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segunda-feira, 20 de julho 2009

Respostas a algumas perguntas frequentes

Aí vai um post que explica alguns dos princípios que regem a relação deste espaço com seus leitores e com outros blogs. Senti a necessidade de escrevê-lo depois de receber dois emails de pessoas que haviam aberto blogs e me procuraram pedindo a tal fatídica “parceria de links”. Como sabe quem bloga há algum tempo, não há nada que tire um blogueiro do sério como esse pedido. O que era diferente nesses casos é que os dois blogs em questão eram promissores. Mas o pedido é muito brochante. Aí pensei que valeria a pena aproveitar e esclarecer algumas coisas.

1.Podemos fazer uma parceria de links? Mô fio, não peça isso a um blogueiro jamais. Você queima seu filme antes de entrar na roda. “Parceria de links”, pelo menos aqui, não existe. Quando vejo um blog de que gosto, divulgo-o sem pedir nada em troca. Qual a melhor forma de trazer leitores ao seu blog então? Ora, ir armando uma rede de contatos e fazer comentários nos posts sobre os quais você tem algo relevante a dizer. Eu, pelo menos, nunca recebo aqui um comentário de blogueiro ainda não conhecido sem que eu dê uma clicadinha para visitá-lo. Se gosto do que vejo, copio o link para o meu Google Reader. Se começo a lê-lo regularmente, ele passa ao blogroll aí à esquerda. Quando vejo algum post que acho que pode ser do interesse de quem me lê, dou o link aqui no corpo dos textos. O Biscoito linka muito e com frequência há anos. Não leio religiosamente todos os blogs linkados aí à esquerda, mas não há blog em língua portuguesa que eu leia com regularidade que não esteja listado aí. Cada um faz isso de uma forma: existe gente que é completamente pautada por blogs ausentes de seu blogroll. Eu prefiro usar meu blogroll para dizer com clareza ao leitor a quem eu leio. Se não está aí, é porque não leio ou, pelo menos, não passei a ler regularmente ainda.

2.Você não respondeu meu comentário: Sempre foi minha prática responder os comentários. Ficou impossível, como qualquer pessoa razoável pode atestar visitando as caixas do Biscoito. Mas tenha certeza de que seu comentário foi lido com atenção e de que sou grato pela visita. Não tem sentido ficar entupindo a caixa com “obrigados” e “volte sempre”, mas espero que a apreciação esteja implícita. Responder ou não a um comentário é, na maioria dos casos, produto de fatores aleatórios: tempo, disposição, ter ou não ter algo que acrescentar, ter ou não ter chegado a tempo de respondê-lo antes que um monte de outros comentários tenham sido feitos etc. Se respondi ao comentário de outro leitor que não você, não pense que aquele foi mais apreciado que o seu. Na verdade, boa parte dos meus comentários favoritos aqui ficou sem resposta.

3.Você ignorou meu email / meu twitt / minha chamada no MSN / Gtalk / Facebook: Sempre foi minha prática responder os emails que recebo, mas já está ficando impossível. Se você precisa de algum link ou informação, envie um breve email ao endereço disponível aí à esquerda, e as chances são de praticamente 100% de que você receberá uma resposta. Se você me enviar um email de 17 parágrafos debatendo algum tema do blog, as chances são de praticamente 100% que ele ficará sem resposta. Não vejo muito sentido em discutir opiniões por email. Para isso está a caixa de comentários. Quanto ao MSN / Gtalk / Facebook: eu não bloqueio ninguém nessas ferramentas de comunicação instantânea. Eu praticamente não as uso.

4.Você está interessado em uma parceria para avaliar o produto tal e escrever sobre ele? Terminantemente não. O Biscoito não faz propaganda de nada a não ser do que leio e gosto, ouço e gosto, vejo e gosto. Não estou interessado em conversar com nenhuma empresa sobre nenhum produto.

5.Gostaria de enviar-lhe o meu livro ou ensaio. Receberei com todo prazer e muito provavelmente lerei. É só enviar um email e pedir o endereço. Você com certeza receberá o agradecimento pelo envio. No entanto, lembremos Derrida: o dom deixa de ser dom no momento em que se inscreve numa expectativa de economia de troca. Se você quer me dar algo, eu aceito, se for dádiva mesmo. Não me cobre nada. Eu posso fazer uma resenha ou não. Isso depende não só de eu ter gostado, mas também de eu sentir que tenho algo a dizer sobre a obra. Recebi vários livros de que gostei muito e que ainda não foram resenhados aqui – em parte por falta de tempo mesmo. Casa das feras, de Márcia Bechara, Transparência pública, opacidade privada, de Túlio Vianna, Segurança Pública, Direitos Humanos e Violência, de Rafael Fortes e Visita às casas de Freud e outras viagens, de Sérgio Telles são quatro magníficas obras que já li e gostaria de resenhar. Pode ser que role ou não. Portanto, a ausência de comentário sobre o seu envio não quer dizer nada. A certeza que você pode ter é que, se você for um jovem contista, me enviar o seu livro e eu achar que ele é uma porcaria, eu não farei uma resenha dizendo isso. Não tenho o menor interesse em detonar um jovem escritor.

6.Estamos concorrendo no concurso de blogs tal e qual, você pode ajudar? Já fiz isso muito mas, sinceramente, acho que já deu. Os concursos de blogs cumprem lá o seu papel, sempre é bacana a divulgação extra que eles trazem, mas me cansei um pouco deles. Acho, inclusive, que a grande maioria dos leitores não está muito interessada se você ganhou o selinho do concurso tal. Isso vale tanto para outros blogs como para mim. Com certeza o Biscoito voltará a ser indicado para concursos, mas eu não planejo voltar a divulgar nenhum deles aqui.

7.Estou cursando a disciplina tal e quero fazer uma entrevista com você. Sim, estou à disposição, desde que seja algo que eu não tenha respondido antes. Portanto, se você é estudante universitário e gostaria de fazer uma entrevista comigo, eu sugeriria que você desse uma olhada nas mais de dez que fiz por aí na web. Se as perguntas forem qual é o potencial dos blogs e das novas mídias? ou você acha que os blogs vão substituir a grande imprensa?, aí não, porque eu já respondi isso umas trinta vezes. Se as perguntas forem novas, em geral dá.

8.Se posso aproveitar para fazer uma sugestão, aí vai: o silêncio do outro, na internet, raramente significa o que achamos que ele significa. Trata-se de um mundo superpovoado de signos e, na ausência deles, é melhor não interpretar muito. Eu tenho visto ao longo dos anos que essa é uma boa técnica para manter a sanidade mental.

Se algum blogueiro quiser completar com algo que vem da sua experiência, fique à vontade. Se algum leitor quiser usar o espaço para saber algo mais, fique à vontade também. Sei que este é um post que em alguns momentos pareceu meio rabugento, mas eu tinha a necessidade de escrevê-lo, inclusive para ter o link na próxima vez que eu receber alguma dessas perguntas, o que vem acontecendo quase diariamente. Boa semana para todos.

PS: O blogroll dá as boas vindas a dois blogs que comecei a ler com muito gosto e proveito: Ademonista e Tiago Pereira.

PS 2: Quem esteve aqui em Minas este fim de semana e me encarou bravamente numa maratona de Originais foi a turma que escreve o excelente blog do Guaciara.



  Escrito por Idelber às 07:15 | link para este post | Comentários (55)


Comentários

#1

O meu blog já tá aí do lado esquerdo, nem posso reclamar! Até puxão de orelha fraterno já recebi, haha! Graças nunca pedi para ser "parceiro"!=)

Aliás, lembrando do velho assunto de agregar, unificar e etc, eis que me surge este interessante projeto, merece ser analisado. É bem básico, um agregador de feeds em forma de blog, neste caso, especificamente da causa Palestina: http://palestineblogs.net/aggregator

Vale ter em mente!

Entrementes, meu jabá: tsavkko.blogspot.com, temos que aproveitar a boa vontade do dono deste magnífico blog para falar dos nossos sem encher por e-mail!;-)

Raphael Tsavkko Garcia em julho 20, 2009 7:56 AM


#2

Raphael, acho que nenhum dos blogs listados aí à esquerda jamais me pediu a malfadada "parceria".

E não era puxão de orelhas, era convite a matizar! Abração.

Idelber em julho 20, 2009 8:03 AM


#3

Idelber,

Eu sei, mas é que a história do "puxão de orelha" ficou divertido!=)

Ah, sabes da última? O Lieberman virá hoje ao Brasil? Este não dá pra matizar nem desculpar! O Caleiro fez um excelente post sobre o assunto e eu resolvi dar minha força também no meu blog, além de ter mandado uma carta-mail pro pessoal do Centro Vivo daqui de Sampa pra ver se montam alguma coisa, um protesto, uma carta-aberta, alguma coisa para não deixar passar em branco o que o PIG já deixou!

Sionista e genocida no Brasil é demais! Já temos nossa cota de malucos no congresso!

Raphael Tsavkko Garcia em julho 20, 2009 8:07 AM


#4

Opa! Obrigada pela recepção, Idelber. Estou voltando a blogar e tinha esquecido desse ótimo "espírito" blogueiro.

Abraços.

Dinha em julho 20, 2009 8:24 AM


#5

Dinha, o seu último texto sobre Kant foi inspirador para mim. Comecei a redigir um comentário e ... decidi que precisava pensar mais e revisitar a primeira Crítica. Fui muito especial encontrar seu blog, porque ainda há muito pouca blogagem realmente filosófica em português (pelo menos em português brasileiro). Um abração.

Idelber em julho 20, 2009 8:27 AM


#6

De experiência própria eu diria o seguinte. Eu sou um blogueiro meio sem jeito, então não preciso sequer pensar em muitas dessas coisas que você menciona e se impõe em função do volume e tamanho do Biscoito. Não falo nem das parcerias porque até já havia feito uma, para falar a verdade sem me perguntar muito sobre as implicações daquilo. Achei o blogue interessante e aceitei o "acordo". Falo do seu esforço em abarcar e dialogar com os leitores-comentadores do Biscoito. Acho que isso realmente virou uma marca de qualidade sem igual por aqui. Penso que por isso consigo calçar seus sapatos, acho. Apesar de não viver as condições que te fizeram chegar a esse post. Como comentador também esporádico (talvez seja mais assiduo aqui do que no meu blogue), não precise nem dizer, eu me sinto mais do que contemplado.
Abraços.

Jampa em julho 20, 2009 9:53 AM


#7

"Se respondi ao comentário de outro leitor que não você, não pense que aquele foi mais apreciado que o seu."

Hehehehe... Muito boa! Variação do "Mamãe, você gosta mais dele(a) do que de mim!"

He will be Bach em julho 20, 2009 10:02 AM


#8

É isso aí, professor, o seu blogroll ficou bem mais higienizado sem o Imprensa Marrom.

arimateia em julho 20, 2009 10:08 AM


#9

Bem pontuado.

imagino a loucura que é responder a tanta coisa.

O problema é que nos "manuais" de muito blogueiro sobre "como se tornar relevante", consta lá conseguir "parcerias de links" com blogues que já são relevantes em temas de que o novo blogueiro quer tratar.

Acho curioso também o resultado que os blogues trazem pra apuração jornalística (e tbem pra trabalhos de faculdade). Se já foi respondido no blogue, a não ser que seja necessário esclarecer um pouco, é só aproveitar a aspa (pra usar um jargão jornalístico péssimo).

Anselmo em julho 20, 2009 10:20 AM


#10

A parceria de links é uma regra que vale para um determinado perfil de blogs, no qual o Biscoito não se enquadra. Quem entende isso não vai pedir parceria pro Biscoito, né? :D

O item 8 me fez pensar...

Silvana em julho 20, 2009 10:30 AM


#11

Texto muito bem escrito (começando pelo ótimo título - "Respostas a algumas perguntas frequentes") e que define um mínimo "código de ética" na relação entre blogs. Acrescentaria ainda um tópico sobre os problemas do "copy & paste" com a falta de citações aos autores.

Alexandre Kovacs em julho 20, 2009 10:37 AM


#12

:)

Izabella em julho 20, 2009 11:01 AM


#13

Alguém já pensou em escrever um livro do tipo "Boas Maneiras na Internet"?

Sei que já saíram alguns, mas não me convenceram... São muito basiquinhos.

Roberto Locatelli em julho 20, 2009 11:08 AM


#14

Ótimo, meu caro.

Eu mesmo já vi leitores cobrando pessoalmente resposta para twittadas!!!

Todo blogueiro é leitor. Quando são leitores de comentários deixados em seus próprios blogs podem cair em várias destas armadilhas ao interpretar.

Daniel em julho 20, 2009 11:17 AM


#15

Belo texto. Sobre os livros que os editores/autres mandam para fazer resenha, ando meio grilado com uma coisa. Os que me mandaram até agora (foram só dois) eram realmente muito bons.

Suspeito que o editor/autor só mande porque, lendo o que eu escrevo, já saca que eu vou gostar: até agora ninguém me mandou nada do Reinaldo Azevedo.

Mas tenho medo de só ficar fazendo resenha a favor.

NPTO em julho 20, 2009 11:39 AM


#16

Muito oportuno este post. Passou da hora até!Considerei o primeiro parágrafo do item oito fundamental e uma bela maneira de concluir. Não concordo com tudo que vc pensa (acho o ateu em geral um sujeito carente de atenção e necessitado de convencimento, rs, rs, rs), no entanto vc hoje é para mim uma leitura diária obrigatória.

Ana Maria em julho 20, 2009 11:48 AM


#17

O manual que você escreveu é tão bom, que logo vai ter um monte de gente pedindo para usar no seu próprio blog.

Um abraço

Lucas em julho 20, 2009 12:06 PM


#18

Nada a ver, mas acho que possa a vir interessar http://cinemaeoutrasartes.blogspot.com/2009/07/adivinhe-quem-vem-pra-jantar.html que Lieberman vem ao Brasil e a mídia independente chama protesto contra

Flavia em julho 20, 2009 12:06 PM


#19

O Rafael Galvão está imperdível com sua apaixonada Aparecida.

Jeferson Paz em julho 20, 2009 12:31 PM


#20

Idelber,
para bom entendedor fica claro que as regras acima também devem valer na hora de tomar um chopinho contigo. Abraço!

Márcia W. em julho 20, 2009 12:42 PM


#21

A capucha serviu pra mim, que pedi a muitos blogs o que eu chamei à época de uma "formação de rede em torno de um assunto" que poderia ser, de outra forma, uma "parceria de links".

Gostaria de pedir desculpas sinceras por ter feito isto, mas também gostaria de me explicar. Como blogueira iniciante eu desconhecia esta etiqueta. Hoje vejo que tem um sentido, pois vários blogs estão ai só para se tornarem famosos. O próprio Liberdade foi atacaado com posts sobre coisas nada a ver com Confecom só na ânsia de serem linkados.

Pelo meu blog pessoal, o "Algodão Hidrófilo" eu até cheguei a invadir o espaço de comentários deste blog - pelo que também peço desculpas - para indicar uma pesquisa minha sobre a Rouanet (e tava boa, sinceramente, pois usei tudo o que pude aprender com Chico de Oliveira e teve um sociólogo que me visitou querendo saber se eu não queria transformar isso num projeto de mestrado - agradeci, mas não queria, pois meu interesse com o assunto tinha urgência de cidadão não fôlego de pesquisadora, e assim ocorre com várias das coisas que eu blogo, como é o caso, atualmente, da gripe suína e da Confecom. invadi o espaço de pura intransigência juvenil, por achar que um assunto cidadão não estava sendo discutido, mas foi juvenil).

Não indiquei a pesquisa para me tornar famosa - sinceramente. Tanto que quando continuei minha pesquisa com respeito à Confecom e vi que era preciso publicisar a coisa não pensei que pedir para "constituirmos uma rede de blogues" em torno do assunto fosse parecer coisa de quem está querendo se tornar famoso. Por isso mesmo comprei um outro espaço por um ano (pois a Confecom termina em dezembro) e desliguei o blog sobre a Confecom do meu blog pessoal, justamente pra não ter essa de me tornar famosa. Era o espaço que deveria levantar uma questão por um tempo de um ano e ser finalizado.

No entanto entendo, Idelber, que isso possa ter pegado mal, de pedir a linkagem. Vejo que por não ter percebido que isso pegaria mal eu acabei ingenuamente agindo contra o que eu estava tentando construir, que tinha como motivo ajudar a movimentar os blogs em torno desse assunto, e não ficar famosa: tanto que eu demorei a linkar o Algodão ao Liberdade, e só o fiz por uma questão de coerência, pois o Daniel (do Amálgama) me sugeriu que todo o blog que linkasse o Liberdade aparecesse na lista de blogs parceiros, e todos os que estão na lista, fora o Guaciara, que apareceu depois, foram linkados antes do Algodão. Tanto que eu me nego a colocar meu nome completo nos blogs, e Flavia pode ser uma Flavia qualquer, e sou adepta do que eu chamei de anti-autoria (que é ser contra a importância do autor, e colocar em evidência o assunto, não o autor - no entanto, nenhuma atitude neste mundo entrecortado de contradições pode ser puramente coerente, e vejo que se for necessário falar sobre o outro blog sobre o qual pedi seu conselho por e-mail vou ser obrigada a dar nome e RG, pra não me tornar apócrifa ao botar o dedo no nariz de alguém - enquanto não me decido, fico pensando nestas questões).

Eu pressentia que essa questão de pedir pra linkar existisse, mas não imaginava que fosse tão forte ou tão séria. Numa pesquisa inicial ví muitos blogs falando que era preciso fazer algo com relação à Confecom, mas eles me pareciam perdidos, sem saber o que fazer, e eu achava que vinha com uma solução: vamos fazer uma rede. Agente pesquisa e agrega. Divulga e informa.

Eu via que a questão Azeredo tinha tudo a ver e que valia a pena que os blogs em torno da questão pudessem agregar suas pesquisas em torno da Azeredo aos temas de Comunicação, entre os quais a internet, que estão rolando na Confecom, e oferecia o espaço do Liberdade para ser Comunitário. Como blogueira eu acredito sinceramente que errei, como ativista que percebe o poder de pesquisa e agregamento, de aprofundamento e divulgação (não de um blog, mas de um assunto, que era o que me interessava) eu agi como ativista e não como blogueira. Agi errado como blogueira, agi errado com a resposta mal-educada no e-mail que mandei para você. Você não merecia, só que eu não tinha mais pra quem perguntar. Só isso. Não nasci sabendo. Mas respeito a sua posição.

Flavia em julho 20, 2009 12:53 PM


#22

Idelber, quer saber? Achei este post muito engraçado... esse negócio de "vc não me respondeu/ vc ignorou meu [o que quer que seja]"... dado o tamanho que seu blog assumiu (e cresceu muito desde que eu comecei a frequentar - na época da campanha do Obama -, né?) imaginei que isso devia acontecer com muita frequencia, mas me confesso que me diverti vendo a confirmação neste post. Esse negócio aqui é enganoso, dá uma falsa idéia de proximidade e às vezes faz com que as pessoas não se dêem conta de que há limite nessa intimidade virtual. Boa sorte na campanha pela boa educação blogueira!

Renata L em julho 20, 2009 1:32 PM


#23

hahahah adoooooooooooooooro!!!!

o primeiro post que eu li neste blog foi o "não trago encomendas" ou algo assim. Foi amor à primeira vista hahahah.

olha, vai ter 'Aqueles Dois' no final do mês no Alterosa.
beijo beijo!

=draupadi= em julho 20, 2009 1:45 PM


#24

Bom, como o comentário anterior não entrou, vamos de novo.

Já levei um puxão de orelha, aprendi, e neste final de semana tive a idéia da força do "Biscoito Fino e a Massa": sábado meu blog teve o triplo de acessos em relação ao normal para o dia da semana, por causa do link para a "história da moedinha" que coloquei aqui.

Importante ponto colocado pelo colega, sobre textos de terceiros. O Ouro de Tolo, meu blog, às vezes tem textos de convidados, e muito raramente reproduzo textos de outras fontes - sempre com o necessário crédito e com link para o local original. Isto é imprescindível.

Pedro Migão em julho 20, 2009 2:46 PM


#25

Eu tenho uma dica: na blogsfera, mais que na vida, não dúvida a opção é não. Achou seu comentário meio off, não faça. Achou o pedido meio forçado? nananinanão. Não pede, oras.

Até porque, e penso que nãó é o caso aqui, tem blogueiro que leva mais a sério esta vida virtual (e todos os conceitos e opiniões que exprime no modo virtual) que a vida mesmo, aquela outra, off. Daí uma gafe, uma mancadinha vira uma confusão só. Interneteiro é um bicho danado de sensível e carente, nénão? Cobramos até comentário dos nossos comentários.
rsrsrs

Eu só reclamo que gostava quando Vossa Senhoria escrevia sobre futebol. Pronto. falei.

Lili em julho 20, 2009 4:37 PM


#26

Puxa, Lili, eu também sinto falta dos posts sobre futebol. Adoraria voltar, agora que meu time é líder. Mas acho que perdi a cancha mesmo... Quando estou no Brasil, ainda vai, mas quando estou nos EUA é impossível falar de futebol atual, porque desisti mesmo de ter o satélite da Globo.

Cara Silvana, mas será que existe mesmo um perfil de blog onde seja de praxe essa história da parceria de links. Confesso que nunca vi... Mas, enfim, você não imagina a quantidade de vezes que recebo esse pedido. E é batata: 95% dos casos são de blogs que não me interessam em absoluto...

Idelber em julho 20, 2009 5:01 PM


#27

Idelber,

você mantém Net aqui no Brasil - e banda larga?

se sim, sua solução para o futebol podia ser uma daquelas caixinhas SlingBox - funciona bem, pela experiência que algumas pessoas aqui no meu trabalho têm (um bando de tricolor que quer sofrer durante suas viagens para a Europa).

Radical Livre em julho 20, 2009 5:22 PM


#28

E vou te contar viu Idelber, vc superou todos nós na maratona com folga. Pelo menos entre a turma do Guaci, já foi nomeado o Paul Tergat das Originais. Grande abraço...

Lauro Mesquita em julho 20, 2009 5:27 PM


#29

Radical: sim, tenho banda larga aqui no Brasil, que fica ligada mesmo quando estou nos EUA.

Já me inscrevi no Sling.com, mas ainda não entendi, explica melhor para a anta tecnológica: lá dos EUA eu pego, via Sling.com, os jogos exibidos na TV aberta e na TV a cabo brasileiras? E o que a minha banda larga aqui no Brasil teria a ver com isso? Tô confuso.

Ôxi, essa tal de internets anda muito evoluída!

Idelber em julho 20, 2009 5:30 PM


#30

Caro Lauro, ainda não vi blogueiro que me encare nas Originais. O Biajoni chega perto. Dizem as más línguas que o Nelson Moraes daria conta. A conferir :-)

Iza: :-)

Idelber em julho 20, 2009 5:36 PM


#31

Idelber, não experimentou assinar o PFC.tv nos EUA ? Amigos meus rubro-negros em New Jersey são assinantes e acham o serviço bem satisfatório.

P.S. - Agora fiquei assustado, acho que o Ouro de Tolo está nos 95%... risos

Pedro Migão em julho 20, 2009 5:38 PM


#32

"No entanto, lembremos Derrida: o dom deixa de ser dom no momento em que se inscreve numa expectativa de economia de troca"

Esse ponto é aí em cima é essencial.

Hugo Albuquerque em julho 20, 2009 5:51 PM


#33

Idelber,a maratona do malte foi um prazer danado. Só com muita alegria para passarmos, sem mediação, de Judith Butler ao Mistifyer, constitucionalistas à Fernanda Fox e de padarias e da relação geográfica e social das travestis nas grandes cidades. Aliás, por falar delas, encontrei um dos belos trechos do warhol de que falei:

"Entre outras coisas, as drag queens são testemunhos vivos do jeito como as mulheres queriam ser, o jeito como algumas pessoas ainda querem que elas sejam, e o jeito como algumas mulheres ainda gostariam de ser. As drags são arquivos vivos da feminilidade cinematográfica ideal. (...) Fico fascinado por rapazes que passam a vida tentando ser garotas completas porque eles têm que trabalhar tanto para se livrar de todos os traços masculinos e assimilar todos os traços femininos.
(...)Drag queens são lembretes de que algumas estrelas ainda não são exatamente como você e eu”.

Tiago Mesquita em julho 20, 2009 5:55 PM


#34

Idelber,

o SlingBox é uma caixinha que você acopla na sua rede em casa e ao seu cabo simultaneamente. A caixinha se registra em um servidor da SlingBox e espera conexões.
Do outro lado, lá dos EUA, você usa um programinha no seu computador que se conecta à sua casa (via internet banda larga) aqui no Brasil e dali você controla o seu receptor da Net, mudando para qualquer canal a que seu plano de assinatura tenha acesso.

Você precisa da banda larga aqui no brasil para ter uma conexão ao qual seu programa lá dos EUA possa se ligar.

Como tudo aí já é despesa corrente (Apartamento no Brasil, Assinatura de Banda Larga e de TV a Cabo), seu gasto a mais seria apenas o da caixinha (acho que é só a compra, não tem despesas de manutenção junto à Slingbox).

Radical Livre em julho 20, 2009 5:58 PM


#35

Idelber, só uma pergunta besta: Este dom que o Derrida fala é o mesmo do Marcel Mauss?

Tiago Mesquita em julho 20, 2009 6:06 PM


#36

Ah... Mas se o motivador é a liderança do brasileirão, nem se anime que meu Colorado ensaia (em segredo absoluto) uma recuperação para o segundo semestre.
rsrs...
(riso nervoso, conflito de racionalidade e esperança inabalável.Gratidão pelos leitores não poderem absorver nas palavrinhas escritas, a fragilidade histérica da esperança desta fanátcia torcedora)

Lili em julho 20, 2009 6:13 PM


#37

Tiago, ele parte do Mauss, sem dúvida. É lá que ele vai buscar a inspiração. Mas aí ele dá aquela retorcida típica dele. Sai da discussão puramente antropológica para um registro mais filosófico mesmo. São dois livros chave (não sei como foram traduzidos): Donner le temps e Donner la mort.

Abração!

Idelber em julho 20, 2009 6:14 PM


#38

Pelo jeito tá na hora de terceirizar, contratar um Relações Públicas, algo do gênero.

Essa história de "formar uma rede" é totalmente equivocada, mesmo se for caso de ativismo. Formar uma rede é o que as empresas e instituições tentam fazer. Elas utilizam a internet como se fosse apenas mais um meio, de baixo para cima. A internet, a hipertextualidade do mundo (que não é nova, a internet apenas a explicita), possibilita que redes brotem, apareçam "espontaneamente" e o sujeito escolhe se quer tomar parte ou não, as redes se formam. Não é que nem concessão de TV, em que o espectador é obrigado a escolher entre meia dúzias de opções iguais. Autor e leitor se confundem. Não adianta só o Idelber linkar algo, se a rede que lê O Biscoito não for gostar - vai aumentar as visitas, (e como! - às indicações do Idelber devo a formação de grande parte do meu público), mas isso não necessariamente significará interesse (se as pessoas que fossem ao meu blog via Biscoito não se interessassem, teria uma quantidade enorme de visitas e uma frustração igualmente grande). Dará visibilidade, nada mais. E não adianta somente tornar uma causa visível. Não há nada tão visível no país como as desigualdades sociais. O acaso exerce um papel fundamental (o Idelber sabe como descobri o blogue dele), jogando o dirigismo para o escanteio.

Quanto ao Derrida: acho que nem foram traduzidos ao português. Em espanhol, Donner le temps ficou Dar (el) tiempo, se não me engano.

Originais: considero isso um desafio. O Kikão é prova viva que já não preciso disputar as seletivas.

P.S.: por que v. não linkou meu último post? Nem no Twitter... Sacanagem!

Alexandre Nodari em julho 20, 2009 6:49 PM


#39

Eu costumava pedir autorização do blogueiro pra linkar o endereço dele no meu blog. Isso era parte da minha etiqueta pessoal para o uso da internet. Com o tempo, entendi que todo mundo acaba linkando aqueles blogs que mais lhe interessam mesmo, daí parei de pedir permissão. Mas nunca propus parceria de links. Aliás, isso é novidade pra mim! Só fiquei sabendo hoje, lendo este post. Anta tecnológica? Sou eu!

Thaís em julho 20, 2009 6:52 PM


#40

Idelber,
seu post poderia se chamar: as boas maneiras dos relacionamentos virtuais. Quem disse que não precisa, não é mesmo?
Um abraço.

Flávia Cera em julho 20, 2009 7:36 PM


#41

Olha, Idelber, vou dizer o mesmo que a Lili, mas com ênfase maior: POR FAVOR, volte a escrever sobre futebol. Vc parou e os resultados ficaram esquisitos, se é que me entende. Volte, acho que vc dava azar pro teu time (e eu achava isso ótimo, eheheh)... Brincadeirinha, claro, só pra me descontrair, depois de ver meu time perder uma Libertadores que já achava estar ganha e de ver meu time ser garfado em pleno Mineirão contra o Corinthians. Abs.

Heberth Xavier em julho 20, 2009 8:41 PM


#42

eu me sinto honrado participando do blogroll!!!!

Serbão em julho 20, 2009 11:27 PM


#43

E você é dos mais antigos da lista!

Idelber em julho 20, 2009 11:38 PM


#44

Idelber, antes de mais nada obrigado por ter não só o Amálgama como meu blogeco pessoal na tua sidebar.

Mas ó, aproveitando que o assunto do post foi em parte este Biscoito: teu blog está no meu top 5 entre brasileiros e estrangeiros, mas há dois poréns técnicos que não posso deixar de notar: por que você não usa o plugin Compartilhe ou algum semelhante pra permitir que seus leitores enviem seus posts pra redes sociais e de compartilhamento de notícias? outra: por que você não coloca bem no topo da sua sidebar aquele box fornecido pelo Feedburner, que permite o cadastro de e-mail para receber as atualizações? te garanto que no começo eu era meio cético quanto àquilo, mas a realidade é que muita gente prefere mesmo, gente que não sabe nem que diabo é feed, quanto mais feed reader.

Então, são essas minhas dicas pra tu melhorar ainda mais este excelente espaço. se com elas tua audiência e (principalmente) número de assinantes não aumentar consideravelmente em poucas semanas, arranco minha mão esquerda :-p

Abs.

Daniel em julho 21, 2009 12:11 AM


#45

Eu confesso que fico às vezes um tanto quanto abatido com certos radicalismos dos posts políticos aqui, mas não há pedagogia mais rica na blogosfera, sem contar os textos sobre literatura e música...e as saudosas resenhas futebolísticas.O "Biscoito" é de uma diversidade que encanta e espanta. E sempre que saio injuriado e vociferante daqui, sei que vou voltar pra reaver meu naco...Eta vício!

Mariano em julho 21, 2009 12:52 AM


#46

olha, nunca fiz dessas coisas que vc relatou e nem tenho amigos ou amigas despertada no universo blogueiro. Devo ser um blogueiro infeliz.hehehe

Eu só fico lamentando que no meu blogue não tem discussões nos comentários, mas aí quem sabe o problema seja o que escrevo ou a forma.

Só resolvi comentar por aqui para afirmar que em Joinville-SC tem uma rapaziada que lê seu blog.

maikon k em julho 21, 2009 3:00 AM


#47

Caro Maikon, gostei demais de visitar o seu espaço. Já assinei os feeds. Obrigado pela notícia sobre o leitorado do Biscoito em Joinville.

Quanto à discussão, demora mesmo. Há que se ter paciência. Vi que você bloga desde outubro de 2007. Já é uma estrada, mas continue blogando e dê mais tempo para que a coisa aconteça. Um abração.

Idelber em julho 21, 2009 4:40 AM


#48

Caro NTPO (#15): Mas você não precisa fazer só resenha positiva. Eu não teria nenhum problema em desancar o último livro de Slavoj Zizek ou de Roberto Schwarz aqui no blog. Da mesma forma, com certeza haverá, na sua área, livros de figuras bem estabelecidas que você terá vontade de resenhar e desancar.

O problema é receber um livro de estreia e, num espaço que já tem alguma repercussão, detonar a pessoa. Aí, realmente, não tem sentido - a não ser para os ressentidos, o que certamente não é o caso deste atleticano :-)

Idelber em julho 21, 2009 4:49 AM


#49

Radical (#34): esse treco parece complicado mas fascinante, bicho. Inacreditável. Um programinha que, lá dos EUA, vem aqui e rapta o sinal da minha TV a cabo. Ôxi! Vou tentar.

Thaís (#39): mas é assim mesmo, a gente vai aprendendo. Linkar sempre, sempre, sem pedir permissão. Está na rede é pra linkar :-)

Idelber em julho 21, 2009 5:11 AM


#50

Daniel (#44): vou repassar as sugestões para o Fábio, valeu. Mas será que o plugin "Compartilhe" é tão necessário assim? Caramba, é só clicar com o lado direito do mouse e copiar o link... Não entendo muito a vantagem do "Compartilhe" (se houver, é só explicar, eu sou uma anta tecnológica mesmo).

Mariano (#45): mas é assim mesmo, meu caro. Veja que no Twitter estou sendo criticado por não ser radical o suficiente... E a gente vai tentando equilibrar política-música-literatura-cultura, sabendo que cada um destes temas tem seu público preferencial. O futebol, na situação periclitante que anda, pode até ser que volte. Obrigado mesmo pelas suas palavras. Adorei encanta e espanta, não pelo elogio, mas pela assonância bonita.

Idelber em julho 21, 2009 6:07 AM


#51

Alexandre,

"Essa história de "formar uma

rede" é totalmente equivocada, mesmo

se for caso de ativismo. Formar uma

rede é o que as empresas e

instituições tentam fazer."

Então me diga como ficam os

"cidadãos" atomizados frente a um

poder que ele desconhece, de

entranhas burocráticas e de

conchavos, um sistema muito acima e

para além dele. O "cidadão" (coloco

o cidadão entre aspas e explico

depois) ... o "cidadão" moderno me

lembra o ser humano pintado por

Benjamim na modernidade da guerra:

seu frágil corpo nada pode frente à

imensidão de uma máquina de guerra.

Assim também é a política. Ao

"cidadão" se dá o poder de apertar

os botõezinhos de quatro em quatro

anos. Sujeito a uma máquina de

propaganda, uma máquina de CPIs e de

criação de discursos, uma máquina

cujos entremeios Kafkanianos ele

desconhece, ele vai com fé (?) de

quem por fim, sabe das coisas,

apertar botões a cada 4 anos.

Quando se pega um assunto de

interesse cidadão (sem aspas) - pois

não se está a tentar a fama por meio

de uma discussão qualquer acerca da

vida de Michael Jackson, mas de um

processo que envolve um sem-número

de brasileiros e que vai retornar -

na forma de leis à todos os

brasileiros como norma, à qual

todos, mesmo que não rousseanamente

envolvidos na feitura da lei que

obedecemos, mas num momento

posterior, no momento de sua

aprovação, atinge a todos como

suditos desta república, e é,

portanto de qualidade diversa

de qualquer outra discussão de blog,

ou post.

Quando se deixa de ver que um post é

qualitativamente diverso de

outro, estamos num mercado de posts.

"toda manhã, para ganhar meu pão
vou ao mercado, onde se compram

mentiras.
cheio de esperança

alinho-me entre os vendedores."

(Hollywood, Bertold Brecht, tradução

de Aroldo de Campos)


E como todo post, e assim, todo

blog, é equivalente geral, passa-se

a aplicar a ele as regras da troca

como se fora um equivalente, uma

mercadoria qualquer. "Michael

Jackson", "Madona" e "disputa entre

movimentos sociais e empresariado

pela democratização ou manutenção

das coisas como estão" passam, no

universo de blogs, que me parece um

mercado, a estarem sujeitas às

mesmas regras de troca, de

propaganda indireta (já viu que a

propaganda hodierna não é direta?

ela não diz: compre isto para fazer

X, ao contrario, ela diz "o produto

Y é tããããão legaaaalll, e nem diz o

porquê).

Por isso se aplica a mesma regra a

tudo, assim como no mercado a mesa

feita com arte, que leve ao artesão

a sua vida para compor, tem um preço

e entra na mesma régua monetária que

a mesa feita em dois segundos pela

indústria. São mercadorias, e isso

lhes rouba a qualidade, ou o

espírito - têm cada qual apenas um

valor de troca, que as torna

comparáveis. Portanto, o pedido de

linkagem é todo - cada um dele -

todo comparavel por que denota cada

um, sem diferenças, uma e só uma

coisa, ou a cabeça do blogueiro só

pensa por meio de uma regra que

reduz tudo ao mesmo mercado de

trocas? E, dentre as moedas de troca

estão as linkagens e dentre os

prêmios a fama e os pêmios de melhor

blog. A estas regras são submetidos

todo e qualquer assunto (?), a

partir da chamada "boa maneira

blogueira", como se os assuntos não

fossem de qualidades e esferas

distintas (tanto Michael Jackson

quanto Confecom tem o mesmo valor de

troca, como se do ponto de vista

politico eles fossem a mesma coisa?)

Assim, toda a proposta de formação

de rede aparece no mercado de posts

como se fosse a formação de

quadrilha visando a fama, ou o

prêmio, pois o "blogueiro" já não vê

diferença entre isto e um ativismo

"saudável", uma alternativa do

"cidadão" atomizado frente à máquina

politica, umma tentativa de invenção

de um mecanismo político não tão

novo, mas modernizado (todo sujeito

político torna-se político não pelo

isolamento, mas pela associação. que

esta se faça por blogs é só usar o

existente para re-criar em novos

termos o previamente existente).

Deixa-se escapar as brechas que

existem como se fossem coisas "que

só empresas e instituições fazem"

(?). (a respeito de instituições, me

lembro como se fosse ontem o momento

em que deixei a minha infância

conceitual e passei a entendê-las de

outro ponto de vista: foi quando,

num banho de água fria uma

professora de sociologia disse que

não é porque as instituições tenham

um mesmo nome - como "escola", por

exemplo - que elas representam a

mesma coisa: passei a tentar

enxergar para além do nome, cada

instituição em particular - por ex,

sabemos que PT e PSDB estão sujeitos

às mesmas regras do jogo polítco,

mas ao mesmo tempo são instituições

diferentes, para além das regras que

as moldam grosso-modo).

Mas voltando à essa ideia de que

"redes" é o que empresas e

instituições fazem: isso quer dizer

que o recurso é eficiente, e por

isso as esquerdas perdem campo em

deixar de fazê-lo, pois abrem um

vacuo ocupado pela direita e com

isso abrem seu flanco, ou que é um

recurso do mal? Não seria

ingenuidade pensar dessa segunda

maneira?

Partidos também caberiam nisso - é

coisa de direita. Vamos abandonar os

partidos então. Formação de opinião,

através de textos tambem. Não é o

que a Folha faz? Vamos também

abandonar isto, pois deste ponto de

vista, os blogs e a imprensa escrita

não passam da mesma coisa. É coisa

de direita. Vamos voluntariamente

nos atomizar e vamos ver o que

acontece. Pensar assim é um acerto

ou um erro? Você me responde.

Entre os n projetos de estudo que

faço, elaboro um método topologico

para a análise da internet. É

discurso comum que redes "brotam"

"espontâneamente". Do ponto de vista

da análise dos discursos, essa

ideologia se aparenta tanto à

ideologia de mercado, onde a mão

invisível trabalha para que a

bonança se estabeleça, e segundo o

qual os grandes oligopólios não são

se não o fruto de um mérito - da

capacidade de produção de produtos

bons que são reconhecidos pelo

mercado, que nesse segundo momento é

o composto de consumidores

atomizados que gostam da qualidade

do produto, compram e assim "brota"

"espontâneamente" uma marca forte. É

também um discurso que bebe nas

fontes de discurso biologico.

"Brotar" e "espontâneo" são coisas

que remetem ao crescimento vegetal.

Mas, invertamos a analise. Quais os

limitadores de acesso de textos pela

internet? O primeiro é o mais obvio:

a linguagem. Para além disso, há

mecanismos que enquadram a busca: O

Google, por exemplo, tem um

procurador. Quais os parâmetros

deste procurador? São vegetativos e

"espontâneos", ou eles tem, por um

acaso um formato que impõe uma

hierarquia aos textos? Agora,

digamos que, finalmente, você achou

um site. A partir deste site você

tem links: eles abrem

"espontâneamente" seu acesso para

tudo o que existe, ou limitam seu

acesso a links escolhidos por

outros? Vamos pensar nos blogs, e

tomemos como parâmetro as

ferramentas comuns, o blogroll, por

exemplo. Como é que você inicia as

suas leituras? Por procuras por

palavras-chaves diretamente no

Google, ou por seu blogroll, onde

você se utiliza de um mecanismo de

restrição para abrir outras páginas,

onde os links remetem a outros

escolhidos por outrem? É espontâneo

isso?

Ser sociologo é desconfiar de tudo:

inclusive do mais "óbvio", pois o

óbvio é na maior das vezes, discurso

ideológico. A pergunta acima é

apenas isto: uma pergunta. Não é uma

afirmação, não é uma conclusão. Se

trata de uma pergunta de alteridade

(pela qual o pesquisador assume uma

postura antropológica de perguntar

sobre as coisas mais óbvias para

poder encontrar o que há de não-tão

-óbvio, o que no caso tem cor e

cheiro de uma super-estrutura

condicionante). O mesmo ocorre com

os Feeds: eles abrem ou limitam a

leitura ao que sai nos Feeds

assinados? Por conta disso eu dou

precedência à procura pelo google,

não assino Feeds, abro blogs de

comentaristas, dou precedência ao

espaço de comentário e não ao post,

mas mesmo assim, retorno aos blogs

que gosto, como este. Na verdade,

nenhum procedimento é antítese

completa às ferramentas de procura,

pois o google tem suas regras e os

comentaristas estão também seguindo

links específicos.

Do ponto de vista da análise

sociológica que procura como um

objeto "grupos humanos", esta

restrição por mecanismos

assumidamente "neutros" seria capaz

de formar grupos? Como definir isto

sociológicamente? A hipótese é que

sim, há a formação de grupos, por

mais frouxos que eles sejam, pois

admitem mais e mais leitores e

assinantes, mas as ferramentas às

quais cada um que entra no grupo

(seja por meio de uma procura por

interesses, seja por outras vias) se

submetem não são "neutras" nem

"espontâneas". Aliás, Alexandre, me

dê uma definição de "espontaneidade"

que poderemos discutir isto melhor.
Estamos, por exemplo, em um blog, um

dos muitos, que tem uma percepção de

si como membro de um grupo:

"blogosfera crítica", por exemplo, é

uma das auto-denominações

espontâneas deste grupo humano que

se comunica e se forma a partir das

linkagens de seus blogs. Espontâneo

quer dizer, aqui, a percepção

(não informada metodologicamente,

mas por se fazer parte de uma dada

cultura) de que se faça parte de um

grupo social. Por menos que se possa

medi-lo e por menos que esse grupo

seja fechado, a percepção espontânea

pode estar informando algo ao

sociólogo: que este suposto grupo

tenha suas fronteiras (eu sou

diferente dele, eu sou mais parecido

com estes, sim, uma coisa tribal).

Como passar da percepção social do

indivíduo em seu grupo à ferramentas

sociológicas de analise?

É por isso que uma das minhas

inspirações neste projeto sai da

geografia pós-moderna: a análise do

espaço - que tento subverter para a

análise do espaço virtual - segundo

a qual, pela análise das vias de

circulação no espaço se chega a um

desenho do espaço distinto do mapa

produzido a partir de uma medida

métrica. Por meio desta geografia é

possível evidenciar que, por

exemplo, apesar de Paraisópolis

estar metricamente muito perto aqui

de casa (moro no Butantã), o Butantã

está, na verdade, estudando-se a

circulação dos grupos sociais, muito

mais próximo da Avenida Paulista do

que de Paraisópolis, e ambos,

Butantã e Av. Paulista, estão muito

mais próximos de Campinas, por

exemplo, do que de Paraisópolis,

apesar de que pelo mapa métrico

possamos ter uma idéia distinta

disto. Há mais distinções no espaço

- e também no espaço virtual - do

que supõe a nossa percepção métrica

rudimentar.

"as redes se formam". Tá ai um bom

mandamento de Deus, o novo deus que

devemos inscrever na nova tábua dos

mandamentos da "ética blogueira", ou

do "manual de bom-tom da internet".

Não sou contra manuais de etiqueta.

Eles normalmente explicitam regras

de convivência que impõem uma ordem,

e se o mundo não tivesse uma ordem,

eu nem saberia o que fazer quando me

levanto de manhã: andar de bike,

trabalhar, tomar banho, comer

macarronada, tudo isto ao mesmo

tempo, ou numa ordem especifica? Meu

senso informado culturalmente põe

estas atividades em uma ordem

compatível com a ordem do mundo, o

que é, de certa forma, bom para mim.

No entanto, é preciso notar que o

fato de comermos cereais e não

feijão (bom, ele também é um cereal,

do ponto de vista botânico) no café

da manhã não é uma escolha meramente

informada pela nossa vontade, mas

culturalmente ordenada. Segundo,

regras são produtos histórico-

sociais que tendem a simplificar as

coisas, e uma de suas benesses é

tornar a vida mais simples (imagina,

se a cada manhã, eu me pusesse a

considerar todas as fontes possíveis

de nutrição, o seu balanceamento,

etc). No entanto, é preciso lembrar

que não é porque as regras tornem o

mundo mais simples de lidar, que o

mundo corresponda a estas regras e

seja, por isso simples. Não é. O

mundo é complicado. Terceiro, é

preciso lembrar (se quiser uma

citação eu indico Norbert Elias, mas

não é o único) que regras sociais -

como a etiqueta - surgem em manuais

escritos (como acima, mas existem

outros) não só para elucidar aos que

pertencem ou adentram um grupo social o que é de

bom tom, e por isso torna-se a

convivência harmoniosa dentro do

grupo, mas em geral as regras de

costumes viram obras escritas quando

é preciso diferenciar os

pertencentes ao grupo dos não-

pertencentes ao grupo, e demandar

que se alguém passe a pertencer a um

grupo, deve agir segundo as regras

prescritas. Nos séculos por volta de

XVI, XVII, começam a surgir manuais

de comportamento à mesa, de

comportamento em ambiente público,

não so por que as esferas público-

privado começam a se diferenciar (em

Elias lemos que não se deve dirigir

a palavra a alguém, caso no momento

ele esteja defecando), mas também

por que começa a surgir uma classe

de "novo nobre" (os burgueses que

compram títulos de nobresa) de quem

o nobre de sangue quer se

diferenciar. Nestes tempos é

possível vislumbrar o mesmo

ocorrendo nos blogs. As regras de

pertencimento ao grupo precisam ser

explicitadas (e apesar de socióloga

acreditei que uma racionalidade

politica pudesse suplantá-las) para manter um padrão de convivência, mas também para ditar o que é de bom-tom e o que não é, e assim impor a diferenciação entre blogueiros (cujo ethos está ligado a um tipo de regras blogológicas) e o ativista (para dizer que este não é espaço de ativismo: o ativismo pertinente é so aquele que sai "espontaneamente" de blogs, e que diz respeito apenas ao que os blogs tenham em comum entre si - para dentro do grupo - e não com outros loci da sociedade - ou o que os blogs tenham em comum com os de fora. esta me parece ser uma das razões porque os blogs se movimentam em torno da Azeredo, mas não em torno das liberdades de expressão em geral).

Os movimentos em torno da Azeredo foram a inauguração da forma de ethos político que sai dos blogs. Foi legal, mas este modelo que saiu do não-à-ditabranda inaugurou também um modelo que vira um mito (é recorrentemente citado por blogueiros quando questiono suas formas de participação política) e constitui, atualmente o padrão, a norma de como deve ser a movimentação política partida de blogs. Mas por mais que um modelo seja legal, é sempre interessante questioná-lo e colocar novas perguntas a ele. Se é fato que há regras que delimitam, impelem e também limitam este jogo, por que não ser ciente delas, ao invés de ficar repetindo as palavras de ordem "espontâneo" e "brotamento"? Não seria legal, para além da ciência sobre as regras explícitas e não explícitas, passar a pensá-las, modificá-las, armar estratégias a partir dessa crítica e reformulá-las de maneira politicamente coerente? Se você deixa de fazêlo, serão, como você mesmo disse, as instituições e as empresas que o farão.

A denominada (auto-denominada ou denominada por outros) "blogosfera crítica" nasceu de um impulso muito consistente: usar uma nova tecnologia a partir da qual todos podem se tornar formadores de opinião para, exatamente, fazê-lo. Mas, mais do que isso, nasceu de um impulso re-ativo às besteiras ditas pelos Jornais. Outro detalhe, é que ela remete prioritariamente ao discurso escrito e tende a enxergar quase que necessariamente apenas ele (isso se deve, creio, ao fato de que a blogosfera se apoia no escrito, não na formação imagética das opiniões e nem à formação oitiva das opiniões, universo estranho a ela). Dessa forma, a blogosfera critica elegeu, numa ação reativa, a imprensa escrita como seu inimigo. Como cada grupo humano tende a acreditar que o seu grupo é o centro do mundo (nenhum ser humano jamais deixou sua tribalidade pra trás), e portanto, o seu inimigo também é o inimigo da humanidade, então a blogosfera crítica tende a se ver como o salvador do mundo por meio do texto escrito, numa batalha de Titãs, contra o inimigo público número um, que seria a imprensa escrita, denominada "grande midia". Mas os números mostram que se de fato a mídia for o inimigo público número um (há, talvez outros inimigos a se adicionar a esta lista), a "grande mídia" não é a mídia impressa, pois TV e rádio atingem num fluxo muito mais ininterrupto e com poder de penetração muito maior, o conjunto de uma população.

Um exemplo foi o uso de imagens pela TV do que ocorreu em 8 de maio na USP. A questão do editoramento das imagens, a forma como elas são recortadas, colando-se a elas um discurso falado remete às técnicas de cinema e lembra um filme de Rambo: apareceram imagens colossais, tomadas por câmaras aereas, do poder do estado em forma de helicópteros. Talvez eles fossem 2 ou 3 (não contando o helicóptero de onde as imagens eram captadas, mas eles se transformaram, no nível da percepção num esquadrão de uns vinte. Isto devido não só à editoração, mas ao poder do campo-contra-campo, e lembravam-me a análise de Rovai (Livro chamado "Imagem, Tempo e Movimento: Afetos "Alegres" no Filme o Triunfo da Vontade") de como o acontecimento (o Congresso Nazista de 30 e pouco) foi montado não para ser ele mesmo grandioso, mas para que a imagem deste fosse grandiosa (e assim deixar para a posteridade o que a cultura nazista denominava de ruína, o monumento ao qual a cultura remete como fundador de sua tradição). Voltando aos helicópteros sobrevoando os frágeis corpos de estudantes (estou traumatizada, hoje em dia basta ver um helicóptero para me sentir pequena e revoltada, isso é o poder destas imagens - elas dizem: cidadão, você não passa de um frágil corpo sob o poder de um estado moto-serra), o écrã os multiplica, pela coreografia de helicópteros que passavam sob o espaço aéreo da tomada da câmera, em 20 helicópteros, utilizando-se do fato de que a manobra de retorno do helicóptero está fora do campo (do écrã). Nas tomadas próximas, apareciam explosões, talvez mais fumaça que fogo, mas ainda assim muito eficientes imageticamente, e corpos de estudantes saltando para longe da explosão )o que parecia, ou lembrava, da imagem cinematográfica da explosão como algo que produz um movimento de ar tão forte que lança os corpos centrifugamente. Mas, para além da própria forma como foram confabuladas as imagens do real, está o próprio fato de que tais imagens apareçam na mídia, e há ai um fenômeno muito mais perverso, de longa datação.

Quando as vi, além do meu estômago virar, passei a me perguntar: Que deu na Globo? Agora, será que a mídia passou de construtora de um discurso (imagem, fala e escrito) acerca do real, e passou a ser delatora de um estado perverso, ou será que há mais coisas entre a imagem e o real do que supõe nossa percepção socialmente emoldurada? Há algumas décadas os estudantes diziam que a mídia não mostra o que acontece: os movimentos estudantis somente apareciam em imagens como "impedimento de tráfego" (o que constitui um dos níveis deste discurso - perverte-se os ideais datados da revolução francesa num discurso de "liberdade do ir e vir"). Neste momento aparecem imagens do real desnorteadoras para mim, que não sou parte do grande público de Rambo, mas será que as mesmas desnortearam o grande público de Rambo? Ou será que por um (não tão longo) processo de educação dos sentidos este público está habituado a assistir as imagens (que me impactam como horror) como espetáculo, como entretenimento (a forma de transformação do tempo de não-trabalho em mercadoria a ser consumida), como lazer. Para além disso, não está este público do Rambo acostumado a torcer por Rambo (que de um outro ponto-de-vista não seria mais que um covarde, detentor de todo o poder de fogo que um estado bélico e imperialista possa oferecer, e agindo em nome deste) como se ele fosse o mocinho, o "prince charm" que deve ganhar a batalha? Quem era o Rambo do filme da Globo sobre os ocorridos de 8 de maio na USP? Os estudantes? Não. A polícia? Dias depois desmarquei aula para ir à manifestação que não saiu (dia 10) devido à chuva, e mais uns dias depois, meus estudantes disseram "esse povo da FFLCH gosta de apanhar, eles têm mesmo é que apanhar". Vi este tipo de opinião em muitos outros que assistiram comento pipoca, às imagens na TV.

Retornando deste longo percurso, eu me pergunto: será mesmo que a Folha de São Paulo é o inimigo publico número um? Ou será que o inimigo público número um tem seus vários ramos, imersos nas mídias, nos institutos de pesquisa, nos discursos científicos, no cinema, atacando-nos na nossa hora de recreio, de lazer, e de leitura informativa, na forma de educação, de informação, de entretenimento, e como diz Clara Crocodilo, escondidos nos nossos cérebros, esperando o momento oportuno para nos atacar e aos nossos entes queridos?

A desconfiança com relação à quebra de uma regra: será ela apenas a manutenção de um ambiente em termos aceitáveis para todos os que façam parte dele, ou terá ela características mais perversas, mantenedoras de uma realidade social tal qual ela está?


"A massa ainda comerá o Biscoito Fino que fabrico" (Oswald Andrade)

Flavia em julho 21, 2009 8:34 PM


#52

desculpe. em alguns blogs é o texto do word que dá barato no espaço de comentário, em outros, é o bloco de notas.

Avisando

Idelber,
Tentar entrar no seu blog pelo Google dá erro.

Flavia em julho 21, 2009 8:38 PM


#53

Idelber, o plugin Compartilhe é de mais utilidade para caso o leitor queira dar um voto no teu post lá no Digg, por exemplo. O Digg (e serviços brasileiros como o Blogblogs) não funciona só com copiar e colar a URL, é preciso preencher outros campos, e indo pelo plugin os campos já vão quase todos preenchidos. (Se bem que me ocorre agora que você usa o MT, não sei se há um plugin com serviços brasileiros, como há para o Wordpress.)

De qualquer forma, a caixinha do Feedburner continua sendo fundamental. Fale aí como Fábio. Vamos bombar cada vez mais este Biscoito.

Daniel em julho 22, 2009 12:31 AM


#54

São os ossos de ofício da fama virtual, caro Idelber.

João Ricardo da Silva em julho 22, 2009 2:19 AM


#55

Muito pertinente esse post, principalmente pra quem, como eu, é neo-blogueiro e está ainda engatinhando nessa modalidade.Acho que todo blogueiro devia fazer isso, deixar bem claras as suas regras do jogo pros leitores.
Na Itália, onde moro, tem o costume de nenhum blogueiro entrar nas caixas de comentários, eles postam e pronto, o resto é com os leitores (pelo menos os blogs italianos que acompanho). No Brasil já é diferente, mesmo em blogs grandes como esse o anfitrião sempre participa das caixas. Pessoalmente, acho as duas coisas interessantes, depende do gosto do anfitrião. Entrar dá um tom mais pessoal à caixa, fomenta as discussões, enriquece sem dúvida (desde que o anfitrião tenha certas qualidades, afinal não existe coisa mais incivil que tratar mal um hóspede). Por outro lado, não entrar é mais prático e ainda pode incentivar o comentário livre do leitor, que não se sente pressionado pelo suposto-saber, suposto-poder do anfitrião. Porque tá certo que se postam idéias, opiniões, mas são sempre pessoas a fazê-lo, com as suas carências, sentimentos, pensamentos... Somos todos susceptíveis a levar pro pessoal, ficar sentido, cultuar, cometer enganos por ingenuidade e essas baboseiras todas tão humanas e comuns. Faz parte do jogo o anfitrião contar com isso. No blog que escrevo em parceria com uma amiga a gente usa as caixas como conversa de comadres mesmo, às vezes conversamos uma com a outra, e respondemos a todo comentário dos leitores (os quais acontecem menos que eu gostaria). Mas enfim,é um blog pequenininho. Não sei se, crescendo (como espero que aconteça), teremos condição de continuar a fazer isso.
São regrinhas básicas de convivência mesmo e é bacana tê-las explicitadas, já que é uma modalidade nova de relacionamento. Blogando e aprendendo...

OutraCláudia em julho 27, 2009 4:34 AM