Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.



Email:
idelberavelar arroba gmail ponto com

No Twitter No Facebook No Formspring No GoogleReader RSS/Assine o Feed do Blog

O autor
Curriculum Vitae
 Página pessoal em Tulane


Histórico
 maio 2011
 março 2011
 fevereiro 2011
 janeiro 2011
 dezembro 2010
 novembro 2010
 outubro 2010
 setembro 2010
 agosto 2010
 agosto 2009
 julho 2009
 junho 2009
 maio 2009
 abril 2009
 março 2009
 fevereiro 2009
 janeiro 2009
 dezembro 2008
 novembro 2008
 outubro 2008
 setembro 2008
 agosto 2008
 julho 2008
 junho 2008
 maio 2008
 abril 2008
 março 2008
 fevereiro 2008
 janeiro 2008
 dezembro 2007
 novembro 2007
 outubro 2007
 setembro 2007
 agosto 2007
 julho 2007
 junho 2007
 maio 2007
 abril 2007
 março 2007
 fevereiro 2007
 janeiro 2007
 novembro 2006
 outubro 2006
 setembro 2006
 agosto 2006
 julho 2006
 junho 2006
 maio 2006
 abril 2006
 março 2006
 janeiro 2006
 dezembro 2005
 novembro 2005
 outubro 2005
 setembro 2005
 agosto 2005
 julho 2005
 junho 2005
 maio 2005
 abril 2005
 março 2005
 fevereiro 2005
 janeiro 2005
 dezembro 2004
 novembro 2004
 outubro 2004


Assuntos
 A eleição de Dilma
 A eleição de Obama
 Clube de leituras
 Direito e Justiça
 Fenomenologia da Fumaça
 Filosofia
 Futebol e redondezas
 Gênero
 Literatura
 Metablogagem
 Música
 New Orleans
 Palestina Ocupada
 Polí­tica
 Primeira Pessoa



Indispensáveis
 Agência Carta Maior
 Ágora com dazibao no meio
 Amálgama
 Amiano Marcelino
 Os amigos do Presidente Lula
 Animot
 Ao mirante, Nelson! (in memoriam)
 Ao mirante, Nelson! Reloaded
 Blog do Favre
 Blog do Planalto
 Blog do Rovai
 Blog do Sakamoto
 Blogueiras feministas
 Brasília, eu vi
 Cloaca News
 Consenso, só no paredão
 Cynthia Semíramis
 Desculpe a Nossa Falha
 Descurvo
 Diálogico
 Dilma na Rede
 Diário gauche
 ¡Drops da Fal!
 Escreva, Lola, escreva
 Futebol política e cachaça
 Guaciara
 Histórias brasileiras
 Impedimento
/  O Ingovernável
 Já matei por menos
 João Villaverde
 Liberal libertário libertino
 Uma Malla pelo mundo
 Marjorie Rodrigues
 Mary W
 Milton Ribeiro
 Mundo-Abrigo
 NaMaria News
 Na prática a teoria é outra
 Opera Mundi
 O palco e o mundo
 Palestina do espetáculo triunfante
 Pedro Alexandre Sanches
 O pensador selvagem
 Pensar enlouquece
 Politika etc.
 Quem o machismo matou hoje?
 Rafael Galvão
 Recordar repetir elaborar
 Rede Brasil Atual
 Rede Castor Photo
 Revista Fórum
 RS urgente
 Sergio Leo
 Sexismo na política
 Sociologia do Absurdo
 Sul 21
 Tiago Dória
 Tijolaço
 Todos os fogos o fogo
 Túlio Vianna
 Urbanamente
 Wikileaks: Natalia Viana



Visito também
 Abobrinhas psicodélicas
 Ademonista
 Alcinéa Cavalcante
 Além do jogo
 Alessandra Alves
 Alfarrábio
 Alguém testou
 Altino Machado
 Amante profissional
 Ambiente e Percepção
 Arlesophia
 Bala perdida
 Balípodo
 Biajoni!
 Bicho Preguiça
 Bidê Brasil
 Blah Blah Blah
 Blog do Alon
 Blog do Juarez
 Blog do Juca
 Blog do Miro
 Blog da Kika Castro
 Blog do Marcio Tavares
 Blog do Mello
 Blog dos Perrusi
 Blog do Protógenes
 Blog do Tsavkko, Angry Brazilian
 Blogafora
 blowg
 Borboletas nos olhos
 Boteco do Edu
 Botequim do Bruno
 Branco Leone
 Bratislava
 Brontossauros em meu jardim
 A bundacanalha
 Cabaret da Juju
 O caderno de Patrick
 Café velho
 Caldos de tipos
 Cão uivador
 Caquis caídos
 O carapuceiro
 Carla Rodrigues
 Carnet de notes
 Carreira solo
 Carta da Itália
 Casa da tolerância
 Casa de paragens
 Catarro Verde
 Catatau
 Cinema e outras artes
 Cintaliga
 Com fé e limão
 Conejillo de Indias
 Contemporânea
 Contra Capa
 Controvérsia
 Controvérsias econômicas
 Conversa de bar
 Cria Minha
 Cris Dias
 Cyn City
 Dançar a vidao
 Daniel Aurélio
 Daniel Lopes
 de-grau
 De olho no fato
 De primeira
 Déborah Rajão
 Desimpensável/b>
 Diário de Bordo
 Diario de trabajo
 Didascália e ..
 Diplomacia bossa nova
 Direito e internet
 Direitos fundamentais
 Disparada
 Dispersões, delírios e divagações
 Dissidência
 Dito assim parece à toa
 Doidivana
 Dossiê Alex Primo
 Um drible nas certezas
 Duas Fridas
 É bom pra quem gosta
 eblog
 Ecologia Digital
 Educar para o mundo
 Efemérides baianas
 O escrevinhador
 Escrúpulos Precários
 Escudinhos
 Estado anarquista
 Eu sei que vivo em louca utopia
 Eu sou a graúna
 Eugenia in the meadow
 Fabricio Carpinejar
 Faca de fogo
 Faça sua parte
 Favoritos
 Ferréz
 Fiapo de jaca
 Foi feito pra isso
 Fósforo
 A flor da pele
 Fogo nas entranhas
 Fotógrafos brasileiros
 Frankamente
 Fundo do poço
 Gabinete dentário
 Galo é amor
'  Garota coca-cola
 O gato pré-cambriano
 Geografias suburbanas
 Groselha news
 Googalayon
 Guerrilheiro do entardecer
 Hargentina
 Hedonismos
 Hipopótamo Zeno
 História em projetos
 Homem do plano
 Horas de confusão
 Idéias mutantes
 Impostor
 Incautos do ontem
 O incrível exército Blogoleone
 Inquietudine
 Inside
 Interney
 Ius communicatio
 jAGauDArTE
 Jean Scharlau
 Jornalismo B
 Kit básico da mulher moderna
 Lady Rasta
 Lembrança eterna de uma mente sem brilho
 A Lenda
 Limpinho e cheiroso
 Limpo no lance
 Língua de Fel
 Linkillo
 Lixomania
 Luz de Luma
 Mac's daily miscellany
 O malfazejo
 Malvados
 Mar de mármore
 Mara Pastor
 Márcia Bechara
 Marconi Leal
 Maria Frô
 Marmota
 Mineiras, uai!
 Modos de fazer mundos
 Mox in the sky with diamonds
 Mundo de K
 Na Transversal do Tempo
 Nación apache
 Nalu
 Nei Lopes
 Neosaldina Chick
 Nóvoa em folha
 Nunca disse que faria sentido
 Onde anda Su?
 Ontem e hoje
 Ou Barbárie
 Outras levezas
 Overmundo
 Pálido ponto branco
 Panóptico
 Para ler sem olhar
 Parede de meia
 Paulodaluzmoreira
 Pecus Bilis
 A pequena Matrioska
 Peneira do rato
 Pictura Pixel
 O pífano e o escaninho
 Pirão sem dono
 políticAética
 Política & políticas
 Política Justiça
 Politicando
 Ponto e contraponto
 Ponto media
 Por um punhado de pixels
 Porão abaixo
 Porco-espinho e as uvas
 Posthegemony
 Prás cabeças
 Professor Hariovaldo
 Prosa caótica
 Quadrado dos Loucos
 Quarentena
 Que cazzo
 Quelque chose
 Quintarola
 Quitanda
 Radioescuta Hi-Fi
 A Realidade, Maria, é Louca
 O Reduto
 Reinventando o Presente
 Reinventando Santa Maria
 Retrato do artista quando tolo
 Roda de ciência
 Samurai no Outono
 Sardas
 Sérgio Telles
 Serbão
 Sergio Amadeu
 Sérgio blog 2.3
 Sete Faces
 Sexismo e Misoginia
 Silenzio, no hay banda
 Síndrome de Estocolmo
 O sinistro
 Sob(re) a pálpebra da página
 Somos andando
 A Sopa no exílio
 Sorriso de medusa
 Sovaco de cobra
 Sub rosa v.2
 SublimeSucubuS
 Superfície reflexiva
 Tá pensando que é bagunça
 Talqualmente
 Taxitramas
 Terapia Zero
 A terceira margem do Sena
 Tiago Pereira
 TupiWire
 Tom Zé
 Tordesilhas
 Torre de marfim
 Trabalho sujo
 Um túnel no fim da luz
 Ultimas de Babel
 Um que toque
 Vanessa Lampert
 Vê de vegano
 Viajando nas palavras
 La vieja bruja
 Viomundo
 Viraminas
 Virunduns
 Vistos e escritos
 Viva mulher
 A volta dos que não foram
 Zema Ribeiro







selinho_idelba.jpg


Movable Type 3.36
« Links da semana :: Pag. Principal :: Insustentável sustentabilidade, por Marjorie Rodrigues »

sábado, 22 de janeiro 2011

No Brasil "não-somos-racistas", mais um negro é espancado gratuitamente. Que não fique impune

Hudson Carlos de Oliveira não é qualquer um, no sentido de que não é um belo-horizontino desconhecido. Hudson é diretor do Centro de Referência Hip Hop Brasil e educador na área de artes, responsável pelo projeto Hip Hop Educação para a Vida. Tudo o que fez Hudson foi adentrar um bar no bairro de Santa Efigênia, zona leste/central de BH em 28 de novembro de 2010. Só isso. Conhecido que era do garçom—como é conhecido de zilhares de outros belo-horizontinos, amigos meus inclusive--, Hudson se aproximou dele para saudar, conversar, tirar um dedo de prosa. Foi o suficiente para que sete covardes pitboys (incluindo gente com carteira da OAB) que faziam ali um churrasco de aniversário partissem para a agressão verbal, a acusação de que Hudson “queria comer da carne” deles, e logo depois o espancamento físico. Segundo matéria do Estado de Minas, Hudson teve o maxilar deslocado, afundamento dos dentes, fratura da clavícula e ferimentos nas pernas e braços. A foto não deixa dúvidas:

hudson.jpg


Mas a manifestação do Brasil ”não-somos-racistas” não parou aí. Depois de se dirigir sangrando ao Primeiro Batalhão de Polícia Militar, Hudson foi indicado como agressor no boletim de ocorrência feito por policiais militares da 3ª Cia do 1º BPM, enquanto os espancadores negavam o fato. Em 01/12/2010, um dia depois da matéria do EM, entrava no YouTube o depoimento de Hudson, também conhecido no mundo hip hop de BH e do Brasil como Ice Band:


Hudson é casado com a jornalista Janaína Cunha e eles têm um filho de cinco anos.

O caso se encontra agora em fase de inquérito policial, que irá ao Ministério Público. É sabido, e há várias testemunhas, que Ice Band foi agredido por ser acusado de “penetra” numa festa particular que se apropriava de uma via pública. É sabido que foi agressão covarde, de sete contra um. É sabido que apenas dois desses agressores estiveram na 3ª Cia do 1º BPM enquanto, incrivelmente, um Hudson espancado e sangrando era citado no B.O. como agressor.

É imperativo que todos os covardes sejam indiciados. Pelo caráter discriminatório do ato que motivou o crime, é visível sua condição de delito racista. Pela sanha covarde que se manifestou no crime, vários profissionais do Direito e da Justiça consultados pelo blog concordam que ele é enquadrável como tentativa de homicídio e não simplesmente lesão corporal—e Hudson ouviu, sim, e há testemunhas disso, a frase mata que é bandido durante o espancamento.

O Biscoito Fino e a Massa espera que a Justiça, Dra. Janice Ascari, Dr. Amilcar Macedo, Dr. Túlio Vianna, não se omita neste caso.

Há uma moção de repúdio que você pode assinar aqui na caixa do Biscoito, enviando-me um email (e eu encaminho seu nome à Janaína), ou escrevendo para minajcm arroba yahoo ponto com ponto br e/ou crh2b arroba yahoo ponto com ponto br.

Hudson está se recuperando e no próximo dia 18 retira o aparelho que ainda traz na boca.

Atualização: quem quiser assinar a moção escreva diretamente a um dos dois emails acima ou assine aqui na caixa, já que o blogueiro ficará longe da net uns dias, sem responder emails.



  Escrito por Idelber às 02:58 | link para este post | Comentários (132)


Comentários

#1

Como disse o próprio Hudson Carlos de Oliveira, o Ice Band, mesmo que o motivo alegado pelos agressores, de que Hudson estaria "pedindo comida", fosse verdadeiro, e não é, nada justifica a atitude dos jovens contra ele. Nada justifica, também, a atidude do delegado, cuja função no cumprimento do dever é garantir os direitos e resguardar a segurança e a dignidade daqueles que recorrem à polícia.
Infelizmente diploma e "carteirinha da Ordem" não são garantias de civilidade. Espero que Ice Band se recupere o mais rápido possível e que seus agressores encontrem, na justiça, a punição que merecem como agressores que são.

Boa sorte, Hudson!

Edurdo Prado em janeiro 22, 2011 4:01 AM


#2

Pra cada Hudson, que ainda bem tem força política e é exceção da exceção, quantos negros anônimos não estão sendo espancados, esta madrugada mesmo, nas metrópoles brasileiras?

Têm policiais e policiais. Há vários que, de plantão, seguem a lei do menor esforço. Como quando um negro está envolvido todo o sistema conspira contra ele, o menor esforço acaba sendo o policial ficar na sua, ou inverter a relação agressor/vítima, como aconteceu no caso do Hudson. Pois dá um trabalhão agir diferente, você luta contra todo um viés racista-classista (é a mesma coisa) das instituições.

Quantos não são os casos em que o negro agredido é achincalhado ainda mais pelo sistema penal? autuado, torturado, encarcerado. E depois, inocente, tem de passar pela via crúcis de (des)investigações, cadeias superlotadas e pedidos de habeas corpus improvidos em série pelos TJ.

Bruno Cava em janeiro 22, 2011 4:39 AM


#3

Valeu pelo post, Idelber. Cá do meu canto, acho mais importante a configuração do crime como racismo (e foi, ao que tudo indica), do que a qualificação lesão corporal/tentativa de homicídio.

Digo isso porque a quantidade de cana que os agressores merecem pegar é secundária. A melhor melhor reparação para o Hudson seria uma pusta indenização por danos físicos e morais. E a melhor punição para os agressores seria obrigá-los a dar cursos de direitos humanos JUNTO com associações contra o racismo durante, sei lá, uns cinco ou dez anos. Depois disso, duvido que alguém seguiria racista.

Leonardo Fazito em janeiro 22, 2011 6:31 AM


#4

Acaso alguém aqui consegue conceber a mesma situação acontecendo com um homem branco? Nada mais a dizer.

Hugo Albuquerque em janeiro 22, 2011 8:03 AM


#5

O respeito pelas diferenças no Brasil, só acontecerá, quando todos nós repudiarmos ações como essa, rebelando-nos, não de forma agressiva, mas de forma organizada. Esse é o caminho. Acredito que deveríamos distribuir isso aos movimento negros do brasil e a mídia nacional!

Hamilton Sousa em janeiro 22, 2011 8:50 AM


#6

Oi Idelber,

Só não entendi como assinar a moção de repúdio. Precisa enviar algum número de documento além de nome e e-mail?

aiaiai em janeiro 22, 2011 9:02 AM


#7

O nome completo é mais que suficiente :)

Idelber em janeiro 22, 2011 9:34 AM


#8

Já assinei e encaminhei para meus amigos. Uma agressão deste tipo, covarde, não pode ficar impune.

Patricia Fornitani em janeiro 22, 2011 11:01 AM


#9

Assino a moção!

Rafael Domingues Lenz Cesar - professor de português e literatura brasileira; mestrando em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela UFF - Niterói / RJ.

Rafael Cesar em janeiro 22, 2011 12:27 PM


#10

Assinando a moção:

Emiliano Augusto Moreira de Lima - mestrando em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela FFLCH-USP -- São Paulo / SP.

Emil em janeiro 22, 2011 1:02 PM


#11

Assinando a moção...
Dafne de Souza Sampaio - jornalista - editora da Revista Monet (Ed. Globo)

dafne em janeiro 22, 2011 1:10 PM


#12

olha o meu próprio ato falho (como se não bastasse o nome...)
editor da Revista Monet. editor.

dafne em janeiro 22, 2011 1:12 PM


#13

Leonardo Fazito, gostei da mudança de pena. Gastar dinheiro e conviver com tais movimentos podem fazê-los refletir um pouquinho, mas dificilmente mudará o sentimento deles. O gasto mesmo viria do bolso, deles ou dos que pagaram indeiretamente o churrascão "do bem", lá em Santa Efigênia.

Thiago Quintella de Mattos em janeiro 22, 2011 1:12 PM


#14

Ali Kamel deve estar sorrindo...

Assino a moção, sem dúvidas!

além dos agressores, os policiais que tiveram a cara de pau de colocar num BO que a vítima era o agressor deveriam igualmente ser processados.

Raphael Tsavkko Garcia em janeiro 22, 2011 1:16 PM


#15

Ali Kamel deve estar sorrindo...

Assino a moção, sem dúvidas!

além dos agressores, os policiais que tiveram a cara de pau de colocar num BO que a vítima era o agressor deveriam igualmente ser processados.

Racismo é cotidiano, fato comum do dia-a-dia, infelizmente. http://tsavkko.blogspot.com/2010/11/sim-nos-somos-racistas.html

Raphael Tsavkko Garcia em janeiro 22, 2011 1:17 PM


#16

Assinando a moção: Diego de Moraes Moreira - Professor de Geografia - Rio de Janeiro/RJ

Diego Moreira em janeiro 22, 2011 1:25 PM


#17

Enquanto isso, no Big Brother Brasil: dos 17 participantes, 4 são negros, dos quais 3 foram indicados para a primeira eliminação. #naosomosracistas

Gustavo em janeiro 22, 2011 1:33 PM


#18

Alguém me apresenta esse "país onde não há racismo, que eu quero me mudar pra ele. Que absurdo! Em pleno século XXI ainda acontecem barbaridades como essa. Meu total repúdio a esse gesto que demonstra extrema covardia e desrespeito!

Ramiro Figueiredo Catelan

Ramiro Catelan em janeiro 22, 2011 2:53 PM


#19

Nao pode ficar assim. Se nao isto nao pode ser chamado de democracia, e ainda aquela ditadura.
Este delegado precisa ser investigado por sua incompetencia.
Para acraditar na justica tem de haver a justica.

Isto de ter diploma e carteirinhas nao significa nada. Tem muuitos criminosos de "instrucao" formal que sao verdadeiras antas, brucutus e barabres.

Tania Guimaraes em janeiro 22, 2011 3:26 PM


#20

É um absurdo a postura desses agressores! Todos devem ser punidos e as autoridades policiais devem sofrer, no mínimo, processo administrativo, pois desvirtuaram-se totalmente da postura profissional e humanana que devem exercer. Assino a moção: Carolina Sousa do Nascimento Rabelo - advogada

Carolina Nascimento em janeiro 22, 2011 3:36 PM


#21

é de se revoltar vendo e lendo tais barbaridades em pleno século 21, estes "bandidos" covardes que fizeram isto deveriam ter como pena, 10 anos de serviços sociais em favelas,para conhecerem bem o dia-a-dia da classe pobre e quem sabe assim, aprenderem a respeitar o proxímo,valorizarem a vida , entenderem-se como gente, e não como covardes-idiotas como são..foram
Justiça neles, sugiro que enviem este relato/ manifesto para o SEPPIR - Secretaria de Especial Policitas de Promoção da Igualdade Racial, e peçam apoio jurídico e institucional neste caso, e que sirva-nos de exemplo a condenação destes 7 BANDIDOS, VAGABUNDOS, COVARDES, SAFADOS...

João Gadelha em janeiro 22, 2011 4:04 PM


#22

José Maurício Iglésias da Silva - psicólogo, Belo Horizonte

José Maurício Iglésias em janeiro 22, 2011 4:19 PM


#23

assinando moção
Marcos Vinícius Santos Dias Coelho - Doutorando em Història pela Unicamp - Salvador/Ba

Marcos Vinicius santos Dias Coelho em janeiro 22, 2011 4:53 PM


#24

Nossa, ainda bem que não somos racistas, imaginou se fôssemos??!?

Fora de brincadeira: Idelber, vê se coloca notícias da melhora dele. Desde já, pergunto: ele pode ter algum tipo de recaída ou seqüela?

Hugo: consigo imaginar, sim. Se o homem branco for homossexual, judeu ou, aqui em São Paulo, nordestino. Ou confundido com um por, sei lá, comportamento "suspeito".

Bruno Cava: falou tudo. Para cada um com voz, quantos sem voz apanham impunemente, muito além do alcance de nossos olhos e ouvidos?

He will be Bach em janeiro 22, 2011 5:17 PM


#25

Assino moção de repúdio: Guilherme Simon, Tubarão/SC.

Guilherme Simon em janeiro 22, 2011 5:22 PM


#26

Assinando a moção de repúdio : Sandra Maira Siqueira Naves Leite, economista/SP

Sandra Leite em janeiro 22, 2011 6:05 PM


#27

Assinando: Hugo Albuquerque -- estudante de Direito, blogueiro/SP

Hugo Albuquerque em janeiro 22, 2011 6:09 PM


#28

Mais um caso em que o negro é motivo de escárnio na sociedade. Repudio, execro esses infelizes símbolo máximo da elite decadente, hipócrita e racista dessa sociedade. Símbolo de covardia. Pit-otários.

Paula de Almeida Silva em janeiro 22, 2011 6:53 PM


#29

Assinando a moção: José Donizetti Nunes Júnior - Analista de Sistemas - Nova Odessa/SP

Jose Donizetti Nunes em janeiro 22, 2011 7:33 PM


#30

Quero assinar a carta de repu'dio.

Pedro Eduardo de Lima em janeiro 22, 2011 8:51 PM


#31

A agressão foi absurda e criminosa, como não deixa mentir a imagem. A reação da polícia também foi absurda e deve ser invertigada. Por outro lado, não é difícil imaginar o mesmo acontecendo com um pedreiro branco, ou qualquer outra pessoa de poucas posses. Prefiro suspender o julgamento, por enquanto, no que diz respeito à acusação de racismo.

Rafael em janeiro 22, 2011 8:55 PM


#32

Assino a moção.

Alysson Amorim Mendes da Silveira
Graduado em Direito

Alysson Amorim em janeiro 22, 2011 9:58 PM


#33

Assino também a moção de repúdio ....que a justiça de seja feita !!

Maurício Rayel em janeiro 22, 2011 10:40 PM


#34

assino a moção!!!!!
Flavio Macedo
Pastor Batista
Bacharel em Teologia
Especialização em Sociologia e Psicologia

Pr. Flavio Macedo em janeiro 22, 2011 11:09 PM


#35

Victor Hugo Araújo de Almeida
Graduado em História

assino a moção!!! em janeiro 22, 2011 11:57 PM


#36

Assinando...
Maria Cecilia dos Santos, Tradutora, São Paulo

Cecilia Santos em janeiro 23, 2011 9:05 AM


#37

Assino a moção.
Gustavo Henrique Andrade Soares, RG 47.117.714-3
Estudante de Psicologia, Bauru-SP.

Gustavo em janeiro 23, 2011 9:32 AM


#38

Eu só assinaria a tal moção, se tivesse acesso aos autos. Da maneira como a coisa está colocada pelo Idelber, ouvindo apenas um dos lados, sem ter notícia de atenuantes e agravantes, em quê a ação ora proposta se diferencia de um linchamento, ainda que apenas virtual? Porque o cara é negro, automaticamente isso o transforma em coitadinho, perseguido pelo resto do mundo? E quer fazer crer que tomou porrada apenas pelo fato de ser negro. E se a situação tiver acontecido, não pelo fato de ser negro, mas um bêbado mala, de penetra numa festa ou evento?
Autos, nos autos estão as respostas. Não nesse pedido de linchamento virtual.

Dida em janeiro 23, 2011 10:09 AM


#39

Assino a moção: Marília Chaves Scarelli, editora - São Paulo.

Marilia em janeiro 23, 2011 10:58 AM


#40

Assino a moção, acreditando no que vi aqui no blog e na análise fundamentada do Idelber.

Nada justifica a agressão e a intolerância praticadas contra Hudson Carlos de Oliveira, ou contra qualquer outro cidadão. Todos os agressores e os policiais que fizeram o B.O. deveriam constar dos autos como cúmplices desse ato pusilânime e racista.

Euler Conrado - professor de História da rede pública de Minas.

Euler Conrado em janeiro 23, 2011 11:03 AM


#41

Lincha! Lincha! Lincha!
É assim que a plebe rude e ignara se comporta quando se depara com uma situação que ela apreende como injusta.É como uma tromba d'água morro abaixo, destruindo tudo o que encontra pela frente...
Um negro levando porrada é o mote do linchamento naquele que tá dando a porrada. Não importam os fatos. Um é hipossuficiente por definição. Outro é o todo poderoso, também por definição.
A situação é injusta por definição, também. Um monte de gente, batendo num só. Para mim, essa é a injustiça da coisa. Algusn ficam aqui: ah, se fosse branco, isso não aconteceria. Péra lá: intolerância inter-grupal acontece o tempo todo. Se não, não haveria briga inter-gangs da mesma cor, mesmo credo, mesmo comportamento. Só briga entre brancos e negros. Pelo amor de Deus, o que estão fazendo conosco? Induzindo-nos a ver conflitos raciais onde o que existe são situações de injustiça, que até podem ser creditadas à cor, mas que podem ter trouxentas outras razões, como a chatice e a inconveniência?
Mas, vá lá, manada! Ao linchamento e à reafirmação da hipossuficiência da negritude!

Dida em janeiro 23, 2011 11:32 AM


#42

Interessante que, segundo os "autos" consultado pelo Idelber, o pobre negro hipossuficiente estava "totalmente embriagado" e que "pegou uma garrafa de cerveja que caiu e ele passou a se 'defender' com os cacos".
Já imaginaram a situção? O cara totalmente bêbado e com um inocente caco de cerveja na mão? Hummm...
Mas essa arma, na mão de um pobre negro hipossificiente por si só não se constitue um perigo, né? Afinal, por ser um pobre negro hipossifiente e bêbado, o que o faz estar em algum degrau moral acima do resto da humanidade, não há o menor potencial de causar qualquer tipo de estrago nas outras pessoas ao seu redor...

Dida em janeiro 23, 2011 11:40 AM


#43

Apesar do atraso, assino a moção.
Eliete Toledo, historiadora, São Paulo-SP

Eliete Toledo em janeiro 23, 2011 3:16 PM


#44

Assinando a moção: Bruno Ribeiro - Jornalista

Bruno Ribeiro em janeiro 23, 2011 4:43 PM


#45

Assinando a moção: Vitor Gomes da Silva, mestrando em ciência da religião UFJF,Juiz de Fora-MG
RG: 11.397.649

Vitor Gomes em janeiro 23, 2011 7:24 PM


#46

Assino a moção:
Alexandre Graça Faria - Professor - Rio de Janeiro

Alexandre em janeiro 23, 2011 8:18 PM


#47

Também assino a moção:
Anderson Cavalcante - Engenheiro - Petrolina-PE

Anderson Cavalcante em janeiro 23, 2011 9:01 PM


#48

Assinado:
Ricardo Ibrhaim Matos Domingos- Juiz de Fora- MG

Ricardo em janeiro 23, 2011 10:24 PM


#49

Apoiadissimo.
Bruno Galvao dos Santos.(Natural de BH e morador do Rio).

Bruno em janeiro 23, 2011 11:14 PM


#50

assinado:
leonardo augusto deleo gama - Belo Horizonte - MG

leonardo gama em janeiro 23, 2011 11:52 PM


#51

Dida, lendo suas manifestações aqui, peço para que volte um pouco às causas, aos motivos deste ocorrido e reflita, se quiser, obviamente. Sem atentar aos relatos do Idelber ou do Estado de Minas pense: Por que o fato de uma pessoa, ébria ou sóbria, ir cumprimentar um amigo, que fazia churrasco para um aniversariante, despertaria a imediata reação de injustiça ou temor pelo "roubo de carne" deste jornalista então festejado? Bem como, por que ativaria a ajuda incontinenti de seis, sete pessoas amigas do jornalista, os quais, sem diálogo conciliatório ou investigativo para saber o que estava acontecendo, apenas utilizando da intimidação covarde, motivada pela revolta de "roubar" uma carne, acercam-se à pessoa - o Hudson, no caso? Como você, Dida, reagiria, bêbado ou lúcido, a seis pessoas partem em sua direção por acharem que você está cometendo uma grande infração? Lembro-lhe que aqui estamos discutindo algo racionalmente, não estivemos lá, não sabemos do que ocorria na cabeça de todos os envolvidos, estamos vendo os fatos colhidos pelos links e pelo texto do Idelber. Mas, pense, imagine, faça uma associação qualquer de uma fato que pense ser justo, mas que outros pensam ser injusto e se lancem para você com toda a fúria, e você, sozinho, como reagiria?

Thiago Quintella de Mattos em janeiro 24, 2011 1:03 AM


#52

Lindo comentário, Thiago. Obrigado a todos.

(blogueiro em BH, sem net, arrumando malas etc., mas em contato com algumas pessoas da cidade que estão revoltadas com o que aconteceu).

Idelber em janeiro 24, 2011 1:13 AM


#53

Pô, Idelber, até você?

Não que eu lhe conheça intimamente para estar surpreso, mas baseado no que já li por aqui - comecei lá em 2007 com sua análise sobre o pseudodebate Estadão x Blogueiros - pensei que você era adepto de análises mais críticas e menos dogmáticas dos fatos.

Racismo?
Agora podemos fazer julgamentos lendo a mente das pessoas? Não pode ser só imbecilidade e violência gratuita não? Álcool demais e educação de menos?
Concordo muito com o(a?) Dida.

Além do mais, moção de repúdio é algo que considero bem pueril, ainda mais da forma automática pela qual muitos estão aderindo. Creio que a maioria dos comentadores desse post não estava presente no local da agressão, há ênfase na versão de um dos lados e uma condenação quase que unânime dos agressores do rapaz, com motivações definidas no chute.

Na boa, Idelber, eu já desisti de debater na blogosfera porque sou sempre chamado de troll. Raras vezes vozes mais equilibradas saem em minha defesa, e aqui no Biscoito foi o lugar que mais pessoas foram ponderadas e entenderam minhas colocações. Seu blog é um dos poucos que ainda leio, mas agora estou mais perdido do que nunca.

Dá-me uma luz: você tem mais informações sobre esse fato que destaca ou está sendo precipitado?

Abraços.

Euclides F. Santeiro Filho em janeiro 24, 2011 3:15 AM


#54

Assino a moção de repúdio contra a violência cometida contra Hudson Carlos de Oliveira.

Fábio Leite de Carvalho, assessor de imprensa, Porto Alegre, RS.

Fábio Carvalho em janeiro 24, 2011 4:43 AM


#55

Assino a moção: Ramiro Conceição,
poeta, professor pesquisador de Ifes/ES.

Ramiro Conceição em janeiro 24, 2011 6:42 AM


#56

O que ocorre no Brasil é falta de consciência histórica. Certos meios de comunicação massificam a idéia de que deve-se acolher em nosso convívio indivíduos de todas as raças e classifica como racista aqueles que escolhem ter perto de si aqueles da própria raça. Agrupamento de raças é uma característica evidente em todas as espécies vivas.
Negros, em especial, são usados (e muitos se crêem) como coitados e marginalizados. "Pobrezinhos, foram escravizados, sofreram tanto...", dizem.
A realidade é que todas as raças foram escravizadas, dominadas, oprimidas e mais. Por que não se entregam vagas nas universidades também aos hebreus, por excemplo? Afinal, foram escravizados por muito mais tempo que os negros. Essa distinção é hipócrita e insensata, criminosa, inclusive, para os próprios negros, que deveriam ter amor próprio. Ninguém vai me tirar o direito de escolher quem desejo do meu lado, não obstante seja selvajaria qualquer forma de agressão, não se deve incriminar ninguém sem o conhecimento pleno do ocorrido.

Heil em janeiro 24, 2011 8:33 AM


#57

Heil,

Quando você diz que o "agrupamento de raças é uma característica evidente em todas as espécies vivas", você carimba na testa que seu cérebro pertence ao século XIX - e não, isso não é um elogio. Deixa eu te contar uma novidade: raça humana não existe. Meu primo de 9 anos sabe disso, ele aprendeu na 3ª série. Você vir aqui fazer uma analogia biológica desse nível é de fazer chorar, ainda que seja quase engraçado.
E hebreus não têm cota em universidade porque eles não carregam, e nem teriam como carregar, hoje, o fardo da escravização por que passaram. Entenda, se não entender me avise que eu desenho: ações afirmativas como as cotas não são uma reparação per se, um prêmio de consolação aos derrotados; são reparações por sequelas que ainda persistem, são paliativos para um problema presente, para uma herança maldita que as minorias (no caso, os negros) enfrentam na pele.

Gustavo S. em janeiro 24, 2011 9:18 AM


#58

Assino a moção.

Mariana Andrade dos Santos
Bancária
Osasco/SP

Mariana Andrade em janeiro 24, 2011 10:21 AM


#59

Assino a moção: Eneida Gomes de Sousa Melo - Rio de Janeiro

Eneida Melo em janeiro 24, 2011 10:30 AM


#60

Assino a moção.
Otto Leopoldo Winck
Escritor e Doutorando em Estudos Literários - UFPR - Curitiba

Otto em janeiro 24, 2011 10:41 AM


#61

Assino a moção: Rodrigo César Gomes de Freitas
Conheço o aniversariante agressor. Fez pós-graduação comigo. A grande questão é que não me surpreendi quando fiquei sabendo do caso. Já tá fora da minha lista de conhecidos do FB!

Rodrigo freitas em janeiro 24, 2011 11:10 AM


#62

Assino a moção:
Lola (Dolores) Aronovich Aguero
Professora adjunta - Literatura em Língua Inglesa - UFC - Fortaleza

Lola em janeiro 24, 2011 11:11 AM


#63

Assino a moção.
Alessandra do Couto Valentim
Florianopolis/SC

Alessandra em janeiro 24, 2011 11:12 AM


#64

Thiago,
da maneira como as coisas estão colocadas, dando início à moção de repúdio, temos que o negro em questão foi atacado por ser, meramente, negro.
E, a partir do relato dos "autos" publicados pelo Idelber, não é assim que a coisa se passa. O ser humano em questão, segundo o relato dos "autos", estava embriagado, foi tomado como penetra por um determinado grupo, pegou um caco de vidro (para se defender? para atacar?), participou de uma discussão (a confusão aconteceu antes ou depois de o cara ter pego o tal caco da garrafa?), e estava em número minoritário frente ao grupo que o atacou.
Esse é o ponto da injustiça flagrante do incidente: um ser humano (não importa se branco, negro, vermelho, amarelo) estava em situação de desvantagem numérica em uma situação conflituosa. Ponto. Quaisquer outras ilações que se queira fazer disso, é absolutamente subjetiva. Ah, foi atacado porque era negro? Péra lá: sabe-se a composição étnica do grupo com o qual entrou em conflito? Em nosso país todo miscigenado, podiam estar presentes brancos, pardos, negros, amarelos, e todas as variações fenotípicas possíveis.
Ah, foi atacado porque estava bêbado e enchendo o saco e provocando e o escambau? Perfeitamente possível, por quê não? Quantas vezes situações desse tipo não são testemunhadas por nós em diversos ambientes? E o primeiro pensamento que passa em nossa cabeça é a cor da pele do sujeito ou fato de o cara ser um bêbado chato?
Quem pode afirmar o quê de uma situação dessas, pelo amor da razão?
Haja intolerância às avessas, não?

Dida em janeiro 24, 2011 12:28 PM


#65

Bom, eu conheço o Hudson, já trabalhei com ele, por isso é simplesmente ridículo ler o comentário da Dida. Se ela ao menos tivesse noção de como é o bar Brasi 41 ia saber que o Hudson não invadiu festa de ninguém: é um bar em uma praça pública! Não era um evento particular, eram amigos bebendo e comemorando na mesa de um bar NA RUA!
Eu sei que ele não estava bêbado enchendo o saco. E mesmo se estivesse, isso não justifica quebrarem-lhe a clavícula.
E por aí vai.

Assino a moção de repúdio:
Pedro Lobato Pinto de Moura - Músico, Belo Horizonte, MG.

Pedro Lobato em janeiro 24, 2011 12:37 PM


#66

Dida, muito obrigado pela pronta resposta. Não pus a questão racial, mas você insistiu nela. Afirma que o bêbado chegou enchendo o saco em um churrasco que não era para ele. Com esta ideia você já anteviu o que ele iria fazer, como os membros do grupo que comemoravam anteviram e evitaram o mal de acontecer, na melhor estilo "guerra preventiva", Choque e Horror. É uma atitude, um comportamento que cria um problema maior em vez de solucioná-lo. Não queria dar exemplos paralelos, mas creio que cabe aqui. Caso chegassem ali seis pessoas, no bar 41, praça pública, e fossem falar com o churrasqueiro, dificilmente os outros seis (os amigos) levantariam para prevenir o mal, mesmo que os supostos seis ali chegassem para tocarem o horror naquela "ivasão" (poderiam pensar que estavam invadindo a rua deles). Se chegassem seis homens "na beca" e estes metessem a mão num pedaço de picanha ou linguiça, pensndo se tratar de um churrasco do bar e não do aniversariante, o máximo de desavença seria um: "Ô véi, Ô senhor, o churrasco é nosso, Ow!" Fossem seis mulheres, da belíssima BH, elas seriam automaticamente convidadas por eles, e se estivessem bêbadas melhor ainda. Onde quero chegar? Quero chegar à tese do jurista, criminologista Eugenio Raul Zaffaronni, da "Vulnerabilidade Criminológica". Há também duas passagens que mostram o que pode ter ocorrido no Caso do bar 41. Em "O Estrangeiro", de Albert Camus, quando Marsault avista um árabe, sob o forte sol de Oran, vem um reflexo do sol daquele árabe, que MArsault pensa imediatamente se tratar de uma espada e saca o revólver para se defender, atira, e o árabe não possuía sequer um canivete. No Cinema, há a cena do aspirante policial branco e do negro em um carro. Conversa agradável do negro, de Hóquei sobre o gelo e punk rock, coisas que, na ideologia branca é coisa de branco, exclusivamente. Obranco se surpreende, vê sua ideia, seu comportamento roubado, invadido. O negro põe a mão no bolso e o policial atira nele e o mata. Na mão do negro, um chaveiro de Wayne Gretzky, creio, o maior jogador de hóquei de todos os tempos. Acho que esses casos cabem no que estamos debatendo aqui, em suas diversas versões.

Thiago Quintella de Mattos em janeiro 24, 2011 1:45 PM


#67

Assinado!

Tatiana Franca em janeiro 24, 2011 2:09 PM


#68

Primeiro, Pedro Lobato, as informações contidas nos "autos" não permitem dizer nada do caráter de quem quer que seja. Ali, são narrados fatos. Minhas considerações foram feitas, portanto, em cima das informações ali contidas. Também é informado que o evento não era particular, mas em uma bar aberto. Ponto. Tampouco me furtei a ver a injustiça da questão, em que um ser humano foi agredido numa situação de inferioridade numérica, tendo ou não começado o conflito. Insisto que o meu ponto não é esse. Nós, seres humanos não-sociopatas, temos as ferramentas mentais que nos permitem discernir se uma situação é justa ou não e tratava-se claramente de uma situação injusta. O que eu considero o fim da picada é politizar a questão, tornando-a racista.
Agora, você, Thiago:
a questão racial é o mote da moção de repúdio, como não insistir nela?
Releia o título do post: "No Brasil "não-somos-racistas", mais um negro é espancado gratuitamente. Que não fique impune". Atenção para o extrato "mais um negro é espancado gratuitamente".
Você primeiro afirma que eu "antevi" alguma coisa. Não "antevi" coisa. Teci consideraçõe com base na narrativa do jornal. Quem está "antevendo" as coisas aqui - tornando um conflito de bar entre intolerantes (não necessariamente intolerância de cor, mas de comportamento) em um conflito de cunho racial e sendo seguido alegremente por um bando de gente "tolerante" - é o dono do Blog.
Ah, sim: os exemplos que você traz para sustentar seu argumento de existência de conflito racial são tirados claramente de países e culturas racistas e xenófabas. Insisto em perguntar: essa é, honestamente, a situação de nosso país?

dida em janeiro 24, 2011 3:09 PM


#69

Primeiro, Pedro Lobato, as informações contidas nos "autos" não permitem dizer nada do caráter de quem quer que seja. Ali, são narrados fatos. Minhas considerações foram feitas, portanto, em cima das informações ali contidas. Também é informado que o evento não era particular, mas em uma bar aberto. Ponto. Tampouco me furtei a ver a injustiça da questão, em que um ser humano foi agredido numa situação de inferioridade numérica, tendo ou não começado o conflito. Insisto que o meu ponto não é esse. Nós, seres humanos não-sociopatas, temos as ferramentas mentais que nos permitem discernir se uma situação é justa ou não, e tratava-se claramente de uma situação injusta. O que eu considero o fim da picada é politizar a questão, tornando-a racista.
Agora, você, Thiago:
a questão racial é o mote da moção de repúdio, como não insistir nela?
Releia o título do post: "No Brasil "não-somos-racistas", mais um negro é espancado gratuitamente. Que não fique impune".
Atenção para o extrato "mais um negro é espancado gratuitamente".
Você primeiro afirma que eu "antevi" alguma coisa. Não "antevi" coisa. Teci considerações com base na narrativa do jornal. Quem está "antevendo" as coisas aqui - tornando um conflito de bar entre intolerantes (não necessariamente intolerância de cor, mas de comportamento) em um conflito de cunho racial e sendo seguido alegremente por um bando de gente "tolerante" - é o dono do Blog.
Ah, sim: os exemplos que você traz para sustentar seu argumento de existência de conflito racial são tirados claramente de países e culturas racistas e xenófabas. Insisto em perguntar: essa é, honestamente, a situação de nosso país?

dida em janeiro 24, 2011 3:11 PM


#70

Pois é, Idelber.
Estive (estou) desconectado da rede, por motivo de mudança.
Soube desses fatos terríveis através de amigos e conhecidos da vítima, em BH.
Assino a moção de repúdio a esse ato de "nosso" fascismo cotidiano, que ainda encontra defensores!
Jair Tadeu da Fonseca - Professor

Jair Fonseca em janeiro 24, 2011 3:33 PM


#71

Assino a moção sem dúvida. Esse tipo de agressão não pode continuar.

Arthur Amorim Bragança - Economista, Belo Horizonte / Rio de Janeiro

Arthur em janeiro 24, 2011 4:41 PM


#72

HWB # 24: Um homem branco - mesmo homossexual ou de qualquer outra minoria - não seria linchado por suspeita de roubo de comida nessas circunstâncias.

Hugo Albuquerque em janeiro 24, 2011 5:38 PM


#73

Assinado,
Os racistas estão em pânico ante as últimas conquistas do Movimento Negro. Estão em pânico pois tem que disputar o mercado e o mundo intelectual com novos personagens: Os negros e negras deste país. A roda da história tem direção única por mais que os racistas aleguem que o caso não é tão grave assim a merecer reprovação no âmbito da cor. Muitos nem percebem que são racistas, nem sabem o que é racismo. Este pessoal que não sabe o que é racismo acredita piamente que racismo é apenas quando a agressão é acompanhada expressões racistas. Nossos racistas têm o hábito de encararem como racismo apenas aquele flagrante super flagrante. E olhe que estes racistas ainda que um racista confesse que cometeu um crime racista irão dizer que o crime não é racismo, mas apenas uma injuria qualificada. Nossos racistas perderam o rumo. Acabou o monopólio forçado. Não querem aceitar.
.
ASSINADO:
Francisco Antero Mendes Andrade - Servidor Público.

Chico Mendes em janeiro 24, 2011 5:49 PM


#74

Olhando esses dois últimos comentários vejo que o tema racismo provoca alergia em algumas pessoas.

Um fala bobagem. Tento eu entrar com meus lindos olhos verdes e minha pele branca num boteco de periferia e sofro com machismo e preconceito às avessas. Se um homem branco heterossexual "vestido de playboy" fizer o mesmo, será provocado. E ai se responder! Violência gratuita pode ter a ver com racismo, mas decretar assim sem reflexão é mais do que achismo: é ideologia perniciosa.

O outro comentador sugere que muitos são racistas sem dizer com clareza quem, pois deve saber que calúnia, dizer que alguém é criminoso sem provas, é crime tanto quanto racismo.

Mas parece que acusar sem provas é comportamento comum por aqui, talvez meu comentário passe em branco ou sofra linchamento moral nesse caso.

De qualquer forma faço o mesmo pedido do autor, espero que a Justiça, Dra. Janice Ascari, Dr. Amilcar Macedo, Dr. Túlio Vianna não se omitam neste caso e interfiram racionalmente, não permitindo julgamentos com tons de inquisição racial.

MP

Maria Paula em janeiro 24, 2011 7:00 PM


#75

Maria Paula,

Certamente você não vai espancada sob a acusação de roubar comida. Se der uma olhada no comentário #4 vai notar que o mesma situação não está lá à toa.

Hugo Albuquerque em janeiro 24, 2011 7:38 PM


#76

Professor Idelber
Acabo de ler "O sul mais distante" do historiador estadunidense Gerald Horne. Um livro indispensável para quem quer entender o poder que a escravidão enquanto instituição socio-econômica representava para o Brasil e os EEUU.
Obviamente que essa instituição deixou marcas profundas em sociedades relativamente jovens. Negar isso é querer, como se diz cá em minas, "querer tapar o sol com a peneira".

Inté

Hudson Luiz em janeiro 24, 2011 7:47 PM


#77

Assino a moção: Adriana Franco Barreto.

Adriana em janeiro 24, 2011 8:13 PM


#78

Hugo Albuquerque,

Provavelmente não, porque sou mulher. Mas poderia sofrer outro tipo de assédio e violência, até mesmo tão graves quanto o espancamento do Hudson.
E se der uma olhada no comentário #74 vai notar que o "um homem branco heterossexual "vestido de playboy"" não está lá à toa.
Porque um branco pode muito bem ser acusado entre um grupo de afrodescendentes de ter feito uma coisa que não fez, só para justificarem uma "folga do playboy" e provocarem.
Já fizeram isso com o meu irmão. Estávamos no Capão Redondo, onde mora meu namorado (que é negro), e meu irmão só não apanhou porque meu namorado se meteu no meio e disse que "o mano era chegado".

Eu sei muito bem o que é racismo e o que não é. Não faço idéia no caso em questão das motivações da violência - essa sim explícita e condenável. Só não fico apontando o dedo e dizendo coisas sem ter certeza absoluta. Poderia ter sido um mendigo branco o agredido, poderia ter sido até um "playboy" espancado por outros "playboys". Se qualquer coisa que envolva um negro as pessoas vão por reflexo gritar racismo! racismo!, fica difícil pensar numa sociedade mais igualitária e tolerante. Sei que é uma situação revoltante essa covardia dos agressores, mas vamos acalmar os ânimos e pensar antes de entrar na voadora depois do fato já consumado. Se fosse na hora, e eu fosse homem, até eu entrava na voadora contra tamanha ignorância!

MP

Maria Paula em janeiro 24, 2011 8:15 PM


#79

Um absurdo. O Brasil tá se transformando nos Estados Unidos da América (lado podre de lá). Se dizem sem preconceitos contra negros, latinos, muçulmanos, mas quando se trata desses descem o cacete, sem querer saber quem é o bandido e quem é o mocinho. Já ví e viví isto lá, como latino-amaricana e brasileira que sou. Esta é prá vc Hudson, que espero já esteja bem: Jesus Cristo disse aos seus algozes quando estava sendo crucificado: Tenha pena deles ó Pai, eles não sabem o que fazem. Grande Hudson, tenha pena deles, pois a justiça divina nunca falha, seja aqui na terra ou no plano espiritual. Fique com Deus meu querido. Que Ele abençoe a vc e à sua família. Beijos. Tô contigo.

dayse anaral em janeiro 24, 2011 8:27 PM


#80

Assino a moção:

Rita de Cássia Machado
Tradutora - São Paulo/SP

Rita Machado em janeiro 24, 2011 9:04 PM


#81

Assinando:

Paula Costa Vaz de Almeida — revisora/doutoranda em Literatura Russa (FFLCH/USP) — São Paulo-SP

Paula em janeiro 24, 2011 10:52 PM


#82

Maria Paula: Sim, poderia, mas não é essa a questão que eu suscitei na primeira fala - mas sim da questão específica desse caso de violência.

Hugo Albuquerque em janeiro 24, 2011 11:01 PM


#83

Hugo Albuquerque,

Peço desculpas com antecedência, porque posso parecer arrogante, mas qual sua idade?
Não é fundamental saber a idade de ninguém quando não está havendo problemas nas comunicação, só que não estamos nos entendendo muito bem e calha de meu doutorado ser sobre ruídos na comunicação virtual entre diversas faixas etárias (e só para avisar, não estou dando carteirada acadêmica!). Posso mudar minha abordagem para que nos entendamos melhor. Tenho 26 anos, sou professora de Web Jornalismo e diversas vezes meus comentários são um pouco confusos, graças, entre tantas coisas, à velocidade incomum da comunicação na internet. Compreendo, portanto, quando o mesmo ocorre com outras pessoas.

Olha, você fala que meus questionamentos hipotéticos não são o que você suscitou na sua primeira fala, mas não é bem assim. Cito:

"Acaso alguém aqui consegue conceber a mesma situação acontecendo com um homem branco? Nada mais a dizer."

Você foi quem criou um situação hipotética primeira envolvendo um homem branco. O que fiz, mesmo que tenha me referido a outro comentário seu, foi demonstrar que consigo sim conceber a mesma situação acontecendo com um branco. Não posso mensurar as distinções entre as reações sociais referentes a cada caso, mas posso dizer que seria descabido alegar racismo numa agressão de brancos contra outro branco. E é aí que entram os pontos que defendi. Para enquadrar o espancamento como racismo não basta que o agredido seja negro, nem que os motivos pareçam óbvios frente a uma realidade de conflito racial - há que se ter provas. No caso do Hudson não há nenhum indício - pelo que foi apresentado aqui no site - de racismo. Vejo apenas acusações que soam "contaminadas" com preconceito (no sentido literal e não ideológico da palavra). Mas, para deixar bem transparente, pergunto: "você está afirmando que um dos supostos crimes cometidos contra o Hudson foi racismo?".

MP

Maria Paula em janeiro 25, 2011 2:37 AM


#84

Maria Paula,

Eu não tenho doutorado e tenho mais de 26 anos. Jamais tive pretensão acadêmica na verdade (abandonei o PET, da Capes, que me pagava uma bolsa mais ou menos gorda para o nível de graduação; trabalho desde o segundo ano da faculdade).

Mas, por acaso, além da graduação em jornalismo, trabalho hoje com policiais civis. Não quero dar carteirada leiga. Mas a função deles (policiais civis) é investigar. Não trabalho como repórter há anos e jamais perdi a vontade de apurar histórias.

A acusação de racismo foi feita pela vítima. Ponto. Isso é um dado que você, mesmo querendo, não pode menosprezar - ainda mais sem investigar nada, como parece ser o caso.

Sabe aquela história de não poder dourar a pílula? Pois é. A denúncia da vítima é bastante grave. E há provas verificáveis que, se não endossam cabalmente a acusação de racismo, constituem, sim, indício que você afirma não existir.

Textualmente, conforme lemos nos "autos" de reportagens supostamente independentes, a vítima reclama ter sido vítima de racismo. Foi agredida por seis ou sete pessoas.

O jornalista, dono da festa, ouvido na delegacia e por repórteres, afirma "não conhecer" os agressores que formaram quadrilha contra ele. Devem ser transeuntes? Desconhecidos que se solidarizaram a um pedaço de carne supostamente roubada?

Não suponho que Hudson teve sequelas como uma mandíbula afundada e fotos que você pode verificar. Mas as supostas lesões na perna do jornalista dono da festa são uma reclamação que ele não quis que fossem verificadas em perícia. É direito dele, eu sei. Hudson se submeteu a perícia - prova técnica - mesmo depois de ser tratado como indiciado.

O que leva uma pessoa com mandíbula afundada e clavícula avariada ser, inicialmente, tratada como o indiciado de uma suposta história de tentativa de furto de um pedaço de carne?

Note que as testemunhas de Hudson não negam a história da garrafa. Quem nega conhecer os seis ou sete agressores é o jornalista. E o seu amigo, acho, engenheiro.

É indício suficiente de racismo, para além da circustância descrita? (Você afirmou não haver nenhum indício, logo, se policial fosse, julgo que sequer investigaria tal hipótese).

Fábio Carvalho em janeiro 25, 2011 3:14 AM


#85

Correção: ao que parece, a autoridade policial não orientou Hudson a se submeter a perícia do serviço de segurança pública. Quem atesta o afundamento de mandíbula e a fratura de clavícula são os serviços de saúde (não reconheci o avental com o qual ele concede a entrevista).

Se correta a minha dedução, errou gravemente a autoridade policial ao negligenciar a colheita de prova técnica por peritos da SSPMG. O registro do serviço de saúde abre margem para que aleguem, sei lá, autoflagelação de Hudson.

Fábio Carvalho em janeiro 25, 2011 3:54 AM


#86

Fábio Carvalho,

A referência ao meu doutorado em curso foi em relação a uma falha de comunicação entre mim e o Hugo Albuquerque. Parece que esse desentendimento está indo um pouco além no seu comentário.

Eu posso sim "menosprezar" a acusação da vítima se essa acusação for de racismo. Porque a única coisa concreta no caso é uma agressão física.
Todos os detalhes que você dá só servem para caracterizar uma alegação inconsistente de inocência por parte dos acusados, mais nada. Quiçá atribuir um tratamento injusto por parte dos policiais envolvidos, que pode ou não estar relacionado a diversos outros fatores que não raça, como classe social, status, poder, enfim.
E acho engraçado você dizer que eu não investiguei nada para opinar quando o fiz tanto quanto qualquer um aqui. Baseio-me no material disponível e não em um inquérito detalhado.
Mudo de opinião assim que um fato novo atestar racismo factual e não hipotético.

E respondendo suas perguntas, reforço que não são indícios suficientes e que se eu fosse uma policial investigaria todas as acusações, dando prioridade ao óbvio: há uma pessoa ferida.

MP

Maria Paula em janeiro 25, 2011 4:38 AM


#87

Maria Paula,

Não se pode afirmar não haver "nenhum indício" se existe acusação da vítima. Formal. Registrada. Até publicada pela imprensa.

Desqualifique o indício, mas não negue a existência dele. Tecnicamente, não se pode afirmar não haver uma coisa que está lá.

Pontuei outras coisas, eu sei. Se eu aponto em direção à lua, você pode não ver o satélite, mas o meu dedo. E, não, não investiguei nada, mas não me cabe afirmar não haver uma coisa que formalmente está registrada (pode não ser verdadeira). Paciência.

Fábio Carvalho em janeiro 25, 2011 5:01 AM


#88

Maria Paula,

Você afirma que a "única coisa concreta no caso é uma agressão física". E que se "fosse uma policial investigaria todas as acusações, dando prioridade ao óbvio: há uma pessoa ferida".

Mas entende que pode, sim, menosprezar a acusação de racismo. Como o racismo se concretizaria numa agressão? (Se os agressores estivessem com capuzes à KKK, talvez?). Entendo que a prova objetiva, neste caso, seria, em tese, difícil.

Mas o que te faz pensar que uma vítima de agressão física (notória) possa ser tratada como indiciada numa delegacia e não como.... vítima?

Você não é uma policial, eu sei, mas uma jornalista especializada em ruídos. Que ruído foi esse entre a autoridade policial e a comunicação de agressão feita pela vítima?

Fábio Carvalho em janeiro 25, 2011 5:37 AM


#89

Fábio Carvalho,

Não vou ficar polemizando. Aponte para os astros o quanto quiser, só não se esqueça da paralaxe - http://pt.wikipedia.org/wiki/Paralaxe .

Se acusação é indício, então, para você, há indício de que o Hudson estava bêbado e jogou uma garrafa contra um dos supostos agressores. Há indício de que esse suposto agressor apenas havia pedido para que o Hudson se retirasse e parasse de comer o churrasco:

"Júlio da Anunciação negou as agressões: "Apenas pedi que ele se retirasse e parasse de comer o churrasco, porque não era meu convidado. Ele (Hudson) estava completamente embriagado. Virei e ele jogou uma garrafa contra mim. Ela quebrou no chão, um caco provocou um pequeno ferimento no meu pé.""

Desqualifique-me dizendo que "posso estar olhando para o dedo", mas não negue que acabei de demonstrar que acusação não é indício.
Se negar, paciência.

MP

Maria Paula em janeiro 25, 2011 5:56 AM


#90

Fábio Carvalho,

o avental é da FHEMIG - Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, entidade que gerencia vários hospitais em BH, dentre os quais o Pronto-Socorro do Hospital João XXIII.

Quanto ao debate em si, o que tenho a dizer é que racismo não é só causado pelo "defeito de cor" da vítima, mas também por possíveis "defeitos de aparência" outros - chame-se isso de racismo social, etno-diferenciação, xenofobia (no sentido mais amplo, do medo do que é diferente) ou o que quiser.

Calhou da vítima aqui ser negra (podia ser um "quase branco quase negro de tão pobre", daria na mesma, e nisso discordo do Hugo), não "vestida de playboy", e não "sarada". O fato de não ser igual aos convivas do churrasco chamou a atenção e provocou uma violência absolutamente desproporcional.

Talvez o cara que disse que não bateu por racismo até pense mesmo que não estava sendo racista. Como na história do debate sobre o feminismo e os argumentos "pô, eu sou feminista, tenho mulher e filha, como posso ser machista?", outros do tipo "pô, eu não sou racista, tenho amigo preto" podem surgir. Isso não significa que ele não tenha sido racista naquela situação, com aquela pessoa. E, se foi (e eu acho que foi, pelo que parece), tem que responder por isso também.

Óbvio que a configuração do racismo vai ficar para um futuro e eventual processo, lembrando que a turma agressora é ligada à OAB. É sempre complicado fazer prova nesse sentido. Os penalistas podem me dizer se é possível uma inversão do ônus da prova nesse caso? Agradecido.

Leonardo Fazito em janeiro 25, 2011 6:05 AM


#91

Assino:

Marcio Ramos, Fotografo, São Paulo, SP

Marcio Ramos em janeiro 25, 2011 7:53 AM


#92

Maria Paula,

Indício é indicação, sinal, traço.

Sim, há a acusação (indicação, sinal, traço) de que Hudson estaria bêbado. Beber não é crime. É o que geralmente as pessoas fazem em bares, aliás. Se a embriaguês pudesse ser associada a uma conduta criminosa ou delitiva, como dirigir, seria fácil provar o fato - com a ressalva de que Hudson poderia recusar o exame, afinal a lei nos dá o direito de não produzir prova contra nós mesmos. No caso, beber num bar não diz nada sobre Hudson. Talvez diga sobre você.

Para o episódio da garrafa, há mais de uma versão e ambas convergem para o fato de que Hudson pegou o vasilhame. O jornalista afirma que a garrafa foi arremessada contra si, mas que a mesma "caiu no chão". Ele poderia provar o pequeno ferimento no pé. Não quis fazê-lo. É direito dele. Sim, há indício (indicação, sinal, traço) de que teria sofrido lesão corporal leve. Já te ocorreu que Hudson pode ter sido indicado justamente por esse suposto crime?

No mais, polemizar é bom. Faz pensar. É bom questionar. É bom ouvir o outro lado. É bom cruzar informação. É importantíssimo apurar. É fundamental ouvir a vítima, especialmente se você é uma jornalista. Sou mais velho e talvez tenhamos ruído na nossa comunicação.

Leonardo,

Também penso por aí: é preto e pobre, difícil separar as duas circunstâncias de um pedaço de carne. Mas o fato de uma pessoa com mandíbula afundada e clavícula fraturada ser tratada como indiciado, para mim, diz muito. E eu acho que é terrível, porque é o Estado que assim agiu, né? Havia um flagrante de lesão corporal grave. Colher a prova técnica é o proceder básico de uma autoridade policial. Note, aliás, que Hudson relata ter recebido apoio de um sindicato de policiais civis.

Fábio Carvalho em janeiro 25, 2011 8:13 AM


#93

Acho honestamente que "racializar" todo e qualquer conflito é um caminho perigoso, é apostar no atrito que gera mais calor que luz.
Sem entrar no mérito da questão e sem ouvir as partes o que dá para notar é que houve uma agressão covarde ou uma reação desmedida e com força desproporcional a qualquer ato que o agredido possa ter feito, dado ao seu potencial de perigo para o grupo de sete jovens que provavelmente era zero. Portanto um caso clássico de covardia movida a alcool que diga-se de passagem tem um potencial enorme nesse tipo de conflito e que não foi explorado no post, porém agora no Brasil importamos a mania americana de desaguar tudo em racismo e intolerância.
Não existem mais bebâdos, malas, pitboys, covardões, valentões e outras tribos de arruaçeiros. tudo está sendo limitado a cor do sujeito. POsso relatar um fato verídico que aconteceu em Itaboraí-rj neste domingo 23/01:

O mestre de obras Sandro de 30 anos de idade, aproximadamente 1,90 de altura e aproximadamente 90 kg espancou um cidadão desocupado chamado Betinho que deve ter 1,60, uns 60 kg e uns 50 anos de idade. se os populares não acorressem a tempo provavelmente o desfecho seria trágico pois a violencia da agressão era desproporcional dada a fragilidade e o estado de embriaguez do tal do Betinho. Todos comentaram a agressão e a maioria achou que o Sandro estava certo, só acharam que era desnecessário pois apesar do bebado ser um mala a sua capacidade ofensiva se resumia a lingua afiada, ninguém levou para o lado racial até porque o Sandro é negro e o Betinho é branco caucasiano. Aqui apesar da discussão ficar a cargo de iletrados ao menos a principal fonte de energia da contenda foi bem lembrada por todos: o maldito alcool e suas nefastas consequencias. Porém se fosse ao contrário poderiamos afirmar que um pitboy agrediu um pobre negro franzino apenas porque o mesmo era negro e não o fato de ser um bebâdo chato - atenção!!!!, não estou chamando o Hudson de bebâdo chato, estou falando em motivação e reação desproporcional, separem os casos - que perturba a tudo e a todos e resumiriamos o caso apenas a uma agressão racial. Que se apurem os fatos e que se punam os culpados, mas PELOAMORDEDEUS vamos "desracializar" os fatos e ocorrrências a nossa volta, vamos nos ater a vilolência como um todo, já temos muitas brigas de classe no Brasil e não precisamos de mais essa.

Em tempo: Minha esposa é mulata, para os padrões norte americanos, negra.

rubem rodriguez gonzalez em janeiro 25, 2011 9:36 AM


#94

Acho honestamente que "racializar" todo e qualquer conflito é um caminho perigoso, é apostar no atrito que gera mais calor que luz.
Sem entrar no mérito da questão e sem ouvir as partes o que dá para notar é que houve uma agressão covarde ou uma reação desmedida e com força desproporcional a qualquer ato que o agredido possa ter feito, dado ao seu potencial de perigo para o grupo de sete jovens que provavelmente era zero. Portanto um caso clássico de covardia movida a alcool que diga-se de passagem tem um potencial enorme nesse tipo de conflito e que não foi explorado no post, porém agora no Brasil importamos a mania americana de desaguar tudo em racismo e intolerância.
Não existem mais bebâdos, malas, pitboys, covardões, valentões e outras tribos de arruaçeiros. tudo está sendo limitado a cor do sujeito. POsso relatar um fato verídico que aconteceu em Itaboraí-rj neste domingo 23/01:

O mestre de obras Sandro de 30 anos de idade, aproximadamente 1,90 de altura e aproximadamente 90 kg espancou um cidadão desocupado chamado Betinho que deve ter 1,60, uns 60 kg e uns 50 anos de idade. se os populares não acorressem a tempo provavelmente o desfecho seria trágico pois a violencia da agressão era desproporcional dada a fragilidade e o estado de embriaguez do tal do Betinho. Todos comentaram a agressão e a maioria achou que o Sandro estava certo, só acharam que era desnecessário pois apesar do bebado ser um mala a sua capacidade ofensiva se resumia a lingua afiada, ninguém levou para o lado racial até porque o Sandro é negro e o Betinho é branco caucasiano. Aqui apesar da discussão ficar a cargo de iletrados ao menos a principal fonte de energia da contenda foi bem lembrada por todos: o maldito alcool e suas nefastas consequencias. Porém se fosse ao contrário poderiamos afirmar que um pitboy agrediu um pobre negro franzino apenas porque o mesmo era negro e não o fato de ser um bebâdo chato - atenção!!!!, não estou chamando o Hudson de bebâdo chato, estou falando em motivação e reação desproporcional, separem os casos - que perturba a tudo e a todos e resumiriamos o caso apenas a uma agressão racial. Que se apurem os fatos e que se punam os culpados, mas PELOAMORDEDEUS vamos "desracializar" os fatos e ocorrrências a nossa volta, vamos nos ater a vilolência como um todo, já temos muitas brigas de classe no Brasil e não precisamos de mais essa.

Em tempo: Minha esposa é mulata, para os padrões norte americanos, negra.

rubem rodriguez gonzalez em janeiro 25, 2011 9:37 AM


#95

Fábio,

você tem toda a razão: o pior da história toda ficou a cargo da apuração. A função da polícia é investigativa, não julgadora. Tinha que ouvir as duas partes, proceder aos exames de corpo de delito de todo mundo (não deixa de ser irônico que quem poderia tê-lo feito se negou a fazer e que quem precisava tê-lo feito foi impedido de fazer, se eu entendi bem), redigir o BO e pronto.

De mais a mais, algumas outras considerações:

- Não se trata aqui (pelo menos não da minha parte) de julgar quem quer que seja, mas de analisar uma situação ocorrida. Aparecendo fatos novos, a gente pode ter outra visão. Julgamento tem que ser feito é na Justiça, e aí paga quem tem que pagar e é absolvido quem tem de ser absolvido. O que não pode é tapar o sol com a peneira e pensar que tá tudo bem, porque não é o caso.

- Rubem, não acho que no Brasil haja briga de classes demais. Ao contrário, e o caso do Hudson mostra isso com clareza, o que há demais é a incapacidade de se tratar os conflitos, sejam eles de classe ou de qualquer outra natureza. Se existe conflito, o que o Estado tem de providenciar é o foro adequado de resolução desse conflito.

Leonardo Fazito em janeiro 25, 2011 10:59 AM


#96

Mesmo que o Hudson tenha entrado no buteco pelado segurando seu pênis e xaqualhando com os dizeres: "Vai uma linguiçinha aí?", ainda assim não justifica o espancamento e a omissão dos policiais que efetuaram o B.O.

Lucas Oliveira em janeiro 25, 2011 11:38 AM


#97

O que me preocupa é a razoável possibilidade destes "cidadãos" saírem impunes... Afinal, estamos numa era onde, na sociedade, o dinheiro dita as regras... Mesmo assim, pelo menos isto aqui eu assino.

Lembra-me a história do Índio Galdino(um dos verdadeiros donos do País): http://www.youtube.com/watch?v=dRC7BsrudKk

Elmar Fonseca em janeiro 25, 2011 12:54 PM


#98

Eu fiquei bastante incomodado pelo fato de uma pessoa com lesão corporal grave sair apenas e tão somente como indiciada, possivelmente na história de um suposto "roubo de churrasco seguido de lesão no pé", que o fulano, ao final, não quis que fosse periciado. Imediatamente, lembrei-me de outra história.

Talvez a incomodação e lembrança tenham feito eu subir uma oitava no tom com a Maria Paula - e seguem aqui minhas desculpas a ela.

O vídeo abaixo é um caso que rolou há uns três ou quatro anos. É chocante (tirem as crianças da sala). Curiosamente, a vítima da pancadaria policial é uma negra. Poderia ser uma pobre branca, admito. Mas é uma negra. O duro é saber que é o Estado fazendo isso.

Um jornalista apurou a matéria depois de o vídeo cair no You Tube. O comandante do Batalhão alegou que o policial foi ameaçado com uma faca (percebam que ele está, de fato, com uma faca na mão) e "talvez tenha exagerado no emprego da força". Sim, o comandante disse "talvez".

O praça não foi punido, mas transferido para o policiamento de outra área da cidade. Eu acho que no mínimo ele tinha que se submeter a tratamento psiquiátrico, compreender onde errou e só depois teria condições de voltar às ruas. Mas assim é o Estado.

A mulher que apanha a valer foi procurada e localizada, mas preferiu não falar com a reportagem. Alguns comentaristas do You Tube entendem que ela tinha mesmo que apanhar dessa forma. Como não se revoltar?

http://www.youtube.com/watch?v=KqtWY6FN1yc

Fábio Carvalho em janeiro 25, 2011 1:31 PM


#99

Assino a moção: Paula Adriana Silveira Orlando

Paula em janeiro 25, 2011 4:02 PM


#100

Caro Idelber, também assino a moção:

Vitor Reimberg Santi - Jornalista, São Paulo, SP

Vitor Santi em janeiro 25, 2011 4:37 PM


#101

Hahaha! Enquanto espero o Idelber me responder, vou "trollar".

Eu me divirto com o Fábio Carvalho. Esse é o SEU "modus argumentandi", Fábio?
Tentar ridicularizar uma pessoa que apenas disse compreender que a internet é um veículo de comunicação tão falho quanto qualquer outro?
Veículo que coloca em contato pessoas com diferentes babagens culturais, educacionais, intelectuais, biológicas e tals?

Mas a pergunta que não quer calar é: "Se os agressores se autodeclararem negros, o crime de racismo não existe?".
Acho que a polícia tem que perguntar primeiro pro IBGE...

http://www.idelberavelar.com/archives/2011/01/a_defesa_do_indefensavel_o_caso_do_ai5_gay.php#c122263

Hahahahahahaha!

E acho que você se dizer mais velho só piora pro seu lado, porque pelo que inferi do discuro da Maria Paula, é de se esperar certa confusão argumentativa em uma faixa etária não adulta; quando ela ocorre "depois dos 26", o negócio complica.
Mas sempre é tempo de aprender!

Abraços.

Euclides F. Santeiro Filho em janeiro 25, 2011 6:49 PM


#102

Assino a moção:

Maria Alice Ferreira e Silva, Belo Horizonte/MG.

Maria Alice em janeiro 25, 2011 6:56 PM


#103

Se mesmo com RACISMO sendo crime previsto EM LEI fazem isso. Imagina a HOMOFOBIA?
BRasil é o país da impunidade,crueldade e injustiça. (Aliás, esses agressores aí não são Bacharéis em Direito,não?)

Camila Chilelli em janeiro 26, 2011 9:59 AM


#104

Se tem uma coisa que causa urtiga nos que se dizem saber tudo é aquilo que chamamos de Racismo Institucional.
.
Aqui no Brasil há esta peculiaridade, Muitos acreditam que Racismo Institucional não existe.
.
A turma sabe tudo adooooooooooooooora dizer que são fatos isolados.
.
Fico até imaginando a turma do "deixa disso" analisando o caso do companheiro Eduardo Rosa no link a seguir:
http://eduardo-rosa.blogspot.com/2011/01/reaja-ou-sera-morto-reaja-ou-sera-morta.html

Chico Mendes em janeiro 26, 2011 3:48 PM


#105

Eu vinha comentar que só porque um bando de pitboys detestáveis era racista não se podia estender a acusação a um país inteiro... Mas eis que me deparo com sua caixa de comentários, com pessoas defendendo que a culpa é da vítima (?!) pois teria provocado, e que não teria nada a ver com o fato da vítima ser negra.

Porque, assim, já vi muito playboy bancar o penetra inconveniente e ser enxotado de festas, mas nunca ser espancado por sete pessoas, a ponto de necessitar de hospitalização. Mas, claro, isso não tem nada a ver com a questão da cor...

Olha, eu estava errado. Somos, como sociedade, racista pra caralho.

Igor em janeiro 26, 2011 4:26 PM


#106

Assino tb...

Thiago Castro Costa Loureiro

Thiago Loureiro em janeiro 26, 2011 6:04 PM


#107

Igor,
.
É capaz de sermos cumplíces da vítima Hudson, também como culpados, e irmos a julgamento sumário.
.
É claro e evidente que nada se generaliza, mas não existe sociologicamente a expressão "parte da sociedade é racista". O correto mesmo é dizer que nossa sociedade é racista, dizemos isso e não dizemos que todos são racistas(Nunca ouvi alguém dizer que "parte de nosso povo é acolhedor", sempre leio que nosso povo é acolhedor). Mas eles não entendem, já querem nos processar por a tal "generalização" que só eles enxergam.

Chico Mendes em janeiro 26, 2011 6:51 PM


#108

Sou branca, mas já sofri o infortúnio do preconceito por ser pobre, quando namorei um rapaz cujos pais moravam na Vila Madalena, São Paulo.
Se diziam estudados, espiritualizados, politizados e informados, e diziam que eu estava alí 'dando o golpe do Baú'.
Já ví injustiça de todo tipo, mas a agressão física é a mais DIRETA que se pode sofrer.
Assino a monção e rezo para que minha mãe, morena, mestiça brasileira, parda, nunca sofra uma agressão.
Quanto a polícia brasileira, deixa muito a desejar, uma vez fui assaltada, e fui fazer um BO, simplesmente ouvi: "Não te bateram? Não te estupraram? Então tá aqui pra quê?", quem dá trabalho pra eles é bandido, se você tá lá dando trabalho, é assim que vai ser tratado! Pobre Brasil.

Renata Irene Saladino Pais
rg.25.293.950-5
cpf.176.527.148-77

Renata Irene Saladino Pais em janeiro 26, 2011 11:21 PM


#109

Renata,
.
Perfeito, você sofreu preconceito em razão da pobreza e ponto. Nunca em razão da branquitude.
.
Um negro pobre sofre o dobro. E quando não é pobre sofre por se negro.
.
A probabilidade de aparecer aqui pessoas trazendo nomes dos tais casos isolados para me rebater é grande. Basta esperar

Chico Mendes em janeiro 27, 2011 11:16 AM


#110

Assinando a monção
Eloí E. Bocheco professora e escritora
Bombinhas-SC

Eloí Bocheco em janeiro 27, 2011 6:07 PM


#111

Assinando a monção
Eloí E. Bocheco professora e escritora
Bombinhas-SC

Eloí Bocheco em janeiro 27, 2011 6:08 PM


#112

ssinando a monção
João Luiz Lellis da Silva
Nilópolis/RJ

joao luiz lellis da silva em janeiro 27, 2011 10:41 PM


#113

Assino a moção de repúdio ao ato de violência sofrido por Hudson Carlos de Oliveira.
Paulo Henrique Campos Silva

Paulo em janeiro 27, 2011 10:53 PM


#114

Assino a moção de repúdioo ao ato de violência sofrido por Hudson Carlos de Oliveira. E acrescentar que atos como esse estão se tornando cada vez mais comuns, e fica evidente o descaso das autoridades com isso, é o racismo e o preconceito tomando conta da nossa sociedade.

Teófilo Josué Alecrim da Costa Vieira em janeiro 28, 2011 12:56 PM


#115

Assino a moção de repúdioo ao ato de violência sofrido por Hudson Carlos de Oliveira. E acrescentar que atos como esse estão se tornando cada vez mais comuns, e fica evidente o descaso das autoridades com isso, é o racismo e o preconceito tomando conta da nossa sociedade.

Arapoti - PR

Teófilo Josué Alecrim da Costa Vieira em janeiro 28, 2011 12:57 PM


#116

Hudson foi espancado porque é negro. Negro é sinônimo de bandido na sociedade brasileira, como bem disse um dos agressores entre socos e pontapés no rosto da vítima. Isso tem que acabar. Faço apelo a Janice Ascari e Tulio Vianna para que não deixem isso passar, mais uma vez, (impune) em branco.

Pedro Henrique do Amaral em janeiro 28, 2011 12:59 PM


#117

Depois do ocorrido no Extra em SP, alguém acima ainda terá coragem de dizer que não há racismo estrutural no país?

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/seguranca-do-extra-acusado-de-racismo

No post ainda há a lembrança de outro episódio terrível num Carrefour.

Moção, ainda que tardia, assinada.

Daniel Nascimento
RG 28.089.025-4
São Paulo - SP
Projetista Automobilístico, estudante de letras.

Daniel Nascimento em janeiro 28, 2011 1:37 PM


#118

Assino a moção, desejando justiça e a recuperação do Hudson!

Cristiano Otaviano
Jornalista, professor universitário, doutorando em Estudos Literários
Diamantina / Juiz de Fora / MG

Cristiano Otaviano em janeiro 28, 2011 10:31 PM


#119

O racismo velado no país é repugnante. Quando acompanhado de covardia gratuita e de descaso das autoridades, é sinal que caminhamos por caminhos tortuosos, enquanto sociedade.
Assino a moção, desejando não ser mais assombrado por estes fatos vergonhosos e covardes.

Marcos Alexandre Silva
Jornalista de agroeconomia
Juiz de Fora/ Lavras - Minas Gerais

Marcos Alex Silva em janeiro 28, 2011 11:18 PM


#120

É realmente terrível que isso seja ainda tão comum em nosso país. Uma vergonha!!

Gilson Salomão Pessôa em janeiro 29, 2011 9:29 AM


#121

Infelizmente nada ira mudar nesse nosso Brasil inquanto nao houver educacao e sentido de uniao. Nos todos que somos pobres, negros ou brancos que ja sofremos discriminacao e agressao devemos nos unir para lutar contra 400 anos de escravidao, 25 anos de ditadura militar, nada de democracia. Vamos a luta que ninguem, mas ninguem deve ser julgado por clase social, raca ou credo.
Vamos a luta companheiros

Luiz Colturato em janeiro 29, 2011 12:42 PM


#122

Também assino.
Achei o cara de uma lucidez fora do comum.
Muito guerreiro mesmo, parabéns pra ele!

Talitha Lessa Orestes em janeiro 29, 2011 12:50 PM


#123

Porque somos o país da integração racial!!!!!!!!!!!!!!
KKKKKKKSanta hipocrisia

HRP BURRÃO! em janeiro 29, 2011 4:41 PM


#124

Também assino a moção. É inadmissível qualquer ato de violência, ainda mais uma de tal covardia. Pessoas com títulos acadêmicos, que se dizem mais cultas e inteligentes, diante desse ato, deveriam perder suas licenças profissionais.

Leandro Pereira de Sousa em janeiro 30, 2011 7:19 PM


#125

Assino a moção.
Liliana Frazão Pereira - jornalista - São Paulo, SP

Liliana em janeiro 30, 2011 9:27 PM


#126

Agressões gratuitas, que ocorrem aqui em São Paulo também. Um absurdo!!!!!!

Assino a moção.

Ana Francisca Romero Thomaz-professora,São Paulo, SP

Ana em fevereiro 1, 2011 4:43 PM


#127

Eu, como belorizontina, entristeco-me ao ficar sabendo que infelizmente os chamados belorizontinos da elite social branca ainda discrimina e até agride, se for necessário, para se defenderem da presenca da gentalha mestica ou negra. Está na hora de crescer, minha gente, o mundo está mudando, principalmente o Brasil está mudando. Descriminacao é crime!!!!!!!!!
Assino a mocao.
Angela Alves-Randig, Köln, Alemanha, 02.02.11

Angela Alves-Randig em fevereiro 2, 2011 5:42 PM


#128

Eu, como belorizontina, entristeco-me ao ficar sabendo que infelizmente os chamados belorizontinos da elite social branca ainda discrimina e até agride, se for necessário, para se defenderem da presenca da gentalha mestica ou negra. Está na hora de crescer, minha gente, o mundo está mudando, principalmente o Brasil está mudando. Descriminacao é crime!!!!!!!!!
Assino a mocao.
Angela Alves-Randig, Köln, Alemanha, 02.02.11

Angela Alves-Randig em fevereiro 2, 2011 5:43 PM


#129

Fico chocada com a recorrência de demonstrações de brutalidade, descontrole, irracionalidade, desrespeito e violência que tenho visto nos últimos dias. O caso de Ice Band, o caso do morador de rua agredido recentemente em São Paulo (http://glo.bo/fYToz2), o caso dos policiais pernambucanos que gravam vídeos de humilhação a presos ("Que polícia é essa?" > http://bit.ly/g1qIgL). É tudo muito assustador.

Faço questão de assinar a moção:
Joana Francisca Pires Rodrigues
Recife-pe
@joanafpires

Joana Pires em fevereiro 3, 2011 11:26 PM


#130

Assino a moção :

Michelle Milnitz, estudante de direito, Americana/SP.

Michelle Milnitz em fevereiro 15, 2011 1:32 AM


#131

OLÁ CARISSIMOS AMIGOS E AMIGAS ,AGRADEÇO O APOIO DO DEBATE QUE ACONTECEU SOBRE MINHA AGRESSÃO,DIZER QUE CONHECENDO AS LEIS NO BRASIL A AGRESSÃO QUE SOFRI NÃO VAI DAR EM NADA!SE QUEM MATA NO TRANSITO NÃO VAI PRESO ,QUEM MATA NOSSO POVO COM ASSINATURAS DE CORRUPÇÃO NÃO VAI PRESO,QUEM MATA NAS MAIORIA DAS FAVELAS BRASILEIRAS NÃO VAI PRESO ENTÃO SUPONHO QUE ESTE CIDADÃO VAI SAIR IMPUNE,ESTOU ME RECUPERANDO BEM MAS O TRAUMA CONTINUA POIS É SABEDORIA POPULAR QUE NÃO SE FERE COBRA A AGRESSÃO ATRASOU UM POUCO DA MINHA VIDA E TRAUMATIZOU AS FAMILIAS MINEIRAS VISTO QUE TRABALHO NA FAIXA DE GAZZA DAS PERIFERIAS MINEIRAS MEDIANDO CONFLITOS,TENHO TIDO MUITOS CONSELHOS ALGUNS REVOLTOSOS QUEREM A CABEÇA DE JULIO E SEUS COMPARSAS OUTROS ME PEDEM PACIÊNCIA E QUE EU TENHA FÉ NA JUSTIÇA ESTA MESMA JUSTIÇA QUE UMA PESQUISA DA FUNDAÇÃO GV DISSE QUE COM O BRASILEIRO JA ESTA SEM CRÉDITO A MUITO TEMPO,ESTOU RETOMANDO MINHAS ATIVIDADES ARTISTICAS COM O INTUITO DE MINIMIZAR O TRAUMA,FUI VITIMA DE RACISMO SIM E DE PRECONCEITO SIM E ELES NÃO PRECISARAM ME DIZER ISTO...EU VI NOS OLHOS DELES E SENTI NA CARNE A FORÇA DE SEUS PUNHOS..FUI COVARDEMENTE ATACADO, A GARRAFA SÓ PEGUEI NO INTUITO DE ME DEFENDER E QUE CAIU QUANDO TOMEI O PRIMEIRO SOCO,TENHO MUITA RAIVA DESTE JULIO QUE ME COLOCOU NESTA SITUAÇÃO ,HOJE NÃO TENHO QUE RESPONDER SÓ VCS MAS TODO MUNDO QUE ENCONTRO,MESMO AGREDIDO AINDA TENHO QUE PROVAR QUE NÃO FUI O CAUSADOR DA BRIGA,O JÚLIO CONTINUA TRABALHANDO NA OAB SEÇÃO MG COM MAIS UM BANDO DE.........QUE NÃO SE POSICIONARAM DE FORMA NENHUMAE ESTÃO TRANQUILO ENQUANTO A VIOLÊNCIA NÃO BATER EM SUAS PORTAS ...ACREDITAR SÓ EM DEUS NA FAMILIA E NOS AMIGOS E AMIGAS QUE ESTÃO SOFRENDO COMIGO E NO MEU PROJETO DE VIDA ....SÓ LEMBRANDO VEJA NO CODIGO PENAL A PENA POR LESÃO CORPORAL!! MULTA OU PRESTAÇÃO DE SERVIÇO! LEIS FEITA POR HOMENS SÃO LEIS FALHAS..ACREDITO EM DEUS QUE DISSE FILHO MEU A VINGANÇA PERTENCE A MIM!UM ABRAÇÃO PRO DONO DO BLOG E SEUS ADMIRADORES SOU ICE BAND 41 ANOS CONTRARIANDO AS ESTASTISTICAS DA VIOLÊNCIA BRASILEIRA E MINEIRA VIVÃO E VIVENDO NAS QUEBRADAS DA SERRA ,SEM TRETA E SEM GUERRA EM BUSCA DE PAZ E FRATERNIDADE PRO PLANETA TERRA E CONSCIÊNCIA AOS VERMES QUE SÓ FAZEM PESO NA TERRA.

HUDSON CARLOS em março 21, 2011 11:55 PM


#132

OLÁ CARISSIMOS AMIGOS E AMIGAS ,AGRADEÇO O APOIO DO DEBATE QUE ACONTECEU SOBRE MINHA AGRESSÃO,DIZER QUE CONHECENDO AS LEIS NO BRASIL A AGRESSÃO QUE SOFRI NÃO VAI DAR EM NADA!SE QUEM MATA NO TRANSITO NÃO VAI PRESO ,QUEM MATA NOSSO POVO COM ASSINATURAS DE CORRUPÇÃO NÃO VAI PRESO,QUEM MATA NAS MAIORIA DAS FAVELAS BRASILEIRAS NÃO VAI PRESO ENTÃO SUPONHO QUE ESTE CIDADÃO VAI SAIR IMPUNE,ESTOU ME RECUPERANDO BEM MAS O TRAUMA CONTINUA POIS É SABEDORIA POPULAR QUE NÃO SE FERE COBRA A AGRESSÃO ATRASOU UM POUCO DA MINHA VIDA E TRAUMATIZOU AS FAMILIAS MINEIRAS VISTO QUE TRABALHO NA FAIXA DE GAZZA DAS PERIFERIAS MINEIRAS MEDIANDO CONFLITOS,TENHO TIDO MUITOS CONSELHOS ALGUNS REVOLTOSOS QUEREM A CABEÇA DE JULIO E SEUS COMPARSAS OUTROS ME PEDEM PACIÊNCIA E QUE EU TENHA FÉ NA JUSTIÇA ESTA MESMA JUSTIÇA QUE UMA PESQUISA DA FUNDAÇÃO GV DISSE QUE COM O BRASILEIRO JA ESTA SEM CRÉDITO A MUITO TEMPO,ESTOU RETOMANDO MINHAS ATIVIDADES ARTISTICAS COM O INTUITO DE MINIMIZAR O TRAUMA,FUI VITIMA DE RACISMO SIM E DE PRECONCEITO SIM E ELES NÃO PRECISARAM ME DIZER ISTO...EU VI NOS OLHOS DELES E SENTI NA CARNE A FORÇA DE SEUS PUNHOS..FUI COVARDEMENTE ATACADO, A GARRAFA SÓ PEGUEI NO INTUITO DE ME DEFENDER E QUE CAIU QUANDO TOMEI O PRIMEIRO SOCO,TENHO MUITA RAIVA DESTE JULIO QUE ME COLOCOU NESTA SITUAÇÃO ,HOJE NÃO TENHO QUE RESPONDER SÓ VCS MAS TODO MUNDO QUE ENCONTRO,MESMO AGREDIDO AINDA TENHO QUE PROVAR QUE NÃO FUI O CAUSADOR DA BRIGA,O JÚLIO CONTINUA TRABALHANDO NA OAB SEÇÃO MG COM MAIS UM BANDO DE.........QUE NÃO SE POSICIONARAM DE FORMA NENHUMAE ESTÃO TRANQUILO ENQUANTO A VIOLÊNCIA NÃO BATER EM SUAS PORTAS ...ACREDITAR SÓ EM DEUS NA FAMILIA E NOS AMIGOS E AMIGAS QUE ESTÃO SOFRENDO COMIGO E NO MEU PROJETO DE VIDA ....SÓ LEMBRANDO VEJA NO CODIGO PENAL A PENA POR LESÃO CORPORAL!! MULTA OU PRESTAÇÃO DE SERVIÇO! LEIS FEITA POR HOMENS SÃO LEIS FALHAS..ACREDITO EM DEUS QUE DISSE FILHO MEU A VINGANÇA PERTENCE A MIM!UM ABRAÇÃO PRO DONO DO BLOG E SEUS ADMIRADORES SOU ICE BAND 41 ANOS CONTRARIANDO AS ESTASTISTICAS DA VIOLÊNCIA BRASILEIRA E MINEIRA VIVÃO E VIVENDO NAS QUEBRADAS DA SERRA ,SEM TRETA E SEM GUERRA EM BUSCA DE PAZ E FRATERNIDADE PRO PLANETA TERRA E CONSCIÊNCIA AOS VERMES QUE SÓ FAZEM PESO NA TERRA.

HUDSON CARLOS em março 21, 2011 11:56 PM