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sábado, 09 de maio 2009
Mais uma reportagem de Leandro Fortes desvenda entranhas do Brasil
A reportagem de CartaCapital demonstrou que o delegado Corrêa comandou uma operação ilegal para interrogar a empregada Ivone da Cruz, em 2001, e depois forjou uma versão para justificar o fato de ter atropelado a competência da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Ouvido pela sindicância interna da PF, em 2005, o delegado civil Fernando Rosa Pontes, responsável pela investigação do assalto à casa da avó da mulher de Corrêa, negou ter solicitado ajuda do colega da PF – justamente a viga mestra da defesa do diretor-geral. Em 29 de janeiro passado, o corregedor-geral da PF, Valdinho Caetano, nomeado por Corrêa pouco mais de um mês antes, arquivou o processo.
[...]
A Câmara dos Deputados perdeu, ainda, a chance de esclarecer a razão de, na tarde de 18 de setembro de 2008, o deputado José Edmar (PR-DF), com as narinas tapadas por chumaços de algodão, ter invadido uma sessão da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional. Na ocasião, o parlamentar virou-se para o presidente da comissão, senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e anunciou: “Luiz Fernando é um torturador”. Ao lado do deputado, sentado à mesa de autoridades, o diretor-geral da Polícia Federal não sabia onde meter as mãos. “E reafirmo, e tenho como provar”, reforçou Edmar.
A história completa está em mais esse magnífico trabalho investigativo de Leandro Fortes.
Escrito por Idelber às 06:11 | link para este post
| Comentários (16)
#1
Como disse em outros blogs, é triste ver o PT (Tarsoi Genro, Vanucchi) querendo punir a tortura política e aplaudindo e promovendo os que torturam nas delegacias.
Como dizem os americanos, a mensagem é clara: funcionários importantes das polícias podem torturar que seus pares e os poderes constituídos vão ampará-los, sempre
Um post lá no Pedro Dória há algum tempo associou o Protógenes ao Hoover e criou a maior polêmica
E uma comparação entre um possível torturador na chefia da PF e os piores exemplos de torturadores mundo afora, seria possível?
Note-se que não está comprovada a tortura pelo cara, mas a PF tá investigando o Protógenes por bem menos, a câmara idem e a imprensa nem se fala
Uma denúncia dessas não merceria ser, ao menos, investigada por exemplo, por uma comissão independente?
abçs
rabbit em maio 9, 2009 11:03 AM
#2
Idelber
um pouco fora do assunto, mas você tá conseguindo acessar o rsurgente?
ontem não consegui, achei que estava congelado, mas hoje, quando as notíicas desfavoráveis à Yeda começam a chegar à grande mídia, tb não estou conseguindo
abçs
rabbit em maio 9, 2009 11:25 AM
Patrick em maio 9, 2009 12:43 PM
#4
Os partidos políticos, uma vez no poder, agem de modo igual quando se trata de preservar seus colaboradores. É a prática, mesmo quando o discurso é moralizante. (Vou alfinetar – que dirá quando já deixou de ser...)
Só é diferente quando há necessidade de entregar à nação um bode expiatório que sirva para satisfazer uma opinião pública tão indignada a ponto de pôr em risco a própria continuidade do governo da vez. Só que o governo atual demora mais para fritar os seus. Segura até não poder mais. Maldade e rabo preso, ao meu ver, tudo junto.
A doméstica torturada, pobre coitada, é deixada sozinha para entender o que aconteceu. Pensou que este governo estava aí para amparar os pobres. Certamente desistirá da política mas acabará encontrando consolo em alguma igreja do Edir Macedo.
Preta em maio 9, 2009 5:24 PM
#5
"ROUPA SUJA" à GAUCHA...
Desde que tomou posse, em janeiro de 2007, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), é assediada por denúncias.
Uma delas, a existência de uma máfia que desviava verbas do Detran gaúcho, resultou em denúncia do Ministério Público. Corre na Justiça.
Outra, a de que a governadora adquirira uma mansão com verbas de má origem, foi investigada e desceu ao arquivo.
De resto, a governadora tucana convive com a suspeita de ter escondido um caixa dois sob as arcas de sua campanha.
O repórter Igor Paulin escutou gravações que tonificam a suspeição relacionada ao caixa clandestino. Contou, nas páginas de “Veja”, o que ouviu.
Soam nas gravações as vozes de dois personagens que privaram da intimidade do tucanato gaúcho: o empresário Lair Ferst e o ex-servidor Marcelo Cavalcante.
Lair é um dos acusados de desviar verbas do Detran gaúcho. Marcelo foi assessor de Yeda entre 2002 e 2006. Coordenou a campanha dela.
Até fevreiro passado, Marcelo chefiava o escritório de representação do governo gaúcho em Brasília. Seu corpo foi encontrado boiando no Lago Paranoá.
A investigação policial aponta para o suicídio. Súbito, a voz do morto vem à tona nas gravações. Foram feitas por Lair Ferst. Registram 10 horas de conversa.
O repórter ouviu apenas um pedaço: 1h30. Recolheu desse trecho as seguintes revelações:
Marcelo Cavalcante diz a Lair Farst que Yeda recebeu dinheiro no caixa dois depois que a eleição terminou.
Relata que, terminado o segundo turno do pleito de 2006, ele próprio recolheu R$ 400 mil de dois fabricantes de cigarros.
R$ 200 mil vieram da Alliance One. Outros R$ 200 mil da CTA-Continental. Conta que entregou o numerário ao marido de Yeda, Carlos Crusius.
Ouvidos, executivos da Alliance One negaram a contribuição paralela. Exibiram um recibo que atesta a transferência de R$ 200 mil ao diretório gaúcho do PSDB.
A CTA-Continental diz que não doou nem no oficial nem no paralelo. Eis o que disse Allan Kardec Bichinho, presidente da empresa:
"Se me perguntar se me pediram dinheiro, direi que sim. Mas não levaram".
O repórter tivera acesso às gravações faz 40 dias. Tardou em divulgá-las porque buscava um depoimento que as corroborasse. Obteve.
Chegou a uma pessoa chamada Magda Koegnikan. Vem a ser a ex-companheira de Marcelo, o colaborador de Yeda que feneceu nas águas do Paranoá.
Magda conversou com o repórter de “Veja” por cinco horas e meia. Contou que Marcelo soube da existência das gravações em novembro de 2007.
"Lair [Ferst] lhe mostrou as gravações e disse que as entregaria às autoridades para provar que os responsáveis pelos desvios no Detran eram integrantes do governo Yeda, e não ele".
Segundo Magda, o companheiro caiu “em “depressão e passou a beber”. A revista reproduz, na forma de pergunta e resposta, parte do depoimento dela.
Vão abaixo alguns trechos:
- Como era a relação de Marcelo Cavalcante com Yeda Crusius?
Era assim: na campanha ela ligava para ele a todo instante e pedia: "Marcelinho, precisamos arranjar R$ 10 mil para isso e aquilo". E ele arranjava.
- Era ele, então, quem coletava doações?
Se havia um dinheiro para receber, Marcelo pegava e entregava a Carlos Crusius [marido da governadora]. No começo [da campanha], tinha de convencer as pessoas a colaborar. Quando Yeda começou a subir nas pesquisas, ficou mais fácil [...]. Só que esse dinheiro não entrava para o caixa.
- Ia para onde?
Olha, entre o fim do segundo turno eleitoral e a semana posterior à eleição, Marcelo recebeu R$ 400 mil de dois fabricantes de cigarro, R$ 200 mil de cada um. Ambos pediram para que a verba não fosse entregue oficialmente. Então, foi para o caixa dois.
- Marcelo falava em caixa dois?
Até do caixa dois do caixa dois. Marcelo deu os R$ 400 mil reais a Carlos Crusius no comitê da campanha. Crusius agradeceu e foi para uma sala mais reservada, enquanto Marcelo conversava com fornecedores que esperavam para receber o dinheiro que lhes deviam. Aí, Crusius apareceu e disse: "Quero me desculpar. Não conseguimos o dinheiro. Vamos precisar de mais um prazo. Espero sua compreensão".
- Como Marcelo reagiu?
Foi tirar satisfações com Crusius. Ele sempre me repetia essa história. Contava que disse a Crusius: "Como não tem dinheiro? Entreguei na sua mão". Marcelo acreditava que Crusius escondia tudo da governadora. Mas ela justificou a história. Chegou e disse: "Marcelinho, Crusius quer pagar uma dívida antiga nossa que está apertando a gente e, se sair na mídia, não vai ser bom". Marcelo se indagava sobre que dívida era aquela. Ele, que cuidava das finanças dela, não conhecia essa dívida.
- O que foi feito dos R$ 400 mil?
Passado algum tempo, Crusius finalizou a compra de uma casa. Pelo que o Marcelo contava, usou os R$ 400 mil nisso.
- A casa da governadora?
É [...].
- Quem gravou esses áudios?
[...] Lair Ferst. Ele ajudou Marcelo a arrecadar dinheiro. Entre 2006 e 2007, eles se encontraram diversas vezes. Em novembro, Lair contou a Marcelo que tinha gravado todos esses diálogos e que ia entregá-los à Justiça.
- Marcelo avisou o governo Yeda?
Sim. Sugeriu que fizessem um acordo com Lair [...].
- A senhora ouviu as gravações?
Ouvi. São conversas em barzinhos. Em janeiro, Marcelo foi procurado pela Justiça para confirmar se a voz nas gravações era dele e se tudo aquilo que ele dizia nelas era verdade. Estava com depoimento marcado entre a semana do Carnaval e a seguinte, mas morreu antes disso...
- Marcelo lhe disse que iria confirmar que a voz das gravações era dele?
Sim.
Escrito por Josias de Souza às 03h28
Tito em maio 9, 2009 11:47 PM
#6
A posição do ministro Tarso Genro se explica (embora não se justifique) pela complicada negociação que foi obrigado a fazer para que a operação Satiagraha tivesse continuidade. Ao que tudo indica, ele conseguiu pôr no comando da PF desafetos de Protógenes e de Paulo Lacerda que, apesar disso, se comprometeram a levar adiante as investigações. Ao que parece, isso tem sido feito. Se viesse mais uma troca, agora, o ministro, já desgastado com o grupo de Paulo Lacerda, ficaria desgastado também com o grupo de Luiz Fernando Correa e perderia o controle da situação. É um bom exemplo da medida em que o jogo político força as pessoas a fazerem seus lances a despeito de quaisquer convicções éticas ou mesmo políticas (num sentido amplo). Se for coerente com suas convicções, num caso como esse, o político é simplesmente expelido do jogo.
João Vergílio em maio 10, 2009 6:37 AM
#7
Bom, como de costume, você foi na causa raiz do problema. Eu até entendo a postura do Ministro. A postura da bancada, João, foi imperdoável. Não surpreende que o Ministro da Justiça não queira desencadear uma crise na PF, no contexto atual, por causa de violência contra uma cidadã comum. O desastroso foi a postura da bancada: deputados podem muito bem bancar o ônus político. Enfim, poderia até ser num pacto de "mútua independência" entre parlamentares e governo. Agora, replicar a linha do Executivo, num caso grave desses, amplamente documentado, é dose para leão. Abraço.
Idelber em maio 10, 2009 6:45 AM
#8
Imperdoável, mesmo, é a postura da grande imprensa. Quantos repórteres a Folha deslocou para apurar a denúncia? O Estadão? (A Veja dispensa qualquer menção. Quando o assunto é safadeza, já entra vitoriosa. Hors concours.)
Se confirmada a denúncia, temos no Brasil uma mulher que ficou cega de tanto apanhar do atual diretor da Polícia Federal. Se isso não é notícia, o que irá merecer esse nome? Gastos de parlamentares com tapioca?
João Vergílio em maio 10, 2009 10:42 AM
#9
O problema Idelber, é que a PF já está em crise há muito tempo.Está claramente rachada. Não acho aceitável que um ministro da justiça abafe a investigação de um caso de tortura envolvendo o quadro mais importante da PF.Isso desmoraliza o ministério da justiça e a própria polícia federal.É muito grave! Cai por terra a confiança que a sociedade deposita na PF.O trabalho que foi feito para tornar a PF uma instituição verdadeiramente republicana terá sido completamente destruído. A sociedade não merece isso e o ministro da justiça precisa estar ciente dos efeitos nefastos que a "realpolitik" pode trazer para o conjunto da sociedade.
Andrea Cysneiros em maio 10, 2009 2:07 PM
#10
Certo certíssimo, Andrea. Agora temos aí um chefe da PF que sabidamente foi responsável por pelo menos um caso de tortura. Você está certíssima. Eu só quis dizer algo assim: se Tarso quer fazer lá a "Realpolitik" dele, é papel da bancada não ser dócil. Abraços.
E a imprensa, como diz o João Vergílio, nada. E aí depois ainda tem gente que diz que a Carta Capital é "petista" ou "chapa-branca". Pareceu-me bem incoveniente para o PT esta reportagem.
Idelber em maio 10, 2009 2:14 PM
#11
24 horas após comemorar os resultados da Satiagraha em pleno Jornal Nacional, Tarso Genro voltou a esse mesmo noticiário para anunciar o afastamento de Protógenes do caso e informar que a operação passaria a ser dirigida por um delegado mais qualificado.
Não fez qualquer esclarecimento sobre os critérios adotados para avaliar a qualificação dos delegados da Polícia Federal.
Nesse momento Tarso perdeu meu voto no primeiro turno das eleições do ano que vem para o Governo do Estado.
Ricardo Petrucci Souto em maio 10, 2009 6:33 PM
#12
Ricardo, eu considero a decisão de Tarso, de enfrentar Olívio nas prévias da eleição gaúcha passada, como uma catástrofe para o PT, comparável à intervenção paulista no RJ em 1998, para impor Garotinho.
O governo Olívio é o único de que me lembro ter sido impedido de defender-se numa campanha pela própria decisão das prévias do partido. Algo já notado por vários blogs gaúchos, a quem sigo nesse tema.
Idelber em maio 10, 2009 6:55 PM
#13
08/05/2009 - 07h14
Doação eleitoral eleva valor de obras públicas, diz Tarso.
GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre
O ministro Tarso Genro (Justiça), pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, disse ontem que empresários brasileiros embutem nos preços das concorrências públicas das quais participam um valor extra que será destinado ao financiamento de campanhas eleitorais.
Ao defender mudanças no sistema eleitoral, Tarso afirmou que a redução de preços de obras públicas e o barateamento das campanhas eleitorais são efeitos esperados do financiamento público das campanhas --um dos pontos da reforma política que o Congresso Nacional discute.
Pela legislação em vigor, empresas e pessoas físicas podem fazer doações diretamente a candidatos e partidos.
"É sabido que determinadas empresas colocam um adicional de preços nas licitações porque depois vão ter que financiar campanhas eleitorais, seja legalmente, seja pelo caixa dois, o que também está sendo demonstrado pelos TREs [tribunais regionais eleitorais]", disse o ministro, após participar de seminário para debater a reforma política em Porto Alegre.
Questionado sobre a relação entre a corrupção em licitações e a existência de caixa dois nas campanhas, o ministro afirmou que a prática é combatida pelo governo, através da Polícia Federal, e pelos órgãos de controle, como o TCU (Tribunal de Contas da União). Essas investigações, disse, já se desdobraram "em centenas de processos na Justiça Eleitoral".
Durante discurso de 40 minutos na Assembleia Legislativa do RS, Tarso declarou que as doações privadas podem deixar o político suscetível a influência e pressões de quem o bancou. "A relação entre financiado e financiador é absolutamente legal, mas é imoral politicamente."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u562292.shtml
Wolf Jr. em maio 11, 2009 1:12 AM
#14
08/05/2009 - 07h14
Doação eleitoral eleva valor de obras públicas, diz Tarso.
GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre
O ministro Tarso Genro (Justiça), pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, disse ontem que empresários brasileiros embutem nos preços das concorrências públicas das quais participam um valor extra que será destinado ao financiamento de campanhas eleitorais.
Ao defender mudanças no sistema eleitoral, Tarso afirmou que a redução de preços de obras públicas e o barateamento das campanhas eleitorais são efeitos esperados do financiamento público das campanhas --um dos pontos da reforma política que o Congresso Nacional discute.
Pela legislação em vigor, empresas e pessoas físicas podem fazer doações diretamente a candidatos e partidos.
"É sabido que determinadas empresas colocam um adicional de preços nas licitações porque depois vão ter que financiar campanhas eleitorais, seja legalmente, seja pelo caixa dois, o que também está sendo demonstrado pelos TREs [tribunais regionais eleitorais]", disse o ministro, após participar de seminário para debater a reforma política em Porto Alegre.
Questionado sobre a relação entre a corrupção em licitações e a existência de caixa dois nas campanhas, o ministro afirmou que a prática é combatida pelo governo, através da Polícia Federal, e pelos órgãos de controle, como o TCU (Tribunal de Contas da União). Essas investigações, disse, já se desdobraram "em centenas de processos na Justiça Eleitoral".
Durante discurso de 40 minutos na Assembleia Legislativa do RS, Tarso declarou que as doações privadas podem deixar o político suscetível a influência e pressões de quem o bancou. "A relação entre financiado e financiador é absolutamente legal, mas é imoral politicamente."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u562292.shtml
Wolf Jr. em maio 11, 2009 1:13 AM
#15
08/05/2009 - 07h14
Doação eleitoral eleva valor de obras públicas, diz Tarso.
GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre
O ministro Tarso Genro (Justiça), pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, disse ontem que empresários brasileiros embutem nos preços das concorrências públicas das quais participam um valor extra que será destinado ao financiamento de campanhas eleitorais.
Ao defender mudanças no sistema eleitoral, Tarso afirmou que a redução de preços de obras públicas e o barateamento das campanhas eleitorais são efeitos esperados do financiamento público das campanhas --um dos pontos da reforma política que o Congresso Nacional discute.
Pela legislação em vigor, empresas e pessoas físicas podem fazer doações diretamente a candidatos e partidos.
"É sabido que determinadas empresas colocam um adicional de preços nas licitações porque depois vão ter que financiar campanhas eleitorais, seja legalmente, seja pelo caixa dois, o que também está sendo demonstrado pelos TREs [tribunais regionais eleitorais]", disse o ministro, após participar de seminário para debater a reforma política em Porto Alegre.
Questionado sobre a relação entre a corrupção em licitações e a existência de caixa dois nas campanhas, o ministro afirmou que a prática é combatida pelo governo, através da Polícia Federal, e pelos órgãos de controle, como o TCU (Tribunal de Contas da União). Essas investigações, disse, já se desdobraram "em centenas de processos na Justiça Eleitoral".
Durante discurso de 40 minutos na Assembleia Legislativa do RS, Tarso declarou que as doações privadas podem deixar o político suscetível a influência e pressões de quem o bancou. "A relação entre financiado e financiador é absolutamente legal, mas é imoral politicamente."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u562292.shtml
Wolf Jr. em maio 11, 2009 1:13 AM
#16
Caro Idelber
Aconteceu aqui uma "triplicação" involuntária do post. Interessante notar que a página do site marcava gradualmente o envio até a metade e "congelava." Repeti o procedimento 3 vezes e desisti. Agora ao perceber o efeito causado, restou pedir a vc cordialmente não manter repetido o mesmo assunto.
(Em respeito aos demais leitores.)
Atenciosmente,
Wolf Jr.
Wolf Jr. em maio 12, 2009 1:09 AM