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quarta-feira, 27 de maio 2009
“Não reeleja ninguém” é uma campanha burra e alienada
Acho que não uso a palavra “alienação” desde minha época de militância trotskista. Mas não há outro termo para definir essa irresponsável campanha disseminada na internet por Daniela Thomas e Marcelo Tas. É a alienação e o conformismo em sua típica versão Morumbi-Leblon: quero mudar tudo o que está aí, desde que eu não tenha que me dar ao trabalho de procurar informação ou tirar as pantufas. "Não reeleja ninguém" significa: Tire todos os 513 deputados de lá e coloque outros 513 que exercerão seus mandatos sem serem incomodados. Assim você poderá passar mais quatro anos vociferando indignação vazia e repetindo a cantilena de que todos os políticos são corruptos, enquanto fura mais uma filinha, sonega mais um imposto e joga mais uma embalagem de Doritos pela janela do seu Toyota Camry.
Fiz uma busca no Google. Há 6.650 ocorrências da sandice. A única coisa coerente que encontrei foi o texto de Marcelo Soares, Saiba por que a campanha “Não reeleja ninguém” é de uma burrice atroz. O resto é bateção de lata sem qualquer raciocínio que vá além do quero acabar com todos esses políticos que estão aí.
Um jornalista esportivo adere à campanha. Logo depois, demonstra ter mais de dois neurônios lançando a pergunta: se não reelegermos ninguém, vamos eleger quem? Não consegue encontrar uma resposta para a pergunta que ele próprio formulou, mas mesmo assim mantém o selinho da campanha. É o retrato da pobreza política da nossa classe média.
Um profissional da área de Direito adere à campanha. Tampouco demonstra convicção, mas afirma que isso compensaria a decisão do STF que permitiu a candidatura de políticos com “ficha-suja”. O que se está chamando “ficha-suja” aqui não é a existência de sentenças condenatórias transitadas em julgado. É a existência de um processo em trâmite. Era só o que nos faltava: proibir a candidatura de quem está sendo processado. Se você quisesse eliminar a candidatura de alguém, bastaria inventar um motivo e processar o sujeito. Até que você perdesse o processo, a candidatura estaria impugnada. Como é possível que um profissional do Direito seja incapaz de fazer esse raciocínio?
Como afirmei no Twitter, a campanha “Não reeleja ninguém” é típica de quem não se lembra em quem votou. Minha Deputada Federal, Jô Moraes (PC do B), não está revolucionando a Câmara, mas está honrando seu mandato. Recebo semanalmente um informativo detalhado. Ela trabalha agora na emenda à Constituição 438/01, que expropria terras onde houver trabalho escravo. O escritório político de Jô em Belo Horizonte fica ali no Santo Agostinho, na Rua Araguari, 1685/05. Está em funcionamento permanente. Nunca deixo de ser atendido pela sua assessora de imprensa, Graça Gomes. Qual desses indignados sabe o que anda fazendo o seu Deputado? Qual desses indignados lembra-se sequer em quem votou?
Que tal, indignados, lançar a campanha "Não reeleja nenhum membro da bancada ruralista"? Que tal "Não reeleja donos de concessões de rádio e televisão"? Que tal, Daniela Thomas, uma campanha "Não reeleja membros da bancada evangélica", esse grupo em guerra permanente contra a saúde das mulheres? Ah, isso dá muito trabalho, né? Tem que pesquisar, ir atrás, essas coisas. É mais fácil vociferar contra tudo o que está aí.
A campanha “Não reeleja ninguém” ganhou bastante ímpeto com o colapso do gabeirismo. Despolitizado até a medula, o gabeirismo só tinha o discurso da “ética” -- entre aspas e em minúscula, claro, porque não há nada ali que tenha muito que ver com esse ramo da Filosofia. Com a história das passagens aéreas, o que mais se encontra nas caixas de comentários do “Não reeleja ninguém” é gabeirista desiludido. Não lhes ocorre pensar que o problema não é Gabeira, nem Zé Dirceu, nem Delúbio, e sim um modelo de compreensão da política que a reduz completamente à cantilena moralizante.
Sim, é evidente que há muita coisa que se moralizar no Congresso. Discutir qual é a reforma política que nos possibilitaria ter partidos fortes e representativos, reduzindo assim o fisiologismo e as negociatas, são outros quinhentos. Para essa discussão, não contemos com as Danielas Thomas e Marcelos Tas. Eles não estão interessados nisso. Essa discussão dá muito trabalho e nela ninguém pode posar de vestal da pureza.
PS: Justamente no dia em que eu havia decidido passar uma semana sem pegar no pé da imprensa, a Folha comete essa barriga escandalosa, logo desmascarada pelo Ministério Público. O Hermenauta, claro, aproveitou para tripudiar uma pobre coitada.
PS 2: Amanhã, reúne-se o Clube de Leituras, com um papo sobre Caio Fernando Abreu.
PS 3: No sábado, eu vou iniciar outra série aqui no Biscoito: “Um blog aos sábados”. É uma série de homenagens a blogs que considero fundamentais. Será uma forma de introduzir os novos leitores aos clássicos da blogosfera. Quem será o(a) primeiro(a) homenageado(a)? Descubra no sábado.
Escrito por Idelber às 06:00 | link para este post
| Comentários (111)
#1
Idelber,
o Biscoito está cada vez melhor. Parabéns.
Outro dia, conversando com a Soninha, ela falou um negócio que achei bacana. Não lembro exatamente a frase, mas a idéia era que ela achava que as pessoas viam política no Brasil como viam um jogo de Cricket: não entendem as regras, não sabem qual time tá jogando melhor, qual merece vencer, se o juiz está roubando, se as condições do gramado são favoráveis, qual o time do locutor e pra quem a torcida está torcendo.
A conversa seguiu no porque os estudantes tem aula de "funções do retículo endoplasmático" e não tem aula de "funções de um deputado estadual"? Sem menosprezo à organela e sem a falsa dicotomia, aprender o segundo teria um impacto infinitamente maior na vida dos alunos do que aprender o primeiro. Mas ainda assim, só ensinamos a biologia e não a política.
É mais fácil decidir que nada presta do que aprender o que está acontecendo de verdade, entender as questões, os problemas, as regras. Esse jogo de "não reeleja ninguém" funciona a serviço das pessoas interessadas em continuar tornando o jogo secreto, em continuar tendo discussões a portas fechadas. Ao político bem intencionado (de direita ou de esquerda, tanto faz) interessa a abertura, que as pessoas entenda o jogo e sejam capazes de analisar criticamente o que se passa. À corja, só interessa a escuridão e a generalização do "todo mundo é corja, melhor você nem se importar com política que não vale a pena mesmo", afinal é esse raciocínio fácil que permite que eles não sejam diferenciados do resto.
Quanto ao que você chama de Gabeirismo, é só um atalho. Bem a grosso modo e sem levar a analogia muito adiante, é como decidir qual time merece ganhar o campeonato pelo número de cartões vermelhos. Aí percebe-se que todo time tomou pelo menos um cartão e chega-se a conclusão que ninguém merece ganhar campeonato nenhum.
Fernando Serboncini em maio 27, 2009 7:34 AM
#2
Vou até mais longe. Não temos que moralizar o Congresso. Temos é que modificar uma legislação que cria toda uma série de relações espúrias entre poder político e poder econômico. Contribuições de campanha. Essa é a chave de 90% das porcarias que acontecem na vida pública. O resto é só um corolário do velho ditado popular que pergunta o que é um peido para quem já está cagado. Depois que você já indicou um comparsa para fraudar licitações no DNER, e que todos os seus colegas sabem disso, por que ficar com pruridos na hora de contratar a sogra como assessora?
Temos que questionar a "política do espetáculo". É aí que o sistema nos dá um nó. Inventaram essa história maluca de que política, na era da televisão, tem que custar rios de dinheiro. Na verdade, é o contrário. Com a televisão, uma campanha política poderia ter custo zero. Basta proibir gastos. Nada de showmícios, nada de efeitos especiais. Câmera no candidato contra um fundo neutro.
Particulares podem até doar 100 dólares por idealismo. Quando uma empresa põe 100 mil dólares numa campanha, ela quer algo em troca. Ou, melhor: ela só põe 100 mil dólares numa campanha se tiver absoluta certeza de que, com a vitória daquele candidato, terá algo em troca.
Ninguém rasga dinheiro.
João Vergílio em maio 27, 2009 8:57 AM
#3
Fernando Serboncini,
Da próxima vez que falar com a vereadora Soninha, diga-lhe que foi vergonhosa a posição que seu partido tomou durante o linchamento público do delegado Protógenes Queiroz. Diga-lhe que tenho nojo cada vez que me lembro que votei nela, está bem?
João Vergílio em maio 27, 2009 9:02 AM
#4
Hoje e amanhã, terei que dar aulas o dia todo. Como não quero perder a discussão, deixarei desde já alguns comentários.
O final do conto é uma canção de protesto. Ainda não sei bem o que pensar a respeito. Tentarei, então, dizer o que me levaria a ver a passagem com bons olhos.
Basicamente, ela foi muito bem preparada por tudo que vem antes.
Qual é a habilidade literária básica demonstrada por Caio Fernando Abreu ao longo desse conto? A arte de lidar com transições graduais. O conto faz uma trama de duas transições graduais simultâneas.
Primeira transição: o amor entre Raul e Saul, que vai a pouco e pouco se revelando para ambos e para o terceiro personagem do conto (talvez o principal): a Repartição (da qual o chefe é uma espécie de corifeu). Aqui, um toque de mestre. Ele consegue insinuar com precisão que a "descoberta" é feita antes pela Repartição, e só depois pelos dois.
Segunda transição: a Repartição vai se revoltando à medida que desbobre a paixão homossexual dos dois outros personagens. Outro toque de mestre. O narrador põe o leitor na perspectiva do casal, jogando a revolta da Repartição para o pano de fundo da história. O leitor (como o casal) apenas entrevê que as coisas estão ficando cada vez mais tensas.
Por isso a passagem final, apesar de sua "dureza" talvez possa ser salva. Como um tema de Beethoven, que insinuou-se longamente em pianissimo nas flautas, depois nos violinos, depois num fraseado rápido do clarinete, explode de repente num fortissimo da orquestra.
Contra: quebra-se, ali, o pacto de sutileza estabelecido com o leitor. Dá vontade de responder - "não precisa gritar no meu ouvido".
João Vergílio em maio 27, 2009 9:19 AM
#5
Vou até mais longe. Não temos que moralizar o Congresso. Temos é que modificar uma legislação que cria toda uma série de relações espúrias entre poder político e poder econômico.
Totalmente de acordo, João. "Há muito que moralizar no Congresso" foi uma concessão ao Zeitgeist. Você, mais uma vez, levou o post adiante.
Fernando, obrigadíssimo pelo comentário, bem na mosca. Eu reforçaria o pedido do João. Da próxima vez que vir Soninha, pode dizer que eu também tenho nojo de um dia ter tido simpatias políticas por ela.
Idelber em maio 27, 2009 9:46 AM
#6
Caro Idelber,
Se de um lado teu post faz pensar na necessidade do real envolvimento com nossos políticos, e aqui vejo uma cobrança muito apropriada da tua parte em face à perigosa desmobilização da sociedade civil, de outro temos que convir, acredito eu, que existe uma massa política hoje que realmente precisa ser renovada.
De antigos coronéis a novos larápios, há uma geração muito complicada em atuação. Basta acompanhar o noticiário. Ok, concordo que há veículos que nem merecem serem lidos, mas há muita informação disponível sobre problemas e mais problemas de postura por aí.
Sim, claro que há políticos bons que precisam continuar, não discordo disso. Mas você não entende que uma renovação significativa se faz necessária?
Um abraço sincero
Pax em maio 27, 2009 9:57 AM
#7
Essa é uma não-campanha assim como foi o tal do Cansei. A não ser que ataques histéricos possam ser chamados de campanha. Mas, do pouquinho que sei de psicanálise, a histeria nada mais é do que um sintoma que surge exatamente para encobrir ou desviar a atenção da verdadeira causa que não pode ser nomeada. No caso da histeria não pode ser nomeada porque pode desagregar a pessoa mas, e neste caso ou no dos cansados, não pode por quê?
Cláudia em maio 27, 2009 10:20 AM
#8
Caro Pax, sim, sem dúvida há um monte de gente que eu adoraria chutar pela janela. Puxa, não seria um maravilha um Legislativo sem Bolsonaros? O problema é que uma campanha desse tipo só estimula a generalização tosca, a falta de informação. Ora, eu não estou pronto para igualar minha Jô Moraes a um Bolsonaro da vida. Sei o que Jô está fazendo em Brasília.
Sinceramente? Não sei se esta geração de políticos é mais corrupta que qualquer outra. Nesse sentido, eu deixaria o desafio a um blog como o seu, que faz o importante trabalho de acompanhamento da corrupção: ir além das etiquetas de "larápio" e dedicar algum espaço também às perguntas mais difíceis: qual é a estrutura de financiamento que possibilita a corrupção? qual seria uma possível estrutura alternativa? quais mecanismos de fiscalização ainda não estão colocados e poderiam ajudar? qual é a reforma política que inibiria, reduziria a corrupção?
Compilar os roubos é importante, mas explicá-los só dizendo 'veja, mais um larápio' é um reducionismo que nos reinstala eternamente num círculo vicioso. Há que se ir à raiz. E a raiz, já sabia Nietzsche, não é moral, é política.
Um abraço fraterno,
Idelber em maio 27, 2009 10:27 AM
#9
Cláudia, você e o João são os melhores completadores de post da história: esta campanha é uma legítima sucessora do "Cansei". Eu pensei nisso na hora de escrever e não escrevi. Sua inteligência sagaz veio e atirou no alvo.
Concordo com sua leitura psicanalítica: digamos que o que não pode ser nomeado aqui seria algo que desmontaria a própria ficção com que a classe média narra sua identidade, sua relação com o país, com o que é o Brasil. Tire o véu do moralismo e você encontra esse incômodo, indizível no vocabulário do Morumbi-Leblon. Haja psicanálise para dar conta disso.
Obrigado, Cláudia, seus comentários sempre me fazem pensar.
Idelber em maio 27, 2009 10:32 AM
#10
Caro Idelber
Não conhecia esta campanha. É, no entanto, um assunto que reaparece sempre aqui no Rio. Dos balcões dos bares passa para um adesivo no carro e pára por ai! Usulamente o detonador de tal movimento são os nossos deputados-federais, representantes especialistas em se doarem: para outro estado, para uma 'nobre' causa etc...
Poucas vezes vi um deputado-federal defender um interesse do Estado do Rio. Que eu me lembre apenas o Dorneles (em um pronunciamento), veja só o Dorneles! Diante da sanha do Mercadante em transplantar reservas petrolíferas do Oceano Atlântico para a Avenida Paulista apresentou (EM UMA COMISSÃO MISTA) razões, CONSTITUCIONAIS, que acabavam por beneficiar o Estado do Rio.
Com uma bancada sempre disponível para levantar bandeiras nacionais como: de ruralistas (e não temos expressão neste setor), dos índios (e quase não os temos, no estágio dos amparados), dos recursos hídricos (nosso principal rio nasce em SP e seus principais tributários estão em MG) e por aí afora, realmente o eleitor carioca e fluminense NÃO errará muito ao NÃO reeleger seus deputados-federais.
Quanto aos senadores, com a devida permissão dos estados que tem representantes igualmente patéticos, como aquele que fez um discurso falando "DA TRADICIONAL AMIZADE BRASIL-IRAQUE", do senador conhecido como 'Rolando Lero', do folclórico Mão Santa (que fala TODOS os dias no plenário), entre tantos outros, o nosso Estado do Rio tem o representante mais inútil, o senador-substituto de Sergio Cabaral: Paulo Duque.
Pelo sistema eleitoral, o nosso senador Paulo Duque (é meu também sem nunca ter votado nele ou em Sergio Cabral), e que fez sua carreira à sombra da Ditadura, cumprindo o papel de político de oposição, NADA TEM A ACRESCENTAR.
No Estado do Rio portanto, não perderemos nada em deixar de reeleger nossos representantes. Mas o que é verdade para o Estado do Rio poderá, e certamente NÃO será verdade para todos os demais estados!
O que não consigo entender é que NÃO haja em nosso país outros 513 representantes do povo que tenham, NO MÍNIMO, a mesma qualidade dos atuais. Esta é a maior falha da idéia de manter alguns (ou todos) os representantes atuais. Pois se NÃO houver outros 513 representantes nem mesmo neste FRAQUÍSSIMO NÍVEL, então a coisa está braba!
P.S. Um representante no Congresso Nacional, o senador Cristovam Buarque, talvez NÃO tenha um substituto de igual (ou aproximado) quilate. Caso único!
Paulo Z em maio 27, 2009 10:33 AM
#11
Pois é, Prof. Avelar... Sabia que eu pensei praticamente a mesma coisa que você quando me deparei com essa "garbosa" e "civica" campanha na Internet? Porém, eu não estou surpreso que tal campanha tenha sido proposta pelo Marcelo Tas, uma vez que o CQC (programa jornalistico-humoristico comandado por ele na Rede Bandeirantes) na prática é o supra-sumo do gabeirismo-classe-média-despolitizado com seus "ataques" a celebridades televisivas de quinta categoria, deputados do baixo clero, cadaveres politicos como o José Genoino ou a Marta Suplicy, que todos sabemos que é "adorada" pelas elites brasileiras. Eu teria um pouco mais de respeito por essa campanha se algum dia eu tivesse visto o Senhor Tas e seus asseclas dirigirem suas baterias contra gente que é lesiva a esse país, gente como Gilmar Mendes, a Bancada Ruralista, os donos da mídia e outros quetais. Todavia, é mais fácil fazer propaganda da Pepsi-Cola e bancar o indignado... O que se há de fazer? Um abraço fraterno, professor.
Claudio Roberto Basilio em maio 27, 2009 10:43 AM
#12
Caríssimo Paulo Z, deixo aqui a lista de deputados federais do Rio de Janeiro, no caso de que algum leitor fluminense queira matizar um pouco mais a análise e fazer algumas distinções :-)
Idelber em maio 27, 2009 10:43 AM
#13
Como disse no twitter a vontade que eu tenho logo na minha segunda eleição a nível federal, é não eleger nenhum candidato, um pouco de frustração e por ter aprendido como funciona a dita democracia representativa. Mas não só pelo post e pela resposta do Idelber, eu compreendia falta de visão desse movimento. O problema político brasileiro é muito mais em baixo, e nada do que não eleger ninguém vai conseguir resolver, a solução talvez seja ir para a rua e tentar ser o mais ativo politicamente possível.
João Vicente em maio 27, 2009 10:54 AM
#14
"...digamos que o que não pode ser nomeado aqui seria algo que desmontaria a própria ficção com que a classe média narra sua identidade, sua relação com o país, com o que é o Brasil."
Perfeito, Idelber. E haja psicanálise mesmo.
Cláudia em maio 27, 2009 10:55 AM
#15
Avelar, seus textos são profundos e reflexivos, gosto muito de ler.
Neste momento, estamos num beco sem saida!!
De um lado a aliança do lobo com o vampiro, do outro a aliança com o drácula. E se a presa fugir ... Quando se está de um lado, que é coerente até certo ponto, socialista - desejado e desejável, vemos as marmotas e parasitas sugando aquilo que é do povo. Quem está na platéia fica perdido, não sabe se torce para o A ou B.
Da mesma forma as trocas de partidos, e os derrames de venenos, as mudanças trazem desconforto: "eu não sabia que era assim". Alguém disse, "entrou tem que se molhar".
Neste momento as opiniões se dividem, quanto mais informado e buscar as evidências, menos gafes e erros cometerão, principalmente os expostos da mídia, em seus comentários e desejos.
O favorecimento e disputa, pelo poder, despreza o principal objetivo democrático, que são os interesses sociais.
Acredito, apenas, que a população precisar ser educada, interessada, informada, crítica para que possa derrubar estes mitos arcaicos que tem denegrido o nosso país, desde a ditadura.
Vejo aquele senado como o lugar dos "barões tecno-coroné".
Enquanto houver a manipulação da parceria, políticos e mídia sem ética, a única forma de mudarmos este rumo, é a conscientização.
Hoje é uma triste constatação, mas tenho esperança no futuro!!
Parabéns pelo seu site.
Grande abraço
Márcia (professora) em maio 27, 2009 10:58 AM
#16
Nos meus tempos de faculdade, tempos de ditadura, quando tudo que a gente mais queria era poder votar, tinha sempre um "O Analfabeto Político" em cada mural de faculdade. Por isso, acho, ele grudou na minha mente. Sempre lembro dele quando ouço ou leio uma maluquice assim com ares de superioridade. Por que essas pessoas acham que não têm nada a ver com a forma como a maioria dos políticos se comporta. E muitas delas, na hora da eleição, votam no amigo do amigo, no parente... Acho que os políticos são só um reflexo da nossa sociedade. Tem dois filmes do Sérgio Bianchi, Cronicamente Inviável e Quanto Vale ou É Por Quilo, que eu gosto muito. Mostram nosso lado que não queremos enxergar. Mas ampliamos nos outros.
Tem gente que eu votei e não voto mais, mas, em geral, meus candidatos não têm me decepcionado. E olhe que têm alguns que já voto faz bastante tempo. Posso listar um bocado de lei que eles ajudaram a fazer que são importantes. Ou outras que com o voto ou a participação ativa deles não estão ferrando mais ainda este país.
Socorro em maio 27, 2009 11:01 AM
#17
Socorro, eu gosto muito do "Crônicamente inviável". Vou procurar o outro, a partir da sua indicação :-)
Márcia, eu havia chegado a seu blog pelo Twitter e me alegro com seu primeiro comentário aqui. Seja bem vinda.
João Vicente, Cláudio, amigos: eu teria muito mais que comentar, mas a gripe me derrubou de novo. Vou tentar tirar um cochilo antes do debate do Luis Nassif na UFMG, às 14:30.
Que gripe braba, sô! (não é suína, por favor, sem pânico).
Debatam à vontade, que à tarde eu volto :-)
Idelber em maio 27, 2009 11:36 AM
#18
João Vicente, só agora vi sua pergunta no Twitter sobre o boletim informativo da Jô. É só você enviar um email para graka.borges arroba yahoo.com.br
Idelber em maio 27, 2009 11:40 AM
#19
Caríssimo Idelber,
Tuas provocações são um néctar. Reproduzo-as aqui:
"qual é a estrutura de financiamento que possibilita a corrupção? qual seria uma possível estrutura alternativa? quais mecanismos de fiscalização ainda não estão colocados e poderiam ajudar? qual é a reforma política que inibiria, reduziria a corrupção?"
Uma das evoluções que entendo, na medida que o blog ganha adeptos aos poucos - e só lembrando que começou como uma experiência em agosto do ano passado - é exatamente provocar eleitores/leitores para acompanhar os políticos. Não só suas contas, mas, principalmente, suas atuações parlamentares, como você faz e aplaudo.
O que imagino como ideal para esse próximo passo seria função de um binômio:
1 - os dados disponibilizados na internet, sejam federais, estaduais ou municipais - e aqui uma cobrança de toda sociedade se faz necessária e já acontece.
2 - os eleitores acompanhando as atuações e os dados dos seus eleitos. Sabemos que infelizmente uma grande massa nem lembra em quem votou nas últimas eleições.
As outras questões, os panos de fundo, acabam aparecendo no dia a dia e estimulam a participação nas discussões necessárias.
Porém, caro Idelber, não quero tentar dar um passo além das minhas pernas e limites de competência, ou seja, devagar se chega ao longe, como dizem por aí.
Devolvo o abraço fraterno com felicidade.
p.s.: realmente não sei dizer se temos uma classe política pior que as anteriores, não tenho como comparar ainda, nem sei se há formas concretas para isso dada a falta de informação de períodos passados. Sei que vejo progressos, sei que o país anda pra frente, mas também acredito que há muito por fazer. Muito. E tenho convicção que esses progressos virão da sociedade, antes de tudo.
Pax em maio 27, 2009 11:49 AM
#20
Ao invés da intenção, válida, de ao menos dar um susto, pregações desse tipo podem vir a toldar ainda mais a capacidade de avaliar e distinguir pelo mérito. Daqui a pouco podem surgir pregações pela abstenção, pelo voto nulo ou voto no Cacareco da vez. Dai a chegar à culpabilização coletiva pela percepção da incapacidade de punição a quem a possa merecer é um passo que cristaliza o enfado com a política. Outro aspecto aterrorizante, esta é a palavra, é como são votadas proposições. Em uma sessão no mês de Outubro passado, um Deputado disse que uma MP, sobre assunto econômico, tinha cerca de 1.200 páginas, recheadas de penduricalhos fora dos preceitos constitucionais de relevância e urgência e do objetivo principal que motivara a edição da MP. O parecer do relator fora entregue aos Deputados poucas horas antes da sessão deliberativa. Apesar de destaques apresentados pela oposição, exatamente para reconstituir o texto original, que tinha méritos por atender às necessidades de combater os efeitos da crise financeira, foi aprovada pela base com os penduricalhos. Ou seja, cria-se por MP legislação com efeitos futuros fortes e permanentes sobre o País, de afogadilho, sem tempo adequado para discussões mais aprofundadas. Algum movimento que pressionasse fortemente pelo respeito à Constituição ou pela extinção das MPs, talvez não tivesse apelo maior, porém, poderia ser mais útil.
Dawran Numida em maio 27, 2009 11:53 AM
#21
Texto EXCELENTE. Simples assim.
Juliana Teixeira em maio 27, 2009 11:58 AM
#22
Muita vitamina, para ficar bem.
Dia 01.06 os Belohorizontinos, lhe esperam.
Eu que agradeço, precisamos de pessoas como você.
Este país precisa de injeção, de
cidadania, de moral.
Precisamos unir artistas, intelectuais, o povo, jornalistas e professores para acabar com esta alienação.
Lembra do diretas já?
Agora é "Consciência, já"
Esta é a minha campanha.
Melhoras. Muita saúde para ti, sô. rs
Abçs
Márcia em maio 27, 2009 12:13 PM
#23
O título da campanha "Não reeleja ninguém" poderia ser uma chamada à renovação se - e somente se - fosse dita em uma roda de amigos, enttre copos de cerveja e bolinhos de bacalhau. Torná-la pública é uma demonstração de rebeldia juvenil e irresponsabilidade. Os autores estão além da fase juvenil? Pior ainda. São os autores, pessoas conhecidas do grande público? Mais que irresponsabilidade nos faz indagar com que intenção (e a proveito de quem) divulgam tal proposta, alienada, sim, mas alienante de um modo perigoso.
Fico imaginando onde essa gente compra pantufas, sonhando com bolinhos de bacalhau.
Allan em maio 27, 2009 12:14 PM
#24
É engraçado como os que mais criticam a forma despolitizada de ser a sociedade brasileira propõem uma campanha nesse sentido. Ainda vivem na ilusão do progresso pela ordem, esse mito positivista que ainda deixa nossas vidas cheias e universalizações. É o mesmo que pedir que se expurguem todos as cobras do mundo pelo siples fato de que algumas são venenosas. Ou de jogar fora as maçãs boas do cesto de podres.
Me lembra a teoria da fruits of poisonous tree, se a raiz tá podre, o reto também.
Não podemos viver nesse comodismo universalizante, querendo dar um grau zero a todas as situações, motivando que se um é assim todos são.
Isso é errado.
Estão criticando a política utilizando os mesmos meios politiqueiros, paradoxo não?
João Carlos em maio 27, 2009 12:15 PM
#25
Acho muito importante a discussão sobretudo porque também há uma parte da esquerda caindo nesse discurso. Enquanto discutimos essa indignação vazia e amorfa, a vida nua cai morta nas ruas - de miséria, fome, frio, execução policial, falta de um sistema de saúde, etc. Precisamos voltar a discutir as coisas mais importantes para o Brasil, e não ficar dando poder de fogo para moralistas cretinos que se mantém com base no discurso conservador da repressão.
(Ia dizer que isso é igual ao Cansei, mas já foi dito.)
Escrevi tb um post sobre o tema, já referindo a relevância do debate que tens nos trazido.
Moysés Neto em maio 27, 2009 12:51 PM
#26
Acho muito importante a discussão sobretudo porque também há uma parte da esquerda caindo nesse discurso. Enquanto discutimos essa indignação vazia e amorfa, a vida nua cai morta nas ruas - de miséria, fome, frio, execução policial, falta de um sistema de saúde, etc. Precisamos voltar a discutir as coisas mais importantes para o Brasil, e não ficar dando poder de fogo para moralistas cretinos que se mantém com base no discurso conservador da repressão.
(Ia dizer que isso é igual ao Cansei, mas já foi dito.)
Escrevi tb um post sobre o tema, já referindo a relevância do debate que tens nos trazido.
http://somepills.blogspot.com/2009/05/corrupcao-nao-e-questao-central-you.html
Moysés Neto em maio 27, 2009 12:51 PM
#27
orgulho de você, negão.
:>)
Biajoni em maio 27, 2009 12:56 PM
#28
Estou sem tempo pra nada, mas só queria deixar aqui meus parabéns. Mais um texto lúcido. E sobre o gabeirismo, também concordo totalmente. Ainda bem que não tenho que votar no Rio, porque eta estado difícil, né?
Lola em maio 27, 2009 1:03 PM
#29
Ah sim, e duas excelentes ideias as suas, tanto essa de discutir um conto quanto da coluna indicando outros blogs. Dá a maior vontade de copiar!
Lola em maio 27, 2009 1:04 PM
#30
Achei o texto muito oportuno. O Marcelo Tas tem um verniz progressista, descolado, parece indignado, tem um "papo jovem" etc., mas está sempre à direita. Esse cara nunca me enganou. E alguns comentaram exatamente o que pensei quando fiquei sabendo dessa campanha: é o novo "Cansei". Aliás, sempre tem um "Cansei" rodando por aí. Abraços.
Marcelo Costa em maio 27, 2009 1:33 PM
#31
Caro Idelber,
eu já tinha me irritado com o Tas quando eu vi um quadro do CQC em que eles levam o Maluf escondido no carro para constranger um cidadão na rua. Clara propaganda pró-Maluf!
Agora peço ao nosso amigo Fernando que se a Soninha acho que o Serra é de esquerda (sim, ela disse isso) tudo o que ela não tem moral nem conhecimento para fazer uma análise do comportamento do eleitorado brasileiro.
Lamentável.
Kleber em maio 27, 2009 1:44 PM
#32
AGORA EM PORTUGUÊS:
Caro Idelber,
eu já tinha me irritado com o Tas quando eu vi um quadro do CQC em que eles levam o Maluf escondido no carro para constranger um cidadão na rua. Clara propaganda pró-Maluf!
Agora peço ao nosso amigo que se encontrar a Soninha, que acha que o Serra é de esquerda - sim, ela disse isso - diga que ela não tem moral nem conhecimento para fazer uma análise do comportamento do eleitorado brasileiro.
Lamentável.
Kleber em maio 27, 2009 1:53 PM
#33
Idelber,
Esse "jornalista esportivo" que você linkou no texto é um impostor. Passa por jornalista (parece que é estudante), e engana MUITA gente (veja os acessos dele - é top 5 do Wordpress!).
É uma verdadeira cavalgadura, e foi "criado", infeliz e ingenuamente, pelo Juca Kfouri. Mas até este percebeu a roubada em que estava se metendo, quando foi ameaçado de processo por manter link para a página do tal Paulinho. Tirou na hora, e nunca mais o citou no blog. Aliás, o Paulinho deve ter mais processos contra ele do que o Juca acumulou em toda a sua carreira. A diferença é que o Juca se defende, e ele se esconde dos Oficiais de Justiça para não ser citado, uma vez que nunca tem provas das acusações que faz.
A internet tem dessas, né?
E, realmente, só uma cavalgadura para apoiar uma campanha estúpida dessas. Fazendo um paralelo, isto se parece com aquela capa da veja, com a fotomontagem de uma urna eletrônica e um vaso sanitário. É a cara da Morumbi-Leblon.
Vinicius Duarte em maio 27, 2009 2:05 PM
#34
Vinícius! Esse é o tal Paulinho cria do Juca? Eu me lembro. O único post da história do Biscoito que eu me arrependo de ter escrito foi quando repercuti algo dele. Este mundo é uma azeitona mesmo.
Idelber em maio 27, 2009 2:17 PM
#35
Os comentários nos blogs que você citou são ainda desanimadores e alienados, por exemplo:
"EU JAH FACO A MINHA PARTE.
VOTO NULO EM TODA ELEICAO".
"Seria ideal lançar uma lista de quem esta lá atualmente na época de eleição para irmos por eliminação".
Eu penso que o Congresso é um reflexo da nossa sociedade.
Se hoje nos deparamos com um novo escândalo político a cada dia, com a falta de caráter e o descasos de parte de nossos políticos, é porque parte de nossa sociedade é assim.
Marcelo Vanderlinde em maio 27, 2009 2:40 PM
#36
Acho que o debate público brasileiro melhorou muito nos últimos anos. Não me lembro de tanta gente discutir a constituição, o que precisa ser feito em infra-estrutura, política para a Amazônia, armamentos, a presença do Brasil na Am´perica Latina e no mundo.
Hoje, a discussão (incentivada pelo estado)sobre a Lei Rouanet e os mecanismos de renúncia fiscal provocam debates importantes para o país sobre o uso do dinheiro público. Agora, quando vejo uma campanha safada dessas me desanimo.
Pôxa vida, quem recupera os discursos que pediam o fechamento do congresso nacional vê que a conversa é muito, mas muito parecida. O pior é que ningu´m parece intreressado em matérias legislativas que têm efeito real e imediato na vida do país. Por exemplo, porque esses indignados não lançam uma campanha pela votação da União civil entre pessoas do mesmo sexo, pela regulamentação veloz do SUAS (Sistema Único de Assistência Social), pela política de fronteiras.
No terreno do combate à corrupção, porque não se discute o financiamento das campanhas, o debate sobre a carreira no serviço público e sim, um fator fundamental, pelo aumento da presença do funcionalismo na gestão dos altos-escalões das empresas públicas e ministérios.
Todo mundo reclama do caixa 2, mas nunca vi uma campanha para recrudescer as regras tributárias para as empresas que praticam esse tipo contravenção. Não existe caixa de campanha sem caixa de empresa.
Por fim, a imprensa brasuleira dá mais uma bola fora. A revista da burguesia juvenil estampa na capa uma celebração entusiasmada da crise ( http://revistatrip.uol.com.br/revista/177 ). Queria ver eles explicarem isso para os operários que perderam o emprego nas montadoras de sete lagoas. é de doer...
Tiago Mesquita em maio 27, 2009 2:50 PM
#37
Só mais uma coisa, porque a Daniela Thomas não faz campanha contra quem articulou a CPI oportunista da Petrobrás. Se tem algo que paralisa a política nacional é esse tipo de oportunismo. A oposição assumiu o que o PT tinha de pior.
Tiago Mesquita em maio 27, 2009 3:00 PM
#38
Um colega comentarista falou do Rio de Janeiro. Sou nordestino, mas de memória posso citar dois deputados federais fluminenses que seriam motivo de orgulho para qualquer estado: Biscaia e Chico Alencar.
Patrick em maio 27, 2009 3:02 PM
#39
O que é pior é que essa coisa de não reeleja ninguém ainda carrega um sentimento que pra mim tem um componente fascista muito forte sabe? Assim como o Cansei.
A idéia é sempre expelir, mandar ao degredo todos que não pertencem a comunidade das pessoas "dubein".
Esse volksgemeinschaft travestido de bom-mocismo é sempre pelo não.
Nunca existe um discurso com uma lista de reivindicações. Esse grupo de pessoas, necessariamente de classe média e alta e necessariamente não-comprometida, nunca estão dispostas a mudar a situação de fato e a propor mudanças no nosso sistema eleitoral. Daí se ancoram nesse cinismo do "não tenho nada a ver com isso".
Esse discurso despolitizado assusta por que o fascismo já cresceu a essa sombra também. Uma vez que as pessoas encontram um líder carismático e com esse discurso "do bem", como elas, muita coisa ruim pode ser feita.
O Caetano costuma dizer que se a crítica musical brasileira fosse pelo menos um décimo do que é nossa música, a gente estaria bem. Acho que isso vale pra essa república Leblon-Higienópolis, se eles fossem pelo menos um décimo do que é o Brasil...
E só pra constar, eu votei no Odair Cunha (PT-MG) e, mesmo tendo várias desavenças em relçação ao seu comportamento na Câmara, eu não tenho do que reclamar em relação a sua relação com o eleitor. Nas duas vezes que eu escrevi pro seu e-mail eu recebi respostas suas.
Já escrevi também para o Virgílio Guimarães e para o Roberto Gouvêa, todos do PT, nunca fiquei sem resposta e as conversas sempre mantiveram um nível muito bom.
Lauro Mesquita em maio 27, 2009 3:05 PM
#40
Idelber, não curto mesmo tietagem, mas sou sua fã. Adorei o seu texto. Obrigada pelos momentos de reflexão que o seu blog me propõe. Vejo que um Brasil melhor é possivel quando venho passear aqui. Um abração,
Ananda em maio 27, 2009 3:23 PM
#41
O Tas já foi melhor. Em outras palavras, está cada vez pior. Em seu blog há uma sucessão de escorregadas. Acho que o elogio que fez de Luiz Carlos Prates, comentarista da RBS que é só autoridade e senso-comum, está ainda pior, mais naif, embora as consequências não tenham sido tão desastrosas. O Ernesto Varela se transformou em um jurado de MISS.
Victor da Rosa em maio 27, 2009 3:24 PM
#42
Sinceramente gente, o Marcelo Tas gosta tanto de falar de "ficha suja", mas ele mesmo é um jornalista ficha suja. Na semana passada chamou umas meninas de um grupo horrível de prostitutas e também "sujou" sua ficha. Está sendo processado por elas...
Já pensou se a o fascismo dubein fizesse um a campanha contra jornalistas de "ficha suja" (dentro dessa lógica de quem tá sofrendo processo é sujo. Não ia sobrar nem máquina fotográfica pra contar história...
Lauro Mesquita em maio 27, 2009 3:34 PM
#43
ref. comentário #34
Idelber,
Você deve ter repercutido a história do site "Futebol Interior", não? Todo mundo caiu nessa, principalmente o JKfouri. Eu também linkei o cara, e ainda esculachei um jornalista sério (Eduardo Affonso, ESPN/Eldorado). Quando ele (Eduardo) me mandou um email explicando a história, fui investigar e vi as merdas que esse Paulinho andava fazendo. É de chorar (ou de rir, sei lá).
Depois dessa "matéria" dele, o cara estourou na NET e surtou, cometendo textos absurdos. E o pior é que tem jornalista DE VERDADE (?) que repercute post dele.
De qualquer maneira, é uma história bem ilustrativa de como a internet em mãos erradas pode (de)formar opinião. Você tem 1.600.000 hits, o tal Paulinho tem 5.000.000 em dois anos (fora os views no UOL, antes dele ser expulso de lá). Quer dizer, é o triplo de gente dizendo para "não reeleger ninguém". Lamentável.
Vinicius Duarte em maio 27, 2009 4:23 PM
#44
Perfeito, Idelber. O nosso Belverede podia bem entrar nesse eixo Leblon/Morumbi... mas os "manifestos" do Belvedere só saem no "Estrago de Minas" mesmo...
Paulo Moreira em maio 27, 2009 5:33 PM
#45
Vendo a lista de deputados aqui do RJ:
- Biscaia - bom, embora tenha potencial para uma atuação muito mais inteligente. Por acaso, foi meu voto em 2006
- Chico Alencar - era meu voto para vereador, foi uma vez meu voto para federal. Boa atuação. Ainda não engulo sua saída do PT, mas é problema meu pessoal e ideológico.
- Miro Teixeira - apesar de suas origens no chaguismo, tem sempre boa atuação na câmara.
tem outros, mas dizer que todos os deputados federais do RJ poderiam sumir pois não fazem nada é um pouco de exagero.
Radical Livre em maio 27, 2009 6:43 PM
#46
Só queria esclarecer que meu comentário (número 28) sobre a sorte que é não ter que votar no Rio não se referia à eleição de deputados estaduais e vereadores. Tenho certeza que lá, assim como em todos os outros estados, há ótimos candidatos. Eu estava me referindo ao Gabeira, e a ter que escolher um candidato menos pior pra prefeito e governador. Pra minha grande infelicidade, tenho que anular o voto em SC quando no segundo turno ficam o Luiz Henrique e o Amin. Teria que anulá-lo se eu morasse no Rio também.
Lola em maio 27, 2009 7:23 PM
Marcos em maio 27, 2009 7:50 PM
#48
Sobre o gabeirismo, você já sabe, né? O DEM e o PSDB fecharam apoio irrestrito à candidatura de Gabeira ao senado. Ou para governador. Informaram vários jornais do Rio.
Miguel do Rosário em maio 27, 2009 8:06 PM
#49
O que esperar de um boçal como o Marcelo Tas...
Robin em maio 27, 2009 8:16 PM
#50
Olá Idelber,
Esse seu texto é daquelas coisas que a gente gostaria que ficassem em outdoors em todas as Afonsos Pena do Brasil, para que todo mundo lesse. Receba meus enfáticos parabéns pela reflexão e pela estocada no comodismo político da classe média brasileira.
Gostaria apenas de falar sobre a Jô Moraes.
Eu a conheci em 1997, quando o Hospital das Clínicas da UFMG fechou as portas por causa de uma grave crise financeira. O curso de medicina foi interrompido. Nós alunos nos manifestamos (passeatas, atos públicos, etc) para mobilizar a opinião pública em favor do hospital. A Jô Moraes nos visitou no DA e participou efetivamente de algumas manifestações pró-SUS.
Foi quando ela ganhou meu voto. E, em cada eleição, eu conseguia votos para ela, junto a amigos e familiares. Foi assim nos pleitos para deputada estadual e federal.
Por isso, fiquei realmente desapontado quando ela apoiou a proposta de Aldo Rebelo para o indecente reajuste dos salários dos deputados (acho que foi em 2006, a conferir). Ela não se manifestou contra a proposta do Aldo. Escrevi-lhe um longo email, com toda educação, identificando-me como eleitor e como alguém que acompanhava a trajetória dela. Pedi-lhe explicações. Ela nunca me respondeu. Nem um email burocrático. Nem um desmentido. Nem uma desculpa. Nada.
Muito diferente do Sérgio Miranda, em quem também votei em algumas ocasiões. Na vez em que lhe escrevi, por ocasião da CPI dos Correios, ele me escreveu uma longa e bem fundamentada resposta, coisa de quem respeita o eleitor, de quem presta contas e tem uma reputação a zelar.
Enfim, ser eleitor participativo tem lá suas decepções também. Mas é só assim, e não vociferando vaziamente "contra tudo o que está aí" que se faz alguma coisa pelo país.
Grande abraço
Lelec
Lelec em maio 27, 2009 8:23 PM
#51
Professor
Ando bastante enojado com a mídia e a classe média tupiniquins. Arriscaria a dizer, tomara que eu esteja completamente enganado, que o terreno para um novo tipo de golpe vem sendo construido dia-a-dia por essas instituições. Caso o candidato de Lula vença ano que vem, esse golpe será perpetrado, não concluirá o governo. Daí em diante termos algo como: redução do número de deputados (para maoralizar e reduzir custos),judicializar a política, censurar blogs e sites independentes, criminalizar de vez os movimentos sociais, traçar uma política de exclusão ainda mais profunda para aqueles já tradicionalmente mais excluídos, etc...
Também votei na Jô Moraes e sigo o seu trablaho na Câmara, e não estou nenhum pouco arrependido.
Hudson Luiz Vilas Boas em maio 27, 2009 8:29 PM
#52
P.S. Esqueci de dizer que a preparação para o novo "golpe de direita" está implicito na perigosa revisão histórica sobre a ditadura militar e algumas personagens daquele nefasto período.
Também quero pedir permissão (e já a dou como dada) para republicar “Não reeleja ninguém” é uma campanha burra e alienada, em meu blog.
Dê uma passada lá:
www.dissolvendo-no-ar.blogspot.com
Hudson Luiz Vilas Boas em maio 27, 2009 8:33 PM
#53
Essa campanha é auto-promocional. Das bem patéticas - seus idealizadores querem mais audiência para seus programas na TV. Para isso apostam nesse niilismo político nojento, típico de classe média de churrascaria, que adora bradar aos quatro ventos que 'odeia política' e que 'político é tudo FDP corrupto e ladrão', mas secretamente vota no Maluf...
Luis Henrique em maio 27, 2009 8:38 PM
#54
Idelber,
Bem, o pessoal já matou a charada: Isso éum outro Cansei da vida. Aliás, vou na mesma direção do comment #39 do Lauro Mesquita; o componente fascista disso daí é evidente.
As campanhas desse naipe são, nada mais do que de uma maneira assética de atacar a democracia - não há nada mais político do que campanhas e movimentos que se dizem "apolíticos", na verdade, eles, quando se referem à política, estão, na verdade, mirando na democracia.
Era desse jeito com o moralismo udenista dos anos 50 e 60 e continua sendo assim hoje. O que muda é a quantidade de "moderninhos", "descolados" que "não tem posição política" ou que são "de esquerda" apresentando esse tipo de discurso de maneira velada e achando que os outros são trouxas.
Hugo Albuquerque em maio 27, 2009 8:44 PM
#55
Eu não sei se eu estou entendendo. Porque de vários pontos de vista a campanha é super válida e super legítima. Apenas do ponto de vista do funcionamento político é que não é. É uma campanha emblemática do comportamento do brasileiro. Na prática, já é isso que acontece. Ninguém vota*. Então, ao aderir à campanha, o brasileiro (que já não vota) adquire consciência. Sai do estado de alienação. Pra mim é o contrário do que você está dizendo. Acho mesmo importante que essas pessoas se organizem. Sério. Não tô sendo do contra nem cínica. Veja que é um passo. Se isso valer mesmo, concorda que na próxima eleição vai haver um representante do "não reeleja ninguém" disputando a eleição? E ele será votado e essas pessoas terão se articulado de alguma forma. Eu gosto demais dessas campanhas. Sou super simpática ao voto nulo, por exemplo. Porque acredito mesmo que é um tipo de articulação. Eu não tenho simpatia pelo Tas nem pela Thomas, mas aí já é outro problema. O Tas é uma espécie de guru pra muita gente, hoje. Eu não conto com ele. Mas também sei que não é comigo que ele fala etc. Esse modelo conscientizaçao/posicionamento/voto está super esgotado. Eu sou realmente pessimista quanto a ele. Mas sempre fico um pouco esperançosa quando vejo organizaçao. Falo pros meus alunos. Não reclamem da comida da cantina, organizem-se e protestem. Acho que é por aí. Coloca a coisa em marcha.
(*não votar no sentido que ir lá e apertar botão não significa se posicionar etc)
mary w em maio 27, 2009 8:48 PM
#56
Atualmente eu só voto contra. Nos poucos votos que não anulei escolhi quem eu achava quem seria o mal menor.
Tenho alguns princípios para dizer quem eu acho menos prejudicial:
- nunca vote num fisiológico, aqueles que no Brasil a esquerda chama de direita;
- nunca vote num empresário que tenha concessões de serviços públicos ou forneça para o governo, seja ele federal, estadual ou municipal;
- em hipótese alguma eleja um candidato que acredita que o totalitarismo socialista vai construir um mundo melhor;
- não vote e não acredite em quem diz que o diálogo resolve todos os problemas, se fosse assim Daladier e Chamberlain teriam evitado a segunda guerra;
- muito menos digite o número de alguém que nunca teve uma atividade produtiva na vida, aqueles que sempre viveram da militância profissional ou passaram a vida como "celebridades".
- em hipótese alguma se aproxime e muito menos sufrague qualquer político que coloque o "conservacionismo" da Amazônia acima da soberania brasileira;
Acho que a única solução para o Brasil seria cassar os direitos políticos e confiscar todos os bens das pessoas que ocuparam qualquer cargo eletivo ou ocuparam cargos de confiança na administração pública.
NEM DILMA, NEM SERRA OU MUITO MENOS QUALQUER UM DOS OUTROS. 2010 VOTE NULO!
Jorge Nogueira Rebolla em maio 27, 2009 9:55 PM
#57
1-) Uma proporção alta da população vota em legenda, e aí você não tem controle de para quem vai o voto.
2-) Putz, na boa, será que NINGUÉM passeia pelo interior quando tem eleição para deputado? Você só vê candidato jurando defender região tal, e muitos eleitores se sentem forçados a apoiar candidato tal para que sua região não fique sem representante...
Andre Kenji em maio 27, 2009 11:19 PM
#58
Caro,
a discussão está ótima. Tenho uma questão: o diabo do voto obrigatório! Temo que ele seja uma praga, juntamente com o instituto da reeleição.
O voto tem que ser livre de fato, assim os partidos políticos deverão gastar parte do seu precioso tempo convencendo-nos a ir votar. Isso é educação política, não importa se de direita, esquerda ou centro. A reeleição por sua vez profissionaliza o ofício da representação política, desvincula o representante da realidade dos representados e impede o nascimento de novas lideranças.
Toni em maio 27, 2009 11:19 PM
#59
Isso que o Andre Kenji colocou é muito verdadeiro, tanto que na eleição de 2006 se falou muito que foram eleitos os deputados com ligações com os prefeitos. Os tais deputados de tese (tipo Paulo Delgado e Roberto Gouvea) rodaram nessa história, não se identificavam com nenhuma base local, não se colocavam como representantes de uma localidade.
Acho que isso tem muito a ver com a maneira como as campanhas e o financiamentos de campanha são tocados no Brasil...
Lauro Mesquita em maio 28, 2009 12:26 AM
#60
Puxa, recebi uma mensagem absolutamente comovente de Jô Moraes. Arrancou-me lágrimas mesmo. Enviaram-lhe o texto e ela tomou a iniciativa de me escrever. Coisa de fazer chorar.
A política vale a pena, meus leitores. Ela é a cara da imperfeição do mundo. Mas renunciar a ela, em nome de uma perfeição impossível, até hoje só levou a coisa pior.
Idelber em maio 28, 2009 12:54 AM
#61
Vinicius: com certeza, foi aquela matéria mesma. Ela serviu também para que eu visse o próprio Juca com um pouco de distância. Sempre admirei demais o Juca, por causa de sua trajetória. Isso me cegou para algumas limitações tremendas da leitura que ele faz da realidade.
Lola, tudo aqui é copyleft, minha cara. Copie e adapte à vontade.
Lelec, eu me lembro do episódio que você cita. Foi um erro da Jô. O tema é que quando um partido como o PC do B fecha questão sobre algo, é difícil. Quanto ao email: nós precisamos educar melhor nossos políticos no que se refere ao uso da internet. Especialmente os que são de uma geração anterior, como a Jô, precisam dessa ajuda nossa. Agora mesmo, ela acaba de me mandar uma mensagem pessoal absolutamente comovente. Sabe o que aconteceu? Eu quase apaguei a mensagem sem ler, pensando que era spam. O remetente vinha como "Maria do Socorro" (que são os primeiros nomes dela) e a linha de assunto era "Não reeleja ninguém" em letras maiúsculas. Ou seja, uma mensagem que vou guardar no coração para sempre quase foi apagada como se fosse spam, por causa da falta de traquejo dela com essas duas coisas tão simples, a linha de remetente e a linha de assunto.
Caro Paulo Z, como se viu aí acima, em comentários do Radical, do Patrick e outros, o Rio de Janeiro pode até estar mal das pernas, mas generalizar para todos os Deputados é um erro. Cito um que conheço bem: Chico Alencar comete erros, em minha avaliação. Mas é um Deputado que honra o mandato.
Paulo, adorei o Estrago de Minas. Nunca tinha ouvido... Vou adotar.
Mary, seu comentário me suscita tantas coisas que vou deixar para um post futuro. Eu só gostaria de plantar uma dúvida na sua cabeça. Tomo um trecho: É uma campanha emblemática do comportamento do brasileiro. Na prática, já é isso que acontece. Ninguém vota*(*não votar no sentido que ir lá e apertar botão não significa se posicionar etc).
Acho que isso é um comportamento específico de uma classe social, Mary. Coloquemos um pouquinho mais de sociologia aí. Nos setores populares -- e eu não quero idealizá-los, mas realmente observo isso --, a postura tem sido outra. A vitória do Lula em 2006, mesmo contra aquela avalanche de mídia, é uma prova. Mas isso dá muito pano para manga e merece análise mais detalhada.
Toni: estou contigo. Sempre defendi o voto facultativo.
Hudson, conterrâneo: fechamos aí nessa lista que você coloca. Totalmente de acordo.
Miguel, não me surpreende. O Gabeira é a das únicas caras aceitáveis que tem o demotucanismo hoje.
Abraços gerais e desculpas a quem ficou sem resposta. Hora de voltar ao Caio Fernando Abreu...
Idelber em maio 28, 2009 1:56 AM
#62
EXCELENTE post, Idelber.
Fiquei sabendo da campanha pelo texto do Marcelo, indicado no (sempre ele!) reader da Ju Sampaio. Mas não sabia (ou não reparei) que tinha dedo do Marcelo Tas na história.
Olha, eu acho o Marcelo Tas o verdadeiro porta-bandeira da minha geração -- a geração cuja politização é a defesa da não-politização. "político é tudo corrupto", "vote nulo", "proteste já!". E fica só nisso. Protestar contra o quê? Contra quem? Protestar como? Não se diz. Fica só o espetáculo do bater de punhos na mesa e o berro. Mais nada.
Aliás, outro exemplo que me dá gastura é aquele quadro do programa do Serginho Groisman, no qual ele abre o microfone para os jovens protestarem contra o que quiserem. Poxa, os jovens não têm nenhum espaço para falar livremente na TV. Nenhum. E aí, diante do microfone, eles vociferam contra... a irmã que pegou a mochila sem pedir. Coisas assim. Os poucos que tentam "fazer bonito" demonstram esse nível de politização pífio: "protesto contra esses políticos corruptos que estão por aí". Se o Serginho Groisman perguntasse quem são os corruptos e o que fizeram de errado, aposto que os jovens gaguejariam.
Outro exemplo são as campanhas pelo voto nulo. Pelo que entendi, o objetivo é invalidar as eleições. Ué, meu filho, mesmo que elas fossem invalidadas, seria convocada uma nova votação. E aí, você ia votar em quem? Qual teu objetivo com isso? Nada. É o protesto pelo protesto. A impressão que eu tenho é que eles não querem votar. Ponto. Por trás do pretenso "protesto", o que há mesmo é preguiça de se informar para votar direito.
Eu acho o CQC o grande símbolo disso tudo. Além das piadinhas sem graça, há tb a atitude do público. Ele se mobilizou muito mais pelo direito dos mocinhos do CQC adentrarem o Congresso do que para defender qualquer outra coisa. Acho que isso diz tudo.
Estou chovendo no molhado ao postar a essa hora, mas queria dar meus dois tostões. bjo!
Marjorie em maio 28, 2009 2:11 AM
#63
Além de burra e alienada, é inútil, porque, dado o mirabolante sistema de contagem de votos para o legislativo,é impossível não reeleger ninguém. A única maneira de fazer isso é, além de não votar em ninguém que esta na camara agora, não votar em nenhum dos PARTIDOS que estão lá agora. Sobra algum partido?
Não adianta não votar no Palocci, por exemplo, e votar em algum coitado bem intencionado do PT que nunca foi deputado: seu voto vai contar pra legenda e pode acabar ajudando a reeleger o Palocci. Esse sistema maluco nunca deixa vc saber exatamente quem vc está elegendo.
Daniel em maio 28, 2009 2:15 AM
#64
Menino, como este blog tá bão, sô!
Acho preocupante, por todos os motivos expostos por você e os comentaristas, a coisa estapafurdia e alienada dessa campanha.
Se a proposta é não reeleger ninguém, está implícito que nenhum deputado faz nada. - No meu entender, não é bem assim. - Só um exemplo: O deputado Vicentinho tem um projeto que ajudaria muito a produção nacional de desenhos animados, o que significa ampliação do campo de trabalho para os artistas brasileiros da animação ( tem gente muito boa nisso por aqui), desenvolvimento de estilos próprios, mais afinados com o nosso jeitão, etc e tal.
O projeto está aqui.
Um programa tipo mesa redonda a respeito do projeto aqui.
Tem gente que é contra (lógico), mas o deputado se dispõe a conversar.
Gente, acho que vale a pena dar uma olhada.
Fico pensando se o Marcelo Tass sabe do projeto, se é contra ou a favor. Sei que deveria perguntar a ele, mas sinceramente, morro de prequiça de escrever, e também acho que é perda de tempo mesmo.
Adorei a idéia do clube de leitura, sei que já fizeram algum, mas eu não acompanhava o blog diariamente como faço hoje.
Por último, porééééémmmmmm, mais importante, estimo as melhoras - que você continue fervendo, mas só no blog, não de febre por causa da gripe.
Para ajudar, vão alguns conselhos:
- Muito liquido, sucos de toda fruta,
- Um sopão caprichado com todos os legumes e bastante alho e gengibre. Faz assim, depois de pronta a sopa, joga um maço de agrião em cima e deixa só abafadinho por cinco minutos. Fica uma delicia!
- Xarope de guaco também é muito bom, difícil é achar o guaco.
O caldo de galinha não recomendo porque sou vegetariana (rsrsrs).
Esse é meu primeiro comentário no seu blog que gosto muito e está cada vez melhor.
Lu em maio 28, 2009 5:25 AM
#65
caro Idelber, saldações atleticana, achei ótima a idéia de vc fazer uma série de homenagem sobre blogueiros que tem relevancia, alguns são figurinha carimbada como o Azenha, Mello, Eduardo,Rodrigo VIanna o Rovai e tantos outros, só que tem um que não consta na sua lista de visitação que é o Profº Hariovaldo, visite depois me fale.Sobre a Soninha gostava dela no tenha que ela ainda fumava um baseado, mas acho que ela perdeu muitos neoronios. haha
abraços sincero.
Roberto M Almeida em maio 28, 2009 7:29 AM
#66
PS Idelber, não deixe de ver os comentários, será um bom momento de descontração.
Roberto M Almeida em maio 28, 2009 7:39 AM
#67
Comentário sem ódio no coração, mas só pra constar aqui já que algumas pessoas comentaram pedindo pra eu "passar recado" pra Soninha.
Citei ela simplesmente pra dar crédito por uma idéia que ouvi dela durante uma conversa que tivemos sobre transparência na política.
Votei nela para vereadora, e um dia decidi escrever um email perguntando se ela teria uns minutos pra conversar sobre coisas que me incomodavam na política e sobre o que era possivel fazer pra mudar (não muito distante da conversa que se passa aqui, diga-se). Ela teve, me recebeu em sua casa (eramos quase vizinhos) e passamos algumas horas trocando idéias.
Minha sugestão para todos que tem algo a dizer para ela é que, bem, escrevam pra ela e digam o que tem a dizer. Comigo funcionou e funciona até hoje (inclusive depois que deixei de votar em SP). Mesmo discordando dela em uma penca de coisas, me espantaria muito se ela não respondesse. Ao menos essa foi a experiencia que eu tive.
Fernando Serboncini em maio 28, 2009 8:02 AM
#68
Fair enough, Fernando. Eu também sempre fui atendido por ela, por email e pessoalmente. A questão é que hoje não tenho mais nada que lhe dizer. Acho que a triste verdade é essa. Mas esse negócio de passar recado não está com nada. Eu lhe peço desculpas. É a frustração com a trajetória dela mesmo.
Marjorie, choveu no molhado de jeito nenhum. Sabe, seu comentário me ajudou a ver que o CQC teve mesmo um impacto que eu não suspeitava. Passando 7 meses por ano no exterior, praticamente sem ligar a televisão nos 5 meses em que fico aqui, não posso avaliar bem. É minha filha Laura (9 anos) quem me guia nessas coisas :-) Mas me surpreendeu o impacto que teve essa campanha que ele lançou. Porque a campanha é muito idiota mesmo. Beijo ;)
Daniel: chave o que você coloca. Esse é outro tema que teríamos que discutir aqui. Porque esse sistema atual, em que você vota em um e elege outro, é dureza.
Lu: legal o projeto do Vicentinho. Eu não estou muito bem equipado para discutir essa área, mas a iniciativa me parece positiva. Obrigado pelas dicas. Já melhorei bem da gripe. E comente mais vezes!
Roberto: dei boas risadas com o blog. Confesso que não tinha nem notícia da existência dele. Valeu a dica e saudações alvinegras.
Idelber em maio 28, 2009 8:41 AM
#69
Caro Idelber
Gostei bastante do resultado deste post. No caso do Estado do Rio esprememos e o que sobrou: Miro Teixeira, trabalha bem mas desde que foi retirado do executivo é solenemente desconsiderado por seus pares; o ingênuo Biscaia, que no entanto foi um excelente Procurador-Chefe do estado e Chico Alencar!
Chico Alencar é um caso à parte. O discurso é insinuante e de uma clareza difícil de se encontrar. Foi o último a largar a tese da "ÉTICA na POLÍTICA", e isso o prejudicou muito. Diga-se de passagem que não por culpa dele, mas a tal "ÉTICA NA POLÍTICA" foi uma das MAIORES CHARLATANICES NA HISTÓRIA DO BRASIL!
Bem, com 3 deputados-federais aproveitáveis entre 46 e sabendo que estes 3 parlamentares tem capacidade de fazerem outra coisa na vida, podemos então nós cariocas renovarmos 100% na nossa representação.
Valeu Idelber
Paulo Z em maio 28, 2009 9:07 AM
#70
Mas Paulo, tem mais gente aí, não? Eu gosto muito da Cida Diogo. Infelizmente, todo mundo só se lembra dela pela agressão que ela sofreu de Clodovil. Mas não é muito comum que uma novata represente a Câmara na Comissão Organizadora de algo tão importante como a Conferência Nacional de Comunicações.
Ela é absolutamente amada, adorada pelo movimento LGBT, pela história que tem em defesa de suas reivindicações. Até que alguém me mostre algo desabonador, estou com Cida Diogo também. Só para dar mais um exemplo. Abraços.
Idelber em maio 28, 2009 9:34 AM
#71
Bem lembrado, Daniel. Uma coisa que eu descobri no meio dessa discussão toda sobre lista aberta x lista fechada é que a maioria das pessoas NÃO SABE que tem gente que se elege por conta da legenda. O pessoal acha que é só o voto direto mesmo -- quem tem mais votos, chega lá, simples assim.
Mais uma prova de ignorância da tal campanha.
Marjorie em maio 28, 2009 11:53 AM
#72
Concordo que um simples "não reeleja ninguém" seja uma bobeira sem fim. Agora, na prática, esse negócio de votar em alguém e achar que esse alguém foi eleito pelo poder direto do seu voto é uma meia-verdade (raciocino com base no Poder Legislativo, que creio ser seu ponto de partida, Idelber). Votamos em A e não sabemos pra quem foi o nosso voto. Talvez tenha sido pra eleger alguém com atuação e plataforma completamente oposta a quem escolhemos.
Eu, por exemplo, votei pra deputado federal na Luíza Erundina. Pesquisando no site da Câmara, vejo que a bancada do PSB em São Paulo inclui o Abelardo Camarinha, o dr. Ubiali e o Márcio França. Nunca ouvi falar de nenhum dos três, contudo tenho quase certeza que o meu voto na Erundina ajudou a elegê-los. Posso fiscalizar o quanto quiser a minha deputada mas, de fato, o meu voto pode ter sido usado pra eleger algum dos outros três, os quais eu sequer fiscalizava por simplesmente ignorar a existência deles.
Agora, se for pra propor que fiscalizemos todos, aí estamos danados... Já é difícil verificar o que um deputado está fazendo, imagine uma bancada!
André em maio 28, 2009 12:54 PM
Aristóteles Cardona Júnior em maio 28, 2009 1:13 PM
#74
Cheguei tarde ainda não li os comentários, só queria dizer: bom post, limpido posicionamento.
Pedro em maio 28, 2009 1:31 PM
#75
professor,
segue entrevista que corrobor com o argumento de que a "extrema-esquerda" favorece de fato à direita. veja o que o outrora petista e atual extremista disse ao jornal econômico do grupo folha/globo:
"Consenso despolitiza sociedade e coloca Lula à direita de FHC"
Autor(es): César Felício
Valor Econômico - 27/05/2009
Intelectual historicamente identificado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo sido filiado ao PT até 2003, o professor aposentado de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) Francisco de Oliveira tornou-se ao longo do atual governo um dos mais cáusticos críticos à esquerda do lulismo. Para este ano, o acadêmico pernambucano de 75 anos, conhecido como Chico de Oliveira, prepara um livro que irá retratar a construção de uma hegemonia às avessas. Ou seja: como um líder popular carismático trabalharia no sentido contrário aos interesses da base que o elegeu.
No ano em que rompeu com o PT, Oliveira desferiu no front literário um dos mais contundentes ataques sofridos por Lula, ao escrever "o Ornitorrinco", um posfácio ao seu livro "Crítica da Razão Dualista", editado pela primeira vez em 1972.
Neste posfácio, Oliveira procurou fazer uma aproximação entre a elite dirigente do PT e a da oposição tucana, que teriam como grande traço de união o controle do acesso a fundos públicos.
Em setembro de 2004, Oliveira participou da criação do P-SOL, formado por dissidentes do PT que discordavam da moderação econômica do governo Lula, particularmente da reforma da previdência. Meses depois, o partido receberia outra maré de adesões de desiludidos com o petismo depois da eclosão do escândalo do mensalão.
Com a eleição de 2006, ocorre um novo afastamento. Oliveira discordou da condução da candidatura presidencial da então senadora Heloísa Helena (AL), sobretudo da decisão da sigla de permanecer neutra no segundo turno da eleição presidencial, e declarou voto pela reeleição de Lula. Chegou a definir a campanha da candidata do P-SOL, calcada nas denúncias contra o governo federal no plano ético, como um "udenismo de esquerda".
No início da crise econômica global, em janeiro deste ano, Oliveira propôs que o governo federal radicalizasse suas políticas de desenvolvimento, sugerindo que se criassem "cinco Embraer por ano", uma maneira de defender a maior participação do Estado na economia. Mas a ausência de mudanças na estratégia governamental ao longo deste ano fez com que o sociólogo voltasse à posição crítica dos últimos tempos.
Nesta entrevista, concedida por telefone ao Valor, Chico de Oliveira demonstra ceticismo em relação a mudanças no quadro político com as eleições presidenciais do próximo ano. Eis a entrevista:
Valor: Qual a avaliação que o senhor faz do governo Lula, já em seu penúltimo ano? O senhor rompeu publicamente com o PT em 2003, mas depois declarou voto pela reeleição de Lula em 2006...
Francisco de Oliveira : A minha declaração de voto em 2006 foi uma atitude política. Lula estava sob ataque de forças opositoras naquele momento e havia a esperança, uma palavra que nem gosto de usar, de que um segundo mandato fosse promotor de mudanças, mas hoje podemos ver que não houve nenhuma mudança e essa chance passou. O governo de Lula, concretamente, não demonstrou nenhum avanço social no plano dos direitos. Do ponto de vista da condução econômica é uma administração medíocre, que pensou que se salvaria da crise global e percebe-se que não tem nenhum domínio da situação. Economicamente o governo Lula é um barco à deriva, que se as ondas forem boas chega a um bom porto, e caso contrário, não.
Valor: Que comparação pode-se fazer com o governo FHC?
Oliveira: Lula está à direita de Fernando Henrique [Cardoso] ao não recompor as estruturas do Estado e não avançar na ampliação de direitos. O presidente tenta se legitimar promovendo consensos que passam pela cooptação dos mais pobres. O Bolsa Família não é um direito, mas uma dádiva. Neste sentido, vivemos na gestão dele uma regressão política, porque no governo Lula houve uma diminuição do grau de participação popular na esfera pública. E quando se projeta o cenário de 2010 percebe-se como Lula resulta regressivo. Com a força perdida pelo PT e a ausência de alternativas de Lula, uma vez que a doença de sua candidata mostra sinais de gravidade, aparece o terceiro mandato.
Valor: O senhor acha que o governo está criando um caldo de cultura para o terceiro mandato?
Oliveira: Sim, porque Lula aparece, para os olhos de determinados segmentos do meio político e popular, como o homem providencial. E neste sentido a possibilidade de um terceiro mandato é perigosa. Getúlio [Vargas] ensaiou isso com o queremismo, em 1945. Agora, pode muito bem surgir um queremismo lulista: o povo ir às ruas para pedir a continuidade do governo.
Valor: E o senhor acha que o povo irá às ruas?
Oliveira: Não digo o povo, uma categoria imprecisa, mas o PT e a CUT ainda têm capacidade para promover barulho, e barulho é o que é decisivo em uma questão como essa.
Valor: Porque no campo da esquerda nem o P-SOL, nem outras siglas conseguiram se firmar como alternativas a Lula?
Oliveira: Nada surgiu porque, ao tornar-se um mito popular, Lula tornou-se infuso à política. Ele produz um consenso de forças sociais, que estão todas muito contentes com o governo, e assim torna impossível ao eleitorado fazer escolhas reais. Isto explica porque Heloísa Helena, apesar do apelo popular que teve e tem, não se tornar uma alternativa. Vivemos um consenso conservador, no sentido de não se transformar nada, mesmo com a presença das massas populares neste consenso.
Valor: Ao romper com o PT, o senhor disse que o partido poderia ter o mesmo destino do peronismo, tornando-se uma força política que não consegue ter referências ideológicas e prende-se ao espólio de uma liderança...
Oliveira: Se fiz esta aproximação, foi um equívoco meu. A mídia brasileira por vezes passa uma ideia equivocada do que foi [Juan Domingo] Perón na Argentina. O Perón não despolitizou o país. Sob o vezo do autoritarismo, em seu período se produziu uma ampliação de direitos tal que a tradicional oligarquia argentina jamais se recuperou. No caso de Lula, está ocorrendo exatamente o contrário, a diminuição do espaço da política na sociedade.
Valor: O governo Lula não investiu na inclusão de minorias nos espaços de poder, por meio de políticas de ação afirmativas para negros e mulheres?
Oliveira: Ele tomou os vestígios de um discurso sociológico fajuto para negar o conflito de classes. Veja, com a análise da questão das classes se mata as charadas no Brasil. Quando a gente pensa a sociedade por meio destas clivagens de gênero e raça, não se mata charada nenhuma. O problema do Brasil é de uma grande maioria, virtual totalidade mulata, e não pode ser resolvido por políticas afirmativas étnicas, diferentemente do que ocorre na Bolívia e na Venezuela, onde a chave étnica é decisiva. Para resolver os problemas de exclusão social no Brasil, é preciso enfrentar problemas de classe. A política de cotas só faz reafirmar a exclusão. Qual as chances concretas que um negro com grau universitário obtido graças às cotas ampliação de direitos combatem a discriminação.
Valor: O senhor analisa o governo Lula como o autor de uma guinada conservadora, mas, com instrumentos como a Carta ao Povo Brasileiro, Lula já não se elegeu sob este signo?
Oliveira: Pelo contrário, Lula foi eleito em um processo de força popular crescente de um movimento político, que acumulou energia de eleição em eleição desde os anos 80. Não foi um episódio que se resume à crônica de 2002, foi um processo longo. Lula foi eleito com uma base progressista. Não houve nenhuma chancela do eleitorado para o que ele faria a seguir.
Valor: Além de sua gestão econômica até certo ponto surpreendente, o primeiro mandato de Lula foi marcado pelos escândalos na área ética, dos quais o do mensalão foi o mais emblemático. Por que a ressonância popular destes problemas foi zero?
Oliveira: Há uma tendência popular de nivelar a todos. Historicamente, a questão ética só estigmatiza políticos de estatura menor, como os exemplos recentes de [Paulo] Maluf e [Orestes] Quércia. Gostaria que tivesse sido diferente, mas este fator jamais foi decisivo em eleições brasileiras e não será na próxima.
Valor: Qual o balanço que o senhor faz da oposição brasileira nestes últimos sete anos?
Oliveira: Que crítica a oposição pode fazer ao governo Lula? Objetivamente nenhuma. Os governadores José Serra e Aécio Neves estão do mesmo lado. Em termos concretos, já há tempos a oposição deixou de existir. Isto porque a política no Brasil perdeu a capacidade decisória.
Valor: Que diferenças o senhor identifica entre Serra e Aécio?
Oliveira: Rejeito ambos por motivos diferentes. Aécio parece mais um político superficial que se faz sob a herança política familiar. Nunca vi uma opinião dele que impressionasse. Serra é uma surpresa. Faz um governo gerencial e até reacionário, ao lidar com o funcionalismo e com a universidade pública. É um político que gradualmente se converteu, quando vemos o passado dele e o local onde atua agora. É o grande líder conservador.
Valor: Sob que signo será disputada a eleição presidencial do próximo ano?
Oliveira: A eleição de 2010 será despolitizada e regionalista. Vejo agora a articulação entre São Paulo e Minas. Antes era o café com leite, hoje talvez seja o café com leite de um lado, a cana e a indústria do outro... a eleição caminha para ser uma disputa entre a confluência de São Paulo com Minas em contraposição à confluência do Nordeste e do Norte. É uma disputa que se dá em termos regionais, sem nenhum ponto político, nenhuma discussão de concepção propriamente política. Ao criar um consenso, Lula foi fortemente despolitizador. É uma dinâmica diferente do tempo de Fernando Henrique. Fernando Henrique buscou subjugar as forças contrárias, Lula as desmobiliza.
Valor: E que papel jogam atualmente os movimentos sociais?
Oliveira: Os movimentos sociais estão apagados, porque tratam-se em sua maioria de articulações em torno de objetivos pontuais, o que tornam limitadas as possibilidades de crescimento. O mais importante deles, que é o MST, busca saídas para a sobrevivência.
Valor: Esta desmobilização política não é um fenômeno global?
Oliveira: Ela é um fenômeno mundial. A França elegeu [Nicolas] Sarkozy, um direitista que se disfarça. Nos Estados Unidos, temos [Barack] Obama, que está recuando de suas posições iniciais. Na Alemanha, Ângela Merkel faz uma conciliação que junta sociais democratas e conservadores. E na Rússia, há um florescer do autocratismo. Todo mundo está convergindo para um ponto médio, que é uma espécie de anulação das posições. Mas no Brasil é mais grave, porque aqui a desigualdade é muito maior.
pedro mousinho em maio 28, 2009 1:38 PM
#76
Caro Idelber
Após seu último comentário passo a não compreender a sua posição!
Quase todos os deputados-federais do Rio de Janeiro, LEVANDO EM CONTA características da NOSSA LEGISLAÇÃO, são adorados por segmentos do eleitorado.
Seguindo estes seus critérios: Sandro Mattos: tão adorado pela população de Meriti que foi eleito prefeito; Carlos Santana: adorado pelo movimento sindical ferroviário decadente aqui existente, e que acaba confirmando barbaridades da concessionária; Leandro Sampaio: é adorado por alguns em Petrópolis; Jair Bolsonaro: é adorado por alguns militares e principalmente por familiares destes; Simão Sessin: adorado por muitos em Nilópolis
Paulo Z em maio 28, 2009 2:38 PM
#77
O mais incrível é o CQC ser formador de opinião de gente suficientemente letrada, mas incapaz de questionar algo que passa a idolatrar.
Daniel Bastos em maio 28, 2009 2:40 PM
#78
Gostei tanto do termo "gabeirismo", que fiz um post lá no meu blog a respeito. O CQC é igual ao Pânico, são instrumentos despolitizadores; estou pra escrever sobre isso faz um tempo. Assim que der, o faço. Abraço
Alexandre Nodari em maio 28, 2009 3:09 PM
#79
"Acho que a única solução para o Brasil seria cassar os direitos políticos e confiscar todos os bens das pessoas que ocuparam qualquer cargo eletivo ou ocuparam cargos de confiança na administração pública."
Esse é o modelo 'democrático' que os apóstolos do esgoto moralizante propõem.
---
Pertenço à geração da Marjorie e faço das palavras dela as minhas.
Isso tudo lembra um personagem de Memórias do Subdesenvolvimento que também 'odiava política'. Mais tarde no filme descobrimos para qual time ele jogava. Esse personagem é uma alegoria para o Analfabeto Político de ontem e de hoje.
Luis Henrique em maio 28, 2009 5:04 PM
#80
idelber:
o "não reeleja ninguém" significa,na verdade,
"eleja os nossos".
romério
romério rômulo em maio 28, 2009 8:48 PM
#81
É, meu camarada, a coisa tah feia! Quando os "formadores de opinião" (sic, sic e sic) começam a aderir a uma "causa" dessas é porque estamos vendo o fundo do poço... E no fundo deste, vem outro poço!
É simplório, simplista, burro, atroz, defender a "expulsão" de TODOS os parlamentares sem qualquer tipo de critério, deixando de fora até aqueles [poucos, raros] que ainda defendem algum interesse do povo.
Deixemos de fora Sarney's da vida, ACM's (netos, bisnetos, tataranetos, não me surpreenderia), Michéis Temer e toda essa corja política.
Acabemos com qualquer chance da Bancada Evangélica, Ruralista e afins mas, por favor, querer acabar com tudo!?
Qual o propósito? A quem serve uma campanha dessas? Aliás, pensei em algo, talvez por demais conspiratório, mas boa parte do povo que vota ainda com alguma consciência, que vota (caso meu, no PSOL) em algum partido ou indivíduo honesto ou minimamente confiável, os "formadores de opinião", a "Vanguarda" (vá lá), tem internet, conhece blogs, tem acesso à redes telemáticas e pode [vai] esbarrar com este tipo de campanha.
Ou seja, àqueles que potencialmente repudiam Collor, Temer, ACM e cia são exatamente os que terão maior contato com uma "campanha" desse tom.
Claro, estou fazendo generalizações mas serve à análise.
Enfim, é trocar 6 por meia dúzia, ou meio milhar por outro igual ou pior, ou alguém acha que do PPS, do DEMO, do PSDB e afins vai sair coisa melhor do que o que já temos por aí? Que os "novos" (ou os reciclados) serão melhores?
simplesmente inconsequente, prejudicial, alarmante... Veremos o alcance, a vitalidade... Torçamos para que a idéia morra no nascedouro.
Aliás, Idelber, não tem lá relação com o post mas você conhece a Campanha Pixel Solidário, do GRAACC? O grupo de Apoio o Adolescente e à Criança com Câncer de São Paulo? É uma ONG que mantém um hospital para o tratamento do Câncer infantil e que está se expandindo e lançou essa campanha: http://tsavkko.blogspot.com/2009/05/campanha-pixel-solidario-update.html
Aliás, eu trabalho no GRAACC, estagiário por lá, então estou mais que envolvido nessa campanha!=) Se quiser ajudar na divulgação, agradeceria imensamente!
Raphael Garcia em maio 28, 2009 11:37 PM
#82
Tão idiota como essa campanha é uma bancada pelo governo paulista e uma ong mandando as pessoas mixarem no chuveiro. Vc viu isso? Uma idiotice nojenta e perigosa, coisa de quem não tem a menor noção do que seja sustentabilidade.
aiaiai em maio 28, 2009 11:55 PM
#83
òtimo post!!!!!!
Caramba! é de uma idiotice tamanha isso. Mentalidade de Macaco Tião que está sempre revolvendo as desmassas cerebrais de algumas pessoas. Mas vindo de Daniela Thomas e Marcelo Tas Com Cara de Bundão, é o mínimo que se pode esperar, custe o que custar.
Flavio Corrêa de Mello em maio 29, 2009 1:08 AM
#84
sabe, eu ando me perguntando insistentemente: afinal, quando nos cansaremos e faremos realmente alguma coisa para mudar a situação atual?
é claro que essa pergunta, no coletivo, é muito mais direcionada a mim mesmo, no singular! e ver essa campanha do "não reeleja ninguém" se difundindo faz com que a "vontade de fazer algo" fique ainda mais mais forte dentro de mim.
essa campanha, que explora a nossa vocação para o "oba-oba", não passa de um grande desserviço para o nosso povo. especialmente quando incentivada por figuras públicas e com grande acesso à população: ah a tv, o ópio do povo!
ps.: os meus deputados e senador estão muito bem guardados e acompanhados aqui por mim...
pps.: concordo em gênero, número e grau com o que vc disse, como espero ter deixado transparecer, hehe.
muta em maio 29, 2009 1:21 AM
#85
Leio com uma decepção essa entrevista do Chico de Oliveira. Ele aponta críticas interessantes, mas um rancho de esquerda impede dele ver avanços do governo Lula. Só de não entregar o patrimônio nacional de graça é um avanço ao FH. Houve avanços nas estatais (Petrobras e bancos públicos). Claro que insuficientes, mas não dá para dizer que ele está à direita do FH. Porque a mídia bate tanto no governo? Porque quer um governo mais de esquerda? O problema dessa análie está na ideia de despolitização. Vargas despolitizou porque deu os direitos sociais. Lula despolitiza porque o pobre se identifica com ele. Engraçado que é nesse momento que a esquuerda se une ao udenismo, ao anti-populismo. O pobre aprova o Lula porque a vida dele melhorou. No governo FH foi gerado (de forma líquida) um pouco menos do que 800 mil empregados formais. No governo Lula, em 6 anos, foram uns 8 milhões. Todos os anos entre 1996 e 2003houve queda do poder de compra do salário do trabalhador (dado do Dieese). Depois de 2004 subiu todo ano. Temos o Bolsa-família. Na crise atual, o poder de compra vai continuar a aumentar. O salário mínimo está indo para 500 reais. Era 200. A cesta básica aumentou bem menos do que isso. Houve uma grande expansão das cisternas no semi-árido. O Luz para todos chegou para mais de 10 milhões de pessoas. Na minha opinião, o governo Lula é ruim, porque poderíamos ter avançado muito mais. Mas, isso é diferente de dizer que é um retrocesso. Dar direito para o povo não pode ser ruim. Não é despolitizador. Pelo contrário, se o povo fica satisfeito com pouco, é porque ele se acostumou a ver as coisas só piorarem. Não vejo como despolitizador o povo ter orgulho do presidente deles se parecer com ele. Para mim é muito melhor do que ter um presidente que nos chama de caipiras. Tenho um orgulho tremendo da eleição de 2006. Foi a primeira vez que vejo a mídia e a "opinião pública" perdendo. Dizer não ao Arnaldo Jabour no Jornal Nacional é despolitizador? Politizador foi a campanha da Heloísa Helena em 2006? É o Psol se unindo ao DEM na campanha contra a CPMF? Sei que o Chico de Oliveira (na minha opinião, corretamente) saiu do Psol. Acho que, ao invés da esquerda ficar falando que o PT é igual ou pior do que o PSDB/DEM, ajudaria muito mais politizando mesmo o debate. Não tenha medo das coisas boas do governo despolitizar. Isso é insuficiente. Não é Bolsa-família é ruim porque despolitiza, mas é porque é pouco. Não vejo o PSOL defendendo um programa de saúde pública de verdade, um programa economico de verdade que diga para acabar com o superavit primário e que saiba defender, imposto progressivo de verdade. ALias, idelber, vc viu o programa do PT hoje? Excelente. Me pareceu eficiente, claro para as pessoas, um programa para levantar o orgulho de ser brasileiro e com críticas boas ao governo FH.
http://www.youtube.com/results?search_type=&search_query=programa+pt+2009&aq=f
http://glaucocortez.wordpress.com/2008/06/20/fhc-e-psdb-genios-na-criacao-de-empregos-formais/
http://saraiva13.blogspot.com/2009/05/governo-lula-ja-atingiu-meta-do.html
http://www.ipeadata.gov.br/ipeaweb.dll/ipeadata?SessionID=807013516&Tick=1243565795453&VAR_FUNCAO=Ser_Fontes%28383%29&Mod=M
http://www.fenasps.org.br/noticias/DIEESEESTPESQ36BALANCONEGOCIACAOVF.pdf
Bruno em maio 29, 2009 1:28 AM
#86
Olá Idelber, tudo bem?
Assino embaixo. Parabéns pelo post, e blog cada vez melhor. Queria dar um testemunho do resultado deste tipo de alienação.
Em Divinópolis tivemos esta semana a Conferência Municipal de Cultura. A política de cultura da cidade estava sendo discutida, mas pouquíssimos artistas e agentes culturais compareceram. A votação foi aberta, os temas discutidos, e temas que não são de interesse da atual prefeitura foram votados e aprovados. Valeu a pena.
Em compensação, um monte de gente que vive reclamando que artista não tem espaço, não consegue captar recurso, não consegue isso, não consegue aquilo... Nem apareceu para comentar. Numa escala maior (amplificada), é essa turma que faz coro contra a mudança na lei Rouanet sem saber do que se trata.
Não participar e reclamar é melhor que tentar fazer alguma coisa. A propósito, te mando um e-mail com um link o qual preciso da ajuda dos companheiros de mídia livre.
Aquele abraço,
Paulo
Paulo Morais em maio 29, 2009 1:42 AM
#87
Idelber Avelar,
Sou mais frequente nos blogs de ideologia mais à esquerda, mas que pensam diferente de mim. A idéia é ver a força dos meus argumentos em oposição às crenças que vejo presente nos comentaristas, não na pretensão de fazê-los mudar, mas na pretensão de que aquela janela não fora aberta ainda e vê o que eles pensam a respeito.
Sinto que aqui não tenho muito o que fazer, a não ser ler os comentários e ver se dá para aprender uma ou outra coisa. Em relação a este post sobre a campanha "Não reeleja ninguém" tenho pouca diferença com o que você pensa. Como sou quase uns quinze anos mais velhos, ou significa que eu modernizei ou que você está com umas idéias muito velhas.
Enfim, assinaria seu texto sem pestanejar. Ia dizer na íntegra, mas reparei em parte do último parágrafo uma frase que a seguir transcrevo com os acrécimos que dão à frase sentido:
"Sim, é evidente que há muita coisa que se moralizar no Congresso. Discutir qual é a reforma política que nos possibilitaria ter partidos fortes e representativos, reduzindo assim o fisiologismo e as negociatas, são outros quinhentos".
Discordo da questão do fisiologismo. Tenho discutido a questão política em alguns outros blogs, (No Luis Nassif, com mais freqüência, no Alon Feuerwerker, cada vez mais raramente, pela mesma razão da minha pouco freqüência aqui, no Pedro Dória, Azenha, Blogdosblogs, PHA), mas lá sou mais enfático: Política, só a democrata, democracia, só a representativa proporcional, democracia representativa, só a fisiológica. É claro que há nuances: o orçamento participativo desde que para parte pequena do orçamento é uma forma de democracia direta que eu aprovo, pois leva a um maior envolvimeto do povo com a atividade política e afasta a população de idéias retrógadas como a dessa campanha. A eleição majoritária e, portanto, não proporcional para Presidente da República também conta com o meu apoio, embora prefira a eleição em um só turno, pois essa é mais proporcional na medida que pode eleger corrente minoritária do que a eleição em dois turnos. Concordo também com algumas formas de decisões diretas - plebiscito e referendum - mas apenas pelo que elas favorecem a uma maior participação da população.
Nos outros blogs sou enfático e não concebo a atividade política democrática sem o fisilogismo.
Ou porque não deram importância ao que eu digo, ou por não terem lido, nunca obtive uma contestação ao que eu disse.
Já fui enfático, mas não creio que aqui caberia sê-lo e assim não o serei mais. Além de tudo sou céptico. Resta-me então apenas quere saber a resposta para algumas dúvidas. Assim lanço as questões (Lanço as questõs ao acadêmico nos Estados Unidos). Nos Estados Unidos, na academia, não haveria a certeza que a política democrática, apesar do princípio ético da igualdade que molda o processo democrátio, é essencialmente fisiológica?
O processo democrático possui vários procedimentos. Há por exemplo o procedimento da representação. Os representantes representando interesses de outros, não podendo renunciar (A renúncia é mais própria da ética), não sabendo qual o interesse maior da nação em cada caso concreto em que se inicia um procedimento de composição de interesses, não são obrigados a realizar um trabalho de barganha, de toma-lá-dá-cá que os torna radicalmente fisiológicos?
Não estaria certo então entender que quanto mais fisiológico for o processo democrático mais forte é a democracia (Principalmente se se leva em conta que o processo de composição de interesse não sendo pontual como nas democracias diretas dá oportunidade de os interesses minoritários barganharem alguma vantagem, interesse que poderiam ser esmagados na democracia direta)?
Esse não seria o entendimento da academia desde o início da década de 60, ou seja, desde o surgimento de Theodore J. Lowi e a academia apenas não verbaliza essa idéia explicitamente?
A idéia da atividade política, como uma atividade suja, corrupta, de interesses menores sempre existiu lá nos Estados Unidos, mas eu tenho a impressão que após Theodore J. Lowi (É o que me ocorre como referência desse novo entendimento) se passou a perceber que ela não era tão suja e mesmo que fosse não haveria outra solução dentro da democracia e, potanto, a democracia deveria ser aceita como tal?
Clever Mendes de Oliveira
BH, 28/05/2009
Clever Mendes de Oliveira em maio 29, 2009 2:43 AM
#88
Oi,
em outro post segui para o Estado Anarquista, e estranhamente achei este post acima, igual, sem mudar uma virgula[acho], e sem te dar os créditos, dai fica a pergunta: és o servo_do_senhor, ou foi copia?
link aqui http://www.estadoanarquista.org/blog/?p=2241
Anjo em maio 29, 2009 8:39 AM
#89
Deixei um comentário lá no Estado Anarquista, lembrando-os que faltou a menção de autoria e o link para a fonte.
Idelber em maio 29, 2009 12:20 PM
#90
Grande texto, Idelber. Não tinha ficado sabendo dessa campanha...
Sobre o Rio, as exceções já foram citadas. E se o paradigma é "trabalho", e não apenas as posições políticas, haveria mais pessoas a listar.
De qualquer forma, cumpre lembrar que os três representantes do PSOL (um vereador, um deputado estadual e um deputado federal) prestam contas de seus mandatos, semanalmente, às sextas-feiras, na Praça Mário Lago (também conhecida como Buraco do Lume), em frente ao Largo da Carioca, bem no Centro do Rio. São exceções, sim. A composição da ALERJ e da Câmara de Vereadores é tenebrosa (uma salada de partidos sem igual no país). Mas quantas cidades/estados do Brasil têm parlamentares que façam o mesmo? Não estou falando de responder emeios de leitores conectados, mas de ir à rua regularmente prestar contas.
E, justiça seja feita, o mesmo espaço é ocupado em outro dia da semana pelo PT (ou, ao menos, pelo deputado estadual Alessandro Molon) para prestar contas.
Agora, me parece no mínimo problemático jogar no mesmo saco a reeleição para o Executivo e os Legislativos (se alguém fez a ressalva, perdoe-me). Há algum tempo sou a favor da pura e simples proibição de reeleição para o Executivo. Desestimula a formação de quadros, facilita o (ab)uso de poder econômico e as medidas eleitoreiras, desestimula a busca e discussão (nos partidos, nos bares, na imprensa etc.) de possíveis nomes, atrapalha a alternância de poder (considerando que mesmo dentro de cada partido há nuanças). Não são todos os argumentos que conheço, nem necessariamente os melhores ou mais convincentes - apenas exemplifico.
No caso do Legislativo, não acho reeleição o fim do mundo, mas tampouco concordo com a possibilidade de reeleição ilimitada. Acho que não seria mal limitá-la a um número xis de mandatos.
Quanto àquela casa legislativa em que há anos um dos tubarões do ensino privado do país exerce mandato de senador aqui pelas Alterosas (estou em Viçosa...) graças à presença injustificável (do ponto de vista do programa e da história do PT e dos partidos que se definem como de esquerda e compõem o governo federal) e tenebrosa de Hélio Costa no Ministério das Comunicações... Bom, acabar com a suplência seria o básico, mas o melhor mesmo seria extingui-la.
Aliás, outro ponto que muita gente ignora quando fala de "reforma política" (na verdade, mudança de alguns aspectos das regras eleitorais): quanto tempo levará até que se faça uma redistribuição das 513 vagas da Câmara dos Deputados para respeitar o princípio da proporcionalidade em relação à população dos estados? Uns cinco ou seis anos atrás, li um artigo em que um cientista político fazia esses cálculos. São Paulo Subiria de 70 para algo como 110 deputados, enquanto os estados menos populosos do Norte ficariam com bem menos representantes do que o mínimo atual (7). Óbvio que isso, em si, não resolve nada - o que não deve se empecilho para se corrigir distorções e aprimorar o sistema que temos.
Pergunta básica: quantas pessoas, mesmo entre as poucas que cursam universidade no Brasil, sabem que o voto para deputados e vereadores vai para o partido? Sempre ouço que "o meu candidato não se elegeu, meu voto não serviu pra nada". Daí para preferir votar em alguém que "vai ganhar", tal como aposta no Jóquei, é um pulo. O Gabeira ganhou muitos votos assim no primeiro turno do ano passado aqui no Rio. E eu tô falando de gente que estudou até conquistar o diploma que garante prisão especial...
O assunto dá pano pra manga, mas fico por aqui.
Rafael Fortes em maio 29, 2009 12:21 PM
#91
Rafael Fortes,
O princípio da proporcionalidade talvez não seja tão democrático como parece. Nos Estados Unidos, onde a proporcionalidade é adotada ela não é para tudo. A eleição para deputado é realmente proporcional. E mais, o Senado americano não tem o mesmo poder da Câmara de Deputados, como ocorre no Brasil. Alem disso, que no que diz respeito a eleição para presidente, a eleição não segue a risca esse princípio. Lá os Estados de pequena população possuem um peso proporcionalmente maior.
No Brasil ocorre o inverso. Na eleição para presidente, cada estado da federação entra com o peso igual da população do estado. A precisa observância do princípio da proporcionalidade torna a chefia do executivo brasileira presa do estado de São Paulo. Com a eleição em dois turnos, a força de São Paulo ficou ainda maior. Se São Paulo se unir, como vem fazendo desde FHC o estado sempre levará o candidato dele para o segundo turno. Com o mandato de presidente coincidindo com o mandato de governador ai a força paulista é total. Na eleição de Collor não havia essa coincidência e como São Paulo se dividiu ficou fácil para o aventureiro nordestino (De brincadeira eu falo que o segundo turno em 89 foi entre dois nordestino e desde então ele se faz entre dois paulistas).
A FIESP atualmente financia as eleições no Brasil inteiro. Já financiou o projeto da reeleição. E agora você pretende dá mais poderes para a FIESP. Não se pode esquecer que durante os dois mandatos de FHC São Paulo foi superfavorecida. Teve gasoduto da Bolívia destruindo o ambiente e explorando os bolivianos, teve duplicação de estradas para o litoral, também destruindo o ambiente, teve o rodonel, também distruindo o ambiente, e foi só Lula querer fazer a transposição do São Francisco para padre de São Paulo fazer greve de fome.
A distribuição espacial de renda no Brasil é de tal forma desigual que torna o princípio da proporcionalidade algo ainda mais perverso. Com 20% da população São Paulo tem 34% do PIB. É totalmente diferente dos Estados Unidos. Lá à pujança da Califórnia (Tem 12% da população americana), se contrapõem Nova York, Texas, Florida, Michigan, Illinois, Pensilvânia. São estados com a mesma renda per capita da Califórnia. Aqui no Brasil não há nada a se contrapor a São Paulo e você ainda quer a regra da proporcionalidade para dar mais poder político à São Paulo.
Tenho uma solução paliativa. Se São Paulo se dividir em cinco Estados a atual população de São terá o quíntuplo de representantes no Senado e provavelmente o triplo de representantes na Câmera de Deputados.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 30/05/2009
Clever Mendes de Oliveira em maio 30, 2009 9:35 AM
#92
Os dois primeiros parágrafos do comentário #91 deveriam ser repetidos sempre que um assunto destes fosse discutido. Estão muito bons. È UMA VERDADE CONHECIDA MAS POUCO EXPLICADA.
O comentário de Clever Mendes de Oliveira dá a chave da nossa legislação representativa.
Jânio foi eleito por esta força eleitoral. Collor teve importantíssima votação em SP! E nas últimas quatro eleições ocorreu o que está naquele comentário.
A pequena diferença pela qual Brizola perdeu o segundo turno de 1989 está aí esplicada.
Como foi muito bem abordado, e devido a desproporcional força eleitoral do estado de São Paulo, candidatos paulistas (eleitoralmente falando) não deveriam ser presidentes da República PARA A PRESERVAÇÃO DA FEDERAÇÃO.
Essa armadilha da representatividade mostra que a eleição de bancadas de deputados-federais inteiramente NOVAS, especialmente em SP, deveria ser um objetivo ENQUANTO NÃO HOUVER OUTRA SOLUÇÃO.
Creio caro Idelber que a discussão foi proveitosa.
Paulo Z em maio 31, 2009 7:39 AM
#93
"Como foi muito bem abordado, e devido a desproporcional força eleitoral do estado de São Paulo, candidatos paulistas (eleitoralmente falando) não deveriam ser presidentes da República PARA A PRESERVAÇÃO DA FEDERAÇÃO."
Eu também acho. Devíamos considerar elegíveis, só candidatos do Maranhão, Piauí e similares.
É só dar uma olhada no Congresso, para ver como os representantes do estados mais pobres, se empenham em melhorar as condições econômicas e sociais. Se não fosse assim, como ainda poderíamos ostentar o mérito de estarmos entre os primeiros países com os piores índices de distribuição de renda e desempenho escolar?
Maria em maio 31, 2009 12:30 PM
#94
Meu pai é paulista, minha mãe é nascida no Uruguai, meu irmão é paulista. Meus avós paternos eram mineiros (de regiões diferentes de Minas). Tenho um tio catarinense. Tenho primos (próximos) americanos, baianos, paulistas, gaúchos, mineiros...
Morei em Ribeirão Preto e Santos. Conheço todas as capitais do Nordeste, onde fui muitas vezes a trabalho (mas também fazendo turismo). Já estive em Manaus e Belém (trabalhando).
Incontáveis viagens pela Ponte-Aérea também fiz, para trabalhar em S. Paulo e no ABC, mas também em Jundiaí, Limeira, S.J. dos Campos, Campinas, Ribeirão Preto...
Sou um cidadão brasileiro e usando a argumentação de outro comentarista, que praticamente chegou a mesma solução que eu, indiquei uma SAÍDA POSSÍVEL!
No atual governo o Maranhão tem uma força descomunal, participando do mais alto poder, e portanto NÃO ENTENDI O COMENTÁRIO #93.
Paulo Z em maio 31, 2009 8:36 PM
#95
Tá com medo de perder sua boquinha!!!!!!!
Gustavo em maio 31, 2009 9:32 PM
#96
CANAL LIVRE, Programa exibido no domingo (24/05/2009)
O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) foi o entrevistado do domingo (24/5) do programa Canal Livre exibido pela rede Band às 23h30. Apresentado pelos jornalistas Joelmir Beting, Fernando Mittre e Antônio Teles, o Canal Livre tem cerca de 1 hora de duração.
Fernando Collor de Mello - parte 1 a 5
http://www.band.com.br/canallivre/videos.asp
TRANSCRIÇÂO PARCIAL DA ENTREVISTA
Discurso afirmativo por reformas político-institucionais; favorável ao mandato presidencial de 05 (cinco) anos, sem reeleição, pela alternância no poder. Em tese é parlamentarista para um cenário distante, como conseqüência da evolução natural do sistema de governo.
Afirmativo por cláusulas pétreas que não sejam modificadas a cada ano que precede a eleição.
A modificação que tem que haver na legislação eleitoral e na legislação partidária, por exemplo: o voto em lista fechada, financiamento público de campanha. Sendo que o financiamento público de campanha não pode acontecer se não houver lista fechada para qualificar a representação parlamentar. É favorável à revisão de todo este “Arcabouço de Legislação e de Partidos”, que não funciona! “Este sistema não serve, não é bom.”
Entretanto, o voto em lista fechada não vai passar! Cada um dos que ali estão vão olhar e dizer: “Em que ponto esta modificação vai me prejudicar ou vai me ajudar?” Se vai me prejudicar, eu sou contra, eu não voto a favor disso.
Intensificação de “Centros de Ensino Integral” ou (Centros Integrados de Apoio a Criança (CIACs), nos moldes do ex-senador Darcy Ribeiro e também do ex-governador Brizola. Esta é a maneira de nós sairmos desse estágio em que nos encontramos de violência juvenil, da questão das drogas, tudo se resolve. O combate á miséria, saída das crianças e adolescentes das ruas, do consumo de drogas é a escola de boa qualidade, Escola Integral.
Afirmou: “Eu estou certo ao fazer parte da base de sustentação do Governo Lula, que vem realizando uma excepcional administração a favor de todos os brasileiros. A começar daqueles que mais necessitam.”; “Fui eleito por apoio do segmento popular da nação brasileira”
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL
Cieps e Ciacs - a Educação Como Prioridade!
O Governo Collor de Mello, em 1990, lança o projeto de construção de Centros Integrados de Apoio à Criança - CIACs, em todo o Brasil, inspirados no modelo dos Centros Integrados de Educação Pública - CIEPs, do Rio de Janeiro, existentes desde 1982.
http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/heb11.htm
Lobo Jr. em junho 1, 2009 5:11 AM
#97
“Não reeleja ninguém”Idelber; já estou cansando de tudo que esta ai, você tem alguma idéia melhor? Pois nossos governantes não estão interessados em mudar nada nas leis que regem este país. Então por favor, sugira uma alternativa melhor.
É claro que a uma minoria de políticos com vontade de mudar, que infelizmente são sufocados. Abraço
Matias em junho 3, 2009 12:11 AM
#98
Passam-se os anos e os políticos são sempre os mesmos, ou pior, filhos e netos dos mesmos.
Vivemos numa capitania hereditária chamada Brasil.
Nas próximas eleições, lá vem os mesmos de novo!
Eu concordo com a campanha. Mas deveria haver outra.
Pelo fim do voto obrigatório. Afinal o ser humano, espécie em extinção, deve ter liberdade de escolha.
Maria em junho 3, 2009 10:21 AM
#99
Idelber,
Só a título de curiosidade, vale lembrar que a Daniela Thomas é filha do Ziraldo. Quem diria...
jeanette em junho 3, 2009 8:49 PM
#100
Só poderia vir de um comunista safado dizer que a campanha supra citada é alienação.
Doente mental!!!
Que tipo de Idiota Útil é você???
Sim, você é a escoria dos vermes.
Alienado é você, chupador de pica de petista.
Rubens em junho 12, 2009 5:31 PM
#101
Pois é, trotskista ou não.. a revolução permanente da situação atual da sociedade brasileira, é não suportar mais ver a corrupção, os desmandos, a conivencia e o corporativismo da classe politica como um todo, morrendo de medo de perder a bocona gulosa e corrupta!!
Por isso a campanhada NÃO REELEJA NINGUÉM,classe média vai pegar!!!! voces nada fazem a não ser nada fazerem.. agora vamos partir para a alternativa NÃO REELEJA NINGUEM... começando pela esquerda festiva..!!! vai todo mundo perder os apadrinhados!! 2010.. vamos passar o congresso a limpo!!!
Mara Barreto em junho 16, 2009 10:23 PM
#102
Muito interessante, simplesmente chamar de "burra e alienada" essa campanha. É muito simplista. NÃO REELEJA NINGUEM, faz com que a cada legislatura, os congressistas eleitos trabalhem com honestidade, para que o motivo deixe de existir. Hoje existe uma corja no legislativo. Não é apenas trocar 6 por meia-dúzia. É trocar coronéis e larápios que já constituem castas indianas no congresso, por outros parlamentares que sabem do risco de continuar com essa prática. Perderão seus preciosos mandatos.
ALEXANDE em junho 17, 2009 11:15 PM
#103
sobre #94
Também sou cidadão brasileiro, por falta de opção, e tenho vergonha disso.
Ao invés do "não reeleja ninguém" sou a favor do "não apóie ninguém que vota em picareta". A campanha inicia quando eu pergunto pro pessoal que quer trabalhar comigo em quem eles votam. Se o presidente, governador, deputado é um ladrão e o cara é imbecil o suficiente para votar, eu rasgo o CV na hora.
Vale o mesmo na hora de dar esmola. O mendigo pede uns trocados e eu prontamente respondo "Você é um fanfarrão mesmo!! O nosso atual presidente acabou com a pobreza no país. Ele é O CARA!!"
Edson em junho 19, 2009 10:16 PM
#104
Eu apoio a campanha " Não reeleja ninguém". É muito mais fácil saber os nomes daqueles que estão eleitos hoje, e simplesmente risca das opções, do que correr atrás de informações sobre a vida de cada candidato. Afinal de contas, não é barato buscar informações sobre o que fez cada um, muito menos temos tempo em verificar se a informações são verídicas, ou são manipuladas pelo grupo x y, em favorecimento deste ou daquele candidato.
Basilio em julho 1, 2009 1:46 PM
#105
Seus motivos não me convenceram, acho que a mudança proposta pela campanha daria uma sacudida na política do nosso país. Fiscalizar como? Como
por isso em prática? Isso é utópico.
Mudando, seja para quem for, daríamos o recado que o poder está nas nossas mãos, o problema é convencer os milhões de brasileiros que estão satisfeitos e acomodados com uma "bolsa esmola".
Infelizmente não acho que esta campanha trará resultados devido a falta de senso crítico do povo brasileiro. Estamos fadados aos "Sarneys" da vida.
MESMO ASSIM, EU APOIO A CAMPANHA! VAMOS DAR UM BASTA NA DESMORALIZAÇÃO DO CONGRESSO!!!
Tarcísio em julho 4, 2009 1:06 PM
#106
Sinto muito, mas apoio plenamente a campanha e, democraticamente, recuso-me a rotular quem a idealizou. Está no seu pleno direito de livre-expressão. Apoia quem quiser, assim como aqueles que livremente elegeram quem virou a casaca ao ponto de ruptura de qualquer costura. Vou além: acabe-se com o senado e institua-se o voto distrital. Não tem cabimento que um bando de senadores gaste mais que a prefeitura de Porto Alegre ou Fortaleza.
Irresponsável é quem elege um babaca.
Antonio Carlos Vianna Braga em julho 16, 2009 6:18 AM
#107
Eu já votei em candidatos que 4 anos depois não mereceram o meu voto. Assim como já votei - para reeleger - parlamentares que não haviam contado com meu voto na eleição anterior, por entender que haviam sido bons vereadores ou deputados.
Por que tirar todos - inclusive os bons - por culpa dos ruins?
Ano que vem, se eu entender que os deputados que receberam meus votos em 2006 (os dois foram eleitos, estadual e federal) merecem continuar, votarei neles novamente.
Rodrigo Cardia em julho 17, 2009 2:24 PM
#108
Comentario 98 perfeito:estamos criando a nobreza na politica brasileira.Eleiçao era de 4 em 4 anos,passou a ser de 2 em 2 anos;nos EUA urna e cedula de papel,aqui urna carissima eletronica;TSE ja custa 1 bilhao,vai passar de 2 bilhoes;os 4 podres poderes gastam mais que o trinomio saude-segurança-educaçao,resumindo.Temos que oxigenar a politica e nao criar familias feudais em cada estado brasileiro(exemplos claros familias Sarney,Maia,Cabral,Roriz,Tuma,Garotynho,Neves)
Cristos Kokkinos em julho 19, 2009 2:06 AM
#109
Comentario 98 perfeito:estamos criando a nobreza na politica brasileira.Eleiçao era de 4 em 4 anos,passou a ser de 2 em 2 anos;nos EUA urna e cedula de papel,aqui urna carissima eletronica;TSE ja custa 1 bilhao,vai passar de 2 bilhoes;os 4 podres poderes gastam mais que o trinomio saude-segurança-educaçao,resumindo.Temos que oxigenar a politica e nao criar familias feudais em cada estado brasileiro(exemplos claros familias Sarney,Maia,Cabral,Roriz,Tuma,Garotynho,Neves)
Cristos Kokkinos em julho 19, 2009 2:07 AM
#110
Caro Idelber, venho pensando seriamente em aderir a campanha "não reeleja ninguém". É verdade que alguns poucos deputados e senadores honrados pagariam por tal atitute "impensada", todavia, o povo, além de demonstrar seu repúdio à aqueles que insistem em utilizar o Congresso Nacional como "quintal", poderia, igualmente,
ter um pouco mais de dignidade e esperança.
Não venho aqui pregar a proteção a qualquer tipo de bancada, mesmo porque, não sou evangélico, ruralista ou funcionário público, mas, tão-somente, um eleitor indignado.
Administrar excessão é algo muito complicado quando os interesses da população estão sendo vilipendiados, portanto, ainda que o bom deputado ou senador não sejam reeleitos, uma luz pode brilhar.
grande abraço!
edison jose em julho 28, 2009 2:19 AM
#111
Boa tarde!
Um assunto polemico que não depende de nós, mas de cada um, para limpar o Brasil cada um deve fazer a sua parte, seja Honesto, não Corrompa nem seja Corrompido e Denuncie, ficar calado é ser conivente.
Pense nisto .
"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."
(Martin Luther King)
Entre neste site "Transparência Brasil",no endereço
http://www.transparencia.org.br/index.html
Veja quem paga para gente ser assim e o que pode ser feito para mudar
ou então DELETA essa mensagem. A escolha é sua.
Dai digo isto:
Que tal mudar para:
Não vote nos partidos de Maioria no Senado no Congreço nacional e Estadual e nas Cameras de Vereadores.
Imagina se por ex. se o PMDB não tiver nenhum Senador eleito na proxima eleição? Só ai estaremos fazendo uma limpeza no Senado, que até hoje so legisla em favor de seus direitos a Salarios, Impunidade, Mordomias e para os interesses de seus Patrocinadores.
Acredito que só tem uma forma de mudarmos é não reeleger sim , para que eles percam seu poder e voltem a ser simples mortais para responder pelos seus erros.
Essa corja de Politicos que estão ai a vida toda roubando e cagando para nós o POVO, do tipo Maluf, Collor, Renam, Dirceu, Magalhães que o Diabo o tenha, Sarnei ,INACIO e muitos outros.
Pago imposto a 30 anos e nunca vi nada que desse uma vida decente para o Trabalhador , tenho que pagar para ter uma Saúde de qualidade, segurança em casa e tudo que é de Direito previsto na Constituição , só posso ter se entrar na justiça .
"Não reeleja ninguém” é uma campanha burra e alienada.Escrito por Idelber."
Pelo jeito vc deve estar vivendo em outro Pais ou ser amiguinho de algum Politico de situação , espero que não tenha que recorrer a nenhum tipo de serviço Publico, porque ai saberá o que estou dizendo.
Se tem gente boa na Politica é minoria ou ficou conivente pois não tem poder para no minimo por a Boca no Trombone e denunciar.
Lula, Fhc,Sarnei e Itamar são farinha do mesmo saco.
Sou Anarquista , Graças a Deus e quero mesmo uma mudança radical se vai dar certo? não sei daqui a quatro anos tem outra eleição. O que sei é que do jeito que está não dá mais. Já queimamos todos os cartuchos, demos cerditor a varias ditas OPOSIÇÂO.
Administrar o dinheiro de outros é muito fácil, principalmente quando os outros não cobram resultado e se acovardam dizendo que os problemas não são deles.
Como dizia o Governo Militar:
" O BRASIL ESPERA QUE CADA UM CUMPRA COM O SEU DEVER"
MORAL E CIVICA
O Brasil possui três Poderes:
LEGISLATIVO- Senador , Deputados e Vereadores, fazem as Leis que rege o Pais.
Executivo - Presidente , Governador e Prefeito, executam obras.
JUDICIARIO - Julgam as ações do Executivo de acordo com a Lei criada pelo Judiciario.
Pergunta:
Onde poderemos Mudar?
Se quem está ai a anos não mudou nada.
Voceis são Inteligentes só tem que usar sua iteligencia para o comum ou vão esperar que os bandidos invadam sua casa, comam sua comida e levem seus filhos.
O seu unico DIREITO e OBRIGAÇÂO é o seu VOTO.
Obrigado pela atenção!
José Brasil
José Brasil em outubro 27, 2009 6:19 PM
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