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quarta-feira, 24 de junho 2009
Gravataí Merengue era mesmo autor no blog anônimo de difamação contra Luis Nassif
Dada a fúria com que eu defendo aqui a liberdade de expressão, alguns leitores podem talvez pensar que isso implique a defesa de um suposto direito de dizer qualquer coisa, de qualquer forma, sobre qualquer pessoa. Evidentemente, não é este o caso. Conheço os artigos 138 a 145 do Código Penal e, apesar de não ser advogado, já refleti um mucadinho sobre a complicada tarefa que é equilibrar esses artigos com a liberdade de pensamento garantida pela Constituição Federal.
Numa crítica a um livro, por exemplo, mesmo que muito satírica, acho descabido mover um processo por injúria. Sou fortemente influenciado, nesses casos, pela jurisprudência americana, que reza que, em caso de potencial conflito entre a liberdade de expressão e qualquer outro princípio, a coisa tem que ser bem cabeluda para que não prevaleça aquela.
É claro que um blog anônimo dedicado a atacar alguém com material difamatório é outra coisa, bem distinta. É este o caso que nos ocupa hoje. Ele é particularmente chato para mim, porque envolve uma pessoa que conheço e que me recebeu com muito carinho em São Paulo. Peço que acompanhem o cuidado que o Biscoito teve com esta matéria.
No dia 8 de junho, Luis Nassif publicou um post intitulado A turma do anonimato, em que ele relatava que havia sido desmascarado o blog anônimo dedicado a atacá-lo com as requentadas acusações acerca de sua negociação com o BNDES. O post de Nassif informava que o Google havia sido acionado para fornecer os dados do responsável pelo blog anônimo. A empresa respondeu, identificando um email pertencente à mãe do Gravataí Merengue (pseudônimo de Fernando Gouvêa) e uma linha registrada em nome de seu pai.
Imediatamente, eu me comuniquei com o Nassif, dizendo que ele havia provado que existia mesmo um blog registrado em nome da família do Gravataí, mas que, na ausência de uma URL ou de um arquivo com o conteúdo do blog, eu ainda precisava de mais evidências. Tratei o assunto passo a passo, sempre com a presunção de inocência. Naquele momento, o Gravataí escreveu um post que, na minha opinião, era uma confusão só, onde não se respondia a simples pergunta: ele foi ou não foi responsável por um blog anônimo de ataques caluniosos ao Nassif?
Abro um parênteses para esclarecer direitinho o que eu entendo por “anonimato”. “Gravataí Merengue” não é “um anônimo”. É o pseudônimo de Fernando Gouvêa, conhecido na internet. O Hermenauta não é “um anônimo”. É o pseudônimo de alguém que trabalha em Brasília. No caso de que cometesse alguma ilicitude, ele seria facilmente identíficável. Eu jamais chamaria o blog de ataques ao Nassif de “anônimo”, por exemplo, se Gravataí o houvesse assinado com seu pseudônimo. O blog era anônimo mesmo, ou seja, estava nítido o propósito de ocultamento da identidade. Acredito que a minha compreensão do termo coincide com a do advogado de Nassif, o Dr. Marcel Leonardi (esse é doutor mesmo, com doutorado na USP).
Pois bem, recebi do Nassif um pdf com o conteúdo do blog. A URL era bndesnassif.blogspot.com. Não adianta ir lá, evidentemente, pois o blog foi removido. O conteúdo é claramente difamatório: um arrazoado de acusações e ilações feitas a partir de uma renegociação de dívida. As ofensas reiteradas tinham o claro propósito de difamar. Eu assumi com Nassif – sem que ele jamais me pedisse isso, que fique claro – o compromisso de que eu não disponibilizaria esse pdf para ninguém, a não ser duas ou três pessoas de minha confiança. Afinal de contas, a vítima não tem obrigação de sair por aí disseminando conteúdo difamatório contra si mesma. Se o conteúdo tiver que vir à tona, que venha em tribunal. Eu li o suficiente para sustentar o que afirmo aqui.
Mas o cuidado d' O Biscoito Fino e a Massa com a presunção de inocência e o direito de resposta não parou nesse ponto. Entrei em contato com o Gravataí de novo, perguntando se ele confirmava ou não ter sido o responsável pela URL bndesnassif.blogspot.com. Não posso publicar a minha correspondência passiva sem autorização do envolvido, mas a ativa eu posso, sim sinhô. Meu email era:
Gravata, meu velho,
Direito de resposta pra mim é sagrado. Pergunta clara, límpida, cristalina, fora de qualquer política: foi você ou não foi você o responsável pelo conteúdo do blog cuja URL era bndesnassif.blogspot.com?
Aguardo sua resposta. Abração,
Idelber
A resposta do Gravataí foi de que não se respondia a essa pergunta com um simples “sim” ou “não” e de que ele até responderia se o conteúdo do blog estivesse disponível. Depois havia um monte de outras coisas sem relação com a pergunta.
Dada por encerrada a minha investigação sobre este lamentável episódio, registro o post, pois, com esse título, sem nenhum medo de errar. Note-se que meu título não pressupõe que o Gravataí fosse o único autor do blog. As pessoas de minha intimidade sabem que eu torci para que o Nassif estivesse equivocado, mas o fato é que ele estava certo. Mais uma vez. Infelizmente.
PS: Como eu me encontro de viagem ao Mato Grosso do Sul, a moderação de comentários está instalada. Considerando-se a natureza do caso, não posso pedir a ninguém que aprove comentários em meu nome. Por favor, tenham paciência. Vai demorar um pouco. A caixa evidentemente também está aberta para que o Gravataí se defenda.
Escrito por Idelber às 01:31 | link para este post
| Comentários (151)
#1
Senti falta do meu post em que explico o caso:
http://www.interney.net/blogs/imprensamarrom/2009/06/23/entendam_de_uma_vez_o_caso_luis_nassif/
No Twitter você diz ter lido um "pdf", não o li.
Também seria legal, qualquer que fosse (e era bem explicativa, não?), ter a resposta que dei a seu email. Seus leitores poderiam ter acesso ao que falei. Li, aqui no Biscoito, você apoiando o que a Petrobras faz no blog acerca da imprensa: publica o que os jornalões omitem. Você omitiu minha resposta. Seus leitores podem formar outro juízo de valor.
Quanto ao "anonimato", o blog "Cloaca News" já foi citado, não? E referenciado etc. No Twitter, você mesmo indicou um outro, também anônimo, o "Quanto Tempo Dura".
Por fim: QUAL FOI A DIFAMAÇÃO que fiz a Nassif? A execução promovida pelo BNDES é um processo público, não há crime algum.
Se houvesse algum indício de crime, note, o processo contra o Google seria movido numa Vara Crininal, não numa Cível.
Grande Abraço.
Gravata.
Gravataí Merengue em junho 24, 2009 3:16 AM
#2
O que eu sei é que a flame war entre os comentaristas do Nassif e do Gravataí está declarada, com cada grupo em sua trincheira. Sobrou até para o Quanto Tempo Dura e o Cloaca News. Como já disse lá no Nassif, quero ver o que a justiça vai dizer sobre o caso. Vou continuar acompanhando de camarote.
Silvana em junho 24, 2009 3:25 AM
#3
Meu DEUS
os homens arranjam uma forma pra se matarem em qualquer lugar, qual é o problema das pessoas no mundo atualmente?
CREDO CREDO CREDO
FALEM MAL mas falem de mim, é essa a politica vigente pelo visto...
não sei quem é o merengue vez por outra xereto o nassif, mas confesso que de tudo isso a minha grande curiosidade foi, qual será identidade real do hermenauta? hauahaha
é sou uma fútil, vocês que são brancos vocês que se entendam bem assim mesmo, mas será que não há uma forma das pessoas fazerem denuncias, sem mentir, afinal as denuncias não são contra as próprias mentiras? Como esperam que a gente saiba a verdade se cada um quer ver o seu lado.
Credo!
os homens precisam arranjar uma forma de se entenderem, de pra variar, estarem olhando na mesma direção...
UFA
foi só um desabafo não precisa aceitar isso rs
achei que demoraria mais para voltar aqui, rs
Priscila MOnteiro em junho 24, 2009 4:13 AM
#4
Não sei o que está no pdf. Mas, lembro muito bem que a Janaina leite afirmava que o BNDES comprou o Nassif por R$1,9 milhão ( o valor do empréstimo), fazendo confusão entre renegociação de dívida e perdão. Ela falava imagine se alguém me para R$ 1,9 milhão, se não falaria bem do Lula. Se o Gravataí não fala isso explicitamente, ele insinuava fortemente.
Bruno em junho 24, 2009 4:14 AM
#5
Gravatai,
Acabo de ler o seu post, e para mim você não explica nada, você insinua, tergiversa e até falta com verdade, ou seja, complica...pois você diz que "houve um acordo judicial" entre o Google e a Justiça para que ela fornecesse o IP....Segundo o próprio Nassif, isso é mentira, o Google atendeu a uma decisão judicial.
Andre em junho 24, 2009 4:41 AM
#6
Idelber,
Não entendi o objetivo do seu post. Se era afirmar que o Gravata tinha sido supostamente desmascarado no tal blog, isto já havia sido feito pelo próprio Nassif num dos links citado por você.
A impressão que me passou é que você quer insinuar a má fé do(s) autor(es) do blog contra o Nassif. Acontece que sem ter o conteúdo à época, qualquer afirmação pode não passar de especulação. Mesmo o pdf não garante ser aquele o conteúdo já que o arquivo pode ser facilmente modificado. Entretanto, podemos analisar os fatos com as informações atuais disponíveis na Internet.
O post do Gravata citado aqui no primeiro comentário elimina a controvérsia do anonimato. Ele assume sim que foi um dos autores do blog e divulga do que tratava seu conteúdo. Procurando um pouco mais, este texto http://angelodacia.blogspot.com/2009/01/os-imbrglios-de-nassif-parte-5.html esclarece ainda mais a questão, citando o tal "blog anônimo" objeto da confusão como uma de suas referências
Sinceramente, vi ali sérias acusações argumentadas e que o Nassif se recusa a responder. Se o conteúdo não é o mesmo do blog original, esta é outra historia. Você, de posse do pdf, talvez possa responder. Mas com as informações atuais vejo um Nassif acuado, tentando
intimidar o Gravata, e você preocupado com a semântica jurídica do anonimato, o que para mim, no contexto atual deste caso, é um tanto irrelevante.
Outro assunto, mas complementar: Gravata, entendo que o Idelber não publicou seu e-mail porque tratava-se de uma resposta a uma pergunta.
Tal conteúdo poderia conter informações pessoais que você talvez não quisesse ver publicadas. A sua analogia com o blog da Petrobras seria válida se você resolvesse publicar o e-mail do Idelber em seu blog. Mas agora, já que você autorizou, acho que o Idelber deveria sim atualizar o post com o conteúdo do seu e-mail.
Sds,
Ricardo
Ricardo Lage em junho 24, 2009 5:11 AM
#7
Uai, Gravataí (1)
Por que você mesmo não coloca a sua resposta aqui nos comentários? O idelber explicou que não abre a correspondência passiva sem autorização. Entendi com isso que vc não autorizou...mas se não é esse o caso, posta você mesmo toda a correspondência. Simples assim!
aiaiai em junho 24, 2009 6:36 AM
#8
Desde o outro post sobre o Diploma de jornalismo, depois do comentário da Priscila e da resposta do Idelber a ela, que venho pensando sobre essa coisa de Anonimato. Me permitem tergiversar também, aproveitando o fio da meada? Na verdade essa palavra me lembra as antigas cartas anônimas que, no fundo, cumpriam a estranha tarefa de "denunciar algo supostamente indenunciável a própria voz", ou de criticar o incriticável (o sagrado). Na web, séculos de evolução tecnológica depois, o Anonimato reaparece em novas formas e desenhos. Quem é Priscila (porque ela não é urlizada nem blogada), será que Priscila é Adriana, por que ir olhar o IP do leitor que critica (de um modo meio rude, tá certo, dentro da tua casa, é chato, mas quem não modera comentário não quer que cada um se expresse como pode?), será que todo mundo que é desurlizado e desblogado é anônimo, será que essas pessoas existem de fato ou são desdobramentos virtuais de outras... será que pra discutir idéias é preciso existir, ser um sujeito, ou bastam as idéias? O IP comprova ou complica? E hoje esse novo post me fez caminhar nesses pensamentos. Será que alguém supostamente escondido no anonimato tem mesmo o direito de dizer o que quer, publicando?=tornando público, o que acha/sente? Ou não? Ou manda a Moral que a gente só diga a verdade, mesmo sem saber direito qual é a verdade? Quem é quem nesse jogo de identidades esquisito? Quem ataca, quem se ofende, quem processa, quem se defende... Pra que esse jogo de esconde-esconde? Não vivemos num mundo Racional? Só posso concluir que a comunicação humana é muito mais complicada do que possa supor nossa vã filosofia, porque estamos sempre sendo atravessados por "ISSO". Nossa Racionalidade não consegue suportar certos vazios.
Só pra brincar, vou assinar em Anônimo pela primeira vez. Até porque sei que não existe Anônimo na rede, vocês podem pegar facilmente o meu IP, no problem ha ha ha Caso resolvam - por Ética - não fazê-lo, no meu próprio texto está óbvia a minha identidade. Não sei não ser eu.
Anônimo em junho 24, 2009 7:18 AM
#9
Pô Gravata,
segundo o seu post: "Em 2008, uma turma abriu um blog SOBRE O BNDES. O objetivo era falar do banco, de negócios estranhos etc. Lá pelas tantas, falamos do processo envolvendo Luís Nassif."...
Vocês abriram um blog SOBRE O BNDES com a URL bndesnassif.blogspot.com? Putz, deu uma aliviada aí, ein?
Você tem direito de falar mal do Nassif e do BNDES. Mas se você tinha informação confiável e importante sobre esse assunto, me explica a lógica de não publicar isso diretamente no seu blog? Era bem simples, quase como você fez agora na sua "explicação".
Você escolheu outro caminho, faz parte do seu direito, claro. Mas se você falava aquilo de boa fé, porque não trazer o assunto as claras agora? Mostra o que você escreveu nesse blog, explica os motivos pela decisão do anonimato, e bola pra frente. Não é pra "intimar" você que digo isso, mas o que você ganha com a situação desse jeito?
A única conclusão que por enquanto me parece razoável é que você não quer de fato se relacionar com as coisas que você escreveu, não quer colocar aquelas suas palavras na sua própria boca. Aí, meu velho, é esse anonimato sujinho mesmo que tá todo mundo reclamando. Mas também é tudo bem, acontece. Fala o que rolou sem essa de "blog sobre o BNDES" ou "acordo judicial". Não pega nada. "Bobou? Bobei chefe, perdão". Aprende-se alguma coisa, ganha-se umas cicatrizes, e la nave va.
Que merda existir uma história dessas.
fserb em junho 24, 2009 8:35 AM
#10
Idelber,
Dá uma olhada no blog do cara. Desespero em estado puro. Não deixa de ser deprimente ver como essa gente, pega com a boca na botija, reage atirando para todos os lados. O tal Gravataí montou um mosaico de argumentos impossível de ser compreendido, deliberadamente confuso para esconder o simples e essencial: ele usou a mãe e o pai para falar, anonimamente, o que não teve coragem para publicar no blog que assina, ao menos, com psudônimo. Se tudo é tão público e não há crime algum, por que ele não fez e restringiu as acusações contra Nassif ao próprio blog? A comparação com o Cloaca News é ridícula. O Cloaca é editado por um jornalista (de verdade), desce a ripa baseado em fatos e não foi montado para atingir A ou B. Esse é mais um argumento falacioso do tal "Gravata" para tentar se safar do flagrante. Olha, a covardia não é crime. Mas deveria ser.
Forte abraço.
Leandro Fortes em junho 24, 2009 9:00 AM
#11
Primeira vez que venho aqui. Gostei. Consistente, o que é raro.
Que historinha cafunguenta essa do Nassif, hein!
Abraço.
carlosemilio em junho 24, 2009 9:39 AM
#12
Olha aí estudantes de jornalismo, para ser advogado também não precisa de diploma.
Adriana em junho 24, 2009 9:40 AM
#13
A posição do "tal blog anônimo" já está disponível.
Cloaca News em junho 24, 2009 9:45 AM
#14
Pela sentença exarada no processo, o que houve foi um acordo entre o Nassif e o Google...
Processo Nº 583.00.2008.190798-2
Texto integral da Sentença
C O N C L U S Ã O Em 13 de novembro de 2008 faço estes autos conclusos ao MM. Juiz de Direito, Dr. Maurício Campos da Silva Velho. Eu,_____________, Maria Elza, Escr.-chefe, subscrevo. 08.190798-2 Vistos. Homologo, para que produza seus jurídicos efeitos, o acordo de fls. 174/175, e, em conseqüência, julgo extinto este feito, nos termos do art. 269, III, do CPC, entre as partes LUÍS NASSIF e GOOGLE INC. E OS. Diante da preclusão lógica, desde logo, certifique-se o trânsito em julgado, arquivando-se. P., R. e Int. SP, data supra. MAURÍCIO CAMPOS DA SILVA VELHO Juiz de direito
Carla em junho 24, 2009 10:13 AM
#15
Puxa vida, Gravataí, não queria te assustar, mas, meu, cê tá encrencado.
Roberto Locatelli em junho 24, 2009 10:38 AM
#16
Infelizmente os posts antigos do Imprensa Marrom não estão disponíveis. Mas pelo que eu me lembro o Gravataí passou semanas apoiando a tese da Janaína Leite de que o Nassif havia sido comprado pelo BNDES para defender o governo Lula. Afirmava ainda que iria publicar as provas, mas nunca publicava. Esse é exatamente o mesmo expediente do Reinaldo Azevedo, e me parece que era contra isso que o Gravataí batia nos bons tempos do Imprensa Marrom.
André em junho 24, 2009 10:45 AM
#17
Idelber,
obrigado pela correção e isenção com que tratou o caso.
Esse rapaz é advogado, conhece direito, presumo. Na época em que soltou as primeiras "denúncias" sobre meu acordo com o BNDES, expliquei ponto por ponto.
1. Foi um acordo fechado em juizo, pela razão de que passei por dificuldades e não consegui cumprir contrato de um financiamento contraído nos anos 90 - portanto, nada a ver com o governo Lula.
2. O BNDES me ofereceu o mínimo que oferece a qualquer empresa disposta a negociar. O contrato tem duas partes: a dívida em si, atualizada pelos juros e TJLP; e a parcela 2, constituída de juros de mora e multa, para o caso de não pagamento. Em todo contrato de renegociação, inclui-se a parcela 2 para o caso do devedor não conseguir dar conta do recado. Se conseguir pagar até o fim, fica liberado. É praxe de TODOS os bancos, em TODAS as renegociações, conforme expliquei na época. Provoquei o BNDES para que se manifestasse e o banco me enviou um email confirmando que essa proposta é feita para TODOS os clientes.
3. Há várias maneiras de renegociar a dívida, quando o cliente não tem condições de bancar o contrato original. Uma delas, é baixar os juros, dar desconto no principal. Isso mexe nas condições do contrato original, e NÃO FOI FEITO NO MEU CASO. Outra, é esticar o prazo e manter as condições originais do contrato. Foi o que o BNDES fez e que - enfatizo mais uma vez - é o mínimo do mínimo.
4. Esse rapaz fala que fui o único a negociar com o BNDES, dentre todos os processos que ele analisou. Não sei se foi ele quem analisou ou se recebeu esse dossiê de alguém. Quando uma empresa não consegue dar conta do recado, o empresário prefere que ela feche e recomeça a vida em outra empresa. Garanto que em todos esses casos as garantias não cobriam o principal e o BNDES perdeu. No meu caso, aceitei as condições propostas por questão de imagem pública. A empresa não teria condições de bancar o financiamento. Então a pessoa física banca o financiamento da pessoa jurídica. No meu caso - e o financiamento está sendo paga em dia - não tem calote nem perdas para o BNDES. Qualquer empresário, advogado ou analista sério sabe que não houve benefício - como, aliás, muitos leitores seus, bem preparados, atestaram na época em que houve o debate. Esse tipo de ilação desse rapaz só pega leigos.
5. No seu post, ele mente várias vezes, ao afirmar, por exemplo, que foi feito um acordo com o Google para não ter processo. O Google não é parte nesse processo. Foi intimado pelo juiz a identificar o autor dos ataques. Mas o processo é em cima do difamador que se valeu do anonimato para me atacar.
Obrigado pelo espaço.
Luis Nassif em junho 24, 2009 10:55 AM
#18
Idelber, parabéns mais uma vez pelo seu blog. Pela forma como vc está tratando e por estar tratando desse assunto.
Confesso que parei com os dois blogueiros qdo a "briga" estava no auge. Porque, na ocasião, senti que não acreditava mais nas intenções, ideias e idoeneidade dos dois. Não entro em brigas nem confusão, simplesmente parei. Por isso não sabia dessa história louca. E o que vc coloca apenas ocmprova minha impressão daquela época. Li o post do Imprensa Marrom e ele não explica nada. Como naquela época já havia notado - sem querer desmerecer o trabalho do Gravataí nem sua capacidade intelectual e de comunicação - ele dá muitas voltas e só confunde quem está querendo simplesmente compreender o que ocorreu. E isso não cheira nada bem. Por outro lado, acho uma pena que isso seja mesmo verdade porque a blogosfera só tem a perder. No passado me identifiquei muito com a forma como o Gravataí expressava suas ideias, sou advogada e compreendia bem o encadeamento do seu raciocínio e suas análises eram bem interessantes por isso também.
Abraços
Renata
Renata em junho 24, 2009 11:02 AM
#19
Em resposta ao comentário do Gravataí a esse post: para que haja difamação, não é preciso que se impute crime - ele está confundindo difamação com calúnia (na calúnia, sim, é necessário que se impute crime).
Na difamação, o fato imputado não precisa ser criminoso, basta que seja ofensivo à honra objetiva do difamado.
Então, se o que foi imputado ao Nassif era imoral ou antiético, houve difamação - caso se tratasse de fato criminoso, seria calúnia.
Deborah em junho 24, 2009 11:12 AM
#20
Eu fui atacado por esse Aspone covarde da Soninha na época que editava a coluna dos blogueiros do site da revista Fórum. Foi logo depois de eu postar um texto crítico à vereadora escrito por um outro blogueiro. Ele me atacou em seu blog e depois veio até minha página, inclusive com ataques pessoais sujos, jogando na minha cara lixo que ele pescou na internet contra mim escritos por desafetos e odiadores com a óbvia intenção de me intimidar.
Podem conferir nesses links: http://tudo-em-cima.blogspot.com/2008/03/todo-cuidado-pouco-o-inimigo-est.html e http://tudo-em-cima.blogspot.com/2008/04/direita-novamente-nas-lonas-pitbull-de.html.
Na época, achei apenas que se tratava de um blogueiro maluco de direita como existem vários por aí. Fiquei chocado quando sua verdadeira identidade foi revelada pelo Renato Rovai, editor da Fórum. Nunca imaginiei que um político se prestasse a um papel desses, colocando seu chefe de gabinete, usando nome falso, a serviço de ataques covardes e maldosos, inclusive contra blogueiros insignificantes como eu!
Depois de tudo isso, não fiquei nem um pouco surpreso quando o Nassif revelou que era esse sujeito que estava por trás do blog anônimo que o atacava pelas costas…
Realmente, lamentável.
André Lux em junho 24, 2009 11:22 AM
#21
Idelber, nós que acompanhamos tudo desde o omeço, inclusive sua "defesa" do Gravataí no começo do episódio...
Bem, você agora falar que ele tinha sido um autor de um blog difamatório, pra mim é a evidência que faltava para concluir que é melhor não acreditar nas coisas que ele diz. Perdeu a pouca credibilidade que tinha.
Manoel em junho 24, 2009 11:34 AM
#22
Que é isso!? O Fernando Gouvêa tá vendendo o pai e a mãe pra eleger Serra presidente. Eu acho que Serra não merece todo esse sacrifício por parte do Gravataí. Eu não compro os pais, usados, do sr. Merengue nem ele me dando o troco em euros
arimateia em junho 24, 2009 11:39 AM
#23
O tal Gravatai não responde se foi ele ou não. Só enrola. Está na cara que foi. No seu blog, Idelber, na seção intitulada "Visito", há dois links disponibilizados para leitura desse sujeito (Imprensa Marrom e Gravatai Merengue). Penso que devem ser enviados à lixeira imediatamente.
Al gusto em junho 24, 2009 11:44 AM
#24
Caro Gravataí: você era o autor do blog citado no post do Idelber? E, se as acusações contra ele são públicas, porque o anonimato?
NPTO em junho 24, 2009 11:45 AM
#25
Vou postar aqui o comentário que eu coloquei lá no Imprensa Marrom:
O "anônimo" aqui se refere a uma constituição de personalidade, eu creio. Você, o Cloaca e muitos outros são anônimos no sentido em que você mobiliza, num sentido diferente da acusação que fazem contra você. O que o Cloaca faz, assim como o que você faz, pode ser encontrado aqui. Isto é, vocês podem conversar com qualquer pessoa e podem ser encontrados pelos canais que oferecem, porque são regulares, são personalidades relativamente estáveis, tenham ou não nomes reais. A crítica ao anonimato do blog parece se referir ao fato de que está descolado de qualquer contexto e posto ali pra que não se descobram imediatamente os seus autores. Algo bem diferente do que o Cloaca e outros fazem. Não sei se deu pra entender a distinção que fiz.
Por exemplo, se você fez parte da equipe que montou o blog, por que você não o manteve aqui do mesmo modo que Nassif manteve o seu dossiê contra a Veja? O que parece estar sendo apontado é menos o anonimato do que a tentativa de afastar as denúncias dos seus autores, tenham eles nomes reais ou não (talvez em razão da "gravidade" da denúncia -- aqui o espaço pra especulações).
Eu estou certo de o blog veiculava o conteúdo que você destacou aqui e, nesse sentido, acho que de fato você não tem o que temer. A acusação é, de algum modo, ética, quanto aos meios escolhidos para manifestar as denúncias.
Mas eu não entendo outra coisa: aqui em cima, nos comentários, você disse que não houve blog anônimo, mas no post diz: "O tal blog contra o BNDES era um dever cívico e tenho muito orgulho de ter participado."
Leonardo Bernardes em junho 24, 2009 11:48 AM
#26
Esse Gravataí vive tentando dar gravata em todos que não rezarem na cartilha do patrão dele. Taí, Gravataí sambou!
agência assaz atroz (pressAA) redação em junho 24, 2009 12:03 PM
#27
Idelber,
Seria o caso de esclarecer as diferenças entre difamação, injúria e calúnia.
Sempre que o Gravataí se defende, fala que o processo do Nassif/BNDES é público. Ouras vezes, ele diferencia o conteúdo cível do criminal, confundindo mais do que esclarecendo.
Ele aproveita que tem formação jurídica para manter certa obscuridade nas coisas e escapar do que lhe é acusado. O anonimato é vedado pela Constituição, independente de se falar mentiras ou verdades.
Fazer um blog anônimo, com mail da "mamãe" e com linha do "papai" mostra muito do que é o Gravataí, inclusive ideologicamente.
Faz bem o Nassif de retaliar.
Parabéns pela ponderação, Idelber!
Rubens José Gama Júnior em junho 24, 2009 12:11 PM
#28
"Quanto ao anonimato, o blog Cloaca News já foi citado, não? E referenciado etc. No Twitter, você mesmo indicou um outro, também anônimo, o Quanto Tempo Dura"
É impressionante a maneira de agir dessa turma... você acaba de explicar no seu post a diferença entre utilizar um pseudônimo e se esconder no anonimato e ele ainda tenta se sair com essa, criando uma cortina de fumaça, fingindo que é tudo a mesma coisa. Ele perdeu completamente a vergonha mesmo... é um covarde. Vai tentar transformar a canalhice dele em perseguição ideológica.
Luís em junho 24, 2009 12:17 PM
#29
Está evidente no post aqui não transcreveu a resposta da correspondência pq não havia autorização prévia.
De outro lado, cumpre esclarecer que, pelo que percebi do post, a ação em face do Google tinha o objetivo de produzir determinada prova, no caso os dados da conta titular do blog. Para isso a ação cível é a adequada e mais rápida como preparação para demandas futuras (cíveis ou criminais), até para que não sejam levantadas falsas acusações.
Qto aso blogs citados pelo Gravataí, a explicação do post sobre o conceito de blog anônimo é mais que suficiente.
Agora, seria mais adequado ao invés de dar voltas nas respostas, apenas dizer q não qr se pronunciar pra não ser contradizer em juízo. Fica feio numa pergunta de falso ou verdadeiro responder "muito pelo contrário".
Parabéns pela postura do blog.
Abraços.
Guilhermé em junho 24, 2009 12:26 PM
#30
De qualquer forma, foi dado o lide da história... Talvez num tropeço semântico, o advogado blogueiro nega ter difamado a vítima, mas declara nas entrelinhas, afinal, que fez o que fez: "Por fim: QUAL FOI A DIFAMAÇÃO que fiz a Nassif?", indaga-se.
Neto em junho 24, 2009 12:58 PM
#31
Tenho uma diferença pessoal com o Gravataí, desde o momento em que defendi Nassif nesse imbróglio. A razão dessa diferença? Gravataí ficou inconformado por eu questionar sua isenção (na qualidade de chefe de gabinete, depois assessor da Soninha), justo eu que havia sido colaborador do Imprensa Marrom antes que o blog fosse temporariamente fechado por determinação judicial.
Desde então o Gravataí, ante seu público no IM, primeiro deu indiretas, dizendo-se atacado pelas costas por um ex-colaborador que fugiu do IM por medo do processo (por sinal, proposto por conta de comentário em artigo da lavra de outra colaboradora). Questionei-o se estava se referindo à mim; irônico, negou, disse que não. Por fim, disse que o sujeito em questão era outro ex-colaborador e "tirou da reta". Quando voltei a questioná-lo em comentários a seus artigos (pelo apoio dele e da chefe dele ao Kassab), ele voltou atrás e disse que era eu o ex-colaborador que fugiu do processo. Enfim, destilou um amontoado de mentiras quanto à minha pessoa, bloqueou resposta minha em comentários, e verdadeiramente me chateou, tanto mais por eu tê-lo apoiado em relação à guerra jurídica no qual o IM se enfurnou. Não houve fuga, inclusive eu tendo me disponibilizado para ir olhar o processo no fórum para ele (que estava em Salvador na época).
Que o sujeito tenha se bandeado da centro-esquerda para a direita raivosa reinaldiana e mainardiana (tentando causar comoção com o neologismo "petistofera"), vá lá. Afinal, prezo a liberdade de opinião. Porém, inadmissível que ao ser questionado sobre essa mudança, Gravataí passe para o ataque pessoal eivado em mentiras. Entre outras pérolas de nossa troca de e-mails, Gravataí disse que escondi meu nome ao criar o blog Homem-Baile (basta ver na Internet Wayback Machine: era "Homem-Baile by Ricardo Montero"). Mais: questionou meu conhecimento jurídico (assim como ele, sou advogado), usando distorções e, curiosamente, ele mesmo dando ratas. Enfim, a partir daí eu conheci finalmente o Fernando Gouveia.
Não sei o que há no tal blog apócrifo, mas acho de uma indignidade sem tamanho apontar o dedo para as pessoas e não assinar embaixo. É ato típico dos covardes. Do mesmo modo, não foi atitude das mais transparentes renunciar (ou "ser renunciado") ao cargo de chefe de gabinete e se vitimizar ante os leitores, esquecendo-se porém de mencionar que continuava a ser assessor da Soninha. Ou querer ser um paladino da moral, com uma indignação seletiva voltada apenas contra Lula e o PT - como se demos e tucanos fossem puríssimos... Mas enfim, para algumas pessoas, ética e decência são valores relativos, e não absolutos. Lamento pelo Nassif, mas achei conveniente que esta história tenha vindo a público. Mais que nunca, a blogosfera agora conhece melhor esse Gravataí Merengue.
Ricardo Montero em junho 24, 2009 1:45 PM
#32
Acho engraçado é que o Gravataí agora saiu pela tangente, coisa de adEvogado mesmo: "ah, não acusei de crime algum, pois são fatos discutidos em vara cível" (interpretação minha das palavras dele) :)
Mero jogo de palavras, processual, para quem está querendo mesmo desviar o foco. Este caso, mesmo que não dê nada em qualquer vara, seja cível ou criminal, depõe e muito sobre o caratér do tal Fernando Gôuveia que, como alguém colocou em algum post que li, é um "troll em forma de blogueiro".
Pântano em junho 24, 2009 1:57 PM
#33
Como se não bastassem todas as evidências, o comentário do Merengue é exemplo de emenda tão ruim quanto o soneto. Finalmente caiu a máscara de um blogueiro de aluguel. Afinal, que intenção tem alguém, por conta própria, de difamar anonimamente um jornalista que não é seu inimigo? Obviamente ele não está por conta própria nisso.
sidneig em junho 24, 2009 3:08 PM
#34
Opa, Idelber.
Alguns pontos importantes: é provável, quase certeiro, que haverá procedimento judicial para avaliar se houve, ou não, "difamação".
A ação havida entre Nassif e Google, que foi sim solucionada por meio de acordo judicial (o processo é público e disponível para consulta no site do tribunal de justiça), tramitou em Vara Cível.
Não houve qualquer julgamento nesse sentido. Não há qualquer subsídio, no sentido jurídico, para a assertiva de que tal conteúdo seja "difamatório". Imputa-se, a mim, um crime que não pratiquei.
Depois do julgamento, com sentença absolvitória e definitivamente resolvido que não houve difamação alguma, como fico? Isso, como se sabe, aparece daqui a anos. Durante esse tempo, sou 'a priore', um "difamador"? Não me parece justo.
Porque, de fato, não sou.
O foro adequado julgará o conteúdo do blog e resolverá acerca disso. Mais uma vez, um abraço e obrigado pela oportunidade.
ps - Pergunta não exatamente retórica, mas em busca de coerência argumentativa: num eventual processo contra o Cloaca News, que é um blog anônimo - no ponto de vista que expôs no blog e que coincide como do Dr. Marcelo: você mantém sua posição de apoio ao 'ofendido', não? (e é desnecessário dizer a quantidade de ataques pessoais por ali)
Gravataí Merengue em junho 24, 2009 3:24 PM
#35
Somente não entendi o "ele estava certo.Mais uma vez. Infelizmente."
O cara é um arrivista, recebe para isto. Não tem ideologia inserida.
Paulo Kautscher em junho 24, 2009 3:29 PM
#36
Evidentemente não vou me lembrar de TUDO o que havia no tal blog, mas eu lembro que havia documentos do acordo BNDES/LN e comentários de alguém com conhecimento jurídico, abordando aspectos técnicos/legais da transação e dando a entender que, se o acordo era legal, era também imoral e incompatível com a prática do BNDES em casos semelhantes. Enfim, era uma análise da transação (ainda que recheada de ironias, bem ao estilo do Gravataí), não difamação. Não me lembro de haver nesse blog uma associação direta entre a celebração do acordo e um alinhamento do LN ao governo. Lembro de uns comentários bem "peludos" - se é que me entendem -. Como o blogueiro é responsável também pelos comentários, aí rolou, sim, difamação, injúria e até calúnia.
AGORA, não sei se o PDF foi gerado a partir de UM OUTRO BLOG da época (acho que era algo como muisnallif.blogspot.com), que chupou o conteúdo do bndesnassif.blogspot.com, contava a história do empréstimo e fazia várias ilações e insultos ao LN. Esse sim, era bem cabuloso. Mas o texto era mais parecido com o do RA do que com o do GM. Tinha uns preciosismos linguísticos e uns apostos (gramaticais, não da Janaína Leite...) bem parecidos com os que o RA usa.
Vinicius Duarte em junho 24, 2009 3:55 PM
#37
Entre os dois, fico com o Luis Nassif, que até agora tem se pautado com correção. E olha que ele comprou foi briga...
Pedro Migão em junho 24, 2009 3:58 PM
#38
Engraçado isso. Na época eu li os posts no blog bndesnassif.blogspot.com e não vi difamação nenhuma lá, somente conjecturas e ilações a partir dos dados disponíveis. Aliás, se for assim, pelo mesmo critério, o Nassif também cometeu difamação contra o Gravataí Merengue, pois na época do post dele defendendo a Janaína, a primeira coisa que o Nassif fez foi chamá-lo de "cooptado" e mencionar que ele fazia parte do esquema Dantas-Veja.
Adhemar Santos em junho 24, 2009 4:14 PM
#39
Próxima liberação de comentários às 18:30 de Brasília. A quem interessar possa, confirmo que nenhum comentário ficou retido.
Um abraço a todos aqui de Dourados, Mato Grosso do Sul, onde o blogueiro espera poder tirar um cochilo antes de abrir um congresso internacional de literatura, às 19 h.
Porra, como a carne daqui é boa!
Idelber em junho 24, 2009 5:03 PM
Gabriel Sitônio em junho 24, 2009 5:03 PM
#41
Esse Gravataí virou um "papagaio de pirata" do Diogo Mainardi e do Reinaldo Azevedo. Pelas companhias dele já dá para fazer um julgamento dos interesses que o norteiam.
Agora foi desmascarado, como estão sendo esses outros, dia após dia.
Aline em junho 24, 2009 5:07 PM
#42
O Nassif entende que o conteúdo do tal blog é difamatório, portanto faz bem em não divulgá-lo. O Gravataí entende que o conteúdo do tal blog é um serviço de utilidade pública. O Gravataí tem, pelo menos, dois blogs. Então que divulgue logo suas acusações ou diga que errou e peça desculpas. Fazer uma acusação, escondê-la e depois se fazer de vítima por ser acusado de difamador? Isso é coisa de moleque.
André em junho 24, 2009 5:36 PM
#43
Gabriel, a Soninha tinha coluna na Vida Simples há muito tempo, esse fato não tem nada a ver com essa história. Sei porque conheço a revista há bastante tempo. Se ela tem algo a ver com a baixaria do blog anônimo ou o empenho do Gravata nesse caso em especial não posso dizer, mas afirmar o contrário tb não acho justo.
Renata em junho 24, 2009 5:42 PM
#44
Idelber, me tira uma dúvida:
se o tal site não era anônimo (sem assinatura da pessoa que escreveu) e sim pseudônimo (a pessoa que escreveu usava um nome diferente do da identidade, mas facilmente reconhecível), por que o Nassif pediu ao Google que identificasse o dono do blog? Afinal, o blog era anônimo ou pseudônimo? Se no blog que acusava o Nassif de ganhar "algum" para falar bem do Lula tivesse lá escondidinho, em letras miúdas, no § 1786 do art. 345, alínea 876 do anexo 965 que o autor era o Gravataí, não precisaria entrar na justiça para saber quem afinal escrevia o dito cujo. Ou não?
E por que diabos as pessoas acham que o Nassif não deveria entrar na justiça e sim se explicar? Não existe mais presunção de inocência no Brasil?
Quem acusa é quem deve provar.
Porque, pelo que li (e posso estar errada, afinal interpretação de texto é subjetiva)o Gravataí primeiro negou que tivesse feito o blog, depois disse que tinha sido ele "com muito orgulho" sem anonimato, por favor, e pouco gelo. Ou é um ou é outro. Essa de "o cachorro comeu o meu blog" me soa desculpa esfarrapada. E dizer que o Nassif reproduz "denúncias" de fontes anônimas (e consequentemente não confiáveis), bem, eu leio da seguinte forma: se ele fez eu também posso fazer. Mas, como disse antes, posso estar errada.
Aline A. em junho 24, 2009 5:46 PM
#45
Caro Idelber: uma ressalva: "Gravataí Merengue" era um anônimo sim, até ser descoberto pelo Rovai. Bom, pelo menos na época em que ele difamava os blogueiros periféricos não existia foto nem nome do seu perfil verdadeiro.
Ex-espinafrado em junho 24, 2009 5:49 PM
#46
No Imprensa Marrom acusam o Nassif de ter se vendido ao governo Lula, a prova seria o fato do Nassif defender o governo. Hoje mesmo o Nassif fez um post criticando a falta de projeto do governo fazendo um comparativo com a China. Fiquei imaginando como essas pessoas podem afirmar que o Nassif não critica o governo Lula. Aí me dei conta, esse pessoal nunca viu no blog do Nassif termos como apedeuta, petralha, cachaceiro, esquerdopata, etc. Confundem crítica com xingamento.
André em junho 24, 2009 6:00 PM
#47
Gabriel, a Soninha é colunista da tal revista desde dois mil e pouco, bem antes da publicação do tal perfil na Veja. Olha que chato: essa coluna dela na Vida Simples que você linkou é de agosto de 2007. O perfil dela saiu na Veja em março de 2008. Vai um calendário aí?
Aliás, essa tal difamação que o Nassif diz sofrer, ele também pratica. Contra a Soninha. "Foi um crime, a serviço de um acordo político com a Veja. E com total aprovação de sua chefe, a Soninha.". Aqui a acusou de cúmplice de um crime (cadê a ação penal?). "Ela [Soninha] era alvo de ataques constantes do blogueiro da Veja e ate me ajudou no caso Coc. Logo depois do seu assessor começar a me atacar, foi capa da Vejinha, lançando sua candidatura a prefeita.". Insinuação desabonadora, do tipo que o autor alega ter sofrido.
Casa de ferreiro...
Srta.T em junho 24, 2009 6:41 PM
#48
Idelber, alguns esclarecimentos acerca dos comentários postados. Eles são necessários, você vai compreender.
Sobre os do Sr. Luis Nassif, toda a parte do BNDES não deixarei para sua caixa de comentários, é um tema que compete ao meu blog etc. Fico com o centro de seu post e deste assunto. Ele falou:
"...ele mente várias vezes, ao afirmar, por exemplo, que foi feito um acordo com o Google para não ter processo. O Google não é parte nesse processo..."
Desculpe, mas o Google É parte no processo - que, repito, tramitou em Vara Cível. Abaixo, as provas não apenas disso, como a de que também houve acordo judicial:
http://farm3.static.flickr.com/2461/3657442945_675090fe39_o.jpg
http://www.flickr.com/photos/gravataimerengue/3658235196/sizes/o/
Note que o acordo judicial entre as partes (sim, o Google é parte) saiu praticamente um mês após a juntada do Mandado (sem juridiquês: um mês após iniciado o que seria o 'processo').
Enfim: a) o Google foi parte no processo; b) Houve acordo. Eu menti?
E reitero: não houve condenação alguma, não sou "caluniador". Fui condenado aqui, infelizmente, sem qualquer sentença judicial.
Mas ainda assim agradeço pelo espaço cedido para que possa me explicar. Agora, por exemplo, foi ótimo esclarecer esses pontos e provar que não estou mentindo.
Quanto ao Gabriel Sitônio, que embarcou no que foi espalhado via Twitter, é só checar as datas. O link para a revista "Vida Simples" é de 2007.
Vejam:
http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/056/caminhos/conteudo_256696.shtml
As denúncias do blog do BNDES foram postadas em 2008. Então publica-se algo em 2008 e a Soninha começa a escrever numa revista anos e anos ANTES do publicado? (se não me engano, ela escrevia lá desde 2004, 2005).
Não tenho tempo nem condições de revidar cada xingamento etc. Enfim, faz parte desse tipo de batalha. Mas agradeço de novo a oportunidade de esclarecer ao menos alguns pontos.
Mais uma vez, um abraço.
Gravataí Merengue em junho 24, 2009 6:53 PM
#49
A direita descobriu que Sarney é Sarney, como outrora descobriu que Renan Calheiras era um "tarado".
É cada uma.
Concordo que Sarney seja um mala mas não é intenção da mídia moralizar coisa nenhuma e sim abocanhar grana, colocar Marconi Perillo no lugar de Sarney
Andre em junho 24, 2009 7:04 PM
#50
Idelber: a internet seguramente será o grande celeiro dos escritores de ficção. Aqui existe um acervo imenso onde contistas, novelistas e romancistas se abeberão até o final dos tempos. Imagino se um cérebro como Balzac estiver crescendo por esta época, o quanto teremos de literatura sobre esta sociedade que vivemos. Vejamos este caso Nassif e Merengue. Quantas tramas poderão surgir, quanto do espírito atual se revelará. Especialmente aquele espírito da pós-modernidade paulista, com esgrimas mortais nas letras do mundo da mídia. Assim também se encontrará por volta dos intelectuais da USP, igualmente no Marketing, no mundo da diversão e cultura nem se imagina como. Terminamos a leitura de um post como esse com um argumento pronto para um roteiro: envolvendo um Banco de Fomento, um empresário sem condições financeiras e um trapezista das noites paulistas em busca de formar um grupo sapador. Basta pegar algumas cenas das brigas de torcida na marginal de algum deste rios da cidade e teremos as cenas mais realçadas. Pode ser que alguém tente algo que possa se aproximar do debate político, do debate das idéias, pode ser, mas as cenas de ação parecem mais estimulantes.
José do Vale Pinheiro Feitosa em junho 24, 2009 7:44 PM
#51
Me desculpem, mas não resisto: José do Vale, esse comentário é coisa de gênio. Sensacional. Adoro quando alguém me lança um ângulo que eu não havia visto.
Idelber em junho 24, 2009 7:57 PM
#52
O senhor merengue, gravatá ou gouvea (seja lá o nome que lhe couber) ainda não explicou por que motivos teve de criar uma outra url para expor suas ideias.
Como um assessor de uma política em São Paulo precisa alugar linha telefônica, criar emails no nome da mãe e usar os pais como escudo? Se o tal gravatá merengado é o Gouvêa e se ele já foi desmascarado, por que ele não responde quando indagado? Mais: ele é aluno da USP? Se é, em qual faculdade?
Se é a favor do governador de São Paulo, que o faça sem ataques anônimos e covardes. Um sujeito que se dá ao luxo de passar horas a fio na web para responder, atacar e difamar o outro ou ganha muitíssimo bem e tem a seu serviço várias pessoas para justificar seu tempo livre ou....
Idelber: mais uma vez, obrigada por esclarecer em seu espaço a seus leitores e leitoras.
Abraços de Sampa,
Mari-Jô Zilveti
Mari-Jô Zilveti em junho 24, 2009 8:09 PM
#53
Em boa hora vem esse post. A discussão dos blogs sobre o ato de blogar é benéfica, pois, querendo ou não, o blog é uma mídia ainda em amadurecimento.
Nas primeiras vezes que li o Gravatai, até gostei. Mas foi só continuar lendo um pouco mais pra deixar de gostar. Quando lia o Gravatai, lá pra 2006, lembro que ele fez vários posts sobre a grande imprensa, e é fato que isso traz audiência nos blogs. Eram posts até bem escritos, que refletiam sobre o fato de a mídia criticar nos outros aquilo que ela faz de errado. Por exemplo, a imprensa pressiona a equipe econômica do governo, mas tem péssimo controle sobre suas contas e coisas do tipo.
Acontece que o Gravatai pouco percebe que ele também adorava criticar os erros da grande imprensa mesmo cometendo vários erros que ela comete. Quer um exemplo? Assim como a grande imprensa, Gravatai é muito mal informado. Fala de coisas que não sabe, mas solta toda a carga irônica e até raivosa de coisas que ele não conhece. Assim como a imprensa, ele critica pessoas e ações não porque quer provocar um debate, mas sim porque quer audiência. Reclamar de tudo e de todos dá ibope. E, da forma como ele faz, é muito mais fácil, pois é só chiar contra tudo o que está aí e ver o circo pegar fogo. Não precisa haver uma reflexão sobre o que está sendo discutido, pois na semana que vem já tem outro assunto em pauta.
Na minha humilde visão, fazer blog com mentalidade de grande imprensa é ridículo. Que os blogueiros possam aprender um pouco com toda essa história.
Grande abraço.
Paulo Morais em junho 24, 2009 8:24 PM
#54
A Srta. T está levantando um ponto MUITO importante: muito embora você, Idelber, esteja dando ao Gravataí Merengue a oportunidade de se defender aqui, estão chovendo comentários CONDENANDO-o antecipadamente. Na linguagem do LN, um "assassinato de reputação", pois ninguém fala, objetivamente, quais são os pontos em que ele difamou o LN.
Repiso o que disse anteriormente: que eu me lembre, não havia difamação nenhuma nos posts do finado blog. Havia, sim, opinião negativa (agora sabemos que da lavra do GM) sobre a transação LN/BNDES. Opinião contrária ou parecer divergente do nosso não é crime.
Mas é claro que a polêmica só vai terminar quando o "difamado" (aspas pela dúvida) apontar, item a item, os trechos do tal PDF que ele considerou difamantes. E, evidentemente, tomar as medidas judiciais cabíveis. E, mais evidentemente ainda, quando houver uma sentença transitada em julgado confirmando o crime.
O que se percebe aqui (e, sinceramente, o nível do teu blog não combina com isso) é uma chuva de comentários muito mais baseados nas convicções político/partidárias do GM - que também me desagradam, em sua maioria - do que na análise do "crime" (aspas pela dúvida[2])cometido.
Vinicius Duarte em junho 24, 2009 8:53 PM
#55
Idelber, de novo pedindo desculpas e mais uma vez agradecendo ao espaço. Não o perturbarei quanto a ataques pessoais etc. Apenas respondo aos pontos objetivos:
Diz André: "O Gravataí (...) que divulgue logo suas acusações ou diga que errou"
Respondo: No post do IM, já linkado nesta caixa de comentários, expus o quanto "acusatório" e o subscrevi. Já disseram, aqui mesmo, de outros blogs etc. Não os posso assinar. Haverá todo um processo judicial e, ali, tudo será esclarecido. A parte que cabe ao BNDES está no Imprensa Marrom, de forma sintética. Se puder/quiser, leia lá. Abs.
***
Ex-espinafrado/Carlos Medeiros diz: "Gravataí Merengue era um anônimo sim, até ser descoberto pelo Rovai. Bom, pelo menos na época em que ele difamava os blogueiros periféricos não existia foto nem nome do seu perfil verdadeiro."
Respondo: Nunca fui "anônimo". Nessa época - e, não, nunca "difamei" ninguém - já conhecia Idelber pessoalmente. Os fatos a que se refere CM são de 2007 (conheci Idelber em 2005, pessoalmente, em BH). Desde 2004, p.ex., meu blog já era de conhecimento relativamente notório por conta do processo em razão dos comentários (saiu na imprensa etc.).
***
Mari-Jô diz: "O senhor merengue (...) ainda não explicou por que motivos teve de criar uma outra url para expor suas ideias. Como um assessor de uma política em São Paulo precisa alugar linha telefônica, criar emails no nome da mãe e usar os pais como escudo? Se o tal gravatá merengado é o Gouvêa e se ele já foi desmascarado, por que ele não responde quando indagado? Mais: ele é aluno da USP? Se é, em qual faculdade? Se é a favor do governador de São Paulo, que o faça sem ataques anônimos e covardes. Um sujeito que se dá ao luxo de passar horas a fio na web para responder, atacar e difamar o outro ou ganha muitíssimo bem e tem a seu serviço várias pessoas para justificar seu tempo livre ou...."
Respondo: O comentário veio incompleto, não saiu a parte depois das reticências, Mari-Jô. Quanto tudo o que você efetivamente escreveu, vamos lá.
Nâo aluguei telefone, trata-se de uma conexão a cabo que tenho em casa. E não a aluguei também especificamente para nada. Eu a tenho. E não me escondi atrás de ninguém. Depois de meu divórcio, enquanto junto dinheiro para comprar meu imóvel, voltei a morar com a família (pois é, tempos difíceis, e Idelber conheceu minha ex-esposa). Taí, inclusive, uma prova de que não ganho bem.
Quanto à USP (e confesso que não entendi o vínculo com o assunto), já fui aluno: FFLCH. Comecei a fazer Letras, em 1996, mas parei porque não dava conta de duas Faculdades, de modo que passei a cursar apenas Direito.
No mais, definitivamente não entendo a parte do Governador de São Paulo.
Ademais, você fala em "ataques anônimos e covardes". Reitero: não houve isso. Sempre escrevi textos embasados, documentados e com pseudônimo. Já a vi, Mari-Jô, comentando entusiasmada posts do "Cloaca News", um blog que não tem assinatura propriamente dita, mas apenas a repetição da própria denominação blogal como 'assinatura'.
Ali, você não achou ruim que houvesse anonimato ou covardia. E, honestamente, não a reprimo. Para seu juízo - não que eu concorde ou discorde, mas sigo na análise -, o conteúdo está em primeiro plano, e você o aplaudiu.
Pois bem: quando escrevi, e SEM anonimato, também pus o conteúdo em primeiro lugar. Nunca fiz ataque pessoal, íntimo ou privado. Nunca.
E a justiça decidirá quanto a esse pormenor.
***
Mais uma vez, uma braço ao Idelber pela chance de explicar esses pontos.
Gravataí Merengue em junho 24, 2009 8:55 PM
#56
É um processo, o pdf que o Idelber teve acesso deve ser cópia autenticada do que estava na rede, coisa para quem é do ramo fácil de se fazer. Parece óbvio para quem quiser ver, que se não era conhecida a identificação do autor do blog é impossível se processar o autor, se intimou o google e este por não ter nada com isso entregou os dados. Em miúdos: o que os representantes do google fizeram foi não esperar descobrir se era difamatório ou não. Queria o anônimo que o google não fizesse acordo e respondesse o processo por ele?
Então segue sempre o casuísmo do dito cujo, se o Idelber publicasse o que ele reclama que não foi publicado, ele reclamaria dizendo que era sigilosa a resposta, nestes casos, como já foi citado, existe este espaço de comentários não censurado para que sejamos brindados com a tal resposta do email, até agora nada.
Roberto em junho 24, 2009 9:16 PM
#57
Olha... está esquisita essa história. Mas eu acho estranho este espaço ter uma tradição de defender blogueiros e agora jogar o Gravataí na fogueira. Me parece linchamento. Quem garante que o cara é difamador? O Nassif? Ele que se defenda no blog e pare com isso de processar. Ridículo e covarde.
O Gravataí publica anonimamente quanto quiser e não precisa dar explicação. O Cloaca é tão anônimo quanto. No momento até mais, porque o Gravataí teve seu nome revelado aqui. O Hermenauta é "um cara que trabalha em Brasília". Que cara? É anônimo, oras. E tem todo o direito de ser.
Só que o Cloaca pode porque mete o pau no PSDB. Aí justifica não revelando seu nome, mas dizendo que só publica coisas provadas. C'mon... pra cima de moi? Provas ou não provas, denúncias ou difamação geralmente são mais complexas do que apresentar atestado de idoneidade.
Mas parece que a ideologia contaminou tudo. Já tem uns querendo fazer a conexão Gravataí-Soninha-Serra. Tosco de dar pena. Já o Cloaca é liberdade de expressão.
Perigoso esse caminho. Me parece atirar no próprio pé da essência do pensamento na blogosfera, tão arduamente defendida aqui mesmo nesse blog. Mas na primeira oportunidade vai a "ficha corrida" de um blogueiro. Falta de coerência total. Aposto o que for que os que processam blogueiros também se sentem difamados e tem suas "nobres" razões, com o mesmo grau de coerência.
Faço um apelo: vamos maneirar que não é por aí. Não conheço o Gravataí nem fui contratado por ele - li muito pouco aliás - mas essa guerrinha ideológica e caça Às bruxas só pode terminar bem mal.
Flávio de Carvalho Boggi em junho 24, 2009 9:20 PM
#58
Realmente dei uma bola fora, a Soninha já era colunista da Vida Simples da editora Abril antes do "acordo", segundo Nassif. Recebi via twitter e por vacilo não chequei datas.
Curioso com todo esse reboliço fui "fuçar" o site da Soninha - www.soninha.com.br - não dá pra identificar se o site é atual e atualizado pois tem uma charge da Soninha com uma estrela alá PT, mas também tem uma discrição no rodapé - Subprefeitura Lapa - então deve ser atualizado.
O Gravataí é destaque no site, tem até coluna, meio desatualizada, mas tem.
O interessante que Soninha designou o Gravataí pra desmentir que ela estaria indo para o PPS. Show de esquiva, lembra muito os reboliços atuais para desmentir e depois confirmar ser o "anônimo" do blog. O cara tem criatividade. Não é a toa que é advogado.
Um trecho: "Tudo começou com uma suposta declaração de um "vereador com trânsito pela câmara paulistana". Daí pra frente, um veículo foi pegando a nota do outro. Quando se viu, parecia 'verdade'. Mas não era, claro."
Completo: http://www.soninha.com.br/pivot/entry.php?id=1232
Gabriel Sitônio em junho 24, 2009 9:22 PM
#59
Olha, me desculpem, mas para qualquer um que trabalhe, SIM, manter anonimato na internet é plenamente justificável. Opiniões sobre um assunto, mesmo que não sejam difamatórias nem ilegais podem custar um emprego. (Exemplo, alguém que fala da questão da Palestina como o Idelber e vai procurar emprego num colégio judaico).
E por mais que eu defenda que o Fernando deveria ter deixado *bem* mais claro que trabalhava dentro da política, bem ele mantém blogs pessoais há anos e várias pessoas aqui(Inclusive eu e o Idelber) o conhecem pessoalmente. Então não há anonimato.
Andre Kenji em junho 24, 2009 9:52 PM
#60
Pela parte que nos toca, temos a dizer que: 1) somos "anônimos" em termos. Sabemos que qualquer um que queira nos "processar" poderá, facilmente, nos identificar, se a Justiça achar que for o caso; 2)nunca publicamos qualquer coisa que possa ser qualificada como calúnia; 3) nem toda difamação é criminosa. Temos o direito constitucional de achar que fulano ou beltrano é um calhorda ou um imbecil. Trata-se de um juízo de valor. Se algum de nossos já tradicionais difamados nos mover uma ação, teremos o maior prazer de demonstrar, nas barras de um tribunal, o nosso ponto de vista. Se, por acaso, perdermos as ação, publicaremos uma retratação: fulano não é um imbecil; 4)nosso blog raramente faz "acusações". Fazemos, na maioria das vezes, revelações ou descobertas, e SEMPRE apontando para as fontes comprobatórias. Foi assim com Renata Malkes, com Heraldo Pereira, com Paulo Renato Souza...; e, finalmente, 5) já que o tal Gravatai Merengue nos arrastou para esse barraco, azar o dele: o marronzinho arrumou mais uma sarna pra se coçar.
Cloaca News em junho 24, 2009 10:03 PM
#61
Pessoal,
Pra começar (antes que me acusem de anonimato), me permitam mostrar minhas credenciais: escrevi no Imprensa Marrom em 2003 e desde então me tornei amigo do Gravata.
Não vou entrar no mérito da questão pois, pelos fatos acima, serei inevitavelmente parcial.
Só peço uma coisa a todos: vamos evitar o linchamento, ok?
Vamos evitar que tanto desavenças pessoais quanto diferenças de opinião levem a generalizações e precipitações.
Discutam, debatam, opinem sobre a situação. Analisem os erros que alguém possa ter cometido. Mas não transformem essa caixa de comentário num tribunal de inquisição.
Estou exagerando? Releiam alguns dos comentários acima e façam uma análise de consciência.
Abraços Idelber,
Drex em junho 24, 2009 10:08 PM
#62
Leio o blog de Gravataí e de Nassif. Sou de esquerda. Politicamente, simpatizo com Nassif, mas leio atentamente as polêmicas de Gravataí. Muitas de suas críticas são perfeitamente justificáveis. Se é um trânsfuga da esquerda, não importa muito, aqui, nessa discussão. O transfúgio e o ressentimento têm uma afinidade eletiva (vide Tio Rei, Olavo Carvalho...), mas o que importa é a mensagem e não o mensageiro. E não considero Gravataí propriamente um ressentido contra a esquerda, em particular os petistas -- ele parece ser um polemista, e gosta de uma provocação. Exemplo: num post, definiu o petismo como uma forma de religião. Pra quem não é petista, soou engraçado, embora seja equivocado. Mas seu blog é democrático, liberando os comentários e encarando de frente as críticas às suas posições.
Nassif é um cachorro grande da mídia brasileira que tem uma predileção em judiciar seus confrontos, embora eu possa até concordar que, contra a Veja, não há outra saída; mas, contra Gravataí? Nassif diz que Gravataí faz parte de uma articulação contra sua pessoa que envolveria ainda Soninha e a Veja. Acho fraca essa argumentação. É conspirativa demais e muito auto-referente.
Acompanhei a querela entre Nassif e Janaína Leite. Não simpatizo com as posições políticas da jornalista, mas acredito que Janaína saiu-se bem na sua defesa. Não fiquei convencido de que Janaína fosse capacho de Daniel Dantas.
Acompanhei a querela sobre a relação entre Nassif e o BNDES. O assunto é complexo, mas, até hoje, as explicações de Nassif não me convenceram. De todo modo, as suspeitas de Gravataí e Janaína são fortes: o BNDES teria favorecido Nassif. Visitei várias vezes o tal blog anônimo, pensando até que fosse de Janaína que, naquela época, salvo engano, centrava a discussão nas relações entre Nassif e o BNDES. Não li todo o blog, mas li alguns textos. Não eram pesados, tinham até uma linguagem técnica e visavam, explicitamente, mostrar que o BNDES tinha favorecido Nassif. Os argumentos não me convenceram; por isso, nessa questão, fico em cima do muro. Contudo, os textos que li não eram difamatórios, embora fossem contundentes. Mas Idelber disse que o conteúdo do pdf era difamatório... Aguardarei mais informações, então.
Posso até concordar que a atitude de Gravataí não foi a melhor, sendo até covarde, no dizer de Leandro Fortes, mas compreendo sua estratégia: denunciar um grande da mídia e um poderoso banco público é uma tarefa difícil, podendo exigir o anonimato. Compreendo, mas não concordo com essa postura (criticada corretamente por vários comentaristas). Afora esse problema ético, existem duas questões que merecem esclarecimento: o conteúdo do tal blog anônimo é, de fato, difamatório? (as partes que eu li não eram; o pdf é, sim, segundo Idelber); os argumentos do tal blog anônimo contra Nassif são pertinentes?
Enfim, um problema me incomoda: há muita agressividade contra Gravataí. Não há como chamá-lo de difamador sem a leitura do pdf e de outros desdobramentos do caso. Ele está sendo incinerado moralmente, aqui. Para utilizar o jargão de Nassif, há o perigo de assassinarem sua reputação. O post do Cloaca News, por exemplo, foi muito sectário -- sinceramente, não acho que precisasse de tanta violência retórica. Sigamos, pelo menos, o cuidado de Idelber.
Mas... e se o cabra for mesmo um difamador? Ora, qual é a importância política disso? No máximo, servirá para uma estória literária, como disse José do Vale.
Perrusi em junho 24, 2009 11:09 PM
#63
há alguns anos, o blog do gravatai era bem interessante. não havia partidarismo. mereceu, apanhava (fosse petista ou tucano). eu era um leitor diário e comentava frequentemente os posts. acompanhei de perto o nascimento da briga com nassif (defendi, inclusive, o gravatai nos blogs do nassif, rovai e oleo do diabo).
mas o rapaz perdeu o rumo. começou a adotar uma postura xiita e partidarizada (uma imitação do RA, o que me levou a abandonar o blog).
caso sejam verdadeiras as informações referidas, é de se estranhar apenas a tentativa frustrada de anonimato, já que essa ladainha do bndes já era repetida no próprio blog "imprensa marrom".
lamentável...
boto - ssa em junho 24, 2009 11:41 PM
#64
Tem certas pessoas que tem a vida como comprovante de honra e caráter. É o caso de Nassif. Outros, passam a vida como "assessor" das soninhas da vida. É o caso desse serrista de ocasião. Entre os dois, não precisa pensar muito. Nassif sempre.
Armando do Prado em junho 25, 2009 12:01 AM
#65
Pôxa Idelber,nada do que o Gravataí e seus apoiadores escrevem faz sentido honesto. O cara criou uma URL na casa do pai,escondeu até a hora que não deu mais,fêz ilações e deixou passar comentários insultuosos de anônimos,inverteu culpas. Enquanto isso o Nassif escreve com seu nome e quando acusa,acusa botando o nome dêle na frente. Se alguns aqui não vêem a diferença,não sei que tipo de educação que receberam. Êsse cara e seus associados primeiro produziram difamação e agora produzem fumaça,só que ela está muito ralinha e todos estão vendo. Gravataí e sua chefe neokassabiana,receberão a respota nas urnas. Quanto a justiça,não tô nem aí,ela vive liberando picaretas,um a mais ou a menos...Abraço,Sérgio.
Sérgio Troncoso em junho 25, 2009 12:40 AM
#66
O José do Vale tem mesmo razão, essa coisa da blogosfera é mesmo fascinante.
Hugo Albuquerque em junho 25, 2009 12:59 AM
#67
Idelber,
Seu blog sempre é um alento nesta internet cheia de personagens ignorantes e cheios de má-fé. Aqui encontra-se discussão da boa. Pautada sob critérios de coerência e de civilidade. Podemos não concordar com suas opiniões (como acontece comigo várias vezes). Mas ninguém pode acusar-te de não ser um debatedor honesto.
Feita esta disgressão entro agora no assunto em pauta: Avaliar se o certo neste imbroglio é o Nassif ou o Gravataí faz tanto sentido como discutir qual é o mais democrático: Ahmadinejad ou Mousavi. Ambos, falando agora dos Brasileiros, distorcem as informações. Ambos se valem da confusão para tentar valer a sua opinião. O que o Gravataí Merengue faz agora ao tentar justificar a sua participação no blog anônimo é o mesmo que o Nassif fez na época ao tentar justificar as suas operações com o BNDES. O próprio dossiê Veja, que tinha um objetivo nobre e louvável, teve sua eficácia diminuida devida as manipulações grosseiras de informação.
Nesta estória um dos dois pode estar certo. Ou é mais provável que ambos estejam errados. Mas eu tenho uma certeza, que vale é lógico apenas para mim: Os dois são os melhores exemplos de que a manipulação das informações e a má-fé não é prerrogativa da grande mídia. Também "blogueiros independentes" e "jornalistas de serviço" se prestam ao papel de "assassinos de reputação" de acordo com o interesse pessoal ou de seus patrocinadores.
Gustavo Tavares em junho 25, 2009 1:10 AM
#68
Como assim, gente.
Na internet (janaina leite, RA, Diogo Mainardi e um tanto de seguidor deles) afirmam claramente que o Nassif foi coprado peo BNDES para atacar os opositores e defender governo. Existem vários posts do RA falando assim do Nassif, que ele vende sua consciência pr governo. Eu salvei com printscreen tenho qe procurar depois post da Janaina Leite falndo que o BNDES deu R$ 1,9 milhão. Ela fez até o cálculo que quanto dava por Mes. Tudo isso tem essa estóri do BNDES. E tem gente que relativiza e diz que o Nassif está fazendo assassinaato de reputação do Gravata. Fala sério. Ele fez diversas insinuações sobre o caso da renegociação do BNDES. E vem com a desculpa esfarrapda de só esou mostrando o que é fato público. Há uma acusação fortissima contra o NAssif. Para que se martelar com isso, se não é uma insinuação?
Bruno em junho 25, 2009 4:28 AM
#69
Quando o comentário começa com: "sou de esquerda..." pode contar que logo em seguida o dito cidadão de esquerda dá um convergida para a direita que não deixa nenhuma dúvida na aderência dos pneus.
Cabe lembrar que Nassif não sabia que ia processar o sujeito, pq não sabia quem era o autor, agora basta ao processado que apresente as provas de que o que era dito no blog era verdade que ele pode ficar tranquilo, nada mais democrático.
Fato é que o pdf contém o que estava no blog, com toda certeza autenticado, o autor do blog deveria ter mantido o conteúdo intacto por lá, assim não teriamos agora que ficar discutindo se o que lá era dito difamava ou não, aliás: se não difamava pq sumiu?
Roberto em junho 25, 2009 4:33 AM
#70
Gustavo,
Leia as acusações gravissimas que foram feitas ao Nassif, se ele está errado em chama-los de difamadores? Podem até ser que as acusações sejam verdadeiras, mas se forem porque a Veja não fez uma denúncia de compra de jornalistas pelo BNDES? Essa acusação que el fizeram ao Nassif, verdadeira, é tão ou mais grave que o Mensalão.
Muitos ainda não sabem doque falaram do Nassif (é difamção da grossa). Pode até ser vadeira, mas que provem.
http://arrastao.apostos.com/nassif_bndes/
Nota-se que as acusações de que o Nassif foi comprado pelo BNDES pra falar bem do governo estão misturadas com o link da ex-página anonima do Gravatai. Olha o que se falavado Nassif ( o link está cima para quem quiser conferir:
NASSIF e o BNDES
" Luís Nassif, outrora jornalista conhecido, é hoje muuuuuuuito mais empresário que repórter.
Primeiro, a pergunta: se você tivesse uma dívida de R$ 1,9 milhão PERDOADA por um banco estatal, você gostaria do governo?
Eu gostaria. Luís Nassif, que recebeu esse benefício, também. Mais especificamente R$ 1.901.297,34, conforme decidiu a diretoria do BNDES no dia 23 de outubro de 2007."
NASSIF e o BNDES II
"Para juntar R$ R$ 1.901.297,34 eu teria de trabalhar 272 meses na Folha de S.Paulo. Ou seja, o BNDES fez uma cortesia com dinheiro público a Luís Nassif e sua mulher, Renata Sanches Pagliarussi Nassif, ao dispensar parte do pagamento da dívida total que a Dinheiro Vivo, da qual ambos são donos e avalistas, tem com o banco. Isso é o equivalente a 23 anos do meu trabalho. E do seu?
Se eu levar em conta o valor total da dívida de ambos, com débitos de R$ 4.284.736,19, seriam necessários 612 meses de suor. Uns 51 anos, praticamente bodas de ouro com o meu trabalho. E com o seu?
A relação seria menos pior se, em vez de pegar o dinheiro, eu tivesse de devolvê-lo aos cofres públicos. Conforme a última renegociação do contrato de Luís Nassif, aprovada pela diretoria do BNDES de Luciano Coutinho em 23 de outubro do ano passado, o valor mensal da parcela repassada pela agência Dinheiro Vivo ao banco é de R$ 23 mil mensais, pelo menos até fevereiro do ano que vem. Isso, para mim, é baba. Só levaria três meses do meu salário integral de repórter na Folha. E do seu?
Desconfio, entretanto, que isso não incomoda o Nassif. Ele tem crédito com o atual governo (não sei se com os bancos privados também). Prova é que o BNDES já tinha renegociado sua dívida uma vez, durante o primeiro mandato do presidente Lula. Naquela época, Carlos Lessa e Darc Costa eram os homens fortes do banco. (...)"
E o mais interessante:
"A diferença é que a maioria deles não escreve defendendo o governo e atacando quem lhe der na telha, desde que isso agrade aos amigos que estão no poder. Mas isso é outra história. "
São acusações gravíssimas. O Nassif está atacando a Veja, etc. porque teve sua dívida perdoada pelo BNDES. O engaçado dessa estória é que ele acusam o BNDES de em 1997 não te exigido colateral. Mas, isso não é governo Lula.
Bruno em junho 25, 2009 5:08 AM
#71
Para quem acompanhou os ataques do Nassif e a defesa que Gravataí Merengue fez das matérias da jornalista Janaína Leite, reproduzo abaixo resposta que recebi do ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins e Silva, no final de 2008. A autoria da mensagem é atribuída à Direção de Redação da Folha de São Paulo.
Em dezembro do ano passado, a juíza Márcia Cunha de Carvalho conseguiu condenar, em primeiro grau, o Opportunity a indenizá-la pelos ataques que haviam sido forjados contra ela. Eu provoquei o ombudsman quando a decisão saiu, porque a Folha nunca (até hoje) publicou um "erramos" nesse caso.
Os ataques do Opportunity contra a juíza encontraram espaço nas páginas do jornal. A jornalista Janaína Leite pode ter errado - e não estar a soldo do Opportunity. Eu não a conheço. Fato é que nunca admitiu o erro. Janaína Leite assina no jornal uma informação reputada como falsa, mas que foi tratada pelo Gravataí Merengue como fato novo e "informação pública oriunda da Justiça fluminense".
Bem, eis a íntegra da resposta que recebi[colchetes meus]. Não pedi autorização prévia a ninguém para reproduzi-la, mas não vejo nenhum problema em fazê-lo.
"O grupo Opportunity questionou a imparcialidade da juíza Márcia Cunha para julgar o processo que o envolvia. Segundo a assessoria do TJ, o Conselho de Magistratura examinou o recurso do banco e se declarou incompetente para examinar o caso, encaminhado-o para o Órgão Especial - foro adequado para analisar questões disciplinares e administrativas. No órgão especial, a ação foi arquivada. O problema da reportagem questionada [de Janaína Leite, em 07/10/2005] é afirmar, em off, que o Conselho de Magistratura havia encontrado indícios de que a juíza não havia escrito a sentença questionada e por isso encaminhou a ação ao Órgão Especial. Não há nada no processo legal que sustente tal afirmação. O Conselho se julgou incompetente e encaminhou o questionamento para o órgão competente, o que não significa que tenha aceitado a tese da parte queixosa. O órgão competente arquivou a ação. A reportagem sustentou uma informação em off, que se mostrou incorreta. O jornal tem feitos esforços para que seus jornalistas usem informações anônimas com parcimônia, sempre ouvindo ao menos três fontes diferentes, como prega o Manual da Redação."
Fábio Carvalho em junho 25, 2009 5:29 AM
#72
O cara fala fala fala mas não responde: o blog era seu ou não era?
Se era seu mesmo:
Por que fez um blog só para o caso nassif/bndes se já tinha um blog de sucesso, onde teria mais visibilidade para as denúncias?
aiaiai em junho 25, 2009 7:14 AM
#73
E aí, Idelber? Não vai falar nada?
Roberto #69: O blog "sumiu" porque o "difamado" (aspas pela dúvida[3]) solicitou judicialmente que fosse removido. Ou não?
Bruno #68: Se alguém "insinua" algo sobre nós, fazemos assim: ou refutamos as insinuações com novas informações, e deixamos que as pessoas façam o juízo que entenderem correto, ou processamos as pessoas que insinuaram, fazendo com que provem o que disseram. À época, LN fez um post dando suas explicações sobre seu acordo com o BNDES. Se te convenceram, ótimo. Para mim, faltaram MUITOS pontos a serem esclarecidos. Digo até que, se eu fosse negociador do banco (e eu já fui, não do BNDES), jamais faria um acordo daqueles. E aí, sou um "difamador" também?
Armando #64: é a síntese de muitos comentários por aqui: sentença passada, Nassif sempre!
Só que eu, portador de "desconfiança mórbida", nunca assino embaixo de nenhum ato feito por terceiros sem que eu conheça todos os detalhes. "Fé cega, faca amolada". Se querem demonizar o GM e beatificar o LN, ótimo. Pra mim, nesse altar não tem nenhum santo.
Vinicius Duarte em junho 25, 2009 9:43 AM
#74
Vinicius, no meu blog eu falo quando quero e tenho algo a dizer, não quando algum leitor decide que devo.
O que tenho a dizer sobre o caso está dito no post. Se você acha que isso é "nada", recomendo releitura.
Idelber em junho 25, 2009 9:54 AM
#75
Eu não vejo justificativa para o processo. E não é apenas pela minha posição extrema como libertário civil: isso, contra gente comum, é uma forma de intimidação barata.
Andre Kenji em junho 25, 2009 9:56 AM
#76
Concordo com o Andre Kenji. O que o LN está fazendo é uma forma de intimidação barata. Todas os métodos de insinuações e/ou ilações na tal página anônima já foram usados pelo próprio LN para "concluir" algo em relação ao Diogo Mainardi, Janaína Leite e ao próprio Gravataí Merengue.
Adhemar Santos em junho 25, 2009 10:06 AM
#77
Nossa... não era minha intenção "decidir" nada. É que você costuma inserir "comentários sobre os comentários" nos posts, e neste não está rolando.
Desculpe se deixei transparecer alguma cobrança.
Vinicius Duarte em junho 25, 2009 10:23 AM
#78
Me parece que estão fazendo muita marola por algo perfeitamente comum em transações financeiras. Como gerente de Banco que fui, entendo que este contrato do Nassif com o BNDES foi renegociado em termos absolutamente comuns entre banco e pessoa juridica, e é normal o repactuamento e alongamento de prazos quando existe dificuldades de pagamento de contrato. Para qualquer banco é muito melhor isto do que lançar a divida na coluna de prejuizo. Agora, é bom que se diga, em todos os repactuamentos, mesmo com alongamentos de prazos, retirada de multa, juros etc, etc, não há nenhuma perda para a instituição financeira, independente se é publica ou privada.
Pela data 1997 isto foi antes do governo Lula, portanto Fernando Henrique.
Quanto as ilações do Sr. Gravataí Merengue contra o Nassif é bom lembrar que ele (Gravataí)criou uma URL na casa do pai,escondeu até a hora que não deu mais,fêz ilações e deixou passar comentários insultuosos de anônimos,inverteu culpas. Diferentemente, o Nassif escreve com seu nome e quando acusa,acusa botando o nome dêle na frente. Se alguns aqui não vêem esta diferença,não sei mais o que entender.
Raimundo Costa em junho 25, 2009 10:33 AM
#79
Drex,
Concordo que está havendo um certo linchameto contra o Gravataí. Mas não muito diferente do que o Imprensa Marrom faz com o PT ou fez com o Te Dou Um Dado. Portanto, não cabe indignação.
Perrusi,
Também lia o Imprensa Marrom, o vitimismo do Gravataí sempre me incomodou, mas quando o blog virou uma briga de comadres com o PT eu cansei.
Você concorda com o Mainardi que jornalista não processa jornalista? Eu não, ainda mais vindo de quem está no topo da cadeia alimentar. O Nassif tira seu sustento da imagem pública que ele tem, acho natural que a defenda por todos os meios legais.
Quanto à denúncia do Gravataí/Janaína/Mainardi/Reinaldo (pois todos eles usaram o mesmo fato para atacar o Nassif) eu não compro a versão deles porque cabe ao acusador provar a acusação e, apesar das promessas do Gravataí, as provas que ele alegava ter não aparecem. Além disso, eu acredito que se houvesse um mínimo de embasamento para essa acusação, a Veja impressa, que não prima por ter muito escrúpulos, já teria feito um carnaval em cima dessa questão. Dentre os quatro acusadores o Gravataí sempre foi o mais técnico e cuidadoso, mas no Imprensa Marrom, pois o blog apócrifo eu não li. Porém, a difamação surge justamente do modus operandi da denúncia: faz-se uma denúncia grave e martela-se que vai apresentar as provas até que as provas não sejam mais necessárias pois a culpa já ficou estabelecida.
Não ficou convencido de que Janaína fosse capacho de Daniel Dantas? Releia a "reportagem" que ele fez com a juíza Márcia Cunha.
O conteúdo do tal blog anônimo é difamatório? Concorda que o Nassif não pode divulgar o conteúdo do blog porque ele estaria contribuindo para a própria difamação? Quem poderia liberar o conteúdo é o autor. Mas nem os posts antigos do Imprensa Marrom ele libera (e tem muita coisa boa lá).
Há muita agressividade contra Gravataí. Mas me parece que a alcunha de difamador, mesmo que falsa, é menos grave que a de ladrão.
Qual é a importância política da difamação contra o Nassif? Pergunte para a família dele.
André em junho 25, 2009 10:53 AM
#80
Caro Idelber, fico impressionado como qualquer disputa de palitinho acaba derivando para a oposição que tenta se fazer entre PT e PSDB. Quem ganha com isso são só o PT e o PSDB, que a cada dia se tornam mais hegemônicos na política nacional. Embora a petralhada e a tucanalha diga o contrário, mas as diferenças são mínimas e pontuais. No que um eventual governo Dilma seria diferente de um eventual governo Serra? Que substancial diferença existe entre Lula e FHC? A querela esquenta apenas no nível da patuléia para disputar quem se mantém empregado (em cargos de direção) e quem volta pra amargar na repartição de origem, sindicato ou universidade. Franco Montoro, Mário Covas, FCH, Lula, Suplicy, Serra, Bicudo e outros medalhões dos dois lados foram gerados nas barras da batina de dom Paulo Evaristo Arns, na arquidiocese de São Paulo. Têm diferenças de estilo apenas: Lula mais carismático, Mário mais corajoso, Serra mais obstinado e autoritário, FH mais sacana, mas em essência pouco diferem.
Eu não suporto o ambientalismo global e sua histeria anticientífica. Fumo e adoro picanha. Minha tendência é votar na Dilma por achar que ela ajudou a espanar a Marina Curupira Silva do governo e coloca os verdes no devido lugar (uma folha de alface no canto do prato. rssss) O Serra tenta ser mais (argh!) ambientalmente correto. Proibiu fumar nos bares, mas não consegue fazer o mesmo nas cadeias. A hoje bilionária indústria de indenizações aos "perseguidos" pelo regime militar começou com o Zé Gregori no governo FHC. Foi em 97 que numa canetada na calada da noite (MP), sob pressão da turma do príncipe Charles, o FH ampliou de 50% para 80% a restrição às propriedades privadas na Amazônia. Sem discutir com ninguém.
Falei disso tudo para te cumprimentar pela tentativa de se manter imparcial na questão entre o LN e o GM. Eu não conheço detalhes da história e evito opinar sobre o que não estudei. Mas a posição que defendo é que deveria haver proibição de bancos públicos de fomento para financiar projetos de empresas jornalísticas. Não quero com isso acusar o LN. Se ele fez o empréstimo foi porque a lei permitiu. Defendo que se mude a lei. Tanto para proibir a empresa do LN, quanto a Globopar de acessar recursos do BNDES. Imagina se a Globo pede pra alterar alguma regra melhorando a condição do seu contrato. Por mais que eu respeite o Luciano Coutinho, tenho dúvida se ele aguentaria uma pressão dela.
Para o bem dos bancos de fomento, melhor proibi-los legalmente de contratar com empresas de comunicação, um mercado altamente competitivo que, convenhamos, não precisa de dinheiro público pra se desenvolver. Se o governo quiser ajudar o setor como um todo, pode financiar a melhoria do serviço de conexão de internet. Vai ser bom pra mim, pra vc, pro Reinaldo Azevedo, pro Nassif, pro Merenque, pra Globopontocom...
Desculpa aí o tamanhão do coments. Fico meio compulsivo quando começo a escrever. Se considerar muito prolixo, mande tudo pro lixo. Sds
PS: comeu a peraputanga em Bonito? rssss
Bob em junho 25, 2009 11:31 AM
#81
Bom, galera, o Gravataí publicou o seguinte comentário aqui http://www.cinemaemcena.com.br/pv/BlogPablo/post/2009/06/09/Serie-Musas-13.aspx
"Oi, Pablo. Eu até agora não vi a URL ou mesmo o tal "blog anônimo". Nunca fiz blog anônimo. Eu assino com o pseudônimo "Gravataí Merengue" desde 1997, na Faculdade, embora meu nome seja Fernando Gouveia. Tenho blogs desde 2001. Jà assinei com vários pseudônimos (como Isaías Camanducaia, Tô Cansadinho [contra o Cansei] e muitos outros). Nunca tive 'blog anônimo'.
Você me chama de imbecil, assim gratuitamente, mas tudo bem. É seu direito, já que vivemos num mundo de livres expressões. Engulo essa. Só não acho bacana endossar uma acusação que não foi provada. E nem poderá ser, pois não é verdadeira.
Discorde de mim, Pablo. É seu direito. Mas reiterar uma acusação, assim dessa forma, poxavida... Não me parece bacana.
Um abraço
Fernando"
Aqui, claramente, ele nega ter escrito no tal blog. E, como ficou demonstrado que era ele mesmo, perdeu toda a credibilidade.
Renata L em junho 25, 2009 12:41 PM
#82
Bruno,
Eu acompanhei na época toda a discussão. Era leitor assíduo tanto do Nassif como do Gravataí. Tambem tentei ser leitor assíduo do blog com as insinuações a respeito do relacionamento do Nassif e do BNDES. Mas este durou apenas alguns poucos posts.
O fato é que acompanhei em "tempo real" a discussão. E ao final só me restou a certeza de que nenhum dos dois se pauta pela honestidade. O Gravataí me parece que pelo ímpeto dos adolescentes, que diga-se de passagem ele já deixou de ser, e o Nassif pela busca de uma suposta autoridade moral que ele não possui.
É a minha opinião, que não necessariamente vale para todo mundo, que ambos: Nassif e Gravataí fazem parte de um mesmo conjunto de blogueiros: os que torturam os números e os fatos propositalmente para que a sua opinião pessoal ou a de seus patrocinadores seja vestida com a aura da verdade.
Gustavo Tavares em junho 25, 2009 1:00 PM
#83
Oi, Vinicius, me desculpe você se fui agressivo. É que não percebi boa fé na cobrança. Se havia, reitero, ficam as desculpas. É verdade que em geral comento os comentários. Neste post, não está rolando comentário meu -- e agora lhe respondo em total boa fé -- por alguns motivos: 1) estou em meio a um congresso em Dourados, MS; 2) o caso para mim está cristalino como água, e explicitado no post; 3) qualquer inserção de comentário meu aqui, com minha opinião, vai reforçar a impressão de linchamento do Gravataí. Pra mim ficou desnecessário.
Bob: ainda não rolou a peraputanga :-) Mas a carne daqui é demais, bicho. A alcatra parece filé mignon!
Idelber em junho 25, 2009 1:50 PM
#84
Esse suspiro da periferia é ridículo. E cada vez mais desponta para o anonimato. E isso não é linchamento; como disse o Idelber, não se faz mais necessário. O suspiro murchou.
Maria Laura em junho 25, 2009 2:36 PM
#85
Se não me engano Gravataí já escreveu que nunca acusou Nassif de ser comprado pelo governo Lula através do perdão do BNDES.
Mas em seu blog já li algumas vezes o termo "bndesfera", na boa, quem escreve isso já passou da ironia faz tempo.
Em tempo, não estou contra o Gravata, acho que há muito de mal entendido (e de partidarismo também) nisso tudo
Ademir em junho 25, 2009 2:37 PM
#86
Muitos aqui estão esquecendo que esse imbróglio Nassif-Gravataí começou quando o Gravataí analizou a parte do dossiê Veja relativa a Janaina Leite, indo atrás dos fatos e notícias, e mostrando os "buracos" no mesmo. No mínimo ele fragilizou os argumentos do LN nesta parte do dossiê. Aliás, podemos dizer que este foi o primeiro "crime" do Gravataí contra o LN....ter tentado desmontar a tese dele. E qual foi a reação do LN? Chamou o Gravataí de "cooptado" associando-o ao esquema da Veja. Provas? Ah sim, ele estava tentando contradizer o dossiê. E não me lembro do LN pedir desculpa ao Gravataí, ele pediu a Soninha, mas não ao Gravataí. Vem daí toda a celeuma e rusga entre os dois.
Por outro lado, há que se reconhecer que o Gravataí Merengue errou ao criar o blog anônimo e utilizá-lo para as críticas. Mas, do que eu me lembro do blog anônimo, há críticas negativas ao acordo Nassif-BNDES, baseadas no processo, e nas condutas do LN em seu blog. Nada muito diferente do que o próprio LN faz ao analizar fatos/condutas A, B e C e montar uma teoria em cima delas.
Adhemar Santos em junho 25, 2009 2:48 PM
#87
Vocês repararam que, na lista vertical à esquerda, o blog imprensa marrom não é mais recomendado? parabéns, idelber.
luis auguso simon em junho 25, 2009 3:43 PM
#88
Desculpem a insistência, mas repito meu comentário: qual a motivação de alguém, por conta própria, ao difamar anonimamente um jornalista que não é seu inimigo pessoal e nem ideológico? Obviamente ele não está por conta própria nisso. E o que ele ganhou com isso?
Outra coisa: por que relutar até o fim a dizer que foi obra dele(deles?)Ficar tergiversando para depois (já que não tinha mais jeito) dizer que fez, mas que o bobo-feio-malvado do blogueiro Y também faz?
E a Soninha, que já teve meu voto, o que será que acha disso tudo? Eu não manteria alguem trabalhando comigo sabendo que a pessoa tem um caráter flexível assim.
sidneig em junho 25, 2009 3:46 PM
#89
É previsível e patética a comparação que o Merengue insiste em fazer com o Cloaca News. Sua única saída é essa, aproveitar o clima de guerra, de torcida organizada existente no Brasil para tentar transformar o repúdio gerado por sua malandragem em perseguição ideológica.
A resposta do Cloaca é antológica, principalmente o último parágrafo( http://cloacanews.blogspot.com/ ). No mais, é bizarro ver compreensão de alguns com o modo de agir do blogueiro...
Luís em junho 25, 2009 3:53 PM
#90
Gustavo Tavares, para quem teve até a esposa atacada (nesse caso pelo Reinaldo Azevedo) o Nassif até que teve uma reação bastante equilibrada. Não concordo com esse negócio de desqualificar os dois. O Gravataí não me parece ser um bandido, penso que ele cometeu um erro grave e não quer adimitir, ou não pode. Parei de ler o Imprensa Marrom, quando essa leitura deixou de me acrescentar alguma coisa. O Nassif pode até enxergar alguns fantasmas (na minha opinião) mas não distorce os fatos e pede desculpas quando erra.
André em junho 25, 2009 3:55 PM
#91
A carne realmente é sensacional, principalmente as morenas (rsssss). Idelber, nem precisa publicar o coments pra evitar complicações em casa.
Bob em junho 25, 2009 4:28 PM
#92
Caros
O que segue abaixo expressa o meu sentimento e a minha solidariedade a um blogueiro que ousou desafiar o coro dos contentes.
Salve, Gravata
Se você que é amigo do Idelber diz que não há conteúdo difamatório, e o Idelber diz que há, então ou você é mentiroso ou o seu amigo está mentindo sobre o que leu. E lembrando sempre o que para mim é o fundamento moral mais precioso: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” (Mt., 5:37). A verdade não tem dois lados, meu caro.
Aquilo ali é um açougue, Gravata. Aconteceu de chegar a sua vez de ser entregue às hienas. Incrível como passam os anos, mas os métodos fascistas não mudam. Se um dia tiver oportunidade, pergunte a alguém que tem mais que 60 anos, foi militante de esquerda e um dia ousou questionar a suprema sabedoria da nomenclatura. Com certeza vai te contar história bem parecida. É uma forma mentis, ou como você descreveu no post anterior, um sistema teológico invertido e pervertido com seus dogmas, sacerdotes, inquisição, autos da fé.
Há o fato irrevogável que está na origem de tudo o que de ruim se passa neste momento. Você fez uma escolha. Decidiu seguir a sua consciência, um pecado mortal em todas as igrejas.
Um grande amigo, alguns anos mais velho que eu, contou-me como foi sórdida a maneira que a nomenclatura lhe fechou as portas da filosofia da USP para uma vaga de professor. O motivo, mas não o único, foi uma tese de doutoramento defendida em Paris que chocou certos dogmas e certas alianças de oportunidade. A virulência da patrulha foi tamanha que o Professor Gérard Lebrun, percebendo que a ela se devia a perda de emprego e outras perseguições, publicou longa resenha no Jornal da Tarde, depois incorporada em seu livro Passeios ao Léu. Colegas da USP o cercaram no corredor do Departamento de Filosofia, cobrando-lhe o texto. Um docente chegou a perguntar, em tom irônico: “Lebrun, você acha mesmo bom o livro?”. Indignado, o professor replicou: “Você pensa que eu sou mentiroso?”. A patrulha calou-se, mas continuou agindo.
Falou-se lá sobre Balzac. Cito o meu amigo, que outro dia lembrou Flaubert:
“Bom mesmo é reler Bouvard e Pecuchet: a erudição dos nossos acadêmicos não lhes serve como apoio do pensamento. Eles não pesam as palavras e as coisas. Eles repetem lugares comuns. É por tal motivo que jamais deixam os limites da idiotia.”
Forte Abraço
PS: Assim que você liberar o meu comentário, eu o colocarei no blog do professor Idelber.
paulo araújo em junho 25, 2009 4:28 PM
#93
André,
Concordo que o Gravata também não é muito misericordioso nas suas opiniões.
Mas esse clima de caça-às-bruxas me cheira mal, muito mal. Coletivamente então, me deixa triste.
O Idelber pode ter sido sóbrio na exposição do caso, mas veja como a turba ensandecida é impossível de se conter. Coloque o ingrediente político da coisa aí, e vemos a natureza humana se exibindo de forma nada reconfortante.
Se o sujeito errou, deve-se pintar a letra escarlate na sua testa? Cabe a nós fazer isso?
Enfim, já foi feito.
Drex em junho 25, 2009 4:58 PM
#94
Não, Soninha não recebeu uma coluna na revista Vida-sei-lá-o-que.
Recebeu a sub-prefeitura da Lapa.
E pensar que fiquei indignado quando a moça sofreu ataques de injustificada violência por parte do Reinaldo Azevedo.
Aquele que conversa com Serra nas madrugadas.
Serra, o padrinho de Kassab.
Aquele que nomeou Soninha.
Emilio GF em junho 25, 2009 5:08 PM
#95
Falando em desmascaramento...
RUFAM OS TAMBORES DA MÍDIA
25 de Junho de 2009
O editorial do jornal O Globo de 24/06/2009 parece saído de amareladas folhas do nosso passado, em estilo e nos seus propósitos. Ele condensa um arrazoado de valores conservadores contra o atual governo no que toca sua tentativa, ainda tímida, de tentar um contraponto às “verdades “do oligopólio midiático.
É uma lição sobre o que pensa um setor que contraria princípios básicos da democracia. Uma demonstração de arbítrio e intolerância, com sérias ameaças. Leiam e reflitam. Segue a “obra” com meus comentários:
Para cooptar
O Globo - 24/06/2009
No primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o pendor dirigista e intervencionista de grupos que o acompanham levou o governo a tentar uma operação legislativa para limitar o trabalho da imprensa.
Vem daí o projeto de lei de criação do Conselho Federal de Jornalismo, um organismo paraestatal destinado a tolher redações. A reação foi grande, o Congresso criticou, e Lula, com acerto, voltou atrás.
Mentira! No primeiro mandato de Lula os barões da mídia correram com seus chapéus na esperança dos habituais empréstimos via BNDES para seus falidos negócios.
A torneira fechou, começaram a campanha contra o governo. O Conselho não era proposta do governo, mas dos jornalistas, representados por seus sindicatos e sua federação nacional.
Nunca foi objetivo tolher redações, mas assegurar um jornalismo ético, sem desvios de interesses. As empresas teriam assento na entidade, poderiam fazer valer seus votos. A publicidade tem órgão que regula suas atividades, o Conar, ninguém imagina que ele possa tolher as agências.
Inclusive, as Organizações Globo a ele recorrem com frequência. Advogados, médicos, engenheiros também têm seus organismos de regulamentação. A reação partiu apenas do próprio oligopólio da mídia que, em feroz campanha em seus veículos, derrubou a proposta em poucos dias, garantindo o jornalismo que conhecemos, marcado pela venalidade.
E continua o desmacaramento...
ver completo no Blog Abundacanalha
alex em junho 25, 2009 5:25 PM
#96
Por que afirmam que o conteúdo das acusações é difamatório? E se forem verdadeiros?
Leio o blog dos dois, e de fato o LN parece ser um grande apoiador da candidatura governista (Dilma), e além disso o Projeto Brasil tem patrocínio da Petrobrás e da Caixa Econômica. O patrocínio é fato, tem banners na página.
Então não sei "a" verdade, mas que as suspeitas são verossímeis não há dúvidas.
Bacana em junho 25, 2009 6:16 PM
#97
Idelber, parabéns pelo blog que mantenho no meu blogroll e leio todos os dias. Confesso que cheguei nesse post não diretamente por ele, mas pelo blog da própria Soninha. Sem mais delongas, concordo com ela que insinuar que toda essa história do Gravataí é uma ação conspiratória coordenada por ela, aff.. é de lascar. Eu li, li, todos os links a partir deste post e dos comentários acima. Do Cloaca, do Azenha, do próprio Gravata e, cara, acho que nessa o Nassif se enrolou todo. Não faz mesmo o menor sentido. Abração, daqui da Capital Federal!
Juliana em junho 25, 2009 7:00 PM
#98
Antes de mais nada só queria deixar claro que a palavra do proprietário deste blog me basta, por aquela razão que se perdeu no tempo: credibilidade, mesmo não concordando algumas vezes com a opinião do Idelber, sei que o fato de vir dele me faz questionar minhas próprias opiniões pessoais, de onde eu vim isso importa. Não tem como evoluir como pessoa se nos consideramos donos da verdade, mas também é fato que opiniões lotadas de preconceitos de certos blogs nos fazem entricheirarmos cada vez nas nossas idéias.
Posto isso gostaria de dizer que não concordo que se trate da mesma forma alguém que faz denúncias sem provas com alguém que as faz com provas, parece muito simplista achar que blogueiro não processa blogueiro, haverá que ter esta transição, num lugar onde alguém não responda por suas mentiras e calúnias, mais e mais se tentarão transformar mentiras em verdades.
Os que dizem que não se processa, fariam o que se vissem seus nomes envolvidos nesta situação? ficariam calados e deixariam alguém macular seu nome?
Roberto em junho 25, 2009 7:16 PM
#99
Mas alguém pode me dizer quantos anos tem esse Gravataí ? Usa email da mãe e linha telefônica do pai ? Será que ele é imputável ? Não estariamos aqui discutindo as atitudes de um adolescente ?
Abraços
Sergio Santana em junho 25, 2009 7:18 PM
#100
Estou meio apressado ... depois volto aqui com mais calma... Só vim para dizer:
Não queria entrar no ponto principal, apesar de concordar com a inferência do Idelber.
Mas o Gravataí não merece ser linchado, como já disseram acima.
O cara foi muito corajoso ao defender a jornalista Janaína Leite do ataque do Nassif. Meter-se numa briga grande assim, não é pra qualquer maluco não. Admirei o Gravata por isso. Quem já foi acusado de algo sabe o valor de um bom escudero numa hora dessas...
Por isso, faço coro com aqueles que o defendem, ao menos com aqueles que pedem para deixá-lo em paz e para não linchá-lo virtualmente e em público.
Abs (outrora continuo)
O Patriarca Contemporâneo em junho 25, 2009 7:45 PM
#101
Um cara que usa a mãe para difamar alguém não merece complacência.
Marco Vitis em junho 25, 2009 8:18 PM
#102
A saída da Soninha do PT; a guinada para a direita do Fernando Gouvêa, tudo veio a acontecer após o envolvimento da vereadora com o Zé Serra. O coração tem razões que o próprio coração desconhece.
Galvão em junho 25, 2009 8:39 PM
#103
Prezado Idelber,
Fernando Gouveia não é vítima inocente de linchamento, como deseja parecer. Seus próprios textos são às vezes recheados de preconceitos e desqualificações genéricas contra adversários políticos. E ele nem sempre conduz os debates com a civilidade que agora exige nos críticos.
FG usa conhecimento profissional para se eximir de acusações pontuais (anonimato, difamação, etc), mas palavras e condutas não possuem apenas as conotações legais estritas. Mesmo que o rigor jurídico determine essa eventual “inocência”, restará ao observador leigo o direito de concluir que sua conduta foi manchada pela intenção de atingir Luis Nassif individualmente, sem que este pudesse responder da mesma forma.
As justificativas de FG sobre o blog são, quando legíveis, pura tergiversação. Não quis atacar Nassif pessoalmente, mas o nome deste constava no endereço da página. Usou pseudônimo diferente do habitual e criou novo espaço, registrado em nome de terceiros, mas nega ter ocultado a própria identidade (conceito implícito na acepção consagrada de “anonimato”).
Como essas estratégias dissimuladas levariam o debate a um nível “técnico e impessoal”?
Note-se, aliás, que nem começamos a discutir os méritos da acusação contra Nassif, que, é sempre bom lembrar, se resumem a ele ter sido comprado (ou cooptado de alguma forma) pelo BNDES e, por tabela, pelo governo Lula. Mas isso realmente já é matéria para intermediação judicial. Quando a decisão final sair, daqui a muitos anos, lembraremos de retomar a polêmica. Ou não.
Abraços do
Guilherme
Guilherme Scalzilli em junho 25, 2009 10:42 PM
#104
Meus amigos, não tem nem o que discutir. Até semana passada esse Gravataí negava até o último fio do bigode que não tinha feito blog algum, escrevendo texto agressivo chamando o Nassif "pro pau". Agora, depois que tudo isto estourou abusa dos rodeios e da prolixidade e fica nessa história de "alguém escrevi, não sei quem fui".
Na boa, um camarada desse pode dizer o que quiser, mas perdeu a chance de ficar quieto.
Edudu em junho 26, 2009 1:07 AM
#105
Adhemar Santos,
Por favor, leia meu primeiro comentário (#71). A essas alturas, até a Folha de São Paulo já admite que a informação prestada por Janaína Leite é FALSA. A tese que o Gravataí Merengue defendeu é de que a matéria estaria correta. Mas fato é que não está: o jornal admite o equívoco.
Fábio Carvalho em junho 26, 2009 2:17 AM
#106
Caro professor,
Pelos comentários nota-se que a discussão está se espraiando em demasia.
Noto três questões que precisam de tratamento individualizado.
A primeira é a tertúlia Nassif-Janaína-Merengue.
Restou provado pela PF que a moça da FSP era, no mínimo, aconselhada pelo Dantas, portanto ponto para o turco.
A segunda é sobre o conteúdo do Blog apócrifo, que segundo sua avaliação é criminoso, avaliação que coincide com a do autor do mesmo dado os inúteis cuidados que tomou.
Mas isso é tema para justiça decidir.
E em terceiro, o comportamento do blogueiro merengueiro: molecagem inadmissível entre civilizados.
Passe a régua e encerre o assunto.
Para fechar, confira se a alcatra não vem de alguma área de desmatamento da Bodoquena, borda do Pantanal.
E sobre a Pêra, aproveite, mas pêra boa mesmo você aprecia em Cuiabá.
Quando tiver oportunidade, procure por "SóPêra".
Abraços
daSilvaEdison
daSilvaEdison em junho 26, 2009 2:20 AM
#107
Como parto do princípio de que as pessoas agem de boa fé, afirmo apenas que, quem qualifica Nassif como vendido ao governo federal não lê seu blog.
Ninguém critica mais a política de juros do Banco Central do que ele. Ninguém denunciou tanto operações de "swap" lesivas ao erário como ele. Um episódio em que denunciou um suposto acordo entre a "entourage" de Lula e a revista Veja deixou o governo tão constrangido, que dois ministros telefonaram-lhe para negar o fato.
Pois bem, se alguém me indicar um post do Gravataí (pós bandeamento da Soninha para o PPS), que critique José Serra passarei a considerar os dois blogueiros no mesmo nível de estatura moral.
Emilio GF em junho 26, 2009 2:47 AM
#108
Já fiz três comentários no blog do Gravataí e ele recusou. Em um deles eu o chamei de "covarde oportunista", ai até posso aceitar a exclusão. Mas nos outros dois, eram críticas sem ofensas pessoais....e ele não aceitou.
Dá pra ver como ele esta aberto ao debate com esse tipo de censura.
Andre em junho 26, 2009 2:54 AM
#109
Para os desavisados de plantão a Janaína Leite pisou na bola e de forma truculenta, se tiverem o trabalho de ler todos os comentários desta postagem encontrarão no caminho a verdade, sei que poderia dar o número do comentário e facilitar a vida de vocês, mas já que estão tão empenhados em defender o amigo, se esforcem um pouco.
Sugiro aos que chegaram agora no blog para defender seu amigo, que tenham o trabalho de ler postagens antigas, diria que de uns três anos para cá, para consolidar o entendimento do que é este espaço e de quem o frequenta.
Um exemplo bom é do cidadão que postou o mesmo comentário que havia postado lá no outro blog, este deve saber que se não o repetisse, ninguém saberia do comentário dele.
Roberto em junho 26, 2009 3:50 AM
#110
Idelber,
Já manifestei o suficiente sobre o o imbróglio Janaína-Nassif-Gravataí há mais de um ano. A quem interessar está em:
http://abundacanalha.blogspot.com/search/label/caso%20jana%C3%ADna%20leite
Em resumo: Nassif em seu Dossiê Veja demonstra claramente o envolvimento da jornalista Janaína Leite nos interesses de Daniel Dantas. A própria pouco tenta em sua defesa, embora até hoje tenha tido tempo suficiente. Quem o faz é Gravataí, mas atacando Nassif com denúncia de favorecimento em empréstimo do BNDES, em clara manobra diversionista. Se Nassif recebe ou não benefícios, em nada muda o que antes ele apurou sobre a jornalista.
Agora Nassif divulga que entrou com ação contra um blog apócrifo que o difamava sobre o mesmo assunto. A ação, explicada por seu advogado, foi realizada em duas etapas. A primeira visou encontrar o autor e a suspensão do blog, o que foi feito, descobrindo que a autoria era de Gravataí Merengue. A segunda ainda não foi apresentada. Acontecendo, ocorrerá como ação criminal e cívil.
Nassif declara: “O principal inimigo da liberdade da Internet não é o dispositivo do Senador Eduardo Azeredo sobre o tema. São os crimes contra a honra cometidos no anonimato.”
Posto, algumas questões desejo expressar:
1) Tenho um blog e acredito que pratico algumas injúrias, talvez difamações. Por exemplo, sei que estarei incurso na lei quando em breve mostrar José Serra como um vampiro, como é meu desejo. Conforme a interpretação de um juiz, posso perder meu espaço na internet. Tudo por tê-lo chamado de feio. Talvez pior, e mais grave: terei meu endereço disponível para um vampiro, quer dizer, o Serra. Posso chegar em casa e sofrer ameaças sobre meu pescoço. Mudem de exemplo: Gilmar Mendes e seus jagunços, Marcelo Itagiba e suas milícias. Eu e minha família tememos que tais personagens contratem o eficiente advogado de Luis Nassif.
2) Para todos estes nomes invoco o meu direito presente na maior lei brasileira que é a Constituição, que garante minha livre expressão. Imagino poder chamar o Serra de feio, o Gilmar e o Itagiba de venais. É meu conceito, tenho argumentos para tal, a sociedade os tem. Se não puder exercer este direito, fecho o meu blog.
3) Não sei o que o Gravataí andou aprontando em tal blog apócrifo, já que a única prova existente é um PDF que é informação privilegiada de poucos. Mas, se caluniou, injuriou, difamou e será punido pela lei, exijo como cidadão a formação de uma jurisprudência. Fecharemos a Veja, a Folha, o Globo e o Estadão. Tenho como apontar seus crimes. Sobre o Nassif, existe um blogueiro na Veja que já o caluniou, injuriou, difamou várias vezes sem que até agora tenha sofrido um único processo de meu conhecimento. O Gravataí, peixe menor, até agora não está sendo processado por nenhum delito, mas já está sendo punido em execração pública, o que me parece um crime.
4) Marcel Leonardi, advogado de Luis Nassif, foi claro em áudio ao afirmar que o mais conveniente no novo cenário da comunicação, com mídias sociais, é rebater acusações com fatos. Ou seja, discutir o assunto na própria mídia, antes de procurar a justiça.
5) No momento em que nossa sociedade está envolvida em discutir e deliberar sobre uma nova regulamentação sobre a internet, manifesto aqui minha rejeição com qualquer nova medida que restrinja ainda mais a liberdade de expressão. Acredito no poder da palavra, da comunicação. Não desejo e não tenho recursos para delegar a advogados esta briga.
Jurandir Paulo em junho 26, 2009 5:03 AM
#111
Caro Paulo Araújo (#92): deixemos de lado sua opinião acerca d'"aquilo lá" (isto aqui? o Biscoito?) como "um açougue". Matéria de opinião. Sobre ela deixo que meus arquivos falem por si. Deixemos também de lado a questão de se a relação que eu tinha com o Fernando pode ou não ser chamada de amizade. Matéria de opinião ou perspectiva. Atenhamo-nos à questão lógica. No trecho:
Se você que é amigo do Idelber diz que não há conteúdo difamatório, e o Idelber diz que há, então ou você é mentiroso ou o seu amigo está mentindo sobre o que leu,
realmente não lhe ocorre uma terceira possibilidade, ou seja, de que alguém possa ser amigo de uma pessoa e deixe de sê-lo, ao descobri-la autora de material anônimo e difamatório? Realmente não lhe ocorreu essa possibilidade?
Idelber em junho 26, 2009 5:40 AM
#112
Ante o exposto constato que o Gravataí, certo ou errado, finalmente está provando do seu próprio remédio. A quantos dos seus detratados não embaraçou e jogou ao chão com denúncias maliciosas?
O que mais desejo é que este imbroglio para algo lhe sirva, quanto mais não for, pedagogicamente.
Embora surrado, este lembrete lhe vem muito a calhar: não faça aos outros o que não quer que lhe façam.
Celia em junho 26, 2009 6:24 AM
#113
Paulo Araújo: Açougue? O Imprensa Marrom é um blog reacionário, de direita, há tempos. São publicados lá os ataques mais estapafúrdios. O Idelber sempre evitou atacar o cara. Aí o sujeito faz um blog anônimo, de assassinato de reputação, exclusivamente dedicado a difamar um jornalista, mente, diz que não foi, depois que é desmascarado assume que foi, do jeito mais confuso possível. Aí o Idelber faz um post ponderado como esse, só contando o que aconteceu, dando todas as chances de direito de resposta ao cara, antes e depois do post, não inclui nenhum ataque no post, mas só uma descrição do que aconteceu, toma o cuidado de ouvir o cara antes e ele mente ou tergiversa de novo e aí é o IDELBER QUE TEM UM AÇOUGUE?
Qualé o seu conceito de açougue, bicho?
Marcelo em junho 26, 2009 9:25 AM
#114
Adhemar Santos,
É difícil estabelecer uma linha do tempo, pois os posts antigos do Imprensa Marrom não estão disponíveis. Mas na defesa da Janaína Leite o Gravataí acusou o Nassif de ser um jornalista de serviços e usou fartamente a questão do BNDES, sempre falando que iria mostrar as provas, mas nunca mostrando. Além disso, a argumentação que ele usava para defender a Janaína Leite era fraca. Alguns links que ele próprio disponibilizava desmentiam suas teses. Quando eu tentava mostrar a ele essas inconsistências ele dizia que eu era petista. Veja que esse tipo de acusação me deixava numa sinuca, pois não sou petista mas ao negar esse fato eu ajudava a corroborar a tese de que é errado ser petista.
Juliana,
O Gravataí acusou o Nassif de ter pedido a cabeça dele para a Soninha, Nassif negou e a Soninha ficou em cima do muro. A leitura que eu tenho disso é que por questão de amizade a Soninha não quis desmentir seu assessor. Quanto à conspiração, a trajetória política da Soninha tem mais a dizer do que eu.
O Patriarca contemporâneo,
O Gravataí se meteu numa briga grande, NassifxVeja/Dantas, mas ele não entrou do lado mais fraco.
Paulo Araújo,
Faço minhas as palavras sagradas (Mt., 32:65) "Foda-se a Imprensa Gorda e seus asseclas pois estes irão arder no fogo da blogosfera."
Idelber,
Pára de falar no alcatra do MS que o pessoal já tá entendendo errado, já tá quase na hora do almoço e lá em casa vai ter ovo frito.
André em junho 26, 2009 10:48 AM
#115
Idelber, vc diz q o blog criado pelo Gravataí tem ilações e acusações... mas e o Dossiê Veja?? Não seria tb um arrazoado de ilações e acusações?? OU há ali alguma prova??? A diferença é que um assinou e o outro não.
A propósito: vc não acha estranho essa dívida do nassif não?? Vc não acha estranho um jornalista ter uma empresa que eventualmente pode gerar conflito com seu trabalho então na Folha de São paulo??
Pedro em junho 26, 2009 10:48 AM
#116
Fabio Carvalho (#105)
Ora, independente ou não de que a tese que o Gravataí Merengue defendeu era de que a matéria da FSP estaria correta, isto não dá o direito ao LN chamá-lo de "cooptado" e aliado da Veja. Me espanta que muitos aqui não vejam isso como um "assassinato de reputação" ou calúnia.
Adhemar Santos em junho 26, 2009 12:14 PM
#117
É triste ver certo tipo de confusão ilustrado aqui.
Diversos pensamentos do século XX colocaram a possibilidade do "anonimato" como uma verdadeira via de liberdade de expressão, no sentido positivo, focando O QUE se tem a dizer em um debate PÚBLICO. Lembremos de pensamentos como os de Maurice Blanchot, Michel Foucault e Georges Bataille, e toda a questão do "anonimato" advinda daí. Lembremos de "gente" como Luther Blisset, Hakim Bey e Maurice Florence: no que escrevem, do mais rigoroso ao mais caricato, o anonimato se coloca como possibilidade real de expressão e criação de verdadeiros diálogos, fora dos caracteres viciosos de esquadrinhar QUEM DIZ, e das reduções de tudo o que se diz à autoria, ad hominem.
O anonimato surgiu como possibilidade de falar com mobilidade, e ao mesmo tempo eliminar o culto viciado ao autor. No Brasil esse culto à "autoridade" é ainda mais sério, pois ela sempre se faz nos jeitinhos, tirações de vantagens e coronelismos (cada vez mais virtuais). Enfim, se desloca pelo que se pode dizer, à influência ad hominem de QUEM DIZ.
Enfim, aprendemos no século XX que anonimato é possibilidade de expressão; mas desqualificaçao anônima ad hominem é mera calúnia. Pena que tudo se prenda tanto ora ao culto do autor, ora ao culto do difamador anônimo. Nisso tudo, verdadeiras possibilidades de expressão passam ao largo.
Mas convenhamos, ninguém está interessado nisso. É triste certo tipo de confusão aqui presente, mas é previsível ;)
Anonimo em junho 26, 2009 1:34 PM
#118
Apesar desse blog ser anonimo, se as denuncias ali contida forem verdadeiras não vejo calunia. Até porque que a negociação da sua divida com o BNDES causa estranheza, sim. O problema com o Nassif é que fica confuso a forma como ele mistura jornalismo com sua vida empresarial. Eu confesso que fico atrapalhado com essa relação.
Sandro em junho 26, 2009 2:30 PM
#119
Dei um pulo para o final da caixa (depois leio tudo) só pra dizer, em relação ao comentário #40, que a Soninha já chega a 11% das intenções de voto para governadora(estimulada, no cenário sem Alckmin e Marta - http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=886).
A própria trajetória política do Lula demonstra que ninguém chega a patamares políticos muito altos sem vender a alma ao "diabo" (grandes empresas, imprensa burguesa, caciques políticos da antiga, agronegócio, etc.).
André Egg em junho 26, 2009 3:38 PM
#120
È possível alguém ser contratado da empresa de comunicação estatal (Rede Brasil), como o Nassif, e ser isento?
Xandó em junho 26, 2009 4:33 PM
#121
Vendo os esclarecimentos do Gravataí, retifico os comentários que fiz, nas primeiras dezenas de comentários, sobre a sua linha telefônica e tals. Tem todo o direito de usar a linha telefônica que necessitar e está sendo corajoso em enfrentar o assunto.
Rubens Gama em junho 26, 2009 6:32 PM
#122
Idelber!
O Ivo viu a uva, assim começava o livro de alfabetização de minha primeira série, logo depois, se não me falha a memória, Vovó via a uva e Vovô via a Vovó. Colégio de Freiras, a Irmã Norma não deixava por menos, quando alguém mentia, ficava no canto da sala, voltado para a parede, até o fim da aula. Naquela época aprendi, junto ao canto da parede, que a verdade está sempre com a maioria, é uma abstração, descobri ainda, que quem grita mais alto, forma a maioria e etc. No fim da discussão, a verdade restava lá, em algum canto da sala, junto ao cesto de lixo, onde apontávamos nossos lápis. E, a discussão que a parira, era o que realmente importava. As vezes a nossa verdade ganhava, as vezes a verdade dos outros saia vitoriosa. Nossos olhos, humildes, não estão preparados para duas verdades, ou duas mentiras, ou dois erros, ou dois acertos, ou um acerto e um erro, ou sei lá! Juízes, tomamos nosso lado já ao primeiro advérbio colocado e não importa o que por diante vier, nossa verdade já está escolhida, o que resta é sabermos se vamos gritar mais alto e deixar a outra turma sem recreio. De um post sobre a verdade do Luis Nassif, sobre a mentira do Gravataí, que se chama Fernando, que é assessor da Soninha, que defende o Serra, que já defendeu o Lula, que tem a Janaína, que tem o pai do Merengue, chegamos a um imbroglio total.
O Nassif pessoa jurídica fez um empréstimo, o Luis pessoa física negociou um acordo e uma forma de pagamento! O Luis Nassif concorda com muitas coisas do governo Lula (discorda de outras tantas), isso incomoda outros tantos, que enchergam no acordo uma falcatrua, onde o homem vende sua consciência e o ente público, no caso o BNDES, paga. Para acusar tão espúrio acordo, valem-se do expediente usual das comadres de nossos vilarejos, cobrem-se com o manto do anonimato. O Homem da consciência supostamente negociada prova, de forma bem lógica, usual e aceitável, a forma que negociou, o acordo, não a consciência, mas não conformado com a maneira inominável em que a denúncia veio à tona, busca a identidade dos deflatores. Flagrados, tergiversam, vão de Lula a Gilmar Mendes, invertem, ficam indignados, mas nada acrescentam. No entanto gritam e, podem sim, distorcendo os fatos, saírem como perseguidos donos da verdade.
Ainda bem que no caso, temos o Idelber que tão bem centrou a discussão, em seu post, ou para usar um termo da moda, focou o centro e assim, o clareou, ou seja, "Ivo viu a uva"...
Pena termos que perder tanto tempo com o empréstimo do Nassif, quando poderíamos, no caso, estarmos ouvindo uma das belas indicações musicais do Jornalista!
Abraços
paulovilmar em junho 26, 2009 6:35 PM
#123
Já que não é mais necessário diploma de jornalismo para trabalhar como tal, o Fernando Gouvêia pode buscar um emprego na imprensa gorda. Ele escreve bem (muito melhor que muitos editorialistas) e os erros (amenizei?) que cometeu são praxe nos jornalões brasileiros. :)
As desculpas que ele deu estão mais confusas que o juiz de Santos x Galo. (Pô, Idelber, volta a falar de futebol. hehe)
Abraços,
Rodrigo Gomes Freitas em junho 26, 2009 8:52 PM
#124
Prezado Adhemar Santos,
As tintas do Nassif são do Nassif, não são minhas. Eu nunca chamei o Gravataí Merengue de cooptado, nem de nada semelhante. Não sei quais as intenções que o movem. Mas asseguro que não é do interesse dele revelar a VERDADE passível de verificação.
Eu atesto apenas o que fiz com meus próprios recursos. Eu afirmo, portanto, que Gravataí Merengue defendeu uma INFORMAÇÃO FALSA. Isso é grave. Ele sabe disso, mas jamais admitiu o erro. Então, para mim, ele não tem credibilidade. É um fanfarrão, não sei se cooptado ou não.
Ao Gravataí, eu demonstrei, pacientemente, que havia contradições importantes em matérias publicadas pela própria Folha de São Paulo. Meus comentários estão publicados na parte II da defesa - e em outros posts dele, lá no Imprensa Marrom. Veja o senhor mesmo, se tiver interesse, como ele "contra-argumenta". Ele tergiversa, muda de argumento, não vê contradição e, assim reforça informações e teses mentirosas.
Daí, fiz um levantamento de várias matérias publicadas pela imprensa. Informei datas, nomes e tudo. Remeti o texto para para o Nassif, para o Gravataí Merengue e para a Janaína Leite COM ENDEREÇOS ELETRÔNICOS ABERTOS. No texto, aliás, eu também pontuo defesa à jornalista Janaína Leite, além de identificar e sublinhar as diversas informações colidentes. Daí:
1) Nassif editou parte do levantamento que fiz em mais um capítulo do Caso Veja.
2) Gravataí, em seu blog, fazendo clara referência a mim, disse que eu chamava a "juíza de desembargadora" (o equívoco foi cometido pelo Nassif, não por mim: Gravataí tinha o meu texto na íntegra, mas preferiu tentar me desqualificar, talvez por saber que eu sou leigo).
3) Janaína Leite nada falou e tenho notícia de que censurou comentário sobre o assunto em seu blog, quando instada a falar sobre a "decisão" do Conselho de Magistratura, que ela havia publicado, com exclusividade, no dia 07/10/2005.
O tempo passou. Aqui, na caixa de comentários do Biscoito, um juiz que assina com o pseudônimo de Paulo SPS, pediu ao Gravataí que ele expusesse trechos da "decisão" que Janaína Leite disse haver. Gravataí defendia como sendo verdadeira essa informação, fruto do bom jornalismo, do furo etc e tal. Sabe como Gravataí retrucou o juiz?
Primeiro, ele pediu o nome completo e a vara de atuação do magistrado, numa clara tentativa de intimidação. Depois, respondeu que não poderia apresentar trechos da decisão que ele mesmo dizia existir, porque a tal decisão era sigilosa (Uai, a Janaína Leite teve acesso à decisão. E como o Gravataí sabia que a notícia dada por ela era verdadeira?). O juiz estaria pedindo para que ele, Gravataí, cometesse uma ilegaliadade.
Enfim, o juiz o classificou Gravataí como FANFARRÃO - predicado que endossei mais acima, aliás.
Por fim, eu me referi especificamente ao comentário que o senhor fez:
"Muitos aqui estão esquecendo que esse imbróglio Nassif-Gravataí começou quando o Gravataí analisou a parte do dossiê Veja relativa a Janaina Leite, indo atrás dos fatos e notícias, e mostrando os "buracos" no mesmo. No mínimo ele fragilizou os argumentos do LN nesta parte do dossiê".
Pois, nesse imbróglio, os buracos que o Gravataí encontrou são, repito, FALSOS. O jornal admite que é. E a juíza condenou o Opportunity. Janaína Leite permanece calada. E Gravataí não admite que errou.
Fábio Carvalho em junho 26, 2009 11:21 PM
#125
#117
che, Anonimo
pode ser triste, pode ser previsivel
mas é com gratidão que se recebem observações como a sua
Enfim, aprendemos no século XX que anonimato é possibilidade de expressão; mas desqualificaçao anônima ad hominem é mera calúnia. Pena que tudo se prenda tanto ora ao culto do autor, ora ao culto do difamador anônimo. Nisso tudo, verdadeiras possibilidades de expressão passam ao largo.
rudolf em junho 27, 2009 12:04 AM
#126
Idelber,
para além da questão Nassif x GM, ficaram algumas questões que mereciam um post seu:
1.Até que ponto a opinião agressiva é válida? Até que ponto há linchamento ou justo repúdio a práticas deploráveis?
Vejam, outro dia, na crítica lietrária a tal Leticia (sem acento?!), pegava-se pesado.
Eu não sei. Na academia, as críticas em geral são polidas. Se alguém escreveu um artigo confuso, não se diz que o autor escreve mal. Fala-se dos problemas, mas sem tantos adjetivos.
Por outro lado, não usar adjetio algum é limitar demais as coisas, né?
E aí, teremos uma reflexão?
abraços
Manoel
Manoel em junho 27, 2009 2:49 AM
#127
Nesses tempos em que as coisas somem da internet, deixo um registro. Uma leitora do blog da Janaína Leite, identificada como Mariana, publicou comentário (17 de abril de 2008, às 05:27 PM) e a jornalista o responde. Destaco trecho onde a contradição que levantei - e que a Folha agora diz ser falsa - foi mencionada.
Mariana escreve...
"Bom, pra terminar, tem um leitor no blog do Gravata, Fábio Carvalho, que insiste em dizer que suas matérias prejudicaram sim a tal Juíza (...). Ele diz ainda que a matéria da sucursal do rio da Folha era diferente. Você pode explicar um pouco este episódio?
JANAÍNA: Mariana, eu dificilmente me engano com as pessoas. Você é uma querida. A história da juíza é a resposta 4 na categoria respostas e motivou uma análise do Gravataí. Só não coloco o link agora pq estou correndo. Bj."
Bem, "a resposta 4 na categoria respostas e motivou uma análise do Gravataí", whatever, é falsa. Acho que a Janaína Leite se enganou comigo. Eu não estava enganado quando levantei a contradição: a matéria da sucursal do Rio informava que o Conselho da Magistratura havia se declarado incompetente. A matéria da Janaína, cinco dias depois, traz uma decisão inexistente.
Fábio Carvalho em junho 27, 2009 3:11 AM
#128
Porra, vocês nem imaginam a quantidade de coisas que tenho a dizer nesta caixa e a quantidade de tempo que falta... Pra que vocês tenham uma ideia, estou no Paraguai neste momento.
Persegonha, pelo menos o Chico Buarque não é flamenguista, bicho...
Idelber em junho 27, 2009 4:53 AM
#129
Idelber (111)
O trecho que você citou e comentou:
Se você que é amigo do Idelber diz que não há conteúdo difamatório, e o Idelber diz que há, então ou você é mentiroso ou o seu amigo está mentindo sobre o que leu,
O seu comentário:
realmente não lhe ocorre uma terceira possibilidade, ou seja, de que alguém possa ser amigo de uma pessoa e deixe de sê-lo, ao descobri-la autora de material anônimo e difamatório? Realmente não lhe ocorreu essa possibilidade?
A minha resposta:
Não há uma terceira possibilidade a ser inferida no que escrevi. O que continua havendo é a sua confirmação de que Fernando mente quando diz que o seu (dele) texto NÃO é difamatório. Como disse, a verdade não tem duas faces. No caso, ou ela está no que você afirma (texto difamatório) ou ela está com o Fernando quando afirma que o seu texto não é difamatório. Simples questão de lógica. Uma premissa verdadeira não pode ao mesmo tempo afirmar alguma coisa e negar essa mesma coisa sem incorrer em contradição lógica.
Da amizade de ambos, este é um assunto que não me diz respeito. O que sei sobre isso é que Fernando se diz seu amigo e que você agora diz que rompeu a amizade porque Fernando escreveu texto difamatório.
Desde que esta lamentável história iniciou, você inverteu o seu pensamento sobre quem fazia ilações com base em assertivas sem provas. Agora o que você diz é bem diferente do que escreveu em post sobre um certo tiro no pé. Naquela ocasião, os fatos e os argumentos do Fernando eram os mesmos. O que mudou desde então para que você mudasse até esse ponto o seu pensamento? Se outros fatos surgiram, porque não apresentá-los? E se não puder apresentá-los, como poderão os seus leitores formar juízo verdadeiro sobre o assunto em questão?
A pergunta capital do direito se divide em duas: quid facti, quid juri? Quais fatos, quais leis sancionam o acusado de texto difamatório positiva ou negativamente? É preciso ser cauteloso na resposta à dupla interrogação. Caso contrário o que vem é a injustiça de procedência maligna.
Tomás de Aquino ensina que há coisas que são evidentes em si e que são evidentes para nós. Mas, não é evidente que as coisas evidentes em si sejam evidentes para nós, e vice-versa.
Eis aí um preceito epistemológico fundamental: ter uma coisa que é certíssima para mim não é suficiente para que eu possa afirmar que a coisa é certíssima, que ela é verdadeira. É preciso que eu prove. É necessário, portanto, examinar todos os fatos. E se isso não for possível, o melhor sempre é suspender o juízo.
Traga-me os ovos podres do Fernando para que eu possa examiná-los e então poderemos objetivamente discutir se os ovos estão ou não podres.
paulo araújo em junho 27, 2009 7:32 AM
#130
Idelber, você disse em outro post que estava estudando Direito Penal por conta própria. O Código Penal diz:
Calúnia
Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa
Difamação
Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
Você pode dizer para nós, já que ainda tem o conteúdo do blog do Gravataí, em que momento ele imputa um crime ao Luis Nassif? E o fato ofensivo à reputação dele? Esclareço que li o blog na época, mas não me recordo dos detalhes.
Xandó em junho 27, 2009 12:30 PM
#131
Infelizmente não posso me identificar aqui porque não tenho nada disso documentado. E aviso logo que o que vou dizer não tem nada a ver com o sr. Gratavaí Merengue. Repito: zero, rosca, NADA a ver com o sr. Gravataí Merengue, não vai aqui qualquer tipo de insinuação ou coisa do genêro. Só gostaria de mostrar que o submundo da internet é bem mais barra pesada e sofisticado do que a gente imagina.
Mas como tem muito jornalista que frequenta esse blog, quem sabe um não resolve ir atrás dessa informação?
Caros e caras, sugiro enfaticamente que, quando do próximo escândalo envolvendo Daniel Dantas, os senhores e as senhoras leiam um pouco sobre como o algoritmo do Google determina os resultados; mais especificamente, o PageRank, que determina que páginas aparecerão primeiro de acordo com a quantidade de links para uma certa página.
Depois, façam uma busca no Google. Algo de muito curioso vai acontecer: todas as primeiras buscas serão sobre notícias positivas a respeito do homem. E tentem descobrir quem está linkando para essas matérias positivas.
E aí, talvez, quem sabe, seria uma boa investigar um pouquinho as agências de comunicação e assessorias de imprensa que atendem o Opportunity e como ela gasta a verba do seu cliente.
Pode dar trabalho. Mas vai ser um bocado divertido fazer isso.
Anonimíssimo em junho 27, 2009 2:21 PM
#132
O que continua havendo é a sua confirmação de que Fernando mente quando diz que o seu (dele) texto NÃO é difamatório.
Paulo Araújo, olha, eu já vi contorcionismo e sofismas à beça, mas tenho que admitir que você está lá em cima com os melhores. Se eu afirmo que matei alguém e depois eu afirmo que não matei ninguém, claramente, uma das duas afirmativas é mentirosa. Se eu afirmo que um texto é difamatório, e outrem (autor do texto ou não) afirma que o texto é não difamatório, estas duas afirmações podem coexistir sem que nenhuma das duas pessoas seja chamada de mentirosa. Eu afirmo que o que li é difamatório. O Fernando tem todo o direito de achar que não é, sem que eu o chame de mentiroso por isso. Podemos ter aí uma diferença de leitura e interpretação. Claro que a interpretação dele teria sido reforçada caso ele tivesse feito o blog em nome próprio. Afinal, qual é o problema de se fazer a coisa em próprio nome, se não há conteúdo difamatório?
você agora diz que rompeu a amizade porque Fernando escreveu texto difamatório.
Eu não disse isso. Eu lhe fiz uma pergunta sobre se essa possibilidade não lhe havia ocorrido, já que você insiste em dizer que ou eu sou mentiroso ou ele é mentiroso. Se é de seu interesse, aqui vai: estive com Fernando duas vezes, uma em BH outra em São Paulo, e em ambas ele me tratou com extremo carinho e gentileza. Em seu blog, sempre teve palavras elogiosas para mim, apesar das diferenças políticas. Nos vimos duas vezes na vida. Ele tem todo o direito de se referir a isso como uma "amizade" sem que eu o chame de mentiroso por isso. Eu tenho todo o direito de considerar amigos as pessoas com as quais tenho intimidade superior a essa.
Agora o que você diz é bem diferente do que escreveu em post sobre um certo tiro no pé.
Não, senhor. Na época do post sobre "tiro no pé do Nassif", se você se lembra bem, "tiro no pé" se referia à responsabilização de Soninha por coisas escritas por Gravata. Continuo achando que isso é um tiro no pé. Se você reparar no meu post, não cito Soninha nem uma vez. Critico e criticarei Soninha por suas escolhas políticas. Não acho correto responsabilizá-la por coisas feitas pelo Gravata, a não ser que haja indícios de participação dela, indícios que eu não vi até hoje.
Naquela ocasião, os fatos e os argumentos do Fernando eram os mesmos.
Os fatos e os argumentos que importam aqui são: Fernando primeiro disse jamais ter feito blog anônimo. Depois respondeu à minha pergunta sobre se ele era ou não o autor de bndesnassif.blogspot.com dizendo que não é uma pergunta que se possa responder com sim ou não. Depois ele acabou assumindo que foi ele mesmo, ou pelo menos que ele era parte (Em 2008, uma turma abriu um blog SOBRE O BNDES. O objetivo era falar do banco, de negócios estranhos etc. Lá pelas tantas, falamos do processo envolvendo Luís Nassif. -- post de 23/06 do Imprensa Marrom).
Quem está "mudando" argumentos aqui?
Idelber em junho 27, 2009 2:49 PM
#133
Idelber
O que está em questão, ao menos para mim e acredito que para os leitores do blog, não é a amizade entre duas pessoas que divergem por tais ou quais motivos. Este é assunto particular entre você e o Fernando.
Toda a questão neste episódio resume-se em estabelecer com correção se os elementos empíricos e lógicos apresentados pelo Fernando em seus inúmeros posts têm conteúdo verdadeiro e/ou conteúdo difamatório. Portanto, qualquer juízo positivo ou negativo sobre tais conteúdos somente deve ser emitido após a análise de todos os elementos, incluídos aí aqueles que até o momento não foram apresentados nem por você e nem pelo Nassif.
Diante de tais graves enunciações, eu penso que se deve sempre perguntar sobre os fatos indicados e sobre o estatuto de verdade do que se disse ou se escreveu.
Enfim, se você os têm, apresente os ovos que se diz serem podres para que os seus leitores possam examiná-los e decidir com base em seu próprio juízo sobre o verdadeiro estado dos ovos.
paulo araújo em junho 27, 2009 7:12 PM
#134
O ponto do Anonimissimo #130 é muito importante.
O Daniel Dantas não manipula somente a midia, corrompendo jornalistas. Ele há muito tempo tenta manipular o GOOGLE. Faz isso de 2 maneiras. Uma juridica, ameaçando o GOOGLE e atuando contra alguns sites para eliminar pesquisas no nome dele, e a outra através de um intenso trabalho em chaves que interessam a ele.
Uma das pessoas que vende esse trabalho para os seus clientes, e que gosta muito do Daniel Dantas, é Marcio Chaer do Consultor Juridico. Tanto que o CONJUR não tem tanto acesso assim e é sempre top de pagina nesses assuntos.
Pesquisem "Daniel Dantas" no google. A noticia mais rankeada da FOLHA por exemplo é um PERFIL (completamente favorável) feito em 2004. Isso de um cara que está em 11 de cada 10 falcatruas do Brasil. Pode?
Outro Anonimo em junho 27, 2009 8:41 PM
#135
Fabio Carvalho (#124)
Explica melhor essa parte aqui que você escreveu:
"No texto, aliás, eu também pontuo defesa à jornalista Janaína Leite, além de identificar e sublinhar as diversas informações colidentes. Daí:
1) Nassif editou parte do levantamento que fiz em mais um capítulo do Caso Veja. "
Adhemar Santos em junho 27, 2009 9:03 PM
#136
Senhor Paulo Arauujo,
Sua cansativa argumentação beira o ridículo.
A qualidade dos "ovos" nunca foi o centro da questão.
O Professor, em defesa do Nassif, diz que são podres.
E o, agora confesso, arremessador deles garante que são saudáveis.
Mas o que interessa é a catapulta lançadora de "ovos", podres ou saudáveis.
O marrom, suspeito de sempre, garantiu de início que não era o proprietário da catapulta apócrifa.
Apanhado com as calças na mão, já admite que, no mínimo, é sócio da traquitana.
(quem são os outros?, seria a Janaína?).
Seria interessante que o interessado respondessa a essa questão.
Mas o que conta agora é que o marrom foi apanhado fazendo molecagem.
Portanto, moleque o marrom já é.
E pode ser promovido a moleque criminoso, moleque difamador, ou coisa dessa espécie.
E um adendo ao Professor:
Como estava a Sopa de Galo desta tarde?
daSilvaEdison em junho 27, 2009 9:59 PM
#137
Paulo Araújo: Não lhe entendo, se isso é um açougue e você começa um comentário com uma saudação do tipo: salve gravata; me parece que não é aqui que você vai encontrar o argumento que tanto faz de conta que procura, e não adianta você querer estabelecer as regras do jogo, o que você diz em seu comentário(#132) é mais uma tentativa entre tantas de estabelecer um foco diferente para questão.
Na verdade em seu comentário(#131) o Idelber faz mas uma vez a pergunta que os contorcionistas não querem responder, pq simplesmente não deve ter explicação, acho que todos se deram conta de que os defensores do GM vão continuar vindo aqui sempre com a mesma ladainha, mas nunca vão entender que a reportagem da FSP não dizia a verdade(coisa que a própria FSP confirma), o conteúdo do blog era indefensável(eu li na época, não preciso ver o pdf), mas mais que tudo isso o que fica difícil de entender é pq coisas tão indefensáveis e feitas naquela época anonimamente agora se tornam menores, sujeitas a interpretações, se naquela época nem mesmo o autor teve coragem de se dizer participante.
Fato é que seguirá sempre alguém vindo aqui fazendo de conta que o GM nada fez senão participar de um cruzada em busca da verdade contra um blogueiro malvado.
No final das contas os defensores do GM nunca vão direto ao assunto, falam em liberdade, elogiam os anonimatos, descrêem do caminho judicial, amaldiçoam a ética, mas neste poço fundo do qual tentam resgatar o blogueiro, fica bem claro que GM é um dos deles, que atacam quem se atreve a dizer a verdade sobre suas instituições(Veja, FSP, Globo e outras ainda menos cotadas), o investimento feito em anos de leitura de coisas como a Veja é defendido ferrenhamente, não importa o papel que se prestam aqui, a defesa que vocês fazem sempre [i]esquece[/i] de algo que já foi respondido nestes comentários, de início achei que era preguiça, mas agora vejo que sempre que vierem defender seus amigos o farão deixando de lado o filé e se apegando ao arroz, nunca respondem a uma pergunta: pq o assessor da Soninha negou sempre que o blog era dele e agora que foi revelado judicialmente ele assume?
PS: usei o termo assessor com base naquela regra de etiqueta de chamar alguém como o FHC de presidente, por ter sido o cargo mais importante que ele exerceu e de não usar o incoveniente de chamar de ex-presidente por exemplo, mas pensando bem, eu realmente não sei dizer se é ex, já que existe milhões de maneiras de assessorar alguém sem necessidade de um cargo público, um blog por exemplo é uma boa maneira.
Roberto em junho 27, 2009 10:14 PM
#138
Um comentário lá atrás havia ficado preso na caixa de junk e acaba de ser resgatado.
Se a alusão de algum comentarista a um número não estiver batendo, este é o motivo. É só olhar o comentário imediatamente anterior ou posterior, que aí sim, conferirá.
Idelber em junho 27, 2009 10:20 PM
#139
Independente se o Fernando mentiu, apartir do momento que o Nassif entrou com o processo ele perdeu para mim. Não vejo justificativa para isso. Poucos blogueiros tem tempo e dinheiro para perder com advogados, independente de quem ganhar ou perder o processo. Isso me parece intimidação.
Mas claro, desconfio que se você é um absolutista da liberdade de expressão no Brasil ninguém nem chega a entender os pontos que você quer colocar, certo?
Andre Kenji em junho 28, 2009 1:42 AM
#140
Adhemar,
Sobre a defesa de Janaína:
Eu entendo que Janaína Leite era repórter, isto é, era ponta numa redação. Não era ela quem definia o que seria publicado ou não. Um repórter tem espaço para sugerir pautas e ângulos a uma determinada matéria, mas não tem liberdade plena para se pautar, definir entrevistados ou decidir o que será publicado. Muita coisa que é apurada, por razões diversas, não é publicada. Em resumo, essa é a minha defesa, que deixei pontuada na introdução do levantamento que fiz: Janaína Leite tinha editores, acima dela, que leram a matéria antes de a mesma ser publicada. No limite da minha defesa, ela cumpria ordens superiores.
Imagine-se editor responsável. Num dia (02/10/05), uma matéria oriunda da sucursal do Rio informa que o Conselho da Magistratura havia se declarado incompetente para julgar um recurso que o Opportunity movia contra uma juíza de primeiro grau. A fonte dessa matéria é a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ouvido, o Opporturnity disse, nesse dia, desconhecer um lobista acusado pela juíza Márcia Cunha de Carvalho. Esse lobista teria oferecido um polpudo contrato ao marido da magistrada, que gravou a conversa. A juíza interpretou o episódio como tentativa de suborno. A denúncia contra a tentativa de suborno de Daniel Dantas já era pública: foi furo de O Globo. A Folha repercutiu a notícia depois.
Nesse caso específico, o contra-ataque midiático do Opportunity veio, exclusivamente, via Folha de São Paulo. As informações reputadas como falsas estão, exclusivamente, em textos assinados por Janaína Leite. Imagine-se o mesmo editor. Cinco dias depois de o jornal publicar a primeira matéria, Janaína Leite apura ter havido uma suposta decisão unânime do Conselho da Magistratura.
O tal Conselho teria identificado indícios gravíssimos contra a conduta da magistrada. A fonte, agora, é anônima. E é um (suposto) furo para a Folha, que havia sido furada por O Globo dias antes. Apenas a repórter Janaína Leite, "enviada especial ao Rio de Janeiro" (ela trabalhava em São Paulo), tem essa informação, que abre a matéria. Ouvido por Janaína, o Opportunity disse que o tal lobista acusado pela juíza prestava serviços ao banco.
Não vou cobrar o tom da entrevista feita por Janaína Leite com a juíza nesse mesmo dia: o ombudsman da Folha à época, Marcelo Beraba, flagrou a agressividade.
O editor não cobrou da repórter a reprodução de trechos da decisão que ela dizia ter: o seu (suposto) furo. Parece não ter se dado conta de que a informação de Janaína colidia com aquilo que o próprio jornal havia publicado dias antes. Nas páginas da Folha, uma declaração de incompetência do Conselho da Magistratura foi seguida de uma decisão unânime do mesmo Conselho da Magistratura (alertado por mim, Gravataí Merengue não viu qualquer contradição). Ouvido, o Opportunity disse que o lobista, antes desoconhecido do banco, de fato prestava serviços a Daniel Dantas.
A Folha sequer acusa que o Opportunity, no dia 2, mentiu. Ou que, no dia 7, havia mudado a sua versão. Esse erro, a rigor, é da edição. Editor não existe só para dar título, ora. A essas alturas, estou bastante convencido que a fonte anônima de Janaína Leite era Daniel Dantas ou alguém do Opportunity.
A relação com fontes é, sim, delicada, porque o repórter e o jornal acabam sendo solidários ao que diz a fonte. Não se pode reproduzir tudo o que a fonte fala sem checagem, porque toda fonte tem interesses. É complicado relacionar-se e dar crédito a uma fonte que, conforme deveria ter sido flagrado pela Folha, mente, ou muda de versão. Não que a repórter não pudesse ter flagrado isso tudo. Mas a obrigação é do editor, o chefe de Janaína.
Sobre Nassif:
O levantamento que fiz é longo (já deu para notar que sou meio prolixo, né?), pois traz diversas matérias publicadas, em vários jornais, entre 2005 e 2006. Nassif não reproduz o levantamento que fiz na íntegra, ele o edita. Vale-se de informações sobre matérias que reuni para fazer uma análise e interpretar a realidade com suas próprias lentes - e suas próprias tintas.
O texto que fiz não tem juízo sobre o caráter de ninguém, mas busca demonstrar como a imprensa prejudicou, sim, uma juíza cuja decisão que contrariava interesse do Opportunity. Essa juíza, depois da perseguição sofrida nas farofas jurídicas do Opportunity e no espaço que o banco conseguiu via imprensa, enfim declarou-se impedida de continuar no caso, preferiu o afastamento. Isso é muito triste, Adhemar, até porque vimos enredo semelhante, depois, com o juiz da Satiagraha.
É ainda muito curioso como o juiz Lewis Kaplan, de Nova York, teve A MESMA decisão de Márcia Cunha, mas não teve a autoria de sua decisão questionada nos tribunais americanos, nem foi perseguido pela imprensa brasileira ou dos EUA. Nassif, aliás, pega bem o momento que esse magistrado espinafrou as estratégias do Opportunity em sua corte (os advogados do banco falavam a parte que lhes interessavam de questões sigilosas, mas havia repórteres brasileiros assistindo a tudo: e isso rendia notícia quente por aqui).
Fábio Carvalho em junho 28, 2009 4:09 AM
#141
Concordo com o André Kenji. A postura e as atitudes do Gravatai Merengue nesse episódio são indefensáveis, tanto o fato de ter feito o blog-molecagem quanto as estapafurdias justificativas e defesas de agora. Mas o Nassif apelou: processar o cara e expor dessa maneira no blog – com divulgação de dados pessoais e tudo – certamente é intimidação, sem contar o famoso tiro no pé de ficar envolvendo a Soninha.
Mas também tem o seguinte:
Anonimato na internet pode ser uma bela arma contra Estados, empresas e instituições totalitárias ou opressoras. A grita contra o AI-5 Digital afinal de contas é essa, né? Ele tolhe a liberdade de expressão, que em casos extremos pode envolver inclusive anonimato e total direito à privacidade dos dados do responsável por determinado site ou blog. Vira mais uma ferramenta de opressão e intimidação do que uma prevenção a crimes on-line.
Aí o Gravataí vai lá e faz essa molecagem. De uma tacada só, além de se desmoralizar completamente, desmoraliza esse recurso do anonimato assim como o Garotinho desmoralizava o recurso da greve de fome naquele episódio lamentável. E dá munição prá quem quer tolher a liberdade na net.
O uso irresponsável da liberdade de expressão é o melhor argumento pros que querem cerceá-la.
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No capítulo da defesa ridícula que o Gravataí está tentando fazer, entra essa insistência dele de dizer que não havia difamação no blog porque a relação do Nassif com o BNDES é pública. Ora, a difamação não é contar o acordo do Nassif com o BNDES, é implicar que por causa desse acordo o Nassif tenha virado um "blogueiro de aluguel" do governo. E o tal blog era dedicado a "provar" essa "cooptação" do Nassif.
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De qualquer maneira essa história toda é muito frustrante. Há uns anos atrás a Soninha e esse grupo em torno dela pareciam ser uma alternativa política prá cidade de SP, um canal através do qual coisas bacanas poderiam acontecer.
Hoje, ao ver o rumo que a Soninha tomou, e o rumo do Gravataí e seus blogs sensacionalistas, impossível evitar a melancolia e a frustração.
Daniel em junho 29, 2009 1:19 AM
#142
O NEGÓCIO É O SEGUINTE
Ou o Sr. Gravataí assume e defende o que escreveu ou desculpa-se.
Se assume, coloca o conteúdo do blog apócrifo em seu blog. Teremos um prazer extático em ler.
O Nassif, por exemplo, manteve no ar tudo o que escreveu. Certo ou errado, está lá para todos lerem.
Emilio GF em junho 29, 2009 2:18 AM
#143
Olá mais uma vez, Idelber e leitores.
A questão central é "assumir" ou "não assumir", mas é preciso colocá-la no patamar jurídico. Quando saiu a primeira acusação no blog de Luis Nassif - e há link neste mesmo post - fui acusado de manter uma página no "Google Pages". Também fui acusado, via twitter, de fazer "comentários anônimos". Além de ser acusado de fazer parte de uma trinca: Veja e Soninha.
Nada disso é verdade.
Dei uma resposta alguns minutos depois de ler o texto do blogueiro, refutando todas as acusações. Porque, sim, todas elas são falsas. Não mantive página alguma no Google Pages, não fiz parceria alguma com a Veja e nunca houve qualquer participação da Soninha - o próprio Idelber não adentrou em qualquer destes campos, pois ele próprio não corrobora nada disso.
E aí reside um erro "tático" de minha parte (devidamente explorado pelos 'inimigos' como se fosse uma grosseira falha de caráter ou como desculpa para toda sorte de xingamentos etc.).
Porque deveria ter feito, logo de cara, referência ao blog com pseudônimo (não, não é "anônimo"). Juridicamente, agi de forma "certa", pois não poderia falar genericamente em nome de uma URL - preciso checar textos, saber do que se trata e assim pro diante. E continuo impossibilitado de fazer isso. Mas, para o bem de uma discussão "bloguística", é isso que todos esperam.
Desse modo, o que fiz foi sintetizar a parte técnica em três pontos básicos, e as coloquei no post explicativo do meu blog. Vejam que NINGUÉM refutou isso como algo escamoteado ou um fingimento. Trata-se, definitivamente, do resumo daquilo que abordo de forma técnica. Ninguém disse "ah, aqueles pontos nunca foram abordados" ou "são questões difamatórias".
Não é difamação. Não há acusações íntimas, privadas, pessoais etc. Tratar de um processo público, sobretudo com entidade de natureza pública, cujo acesso está disponível a todos e as tramitações saem em Diário Oficial, acreditem, não configura difamação. Podem perguntar ao advogado de sua predileção.
Tanto que não há sentença condenatória contra mim, embora - repito - eu já tenha sido condenado por aqui e em outros blogs. Paciência. Espero, ao menos, que quando sair a sentença no foro adequado, sendo favorável a mim, eu tenha espaço para algum tipo de manifestação ou coisa do tipo.
Mas por que criei outro pseudônimo? Simples (e todos vão se lembrar disso): desde o começo, quando falava um "a" sobre Nassif, ele devolvia atacando a Soninha. A única forma foi usar outro pseudônimo. Errei? Não acho. Mas, agora, vendo toda essa reação, talvez o melhor fosse colocar tudo no meu blog.
E é, obviamente, o que farei.
Agora, a questão tramita no Poder Judiciário. Toda e qualquer medida depende do que for decidido. Mas, assim que sair a sentença, se favorável, publicarei todos os documentos no meu próprio blog, comentando sempre de forma técnica e sem qualquer juízo de valor pessoal, privado ou íntimo.
Ah! Idelber disse que Nassif teve razão "mais uma vez", porém em seguida reiterou que não havia (e não há) elementos para relacionar Soninha aos casos. Nem endossa a relação da Veja a eles. Também, nessa mesma caixa de comentários, provei que o Google não apenas foi parte do processo como houve acordo. Enfim...
Quanto à discussão sobre amizades, sei que ela ocorre de forma abstrata. Pode ser, de fato, que eu tenha perdido a de Idelber. Uma pena. Sinceramente, ainda o considero como tal. E ele também me considerava - ao menos foi como me tratou em mensagem recente pedindo documentação sobre a Lei Azeredo.
Por fim desculpem - leitores e Idelber - pelo tamanho do comentário. E muito obrigado mais uma vez pela oportunidade de responder e, digamos, "me defender". Um abraço a todos.
Gravatai Merengue em junho 29, 2009 4:51 PM
#144
me intriga a falta de resposta ao ponto do Jurandir. Defender a quebra deste anonimato não é precedente perigoso? Não suporto o Gravataí (com todo respeito, Fernando, mas te acho machista demais nas respostas às mulheres e um tanto de direita demais pra frequentar meu botequim, mas acho válido debater com quem pensa diferente), mas acho que se vamos abrir o blog dele, o ip, o diabo por conta de "difamações" e "calúnias" e tacar na internet, eu nunca mais vou fazer um blog ou uma postagem sem máscara de ip ou sei lá o que mais. Tenho muito medo da lei do azeredo. Bem, fica aqui o meu humilde ponto.
Ângela em junho 29, 2009 5:49 PM
#145
É muito blá-blá-blá essa estória toda.
Usar apelido ou pseudônimo é crime? - Não! É antiético? - Não! É covardia? - Não! Até porque pra se safar, o "autor" do texto pode declarar que a "assinatura" foi falsificada, não é mesmo!
Usar um blog apócrifo é crime? - Não! desde que não seja para a prática de um crime ou apologia ao mesmo.
Na época li o tal blog e não vi nada que fosse "calúnia" ou "difamação". Na verdade vi muito mais das duas coisas em outros blogs e sites com nome e sobrenome e não vejo ninguem fazer gritaria alguma.
Enfim...
Não tenho procuração do Gravataí, mas antes de aparecer esse tal blog, o Fernando Gouveia sofreu forte campanha do Nassif sendo agredido com termos como cooptado ou traduzindo, vendido e sobrou até para a veradora Soninha. Gravataí postou que houve ações "barra pesada" contra ele e familiares e no blog IM resolveu evitar até postar o nome de Nassif. Então é possivel explicar a base emocional do uso de um blog "de guerrilha". Foi a melhor saída? Acho que não, até porque quem leu o tal blog de mente aberta não enxergou nenhuma calúnia mas uma ANÁLISE do processo de negociação do débito.
O resto é blá-blá-blá militante. Quem é a favor de um xinga a mãe do outro e quem é a favor do outro mostra a lingua ou o dedo pro primeiro.
E isso ocorrerá até o final dos tempos.
É curioso observar que até o Ildeber concordou que Nassif errou na acusação que fez quando Gravataí mostrou o "outro lado", no caso a versão da jornalista Janaina Leite. Ildeber foi enxovalhado e chamado de cooptado? Não! Mas Gravataí foi? Porque?
Porque não ficaria bem, Nassif bater num dos ícones da blogosfera e internautas sabendo que estava errado mas num blogueiro que trabalha com política e cuja chefa recebeu uma reportagem na VEJA (vejam que crime!!), pau neles.
E porque? Porque Nassif fez com a VEJA/FSP/Dantas uma "análise" de reportagens e razões para elas, num amontoado de Ctrl V e C com ilações sobre intenções e vontades. Oras bolas, é exatamente isso que fez o Gravataí com uma "análise" de documentos e processos e ilações sobre intenções e vontades sobre o financiamento do BNDES.
O BNDES é um banco público que usa dinheiro público. Se Luis Nassif tivesse tomado um emprestimo no banco Safra ou no Bradesco, ninguem tinha nada a ver com isso e se a ação do banco beneficiou o cliente inadimplente ou não. Mas o BNDES é "nosso".
Então é assunto de utilidade pública saber se o banco o tratou com excepcionalidade e se o fez, o porque disso. E entretanto se for praxe, numa ação judicial de cobrança (o que significa que o devedor não estava tão disposto a negociar como alegam alguns comentários), oferecer uma claúsula pela futura adimplência o que convenhamos tirou o valor do empréstimo, sem exigir garantias do devedor além das originais que se mostraram ineficazes.
Apenas para esclarecer, se o devedor pagar em dia não existem juros de mora e atualizaões, obviamente. Essa parcela B são os juros de mora e atualizações decorrentes do atraso dos pagamentos até aquele momento do acordo que deveriam ser pagos. Se o devedor dalí pra frente pagasse em dia esse juros do passado seriam "perdoados". Então o que Nassif está pagando pelas próprias palavras dele, é o financiamento original com os juros acordados incialmente o que não é convenhamos, nenhuma façanha. É como se o período em atraso nunca tivesse ocorrido. É por isso que Gravataí fala em perdão da dívida, posto que os juros legítimos e devidos por conta do atraso ficarão sem pagamento.
Além do que, surge sempre a pergunta: Porque o banco não ofereceu de pronto a saída mas gastou tempo e dinheiro com ações judiciais para chegar nesse acordo? No mínimo existe uma tremenda incompetência do banco.
Quanto ao google, o documento apresentado pelo Gravataí deixa claro que houve acordo entre as partes, no caso Google e Nassif pela prestação das informações e retirada do site. Não foi uma decisão judicial para que o google assim procedesse. O que denota que as acusações contra Gravataí sobre jogos de palavras ou forma de explicações podem ser apontadas para Nassif também. Porque o mesmo, por respeito aos fatos, não explicou que abriu uma demanda judicial mas que por acordo com o google...
É aquela mesma estória, todo mundo acusa todo mundo e aquilo que é vício do inimigo é virtude do amigo e vice-versa.
Marco Aurélio Fedeli em julho 1, 2009 5:28 PM
#146
Marco Aurélio Fedeli, mas um para a lista dos que respondem a mesma coisa e esquecem as mesmas coisas, precisa de tantas linhas para repetir o mesmo discurso surrado? Ou será que o Prof. Idelber lhe pediu um resumo dos comentários pró-gm para encerrar a festa? Se não foi isso ficamos esperando que escreva longamente sobre o que nunca foi respondido. Eu pessoalmente não consigo acreditar que neste blog nos tomem por idiotas, respondam então as questões que ficaram pendentes, se puderem.
Roberto em julho 1, 2009 6:11 PM
#147
Quem é a favor de um xinga a mãe do outro e quem é a favor do outro mostra a lingua ou o dedo pro primeiro...todo mundo acusa todo mundo e aquilo que é vício do inimigo é virtude do amigo e vice-versa.
Como eu disse...argumento comprovado.
Marco Aurélio Fedeli em julho 1, 2009 6:50 PM
#148
Até agora não vi o tal do argumento, e olha que tenho me esforçado para achar, fico até com medo desse pessoal que diz que não se deve acionar a justiça em alguns casos e queria ver a reação deles se fossem alvo de blogs anônimos, no dos outros é refresco.
Sempre lembrando, sem juizo de valor, que é uma pessoa assinando e dizendo que a outra é coptada, contra um anônimo que nega até a última chance que é autor do blog, depois de desmacarado pela justiça(justiça e não sob tortura)assume e diz que é erro de estratégia e que deveria ter agido de forma diferente, mas se não fosse a demanda judicial estaria negando até hoje.
Se a negociação do Nassif no BNDES foi para apoiar o governo, das duas uma: ou ele não está cumprindo a sua parte ou esqueceram de avisa-lo.
Mas isso só entende quem lê o blog, quem não lê acha através do gm que ele defende todas ações governamentais.
Aliás com esses argumentos é fácil ver que boa parte dos blogs está renegociando contratos com o BNDES, esperamos os novos blogs anônimos do gm com essas informações atualizadas.
Roberto em julho 2, 2009 3:01 AM
#149
Caro Roberto:
Compreendo o seu comentário e obviamente não deixa de ter razão. Como eu disse, não acredito que a idéia de Gravataí do blog sobre o bndes tenha sido a correta embora consiga compreender a situação do momento.
E por mais que o blogueiro em questão errou na percepção da maioria, isso não tira o mérito de suas postagens. Até porque o Imprensa Marrom sempre postou elogios ou críticas quando essas cabem.
Quanto ao blog do Nassif, eu acompanho todo dia, até porque aprendi a muito tempo que não se dá crédito a qualquer palavra dita sem a devida observação dos fatos de forma própria.
Nassif faz críticas ao governo? Faz, em especial na questão econômica, muito centrada no caso em críticas ao Banco Central. No resto...bem, até o Zé Dirceu no blog dele já considerou errada essa ou aquela decisão do governo, mas não faz dele parte da oposição, não é mesmo?
Está errado em defender ações do governo? Não, porque é uma decisão que cabe apenas a ele. Pode-se discutir se sua análise está correta ou não, mas sua postura é assunto dele e o inverso é verdadeiro.
A credibilidade dos fatos não está na assinatura de um post mas na verdade exposta nele, o que se deve frisar é algo eivado de subjetivismo. Quer um exemplo?
Um internauta também de nome Roberto, fez comentários no blog Imprensa Marrom indicando um blog que trazia informações sobre o caso da demissão de Nassif da FSP. Nassif usou as informações do blogueiro então anônimo para sua defesa. Gravataí perguntou nos comentários se o Roberto em questão era o dono do blog que o próprio mencionou na terceira pessoa e ele confirmou. No caso só se sabia que o blog era dele porque na primeira postagem do blog ele escreveu o nome ao final do texto. Quem não ler o blog inteiro não se dá conta do autor e sequer se o mesmo é o autor de todos as postagens. Em tempo: o blog é legal de ler e tem postagens interessantes.
Nassif na época não deu o nome do blogueiro então anônimo e isso não foi criticado por ninguem, mas quando a postagem é crítica ai vem a choradeira.
Por fim, é ao meu ver uma besteira , achar que o BNDES renegociou a dívida para ele, Nassif, apoiar o governo. Ele o faz de vontade própria.
Marco Aurélio Fedeli em julho 2, 2009 12:20 PM
#150
O meu argumento parte do princípio de que se fizessem um blog anônimo tentando me imputar inverdades eu faria a mesma coisa, simplesmente pq é um direito meu saber quem está tentando manchar meu nome, mas mesmo que fossem verdades colocadas lá eu faria da mesma forma, simplesmente pq eu quero saber quem são os meus inimigos e pq tentam me atingir, nada mais normal, nada mais sensato.
Escrevo isso para explicar, já que não tenho inimigos e não passo de um comentarista e mero leitor destes blogs.
Roberto em julho 2, 2009 6:16 PM
#151
O que o pessoal do Imprensa Marrom não consegue entender é que se possa fazer críticas ao governo Lula sem chamá-lo de apedeuta cachaceiro.
André em julho 8, 2009 11:57 AM
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