Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.
Fita crepe é o caralho! Meu nome é bolinha de papel, porra!
O dia de hoje mereceria um post caprichado. Ontem, dois conglomerados máfio-midiáticos brasileiros aprofundaram um pouco mais o seu processo de ridicularização. De manhã, a Folha foi desmoralizada pelo texto de sua própria reportagem e, à tarde, pela Polícia Federal. À noite, a Rede Globo de Televisão foi desmoralizada por ... uma bolinha de papel.
Haveria muito que se escrever, mas eu sou obrigado a dar outra pausa no blog. Viajo de novo no domingo, desta vez para o Chile, convidado a um encontro internacional de especialistas na obra de Walter Benjamin, que se reunirão em Santiago, em evento comemorativo dos 70 anos da morte do grande pensador alemão. Nas próximas duas semanas, então, o calendário do blog é o seguinte: até domingo estarei escrevendo a minha apresentação e até quinta-feira que vem estarei no Chile. Haverá atualizações no blog, mas elas acontecerão de forma bem lenta e precária. Na quinta-feira, eu retorno do Chile e, aí sim, entro de sola na cobertura da reta final da campanha e da apuração dos números de domingo, esperando que Dilma me dê aquele presente de aniversário no dia 31. Enquanto eu estiver a maior parte do tempo offline, volta a moderação de comentários. E a aprovação vai demorar, portanto, paciência.
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Deixo com vocês alguns links que valem a pena serem lidos. Primeiro, sobre o episódio da quebra do sigilo da filha de José Serra, leia:
Depois de a Folha estampar manchete tentando implicar o PT numa quebra de sigilo oriunda de guerra intra-tucana (PF liga quebra de sigilo à pré-campanha de Dilma), o UOL foi obrigado a encontrar um cantinho para a nota da Polícia Federal que desmascara o jornal.
O que a investigação da Polícia Federal confirmou é aquilo que, de forma alegórica e críptica, mas evidentemente compreensível para quem tivesse um pouquinho de familiaridade com o tema, O Biscoito Fino e a Massa relatou no longínquo dia 03 de setembro, quando toda a imprensa brasileira armava um auê com a acusação que José Serra fez a Dilma, e da qual, agora, ele não quer nem ouvir falar. Se o que relatei aqui no dia 03 não fosse a verdade, não teria ocorrido tanta confusão lá na Av. Getúlio Vargas, 291, não é mesmo, caros amigos do Estado de Minas?
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Sobre o episódio de Campo Grande, sugiro, em primeiro lugar, que você assista ao vídeo do SBT:
Depois de passear pelas mentiras de Noblat, mentiras da Veja, mentiras de Indio, mentiras da Globo, entenda por que Serra levou tantos seguranças ao evento em Campo Grande lendo a explicação de Flávio Loureiro acerca do ódio que mantêm por ele os trabalhadores conhecidos como mata-mosquitos, cujo sindicato se localiza precisamente em Campo Grande. A reintegração desses trabalhadores, escorraçados por Serra na época em que era Ministro da Saúde, foi conseguida em 2005. Para quem não se lembra, os trabalhadores mata-mosquitos levaram uma enorme réplica de um mosquito da dengue à inauguração do comitê de Serra em 2002.
No Twitter, claro, a farsa de Serra, Globo e médico foi imediatamente ridicularizada. Bombaram durante toda a noite e chegaram ao topo dos Trending Topics as tags #boladepapelfacts e #SerraRojas (para quem não acompanha futebol: Rojas é um goleiro da seleção chilena que simulou ter sido atingido por um foguete no Maracanã, em episódio que nos rendeu uma capa de Playboy--'a fogueteira'- e que é lembrado até hoje pelos chilenos como uma das maiores vergonhas da história do futebol no país). Siga os links sobre as tags para deliciar-se com mais um espetáculo de criatividade tuiteira.
Não posso deixar de notar que minha querida Democracia Socialista arrasou ontem no Twitter. Quem iniciou a tag #SerraRojas foi o Deputado Doutor Rosinha e quem iniciou a tag #boladepapelfacts foi o Mateus Araújo, ambos ligados à corrente política petista com a qual este blogueiro também mantém suas relações de simpatia e preferência.
O título que escolhi para este post não foi ideia original minha: é cortesia d'Opetista, a quem copiei. Ele alude, para quem não se lembra, a uma famosa frase de Zé Pequeno no filme Cidade de Deus.
Volto, então, intermitentemente ao longo da próxima semana e com força total na próxima quinta. Agora eu preciso ir ali, me preparar para não fazer feio em Santiago, porque o time que estará lá é de primeira.
Caros,
A questão não pode ser tratada de forma leviana. Fontes bem informadas asseguram que a "bolinha de papel" na verdade era um santinho de São Bento, com a oração de exorcismo (que termina com Ipse Veneas Bibas), imersa em água benta temperada com alho. As consequências podem ser muito graves...
Não se pode afirmar que é verdade, mas também não se pode afirmar que é falso.
[]s
Ei! Ando meio por fora, mas notei as palavras "Em Tempo" com um certo destaque na página da DS, de que confesso não ter ouvido falar mais que lateralmente. Alguma relação com o jornal Em Tempo do fim dos anos 70.
(Pausa cabotina: apareci numa capa do Em Tempo lá pelo fim de 78 ou início de 79 - ou sei lá.
Preciso começar a ter relações mais orgânicas, de novo, com alguém. Vou prestar atenção da DS.
Tomás, ter aparecido na capa do "Em Tempo" no final dos anos 70 não é para qualquer um, não! Isso é coisa para pôr no currículo!
Sim, claro, a relação pela qual você pergunta existe. O "Em Tempo" foi o jornal da organização (naquela época a chamávamos de "organização", e não de tendência) a partir do momento de constituição da DS, no fim dos anos 70.
2- A primeira coisa que me veio à mente quando vi a bagaça foi Rojas, será que foi Ernst MAndel e Löwy que nos ensinou bem? (não sou mais da DS, mas já fui tempo suficiente pra ainda ser identificado com a 4ª)...
3- Benjamin me lembra uma ida minha à livraria:
"Tem HAxixe?", a vendedora respondeu:
"Não, tenho Ópio (Maxence Fermine)"
"O que a investigação da Polícia Federal confirmou é aquilo que, de forma alegórica e críptica, mas evidentemente compreensível para quem tivesse um pouquinho de familiaridade com o tema, O Biscoito Fino e a Massa relatou no longínquo dia 03 de setembro, quando toda a imprensa brasileira armava um auê com a acusação que José Serra fez a Dilma, e da qual, agora, ele não quer nem ouvir falar"
Acho essa afirmação tão prematura quanto a que liga o "dossiê" a campanha da Dilma. A nota da PF ficou bem longe de confirmar isso. Vamos ver 2 parágrafos da nota emitida pela PF:
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"4- As provas colhidas apontam que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas DESDE O FINAL DE 2008 NO INTERESSE DE INVESTIGAÇÕES PRÓPRIAS;
5- Os dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, MAS NÃO FOI COMPROVADA SUA UTILIZAÇÃO EM CAMPANHA POLÍTICA;
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Na minha opinião, o jornalista quis se "dar bem". Primeiro, para talvez ajudar realmente o Aécio, ou produzir uma matéria jornalística de repercussão. Depois, acho que tentou vender o material para a campanha da Dilma. Não dá para provar que o material foi produzido a mando do Aécio ou da Dilma.
Pois é, NRA, existe a sua opinião e existem os fatos. E o que relatei naquela historinha são fatos. Não são opiniões. É evidente que você é livre para não acreditar. Fica a seu critério.
Apareci entre o Lipe e o Nilton Santos, numa passeata em Paris, mas alguém pintou uma barba na minha cara. :-)
Pouco antes, os fundadores do MEP no exterior tinham posto o meu "nome" no documento de fundação. Eu tinha 20 ou 21 aninhos, já com oito anos de exílio e três golpes de estado nas costas (quatro, contando com o nosso)...
Tomás, nós temos que conversar um dia. A DS foi formada pelo agrupamento de gente que vinha do MEP, da ORM-POLOP e da AP-ML. Foi se congregando todo mundo em torno do jornal Em Tempo. Foi a primeira corrente de esquerda a apostar de cara no PT. Aqui vai um excelente artigo (pdf) que conta um pouco da história da organização (depois tendência)
LAMENTÁVEL VER ESSE TAL DE SERRA APELANDO EM REDE NACIONAL.O DESESPERO TÁ BATENDO NA PORTA DELE E COM ISSO ELE QUER CRIAR ASSIM COMO ELE MESMO FALA : FACTÓIDES.
E o pior de tudo, como escrevi hoje no Ouro de Tolo, é que esta campanha midiática está gerando uma espécie de "ódio de classe", em especial nas zonas mais abastadas.
Eu, que moro em um bairro de classe média, venho sendo muito hostilizado devido à minha opção por Dilma, inclusive no próprio prédio em que resido.
Uma outra coisa é que Dilma, eleita, vai ter de enfrentar estes conglomerados midiáticos. O que está acontecendo pode ser tudo, menos liberdade de imprensa.
abraço forte.
p.s. - quer dizer que o Professor Idelber é escorpiano como eu ? Isso muito me honra...
O Serra foi, querendo ou não, agredido. É vergonhoso. Seja bolinha de papel ou uma pedra (não que eu ficasse triste se fosse uma pedra, claro), mas esse tipo de coisa é o que a mídia precisa pra fazer do Serra um coitadinho acuado pelos guerrilheiros do lulo-petismo.
Serra vem tentando forçar choro em cada debate - claro, não consegue, vampiro não chora -, e vem tentando nas suas propagandas se mostrar o coitadinho e uma estupidez de jogar alguma coisa no vampiro é exatamente o que ele precisa.
Entendo a raiva, o ódio, eu mesmo sou tentado a aplaudir o ato, mas devemos manter os pés no chão.
Claro, a reação do infeliz foi ridícula, mas orquestrada.
Aliás, eu só fico com uma dúvida, que me faria rever tudo que escrevi acima: Alguém viu quem jogou a bolinha de papel? Certeza de que foi petista?
Passei a minha infância e adolescência como tarefeiro da Fração Bolchevique da PO na revista Campanha e por isso mereci ser "fundador" do MEP no exterior, provavelmente porque precisavam de alguém pra fazer o café ("servir, nunca!") e eu estava à mão. Já estava me afastando deles desde 1975 em Portugal, por vários motivos. Gosto de achar que um texto que escrevi naquela época, "Por um partido operário de massas e democrático", foi um dos primeiros prenúncios do PT, mas ninguém me levava muito a sério; e, quando o PT finalmente foi fundado eu já estava bem longe. O MEP, a não ser por um breve período brigando com a turma do ZD num diretório do PT no interior de Goiás, foi a minha última experiência de militância orgânica.
Raphael, olho na ingenuidade, querido. Serra não foi "agredido" coisa nenhuma. Ele levou uma tropa de brutamontes para passear nos arredores do sindicato de trabalhadores que mais o odeia no Brasil. Aquele forte esquema de segurança não é comum, nem mesmo em caminhadas de políticos do PSDB. E você se perguntou por que ele foi a Campo Grande, e não a Bangu, Realengo, Ipanema ou Leblon? Pois é... Você não se lembra, mas eu me lembro de Caxias 1989.
Jo$ia$ de $ouza tá tentando limpar zé-gola da Folha com a Veja, pode? A prova maior do tucanismo desse inescrupuloso Jo$ia$ de $ouza é o bicho ter de recorrer à revista Veja para defender o seu patraozinho. É um crápula. Tão nefasto quanto o outro crápula da Globo, o Noblat
Idelber e Tomás, eu já apareci num artigo de denúncia de prisão num número do "Em Tempo", de 1978.
No caso, a prisão foi a minha mesmo, junto com minha namorada, de 17 anos, quando vendíamos o jornal na noite de BH.
Tomei um cacete no quartel de Santa Efigênia, fui interrogado por um oficial na Secretaria de Segurança Pública da Praça da Liberdade (que lia e comentava, com falsa bonomia, os poemas que encontrou em meu caderninho e lembrava quando "presidia IPMs") e fui fichado por um sinistro policial do DOPS. Para minha suprema humilhação de revolucionário, minha mãe e os pais de minha namorada tiveram que nos buscar...
Lembro que a capa desse número do jornal era uma grande foto de uma fábrica, com a placa PARE, em primeiro plano, quando das greves do ABC.
Participei da PO e do MEP, também, e daí a pouco era a vez de largar os grupelhos e formar o PT.
José Serra usou o mesmo método de Fernando Collor no comício de Caxias do Sul, em 1989. Não dá para não comparar. Os dois são representantes do submundo. Qualquer submundo!
Idelber, aquela bolinha de papel, além de atômica, veio equipada com dispositivo de tempo, pois o Serra só começou a sentir o seu "traumatismo craniano" após um telefonema via celular.
E concordo com o Pedro Migão, também ando sentindo uns olhares estranhos vindo de colegas de rua e prédio (não do trabalho), que sabem que sou eleitor do PT. Com essa história de seus asseclas abusarem dos adjetivos vagabundo, ladrão, assassino, facção criminosa, entre outros, Serra está fazendo com que parte de nossa conservadora classe média nos odeie, e nos acuse justamente estar dividindo o país. Serra não tem escrúpulos!
Em tudo isso e mais a "palestrinha" de FHC, mais leituras como essa aqui: http://www.strategic-culture.org/news/2010/10/07/elections-in-brazil-and-the-us-intelligence-community.html
Dá para ver o que está em jogo, e por que Serra joga pesado.
Um abraço.
O episódio da bolinha de papel foi, de fato, ridículo, mas por favor tenham a hombridade de pesquisar um pouco sobre o Dr. Jacob Kligerman antes de questionar sua capacidade profissional.
Independentemente de suas opções políticas, trata-se de um dos maiores oncologistas do Brasil e do mundo.
É um Pitanguy, um Jatene, um Sami Arap da oncologia brasileira e mundial, idolatrado pela comunidade médica brasileira e por milhares de seus pacientes, tanto os que pagam uma fortuna para em sua clínica particular quanto os que são presenteados com seu precioso tempo trabalhando por uma merreca nos hospitais públicos.
A propósito, não o conheço e não tenho procuração para defendê-lo, mas me sinto ofendido pela sugestão de investigação pelo Conselho Federal de Medicina.
Não há, em nenhuma de suas declarações de ontem, qualquer indício de que comprou o factoide.
Nenhum médico desse porte poria sua reputação a serviço de qualquer político - Jacob nunca viveu disso e pode dispensar esse tipo de trabalho sujo a esta altura da vida profissional.
Nem tudo que vem das organizações Globo é serrismo. Mas claro que é o serrismo que passa em horário nobre e vai pra capa do jornal. O contraponto fica escondido em um blog do portal.
Tbm moro na zona sul do RJ e no meu círculo de relacionamento apenas uns 10% votam na Dilma. Eu sempre segui o Lula, tenho 47 anos e acompanhei toda a sua trajetória, apoiando-o em todas as suas candidaturas.
Não sou filiada ao partido mas tenho feito o que posso para disseminar um pouco de esclarecimento ao meu meio. Sigo o @Iavelar no twitter e através das notícias vou divulgando no meu facebook.
lamento profundamente que o meu Estado não tenha uma concorrência a altura para contrapor as aberrações que são divulgadas de forma vergonhosa no único impresso aqui existente no momento.Estamos vivendo um monopólio editorial informativo que infelizmente possui uma força descomunal e, certamente, convence grande parte de seus leitores.
Apesar de tudo isso, estou certa de que venceremos esta batalha!
Tbm moro na zona sul do RJ e no meu círculo de relacionamento apenas uns 10% votam na Dilma. Eu sempre segui o Lula, tenho 47 anos e acompanhei toda a sua trajetória, apoiando-o em todas as suas candidaturas.
Não sou filiada ao partido mas tenho feito o que posso para disseminar um pouco de esclarecimento ao meu meio. Sigo o @Iavelar no twitter e através das notícias vou divulgando no meu facebook.
lamento profundamente que o meu Estado não tenha uma concorrência a altura para contrapor as aberrações que são divulgadas de forma vergonhosa no único impresso aqui existente no momento.Estamos vivendo um monopólio editorial informativo que infelizmente possui uma força descomunal e, certamente, convence grande parte de seus leitores.
Apesar de tudo isso, estou certa de que venceremos esta batalha!
Sempre achei ridícula essa história do sigilo bancário, não por pouco importante, mas porque:
1. não vi em nenhum ponto da história o envolvimento da Dilma (e até achar algum, se existir, aff...)
2. a discussão é inútil (mesmo se houvesse algum envolvimento da Dilma na história, isso tiraria algum mísero voto de alguém?)
Sua historinha do Aécio? Ganhou mais um ponto em plausibilidade. Não é impossível.
Aquela bola de papel "terrorista" contra o Serra foi demais... :p
O pior é que se vão aproveitar disso para "sacar" mais uns votos.
Enfim... o custume.
caros,
a questão é: dá para garantir que foi uma bilinha de papel?
Não.
Dá para afirmar que foi um objeto pesado?
também não.
OS militantes do PT jogaram algo no Serra?
Sim.
Houve confusão a partir do confronto?
Sim.
Logo, o incidente foi ridículo. A atuação dos militantes do PT idem.
abs
Pessoal, vamos repassar o video do sbt pros amigos, parentes e quem vai votar no serra mas não ta totalmente convencido... vamos nos mobilizar... muita gente só viu a versão do jornal nacional... não adianta acharmos que todo mundo viu na internet... no uol, no terra e globo não tem o video na home... passem, repassem, vamos botar esse video no email de todo mundo. todo mundo mesmo. vamos lá que a batalha não esta ganha ainda... abraços
Esse vídeo mostra isso bem claramente, que foram dois momentos diferente - a bola de papel foi em um momento e a bobina de adesivos que machucou o Serra foi 20 minutos depois.
Não vamos nos esquecer que uma repórter da Globo tomou uma pedrada na cabeça - sangrou e tudo o mais.
acaba de passar a imagem verdadeira da agressão ao Serra no JN. houve a bolinha de papel, mostrada pelo SBT, e quinze minutos depois um objeto mais pesado. são duas imagens complemente diferentes, em momentos diferentes. não é minha opinião, é a verdade. é só checar.
o que me surpreeende realmente é a tendência petista, lamentável, de fazer da vítima o culpado. desumano. e o Lula entrar nessa questão, chamando o candidado de "esse cidadão", e mais uma vez sem ter a mínima ideia de como a banda tocou, realmente só mostra a pequenez moral do nosso presidente.
se vocês acham que agressão está valendo, caros petistas, o futuro dessa velha discórdia entre PSDB e PT vai terminar muito mal. Mesmo que fosse bolinha... hoje era a bolinha, amanhã seria o quê, já que o próprio presidente da república insufla o confronto?
pensem no que vocês estão fazendo.
abs
Qual sua opinião sobre o segundo objeto a atingir a cabeça do Serra, e nobre atitude do Presidente da Republica de tratar daquela maneira, uma pessoa com o voto de milhões de brasileiros. Queiram ou não ele teve o voto de milhões de brasileiros.
Bem que o SBT tentou criar uma historinha de "armação" do Serra quanto a agressão. E o vídeo postado por eles dá bem a entender isso. Infelizmente para eles surgiu um outro vídeo, mostrando o Serra sendo atingido por outro objeto, acontecimento este posterior ao da bolinha de papel. E isto foi destrinchado agora a pouco no Jornal Nacional. Ficou feio para o SBT, o programa da Dilma (que repercutiu a bolinha) e o Lula (que fez um discurso hoje sobre o assunto).
"
Ontem Serra anunciou ter feito uma tomografia para avaliar os estragos produzidos pela bolinha de papel. Ele e o médico anunciaram 24 horas de repouso.
Hoje, em Maringá, Serra justificou assim o atraso de duas horas em uma reunião eleitoral:
Ao chegar ao evento, Serra se desculpou pelo atraso de cerca de duas horas. Disse que ficou gravando até tarde da noite desta quarta para o horário eleitoral gratuito.
"
21/10/2010 20h12 - Atualizado em 21/10/2010 21h55
Saiba mais sobre o evento em que Serra foi atingido no Rio
Caso se tornou uma das principais polêmicas da campanha.
Tucano se diz 'agredido e atingido'. E Lula diz que Serra mente.
Do G1 RJ
imprimir
Uma caminhada do candidato José Serra (PSDB) no Rio, na quarta-feira (20), transformou-se em uma das principais polêmicas da campanha à Presidência da República. Nesta quinta (21), em seu programa na TV, Serra mostrou as imagens, dizendo que foi "agredido e atingido na cabeça". E o presidente Lula, em discurso, acusou Serra de mentir sobre a agressão.
O G1 ouviu três jornalistas que participaram da cobertura da caminhada, cada um de um veículo diferente, para tentar traçar a sequência dos fatos. Os fatos narrados abaixo também levam em conta o registro feito pelo SBT, que flagrou o momento em que uma bola, aparentemente de papel, atinge a cabeça de Serra; um vídeo divulgado pela Folha.com, gravado com celular; e os relatos das repórteres do G1 e da TV Globo no local.
O episódio ocorreu na tarde de quarta no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio (veja fotos). O bairro fica a cerca de 70 km do Centro, e o evento ocorreu em uma área de forte comércio popular. Serra deixou o local e foi levado a uma clínica na Zona Sul. O médico que o atendeu diz que não constatou ferimentos, mas recomendou 24 horas de descanso, e Serra cancelou o restante dos compromissos de campanha que teria no dia.
A seguir, a cronologia:
- Militantes do PSDB, na maioria mulheres, aguardavam Serra. Havia vários pastores. Dois dos jornalistas maracaram o horário. O horário era por volta das 12h20.
- Às 12h50, chegam militantes do PT. Passam na frente dos militantes do PSDB. Militantes do PT falam algo provocativo aos do PSDB. Os militantes do PT descem o calçadão e ficam distantes dos do PSDB.
- Pouco depois das 13h, Serra chega e começa a caminhada. Com cerca de dez minutos de caminhada, alguns militantes do PT começam a gritar "Dilma". Havia também um grupo conhecido como "os mata-mosquitos", formado por ex-agentes de saúde demitidos na época em que Serra foi ministro da Saúde, que mostravam um cartaz com os dizeres "Serra, quem é Paulo Preto?", em referência ao ex-diretor da Dersa, uma empresa pública de São Paulo.
- Por volta das 13h25, militantes do PSDB e PT começam a gritar uns com os outros. Mas os militantes do PT ainda estão distantes do candidato, e a caminhada continua. Serra vai de loja em loja, cumprimentando eleitores. Aparenta tranquilidade.
- Por volta das 13h30 militantes do PT começam a se aproximar de Serra.
- O tumulto aumenta e, segundo os jornalistas, testemunhas dizem que, neste momento, bolinhas de papel foram jogadas em direção a Serra.
- Teria sido neste trecho, em que Serra perto de uma farmácia, que a câmera do SBT flagrou um objeto atingindo a cabeça de Serra. O objeto parece uma bola de papel.
- O candidato é levado para dentro de uma farmácia por assessores e seguranças.
- Um repórter ouviu um segurança falando que seria mais seguro Serra voltar para a van que o tinha trazido.
- Serra sai da loja e começa a ser levado para a van. Militantes do PT mais uma vez tentam se aproximar dele. Começa um empurra-empurra, e há troca de agressões entre militantes.
- É neste momento que, segundo testemunhas, Serra teria sido atingido por uma bobina de fita crepe. Os pastores Maurício Teixeira e Paulo César Gomes, da Igreja Assembleia de Deus do Poder e Gloria, dizem que estavam presentes no momento em que Serra foi atingido. “Eu vi que ele foi atingido por uma bobina de fita crepe quando caminhávamos. Estava muita confusão. Mas ele não ficou machucado, não se feriu”, disse.
- Já o pastor Gomes, entrevistado na quarta pelo G1, afirmou que também viu o momento em que o candidato foi atingido. “Eu estava abraçando o Serra, e ele levou um rolo de fita crepe na cabeça. Eu levei uma paulada, que era uma espécie de cabo de vassoura”, contou.
- Antes de entrar na van, fotógrafos registram o candidato com a mao na cabeça.
- Ao entrar na van, Serra diz a um fotógrafo que está "grogue", mas bem.
- O carro com Serra anda alguns metros e para. Serra fica um tempo na van, desce de novo, anda um pouco e cumprimenta alguns eleitores.
"
NÃO SEI SE alguém se surpreendeu com as últimas pesquisas, que parecem consolidar a caminhada de Dilma rumo ao Palácio do Planalto.
Eu não.
A campanha de Serra é repulsiva, e acabou por afugentar do PSDB gente que, como eu, tradicionalmente opta pelo partido.
O episódio de ontem no Rio é apenas mais um de uma lista de pequenas trapaças de Serras. Ele é provavelmente a primeira pessoa no mundo a fazer tomografia por receber uma fita crepe na cabeça. O médico que o atendeu disse, constrangido, que o exame acusara o que todo mundo já sabia. Não havia problema nenhum.
"
Acabo de analisar o segundo video, o que teria o suposto segundo objeto. Além do efeito que vc menciona twitter, do Serra continuar andando, há vários problemas para o tal rolo de fita sugerido pelo Molina no JN:
1) A qualidade da imagem é muito ruim. Um perito responsável só teria uma conclusão correta: não é possível fazer qualquer afirmação definitiva sobre o fato;
2) O tal objeto aparece e desaparece de repente. Nenhum relance dele chegando ou caindo em direção ao chão, após o suposto impacto. Pela posição da mancha na cabeça do Serra, o projétil (ironia) deveria vir de algum lugar no ângulo de visão da câmera;
3) A qualidade da imagem é realmente ruim. Alguns fenômenos interessantes acontecem na careca do Serra e em toda imagem ao longo do processo: manchas diversas na cabeça do Serra, em vários momentos da filmagem e não apenas no momento escolhido pelo Molina como evidência de objeto. há partes de objetos que se sobrepõem a outras, o que é comum em câmeras de baixa qualidade movimentadas. Em certo frame, o cabelo de uma passante ao fundo aparece na cabeça dele. Estes dois efeitos podem explicar a mancha que o Molina chama de objeto;
4) At last, but not at least: Observe o indivíduo em primeiro plano, de camisa verde, próximo ao suposto momento do impacto. A cabeça dele sofre grande variação de luminosidade, aparecendo também uma bola mais clara, maior do que a bola de luminosidade que "atinge" a cabeça do Serra. Pelo tamanho da bola na cabeça deste ilustre desconhecido, ele deveria estar na UTI agora.
Se fosse para dar um palpite, eu diria que Serra foi atingido por um raio de luz.
Nas imagens de celular apresentadas pela Globo, me chamou à atenção o seguinte:
a) Como bem notou o Idelber, Serra toma a "pancada" e não sente. Passa 3 segundos sem esboçar dor ou susto;
b) Aí há um corte no vídeo. A Globo se refere ao corte como "o repórter da Folha abaixa o celular". Eu não vi nada disso. O que eu vi foi um claro corte;
c) Na cena seguinte (quanto tempo depois?), Serra está com as mãos na cabeça. Ambas as mãos segurando o topo da cabeça;
d)Segundo a imagem, o objeto atingiu o lado direito da cabeça. Mas, nos momentos seguintes da reportagem, Serra aparece pondo a mão no lado direito da cabeça;
e) Também segundo a imagem, o objeto é pequeno. Se for mesmo um rolo de fita, deve ser um daqueles rolinhos de fita "durex". Entretanto, o perito da Globo fica segurando um rolão de fita na mão direita, vendendo a ideia de que Serra teria sido atingido por algo daquele tamanho;
f) Falando sinceramente, na parte em que são comparados os dois "objetos" o primeiro é apresentado como "parecendo ser" uma bolinha de papel. Na verdade, ele parece muitas coisas. Só se sabe que é uma bolinha de papel pela trajetória que ele percorre no vídeo do SBT. No segundo quadro há o "objeto" matador. Para mim, ele não é muito diferente. Tem um tamanho similar. Há uma manchinha mais escura no meio que poderia ser uma dobra ou amassado de papel, mas também poderia ser o orifício de uma bobina de fita "durex". Mas olhem a sombra que o objeto parece projetar sobre a "testa" do candidato. O buraquinho não aparece na sombra.
Eu acho que a Globo deveria mostrar esse vídeo a um perito.
Realmente, fita decrépita é o caralho!
Melhor os tucanos pararem de brincar com bolinha de papel, porque já se têm provas de que foi o jornal Estado de Minas quem pagou as viagens do Amaury, quando das investigações.
Ou seja, dois tucanos bicudos não se beijam, como queríamos demonstrar. Não, como temos demonstrado...
Esta imagem do celular da FSP não convence. A resolução é baixíssima. Arrisco-me a dizer que o tal "objeto" pode ter sido criado por computação gráfica para que o Serra não ficasse mal na fita (com trocadilho). Hoje em dia, até um adolescente com conhecimentos mínimos de computação é capaz de fazer isso.
Mas se a justiça eleitoral fosse séria, a candidatura Serra seria cassada por isto: http://www.correiodopovo.com.br/Eleicoes2010/?Noticia=212141
na verdade pouco importa se o que atiraram no Serra Vampirão foi bolinha de papel, cabo de vassoura, mastro de bandeira [vermelha] ou rolo de fita crepe. podia até ser um grão de arroz e já estaria configurada uma agressão.
já pensou se um doido integrante do PIG atirasse um grãozinho de arroz em Lulla? vixe maria que escarcéu da porra ia ser. o PT e os movimentos sociais iriam dizer que o grãozinho de arroz era um míssil Tomahawk de longo alcance com o carimbo Made in USA e partiriam pra cima dos tucanos pra esfolá-los, LITERALMENTE, vivos e pendurariam os cadáveres no trevo da pista que dá acesso ao ABC.
o foda é que as porra das ditaduras começam silenciosas. é uma ameaçazinha ali, uma "bolinha de papel" acolá e quando voce menos espera já estão a postos o Franklin Martins e o Zé Dirceu no seu calcanhar e incorporando os espíritos dos generais Otávio Medeiros e Newton Cruz, respectivamente.
Brasil sil sil sil. fique nessa de "deixe a vida me levar, vida leva eu", e depois não reclame.
e não adianta ir reclamar com o bispo porque D. Helder Cãmara já está defunto e Paulo Evaristo Arns, segundo os lullo-petistas, agora é integrante da TFP.
viva Fidel, viva Ahmadinejad, viva Chávez. a lutcha continua...
Vi o tal segundo filme, e não vi nada em matéria de atentado. Precisa ser muito fanático pelo Serra para embarcar num embuste desses. Mas enfim...
Um abraço.
Bom ver que o blog reabriu. Fazia tempo que não vinha aqui.
Sobre toda essa polêmica de tecnicalidades sobre o incidente com Serra, me perdoem, mas vocês também entraram no clima do "Fla x Flu" que tomou conta da eleição. Enquanto discutem isso, ignoram o fato de, tanto nesse caso quando no dos balões de água de Curitiba, pessoas estarem atacando/ameaçando fisicamente candidatos em campanha, e ambos estarem se aproveitando do fato.
Não há graça em ver alguém levando bolinhas ou seja o que for na cabeça ou onde fosse. Toda essa hostilidade vem sendo cultivada pelos candidatos, mas também a cada vez que, em espaços virtuais ou "reais", os eleitores começam a ver campanha como um embate tribal entre "nós e eles".
Todo o mundo tem reclamado do baixo nível da campanha, mas isso não é algo que se restrinja a marqueteiros e correntes de boatos na Internet, ou vídeos editados no YouTube. Toda vez que se esquece que estamos numa eleição democráticas entre dois partidos que, por mais que discordem, *não são* radicalmente diferentes, reduzindo tudo a um maniqueísmo bobo (até o velho rótulo de "fascista" se tem usado), estamos baixando o nível
também.
Já não interessa "quem começou". A campanha virou um emaranhado de acusações sem fim, exageros, bordões mentirosos etc. Não quero parecer um puritano nessas coisas, mas esse clima de guerra é ridículo. Se é verdade que há muito em jogo, também é que, seja quem for que vença, o mundo não vai acabar no dia seguinte. Até entenderia um certo desespero por parte do lado que perde, mas do lado que ganha, pelo menos, isso me parece desnecessário.
Quer dizer que depois da Teoria da Simulação da Agressão, temos a Teoria Conspiratória para dar suporte a primeira?
Cronologia dos fatos (http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/10/saiba-mais-sobre-o-evento-em-que-serra-foi-atingido-no-rio.html):
"- Militantes do PSDB, na maioria mulheres, aguardavam Serra. Havia vários pastores. Dois dos jornalistas marcaram o horário. Eram por volta das 12h20.
- Às 12h50, chegam militantes do PT. Passam na frente dos militantes do PSDB. Militantes do PT falam algo provocativo aos do PSDB. Os militantes do PT descem o calçadão e ficam distantes dos do PSDB.
- Pouco depois das 13h, Serra chega e começa a caminhada. Com cerca de dez minutos de caminhada, alguns militantes do PT começam a gritar "Dilma". Havia também um grupo conhecido como "mata-mosquitos", formado por ex-agentes de saúde demitidos na época em que Serra foi ministro da Saúde, que mostravam um cartaz com os dizeres "Serra, quem é Paulo Preto?", em referência ao ex-diretor da Dersa, uma empresa pública de São Paulo.
- Por volta das 13h25, militantes do PSDB e do PT começam a gritar uns com os outros. Mas os militantes do PT ainda estavam, naquele momento, distantes do candidato, e a caminhada continua. Serra vai de loja em loja, cumprimentando eleitores. Aparenta tranquilidade.
- Por volta das 13h30, militantes do PT começam a se aproximar de Serra.
- O tumulto aumenta e, segundo os jornalistas, testemunhas dizem que bolinhas de papel são jogadas em direção a Serra.
- Teria sido nesse trecho, em que o candidato estava perto de uma farmácia, que a câmera do SBT flagrou um objeto atingindo a cabeça de Serra. O objeto parece uma bola de papel.
- O candidato é levado para dentro de uma farmácia por assessores e seguranças.
- Um repórter ouviu um segurança falando que seria mais seguro Serra voltar para a van que o tinha trazido.
- Serra sai da loja e começa a ser levado para a van. Militantes do PT mais uma vez tentam se aproximar dele. Começa um empurra-empurra, e há troca de agressões entre militantes.
- É neste momento que, segundo testemunhas, Serra teria sido atingido por uma bobina de fita crepe. Os pastores Maurício Teixeira e Paulo César Gomes, da Igreja Assembleia de Deus do Poder e Gloria, dizem que estavam presentes no momento em que Serra foi atingido. “Eu vi que ele foi atingido por uma bobina de fita crepe quando caminhávamos. Estava muita confusão. Mas ele não ficou machucado, não se feriu”, disse.
- Já o pastor Gomes, entrevistado na quarta pelo G1, afirmou que também viu o momento em que o candidato foi atingido. “Eu estava abraçando o Serra, e ele levou um rolo de fita crepe na cabeça. Eu levei uma paulada, que era uma espécie de cabo de vassoura”, contou.
- Antes de entrar na van, fotógrafos registram o candidato com a mao na cabeça.
- Ao entrar na van, Serra diz a um fotógrafo que está "grogue", mas bem.
- O carro com Serra anda alguns metros e para. Serra fica um tempo na van, desce de novo, anda um pouco e cumprimenta alguns eleitores.
- Depois entra novamente na van e vai embora."
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Vamos lá, o que é mais verossímel? Os acontecimentos descritos acima ou uma teoria conspiratória envolvendo Serra, Globo, o médico que atendeu o Serra, os pastores Maurício Teixeira e Paulo César Gomes, e também o Gabeira?
Rodrigo
Também fico assustado. Algumas (minoria nas minhas relações, ainda bem) pessoas bem próximas e queridas pararam de conversar comigo porque "sou vermelho". Pessoas cultas mas que se recusam a discutir com calma e alguma lógica. Isso tem me tirado o sono.
Agora, sem dúvidas, quem inseriu o ódio, o fundamentalismo e a mentira na campanha foi o Serra. Ou você não acha?
Gostaria de corrigir o item d) do meu comentário para o seguinte:
d)Segundo a imagem, o objeto atingiu o lado DIREITO da cabeça. Mas, nos momentos seguintes da reportagem (e também no vídeo do SBT), Serra aparece pondo a mão no lado ESQUERDO da cabeça;
Concordo com o Rodrigo quanto à repulsa que devemos sentir por essa animosidade que rebaixa o nível da campanha eleitoral. Entretanto, lembro que o tom jocoso com que a maior parte das pessoas lembra o caso se deve à farsa orquestrada pelo candidato Serra para se colocar como vítima de um "atentado". Por outro lado, José Serra insistiu em levar sua caminhada para perto da sede do sindicato de trabalhadores que o detestam (os mata mosquitos). Não estou aqui revogando o direito de ir e vir de José Serra. Só estou dizendo que eu, pessoalmente, acredito que isso tudo foi armado pelo próprio Serra para parecer vítima diante do eleitorado.
O que me deixou aturdida de verdade (até minha filha, completamente alheia aos rumos dessa campanha, se espantou) foi que antes do horário político, o Bonner havia informado que na sequência apresentariam os "números do desemprego" (!!). Na volta ao JN nada foi dito sobre o assunto. Só tentaram, desesperadamente, demonstrar que o Serra foi covardemente agredido. Mudaram totalmente a pauta do jornal! Eles não tinham certeza de que a propaganda eleitoral da Dilma iria responder à vitimização da do Serra. Quando viram que não tinha jeito, colocaram aquela "reporcagem" enoooorme! Que foi aquilo? Quanto custa cada segundinho do horário nobre? Quem paga isso?
Uma boa sugestão para os paulistas é preparar uma contramanifestação à passeata demotucana com Efeagagá em São Paulo, munidos de bolinhas de papel fabricadas com páginas dos jornais O Globo, Estadão e FSP. Para enterrar de vez em papel fajuto as pretensões do candidato idem.
Dia 27 de outubro: Dia Nacional de Mobilização pela Vitória de Dilma; aniversário de 65 anos do Presidente Lula.
Bandeiraços e adesivaços nacionais.
Ontem e hoje já comecei minha campanhazinha final de rua.
Pessoal, quem não tem Twitter realmente precisa fazer conta lá. A defasagem entre o que você descobre nos blogs e no Twitter é muito grande. A farsa está desmontada desde hoje de manhã.
Sim, sim, Jair, você tem razão, e eu tenho alertado para o perigo de superestimar a internet como um todo, não só o Twitter. Claro que existe gente deslumbrada, mas o que o Twitter possibilita é uma acumulação de informações em velocidade impressionante, que depois pode ser usada no "mundo real", para argumentar com indecisos, enviar por email, imprimir e repassar, etc.
Claro que isso ainda não é o JN, mas a correlação de forças mudou muito em nosso favor. Você com certeza se lembra de 1989. Os caras montavam a mentirada e a gente não tinha como rebater, era na base do panfleto a mimeógrafo. Ainda não estamos brigando em igualdade de condições, claro, mas melhorou muito. E depois desse episódio da bolinha, pessoas como eu, que defendemos, dentro da campanha, uma postura mais agressiva contra essa corja num eventual mandato Dilma, ganhamos muita força. Estou muito animado com o que vem por aí. Aguarde, para depois da eleição, a maior campanha de cancelamento de assinaturas de jornalões e portais UOL-Globo, e pressão sobre anunciantes da Globo, que este país já viu. É uma promessa deste atleticano blog.
O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel, por Rodrigo Vianna
Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.
A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.
Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).
Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. Faltou só localizar o Lee Osvald de Campo Grande. O “JN” contorceu-se, estrebuchou para provar a tese de Kamel e Serra. Os editores fizeram todo o possível para cumprir a demanda kameliana. mas o telespectador seguiu sem ver claramente o “outro objeto” que teria atingido o tucano. Serra pode até ter sido atingido 2, 3, 4, 50 vezes. Só que a imagem da Globo de Kamel não permite tirar essa conclusão.
Aliás, vários internautas (como Marcelo Zelic, em ótimo vídeo postado aqui no Escrevinhador) mostraram que a sequência de imagens – quadro a quadro – não evidencia a trajetória do “objeto” rumo à careca lustrosa de Serra.
Mas Ali Kamel precisava comprovar sua tese. E foi buscar um velho conhecido (dele), o peritoRicardo Molina.
Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade.
Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas. O chefe preferiu não ver.
A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.
Terminado o telejornal, os editores do “JN” em São Paulo recolheram suas coisas, e abandonaram a redação em silêncio – cabisbaixos alguns deles.
Sexta pela manhã, a operação kameliana ainda causava estragos na Globo de São Paulo. Uma jornalista com muitos anos na casa dizia aos colegas: “sinto vergonha de ser jornalista, sinto vergonha de trabalhar aqui”.
Serra e Kamel não sentiram vergonha.
...e até eu, doente de hipermetropia + astigmatismo, consigo ver que o tal "objeto circular e transparente" é na verdade o cabelo branco de uma senhora (ou senhor, pq não!?) de óculos que vai passando lááá atrás... 8-/
Ausência de evidencia não é evidencia de ausência. O fato é que um grupo de militantes do PT que estavam ali para afrontar a caminhada do Serra (é só olhar para os cartazes que eles carregavam), se misturou ao grupo e criou confusão. Isso em si já é uma agressão inadmissível, se jogaram bolinha de papel, se depois jogaram outra coisa e foi (ou não) filmado tanto faz, o nome disso é intolerância. Foi uma ótima oportunidade para o Serra fazer uma catimba (ou não) e pegar uns votos (ou não).
Com razão ou sem razão, não se combate intolerância com intolerância!
O fato é que a militância apaixonada esta ficando de forma bem homogênea. Se você comparar os comentários daqui com os do RA por exemplo. Vai notar que são exatamente iguais! Só troca o candidato, acabam sendo um monte de bobos alegres que fazem a vontade dessas duas campanhas esdrúxulas.
Eu imaginava a internet como um espaço que permitiria o pensamento crítico, onde pudéssemos criticar e fazer auto crítica.
Só sendo muito apaixonado para achar que tivemos algum governo decente nesse pais desde a redemocratização. Sendo que nos últimos 16 anos tivemos o mínimo sendo feito, só isso, o mínimo (sendo o mínimo em áreas diferentes nos governos diferentes)! Eu entendo que comparando aos governos passados o mínimo pode parecer uma maravilha, mas não podemos nos deixar levar por isso, temos que ter auto-crítica para melhorar.
Se você comparar os comentários daqui com os do RA por exemplo. Vai notar que são exatamente iguais.
Com a ligeira diferença que aqui não existe censura, as pessoas escrevem em frases completas,com sujeito e predicado, e fundamentam o que dizem com fatos. Ausência de evidencia não é evidencia de ausência é um sofisma refutável com uma expressão simples: ônus da prova. Quem disse que Serra foi atingido por fita crepe tem que mostrar a imagem. E a análise das imagens mostra que isso não existiu. Mais: ela mostra que o JN manipulou as imagens, para dar em 7 minutos a notícia de uma bolinha de papel batendo na careca do candidato, enquanto gastava 18 segundos para dar a notícia de que o IBGE anunciou o maior nível de emprego da história do país.
Ligeiras diferenças na consistência e na relação com a verdade.
Idelber, claro que já melhorou muito. Realmente não tem comparação, a agilidade das condições que temos hoje.
Eu também defendi uma posição aguerrida que faltava à campanha, junto aos meus amigos do primeiro escalão, e vi que a turma já tinha percebido que era hora de ir pra cima. Sem fazer o jogo sujo da direita, Dilma partiu pro contra-ataque e parou de apanhar. Lula e a turma do PT reagiram com serenidade e firmeza.
A coisa deu certo.
Ontem mesmo estava no centro de Floripa e fui lá na barraquinha do PT pegar material de campanha e vi que estava animado. Até umas senhoras idosas paravam pra conversar e pegar uns adesivos e panfletos. Isso, num lugar de maioria conservadora e reacionária, é ótimo sinal.
Se nós seguíssemos seu raciocino, não poderiam afirmar por exemplo que o Serra vai privatizar algumas coisa. O tal ônus da prova... O que se pode fazer é que dado o comportamento anterior pode-se inferir que, etc, etc...
Da mesma forma, poderiam fazer o mesmo tipo de ilação, já que tinha empurra empurra, já que já haviam jogado um bolinha de papel, etc, etc
Ausência de evidencia não é evidencia de ausência. Não é um sofisma, e pode ser demonstrado facilmente por lógica matemática.
O JN manipulou, não sei. É possível? Sim com certeza. Mas esse não era meu ponto.
Quanto aos comentaristas aqui, tem de vários tipos, eu estava criticando um grupo especifico. Se acreditasse que todos fossem iguais não tinha perdido meu tempo comentando.
Idelber, por isso que eu comentei no fim, tudo o que eu disse perderia a validade se descobríssemos que a bolinha veio de um serrista, no fim das contas. Que foi provocação do Serra é óbvio, isso não se discute.
Sandro, me desculpe, mas comparar a turma daqui com a do Tio de alguém é falta grave, velho.
A farsa da Veja???
Então, qual é o por quê da comparação? Compare com argumentos, meu caro. Por que cada um assume sua posição, enquanto você posa de equânime e justa figura, fiel da balança?
Você é tão diferente, né não?
Comentarista de RA é o cocô do cavalo do bandido. Nessa ordem.
Não é o nosso caso.
Sandro, falei que sua posição é equânime pelo tratamento digno que se costuma dar a desconhecidos, mesmo quando eles chegam no terreiro dos outros chutando a porta.
Filhos prediletos de nossa augusta (hahaha) classe média agem exatamente como você, de modo assim tão igualmente diferente.
Agora, sua posição é tudo menos equânime, né, conte pra nós!
Sandro, que bom que ainda se pode colher alguma coerência e independência de pensamento neste blog, cara, lendo seus comentários. Não sou serrista, me considero um esquerdista frustrado e órfão pela lucidez, e como muitos outros, vou votar CONTRA ISSO AÍ, tendo que votar no Serra. Já comentei aqui, antes do primeiro turno, que o índice de indignação geral iria surpreender as pesquisas, e tive o desabafo de ver a reação de jogar água nos planos de supremacia petista. Não estou, mais uma vez, certo que a Dilma ganhe. Dizer "votos válidos" é uma forma de manipulação alegre da Record (totalmente em campanha pela Dilma, o que não se fala aqui, e de uma forma muito mais escrachada que a Globo), pois desconsidera o fator que deu uma quantidade imprevista de votos para o Serra, e o dobro para a Marina. Mas se a Dilma ganhar _ o que seria com uma frente discreta _, esse país voltará a ser interessante nos jornais, pois a violência, a irracionalidade e o partidarismo que se considera dono do Brasil, correrá em enésima potência. Ler os comentários _ os que não são censurados, pois eu mesmo tenho meu IP censurado aqui (diferente em nada do blog do RA)_ mostram o quanto os petistas já deixaram de ser uma classe de opinadores desprendidos para ser uma diagnóstico de patologia social. Tá claro que o Serra foi molestado. Os petistas não teem uma simples miopia, mas uma mutilação moral.
Vocês não vão acreditar... o jose serra pediu ao TSE a proibição da veiculação das imagens do SBT mostrando a bolinha de papel atingindo sua cabeça.
O que será que o farsante alegou?
Que sente vergonha por ter simulado uma agressão?
Só que o TSE já decidiu: A farsa de jose serra pode ser mostrada.
"TSE rejeita pedido da coalizão demotucana para censurar as cenas da bolinha de papel na propaganda eleitoral do PT. A bolinha fica no ar e entra para a história eleitoral brasileira como síntese de uma campanha sem projeto, cujo verdaderio trunfo era a esférica blindagem da mídia em torno de Serra. Leve, ingenua, quase infantil, ela cruzou o ar, furou o cerco midiático e catalizou o sentimento difuso de milhões de brasileiros em relação à campanha de Serra. Não adiantou o empenho da Globo para mitigar o estrago dando ao candidato o bônus virtual de um rolinho de fita crepe. A bolinha, leve como uma pluma, marcou para sempre a cabeça demotucana e o imaginário popular como a evidência de uma farsa maior."
Caro Jair Fonseca, a comparação pode ser ruim em muitos aspectos. Mas na questão da intolerância, aqui é quase igual. Já reparou a agressividade com que se trata qualquer idéia dissonante? Pois é, você pode dizer que ninguém aqui é criança e que agressividade é normal num debate, sim. Mas quando a agressividade é usada como recurso de argumentação, toda a discussão se perde.
Por exemplo, no meu comentário, eu comparei bolinha de papel com privatização? Não, mas o Idelber achou mais fácil simplesmente ignorar meu argumento e pegar no meio dele palavras de forma a ridiculariza-lo. Isso torna a discussão tão pobre(nula?) quanto a que ocorre nos outros blogs que mencionei.
O PSDB histórico, de valores e propostas progressistas para o futuro da sociedade brasileira, foi agremiação fundada em 88 a partir de uma dissidência do PMDB, então
dominado por Orestes Quércia, governador de São Paulo, de notória reputação.
Naquele momento, o partido contava com nomes respeitáveis, e propunha algo novo na política brasileira: uma combinação de capitalismo moderno com a presença
firme do Estado na condução da vida econômica e das políticas sociais.
Ao longo do tempo, e com a morte de Mário Covas, Franco Montoro e José Richa, o partido passou a ser liderado por personagens secundários e sem qualquer brilho
ideológico ou intelectual, integrando-se, de forma definitiva, à posição centro direita do espectro político brasileiro.
Quando assumiu o poder, em aliança com o PFL (uma dissidência do PDS, partido que sucedeu a Arena, do regime militar), em 1995, o PSDB abriu mão da ideologia
social democrata prevista em seu programa. Abraçou o neo liberalismo e o conceito de ‘Estado mínimo’, dando prioridade ao mercado na hora de tomar as decisões de
governo. Era o fim do PSDB histórico e o começo das privatizações em massa, com a entrega do patrimônio nacional para particulares. Durante todo esse período, Serra
esteve no poder, como ministro do Planejamento e, depois, da Saúde. Foram os chamados ‘anos FHC’, de que o povo brasileiro não gosta nem de lembrar.
Se há muito tempo já trabalhava com base somente em um projeto biográfico, e não com um projeto político para o Brasil, Serra transformou o desejo de ser Presidente em obsessão elevada a níveis inimagináveis. Ao longo dos últimos anos, dedicou-se a isso em grau patológico. Eliminou todos os obstáculos de seu caminho, entre
eles as pretensões presidenciais do político que ousou atrapalhá-lo: o mineiro Aécio Neves, sobre quem mandou fazer até dossiês, uma de suas práticas mais
corriqueiras. O objetivo era obter informações constrangedoras sobre a vida particular do então governador de Minas Gerais, para levá-lo a desistir de seus planos.
Com o apoio de Orestes Quércia, político contra o qual os fundadores do PSDB se insurgiram em 88, Serra fez aliança com José Roberto Arruda, Joaquim Roriz, Roberto
Jefferson, do PTB, e o DEM (sucessor do PFL, sucessor do PDS, sucessor da Arena), que indicou o vice de sua chapa: Índio da Costa, 39 anos, ex-vereador no Rio de
Janeiro, deputado federal em primeiro mandato, monarquista e homofóbico.
Além disso, trouxe para a campanha o protagonismo do radicalismo religioso, algo lamentável em um país em que a tolerância e o respeito pelas diferenças formam a
base da convivência social. Serra só deixou de explorar o tema do aborto, por exemplo, quando houve a revelação de que sua própria mulher, Mônica, tinha realizado
um, quando o casal ainda morava fora do Brasil.
O episódio da bolinha de papel, entretanto, é emblemático da queda livre do padrão ético e moral da candidatura de Serra. Simulando ter sido atingido por ‘objeto
contundente’ durante caminhada no bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro, o candidato voou de helicóptero para hospital particular, onde realizou tomografia
computadorizada, exame caro e sofisticado. A farsa foi desmontada por imagens gravadas pelo SBT e pela Record, que mostraram que o ‘objeto contundente’ era uma
bolinha de papel.
A Globo insistiu e produziu nova farsa, com imagens de um celular de um jornalista da Folha, lançando a teoria de que outro objeto teria sido lançado contra o
candidato, além da bolinha de papel. Mais uma vez, foi desmoralizada: fartas análises das imagens feitas por especialistas de várias universidades (todas disponíveis na
Internet) comprovaram seu caráter falso.
Resultado: De tucano, hoje Serra é o maior mico da eleição, motivo de chacota e piada nos quatro cantos do Brasil. Depois do dia 31, provavelmente arranjará emprego:
no ‘CQC’ ou no ‘Pânico na TV’.