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terça-feira, 19 de outubro 2010

Para você, eleitor indeciso, por Ricardo Lins Horta

Ricardo Lins Horta escreveu este texto, recheado de fontes. Ele é dirigido aos leitores indecisos. Fique à vontade para repassá-lo mas, por favor, preserve os links. Eles são a fundamentação do argumento. Se você não consegue copiar o post mantendo os links, escreva-me e eu lho envio por email.

********
Esta mensagem é dedicada a você, eleitor consciente e crítico, cujo voto é fundamentado em argumentos, que ainda está indeciso.

Ela é dividida em tópicos para facilitar: você pode ir direto onde lhe interessa.

Tudo o que será exposto nesta mensagem terá dados e respectivas fontes (clique nos links), diferentemente de tantos spams eleitorais e correntes apócrifas que surgem por aí.

Se você discordar de algo - o que é perfeitamente legítimo - o debate poderá se dar em cima de evidências, em vez de boatos e achismos.

Os argumentos defendidos são:

Tópico 1: Não é verdade que houve "aparelhamento da máquina administrativa" na Era Lula;

Tópico 2: Não é verdade que "houve mais corrupção no governo Lula"; pelo contrário, os últimos 8 anos foram marcados por um combate inédito a esse mal;

Tópico 3: Não é verdade que "a economia foi bem no governo Lula só porque este não mudou a política econômica de FHC";

Tópico 4: Não é verdade que o governo Lula "enfraqueceu as instituições democráticas"; pelo contrário, hoje elas são muito mais vibrantes e sólidas;

Tópico 5: A campanha de José Serra é baseada nas fanáticas campanhas da direita norte-americana, daí o perigo de referendá-la com seu voto.



Tópico 1: Não é verdade que houve "aparelhamento da máquina administrativa" na Era Lula;
Você já deve ter ouvido por aí, tantas vezes, que o PT e o governo Lula "aparelharam o Estado", usando dos cargos em comissão para empregar amigos, apaniguados e militantes, certo?

Pois bem, então lhe perguntamos: quantos são esses cargos em comissão no Poder Executivo federal? São 200 mil, 80 mil, 20 mil? Você faz ideia de qual é esse número preciso?

Primeiramente, acesse este documento aqui: o Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, última edição, de julho deste ano.

Vejamos: na página 33, você pode ver que há hoje, no Executivo federal, um total de 570 mil servidores civis na ativa.

Os ocupantes de DAS (cargos de direção e assessoramento superior) são 21,6 mil (página 107).

Porém, os de recrutamento amplo, ou seja, aqueles que foram nomeados sem concurso, sem vínculo prévio com a administração, são quase 6 mil (página 109), ou pouco mais de 1% do total de servidores civis. Se você considerar apenas os cargos que são efetivamente de chefia (DAS 4, 5 e 6), não chegam a mil e quinhentos.

Parece bem menos do que se diz por aí, não é mesmo? Agora vamos lá: para que servem esses cargos? Não custa dizer o óbvio: em democracias contemporâneas, o grupo que ganha o poder via eleições imprime ao Estado as suas orientações políticas. Em alguns países, o número de comissionados é maior (caso dos EUA); em outros, menor (como na Inglaterra). É natural que seja assim.

O que dizem os estudos internacionais sérios sobre a máquina administrativa brasileira? Vá aqui e baixe um estudo da OCDE sobre o tema. No Sumário Executivo, você verá que o Brasil não tem servidores públicos em excesso, embora o contingente de servidores esteja em expansão e ficando mais caro; que há necessidade de servidores sim, para atender às crescentes demandas sociais; que uma boa gestão de RH é essencial para que isso se concretize; e que o governo federal deve ser elogiado pelos seus esforços em construir um funcionalismo pautado pelo mérito.

Vamos então falar de meritocracia? O que importa é que o governo Lula perseguiu uma política de realização de concursos e de valorização do servidor público concursado sem precedentes. Basicamente, com os novos concursos, a força de trabalho no serviço público federal retomou o mesmo patamar quantitativo de 1997. A maior parte dos cargos criados pelo PT, porém, foi para a área de educação: para as universidades e institutos técnicos já existentes ou que foram criados. Volte no Boletim Estatístico e veja a página 90, sobre as novas contratações em educação. Houve muitos concursos para Polícia Federal e advocacia pública, além de outras áreas essenciais para o bom funcionamento do Estado.

O governo Lula regulamentou os concursos na área federal (veja os arts.10 a 19 deste Decreto), recompôs as carreiras do ciclo de gestão, dotou as agências reguladoras de técnicos concursados (veja a página 92 do Boletim Estatístico), sendo que nos tempos de Fernando Henrique, elas estavam ocupadas por servidores ilegalmente nomeados.

E então? você ainda acha que houve inchaço da máquina pública? Dê uma olhada nos dados deste estudo aqui.

E os tucanos, que alegam serem exímios na gestão pública? O que têm para mostrar?

Nos tempos de FHC, o contingenciamento levou à sistemática não realização de concursos. Para atender às demandas de serviço, a Esplanada nos Ministérios se encheu de terceirizados, temporários e contratados via organismos internacionais, de forma ilegal e irregular. Eram dezenas de milhares deles. Em 2002, apenas 30 servidores efetivos foram nomeados! O governo Lula teve de reverter isso, daí a realização de tantos concursos públicos.

Você sabia? O Estado de São Paulo, governado por José Serra, tem proporcionalmente mais ocupantes de cargos em comissão por habitante do que o governo federal.

E os técnicos, concursados, como são tratados por lá? Bem, eles não estão muito felizes com o Serra não.

Talvez porque as práticas que o PSDB mais condena no governo federal sejam justamente aquelas que eles praticam no governo estadual...



Tópico 2: Não é verdade que "houve mais corrupção no governo Lula do que no FHC"; pelo contrário, os últimos 8 anos foram marcados por um combate inédito a esse mal;
Muitos eleitores revelam a sua insatisfação com o governo Lula enumerando casos como o mensalão, as sanguessugas, Erenice Guerra, Waldomiro Diniz, Correios. Porém, uma memória que não seja curta pode se lembrar de casos como SUDAM, SUDENE, Anões do Orçamento, mensalão da reeleição, SIVAM, etc, para ponderar que mais do que exclusividade deste ou daquele governo, escândalos de corrupção são um mal da nossa cultura política.

Cientistas sociais sabem que é muito difícil "medir" a corrupção. Como a maior parte dela nunca vem à tona, não chega a ser descoberta, noticiada e investigada, nunca se tem uma noção clara do quanto um governo é realmente corrupto. O que importa, então, é o que um governo faz para combater essa corrupção. E nisso, o governo Lula fica muito bem na fita.

Vamos começar pela Polícia Federal. Logo no início do governo, foi feita uma limpeza no órgão (até a revista Veja chegou a publicar uma elogiosa reportagem de capa). Desde então, foram realizados uma série de megaoperações contra corruptos, traficantes de drogas, máfias de lavagem de dinheiro, criminosos da Internet e do colarinho branco (veja uma relação dessas operações aqui). Só em 2009, foram 281 operações e 2,6 mil presos. Desde 2003, foram quase dois mil servidores públicos corruptos presos. Quem compara os números não pode negar que a PF de FHC não agia, e que a PF de Lula tem uma atuação exemplar.

E a Controladoria-Geral da União? Inicialmente, FHC criou a tímida Corregedoria-Geral da União. Foi Lula que, a partir de 2003, realizou concursos públicos para o órgão e expandiu sua atuação. Hoje, a CGU é peça-chave no combate à corrupção. Graças ao seu trabalho, quase 3 mil servidores corruptos já foram expulsos. A CGU contribuiu no combate ao nepotismo e zela pelo emprego das verbas federais via sorteios de fiscalização. E o Portal da Transparência, você conhece? Aquele "escândalo" do mau uso dos cartões corporativos só apareceu na imprensa porque todos os gastos das autoridades estavam acessíveis a um clique do mouse na Internet.

Vamos ficar nesses casos, mas poderíamos citar muitos outros: o fortalecimento do TCU como órgão de controle, um Procurador-Geral da República que não tem medo de peitar o governo (o do FHC era chamado de "engavetador-geral da República", lembra-se?), o Decreto contra o nepotismo no Executivo Federal. Numa expressão, foi o governo Lula quem "abriu a tampa do esgoto".

Se uma pessoa acreditar menos numa mídia que é claramente parcial, e mais nas evidências, a frase "o governo Lula foi o mais republicano da nossa história" deixará de parecer absurda. Que tal abrir a cabeça para isso?


Tópico 3: Não é verdade que "a economia foi bem no governo Lula só porque este não mudou a política econômica de FHC";
Quando se fala em política macroeconômica implantada por FHC, refere-se geralmente ao tripé câmbio flutuante, regime de metas de inflação e superávit primário. Vamos poupar o leitor do economês: basicamente, o preço do real em relação ao dólar não é fixo, flutuando livremente; o Banco Central administra os juros para manter a inflação dentro de um patamar; e busca-se bons resultados nas transações fiscais para pagar as contas do governo.

Nem sempre foi assim, nem mesmo no governo FHC: até 1998, o câmbio era fixo. Todo mundo se lembra que, em janeiro de 1999, a cotação do dólar, que valia pouco mais de um real, subitamente dobrou. Talvez não se lembre que isso ocorreu porque FHC tinha mantido artificialmente o câmbio fixo durante 1998, para ganhar a sua reeleição - que teve um custo altíssimo para o país - e logo depois, vitorioso, mudou o regime cambial (no que ficou conhecido como "populismo cambial"). O regime de metas de inflação foi adotado só depois disso. Ou seja, FHC não só não adotou uma mesma política macroeconômica o tempo em que esteve no Planalto, como também deu um "cavalo-de-pau" na economia, que jogou o Brasil nos braços do FMI, para ser reeleito.

Que política macroeconômica de FHC então é essa, tão "genial", que o Lula teria mantido? A estabilidade foi mantida, sim, e a implementação do Plano Real pode ser atribuída ao governo FHC (embora Itamar Franco, hoje apoiador de Serra, discorde disso).

Mas Lula fez muito mais do que isso. A inflação não voltou: as taxas de inflação foram mantidas, entre 2003 e 2008, num patamar inferior ao do governo anterior. E com uma diferença: a estagnação econômica foi substituída por taxas de crescimento econômico bem maiores, com redução da dívida pública.

A alta do preço das commodities no mercado externo favoreceu esse quadro (reduzindo a inflação de custos), mas não foi tudo. O crescimento da economia também foi favorecido pelo crescente acesso ao crédito: em 2003, foi criado o crédito consignado, para o consumo de massa de pessoas físicas - e deu certo, puxando o crescimento do PIB; o BNDES se tornou um agente importantíssimo na concessão de crédito de longo prazo (veja esta tabela), induzindo outros bancos a paulatinamente fazerem o mesmo.

Os aumentos reais do salário mínimo e os benefícios do Bolsa Família foram decisivos para uma queda da desigualdade social igual não se via há mais de 40 anos: foi a ascensão da classe C.

Isso tudo é inovação em relação à política econômica de FHC.

E quando bateu a crise? Aí o governo Lula foi exemplar. Ao aumentar as reservas em dólar desde o princípio do governo, dotou o país de um colchão de resistência essencial. Os aumentos reais do salário mínimo e o bolsa família possibilitaram que o consumo não se retraísse e a economia não parasse - o mercado interno segurou as pontas enquanto a crise batia lá fora. E, seguindo o receituário keynesiano - num momento em que os economistas tucanos sugeriam o contrário - aumentou os gastos do governo como forma de conter o ciclo de crise. Deu certo. E a receita do nosso país virou motivo de admiração lá fora.

No meio da pior crise global desde a de 1929, o Brasil conseguiu criar milhões de empregos formais. Provamos que é possível crescer, num momento de crise, respeitando direitos trabalhistas, sendo que a agenda do PSDB era flexibilizá-los para, supostamente, crescer.

Você ainda acha que tucanos são ótimos de economia e petistas são meros imitões?

Então vamos ao argumento mais poderoso: imagens valem como mil palavras.

Dedique alguns minutos a este vídeo, e depois veja se você estaria feliz se Serra fosse presidente quando a crise de 2008/2009 tomou o Brasil de assalto.

Se você tem mais interesse nessa discussão, baixe este documento aqui e veja como andam os indicadores econômicos do Brasil neste período de crescimento, inflação baixa e geração de empregos.



Tópico 4: Não é verdade que o governo Lula "enfraqueceu as instituições democráticas"; pelo contrário, hoje elas são muito mais vibrantes e sólidas;
Mostramos no tópico 2 que os órgãos de controle e combate à corrupção se fortaleceram no governo Lula. Além deles, os outros Poderes continuaram sendo independentes do Executivo. O Legislativo não deixou de ser espaço de oposição ao governo (que Arthur Virgílio não me deixe mentir), e lhe impôs ao menos uma derrota importante. O Judiciário... bem, além de impor ao governo derrotas, como no caso da Lei de Anistia, está no momento julgando o caso do mensalão, o que dispensa maiores comentários.

E a imprensa? Ela foi silenciada, calada, em algum momento? Uma imagem vale por mil palavras - clique aqui.

O que se vê, na verdade, é o oposto. Foi o Estadão, que se diz guardião da liberdade, quem censurou uma articulista por escrever este texto, favorável ao voto em Dilma.

Neste vídeo, uma discussão sobre as verdadeiras ameaças à liberdade de expressão.

Sobre democracia, é impossível não abordar um tema que foi tratado à exaustão neste ano de 2010: o terceiro Plano Nacional dos Direitos Humanos, PNDH-3.

Muito se escreveu sobre seu caráter "autoritário", sobre a "ameaça" que ele representaria à democracia. Pouco se escreveu sobre o fato de ele ser não uma lei, mas um Decreto do Poder Executivo, incapaz, portanto, de gerar obrigações em relação a terceiros. Não se falou que se tratava de uma compilação de futuros projetos de governo, que teriam que passar pelo crivo do Poder Legislativo. Não foi mencionado que ele não partiu do governo, mas de uma Conferência Nacional, que reuniu os setores da sociedade civil ligados ao tema. E pior, a imprensa deliberadamente omitiu que seus pontos polêmicos já estavam presentes nos Planos de Direitos Humanos lançados no governo FHC.

Duvida? Leia este texto e este aqui. Ou ainda, veja com seus próprios olhos: neste link, os três PNDH's.

Olha lá, por exemplo, a temática do aborto no PNDH-2, de 2002 (itens 179 e 334).

Por fim: você realmente acha que um governo que traz a sociedade civil para discutir em Conferências Nacionais, para, a partir delas, formular políticas públicas, é antidemocrático? Pense nisso.


Tópico 5: A campanha de José Serra é baseada nas fanáticas campanhas da direita norte-americana, daí o perigo de referendá-la com seu voto.
Quem acompanhou as eleições de 2004 e 2008 para a Presidência dos Estados Unidos sabe quais golpes baixos o Partido Republicano - aquele mesmo, conservador, belicista, ultrarreligioso - utilizou para tentar desqualificar os candidatos do Partido Democrata. Em 2004, John Kerry foi pintado como o "flip flop", o "duas caras". Em 2008, lançaram-se dúvidas sobre a origem de Obama: questionaram se ele era mesmo americano, ou se era muçulmano, etc. Em comum, uma campanha marcada pelo ódio, pela boataria na Internet, pela disseminação do medo contra o suposto comunismo dos candidatos da esquerda e a ameaça que representariam à democracia e aos valores cristãos.

Você nota aí alguma coincidência com a campanha de José Serra, a partir de meados de setembro de 2010?

Não?

Então vamos compilar algumas acusações, boatos e promessas que surgiram nas ruas, na internet, na televisão e nos jornais, com o objetivo de desconstruir a imagem da candidata adversária, ao mesmo tempo em que tentam atrair votos com base em mentiras e oportunismo.

Campanha terceirizada:
Panfletos pregados em periferias associaram a candidatura de Dilma a tudo o que, na ótica conservadora, ameaça a família e os bons costumes;
Panfletos distribuídos de forma apócrifa disseram que Dilma é assassina, terrorista e bandida, com argumentos dignos da época da Guerra Fria;
E você acha que isso foi iniciativa isolada de apoiadores, sem vínculo com o comando central da campanha? Sinto lhe informar, mas não é o caso: é o PSDB mesmo que financiou e fomentou esse tipo de campanha de baixo nível.

Oportunismo religioso:
- José Serra distribuiu panfletos em igrejas, associando seu nome a Jesus Cristo;
- José Serra pagou campanhas de telemarketing para associar o nome de Dilma ao aborto;
- Até hino em igreja evangélica o Serra cantou;
- José Serra começou a ir a missas constantemente, de forma tão descarada que chamou atenção dos fiéis;

Promessas de campanha oportunistas:
- O PSDB criticou o Bolsa Família durante boa parte do governo Lula; mas agora, José Serra propõe o 13º do Bolsa Família;
- O PSDB defende a bandeira da austeridade fiscal e da contenção dos gastos públicos - foi no governo FHC que se criou o "fator previdenciário"; mas para angariar votos, Serra prometeu um salário mínimo de 600 reais e reajuste de 10% para os aposentados;
- O PSDB criticou o excesso de Ministérios criados por Lula, mas nesta campanha, Serra já falou que vai criar mais Ministérios;
- O DEM do vice de Serra ajuizou ação no STF contra o ProUni, mas agora diz que defende o programa;
- O PSDB se pintou de verde para atrair os eleitores de Marina no 1º turno, mas é justamente o partido de preferência da bancada ruralista e dos desmatadores da Amazônia;

Incoerência nas acusações:
- Serra acusou a Dilma de ser duas caras, mas ele mesmo entrou em contradição sobre suas relações com o assessor Paulo Preto;
- Serra tentou tirar votos de Dilma dizendo que ela era favorável ao aborto, sendo que ele, como Ministro, regulamentou a prática no SUS;
- Mônica Serra chamou Dilma de "assassina de crianças", sendo que ela mesma já teve que promover um aborto;
- José Serra nega que seja privatista, mas já foi defensor das privatizações, tendo o governo FHC a deixado a Petrobras em frangalhos;
- Serra acusa Dilma de esconder seu passado, mas ele mesmo esconde muita coisa;
- A campanha de Serra lança dúvidas sobre o passado de resistência de Dilma, mas omite que dois dos seus principais apoiadores, Fernando Gabeira e Aloysio Nunes Ferreira, pegaram em armas na resistência contra a ditadura, e que ele, Serra, também militou numa organização do tipo;
- Serra associa Dilma a figuras controversas como Renan Calheiros, Fernando Collor e José Sarney, mas esconde o casal Roriz, Roberto Jefferson, Paulo Maluf, ACM Neto, Orestes Quércia e outros apoiadores nada abonadores. Aliás, antes do Indio da Costa (que aliás pertence a uma família de tutti buona gente), quem era cotado para vice dele era o Arruda, do mensalão do DEM, lembra-se?

Isso sem citar os boatos que circulam nas ruas, nos ônibus, nas conversas de bar e entre taxistas.

E então: você ainda acha que a campanha de Serra é propositiva, digna, limpa? Um candidato que se vale de expedientes tão sujos para chegar ao poder merece o seu voto?



Por fim: então por que votar em Dilma Rousseff?

Se você está disposto a dar uma chance para Dilma nestas eleições e quer saber bons motivos para tanto, remetemos aos três textos abaixo.

http://napraticaateoriaeoutra.org/?p=7171

http://www.amalgama.blog.br/10/2010/para-voce-que-nao-votou-na-dilma/ (especialmente para quem votou em Marina no 1º turno)

http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/10/10/frei-betto-dilma-e-a-fe-crista/ (se você acha que a questão religiosa importa, quando bem utilizada no debate eleitoral)

Boa leitura e boa reflexão: e um desejo para que a campanha, doravante, seja marcada pelo debate de projetos de país, propostas concretas e dados, não por calúnias, boatos e achismos.



  Escrito por Idelber às 01:57 | link para este post | Comentários (183)


Comentários

#1

Genial Professor Idelber!
Aqui estou em vias de recomendar essse trabalho, com todas as referências!
Grande Abraço!
Thiago

Thiago Quintella de Mattos em outubro 19, 2010 3:53 AM


#2

Desde que me lembro, eu fui eleitor do PSDB 45 - desde a campanha do Presidente de 89, assisti com emoção a virada histórica contra o Maluf da campanha para governador, votei no Fernando Henrique nas duas vezes em que disputou a presidência, lembro com tristeza quando ele perdeu do Jânio e ele passou desinfetante na cadeira onde ele sentou, me lembro da época em que se defendiam altos valores, como o parlamentarismo, durante o plebiscito nacional.

Porém, é estarrecedor o que estamos assistindo em 2010. Nem em nossos maiores pesadelos, a coisa tomaria este rumo.
Em uma campanha presidencial marcada pela apuração de escândalos de compreensão um tanto complexa para o eleitor, é de causar espanto a falta de olhar crítico para as promessas do candidato José Serra, impraticáveis diante dos paradigmas de gestão tucanos. O presidenciável promete elevar para 600 reais o salário mínimo, hoje em 518 reais, reajustar em 10% as aposentadorias e pensões pagas pelo INSS e criar um 13º pagamento para o Bolsa Família. O rosário é mais comprido, mas não é preciso acompanhar o devaneio para revelá-lo como tal.

Consta no Orçamento de 2011 a proposta de elevar o salário mínimo para 538,14 reais. Serra propõe desembolsar 61,86 reais a mais por assalariado, para atingir os 600 reais. Apenas essa promessa de campanha custaria, portanto, 12,3 bilhões de reais. O montante é próximo ao orçamento total do programa Bolsa Família, atualmente em 13,7 bilhões de reais. Aliás, criar uma parcela a mais para o programa acrescentaria 1,14 bilhão de reais ao cálculo – em valores correntes. Finalmente, há o reajuste dos benefícios da Seguridade Social. Nesse caso, apelo ao cálculo do economista do Ipea Marcelo Caetano, que avaliou em 6,2 bilhões de reais o esforço adicional exigido pelo presente oferecido pelo tucano aos aposentados e pensionistas.

Acompanharam? No total, as promessas de campanha de Serra – uma vez eleito, e uma vez cumpridas – custariam a bagatela de 19,6 bilhões de reais aos cofres públicos. Há outros meios, talvez até mais precisos, de se realizar esse cálculo, mas dificilmente a cifra final será menos portentosa.

Pode se argumentar de que tal cifra seria alcançada ao demitir os funcionários petistas. Só que, quando damos conta do que são 20 bilhões, a conta não parece fechar. Este tipo de proposta populista e demagógica, era muito mais a cara dos adversários políticos do PSDB, como o Garotinho.

Pode se torcer para que as promessas fiquem apenas na ficção, como aquele documento onde o Serra se comprometia a não sair da prefeitura para disputar o Governo de São Paulo.

O nosso sonho dourado é votar em Serra, com a imagem marqueteira de um "populista eclesiástico conservador", como um Jânio ou um Garotinho, e ganhar um Covas, um Montoro. Mas a imagem real de um pesadelo é sonhar que votamos em um Mário Covas, e ganharmos um político retrógrado e demagogo, como costumavam ser nossos mais ferrenhos adversários, do outro lado da Arena, como aquela turma do "Centrão" (vocês se lembram?), um Maluf cercado de empreiteiras de todos os lados, um doido como um Jânio. E ainda por cima, com um Índio no colo.

Por que, se ele resolve CUMPRIR as suas AMEAÇAS de campanha, PARA QUEM VOCÊS ACHAM QUE VAI SOBRAR A CONTA ?? Quem vai sofrer com o aumento dos impostos ?

Na boa - estou pensando seriamente em aproveitar MESMO o feriado, e emendar desde o começo do final da semana.

Livio em outubro 19, 2010 6:47 AM


#3

Genial. Muito bem fundamentado, trabalho de mestre, meus sinceros parabéns ao Ricardo. Vou enviar aos indecisos que conheço [a maioria da minha própria família] cheia de esperança. Porém, se existe algo que essa eleição me ensinou - e esse é um fato que me enche de tristeza - é que existe um ódio irracional enraizado nas pessoas. E contra esse ódio não há muito o que possa ser feito, já que ele não se alimenta de fatos ou argumentos racionais. Desmontá-lo é uma tarefa hercúlea e, em alguns casos, eu diria, impossível. Sou professora numa instituição federal e posso dizer de cadeira: os educadores que comigo trabalham babam de ódio quando se menciona o nome de Lula ou de Dilma. Primeiramente eu tentava compreender usando o viés racional. Depois compreendi o óbvio [que eu não queria enxergar]: é só mais uma faceta daquele preconceito tão caro à classe média. As pessoas olham apenas para o próprio umbigo e esquecem de mirar para o cenário nacional. Esquecem-se que no Brasil não existem só os grandes centros. Que há muito trabalho a ser feito e que efetivamente muito já se fez, considerando o ponto em que estávamos. Ontem um colega chegou ao ponto de afirmar que era absurdo abrirem universidades no interior porque afinal "quem quer trabalhar no interior?". Eu argumentei perguntando se ele achava justo que apenas os moradores dos grandes centros tivessem acesso à universidade pública. Ele não respondeu, como aliás, nunca o fez. Sempre que se refere ao que eu escrevo é para desfiar a mesma ladainha raivosa. Vou me apropriar de um bordão do adversário e dizer: "Cansei". Cansei desses aí, mas sigo na militância.

cris em outubro 19, 2010 7:06 AM


#4

Caro Idelber,

Gostaria de lhe agradecer por divulgar aqui meu texto ("Para você, que não votou na Dilma), publicado no Amálgama e no meu blog ("A terceira margem do Sena").

Fico muito honrado com sua citação no seu blog, que leio e visito várias vezes por dia. Muito obrigado.

Por causa deste texto, recebi muito chute na gengiva e soco no saco. Não sabia o que era isso. Meu bloguinho sempre teve 20-30 visitas/dia. Agora está na ordem de milhares. Estou aprendendo o que é dar a cara a tapa. E hoje respeito muito mais uma pessoa como você, que há anos põe sua cara a tapa para defender o que sua livre consciência acredita. Minha admiração por você, nesses dias, aumentou.

A gente apanha, mas vale a pena. O que mais me emocionou lá na minha caixa de comentários foi o comentário do Zé Paulo, um jovem negro, paupérrimo, do interior de Minas, que teve todo tipo de dificuldades na vida e que conheço há muitos anos. Ele sonhava ser médico. Batalhou para passar no vestibular da UFMG. Tentou não sei quantas vezes. Passou. Hoje faz medicina, o mesmo curso que eu fiz, na mesma faculdade que eu. Só que eu tive uma auto-estrada alemã na vida, sou de família belohorizontina de situação econômica prá lá de confortável. O Zé Paulo teve uma tronqueira na vida, com pedras, abismos e salteadores à espreita.

Voto Dilma por causa do Zé Paulo, por causa de todos os Zés Paulos Brasil afora, que hoje não são mais tratados como cães bernentos pelo governo.

Reproduzo aqui (sem corrigir o português dele) o que o Zé Paulo escreveu no meu blog, e que me emocionou às lágrimas:

"Leonardo
Como você sabe, faço Medicina aqui em BH e desde a época em que você era estudante de gradução sempre manifestei meu desejo de ser Médico. Só agora, com o governo Lula é que esse desejo tem virado realidade. Estudo numa boa Escola, não pago nada e ainda tenho uma bolsa para me ajudar a ir para a Faculdade todos os dias. Em que outro Governo isso foi possível? Quando um filho de pedreiro pode virar Médico nesse Brasil? E ainda tenho que ver o nojo do DEM entrar no STF contra o Prouni. Até antes do Governo Lula essa era uma nação em que o Estado só via os pobres como "bandidos” ou como números para as estatísticas governamentais. Com a implantação dos programas sociais nesse governo, os pobres passaram a ser cidadãos de fato e de direito. Para quem acha que a bolsa família é ” esmola” eu sujiro ficar o dia todo sem comer ou chegar ao ponto de se prostituir por alimento. Na época em que você era estudante da UFMG haviam 4 mil vagas por ano, hoje já são mais de 8 mil vagas na Federal. Na sua época, o HC da UFMG ficou sem recursos para pagar a alimentação dos pacientes e o telefone da UFMG correu o risco de ser cortado por falta de pagamento. enquanto você diz que ai na França recebe uma bolsa para pagar o aluguel enquanto estuda, aqui eu tenho que aguentar que “nós, estudantes do Prouni, devíamos trabalhar e sair da Faculdade”. Voto na Dilma não porque eu sou beneficiário do Governo, mas porque ela representa um projeto totalmente diferente do projeto do Serra. Um projeto em que a pessoa é vista como detentoras de direitos."
(...) Todos os meus amigos e colegas que tive nas ruas e na minha infância estão presos ou mortos. vítimas de violência da policia ou do tráfico. Eu, não sei porque motivo, decidi trilhar um caminho diferente. Porém, isso só foi possível dentro de uma concepção de que estudar,ter uma profissão e um lugar melhor na sociedade ganhou um espaço maior na sociedade depois que o Governo Lula venceu as eleições. A burguesia, sim, ela existe e odeia os pobres,pretos,deficiêntes físicos e não letrados, do Brasil ainda acha que qualquer plano que inclua distribuição de dinheiro, aumento de vagas nas Escolas e saúde de qualidade para todos é uma ameaça à Democracia. Eu não consigo entender como se gasta milhões de reais em patrocinio de um filme ou de uma peça de teatro mas se taxa de ” demagogo” um auxilio de 112 reais por mês para uma família de 4 ou mais pessoas. mesmo assim esses 112 reais só é liberado se as crianças abaixo de 14 anos estiverem matriculadas nas Escolas e com frequencia acima de 75%.
Não tenho vergonha de dizer que já fui dormir, eu e meus irmãos, noites e noites sem jantar e sem a certeza de que iríamos comer no dia seguinte. Hoje,se tenho outra realidade é em parte graças ao governo Lula que começou a inverter a lógica de primeiro crescer para depois distribuir e passou a distribuir ao mesmo tempo que o Brasil crescia.
Digo isso porque tenho medo de que o Serra e o DEM vença essa eleição em cima de um discurso homofóbico, demagogo,mentiroso e falsamente religioso. Que importância tem para o debate político que esse ou aquele candidato seja ateu, católico ou Evangélico? Que seja contra ou a favor do aborto? Alguém precisa dizer a esses proxenetas que o congresso é soberano para aprovar leis e vetar as enviadas pelo governante de plantão.
Também não estou dando um cheque em branco para o Lula ou o futuro governo Dilma. ” Não roubar,não deixar roubar e denuciar os que roubam. Esses devem ser os mandamentos do homem público” , dizia o saudoso Ulisses Guimarães. Toda corrupção deve ser investigada,punida e, se possível, pegar de volta o dinheiro desviado. O que não podemos é acharmos que a corrupção começou agora no PT e só o PSDB e DEM são os paladinos da justiça"

Lelec/ Leonardo em outubro 19, 2010 7:56 AM


#5

Caro Leonardo, o seu texto é magnífico e merece leitura atenta. Mas, desta vez, o mérito pela divulgação pertence ao Ricardo Lins Horta, o autor do post de hoje.

E obrigado por compartilhar o comentário do Zé Paulo. Maravilhoso, de verdade.

Idelber em outubro 19, 2010 8:04 AM


#6

Muito bom! Esclarecedor! Quem sabe assim consigo mudar algumas cabeça. Paraná tá foda.......

DENIS DIAS em outubro 19, 2010 8:23 AM


#7

Eu gostei bem do texto, mas acho tenso linkar para uma página em que o Bresser Pereira compara o "populismo cambial" feito por FHC com o que teria feito Lula em 2006 (suponho, já que essa é a data do texto). Aliás, acho que um bom tema para uma pesquisa econômica seria tentar ver quanto custou ao país o governo do FHC ter segurado o dólar para ser reeleito (talvez os dados da dívida digam algo sobre isso)...

Amon B. em outubro 19, 2010 8:37 AM


#8

Vejam o que FHC foi fazer em Foz do Iguaçu.
Reunião secreta com filibusteiros internacionais do mundo dos negocios!
Denuncia de Hildegard Angel!
http://www.sediscute.com/2010/10/denuncia-gravissima-fhc-ja-negocia.html

HRPMAN! em outubro 19, 2010 8:46 AM


#9

Mil perdões, mas vamos restabelecer a verdade o cano mais longo que o Gabeira pegou na vida dele, foi com certeza a piroca de algum surfista vizinho dele... O cara rodava mimeógrafo no MR-8, todo mundo sabe disso.

Dino em outubro 19, 2010 9:29 AM


#10

Parabéns. Uma explanação muito clara e objetiva. Como o senhor informa, gostaria de receber este material preservando os links para o repassar a alguns amigos.Antecipadamente meus agradecimentos.

Guilherme em outubro 19, 2010 9:33 AM


#11

Há um errinho no texto. O dólar não foi a 4 reais com a desvalorização do real no começo de 1999. Na época a moeda americana foi de cerca de R$ 1,20 para R$ 1,80 (estou citando os números sem consultar, mas os valores não fogem muito disso).

O dólar raspou a casa dos R$ 4,00 em 2002, com a política do medo provocada pela iminente vitória lulista nas eleições.

Filipe Silva em outubro 19, 2010 9:51 AM


#12

Idelber,

Antes de tudo, quero agradecer imensamente pela publicação do texto. É uma pequena contribuição, espero, que pode auxiliar para aumentar o nível da discussão nesta reta final.

Noto que alguns comentaristas estão sugerindo alterações em links, retificações, etc. Esta obra mais do que um texto autoral, é uma construção coletiva (daí os links). Podemos aprimorá-la e, quiçá, incorporar algumas sugestões, o que acha?

Abraços e muito obrigado,

Ricardo de Lins e Horta em outubro 19, 2010 10:13 AM


#13

Idelber, acho curioso o governo tucano buscar identidade com a política econômica do governo Lula o tempo todo. Durante o mandato do FHC, o Pérsio Arida queria fechar o BNDES. O Pedro Malan falava que a melhor política industrial era não ter política industrial e ainda dizia que o Brasil não precisava de engenharia, pois engenharia a gente importa. Parece que é em tudo oposto ao que o governo Lula fez

Tiago Mesquita em outubro 19, 2010 10:13 AM


#14

Idelber,

Antes de tudo, quero agradecer imensamente pela publicação do texto. É uma pequena contribuição, espero, que pode auxiliar para aumentar o nível da discussão nesta reta final.

Noto que alguns comentaristas estão sugerindo alterações em links, retificações, etc. Esta obra mais do que um texto autoral, é uma construção coletiva (daí os links). Podemos aprimorá-la e, quiçá, incorporar algumas sugestões, o que acha?

Abraços e muito obrigado,

Ricardo de Lins e Horta em outubro 19, 2010 10:14 AM


#15

Prezados Ricardo e Idalber,

O texto é excelente, mas contém um erro: não é verdade que em 2002 apenas 30 servidores efetivos tenham sido nomeados. A AGU fez nesse ano concurso para procurador federal e foram nomeados 707 aprovados, que tomaram posse em 2/08/2002. Foi o último concurso público do governo FHC.

Abraços

Dimitri Brandi de Abreu em outubro 19, 2010 10:21 AM


Tiago Mesquita em outubro 19, 2010 10:21 AM


#17

Idelber, o comando da campanha de Dilma deveria simplificar esse arrazoado tornando-o mais acessível ao entendimento do eleitor menos politizado e colocar no programa eleitoral na TV. Acho que o comando da campanha da Dilma evitou dar combate as propostas e mentiras da oposição (Marina inclusa) e preferiu se fiar no portfólio de realizações do governo e no apoio do povão à Lula, e além de não combater as toscas razões que os setores de classe média movidos no fundo por ódio de classe levantaram, fez pior, ignorou-as. Classe média pode não ter tanto voto assim, mas sua opinião repercute em todos os extratos.

Marola em outubro 19, 2010 10:26 AM


#18

Muito Bom! Me envia por e-mail? Obrigado.

Vitor em outubro 19, 2010 10:35 AM


#19

Só para constar: concordo integralmente com o que disse o Marola.

Cláudio Freire em outubro 19, 2010 10:47 AM


#20

Olá, vc poderia me enviar esses dados por e-mail?

Muitíssimo obrigada!!

Marina em outubro 19, 2010 10:49 AM


#21

Para não se esquecer de que nem todo paulista é Serra:

http://www.youtube.com/watch?v=tToIwypB3NQ

Bruno Marcondes em outubro 19, 2010 10:52 AM


#22

Idelber, o texto organiza e simplifica bem os argumentos que nós eleitores do PT estamos espalhando de maneira fragmentada há muito tempo (no meu caso só uns 30 anos, rsrsrs).
Também gostaria de reveber o texto via e-mail.
Um abraço.

Sérgio Troncoso em outubro 19, 2010 10:52 AM


#23

Só um detalhe, sobre a parte da política econômica:

Costuma-se chamar o câmbio fixo da primeira parte do plano real de "populismo cambial". Isso é esquecer o contexto da época em que essa política foi implantada.

Quando da concepção do plano real, o país vivia um contexto de alta inflação e desvalorização constante da moeda. O câmbio fixo era uma das âncoras para conter a inflação. Outras medidas vieram junto e efetivamente acabaram com a inflação (e o melhor, restituíram a confiança da população na moeda).

Portanto: sem câmbio fixo, sem controle de inflação, pelo menos naquela época (achar que alguém tinha uma ideia melhor *na época* para resolver a inflação é irrelevante. A âncora monetária não podia sequer ser cogitada, já que nem banco central com credibilidade tinham na época. Foi uma solução, que funcionou bem e foi adotada em vários países).

As grandes crises do fim dos anos 90 afetaram a qualidade dessa âncora, que foi substituída por metas de inflação, política monetária e responsabilidade fiscal após a eleição.

Mas minha grande pergunta seria: Um governo Lula, eleito em 1998, faria uma política de metas de inflação e política monetária e responsabilidade fiscal? Eu não acho. Então, um grande viva ao governo FHC, que efetivamente pôs o país nos trilhos.

Mudam as condições, devem mudar as políticas. Hoje, por exemplo, a situação é outra ainda. Eu acho o Guido Mantega um tonto, e a *única* coisa com que eu concordei com ele foi quando ele falou que estamos em guerra de taxas de câmbio. Estamos mesmo. China, Europa e EUA vão querer aumentar exportações para crescer. Para isso, estão dando um jeito de desvalorizar suas moedas. Políticas de câmbio flutuante só serão viáveis se todos os outros países (principalmente China) também se mantiverem assim. Porque se não, o Brasil vai ter que repensar a sua.

Qualquer governo que assumir vai ter que mexer com política cambial. Mantendo o nível do debate do jeito que está, se a Dilma ganhar vai ter sido por populismo cambial do Lula. Se o Serra ganhar vocês me contam como vão xingar ele por conta disso.


Rafael M em outubro 19, 2010 10:54 AM


#24

Idelber, bom dia.

Você pode me mandar via emeio? Os links não ficaram de jeito nenhum!

Felipe Lopes em outubro 19, 2010 10:55 AM


#25

Eu to no meio da aula e confesso que chorei lendo o depoimento do Ze Paulo.
Eu vou votar na Dilma exatamente pelo mesmo motivo. Todo mundo tem direito a educacao, saude, trabalho, moradia, alimentacao, dignidade. A iniciativa privada nao vai proporcionar essa justica. Quem proporciona igualdade e liberdade eh um Estado de direito que seja forte e justo. Eu voto por um Brasil para todos e nao para poucos. Por isso eu voto Dilma no segundo turno.
Muito obrigada pelo depoimento.

Barbara em outubro 19, 2010 10:56 AM


#26

Excelente trabalho, com um porém: o Plano Real foi implantado durante o governo Itamar. Mas o "tripé" do câmbio flutuante, das metas de inflação e do superávit primário só foi implantado, em etapas sucessivas que tiveram de ser duramente negociadas com o FMI, no *segundo* mandato do FHC, depois que o Plano Real tinha levado o país à beira do colapso. Portanto, esse famoso tripé não tem absolutamente nada a ver com o Plano Real, que morreu bem morrido de morte bem matada em 1999, *quatro anos antes* de o Lula assumir a presidência e manter (e aperfeiçoar) as medidas *impostas ao FHC* e *contra a vontade* do Malan e de toda a ekipekonômika, como condição do FMI para nos emprestar o dinheiro necessário para tirar o país dos sucessivos buracos em que o governo FHC o enfiou.

Tomás Rosa Bueno em outubro 19, 2010 11:02 AM


#27

Muito bom.

Apenas acho que a propaganda eleitoral também deveria ter esta preocupação didática em estabeler comparações.

Aliás, creio que esse tem sido o ponto falho de toda a campanha petista: a falta de firmeza em estabelecer comparações.

Carlos Oliveira em outubro 19, 2010 11:02 AM


#28

Havia um errinho na cotação do real, muito bem notado pelo Filipe, no comentário #11. A partir da correção do Felipe, o texto foi ajustado pelo Ricardo, com um novo link.

Idelber em outubro 19, 2010 11:09 AM


#29

Excelente texto, Ricardo. Obrigado pela publicação, Idelber. Já o enviei como resposta a várias das mensagens absurdas que tenho recebido de colegas de trabalho, (ex-)alunos e outras pessoas. É impossível ficar calado diante da campanha que o PSDB tem feito, cheia de mentiras e má fé. O texto do Ricardo é excelente porque, como "construção coletiva", não se deixa no entanto reduzir a mera marcação de posição: é um posicionamento com fundamentação. Abraços!

Marcelo em outubro 19, 2010 11:11 AM


#30

Não sei exatamente quantas nomeações ocorreram no âmbito do Poder Executivo Federal em 2002. O Banco Central abriu concurso naquele ano com 252 vagas pra Analista, mas eu suspeito que eles só tenham sido nomeados em 2003.

Mas essa é uma discussão menor. O fato é que ocorreu uma clara valorização do servidor público federal durante o governo Lula, e eu posso afirmar isso citando o próprio BACEN, instituição da qual sou servidor: em 2002, o salário inicial de um Analista era de R$ 3.636,59. Durante todo o período entre 1995 e 2002, houve 0% de aumento no salário (é o que dizem meus colegas aqui, não tenho informações oficiais); no último concurso, em 2009, o subsídio inicial de um analista era de R$ 12.413,65, subindo esse ano pra R$ 12.960,77 (pra não acharem que tou fazendo divulgação gratuita do meu subsídio, aviso que não sou Analista, sou Técnico e recebo bem menos que isso). Descontando a inflação, ainda assim é um aumento enorme que ultrapassa com folga a casa dos 200%.


O Banco Central não teria esse papel de destaque na política econômica, monetária e cambial do país se não fosse pela valorização da carreira - porque não é o Henrique Meirelles que vai fazer diariamente supervisão nos bancos, comprar e vender titulos públicos no mercado aberto ou fretar um avião de carga pra levar dinheiro de um estado pro outro. Cargos bem remunerados dentro de um órgão respeitado é a forma mais rápida de trazer pro - e manter no - funcionalismo público gente preparada; e no BACEN é acachapante a quantidade de gente com currículos invejáveis que trabalhariam, sem exagero, em qualquer instituição financeira do país e do mundo com o triplo do salário que recebem aqui.
Eu tenho um orgulho imenso de ser servidor do Banco, e é essa auto-estima que faltava até 2002 não somente no BACEN, mas em todo o serviço público federal.

Gustavo S. em outubro 19, 2010 11:11 AM


#31

Caro Idelber,
Se você puder me enviar o email com o conteúdo do texto ficarei grato.

Ruimar
Graduando em Economia - UFV
ruimarfc@gmail.com

Ruimar em outubro 19, 2010 11:12 AM


#32

Excelente texto e ótimos argumentos. Gostaria de recebe-lo via e-mail para manter os links. Estou no aguardo. Parabéns

claudio cordeiro em outubro 19, 2010 11:21 AM


#33

Eis o exemplo do descompasso...

Sabe onde na iniciativa privada um analista ganha R$ 12 mil reais?

Em lugar algum. Nenhum mesmo. Banco de investimentos? Nem lá.

Isso não é ter um bom salário. É ter o *melhor* salário de todo o mercado. Isso não é valorização do servidor. Isso é a sociedade pagando demais por um serviço.

Um analista de início de carreira ganha entre R$ 1.500 e R$ 3.000. Com experiência vai até R$ 6.000. Você está falando do dobro disso.

Pobre do país em que a sociedade que gera valor e riqueza tem que pagar R$ 12 mil reais para um analista do Banco Central.

Rafael M em outubro 19, 2010 11:25 AM


#34

Fundamental para entender as diferenças entre a política econômica do PSDB e do PT (pelo professor Glauco Arbix @garbix no Twitter):
http://www.arbix.pro.br/wp-content/uploads/arbix-martin-madison-march-20102.pdf

Tiago Mesquita em outubro 19, 2010 11:38 AM


#35

texto interessante sobre as diferenças entre os candidatos José Serra e Dilma Roussef

Alexandre Saraiva em outubro 19, 2010 11:42 AM


#36

Por gentileza Idelber, envie-me o texto por e-mail com os links...

Agradeço,
José Donizetti
jdnunes@ymail.com

José Donizetti em outubro 19, 2010 11:59 AM


#37

Texto extraordinário!

Ramiro Conceição em outubro 19, 2010 12:00 PM


#38

Parabéns, este post é arretado.

Vicente Cariry em outubro 19, 2010 12:12 PM


#39

LULA disse num evento a empresários ontem:

como vcs sabem que é desta revista que estou falando?

http://www.youtube.com/watch?v=Rh7XnTO8k1g&feature=player_embedded

alex em outubro 19, 2010 12:17 PM


#40

Caro não é pagar R$ 12 mil a um analista do Banco Central. Caro é não ter um órgão regulador do mercado financeiro e bancário com gente preparada. Caro é o preço que se está pagando pela esculhambação que resultou na quebra do Lehman Brothers. Isso sim é muito caro. US$ 750 bi foi só o valor do primeiro cheque assinado pelo contribuinte dos Estados Unidos.

Patrick em outubro 19, 2010 12:59 PM


#41

Oi Idelber,
Sou eu de novo.
Ricardo, parabéns pelo texto. Você fez um trabalho absolutamente monumental, hercúleo mesmo!
Idelber, poderia fazer a gentileza de me enviar o texto (se possível já na sua versão modificada), por favor?
Muito obrigado, Ricardo e Idelber.

Meu email: leocruzsouza@hotmail.com

Lelec/ Leonardo em outubro 19, 2010 1:02 PM


#42

Também estranhei um pouco a afirmação de que R$ 12 mil para um analista do Banco Central seria um salário alto. Isso me fez lembrar dois hilários tuítes dos meus amigos de direita, da Torre do Marfim

(antes que alguém pergunte: eles se autodefinem como direita e, sim, eles são meus amigos).

Idelber em outubro 19, 2010 1:08 PM


#43

Texto fodão. É disso que a gente precisa pra fazer contra-campanha junto aos que mandaram e-mails difamatórias: texto definitivos.

Cheguei a usar o do Amálgama (lincado no post) esses dias, mas esse é sem dúvidas mais completo, inclusive cita o primeiro.

Agora é pegar as listas de e-mails que mandaram (e os que receberam por eles) boataria e mandar de volta essa resposta a altura.

JG_ em outubro 19, 2010 1:14 PM


#44

A Folha dá aula de requentamento eleitoral de noticias. Olha a noticia de destaque do Folha on line.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/816782-promotor-apresenta-denuncia-contra-tesoureiro-do-pt-por-desvios-da-bancoop.shtml

Bruno em outubro 19, 2010 1:37 PM


#45

Marina está com Dilma. nao assume para nao rachar o partido.
http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=34553

Bruno em outubro 19, 2010 1:42 PM


#46

Bom, tem um pouco a ver com o tópico 3. Índices estatísticos, convenientemente trabalhados, podem mostrar o que quisermos (ok, é meio exagerado). Então, segue outra comparação estatística FHC x Lula:

http://pt-br.governobrasil.wikia.com/wiki/Governo_Brasil_Wiki

Índice de Desenvolvimento Humano

O Índice de Desenvolvimento Humano, um dos principais indicadores do nível de vida da população de um país, cresceu muito mais durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula. Isto significa que a qualidade de vida do povo Brasileiro melhorou de forma mais acelerada no governo anterior que no governo atual.

Fonte: Dados oficiais da ONU

De 1995 a 2000 (FHC) cresceu 7,62% ou 1,48% ao ano

De 2000 a 2007 (Lula) cresceu 2,91% ou 0,41% ao ano

* Brasil só superou o crescimento médio mundial de 1995 a 2000

* Lula aproveita-se de um pouco do crescimento da época FHC nesta comparação devido à esparsidade dos dados


Acesso à Rede de água

O percentual de domicílios com acesso à rede de água potável encanada, condição praticamente básica à dignidade humana nos dias atuais, cresceu de forma muito mais rápida durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula.

Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE

De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 42,09% em número absoluto ou 4,49% ao ano

De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 9,33% em proporção do total ou 1,12% ao ano

De 2002 a 2007 (Lula) cresceu 19,22% em número absoluto ou 3,58% ao ano

De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 4,02% em proporção do total ou 0,57% ao ano


Acesso à Rede de esgoto

A quantidade de domicílios com acesso à rede de escoamento de esgoto, critério essencial para a qualidade de vida da população, cresceu de forma mais rápida durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula.

Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE

De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 55,16% em número absoluto ou 5,65% ao ano

De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 19,23% em proporção do total ou 2,22% ao ano

De 2002 a 2007 (Lula) cresceu 29,52% em número absoluto ou 5,31% ao ano

De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 14,62% em proporção do total ou 1,97% ao ano


Acesso à Energia elétrica

O percentual de domicílios com acesso à rede elétrica, outro critério essencial para a obtenção de um bom nível de qualidade de vida, cresceu muito mais rápido durante o governo anterior que no governo atual.

Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE

De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 7,44% ou 0,90% ao ano

De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 2,48% ou 0,35% ao ano


Porcentagem de Domicílios com geladeira

O refrigerador tornou-se item essencial para a família. Mesmo assim, ainda existem domicílios que não possuem este eletrodoméstico. A proporção de domicílios com geladeira cresceu muito mais rápido durante o governo Fernando Henrique que no governo posterior.

Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE

De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 20,75% ou 2,39% ao ano

De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 8,30% ou 1,15% ao ano


Porcentagem de Domicílios com televisão

Aparelho televisor, mesmo não sendo essencial à sobrevivência, é de grande importância para o tempo de lazer da população, influenciando assim a qualidade de vida. Acesso à televisão cresceu mais rápido no governo anterior que no governo atual, apesar da às vezes dramática diminuição nos preços.

Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE

De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 18,73% ou 2,17% ao ano

De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 6,66% ou 1,30% ao ano

* Preços de TVs despencaram no governo Lula


Porcentagem de Domicílios com telefone

O telefone tornou-se um item essencial à qualidade de vida do cidadão. Antes considerado um bem de difícil acesso, após a privatização do setor sua disponibilidade cresceu vertiginosamente. A tabela abaixo resume os dados de crescimento no acesso a linhas telefônicas nos últimos governos.

Fonte: Dados oficiais do IBGE

De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 224,21% ou 15,84% ao ano

De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 37,82% ou 4,69% ao ano


Mortalidade infantil

A alta mortalidade infantil era um dos problemas mais trágicos do Brasil. Felizmente, a estabilidade e o desenvolvimento tem permitido uma queda progressiva no número de crianças que morrem antes de completar um ano de idade. A queda neste número foi, no entanto, muito mais pronunciada durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula.

Fontes: Dados oficiais do DataSUS, Portal ODM

De 1997 a 2002 (FHC) caiu 21,94% ou 4,83% ao ano

De 2002 a 2010 (Lula) caiu 20,16% ou 2,78% ao ano


Taxa de pobreza

A taxa de extrema pobreza indica, segundo o IPEA, o 'percentual de pessoas na população total com renda domiciliar per capita inferior à linha de extrema pobreza (ou indigência, ou miséria). A linha de extrema pobreza aqui considerada é uma estimativa do valor de uma cesta de alimentos com o mínimo de calorias necessárias para suprir adequadamente uma pessoa.' Já a taxa de pobreza indica, também segundo o IPEA, o ' Percentual de pessoas na população total com renda domiciliar per capita inferior à linha de pobreza. A linha de pobreza aqui considerada é o dobro da linha de extrema pobreza.'

Fonte: Dados oficiais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

De 1994 a 2002 (FHC), a taxa de extrema pobreza caiu um total de 6,28%, com uma variação de -30,98%.

De 2002 a 2009 (Lula), a taxa de extrema pobreza caiu um total de 6,71%, com uma variação de -47,96%.

De 1994 a 2002 (FHC), a taxa de pobreza caiu um total de 8,58%, com uma variação de -19,96%.

De 2002 a 2009 (Lula), a taxa de pobreza caiu um total de 12,98%, com uma variação de -37,73%.


Estatísticas de Acesso à Educação

Artigo Principal: Estatísticas de Acesso à Educação


Dados são informados até o ano mais recente de publicação dos mesmos pelos institutos responsáveis por sua manutenção.

Quando os anos não fecham com o início e fim dos governos há um hiato na divulgação de estatísticas e o ano mais próximo é utilizado.

Se alguém tiver dados mais recentes, de fontes confiáveis, por favor me envie.


Evasão escolar

Evasão escolar é algo extremamente preocupante em qualquer sociedade, principalmente na idade normalmente associada ao ensino secundário - que pode fazer uma diferença crucial na vida de uma pessoa. Enquanto o número de crianças de idade entre 15 e 17 anos que não frequentavam a escola caiu dramaticamente durante o governo Fernando Henrique, este número permaneceu preocupantemente estável durante o governo Lula.

Fonte: Dados oficiais do IBGE

De 1994 a 2002 (FHC) variou -51,44% ou -8,63% ao ano

De 2002 a 2007 (Lula) variou -4,32% ou -0,88% ao ano


Acesso à universidade

Acesso à universidade é uma medida clara do desenvolvimento da educação em um país. Segundo o censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira fornece dados a respeito.

Fonte: Censo da Educação Superior do INEP

De 1995 a 2002 (FHC) o número de matrículas em instituições federais cresceu 44,65% ou 5,42% ao ano

De 2002 a 2008 (Lula) o número de matrículas em instituições federais cresceu 20,97% ou 3,22% ao ano

De 1994 a 2002 (FHC) o número total de matrículas no ensino superior cresceu 109,50% ou 9,69% ao ano

De 2002 a 2008 (Lula) o número total de matrículas no ensino superior cresceu 45,98% ou 6,51% ao ano


Índice de analfabetismo

O índice de analfabetismo indica o percentual da população total, acima de 15 anos de idade, que não sabe ler nem escrever um bilhete simples.

Fonte: Dados oficiais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

De 1995 a 2002 (FHC) caiu 27,77%% ou 3,99% ao ano

De 2002 a 2007 (Lula) caiu 15,60% ou 3,33%% ao ano
Universidades Federais

Artigo Principal: Universidades Federais

Duas universidades federais foram criadas durante o governo Fernando Henrique, e três foram criadas durante o governo Lula. Mais detalhes no artigo Universidades Federais


Estatísticas de Desenvolvimento Econômico

Artigo Principal: Estatísticas de Desenvolvimento Econômico

Dados são informados até o ano mais recente de publicação dos mesmos pelos institutos responsáveis por sua manutenção.

Quando os anos não fecham com o início e fim dos governos há um hiato na divulgação de estatísticas e o ano mais próximo é utilizado.

Se alguém tiver dados mais recentes, de fontes confiáveis, por favor me envie.


Salário mínimo

Fontes: Medida Provisória 637/1994, Medida Provisória 35/2002, Lei 1.255 de 2010

De 1994 a 2002 (FHC) o salário mínimo cresceu 185,71% ou 14,02% ao ano

De 2002 a 2010 (Lula) o salário mínimo cresceu 155,00% ou 12,41% ao ano

De 1994 a 2002 (FHC) o mínimo cresceu, em valores deflacionados, 33,24% ou 3,65% ao ano

De 2002 a 2010 (Lula) o mínimo cresceu, em valores deflacionados, 72,62% ou 7,06% ao ano


Carga tributária

Fonte: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE

Carga média de 1994 a 2002 (FHC) de 30,07%, carga tributária em 2002 de 32,35%

Carga média de 2002 a 2007 (Lula) de 33,47%, carga tributária em 2007 de 34,70%


Taxa de crescimento econômico:

Fontes: Dados oficiais do Banco Central do Brasil, Dados oficiais do Fundo Monetário Internacional

Crescimento mundial durante governo FHC: 24,27% ou 2,75% ao ano

Crescimento mundial durante governo Lula: 74,46% ou 8,27% ao ano

Crescimento do Brasil no governo FHC: 19,74% ou 2,28% ao ano ou 82,77% da média mundial

Crescimento do Brasil no governo Lula: 27,66% ou 3,55% ao ano ou 42,91% da média mundial

* Durante o governo Lula, o Brasil cresceu muito menos que o resto do mundo

* Durante o governo FHC, o Brasil cresceu apenas um pouco abaixo da taxa média do resto do mundo


Crescimento no governo Collor/Itamar: 6,75% ou 1,31% ao ano

Evolução no governo FHC em relação à média anterior: 73,33%

Evolução no governo Lula em relação à média anterior: 55,88%

* Mesmo havendo maior crescimento absoluto no governo Lula, a TAXA anual média de crescimento da economia CRESCEU muito mais no governo FHC que no governo Lula


Taxa de crescimento econômico - Paridade de poder de compra

O conceito de Paridade de Poder de Compra é baseado na comparação do valor de moedas de diferentes países através do preço, no país, de uma cesta de produtos pré-definida. Para fins de comparação de taxas de crescimento econômico entre diferentes países, a utilização de valores ajustados desta forma pode oferecer números mais próximos da realidade do poder aquisitivo de cada população. É importante notar, no entanto, que a limitação na seleção da cesta de consumo, assim como diferenças na qualidade dos produtos sendo medidos, pode gerar inconsistências no fator de ajuste dos valores, levando a inconsistências nas comparações.

Fonte: Dados do Fundo Monetário Internacional

Crescimento, em PPP, do Brasil como proporção do crescimento mundial durante o governo FHC: 78,45%

Crescimento, em PPP, do Brasil como proporção do crescimento mundial durante o governo Lula: 98,68%


Nível de desemprego:

Fontes: Dados oficiais do IBGE até 2002, Dados oficiais do IBGE pós 2002

Final do governo FHC (dez/2002): 6,17%

Final do governo Lula (set/2010): 6,9%

* Há uma descontinuidade nos dados, o que impede uma comparação direta

* A principal mudança é a alteração da idade mínima de 15 para 10 anos

* Definição anterior de desocupado: População Desocupada - aquelas pessoas que não tinham trababalho, num determinado período de referência, mas estavam dispostas a trabalhar, e que, para isso, tomaram alguma providência efetiva (consultando pessoas, jornais, etc.)

* Definição atual de desocupado: São classificadas como desocupadas na semana de referência as pessoas sem trabalho na semana de referência, mas que estavam disponíveis para assumir um trabalho nessa semana e que tomaram alguma providência efetiva para conseguir trabalho no período de referência de 30 dias, sem terem tido qualquer trabalho ou após terem saído do último trabalho que tiveram nesse período.


Inflação ao consumidor

Fonte: Banco Central do Brasil - Calculadora do Cidadão

Inflação acumulada de 1990 a 1994 (Collor/Itamar): 41.941.718,61%

Inflação acumulada de 1995 a 2002 (FHC): 114,43%, ou 0,00028% do acumulado anterior. Queda de 99,99972% em relação ao governo anterior.

Inflação acumulada de 2003 a 2010 (Lula): 47,72%, ou 41,71% do acumulado anterior. Queda de 58,29% em relação ao governo anterior.

* Queda na inflação acumulada foi muito maior no governo FHC que no governo Lula

* Fernando Henrique, como Ministro da Fazenda, implantou o Plano Real, que controlou a hiperinflação

* Governo FHC consolidou a estabilidade do plano real


Dívida pública federal

Fonte: Dados oficiais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Dívida pública federal ao final do governo FHC (12/2002): R$ 560.828.810.000,00

Dívida pública federal ao final do governo Lula (10/2010): R$ 985.808.530.000,00

* A dívida pública federal líquida ao final do governo Lula é quase o dobro da dívida ao final do governo Fernando Henrique

NRA em outubro 19, 2010 1:43 PM


#47

Não pretendo discutir aqui o mérito do texto em si, até porque não acho que eu seria realmente ouvido neste blog.

Só acho relevante dizer que Ricardo de Lins e Horta é atualmente coordenador de Estudos Jurídicos da Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. O subchefe Beto Vasconcelos, chefe direto de Horta, é bastante ligado a Dilma.

Não quero com isso sugerir que não seja legítimo que alguém ligado ao governo faça tal defesa. Acho apenas que a informação é em si relevante.

Relevante é também dizer que sou eleitor do Serra e que conheço o Ricardo Horta do grupo de discussões Direito Lúdico, onde pudemos debater vários dos pontos que ele elencou neste arrazoado. Esclareço também que tivemos discussões ásperas e que ele saiu do grupo por minha causa, depois de acusar-me de desonestidade intelectual.

Quem quiser atribuir esta minha mensagem a motivações outras que não à declarada, com base no que eu mesmo acabei de declinar, fique à vontade.

Rodrigo Vasconcelos em outubro 19, 2010 1:46 PM


#48

Rodrigo Vasconcelos,
Acho importante colocar na mesa essas observações. Estão devidamente consideradas.
Mas deve-se registrar que não alteram a validade dos argumentos do texto do Ricardo Lins Horta. A posição dele não desqualifica os dados por ele levantados.

Cláudio Freire em outubro 19, 2010 1:57 PM


#49

Caro Rodrigo Vasconcelos,

Vá no Diário Oficial de 27 de julho de 2010, página 2 da seção 2: http://www.jusbrasil.com.br/diarios/7020298/dou-secao-2-27-07-2010-pg-2

Procure pelo meu nome, "Ricardo de Lins e Horta".

Lamento, uma vez mais, a sua atitude de levar discussões para o lado pessoal.

Abraços,

Ricardo de Lins e Horta em outubro 19, 2010 1:58 PM


#50

Prezado Ricardo,

às 14h01, portanto, há 9 minutos atrás, você me mandou um e-mail dizendo que eu fiz uma afirmação inverídica no Blog do Idelber e que ainda estaria em tempo de corrigir o meu erro.

Vejo que você não me deu tempo de fazê-lo. Como expliquei a você na resposta que lhe enviei há um minuto atrás (às 14h11):

"Não sabia que era incorreta [a informação]. Vou corrigi-la e dizer que, até julho, você foi coordenador de Estudos Jurídicos da Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Tomei inclusive o cuidado de dizer que isso não desqualifica seu arrazoado. Em momento algum insinuei desonestidade intelectual de sua parte".

Rodrigo Vasconcelos em outubro 19, 2010 2:13 PM


#51

Caríssimos, havia um comentário meu, entre o #47 e o #48, que continha um erro meu, de responsabilidade minha. Antes que ele disseminasse confusão, achei melhor apagá-lo. Era um comentário de minha autoria.

Idelber em outubro 19, 2010 2:17 PM


#52

Legal. Mas, Idelber, posso te pedir pra trocar o link do Amálgama ao final do texto para http://www.amalgama.blog.br/10/2010/por-que-votei-em-marina-e-agora-votarei-em-dilma/

Foi esse que o Horta quis passar, na verdade. Troca aí, pros leitores caírem no texto certo :-)

Abs.

daniel em outubro 19, 2010 2:17 PM


#53

Caro Ricardo,

aproveito para lembrá-lo de que nunca levo discussões para o lado pessoal, como sempre fiz questão de frisar. Tanto que reconheci, de antemão, que o dado informado não desqualifica os argumentos apresentados.

Eu já tive oportunidade de rebater, noutro fórum, um por um destes argumentos, além de outros tantos que você apresentou.

Posso fazê-lo novamente, desde que estejam todos dispostos a discutir seriamente.

Rodrigo Vasconcelos em outubro 19, 2010 2:18 PM


#54

Rodrigo,

Sei que vocẽ discorda do texto acima. Sinta-se à vontade para contraditar os argumentos nele contidos.

Não sou servidor público atualmente, não sou filiado a nenhum partido político, não escrevi o texto acima a pedido de ninguém. É o meu posicionamento nestas eleições, como cidadão.

É previsível, porém, que num clima de polarização eleitoral, em que insinuações, achismos e boatos - como pontuei no texto - são tão comuns, que eu receba esse tipo de retorno...

Ricardo de Lins e Horta em outubro 19, 2010 2:18 PM


#55

Não custa çembrar também o progresso da Petrobras, que saiu de R$ 1 bi de lucro em 2002 para R$ 32 bi ano passado.

A descoberta do pré-sal, o investimento em refino e o efeito sobre a economia que este plano de negócios da cia irá exercer.

Pedro Migão em outubro 19, 2010 2:19 PM


#56

lembrar, óbvio. Errinho de digitação.

Pedro Migão em outubro 19, 2010 2:19 PM


#57

Rodrigo, fique à vontade para rebater os argumentos "um por um" na extensão que quiser. A caixa estica infinitamente.

Acredito que os 56 comentários colocados aqui foram feitos "seriamente", portanto não entendo muito bem a sua condicionante.

Quer argumentar, argumente.

Idelber em outubro 19, 2010 2:26 PM


#58

Daniel, acho que o link que o Ricardo quis passar era aquele mesmo.

Idelber em outubro 19, 2010 2:28 PM


#59

Idelber,

minha condicionante foi feita com base na experiência que tive noutros fóruns. Eu confesso que não acompanho o seu blog cotidianamente. É normal, aliás, que frequentemos mais os blogs com os quais nos identificamos.

Minha prevenção, portanto, pode ter sido desnecessária. Vou rebater um por um dos argumentos, assim que eu tiver tempo (não tardarei em fazê-lo).

Rodrigo Vasconcelos em outubro 19, 2010 2:43 PM


#60

Não convém comparar o salário do cargo de Analista do Banco Central, que é responsável pela supervisão e execução de normas de todo o sistema financeiro nacional, com empregos homônimos em instituições financeiras, sejam elas bancárias ou não-bancárias. São atribuições totalmente diferentes, com responsabilidades diferentes e exigências diferentes.


Quando eu disse que um analista do Banco Central consegue emprego na iniciativa privada, obviamente não me referi a um cargo inicial de analista júnior do Santander, que deve ganhar bem menos de R$ 12 mil. Um analista renomado do BACEN, com algum tempo de casa e munido de graduações stricto sensu tem gabarito pra trabalhar em cargos de alta chefia dentro de empresas privadas. Não é fácil, e um doutorado per se não significa tanta coisa, mas estou me referindo a situações concretas, de acordo com colegas que conheço ou de quem já ouvi falar (o Celso, do NPTO, talvez sirva como prova).
Trabalhar no Banco Central é uma escolha arriscada: você tem estabilidade e seu subsídio oscila, em valores atuais, de R$ 12 a 18 mil, que pra média brasileira não é pouca coisa; mas também não passa disso. O mesmo servidor, que tem incentivo do Banco pra passar 2 anos num mestrado e 4 num doutorado com remuneração integral - e os servidores mais novos com certeza estão fazendo muito bom uso disso - teriam a chance de fazer pequenas fortunas na iniciativa privada, se assim desejassem.

É o mesmo caso do graduado em Direito que se dedica exclusivamente à Magistratura: o cargo de Juiz parece um absurdo de bem remunerado, mas esse mesmo servidor poderia ganhar quinze vezes mais como advogado.

Existe toda uma cultura organizacional dentro do BACEN que incentiva os servidores a permanecerem na casa. Ao mesmo tempo, há uma série de responsabilidades próprias de um órgão que exerce função típica de Estado. Não dá pra colocar na mesma balança as funções de um Banco Central com as de um funcionário de agência bancária.

Gustavo S. em outubro 19, 2010 2:49 PM


#61

Ricardo,

não há necessidade de prevenir os leitores do blog contra mim ou contra os meus posicionamentos, como você fez no seguinte trecho:

"É previsível, porém, que num clima de polarização eleitoral, em que insinuações, achismos e boatos - como pontuei no texto - são tão comuns, que eu receba esse tipo de retorno...".

Com essa observação, você procura desqualificar-me como interlocutor, como se eu estivesse a espalhar boatos.

Repito o que já disse: deixei claro que a informação não desqualifica, nem deslegitima o seu arrazoado. Corrigi prontamente o que de errado havia na minha informação: você ERA, não é mais, coordenador de Estudos Jurídicos da Subsecretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil.

Suponha que eu assinasse um texto crítico à Dilma e favorável ao Serra no jornal Folha de S. Paulo: não seria relevante a informação de que participei do governo dele no período X?

Rodrigo Vasconcelos em outubro 19, 2010 2:49 PM


#62

Rodrigo, faça o favor, meu chapa. Largue de nhenhenhém e parta pros argumentos. Estamos esperando. Pra quem disse que podia refutar "um por um" os apresentados no texto, você está me parecendo muito prefácio e pouca substância.

Vamos lá: tópicos 1, 2, 3, 4 e 5, com as respectivas argumentações e as respectivas fontes? Cadê?

Idelber em outubro 19, 2010 2:54 PM


#63

Não vejo como o quadro atual do serviço público, do qual usei o Banco Central como exemplo, possa ser visto como algo negativo em relação ao que existia antes de 2003. A não ser que se veja o serviço público como um estorvo a ser eliminado, querendo que o Banco Central e a Petrobras sejam privatizadas, por exemplo, e passem a receber salários supostamente compatíveis com a iniciativa privada, tanto pra mais quanto pra menos.

Gustavo S. em outubro 19, 2010 2:55 PM


#64

Valeu Idelber,
Sexta feira Dilma em Belo Horizonte
Abração
Fred

Fred em outubro 19, 2010 3:08 PM


#65

Quota de banda dobrada. Deve dar. Abs.

Fabio S. em outubro 19, 2010 8:19 PM


#66

Muito bom o texto! Não estou conseguindo copiar com os links...poderia me enviar? Um abraço

Maíra Oliveira em outubro 19, 2010 8:32 PM


#67

Ficamos fora do ar algumas horas por estouro de banda. Tudo de volta ao normal.

Idelber em outubro 19, 2010 8:40 PM


#68

Idelber, poderia mandar o post pra meu email?...pretendo repassa-lo, e não consigo copiar por aqui

abraço

Wilmar em outubro 19, 2010 8:42 PM


#69

Caro Idelber,

tentei postar esta mensagem no início da tarde, mas o site ficou um bom tempo fora do ar. Por isso, não respondi antes à mensagem #62: faço-o agora.

Eu discutirei ponto por ponto da mensagem do Ricardo. Portanto, será muito extensa a minha contra-argumentação. Demandar-me-á tempo. Embora eu não esteja com pressa alguma de apresentá-la (até porque não tenho a menor ilusão de que conseguirei convencê-lo, por mais fantásticos sejam os argumentos que apresentarei), vou procurar fazê-lo tão logo quanto possível.

No entanto, aviso de antemão: se você pretende insistir no tom agressivo da mensagem #62, avise-me, que paro por aqui. Eu não lhe devo explicação alguma para que me cobre, menos ainda de maneira tão acintosa!

Não sou seu chapa nem estou de nhenhenhém: quero apenas estabelecer as condições de nossa interlocução. Se não houver respeito, não tenho motivo para prosseguir, muito menos num espaço em que minha posição é nitidamente minoritária.

Rodrigo Vasconcelos em outubro 19, 2010 8:46 PM


#70

Rodrigo, poste a sua argumentação tranquilo quando quiser e puder. Foi você quem chegou aqui mudando o assunto do debate, dos tópicos em questão para a filiação pessoal do autor. Foi você quem, na primeira mensagem, já disse que não ia ser ouvido, sem ter nem ideia de onde estava chegando (este é um blog com seis anos de história na internet brasileira, e conhecidíssimo pelos debates que aqui se travam, caso você não tenha notícia). E agora insiste em impor condições ao anfitrião que claramente está abrindo o espaço, sem controle prévio nenhum, para que você escreva o que queira?

Na próxima mensagem, espero argumentos sobre o assunto em pauta.

Idelber em outubro 19, 2010 8:58 PM


#71

Ao Gustavo S.

Obrigado por dar mais argumentos ao meu ponto. Vou retrucar em geral.

1. Entendo, você gosta de ganhar mais do que o resto da sociedade (você acha que ganharia mais na iniciativa privada? tente.)

Tenho a felicidade de ter um cunhado procurador federal. Não sei exatamente quanto ele ganha, mas está por volta de R$ 15 mil, que ele passou a ganhar depois de 2 anos de formado. Na comparação que ele próprio faz, o trabalho dele é muito menos estressante e ele ganha muito mais do que colegas de faculdade de mesma idade. Ritmo de trabalho tranquilo, aposentadoria integral... Not bad.

Tenho uma amiga analista na CVM. Também não sei quanto ela ganha, mas comparando com o BACEN, deve ser perto dos R$ 12 mil também. O trabalho dela? Não excessivamente diferente do de um auditor mais bem qualificado, salário médio R$ 7.500.

São 2 exemplos, conheço outros.

2. Também entendo. Você acha que o seu trabalho é muito mais importante e relevante do que fazemos nós. Afinal, é o BACEN. Eu também acho meu trabalho importante, mas sabe? Não acho que vou conseguir ganhar muito mais que meus pares...

3. Mestrado? Doutorado?

"REQUISITOS ESPECÍFICOS - São requisitos para o cargo de Analista do Banco Central do Brasil: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação de nível superior, em qualquer Área de Conhecimento, fornecido por instituição de ensino superior autorizada ou credenciada pelo Ministério da Educação (MEC)."

Não são requisitos. Qualquer um que passar na prova consegue o emprego, independente de capacidade. Eu estudei em faculdade pública concorrida e garanto -- passar em um vestibular não é prova de capacidade intelectual.

Aliás, nada é prova de capacidade, fora performance medida no trabalho e recompensada apropriadamente (com a baixa performance sendo devidamente punida com demissão). Infelizmente, recompensa e punição não fazem parte da pauta do servidor (meu cunhado diz que tem de tudo, inclusive um grande número de estáveis que são uns inúteis que não podem ser demitidos).

4. Mestrado? Doutorado? (2)

"O mesmo servidor, que tem incentivo do Banco pra passar 2 anos num mestrado e 4 num doutorado com remuneração integral (...)"

Sério? Tenho uma amiga que concluiu o Doutorado recentemente, em uma instituição de renome. Está penando para conseguir se empregar (o mercado para professores em São Paulo está meio travado). Quando ela conseguir o emprego, vai ganhar R$ 6-7 mil.

Ela conseguiu bolsa para fazer o Doutorado. Uns R$ 1.500 por mês. Nada de remuneração integral (ela tinha dedicação exclusiva ao Doutorado).

Vocês ganham remuneração integral por 6 anos para cursar stricto sensus? Sério? E remuneração integral de R$ 12 mil? Sério que você não acha isso um puta privilégio não condizente com nossa sociedade?

5. Você não trabalha na iniciativa privada, então não sabe bem o que é necessário para alta chefia. Não é nem mestrado nem doutorado. Confie em mim, não é fácil. Um analista do BACEN médio teria grande dificuldade para ganhar o mesmo na iniciativa privada, no mesmo tempo, para o mesmo volume e responsabilidade no trabalho.

6. Um analista de banco não é funcionário de agência bancária. Um gerente de agência bancária ganha R$ 5-7 mil máximo. Um analista de banco é um cara que é bem formado, provavelmente tem ou está buscando um CFA, talvez tenha um mestrado. Um analista de banco ganha bem mais que a média dos analistas da indústria, para fazer um trabalho bem inútil relativamente -- e não mais complexo. Outra má referência.

De novo, triste a sociedade que tem o serviço público como o melhor salário.

Rafael M em outubro 19, 2010 9:54 PM


#72

Ainda ao Gustavo S.

"Não vejo como o quadro atual do serviço público, do qual usei o Banco Central como exemplo, possa ser visto como algo negativo em relação ao que existia antes de 2003. A não ser que se veja o serviço público como um estorvo a ser eliminado, querendo que o Banco Central e a Petrobras sejam privatizadas, por exemplo, e passem a receber salários supostamente compatíveis com a iniciativa privada, tanto pra mais quanto pra menos."

Eu deixo vocês ganharem mais que a iniciativa privada se:

1) vocês deixarem de receber aposentadoria integral;
2) vocês deixarem de ter estabilidade no emprego;
3) vocês passem a receber por performance.

Se não, prefiro que vocês ganhem tanto quanto ganhariam para fazer algo de mesma responsabilidade na iniciativa privada. O incentivo fica pela estabilidade e pela aposentadoria.

Mais justo com os que pagam a conta.

Rafael M em outubro 19, 2010 10:07 PM


#73

O NRA no comentário #46 copiou e colou um spam que corre pela rede com dados falsos, entre os divulgadores encontramos um site com a alcunha de sangue verde-oliva. Como eu não vou ficar comparando todos dados no site do IBGE(mesmo eu tendo feito) e para facilitar o entendimento, sugiro que procurem por acesso à rede de água. Eu testei vários itens e não dei sorte(para o azar dele) de encontrar nenhum coincidente, fica muito fácil falar que a fonte é IBGE sem citar nenhum link.

Roberto S. em outubro 19, 2010 10:08 PM


#74

Se o Rodrigo não levanta suspeição sobre os argumentos por virem de ex-petista, eu faço o serviço sujo. Ora, ora, pessoal, vamos parar de fingir que estão em busca da verdade e não de argumentos eleitorais. Os números, sabemos todos, revelam o que a gente quiser se apertar. Além do mais: 1 - o histórico depõe contra o ex-petista; em debate anterior ele desistiu da peleja. Por quê?; 2 - aqui ele reinou sozinho enquanto não apareceu nenhuma réplica. Assim é fácil identificar os seus dados com fatos.
é evidente que seu histórico coloca os argumentos em dúvida. o que vocês achariam se vissem uma penca de dados "neutros" a favor das armas e tempo depois descobrissem que vem de alguém do ex-secretário da associação dos fabricantes de armas?
outra questão relevante é: no post anterior o fato de as pessoas da propaganda não serem identificadas como funcionárias não era uma falha grave? aqui durante um longo tempo fomos vítimas do engodo do Ricardo, que não foi apresentado como deveria. não é a mesma medida?

Carlos Bicalho em outubro 19, 2010 10:12 PM


#75

Idelber, Boa Noite;

Por favor, me encaminhe o texto por e-mail. Não consigo trazer os links.

Esse texto é excelente, aglutina vários argumentos numa única leitura. Ao invés de bombardear a caixa de e-mail dos meus colegas com vários e-mails, envio apenas este!

Obrigado!

Felipe Mengod Mariz de Oliveira em outubro 19, 2010 10:23 PM


#76

Roberto S. #73

Não testei todas as referências, mas me parece que as fontes e as respectivas tabelas utilizadas em cada comparação estão no próprio site. Basta clicar no texto "Dados oficiais do IBGE" de cada estatística que vc é redirecionado para a tabela do IBGE correspondente. Por exemplo, a de acesso à rede de água é:
http://www.ibge.gov.br/series_estatisticas/exibedados.php?idnivel=BR&idserie=FED104

NRA em outubro 19, 2010 10:27 PM


#77

NRA, você checou? Eu chequei.

A comparação do PIB é ridícula porque ele usa os números do Brasil em real e os do mundo em Dólar. Os dados não consideram variação de câmbio ou inflação e não tem valor.

Os dados em dólar são esses aqui:

Mundo: 1994 - 26.69T 2002 - 33.07T - 2008 - 61.06T
Brasil: 1994 - 546.2B - 2002 - 504.2B - 2008 - 1.57T

Ou seja, durante o governo FHC a economia mundial cresceu 23% e o Brasil encolheu 7%. Durante o período Lula, mesmo antes da crise, a economia mundial dobrou e a do Brasil triplicou.

A análise de GDP PPP, também é válida, e está lá no site, favorecendo o governo Lula. Mas o autor não ressalta o fato na análise dos dados.


Governo Período Crescimento Anual Brasil Crescimento Anual Mundo Brasil em relação ao Mundo

FHC 1994 a 2002 4,12% 5,25% 78,45%

Lula 2002 a 2009 6,06% 6,14% 98,68%


Ou seja, a taxa de crescimento do GDP PPP do Brasil durante o governo FHC foi bem menor que o mundo (mesmo contando 94, que foi o melhor ano e quando FHC não era presidente) e durante o governo Lula foi praticamente a mesma que o resto do mundo (e provavelmente a mesma ou melhor se colocarmos 2010 com o excelente desempenho do país durante a crise).

Existem outros dados furados lá (tem um no qual ele pega a 2ª derivada porque nem o dado original nem a 1ª derivada eram favoráveis ao FHC). Existem alguns dados verdadeiros (é uma técnica comum pegar verdades menos importantes e misturar com mentiras mais importantes para que as primeiras corroborem as segundas). Mas acho que já atingi o objetivo de mostrar que o trabalho é parcial e desonesto.

Obrigatório em outubro 19, 2010 11:00 PM


#78

"A comparação do PIB é ridícula porque ele usa os números do Brasil em real e os do mundo em Dólar."

"Ou seja, durante o governo FHC a economia mundial cresceu 23% e o Brasil encolheu 7%."

Esse é um argumento ridículo. O Brasil teve uma recessão de 7% no governo FHC? Nunca tinha ouvido falar nisso...

Rafael M em outubro 19, 2010 11:36 PM


#79

NRA, de onde tiraste a seguinte besteira:
universidades federais criadas no governo FHC: duas; no governo Lula: três???

Jair Fonseca em outubro 19, 2010 11:36 PM


#80

Rafael M,

Eu não sou analista do banco, sou técnico. Pro meu cargo, que exige somente nível médio, o subsídio é realmente absurdamente alto.

Quando eu falei de mestrado ou doutorado, não disse que eram requisitos. Li o edital do concurso, e posso dizer que nem pra prova de títulos eles são relevantes. Eu não disse isso nem afirmei nada sobre o concurso testar capacidade intelectual. No máximo, em última instância, o que o subsídio do edital atrai é gente que migra da iniciativa privada pra trabalhar no Banco porque vai ter estabilidade e uma renda relativamente alta.


Sim, eu tenho diversos amigos com doutorado, mentes brilhantes que trabalham, no máximo, dando aula em faculdade particular a troco de R$2000 reais. É triste que mestrandos recebam R$1200 e doutorandos, R$1800. É triste que o mercado de trabalho não acolha essas pessoas. Mas o Banco vai fazer o quê? Nivelar por baixo? O BACEN tem todo o interesse em que seus servidores se especializem em suas respectivas áreas de atuação (no que eu obviamente estaria impedido de cursar Farmácia, por exemplo, mas poderia concorrer a um mestrado em Finanças), e isso tem seu preço: o servidor é obrigado a permanecer como servidor durante um certo tempo (5 anos, mas não tenho certeza) sob pena de ressarcir o erário pelos gastos produzidos.

Não sei você, mas eu acho sensacional que exista esse tipo de incentivo pra que o servidor se desenvolva profissionalmente. Não é culpa do Banco Central nem do governo - não nestes termos estritos - que a base do mercado não sustente esse padrão. É justamente essa espécie de cultura organizacional que traz gente boa pra instituição, que forja essas pessoas enquanto já são servidoras, que potencializa o gabarito e as competências desses servidores e que, por fim, os torna mais preparados profissionalmente. É esse ciclo virtuoso que um bom subsídio provoca, e é essa reunião de qualidades que torna muitos servidores do Banco aptos a ingressar na iniciativa privada.

Repito o que eu disse: existem, fora do serviço público, muito mais chances de ganhar mais dinheiro. É uma questão de escolha: estabilidade com renda média, ou riscos com possibilidade de fazer fortuna. Não é obrigação do governo federal piorar o salário dos seus servidores, em se tratando de atividades típicas de Estado, pra se equiparar a supostos cargos equivalentes na iniciativa privada. Você pode usar esse argumento pra contestar os salários pagos em Sociedades de Economia Mista, que possuem capital aberto e concorrência com empresas privadas. Não é o caso de comparar o Banco Central, a Receita ou a Polícia Federal com bancos privados, contabilistas de tributos ou segurança privada.
E não, não quis dizer que o meu cargo é qualitativamente melhor que os da iniciativa privada; disse que são atribuições diferentes e que não convém compará-los, apesar de ter soado arrogante dizer que o Banco Central supervisiona todas as instituições financeiras. Não quis dizer que era melhor, mas, repito, as atribuições são diferentes e os parâmetros de comparação também são diferentes.

Por fim, dois momentos de mea culpa:

1) Sim, é verdade que analistas não trabalham em agências bancárias. Foi uma comparação infeliz, mas que não nega o restante do meu discurso;


2) Eu exagerei na amplitude de servidores do Banco Central que conseguiriam cargos de chefia ou postos semelhantes na iniciativa privada. Não é regra geral do Banco, apesar de não ser uma exceção milimétrica. Mas todos os recursos oferecidos pelo BACEN, somados naturalmente à vontade do servidor em se desenvolver profissionalmente, e um cargo estratégico dentro da área-fim (política monetária, supervisão do SFN), formam um combo irresistível.


Em linhas gerais, o Banco Central e outros órgãos públicos pagam mais que a média da iniciativa privada? Sim. Isso é ruim? Não - minha opinião nesse caso está enviesada pelo fato de eu ser concursado, mas já pensava assim antes de sê-lo. A discussão vai continuar interminavelmente, porque a visão que nós dois temos do assunto passeia pela idéia que fazemos do papel do Estado e do mercado. Pra mim, o Estado tem mais é que se fortalecer, capacitar e pagar bem aos seus servidores, e com isso melhorar os serviços que oferece à população - ou você vai dizer que o Banco Central não desempenha sua função muito bem? Agora, se você contestar alguns cargos do Senado, que percebem R$12 mil pra manobrar carro oficial, aí sim nós começamos a concordar, porque existe uma clara discrepância entre as atribuições do cargo e o salário recebido. Caso contrário, acreditar que o serviço público (no caso, Banco Central) pague dinheiro demais é dizer que o parâmetro correto de comparação de salários está na iniciativa privada, idéia com a qual não compactuo.

(Idelber, desculpa pela resposta imensa com um tema não diretamente relacionado ao post. Juro que parei. =)

Gustavo S. em outubro 19, 2010 11:36 PM


#81

Besteira, só, não.
Mentira!

Jair Fonseca em outubro 19, 2010 11:37 PM


#82

Obrigatório escreveu: "Existem alguns dados verdadeiros (é uma técnica comum pegar verdades menos importantes e misturar com mentiras mais importantes para que as primeiras corroborem as segundas). Mas acho que já atingi o objetivo de mostrar que o trabalho é parcial e desonesto".

Não, não atingiu. Você limitou-se até agora a demonstrar que DOIS, não mais que DOIS dados não são pertinentes e tentou estender esta conclusão ao trabalho como um todo, insinuando que o autor se valeria do expediente desonesto de "pegar verdades menos importantes e misturar com mentiras mais importantes para que as primeiras corroborem as segundas".

Rodrigo Vasconcelos em outubro 19, 2010 11:41 PM


#83

Aliás, o único meio justo de fazer essa comparação com o mundo é pegar a média de crescimento de cada país em suas respectivas moedas, descontar a inflação dessas moedas, tirar a média ponderada das médias de crescimento (ponderada pelo PIB médio do país no período em dólar) e comparar com o Brasil.

Para ser mais justo ainda, valeria a pena separar países comparáveis (por exemplo, países latino-americanos, países emergentes, BRICs, etc).

Mas dá muito trabalho.

Rafael M em outubro 19, 2010 11:45 PM


#84

Não entendi, Rodrigo. Você está aqui desde 1:46PM falando que vai fazer e acontecer e até agora publicou 0 refutações ao trabalho do Ricardo. Eu mostrei que dois dos principais dados daquela wiki foram manipulados de forma grosseira (mentira e omissão), o que já coloca sim em dúvida o conjunto do trabalho. Não tenho tempo para checar tudo, outras pessoas aqui podem continuar.

Obrigatório em outubro 19, 2010 11:53 PM


#85

Rafael, #83. Isso está feito no meu comentário (na verdade na página original que o NRA mandou mas o autor preferiu ignorar).


Se chama Purchasing power parity ou PPP.

Obrigatório em outubro 19, 2010 11:59 PM


#86

Obrigatório,

eu não estou aqui desde 1:46PM. Entrei no blog em horários diferentes. Não sei você, mas eu trabalho.

Já expliquei no post #69 que minha contra-argumentação vai me exigir bastante tempo, exatamente porque pretendo rebater ponto por ponto do texto do Ricardo, em vez de refutar um e tentar generalizar minha conclusão.

Isso, sim, é desonestidade intelectual.

Rodrigo Vasconcelos em outubro 20, 2010 12:04 AM


#87

Número de universidades criadas pelo governo FHC: zero
Número de universidades criadas pelo governo Lula: catorze, sem contar as encaminhadas para a inauguração.

Lista: Federais do ABC, Triângulo, Rural do Semi-Árido, dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Tecnológica do Paraná, Ciências da Saúde do Pará, Grande Dourados, Recôncavo da Bahia, Pampa, Tocantins, Integração Latino-Americana, Integração Luso-Afro-Brasileira, Vale do São Francisco, Alfenas.

E que ninguém venha difamá-las, dizendo que não são legítimas, porque há inúmeros testemunhos da seriedade do trabalho que vem sendo feito nelas. Já palestrei em Dourados, numa sexta-feira à noite, e centenas de pessoas se reuniram no auditório. Conferi as publicações (que já existem!) e interagi durante quase uma semana com professores e alunos. Trabalho sério e de qualidade.

Idelber em outubro 20, 2010 12:08 AM


#88

Beleza de trabalho desse Ricardo Horta! O cara teve a pachorra!
Como te falei via twitter, tomei a liberdade de reproduzí-lo no Pífano.

Marcelo Manzano em outubro 20, 2010 12:11 AM


#89

Rodrigo, a minha sugestão para você seria a seguinte: tome o tempo que for necessário, meu amigo. O post não vai sumir. Volte quando estiver pronto para fazer o que prometeu fazer no seu primeiro comentário, que é rebater "ponto por ponto" o texto do Ricardo.

Desde então, você escreveu oito comentários, todos eles fora do tema do post, não apresentou um único fiapo de argumento sobre o assunto, nem uma única fonte que contradissesse nada.

Está começando a ficar embaraçoso para você. Melhor parar e voltar quando tiver substância para discutir os temas do post.

Idelber em outubro 20, 2010 12:12 AM


#90

Mas então pare de postar e vá fazer o tal trabalho. Achei que você tinha dito acima que já estava com ele pronto em uma lista de discussão.

Como eu disse, meu ponto era mostrar a má fé presente. Em momento algum eu disse que todos os dados eram mentiras.

Obrigatório em outubro 20, 2010 12:13 AM


#91

Ao Gustavo S.

Também para avançar e encerrar. Tendo a concordar com muito que você falou no último post. Mas quero falar do último-último:

"Em linhas gerais, o Banco Central e outros órgãos públicos pagam mais que a média da iniciativa privada? Sim. Isso é ruim? Não - minha opinião nesse caso está enviesada pelo fato de eu ser concursado, mas já pensava assim antes de sê-lo. A discussão vai continuar interminavelmente, porque a visão que nós dois temos do assunto passeia pela idéia que fazemos do papel do Estado e do mercado. "

Na Inglaterra há uma discussão recente sobre para onde vão as melhores pessoas do país. O lugar mais atrativo é um banco de investimentos. Só ali você encontra o potencial para ganhar *muito* dinheiro em pouco tempo. Em um banco de investimentos, um vice presidente (normalmente, um cara de 30-34 anos, com ou sem um mestrado) pode chegar a ganhar algo como R$ 500 mil a R$ 1 milhão de reais / ano, incluindo bônus (isso dá de R$ 40 a 75 mil reais por mês).

(Esse valores não afetam meu raciocínio anterior. Os analistas do BACEN não virariam VPs de banco de investimento -- é outro mundo, mais distorcido do que o do serviço público, que igualmente não geram valor diretamente, nem indiretamente).

Pois na Inglaterra a preocupação é que os melhores talentos vão para bancos de investimento, inventar novos contratos de securitização e inovar em formas de especulação (em termos de investimento, só confio no Warren Buffett).

No Brasil, o similar é o serviço público. É o sonho das pessoas: estabilidade e ganhar mais do que seus pares currando na iniciativa privada (que, apesar de gerar valor, dá trabalho, é difícil, é suado, ganha pouco, etc).

Imagine a cena: Garoto de 17 anos, o que você pretende da vida? Ah, vou cursar direito e prestar concurso.

Péssimo para o país.

Faz certo a Alemanha, onde os bancos são meio bundas e o legal é ser engenheiro e construir carros, mecanismos de precisão e outras cositas. Ou a Coréia do Sul.

Você tem razão. O problema nem é tanto os analistas do BACEN em específico (Ótimo regularem os bancos. Deviam regular mais e travar os lucros excessivos deles -- eles não geram valor, porra!) .

Mas o serviço público, em seu conjunto, tem que ter salários (e aposentadorias) compatíveis com o resto da sociedade.

Ou continuaremos com nossa herança de casta de burocratas. Faltará burguesia-empreendedora no país para tanto crescimento necessário.

Rafael M em outubro 20, 2010 12:14 AM


#92

Marcelo, prazer e honra ser reproduzido no Pífano. Abração, copyleft sempre.

Idelber em outubro 20, 2010 12:14 AM


#93

Rafael e Gustavo, está ótimo o papo de vocês. Estou aprendendo muito. Escrevam o quanto quiserem.

Idelber em outubro 20, 2010 12:17 AM


#94

Obrigatório: #85

O que propus não é a mesma coisa que uma análise por PPP. É diferente.

A comparação de crescimento de PIBs usando números PPP é tão aleatória quanto com valores nominais ou em dólar.

Rafael M em outubro 20, 2010 12:17 AM


#95

Idelber,

Por favor, dê uma arrumada no meu comentário #77. Ele que está fazendo o blog ficar mais largo, dificultando a leitura do texto original, que é o mais importante.

Obrigatório em outubro 20, 2010 12:25 AM


#96

Idelber,

respondo ao post #89.

Não vejo embaraço algum, nem me deixo pressionar por suas invectivas. Como meu post vai exigir tempo, vou ainda postar muitos outros comentários antes de minha contra-argumentação completa. Comentarei tantos posts quanto eu quiser. A menos, é claro, que você me impeça.

Rodrigo Vasconcelos em outubro 20, 2010 12:27 AM


#97

Carlos #74,

A mensagem está aí para aumentar o nível da discussão, não pretende ser nenhuma voz da verdade. Como ela mesma diz(você leu a mensagem introdutória?), está aberta para debate, para contra-argumentação, para desconstrução: e o propósito é justamente esse!

Vamos discutir gestão pública e combate à corrupção, em vez de debater quem é o mais religioso dos candidatos?

Não uso nenhum argumento de autoridade na mensagem ("eu sou", "eu fui", "eu vi"). Tudo ali tem um link, uma fonte, *justamente* para que a discussão não seja personalizada.

Que bom que aqui na caixa de comentários estamos a discutir quantas universidades federais efetivamente foram criadas, e coisas do gênero. Com dados. Argumentos. Você não concorda com o dado do Boletim Estatístico de Pessoal? Ótimo, vamos debater a forma como o documento foi elaborado, se ele é confiável, etc. E por aí vai. Topa?

Ricardo Horta em outubro 20, 2010 12:29 AM


#98

Rodrigo, a internet ainda é livre e aberta ao contrário do que gostariam os tucanos que propuseram o AI-5 digital. ;)

Obrigatório em outubro 20, 2010 12:31 AM


#99

Idelber, são 15 novas federais. Pode adicionar mais uma: Universidade Federal da Fronteira Sul, em três estados: PR, SC e RS.
Aqui, em SC, o campus de Chapecó já funciona, com dezenas e dezenas de concursos já realizados.

Jair Fonseca em outubro 20, 2010 12:32 AM


#100

Obrigatório,

respondo ao post #90.

Vide resposta ao Idelber no post #96. Não adianta pressionar-me. Respondo quando eu quiser e puder.

Realmente, o Ricardo e eu já debatemos todos estes temas, só que em discussões esparsas. Vou reunir meus contra-argumentos e apresentá-los num texto coerente.

Você não disse que todos os dados eram falsos, mas insinuou a má-fé do autor do trabalho a partir da demonstração de que dois, não mais que dois dados não eram pertinentes.

Eu bem poderia insinuar que você age de má-fé, ao tentar generalizar sua conclusão a partir de amostra tão pequena - e igualmente selecionada.

No entanto, não pressuponho a má-fé de ninguém. Nem do Ricardo, ao omitir informação que ele talvez não tenha achado relevante declinar.

Rodrigo Vasconcelos em outubro 20, 2010 12:33 AM


#101

Enrola não, Rodrigo...
Tem blogueiro que tem uma paciência...

Jair Fonseca em outubro 20, 2010 12:34 AM


#102

Tá arrumado, Obrigatório.

Jair, blog com muita audiência e caráter democrático é isso: exercício de paciência. O cara vem aqui, diz que vai fazer e acontecer, refutar tudo, escreve nove comentários e não apresenta um mísero argumento. E volta pra dizer que vai continuar fazendo isso! Ou seja, blefou, nós chamamos o blefe, e ele não tem nada.

Valeu, Jair, a inclusão da Fronteira Sul. Verdade, já está operando. E tem outras engatilhadas.

Idelber em outubro 20, 2010 12:45 AM


#103

Ricardo Lins, trabalho absolutamente fantástico.

O Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento é um achado.

Rodrigo Saraceno em outubro 20, 2010 12:46 AM


#104

Jair,

está sugerindo que o Idelber deveria bloquear meus comentários? Quanto amor ao livre debate você demonstra!

Enrolo, sim. Quando eu puder e se eu quiser, posto minha contra-argumentação. Se eu achasse que comparações estatísticas fossem suficientes para convencer alguém a votar no candidato X ou Y, eu teria escrito minha resposta para ontem.

Como, no entanto, não tenho a menor ilusão de que poderei arrancar aqui um único voto da Dilma para o Serra, minha única motivação para escrever é o amor ao debate. E confesso que não me sinto especialmente estimulado pela atmosfera receptiva que encontrei aqui.

Rodrigo Vasconcelos em outubro 20, 2010 12:47 AM


#105

Idelber,

respondo ao post #102.

Você me pegou: eu estava blefando.

Até nunca mais.

Rodrigo Vasconcelos em outubro 20, 2010 12:52 AM


#106

I-na-cre-di-tá-vel esse Rodrigo!

Cleber em outubro 20, 2010 12:56 AM


#107

Mas que coisa maravilhosa essa exibição do Rodrigo. Ganhei a madrugada.

Chicó em outubro 20, 2010 12:58 AM


#108

Que mala.

Paulo Morais em outubro 20, 2010 1:02 AM


#109

Ao #105:
pelo trololó infindável, só poderíamos chegar à conclusão que vc confessou na penúltima frase ("estava blefando").
Bingo!

Werner Piana em outubro 20, 2010 1:05 AM


#110

Pra tentar acrescentar um pouco ao debate bastante interessante entre o Rafael M. e o Gustavo S., eu deixo aqui um post do blog Acerto de Contas, com texto de autoria de Pierre Lucena (Professor da UFPE e um dos autores do blog).

* Vale dizer que os textos do Acerto de Contas estão sob uma licença Creative Commons, que permite a cópia com atribuição de autoria. Portanto, nenhum impedimento em reproduzir o texto aqui.

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http://acertodecontas.blog.br/atualidades/brasil-virou-a-repblica-dos-concursos/


A viúva, essa vaca de divinas tetas
Brasil virou a República dos Concursos


A notícia de que os salários do STF poderia ir para mais de R$ 30 mil está animando a elite do funcionalismo público, formada por bacharéis em direito.

Parte significativa dos cargos é reajustada quando o salário dos Ministros do STF sobem, porque o teto destas categorias varia de acordo com os vencimentos dos ministros. Lépido como um raio, estes órgãos aumentam quase que imediatamente os salários, onde normalmente o piso é igual ao teto. Um salário de Juiz do Trabalho, por exemplo, tem o teto de 90% do salário do Ministro do STF. Mas este também é o piso. Todos recebem isso.

Os altos salários de algumas carreiras do serviço público está gerando uma enorme distorção no mercado de trabalho brasileiro, com reflexos na produtividade dos recém-formados. Atualmente centenas de milhares de jovens, ao invés de estarem produzindo, estão parados estudando para algum concurso. Passam de um a dois anos sem nenhuma produção, seja física ou intelectual, a não ser a decoreba necessária para “passar em um concurso”, seja ele qual for. A regra de escolha varia entre a “paga muito e trabalha pouco” a “satisfação pessoal com a profissão”.

Ao fim dos dois anos de estudo, quase nada foi acrescentado ao candidato, que já teve 5 anos para ser formado. No fim estamos aumentando o tempo de escolaridade superior do cidadão, de 5 para 7 anos, sem que isso se reflita em melhoria intelectual.

Temos que lembrar que o mérito de um formando em uma universidade pública, por exemplo, não é apenas dele. Sua estada por lá custou à sociedade dezenas de milhares de reais, e sua contribuição esperada é o trabalho, não necessariamente no serviço público.

A distorção salarial entre algumas carreiras é alarmante. A diferença de salário de um procurador e um bom advogado, funcionário de um escritório particular, chega a 1000%. Um ganha salário digno de Brunei, e o outro de Bolívia. No caso dos promotores e procuradores da República, nem na Europa se ganha tanto. E lá não se ouve falar em 60 dias de férias e recesso remunerado.

Nas outras carreiras, as atividades-meio, como auditores, fiscais, analistas do Bacen, etc., o Governo Lula aumentou os vencimentos de maneira estratosférica. Um bacharel com experiência zero, decorador de legislação e de questões de concurso pode ser alçado ao salário inicial de R$ 17 mil, sem ao menos ter feito um estágio sequer.

No final a relevância para o produto de um país desta indústria de concursos é zero, a não ser para os donos de cursinho.

Não se avalia o compromisso com o serviço público, e ao fim do estágio probatório vem a tão sonhada estabilidade. Na grande maioria dos órgãos não há a menor cobrança.

Estamos incentivando a baixa inovação e a improdutividade. Pegamos promissores empreendedores e os colocamos para auditar empresas. O prejuízo para o país é imenso. É uma grande inversão de valores.

Um servidor demitido por incompetência ou por nada fazer? Isso nem em pensamento.

A saída para isso?

Com certeza não é a volta ao passado, onde era preciso alguma indicação.

Mas o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal são alguns bons exemplos alternativos, onde se seleciona para o começo da carreira, e internamente, com produtividade e mérito, os funcionários sobem na carreira. Tem seus problemas e injustiças, mas é melhor do que a situação que temos hoje. Com todos os problemas, a carreira de professor universitário também é assim.

O triste nisso tudo é que estes exemplos que dei acima são os que são menos reconhecidos pelo Governo, com salários abaixo da média.

Enquanto discutimos isso, pelo menos meio milhão de pessoas estão sem produzir, apenas esperando o próximo concurso. De preferência aqueles onde a carreira já começa no topo.

Vai chegar o dia onde a viúva, essa “vaca de divinas tetas”, não terá leite para tanto bezerro.

JG_ em outubro 20, 2010 1:08 AM


#111

Claro, claríssimo, com atribuição de autoria e link, não há nenhum problema. É um ótimo blog, o Acerto de Contas. Está ali no meu blogroll. Valeu.

Cleber, você andava sumido, meu caro!

Idelber em outubro 20, 2010 1:10 AM


#112

Complementando o primeiro tópico do texto, sobre meritocracia no serviço público.

O Decreto n. 5497, de 21 de julho de 2005, estabelece o percentual mínimo de cargos em comissão que devem ser ocupados por servidores de carreira.

Essa norma, como o Decreto do nepotismo citado no texto, representa um inegável avanço do ponto de vista da profissionalização da Administração Pública.

Enquanto isso, em 2007, nas Minas Gerais, Aécio "choque de gestão" Neves efetivou, sem concurso, mais de 90 mil servidores.

Ricardo Horta em outubro 20, 2010 1:17 AM


#113

Desde que esse texto foi publicado aqui no Idelber - ele já começara a circular alguns dias antes, via e-mail - recebi uma quantidade impensável de "hatemail". Vários desconhecidos vieram tecer imprecações contra eu, o "petralha". Uma graça.

Um deles, porém, merece atenção, por se tratar de um spam velho, muito anterior às atuais eleições.

Trata-se de uma "denúncia" contra um Decreto, assinado por Lula, que garantiria algumas "regalias" aos ex-presidentes da República.

Seria o caso, então, de um abominável privilégio: o atual presidente teria legislado em causa própria.

O spam, evidentemente, não cita que esse Decreto está inserido num contexto. Primeiramente, ele regulamenta uma lei promulgada no governo Sarney.

E a versão anterior do Decreto, não muito diferente, foi assinada em 1994, por Itamar.

Ou seja: é facílimo desmentir uma mensagem como essa. Faltou, porém, uma maneira de combater a boataria e de unificar, num lugar só, as informações confiáveis. Só agora, no meio do segundo turno, despertamos para isso. Só torço para que não seja tarde demais.

Ricardo Horta em outubro 20, 2010 1:27 AM


#114

Relevem os erros gramaticais das últimas mensagens: fui relê-las e me espantei comigo mesmo.

Está muito tarde, eu não estou no mesmo fuso do Idelber, mas bêbado de sono, e amanhã acordo cedo.

Obrigado a todos os que ajudaram a difundir e discutir o texto. Não esperava uma receptividade tão positiva.

Boa noite a todos!

Ricardo Horta em outubro 20, 2010 1:32 AM


#115

Rapaz, ando sumido praca. Mesmo assim não deixo de visitar o Biscoito (e sigo pelo twitter): alguém consegue largar essa cachaça?
Grande abraço!

Cleber em outubro 20, 2010 1:35 AM


#116

Ricardo Horta,

seu texto entremeia argumentos sensatos e bons números com fontes como Carta Capital, Luis Nassif, Forum e Carta Maior e até a tosca matéria de que a Monica Serra fez aborto. Ou seja, tem ares de sapiência técnica mas as conclusões são mesmo de nível Emir Sader. É uma peça de propaganda envernizada com o recorte que interessa a um bom e fiel ex-petista. Não sei se você tenta seduzir o eleitor, tarefa de todo militante, ou é auto-engano mesmo. No primeiro caso, é saudável. No segundo, só resta lamentar.
De novo eu parto do seu texto e faço uma pergunta jamais respondida em outras caixas de comentários. Se você e a militância acham que o Serra é obscurantista ao ser contrário ao aborto, porque vocês e vossa candidata não assumem claramente a posição contrária? Esse monte de número, meu caro, fazem parte da campanha, mas permita que valores façam parte também. Mas quando entra a questão dos valores ato contínuo um bom petista saca da manga o argumento de que isso é coisa de republicano ultra reaça. Teu texto não é para os indecisos, é para os já convertidos. Povão, meu amigo, não vai entender bulufas do pdf que tem que baixar. O indeciso essa hora tá pensando: O Lula é nota 1000 mas quem é essa Dilma? Uma hora ela fala uma coisa, outra hora fala outra. Eu quero continuar com minha vida que melhorou mas não sei não se o Serra não tem mais tarimba pra tocar o barco. Se você acha esse raciocínio absurdo - o povão considerar que o Serra tá mais preparado pra seguir adiante a melhora de vida (inegável) que o Lula trouxe, então é melhor parar de caçar número e ir mais pra rua.

Carlos Bicalho em outubro 20, 2010 1:35 AM


#117

A nova ordem mundial dos partidos comunistas PT e seu agregados e Partido Comunista Chinês vai na direção de tornar o Brasil importador da China de tudo o que ele há 15 anos fabricavamos com preço competitivo e agora não se consegue mais, e exportador de comida e minério de ferro destruindo a indústria nacional e até mesmo as siderúrgicas.

Por quê não desvalorizamos o dolar para tornar os preços industriais equivalentes internacionalmente aos chineses??

João Francisco em outubro 20, 2010 1:41 AM


#118

O Carlos Bicalho colocou uma crítica pertinente sobre o texto, que é a referência ao suposto aborto de Mônica Serra. Tudo bem que não é mais notícia de site qualquer a partir de um perfil fake, e que a respeitada Mônica Bergamo foi conferir de quem se tratava a "denúncia", e que de fato a Sheila Ribeiro não aparenta ser uma militante irresponsável jogando calúnias ao vento.

No entanto, ainda estamos falando de um único depoimento, que foi refutado pela acusada. Nada a mais.

Propagar isso é fazer jornalismo ao estilo Veja: "palavra do acusador contra palavra do acusado, vale mais a que me interessa".

Quando eu for enviar esse texto pra outras pessoas vou tomar o cuidado de retirar a referência a Mônica Serra.

JG_ em outubro 20, 2010 1:50 AM


#119

NRA(comentário #76):
No seu comentário #46 você diz: acesso à rede de água potável encanada, a série histórica que você apresentou representa os domicílios servidos de rede geral de abastecimento de água(total Brasil), não ponderou o crescimento de domicílios e tão pouco investigou se eram urbanos ou rurais, o critério de determinação de espaços urbanos a partir de decisões político-administrativas é bem instável. Em 94 tínhamos 30,5 milhões de domicílios urbanos e deste total 27,5 milhões tinham água encanada(defasagem de 3) em 2002 a defasagem já era de 3,3 milhões, que permaneceu semelhante até 2007(aumentaram os domicílios urbanos e houve parada no crescimento da defasagem), depois disso parece que houve mudança no PNAD e fica difícil comparar os dados.

Roberto S. em outubro 20, 2010 3:03 AM


#120

Tópico 3, cambio fixo:

Em meados de agosto de 2002 o dólar foi a R$ 4,00.

ejedelmal em outubro 20, 2010 6:14 AM


#121

Ah, Idelber, sensacional a participação do Rodrigo Vasconcelos nos comentários!
Um reflexo do que faz a campanha do psdb-dem, e excelente pra reforçar nossa certeza de que os tucanos definitivamente não tem argumentos. Melhor forma de ilustrar isso impossível.

Renata Macera em outubro 20, 2010 7:46 AM


#122

O rodrigo vasconcelos é adepto do "diz que matou a cobra, mas não sabe onde está o pau, nem a cobra" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

alegrou minha manhã, #rimuito e #rialto !!!!

aiaiai em outubro 20, 2010 8:30 AM


#123

Olá, Idelber. Faltou uma federal à sua lista: a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), em Santarém desde novembro de 2009. Já conta com cerca de 150 docentes e ainda há cerca de 300 vagas a serem preenchidas. Esta universidade será rebatizada de UNIAM (Universidade Federal de Integração da Amazônia) e o objetivo do MEC é que seja um pólo de geração de conhecimento para toda a Amazônia, dada a localização central de Santarém. Foram atraídos para este projeto pioneiro vários docentes do eixo SE/S, inclusive este que vos escreve. Dilma na presidência é a garantia que este importante projeto será tocado até o fim. Já com Serra...

Moco em outubro 20, 2010 8:49 AM


#124

Mais uma federal, então. Meus dados estavam desatualizados. São pelo menos dezesseis, se não mais.

Idelber em outubro 20, 2010 8:53 AM


#125

Inacreditável esse Rodrigo Vasconcelos, heim. É o protótipo acabado do trololó tucano.

Cláudio Freire em outubro 20, 2010 9:03 AM


#126

Idelber,
você poderia, por favor, indicar a fonte que consultou para afirmar que nenhuma Universidade foi criada durante o governo FHC? De acordo com as estatísticas disponíveis no site do INEP, foram criadas quatro Universidades e 16 Instituições de Ensino (não especificadas): http://ven.to/cEH . O número é patético, mas nem por isso deve ser citado incorretamente.

Thiago em outubro 20, 2010 10:09 AM


#127

Thiago, o link que você deixou leva a uma página com uma série de planilhas. Não vi nada ali sobre quatro universidades. Que quatro universidades são essas?

Idelber em outubro 20, 2010 10:19 AM


#128

Carlos Bicalho #116,
Voce dirigiu uma pergunta ao Ricardo: "se você e a militância acham que o Serra é obscurantista ao ser contrário ao aborto, porque vocês e vossa candidata não assumem claramente a posição contrária?".
Desculpe minha intromissão, mas peço licença para fazer uma ponderação. Da minha parte, tenho considerado sim obscurantista a campanha do Serra. Vou tentar explicar minha visão.
O Poder Executivo pode e deve propor formas de tratar assuntos como o aborto e outros, e o fez a partir de várias discussões com vários segmentos da sociedade civil. Esse processo gerou uma proposta de Plano de Direitos Humanos. Caberá ao Poder Legislativo analisá-lo e aperfeiçoá-lo, antes que se transforme em lei. Assim funciona o regime democrático, independentemente das posições pessoais dos governantes de plantão.
O estado brasileiro é laico. De novo, a posição pessoal dos governantes deve ser pautado por essa regra constitucional.
Ao introduzir na campanha essa discussão, e pior, da forma como o fez (com farta distribuição de panfletos e spans apócrifos), a campanha Serra movimentou forças da extrema direita religiosa. Não sei se voce sabe, mas há pistas de que os 20 milhões de panfletos que tentam espalhar terror relogioso contra Dilma partiram da Regional 1 da CNBB (Luiz Gonzaga Bergonzini, de Guarulhos) e de Kelmon Luis Souza, que tem notórias relações com integralistas e monarquistas. E vale lembrar que a impressão de parte dos panfletos deu-se em gráfica onde uma das sócias é Arlety Kobayashi, filiada desde 1991 ao PSDB e parente de coordenador de campanhas do partido.
Ações como esta, que mostram claramente a irresponsabilidade de Serra e do vale-tudo a que está disposto, está provocando divisões na Igreja Católica e entre os Evangélicos. Esse tema é evidentemente explosivo. Ademais, voce acha que essa gente não cobraria a fatura, num eventual governo Serra?
Junte todos estes ingredientes (estado laico, difamações religiosas, participação de setores extremistas da direita religiosa, etc) e está criado um cenário de radicalização obscurantista, na minha pinião. Acho extremamente grave isso tudo. Nunca vi campanha tão suja, desde que acompanho o processo político ( início da década de 1980). A que ponto chegam as pessoas.

Cláudio Freire em outubro 20, 2010 10:23 AM


#129

Idelber,
compare as planilhas referentes ao período que compreende o governo FHC e verá a variação no número de Universidades. Não sei citar, nominalmente, quais foram as Universidades, mas tomo os dados do INEP por verdadeiros. De todo modo, continuo interessado em saber de qual fonte você retirou sua informação, até mesmo para que eu possa colocar à prova os dados governamentais.

Thiago em outubro 20, 2010 10:34 AM


#130

Não, Thiago. Funciona assim: eu listei para você 14 universidades criadas no governo Lula. Outros leitores acrescentaram mais duas. Eu lhe dei os nomes dessas universidades. Você me deu um link para uma página genérica, cheia de arquivos fechados, onde não se vê informação nenhuma. Se você me diz que FHC criou 4, me diga quais são essas misteriosas universidades que você não consegue sequer nomear.

Idelber em outubro 20, 2010 10:46 AM


#131

Complementando o Cláudio, #128.

Não acho a posição de ser contra o aborto, em si, um "obscurantismo". Pelo contrário: acredito que quem é contra o aborto tem bons argumentos a seu favor. É uma discussão respeitável, relevante, e que divide a sociedade não à toa.

O obscurantismo não está nisso. Está em trazer a religião para o centro do debate, e, pior, tratar a questão como se a opinião pessoal do candidato realmente importasse. Ora, não importa!

Para descriminalizar o aborto, seria necessário alterar o Código Penal. Ora, a Constituição, no art. 62, §1o, inciso I, alínea "b", proíbe que o Presidente da República edite Medidas Provisórias sobre matéria penal.

Logo, a única forma de alterar a legislação referente ao aborto seria a aprovação de um projeto de lei pelo Congresso (ou um plebiscito, que igualmente teria que ser convocado pelo Congresso). Quem decidiria sobre a matéria, portanto, seriam os deputados e senadores, não o Presidente da República. O Congresso já está eleito desde 3 de outubro de 2010. Discutir aborto agora é simplesmente inútil, portanto.

O PSDB tem se aproveitado justamente do fato de que o movimento feminista, que é a favor da descriminalização, estar ao lado do PT. De maneira oportunista, fica tentando trazer um tema polêmico para o centro do debate, com o propósito tão-somente de roubar votos da adversária. E valendo-se da temática religiosa para tanto. Isso sim, meu caro, é obscurantismo.

Ricardo Horta em outubro 20, 2010 10:57 AM


#132

Idelber e Thiago (#129): o link a seguir leva ao site do ex-ministro Paulo Renato, num artigo onde ele constesta o crescimento das Federais no governo Lula. Vejam que ele defende FHC mas em nenhum momento cita a criação de qualquer nova Universidade nos oito anos de governo tucano.
http://www.paulorenatosouza.com.br/reportagemnoticia.asp?id=776

Filipe Silva em outubro 20, 2010 10:57 AM


#133

Idelber,
1) a página genérica é a página do INEP, autarquia federal vinculada ao MEC;
2) os arquivos não estão fechados;
3) os arquivos são referentes às sinopses estatísticas da educação superior, realizadas pelo próprio governo;
4) pela leitura das estatísticas - que é um pouco trabalhosa, mas vale a pena -, constata-se que quatro universidades foram criadas;
5) as estatísticas oficiais, infelizmente, não indicam nominalmente quais foram as universidades criadas, de modo que, realmente, eu sequer consigo nomeá-las. Estou assumindo que os números do governo são procedentes;
6) além de indicar universidades criadas, você disse que nenhuma foi criada no período FHC. Eu estou indicando dados numéricos oficiais que apontam algo diverso. Você pode indicar sua fonte para que possamos compará-la?
7) Ressalto que não estou defendendo o governo FHC. Como eu disse, os números são patéticos. No entanto, não podem ser distorcidos.

Thiago em outubro 20, 2010 10:59 AM


#134

Rafael M e JG_,

O Pierre Lucena tá certo quando fala da baixa produtividade de muitos servidores. De fato, a estabilidade é um câncer, um mal a ser combatido, porque molda uma turba de acomodados e onera os cofres públicos.

Eu talvez discorde em relação ao perigo de haver um inchaço na máquina estatal. Em boa parte dos casos, não há, e a investidura de novos servidores servem pra preencher lacunas históricas. Professores de universidades federais são um exemplo; Banco Central, outro exemplo - só no departamento onde trabalho, aqui em Belém, dos 10 ou 15 servidores na ativa, uns 95% vão se aposentar nos próximos 5 anos. Pra ser honesto, acho que somente eu e meu colega, que entramos esse ano, seremos os remanescentes. É muito dinossauro com 30 anos de casa, e isso na Petrobras, na Receita, nos Correios, no INSS, numa caceta de órgãos. Nesses exemplos e em outros, não é que o Estado esteja se tornando um leviatã hobbesiano, e sim que ele está lambendo suas feridas da década passada.


O perigoso é que concurso público tem sido usado como moeda de troca pra voto, e eu não sei como vai funcionar a burocracia estatal nos próximos anos. A tendência é que ganhe muita massa, talvez encontre um ponto de inflexão, tenha a sua crise e vá se ajeitando no futuro. Não vai existir indefinidamente essa curva exponencial de cargos e salários.

Gustavo S. em outubro 20, 2010 11:00 AM


#135

Idelber

Criadas no governo FHC:

Universidade Federal do Vale do São Francisco - Univasf

* Criada em 2002
* Lei 10.473/2002 http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=234919

Universidade Federal do Tocantins - UFT

* Criada em 2002
* Decreto 4.279/2002 http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=234885

NRA em outubro 20, 2010 11:09 AM


#136

Idelber,
por enquanto, encontrei o seguinte:
Universidade Federal do Vale do São Francisco -
http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=234919
Universidade Federal de Tocantins - Lei que a instituiu: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L10032.htm
Decreto referente à organização administrativa:
http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=234885

Thiago em outubro 20, 2010 11:12 AM


#137

Pelo que entendi, no governo Lula, foram criadas do "zero" somente 3 universidades:

Universidade Federal do ABC - UFABC

* Criada em 2005
* Lei 11.145/2005 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11145.htm


Universidade Federal da Integração Latino-Americana - UNILA

* Criada em 2010
* Lei 12.189/2010 http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=260620


Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira - Unilab

* Criada em 2010
* Lei 12.289/2010 http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=261828

-------------------------------------------------
-------------------------------------------------

As demais universidades foram "criadas" por desmembramentos, uniões e mudanças de nome de instituições já existentes:

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

* Nome alterado em 2008
* Mudança de nome da FFFCMPA
* Lei 11.641/2008 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11641.htm


Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL

* Nome alterado em 2005
* Mudança de nome da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas
* Lei 11.154/2005 http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=252809


Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM

* Nome alterado em 2005
* Mudança de nome da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro
* Lei 11.152/2005 http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=252807


Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM

* Nome alterado em 2005
* Mudança de nome das Faculdades Federais Integradas de Diamantina
* Lei 11.173/2005 http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=253021


Universidade Federal Rural do Semi-Árido - Ufersa

* Nome alterado em 2005
* Mudança de nome da Escola Superior de Agricultura de Mossoró
* Lei 11.155/2005 http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=252810


Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR

* Nome alterado em 2005
* Mudança de nome do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná
* Lei 11.184/2005 http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=253203


Universidade Federal de Grande Dourados - UFDG

* Desmembrada em 2005
* Divisão da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
* Lei 11.153/2005 http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=252808


Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB

* Desmembrada em 2005
* Divisão da Universidade Federal da Bahia
* Lei 11.151/2005 http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=252806


Universidade Federal do Pampa - Unipampa

* Desmembrada em 2008
* União de campi desmembrados da UFSM e UFPEL
* Lei 11.640/2008 http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=256699

NRA em outubro 20, 2010 11:14 AM


#138

OK, perfeito, perfeito. I stand corrected.

Valeu, NRA. Fica corrigido, então, meu comentário #87, onde eu havia dito zero. Essa informação (zero) foi replicada em zilhões de sites, blogs, revistas etc. Eu poderia ter deixado vinte links aqui, Thiago, mas não teria provado nada. Eram links que não funcionavam para mim como confirmação oficial mas, na ausência de um contraditório, era a informação com a qual eu trabalhava. Agora sim, dois links do Senado. Obrigado por insistir, Thiago, e obrigado pelos links, NRA.

Reitero, então: fica corrigido o que eu disse. Por enquanto está 16 x 2.

Idelber em outubro 20, 2010 11:18 AM


#139

Agora, peralá, NRA, sobre a questão dos "desmembramentos" (e aqui entramos numa discussão bem complexa, para a qual teríamos que pesquisar mais), eu não vou falar de caso por caso, mas no que se refere à Universidade Federal de Grande Dourados, eu conheço um pouco a coisa. Já estive lá um tempo, palestrei, sou do Conselho Editorial de uma revista de lá.

Oficialmente pode ter sido um desmembramento da UFMS, mas todos, todos os profesores, de todas as posições políticas, ou apolíticos, com os quais eu conversei, me contavam a mesma história. Que receberam maciços investimentos e apoio no governo Lula, que não haviam tido antes. Que a consolidação das faculdades que eles tinham antes foi um enorme salto, que eles haviam tentado antes, sem sucesso, porque não havia investimento federal. Isso eu acho que é o fundamental. Pode ter sido, formalmente falando, um desmembramento da UFMS. Mas é só ir lá e conversar com a comunidade acadêmica. Eles vão lhe dizer que a universidade foi criada no governo Lula.

Dos outros "desmembramentos" eu não posso falar.

Idelber em outubro 20, 2010 11:38 AM


#140

NRA,

Em Santarém, havia um campus remoto da UFPA com cursos de licenciatura, Informática e Direito e a Federal Rural da Amazônia, com Eng. Florestal. A UFOPA herdou os ativos e os funcionários da UFPA que não quiseram ir para Belém. Mas ela é, de fato e de direito, uma nova universidade, com um grande número de cursos e com um corpo docente cerca de cinco vezes maior que o das duas universidades anteriores. Além disso, está sendo construído um novo campus praticamente do zero. Desmembramento seria se tivesse sido mantida a modesta estrutura anterior. O relator do projeto de criação da UFOPA foi inclusive o Senador Flexa Ribeiro, do PSDB, ex-docente da UFPA. Um raro momento em que governo e oposição se uniram em nome de um bem comum.

Moco em outubro 20, 2010 11:51 AM


#141

Idelber


Ok, teríamos que analisar como se processou a realidade, caso a caso, e ver o "peso" desse desmembramento na "nova" instituição. Em termos da Universidade Federal de Grande Dourados, o que a lei dá a entender é qua já existia uma estrutura (pequena, provavelmente) que foi transferida para a "nova" universidade:

Art. 4o Passam a integrar a UFGD, independentemente de qualquer formalidade, os cursos de todos os níveis, integrantes do Campus de Dourados e do Núcleo Experimental de Ciências Agrárias, na data de publicação desta Lei.

Parágrafo único. Os alunos regularmente matriculados nos cursos ora transferidos passam automaticamente, independentemente de qualquer outra exigência, a integrar o corpo discente da UFGD.

Art. 5o Ficam redistribuídos para a UFGD os cargos ocupados e vagos do Quadro de Pessoal da UFMS, disponibilizados para funcionamento do Campus de Dourados e do Núcleo Experimental de Ciências Agrárias, na data de publicação desta Lei.

Art. 8o O patrimônio da UFGD será constituído de:

I - bens patrimoniais da UFMS, disponibilizados para o funcionamento do Campus de Dourados e do Núcleo Experimental de Ciências Agrárias, na data de publicação desta Lei, formalizando-se a transferência nos termos da legislação e procedimentos de regência;

NRA em outubro 20, 2010 12:11 PM


#142

A Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido) nasceu a partir da ESAM (Escola Superior Agrícola de Mossoró), mas não é mera mudança de nome. A ESAM oferecia apenas dois cursos de nível superior (graduação) num único campus. Como Universidade, já são dezoito (18) cursos de graduação, seis (06) programas de pós-graduação e três (03) campi em funcionamento.

Patrick em outubro 20, 2010 2:48 PM


#143

Mais informações para "NRA"... e apimentar o debate sobre criação de Universidades Federais...

a história da Universidade Federal do Tocantins eu também conheço bem... fui professor lá e fiz mestrado também, além de participar de vários projetos, como implantação do sistema de cotas para alunos indígenas (um dos pioneiros, diga-se de passagem). Então é o seguinte:

1) lá pelos idos de 2000, o então governador do Tocantins (Siqueira Campos - PSDB) iniciou um doloroso processo de privatização, é isso mesmo, PRIVATZAÇÃO da UNITINS. Era uma experiência que, se desse certo, serviria de referência para outras federais, coisa, aliás, que nem precisava pois... bem... Isso gerou uma verdadeira luta dos estudantes e professores, pois o Tocantins seria talvez o único estado da nação sem uma única universidade pública... o "véio" siqueira chegou a bater em estudantes, ele próprio, pode?

2) pressionado por essa luta que ganhou uma dimensão inesperada, o FHC aceitou assinar o decreto de criação da UFT mas, é bom lembrar, sem contratar um único professor ou construir uma única sala de aula;

3) Todavia ela só foi realmente implantada quando? ah, início de 2003...

4) foi então que começaram os concursos, aberturas de cursos, construção de laboratórios, etc, etc.

5)dê uma passadinha por lá e cite os nomes "Fernando Henrique Cardoso" e "LULA" e ouça qual é o feedback...

Carlos Eduardo em outubro 20, 2010 2:58 PM


#144

Não seria bom panfletar sábado os 5 tópicos? O que mais ouço é o número 3.
Estou disposta.
Moro em BH a alguns meses.Na Rio de Janeiro.

Cynara em outubro 20, 2010 3:25 PM


#145

Pessoal,

Ainda tem mais uma Universidade. Se pensarmos que o campus da UFSCAR criado em Sorocaba e foi entregue em 2008 foi construído do ZERO. E toda a cidade de Sorocaba acredita que o Campus mudará de nome para Federal de Sorocaba ou algo que o valha.

Pelo que corre nas discussões no Campus usou-se o nome Ufscar para agilizar o processo de construção e de contratação dos funcionários, mas o campus opera de maneira autônoma.

Atualmente são 2 mil alunos em 14 cursos.

FONTE:
http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/08/expansao-de-campus-sorocaba-da-ufscar-e-inaugurada-por-lula.html

Diogo em outubro 20, 2010 3:51 PM


#146

NRA,

Caixa alta não é grito, é grifo (não sei negritar aqui). Você afirma que novas universidades são resultado de fusões, desmembramentos ou mudanças de nome.

Eu te afirmo: há senões que merecem ser observados, porque constituem grande diferença. Como resido em Porto Alegre, conheço de perto o primeiro link que deste (não, não foi uma simples mudança de nome).

No teu link sobre a UFCSPA, lemos lá no início um lance que deveria ter chamado tua atenção.

"Dispõe sobre a transformação da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre – FFFCMPA em Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA e dá outras providências".

Traduzo. A FFFCMPA, com outro nome, foi criada em 1953, pelo decreto de um bispo. Por isso, funciona até hoje dentro do complexo hospitalar Santa Casa, que é bem bacana, aliás. Transformou-se em faculdade católica e, muito depois, em 1980, em fundação federal. Sua característica principal era de ser uma faculdade de CIÊNCIAS MÉDICAS isolada, como seu nome sugere.

Pois ela virou uma Universidade de CIÊNCIAS DA SAÚDE.

A partir de 2004, são criados cursos de Nutrição e Biomedicina. Depois, foram criados Fisioterapia, Enfermagem, Fonoaudiologia, Nutrição, Gastronomia, Psicologia, entre outros. Não sei te afirmar quantas vagas foram criadas.

Antigamente, salvo engano, eram apenas 30 vagas para medicina. Hoje são 88 para esta graduação. Fora os diversos novos cursos.

A UFCSPA é muito maior que a FFFCMPA. É só ir lá para conferir. O crescimento é muito maior que a mudança de nome por ti assinalada.

Fábio Carvalho em outubro 20, 2010 4:50 PM


#147

Parabéns pela excelente explanção.
Me sinto triste quando vejo as pessoas que foram beneficiadas pelos programas do LULA e DILMA votarem no Serra. Fico triste com o tamanho preconceito das pessoas principalmente no MS com respeito a companheiro mulher Dilma.A turma do Agronegocios que estão acabando com o MS é minoria mais corrompe e compra a maioria dos excluidos do meu MS. Espero que com essas informações elas sejam esclarecedoras. Aqui poucas gente tem acesso a computadore, revista, jornais e veêm muita televisão que infelizmente fazem a imprensa marrom desse país.
Fui..........................

Celso Marlei dos Santos em outubro 20, 2010 4:52 PM


#148

Ué, cadê o cu doce do Rodrigo Vasconcelos com a sua contra-argumentação fundamental?

Ramiro Conceição em outubro 20, 2010 4:59 PM


#149

Gostaria de enviar esse texto para algumas pessoas, mas não sei copiar com os links. Você manda por e-mail para mim?
Agradecidíssima!

Liz em outubro 20, 2010 5:17 PM


#150

Parabéns Ricardo e Idelber, o texto resume, organiza e ilustra o que muitos de nós estamos falando há muito tempo, especialmente nestas eleições. Com muito mais mérito, didatismo e brilhantismo. Trata-se de um serviço de utilidade pública. Parabéns. Vou usá-lo, redirecionando acessos para o Biscoito Fino! Abraço

fernando pitacos em outubro 20, 2010 5:27 PM


#151

Cara Na própria matéria da veja que você cita diz que a limpeza da PF começou em 1997....

Vc êh parcial nem vou perder meu tempo lendo o resto

Fujiy em outubro 20, 2010 6:00 PM


#152

Professor Idelber,

Peço por gentileza, que me oriente como encaminhar(sem perder os links) este post, para diversos amigos meus.

Atenciosamente,
Xavier

Severino Xavier da Costa Filho em outubro 20, 2010 7:01 PM


#153

Para quem usa gmail:

- Clique em "Escrever email"

- Observe se aparece uma barra com B, I, U, F, Tt e outros símbolos ou se aparece "Formatação em rich text"

- Se a barra aparece pule o próximo passo

- Se aparece "Formatação em rich text" clique nesse link

- Certifique-se que a barra está lá agora

- Copie o texto do blog do Idelber e cole no corpo do email

- Envie o email

Obrigatório em outubro 20, 2010 8:06 PM


#154

Grande Obrigatório! Valeu. Severino e Liz, já mandei o texto.

Idelber em outubro 20, 2010 8:19 PM


#155

Buenas.
Outro ponto além da criação de diversas novas universidades, é a descentralização das já existentes. Somente a partir da UFSC foram criados mais 6 polos, sendo que havia o projeto da descentralização destes polos em mais dois micro-polos.

O ganho que uma ação desta traz é incrível. A coisa é palpável. É mensurável até em conversa de mesa de bar, com aqueles teus amigos que não puderam ir à capital ao encontro da única universidade federal do estado e que hoje já adultos e pais de família voltam a estudar. São horizontes se abrindo meus amigos...
abraço a todos.

El Torero em outubro 20, 2010 9:36 PM


#156

E o melhor para mim foram os cursos noturnos nas Federais. Isto sim é democratizar o acesso à educação.

Radical Livre em outubro 20, 2010 10:00 PM


#157

Idelber e Ricardo,
Olhem que estão acumulando números também:
http://pt-br.governobrasil.wikia.com/wiki/Governo_Brasil_Wiki

rs

Alex em outubro 20, 2010 11:30 PM


#158

Alex,

Você sabe que a página foi toda montada por um militante do PSDB, né? o @rodrigobarni tem um twitter muito ativo, em que ele, entre outras coisas, liga a agressão de hoje ao #SerraRojas à fala do presidente Lula conclamando a extirpar a oposição.


Aliás, Números muito bem escolhidos. Senão vejamos:
1- O total da dívida federal é lançado em bilhões, sem levar em conta o crescimento do PIB. Em geral, fala-se de percentual da dívida em relação ao PIB e se pode falar de dívida líquida ou bruta. Primeiro factoide.
2- Fala-se de queda de inflação em relação ao governo anterior ao invés de falar-se da inflação média ou total dos dois governos. Segundo factóide.
3- A taxa de desemprego ao final do governo eu acho que está simplesmente errada. Se não me engano, era por volta dos dois dígitos ao final do governo FHC e está agora perto dos 7%. Mais um factóide.
4- Crescimento anual do PIB em relação ao governo anterior é um número que não diz nada. nada nada. veja ponto 1.

ah, eu tou cansado. aquilo lá é uma merda.

Radical Livre em outubro 21, 2010 12:03 AM


#159

Prezadas companheiras e companheiros de luta.

Tentarei, a seguir, dar a minha pequena contribuição à lúcida discussão desta caixa de comentários associada ao extraordinário texto do Ricardo Horta. Escreverei sobre o que conheço mais aqui, no ES, isto é, a educação profissional.

Bem, começando pelo começo. Sou professor-pesquisador do Ifes (Instituto Federal do ES). Sem sombra de dúvida, aqui, no ES, o governo Lula, em oito anos, fez mais pela educação profissional do que, praticamente, todos os governos anteriores a ele no século XX. Parece exagero, né? Mas não é!

Na educação profissional, no ES, eis as principais ações realizadas pelo governo Lula, principalmente nos últimos quatro anos:

i) ampliação da rede federal de educação profissional PARA TODAS AS PRINCIPAIS REGIÕES CAPIXABAS;
ii) o número de doutores contratados em todas as áreas foi colossal; não tenho, neste instante, o número para o estado inteiro, mas na Coordenação de Metalurgia, da qual faço parte, no Campus de Vitória: 10 doutores foram contratados;
iii) além disso, todos os professores mais antigos estão sendo incentivados aos seus respectivos mestrados e doutorados;
iv) outra coisa, no Ifes, ministramos cursos verticais, isto é, por exemplo, sou professor do curso técnico, do curso de engenharia e da pós-graduação em metalurgia, ou seja, em muito breve futuro, técnicos, engenheiros, mestres e doutores formar-se-ão integralmente no Instituto; tal fato é, simplesmente, revolucionário!!!!;
v) outra coisa importante: o Ifes NÃO FAZ CONCORRÊNCIA à Ufes (Universidade Federal do ES), que DESENVOLVE COMPETENTEMENTE seus cursos em outras áreas de interesse do estado capixaba.


O curso de Redução de Minérios de Ferro, que leciono, pode ser equiparado àqueles das tradicionais universidades brasileiras. Muito em breve, nossos laboratórios estarão totalmente montados. Detalhe: o curso de engenharia metalúrgica formará, agora, em Dezembro de 2010, a primeira turma; a partir de Março de 2011, as primeiras defesas de mestrados em metalurgia acontecerão do Instituto; o nosso curso de pós-graduação passará pela primeira avaliação da Capes, em 2011. Ou seja, TUDO É MUITO, MAS MUITO NOVO, e tudo se deve à atuação magistral do governo Lula. Tal fato é efetivamente histórico.

Vou fornecer a vocês, companheiras e companheiros, um dado estarrecedor: cheguei aqui, no ES, em Abril de 2006, pois bem, acreditem se quiserem: até aquela data, NUNCA, PELO ESTADO CAPIXABA, UM ENGENHEIRO METALURGISTA FORA FORMADO (OS ENGENHEIROS METALURGISTAS SEMPRE FORAM RECRUTADOS EM OUTRAS UNIDADES DA FEDERAÇÃO: MINAS, SÃO PAULO, SANTA CATARINA, RIO GRANDE DO SUL).

Outro detalhe: o ES, em seu parque industrial, desenvolveu sempre colossais atividades minero-metalúrgicas:

i) aqui se encontra a Companhia Vale, ex- Companhia Vale do Rio Doce que o governo FHC privatizou - mesmo sendo uma empresa lucrativa; e, de acordo com o próprio FHC, Serra, à época, ministro do planejamento, FOI UM DOS PRINCIPAIS MENTORES DE TAMANHA INSANIDADE HISTÓRICA!!!!!!!!!!!!;
ii) aqui também se encontra a Samarco mineração;
iii) aqui também se encontra a ex-CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão, que foi privatizada na era Collor), hoje ArcellorMittal uma empresa multinacional.


Voltando ao Ifes. Há problemas? É claro que sim! Um dos principais é a ruptura dos velhos paradigmas junto aos mais antigos funcionários do Instituto, isto é: a superação de uma postura terceiro-mundista, anacrônica, adquirida por décadas de um funcionalismo subserviente ao poder instituído, ou seja, aquela falta de visão estratégica do ensino em longo prazo, pois durante décadas o imediatismo político foi o ator principal no teatro da educação profissional no Brasil.

Sem sombra de dúvida que, em função do distorcido estado brasileiro, ainda há muito que fazer. O governo Lula, claro, não resolveu tudo. Porém um governo Serra, sem sobra de dúvida, representa um retrocesso histórico - é a volta à estagnação.

Portanto – Dilma neles!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ramiro Conceição em outubro 21, 2010 12:25 AM


#160

Caro blogueiro "dorme sujo", envie este texto para mim , creio que voce deve ter acesso a meu e-mail , terei um grande prazer em repassa-lo, abraços.

Elson em outubro 21, 2010 4:26 AM


#161

A Unipampa foi criada e teve sua parte administrativa dividida entre UFSM e UFPel, me parece que a idéia era implantar através destas duas universidades para se ganhar tempo, depois disso foi desmembrada.

Um link que explica:


http://www.universitario.com.br/noticias/noticias_noticia.php?id_noticia=4574

Observem: Os cinco campi da UNIPAMPA, sob responsabilidade da UFSM, terão vínculo com a Instituição até o ano de 2008, ou até a aprovação o Projeto de Lei que regulamente a criação da UNIPAMPA, tornando-se, dessa forma independente.

Roberto S. em outubro 21, 2010 4:57 AM


#162

Olá Idelber,

Eu gostaria muito de receber esse texto por email para que eu possa enviar a alguns amigos.

Obrigada.

Camila em outubro 21, 2010 6:07 AM


#163

Ricardo Lins Horta trabalha na Casa Civil.
Ficou faltando essa informação.

Lúcia Slothrop em outubro 21, 2010 4:16 PM


#164

Não, Lúcia, o que ficou faltando foi você ler a caixa de comentários. Ricardo não trabalha mais na Casa Civil.

Idelber em outubro 21, 2010 4:51 PM


#165

Idelber, preciso da sua cópia com os links no meu e-mail!

Acabei de receber este texto de um conhecido que votou na Marina, mas veio sem os links. Me ajude a orienta-lo :)

Luciana de Alencar em outubro 21, 2010 6:24 PM


#166

Chega a ser emocionante comotudo vem às claras num momento oportuno para quem está com sede depoder. Não sei, na verdade, quanto tempoo José Serra tem o poder nas mãos, muito menos a Dilma. Lula tem ou completa muito em breve oito anos. Nos , brasileiros, písados, chutados, massacrados, não precisamos saber de nada. Mas agora é importante que saibamos das "cagadas " do José Serra e, se olharmos para as criticas dos amigos do Serra também nos tornamos importante e ficamos sabendo das "gracinhas" da Dilma e do Lula.
Acho que , nós que vivemos à margem dos acontecimentos na administração pública, não somos obrigados a creditar em um ou outro, afinal , durante todo esse templo sequer conheciam a gente. Seria melhor se me desse a liberdade de escolher para governar nossa nação, quem eu quisesse , que poderia até ser meu vizinho e não quem eles ( esses grupinhoschamados partidos) impõem.
Tenham paciência !!!
Anule seu voto, pegue seu "papelim" porque para forçar irmos às urnas mandam as repartições necessárias ao nosso cotidiano exigir, e vai para casa aproveitar o dia de folga.

Tião Nascimento em outubro 21, 2010 8:30 PM


#167

Esse Rodrigo é um fanfarrão! Pediu pra sair, mas tenho certeza de que continua por aqui sapeando os comentários...

Izabelle Mourão em outubro 21, 2010 10:24 PM


#168

Idelber,

Gostaria de contribuir também com dados sobre as Federais que foram criadas durante o governo Lula. Em Alfenas existia a Escola Federal de Farmácia e Odontologia de Alfenas (EFOA). Em 2004 tornou-se Centro Universitário e logo depois Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). De 4 cursos na área de saúde passamos para mais de 30 cursos, com campi em Poços de Caldas e Varginha. E não foi desmembramento ou outro nome que queiram usar. A Universidade foi criada com todas as prerrogativas e autonomia de uma Universidade
Federal.
Aproveito também para elogiar o seu texto. Coloquei um link para ajudar os indecisos no meu GTalk.

Luiz Eduardo em outubro 22, 2010 1:05 AM


#169

Eu realmente gostaria de ver uma resposta do Rodrigo Vasconcelos, pois acho que aumentaria o nível da discussão não mostrar somente a visão PTista.
Pena ele ter desistido com as provocações...

Taciano em outubro 22, 2010 4:07 AM


#170


Ja´enviei o seu texto 13 razõess p/ votar em Dilma,post do 1ºturno e acho que este vai reforçar ainda mais esses motivos.

Por favor ,gostaria de recebe-lo por email.
Obrigada

Sonia

SoniaMZ Roque em outubro 22, 2010 10:30 AM


#171

Quanto ao comentário #46:

Se o governo FHC fosse tão bom assim nos números, sem dúvidas Serra usaria esses indicadores nos debates e programas eleitorais, o que ele quase NUNCA faz, prefere levar as discussões para o lado da religião e preconceitos. Como vc bem disse, pode-se fazer tudo com os números, mas não venha vc querer provar que o governo SERRA/FHC fez muito mais pelo país do que o de DILMA/Lula, porque não fez e não sou só eu que penso assim, o governo Lula tb tem estatísticas muito superioes aos de FHC, como o número de empregos gerados. Prova de que a orientação econômica do SERRA é errada foram as sucessivas entrevistas que o mesmo deu na época da crise econômica, totalmente opostas ao que Dilma e Lula fizeram e isso foi reconhecido internacionalmente, inclusive pelo mesmo FMI que vc tanto cita.

Mariana

Mariana em outubro 22, 2010 12:46 PM


#172

Ainda sobre o #46.

Pra vocês verem como se pode manipular números à vontade:


Dívida pública federal

Fonte: Dados oficiais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Dívida pública federal ao final do governo FHC (12/2002): R$ 560.828.810.000,00

Dívida pública federal ao final do governo Lula (10/2010): R$ 985.808.530.000,00

* A dívida pública federal líquida ao final do governo Lula é quase o dobro da dívida ao final do governo Fernando Henrique

pois bem,

o PIB em 2002 foi de R$ 1,32 trilhão. Isso dá uma dívida de pública federal de 0,42% do PIB (um dos números está errado, tá muito baixo - eu me lembro de um número na casa dos 52% - este link aqui fala que Só para lembrar: o pior momento foi em 2002/2003 que a relação dívida/PIB estava em 60% do PIB).

Já agora em 2010, nosso PIB está perto de R$ 2,5 trilhões, o que dá uma relação dívida/pib de cerca de 40%.

Ou seja, em reais, a dívida subiu. No que interessa, que é o quanto do PIB está comprometido com a dívida públic, melhorou para karai. O restante dos números ali apresentados provavelmente pode ser examinado da mesma forma, mas eu não estou com saco.

Radical Livre em outubro 22, 2010 9:23 PM


#173

Tenho tido trabalho explicando a política externa do Lula, com a qual concordo plenamente, além dos tópicos do seu texto. Só por isso acho que seria bom se vc incluísse também este tema. No mais, parabéns pelo excelente texto.

@Guara_Borges em outubro 23, 2010 9:38 AM


#174

Caro Idelber,
Este fim de semana minha mulher vai almoçar com uns indecisos e alguns tucanos da família dela.Queria disponibilizar este texto a ela para reforçar os argumentos pró-dilma. Repasse-me, por favor, o texto com os links.
Abraço
Antonio Pereira

antonio pereira em outubro 23, 2010 1:10 PM


#175

Caro Idelber,

Escrevo-lhe para fazer um retificação sobre uma informação que divulguei neste espaço e que, posteriormente, descobri ser inverídica.

O Zé Paulo, a que me referi no comentário #4, não estuda na UFMG. Ele cursa medicina em uma faculdade privada de Belo Horizonte, com uma bolsa do ProUni. Eu havia recebido uma informação errada de uma pessoa, sendo que o próprio José Paulo me fez a correção.

De qualquer modo, entendo que o percurso de vida e o depoimento do Zé Paulo são pungentes, exemplares e extraordinários, estude onde ele estudar. A informação de que ele não estuda medicina na UFMG, mas em outra instituição, em nada apaga o simbolismo de sua trajetória, nem o mérito dos programas assistenciais estudantis da era Lula.

Continuo a votar “Dilma por causa do Zé Paulo, por causa de todos os Zés Paulos Brasil afora, que hoje não são mais tratados como cães bernentos pelo governo”, como afirmei acima.

Peço-lhe desculpas, assim como aos leitores desta caixa de comentários, pela informação original equivocada.

Abraço

Lelec/ Leonardo em outubro 24, 2010 7:47 AM


#176

Taí, deixei de ser indeciso depois de ler esse texto! Pena que a campanha de Dilma não tenha usado a mesma argumentação sensata e clara.

Durval em outubro 24, 2010 1:07 PM


#177

O texto realmente é muito sólido e relevante, porém claramente parcial em favor do Partido dos Trabalhadores.
Aceitar que corrupção é cultural da nossa política é completamente absurdo, ainda mais levando em conta que foi endossado no texto a existencia do mensalão que envolvia diretamente a Casa Civil, ministério mais próximo a presidencia da republica. Então eu pergunto, como votar em Dilma? Vejo o PT tão corrupto como o PSDB nessa politica de alianças excusas por votos e perpetuação no poder. Pergunto novamente, como votar em Dilma que recebe apoio de Renan Calheiros e José Sarney? A única resposta pode ser, SIMPLESMENTE POR FALTA DE OPÇÃO, já que o PSDB também oferece uma cartilha suja...
Enquanto o povo for conivente com o descaso no uso dos seus tributos seremos simplesmente um país e nunca uma nação.

Alex em outubro 25, 2010 6:23 PM


#178

honestamente, quando vejo esse tipo de discurso me decido mais em não votar....cadê a discussão das propostas, das políticas públicas! Os dois dizem que o Brasil precisam melhorar, que esta no caminho e que precisa avançar, pra onde?... o que eu vejo no estado onde eu moro, o Mato Grosso é que aqui não mudou nada! as universidades continuam sucateadas, os alunos das escolas públicas analfabetos, em plena quarta série! Os serviços de saúde inexistentes, a corrupção solta, as estradas horríveis, sem política de transporte alternativo, hidrovias ou ferrovias ou qualquer outra coisa! Nada de políticas decentes para a área ambiental e de qualquer coisa que lembre o desenvolvimento sustentável. Vejo sim o MST acampado, os assentamentos sem financiamento..enfim...dá pra parar de discutir o tamanho do pintinho?

jo em outubro 25, 2010 9:23 PM


#179

Alguém sabe por que o site do Rodrigo Viana está bloqueado? Tentei acessar seu link para ver a indignação dos funcionários da Globo com o episódio da bolinha de papel, e não consigo. Depois, tentei entrar pelo caminho norma e dá a mesma informação. O que está acontgecendo?

Fábio Buonavita em outubro 26, 2010 12:53 PM


#180

Só vou dar uma pequena contribuição, na linha do raciocínio de que é difícil medir a corrupção dos governos, mas pode-se ponderar o que cada gestão faz para combatê-la.

No apagar das luzes de 2002 (precisamente em 24 de dezembro do mencionado ano) o FHC editou uma lei (nº 10.628) alterando o art. 84 do Código de Processo Penal, o qual passou a ter a seguinte redação:

"Art. 84. A competência pela prerrogativa de função é do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais Regionais Federais e Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, relativamente às pessoas que devam responder perante eles por crimes comuns e de responsabilidade.

§ 1o A competência especial por prerrogativa de função, relativa a atos administrativos do agente, prevalece ainda que o inquérito ou a ação judicial sejam iniciados após a cessação do exercício da função pública.

§ 2o A ação de improbidade, de que trata a Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992, será proposta perante o tribunal competente para processar e julgar criminalmente o funcionário ou autoridade na hipótese de prerrogativa de foro em razão do exercício de função pública, observado o disposto no § 1o."

Ou seja, esta lei: i) pretendeu prolongar a prerrogativa de foro para depois da vida pública do ocupante do cargo público (§ 1o); ii) pretendeu estender o privilégio para as ações de improbidade (§2o) - o foro privilegiado vale apenas para as ações criminais, e a de improbidade é de natureza cível.

Felizmente esta lei foi declarada inconstitucional pelo STF (Adin 2797-2), contra o voto, claro, da parte do Supremo devidamente aparelhada pelo governo FHC - Gilmarzão e Nelson Jobim.

A campanha devia martelar nesta tecla o tempo todo, em todos os debates: "o governo a que se vincula José Serra pretendeu 'eternizar' o foro privilegiado".
Abraços.

Marcos Coutinho em outubro 26, 2010 5:04 PM


#181

Muitíssimo obrigado por este texto excelente, cheio de fontes e com argumentação preciosíssima.
Além de procurar conversar com as pessoas e alertar para o perigo que se aproxima com uma improvável mas ainda possível eleição de José Serra, resolvi fazer este vídeo com amigos. É amador, uma produção caseira, mas acredito que nos possibilite rir um pouco. Divulguem, se gostarem. Um abraço,
Bruno.

Descobrimos a verdadeira versão da história da bolinha de papel. http://www.youtube.com/watch?v=-9xtmaIBV_4

Bruno Guedes em outubro 26, 2010 11:10 PM


#182

Sensacional! Obrigada.
Tomei a liberdade de postar em meu blog, mantendo os links.

Janaina em outubro 27, 2010 1:33 PM


#183

Really fantastic visual appeal on this web site , I'd rate it 10 10.

Football Video Highlight em dezembro 18, 2010 2:03 AM