Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.
Blog endossa Alessandro Molon (PT) para Deputado Federal no Rio de Janeiro
Aí vai mais um vídeo de endosso, desta vez a Alessandro Molon (1313), candidato a Deputado Federal pelo PT do Rio de Janeiro.
Como sempre, a caixa de comentários está aberta para que você endosse candidatos e apresente suas razões (sem spam). Convido também os fluminenses a que conversem sobre os dilemas que vivem os eleitores de esquerda do Rio nestas eleições para o Senado.
Os candidatos a Deputado Estadual conheço poucos, votarei ou na legenda do PT ou em Marcelo Freixo do PSOL, ótimo homem que combateu as melícias da Baixada e Zona Oeste.
Para Deputado Federal há diversos candidatos.
Edson Santos, Benedita, Molon, Bittar, Chico Alencar, Brizola Neto e vários outros. Fico numa indecisão absurda. Talvez isso me leve a votar na legenda, como forma de demonstrar meu apoio ao partido, ou PT.
Para Senador as opção são péssimas. Crivella, César Maia, Piciani (o cara ta sendo investigado por ter mão-de-obra escrava na fazenda dele), WAGUINHO!! Até mesmo o Lindberg deixa a desejar, fez muito por Nova Iguaçu como prefeito, porém é suspeito de desvio de dinheiro público, contudo é o que nos resta. Meu segundo senador deverá ser Milton Temer do PSOL, outro candidato da esquerda. Porém não vejo nenhuma perspectiva de ser eleito infelizmente.
Mas acho que o maior pepino é para Governador. O PT apoia o Cabral, mas infelizmente é um candidato muito fraco, fez pouquíssimo pelo Rio. Minha mãe é medica pelo Estado, e seu salário e condições de emprego são precárias. Cabral vai ser re-eleito em cima das UPPs que a principio vem dando certo. Estou em um dilema, votar no Cabral ou não?
Eu estou na mesma posição do João Caetano, aí em cima. Não sei se voto no Cabral ou não. No meu caso, até acho que ele fez um bom governo, principalmente na área de finanças e segurança. Meu problema aqui é exclusivamente o de dar voto para o PMDB.
No caso do senado, temos dois bons candidatos de esquerda, Lindbergh e Milton Temer, embora este último não deva ser eleito. Tem também o Marcelo Cerqueira, do PPS, com bom histórico - o problema aqui é dar voto para o PPS, o que nem me passa pela cabeça. Além disso, a possível não eleição do Cesar Maia vale como uma cereja neste bolo, uma satisfação pessoal à parte.
Lá para baixo, devo completar a chapa com o Molon e o Minc. Além deles, temos outros ótimos candidatos a deputado federal e estadual, como mencionou o João. Dava para montar uma bancada muito boa por aqui. Só que o Garotinho deve desequilibrar o voto para a direita (deve eleger-se e a mais uns três ou quatro). Ouvi falar que o Romário, que está saindo pelo PSB, deve puxar uns dois candidatos consigo.
Não voto no Molon de jeito nenhum. Foi ele Idelber, um dos grandes responsáveis pela eleição dos crápulas do PMDB aqui no Rio de Janeiro. Tentou fazer uma "aliança" com o Cabral tomou uma pernada e depois impôs uma candidatura de birra que impediu a Jandira de se viabilizar ao segundo turno, talvez para se cacifar para deputado. É o típico representante do anti-brizolismo petista que produziu a terra arrasada que a esquerda vive atulmente no estado.
Abraços,
Idelber,
Aqui no Maranhão votarei no Fancisco Araújo, nº 1365, para Deputado Federal. Além de ser um querido amigo pessoal, Chico é professor e dono de uma criticidade e de uma lucidez impressionantes. Seria muito bom vê-lo no Congresso Nacional, ainda mais porque o Flávio Dino é candidato ao governo do estado, infelizmente com poucas chances - está em terceiro lugar nas pesquisas - de ser eleito (seria algo espetacular se conseguíssemos colocá-lo no Palácio dos Leões, mas tá difícil).
Mudando de assunto, passo o link de uma boa matéria publicada pelo jornal argentino Clarín: http://www.clarin.com/zona/Chau-Lula-felicidad-fin_0_334166833.html
Idelber, os problemas da esquerda no Rio são históricos. O PT nunca teve o enraizamento popular conseguido pelas seções de São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul, Pernambuco etc. Foi, durante muito tempo, um partido com forte presença na intelectualidade local e setores médios, mas incapaz de interpelar o complexo mundo popular no Rio. Brizola e o PDT foram os atores que fizeram esse processo, mas, entre erros e acertos, pode-se dizer com segurança que desde os anos 1990 até agora os partidos de esquerda não conseguiram traduzir de forma satisfatória as demandas do mundo popular na chave progressista. Esta chave implicaria: autonomia, participação, justiça e direitos. O tráfico (e, mais recentemente as milícias) emperrou o associativismo popular e a própria liberdade política nesses espaços, e a esquerda viu outros atores (como os evangélicos) serem os principais agentes intelectuais na interpelação do popular.
Resultado todos sabem: a esquerda carioca não consegue produzir lideranças com capilaridade e densidade programática, permanecendo nos quadros de deputados de opinião, alguns bons técnicos, lideranças sindicais etc.
Até por isso, um bom voto é o Marcelo Freixo (PSOL) pra estadual. Foi relator da CPI das Milícias e está ameaçado de morte. Não pode nem entrar nas Zonas Norte e Oeste da cidade. É um dos únicos a questionar na ALERJ os grandes empreendimentos industriais que estão sendo tocados à revelia de garantias ambientais e sociais na Zona Oeste (como a CSA). Tem forte atuação também na luta por direitos humanos, em especial junto aos movimentos populares. Dá uma pesquisada. O cara é imprescindível.
Para Dep Estadual, sigo o voto do conterrâneo João Caetano: Marcelo Freixo (embora ache difícil alcançar o coeficiente para se eleger, dado que o PSOL só possui dois candidatos).
Para Dep Federal, buscava alguém com plataforma que defendesse a liberdade e capilarização do acesso á internet. Não sabia que o Molon havia participado da campanha contra o AI5 digital. Me animei. Vou pesquisar mais sobre ele.
Para Senador minha meta é NÃO ao Picciani e NÃO ao Cesar Maia. Estou disposto a engolir o Crivella e o Lindberg para não me contaminar por oito anos com aqueles dois, mas para isso é preciso ter muito cuidado com o segundo voto; por isso vou votar nesses dois, senão acabo contribuindo inadvertidamente para eleição daqueles outros cidadãos que encimei neste parágrafo e cujos nomes, para bem do meu fígado, me recuso a repetir.
Idelber,
tô contigo. Conheço o Molon. Se o PT tem alguma salvação no Rio, ela passa por ele. Sujeito limpo, ético, que tem vontade de fazer diferente. É um professor de História inteligentíssimo, dava aulas no São Bento, o melhor colégio do Brasil por anos, mas também em escola pública, por opção. Não veio de sindicato, o que nos dias de hoje pode ser considerado até elogio. Mas, acima de tudo, e isso eu testemunhei pessoalmente, ele tem um compromisso com o outro, com o próximo, que dá até vergonha pra um sujeito mediano como eu.
Caro Idelber,
de fato, Molon merece apoio até porque não faz questão de andar de braços dados com Sérgio Cabral [o assassino de favelados]. Porém, dentro do PT fluminense, Molon e seus aliados defenderam a aliança com o PMDB – aniquilando o que restava de possibilidade de candidatura petista ao governo do Estado. Meu voto no Rio é Cida Diogo estadual e André Taffarel federal. Lindberg [que abra o olho com o PMDB por perto] para o Senado. Segundo voto é Milton Temer mesmo, Picciani não dá.
A respeito do molon concordo plenamente com o Alexandre.
Para deputado estadual tb foi de Marcelo Freixo (PSOL).
Pro Senado vou de Lindbergh (claro) e Crivella. O Cesar Maia disse que seria o contraponto do Chavez no Senado. Sem comentários. Os roubos na Cidade da Música, no Pan e o estado da saúde pública acho que impedem qualquer pessoa de esquerda votar nele. Picciani de jeito nenhum. Mudando de assunto, o que voce achou da proposta do Helio Costa de aumentar a tributacao das grandes mineradoras?
Prezado:
Meus votos:
Presidente: Dilma (voto fácil)
Governador: Jeferson Moura(voto protesto)
Senadores: 1)Lindberg Faria (voto ainda ideologico)
2) Marcelo Crivella ( voto do contra: contra Cesar Maia)
Deputado Federal: Brizola Neto ( voto revelaçao da internet) obs:sempre votei no Chico Alencar,mas a mudança e uma volta as minhas antigas origens brizolistas que já abandonei faz tempo....rsrs
Deputado Estadual: Marcelo Freixo( voto convicçao).Acredito ser muito importante para nós manter na Assembleia esse jovem e batalhador deputado.
Apenas a titulo de observaçao espero que o proximo governo faça uma reforma eleitoral com os seguintes pontos: voto facultativo; votaçao em lista partidária e finaciamento publico das campanhas.
Atenciosamente
Pyerre Dias da Costa em setembro 16, 2010 12:24 PM
Já declarei tempos atrás os meus votos lá no blog, coincidentemente o Molon é meu candidato a dep. federal. E você sabe bem como o Rio tem particularidades, Idelber, já discutimos em outras ocasiões sobre o assunto. Há esquerda boa por aqui sim, mas também são históricas as visões equivocadas, a existência de um PT local que vive se dando mal com o PT Nacional, enfim, há muito o que amadurecer nesse aspecto. O que compensa é o momento do estado e do município — a despeito do medíocre Eduardo Paes, ex-Cesar Maia boy —, pela primeira vez em muitas décadas alinhados com o governo federal. Cabral nunca me agradou, além de ser do PMDB, mas reconheço que é o voto adequado na atual conjuntura. (Os que são de esquerda e não quiserem votar nele, tudo bem. Ele será reeleito, dá para não se ver obrigado a confirmar o número do cara na hora da votação.)
Embora vá votar do Fernando Gusmão (PCdoB), sei que o voto no Freixo para estadual seria uma ótima opção, não apenas por sua importante atuação no combate às milícias — um cancro que cresceu assustadoramente, com o beneplácito dos (des)governos Cesar Maia —, mas tb por uma questão de humanidade: se não se reeleger, provavelmente perderá a segurança que lhe fazem por estar jurado de morte, o que o obrigará a deixar o estado, no mínimo.
A questão da segurança no Rio é mesmo assunto barra pesada. Elogiar as UPPs não é algo que eu realmente faça com gosto, porque sempre suspeito da tentação, por parte do poder público, de restringir-se a um tratamento policial — que não só tem apelo como também é necessário, obviamente — para questões que exigem políticas sociais urgentes e de espectro bem mais amplo.
Só uma curiosidade, que dirijo ao comentário do Alexandre V. Gil: você falou em Jandira, que virou uma medíocre secretária de cultura do também medíocre Eduardo Paes, justamente desse PMDB que nenhum de nós gosta?
O Rio em matéria de esquerda em geral e do PT em particular realmente é um troço estranho, puzzling como se diz por aí.
Belo depoimento como de hábito Idelber, e o remeximento diminui cada vez mais, o media training tá funcionando hehe...
Muito obrigado pelos excelentes comentários. Vou voltar para bater bola. Sim, Marcos, conheço razoalvemente bem a história do PT do RJ. Aliás, participei in loco da quizumba de 1998, quando a direção nacional do PT passou por cima da decisão da convenção (que havia escolhido Vladimir Palmeira candidato a governador) para impor a aliança com Garotinho, só para ter um já enfraquecido Brizola como vice na chapa de Lula.
Foi ali que a coisa começou a desandar. Vejo hoje um processo promissor de reconstrução, e pra mim o Molon é o principal nome nesse processo.
Idelber e comentaristas,
é bom lembrar que o Rio, pro bem e pro mal, foi "sequestrado" pelo brizolismo durante 2 décadas, o que impediu qualquer outro ambiente de esquerda de se desenvolver. Vale lembrar que o sindicalismo no estado sempre foi fraco, visto que as centrais sindicais, berço do PT, são paulistas. E que, nessa polarização Brizola X Globo, o carioca votava no Brizola só pra ser do contra. Tudo o que vem depois é consequência disso: Marcelo Alencar, Cesar Maia, Garotinho, tudo tem DNA do Leonel. Talvez o PT apareça agora no século 21. E, se aparecer, tomara que seja com gente do calibre do Molon.
Reintero a analise do João Marcelo no comentário #6. Muitos erros foram cometidos na esquerda carioca e principalmente entre o PT SP e RJ. Certas alianças nunca deveria ter sido feitas. Garotinhos e Benedita foi um deles e recentemente Cabral e Lula acho que vai ainda nos brindar com alguma surpresa desagradavel (acho que já deu, só usar os transportes publicos do Rio de Janeiro e qualquer um entenderá). E também concordo com Ricardo Cabral com relação aos problemas de segurança publica aqui no Rio, principalmente nas Zona Norte e Oeste. O fator Milicia é realmente preocupante. É o que mais se aproxima realmente de crime organizado, faltando muito pouco pra chegar a uma Máfia. Precisamos de mais pessoas como Freixo na Assembleia.
Para Presidente: Dilma
Para Governador: Jefferson Moura Cabral não dá
Para senador (1): Lindberg Farias
PAra Senador (2): Milton Temer Crivella não dá para engolir
Para Dep. Federal: Estou com dúvida: fico entre Molon e Brizola Neto
Para Dep. Estadual: Marcelo Freixo PSOL
Presidente: Dilma
Governador: Cyro Garcia como voto de protesto
Senador: Lindberg Farias
Senador: Marcello Crivella... pois é...
Deputado Federal: Renato Cinco
Deputado Estadual: Marcelo Freixo, sinceramente, meu único voto convicto, vai ser muito ruim para o Rio de Janeiro se ele não conseguir se reeleger.
Sempre votei e voto no PT. Moro há muitos anos em São Paulo, mas se morasse no Rio de Janeiro (terra onde nasci) não teria dúvida para deputado federal: votaria no Brizola Neto.
Xandão meu caro, o Brizola não sequestrou o espaço da esquerda no Rio. Simplesmente ele representou a única força política progressista do estado que teve capacidade de dialogar de forma intensa com o mundo popular carioca, incorporando seletivamente algumas de suas demandas, entre as quais: fim de remoções, política de habitação, segurança não-autoritária etc. Não vale a pena ficar discutindo o seu governo e os inúmeros erros cometidos, mas acho um erro ler os problemas do Rio como sendo simples derivação do brizolismo.
Idelber, os problemas do PT no Rio antecedem 1998. O PT só se viu naquela situação de apoio a Garotinho porque nunca teve realmente expressividade eleitoral no estado. O Vladimir naquela eleição possivelmente representaria um papel "Gabeira": candidato de setores médios com discurso ético e crítica ao "populismo". É claro que a intervenção foi desastrosa, e contribuiu para aprofundar mais ainda a crise. Mas sustento que o problema do PT no Rio se deveu a sua incapacidade de entender o mundo popular do Rio, que não se ajustava ao "mundo possível" desenhado pela imaginação petista paulista (operariado, sindicatos, identidades mais estáveis etc.)
Penso que as pessoas confundem reformismo com esquerdismo, a opção pelo centro com um olhar à esquerda com a opção pela direita passando pelo centro. O PT surgiu dentro de São Paulo com uma mistura de trabalhadores com a pequeno-burguesia algo intelectualizada e tendente à esquerda, mas, hoje, 90% dos quadros de esquerda do PT bandearam-se para o PSTU, PSOL, PCB, PCO e outras siglas meio (ou inteiramente) patéticas. A administração das coisas pelo PT não é "de esquerda", somente sua visão é devotada para a criação do desenvolvimento via mercado interno alçado pelo crésito, gerando consumo, emprego, produtividade, mais consumo, mais emprego, mais produtividade, em um giro econômico capitalista, respeitando a política macroeconômica de juros altos, superávits primários e financiamento externo. Isso éser "de esquerda"?
O que muitos parecem esquecer é que o sucesso do PT - que tirou a consciência social dos de baixo do fundo do poço onde se encontrava - vai criar demandas que vão inevitavelmente radicalizar o processo político , que vai trombar de frente com a política de alianças oportunistas cujo exemplo mais deprimente está no Rio de Janeiro. Por isso, como eleitor do estado, voto Dilma, e o resto:
Governador: Cyro Garcia
Senadores: os dois do PSTU, ou um do PSTU e Milton Temer. Por mais que dê satisfação ver o César Maia fora do Senado, trocar o 6 pela meia dúzia não me diz nada.
Deputado Federal: Buca (PSTU)
Deputado Estadual: Rafael (PSTU) ou Freixo.
Excelente sugestão. Molon é a esperança de renovação dos quadros políticos fluminenses. Não aguentamos mais esses que estão por aí. É corajoso, enfrentou a bandidagem com mandato na Alerj. Foi o único deputado a se opor ao projeto de criação de mais um Tribunal de Contas no estado. Cabide de empregos para o PMDB e aliados.
O Guilherme Póvoas precisa se informar mais. Segundo a imprensa, Molon foi o único, mais uma vez,a declarar voto contrário à coligação com o PMDB na convenção do PT.
Dilma vai precisar do Molon para os enfrentamentos com o PMDB no Congresso.
José, acho que está faltando você dar uma passeada pelos arquivos do blog, antes de fazer inferências sobre quem comenta ou não comenta aqui ou--céus!--sobre minha orientação sexual.
A gente não costuma mais falar em "escolha" sexual.
Sou de São Paulo e desde o pluripartidarismo sou PT, bebi muuuuita cachaça na Vila Euclides, minha família é PT em qualquer circunstância!.
Sé sei que o maior time do mundo meteu 2 a 1 no pó de arroZ!
Idelber, rapaz, quem você endossaria para Estadual aqui em Sampa? Não consegui escolher, ainda. Aqui precisamos de maioria na Assembléia Legislativa, ninho costumeiramente tucano; eles já se locupletam aqui há décadas... nenhuma CPI passa, só leis fascistóides, retrógradas... indique para nós, "proféssor"!
Por enquanto, meus votos são os seguintes em SP:
Federal - 6588, Protógenes Queiroz, PC do B
Senador 1 - 133, Marta, PT
Senador 2 - 211, Mazzeo, PCB
Governador - 13, Mercadante, PT
Presidente - 13, Dilma, PT
No entanto, acho que também está faltando por aqui dar um passeada pelos arquivos dos portais. Comportam-se como se não houvesse D. Erenice. Nem Valdibran, Gedibran, e como se o Delúbio tivesse retornado à sala de aula de matemática.
A propósito: não tenho medo da "esquerda" e voto na Marina Silva; tenho medo mesmo é dessa turma que voltou a dar as cartas no PT...
A sumária defenestração da D. Erenice demonstra que, dessa vez, a grande mídia não tem culpa no cartório.
Idelber, sobre o Senado, a alternativa parece ser Lindberg e Temer. O primeiro tem chances reais de tirar César Maia do Senado, com Crivela abiscoitando o primeiro lugar. O outro candidato da aliança local é Piciani, sobre o qual creio ser desnecessário maiores esclarecimentos. Basicamente, é o grande operador do conglomerado peemedebista fluminense. Medo.
Crivela é o candidato de Lula, mas é difícil demais votar no cara. O projeto CImento Social na Providência ilustra a prática política do sujeito: políticas seletivas, empacotadas de forma marqueteira e sem impactos democratizantes. Não rola.
Há realmente alguns comentários brilhantes aqui, e não vou poder responder todos. Tenho acompanhado de longe o trabalho do Freixo, João Marcelo, e o seu comentário me anima a pesquisar mais e, quem sabe, gravar também um vídeo de endosso.
Acho que há um certo consenso, entre boa parte dos comentaristas fluminenses do blog, acerca da trajetória da esquerda fluminense: fragmentada, marcada pelo enfrentamento entre o brizolismo e o petismo nos anos 80, vítima de erros crassos do PT (como a fatídica cagada de 1998), a esquerda do RJ tem, talvez, a tarefa mais complicada de todo o Brasil: reposicionar-se, reorganizar-se e, além de tudo, conseguir elaborar uma pauta de intervenção numa área em que a esquerda nunca foi muito boa, a segurança.
Quem sou eu para resolver esse dilema de votar ou não no Cabral mas, francamente, olhando de longe, com o histórico recente dos governadores do RJ, eu não hesitaria: daria meu voto a ele, sim.
Radical, dar um voto ao PMDB pode ser complicado nas proporcionais, porque mesmo que você vote num cara bom, acaba contribuindo para eleger algum crápula. No caso das majoritárias, isso não se aplica. É decidir se vale a pena ou não votar no sujeito. Eu votaria no Cabral, sim.
Estou mais interessado ainda em saber quem vai aceitar tapar o nariz e votar em Crivella para manter César Maia fora do Senado.
Governador: Cabral (pode ter defeitos, mas foi o único governador que fez algo verdadeiramente positivo para o Rio. A melhoria nos níveis de combate a violência em sua gestão é incontestável. Falo sobre o que presenciei, posto que não sou carioca. Acho difícil algum dos outros candidatos apresentarem resultados melhores, já que a articulação política foi sim muito importante)
Senadores: Lindberg e Crivella (claro que este último é um voto para banir o Cesar Maia. E tem mais, não é questão de trocar 6 por meia dúzia, pois no intervalo contínuo 0..10 existem incontáveis números. O Cesar Maia, pai dos factóides, no senado vai ser o maior atraso para o país)
Federal: Brizola Neto (apesar de existirem outras boas opções, acho que sua inteligência e combatividade aliadas serão de extrema importância no congresso)
Estadual: dúvidas... Marcelo Freixo, Inês Pandeló, Minc (já tá eleito). Ainda não decidi.
Muito importante ver que neste blog aparecem tantas lembranças ao deputado Marcelo Freixo. Quem acompanhou o mandato, sabe que a reeleição de Freixo é IMPRESCINDÍVEL.
Não fosse ele, Álvaro Lins provavelmente ainda estaria por aí, Jerominho e Natalino também, as deputadas do bolsa-fraude também, e certamente as milícias ainda seriam abertamente defendidas por políticos (como Itagiba, Paes e Cabral) e pela imprensa. Ele é A ÚNICA voz que faz questão de desmontar repetidamente um monte de discursos perversos aceitos pelo senso comum, como o das UPPs (usada até por Dilma como modelo... ai ai) ou o do funk "proibido".
Tenho muito respeito pelo Molon, de quem sou ex-eleitor, mas para cada dez enfrentamentos pesados que o Marcelo bancou na Alerj, o Molon veio junto em uns 5 e olhe lá.
Para federal, para mim não há dúvida: CHICO ALENCAR, que, com aquele jeito tranquilo, é um leão na Câmara.
Ambos, Freixo e Chico, correm seríssimo risco de não se elegerem. Em 2006, com os votos na legenda do PSOL e a representação nacional da candidatura do partido para presidente, isso foi possível. Agora, só está sendo possível graças a um batalhão de militantes convictos e apaixonados pelo trabalho destes dois.
Considero um voto no PMDB, nas proporcionais ou majoritárias, um aval a um partido ao qual eu tenho, em sua quase totalidade, restrições históricas, ainda mais aqui no rio com todo o histório de populismo desde os tempos de Chagas Freitas.
Votar no PMDB, só em segundo turno e se o outro candidato for um desastre total - evangélico ou bandido.
Ponderação devidamente ouvida, como sempre, Radical. Eu sei que é foda.
Mas puxa, você mesmo está dizendo que o cara fez um bom governo. É primeira vez, desde Brizola, que ouço falar de algo efetivo sendo feito para combater esse problema endêmico do Rio que é a violência.
Não quero ficar polemizando, mas é só uma ponderação extra.
Votar em Cabral e - pior! - defender que este foi um bom governo é não enxergar alguns dos processos que são pintados como exitosos na grande mídia mas que são silenciosamente carregados de um fascismo violento e que atuam em direção a um projeto de cidade brutalmente excludente, visando Copa, Olimpíadas e que-tais.
Eu prefiro que o Freixo fale por mim. Sem pesquisar muito, achei estes dois vídeos no youtube:
Assistindo com atenção e cuidado, como sempre, Gustavo. Valeu. Confirmada mesmo essa informação de que os bailes funk estão proibidos na áreas onde operam as UPPs?
Não estou duvidando da palavra do Freixo, mas queria ouvir mais uma confirmação.
Frank, eu agradeço os links sempre, meu querido, mas acredite: hoje em dia, não há nada da ordem da notícia quente, do furo, que alguém possa colocar aqui no blog que eu não tenha visto antes no Twitter.
Não só já vi como já respondi, mais de meia hora atrás:
Idelber
Não estou com medo de golpe não. Só admirado em ver como, ainda, esses bestalhões (fui gentil) lutam, diariamente, contra a realidade que vivemos. E tem espaço para isso.
Idelber, me desculpe o fora de pauta. Não sei se voce já leu, mas o Rodrigo Viana soltou um post que vale a pena ser considerado. Ele apresenta algumas preocupações com o recrudescimento do desespero da direita na reta final de eleição, e acho importante que a campanha da Dilma avalie seriamente sobre a pertinência de aplicação de "vacinas" preventivas nesses casos.
Confirmadíssima, Idelber. Não apenas "baile" funk, mas há casos relatados de policiais reprimindo o funk de ser tocado em bares, em festas de criança e nas casas das pessoas.
Na Cidade de Deus teve casos de repressão violenta a pessoas que colocavam funk para tocar em festas. No Santa Marta, a UPP proibiu o Pagorap, um evento da juventude local que tocava funk, hip-hop e suíngue. O Pagorap só voltou a funcionar depois de muita pressão da CDH da Alerj (e do mandato do Marcelo Freixo) e de organizações como a Justiça Global, o DPQ, o DDH, entre outras. Mesmo assim, o rapper Fiell foi agredido e preso arbitrariamente em um desses eventos, com a polícia invadindo o bar antes da hora combinada para o fim do evento.
A ironia da coisa é que o Fiell sempre denunciou a arbitrariedade da polícia pós-UPP com os jovens e é um dos grandes responsáveis por isso aqui: http://bit.ly/aLnrL4
Graças, fundamentalmente, ao mandato do Marcelo Freixo, que teve coragem para encarar esse debate (esse vídeo é esclarecedor: http://bit.ly/bcpAqn), e à luta incansável da Associação de Profissionais e Amigos do Funk - APAFUNK (http://bit.ly/a9XJkT), o governo está tendo um pouquinho mais de cuidado em esconder suas medidas criminalizadoras do funk.
No último dia 28, após grande pressão e extensa negociação do mandato e da Apafunk, realizou-se, quase dois anos depois, o primeiro baile funk em área de UPP.
As falas do comandante do Tabajaras é destoante do que tem acontecido em outras áreas de UPP, onde pouco se abre diálogo com representantes da juventude e do movimento funk, e onde o ritmo ainda é visto como uma atitude criminosa.
O processo foi super democrático, o baile foi lindo e tudo está belíssimamente relatado aqui pelo Guilherme Pimentel, militante da Apafunk e do DPQ: http://bit.ly/bm4VLT
No entanto, MC Fiell, por exemplo, com suas roupas largas, seu boné de lado e sua pele negra, continua tendo que aturar a revista e a falta de respeito dos policiais na entrada da favela. Quando é alguém minimamente famoso, dá nisso aqui:
Idelber,
os bailes funks foram proibidos, com a promessa de que seriam progressivamente liberados. Até agora, eu só sei do baile funk do Tabajaras, que tem UPP e voltou a rolar recentemente. Outras críticas às UPPs mencionam a persistência de abusos policiais e o controle exercido pela polícia sobre a vida cotidiana. O maior perigo, a meu ver, é transformar a polícia na agência de intermediação política para a favela. Isso seria muito ruim.
Entretanto, eu ainda não vi uma política pública de segurança que lide de forma mais direta com um problema central para a cidadania no Rio, que é o controle exercido por facções armadas sobre a vida associativa e política dos moradores. Isso devastou as associações de moradores, que eram fortíssimas nos anos 80. Não basta bater na violência do Estado, é preciso reconhecer que o controle territorial do tráfico é um problema gravíssimo para os pobres da cidade. As UPPs têm muitos problemas (e tem gente boa estudando, escrevendo e falando disto, fora e dentro dos morros), mas eu acho que vamos ter que partir delas para fazer melhor.
realmente já ouvi esta história dos bailes funks algumas vezes. Não sei confirmar ou não se é verdade.
No entanto, dado o histórico de perseguição aos Bailes Funks no Rio (já há alguns anos, as regras para se fazer um baile funk são tão restritivas que só nos morros ocupados - e fora do controle do estado - era possível realizá-los), acredito que isto seja verdade sim.
É mais uma das várias facetas da perseguição à cultura popular no Brasil.
Quanto mais eu estudo o Rio de Janeiro, mais eu me desespero com a complexidade do problema. Seguindo seus links com a atenção de sempre, Gustavo. Obrigadíssimo pela rica contribuição a esta caixa.
Olha Idelber, é complexo mesmo, rsrs. Por conta da perseguição do Estado nas últimas décadas, os bailes funks foram se concentrando exclusivamente nos morros, e naturalmente foram sendo operados com intermediação do tráfico, em alguns casos. Essa seria a razão alegada pela PM para não liberar os bailes. Ora, mas se o tráfico pesado foi expulso, não seria o caso de retomar todos os bailes, inclusive negociando com a comunidade local (os que não vão aos bailes e ficam em casa, seja no morro seja no asfalto) níveis de barulho e horários?
Se não me engano, foi o rapper Fiel que fez juntamente com outras organizações uma cartilha de direitos humanos para pautar a atuação da polícia nas UPPs, não?
Radical Livre, na teoria, estas regras proibitivas a Baile Funk caíram com a derrubada da lei do Álvaro Lins e a aprovação da lei que reconhece o funk como cultura, ambas iniciativas do mandato Freixo. Na prática, no entanto...
Sobre a proibição dos bailes funk, dei uma pesquisada:
Pelo que entendi, o finado e nada saudoso Alvaro Lins (ex-secretário de segurança pública do rio e ex-deputado, agora no xilindró) propôs e conseguiu aprovar uma lei cujas exigências impediam, na prática, a realização de bailes funk:
Na implementação das UPPs a lei foi utilizada para impedir os tais bailes, que, à época, eram associados à criminalidade. E, sim, eles foram "virtualmente proibidos", mas não "legalmente proibidos":
Parece-me que o Marcelo Freixo levantou a bandeira do povo da favela ter o direito de manifestar sua vontade e propôs fortalecer este desejo propondo uma lei que transformava os bailes funk em manifestação cultural.
Se minha interpretação estiver correta, creio ter o Freixo tomado uma ação em defesa da cultura popular e contra o preconceito da classe média que associava (e ainda associa) os bailes funk à criminalidade.
João Marcelo, a polícia tristemente já se tornou "agência de intermediação política" nas favelas de UPP. E uma agência absolutista e autoritária, como pode ser notado nas posturas e declarações da senhora capitã Priscilla, comandante emblemática da UPP do Santa Marta, a primeira de todas, que atua orgulhosamente como se fosse uma síndica de condomínio cri-cri. A figura foi arquitetadamente construída como símbolo deste governo - saiu até em carro alegórico com fantasia de PM - e do modelo das UPPs, um modelo que abre nenhum espaço para a autonomia da comunidade (nesse sentido, a fala do comandante do Tabajaras me surpreendeu. O baile, no entanto, ia se repetir no fim de semana seguinte e foi cancelado por "falta de contingente"...)
Sobre o controle exercido pelo tráfico em algumas comunidades, há que se lembrar que, por outro lado, o controle exercido em áreas de milícias continua fora da pauta, sustentado por baixo da mesa pelas cúpulas do próprio Estado, mesmo depois da CPI. E nosso querido Freixo já explicava de forma muito didática as razões que fazem a milícia um fenômeno muito mais perigoso que o tráfico: http://bit.ly/bEeyrb
Idelber, o que vc acha do Chico Alencar?? Como só tem um voto pra deputado, não vejo candidato melhor q ele. Pelo menos ele se indignou com a roubalheira petista e foi pro PSOL.
Um comentário sobre Brizola Neto.
Tenho uma amiga que no ano passado fez uma pesquisa sobre camelôs do Centro. Ela foi em uma sessão da Alerj onde Brizola Neto foi super ignorante com os camelôs, os desrespeitando e menosprezando.
Acompanho seu blog, o tijolaço, e gosto de suas ideias, mas gostaria de saber mais sobre seu caráter.
E Idelber, você acha que a divisão no PMDB entre os "bons" e os "maus" é meio a meio?? Pra mim a grande maioria ali é lobo mau. Eram lobos maus quando apoiavam FHC. Continuam lobos maus apoiando Lula. Se a pessoa tem a mais breve lucidez política, sabe que o poder do PMDB emana da corrupção.
Gustavo Mehl, o voto em Marcelo Freixo é uma boa opção pelo mandato que ele fez e não por outras razões. Cuidado para não exagerar no tom senão fica parecendo chantagem com o eleitor. Quanto ao Molon, que coisa feia, Gustavo! Todo mundo sabe que sua atuação em relação ao governo Cabral foi impecável. E em relação aos picaretas da Alerj também. Aliás, Molon não tem projeto de lei em co-autoria com nenhum deles, viu Gustavo? E foi voz solitária contra o malfadado projeto de criação de um novo tribunal de contas, projeto que tinha as digitais de Picciani por trás.
Aliás, sem querer de forma nenhuma desencaminhar a excelente discussão, eu estranhei o fato de ninguém ter perguntado de qual time era aquela camisa...
Você tem toda a razão, e peço desculpas se em algum momento passei do "tom". Como disse, já votei no Molon nas duas últimas eleições e acho ele importantíssimo. Digo isso para o caso de eu ter parecido estar criticando seu mandato.
Sobre o novo TCU, a ideia era criar um artifício jurídico que possibilitasse tirar o filé das mãos da máfia intocável que controla o atual tribunal.
E Gustavo, se o Freixo e o Chico Alencar não se elegerem por falta de votos nas proporcionais...
Bão, a escolha de sair do PT e ir para o PSOL foi exclusivamente deles. Reconheço a importância dos dois mas mantenho todas as minhas restrições ideológicas e políticas a esta saída. Além disso, dada a necessidade de se manter a 'pureza' da atuação política do PSOL, não se coligaram, não fizeram acordo com ninguém. Vai ser uma pena se eles não forem eleitos, mas a conta vai exclusivamente para eles.
essa q é a diferença. O Chico Alencar não pensa em poder a qualquer custo. Simples assim. Se o custo de se manter honesto é perder eleições, que ele perca muitas eleições. A pureza não custa uma vitória, meu caro.
Idelbar, muito bom você ter endosado a candidatura do Alessandro Molon, eu também sou eleitor e incondicional do cara. Participei do Ato Publico contra o AI5 digital no Rio com ele, e ele inclusive cedeu o plenário da ALERJ para o ato, mas o grupo que estava organizando preferiu faze-lo na ABI, e Molon estava presente. Também participei da Audiência Pública do Marco Civil na Internet que o Molon como presidente da Comissão de Cultura convocou, foi um evento de grande importância.
Acompanho o engajamento do Molon na questão da Reforma da Lei de direito autoral e agora na questão das Lan Houses, e Molon inclusive apresentou um projeto para revogar a famigerada lei Estadual 4.782 que define que não se pode instalar nenhuma Lan House a menos de 100 m de uma escola, e esta lei tem inviabilizado este importante centro de inclusão digital.
É uma pena que o tema dos comentários tenha se desviado para uma militância de outros candidatos, nada contra, nos impedindo de saborear com profundidade este importante momento que foi sua declaração de apoio.
Caribé, grande honra tê-lo aqui, meu camarada, o diálogo aqui é sempre meio caótico mesmo, dois ou três assuntos rolando ao mesmo tempo, um ou outro troll, a proliferação maluca e selvática da internet. Mas a gente acaba se orientando.
Por favor não deixem que o papo sobre a camisa interrompa a importante discussão que está rolando sobre o Rio mas... Alexandre e aiaiai, tentem de novo.
E vão chegando as confirmações de que o Freixo está realmente ameaçado de morte e basicamente depende de se eleger para ... poder continuar morando no Rio!
1) O Molon tem um terceiro site, uma rede social chamada Time Molon http://timemolon.com.br com o objetivo de fomentar ainda mais a democracia participativa.
2) Tenho simpatia pelo Freixo, inclusive ja andei tuitando que o Picciani anda roubando os méritos dele na questão do combate às mmilicias, mas acho que o nosso amigo Gustavo Mehl me parece um tanto quanto ansioso, calma ai Mehl :)
Poxa, Caribé... To ansioso porque fico imaginando essa Alerj sem o Freixo e sem o Molon, grandes parceiros que foram em várias lutas. Fudeu!
Já me desculpei e reconheço que fui injusto no meu primeiro post. Mas fora isso, o debate aqui se desenrolou naturalmente a partir da minha observação das intenções de voto ao Freixo nos comentários. Não sou filiado ao PSOL e concordo em partes com o que falou o Radical Livre sobre a saída do PT (que, por outros lado, não foi assim tão voluntária).
E, sim, é verdade... Marcelo Freixo corre risco de vida.
Meu voto em São Paulo para deputado estadual é para Carlos Neder (PT). Este deputado já foi secretário da Erundina na prefeitura de São Paulo e sua trajetória como vereador e deputado estadual é exemplar.
Outro dia assisti uma entrevista do Neder sobre saúde e foi uma verdadeira aula sobre esse tema,isso só fez confirmar minha intençaõ de voto. Carlos Neder está na lista dos indicados da Revista Caros Amigos.
Molon não dá, voluntarista demais (como quase todo o PT do Rio; cada eleição é um sofrimento, não vê o estrago que o Lindberg fez? ai ai...); Cabral só engulo por amor ao pai dele, nada além; e o Milton Temer (Crivela ou Piciani, nem dopada nem arrastada pelas ruas com corda no pescoço como o Gregório Bezerra!), se for, vai com meu voto destrambelhar aquele Senado oligárquico.
mas que confusão, essa sobre os bailes funk! ninguém pensa nos moradores dos morros e do entorno? alguém faz ideia do número de ligações que o 190 recebe por conta do barulho? é um inferno, vai de meia-noite às 8 da matina, 300 decibeis que fazem tremer as casas! não se pensa, não se lê, não se vê TV! morei em Santa Teresa por 10 anos, não suportei mais. acho muito legal a cultura funk, mas há que prover as quadras de proteção acústica. a cultura rola e o povo dorme sossegado!
desculpem voltar, sou velhota e esquecida: também estou pensando se voto no Brizola Neto. adoro o blog dele. o problema é que quero votar num candidato negro pra federal, por isso escolhi o excelente Edson Santos. queria votar numa mulher ou num gay pra estadual. me recomendaram a Pandeló, fui assuntar e constatei que fez um mandato porreta. AGORA FUI!
Meu comentário não é sobre o vídeo. Mas para contar que me tornei leitora diária do seu - adorável e inteligente - blog, e lamento não conhecê-lo antes!
Inaugurando minha humilde e singela participação por aqui,e ainda no embalo do jogo de ontem, quero deixar minhas saudações atleticanas...(mas aqui do Paraná, do Furacão!) hehehe
Flávia
Ô, Idelber, queria ver também você dar pitaco na política do Paraná, que é coisa que eu, em Curitiba, não consigo entender...
Vamos ter de governador ou um playboy herdeiro (Richa) ou a volta de uma oligarquia rural também familiar (Dias), na saída de outro herdeiro (Requião), futuro senador, cujo temperamento agressivo, ainda que por questões às vezes justas, gera ressentimentos demais que o Estado fica para pagar.
Aqui eu fico aqui bem perdido. Você daí de fora podia dar umas luzes, né não? =)
Por enquanto, pra deputado federal, sou Dr. Rosinha. O resto, vixe!
todo projeto de poder tem seu ônus. Ninguém entra na política ou concorre a uma eleição sem algum tipo de projeto de poder.
Então eu pergunto sobre o povo do PSOL: o que eles vão fazer se - por uma imensa improbabilidade - eles chegarem ao poder em algum lugar? vão se dividir de novo entre aqueles que querem permanecer 'puros' e os que vão arregaçar as mãos e trabalhar e carregar o ônus de suas decisões?
Dilma 2010, fácil!
Senado: Lindberg e Crivela (com nariz tapado). Evita-se Cesar Maia e dá um pouco de conforto no senado.
Federal: Brizola Neto ou Jandira Feghali.
Estadual: Minc
Estou com o Idelber nessa, vou de Molon. O cara manteve uma luta heróica na excepcionalmente corrupta Alerj, e é um excelente quadro para, no futuro, encarar uma eleição para majoritário. Depois da Dilma, foi minha decisão de voto mais fácil.
Felipe, eu dei meu pitaquinho sobre a política paranaense neste vídeo de endosso ao Deputado Rosinha. Apesar de tudo o que sabemos, tanto sobre Osmar Dias como sobre Requião, no Paraná eu não teria a menor dúvida: iria de chapa lulista completa: Osmar Governador, Gleisi e Requião para o Senado, Rosinha para a Câmara.
Celso, meu caro, parabéns pelo chega-prá-lá dado com elegância no blogueiro da Veja.
A camisa usada neste vídeo é de time brasileiro, mais especialmente do estado onde o Deputado Molon nasceu.
Ahá! A camisa é do Guarani mineiro (sim, existe). O Idelber deu duas dicas - que era recente, e de um time brasileiro -, e junto com o nome da fornecedora de material esportivo, o google resolveu a xarada.
Hahahahaha.
Bem, por eliminação, o América de Minas está fora.
Tô maluco não. Quando eu era juvenil no Corinthians jogamos contra o américa de minas e a camisa era vermelha. Tenho certeza.
O curioso é que , no saite do time eles realmente usaram camisas vermelha, mas em 42.
Pelas minhas contas as datas não bateriam. Pois eu nem teria nascido.
Caracas, ainda bem que na época não havia dopping, heheheh!!
A propósito do post, embora a pauta seja o Rio, vou falar de Minas.
Pro governo do Estado vou de Hélio Costa e Patrus (embora não esteja totalmente confortável em votar no PMDB em cabeça de chapa, tento pensar em termos de projeto e prospectivas. Espero realmente que por aqui consigamos nos livrar das amarras dessa corja aecista e tucana).
Pra senador, vou de Pimentel (PT) e Zito (PCdoB), embora esteja quase certa de que o Aécio e o Itamar levam essa.
Pra deputado federal, vou de Jô Morais (PCdoB) ou Nilmário (PT), e pra estadual, André Quintão do PT.
Vc tem acompanhado a campanha aqui por essas bandas também suas, Idelber?
Mais é claro que tenho acompanhado de perto, Maria Alice! Já gravei inclusive o meu vídeo de endosso a Jô Moraes. Tenho comentando muito lá no Twitter também.
Radical Livre, o ônus que vc fala seria compactuar com corrupção?? Algo como um anti vírus, que se vale do próprio vírus para miná-lo??
Se for isso, vc há de concordar que esta premissa não vale apenas para o PT, mas também para PSDB e DEM, certo? Ou só o PT pode "arregaçar as mãos e trabalhar e carregar o ônus de suas decisões"?? O álibi que serve pro PT serve para todos os partidos. E é por isso q esse álibi é furado.
Não, pedro, não era disso não. Ninguém aqui está defendendo que se compactue com a corrupção.
Mas que aceite o ônus de defender e apoiar o governo mesmo quando este faz uma cagada dessas pois, se este não é o governo dos sonhos de nenhum de nós, ainda assim é o nosso governo, o primeiro de tendências à esquerda a ser bem sucedido em toda a nossa história.
E os caras perderam este bonde e abandonaram seus companheiros aos 15 minutos do primeiro tempo, quando o time parecia que ia perder de goleada. Agora que houve a virada, não me espanta que estejam todos perigando não se eleger.
Leni Rocha,
no último PED [eleições internas do PT], infelizmente - talvez por um erro do qual se arrependa -, Molon apoiou Luis Sérgio para presidente do PT [coisa da qual eu mesmo vi, no próprio gabinete de Molon na Alerj]. Luis Sérgio, como se sabe, queria o PT ao lado de Cabral desde o início e nunca escondeu isso. Portanto...
então por ser um governo de esquerda há de se ter calma e defendê-lo, mesmo que as denúncias sejam as mais escabrosas. Mas se for um governo de direita, aí é povo na rua e Fora FHC. Seria isso?
Não podemos encarar as denúncias tendo como filtro quem está no poder. FHC estava errado ao se aliar a corruptos. E o Lula continua errado a se aliar aos corruptos. FHC estava errado ao fazer tráfico de influências. E Lula está errado por fazer a mesmíssima coisa.
O que eu quero dizer é que os fins não justificam os meios. Não existem erros virtuosos.
E discordo dessa visão que os caras saíram pq o barco ia afundar. Vc não acha que eles saíram apenas por não compactuar com atitudes da cúpula partidária??? Acho perfeitamente compreensível que pessoas como Chico Alencar e Heloísa Helena não se sintam representadas pela liderança petista da época. Não era isso que o PT vivia criticando? caixa 2, abuso de poder econômico, essas coisas? Eles apenas se mantiveram coerentes com seus princípios. Se perderem as eleições, pelo menos podem deitar a cabeça no travesseiro sem nenhum peso na consciência.
mais uma vez: os caras saíram por discordar da direção do PT entre o primeiro e o segundo turno da eleição para o diretório nacional em que a chapa vencedora acabou levando por 7mil votos (mais ou menos o número de pessoas que saíram).
Os caras não queriam é se misturar com a sujeira, bom para eles.
Mas eu não perdoo o que eu considero uma traição a quem votou neles (eu) e considerava seu dever se manter na luta para um partido mais democrático e por um governo melhor.
Eles tiveram lá suas razões. Eu me vejo com milhares de razões para não votar neles e criticá-los pelas atitudes que considero equivocadas.
Mas o PSOL não é um partido democrático??? Eles também não lutam por um governo melhor? Ou isso é privilégio dos petistas?? E eles não traíram ninguém por terem saído do partido. Se tem alguma traição aí, é do PT com os seus princípios.
Continuo a dizer: este argumento sustenta a clássica frase "os fins justificam os meios". Os erros da direita são imperdoáveis, os erros da esquerda são virtuosos.
E melhor chorar por perder a eleição do que vencer coligado com Collor, Renan Calheiros, Jáder Barbalho e outros caras que o PT há pouco tempo atrás xingava e chamava de ladrão.
Ou vc acha que a Heloísa Helena deveria continuar no PT e subir ao palanque com o Renan? Ou vc acha que o Chico Alencar deve pedir voto pro Picciani ou pro Crivella?
Meu voto é parecido com o da Maria Alice: Dilma,
Hélio + Patrus (pelo Patrus e contra o projeto do PSDB, no Fernando Pimentel e no Zito para o Senado, em Nilmário Miranda para deputado federal e em Rogério Corrêa para estadual.
Sou amiga do Nilmário desde o Jornal dos Bairros, que fizemos a partir de 1976. Nil criou a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, foi o primeiro Secretário dos Direitos Humanos do Governo Lula e é um batalhador otimista e incansável.
Rogério Corrêa é um lutador coerente e competente. É fundamental que o PT faça também faça boas bancadas estaduais.
Já estamos dando força demais para este pavoroso pmdb.
Pra quem acha que não era necessário sair, será que o Marcelo Freixo teria a mesma liberdade para fazer o que faz se estivesse dentro do PT? É uma dúvida sincera, e eu acho que não.
Sem querer dar uma de Caetano, eu sempre achei que há lugar para as duas coisas: há lugar para que o PT continue impulsionando um processo que deu inegáveis resultados práticos, reais para os mais pobres, e há lugar para o PSOL fazer uma oposição vigilante, de esquerda, que vá tecendo uma alternativa ao PT, ou mesmo, para o futuro, uma aliança com o próprio PT.
Para isso, é importante que não queimemos pontes por bobagem. Já prometi aos irmãos do PSOL que depois da eleição vamos abrir um bom debate aqui, não só sobre o PT, mas sobre o PSOL também. Eu me mantenho em contato com muita gente do PSOL, converso, escuto e tento não queimar pontes.
Time do Rio de Janeiro que usa camiseta vermelha ou é o América (também conhecido como ameriquinha, mecão ou diabo), o segundo time dos cariocas, ou é o Bangu.
Eu achei que tinha entrado meu comentário no número #95, reconhecendo que o Alexandre Nodari acertou! Acabou que, por alguma razão, o meu próprio comentário não entrou.
A camisa é, claro, do glorioso Guarani de Divinópolis.
OK, vocês venceram:
Presidente: Dilma (que jeito, né?)
Governador: 69 (número do Partido da Nova Internacional Socialista, PNIS - pronuncia-se exatamente como vocês estão pensando -, em organização desde 1986)
Senador 1: Lindinho (que jeito, né?)
Senador 2: A se confirmar a derrocada de Epitáfio Lítio, Milton Temer; se a abantesma pefelista tiver a mais marmota chance de se eleger, voto no Bispo Manivela (que jeito, né?)
Federal: Vladimir, traindo, após incontáveis eleições, a Coroa Albanesa
Estadual: Cida Diogo
Confesso que conheço pouco sobre o Freixo. E tenho vários pseudopodos atrás com o Molon, mas não vou jogar pedra nas escolhas alheias.
Na verdade, para as proporcionais temos várias boas opções no Rio. "Porbrema, cumpanhêros", são as majoritárias (governador e senadores; e, para ser sincero, não morro de amores pela linha Nova Política Econômica da Dilma, mas...).
Em qualquer circunstância, minha prioridade é (contribuir para)impedir a volta do demopefelato. O resto é accessório ou, na pior das hipóteses, dano colateral.
Gostaria de ver uma grande bancada da base no Rio, por isso gostaria que se elegessem dep federais: Molon(muito bom); EDSON SANTOS(direitos das pessoas de'cor'); Biscaia; Chico D'angelo; Bitar;Santana; Wladimir Palmeira; Luis Sergio, Benedita pelo menos, além de Jandira Feghali e Edson Valentin do PC do B.
Minha chapa é:
50123 - Marcelo Freixo
1311 EDSON SANTOS
131 - LINDBERG
100 - Crivella(contra Cesar Maia e Piciani)
16 Cyro Garcia(colega de trabalho e de 2º grau)
13 - DILMA
Pra mim, o principal problema de votar em candidatos proporcionais do PT, por melhores e valorosos que sejam como o Molon, é eleger de lambuja alguns do PMDB como resultado da coligação proporcional entre os dois partidos na maioria dos estados. No Rio, portanto, votaria Chico Alencar federal 5050 e Freixo estadual 50123. Mas meu título é de Fortaleza, e lá eu voto Renato Roseno federal 5050 e João Alfredo estadual 50050
Caro Idelber, eu quero que Molon seja eleito, pois é um político honesto e correto, mas como petista não voto nele. Ele é ausente da atividade partidária, só procurou se articular dentro do partido quando quis ser candidato a prefeito em 2008 e após voltou atuar de forma isolada.
Espero que a esquerda do Rio de Janeiro eleja uma bancada representativa na camara federal com Bittar, Benedita, Molon, Edson Santos, Biscaia, Vladimir, Jandira, Edmilson Valentim, Chico Alencar, Brizola Neto etc....
Meus votos são:
Presidente: 13 - Dilma (voto obrigatório)
Governador: 15 - Cabral (As outras opções são pessimas. Não gosto dele, mas tenho que reconhecer alguns avanços)
Senador 1: 131 - Lindberg (Não é o senador dos meus sonhos, mas é a melhor opção de esquerda)
Senador 2: 100 - Crivella (Tenho inúmeras restrições a ele, gostaria de votar no Milton Temer (500), mas pelas pesquisas é ou Crivella ou Cesar Maia. Cesar Maia nunca.
Deputado Federal: 1331 - Jorge Bittar (Sempre foi parlamentar atuante e influente, tem boas passagens tanto pelo legislativo quanto no executivo)
Deputado Estadual: 13013 - Robson Leite (Boa renovação para ALERJ, muito atuante como educador popular em pré vestibulares comunitário)
Pra senador, Milton Temer (PSOL) e Lindinho (PT). (Nunca votei nele, mas vibrei ao saber de sua vitória sobre Benedita nas prévias do partido.)
O Crivella é, de fato, dos mais fiéis a Lula na hora de votar no plenário da casa que espero um dia ver extinta. Contudo, não o engulo por três motivos principais:
a) por seu partido (sempre meu primeiro critério de análise política - como, ao que parece, da maioria dos que comentam aqui);
b) pela mistura de religião e política;
c) pela proximidade com a intolerância religiosa (sobretudo o ódio à umbanda e ao candomblé) e em relação aos direitos LGBTT.
Votar é um ato nobre, que me orgulha e me faz lembrar de todos os que lutaram para que eu possa ter e exercer esse direito.
Contudo, confesso que votar nas majoritárias do Rio de Janeiro quase sempre me deprime...
Por fim, não custa lembrar que o PMDB do Rio é um dos partidos que dão legenda a milicianos e se aproveitam da coerção feita sobre os eleitores das áreas dominadas para angariar votos.
Aliás, complementando, no RJ até o Partido dos Trabalhadores deu legenda e se beneficiou, durante vários anos e legislaturas, dos votos de um chefe de milícia (Jorge Babu), o qual apenas recentemente foi, afinal, suspenso e depois expulso da agremiação.