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segunda-feira, 25 de maio 2009

Nem me falem em salvar o jornalismo

cartoon-1.jpg24 horas não passam sem que chegue notícia de alguma iniciativa dos oligopólios da mídia, do lobby pró-copyright e de associações como a RIAA no sentido de engessar a revolução desencadeada pela internet. É, meus leitores, a coisa anda feia. Um dos sofismas com os quais se travestem essas iniciativas é o de “salvar o jornalismo”, como se este, em seu sentido amplo, não pudesse sobreviver sem os ditos oligopólios.

Na semana passada, o Washington Post mobilizou dois advogados para iniciar um lobby por leis cuja aprovação representaria um pesadelo na internet. Se conheço a dinâmica desses movimentos, essas “ideias” não tardarão em chegar ao Brasil. Por isso, não avisem o Tio Civita nem o Tio Marinho sobre este post. Mas preparemo-nos. Depois não adianta chorar.

O texto escrito pelos advogados do Post chega a um ponto jurídico a que eu jamais vi nenhum lobby de mídia chegar. Ele já foi desmontado pelo Buzz Machine, mas eu quero acrescentar aqui meus dois centavos para o contexto brasileiro. Vejamos o que propõem esses dois senhores. Para benefício dos que não leem inglês, eu traduzo:

Os produtos (e lucros) do Google teriam uma cara diferente se, por exemplo, a lei dissesse que ele deve obter permissões de copyright para copiar e indexar as páginas da internet. Ao invés disso, os motores de busca exigem que os donos do copyright “optem por sair” da sua rede, e até agora o seu poder de mercado tem permitido que eles escapem ilesos. cartoon-1.jpg

Imaginem um mundo em que o Google tivesse que pedir permissão, sob a lei de copyright, para indexar as páginas da internet. Acredito serem desnecessárias maiores considerações. Seria melhor fechar a net e voltar à época em que datilografávamos cartas e lambíamos envelopes para levá-los aos correios.

Uma das coisas que ensina o mais perfeito jogo de baralho inventado pela espécie humana – o truco – é que você não blefa quando não tem condições de blefar. Se já blefou cinco vezes, perdeu todas elas e agora saiu com dois valetes e uma dama, não truque, porque ouvirá um “seis!” gigantesco na orelha. Evidentemente, essa proposta é um blefe. Caso ela prospere, eu faria o seguinte, se fosse executivo do Google. Convocaria uma conferência de imprensa e diria: aqueles grupos de mídia que acreditem que a indexação do Google é uma violação da lei de copyright, por favor se manifestem e nós retiraremos todas as referências a eles no motor de busca. Nem o mais demente funcionário do Washington Post sustentaria o blefe.

As sandices propostas pelos advogados do Post não param aí. A camisa-de-força jurídica vai além. Eles propõem:

1. Federalização da doutrina do “hot news”. Isso significaria que, durante um certo período em que a notícia está "quente", você não poderia sequer repetir seu conteúdo (atenção: o conteúdo, não o texto em si), já que os capangas do Washington Post acham que isso é pilhagem. Felizmente, disso já estamos protegidos no Brasil. O que é mais irônico é que a verdadeira pilhagem é feita pela fábrica de linguiça dos oligopólios de mídia, que sistematicamente tomam textos de jornais locais e os reproduzem sem dar crédito nem link aos jornalistas responsáveis por eles.

2. Usar a política fiscal para “promover a imprensa”. Sem comentários. Se essa sandice chega por aqui, veríamos o seu, o meu, o nosso dinheirinho sendo usado para salvar da insolvência e da irrelevância os oligopólios dos Marinho e dos Civita – não que isso já não esteja sendo feito, é claro.

3. Criar isenções nas leis anti-truste para os grupos de mídia, já que, segundo os advogados do Post, a “insolvência da mídia é hoje uma ameaça maior que a sua concentração”. Sobre isso, teríamos que retrucar: ameaça para quem, cara-pálida? Quem está se sentindo ameaçado? Será que a população realmente está preocupada com o desespero dos grandes oligopólios de mídia?

Por isso, a proposta do Biscoito é radical: acelerar a putrefação da mídia. Multiplicar as fontes de jornalismo independente. Disseminar a linkania. Apostar na circulação de informações na internet. E, sobretudo, ficar atento, porque eles estão desesperados e vão recorrer a qualquer coisa.


PS: Bem a propósito, o Biscoito reuniu numa só página seus 4 anos de posts de conteúdo jurídico. STF, TSE, plágio, copyright, censura a blogs, aborto, maconha, está tudo aqui: Direito e Justiça.

PS 2: Na PUC-SP, hoje, às 19 horas, acontece um interessante debate sobre jornalismo e mídia.

PS 3: As charges que ilustram o post foram colhidas lá no Dialógico.

PS 4: Guiado por um super especialista, comecei a estudar Direito Penal. Uma série de batalhas chave acontecerão nesse terreno nos próximos anos.



  Escrito por Idelber às 15:27 | link para este post | Comentários (88)


Comentários

#1

"Guiado por um super especialista, comecei a estudar Direito Penal."

Bom, leia também sobre o abolicionismo penal!

É claro que não tem esse efeito prático que você busca para as batalhas que virão, mas...

Marcelo P. em maio 25, 2009 4:42 PM


#2

E viva o janelismo livre!
Bj

christiana em maio 25, 2009 4:46 PM


#3

Estratégia para acelerar a putrefação da mídia tradicional

Idelber Avelar publicou um post interessante em que discute a necessidade de acelerar a putrefação da mídia.

Aqui vão os meus 2 centavos sobre o assunto:

http://capitao-obvio.blogspot.com/2009/05/estrategia-para-acelerar-putrefacao-da.html

Capitão Óbvio em maio 25, 2009 5:18 PM


#4

O que mais me preocupa é que, apesar da idéia já ter sido combatida lá fora, quando chegar aqui teremos que brigar muito para evitar que qualquer parte dessas idéias se instale.

E, quanto mais independente e sério, melhor!

muta em maio 25, 2009 5:21 PM


#5

Será que a internet já não atingiu um status de auto-proteção ao ponto de que qualquer ataque a sua estrutura de livre circulação de informações seria um tiro no pé de quem o bancasse? É claro que temos que ficar atentos a qualquer ação que pretenda restringir este “direito adquirido” provindo da rede, mas será que a própria sociedade – globalizada por meio da internet – não se manifestaria violentamente contra qualquer agressão deste porte?

Victor Barone em maio 25, 2009 5:24 PM


#6

Talvez os próximos 5 anos fiquem marcados na história como a época de 2 revoluções, o fim da grande indústria automobílistica estadunidense e o fim dos grandes grupos de mídia, não adianta tentar remar contra a corrente, quanto mais vc tentar mais rápido morrerá afogado!

João Vicente em maio 25, 2009 5:27 PM


#7

Victor, meu caro, não acredite nessa de autoproteção, não. Há inúmeros indícios por aí de que temos que estar atentos.

Idelber em maio 25, 2009 5:35 PM


#8

Idelber, se posso te recomendar alguma coisa, digo para começares logo pelo "Direito Penal Brasileiro" do Zaffaroni e Nilo Batista, que é o melhor livro de Direito Penal da América Latina (e, na minha opinião, do mundo). Se aprendi alguma coisa no Mestrado, é que o resto é praticamente perda de tempo diante da qualidade desse trabalho.

Moysés Neto em maio 25, 2009 5:44 PM


#9

Em relação a internet, eu não tenho esperança das atuais "autoridades"(os Azeredos da vida) compreenderem o que realmente ela significa e a revolução que está proporcionando.
Este cerceamento vai sempre acontecer até que as gerações X e Y cheguem aos mais altos cargos do poder.
Já a grande mídia é um caso perdido, é um animal agonizando e desesperado, jogando as últimas cartas na mesa, deixem que se afoguem sozinhos.

Brivaldo Rafael em maio 25, 2009 6:00 PM


#10

Linkania (a origem)
http://www.estraviz.com.br/2009/03/25/03/

A informação é pública (tem a ver com teu debate):
http://www.estraviz.com.br/2009/03/25/01/

abs e força,

me

Marcelo Estraviz em maio 25, 2009 6:46 PM


#11

Deixe eu entender, não precisa desenhar:

para combater a mmanipulação e distorção feita pelos podres grupos de midia você quer mover uma campanha pelo direito dos internautas de reproduzir livremente as notícias e material informativo produzido por esses grupos, porque esse material saído da podridão é essencial para a cidadania?

OU, simplificando: vamos combater o copyright dos podres grupos de midia, porque não dá para viver sem as salsichas que eles fabricam?

Oliveira em maio 25, 2009 7:07 PM


#12

Totalmente apoiado na campanha. A interpretação dos fatos é fundamental para o maior entendimento das pessoas.

A história do mundo nos mostra a ascensão e a derrocada de grandes impérios. Que esse seja, então, o destino dos oligopólios da mídia.

abraços e parabéns.

Ítalo de Paula Pinto em maio 25, 2009 7:16 PM


#13

Moysés: na mosca. Foi exatamente aí que comecei. Zaffaroni e Batista.

Pessoal: expliquem aí para o Oliveira. Eu estou de cama, com gripe braba.

(não, não é gripe suína, antes que outra onda de pânico se inicie, igual à de sábado entre os tuiteiros de BH)

Idelber em maio 25, 2009 7:31 PM


#14

Marcelo: maravilhas de links!

OK, agora volto pra cama mesmo.

Idelber em maio 25, 2009 7:34 PM


#15

Idelber,

Quando ao post, nada a acrescentar. Sobre a ideia do Direito e Justiça, uma grande sacada. Quanto ao debate na PUC, diabos, como eu só fiquei sabendo disso agora?!!

Hugo Albuquerque em maio 25, 2009 7:45 PM


#16

Ítalo: obrigado por este que acredito ser seu primeiro comentário aqui. Visitei seu blog. Também sou profissional da educação. Mantenhamos o contato :-)

Hugo: a demora e o erro foram meus. Já faz vários dias que eu havia prometido ao João Villaverde fazer o anúncio desse evento aqui. Derrubado pela gripe -- que não é suína --, acabei não fazendo.

Muta, Marcelo, Chris, Capitão Óbvio, João: abraços fraternos e obrigado pelos comentários.

Agora sim, cama mesmo.

Idelber em maio 25, 2009 7:54 PM


#17

O trecho sobre o Google me deixou pensando num cenário irônico. Se os jornalões todos retirassem seu material do índice do Google, os resultados de busca iam começar a retornar cada vez mais material da mídia independente, da blogosfera etc. Um resultado bastante verossímil seria a perda definitiva de relevância da grande mídia.

Isso é que é tiro no pé, não?

Diego Viana em maio 25, 2009 7:55 PM


#18

Diego: pois é. Por isso digo que estão trucando com dois valetes e uma dama.

Idelber em maio 25, 2009 8:00 PM


#19

Excelente análise e um abraço aqui de Lisboa. Já agora permito-me acrescentar uma brasa a esta sardinha com este link: http://de-grau.blogspot.com/2009/02/facilitar-inteligibilidade-reconstrucao.html

popelina em maio 25, 2009 8:40 PM


#20

Obrigado pelo link, popelina. A questão que você coloca é delicada. Eu, pessoalmente, tento responder os comentários, mas aqui no Biscoito, às vezes, é impossível. No post sobre a Maria Mariana, por exemplo, eu fiquei literalmente o dia inteiro respondendo comentários e mesmo assim muita gente ficou sem resposta. Eles chegavam com velocidade maior que minha capacidade de responder. Também tento responder todos os emails que recebo de leitores, mas certamente vários já me escaparam. Não respondo, por exemplo, emails que propõem "parceria de links". Em certas circunstâncias -- em época de fechamento do semestre letivo, por exemplo --, praticamente só respondo emails de trabalho e de amigos reais. Concordo com você no essencial. Os blogueiros têm que se pautar pela disposição à conversa com os leitores. É o que faz desta mídia algo especial e distinto. Mas às vezes é humanamente impossível. E, lembremos, é uma situação bem diferente dos jornais. Os jornais são pagos para fazer o que fazem. Pagos pelos leitores -- e mesmo assim os ignoram solenemente. Os blogs são ferramentas artesanais (refiro-me aos blogs pessoais como o seu e o meu).

Mas enfim, concordamos no essencial. Forte abraço d'além-mar.

Idelber em maio 25, 2009 9:38 PM


#21

Tranquilo, Idelber, eu podia ter me informado sobre isso também. Aliás, eu vos desejo um pronto restabelcimento dessa gripe não-suína que vos acomete.

Hugo Albuquerque em maio 25, 2009 9:49 PM


#22

idelber, eu tb acho q esse assunto será vital e q o tulio provavelmente está se posicionando assim meio que como um daqueles herois miticos predestinados, sabe? eu posso bem visualizar algum momento, em um futuro horripilantemente proximo, onde o tulio sera a unica coisa nos separando de algum tipo de ditadura da informação.... o homem predestinado a nos salvar de nos mesmos... tomara que ele coma verduras e olhe pros dois lados antes de atravessar a rua... disponibiliza a sua bibliografia q eu quero ler tb... estou há anos pra comprar os livros do tulio, alias. abracao e melhoras, alex

ps: eu tinha essa politica de responder todo mundo, mas depois do 2a ano de blog, ficou totalmente inviavel.

alex castro em maio 25, 2009 10:19 PM


#23

Túlio! Devagar com a cervejinha, boa alimentação, porque estão te alçando aqui à condição de último moicano a nos salvar da bárbarie :-)

Alex, eu comecei aqui, aqui e aqui. Isso até agora. Mas parece que o Zaffaroni / Batista é o texto fundamental mesmo. Abração e até o Rio.

Idelber em maio 25, 2009 10:23 PM


#24

Querido Idelber,
Obrigada pela resposta longa. relendo o meu próprio link apercebo-me que o centrei na participação, papel e reconhecimento dos cidadãos blogueiros. É uma questão lateral em relação ao que à problemática do teu post. Mas lembro-me que, quando o fiz, o ponto de partida foi de facto o debate intenso aqui em Portugal, sobre a crise dos Media.
Óbviamente estou de acordo com as tuas reflexões.
Um grande abraço deste lado do Oceano

popelina em maio 26, 2009 6:11 AM


#25

Querido Idelber,
Obrigada pela resposta longa. relendo o meu próprio link apercebo-me que o centrei na participação, papel e reconhecimento dos cidadãos blogueiros. É uma questão lateral em relação ao que à problemática do teu post. Mas lembro-me que, quando o fiz, o ponto de partida foi de facto o debate intenso aqui em Portugal, sobre a crise dos Media.
Óbviamente estou de acordo com as tuas reflexões.
Um grande abraço deste lado do Oceano

popelina em maio 26, 2009 6:13 AM


#26

Essa é a grande batalha da democracia contemporânea - preservar o espaço anárquico e indomável da net. Se a net sumisse de repente, amanhã, estaríamos numa sociedade que, embora preservando as regras formais da democracia, tornou-se totalitária em seus resultados. Veja-se, por exemplo, o caso emblemático da operação Satiagraha, esse divisor de águas. Tire a net da jogada, e você verá uma cena social digna do stalinismo: uma mentira sendo contada e recontada pelos principais órgãos de imprensa do país e pela cúpula dos três poderes. Afora algumas exceções honrosas (com a Carta Capital à frente), só a net resistiu. Os donos do poder só não se mobilizaram com mais força para quebrar as pernas desta gigantesca ágora virtual porque, por enquanto, ela só demonstrou poder negativo, de resistência. A coisa mudará completamente de figura a partir do momento em que ela conseguir, por exemplo, mobilizar multidões de pessoas numa direção determinada. Aí, a conversa muda, e o mundo também. Ao que tudo indica, para pior. Muito, muito pior.

João Vergílio em maio 26, 2009 6:48 AM


#27

Soube que estão tentando passar uma lei que tiraria a tecla Crtl de todos os teclados novos a serem produzidos

googala em maio 26, 2009 10:30 AM


#28

O problema - e daí creio que se origina esses argumentos dos grupos midiáticos - é que ELES se consideram uma instituição sem a qual a democracia não se sustenta. Se esquecem que o indispensável à democracia é justamente o PRODUTO deles: notícias e informações e, sendo verdadeiramente democrático, com livre circulação; pois todo mundo tem o direito de ser bem-informado justamente para exercer sua cidadania. Logo esse produto já nos é bem fornecido pela rede, seja reproduzido, seja produzido.

Acho que isso é algo que não é corretamente ensinado e debatido nas faculdades. Aliás, se algum jornalista, filósofo, cientista social, etc, tiver links e/ou referências sobre esse assunto, peço a gentileza de me informar.

Daniel Nascimento em maio 26, 2009 10:33 AM


#29

"Será que a população realmente está preocupada com o desespero dos grandes oligopólios de mídia?"

hueahuehauehuaehueahuea acho que essa questão deveria ser respondida antes de tudo. caso a resposta fosse positiva, ai prosseguia o caso, se nao ja encerrava por ai.

e essa questão se extende pra varios outros meios, inclusive das gravadoras... das produtoras de filmes e etc...

parabens pelo post!

bernardo cruz em maio 26, 2009 12:09 PM


#30

Tecla CTRL talvez não (10:30), mas olhem isso aqui:

"Microsoft corta acesso ao MSN em países hostis aos EUA

A Microsoft bloqueou desde a semana passada o acesso ao Windows Live Messenger, (popularmente conhecido como MSN), em países como Coreia do Norte, Irã, Iraque, Cuba, Síria e Sudão, tidos como hostis ao governo dos Estados Unidos."

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u571081.shtml

Cláudia em maio 26, 2009 12:20 PM


#31

O que a Microsoft fez talves seja um favor a estes paises. Agora, o Iraque não tem um governo que foi colocado pelos proprio EUA?

William em maio 26, 2009 1:32 PM


#32

CBM devolve Gazeta Mercantil a Luiz Fernando Levy

Devido ao passivo trabalhista, empresa de Nelson Tanure abre mão do título a partir de junho
25/05/2009 - 11:03 - Meio&Mensagem

A Companhia Brasileira de Mídia, do empresário Nelson Tanure, anunciou oficialmente nesta segunda-feira, 25, que a partir de 1º de junho não será mais responsável pela publicação do jornal Gazeta Mercantil. Ela devolverá o título ao empresário Luiz Fernando Levy. Em comunicado publicado na primeira página desta segunda-feira, a empresa explica as razões para o rompimento do contrato, após seis anos de parceria.

Um dos motivos que levou o grupo de Tanure a tomar essa decisão é o excesso de decisões judiciais favoráveis a credores da Gazeta, principalmente na Justiça do Trabalho.

Porém, a companhia se colocou à disposição do grupo econômico Gazeta Mercantil para colaborar com o que estiver ao seu alcance para garantir que a publicação do jornal não seja interrompida.

No início de maio, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) suspendeu o termo de compromisso assinado pela Editora JB, do grupo de Tanure, de arcar com a dívida trabalhista do jornal.
Tanure havia feito acordo para parcelar as dívidas trabalhistas, que estariam perto de R$ 200 milhões em 35 vezes, mas só conseguir quitar 11 parcelas de R$ 400 mil. Com isso, os credores passaram a pedir a penhora de bens e ativos financeiros da empresa para garantir seus créditos.


ALEX em maio 26, 2009 1:36 PM


#33

Saudações de outro penalista, além do Tulio.

Bela iniciação mesmo, o Direito Penal Brasileiro v1, que de volume 1 não tem nada já que não há mais sequer previsão de lançamento dos demais.

O Zaffaroni é um grande sujeito, e Em Busca das Penas Perdidas é outra obra fundamental ao meu ver.

João Calmon em maio 26, 2009 3:30 PM


#34

Obrigadíssimo, João Calmon. É bom saber que você também é penalista. Eu havia visto esse livro que você cita, e o título me chamou muito a atenção. Com sua indicação, agora vou atrás. Prepare a paciência porque vou consultá-lo muitas vezes :-)

Idelber em maio 26, 2009 3:43 PM


#35

ninguém respondeu o Oliveira e eu também gostaria de entender melhor... blogueiro apura informação?

simone capozzi em maio 26, 2009 5:30 PM


#36

Idelber e comentaristas do blog, aqui na UFMG vai acontecer um debate com o Luís Nassif, o professor Venício Lima, um dos maiores especialistas em democratização da comuinicação e o ex-Ministro do STF, Sepúlveda Pertence. Dados do site da UFMG:

Jornalismo Independente – liberdade de imprensa, direito à informação e democracia no Brasil
Data: 27 de maio de 2009
Horário: 14 horas
Local: Auditório do Prédio da Reitoria-UFMG

Todos que estiverem Belo Horizonte que se interessam por este assunto devem comparecer, pois a qualidade do debate certamente será alta. Mais detalhes no site da UFMG.

Leo Vidigal em maio 26, 2009 5:34 PM


#37

Depende do blogueiro, simone. Você poderia apontar alguma informação errada publicada aqui no Biscoito?

(falo de informação errada, não de opinião da qual você discorda).

Se a informação estiver errada mesmo, eu corrijo com o maior prazer, dando crédito público a quem corrigiu.

Idelber em maio 26, 2009 5:36 PM


#38

Valeu, Leo. Prometi ao Nassif aparecer. Já coloquei a notícia no Twitter também. Se você for, nos vemos por lá.

Idelber em maio 26, 2009 5:43 PM


#39

eu não vi nehuma informação errada. só estou perguntando como os blogueiros conseguem suas informações. se vocês investigam, apuram, entrevistam, vão às coletivas, mantêm relacionamentos com fontes. como vocês realizam esse trabalho. não é uma mera curiosidade. eu sou jornalista e não acho que a destruição da mídia seja um benefício para a sociedade. De fato há um grande trabalho de adaptação pela frente. Mas discordo que o mundo ficará melhor sem os "jornalões" (como "jornalão" estou generalizando toda a "mídia formal" por assim dizer).

simone capozzi em maio 26, 2009 6:00 PM


#40

Olá Idelber, como vai? Blz?

Excelente postagem. Nós, da Viraminas, sempre temos essa preocupação de ampliar o conteúdo da internet. Acho que, inclusive, mais do que simplesmente ampliar as linkanias para acelerar a putrefação da mídia, os blogs precisam ter uma outra postura em relação à cobertura que dão aos fatos. Os blogs, na minha opinião, ainda repercutem muito aquilo que a mídia propaga, que seja na desconstrução do discurso midiático. Querendo ou não, isso ajuda a manter a idéia de que o que interessa é aquilo que tem "conteúdo jornalístico", a notícia quente, a "pauta do dia". Assim, um blog de uma cidade do interior de Minas repercute o que o Obama disse no mesmo dia. Porém, não vai até a esquina para mostrar o que o pipoqueiro, o jardineiro, o gari têm a dizer.

Democratizar a mídia não é simplesmente mais pessoas discutindo o que a mídia diz. Isso é importante, claro. Mas democratizar a mídia é também ampliar o leque de opções de leitura/escrita e combater o sensacionalismo propagando a ideia de que nem tudo o que está nos jornais é o que interessa.

Aquele abraço.

Paulo Morais em maio 26, 2009 8:11 PM


#41

Simone,

Como jornalista eu também te digo uma coisa: a questão não é a destruição da mídia. A questão é a destruição do modelo atual de mídia de massa, que produz informação para um massa de pessoas, acredita que todos nós pensamos da mesma forma, agimos da mesma forma, consumimos da mesma forma. Essa coisa de relação com fontes, apuração, edição, etc etc etc é uma preocupação furada de quem acredita que existe objetividade jornalística, que a mídia é isenta etc. A cada dia, a informação tende a se descentralizar, com mais gente produzindo mais coisa, de formas variadas, sem esse modelo-padrão que as faculdades de jornalismo reproduzem para ver seus ex-alunos conquistarem vagas no mercado de trabalho e agirem como bem comportados reprodutores do discurso perverso e malicioso dos donos dos meios de comunicação.

Um abraço.

Paulo Morais em maio 26, 2009 8:20 PM


#42

Obrigado pelo link e exposição, caro Idelber. O debate foi ótimo.
Forte abraço,

João

João Villaverde em maio 26, 2009 8:36 PM


#43

Gozado que essa turminha que quer prote$$ão do estado é a mesma que prega o estado mínimo. Estado mínimo no dos outros é refresco.

André em maio 26, 2009 9:12 PM


#44

Considero minha biblioteca virtual bem razoável Idelber.

Se ler em pdf/espanhol não for incomodo, relaxe!

João Calmon em maio 26, 2009 9:25 PM


#45

João Calmon, mas é claro que não é incomôdo ler em espanhol. É a língua na qual opero durante todo o ano letivo! Voltarei a atazaná-lo :-)

Idelber em maio 26, 2009 11:13 PM


#46

Simone, seu comentário suscita muitas coisas. Eu faço minhas as palavras do Paulo Morais (valeu, meu velho). Vamos por partes. Eu não proponho "destruição da mídia". Eu proponho a multiplicação de mídias. Ao invés de 5, que tenhamos 50, 500, 5000 jornais, seja em papel, seja em bytes. Os oligopólios de mídia estão acostumados a operar essa curiosa manipulação, a de fazer crer que a sua putrefação (sua crise, sua perda de legitimidade e credibilidade) representaria "o fim da imprensa". Ora, nunca tivemos tanta imprensa como agora! Temos um longo caminho que andar? Claro que sim. Mas se você for pesquisar a situação no país onde esse processo se encontra mais acelerado -- nos EUA --, você verá que esse caráter tão "indispensável" da grande mídia é uma miragem. Quando você fala em "relação com as fontes" eu fico me perguntando se você refletiu sobre a tremenda transformação que o conceito de "fonte" sofreu nos últimos anos.

Mesmo no Brasil, se você pesquisar bem, a coisa já se transformou bastante. Futebol? Duvido que você aponte uma cobertura do Campeonato Brasileiro, em algum jornalão, que se compare à do Impedimento ou à do Além do Jogo. Quer informações sobre tecnologia? Qual caderno de informática -- essas pobres réplicas requentadas da mídia americana -- é capaz de ombrear-se com o Tiago Dória? A cobertura do massacre israelense em Gaza? Modéstia à parte, qual jornalão fez isso aqui? Cobertura da eleição de Obama? Modéstia à parte de novo, compare as notinhas dos jornalões com isso aqui. Quer entender a complexa situação no País Basco? Desejo-lhe boa sorte procurando informação nos jornais. Eu me informo lá no Tsavkko. Quer infomação sobre trabalho escravo no Brasil? Faça uma compilação do que saiu na Folha e traga aqui para que comparemos com o vasto material levantado pelo Leonardo Sakamoto. E por aí vai. Se formos falar de música e cinema, aí já é covardia.

Você pode dizer: "Ah, mas a cobertura do Tsavkko é tendenciosa, sua cobertura da Palestina é tendenciosa". A da grande imprensa também é. A diferença é que os blogueiros, assinando em nome próprio, assumem a perspectiva da qual falam. Na grande imprensa, vive-se com frequência um teatrinho da neutralidade, enquanto anunciantes, rabo preso político e otras cositas más determinam nitidamente qual é o ângulo da cobertura.

Então, Simone, antes de pressupor que blogueiro não apura informação, acho bom dar mais uma navegada por aí. Mas reitero: tudo isso ainda está no começo. A grande imprensa, no Brasil, ainda cumpre um papel. Só não sei até quando.

Idelber em maio 26, 2009 11:31 PM


#47

Idelber, eu não olhei todos os blogs que você indicou acima, mas prometo olhar com calma. Fui no Tsavkko pq é um tema que me interessa e o Sakamoto eu já conhecia. Vamos lá: o Sakamoto é jornalista e colunista do ig, portanto, faz tudo aquilo que repóter faz: apura, tem fontes, etc. O rapaz do Tsavkko, entretanto, repercute notícias da Reuters e do Haaretz (que já inclui nos meus favoritos), não faz cobertura - comenta, o que é muito válido, precioso. Mas não é reportagem.
abraços

simone capozzi em maio 27, 2009 1:32 PM


#48

Idelber, infelizmente não pude ir, mas com certeza está sendo um bom debate, ou um bom combate...

Sobre o tema do post: e a melhor fonte de informações sobre o esquadrão azul é o blog "Páginas Heróicas Digitais"... E qual é a melhor fonte sobre o time listrado? Ainda acho que é a imprensa mineira...

Leo Vidigal em maio 27, 2009 4:25 PM


#49

Idelber, infelizmente não pude ir na Reitoria da UFMG, mas com certeza está sendo um bom debate, ou um bom combate...

Sobre o tema do post: e a melhor fonte de informações sobre o esquadrão azul é o blog "Páginas Heróicas Digitais"... E qual é a melhor fonte sobre o time listrado? Ainda acho que é a imprensa mineira...

Leo Vidigal em maio 27, 2009 4:26 PM


#50

A Simone tem um ponto. Os blogs dependem ainda dos portais e jornais. Ainda reverberam o que sai neles. Além disso, uma enorme comunidade de blogs ainda não possui (e nem sei se tem capacidade para tanto) capilaridade, ou ao menos, tanta capilaridade, mesmo em conjunto, quanto os grandes portais. Pode ser que individualmente, existam um ou mais blogs enormemente superiores a cada seção de um jornal ou portal. Mas nem acho que isso seja grande novidade. Antes da internet também era fora dos jornais que o melhor sobre literatura, ciências, tecnologia, história, relações internacionais estava.
O fato é que os grandes portais possuem algo que os blogs não têm - e que iniciativas como nominimo e pandorama tentam dar conta, que é que com um clic se poder ter um panorama (não julgo sua qualidade) do que rola, do chôubiz à economia. Tudo numa tela, como se aquilo fosse um resumo da realidade. Esse apelo é forte, e talvez seja por onde a grande mídia se salve. Basta ver que a Globo remete todo seu noticiário a seu portal (com chats, mais imagens, continuidade das reportagens), e mesmo a mise en scène e a linguagem de seus apresentadores está caminhando para uma maior "interatividade".
Isso para não falar no ponto central da reportagem, que, para além da ser incipiente nos blogs, me parece remeter para um outro tipo de limite destes: disponibilidade. A não ser no caso em que o blogueiro é jornalista ou escreve sobre o que vivencia ou sobre um objeto com o qual possui vínculos fortes, acho difícil os blogues terem força e musculatura para ocupar o espaço que somente um grande aparato (inclusive financeiro) pode proporcionar.
Talvez quando cada um de nós tiver um blog, a coisa mude radicalmente de figura. Mas aí permanecerá o problema de achar e peneirar o mundaréu de informações circulando.

João Paulo Rodrigues em maio 27, 2009 7:01 PM


#51

Ela tem um ponto, JPR, mas ele vem envolvido em muita confusão conceitual. Eu nunca defendi a obrigatoriedade do diploma de jornalista, claro. Mas sempre defendi a obrigatoriedade de dois ou três semestres de filosofia em qualquer curso de jornalismo. A necessidade é gritante. Haja sofisma.

Veja a resposta e os exemplos: 1) Simone diz que Sakamoto é formado em jornalismo e "faz o que repórter faz, apura, tem fontes". Como se só os formados em jornalismo pudessem apurar ou ter fontes. Ela cita que ele é colunista do IG. Como se fosse a mesma coisa ser colunista independente do IG, escrevendo textos sem ser pautado ou, pelo menos, sem ser pautado como o são os funcionários dos jornalões. O IG pode ter lá seus mil problemas, mas é outro bicho completamente distinto; 2) Ela diz que o Tsavkko repercute e comenta notícias da Reuters sobre o País Basco, como se a Folha, o Estadão e o Globo tivessem correspondentes no País Basco e fizessem alguma coisa além de repetir matérias das agências internacionais sobre esses lugares. A diferença é que o Tsvakko tem contatos, por exemplo, com militantes de lá, e traz toda essa vivência.

Passo a responder coisas que você levantou: Sim, sem dúvida os blogs ainda dependem da grande mídia para sua matéria-prima. E é óbvio que ainda não se sabe muito bem qual será a fonte de financiamento do jornalismo independente que vai se gestando na internet. Nos EUA, há algumas iniciativas nesse sentido. Recentemente, o Huffington Post conseguiu uma verba de 1 milhão e meio de uma fundação privada para conduzir jornalismo investigativo. A situação lá é distinta também pelo fato de que há uma imprensa regional forte, que faz apuração local independente. No Brasil, nem mesmo uma cidade como Belo Horizonte possui algo que possamos chamar de jornal.

Quanto à questão dos portais: estive conversando ontem com o Nassif sobre a saúde financeira deles. O Nassif acha que ainda aguentam um bom tempo. Mas não há nenhuma lei da natureza que dite que esse modelo -- do painel-zão de tudo -- tenha que existir necessariamente. Pode-se muito bem imaginar um estado de coisas onde ele deixe de existir, e a circulação da informação adquira um caráter muito mais disperso mesmo. Não vejo isso como algo ruim.

São muitas as variáveis e no debate americano há alguns bons modelos para se pensar o rumo que as coisas podem tomar. Vou tentar recolocar esse debate em outros termos, em breve. A questão é que sempre que chegamos perto dos problemas reais, de fundo, temos que retroceder para responder argumentos muito primários. Ainda nos falta um marco melhor no qual discutir isso. Abraços.

Idelber em maio 28, 2009 8:09 AM


#52

"Não vejo isso como algo ruim."
Idem. Só não vejo isso acontecendo ou ainda a acontecer. Provavelmente o que virá, num médio prazo, será algo diferente dos grandes grupos de mídia centralizados e da dispersão super-democrática que me parece ser seu horizonte. Talvez pequenas centralizações, seja de grupos como Folha e Globo, seja de coletivos de independentes. Ou não.
Abraço e melhoras na gripe.

João Paulo Rodrigues em maio 28, 2009 10:35 AM


#53

idelber,
não sei onde você viu sofisma no que eu escrevi. Fui muito clara. Sakamoto é jornalista, não importa se é formado em jornalismo ou não: ele ganha a vida fazendo jornalismo. Foi isso o que eu quis dizer. Como o João Paulo Rodrigues apontou muito corretamente, a questão do financiamento é fundamental. E o fato de ele estar no IG também é (preciso ficar explicando pq?). Assim como é inegável que a fonte de informações dos blogs é a imprensa. Essa dispersão que você comemora, desculpe discordar de você, não me parece saudável justamente porque vai dispersar as pessoas. Cada grupo no seu quadrado - é isso? Uns vociferando contra Israel aqui e outros contra os Árabes ali? Onde isso vai nos levar? Você pode verificar que o nível dos comentários nos blogs e nos fóruns de jornais são quase sempre bastante polarizados, inflamados e por vezes grosseiros.
No mais, Folha, Estadão, Globo não têm correspondentes internacionais pq estão quebrados e isso custa muito dinheiro, sai bem mais barato pagar as agências e ter um editor ou dois. Além disso, por um erro editorial, na minha opinião, pensam que internacional não interessa aos seus leitores.

simone capozzi em maio 28, 2009 1:52 PM


#54

Você pode verificar que o nível dos comentários nos blogs [...] são quase sempre bastante polarizados, inflamados e por vezes grosseiros.

É, Simone, você precisa navegar pelo Biscoito um pouco mais. Concedamos um tempinho para que você descubra onde aterrizou e prosseguimos em outra oportunidade :-)

Idelber em maio 28, 2009 6:05 PM


#55

idelber
não existe essa polarização? você mesmo expulsou um leitor em um post passado (se me lembro bem, não tenho certeza, foi naquele sobre a vinda do Ahmadinejad). Você diz que sou sofista, que meus argumentos apresentam confusão conceitual e agora diz que eu devo "descobrir onde aterrizei". Desconversa. Eu acho que você não tolera o dissenso.

simone capozzi em maio 28, 2009 7:02 PM


#56

Simone:

Como hoje ando com paciência infinita, vou lhe responder em detalhe. Ssrá a última.

1) Depois de eu escrever exatas 1221 palavras em resposta a comentários tão toscos e primários como os seus, acho muita cara-de-pau você dizer que eu não tolero o dissenso. Eu disse o que tinha a dizer. Você deu amplas demonstrações de ter entendido muito pouco o contexto, os pressupostos e a história do debate em questão. Nessas horas, é melhor esperar que a pessoa se informe um pouco mais.

2) O Biscoito tem mais de 32.000 comentários publicados. Ao longo de sua história, três leitores foram banidos, dois deles por menos de 72 horas -- por ofensas pessoais pesadas ou recusa a reconhecer o meu direito de falar em minha própria casa. Decisão editorial que a mantém a possibilidade da discussão. Se você daí deduz que eu não tolero o "dissenso", das duas uma: ou você não leu nada das caixas de comentários que estão aqui ou o grau de analfabetismo dos nossos jornalistas está pior que eu imaginava.

3) Eu disse que você sofismava e você retrucou que havia sido "muito clara". Isso demonstra, cara Simone, que você não tem a menor ideia do que é um sofisma -- um sofisma, por definição, é claro. Não existe sofisma confuso. A confusão, por definição, está na cabeça do sofista. O papel do sofisma é mascará-la. Não que o sofista esteja necessariamente consciente disso, evidentemente.

4) Você diz que os comentários de blogs são "grosseiros". Se você observar as caixas de comentários do Biscoito -- dê uma olhada nesta, minha cara --, verá que a única que estabeleceu uma dinâmica de grosseria aqui foi você.

5) Quais são os sofismas? Você iniciou com uma pergunta grosseira, que pressupunha que os leitores da caixa tinham obrigação de responder ao Oliveira (que, não se você reparou, assinou com um link, um link que leva a um lugar onde ele foi respondido). A pergunta era: blogueiro apura informação?.

6) Eu lhe dei uma lista de 7 links onde essa apuração se realizava, apontando para você que o conceito de fonte hoje em dia passa por transformações -- apesar de que os blogs se nutrem, sim, da grande imprensa, da mesma forma que esta cada vez mais se nutre deles.

7) Reconhecendo que não havia sequer lido os blogs que apontei, você desqualificou duas das indicações com os argumentos de que um deles era jornalista e colunista do IG -- o que, evidentemente, era o sofisma número 1, já que ser ou não ser jornalista e escrever ou não escrever em portais não eram partes da discussão -- e que o outro repercutia agências -- o que, claro, era o sofisma número 2, já que no exemplo dado (o País Basco), os jornalões sequer repercutem agência, posto que nem se lembram que tal região existe.

(Novas mídias 2 x 0 Jornalista semiletrado)

8) Aí o Paulo Morais pacientemente lhe explicou que o seu conceito de "apuração" e "fonte" não havia entendido ainda um mundo em que a informação tende a se descentralizar, com mais gente produzindo mais coisa.

9) Aí você toma essa descentralização e a caracteriza como Cada grupo no seu quadrado, é isso? Uns vociferando contra Israel aqui e outros contra os Árabes ali? -- dando ampla demonstração de não ter a mais vaga ideia do que é o conceito de descentralização quando aplicado às novas mídias, conceito que não tem absolutamente nada a ver com atomização ou separação. Procure no Google, cara Simone, o conceito de rizoma. Talvez ajude.

(Novas mídias 3 x 0 Jornalista semiletrado)

10) Depois disso, ao argumento de que vários blogs estão cobrindo temas que a grande imprensa não cobre, você retruca que Folha, Estadão, Globo não têm correspondentes internacionais pq estão quebrados e isso custa muito dinheiro, como se o motivo pelo qual eles não cobrem mudasse algo no fato em si.

(Novas mídias 4 x 0 Jornalista semiletrado)

11) Ao argumento de que as novas mídias possibilitam trocas e circulação de informação não vistas na grande mídia, você responde com um argumento de que Você pode verificar que o nível dos comentários nos blogs [...] são quase sempre bastante polarizados, inflamados e por vezes grosseiros, isso num blog conhecido em toda a internet brasileira pelas discussões de alto nível -- dê uma olhada nesta, por exemplo --, dando assim demonstração ampla e cabal de que quem não "verificou" nada é você. Justamente a que vem falar em nome da "verificação" e das "fontes".

(Novas mídias 5 x 0 Jornalista semiletrado)

E aí, no momento em que eu me canso me explicar algo a alguém que claramente está em pânico, morrendo de medo, vendo seu mundinho medíocre ruir, você me acusa de "não tolerar o dissenso"? Eu, que tenho 10.000 leitores e já perdi uma hora do meu dia com uma claramente que não vale a pena?

Não, Simone. É que certas reações de pânico de quem está sendo engolido por um mundo que não entende são melhor observadas em silêncio mesmo. O efeito é impagável e insubstituível.

Idelber em maio 28, 2009 7:34 PM


#57

Essa sua paciência é que me comove, grade Idelba...:-)

Mas no final das contas, vc está certo. Leve em consideração, contudo - como exercício de piedade - que quem usava máquina de escrever, um dia, teve pânico ao conhecer computadores. Mexer no emprego das pessoas as deixa nervosas. E não dá pra exigir que todos tenham a mente aberta ao novo. Dá só pra sonhar. A realidade é bem mais triste, pobre e sem graça.

Sim, eu fico com pena dessas pessoas. Fico com pena de mim também diante de certas coisas que não sei usar. Tipo, facebook...:-)

Abração e saudações vascaínas.

MarcosVP em maio 28, 2009 7:52 PM


#58

Auch! Essa deve ter doído. Caramba, o Idelber é o rei da paciência mesmo.

A figura cai de pára-quedas num blog igual o Biscoito, vem dizer que blogueiro não apura informação, que o Idelber não tolera dissenso e que os comentários de blogs são grosseiros.

Tudo isso no Biscoito! É muita cara de pau mesmo.

Marcelo em maio 28, 2009 7:55 PM


#59

Simone, dois conselhos: 1) bate em retirada de fininho; 2) manda um email educado pro Idelber pedindo para ele apagar o seu sobrenome dos comentários. Depois duma surra dessas, pública na internet, você não vai encontrar emprego nem no último jornal que estiver agonizando.

Eric em maio 28, 2009 8:04 PM


#60

não me é confortável essa posição que parece dizer "vocês não estão vendo algo muito claro, que está diante dos meus - e alguns outros milhares - de olhos." mas tem sido realmente impossível estabelecer um DIÁLOGO com as contrapartes. talvez por temor, ou miopia, ou excesso de confiança, deles. na verdade os motivos são muitos e até se misturam - incluindo maucaratismo e manipulação. mas o efeito, senão o intuito, é o mesmo: tentar causar CONFUSÃO.

qualquer pessoa com um pouco de bom senso vai evitar entrar em confronto contigo sem DADOS, porque tu não trabalhas em outra esfera. mas, ao que parece a uns, vale qualquer coisa. é razoável - disso depende o sono deles, provavelmente.

Idelber, essa é a saída: lincar e lincar e disseminar a informação. é fato que a queda do copyright é apenas uma questão de tempo - a não ser que haja uma guerra, ação MILITAR de fato. e nesses estertores teremos cada vez mais barbaridades perpetradas. lincar e ficar atento.

(me incomoda tanto ver jornalistas que não percebem o quanto têm a GANHAR com a nova configuração das mídias! a eles lembro que a Comunicação Social é MAIOR que o Jornalismo. e por favor, não culpe a faculdade que lhe deu seu diploma. cabe a cada um honrar.)

um grande abraço.

tiagón em maio 28, 2009 8:28 PM


#61

Idelber, eu sempre gostei de ler seus textos, embora as vezes não entenda contextos e tal, ou nao tenha tempo de ler tudo e tal... vida de medico do sus é corrida..
mas daí a descobrir que vc é um psicoterapeuta.. surpresa!!! foi isso que vc fez né? psico-tapacomluvadepelica-terapia =)
fantastico! a cada dia mais me decepciono com profissionais mal formados que não tem referencia nem de si proprios, que dirá do mundo alem do seu umbiguinho...
sempre fã!!

Luluzita em maio 28, 2009 8:53 PM


#62

Muito bom o comentário do sofredor MarcosVP (ontem foi o níver do golaço do Pet, lembra Marcos VP hehehe).

Concordo com o Tiágon. Eu fiz 3 anos de Comunicação Social (abandonei no finzinho pois não tava dando para conciliar duas faculdades e um emprego).

Mas novidades são assim mesmo...

Abs.

Edk em maio 28, 2009 9:24 PM


#63

engraçado quando falam de caixas de comentários cheias de grosserias e tal. isso acontece muito porque existem muitas e muitas pessoas que desaprenderam a ler textos (e acho que os jornalões e sua linguagem pseudo-objetiva ajudaram muito nisso). simone acabou caindo nessa. discutiu tem ter lido com mais calma, refletindo.
porque, afinal de contas, "apurar informações" é o mesmo que cruzar informações e a internet é uma ferramenta absurdamente boa pra isso. nenhum bom blogueiro acredita em apenas uma fonte. como os bons jornalistas deveriam fazer.
e a descentralização da informação é uma das coisas mais bacanas que tem acontecido nesse mundão milenar. é nozes.

dafne em maio 28, 2009 9:43 PM


#64

Simone,

Acusar o blogueiro de não aturar dissenso depois de 60 comentários no artigo foi demais.

Fico pensando em que grande mídia vc teria respostas às perguntas que fez? Com muita sorte teria uma resposta padrão para alguma pergunta objetiva.

Para uma pergunta genérica como "blogueiros apuram?" seria totalmente ignorada. Se nem erros evidentes como o caso da imagem do DNA na Veja merecem resposta...

Sobre a questão das fontes é só pensar, muitos dos blogueiros citados são as próprias fontes. Em vez de esperar um jornalista entrevistá-lo ou coisa assim, em 5 minutos abriram um blog e foram direto ao leitor. O sucesso deles mostra que tem muita gente interessada em ter informação de não-jornalistas e sem intermediários.

Sobre fulano ser do IG, ser jornalista. Realmente, não tem lógica. Lembre-se que talvez todos os independentes que escrevem em blogs de portais foram convidados para tal. Isso aconteceu depois que os portais perceberam que não tinha mais jeito e que era melhor ter esse pessoal sob seu logotipo. (Lembra do "Viaje na Viagem"? Sucesso total, foi para a Abril, mas voltou - ele é jornalista, mas é antes de tudo fonte)

Vamos mais para trás. Reunião da OMC em 92, os ativistas fizeram a própria mídia e revolucionaram a idéia de "cobertura". Faz 17 anos. Agora, finalmente, qq adolescente pode ser a própria mídia.

A mídia insistiu um bom tempo que blog era coisa de moleque, agora está aí se sacudindo. Melhor vc não perder o bonde batendo o pé nessa história de fonte e apuração.

Acho que vale mais tentar entender com disposição o conceito de descentralização e outros apresentados aqui. Antes que seja tarde.

Abraço!

Panóptico em maio 28, 2009 9:46 PM


#65

Idelber, usei seu texto integral em meu blog, com as devidas referências!=)

No mais, concordo plenamente, blefe.

O que não quer dizer, porém, que atitudes como as da RIAA, de punir com pesadas multas meia dúzia de gatos pingados pelo mundo, não possam se repetir, agora com os jornais e afins.

Difícil, claro, mas nunca duvido das tentativas dos oligopólios de se movimentar.

Cada vez mais concordo com as teses do Cesidio Tallini, a Internet tem que ser totalmente livre, 100%. Regulamentações podem barrar abusos mas normalmente são usadas com propósitos pouco ou nada nobres. Ficamos em uma encruzilhada, libera tudo, absolutamente tudo, ou se aceita o controle até que existam ferramentas justas (sim, inocente o comentário mas...) de controle do que é e somente do que é abuso, ilegal (vago mas ainda assim...) e etc...

Raphael Garcia em maio 28, 2009 11:55 PM


#66

Idelber,

em pânico, morrendo de medo, vendo seu mundinho medíocre ruir, Na mosca.

Esse velho novo jornalismo que se formou nos últimos anos está fadado ao fracasso. Tanto por conta da tecnologia em si, quanto pelo baixo nível intelectual dessa geração de jornalistas que está no "auge" - são, justamente, os que se acomodaram com os interesses dos grandes grupos quando esses resolveram dar essa guinada nos últimos anos. Boa parte dos mais novos está na indo na esteira deles. Coitados. Mal sabem que são anacronismo ambulantes.

Hugo Albuquerque em maio 29, 2009 1:31 AM


#67

Eu gostaria de acrescentar uma coisa: depois de ler uma caixa de comentários como esta, só com muita Verneinung mesmo para que meu queridíssimo amigo Sergio Leo continue defendendo essa cantilena da obrigatoriedade do diploma para jornalista. Acorda, Sergio! O Paraíba, como sabe quem acompanha a blogosfera, já enterrou essa discussão aqui e aqui.

Vascão vai subir bonito, Marcos, você verá.

Idelber em maio 29, 2009 3:54 AM


#68

Desculpem, mas acho que quem não entendeu nada foram vocês. O Idelber me desqualifica continuamente e vocês compram sem pestanejar. O post tem 60 comentários mas quantos são contrários ao que prega o autor? Então onde está a santa paciência dele? Quando o aplauso pára e vem a discordância ele pira.
Não estou com pânico pelo meu empreguinho. Muito pelo contrário, estou adorando o que está acontecendo. Caso não saibam, os jornalistas nas redações são os principais prejudicados pela atitude dos patrões. Se a Gazeta Mercantil morreu não foi pela concorrência de blogs, mas pq foi mal gerida e perdeu para a concorrência do Valor Econômico. Só o que eu estou defendendo desde o começo é que o fim da imprensa não será saudável para a sociedade e isso ninguém se deu ao trabalho de entender. E perguntar se blogueiro apura informação é grosseiro por que? Mas o Idelber me recebeu com hostilidade logo nessa primeira pergunta porque ele é bastante inteligente e logo se deu conta que os blogs dependem e sempre irão depender do profissional que ganha a vida (ou seja, passa o dia) atrás de informação. Tremeu na base e ficou nervosinho. Como ele tem tempo de sobra (e não paciência) pode escrever teses pra responder comentários. Eu não, tenho de trabalhar. té logo.

simone capozzi em maio 29, 2009 1:20 PM


#69

ah! mais uma coisa - eu disse que comentários são "por vezes grosseiros", "por vezes", não sempre, e estou me referindo a comentários em blogs e fóruns em geral, não só aqui (e depois eu que sou iletrada). E não caí aqui de paraquedas. Chequei aqui pelo blog de um arquiteto mineiro, professor na Universidade do Michigan (embora esteja de mudança para o Texas), a quem respeito muito, em especial pela elagância com que conduz os debates. Se quiserem ver www.parededemeia.blogspot.com

simone capozzi em maio 29, 2009 1:25 PM


#70

Estou com o JPR. Acho que a Simone tem um ponto.

Entre o "jornalismo" como conhecemos hoje e essas previsões meio otimistas demais sobre as possibilidades de uma "dispersão super-democrática" fico em dúvida sobre o que me parece mais datado.

Outra coisa: o exemplo americano serve para entender o Brasil só até a página dois. Dêem uma olhada na tiragem dos jornais populares brasileiros de cinco anos para cá. Ainda há muita demanda reprimida por aqui.

david em maio 29, 2009 1:54 PM


#71

Se a Simone chegou hoje então caiu de para-quedas sim. Não conhece o blog nem os arquivos, por isso vai falar merda sem saber do que se trata...

Deixa ver se eu entendi:

primeiro fala que blogueiro não tem tempo para checar inforação, só jornalista (se têm tempo, porque gostam tanto de dar informação sem checar, e vender opinião como se fosse notícia?); depois fala que o Idelber tem tempo de sobra para escrever teses (se tese é escrita com sobra de tempo, as merdas que os jornalistas publicam são escritas quando?).

Durma com um barulho desses.

Agora, vou ler a caixa de comentários, que eu caí de para-quedas direto aqui no final, chegando pelo twitter de um tal de Idelber...

André Egg em maio 29, 2009 1:58 PM


#72

"Só o que eu estou defendendo desde o começo é que o fim da imprensa não será saudável para a sociedade e isso ninguém se deu ao trabalho de entender".

Todos concordamos com isso. Mas não há no horizonte nenhuma possibilidade da imprensa acabar. Há, sim, e é bom, a possibilidade real e iminente de UM DETERMINADO MODELO de imprensa acabar.

Se era só isso, beijos, até logo.

Parabéns, Idelber. Sua paciência é típica dos que estamos agitadamente tranquilos.

Conrado em maio 29, 2009 2:13 PM


#73

Na boa, essa Simone é analfabeta, esquizofrênica ou as duas coisas? Primeiro ela diz que o Idelber "não tolera dissenso" porque ele tinha resolvido deixar ela falar sozinha, cansado que ele estava já de responder e ela não entender nada.

Aí ele responde com 11 argumentos fulminantes, tim tim por tim, todos sobre o assunto discutido. Deixa a moça na lona. Ela não responde nenhum argumento, diz que não que tem tempo, que tem que trabalhar e que o blogueiro é que "tem tempo de sobra". Primeiro reclamou que o Idelber não respondia, depois que ele tem "tempo para escrever tese de resposta".

E aí deixa como exemplo de "elagância" pra conduzir debates um blog (bacana, aliás) que tem 3, 4 comentários em cada caixa. E quer comparar isso com o Biscoito!

E aí diz que não é paraquedista porque chegou desse blog!

Simone, você tem idéia da VERGONHA que você está passando aqui?

Marcelo em maio 29, 2009 5:29 PM


#74

essa Simone é analfabeta, esquizofrênica ou as duas coisas?

como eu disse, os comentários são, por vezes, grosseiros.

simone capozzi em maio 29, 2009 6:43 PM


#75

Posso ser iletrada, analfabeta, esquisofrênica, estar em pânico, morrendo de medo, vendo meu mundinho medíocre ruir e sendo engolida por um mundo que não entendo, mas sou obstinada. Hoje, um domingão de folga, vou responder algumas coisas.
1- em primeiro lugar, o que me levou a concluir que o Sr. Idelber não tolera dissenso. Até minha intervenção, o teor dos comentários era:
E viva o janelismo livre!
Bj
christiana em maio 25, 2009 4:46 PM
Estratégia para acelerar a putrefação da mídia tradicional
Idelber Avelar publicou um post interessante em que discute a necessidade de acelerar a putrefação da mídia.
Aqui vão os meus 2 centavos sobre o assunto:
http://capitao-obvio.blogspot.com/2009/05/estrategia-para-acelerar-putrefacao-da.html
Capitão Óbvio em maio 25, 2009 5:18 PM
O que mais me preocupa é que, apesar da idéia já ter sido combatida lá fora, quando chegar aqui teremos que brigar muito para evitar que qualquer parte dessas idéias se instale.
E, quanto mais independente e sério, melhor!
muta em maio 25, 2009 5:21 PM
Será que a internet já não atingiu um status de auto-proteção ao ponto de que qualquer ataque a sua estrutura de livre circulação de informações seria um tiro no pé de quem o bancasse? É claro que temos que ficar atentos a qualquer ação que pretenda restringir este “direito adquirido” provindo da rede, mas será que a própria sociedade – globalizada por meio da internet – não se manifestaria violentamente contra qualquer agressão deste porte?
Victor Barone em maio 25, 2009 5:24 PM
Talvez os próximos 5 anos fiquem marcados na história como a época de 2 revoluções, o fim da grande indústria automobílistica estadunidense e o fim dos grandes grupos de mídia, não adianta tentar remar contra a corrente, quanto mais vc tentar mais rápido morrerá afogado!
João Vicente em maio 25, 2009 5:27 PM
Já a grande mídia é um caso perdido, é um animal agonizando e desesperado, jogando as últimas cartas na mesa, deixem que se afoguem sozinhos.
Brivaldo Rafael em maio 25, 2009 6:00 PM
O problemaé que ELES se consideram uma instituição sem a qual a democracia não se sustenta. Se esquecem que o indispensável à democracia é justamente o PRODUTO deles: notícias e informações e, sendo verdadeiramente democrático, com livre circulação; pois todo mundo tem o direito de ser bem-informado justamente para exercer sua cidadania. Logo esse produto já nos é bem fornecido pela rede, seja reproduzido, seja produzido.

Será que a população realmente está preocupada com o desespero dos grandes oligopólios de mídia?"
hueahuehauehuaehueahuea acho que essa questão deveria ser respondida antes de tudo. caso a resposta fosse positiva, ai prosseguia o caso, se nao ja encerrava por ai.
e essa questão se extende pra varios outros meios, inclusive das gravadoras... das produtoras de filmes e etc...
parabens pelo post!
(só copiei e colei, portanto, eventuais erros de grafia não são da iletrada analfabeta aqui).

2- De fato, os sofistas são claro. Dei bola fora e não tenho o menor problema em admitir. E sim, pelo menos na PUC-SP a gente estuda filosofia.

3 – ainda não entendi pq perguntar onde vocês conseguem informação é grosseria. É uma pergunta legítima, tenho todo o direito de perguntar. Se doeu, melhor você refletir a respeito.

4 – você mandou a lista com os 7 links, tudo bem, mas o que eu vi foram um blog de um jornalista que, repito, é pago para conduzir e escrever reportagens dentro de um portal e outro de um rapaz comentando notícias da Reuters e de um jornal de Israel. E eu rodo o suficiente por blogs para saber que dependem de informação produzida profissionalmente.

5 – informação descentralizada. Vejo dois problemas aqui: quantidade qualidade. O próprio Hufftington Post, pela última informação que tive, tem 3 mil blogs – 3 mil... Abri nesse momento e a manchete é o assassinato do médico que praticava abortos. A notícia tem (agora, às 18h19) 3.190 comentários. Quem vai dar conta de acompanhar isso? Além disso estão eles lá com imagens de AP, Getty, têm repórteres e receberam um bom investimento como você mesmo observou: sim jornalismo é caro.

6- não, a ausência de correspondentes no exterior por falta de dinheiro não muda o fato em si. Mas é uma realidade. E eu mesma disse que considero isso um grave erro editorial. Devem ter perdido ainda mais leitores por descuidarem dessa cobertura. Gastaram uma fábula para produzirem jornais bonitinhos, coloridinhos e descuidaram do conteúdo. Deve fazer sentido na cabeça do empresário esse tipo de investimento num mercado como o brasileiro, em que as pessoas não leem!

7 – Se a mídia nacional não cobre o país basco, é uma opção editorial. Você pode ler isso na imprensa basca, na BBC, ou nos blogs, como preferir. O blogueiro está lá e tem informações locais? Excelente! Mas ele tem condições de falar com a liderança do ETA? Ele tem acesso ao governo? Ele faz cobertura de fato ou ele faz crônica do que está acontecendo? Você acha que um menino que está lá no morro pode entrar na internet e escrever um blog sobre a vida dele? O chefe do tráfico ia deixar?

Sabe Idelber, eu, muito ingênua (além dos predicados listado lá no alto), julguei que ia encontrar aqui um fórum adequada para debater – veja bem, debater, não pra brigar – os caminhos da mídia. Não vim aqui defender a imprensa, levantar bandeira pró Civita, pró-Roberto Marinho, pró-Frias, pró-Mesquita. Pelo elevado nível intelectual do proprietário/mediador do blog, achei que poderia trocar idéias com vocês, fazer perguntas, ter opiniões. Deus nos livre das perguntas!!! Mas não encontrei, não. Encontrei gente preparada para se pegar em picuinha, pronta pra me insultar, gente reativa, armada, na defensiva. Para um ambiente que se quer aberto e democrático, achei tudo meio autoritário.
Aquele abraço.

simone capozzo em maio 31, 2009 7:49 PM


#76

Só agora notei que tinha virado objeto da discussão! Deixei passar em branco!

Vamos por partes:

Idelber: Seja sempre bem vindo quando quiser ler sobre o País Basco!=) E, realmente, não tento nem quero fazer qualquer tipo de cobertura "neutra". Neutralidade não se alcança e, na verdade, desconfio de quem quer ser neutro, de quem não tem opinião. Isso deixo para os Muristas e o pessoal de "centro". Minha visão é total e absoluta pró-Basca, pró-Abertzale, não nego, não me envergonho e mostro o que acho que deve ser mostrado.

Essa questão da Imparcialidade é quase um ponto central. Nada contra se a mídia tradicional se declarar conservadora, pró-isso ou aquilo, seria muito melhor e mais honesto do que o modelo atual, da mídia que pregam. Dá pra acreditar na Veja ou na Folha se dizendo isentos?

E, realmente, a lista que você passou, do Dória, Sakamoto e afins é impecável, informação confiável e, quando erram, admitem muito mais facilmente que um jornalão e ainda mantém um diálogo franco e aberto com os leitores, coisa que os jornais não fazem - que o diga a Veja, onde JAMAIS vi publicada uma carta crítica à sua linha, às suas reportagens e etc.

A questão, aliás, nem vai só dos "jornalões", vemos gente independente mesmo em grandes veículos, coisa rara, mas existe.

Aliás, agora para a Simone, nós - pelo menos não eu - não lemos uma matéria por aí e publicamos como se fosse verdade. eu pelo menos quando leio algo procuro pelo menos mais 3 ou 4 fontes que me confirmam o que vou passar, para não dar m*.

No mais, Idelber, realmente, não vejo alguém pregando a destruição de tudo, dos jornais, da mídia tradicional, até porque nós mesmos "chupamos" informações - muitas delas - exatamente dessas mídias e usamos alguns outros meios "alternativos" para apurar e nos embasar. Quando escrevo sobre o País Basco não me limito ao Gara, El Mundo, El País e etc (mesmo que o Gara seja pró-Abertzale), leio por lá e vou atrás de mais info no ASEH, do La Haine, no Kaos en La Red e outros blogs, portais e afins de confiança e que estão perto dos fatos.

Blogueiro decente e honesto apura sim, e MUITO, se brincar muito mais que Otavinhos da vida.

Simone: Por mais que eu use muito informações do Haaretz, do Angry Arab, do Gara e de outros meios, também faço reportagem, também escrevo meus artigos e, claro, também passo informação direta e comento. Todos são veículos - ou meios - válidos. E, hoje em dia, confio muito mais nos blogs que nos jornais, mesmo os que comentam. Antes de ler algum jornal, tenha certeza, venho antes aqui ou em outros blogs para saber o que acontece.

ME alonguei demais e só comentei dois outros comentários! Insônia me faz superativo!=)

Raphael Garcia em junho 1, 2009 7:56 AM


#77

João Paulo: eu concordo plenamente com você e já comentamos algo aqui em posts antigos... Eu acho que o portal não precisa ser uma coisa monolítica, tudo que se posta vai pra lá, mas poderia ser selecionado, tópicos de interesse mútuo, "correntes", discussões válidas e pertinentes à todos e etc, uma maneira de integrar sem enfraquecer o lado individual dos blogs mas podendo unir nos assuntos relevantes. Por exemplo, vários blogs discutem sobre a questão do Gilmar Mendes, fazem divulgação e etc, não seria interessante agregar estes esforços em um portal? Algo prático, momentâneo mas de visibilidade.

É algo a se pensar, ver se é viável, o modelo e etc.

Quanto aos jornalistas, honestamente, não vejo nada de especial ou que diferencie um blogueiro de um jornalista, a questão é a intenção, a honestidade, o cuidado com a apuração das notícias e etc.

Idelber:

Você pegou num ponto ótimo, a questão da proximidade e contatos. De fato, a Folha não está no Sri Lanka para dizer o que acontece, como anda o conflito. Acredita em fontes de segunda, terceira mão. Mas acreditamos (muitos o fazem) porque é um grande jornal.

O Globo se limita a receber o que a AFP fala, nós vamos atrás de alguém que esteve lá, alguém que conheça a realidade e por aí vai. Ao menos alguns de nós tentam. Muitas vezes quando falo da Palestina vou atrás de contatos que tenho por lá, o mesmo no País Basco. É um diferencial que um jornalão sequer se preocupa em ter, mas finge ter.

Simone: Me desculpe mas vocÊ está sendo bem contraditória e parece confusa em alguns momentos. O que tem o Sakamoto ser jornalista? E o que diferencia ele ser do Ig ou não? O Idelber não está no Ig e confio mais nele que o Reinaldo Azevedo para qualquer coisa relacionada à jornalismo. Prefiro ler o Joildo Santos que a Veja. Ser jornalista, estar na grande mídia não é indicador ou indicativo de absolutamente nada.

E, não ache que uma dispersão seria necessariamente negativa. Pelo que eu entendi da fala do Idelber não é cada jornalzinho falando do seu umbigo e sim uma mídia mais ampla, sem o controle de dois ou três grupos nacionais e sim grupos diversos, independentes, com opções de escolha. Cada cidade do país, ao menos as capitais, tem dois, no máximo 3 opções de jornais diários para se escolher e normalmente o grupo que controla um dos jornais controla mais um no local e mais meia dúzia pelo país. Veja o O Globo e o Extra, a Globo e a RBS (vale para todo tipo de mídia). O que temos hoje é um verdadeiro cartel, a mídia é controlada por meia dúzia de grupos, todos ligados, dividindo lucros e fingindo se odiar. Melhor seria termos 15 grupos, 50 grupos.

E, quanto aos correspondentes, me desculpe mas duvido que qualquer jornalão brasileiro vá colocar um correspondente para cobrir o País Basco ou a eleição para o Parlamento Europeu na Sardenha. Não é a crise, é a opção editorial.

Paro por aqui senão vão achar que quero roubar o blog!=)

Raphael Garcia em junho 1, 2009 8:13 AM


#78

A última, juro! Simone, você então é Puquiana lá das Perdizes? Somos colegas, você em jornalismo e eu em RI e, se a sua filosofia foi (for) igual à minha - míseros e péssimos 6 meses - então temos um problema.

Quanto às fontes, problema algum perguntar. Em parte nossas fontes são iguais às dos jornais, as Agências - mas não fingimos neutralidade no uso das informações e nem nos limitamos à isso - e, por não nos limitarmos, muitas vezes vamos atrás de testemunhas ou informações mais próximas.

E o rapaz sou eu, prazer! Não dependo só das agências e jornais, querida, vou atrás de minhas informações diretamente mas não gosto de comentar nada sem usar alguma fonte que muitos acham confiável. Se eu falo que a questão é A ou B e não indico fonte "confiável", me lasco. E quanto à falar com a liderança do ETA, deixa eu ficar quietinho aqui!=)

beijos e abraços!

Raphael Garcia em junho 1, 2009 8:25 AM


#79

Prezado Raphael Garcia, muito prazer.
Me diga:
1) em que ponto em falei que sei tudo de filosofia e
2) onde defendo a qualidade da imprensa nacional
abraços

simone capozzi em junho 1, 2009 2:13 PM


#80

Vejamos:
1) E em que ponto eu falei que vocÊ sabe ou saberia tudo de geografia? Apenas fiz uma brincadeira por você ser puquiana como eu e as aulas de filosofia da PUC são tenebrosas. Especialmente com a querida Yoyo!

2) Não sei quanto à qualidade ou necessariamente a imprensa nacional mas desmerece os blogs e os blogueiros por - alguns, talvez muitos - não serem jornalistas formados, como se isso indicasse alguma coisa. Para usar um velho clichê, Nelson Rodrigues nunca fez jornalismo, ele não podia então escrever com propriedade e se declarar jornalista?

Os blogueiros - ao menos não eu, o Idelber e tantos outros - não lêem algo engraçadinho num jornal obscuro da Tailândia e postam como se fosse verdade absoluta. Nós vamos até o fim, pesquisamos, lemos, buscamos contatos, apuramos cometemos erros como qualquer ser humano normal (mas, diferente da franca maioria dos jornais, admitimos os nossos erros). A diferença é um diploma, que, aliás, vai ser derrubado dentro em pouco, torçamos!

Raphael Tsavkko Garcia em junho 1, 2009 7:44 PM


#81

Opa, eu disse "geografia", não sei de onde veio! Leia-se Filosofia!

Raphael Tsavkko Garcia em junho 1, 2009 8:24 PM


#82

Raphael, por favor, mostre onde eu defendi diploma para jornalista. Eu vou repetir: o que eu defendo é a existência da imprensa/mídia/jornalão/como-queira-chamar profissional. Em primeiro lugar pq eu não acredito nessa dispersão democrática. Desculpe, mas eu tenho direito a ter e a manifestar minha opinião. Pode ser muio bonita em tese, mas, na prática, acho que pode ser mais danosa do que benéfica. Agora, veja que uma coisa não exclui a outra. Quem está assumindo isso são vocês. Quem está exultando com a "putrefação" da mídia são vocês. Eu só quis demonstrar como blog depende do jornalismo "formal".
Mas já que você tocou no assunto, eu mesma só fui estudar jornalismo pq o diploma era/é obrigatório. Teria sido muito melhor pra mim ter estudado história. Na minha opinião, pra ser jornalista é recomedável que a pessoa tenha uma boa formação e passe por um treinamento.

simone capozzi em junho 2, 2009 1:49 PM


#83

Você não expressou com todas as letras a obrigatoriedade dos diplomas mas ao defender uma "profissionalização" dá no mesmo.

Ninguém aqui defende o fim dos jornais, o fim da mídia impressa, televisiva ou o que quer que seja e que no futuro só existam blogs. A crítica é contra o afunilamento, a falta total de crítica, de liberdade e etc que existe na mídia grande de hoje.

É a manipulação franca, o desrespeito, a falta de comprometimento com o leitor. VocÊ acha que a mídia de hoje é profissional? Que tipo de profissional é o Otavinho que desfila suas posições pessoais e acaba prejudicando direta e indiretamente a Folha? Isso é profissionalismo ou uso da mídia pra seus próprios fins?

E, quanto à "dispersão democrática" não é passível de crença, é um fato. Senão na mídia impressa, é real nos Blogs, nos portais da internet e etc e, com menor alcance, nas revistas semanais e etc.

Ao menos com a dispersão podemos, por exemplo, saber que existe país Basco ou Sri Lanka e povo Tâmil por mais que uma notinha xoxa na Folha, se muito! Se alguém depender só da Folha, do Globo e etc nunca saberia que sequer existe um conflito Basco, ou que os Palestinos são massacrados e etc. Sem "dispersão" não há informação. Os grupos editoriais passam adianta só o que lhes interessa e da forma que lhes interessa.

O grand eproblema da sua argumentação inicial, na verdade os dois grandes problemas são os seguintes:

1) Comemorar a putrefação da mídia: Você confunde as questões. Ninguém aqui quer destruir ou quer o fim da mídia tradicional. Comemoramos as porradas seguidas que a midia manipuladora recebe, comemoramos que a mídia recebe um "chega pra lá" por causa de sua atual linha editorial excludente e perigosa. Comemoramos não o fim da mídia mas a lição que ela vem recebendo, como por exemplo, a queda da venda da Folha depois do episodio da Ditabranda. Ninguém quer aqui o fim da mídia e sim uma democratização desta.

2) Blog depende do jornalismo "formal": Você afirma que nós negamos esse fato. Claro que dependemos EM PARTE do jornalismo formal mas, sem dúvida, os bons blogs extrapolam esse campo e vão procurar suas próprias fontes.

No mais, eu ia fazer Jornalismo, acabei em RI porque não achei que valei a pena 4 anos de um curso que deveria ser técnico.

Raphael Garcia em junho 2, 2009 2:41 PM


#84

1- profissional, como já disse em algum lugar aí pra cima, é o cara que ganha a vida fazendo jornalismo. Se ele não ganha dinheiro assim, ele é amador.

2- E, quanto à "dispersão democrática" não é passível de crença, é um fato. Senão na mídia impressa, é real nos Blogs, nos portais da internet e etc e, com menor alcance, nas revistas semanais e etc. - não entendi este parágrafo.

3- acho ótimo as pessoas debaterem e comentarem as notícias em blogs, redes de relacionamento, etc.

4- se vocês não estão comemorando o fim da mídia, deviam amenizar o discurso

5- você reclama da falta de opinião dos jornais e em seguida reclama q o dono do jornal coloca a opinião dele no jornal... veja, não estou defendendo o Frias, mas é pra ter opinião ou não?

6- só pra ficar claro (de novo): jamais elogiei a qualidade da mídia brasileira. Eu mesma sou viciada em internacional e vivo na BBC. Mas talvez, TALVEZ, os jonais brasileiros não considerem Siri Lanka e País Basco relevantes para o Brasil - e, de fato, são? Os conflitos na Palestina, talvez até por causa de Israel, são razoalmente cobertos (note o razoavemete, por caridade).

simone capozzi em junho 2, 2009 5:27 PM


#85

1. Conceito interessante... quer dizer que o jornalista que tem um blog é um mero amador porque não ganha nada por isso? Aliás, o cara que é dono do Kibe Loco (não lembro o nome agora), além de outros com blogs muito visitados, ganham muita grana e alguns se sustentam só com os rendimentos dos blogs, eles são, então, profissionais? Escrevem blogs de humor e são mais profissionais que o Idelber ou outros?

2. Não tenho como explicar melhor, paciência...

3. Que bom, eu também!

4. Porque? A franca maioria compreende perfeitamente o porque e até onde vai nosso discurso, porque deveríamos moderar ou amenizar?

5. Eu não defendo a falta de opinião dos jornais, isso na verdade é o que não falta, eu reclamo da falta de HONESTIDADE quando se dá a opinião.

São dois momentos:

a) Os jornais, em especial a veja, dão sua opinião até numa mera capa, numa simples foto, mas JAMAIS admitem isso, se declaram isentos. ESTA falta de opinião é nociva, porque não é falta de opinião, é conversa pra boi dormir.

b) Otavinho é outra questão, você falou, por exemplo, que meu blog por conter muitos comentários de notícias e não só passar a notícia e etc não seria, afinal, jornalismo e eu questiono então o fato do Otavinho e outros ganharem dinheiro para comentar e opinar, como faz(em) nos editoriais. O pior ainda são os comentários negando a história e prestando um desserviço, como o fatídico episódio da Folha.

Viu? Dois momentos diferentes.

6. Também, aqui, vejo dois assuntos pertinentes:

a) Irrelevância: O País Basco ou o Sri Lanka são irrelevantas para quem? Para nós ou para a Mídia? Porque, ao menos no caso dos Bascos, o assunto é relevante para mim e para mais quase 1 milhão dedescendentes no país. Sem falar que é importantíssimo para os Argentinos e Venezuelanos (na Argentina pelo menos 40% dos sobrenomes são de origem Basca e o fundador de Buenos Aires era um navegador Basco), ou seja, tem relevância no Mercosul.

Ou seja, para MUITOS tem relevância mas a mídia prefere fazer o terror falando da crise. Você viu a grande mídia noticiando os protestos em Roma contra o G8? Ou o Genocídio no Sri Lanka com mais de que uma notinha escondida? você sabia que ontem terminaram as eleições na Ossétia do Sul? M

b: A questão agora também vai para a dispersão. Fato que um jornal tem seus limites, tanto de interesse quanto de tamanho, espaço. Com o que temos hoje muita coisa fica escondida, de fora, "irrelevante", com alguma dispersão poderemos ter meios mais direcionados, mais ligados em determinados assuntos e situações e não o generalismo que temos hoje, algumas vezes o completo descaso.

Enfim, espero ter respondido às questões.

Raphael Tsavkko Garcia em junho 2, 2009 7:56 PM


#86

a última, ok?
sim, pra ser profissional você tem de viver daquilo. Se você tem uma banda com seus amigos e às vezes até descola um boteco pra se apresentar, isso não faz de você um músico profissional.

Ler coisas do tipo "estratégias para acelerar a putrefação da mídia" me irritou, sim. Eu não devia ter me rendido pra irritação, mas eu às vezes não consigo ficar quieta. Agora vejo como essa frase é ridiculamente adolescente. Bem coisa de centro acadêmico.

no restante a gente cai na lenga lenga da situação da mídia nacional, que não me agrada também. Contudo, não dá pra exigir que o Brasil cubra Ásia, Ásia Central, do Sul, Pacífico, Leste Europeu. E a África? Você fala dos bascos como se todos eles quisessem a independência e estivessem submetidos a genocídios como no Sudão, no Congo, Rwuanda. E o Brasil tem bem mais ligação com a África que com o país Basco, por mais que existam desendentes de bascos aqui.

Entenda que qdo eu digo q Bascos e etnia tamil não são relevantes para o Brasil é pq tenham eles indepedência ou não, isso não vai nos afetar em nada. Não estou falando do ponto de vista humanitário, ok?

simone capozzi em junho 2, 2009 9:39 PM


#87

Bem, eu discordo frontalmente de sua noção de "profissionalismo" mas aí entraremos para o lado do "achismo", não vale à pena.

No mais, você se surpreende demais com certas declarações, há de se filtrar, interpretar,
"pegar" o momento e o contexto e não ler e achar que o que você leu é literal.

Agora, sobre "relevância para o Brasil", me desculpa, mas aí não estmaos mais falando em jornalismo. Quem decide, quem aponta o que é ou não ou o que é mais ou menos relevante para o país? Se o País Basco ou as eleições na Ossétia? Ou se uma notícia de um garoto que está no país, o pai nos States que ele de volta e fica nessa lenga-lenga?

Me desculpe mas eu acho totalmente imbecil e inútil discutir sobre essa criança e muiuto mais importate conhecer o Genocídio do povo Tâmil no Sri Lanka. A mídia como é hoje escolhe o que lhe dá um mínimo ibope, inventa uma violação de nosso orgulho, até de nossa soberania com esse garoto só pra vender mais.

Isso é jornalismo?

E só estou pegando um caso, mas poderia te dar dezenas de exemplos.

A mídia escolhe o sensacionalismo, o que vende. Não tem nada aver com o "relevante". A não ser que o "relevante" seja quanto dinheiro vai entrar.

Raphael Tsavkko Garcia em junho 3, 2009 12:01 AM


Panóptico em junho 19, 2009 12:08 PM