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terça-feira, 14 de julho 2009
Clube de Leituras: "O Machete", de Machado de Assis
'Bora fazer outra edição do Clube de Leituras? Então vamos. A proposta é que vocês leiam nas próximas 24 horas um conto genial de Machado de Assis. Trata-se de “O Machete”, publicado originalmente no Jornal das Famílias, em 1878, e jamais compilado por Machado em livro. O relato só viria a ser republicado muito tempo depois. Ele está, claro, disponível na internet. Se você prefere o formato pdf, clique aqui. Se prefere ler em html mesmo, clique aqui.
Não quero adiantar muita coisa sobre o conto, mas trata-se de uma das primeiras reflexões sobre a música popular do Rio de Janeiro na era de surgimento e consolidação do então demonizado maxixe. A discussão será sobre “O Machete”, mas há outro conto de Machado que pode iluminá-lo consideravelmente. É o clássico “Um homem célebre”, que também está disponível em pdf ou em html.
Para preparar a discussão, você pode consultar um post do Biscoito: Machado de Assis e a invenção do pop. Eu fiz também um trabalhinho acadêmico (pdf) sobre Machado e a música, que não faz muita falta ler agora, já que o post de amanhã será, em grande medida, baseado nele.
Então, temos quorum para uma conversa sobre Machado de Assis e a música amanhã? Quem se alista?
Escrito por Idelber às 08:04 | link para este post
| Comentários (23)
#1
Ok, tudo lido, espero pelo post de amanhã. Antes, uma pergunta:
no seu post sobre o conto "um homem célebre" você fala que o pestana é o retrato do artista brasileiro. Não entendi, ou melhor, achei que vc generalizou quando, provavelmente, estava querendo falar de algum artista ou grupo de artistas específico. Ou vc realmente acha que todo artista brasileiro está entre "a possibilidade e o desejo" e "a ambição e a vocação"?
aiaiai em julho 14, 2009 9:54 AM
#2
E o "The Ethnic Cleansing of Palestine" Pô? Daqui a pouco vou ter que reler....
Eneraldo Carneiro em julho 14, 2009 10:19 AM
#3
Não gosto de Machado de Assis, mas vamos lá.
Victor da Rosa em julho 14, 2009 10:43 AM
#4
tou dentro!
ah, e idelber, há tb o ensaio do wisnik, a quem interessar possa, "machado maxixe", compilado no livro "sem receita" e tb editado avulso pela publifolha.
No ensaio, wisnik propõe o mesmo cotejo ora proposto. uma leitura paralela e interessante, né não?
abraço
gabriel em julho 14, 2009 10:53 AM
#5
Conhecendo seu seu blog rescentemente, te que está de parabéns, sobriedade na informações, e por sua vez, ajudando a difundir cultura... Estou dentro...
Srta Lucélia em julho 14, 2009 11:02 AM
#6
pô! desculpa a pressa! acabei de ler seu post "Machado de Assis e a Invenção do Pop"... vc já tinha falado do trabalho do wisnik. ê laia. foi mals.
gabriel em julho 14, 2009 11:20 AM
#7
Interessante a visão do futuro neste Inácio, compara-se a o Inácio de hoje deixando de lado os "pianos velhos" e mostrando "machete" para todo o mundo.
Mack em julho 14, 2009 11:47 AM
#8
Como os demais, conto lido. Esperamos o post.
Guilherme Póvoas em julho 14, 2009 12:07 PM
#9
Olá Idelber,
Tenho lido seu blog com alguma constância desde a invasão da polícia na USP.
Queria, antes de mais nada, te dar os parabéns; e depois, lógico, topar a proposta... (Coincidentemente, li o conto há alguns dias.)
Abraço
Bruno em julho 14, 2009 12:46 PM
#10
O Reinaldo Azevedo e o Diogo Mainardi resolveram agora atacar o Chico Buarque. O Mainardi se agarra às declarações da romancista irlandesa Edna O'Brien. O que o Sr. pensa a respeito dessa empreitada desses dois críticos literários consagrados?
Friedrich em julho 14, 2009 1:21 PM
#11
O Reinaldo Azevedo e o Diogo Mainardi resolveram agora atacar o Chico Buarque. O Mainardi se agarra às declarações da romancista irlandesa Edna O'Brien. O que o Sr. pensa a respeito dessa empreitada desses dois críticos literários consagrados?
Friedrich em julho 14, 2009 1:22 PM
#12
Já comecei a ler. Interessante o estilo do Machado de Assis. Há muuuuito tempo não lia nada dele. Aliás, ultimamente só leio a blogosfera e Manual de Usuário.
Roberto Locatelli em julho 14, 2009 1:25 PM
#13
Eu!
Já tinha lido ambos os contos, mas não custa relê-los.
He will be Bach em julho 14, 2009 2:38 PM
#14
Mas que danadinha essa Carlotinha, hem?
Armando em julho 14, 2009 3:36 PM
Manu em julho 14, 2009 4:00 PM
#16
Carlotinha é a Maria-Chuteira contemporânea.
Victor da Rosa em julho 14, 2009 4:19 PM
#17
Não gosto de Machado de Assis, mas vamos lá. [2]
Mas este conto foi uma exceção, achei mais leve e objetivo.
Euler em julho 14, 2009 4:53 PM
#18
ok.
vou participar da discussão.
estava mesmo precisando de palavras machadianas.
bj
susy em julho 14, 2009 6:19 PM
#19
A Carlotinha foi embora com um aluno das Arcadas. A nossa fama vem de longe.
Lincoln Pinheiro Costa em julho 15, 2009 1:52 AM
#20
Idelber,
Não vai dar pra participar por causa de um trabalho para entregar semana que vem. E desculpe fugir do assunto e voltar à vaca fria, mas olha o que uma amiga me disse no orkut: seu "orientador, por conta da confusao na usp, resolveu pendurar as chuteiras. diz ele q resolveu 'deixar que os mais perseverantes e idealistas permaneçam no campo-de-batalha'." Lastimável, não?
Beto em julho 15, 2009 3:04 AM
Ricardo Amaral em julho 16, 2009 2:19 AM
#22
Adorei sua idéia.Assim que puder, farei parte desse clube do ivro. Boa sorte, caro amigo.
Sarah Menezes em julho 16, 2009 12:19 PM
#23
Acho mais interessante que falar de dicotomia entre arte "erudita" e "popular", falar na união ou comunicação entre estas diferentes expressões artísticas. Algo como um concerto entre violino e machete, como diz o personagem no conto. È impressionante como este conto de Machado me lembrou os filmes "Amadeus" de Milos Forman e "Poucas e Boas" de Woody Allen. Aliás, acho que Machado e Allen têm muitos pontos em comum, que deveriam ser aprofundados.
Erinilton Gomes em outubro 9, 2010 9:59 PM