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quarta-feira, 08 de julho 2009

Ronaldo Maiorana, da corja dos Marinho, espanca e sai livre; Lúcio Flávio Pinto faz jornalismo e é condenado

LucioFlavioPinto.gifPrepare-se, caro leitor, para outro mergulho no Brasil profundo. Lúcio Flávio Pinto talvez seja hoje o jornalista mais respeitado e destemido da Região Norte. Ele é o solitário redator do Jornal Pessoal, empreitada independente, que não aceita anúncios, tem tiragem quinzenal de 2 mil exemplares e mesmo assim provoca um fuzuê danado entre os poderosos, dada a coragem com que Lúcio investiga falcatruas e crimes. Lúcio já ganhou quatro prêmios Esso. Recebeu também dois prêmios da Federação Nacional dos Jornalistas em 1988, por suas matérias dedicadas ao assassinato do ex-deputado Paulo Fonteles e à violenta manifestação de protesto dos garimpeiros de Serra Pelada. Em 1997, ele recebeu o Colombe d’Oro per la Pace, um dos mais importantes prêmios jornalísticos da Itália. Em 1987, foi o jornalista que investigou o rombo de 30 milhões de dólares no Banco da Amazônia, por uma quadrilha chefiada pelo presidente interino do banco e procurador jurídico do maior jornal local, O Liberal.

Há 17 anos, os representantes paraenses da corja comandada pela família Marinho perseguem-no de forma implacável. Ronaldo Maiorana, dono (junto com seu irmão, Romulo Maiorana Jr.) do Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão, emboscou Lúcio por trás, num restaurante, e espancou-o com a ajuda de dois capangas da Polícia Militar, contratados nas suas horas vagas e depois promovidos na corporação. O espancamento, crime de covardia inominável, só rendeu a Maiorana a condenação a doar algumas cestas básicas.

Alguns meses depois da agressão, Lúcio foi convidado pelo jornalista Maurizio Chierici a escrever um artigo para um livro a ser publicado na Itália. O texto, eminentemente jornalístico, relatava as origens do grupo Liberal. Em determinado momento, dentro de um contexto bem mais amplo, ele fez referência às atividades de Maiorana pai no contrabando, prática bem comum, aliás, na Região Norte na época. Como se pode depreender da leitura do artigo, nada ali tinha cunho calunioso, posto que – uma vez processado --, Lúcio anexou aos autos toda a documentação que provava a veracidade do que afirmava. A obra investigativa de Lúcio fala por si própria: veja a qualidade da prosa e da pesquisa que informa o trabalho de Lúcio e julgue você mesmo. O que ele oferece em seus textos, entre muitas outras coisas, é a documentação, história e raízes daquilo que é sabido até mesmo pelos mosquitos do mercado Ver-o-Peso: que n'O Liberal só se publica aquilo que é de interesse da corja dos Marinho.

Mas eis que chega do Pará a estranha notícia de que o juiz Raimundo das Chagas, titular da 4ª vara cível de Belém, condenou Lúcio a pagar a soma de 30 mil reais aos irmãos Maiorana – representantes paraenses, lembrem-se, da organização comandada pelos Marinho. Lúcio também foi condenado a pagar as custas processuais e os honorários advocatícios. A pérola de justificativa do juiz fala do “bom lucro” de um jornal artesanal, de tiragem de 2 mil exemplares por quinzena. Ainda por cima, o juiz proíbe Lúcio de usar “qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes”, o que constitui, segundo entendo, extrapolação característica de censura prévia contrária à Constituição Federal. O juiz fundamenta sua decisão dizendo que Lúcio havia “se envolvido em grave desentendimento” com eles. É a velha praga do eufemismo: um espancamento pelas costas se transforma em “desentendimento”. A reação de Lúcio à sentença pode ser lida nesse texto.

O Biscoito se solidariza com Lúcio, coloca o site à disposição para o que for necessário -- inclusive para a publicação de qualquer material objeto de censura prévia – e suspira de cansaço ao fazer outro post que mais parece autoplágio, dada a tediosa repetição desses absurdos. Resta a pergunta: até quando os Frias, Marinho, Civita, Mesquita e seus comparsas vão manter esse poder criminoso Brasil afora?


PS: Meu muito obrigado ao Victor Barone pelas Originais no Mato Grosso do Sul e pela entrevista comigo.



  Escrito por Idelber às 04:07 | link para este post | Comentários (56)


Comentários

#1

Caro Idelber, este seu relato cabe em qualquer lugar do nosso país com variações regionais é claro. O Pará é um estado importantíssimo do nosso país que infelizmente tem uma polícia ostensiva e uma justiça estadual que não habitam as nossas melhores lembranças.

Lúcio Flávio Pinto é jornalista bem conhecido. Mas a televisão brasileira não faz jornalismo. A nossa TV nunca fez jornalismo (pode ser fartamente comprovado). O fato do serviço ser concedido pode explicar uma parte desta ausência do jornalismo na telinha (no rádio, também concedido, a instantaneidade da notícia propicia o jornalismo).

Donos de jornais são apenas donos de jornais. Imprensa e jornalismo são outra coisa. Saudações.

Paulo Z em julho 8, 2009 9:53 AM


#2

O que esperar de um judiciario,onde o chefe supremo é Gilmar Dantas??

Marci em julho 8, 2009 10:19 AM


#3

O prazer foi meu Idelber.
O caso do Lúcio Flávio é emblemático no que se refere ao clima de insegurança a que os jornalistas são submetidos nos rincões mais afastados deste país. Aqui em MS não é diferente. Temos uma desonrosa tradição de comprar, pressionar, ameaçar e até mesmo matar jornalistas. Escrevi sobre isso no ano passado, no artigo "A coerção ao exercício do jornalismo no Mato Grosso do Sul"

Victor Barone em julho 8, 2009 10:35 AM


#4

Esse post acabou com meu dia...
Imaginei-me no lugar do Sr. Lúcio Flávio... a raiva, a indignação, a impotência, a vontade de fazer alguma coisa para reverter esse jogo sujo...
Deixo aqui minha solidariedade ao jornalista, e que acredito que tudo o que já está feito não foi em vão.

Saudações!

Casa Forte em julho 8, 2009 10:38 AM


#5

Só há um jeito de mudarmos essas sentenças absurdas: eleição direta para juízes e procuradores. Estou cansado de ver juízes agirem como capangas dos poderosos.

Roberto Locatelli em julho 8, 2009 10:50 AM


#6

O Lúcio foi meu professor na universidade. Foi o melhor professor que eu tive em toda a minha vida acadêmica. Não só pelo conteúdo como pela dedicação: sempre era o primeiro a chegar e o último a ir embora, mesmo em horários ingratos, no calorão desta terra.

E o trabalho dele é importante não só pela sua independência e destemor como jornalista, mas pelo seu profundo conhecimento sobre os problemas amazônicos e sobre a tragédia que foi a implantação desses grandes projetos capitalistas na região.

Marcus em julho 8, 2009 10:54 AM


#7

Não dá vontade de fazer uma Revolução? Mas daquelas bem feitas, com essa corja de canalhas indo parar nalguma prisão com trabalho forçado, quebrando pedras.
Acorda, povo brasileiro!!

Roberto Locatelli em julho 8, 2009 10:56 AM


#8

o judiciário, como sempre, à serviço da elite corrupta desse país. Ainda bem que alguns ainda tem coragem de denunciar!

naomi em julho 8, 2009 10:59 AM


#9

Por quê o jornalista não entra na justiça?
Não me venham com essa de que todo o judiciário é corrupto.

Pedro em julho 8, 2009 11:42 AM


#10

Se não conseguem calar com a força, vão tentar calar com o AI-5 Digital. O caso é grave. Toda solidariedade ao Lúcio!

Rodrigo Gomes Freitas em julho 8, 2009 11:47 AM


#11

Caro Idelber
Um interessante blog da resistencia hondurenha:
http://resistenciamorazan.blogspot.org
Destaque para os posters lindíssimos.
Maria Lucia

Maria Lucia em julho 8, 2009 11:58 AM


#12

Eu já venho escrevendo isso há algum tempo, a nossa imprensa está mais preocupada em fazer política e garantir privilégios que em informar.

O triste, mesmo, é ver que nada disso me surpreende...

Quanto ao judiciário, só uma reforma ampla, geral e irrestrita.

Pedro Migão em julho 8, 2009 12:32 PM


#13

É condenação em primeira instância. Cabem recursos. Deplora-se tal decisão, é verdade. Porém acredito que o seu estardalhaço faria todo sentido se: a) houvesse de fato o dedo dos tais Frias, Marinhos, etc... na decisão judicial; b) a ação já tivesse transitado em julgado. Não parece ser o caso. Com certeza o Lucio vai se dar bem. Se tiver um defensor à altura de sua reputação.

Silvio em julho 8, 2009 12:44 PM


#14

Impressionante... Mas, como disse o (a?) Marci (#2), o que esperar de um judiciário - de um país - onde Gilmar Dantas é seu chefe e comandante?

Raphael Garcia em julho 8, 2009 12:46 PM


#15

Para complementar a história do jornalista Lúcio Flávio, informo que o Rômulo Maiorana, pai, era dono de um armazém em Natal na década de 50, início dos anos 60, chamada de Casa Cirne, onde vendia somente produtos finos importados que trazia de Belém. Todos na cidade do Natal sabiam que os produtos entravam sem pagar a tributação e ele comercializava principalmente bebidas que distribuía para outras lojas do Nordeste - Casa Leite, em Recife, etc...
Sr. Flávio, pesquise na Junta Comercial de Natal e nos jornais da época o histórico da Casa Cirne, que certamente sairão várias informações sobre a atuação do comércio do Maiorana.
Entre em contato com uma Universidade Potiguar e peça a algum professor de jornalismo que coloque seus orientandos de TCCs para lhe ajudar na pesquisa sobre a trajetória dos Maioranas em Natal.Jurema

Jurema em julho 8, 2009 12:59 PM


#16

Lúcio Flavio, velho amigo e companheiro de profissão, além de premiado no Brasil é respeitadissimo no exterior como especialista em Amazônia. Voltou do sul maravilha há anos para sua terra natal, onde só faz nos orgulhar com sua luta solitária contra os donos do poder.
O que alguém assim recebe em troca? Uma sentença dessas. E pelo que eu saiba, ele mesmo tem assumido sua defesa nos inúmeros processos, por falta de advogados que se disponham.

elizabeth lorenzotti em julho 8, 2009 2:29 PM


#17

Idelber,

A situação não é fácil não. Nas regiões norte e centro-oeste - assim como em algumas partes do nordeste -, o que rola é uma associação indecente entre as oligarquias arcaicas locais, esses projetos elefantebranquescos - e ambientalmente questionáveis - do Governo Federal e muita, muita corrupção envolvendo os três poderes.

O enredo sempre é parecido, sempre há alguém razoavelmente esclarecido que bate de frente e corre todo risco do mundo e as forças políticas progressistas e moderninhas do sul maravilha fecham os olhos - porque sempre existe aquela parada do apoio parlamentar, sabe como é?

A história nordestina é marcada por isso. Foi a associação das elites da corte com as elites retrógradas da região que esmagou os focos de reforma social no século 19º e deixou o solo suficientemente fértil para a posterior instalação do coronelismo e a consequente estagnação econômica da região - que hoje amarga os piores índices de desenvolvimento humano do país.

Isso não quer dizer que nos rincões do sudeste e do sul as coisas sejam perfeitas, claro que não, mas as elites do interior são mais comedidas por conta da maior organização dos movimentos sociais e da presença de uma ambiente, ao menos, pára-burguês nas capitais - o que não impede, claro, que jornalistas sejam mortos no interior de São Paulo, por exemplo.

Hugo Albuquerque em julho 8, 2009 2:46 PM


#18

ah, claro e para não passar batido, todos os aliados do grande Oligopólio, via retransmissoras - coisa dos tempos de Sarney na Presidência - podem matar a mãe em praça pública, mas não vão ser denunciados pela mídia corporativa do sul-sudeste do país - é como se fossem uma vanguarda colonizadora a quem é outorgada uma liberdade total pelo Grande Capital do país.

Hugo Albuquerque em julho 8, 2009 2:49 PM


#19

Pois é, a história às vezes nos passa a impressão que o Brasil é um país de povo pacato e resignado, mas estamos cheios de revoluções e heróis na nossa história. O difícil é eles se articularem. São sempre regionais, enquanto aquilo contra o que eles lutam é sempre articulado nacionalmente e até internacionalmente.
Eu tenho me debruçado sobre a história da unidade nacional: como o Brasil conseguiu manter-se unido, nesse território tão vasto, numa região tão complexa e fragmentada como a América Latina? Nós como povo não sabemos fazer essas piontes, mas os poderosos sabem, e isso parece mesmo vital para eles. Tanto pé que os nomes citados, dos poderosos da mídia, são poderosos em todas as regiões do país.
A quem serve essa unidade nacional? Não seria melhor o poder mais fragmentado, mais localmente autônomo? Problema espinhoso né?
Não sei o comentário-fruto cai muito longe do post-árvore mas é que eu fico impressionado com a força de união que têm os poderosos desse país, em comparação com nosso fraco sentimento de unidade nacional, nosso do povo, eu digo.
E seu post fortalece e nos desperta pra isso, nos fazendo em qq lugar do país, nos solidarizarmos com um jornalista lá do nortão.

Eles se unem para nos separar. Nós devíamos nos unir para nos separarmos deles... blá. Valeu. (Idelber, quem sabe vc não anima dar um pitaco sobre essa questão da unidade nacional? E se a gente tivesse um modelo mais parecido com o dos Estados Unidos?)

pedro em julho 8, 2009 3:19 PM


#20

Idelber, mesmo com a sensação de monotonia e repetição (até na revolta), é fundamental seguir martelando e ajudando a divulgar/revelar esses absurdos.

Primeiro, o mais importante: toda solidariedade ao jornalista condenado. Estive em Belém em maio e tive o privilégio de ser apresentado, numa banca, ao bacaníssimo (ou seria bacanérrimo?) Jornal Pessoal.

Agora, duas perguntas:

1) Onde estão as entidades de classe (sindicatos de jornalistas, FENAJ, ABI) quando essas coisas acontecem? Infelizmente, elas só pensam naquilo: a obrigatoriedade do diploma universitário específico para o trabalho profissional como jornalista.

No caso dos médicos, por exemplo, em vários episódios absurdos que ocorrem aqui o Rio - onde o prefeito e o governador descontrolados volta e meia xingam médicos e adoram culpá-los pela bandalheira que os Executivos por eles chefiados promovem na área de saúde -, o CRM e o Sindicato vêm a público frequentemente defender a classe e/ou os indivíduos perseguidos.

2) Que medidas concretas o governo federal teve tempo de tomar, em 6 anos e meio, para enfraquecer em um milímetro que fosse os oligopólios da mídia gorda? Alguém?

Rafael Fortes em julho 8, 2009 3:30 PM


#21

Existe um problema sério neste país de censura via decisões judiciais. Não é o primeiro caso. Alguma coisa precisa ser feita pra acabar com isso. Há casos onde pessoas são proibidas até mesmo de apenas mencionar o nome de alguém. Acho que casos assim ainda não chegaram ao STF, mas sem pressão popular a Corte pode até acabar aceitando este absurdo.

Por outro lado, eu não percebi elo de ligação entre a família Marinho e o caso em questão. A não ser pelo fato de que provavelmente ela não vai divulgar o caso. Mas me pareceu meio exagerado vincular com veemência os Marinho a esta situação. Com todo respeito, vejo isso como outro problema no Brasil: ao exagerar nas críticas aos Marinho, outras pessoas bem piores acabam tendo seus defeitos atenuados.

Euler em julho 8, 2009 3:30 PM


#22

Idelber,

Revoltante a situação inteira, e um grande reflexo do clima da imprensa na região inteira. Sou amazonense, e atesto que aqui, se mexer com determinada pessoa, termina-se morto.

Agora, muito me causou estranhamento o "da corja dos marinhos". Esperei durante o texto inteiro qual seria o papel da "corja" na história toda, e ele se resumiu a "trabalhar na retransmissora da Globo". Isso me deu um forte indício de tentativa de culpa por assossiação. Parece coisa do Reinaldo Azevedo. É como alguém que, escrevendo sobre algo feito no interior do acre por um vereador do PT, escrevesse "o funcionário do Lula fez...". Idelber, você é melhor que isto.

Me pergunto se este foco foi devido à falta de cobertura da mídia nacional do assunto. Ora, quem mora nestas regiões sabe quanto elas são pouco importantes para a imprensa do Sul-Sudeste. Simplesmente não ligam para o que acontece nesta região. Um exemplo claríssimo: Nas eleições de 2004, o TRE fez um projeto para aumentar a velocidade da apuração no amazonas (que, devido a localidades remotas, costumava levar dias), levando técnicos com material de transmissão via satélite aos locais mais remotos para transmitir os votos assim que a apuração fosse terminada. Estes técnicos foram conseguidos com um convênio com a Universidade Federal do Amazonas, que treinou vários estudantes para a tarefa. O Lugar de maior complexidade para a apuração é São Gabriel da Cachoeira, no extremo noroeste do país. Para esta localidade, os melhores alunos de todo o projeto foram mandados. Eram alunos com os coeficientes mais altos e em quem os professores mais confiavam. Pois bem, na ida até lá, o avião que levava os alunos e as urnas até São Gabriel caiu, matando os três alunos instantâneamente. Na cidade houve uma grande comoção. E na mídia nacional? Uma nota no Jornal Nacional (sem vídeo) e cobertura similar nos outros canais. Para uma pauta destas. Se isto tivesse ocorrido no Sul-Sudeste, garanto que haveria uma enxurrada de informação milhares de vezes maior. Um avião derrapar na pista de congonhas, ou uma queda de avião no exterior têm coberturas mais completas.

A situação é muito ruim e reflexo da sociedade longe dos grandes centros, e ficar citando a globo a cada paragrafo só muda o foco, acredito eu, fazendo mais mal do que bem.

Andre Carvalho em julho 8, 2009 3:38 PM


#23

Ao juiz das Chagas, que condenou Lúcio Flávio a só falar bem do finado contrabandista Maiordagrana, não bastava abanar o rabo e lamber a mão do amo - tinha de morder a jugular d'O Pessoal, que ele julga estar no bolso, para demonstrar sua lealdade e bravura.

Usou mesmo da ironia para isso, levando-a ao limite da canalhice, ao afirmar que "A capacidade de pagamento dos requeridos é notória, porquanto se trata de periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhes garante um bom lucro."

A jocosidade do rabulento, em nome do "caráter preventivo e educativo" da decisão togada, chega mesmo a insinuar que Lúcio Flávio mentiu/ofendeu para aumentar a venda de O Pessoal.

O rabulento não ousou usar a palavra "sensacionalismo", mas na lógica do que escreveu poderia; não é essa uma das características do sensacionalismo?

Quem julga os juízes?

É uma questão que sempre ressurge diante de decisões classitas, como a do juiz Raimundo das Chagas que, sem blague, lembra-me "A face que ninguém vê", de Drummond, in Poema de sete faces:

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração

Por serem vastos os nossos corações, e os do das Chagas e dos Maiorgranas uma pobre rima cruzada, creio que devemos pensar na possibilidade de ajudar o Lúcio Flávio a pagar o pato, caso não ganhe o recurso e se a altivez de rico empresário que é assim o permita (imagina, quem vende jornal pra classe estudantil só pode ser milionário).

Falo de uma vaquinha, de uma campanha para manter vivo O Pessoal, exatamente pelas razões apontadas pelo juiz, isto é, para que LFP continue a nos repassar informações in(verídicas) e a ofender a moral subjetiva de toda a gente de bem da Terra de Direitos.

Herbert Marcus - Jornalista

Herbert Marcus em julho 8, 2009 5:22 PM


#24

Herbert, eu pensei em colocar aqui exatamente essa ideia: uma vaquinha mesmo, em que nós fizéssemos os Maiorana passar pela vergonha de receber 30 mil reais coletados publicamente entre internautas.

Eu toparia contribuir com os primeiros 100 reais. Não conheço muito bem o sistema bancário brasileiro, por isso peço ajuda a vocês: qual seria a melhor forma de fazê-lo? Abrimos uma conta no nome de quem? Uma pessoa física, o próprio Lúcio? Alguma pessoa jurídica? Qual seria a melhor forma? Combinemos a coisa aqui e eu faço um post, colocando em destaque a iniciativa.

Desde já, empenho 100 reais para começar a história.

Idelber em julho 8, 2009 5:26 PM


#25

Eu considero que reside no Judiciário (com as poucas exceções de sempre) o maior emperramento, a pedra de toque do mau funcionamento da democracia brasileira. A concorrência com o Legislativo e o Executivo é dura, eu sei - mas o Judiciário, dos três, é o que tem menos mecanismos de vigilância social e mais tradição de cooptação com o poder, federal e estadual. Sentenças como esta só reforçam minha opinião.
Parabéns pelo seu trabalho, Lúcio Flávio. Acho ótima a idéia da vaquinha, espero instruções.

Janaina Amado em julho 8, 2009 5:39 PM


#26

Idelber,

A abertura de uma conta é uma boa opção. Outra é utilizar a conta de O Pessoal, caso tenha. Mas para isso temos primeiro de falar com o Lúcio Flávio Pinto. O que já estou tentando fazer, sem sucesso até o presente momento.

Assim que falar com ele, dou conta a você.

Herbert Marcus em julho 8, 2009 6:29 PM


#27

Idelber,

Acabei de falar com a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará, Sheila Faro, que pode fornecer uma conta bancária (da entidade) para recolhimento das contribuições. Sheila também informa que o Sinjor-Pa, em breve, vai emitir nota de apoio ao Lúcio Flávio.

Informarei a você os dados da conta, asssim que foi criada, para que você possa divulgá-la.

Sobre um dos posts, em que se fala de revolução das bem feitas, espero que o autor não queira repetir o episódio do Trem de Guerra da Vigia, ocorrido durante a Cabanagem (1835-1840, em que os revolucionários passaram pelas armas o juíz e outros notáveis da região (rsrsrs.

Abraços,

Herbert Marcus

Herbert Marcus em julho 8, 2009 6:58 PM


#28

Terei grande prazer em contribuir. Aguardo detalhes.

Radical Livre em julho 8, 2009 7:11 PM


#29

Caro Herbert, não seria melhor abrir uma conta no nome do próprio Lúcio? Não se trata de duvidar da idoneidade de ninguém, mas simplesmente de ter uma conta onde essas contribuições não se misturassem com outras coisas. Acho que, inclusive, seria mais fácil arregimentar apoio dessa forma. Muita gente tem birra com sindicatos. Tentemos falar com o Lúcio. Eu mandei email hoje à tarde. Não tive resposta ainda. Abração.

Idelber em julho 8, 2009 7:24 PM


#30

Idelber, no site do Jornal Pessoal já há uma conta para colaborações. Creio que já não seria um problema.
Desculpe o rápido comentário, estou na pressa agora.
Abraço, Douglas

Douglas em julho 8, 2009 7:51 PM


Douglas em julho 8, 2009 7:52 PM


#32

Maravilha, Douglas, obrigado! Eu tinha ido ao JP e não tinha visto. Vamos usar essa conta, então. Hoje à noite eu faço o post. Tudo bem, Herbert?

Idelber em julho 8, 2009 7:55 PM


#33

Oi, Idelber!

Uma opção seria o . Parece que cobram um percentual da soma arrecadada, mas tem a vantagem de estar disponível via internet e aceitar várias formas de pagamento.

No mais, parabéns pelo belíssimo trabalho.

Forte abraço!

Guiba em julho 8, 2009 8:01 PM


#34

Idelber,

não sei porque não saiu o endereço que coloquei no comentário #33.

É o vaquinha ponto com ponto br

Abração!

Guiba em julho 8, 2009 8:06 PM


#35

Oi, Guiba, é que você usou os símbolos "maior que" e "menor que ". Esses símbolos, quando abrem e fecham, em ambiente html, viram uma "tag".

Enfim, viu os comentários #30 e #31? Vamos usar aquela conta, que tal?

Idelber em julho 8, 2009 8:11 PM


#36

Idelber, quanto tomo conhecimento de fatos desse naipe, sobe em mim uma vontade de obter uma metralhadora e sair atirando por esses brasis. Eu tô, literalmente, de saco cheio desse país. Aqui, no Espírito Santo, o grupo GAZETA, também afiliado à Rede Globo de Televisão, faz uma campanha sórdida contra o governo Lula. Nos editoriais do periódico, inventam-se fatos históricos, acontecimentos cotidianos são distorcidos, tudo visando à desinformação, à confusão ideológica no seio da sociedade capixaba. O outro grupo poderoso, e influente, é afiliado ao SBT, portanto, como dá para imaginar, a grande imprensa capixaba não passa de um grande bueiro a serviço de poucas famílias corruptas e poderosas (histórico processo mórbido que se repete, ad nauseam, em todo o Brasil). É muito triste conviver com tudo isso. Desculpe-me o desabafo. Minha solidariedade sincera ao corajoso, mas injustiçado, jornalista.

Ramiro Conceição em julho 8, 2009 8:19 PM


#37

É a justiça brasileira, costumeiramente agindo em favor dos poderosos pois constituída pelas mesmas famílias,que frequentam as mesmas roda e restaurantes. E agora eu me pergunto se a Mirian Leitão, tão zelosa pela liberdade de imprensa, vai fazer algum comentário sobre o fato e sua coluna diária na rede Globo.

Luiz em julho 8, 2009 8:21 PM


#38

Idelber

É verdade. Ainda não tinha atentado para a conta disponibilizada pelo Lúcio Flávio em www.lucioflaviopinto.com.br/?page_id=71,sob a rubrica COLABORE:

UNIBANCO (banco 409)
Conta: 201.512-0
Agência: 0208
CPF: 610.646.618-15

Então nosso problema está resolvido. Agora é ajudar o LFP a resolver o dele (de todos) na justiça do Chagas.

De todo modo espero o retorno de seu contato com o Lúcio, que estará amanhã em seu escritório - Tel: (91)3241-7626.

Fica a sugestão para que se crie um slogan, ou coisa que se assemelhe a uma campanha, em que fique bem clara o motivo da colaboração, além daquele apontado por LFP: "Trata-se de voluntariado pela causa do jornalismo comprometido com a verdade e o interesse público.

Abraços

herbert Marcus em julho 8, 2009 8:44 PM


#39

Idelber,

Ainda não tinha atentado para a conta disponibilizada pelo Lúcio Flávio em www.lucioflaviopinto.com.br/?page_id=71,sob a rubrica COLABORE:

UNIBANCO (banco 409)
Conta: 201.512-0
Agência: 0208
CPF: 610.646.618-15

Então nosso problema está resolvido. Agora é ajudar o LFP a resolver o dele (de todos) na justiça do Chagas.

De todo modo espero o retorno de seu contato com o Lúcio, que estará amanhã em seu escritório - Tel: (91)3241-7626.

Fica a sugestão para que se crie um slogan, ou coisa que se assemelhe a uma campanha, em que fique bem claro o motivo da colaboração, além daquele apontado por LFP: "Trata-se de voluntariado pela causa do jornalismo comprometido com a verdade e o interesse público.

Abraços

herbert Marcus em julho 8, 2009 8:46 PM


#40

"Há 17 anos, os representantes paraenses da corja comandada pela família Marinho perseguem-no de forma implacável."
Desculpe-me, porém, este marinho pilatos no credo, pode fazer algum desavisado acreditar que a ordem de agressão partiu do Rio de Janeiro.
Concordo plenamente quando você fala da corja da tv liberal, só que eu me pergunto sobre a corja da tv mirante? Afinal o líder do clã oligarca da retransmissora da globo no Maranhão é o novo ídolo da esquerda. O homem que sob aplausos do lulo-petismo resiste na cadeira de presidente do senado.
Vocês me lembram um dos fazedores de ditaduras norte-americanos, quando disse algo mais ou menos assim: ele pode ser sacana, mas é o nosso sacana... Quem diria!

Jorge Nogueira Rebolla em julho 8, 2009 10:06 PM


#41

Oi, Idelber. Este país não é para principiantes, mesmo. Está difícil. Toda solidariedade ao Lúcio Flávio.

Luiz (#37) Não é a justiça agindo em favor dos poderosos. Lembremos da teoria das elites: quem está na direção das principais instituições da sociedade (executivo, legislativo, judiciário, forças armadas,ou seja, os aparatos do Estado, mais mídia (todas), grandes corporação e seus conselhos de administração e confederações patronais) formam o bloco histórico no poder (juntei conceitos de duas teorias).

A gente lê livros e livros, ensaios e ensaios, blogs e blogs, para se informar, para ter possibilidade de formar uma opinião. Mas, aí se tem depoimentos como os que estão aqui nos comentários (e no post anteior), e se vê que os fatos do cotidiano, trágicos como dos estudantes que morreram quando estavam fazendo um trabalho de alcance público, escapam de nosso conhecimento.

Idelber, entendo ser da maior importância a colaboração, inclusive para o jornal sobreviver. Parabéns a vocês que tiveram a ideia. Sinto-me um pouco melhor ao fazer alguma coisa mais efetiva (mesmo que seja bem pequenininha), além de ficar aqui frente ao computador redigindo comentários.

Agora, quanto à multa, ele tem que pagá-la agora ou vai entrar com recurso? Quero dizer, independente do pagamento da multa quero colaborar, mas com relação à multa propriamente dita provavelmente cabe recurso.
Abraço
Marilda

PS.: Quando vocês formarem as brigadas revolucionárias, avisem. Não tenho mais idade para ir para a frente de batalha, mas posso colaborar na retaguarda. Não é ironia, não. Como alguns já frisaram, que dá vontade, dá.
Todo dia tomamos conhecimento de mais uma brutalidade contra os direitos. Cada dia mais difícil.


Marilda S. Costa em julho 8, 2009 11:00 PM


#42

Meu apoio irrestrito ao Lucio Flavio Pinto. Me sinto com vergonha e raiva do Brasail. Idelber, essas suas postagens sobre as injustiças do Brasil são muito boas e importantes.

Bruno em julho 8, 2009 11:05 PM


#43

A herança dos marinho ainda assombra nosso país. Estes asseclas do norte pretendem isso mesmo estagnar o bom jornalismo, para enfim reinar absoluto com seus churumes globais.

Wemerson Santos em julho 9, 2009 12:03 AM


#44

Auxílio financeiro ao Jornal Pessoal!
Aos leitores assíduos de Lúcio Flávio e àqueles que acreditam e defendem o jornalismo informativo e imparcial: depositem na conta do UNIBANCO do JP online (http://www.lucioflaviopinto.com.br/?page_id=71) qualquer valor a fim de auxiliar as despesas do recurso.
A revolução não está apenas nas críticas óbvias e na vontade de boicotes, está também na solidariedade ativa dos amigos e admiradores.

Lucia Ferreira em julho 9, 2009 1:14 AM


#45

Quero registrar meu protesto como cidadão da decisão deste juiz que acompanha a linha do Pres. do STF, Gilmar Dantas(segundo Ricardo Noblat), só decide a favor da elite egoísta do país.

Mateus de CAmpos em julho 9, 2009 1:47 AM


#46

Idelber,
eis a minha metralhadora para todos os brasis: autorizo, publicamente, a utilização de meu poema “RIO” ao levantamento de fundos à causa do jornalista Lúcio Flávio Pinto.


RIO
by Ramiro Conceição


O que há para dizer
que nunca foi dito?
O que há para o além
do altivo ou do maldito?
É isso que procuro.
É isso que admiro.
Busco, o inaudito!

Procurar é subir em saltos,
mesmo sabendo que,
quanto mais alto,
mais difícil é o cume.

Ora, mas não é isso o desafio,
a única razão da existência,
compreender que a água sobe
em vapores da sua essência
e que desce, em cachoeira,
grávida da sua consciência?

É isso!... Eu sou um rio!

Ramiro Conceição em julho 9, 2009 2:18 AM


#47

"Isso não quer dizer que nos rincões do sudeste e do sul as coisas sejam perfeitas, claro que não, mas as elites do interior são mais comedidas por conta da maior organização dos movimentos sociaisIsso não quer dizer que nos rincões do sudeste e do sul as coisas sejam perfeitas, claro que não, mas as elites do interior são mais comedidas por conta da maior organização dos movimentos sociais"

Hugo

Você pega o interior de SP e não acha coisa que preste. O Diário da Região de São José do Rio Preto parece ser bom, mas é a exceção. Em Itatiba, o jornal local dedica manchetes e mais manchetes sobre o campeonato de truco promovido pelo dono do jornal, o Bom Dia é tão maldiagramado que tenho uma amiga que reclama que quando a filha dela apareceu na capa parecia que ela tinha alguma coisa a ver com uma notícia de um caso de homicidio de outra manchete.

A ruindade é tanta que dois jornais medíocres (Cruzeiro do Sul de Sorocaba e o Vale Paraibano de São José dos Campos) se destacam...

Andre Kenji em julho 9, 2009 3:53 AM


#48

Meu caro, o que podemos esperar, nos, "reles mortais", de um judiciario que ante a denuncia fartamente comprovada de que determinada juiza havia
'se apropriado' dos valores depositados em juizo, de sua vara a premia com o desembargo!?!

babi em julho 9, 2009 12:54 PM


#49

Parabéns Lucio Flavio Pinto!!

Vc é uma fonte de inspiração para todos nós.

Que tenhamos pelo menos metade da sua coragem, determinação e integridade.

Luis Patricio em julho 9, 2009 4:50 PM


#50

Idelber, a coluna do ancelmo, hoje, publicou uma nota sobre censura na imprensa, e cita como exemplo o caso do Lúcio. Achei até estranho O Globo ter feito isso (vai ver eles nem sabem dessa ligações escusas com a família Marinho, como você está denunciando), mas acabei colocando o link do teu post lá pra galera.

Um abraço de um admirador deste blog,

Rafael Cesar.

Rafael Cesar em julho 10, 2009 11:55 AM


#51

Que vontade de gritar... é f!!!
O sentimento de revolta é mesmo inevitavel.
Divulguei o post entre amigos.

Um grande abraço,

Ananda em julho 10, 2009 2:50 PM


#52

Minha solidariedade ao valente jornalista Lúcio Flávio, que não se curva às elites dominantes deste Brasil que só nos surpreende quando pessoas como o Lúcio obtêm alguma vitória nos tribunais de justiça. Os poderes constituídos - ou seria melhor prostituídos? - existem para servir a poucos privilegiados, banqueiros bandidos, o agronegócio, empreiteiras que financiam campanhas eleitorais, a grande mídia bandida e serviçal, enfim. Em diferentes proporções e locais desse território encontraremos inúmeros exemplos de injustiças realizadas contra quem tem coragem de enfrentar os poderosos que detêm os aparatos de Estado. Sei o que estou falando porque também fui vítima de perseguição e de estranhas decisões da Justiça, quando, na condição de representante dos professores junto ao conselho do FUNDEF da cidade de Vespasiano, MG, fui demitido sem direito ao contraditório. Meu crime foi apurar possíveis irregularidades nas contas da Educação e encaminhá-las ao Ministério Público e ao TCE - MG, órgão absolutamente inoperante e marcado por denúncias de favoritismos e venda de sentenças. O então infeliz prefeito daquela cidade me desnomeou - hehe - como concursado, nomeado e em efetivo exercício havia dois anos. Entrei com mandado de segurança, ganhei na primeira instância, mas na segunda instância o desembargador entendeu que eu não tinha qualquer direito - apesar de ter sido nomeado dentro da vigência do concurso, era o próximo da lista e o cargo que ocupei era vago. Depois, no STF, a ministra Carmem Lúcia aceitou os argumentos do desembargador e consolidou minha demissão imotivada e sem direito ao contraditório. A demissão em si não constitui o problema, mas o fato de como um cidadão, que exerce cidadania acabar se tornando vítima de pressões e perseguições com as bençãos uma (in)justiça que defende banqueiros e latifundiários, e, como no caso do jornalista Lúcio Flávio - um milhão de vezes mais importante do que casos pequenos como o que mencionei -, que acaba sendo vítima da arrogância de grupos - ou seria quadrilhas? - que se juntam para impedir as denúncias e fiscalização cidadã contra os interesses claramente anti-povo. Por isso, caro Idelber, parabéns por ter repercutido essa realidade que se passa no Norte, mas que em menor escala se reproduz em todo o Brasil, desse brasil dos coronéis e dos capitães-do-mato a serviço de gangsteres travestidos de gente séria, que aparece na mídia como se fossem os porta-vozes da moralidade e dos bons costumes. Qual o quê! Felizmente, outros brasis vão se formando, para além e apesar desses resquícios das muitas ditaduras e escravidões e outras tantas práticas de arrogância e privilégios. Força, Lúcio Flávio, e conte com a nossa solidariedade.

Euler em julho 11, 2009 10:25 PM


#53

Afora o aborrecimento, a condenação expõe Lúcio a pagar a advogados para o recurso, que provavelmente progredirá até instância federal - dada a força política dos Maiorana - elevando custos, o que termina atendendo aos objetivos reais de quem intentou a ação.
Não conheço o Lúcio pessoalmente, mas o considero, desde muito, a melhor referência jornalística do Norte do País.
Só discordo da culpa atribuída aos Marinho. Os Maioriana tentam ser de fato os Marinho, mas são apenas cópias ou caricaturas.

NILSON LAGE em julho 12, 2009 11:57 AM


#54

Infelizmente temos que conviver com essas aberrações juridicas. A indignação chega com força, como esperar decisão diferente com as poucas exceções no judiciário que temos. Porém, será um prazer contribuir com a vaquinha, assim mostramos aos Maioranas que Lúcio Flávio é o melhor. E tem o nosso respeito, admiração e a nossa solidariedade.

Fátima Paiva em julho 14, 2009 1:50 AM


#55

O soneto abaixo é meu e trata sobre injustiça cometida contra Lúcio Flávio Pinto. Ele é a nova vítima do peso desmedido da Justiça quando a informação se choca com o interesse do patronato.

http://rabodaporca.blogspot.com

“Até tu, Lucius?”


Senado está arranjado. É feita a cilada...
Surge nuestro Il Capo, às glórias, satisfeito –
Traz o emblema do império sobre o peito
E uma tela LCD na cara inchada.

Mas lhe difere o que a César foi legado –
E os Senadores, um a um, bem a seu jeito,
Invés da faca no tirano, deitam ao leito
E se aliciam com esse nobre grão-ducado.

O jornalista que o punhal trazia às mãos –
Cinzel e escopo de denúncia comprovada
De acusador se torna “alvo”, diz o ladrão.

E o imperador salvo da ceifa a muito custo
Com um juiz à mão esquerda, desce a enxada.
- Não viverá sem que lhe tenha dado um susto!”


(F.N.A)

Fredson N. Aguiar em julho 14, 2009 2:56 PM


#56

Sou amiga pessoal do Lucio Flavio há pelo menos quarenta anos! Tenho, portanto, estabilidade. E escalreço que é o único jornalista neste país que não se afastou um milímetro de seus princípios. É um mestre na arte do jornalismo autêntico e independete. O que quero é que todos possam saber disso, numa era em que o PIG e etc são fast food. Jornalismo é Jornal Pessoal.

Tania Mendes em agosto 8, 2009 7:37 PM