Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.
A dor de cotovelo de José Serra, à qual o Presidente Lula se refere aqui
tem sua origem em incontáveis manifestações, Brasil afora, semelhantes a esta aqui
as quais, por sua vez, não vêm do nada, ou só da simpatia do Presidente, mas são frutos de fatos incontestáveis como os descritos por Lula aqui:
PS: Retirei o post que estava aí acima, com a transmissão do Dilma na Rede, porque o vídeo inicia automaticamente ao se abrir o blog. Alguns leitores acham isso meio inconveniente, e eu concordo. Vale a pena para a transmissão ao vivo, mas não tem sentido deixar aqui um programa eleitoral que roda de forma automática quando você chega a esta página.
Assistí a cerimônia praticamente do início ao fim porque tinha certeza que a NBR a mostraria e o resto da imprensa brasileira ...nem consideraria importante. Foi muito emocionante ouvir aqueles reitores relatando a atual situação das Univ.Federais quanto à contratação de pessoal, construção de prédios para novos projetos expansão de vagas para graduação e pósgraduação e reconhecendo o quanto a educação superior se tornou importante na era Lula ( sem esquecer que não estudou na universidade...)Para que saibamos o poder da imprensa brasileira, na semana passada viajei com 10 pessoas de P.Alegre, todas com curso superior e NENHUMA delas sabia da UNILA, Univ.para a Integração de Latino América, embora o seu reitor tenha sido reitor da UFRGS e um cientista político bem conhecido, Prof. Hélgio Trindade. O desserviço que a imprensa brasileira presta ao povo brasileiro ao selecionar tão ideologicamente o que esconde e o que mostra tem dimensões assustadoras.
É assustador. O presidente mais popular da história do país passa por Santa Maria, inaugura campi universitários, reúne reitores, uma multidão de estudantes, e a única alternativa pra assistir ao evento é a internet.
Nunca gostei deste pessoal das universidades públicas no Brasil. É muita preocupação com ideologias e cultos a revolucionários de índole duvidosa e pouca preocupação em transmitir conhecimento. E reclamam, reclamam e reclamam.
"Seltom", esse tipo de generalização vazia não leva a nada. Sou professor de uma universidade pública com muito orgulho e o que mais temos feito é trabalhar. Realmente, no final da era FHC, que cheguei a pegar, havia desmotivação e muita reclamação. Mas é inegável que o governo Lula fez muito mais pela universidade pública do que foi feito nos anos anteriores, e ainda tem gente de má-fé que escreve que o presidente despreza o conhecimento e se orgulha de não ter feito universidade. Claro que depois de ouvir centenas de vezes, inclusive do Olavinho Ditabrando, que ele não havia estudado, ele acabou desabafando sobre isso algumas vezes. Mas a situação da universidade hoje nem se compara com a época do "sociólololologo" FHC. E a interiorização do ensino superior é uma realidade. Então não escreva sobre o que você não sabe e não quer conhecer. Informe-se e visite uma universidade pública antes de sair fazendo esse tipo de afirmação.
A popularidade do Lula é diretamente proporcional às políticas públicas do seu governo. Pouca gente comenta isso [inclusive eu no blog] e ficou muito bom o teu registro!
Em outras palavras, um conjunto de iniciativas na área da educação, saúde, seguraça, cultura, trabalho, economia, política, participação da sociedade, iniciativas tais que mudaram para melhor a vida de brasileiras e brasileiros, bem como de demais países pobres, que permitiu essa popularidade histórica do Presidente da República.
Idelber, lembrei de um trecho do evangelho de São Marcos. Quando Jesus, com os primeiros discípulos para uma sinagoga, ele escreve : "Ficavam todos espantados com o que aprendiam, pois ele os ensinava como como quem tem autoridade, não como os escribas"
Idelber, lembrei de um trecho do evangelho de São Marcos. Quando Jesus vai com os primeiros discípulos para uma sinagoga, ele escreve : "Ficavam todos espantados com o que aprendiam, pois ele os ensinava como como quem tem autoridade, não como os escribas"
Nunca antes na história deste pais (parafraseando o Lula)um governo arrecadou imposto como arrecada nos ultimos anos, e mesmo assim continuamos pagando pedágio e plano de saúde particular, porque se depender do sistema público é só espera e estradas esburadas.
Idelber, tantas vezes, durante seu afastamento, lamentei a sua ausência. E agora, você voltando, já mostrou como fazia falta mesmo. Dando conhecimento de coisas que a imprensa nao mostra. Fazendo aquela "fábula" de ontem, tao esclarecedora. Sabe, você nao tem o DIREITO de se afastar mais... (rs, rs)
O ex-Reitor da UFMG Prof. Ronaldo Pena disse em uma palestra que no governo Lula os reitores pararam de ir em Brasília, para tentar conseguir verba para pagar conta de luz. Os investimentos de 2003 para cá cresceram e a preocupação dos reitores passou a ser com verbas para o aumento de vagas na universidade pública e com o incremento das pesquisas. Em síntese: mais investimento em pesquisa e ensino. Uma coisa eu notei: as pessoas que trabalham na Universaidade dizem que no governo Fernando Henrique os reitores não eram recebidos pelo presidente ou pelo MInistro da Educação. Normalmente quem se reunia para ouvir as demandas dos reitores eram os assessores do ministro. Com Lula isso mudou. Ele passou a se reunir periodicamente com os reitores. E isso faz uma diferença danada!
Bem, como sabe boa parte dos leitores do blog, eu sou professor nos EUA mas, como também sabem muitos, eu passo de 4 a 5 meses por ano no Brasil. Tenho muitos contatos com a comunidade acadêmica daí e palestro regularmente na pátria amada.
Os relatos são praticamente unânimes: durante o governo FHC, não eram recebidos, eram tratados à distância e com desprezo, sofriam arrocho salarial, passavam anos e anos sem aumento, bolsas escasseando, universidades federais sem papel higiênico e sem dinheiro para pagar conta de luz.
Também é praticamente unânime o relato de que no governo Lula a coisa é outra: plano de carreira, aumento de bolsas, mais vagas para alunos, inaugurações de novas universidades (são 15 ou 16 até agora?), expansão de campi (são 117 ou 118 ou 124 até agora?, não me lembro) e outro respeito, além das centenas de novas escolas técnicas.
O torneiro mecânico cuidou da universidade brasileira como o doutor sociólogo não soube cuidar.
Os relatos estão corretos, Idelber e, com certeza o Doutor H.C. pela Sorbonne não fez nem um pouquinho do que o torneiro mecânico, dito analfabeto, fez pela educação no Brasil, principalmente no interior. Vivo no interior do Ceará e sou testemunha do que foi feito no governo Lula, a diferença é gritante. Esse Shelton deveria conhecer o verdadeiro Brasil para então opinar.
Idelber: guardei nos favoritos o endereço do Biscoito Fino no período da hibernação dele. Guardei, pois sabia que neste blog você tinha uma força que era a força como você é. Não sei explicar estas coisas direito, o motivo por que um "espaço" é o determinado galho em que o "sabiá" canta o seu melhor canto. Eis que acertei e em cheio: o blog veio com força, com a força da luta mesmo diante de tantos compromissos universitários e tantos quilômetros daqui. Agora deitado na campanha eleitoral e no debate em torno dela, mas essencialmente mostrando o suco que circula no que considero o melhor dos brasileiros, este sabor tropical que trás o sol e a umidade além das grades que confundem a visão da janela aberta. Esta janela que é ao mesmo tempo uma fresta para a luz e também tem o sabor de vento da palavra em inglês (não sei a etimologia de Windows, apenas suspeito). Bom retorno ao Biscoito Fino
José do Vale Pinheiro Feitosa em setembro 4, 2010 7:08 PM
Sou professor de federal não eleitor da Dilma, antigo petista eleitor do Lula.
Até os tucanos da academia sabem que houve uma mudança da água para o vinho. A minha questão é que vinho é esse. E qual a capacidade de produção da nossa vinícola.
Basicamente, o governo federal revalorizou o salário, reabriu concursos (praticamente acabando se não acabou, com a figura do professor substituto) e aumentou verbas de investimento. Incrementou um pouco o número de bolsas e seu valor. Neste quesito o impacto não foi tão grande quanto no resto (pois a concorrência seguiu a mesma tendência). A carreira foi muito pouco afetada pela introdução do professor Associado. Há uma nova proposta sendo discutida que só conheço de orelhada. Parece que ela tem um elemento, inclusive, que recupera a política do FHC de ligar salário à quantidade de cursos dados (o que levanta a suspeita de que o governo entende que chegou-se a um limite e agora há que se fazer o pessoal trabalhar mais para dar conta da expansão).
Mas a estrutura da universidade (e do MEC e das agências de fomento federais) não foi mudada, e isso é preocupante. A burocracia emperra e muito a vida de professores e alunos. O sistema administrativo ainda fomenta a politicagem interna nas IFEs - e o Reuni pode ter agravado isso. Não há um planejamento claro sobre qual o patamar se quer atingir e como fazer para resolver questões básicas sobre áreas vitais como produção de tecnologia, formação de engenheiros, inserção do conhecimento produzido nos currículos e práticas do ensino público fundamental e médio, e o desatamento do nó da tal "autonomia universitária".
Ou seja, basicamente, o que temos é apenas o mais: mais vagas, mais concursos, mais salários, mais prédios, mais campi, mais universidades. Isso é bom. Isso é muito melhor do que no tempo do FHC.
Mas isso é pouco. Há, como na minha universidade (UFSJ), a preocupante tendência dos novos cursos terem procura pequena e algumas vezes qualidade duvidosa.
Isso tem a ver com o descompasso entre as mudanças nas universidades e o marasmo no ensino médio. Mas isso também tem a ver com o Reuni, que em vários lugares foi impingido à comunidade acadêmica, ou à força (teve até policial batendo em aluno na UFJF), ou na base da chantagem (o escopo geral do programa, isto é, ou participa ou não tem verba para expansão). O Reuni teve um belo efeito de aumento de cursos e concursos, mas teve três outros efeitos perversos: desarticulou completamente a discussão sobre a autonomia universitária, fazendo das ifes basicamente clientes ou pedintes do ministro da educação (o que criou, inclusive, uma relação estranha entre reitores e alguns políticos); criou desigualdades internas perigosas nas ifes, entre institutos, deptos. e cursos antigos, que tiveram melhoria de infraestrutura cosmética (e quase nenhuma em termos de laboratórios e bibliotecas), e os novos cursos, bem aquinhoados com prédios novíssimos; e multiplicou o impacto visual e eleitoral de novos campi ao preço de uma opacidade interna às próprias ifes, na medida em que universidades multi campi tendem à ausência de diálogo devido às distâncias e criação de peculiaridades regionais internas à instituição, com o consequente aumento do poder de barganha do reitor, único a ter um panorama do que ocorre em sua instituição. Esse último ponto, aliás, talvez por ser o que ocorra com a minha instituição (que passou de um campus para 3 e agora talvez um quarto), é o mais perigoso, na medida em que tende a manter as estruturas internas inalteradas, a invizibilizar os eventuais problemas nos campi e a pulverizar o impacto de algo (como o próprio nome "universidade" diz) que não deveria ser setorizado, mas integrado, dispersando, inclusive, recursos (duplicação de laboratórios, disciplinas, veículos, etc.).
A esperança é para que as coisas assentem e o novo governo da Dilma freio o trem para deixar os passageiros sentarem. E torcer para uma nova crise econômica não drene mais uma vez os recursos, deixando as IFES de pires vazios e sem novas alternativas de investimentos e recursos.
Concordo com a maioria dos seus apontamentos, João Paulo, e é nosso desafio agora não deixar que as desigualdades entre os cursos aumentem, entre outros problemas que podem acontecer. Na UFMG me parece que os cursos novos estão tendo uma boa procura. Mas isso é uma questão interna das universidades públicas federais. No tocante à eleição, com certeza a campanha tucana deve estar ciente de tais problemas, mas não os cita porque sabem que os benefícios têm sido muito maiores. Por isso escondem o que o governo atual tem feito nessa área.
Eu tento ver transcendência, ou melhor o descender de "algo". Lula "aceitou" cumprir uma missão. È um cobrador das falsas elites. Sim deve haver uma elite, como são os universitários. A elite existe para o bem servir. Aqueles que usam do conhecimento e também da informação para se impor psicopatologicamente merecem o aproprio da sociedade quanto mais de um operário. O simples amoroso.
Lendo sobre o verdadeiro poder, o mais insinuante o poder da imagem e o da voz, esse poder rouba a nossa subjetividade, em http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16923 Palavras de Christina Kirchner no fim do artigo
“Se há um poder na República Argentina, é um poder que está por sobre quem exerce a Primeira Magistratura, neste caso a Presidenta; também está por sobre o Poder Legislativo e, seja como for, também por sobre o Poder Judiciário (...) é invisível aos olhos”. É o poder que tão impecavelmente um outrora misterioso personagem definiu: “Presidente? Este é um posto menor”.
Luiz Monteiro de Barros em setembro 4, 2010 8:55 PM
Leo,
Nosso desafio é muito maior, é saber exatamente qual universidade queremos, questão que ninguém aborda muito porque levantaria uma disputa muito intensa, criaria muitas inseguranças e talvez demandasse um período mais ou menos longo de parada de atividades, por asim dizer.
Um abraço.
Bom, nunca dei aula em universidade alguma até pela minha idade - tenho até uma prima que leciona na UFRN e tem uma posição bem favorável à política universitária do Governo Lula -, mas entro na conversa e comento a heresia de colocar minha perspectiva de estudante: Sim, o Governo atual foi muito bem no setor. A política universitária tem seus defeitos, mas perto do impacto positivo que ele gerou no curto prazo, não me resta muita dúvida que (I) há problemas nos modos de sua implementação, ainda que em essência seja isso mesmo; (II) a oposição - pela menos a oposição à direita - não tem propostas para fazer nada melhor, não lembro de nenhuma proposta de Serra que fosse na direção de uma autocrítica do que o PSDB fez nos anos 90 e de um aperfeiçoamento do modelo atual para as federais - ainda por cima, houve o episódio da ADIn contra cotas étnicas e sociais movida pelo DEM, seu partido irmão.
Nos anos 90, o aumento do desemprego por medidas economicamente irresponsáveis andou lado a lado com uma lógica darwinista na produção, o que deu numa exigência esquizofrênica de diploma: A ordem posta ao mesmo tempo em que exigia o diploma universitário, não criava condições práticas para que as pessoas, ao menos, entrassem na universidade. FHC deixou as universidades federais ao léu e "resolveu" a questão permitindo o surgimento das universidades privadas meramente mercantis, o que foi desastroso - flexibilizando, inclusive, a titulação dos professores. Lula pode até ter aberto as pernas mais ainda para essa flexibilização, mas pelo menos construiu uma lógica de inclusão nas universidades privadas por meio do Prouni ao mesmo tempo em que investiu pesado nas universidades federais. O ponto é que o Brasil ainda é um dos países com uma das mais baixas taxas de população com diploma universitário e de jovens na universidade - mesmo no continente sul-americano. Esse é o desafio de Dilma - que se parece, na natureza, com aqueles que se anunciam em muitas outras áreas: Manter o processo de inclusão, que não pode simplesmente parar, na medida em que a demanda social e profissional é gigantesca, mas ao mesmo tempo melhorar a qualidade disso - senão o desenvolvimento simplesmente cessa -; sim, nós todos sabemos dos defeitos que o Reuni ou o Prouni tem, mas eu sou de uma geração que chegou à universidade, em grande parte, porque o sistema passou a ter mais capacidade de nos incluir graças a tais medidas; o que temos de fazer é pressionar para que os erros sejam corrigidos, mas não dá para fazer isso sem olhar para o retrovisor e ver que existe uma direita nesse país que ainda identifica diploma como mecanismo de afirmação em sociedade estamental e que, portanto, deve trabalha com a lógica de animalização social por parte da mercadificação da vida - uma contradição que serviu à barbárie dos anos 90 que ainda hoje ecoa.
Professor de universidade federal, assisti todo o evento. Foi ótimo. E creio que seria bem interessante, mostrar o discurso do prefeito de Santa Maria, Foi o reconhecimento, por parte de um oposicionista, do excepcional trabalho feito pelo atual governo.
Grande mestre!!! que bom ve-lo de volta ao cyber-espaço, estava fazendo falta. você - me permita a intimidade- que tanta luz projetou sobre a suja sucessão americana não poderia ficar de fora do quadro sucessório aqui pras bandas do Brasil, é bom ter um refúgio nestas horas em que as bestas feras do PIG partem para uma caça às bruxas.
Pena que é uma caça às bruxas, sem talento, sem picardia, sem romantismo e o que é pior: sem bruxas..... A capa daquela imundície da veja da semana é de revirar o estômago,as manchetes dos outros satélites do PIG são de uma pobreza e de uma baixeza sem limites, aonde a ética(?) e a moral(?) dessa gente já foi rio tietê abaixo....
Inclusive professor, hoje no blog no Nassif lí um post aonde o nosferatu tupiniquim tentava impingir mais uma das suas ao Lula, segundo o mesmo em um dos seus discursos para ninguém - o PIG não é ninguém- acusou o Lula apoiar a fabricação pelo Brasil de uma bomba atômica e baixo reproduzo a minha resposta bem humorada a mais esse factóide do careca debilóide e mau caráter:
Nota 1Nota 2Nota 3Nota 4Nota 5.
Essa denúnCIA do ÇERRA dá uma noção exata de quem bancou sua boa vida nos EUA e por quem foi treinado........ faz partes dos sabujos que foram treinados pelo pentágono para voltarem para seus países de origem e os aborígenes os vissem como opção aos ditadores que o mesmo pentágono tinha empurrado goela abaixo do seu sofrido povo, é a política do tio Sam para o cone sul. Quando perdem o ditador já criaram a "opção".
Teria dado certo no Brasil como deu no México, porém não contavam com um probleminha, os tucanos foram com muita sede ao pote e quebraram o pote. agora tentam a todo o custo remendar o pote com cuspe......
Enquanto isso dois matutos que não estão nem aí para esse tipo de denúncia conversam na sombra de uma árvore:
- cumpadi, aquele careca feioso cum cara de difunto, o tar du serra disse nu rádio e na tevelisão qui o lula num tá apoiandu mais a dono Dirma, ele apóia agora uma tar de bomba atomica.....
- é uma pena cumpadi, assimpatizei muito cum aquela dona, mas já que o Lula apóia a tar de bomba atomina intão nós vota nela, sô!!!!!!
É ISSO QUE ESTÁ MATANDO OS GOLPISTAS - OPOSIÇÃO É PARA QUEM MERECE ESSE NOME - A CANDIDATURA OFICIAL ESTÁ REVESTIDA DE TEFLON. ISSO É RESULTADO DE FALAR DURANTE OITO ANOS A LÍNGUA DO POVO E IR AO ENCONTRO DOS SEUS ANSEIOS, TÃO FÁCIL QUANTO COLOCAR UM OVO DE PÉ, MAS SÓ SE TORNA ÓBVIO QUANDO ALGUÉM FAZ.
rubem rodriguez gonzalez em setembro 5, 2010 3:18 AM
Interessante a discussao sobre as universidades federais.
Ponto 1 - houve um avanço brutal.
Ponto 2 - existe toda uma discussao a ser feita e um problema a ser resolvido.
A discussao da qualidade do ensino, principalmente nas privadas tem que tomar corpo. Essa e crucial e nao vejo acontecer.
A questao politica da autonomia, diferenças entre cursos, etc precisa ser feita. Mas nao vejo espaço para ela ser feita num governo tucano. Apesar da boa situaçao que temos nas estaduais paulistas por exemplo em termos de qualidade temos um ranço autoritario e de falta de democracia. Como essa discussão seria realizada? Sem contar a pessima experiencia com as federias.
Sobre aumento das bolsas... http://www.andifes.org.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=410&Itemid=27
De acordo com a Andifes elas praticamente dobraram. Aumento de 89% no numero geral e 90% no mestrado.
Falar em pouco aumento é desconhecimento de causa. Agora se elas aumentaram a ponto de absorver a demanda e frear a competitividae é outra história.
Aliás, o documento mostra que no govrno FHC o número global chegou a diminuir.
Alias, interessantissimo o comentario do lula sobre o movimento estudantil, de que nao foi o governo que cooptou a UNE, mas a UNE que cooptou o governo.
Conhecendo o ME de dentro, sei que nao e bem assim, mas e um argumento que pode ser usado historicamente para explicar o que aconteceu se perdermos as atas dos congressos da UNE, porque realmente houve uma identificaçao das bandeiras do ME com as açoes do governo.
Cochise,
Eu me referia mais ao valor. Houve uma nítida preferência para se aumentar o número de bolsas, com o que eu concordo, inculsive, medida deste ano de 2010, com permissão dos bolsistas acumularem vencimentos e bolsas (há certos impedimentos).
Eu não sei como foi com a Iniciação Científica, mas acho que o aumento foi considerável e não está coberto por esses números, que se restingem à CAPES. Seria também interessante ver como foi a evolução percentual (porcentagem de mestrandos e doutorandos sob FHC que tinham bolsa e o mesmo sob Lula).
Quando vc escreve: "Agora se elas aumentaram a ponto de absorver a demanda e frear a competitividae é outra história" há uma questão essencial aí. Esse é o nó. Será que o Estado brasileiro tem capacidade de manter este ritmo e nos levar aos patamares de países avançados em termos de percentagem de jovens num bom ensino superior, com bolsas de estudos e produção significativa de monta? Essa é minha questão. Acho que o sistema não comporta, mas vejo pouca discussão sobre o futuro, em boa medida pela sensação de alívio e segurança que ora desfrutamos.
Na verdade esses dados cobrem o período FHC e o período Lula, e realmente dizem respeito à pós.
Não achei sobre IC, mas não procurei com afinco.
Na verdade pesquisai por "evolução bolas pesquisa" ou algo assim e abri os dois primeiros resultados.
Agora que os novos cursos do REUNI estão avançando e algumas deficiencias aparecendo, é preciso fazer diagnósticos precisos, apontar soluções e cobrar que elas sejam implementadas,caso contrário a atual expansão não vai ser satisfatória em termos de qualidade de ensino e a situação atual tende a piorar ainda mais, seja com que governo for. Mas cada universidade federal tem suas peculiaridades e é preciso que tenham autonomia para enfrentar as dificuldades advindas dessa expansão. Agora, é patente que haverá um retrocesso na educação superior caso a aliança PSDB-DEM volte ao poder na esfera federal, acho que é disso que temos que nos conscientizar. Seria a volta de Paulo Nefasto no Ministério da Educação, algo que me dá arrepios só de pensar.
Li tudo isso e acho muito pouco. Lula não fez quase nada. Só acalmou o mercado e os banqueiros ganharam muito. Só trololó. Não ensinou ninguém a pescar, como declarou no seu discurso de posse.
Eu lembro disso. Só ficou na esmola institucionalizada.
Só quero ver qdo o novo governo começar a fechar todos os jornais e e controlar as tvs.
Claro, alguns jornalistas chapa branca ficaram super bem de vida. Já estão, aliás. Birutas de campo de aviação.
Não suporto o PSDB também. Serra é um horror,credo.
Não voto em ninguém desses cangaceiros.
País do Cangaço. Vou jogar meu título de eleitor no mato. Caminhamos pro brejo dos sindicatos.