Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.



Email:
idelberavelar arroba gmail ponto com

No Twitter No Facebook No Formspring No GoogleReader RSS/Assine o Feed do Blog

O autor
Curriculum Vitae
 Página pessoal em Tulane


Histórico
 maio 2011
 março 2011
 fevereiro 2011
 janeiro 2011
 dezembro 2010
 novembro 2010
 outubro 2010
 setembro 2010
 agosto 2010
 agosto 2009
 julho 2009
 junho 2009
 maio 2009
 abril 2009
 março 2009
 fevereiro 2009
 janeiro 2009
 dezembro 2008
 novembro 2008
 outubro 2008
 setembro 2008
 agosto 2008
 julho 2008
 junho 2008
 maio 2008
 abril 2008
 março 2008
 fevereiro 2008
 janeiro 2008
 dezembro 2007
 novembro 2007
 outubro 2007
 setembro 2007
 agosto 2007
 julho 2007
 junho 2007
 maio 2007
 abril 2007
 março 2007
 fevereiro 2007
 janeiro 2007
 novembro 2006
 outubro 2006
 setembro 2006
 agosto 2006
 julho 2006
 junho 2006
 maio 2006
 abril 2006
 março 2006
 janeiro 2006
 dezembro 2005
 novembro 2005
 outubro 2005
 setembro 2005
 agosto 2005
 julho 2005
 junho 2005
 maio 2005
 abril 2005
 março 2005
 fevereiro 2005
 janeiro 2005
 dezembro 2004
 novembro 2004
 outubro 2004


Assuntos
 A eleição de Dilma
 A eleição de Obama
 Clube de leituras
 Direito e Justiça
 Fenomenologia da Fumaça
 Filosofia
 Futebol e redondezas
 Gênero
 Literatura
 Metablogagem
 Música
 New Orleans
 Palestina Ocupada
 Polí­tica
 Primeira Pessoa



Indispensáveis
 Agência Carta Maior
 Ágora com dazibao no meio
 Amálgama
 Amiano Marcelino
 Os amigos do Presidente Lula
 Animot
 Ao mirante, Nelson! (in memoriam)
 Ao mirante, Nelson! Reloaded
 Blog do Favre
 Blog do Planalto
 Blog do Rovai
 Blog do Sakamoto
 Blogueiras feministas
 Brasília, eu vi
 Cloaca News
 Consenso, só no paredão
 Cynthia Semíramis
 Desculpe a Nossa Falha
 Descurvo
 Diálogico
 Dilma na Rede
 Diário gauche
 ¡Drops da Fal!
 Escreva, Lola, escreva
 Futebol política e cachaça
 Guaciara
 Histórias brasileiras
 Impedimento
/  O Ingovernável
 Já matei por menos
 João Villaverde
 Liberal libertário libertino
 Uma Malla pelo mundo
 Marjorie Rodrigues
 Mary W
 Milton Ribeiro
 Mundo-Abrigo
 NaMaria News
 Na prática a teoria é outra
 Opera Mundi
 O palco e o mundo
 Palestina do espetáculo triunfante
 Pedro Alexandre Sanches
 O pensador selvagem
 Pensar enlouquece
 Politika etc.
 Quem o machismo matou hoje?
 Rafael Galvão
 Recordar repetir elaborar
 Rede Brasil Atual
 Rede Castor Photo
 Revista Fórum
 RS urgente
 Sergio Leo
 Sexismo na política
 Sociologia do Absurdo
 Sul 21
 Tiago Dória
 Tijolaço
 Todos os fogos o fogo
 Túlio Vianna
 Urbanamente
 Wikileaks: Natalia Viana



Visito também
 Abobrinhas psicodélicas
 Ademonista
 Alcinéa Cavalcante
 Além do jogo
 Alessandra Alves
 Alfarrábio
 Alguém testou
 Altino Machado
 Amante profissional
 Ambiente e Percepção
 Arlesophia
 Bala perdida
 Balípodo
 Biajoni!
 Bicho Preguiça
 Bidê Brasil
 Blah Blah Blah
 Blog do Alon
 Blog do Juarez
 Blog do Juca
 Blog do Miro
 Blog da Kika Castro
 Blog do Marcio Tavares
 Blog do Mello
 Blog dos Perrusi
 Blog do Protógenes
 Blog do Tsavkko, Angry Brazilian
 Blogafora
 blowg
 Borboletas nos olhos
 Boteco do Edu
 Botequim do Bruno
 Branco Leone
 Bratislava
 Brontossauros em meu jardim
 A bundacanalha
 Cabaret da Juju
 O caderno de Patrick
 Café velho
 Caldos de tipos
 Cão uivador
 Caquis caídos
 O carapuceiro
 Carla Rodrigues
 Carnet de notes
 Carreira solo
 Carta da Itália
 Casa da tolerância
 Casa de paragens
 Catarro Verde
 Catatau
 Cinema e outras artes
 Cintaliga
 Com fé e limão
 Conejillo de Indias
 Contemporânea
 Contra Capa
 Controvérsia
 Controvérsias econômicas
 Conversa de bar
 Cria Minha
 Cris Dias
 Cyn City
 Dançar a vidao
 Daniel Aurélio
 Daniel Lopes
 de-grau
 De olho no fato
 De primeira
 Déborah Rajão
 Desimpensável/b>
 Diário de Bordo
 Diario de trabajo
 Didascália e ..
 Diplomacia bossa nova
 Direito e internet
 Direitos fundamentais
 Disparada
 Dispersões, delírios e divagações
 Dissidência
 Dito assim parece à toa
 Doidivana
 Dossiê Alex Primo
 Um drible nas certezas
 Duas Fridas
 É bom pra quem gosta
 eblog
 Ecologia Digital
 Educar para o mundo
 Efemérides baianas
 O escrevinhador
 Escrúpulos Precários
 Escudinhos
 Estado anarquista
 Eu sei que vivo em louca utopia
 Eu sou a graúna
 Eugenia in the meadow
 Fabricio Carpinejar
 Faca de fogo
 Faça sua parte
 Favoritos
 Ferréz
 Fiapo de jaca
 Foi feito pra isso
 Fósforo
 A flor da pele
 Fogo nas entranhas
 Fotógrafos brasileiros
 Frankamente
 Fundo do poço
 Gabinete dentário
 Galo é amor
'  Garota coca-cola
 O gato pré-cambriano
 Geografias suburbanas
 Groselha news
 Googalayon
 Guerrilheiro do entardecer
 Hargentina
 Hedonismos
 Hipopótamo Zeno
 História em projetos
 Homem do plano
 Horas de confusão
 Idéias mutantes
 Impostor
 Incautos do ontem
 O incrível exército Blogoleone
 Inquietudine
 Inside
 Interney
 Ius communicatio
 jAGauDArTE
 Jean Scharlau
 Jornalismo B
 Kit básico da mulher moderna
 Lady Rasta
 Lembrança eterna de uma mente sem brilho
 A Lenda
 Limpinho e cheiroso
 Limpo no lance
 Língua de Fel
 Linkillo
 Lixomania
 Luz de Luma
 Mac's daily miscellany
 O malfazejo
 Malvados
 Mar de mármore
 Mara Pastor
 Márcia Bechara
 Marconi Leal
 Maria Frô
 Marmota
 Mineiras, uai!
 Modos de fazer mundos
 Mox in the sky with diamonds
 Mundo de K
 Na Transversal do Tempo
 Nación apache
 Nalu
 Nei Lopes
 Neosaldina Chick
 Nóvoa em folha
 Nunca disse que faria sentido
 Onde anda Su?
 Ontem e hoje
 Ou Barbárie
 Outras levezas
 Overmundo
 Pálido ponto branco
 Panóptico
 Para ler sem olhar
 Parede de meia
 Paulodaluzmoreira
 Pecus Bilis
 A pequena Matrioska
 Peneira do rato
 Pictura Pixel
 O pífano e o escaninho
 Pirão sem dono
 políticAética
 Política & políticas
 Política Justiça
 Politicando
 Ponto e contraponto
 Ponto media
 Por um punhado de pixels
 Porão abaixo
 Porco-espinho e as uvas
 Posthegemony
 Prás cabeças
 Professor Hariovaldo
 Prosa caótica
 Quadrado dos Loucos
 Quarentena
 Que cazzo
 Quelque chose
 Quintarola
 Quitanda
 Radioescuta Hi-Fi
 A Realidade, Maria, é Louca
 O Reduto
 Reinventando o Presente
 Reinventando Santa Maria
 Retrato do artista quando tolo
 Roda de ciência
 Samurai no Outono
 Sardas
 Sérgio Telles
 Serbão
 Sergio Amadeu
 Sérgio blog 2.3
 Sete Faces
 Sexismo e Misoginia
 Silenzio, no hay banda
 Síndrome de Estocolmo
 O sinistro
 Sob(re) a pálpebra da página
 Somos andando
 A Sopa no exílio
 Sorriso de medusa
 Sovaco de cobra
 Sub rosa v.2
 SublimeSucubuS
 Superfície reflexiva
 Tá pensando que é bagunça
 Talqualmente
 Taxitramas
 Terapia Zero
 A terceira margem do Sena
 Tiago Pereira
 TupiWire
 Tom Zé
 Tordesilhas
 Torre de marfim
 Trabalho sujo
 Um túnel no fim da luz
 Ultimas de Babel
 Um que toque
 Vanessa Lampert
 Vê de vegano
 Viajando nas palavras
 La vieja bruja
 Viomundo
 Viraminas
 Virunduns
 Vistos e escritos
 Viva mulher
 A volta dos que não foram
 Zema Ribeiro







selinho_idelba.jpg


Movable Type 3.36
« Para conversar: Números das presidenciais nos estados :: Pag. Principal :: Blog endossa Alessandro Molon (PT) para Deputado Federal no Rio de Janeiro »

quarta-feira, 15 de setembro 2010

Uma saudação e uma correção à Ombudsman da Folha

Independente de sua posição política, leitor, é louvável e digna de aplausos a coluna de domingo da Ombudsman da Folha de São Paulo, Suzana Singer. A coluna foi dedicada inteiramente ao acontecimento que tomou o Twitter brasileiro de assalto no dia 05 de setembro. Autista ao extremo, a Folha sequer noticiou o fato que chegou ao topo dos Trending Topics mundiais e foi discutido até mesmo em salas de redação dos EUA. Em vez disso, a versão online do jornal preferiu apresentar uma tosca matéria que dizia que os TTs “não significavam nada” e que a chegada dos brasileiros ao Twitter estava “incomodando os gringos”.

Em todo caso, a Ombudsman merece nossos parabéns por ter tratado o tema sem luvas de pelica. Para os que dizem que “tanto petistas como tucanos” reclamam da Folha, basta agora oferecer o link à coluna da própria Ombudsman, que afirmou com todas as letras que José Serra só aparece na Folha para fazer “denúncias”. Nada sobre seu governo recente em São Paulo. Nada sobre promessas inatingíveis, por exemplo. A coluna de domingo já foi reproduzida por meia internet, mas copio o texto aqui na íntegra, pois quero acompanhar meus parabéns com duas correções importantes. Primeiro, o texto de Suzana:

O ATAQUE DOS PÁSSAROS

A manchete de domingo desencadeou uma onda anti-Folha no Twitter, que o jornal ignorou

A FOLHA VEM se dedicando a revirar vida e obra de Dilma Rousseff. Foi à Bulgária conversar com parentes que nem a candidata conhece, levantou a fase brizolista da ex-ministra, suas convicções teóricas e até uma loja do tipo R$ 1,99 que ela teve com uma parente no Sul. Tudo isso faz sentido, já que Dilma pode se tornar presidente do Brasil já no primeiro escrutínio que disputa.

Mas, no domingo passado, o jornal avançou o sinal ao colocar na manchete “Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma”. O problema nem era a reportagem, que questionava a falta de iniciativa do Ministério de Minas e Energia para mudar uma lei que acabava por beneficiar com isenção na conta de luz quem não precisava.

Colocar uma lupa nas gestões da candidata do governo é uma excelente iniciativa, mas dar tamanho destaque a um assunto como este não se justifica jornalisticamente.

Foi iniciativa de Dilma criar a tal Tarifa Social? Não, foi instituída no governo Fernando Henrique Cardoso. É fácil mexer com um benefício social? Não, o argumento de que faltava um cadastro de pobres que permitisse identificar apenas os que mereciam a benesse faz muito sentido. Existe alguma suspeita de desvio de verbas? Nada indica.

O lide da reportagem dava um peso indevido ao que se tinha apurado. Dizia que a propaganda eleitoral apresenta a candidata do PT como uma “eficiente gestora”, mas que “um erro coloca em xeque essa imagem”. Essa tem que ser uma conclusão do leitor, não do jornalista.

Uma manchete forçada como a da conta de luz, somada a todo o noticiário sobre o escândalo da Receita, desequilibrou a cobertura eleitoral. Dilma está bem à frente nas pesquisas de intenção de voto e isso é suficiente para que se dê mais atenção a ela do que a seu concorrente, mas, há dias, José Serra só aparece na Folha para fazer “denúncias”. Nada sobre seu governo recente em São Paulo. Nada sobre promessas inatingíveis, por exemplo.

Os leitores perceberam a assimetria. Durante a semana, foram 194 mensagens à ombudsman protestando contra o noticiário, mas o maior ataque ocorreu no Twitter, a rede social simbolizada por um pássaro azul, que reúne pessoas dispostas a dizerem o que pensam em 140 caracteres. Até quinta-feira passada, tinham sido postadas mais de 45 mil mensagens anti-Folha.

CRIATIVIDADE
Os internautas inventaram manchetes absurdas sobre a candidata de Lula: “Empresa de Dilma forneceu a antena para o iPhone 4″, “Dilma disse para Paulo Coelho, há 20 anos: continue a escrever, rapaz, você tem talento!”, “Serra lamenta: a Dilma me indicou o Xampu Esperança” e “Errar é humano. Colocar a culpa na Dilma está no Manual de Redação da Folha“.

O movimento batizado de #Dilmafactsbyfolha virou um dos assuntos mais populares (“trending topics”) do Twitter em todo o mundo, impulsionado, em parte, pela militância política -segundo levantamento da Bites, empresa de consultoria de planejamento estratégico em redes sociais, 11 mil tuítes usaram um #ondavermelha, respondendo a um chamamento da campanha do PT na rede. Até o candidato a governador Aloizio Mercadante elogiou quem engrossou o coro contra o jornal.

Mas é um erro pensar que apenas zumbis petistas incitados por lideranças botaram fogo no Twitter. O partido não chegou a esse nível de competência computacional.

Na manada anti-Folha, havia muito leitor indignado, gente que não queria perder a piada, além de velhos ressentidos com o jornal.

Não dá para desprezar essa reação e a Folha fez isso. Não respondeu aos internautas no Twitter e não noticiou o fenômeno. O “Cala Boca Galvão” durante a Copa virou notícia. No primeiro debate eleitoral on-line, feito por Folha/UOL em agosto, publicou-se com orgulho que o evento tinha sido um “trending topic”. Não dá para olhar para as redes sociais apenas quando interessa.

A Folha deveria retomar o equilíbrio na sua cobertura eleitoral e abrir espaço para vozes dissonantes. O apartidarismo -e não ter medo de crítica- sempre foram características preciosas deste jornal.

************


Nada tenho a acrescentar à primeira parte da coluna, que é de notável honestidade para os padrões da Folha. Mas, para que fique correto o registro histórico, a bem da verdade dos fatos, algumas coisas precisam ser corrigidas na segunda parte. Vou devagar, porque há muita coisa misturada ali.

impulsionado, em parte, pela militância política

Isso não é incorreto, considerando-se que, de qualquer internauta que esteja tirando sarro de uma matéria mentirosa sobre Dilma, pode se dizer que ele está na “militância política”. O problema começa em seguida.

segundo levantamento da Bites, empresa de consultoria de planejamento estratégico em redes sociais, 11 mil tuítes usaram um #ondavermelha,

Os internautas que participaram da brincadeira do dia 05 de setembro são testemunhas de que nenhum dos tuítes originais lançados na rede continham a tag #ondavermelha. A brincadeira começou logo depois do horário de almoço e varou noite adentro. Já bem avançada a madrugada, aconteceu algo que, infelizmente, a Suzana—acredito que por falta de experiência com as redes sociais, e não por má fé—deixou de apurar de forma correta.

11 mil tuítes usaram um #ondavermelha, respondendo a um chamamento da campanha do PT na rede.

Aqui há algo factualmente incorreto. Não houve nenhum chamamento da campanha do PT. A cúpula da campanha não chamou ninguém. A coordenação de internet da Dilma sequer participou do #Dilmafactsbyfolha. Suzana poderia ter comprovado isso recorrendo aos arquivos do Twitter. Sei que o Twitter não é a plataforma mais amigável para checar fatos ocorridos há dias. Mas com um pouquinho de paciência para clicar algumas vezes no more que fica na base da página, você descobre o que quiser. O que aconteceu foi outra coisa e eu explico.

Já entrada a madrugada, o perfil @ptnacional, que não tem nada a ver com a direção do PT nem com a coordenação da campanha de Dilma (e isso pode ser comprovado visitando o próprio perfil), passou a republicar os tuítes dos internautas como se fossem criação sua, sem dar RT e sem informar quem eram os autores. Como sabem meus leitores, não sou exatamente um paranoico obcecado com o problema do plágio. Isso está documentado no blog. Quando encontro algum texto meu plagiado ou reproduzido sem crédito, o máximo que faço, se tanto, é publicar o link por aqui e avisar aos leitores. Em geral, isso é suficiente para que a pessoa, envergonhada, apague o plágio.

No entanto, o caso do dia 05 de setembro, eu notei de cara, era grave, porque o perfil @ptnacional tem mais de 6.000 seguidores e com certeza é confundido por muita gente com o perfil oficial do partido. Os plágios sucediam-se às dezenas, e eu só tomei a iniciativa de denunciá-lo (digo isso também para os amigos tuiteiros que me criticaram por “excesso de zelo ou paranoia”, "exagero" ou até por “ego”) porque eu previa que isso podia acontecer: o movimento ser desqualificado como “coisa do PT”, já que esse perfil (que é de um simpatizante do partido) estava agindo de forma irresponsável, plagiando, acrescentando a tag #ondavermelha e, fim da picada, exigindo RT ao seu plágio no momento em que os autores do tuítes reclamavam. Muitos outros tuiteiros denunciaram o fato na hora.

Reitero: isso aconteceu de madrugada, quando a esmagadora maioria dos internautas já havia ido para a cama com dores no estômago, provocadas pelo excesso de gargalhadas. A brincadeira já havia alcançado o topo dos TTs e produzido todo o efeito do qual sabemos. O grave erro da pessoa responsável pelo perfil @ptnacional não aumentou em nada o impacto do movimento e, mais importante, não retirou seu brilhantismo, que foi exclusivo mérito de internautas que atuavam espontânea e anarquicamente, como já relatei aqui.

Evidentemente, o PT não pode ser responsabilizado por algo feito por um perfil manejado por um simpatizante, da mesma forma que o Flamengo não pode ser culpado por um crime cometido por um torcedor rubro-negro, a não ser, claro, que se detecte cumplicidade com o malfeito (“um malfeito”, viu, Noblat, é diferente de “algo mal feito”). Essa cumplicidade, chamamento ou participação não existiu no caso do #DilmafactsbyFolha.

Considerando-se a extrema honestidade e coragem de Suzana Singer no tratamento deste episódio, seria elegante de sua parte publicar uma errata, já que o exposto aqui não é questão de opinião, mas da ordem do erro factual puro e simples.



  Escrito por Idelber às 17:01 | link para este post | Comentários (38)


Comentários

#1

Acho interessante que Suzana seja ouvidora de vez em quando, ao invés de ser advogada de defesa da Folha, como usualmente faz.

Roberto Locatelli em setembro 15, 2010 5:38 PM


#2

Eu confesso que ela me surpreendeu com essa coluna.

Idelber em setembro 15, 2010 5:39 PM


#3

OK, mas "zumbis petistas" é duro...

Marcelo P. em setembro 15, 2010 5:59 PM


#4

"Manada" também é horrível. Mas eu quis me ater ao que era da ordem do fato, justamente pra não desviar a atenção do importante: ver se vai ter correção...

Idelber em setembro 15, 2010 6:04 PM


#5

E dizer que a Folha é apartidária tb foi demais. Desde quando?
Dudu

Maria Celina C. A. Corrêa em setembro 15, 2010 6:10 PM


#6

É outra coisa que eu poderia ter pego, mas evitei pegar justamente por isso: quis me ater ao que é estritamente erro factual, comprovado por consulta aos arquivos.

Vejamos se vai haver correção.

Idelber em setembro 15, 2010 6:14 PM


#7

Alguém leu o editorial de ontem do Estadão?
Título: "Republiquetização do país"... Conclusão:

"(...) pelo menos quase 80% dela, aplaude e reverencia a imagem que comprou do primeiro mandatário, o "cara" responsável, em última instância, pela republiquetização do País.

Está errado o povo? A resposta a essa pergunta será dada em algum momento, no futuro. De pronto, a explicação que ocorre é a de que, talvez, o povo de Lula seja constituído de consumidores, não de cidadãos."

Que tal? Então, 80% do povo brasileiro NÃO são cidadãos. Somos todos um gado consumidor. Que nojo!


Maria Celina em setembro 15, 2010 6:14 PM


#8

Será o caso clássico de projeção? O Estadão projeta no "povo de Lula" o seu ideal, que todos sejam vistos como consumidores, não como cidadãos?

Leo Vidigal em setembro 15, 2010 7:05 PM


#9

Sem dúvida dá pra ler freudianamente esse editorial do Estadão...

Logo eles, virem com a oposição consumo x cidadania?

Idelber em setembro 15, 2010 7:07 PM


#10

Grande Idelber,

Sinceramente, as correções aqui feitas me parecem um tanto irrelevantes. O ato em si do reconhecimento é mais importante do que isso e, no contexto geral, essas correções pouco agregam. Acho que você devia nos brindar com alguns argumentos que linkassem o movimento #Dilmafactsbyfolha com o papel da internet no ato de desmascarar a mídia, daquele jeito extremamente bem fundamentado que só você sabe fazer. Não vejo tanta necessidade de se debruçar sobre um jornal que, todo mundo sabe, não tem mais credibilidade nenhuma. Isso me parece picuinha contra o jornal, que não merece tanto a nossa atenção assim.

E, nessa campanha em que muito se esperneou na grande mídia sobre a restrição ao humor na campanha, vale lembrar uma piada coletiva ganhou de lavada de qualquer troça feita por programa humorístico da televisão.

Grande abraço.

Paulo Morais em setembro 15, 2010 7:31 PM


#11

Paulo, é um post de importância menor, eu concordo, mas tinha que ser feito. Começou a propagar-se o meme de que "o PT tinha insuflado" o movimento e, sem um documento feito agora, depois fica difícil desmentir. Era isso.

Amanhã já tem post novo. Abração.

Idelber em setembro 15, 2010 7:37 PM


#12

[...] mas o maior ataque ocorreu no Twitter, a rede social simbolizada por um pássaro azul [...]

Por que mencionar que o Twitter tem um pássaro azul como logotipo para depois mencionar que o PT organizou uma "panelinha" para pichar a Folha?

Será que dá para depreender que o Twitter é território "tucano" e os "vermelhos" vão lá "trollar"?

(Hehehehe! Forcei a barra!!!)

Antonio Barros em setembro 15, 2010 7:51 PM


#13

Vejam a versão da FSP sobre o caso da recente entrevista de serra à CNT:

"Irritado, Serra ameaça interromper entrevista à rede CNT

CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ameaçou interromper, nesta quarta-feira, entrevista à rede CNT. No intervalo do primeiro para o segundo bloco, o tucano reclamou, irritado, da insistência em perguntas sobre pesquisas de opinião e quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB. Dizendo-se sufocado, ele chegou a tirar o microfone de lapela a pretexto de buscar uma coca-cola sem gelo fora do estúdio.

"Não vou dar essa entrevista, você me desculpa", disse Serra, repetindo que, se a pauta se restringia às perguntas do primeiro bloco, a entrevista estava concluída. "Faz de conta que eu não vim."

O diretor de jornalismo da emissora, Domingos Trevisan, foi obrigado a intervir e entrar no estúdio no momento de prenúncio de um bate-boca entre Serra e a apresentadora Márcia Peltier.

Serra concluiu o primeiro bloco afirmando que os dados fiscais de pessoas ligadas ao PSDB saira do comitê de Dilma Rousseff (PT). "Isso foi montado".

Supondo que o candidato se referia à entrevista, a apresentadora reagiu: "Montado para quem? Aqui não tem isso".

Foi aí que Trevisan entrou no estúdio. "Se a entrevista é essa, não preciso mais ficar", disse Serra.

Como a pauta acertada era de política e economia, Trevisan alegou que haveria outros três blocos, convencendo o candidato a permanecer.

No rompante, Serra acusou Peltier de reproduzir o argumento petista de que a quebra de sigilo de sua filha ocorrera antes do início oficial da campanha. Incomodado, perguntou se Dilma também concederia a entrevista. E sugeriu que dirigissem as perguntas à adversária petista.

Serra --que chegou à emissora reclamando de mal-estar-- tirou fotos ao lado de Peltier ao fim da entrevista. Como maior parte da discussão foi travada durante o intervalo, apenas parte dela será levada ao ar no programa que vai ao ar às 22h50."

fm em setembro 15, 2010 8:20 PM


#14

Se fosse Dilma, com certeza seria outro tom, mas não vejo grandes problemas com essa matéria não, Frank.

Idelber em setembro 15, 2010 8:24 PM


#15

A matéria da Folha citada por você não é tosca não.

A Folha merece críticas por ignorar os "Dilma Facts", mas não cabe criticar a matéria do Ronaldo Lemos, que é totalmente correta. Agora que os brasileiros se tornaram uma percentagem grande dos usuários do Twitter, tópicos sem nenhuma importância vão para o topo do ranking mundial.

Dancinhas do Rodrigo Faro no domingo à tarde, novos vídeos do Felipe Neto, que é um videologger com público restrito a adolescentes, e até uma suposta tentativa de suicídio de um cantor adolescente amador, cujos vídeos no YouTube nem tinham lá tanta audiência, foram para o topo do ranking.

O caso da "Dona Delma", citado pelo Ronaldo, é paradigmático. Foi uma brincadeira criada em uma comunidade do Orkut, e foi um dos assuntos mais tuitados DE TODOS OS TEMPOS. Note-se que os twitters brasileiros têm essa coisa de se unirem em campanhas para subir os tópicos no ranking, coisa que não é tão comum entre norteameicanos e britânicos.

E sim, com certeza isso "incomoda os gringos", que lotam os sites especializados em análise do Twitter de críticas e até xingamentos aos brasileiros -- que, sabemos, são conhecidos por ter na internet um comportamento um tanto bárbaro.

Marcus Pessoa em setembro 15, 2010 8:52 PM


#16

Peralá, Marcus, duas coisinhas:

1)não cabe criticar a matéria do Ronaldo Lemos, que é totalmente correta.

Não existe matéria "do" Ronaldo Lemos. O Ronaldo foi citado numa matéria. Essa é uma diferença importante.

2) E sim, com certeza isso "incomoda os gringos", que lotam os sites especializados em análise do Twitter de críticas e até xingamentos aos brasileiros -- que, sabemos, são conhecidos por ter na internet um comportamento um tanto bárbaro.

Você poderia explicar pra nós por que o fato de o comportamento dos brasileiros nas redes sociais "incomodar os gringos", coitados, que "lotam os sites especializados [...] de críticas e até de xingamentos aos brasileiros" seria um fato jornalístico relevante? O comportamento bárbaro nas redes sociais é exclusiva ou majoritariamente brasileiro? Existe algum link com pesquisa séria sobre isso?

Para o bem do argumento, consideremos que exista. Se a situação fosse a oposta, você acha que críticas brasileiras ao "comportamento bárbaro" dos americanos em redes sociais seria notícia em algum jornal gringo? Você não vê mesmo que essa é uma afirmativa extremamente colonizada, colocada ali por conveniência?

Idelber em setembro 15, 2010 9:10 PM


#17

Eu achei que os "erros" toscos da ombudsman neutralizaram o potencial positivo da primeira parte do artigo. Fiquei mesmo com a impressão de que ela assoprou e mordeu.

Não participei da brincadeira - infelizmente - mas fiquei indignada com a forma como ela tratou os tuiteiros que participaram: manada, zumbis petistas, velhos ressentidos com o jornal...

aiaiai em setembro 15, 2010 9:14 PM


#18

Marcus pessoa, meu filho...lê a economist da semana e abandone de vez esse pensamento colonizado, rapaz! Alias, nem precisa ler, basta ver a capa kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

aiaiai em setembro 15, 2010 9:16 PM


#19

A Folha, desde que desembarcou da campanha Serra com aquele famoso editorial, tem repensado a posição que ocupará depois das eleições. Uma derrota tucana não mudaria em substância como o jornal tem agido nos últimos anos, mas o tamanho da derrota que se avizinha muda tudo. Essa coluna nos dá boas pistas.

Agora, sobre o que aconteceu com o Serra na CNT é algo que merece atenção, tanto pelo desequilíbrio do candidato tucano, quanto pelo "acerto" para continuar a entrevista que me soou mal.

Hugo Albuquerque em setembro 15, 2010 9:44 PM


#20

Incrível como o Josias de Souza, da Folha, que vive insinuando que a Dilma é vadia, vagabunda e puta, não tenha se interessado pelo site pornográfico que a Secretária de Educação do governo Serra disponibiliza aos alunos da rede estadual de ensino.

ari alves em setembro 15, 2010 9:49 PM


#21

Hugo,

Não posso deixar de discordar quando você diz que a Folha desembarcou da candidatura do Serra. Eles estão mais engajados do que nunca! Eu poderia lotar a caixa de comentários do Biscoito com links que comprovam isso...

Abraço

Bruno Pinheiro em setembro 15, 2010 10:38 PM


#22

Outro dia o Matthew Yglesias fez um post sobre a eleição brasileira(Ele se perguntava sobre o "socialdemocracia" do PSDB) e logo surgiram uns malas comentando em português. Não vejo isso com artigos referentes a outros países. :P

André Kenji em setembro 15, 2010 10:59 PM


#23

O problema é maior. O ombudsman mundo afora geralmente se ocupa de *detalhes*, como o trabalho de um colunista especifico, alguma cobertura especifica ou sobre alguma matéria. Quando o ombudsman é obrigado a falar sobre o andamento do jornal como um todo a coisa tá feia.

André Kenji em setembro 15, 2010 11:03 PM


#24

Bruno

Explico-me: Desembarcou institucionalmente, tirou o corpo - mas, claro, não a "alma", porque aí ia ser demais mesmo.

abraço

Hugo Albuquerque em setembro 15, 2010 11:28 PM


#25

Supondo que o candidato se referia à entrevista, a apresentadora reagiu: "Montado para quem? Aqui não tem isso".>>>

Acho que o problema desta matéria é este trecho vergonhoso. Pra quem ouviu a entrevista, fica claro que Serra acusa o programa de ser montado. Não foi suposição errada da apresentadora.

Cajueiro em setembro 15, 2010 11:28 PM


#26

Gostei muito do blog

Se não se importa aproveito para promover o meu recente blog onde exponho os meus desenhos www.thesearemydrawings.blogspot.com
vejam e comentem

obrigado

miguel em setembro 15, 2010 11:42 PM


#27

Idelber, já está no youtube o áudio de Serra trogloditando com a Márcia Peltier.
A versão da Folha, pra variar, é falseadora.

Jair Fonseca em setembro 16, 2010 12:16 AM


#28

Aqui no meu canto, Mestre Biscoito, eu achei que foi elogio demais à Suzana Singer. Gostei mais do sarro no Noblat em meia linha, do que afirmar que é "louvável e digna de aplausos a coluna de domingo" e considerar "extrema honestidade e coragem" o simples fato de contar o que de fato aconteceu, e que a Folha não contou. Extrema honestidade? Ora, cacete, ela é ombusdman pra quê? Pra isso mesmo. Esses elogios, muito rasgados a meu ver, parecem: 1) torcida para que a ombudsman continue assim, aí Suzana, tamos com você; quem sabe ela se anima e se arrisca a ser demitida; 2) Uma outra torcida, ou esperança, de que a Folha esteja retomando o equilíbrio e ainda mereça algum respeito porque publica uma coluna como a de domingo; 3) Saudade. Só saudade do tempo em que ombudsman na Folha, como o Mário Magalhães (pra citar o último recente que valeu a pena ler), dava esperança de que a crítica interna ao jornal era 100% honesta. Não é mais, infelizmente não é mais, e parece que não tem volta.
"O apartidarismo -e não ter medo de crítica- sempre foram características preciosas deste jornal". É o parágrafo final da coluna da moça. Apartidarismo na Folha, Seu Biscoito? Então tá. E "não ter medo de crítica" pode ser tranquilamente trocado por "não ter medo de ser exposto ao ridículo". Medo não, vergonha.

Plinio J. V. Lins em setembro 16, 2010 1:50 AM


#29

E quando seu texto não apenas é reproduzido sem créditos, mas modificado a ponto de subverter o sentido último do que disse?

Foi o que aconteceu com um texto meu, reproduzido pela Revista Ufo. Sim, Revista UFO. Vá vendo...

Danilo A. em setembro 16, 2010 2:36 AM


#30

Acabei exagerando na delicadeza, né Plinio? Tá vendo, eu só sei entrar de sola mesmo! Quando vou jogar de armandinho, no meio-campo, saem essas firulas aí.

Mas no Twitter eu vou pentelhar pela correção, ah, isso eu vou! Porque é da ordem do fato. Ela que escreva "zumbi petistas" e "manada" quantas vezes quiser. Mas o que é da ordem do fato, que seja corrigido. Acho que daí veio o meu excesso de delicadeza.

Idelber em setembro 16, 2010 3:02 AM


#31

Campanha no TWitter:

Carta Aberta ao Assinante da Veja
- http://tinyurl.com/2wcpxf8 -
#CanceleVeja #BoicoteAnunciantesDaVeja

foo em setembro 16, 2010 7:41 AM


#32

QUATRO CIDADELAS SOB ATAQUE: O QUE PRECISA SER DEFENDIDO

Por Mauro Carrara - NovaE

Nada está ganho. E, sem alarmismo, a democracia corre perigo. Sempre correu. Sempre correrá.
Setembro é um túnel. É um túnel de fogo. E a temperatura está próxima do ponto de ebulição.

Os partidos neofascistas e o consórcio terrorista Globo-Abril-Folha-Estadão (GAFE) seguem a operação de sabotagem informativa, cometendo crimes que são solenemente ignorados por policiais, promotores e juízes.

E se o objetivo é proteger o Brasil, o Estado de Direito e o processo de crescimento acelerado com inclusão e desconcentração da riqueza, há quatro cidadelas a serem defendidas.

1) As igrejas, sobretudo as evangélicas pentecostais, tornaram-se centros de pregação do ódio e de disseminação da infâmia. Inúmeros bandidos de terno e gravata, autodenominados "pastores", proferem diariamente sermões destinados a caluniar e difamar a candidata Dilma Rousseff. Chamam-na de filha do diabo, assassina de crianças, prostitua e assaltante.

2) A Internet passa agora a ser inundada por milhões e milhões de e-mails caluniosos. São distribuídos por mais de 650 funcionários contratados pelos partidos neofascistas, por membros dos grupos restauracionistas da Ditadura Militar (vide Ternuma) e por membros de grupos neonazistas, como a Tribuna Nacional, de Ingo Schmidt.

3) Os "formigas" do "porta-em-porta". Os partidos neofascistas pretendem mobilizar até 10 mil pessoas para visitar estabelecimentos comerciais (como bares e padarias) e residências. O objetivo é espalhar o terror acerca de Dilma Rousseff. A Zona Norte da capital paulista, em bairros como Tucuruvi e Parada Inglesa, já vem sofrendo com esses "arrastões" há mais de uma semana. Depois de se apresentar, o agente tucano pergunta à dona de casa: "a senhora sabia que a Dilma foi assaltante de bancos e matou pessoas indefesas?"

4) A grande mídia deve lançar outros inúmeros factoides até o dia 3. Um deles tende a lançar a teoria de que Dilma matou a esposa de outro membro da resistência à Ditadura Militar. Esse assunto vem sendo discutido diariamente nas redações. Ideia defendida por Roberto Gazzi, do jornal O Estado de S. Paulo, tem o aval de Eurípedes Alcântara, um dos chefes do Instituto Millenium.
As cidadelas da fé, da virtualidade, do domicílio e da máquina informativa precisam, portanto, se transformar em campo aberto de combate nestes próximos dias.

Toda energia será necessária para barrar o último ataque bárbaro. E ele virá em forma de avalanche.
A partir de agora, os defensores da Democracia devem estar alertas. Devem dormir menos. Devem usar todo o tempo livre para combater nos fronts virtuais, disseminando a verdade e rechaçando com vigor o avanço neofascista.

Faça de seu teclado uma metralhadora, mas não para provocar a morte; e sim para defender a justiça, o direito e a vida.
A hora é agora; quem sabe a faz, não espera acontecer.

fonte: http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1588

alex em setembro 16, 2010 2:32 PM


#33

Idelber e "Aiaiai": o comportamento bárbaro dos brasileiros na internet é fato público e notório. Aliás, não só na internet.

E claro que isso é fato jornalístico relevante, pelo menos no Folhateen, que é um caderno feito para adolescentes e com pauta leve e de fait divers. Foi para lá que foi pautada a matéria criticada.

Marcus Pessoa em setembro 16, 2010 3:21 PM


#34

Alex, por favor, coloque só o link. Não precisa reproduzir pilhas de textos de outros lugares na íntegra, sendo que existe um link.

Para isso há essa coisa chamada link.

Idelber em setembro 16, 2010 3:27 PM


#35

Idelber, queira ou não, o texto da ombudsman foi positivo. Acho que uma entrada de sola não surtiria o efeito que, espero, tenha este post.

A mim, parece mais sensato esse tipo de texto. Fala a mais posições do espectro político...

Danilo A. em setembro 16, 2010 3:57 PM


#36

Eu não tenho tanta certeza sobre encaminhar o discurso para abrangência do espectro politico, seja mais ou menos sensato.
Para mim, no pé em que as coisas estão, isso poderia determinar como as coisa vão rolar por aqui nos comentários.
Acho que os lados estão bastante definidos e muito pouco propícios a realmente debaterem política. A quantidade de argumentos produzidos pelo Idelber e comprovados com links, números etc, é enorme. Assim como os debates sobre.
Mas, de certa forma, foi um exercício de retórica, ninguém saiu mudado do ponto de vista da escolha.
Só após o Idelber ter pegado forte contra a imprensa, porque esta mente descaradamente a favor de uma candidatura, é que apareceram os os defensores da democracia, da imparcialidade, da transparência, do equilibrio e da sensatez. Ao ponto de cobrarem de nós o comedimento da autocrítica, no momento histórico em que temos a nosso favor uma política efetivamente vitoriosa.
Eu posso até estar enganado, e se estiver não é por muito, mas não houve entre os que acusam o Idelber pelos pontapes, um pingo de indignação em relação à as mentiras da imprensa.
E é bom lembrar que a imprensa nós nnao escolhemos pelo voto, os político sim.
Mas se o blogue não muda a opinião dos contrários, reforça o endoço de quem é a favor.
Por outro lado, a globo, folha de são paulo, veja e outros, também não foram efetivos em mudar opiniões. Muito pelo contrário.
Mas pela minhas contas, dadas as diferênças, de projeção/exposição, eles estão perdendo feio.
Mas não se pode contra argumentar dizendo que os blogues (sujos), aos quais incluo este, ou seus argumentos, fossem falaciosos.
A questão é que os jornalões estão, estes sim, entrando de sola na mentira. Numa orquestracão que já pode ser considerada como sendo a mais sórdida da história do pós ditadura.
E contra essa fabrica diária de mentiras , além de nós, não protestaram.

fm em setembro 16, 2010 7:01 PM


#37

Quero só ver se a Suzana Singer vai durar depois de um comentário desses....

Também fiquei bastante surpreendido, mas deu pra perceber que ela deu uma puxada de sardinha ao jornal que presta serviços para deixar a crítica mais branda.

Mas, de qualquer forma, não deixa de ser admirável o texto da Ombudsman.

Abs!

Tiago Ferreira em setembro 16, 2010 7:30 PM


#38

Eu adoro quando as pessoas dizem que algo é fato público e notório mas não conseguem citar um estudo, oferecer um link, apresentar uma tutameia de documentação para sustentar o "fato".

Continuo esperando prova de que o "comportamento dos brasileiros nas redes sociais é bárbaro" e argumentação sobre por que isso seria fato relevante, justamente--ai, que coincidência!--na semana em que a Folha foi internacionalmente humilhada no Twitter.

Idelber em setembro 17, 2010 5:30 AM