisas próximas são ignoradas, como o cargo dado pelo Kassab a seu namorado e os casos do FHC

eu tendo a pensar que não devemos repetir os erros dos outros, mas nesse caso, não consegui

abçs

rabbit em maio 2, 2009 6:32 PM


#46

Sinceramente eu desconfio da eficácia deste projeto, o de unir forças para este boicote.
Da maneira como as coisas estão seguindo, uma articulação sem o caráter centralizador, me parece ser muito mais eficaz. É da personalidade dos blogs se parecerem mais com, digamos, guerrilheiros do que com pelotões de um único exército com um comando central. Para mim aí é que reside a força dos blogs, e isso é o que os distingue da 'grande mídia'. Entre outras coisas, isso é o que os estão matando.
Ou seja, Idelber, você não acha que esta aparente dissipação de forças não é a arma exata contra o poder centralizado, homogêneo e corrupto das grandes mídias?
Vide os gatos-pingados que foram protestar, em frente à central do comitê do PSDB, no caso da 'ditabranda'.
Ao invés de um grande golpe de uma só vez, uma estocadinha aqui, outra ali, tem-se mostrado muito promissor.
Eu acredito mais no trabalho diário dos blogs, do que numa corrente- prá-frente de ações como essa.

fm em maio 2, 2009 6:43 PM


#47

Valeu, Aline!

Puxa vida, li o Rodrigo Vianna. Que estarrecedor o que fez o Gaspari, que boa notícia a condenação e que ridículo o valor da indenização.

Tem sido um pouco difícil para mim manejar essa monstruosa quantidade de acontecimentos e ao mesmo tempo manter meu trabalho acadêmico. Este tem se desacelerado um pouco, confesso. Eu queria ter 48 horas por dia para dividir entre o trabalho e o blog. O turbilhão de coisas que acontecem e que merecem cobertura no Biscoito é intenso demais. Vou fazer um post repercutindo o Rodrigo. Me dê um dia ou dois. Valeu, rabbit.

Idelber em maio 2, 2009 6:45 PM


#48

Raphael, bem vindo ao blogroll e parabéns pelo trabalho em favor da causa palestina. Tenho material para uns 20 posts sobre acontecimentos recentes, alguns dos quais você tratou. Voltarei ao tema em breve também.

OK, agora vou trabalhar!

Idelber em maio 2, 2009 6:48 PM


#49

Caro Idelber,

Sou entusiasta da flexibilização dos meios de comunicação, sobretudo por meio da internet. No entanto, discordo de sua classificação dos grande veículos como "grupos criminosos" e não comemoro os dados que você citou.

No fim do ano me formarei jornalista, mas já conheço de perto, como estagiário, a realidade de um dos três grandes jornais citados no seu post. Além disso, sempre tive, e continuarei tendo, fortes críticas aos veículos de massa e a forma como interesses escusos podem influir sobre o que é veiculado.

No entanto, é preciso lembrar o importante papel dessas "organizações criminosas" na manutenção da democracia no país. Se jornais como a Folha, o Estadão ou O Globo não existirem mais, quem vai fazer o serviço de informar as coisas mais básicas à população (não falo de escândalos políticos, mas, sim, de coisas mais simples)? O que é preciso entender é que a mídia alternativa (como este blog) jamais poderá ocupar o papel social de um jornal, feito por pessoas formadas para o serviço e que recebem por isso. Acredito que a mídia alternativa serve para alertar as lacunas do sistema, não destruí-lo.

Outra dado que deveria ser lembrado é que enquanto os grandes jornais perdem receita e circulação, uma miríade incontável de jornais populares invadem as bancas. Em sua MG, o SuperNotícia é um fenômeno absoluto. No Rio, o Meia Hora já passou muitos em circulação. Será que isso é positivo, sobretudo quando esses jornais de qualidade inferior pertecem aos mesmos "grupos criminosos" donos dos grandes jornais?

Abraços.

Rennan Setti em maio 2, 2009 6:51 PM


#50

Tenho pensado em um blog colaborativo com dois objetivos:

uma espécie de clipping desses furos jornalísticos
e
uma reunião de pessoas que pagassem por reportagens decididas por nós, um modelo que parece estar se disseminando na califórnia

por exemplo, o nassif postou sobre um absurdo cometido pela quatro rodas, que procurou pessoas para entrevistar no contexto de uma reportagem contra abusos por elas - as seguradoras - praticados e resultou em uma reportagem amplamente favorável a elas

gostaria de bancar uma espécie de contra-reportagem sobre esse fato, sobre as motivaçõe$$, e aproveitar os depoimentos

mas na verdade, acho que já há blogs que seriam capazes disso, se é que já não fazem algo nessa linha

eu me proponho a ajudar, a colaborar com um blog já existente que já faça ou queira fazer alguma coisa nessa linha

imaginem, escolhermos a matéria, contratarmos um jornalista e divulgarmos o resultado por toda a blogosfera

acho que, citando comentário anterior, não vai faltar emprego para os bons jornalistas!

abçs

rabbit em maio 2, 2009 6:57 PM


#51

Não vejo problema nenhum no seu comentário, rabbit. Um presidente que tem um filho escondido e, pior ainda, envolvendo o "exílio" de uma profissional do maior oligopólio do Brasil, é algo que deve ser questionado sim.

Rennan, obrigado pela discordância ponderada. Lida com atenção. A conversa seguirá, tocando em alguns desses temas que você levantou, incluido-se o fenômeno dos jornais populares.

Idelber em maio 2, 2009 6:58 PM


#52

Nossas lideranças estão atentas e já conseguem acessar os meios de comunicação para alertar população de alta estirpe contra os maléficos.
Ontem mesmo tivemos a oportunidade de ter um líder proeminente de nossas hostes: o Reinaldo Azevedo, carinhosamente chamado de Tio Ray, por nossos adeptos mais carentes de afeto e consideração. Ele esteve no programa da Mônica Vai-da-valsa (uma discípula da grande Miriam Porcina) na Globo News.
Foi um show! Apenas estranhei um pouco seu visual e o gestual. Primeiro, apresentou-se de boné, quando eu esperava que viesse de máscara anti-porcina ou aquele chapeu de Al Capone. Será que o tio Rey quer esconder alguma coisa que tem em sua brilhante (esta foi sem querer) cabeça? Vamos dizer assim, um “ás na manga”, que será usado oportunamente contra os petralhas?
Outra coisa foi o seu jeitão! Muito mais para zé-simão do que para um erasmo-dias. Baseado em suas respostas duras e violentas aos mal educados que duvidam de suas verdades absolutas, eu, até ontem, pensei que o titio era um machão grosso, braço e torso tatuados, barba-por-fazer, bigode mexicano fazendo um parêntese em sua boca e então me aparece um sujeito de gestos delicados, que se expressa muito bem na modalidade caras-e-bocas (principalmente quando usa com maestria o levantamento de sobrancelhas), com as articulações dos punhos e as reviradas das mãos. Por alguns instantes chegay a pensar uma coisa dele, pois meu subconsciente às vezes me desobedece.
Mas não! Ray, Ray, Gay! Reinaldo é nosso Gay, digo, Rei!

Melchíades A. Prado em maio 2, 2009 7:46 PM


#53

Falando em Folha, Globo e Estadão, alguém tem dados relativos à "revista" Veja??
Quando vi a capa dessa semana, quase gargalhei.
Em uma dos tópicos está escrito: "A vergonhosa politização do drama pessoal da ministra". Vergonhosa politização?? Que moral a revista tem em falar de politização??
E eles falam como se um câncer fosse como um resfriado...

Leonardo em maio 2, 2009 9:00 PM


#54

Melchiades,

Mandou muito muito mau, implicando com o boné do Reinaldo. Qualquer um que esforce um pouco sabe que ele usa chapeus devido a um problema de saúde. Quanto a insinuação de que ele é gay, isso é uma não-acusação, que só degrine você.

Impressionante como você pega um cara com aproximadamente um milhão de motivos para ser criticado, e só consegue atacá-lo com preconceitos e bobagens...

Francamente.

lucas

lucas em maio 2, 2009 9:11 PM


#55

Aline, podemos sempre recorrer ao Nani, Rico, Latuff, Lute, Duke, só pra ficar com os que estão na internet!=) Aliás, gostei bastante das gravuras da Flavia Santos!

Rabbit: Vida pessoal é complicada mas tem horas em que não tem jeito, transborda. O Lugo não tem como esconder, possíveis seis filhos. Não é por ser padre, isso para mim não importa, e sim por serem todos de mães paupérrimas e que continuam na mesma situação, abandonadas e com um filho pra criar, sem qualquer ajuda. Quanto ao Kassab, duvido que a mídia fale muito depois das propagandas odiosas da Marta sobre a opção sexual dele. Se é gay ou não é problema dele e assume se quiser mas todos sabemos que se assumisse dificilmente seria eleito, graças à hipocrisia bem conhecida nestas terras... Eu não votaria nele se fosse gay, hetero ou marciano!=)

Fm: quando eu falei "centralizador", pelo menos tomo como meu este termo usado aqui, não quis dizer necessariamente "ataques coordenados" e sim apenas uma maneira de, pontualmente, se debater e talvez organizar algo mas mantendo sempre a liberdade de cada um, que, afinal, é a razão de estarmos aqui! Inegavelmente a luta conjunta funciona melhor, mesmo na guerrilha. Um só não faz ,muita diferença mas vários? É fato ver que quem lê este blog lê outros como o Azenha, PHA, Cidadania, Vianna e etc...Então porque não integrar e facilitar aos interessados acompanhar campanhas, comentários e afins de todos que são independentes mas unidos na mesma luta?

Idelber: Fico honrado de estar em seu blogroll! Só posso agradecer e me manter motivado!=)

Raphael Garcia em maio 2, 2009 10:49 PM


#56

Espero não estar sendo intrometido mas a resposta numa discussão dessas é interessante e me sinto obrigado a comentar o que me parece "comentável" e agora li o post do Rennan Setti e, me desculpe, mas os jornais estão longe de serem arautos da democracia.

Na maioria das vezes pregam exatamente o contrário, basta ver o apoio dado pelos jornalões à ditadura (às ditaduras, não fiquemos só no Brasil). Normalmente foram alguns indivíduos, alguns editores em particular que resistiram mas no geral as linhas editoriais dos jornalões nunca foi muito pró-democracia, que o diga "pró-verdade". Nem internamente ou com seus leitores, visto que a Veja jamais publicou crítica contra si, eu pelo menos NUNCA vi.

Outro ponto, formação em jornalismo não prepara ninguém para nada. No Vi o Mundo (aqui o link: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/desinformar-e-crime/), ele cita, curiosamente, um jornalista que sequer sabia o que eram milhas, na cobertura sobre a farra aérea dos Deputados e congêneres. Isso é ser preparado? Escrevi algo sobre o diploma em meu blog, caos interesse: http://tsavkko.blogspot.com/2009/03/jornalismo-e-o-diploma.html

Por fim, não concordo que a queda dos jornais grandes cause uma corrida aos "populares". A educação precária é uma das causas do crescimento dos jornais populares, a falta de cultura, de conteúdo decente na TV, dentre outros motivos...

O "povo" é bombardeado com sensacionalismo e porcarias pela globo, Record e etc e busca nos jornais a mesma coisa. Sem falar que o conteúdo, a maneira com que são escritos os populares é mais "palatável" ao público que foge dos jornalões, sem falar no preço mais acessível. Difícil reduzir a apenas um "problema".

Raphael Garcia em maio 3, 2009 12:01 AM


#57

Eita, então a Folha agora tem circulação menor que... o Kansas City Star? Daqui a pouco eles perdem do Times Picayune aí de New Orleans...

Mas sério, essa circulação aí compete com jornais como o The Oklahoman, não? Ou competia, sei lá...

Andre Kenji em maio 3, 2009 12:05 AM


#58

Deixei de assinar os jornais da Organização Criminosa RBS.

Nem quando o Inter foi campeão gaúcho (em minúsculas, pela importância do título), babei sobre o pasquim FDP deles.

Abraço.

Milton Ribeiro em maio 3, 2009 1:04 AM


#59

Puxa, seria legal chamar o Latuff, hein? Mantenhamos essa ideia em pauta :-)

Idelber em maio 3, 2009 3:00 AM


#60

Raphael

pois é, mas onde a confirmação da história do Lugo, levantada pela líder da oposição, uma senadora conservadora

a única confirmação até agora é de uma mãe que não tinha 16 anos, e sim 23, quando namorou com o cara, que apareceu em entrevista junto com ele dizendo que mantem bom relacionamento

o lugo aceitou fazer todos os teste de paternidade: e aí, foram feitos, quais os resultados?

será que a senadora não pode ter comprado as meninas - lembrar miriam cordeiro - para fazer as acusações?

acho que estamos julgando antes da hora, com base nas seguintes fontes: uma demóstenes torres paraguaia e uma imprensa tão ruim como a nossa

vamos aguardar

abçs

rabbit em maio 3, 2009 11:16 AM


#61

Vá lá que estas tais "organizações criminosas", fábricas de desinformação coletiva, massificadoras de superficialidades ou raios e diabos a 4 que se queira dar nomes, caiam mais e mais em vendas até chegarem ao limite da falência ou de literalmente quebrarem. Quebrando, o que aconteceria ?

Creio que estamos caminhando a passos largos para uma situação muito difícil, que é em quê poder acreditar. O que será tomado como referência em termos de credibilidade da informação, com a morte iminente da imprensa de papel e do aumento irrefreável de asneiras televisivas, mesmo sabendo que hoje já há muito lixo despejado na nossa cara ?

Walter em maio 3, 2009 12:10 PM


#62

Rabbit: Concordo contigo! Na verdade eu sou umdos poucos dentre meus amigos que ainda dá um voto de confiança pro Lugo....

Idelber: Quase um sonho, né?=) Tem tempo que ele não atualiza o blog (http://tales-of-iraq-war.blogspot.com/) mas mesmo assim, é contactar pra ver!

Walter: Não torço pela falência, de maneira alguma mas espero que este "perigo" sirva pelo menos para alguma coisa, para que tomem um pouco de consciência, por mais inocente que isso me faça aparecer... O mais provável é que "morram" atirando mas...

Raphael Garcia em maio 3, 2009 5:18 PM


#63

Concordo com a idéia central desta coluna.
A Revista Época, do Grupo Globo, por exemplo, é trabalhada, dissimuladamente, para promover os programas e atores da TV do grupo (a nefasta Vênus Platinada), num total desrespeito para quem paga para ter informações sérias.

Arlei Vieira Coqueiro em maio 4, 2009 6:31 PM


#64

Só estou enviando esse comentário para dizer que li a entrevista que o senhor concedeu sobre mídias alternativas para o Observatório da Imprensa e gostei muito.
Não sei se há como receber as postagens do blog por e-mail, mas caso sim, gostaria de recebê-las.
Grande abraço,
Tatiana

Tatiana em julho 24, 2009 10:25 AM