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Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.



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sábado, 04 de julho 2009

Um blog aos sábados: Drops da Fal!

drops.jpg

Fal Azevedo inventa, na internet brasileira, todo um sentido de comunidade através dos blogs -- isso, mes amis, bem antes que o Biscoito sonhasse existir. Longe das discussões políticas, dos geeks, das pendengas sobre jornalismo, uma enorme comunidade de leitores – muito especialmente de leitoras – se reúne em torno da Fal com carinho e devoção que, para mim, são comoventes. Se você não conhece o Drops da Fal e já fez na vida alguma afirmação sobre “blogs”, desculpe-me, mas você tem que voltar lá atrás e começar tudo de novo.

A escrita da Fal não se parece com nada que você conheça. Algum crítico literário mais apressado poderia dizer que é uma “reprodução da oralidade”, mas é muito mais que isso. Às vezes, é como se a dicção registrasse os movimentos do corpo. Tente imitar aquilo e você passa vergonha. É inimitável. Eu brinquei uma vez com a ideia de que os blogs inventavam outra forma de narrar a experiência. Aquela banalidade bruta, do cotidiano -- vizinhos, programas da madrugada, o policiamento do prazer -- pode de repente exalar uma cintilação inaudita no momento em que se transforma em matéria narrável. É com isso que Fal nos brinda todos os dias. Tradutora de mão cheia, ela inventa uma língua. Nada menos.

Houve duas ocasiões em que Fal deixou o Biscoito Fino e a Massa no chinelo. A primeira foi na cobertura do mensalão. No fogo cruzado que caracterizou os idos de 2005, com a direita exultante e a esquerda atônita, faltava uma língua para falar daquilo. O Biscoito tentou e aí estão os arquivos. Mas foi na cobertura ao vivo da Fal que o absurdo de todas as partes envolvidas se revelava. Eu aprendi mais sobre política com a cobertura da CPI feita pela Fal que com qualquer tratado de sociologia.

A segunda foi na época em que resolvi seguir uma novela, Páginas da Vida. A novela era boa, havia muito que se comentar. Mas era impossível não repetir os apelidos que Fal criava para os personagens. O meu pobre post sobre a novela acabou sendo um plágio descarado da festa orgiástica que Fal armava com seus leitores.

Em agosto de 2007, a morte de Alexandre foi, para mim, a confirmação definitiva de que qualquer ideia de justiça neste mundo é um conto da carochinha. Alexandre ainda é o autor do email mais belo que já recebi na vida, uma missiva em que ele encomendava cuidados, preocupado que estava com a vinda de Fal a Belo Horizonte. Ali se via, fariseus, o que é o amor em estado puro.

Roland Barthes sabia das coisas: a honra pode ser imerecida, mas a alegria nunca o é, disse ele em algum de seus livros. Espero que Fal não se importe com a minha revelação pública de que tenho a alegria – a honra, com certeza, eu não mereço – de ser o herdeiro do último objeto que Alexandre tocou em vida. Das minhas mãos ele só sairá para as de meus filhos.

O Drops da Fal é uma história da internet brasileira. É também um lugar para se renovar, diariamente, a alegria de viver. Apesar de tudo.

Obrigado, Fal.



  Escrito por Idelber às 07:33 | link para este post | Comentários (46)


Comentários

#1

Não fosse pelo texto único, só o vídeo do Tom e do Vinicius bêbados, contando uma história hilária, já vale a visita.

Mauricio Caleiro em julho 4, 2009 9:04 AM


#2

O que posso acrescentar? "Descobri" a Fal Exatamente no dia em que Alexandre morreu e depois daquele dia nunca mais fui a mesma.
Raramente faço algum comentário, mas leio seus
( seu e dela) blogs todos os dias.Vocês alimentam minha alma.

Hoje encontrei um motivo para me manifestar. Tal coisa Nunca acontece, mas sinto por ela um afeto e uma alegria que me fez deixar aqui- uma marca.
Suas palavras - hoje - fizeram com que eu conseguisse expressar a alegria de constatar que existimos para alguma coisa.Liz

liz em julho 4, 2009 9:33 AM


#3

Idelber, lindo post. Eu adoro o blog da Fal, me divirto muitíssimo, aprendo. E o livro dela, "Minúsculos assassinatos...", é ótimo.

Janaina Amado em julho 4, 2009 10:23 AM


#4

A Fal é meu amorzinho!
amo, amo e recomendo!

naty em julho 4, 2009 11:39 AM


#5

Um post à altura do blog da Fal, Idelber. ;-)

Helê em julho 4, 2009 12:12 PM


#6

A Fal é pra amar e ponto.

Tina Lopes em julho 4, 2009 12:47 PM


#7

Sou viciado em "Drops". Da Fal, lógico.

Cláudio Costa em julho 4, 2009 1:43 PM


#8

Quando fui lá naquele encontro da Cobal - Rio para lhe conhecer a minha apresentação para justificar o direito de estar lá - além de ser seu leitor - era: futuro marido da Fal e número 1 na fila do Alexandre.
A Fal é mesmo um luxo.

Cláudio Luiz em julho 4, 2009 2:48 PM


#9

Professor,

conheci o blog da Fal através de um link, aqui no seu pedaço. Tenho que agradecer a você pela indicação e a Fal pelos escritos. Belíssima sua saudação a ela neste post.Lá no LV ou do Palavras da Fal, muito raramente faço algum comentário. Escrever o quê depois de um texto de Fal? Só se sempre for para agradecer o agudo olhar com o qual ela desvenda as particularidades do comportamento humano. Geralmente, é o último blog que acesso antes de dormir. Às vezes, um alento; às vezes, um grito de alerta porque toca lá, nas dobras de nossa alma.

Abraço

Marilda S. Costa em julho 4, 2009 3:24 PM


#10

Idelber,

Numa época como a nossa, onde as pessoas estão embrutecidas de tal forma, tomadas por uma autismo social tão violento e tão insensiblizadas em relação às coisas da vida, é muito bacana saber que existe um blog como o da Fal.

Hugo Albuquerque em julho 4, 2009 4:04 PM


#11

A Fal é das pessoas mais incríveis q existem nessa blogosfera. Uma doçura, uma sagacidade, uma gentileza. Homenagem mais q merecida, Idelber. :)

(E eu tenho um drops da Fal - de verdade! - aqui em casa, na minha escrivaninha. Pra sempre lembrar das pessoas maravilhosas q a internet traz.)

Lucia Malla em julho 4, 2009 4:35 PM


#12

Disseste-o bem, Idelber. Só posso acrescentar que para mim Fal é um adjetivo, uma qualidade, um modo de ser: O céu hoje está fal. Comprei um chapéu fal. Caetano é mais fal que Gil. Também pode ser uma locução adjetiva. Estou com uma dor fal (= de fal). Inclusive, veja só, Fal pode ser empregada em vários idiomas: Today your eyes are so fal, babe. Fal sine qua non. Sabes que el otro día estabas muy fal en la fiesta? E por aí vai.

Eu amoela.

maira parula em julho 4, 2009 5:18 PM


#13

Idelber,

Já disse uma vez por e-mail, mas vale repetir em público:
Sempre serei grato a você por ser o caminho que me permitiu conhecer a Fal.

Um ser iluminado. Diferenciado.

Luiz em julho 4, 2009 5:40 PM


#14

Um poema de comentário:

DESCAMINHOS

o sapato velho
na gaveta abandonado
anda tão sozinho...

Chico Farro

Chico Farro em julho 4, 2009 6:53 PM


#15

O dia hoje era pra ter sido de trabalho. Tinha acordado tão decidida a isso que achei que abrir o biscoito hoje não corria o menor risco de desvirtuar meus planos. Seria inofensivo. Ledo engano. Arrisquei demais... foi meu erro fatal. Mas fico agradecidíssima pela fatalidade. Nem culpada dá pra ficar (quer dizer, só um tiquinho) porque quase dá pra dizer que não trabalhar porque fui capturada pelo Drops da Fal se justifica plenamente. Sinto a vida mais leve hoje. Thank you so much, Idelber e Fal.

Lulli em julho 4, 2009 8:00 PM


#16

Idelber, bendito seja vc entre as mulhres. Neófito que sou na internete fui virtual e respeitosamente introduzido pelo teu blog a tres maravilhosass galáxias: Ana maria gonçalves, katarina peixoto e agora a esses drops letais que me nocautearam.
Que os deuses protejam essas amazônias que iluminam as trevas que nos cercam.
Salvação, se ainda houver alguma, sóelas podem gestá-la.

Valeu!!!!

helio jesuino em julho 4, 2009 9:07 PM


#17

O Drops da Fal é tosco, mal escrito, rasteiro nas reflexões e ultrajante na forma. Não sejamos benevolentes com a mediocridade, por favor. Assim como Machado, a banalidade "não terá um leito de flores no regaço de minha alma!" Queria dizer "nossa alma", mas pelo jeito isso não é possível, não é mesmo!

TJ em julho 5, 2009 12:36 AM


#18

nossa. amo de paixao. pra mim é isso do começo do post. ajudou a inventar a internet brasileira. enquanto um monte de gente nem sabia o q fazer com essas ferramentas todas, teve gente que pá. foi lá e fez. ajudou a criar. referencia completa. inteligente, charmosa, gostosa, bonita, "descuidada" no texto. captura na hora. sou apaixonada mesmo.

mary w em julho 5, 2009 1:36 AM


#19

Idelber, eu me lembro de você falar, lá na Cantina do Lucas, sobre o email que o Alexandre havia mandado pra você. Aquilo ficou na minha cabeça.

Até então eu nunca tinha ouvido falar na Fal, desligada que sou. Aí veio aquele evento (na falta de palavra melhor) sobre blogs no Salão do Livro. E eu me encantei com a Fal.

Li pouco do blog dela (sei lá por quê), mas gosto muito daquele jeitão "Fal" de escrever. Quando li sobre a morte do Alexandre, senti um aperto que você não faz idéia. Na mesma hora lembrei do seu comentário sobre o email que havia recebido dele.

Certo tempo depois, escrevi para a Fal, mesmo sem conhecê-la, falando sobre aquele dia no "Lucas". Foi algo que me bateu forte.

Mônica em julho 5, 2009 1:59 AM


#20

Puxa. O Velox saiu do ar este sábado em Belo Horizonte. Segundo entendo, no Brasil todo. Por isso, não dá para responder como eu gostaria. Mas quero registrar que cada comentário foi lido, na sua singularidade.

Que bom te ver aqui, Mary. Mônica. Maira.

Já mando o comentário por medo de que ele se perca.

Idelber em julho 5, 2009 2:57 AM


#21

E Liz, que comentou pela primeira vez :- )

Idelber em julho 5, 2009 2:59 AM


#22

Tive o prazer e a honra de ler em avant-première o "Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite", e testemunhei a primeira adaptação bem-sucedida (finalmente, caramba!) da dinâmica da linguagem internética para o papel. Mas que também se sustenta perfeitamente como literatura, se formos deixar a comparação pra lá. Fecho 100% com a Maira aí em cima, e acho que tinha que existir um verbo específico só para definir o que é ler a Fal - seja em drops, seja em livro, whatever. Acho que tem a ver com privilégio: eu sou feliz, eu sou falzeiro. E não tem pra ninguém. Oh yeah.

Nelson Moraes em julho 5, 2009 9:46 AM


#23

Bem fora do tópico mas algo relevante: não consigo acessar o blog ao usar o Mozilla num SO Ubuntu 9 (linux). Alguém tem alguma ideia do que pode estar havendo?

gilson em julho 5, 2009 12:25 PM


#24

Idelber, o Velox não caiu aqui por essas bandas... Aliás, tem caído muito pouco nos últimos meses.
Toc, toc, toc...

Luiz em julho 5, 2009 2:12 PM


#25

Soou frequentador assíduo do seu blog. Hoje, com mais tempo do que as três semanas anteriores que não pude passar por aqui, vim desejando muito ler um post sobre o Sarney. Um daqueles arrasadores e radicais que só você sabe escrever. Qual minha surpresa quando nada encontrei. O que está acontecendo? Você não vai aderir ao Xô Sarney?

Bakunin Krupinski em julho 5, 2009 2:23 PM


#26

Idelber,

Off-topic: É a internet tupiniquim. Cá em São Paulo, o Speedy da Telefonica funciona à manivela.

Hugo Albuquerque em julho 5, 2009 3:13 PM


#27

Idelber, querido, sou muito grata. Mesmo. Beijos na Ana.

Fal Azevedo em julho 5, 2009 3:28 PM


#28

Idelber, meu caro:
em uma entrevista recente, realizada em Dourados, você disse, em um momento, sobre "blogs de literatura". Fiquei pensando nesta expressão, penso nela - e agora, depois de ter conhecido o blog da Fal, a expressão retornou.
Primeiro, parece difícil definir o que é um "blog de literatura". Você não diz, na entrevista, um "blog sobre literatura", mas "de". Isto faz toda a diferença, não acha?
Em linhas gerais, se eu tenho um blog onde reproduzo os contos ou os poemas que publico também em livro, não estou aproveitando o suporte do blog enquanto algo que pode construir linguagem. No máximo, eu tenho um blog "para" a literatura (não sei se a alterações das preposições funciona tão bem, mas dá ou logo dará pra entender o que quero).
No Biscoito, embora você não faça literatura, a princípio, é visível a consciência que você tem do lugar em que está escrevendo, fazendo uso extremo de links, rasuras - me refiro mais às atualizações, pois o risquinho que Derrida fazia também é possível de ser feito no livro - caixa de comentários e outras ferramentas próprias da internet.
De modo que, na minha leitura, você deve ter o maior interesse neste tipo de debate.
Por outro lado, você diz na mesma entrevista: "quando quero literatura, vou aos livros." Isto não é verdade, Idelber. Isto me pareceu contraditório na medida em que entro em seu blog, agora, e leio você escrevendo sobre o blog da Fal - que, repito, não conhecia. Naveguei durante um tempo no blog da Fal e me arriscaria a dizer o seguinte: está aí um "blog de literatura".
E o "Aomirante", antes?
Não acho que a Fal leve isto às últimas consequências, de qualquer modo. Os comentários que a própria Fal faz em sua caixa não são tão legais quanto os posts, por exemplo, até porque nem teria como ser, pois a autora responde todos [!!] ou praticamente todos[!]
Quer dizer, uma coisa é blog de escritor e outra é de literatura. Entro em alguns blogs de escritor que são sub-aproveitados para a literatura que fazem. A maioria dos blogs, aliás. Vá lá, praticamente todos.
Tudo isso tem a ver com minha pesquisa, que seria justamente pensar uma escrita fora da literatura - quero dizer, da Literatura ou da "literatura" - mas eu não irei te encher com isso. Até porque a história é longa.
Por outro lado, acho um escritor como César Aira muito mais blogueiro - ele odiaria isso, não? - do que a maioria dos blogueiros que há por aí. Há algo que ele já sacou no livro e que as pessoas ainda não sacaram no blog: a escrita é um processo. Pra mim, a literatura do Aira leva este enunciado ao limite. Aira diz que escreve improvisando e, embora seja um grande mentiroso nas entrevistas que concede, eu não duvido disso. Outra coisa que Aira diz - já disse o contrário também - é que não revisa as coisas que escreve, deixa pra "revisar" na próxima obra que escrever.
Nem aceito isto à risca porque, acho, não sou bobo. Ou pelo menos tento. Mas se está dito é porque alguma coisa há. Nem que seja, na escrita, um "efeito de improvisação". Em A noite de Flores eu acredito que o improviso não seja tão grande, pois é tudo muito fechadinho, mas em Una novela china ou Um acontecimento na vida do pintor-viajante, por exemplo, os efeitos da improvisação são mais visíveis.
Acho que isto, de algum modo, veja, tem a ver com a Fal.
Falei muito. Parei.
Um abraço,
Victor.

Victor da Rosa em julho 5, 2009 7:24 PM


#29

A Fal,é a Fal.

Ela merece o melhor,sempre.

Moniquinha em julho 5, 2009 8:38 PM


#30

Victor, você foi na mosca. Quando eu falava de "blogs de literatura" naquela entrevista, eu pensava em blogs de contos, poemas e comentários literários no sentido mais tradicional. Mas é claro que blogs como o da Fal e do Almirante fazem literatura, e da boa, num sentido bastante novo. Se sua pesquisa vai por aí, são duas excelentes referências.

Concordo com você que César Aira tem muito em comum com essas novas escritas da internet. Também acho que ele odiaria a observação, mas o método de composição dele não deixa de ser "bloguístico", não? Muito interessante sua observação. Valeu.

Idelber em julho 5, 2009 10:59 PM


#31

Sorte sua, Dr Idelber, a falha do velox no sábado, porque se esse lindo post fosse lido a tempo, mandaríamos descer muitas saideiras e subir todas as cadeiras, até saber sobre o misterioso objeto. hohoho!

E você tem toda razão, a Fal é mesmo tudo isso!

Beijo na Ana

Cibele em julho 5, 2009 11:05 PM


#32

Fal Azevedo é muito talentosa. Desde a primeira vez que a li, eu a achei encantadora. Mas ela é mais que isso. Consegue proximidade à distância e nos torna íntimos de desconhecidos. Ela é encantada, tipo fadinha da Disney, que faz mágica com varinha e transforma abóbora em carruagem. Como diria o Manoel de Barros, "passarinho mora no seu ombro".

Fábio Carvalho em julho 5, 2009 11:14 PM


#33

A Fal é meu doce de leite
Um soco no estomago
Um cisco no olho
O riso e o choro na mesma linha.

Cris Carriconde em julho 6, 2009 4:56 AM


#34

O drops da Fal só é superado pela própria Fal. Sou suspeita. Adoro o blog e a autora.

Tati em julho 6, 2009 12:00 PM


#35

Caríssimo Idelber:

Em fins de 1991, eu e mais algumas poucas pessoas que já mantinham blog, respondemos à uma entrevista para o Suplemnto de Informática d’O GLOBO (leia-se Cora Rónai), muito bem elaborada pela jornalista Elis Monteiro.
Lá entre outras bobagens e acertos, mais aquelas que estes, em dado momento, eu dizia:

“Querida, sabe o que acho? Não são as pessoas que se expõem nos blogs. São os blogs que expõem seus autores. O blog, em sua continuidade, denuncia quem somos. [..] Quando eu digo expor-se, não me refiro apenas aos blogs confessionais, o blog é um ótimo índice de como somos realmente. Livro aberto pra quem souber ler...”

Talvez a ninguém essa frase se aplique melhor do que à Fal (que, ainda nem sequer havia começado a blogar – na internet, bem entendido – à essa época). Mas assim é.
Vou contar meu depoimento de alma, de condição humana falando mais alto. Como nem todos sabem , mas é algo que jamais quero esquecer, há algum tempo, apareceu a notícia de minha morte tipo *anúncio para internet*. O que era um gesto reservado, particular, íntimo, embora infeliz, gente infeliz achou por bem aproveitar-se disso e publicar. Não me exculpo. Quem tá na chuva é pra se queimar, já dizia aquele filósofo. Mas, o fato é que saiu. Foi um clamor, Pedra de escândalo. De onde saíram tantos juízes sem saber o que de fato acontecia, não sei. Só sei que todos e cada um se deram o direito do achincalhe, e até de *me* matar sublinhando a morte fake. Houve até quem dissesse que se eu não tivesse morrido mesmo, aí é que estaria morta mesmo (essa foi a mais marcante). Pois a Fal, tremam, senhores e aprendam, que como ela mesma diz, sabe das coisas e tem olhos bem abertos não foi jogar lenha lá na Grande e Triste Fogueira Principal da Praça e muito menos nas fogueirotas menores e praticamente despercebidas e que passariam desapercebidas. Recebi convites de entrevistas e matérias e não foi em tablóide – taí a REVISTA BRAVO que não me deixa mentir.E o resto foi a dor, e o horror. O horror!
Fal, simplesmente enviou-me um email de 3 ou 4 linhas, se tanto, citava, o seu amado Alexandre, e disse-me as palavras mais comoventes que foram tão bem-vindas naquele momenteo, que hoje elas fazem parte de mim.
Quando fiz meu outro blog – esse mais recente – ela, de forma clara e sem artifícios, comentou e comenta e em todas as redes sociais em que estamos juntas ela sempre é a primeira a incluir-me, pois eu ainda tenho a “sensação de proscrita”.

Putz, Idelber (aliás obrigada a você que também nesse episódio se houve com uma diginidade para comigo, que só surpreendeu quem não lhe conhece) Melhor contar aqui do que em meu blog. Afinal de contas, que a Fal é dona do texto mais gostoso, apimentando, escrachado, teatral, e *cozinha* (em vários) sentidos a maintenance do Drops – ah isso todo mundo sabe. Que a Fal tem também o texto pungente, pro-fundo, doido e doídamente lacerante também sabemos todos. A tradutora maravilhosa de entre outros Nora Ephron....ihhhhh:=) Agora que ela além disso, é muito mais que um protocolar e burocráqtico “bom caráter” ah, isso era necessário eu dizer.
Fal tenho você no lugar mais iluminado do meu ser, aquele que se reserva aos melhores quadros. E você já era TU-DA. Agora com a Editora, várias editoras. Ah meus sais....
Beijos . Eu te amo.
A você, Idelber, obrigada por seu post primoroso. Obrigadíssima por dar-nos essa chance.
Meg

Meg (Sub Rosa) em julho 6, 2009 12:16 PM


#36

a fal escreve quem ela é. não faz firula, não joga prá platéia, não quer parecer mais ou melhor que ninguém, não tem photoshop em suas palavras.
e isso, uau, não há como superar.

telinha em julho 6, 2009 12:58 PM


#37

olá, idelber, lindas reflexões! eu só sei que entro lá umas dez vezes por dia. abraços

vera em julho 6, 2009 1:06 PM


#38

Justíssima homenagem. Uma das minhas escritoras favoritas, escrevendo sobre o que quer que seja.

Lili em julho 6, 2009 1:40 PM


#39

A Fal é poesia em forma de gente que escreve uma das melhores prosas atualmente. Eu sei que ela vai ficar famosa. Ainda bem que eu já sou amigo dela :-)

Fábio S. em julho 6, 2009 2:13 PM


#40

Primeiro eu tinha uma certa dificuldade com aquela oralidade toda. Mas isso é porque eu sou meio lesa mesmo. Mas assim que decifrei o código, MEU DEUS, eu não largo mais essa mulher! Como disse alguém aí em cima, acho que entro lá umas dez vezes por dia. Adoro quando ela faz rir, pensar, chorar ou quando desperta qualquer outra emoção.
Bjs,
Cláudia Marcanth

Cláudia Marcanth em julho 6, 2009 2:39 PM


#41

Idelber,
abraçar e ser abraçada por Fal é algo que transcende os sentidos.
estou aqui, orgulhosa de vc ter (des)escrito tão bem nossos sentimentos.
bj

Luci100 em julho 6, 2009 3:41 PM


#42

Concordo plenamente. O Drops é um dos blogs que eu passo diariamente, às vezes mais de uma vez por dia. E o livro da Fal é ótimo!

Valéria em julho 6, 2009 4:02 PM


#43

Fal é riso e dor
Fal é doçura e pungência
É sensibilidade
Delicadeza
Pureza
Sabedoria
Torpor
Fal é amor

Helô em julho 6, 2009 10:14 PM


#44

os drops da fal refrescam de verdade! Os textos da fal são mergulhos na alma.
Mas, aproveito o espaço para divulgar esse artigo que acho fundamental que todos leiam:
http://www.afropress.com/colunistasLer.asp?id=633

Começa como uma resposta do professor Kabenguele Munanga ao idiota do Magnoli. Mas é muito mais!

aiaiai em julho 6, 2009 10:41 PM


#45

De novo, a internet esteve periclitante por aqui. Estabilizou-se agora, de madrugada. Mas fica aqui o alô geral a todos os que participaram desta celebração do talento de uma das pessoas mais queridas da blogosfera brasileira :-)

Idelber em julho 7, 2009 4:15 AM


#46

Descobri a Fal através do Inagaki, logo após a morte do Alexandre.
É tocante o jeito como ela faz do cotidiano uma poesia.

Adriana em agosto 20, 2009 9:28 AM