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quarta-feira, 18 de agosto 2010

Baile de Dilma no primeiro dia de TV; Serra inventa a favela de plástico

Já se esperava que os programas de TV de Dilma Rousseff e José Serra mostrariam um tremendo contraste de competência. Essa lavada tende a acontecer há tempos na política brasileira: o PT (e sua coalizão de esquerda: PSB, PC do B, PDT) tem feito programas de TV superiores aos dos outros partidos, e isso é simplesmente da ordem do fato. O Brasil chegou a proibir cenas externas numa campanha presidencial por puro medo de que o povo visse Lula nos lugares reais em que o povo vive (isso numa época em que Lula tinha 35, 40% de popularidade; hoje ele anda na casa dos 85%). Agora imagine: um país faz rede de televisão nacional para dar a conhecer seus candidatos, mas proíbe a exibição de imagens do próprio país. Hoje, sem essa proibição, depois de sete anos e meio de presidência Lula, mostrar o Brasil, mostrar o Brasil de antes e o de hoje é tudo o que governo terá que fazer na televisão para eleger sua candidata. Fez, no primeiro dia, muito mais: Dilma deu uma homérica surra televisiva em Serra, num contraste de qualidade (e autenticidade e verdade) de programas de TV que permanecerá como marco na história das campanhas eleitorais no Brasil.

Ex-prefeito da cidade e ex-governador do estado que têm o mais alto número absoluto de favelados no país, Serra conseguiu inventar o programa com a favela de plástico, numa constrangedora montagem de estúdio que lembrou as chanchadas da Atlântida. Atenção, estudantes e pesquisadores das áreas de ciências humanas e sociais! Quando aparecerem aqueles frankfurtianos-adornianos dizendo que tudo o que a indústria cultural e a TV produzem é manipulado e mentiroso, não se esqueça de dar mais uma volta na dialética deles e contraargumentar que até mesmo a mais deslavada mentira (a favela de plástico de Serra) não deixa de trazer em si profunda verdade (a verdade sobre o que é a candidatura Serra, ou seja, a sua impossibilidade de realmente visitar e estar numa favela brasileira). Poucas vezes na história dos programas político-eleitorais uma falsificação foi tão reveladora da verdade. Decupado pelo Brizola Neto, aí vai o clipe desse imortal momento de chanchada mágico-fantástica:



Mas o programa de Serra não mentia apenas na construção da favela de estúdio. Neste mesmo clipe de 20 segundos, você encontra duas outras escabrosas mentiras, uma política e uma pessoal. Mentira número 1: o jingle dedica mais tempo ao nome do presidente ao qual o candidato fez oposição, ou seja, de má fé ele tenta associar o candidato a uma figura política que não é da turma dele, e à qual ele se opõe desde 1982. 2: o jingle mente sobre o nome do próprio candidato, que é José Serra, jamais encurtado para "Zé" na política, e sim para "Serra". Sobrenome até se muda, mas o nome? Como assim, depois de 50 anos de vida pública ele vira "Zé"?

Muito poderia se escrever sobre a imensa superioridade técnica do programa de Dilma: trabalho de câmera, qualidade das imagens externas, edição do filme, multiplicidade de ângulos e tomadas, trabalho com a luz—essa lista não está nem próxima de ser exaustiva. Aconteceu um baile de dramaturgia e cinematografia, sras. e srs. Mas ele não chega nem perto do baile político que ocorreu:







Como notou o Marco Aurélio Weissheimer, o programa de Dilma destacou o significado histórico de uma candidatura. De cara, aniquilou a possibilidade de qualquer outro factoide com a militância anti-ditatorial de Dilma. Encarou o tema de frente, falou dele com orgulho, trouxe o testemunho de ex-companheiras de cela e alinhavou pela primeira vez, na história pós-1989, a ditadura militar e a memória como temas legítimos numa eleição presidencial. Foi histórico, porque ao falar de si Dilma falou também do coletivo, contou aos mais jovens um passado que eles não viveram. Foi, ao mesmo tempo, um ato verdadeiro e um golpe preventivo: tente agora, Revista Veja, inventar um factoide do tipo Grupo de Dilma discutiu assalto a banco em 1969; tente agora, Folha de São Paulo, desenterrar outra ficha policial falsa enviada como spam. Querem falar de 1969? A campanha respondeu: assistam a esse programa, esse pronunciamento, e aí a gente fala de 1969, e de 1971 também. O jogo agora é outro, baby.

(Ao colunismo da grande imprensa, partidário mas que não se assume como tal, apresentando-se sempre como pretensamente neutro, restou torcer para que o povo não tenha dois documentos para votar, ou torcer que um milagre em Minas Gerais leve a eleição ao segundo turno--Minas, aquela "república independente das Alterosas", cuja "lingua", o mineirês, Serra já declarou não entender muito bem.)

No programa da noite, estabelecida a candidata, comoventemente contada sua história, apresentada como mineira-gaúcha que é (temperada de ampla experiência de Brasília), foi o momento da entrada de Lula. Sua entrada estabelece o contraste que interessa a Dilma, entre o que foi o Brasil de FHC, com Serra ministro, e o que tem sido o Brasil de Lula:





Logo depois que as primeiras reações ao contraste televisivo se espalhavam pela internet, saíram os números da pesquisa Vox Populi, dando Dilma com 16 pontos na frente, por 45 x 29. Nas goleadas do futebol, há sempre um momento em que o jogo "sai do controle", e qualquer tentativa de empate vai virando tentativa de manter em derrota em números aceitáveis. 17 de agosto bem pode ter marcado esse momento da partida para a candidatura de José Serra, tão equivocada desde o começo, tanto em sua estratégia como em sua concepção de Brasil. Seus programas de TV só confirmaram essa verdade, mesmo quando mentiam.



PS: Caríssimos em Goiânia, o blog convida a que liguem na Mostra de Cinema Árabe, que acontece aí nos dias 27 e 28 de agosto.



  Escrito por Idelber às 05:14 | link para este post | Comentários (26)


Comentários

Marola em agosto 18, 2010 8:58 AM


#2

Poizé. Pergunta-se de novo: Um ano atrás, quem diria...???

Bom, eu disse!! Um,um ano e meio atrás. Naquela época todo mundo me chamou de doido. Falou "ah, mas o meu medo, sabe, é que a Dilma não é o Lula, sabe, e aí, eu fico com medo do povo lembrar do Serra e votar nele por recall, sabe..."

Bom, tá aí. Dilma realmente não é Lula. Dilma é Dilma+Lula.

Essa vai ser a eleição que vai acabar com a guerra.

Quanto Tempo Dura em agosto 18, 2010 9:43 AM


#3

"Do rio que tudo arrasta,
diz-se que é violento.
Mas ninguém chama violentas
às margens que o comprimem." (Bertold Brecht). Não importa o que a Dilma fez na epoca da ditadura, na verdade, é o que mais importa. Essa é sua identidade e, por causa disso, é a mulher que é.
Pensava que ela não tinha força pra se impor frente aos problemas mas estava errado, alem de ter força e inteligencia ela tem sensibilidade e perfume. É como diz o filosofo Peter Singer "A razão sem os sentimentos é impotente"

abraços Idelber. Dilma na cabeça.

hugoperpetuo em agosto 18, 2010 10:18 AM


#4

Eu fico de cara com o povo que está surpreendido pelo desempenho da dilma. Ora, ela foi a ministra de minas e energia do início do governo lula - pegou uma das maiores pedreiras que alguem poderia pegar naquele momento e conseguiu atingir todos os objetivos. Depois, no meio da maior crise que o pt já sofreu, pegou a casa civil e conseguiu fazer do segundo mandato do lula um espetáculo de governo.
Desde que começaram a falar no nome dela, eu concordei que era a melhor opção, muito melhor do que teria sido o zé dirceu.

Lembro do pedro dória dizendo que a candidatura dilma já era, quando foi anunciado o cancer. Eu disse para ele que aquilo não era coisa de jornalista e, depois desse post nojento dele, nunca mais consegui ler nada do que ele escreve como algo imparcial.

agora, eu quero que ela ganhe de lavada - quero uns 70% no primeiro turno e quero um congresso com maioria de esquerda. Daí sim vamos ter 8 anos de desenvolvimento social e economico como nunca antes nesse país.

aiaiai em agosto 18, 2010 10:38 AM


#5

Não há o que discutir. O programa da Dilma foi muitíssimo melhor como propaganda e transmissão de mensagem, mas isso é apenas efeito da situação política real de fato (sic). Um lado sabe o que quer e o que fazer, o outro está perdidinho... Agora, aquele papo de "vai, pega o meu povo", ou algo do gênero, foi de doer.
E vamos ver os proximos programas. Agora não era momento mesmo de falar de PT, mas em meio à personalização eu fico esperando um pouco mais da estrela, um pouco mais de falar no partido.

João Paulo Rodrigues em agosto 18, 2010 10:41 AM


#6

Favela de telenovela!!!
Muito coerente.

Jair Fonseca em agosto 18, 2010 11:10 AM


#7

E o medo de ir a uma favela e a turminha da escola(4 a 6 anos) começar a gritar Lula, Lula Lula!

E o medo de ir a uma favela e a turma contratada para especulação imobiliária, sem saber, meter fogo nos barracos?

Mack em agosto 18, 2010 11:20 AM


#8

o que me deixou mais impressionado (além dos pontos já ressaltados) foi a diferença entre as condutas dos atores envolvidos. No programa de Serra, até nas tomadas espontâneas (nas casas de necessitados) , via-se um diálogo escorreito (sem pausas, sem engasgos, quase decorado). Já no de Dilma, até a candidata, nas entrevistas, parecia participar de uma conversa informal com a câmera. esquecimentos de palavras eram constantes (de lula a dilma). esse detalhe conferiu sinceridade ao programa.

foi um massacre! e usar a foto da capa da época foi uma tirada quase tão genial quanto a do maluf (estupra, mas não mata). como disse o idelber, fala de 68 agora!

boto - ssa em agosto 18, 2010 11:52 AM


#9

Ainda do lindo texto do Marco Aurélio Weissheimer:

"a emoção que despertou não foi resultado de um truque de marketing. A excelência técnica, neste caso, foi submissa ao sentido histórico da candidatura."

Verdade, a excelência técnica e, acrescentaria, a estética estiveram ambas à altura da essência. Foi um feliz caso em que forma e conteúdo coincidiram de forma perfeita.
Outro ponto interessante dessa campanha levantado tanto pelo Marco Aurelio quanto por você, Idelber, é o de estar se conseguindo trazer a tona a questão da militância de esquerda da época da ditadura de forma sincera e sem aquele velho temor de ferir suscetibilidades - talvez seja um sinal de que a sociedade brasileira esteja mais madura e mais próxima de poder enfrentar seu passado. Quem sabe não será no governo Dilma que finalmente toda aquela documentação do exército virá à luz?
Por fim e dando vez a meu lado tiete, foi a coisa mais linda de se ver Dilma no Chuí e Lula no Oiapoque dando um abraço no Brasil. Adorei.

Cláudia em agosto 18, 2010 12:38 PM


#10

Vi só o programa da noite e digo uma coisa: depois que vi a propaganda de Serra me deu vontade de ligar para o Procon.

abraços

Pedro Migão em agosto 18, 2010 1:14 PM


#11

É off-tópic:

Idelber, você viu ontem o Jornal da Globo falando que o exército de Israel é um dos mais éticos do mundo?

Rodrigo em agosto 18, 2010 5:43 PM


#12

1) A campanha de Dilma cometeu poucos erros até aqui e a curva das pesquisas de intenção de voto favorece incontestavelmente a petista. Mas. Porém. Entretanto. É ERRO GRAVE dos apoiadores apostarem em vitória no primeiro turno. Se as eleições fossem hoje, o eventual segundo turno seria lido (corretamente) como vitória, ainda que parcial, da candidatura Serra. Por conseguinte, uma derrota parcial para Dilma. A candidata, neste aspecto, não errou, mas seus apoiadores, alguns blogueiros inclusive, estão de salto alto há horas. Quanto maior o salto, maior o tombo.

2) Li em um monte de lugar (na mídia impressa, inclusive, mas não aqui neste boteco) que Dilma estava no Chuí e Lula, no Oiapoque, na propaganda exibida à noite de terça-feira. A referência em relação à candidata está correta, mas o presidente gravou de Porto Velho, às margens do rio Madeira. A maioria que mora no sudeste, jornalistas inclusive, deve compreender que de Rondônia até o município de Oiapoque, no Amapá, deve haver uns dois mil quilômetros. O erro, em distância, colocaria Chuí em São Paulo ou no Rio.

Fábio Carvalho em agosto 18, 2010 6:46 PM


#13

Idelber,

Sabe a diferença principal entre os dois programas.
Dilma, a terrorista, a mentirosa e etc.. Não escondeu uma coisa.. "nascida de uma família de classe média"

Ai que está a diferença... Entre o Serra, que é agora ...o coitadinho...

DKRC em agosto 18, 2010 6:49 PM


#14

Puxão de orelhas devidamente recebido, caro Fábio. Vou tentar de tudo para combater o salto alto.

Não vi o JN, Rodrigo...

Idelber em agosto 18, 2010 6:54 PM


#15

Idelber,

Hoje teve debate em São Paulo, no Tuca. Consegui cumprimentar a Dilma na saída hehe - sem brincadeira, ela foi pro meio da multidão, enquanto Serra saiu correndo pela porta dos fundos e fugiu perseguido pelo povo numa das cenas mais insólitas que eu já presenciei (e eu fotografei isso). Nunca pensei que os partidos externassem suas diferenças de forma tão pungente assim. Logo mais tem post.

Hugo Albuquerque em agosto 18, 2010 7:39 PM


#16

Hugo,

Acho que o Serra estava era desnorteado. Ele levou uma tunda histórica da Dilma e da Marina.

A petista melhorou muito - muito mesmo - seu desempenho em relação ao debate da Band. Já Serra estava nervosinho, chiliquento.

Bruno Pinheiro em agosto 18, 2010 7:49 PM


#17

Que impressionante, Hugo. Tuitei e estou aqui no aguardo do seu post.

Para quem ainda não sabe, Elba Ramalho já reagiu à falsificação de sua voz no jingle de Serra.

Idelber em agosto 18, 2010 7:53 PM


#18

Eu gostei de ambos os programas da Dilma, mas no segundo eu achei forçado demais esse papo de mãe e não gostei dessa insistência nesse papel, pois não queremos uma mãe, queremos uma presidente!
Fora isso, e o fato de contarem a história de Lula sem comentarem que ele casou e teve filho, mas na Dilma falarem que ela casou e virou mãe, adorei e acho que ela ganhará. Também achei que os programas da Dilma estão superiores ao do Serra em tudo.
Serra insinuando que Dilma vai governar na garupa do Lula, mas não perde a deixa de se comparar a ele dizendo que vem de família humilde e sempre lutou muito...

Daniela em agosto 18, 2010 8:05 PM


#19

Professor: Está pronto.

Hugo Albuquerque em agosto 18, 2010 9:29 PM


#20

O programa da Dilma foi tão perfeito, mas tão perfeito, que incluía até um exemplar do livro do Diogo Mainardi, "Lula é Minha Anta", em um dos móveis que compõem a sala de uma casa montada no estúdio de gravação do seu programa eleitoral.

http://www.publishnews.com.br/telas/clipping/detalhes.aspx?id=59493

Será que existe um "sabotador" na equipe da Dilma....ou trata-se de uma mensagem subliminar?

NRA em agosto 18, 2010 9:33 PM


#21

Não, link errado, é este daqui, sorry.

Hugo Albuquerque em agosto 18, 2010 9:40 PM


#22

O que achou do debate do uol, Idelber?
Achei que nesse a Dilma ficou muito na defensiva, até a Marina partiu pra briga...

Kiko em agosto 18, 2010 9:44 PM


#23

Idelber,
A favela fake serrista tenta reproduzir a vila onde mora o Chaves. Só não sei que personagem o preparado ex-governador quer desempenhar, se o Quico ("gentalha, gentalha, gentalha") ou o Seu Madruga, que só se dá mal :)
E essa história de que "depois do Silva vem o Zé" é literatura fantástica da melhor espécie. Parece criação do Borges - é um "duplo" de primeira linha :)

érico cordeiro em agosto 19, 2010 8:17 AM


#24

Pois é, rapá, foi de ampla variedade de gêneros literários, a estréia do "Zé" na TV. Inacreditável.

Idelber em agosto 19, 2010 9:03 AM


#25

è preciso lembrar o serra que as favelas de sampa vive pegando fogo,será que o gonzales na sua ficção vai por fogo nos barracos se for, favor colocar o pessoal do dem e o roberto freire juntos.vai ser a seríe mais bizarra das campanhas eleitorais dos ultimos tempos,os atores são de segunda.

josimar bezerra em agosto 19, 2010 9:50 AM


#26

Idelber:

encontraram o verdadeiro jingle de Serra na favela de plástico...

e parece q não é a voz da Elba Ramalho não... ;-)

http://www.youtube.com/watch?v=t1O4Zo7w0aY&feature=player_embedded

abs!!

dra em agosto 20, 2010 10:17 AM