Meu Perfil
Um blog de esquerda sobre política, literatura, música e cultura em geral, com algum arquivo sobre futebol. Estamos na rede desde 28/10/2004.
No Brasil "não-somos-racistas", mais um negro é espancado gratuitamente. Que não fique impune
Hudson Carlos de Oliveira não é qualquer um, no sentido de que não é um belo-horizontino desconhecido. Hudson é diretor do Centro de Referência Hip Hop Brasil e educador na área de artes, responsável pelo projeto Hip Hop Educação para a Vida. Tudo o que fez Hudson foi adentrar um bar no bairro de Santa Efigênia, zona leste/central de BH em 28 de novembro de 2010. Só isso. Conhecido que era do garçom—como é conhecido de zilhares de outros belo-horizontinos, amigos meus inclusive--, Hudson se aproximou dele para saudar, conversar, tirar um dedo de prosa. Foi o suficiente para que sete covardes pitboys (incluindo gente com carteira da OAB) que faziam ali um churrasco de aniversário partissem para a agressão verbal, a acusação de que Hudson “queria comer da carne” deles, e logo depois o espancamento físico. Segundo matéria do Estado de Minas, Hudson teve o maxilar deslocado, afundamento dos dentes, fratura da clavícula e ferimentos nas pernas e braços. A foto não deixa dúvidas:
Mas a manifestação do Brasil ”não-somos-racistas” não parou aí. Depois de se dirigir sangrando ao Primeiro Batalhão de Polícia Militar, Hudson foi indicado como agressor no boletim de ocorrência feito por policiais militares da 3ª Cia do 1º BPM, enquanto os espancadores negavam o fato. Em 01/12/2010, um dia depois da matéria do EM, entrava no YouTube o depoimento de Hudson, também conhecido no mundo hip hop de BH e do Brasil como Ice Band:
Hudson é casado com a jornalista Janaína Cunha e eles têm um filho de cinco anos.
O caso se encontra agora em fase de inquérito policial, que irá ao Ministério Público. É sabido, e há várias testemunhas, que Ice Band foi agredido por ser acusado de “penetra” numa festa particular que se apropriava de uma via pública. É sabido que foi agressão covarde, de sete contra um. É sabido que apenas dois desses agressores estiveram na 3ª Cia do 1º BPM enquanto, incrivelmente, um Hudson espancado e sangrando era citado no B.O. como agressor.
É imperativo que todos os covardes sejam indiciados. Pelo caráter discriminatório do ato que motivou o crime, é visível sua condição de delito racista. Pela sanha covarde que se manifestou no crime, vários profissionais do Direito e da Justiça consultados pelo blog concordam que ele é enquadrável como tentativa de homicídio e não simplesmente lesão corporal—e Hudson ouviu, sim, e há testemunhas disso, a frase mata que é bandido durante o espancamento.
Há uma moção de repúdio que você pode assinar aqui na caixa do Biscoito, enviando-me um email (e eu encaminho seu nome à Janaína), ou escrevendo para minajcm arroba yahoo ponto com ponto br e/ou crh2b arroba yahoo ponto com ponto br.
Hudson está se recuperando e no próximo dia 18 retira o aparelho que ainda traz na boca.
Atualização: quem quiser assinar a moção escreva diretamente a um dos dois emails acima ou assine aqui na caixa, já que o blogueiro ficará longe da net uns dias, sem responder emails.
Como disse o próprio Hudson Carlos de Oliveira, o Ice Band, mesmo que o motivo alegado pelos agressores, de que Hudson estaria "pedindo comida", fosse verdadeiro, e não é, nada justifica a atitude dos jovens contra ele. Nada justifica, também, a atidude do delegado, cuja função no cumprimento do dever é garantir os direitos e resguardar a segurança e a dignidade daqueles que recorrem à polícia.
Infelizmente diploma e "carteirinha da Ordem" não são garantias de civilidade. Espero que Ice Band se recupere o mais rápido possível e que seus agressores encontrem, na justiça, a punição que merecem como agressores que são.
Pra cada Hudson, que ainda bem tem força política e é exceção da exceção, quantos negros anônimos não estão sendo espancados, esta madrugada mesmo, nas metrópoles brasileiras?
Têm policiais e policiais. Há vários que, de plantão, seguem a lei do menor esforço. Como quando um negro está envolvido todo o sistema conspira contra ele, o menor esforço acaba sendo o policial ficar na sua, ou inverter a relação agressor/vítima, como aconteceu no caso do Hudson. Pois dá um trabalhão agir diferente, você luta contra todo um viés racista-classista (é a mesma coisa) das instituições.
Quantos não são os casos em que o negro agredido é achincalhado ainda mais pelo sistema penal? autuado, torturado, encarcerado. E depois, inocente, tem de passar pela via crúcis de (des)investigações, cadeias superlotadas e pedidos de habeas corpus improvidos em série pelos TJ.
Valeu pelo post, Idelber. Cá do meu canto, acho mais importante a configuração do crime como racismo (e foi, ao que tudo indica), do que a qualificação lesão corporal/tentativa de homicídio.
Digo isso porque a quantidade de cana que os agressores merecem pegar é secundária. A melhor melhor reparação para o Hudson seria uma pusta indenização por danos físicos e morais. E a melhor punição para os agressores seria obrigá-los a dar cursos de direitos humanos JUNTO com associações contra o racismo durante, sei lá, uns cinco ou dez anos. Depois disso, duvido que alguém seguiria racista.
O respeito pelas diferenças no Brasil, só acontecerá, quando todos nós repudiarmos ações como essa, rebelando-nos, não de forma agressiva, mas de forma organizada. Esse é o caminho. Acredito que deveríamos distribuir isso aos movimento negros do brasil e a mídia nacional!
Rafael Domingues Lenz Cesar - professor de português e literatura brasileira; mestrando em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela UFF - Niterói / RJ.
Leonardo Fazito, gostei da mudança de pena. Gastar dinheiro e conviver com tais movimentos podem fazê-los refletir um pouquinho, mas dificilmente mudará o sentimento deles. O gasto mesmo viria do bolso, deles ou dos que pagaram indeiretamente o churrascão "do bem", lá em Santa Efigênia.
Alguém me apresenta esse "país onde não há racismo, que eu quero me mudar pra ele. Que absurdo! Em pleno século XXI ainda acontecem barbaridades como essa. Meu total repúdio a esse gesto que demonstra extrema covardia e desrespeito!
Nao pode ficar assim. Se nao isto nao pode ser chamado de democracia, e ainda aquela ditadura.
Este delegado precisa ser investigado por sua incompetencia.
Para acraditar na justica tem de haver a justica.
Isto de ter diploma e carteirinhas nao significa nada. Tem muuitos criminosos de "instrucao" formal que sao verdadeiras antas, brucutus e barabres.
É um absurdo a postura desses agressores! Todos devem ser punidos e as autoridades policiais devem sofrer, no mínimo, processo administrativo, pois desvirtuaram-se totalmente da postura profissional e humanana que devem exercer. Assino a moção: Carolina Sousa do Nascimento Rabelo - advogada
é de se revoltar vendo e lendo tais barbaridades em pleno século 21, estes "bandidos" covardes que fizeram isto deveriam ter como pena, 10 anos de serviços sociais em favelas,para conhecerem bem o dia-a-dia da classe pobre e quem sabe assim, aprenderem a respeitar o proxímo,valorizarem a vida , entenderem-se como gente, e não como covardes-idiotas como são..foram
Justiça neles, sugiro que enviem este relato/ manifesto para o SEPPIR - Secretaria de Especial Policitas de Promoção da Igualdade Racial, e peçam apoio jurídico e institucional neste caso, e que sirva-nos de exemplo a condenação destes 7 BANDIDOS, VAGABUNDOS, COVARDES, SAFADOS...
Nossa, ainda bem que não somos racistas, imaginou se fôssemos??!?
Fora de brincadeira: Idelber, vê se coloca notícias da melhora dele. Desde já, pergunto: ele pode ter algum tipo de recaída ou seqüela?
Hugo: consigo imaginar, sim. Se o homem branco for homossexual, judeu ou, aqui em São Paulo, nordestino. Ou confundido com um por, sei lá, comportamento "suspeito".
Bruno Cava: falou tudo. Para cada um com voz, quantos sem voz apanham impunemente, muito além do alcance de nossos olhos e ouvidos?
Mais um caso em que o negro é motivo de escárnio na sociedade. Repudio, execro esses infelizes símbolo máximo da elite decadente, hipócrita e racista dessa sociedade. Símbolo de covardia. Pit-otários.
Paula de Almeida Silva em janeiro 22, 2011 6:53 PM
A agressão foi absurda e criminosa, como não deixa mentir a imagem. A reação da polícia também foi absurda e deve ser invertigada. Por outro lado, não é difícil imaginar o mesmo acontecendo com um pedreiro branco, ou qualquer outra pessoa de poucas posses. Prefiro suspender o julgamento, por enquanto, no que diz respeito à acusação de racismo.
Eu só assinaria a tal moção, se tivesse acesso aos autos. Da maneira como a coisa está colocada pelo Idelber, ouvindo apenas um dos lados, sem ter notícia de atenuantes e agravantes, em quê a ação ora proposta se diferencia de um linchamento, ainda que apenas virtual? Porque o cara é negro, automaticamente isso o transforma em coitadinho, perseguido pelo resto do mundo? E quer fazer crer que tomou porrada apenas pelo fato de ser negro. E se a situação tiver acontecido, não pelo fato de ser negro, mas um bêbado mala, de penetra numa festa ou evento?
Autos, nos autos estão as respostas. Não nesse pedido de linchamento virtual.
Assino a moção, acreditando no que vi aqui no blog e na análise fundamentada do Idelber.
Nada justifica a agressão e a intolerância praticadas contra Hudson Carlos de Oliveira, ou contra qualquer outro cidadão. Todos os agressores e os policiais que fizeram o B.O. deveriam constar dos autos como cúmplices desse ato pusilânime e racista.
Euler Conrado - professor de História da rede pública de Minas.
Lincha! Lincha! Lincha!
É assim que a plebe rude e ignara se comporta quando se depara com uma situação que ela apreende como injusta.É como uma tromba d'água morro abaixo, destruindo tudo o que encontra pela frente...
Um negro levando porrada é o mote do linchamento naquele que tá dando a porrada. Não importam os fatos. Um é hipossuficiente por definição. Outro é o todo poderoso, também por definição.
A situação é injusta por definição, também. Um monte de gente, batendo num só. Para mim, essa é a injustiça da coisa. Algusn ficam aqui: ah, se fosse branco, isso não aconteceria. Péra lá: intolerância inter-grupal acontece o tempo todo. Se não, não haveria briga inter-gangs da mesma cor, mesmo credo, mesmo comportamento. Só briga entre brancos e negros. Pelo amor de Deus, o que estão fazendo conosco? Induzindo-nos a ver conflitos raciais onde o que existe são situações de injustiça, que até podem ser creditadas à cor, mas que podem ter trouxentas outras razões, como a chatice e a inconveniência?
Mas, vá lá, manada! Ao linchamento e à reafirmação da hipossuficiência da negritude!
Interessante que, segundo os "autos" consultado pelo Idelber, o pobre negro hipossuficiente estava "totalmente embriagado" e que "pegou uma garrafa de cerveja que caiu e ele passou a se 'defender' com os cacos".
Já imaginaram a situção? O cara totalmente bêbado e com um inocente caco de cerveja na mão? Hummm...
Mas essa arma, na mão de um pobre negro hipossificiente por si só não se constitue um perigo, né? Afinal, por ser um pobre negro hipossifiente e bêbado, o que o faz estar em algum degrau moral acima do resto da humanidade, não há o menor potencial de causar qualquer tipo de estrago nas outras pessoas ao seu redor...
Dida, lendo suas manifestações aqui, peço para que volte um pouco às causas, aos motivos deste ocorrido e reflita, se quiser, obviamente. Sem atentar aos relatos do Idelber ou do Estado de Minas pense: Por que o fato de uma pessoa, ébria ou sóbria, ir cumprimentar um amigo, que fazia churrasco para um aniversariante, despertaria a imediata reação de injustiça ou temor pelo "roubo de carne" deste jornalista então festejado? Bem como, por que ativaria a ajuda incontinenti de seis, sete pessoas amigas do jornalista, os quais, sem diálogo conciliatório ou investigativo para saber o que estava acontecendo, apenas utilizando da intimidação covarde, motivada pela revolta de "roubar" uma carne, acercam-se à pessoa - o Hudson, no caso? Como você, Dida, reagiria, bêbado ou lúcido, a seis pessoas partem em sua direção por acharem que você está cometendo uma grande infração? Lembro-lhe que aqui estamos discutindo algo racionalmente, não estivemos lá, não sabemos do que ocorria na cabeça de todos os envolvidos, estamos vendo os fatos colhidos pelos links e pelo texto do Idelber. Mas, pense, imagine, faça uma associação qualquer de uma fato que pense ser justo, mas que outros pensam ser injusto e se lancem para você com toda a fúria, e você, sozinho, como reagiria?
Não que eu lhe conheça intimamente para estar surpreso, mas baseado no que já li por aqui - comecei lá em 2007 com sua análise sobre o pseudodebate Estadão x Blogueiros - pensei que você era adepto de análises mais críticas e menos dogmáticas dos fatos.
Racismo?
Agora podemos fazer julgamentos lendo a mente das pessoas? Não pode ser só imbecilidade e violência gratuita não? Álcool demais e educação de menos?
Concordo muito com o(a?) Dida.
Além do mais, moção de repúdio é algo que considero bem pueril, ainda mais da forma automática pela qual muitos estão aderindo. Creio que a maioria dos comentadores desse post não estava presente no local da agressão, há ênfase na versão de um dos lados e uma condenação quase que unânime dos agressores do rapaz, com motivações definidas no chute.
Na boa, Idelber, eu já desisti de debater na blogosfera porque sou sempre chamado de troll. Raras vezes vozes mais equilibradas saem em minha defesa, e aqui no Biscoito foi o lugar que mais pessoas foram ponderadas e entenderam minhas colocações. Seu blog é um dos poucos que ainda leio, mas agora estou mais perdido do que nunca.
Dá-me uma luz: você tem mais informações sobre esse fato que destaca ou está sendo precipitado?
Abraços.
Euclides F. Santeiro Filho em janeiro 24, 2011 3:15 AM
O que ocorre no Brasil é falta de consciência histórica. Certos meios de comunicação massificam a idéia de que deve-se acolher em nosso convívio indivíduos de todas as raças e classifica como racista aqueles que escolhem ter perto de si aqueles da própria raça. Agrupamento de raças é uma característica evidente em todas as espécies vivas.
Negros, em especial, são usados (e muitos se crêem) como coitados e marginalizados. "Pobrezinhos, foram escravizados, sofreram tanto...", dizem.
A realidade é que todas as raças foram escravizadas, dominadas, oprimidas e mais. Por que não se entregam vagas nas universidades também aos hebreus, por excemplo? Afinal, foram escravizados por muito mais tempo que os negros. Essa distinção é hipócrita e insensata, criminosa, inclusive, para os próprios negros, que deveriam ter amor próprio. Ninguém vai me tirar o direito de escolher quem desejo do meu lado, não obstante seja selvajaria qualquer forma de agressão, não se deve incriminar ninguém sem o conhecimento pleno do ocorrido.
Quando você diz que o "agrupamento de raças é uma característica evidente em todas as espécies vivas", você carimba na testa que seu cérebro pertence ao século XIX - e não, isso não é um elogio. Deixa eu te contar uma novidade: raça humana não existe. Meu primo de 9 anos sabe disso, ele aprendeu na 3ª série. Você vir aqui fazer uma analogia biológica desse nível é de fazer chorar, ainda que seja quase engraçado. E hebreus não têm cota em universidade porque eles não carregam, e nem teriam como carregar, hoje, o fardo da escravização por que passaram. Entenda, se não entender me avise que eu desenho: ações afirmativas como as cotas não são uma reparação per se, um prêmio de consolação aos derrotados; são reparações por sequelas que ainda persistem, são paliativos para um problema presente, para uma herança maldita que as minorias (no caso, os negros) enfrentam na pele.
Assino a moção: Rodrigo César Gomes de Freitas
Conheço o aniversariante agressor. Fez pós-graduação comigo. A grande questão é que não me surpreendi quando fiquei sabendo do caso. Já tá fora da minha lista de conhecidos do FB!
Thiago,
da maneira como as coisas estão colocadas, dando início à moção de repúdio, temos que o negro em questão foi atacado por ser, meramente, negro.
E, a partir do relato dos "autos" publicados pelo Idelber, não é assim que a coisa se passa. O ser humano em questão, segundo o relato dos "autos", estava embriagado, foi tomado como penetra por um determinado grupo, pegou um caco de vidro (para se defender? para atacar?), participou de uma discussão (a confusão aconteceu antes ou depois de o cara ter pego o tal caco da garrafa?), e estava em número minoritário frente ao grupo que o atacou.
Esse é o ponto da injustiça flagrante do incidente: um ser humano (não importa se branco, negro, vermelho, amarelo) estava em situação de desvantagem numérica em uma situação conflituosa. Ponto. Quaisquer outras ilações que se queira fazer disso, é absolutamente subjetiva. Ah, foi atacado porque era negro? Péra lá: sabe-se a composição étnica do grupo com o qual entrou em conflito? Em nosso país todo miscigenado, podiam estar presentes brancos, pardos, negros, amarelos, e todas as variações fenotípicas possíveis.
Ah, foi atacado porque estava bêbado e enchendo o saco e provocando e o escambau? Perfeitamente possível, por quê não? Quantas vezes situações desse tipo não são testemunhadas por nós em diversos ambientes? E o primeiro pensamento que passa em nossa cabeça é a cor da pele do sujeito ou fato de o cara ser um bêbado chato?
Quem pode afirmar o quê de uma situação dessas, pelo amor da razão?
Haja intolerância às avessas, não?
Bom, eu conheço o Hudson, já trabalhei com ele, por isso é simplesmente ridículo ler o comentário da Dida. Se ela ao menos tivesse noção de como é o bar Brasi 41 ia saber que o Hudson não invadiu festa de ninguém: é um bar em uma praça pública! Não era um evento particular, eram amigos bebendo e comemorando na mesa de um bar NA RUA!
Eu sei que ele não estava bêbado enchendo o saco. E mesmo se estivesse, isso não justifica quebrarem-lhe a clavícula.
E por aí vai.
Assino a moção de repúdio:
Pedro Lobato Pinto de Moura - Músico, Belo Horizonte, MG.
Dida, muito obrigado pela pronta resposta. Não pus a questão racial, mas você insistiu nela. Afirma que o bêbado chegou enchendo o saco em um churrasco que não era para ele. Com esta ideia você já anteviu o que ele iria fazer, como os membros do grupo que comemoravam anteviram e evitaram o mal de acontecer, na melhor estilo "guerra preventiva", Choque e Horror. É uma atitude, um comportamento que cria um problema maior em vez de solucioná-lo. Não queria dar exemplos paralelos, mas creio que cabe aqui. Caso chegassem ali seis pessoas, no bar 41, praça pública, e fossem falar com o churrasqueiro, dificilmente os outros seis (os amigos) levantariam para prevenir o mal, mesmo que os supostos seis ali chegassem para tocarem o horror naquela "ivasão" (poderiam pensar que estavam invadindo a rua deles). Se chegassem seis homens "na beca" e estes metessem a mão num pedaço de picanha ou linguiça, pensndo se tratar de um churrasco do bar e não do aniversariante, o máximo de desavença seria um: "Ô véi, Ô senhor, o churrasco é nosso, Ow!" Fossem seis mulheres, da belíssima BH, elas seriam automaticamente convidadas por eles, e se estivessem bêbadas melhor ainda. Onde quero chegar? Quero chegar à tese do jurista, criminologista Eugenio Raul Zaffaronni, da "Vulnerabilidade Criminológica". Há também duas passagens que mostram o que pode ter ocorrido no Caso do bar 41. Em "O Estrangeiro", de Albert Camus, quando Marsault avista um árabe, sob o forte sol de Oran, vem um reflexo do sol daquele árabe, que MArsault pensa imediatamente se tratar de uma espada e saca o revólver para se defender, atira, e o árabe não possuía sequer um canivete. No Cinema, há a cena do aspirante policial branco e do negro em um carro. Conversa agradável do negro, de Hóquei sobre o gelo e punk rock, coisas que, na ideologia branca é coisa de branco, exclusivamente. Obranco se surpreende, vê sua ideia, seu comportamento roubado, invadido. O negro põe a mão no bolso e o policial atira nele e o mata. Na mão do negro, um chaveiro de Wayne Gretzky, creio, o maior jogador de hóquei de todos os tempos. Acho que esses casos cabem no que estamos debatendo aqui, em suas diversas versões.
Primeiro, Pedro Lobato, as informações contidas nos "autos" não permitem dizer nada do caráter de quem quer que seja. Ali, são narrados fatos. Minhas considerações foram feitas, portanto, em cima das informações ali contidas. Também é informado que o evento não era particular, mas em uma bar aberto. Ponto. Tampouco me furtei a ver a injustiça da questão, em que um ser humano foi agredido numa situação de inferioridade numérica, tendo ou não começado o conflito. Insisto que o meu ponto não é esse. Nós, seres humanos não-sociopatas, temos as ferramentas mentais que nos permitem discernir se uma situação é justa ou não e tratava-se claramente de uma situação injusta. O que eu considero o fim da picada é politizar a questão, tornando-a racista.
Agora, você, Thiago:
a questão racial é o mote da moção de repúdio, como não insistir nela?
Releia o título do post: "No Brasil "não-somos-racistas", mais um negro é espancado gratuitamente. Que não fique impune". Atenção para o extrato "mais um negro é espancado gratuitamente".
Você primeiro afirma que eu "antevi" alguma coisa. Não "antevi" coisa. Teci consideraçõe com base na narrativa do jornal. Quem está "antevendo" as coisas aqui - tornando um conflito de bar entre intolerantes (não necessariamente intolerância de cor, mas de comportamento) em um conflito de cunho racial e sendo seguido alegremente por um bando de gente "tolerante" - é o dono do Blog.
Ah, sim: os exemplos que você traz para sustentar seu argumento de existência de conflito racial são tirados claramente de países e culturas racistas e xenófabas. Insisto em perguntar: essa é, honestamente, a situação de nosso país?
Primeiro, Pedro Lobato, as informações contidas nos "autos" não permitem dizer nada do caráter de quem quer que seja. Ali, são narrados fatos. Minhas considerações foram feitas, portanto, em cima das informações ali contidas. Também é informado que o evento não era particular, mas em uma bar aberto. Ponto. Tampouco me furtei a ver a injustiça da questão, em que um ser humano foi agredido numa situação de inferioridade numérica, tendo ou não começado o conflito. Insisto que o meu ponto não é esse. Nós, seres humanos não-sociopatas, temos as ferramentas mentais que nos permitem discernir se uma situação é justa ou não, e tratava-se claramente de uma situação injusta. O que eu considero o fim da picada é politizar a questão, tornando-a racista.
Agora, você, Thiago:
a questão racial é o mote da moção de repúdio, como não insistir nela?
Releia o título do post: "No Brasil "não-somos-racistas", mais um negro é espancado gratuitamente. Que não fique impune".
Atenção para o extrato "mais um negro é espancado gratuitamente".
Você primeiro afirma que eu "antevi" alguma coisa. Não "antevi" coisa. Teci considerações com base na narrativa do jornal. Quem está "antevendo" as coisas aqui - tornando um conflito de bar entre intolerantes (não necessariamente intolerância de cor, mas de comportamento) em um conflito de cunho racial e sendo seguido alegremente por um bando de gente "tolerante" - é o dono do Blog.
Ah, sim: os exemplos que você traz para sustentar seu argumento de existência de conflito racial são tirados claramente de países e culturas racistas e xenófabas. Insisto em perguntar: essa é, honestamente, a situação de nosso país?
Pois é, Idelber.
Estive (estou) desconectado da rede, por motivo de mudança.
Soube desses fatos terríveis através de amigos e conhecidos da vítima, em BH.
Assino a moção de repúdio a esse ato de "nosso" fascismo cotidiano, que ainda encontra defensores!
Jair Tadeu da Fonseca - Professor
Assinado,
Os racistas estão em pânico ante as últimas conquistas do Movimento Negro. Estão em pânico pois tem que disputar o mercado e o mundo intelectual com novos personagens: Os negros e negras deste país. A roda da história tem direção única por mais que os racistas aleguem que o caso não é tão grave assim a merecer reprovação no âmbito da cor. Muitos nem percebem que são racistas, nem sabem o que é racismo. Este pessoal que não sabe o que é racismo acredita piamente que racismo é apenas quando a agressão é acompanhada expressões racistas. Nossos racistas têm o hábito de encararem como racismo apenas aquele flagrante super flagrante. E olhe que estes racistas ainda que um racista confesse que cometeu um crime racista irão dizer que o crime não é racismo, mas apenas uma injuria qualificada. Nossos racistas perderam o rumo. Acabou o monopólio forçado. Não querem aceitar.
.
ASSINADO:
Francisco Antero Mendes Andrade - Servidor Público.
Olhando esses dois últimos comentários vejo que o tema racismo provoca alergia em algumas pessoas.
Um fala bobagem. Tento eu entrar com meus lindos olhos verdes e minha pele branca num boteco de periferia e sofro com machismo e preconceito às avessas. Se um homem branco heterossexual "vestido de playboy" fizer o mesmo, será provocado. E ai se responder! Violência gratuita pode ter a ver com racismo, mas decretar assim sem reflexão é mais do que achismo: é ideologia perniciosa.
O outro comentador sugere que muitos são racistas sem dizer com clareza quem, pois deve saber que calúnia, dizer que alguém é criminoso sem provas, é crime tanto quanto racismo.
Mas parece que acusar sem provas é comportamento comum por aqui, talvez meu comentário passe em branco ou sofra linchamento moral nesse caso.
De qualquer forma faço o mesmo pedido do autor, espero que a Justiça, Dra. Janice Ascari, Dr. Amilcar Macedo, Dr. Túlio Vianna não se omitam neste caso e interfiram racionalmente, não permitindo julgamentos com tons de inquisição racial.
Certamente você não vai espancada sob a acusação de roubar comida. Se der uma olhada no comentário #4 vai notar que o mesma situação não está lá à toa.
Professor Idelber
Acabo de ler "O sul mais distante" do historiador estadunidense Gerald Horne. Um livro indispensável para quem quer entender o poder que a escravidão enquanto instituição socio-econômica representava para o Brasil e os EEUU.
Obviamente que essa instituição deixou marcas profundas em sociedades relativamente jovens. Negar isso é querer, como se diz cá em minas, "querer tapar o sol com a peneira".
Provavelmente não, porque sou mulher. Mas poderia sofrer outro tipo de assédio e violência, até mesmo tão graves quanto o espancamento do Hudson.
E se der uma olhada no comentário #74 vai notar que o "um homem branco heterossexual "vestido de playboy"" não está lá à toa.
Porque um branco pode muito bem ser acusado entre um grupo de afrodescendentes de ter feito uma coisa que não fez, só para justificarem uma "folga do playboy" e provocarem.
Já fizeram isso com o meu irmão. Estávamos no Capão Redondo, onde mora meu namorado (que é negro), e meu irmão só não apanhou porque meu namorado se meteu no meio e disse que "o mano era chegado".
Eu sei muito bem o que é racismo e o que não é. Não faço idéia no caso em questão das motivações da violência - essa sim explícita e condenável. Só não fico apontando o dedo e dizendo coisas sem ter certeza absoluta. Poderia ter sido um mendigo branco o agredido, poderia ter sido até um "playboy" espancado por outros "playboys". Se qualquer coisa que envolva um negro as pessoas vão por reflexo gritar racismo! racismo!, fica difícil pensar numa sociedade mais igualitária e tolerante. Sei que é uma situação revoltante essa covardia dos agressores, mas vamos acalmar os ânimos e pensar antes de entrar na voadora depois do fato já consumado. Se fosse na hora, e eu fosse homem, até eu entrava na voadora contra tamanha ignorância!
Um absurdo. O Brasil tá se transformando nos Estados Unidos da América (lado podre de lá). Se dizem sem preconceitos contra negros, latinos, muçulmanos, mas quando se trata desses descem o cacete, sem querer saber quem é o bandido e quem é o mocinho. Já ví e viví isto lá, como latino-amaricana e brasileira que sou. Esta é prá vc Hudson, que espero já esteja bem: Jesus Cristo disse aos seus algozes quando estava sendo crucificado: Tenha pena deles ó Pai, eles não sabem o que fazem. Grande Hudson, tenha pena deles, pois a justiça divina nunca falha, seja aqui na terra ou no plano espiritual. Fique com Deus meu querido. Que Ele abençoe a vc e à sua família. Beijos. Tô contigo.
Peço desculpas com antecedência, porque posso parecer arrogante, mas qual sua idade?
Não é fundamental saber a idade de ninguém quando não está havendo problemas nas comunicação, só que não estamos nos entendendo muito bem e calha de meu doutorado ser sobre ruídos na comunicação virtual entre diversas faixas etárias (e só para avisar, não estou dando carteirada acadêmica!). Posso mudar minha abordagem para que nos entendamos melhor. Tenho 26 anos, sou professora de Web Jornalismo e diversas vezes meus comentários são um pouco confusos, graças, entre tantas coisas, à velocidade incomum da comunicação na internet. Compreendo, portanto, quando o mesmo ocorre com outras pessoas.
Olha, você fala que meus questionamentos hipotéticos não são o que você suscitou na sua primeira fala, mas não é bem assim. Cito:
"Acaso alguém aqui consegue conceber a mesma situação acontecendo com um homem branco? Nada mais a dizer."
Você foi quem criou um situação hipotética primeira envolvendo um homem branco. O que fiz, mesmo que tenha me referido a outro comentário seu, foi demonstrar que consigo sim conceber a mesma situação acontecendo com um branco. Não posso mensurar as distinções entre as reações sociais referentes a cada caso, mas posso dizer que seria descabido alegar racismo numa agressão de brancos contra outro branco. E é aí que entram os pontos que defendi. Para enquadrar o espancamento como racismo não basta que o agredido seja negro, nem que os motivos pareçam óbvios frente a uma realidade de conflito racial - há que se ter provas. No caso do Hudson não há nenhum indício - pelo que foi apresentado aqui no site - de racismo. Vejo apenas acusações que soam "contaminadas" com preconceito (no sentido literal e não ideológico da palavra). Mas, para deixar bem transparente, pergunto: "você está afirmando que um dos supostos crimes cometidos contra o Hudson foi racismo?".
Eu não tenho doutorado e tenho mais de 26 anos. Jamais tive pretensão acadêmica na verdade (abandonei o PET, da Capes, que me pagava uma bolsa mais ou menos gorda para o nível de graduação; trabalho desde o segundo ano da faculdade).
Mas, por acaso, além da graduação em jornalismo, trabalho hoje com policiais civis. Não quero dar carteirada leiga. Mas a função deles (policiais civis) é investigar. Não trabalho como repórter há anos e jamais perdi a vontade de apurar histórias.
A acusação de racismo foi feita pela vítima. Ponto. Isso é um dado que você, mesmo querendo, não pode menosprezar - ainda mais sem investigar nada, como parece ser o caso.
Sabe aquela história de não poder dourar a pílula? Pois é. A denúncia da vítima é bastante grave. E há provas verificáveis que, se não endossam cabalmente a acusação de racismo, constituem, sim, indício que você afirma não existir.
Textualmente, conforme lemos nos "autos" de reportagens supostamente independentes, a vítima reclama ter sido vítima de racismo. Foi agredida por seis ou sete pessoas.
O jornalista, dono da festa, ouvido na delegacia e por repórteres, afirma "não conhecer" os agressores que formaram quadrilha contra ele. Devem ser transeuntes? Desconhecidos que se solidarizaram a um pedaço de carne supostamente roubada?
Não suponho que Hudson teve sequelas como uma mandíbula afundada e fotos que você pode verificar. Mas as supostas lesões na perna do jornalista dono da festa são uma reclamação que ele não quis que fossem verificadas em perícia. É direito dele, eu sei. Hudson se submeteu a perícia - prova técnica - mesmo depois de ser tratado como indiciado.
O que leva uma pessoa com mandíbula afundada e clavícula avariada ser, inicialmente, tratada como o indiciado de uma suposta história de tentativa de furto de um pedaço de carne?
Note que as testemunhas de Hudson não negam a história da garrafa. Quem nega conhecer os seis ou sete agressores é o jornalista. E o seu amigo, acho, engenheiro.
É indício suficiente de racismo, para além da circustância descrita? (Você afirmou não haver nenhum indício, logo, se policial fosse, julgo que sequer investigaria tal hipótese).
Correção: ao que parece, a autoridade policial não orientou Hudson a se submeter a perícia do serviço de segurança pública. Quem atesta o afundamento de mandíbula e a fratura de clavícula são os serviços de saúde (não reconheci o avental com o qual ele concede a entrevista).
Se correta a minha dedução, errou gravemente a autoridade policial ao negligenciar a colheita de prova técnica por peritos da SSPMG. O registro do serviço de saúde abre margem para que aleguem, sei lá, autoflagelação de Hudson.
A referência ao meu doutorado em curso foi em relação a uma falha de comunicação entre mim e o Hugo Albuquerque. Parece que esse desentendimento está indo um pouco além no seu comentário.
Eu posso sim "menosprezar" a acusação da vítima se essa acusação for de racismo. Porque a única coisa concreta no caso é uma agressão física.
Todos os detalhes que você dá só servem para caracterizar uma alegação inconsistente de inocência por parte dos acusados, mais nada. Quiçá atribuir um tratamento injusto por parte dos policiais envolvidos, que pode ou não estar relacionado a diversos outros fatores que não raça, como classe social, status, poder, enfim.
E acho engraçado você dizer que eu não investiguei nada para opinar quando o fiz tanto quanto qualquer um aqui. Baseio-me no material disponível e não em um inquérito detalhado.
Mudo de opinião assim que um fato novo atestar racismo factual e não hipotético.
E respondendo suas perguntas, reforço que não são indícios suficientes e que se eu fosse uma policial investigaria todas as acusações, dando prioridade ao óbvio: há uma pessoa ferida.
Não se pode afirmar não haver "nenhum indício" se existe acusação da vítima. Formal. Registrada. Até publicada pela imprensa.
Desqualifique o indício, mas não negue a existência dele. Tecnicamente, não se pode afirmar não haver uma coisa que está lá.
Pontuei outras coisas, eu sei. Se eu aponto em direção à lua, você pode não ver o satélite, mas o meu dedo. E, não, não investiguei nada, mas não me cabe afirmar não haver uma coisa que formalmente está registrada (pode não ser verdadeira). Paciência.
Você afirma que a "única coisa concreta no caso é uma agressão física". E que se "fosse uma policial investigaria todas as acusações, dando prioridade ao óbvio: há uma pessoa ferida".
Mas entende que pode, sim, menosprezar a acusação de racismo. Como o racismo se concretizaria numa agressão? (Se os agressores estivessem com capuzes à KKK, talvez?). Entendo que a prova objetiva, neste caso, seria, em tese, difícil.
Mas o que te faz pensar que uma vítima de agressão física (notória) possa ser tratada como indiciada numa delegacia e não como.... vítima?
Você não é uma policial, eu sei, mas uma jornalista especializada em ruídos. Que ruído foi esse entre a autoridade policial e a comunicação de agressão feita pela vítima?
Se acusação é indício, então, para você, há indício de que o Hudson estava bêbado e jogou uma garrafa contra um dos supostos agressores. Há indício de que esse suposto agressor apenas havia pedido para que o Hudson se retirasse e parasse de comer o churrasco:
"Júlio da Anunciação negou as agressões: "Apenas pedi que ele se retirasse e parasse de comer o churrasco, porque não era meu convidado. Ele (Hudson) estava completamente embriagado. Virei e ele jogou uma garrafa contra mim. Ela quebrou no chão, um caco provocou um pequeno ferimento no meu pé.""
Desqualifique-me dizendo que "posso estar olhando para o dedo", mas não negue que acabei de demonstrar que acusação não é indício.
Se negar, paciência.
o avental é da FHEMIG - Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, entidade que gerencia vários hospitais em BH, dentre os quais o Pronto-Socorro do Hospital João XXIII.
Quanto ao debate em si, o que tenho a dizer é que racismo não é só causado pelo "defeito de cor" da vítima, mas também por possíveis "defeitos de aparência" outros - chame-se isso de racismo social, etno-diferenciação, xenofobia (no sentido mais amplo, do medo do que é diferente) ou o que quiser.
Calhou da vítima aqui ser negra (podia ser um "quase branco quase negro de tão pobre", daria na mesma, e nisso discordo do Hugo), não "vestida de playboy", e não "sarada". O fato de não ser igual aos convivas do churrasco chamou a atenção e provocou uma violência absolutamente desproporcional.
Talvez o cara que disse que não bateu por racismo até pense mesmo que não estava sendo racista. Como na história do debate sobre o feminismo e os argumentos "pô, eu sou feminista, tenho mulher e filha, como posso ser machista?", outros do tipo "pô, eu não sou racista, tenho amigo preto" podem surgir. Isso não significa que ele não tenha sido racista naquela situação, com aquela pessoa. E, se foi (e eu acho que foi, pelo que parece), tem que responder por isso também.
Óbvio que a configuração do racismo vai ficar para um futuro e eventual processo, lembrando que a turma agressora é ligada à OAB. É sempre complicado fazer prova nesse sentido. Os penalistas podem me dizer se é possível uma inversão do ônus da prova nesse caso? Agradecido.
Sim, há a acusação (indicação, sinal, traço) de que Hudson estaria bêbado. Beber não é crime. É o que geralmente as pessoas fazem em bares, aliás. Se a embriaguês pudesse ser associada a uma conduta criminosa ou delitiva, como dirigir, seria fácil provar o fato - com a ressalva de que Hudson poderia recusar o exame, afinal a lei nos dá o direito de não produzir prova contra nós mesmos. No caso, beber num bar não diz nada sobre Hudson. Talvez diga sobre você.
Para o episódio da garrafa, há mais de uma versão e ambas convergem para o fato de que Hudson pegou o vasilhame. O jornalista afirma que a garrafa foi arremessada contra si, mas que a mesma "caiu no chão". Ele poderia provar o pequeno ferimento no pé. Não quis fazê-lo. É direito dele. Sim, há indício (indicação, sinal, traço) de que teria sofrido lesão corporal leve. Já te ocorreu que Hudson pode ter sido indicado justamente por esse suposto crime?
No mais, polemizar é bom. Faz pensar. É bom questionar. É bom ouvir o outro lado. É bom cruzar informação. É importantíssimo apurar. É fundamental ouvir a vítima, especialmente se você é uma jornalista. Sou mais velho e talvez tenhamos ruído na nossa comunicação.
Leonardo,
Também penso por aí: é preto e pobre, difícil separar as duas circunstâncias de um pedaço de carne. Mas o fato de uma pessoa com mandíbula afundada e clavícula fraturada ser tratada como indiciado, para mim, diz muito. E eu acho que é terrível, porque é o Estado que assim agiu, né? Havia um flagrante de lesão corporal grave. Colher a prova técnica é o proceder básico de uma autoridade policial. Note, aliás, que Hudson relata ter recebido apoio de um sindicato de policiais civis.
Acho honestamente que "racializar" todo e qualquer conflito é um caminho perigoso, é apostar no atrito que gera mais calor que luz.
Sem entrar no mérito da questão e sem ouvir as partes o que dá para notar é que houve uma agressão covarde ou uma reação desmedida e com força desproporcional a qualquer ato que o agredido possa ter feito, dado ao seu potencial de perigo para o grupo de sete jovens que provavelmente era zero. Portanto um caso clássico de covardia movida a alcool que diga-se de passagem tem um potencial enorme nesse tipo de conflito e que não foi explorado no post, porém agora no Brasil importamos a mania americana de desaguar tudo em racismo e intolerância.
Não existem mais bebâdos, malas, pitboys, covardões, valentões e outras tribos de arruaçeiros. tudo está sendo limitado a cor do sujeito. POsso relatar um fato verídico que aconteceu em Itaboraí-rj neste domingo 23/01:
O mestre de obras Sandro de 30 anos de idade, aproximadamente 1,90 de altura e aproximadamente 90 kg espancou um cidadão desocupado chamado Betinho que deve ter 1,60, uns 60 kg e uns 50 anos de idade. se os populares não acorressem a tempo provavelmente o desfecho seria trágico pois a violencia da agressão era desproporcional dada a fragilidade e o estado de embriaguez do tal do Betinho. Todos comentaram a agressão e a maioria achou que o Sandro estava certo, só acharam que era desnecessário pois apesar do bebado ser um mala a sua capacidade ofensiva se resumia a lingua afiada, ninguém levou para o lado racial até porque o Sandro é negro e o Betinho é branco caucasiano. Aqui apesar da discussão ficar a cargo de iletrados ao menos a principal fonte de energia da contenda foi bem lembrada por todos: o maldito alcool e suas nefastas consequencias. Porém se fosse ao contrário poderiamos afirmar que um pitboy agrediu um pobre negro franzino apenas porque o mesmo era negro e não o fato de ser um bebâdo chato - atenção!!!!, não estou chamando o Hudson de bebâdo chato, estou falando em motivação e reação desproporcional, separem os casos - que perturba a tudo e a todos e resumiriamos o caso apenas a uma agressão racial. Que se apurem os fatos e que se punam os culpados, mas PELOAMORDEDEUS vamos "desracializar" os fatos e ocorrrências a nossa volta, vamos nos ater a vilolência como um todo, já temos muitas brigas de classe no Brasil e não precisamos de mais essa.
Em tempo: Minha esposa é mulata, para os padrões norte americanos, negra.
rubem rodriguez gonzalez em janeiro 25, 2011 9:36 AM
Acho honestamente que "racializar" todo e qualquer conflito é um caminho perigoso, é apostar no atrito que gera mais calor que luz.
Sem entrar no mérito da questão e sem ouvir as partes o que dá para notar é que houve uma agressão covarde ou uma reação desmedida e com força desproporcional a qualquer ato que o agredido possa ter feito, dado ao seu potencial de perigo para o grupo de sete jovens que provavelmente era zero. Portanto um caso clássico de covardia movida a alcool que diga-se de passagem tem um potencial enorme nesse tipo de conflito e que não foi explorado no post, porém agora no Brasil importamos a mania americana de desaguar tudo em racismo e intolerância.
Não existem mais bebâdos, malas, pitboys, covardões, valentões e outras tribos de arruaçeiros. tudo está sendo limitado a cor do sujeito. POsso relatar um fato verídico que aconteceu em Itaboraí-rj neste domingo 23/01:
O mestre de obras Sandro de 30 anos de idade, aproximadamente 1,90 de altura e aproximadamente 90 kg espancou um cidadão desocupado chamado Betinho que deve ter 1,60, uns 60 kg e uns 50 anos de idade. se os populares não acorressem a tempo provavelmente o desfecho seria trágico pois a violencia da agressão era desproporcional dada a fragilidade e o estado de embriaguez do tal do Betinho. Todos comentaram a agressão e a maioria achou que o Sandro estava certo, só acharam que era desnecessário pois apesar do bebado ser um mala a sua capacidade ofensiva se resumia a lingua afiada, ninguém levou para o lado racial até porque o Sandro é negro e o Betinho é branco caucasiano. Aqui apesar da discussão ficar a cargo de iletrados ao menos a principal fonte de energia da contenda foi bem lembrada por todos: o maldito alcool e suas nefastas consequencias. Porém se fosse ao contrário poderiamos afirmar que um pitboy agrediu um pobre negro franzino apenas porque o mesmo era negro e não o fato de ser um bebâdo chato - atenção!!!!, não estou chamando o Hudson de bebâdo chato, estou falando em motivação e reação desproporcional, separem os casos - que perturba a tudo e a todos e resumiriamos o caso apenas a uma agressão racial. Que se apurem os fatos e que se punam os culpados, mas PELOAMORDEDEUS vamos "desracializar" os fatos e ocorrrências a nossa volta, vamos nos ater a vilolência como um todo, já temos muitas brigas de classe no Brasil e não precisamos de mais essa.
Em tempo: Minha esposa é mulata, para os padrões norte americanos, negra.
rubem rodriguez gonzalez em janeiro 25, 2011 9:37 AM
você tem toda a razão: o pior da história toda ficou a cargo da apuração. A função da polícia é investigativa, não julgadora. Tinha que ouvir as duas partes, proceder aos exames de corpo de delito de todo mundo (não deixa de ser irônico que quem poderia tê-lo feito se negou a fazer e que quem precisava tê-lo feito foi impedido de fazer, se eu entendi bem), redigir o BO e pronto.
De mais a mais, algumas outras considerações:
- Não se trata aqui (pelo menos não da minha parte) de julgar quem quer que seja, mas de analisar uma situação ocorrida. Aparecendo fatos novos, a gente pode ter outra visão. Julgamento tem que ser feito é na Justiça, e aí paga quem tem que pagar e é absolvido quem tem de ser absolvido. O que não pode é tapar o sol com a peneira e pensar que tá tudo bem, porque não é o caso.
- Rubem, não acho que no Brasil haja briga de classes demais. Ao contrário, e o caso do Hudson mostra isso com clareza, o que há demais é a incapacidade de se tratar os conflitos, sejam eles de classe ou de qualquer outra natureza. Se existe conflito, o que o Estado tem de providenciar é o foro adequado de resolução desse conflito.
Mesmo que o Hudson tenha entrado no buteco pelado segurando seu pênis e xaqualhando com os dizeres: "Vai uma linguiçinha aí?", ainda assim não justifica o espancamento e a omissão dos policiais que efetuaram o B.O.
O que me preocupa é a razoável possibilidade destes "cidadãos" saírem impunes... Afinal, estamos numa era onde, na sociedade, o dinheiro dita as regras... Mesmo assim, pelo menos isto aqui eu assino.
Eu fiquei bastante incomodado pelo fato de uma pessoa com lesão corporal grave sair apenas e tão somente como indiciada, possivelmente na história de um suposto "roubo de churrasco seguido de lesão no pé", que o fulano, ao final, não quis que fosse periciado. Imediatamente, lembrei-me de outra história.
Talvez a incomodação e lembrança tenham feito eu subir uma oitava no tom com a Maria Paula - e seguem aqui minhas desculpas a ela.
O vídeo abaixo é um caso que rolou há uns três ou quatro anos. É chocante (tirem as crianças da sala). Curiosamente, a vítima da pancadaria policial é uma negra. Poderia ser uma pobre branca, admito. Mas é uma negra. O duro é saber que é o Estado fazendo isso.
Um jornalista apurou a matéria depois de o vídeo cair no You Tube. O comandante do Batalhão alegou que o policial foi ameaçado com uma faca (percebam que ele está, de fato, com uma faca na mão) e "talvez tenha exagerado no emprego da força". Sim, o comandante disse "talvez".
O praça não foi punido, mas transferido para o policiamento de outra área da cidade. Eu acho que no mínimo ele tinha que se submeter a tratamento psiquiátrico, compreender onde errou e só depois teria condições de voltar às ruas. Mas assim é o Estado.
A mulher que apanha a valer foi procurada e localizada, mas preferiu não falar com a reportagem. Alguns comentaristas do You Tube entendem que ela tinha mesmo que apanhar dessa forma. Como não se revoltar?
Hahaha! Enquanto espero o Idelber me responder, vou "trollar".
Eu me divirto com o Fábio Carvalho. Esse é o SEU "modus argumentandi", Fábio?
Tentar ridicularizar uma pessoa que apenas disse compreender que a internet é um veículo de comunicação tão falho quanto qualquer outro?
Veículo que coloca em contato pessoas com diferentes babagens culturais, educacionais, intelectuais, biológicas e tals?
Mas a pergunta que não quer calar é: "Se os agressores se autodeclararem negros, o crime de racismo não existe?".
Acho que a polícia tem que perguntar primeiro pro IBGE...
E acho que você se dizer mais velho só piora pro seu lado, porque pelo que inferi do discuro da Maria Paula, é de se esperar certa confusão argumentativa em uma faixa etária não adulta; quando ela ocorre "depois dos 26", o negócio complica.
Mas sempre é tempo de aprender!
Abraços.
Euclides F. Santeiro Filho em janeiro 25, 2011 6:49 PM
Se mesmo com RACISMO sendo crime previsto EM LEI fazem isso. Imagina a HOMOFOBIA?
BRasil é o país da impunidade,crueldade e injustiça. (Aliás, esses agressores aí não são Bacharéis em Direito,não?)
Se tem uma coisa que causa urtiga nos que se dizem saber tudo é aquilo que chamamos de Racismo Institucional.
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Aqui no Brasil há esta peculiaridade, Muitos acreditam que Racismo Institucional não existe.
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A turma sabe tudo adooooooooooooooora dizer que são fatos isolados.
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Fico até imaginando a turma do "deixa disso" analisando o caso do companheiro Eduardo Rosa no link a seguir: http://eduardo-rosa.blogspot.com/2011/01/reaja-ou-sera-morto-reaja-ou-sera-morta.html
Eu vinha comentar que só porque um bando de pitboys detestáveis era racista não se podia estender a acusação a um país inteiro... Mas eis que me deparo com sua caixa de comentários, com pessoas defendendo que a culpa é da vítima (?!) pois teria provocado, e que não teria nada a ver com o fato da vítima ser negra.
Porque, assim, já vi muito playboy bancar o penetra inconveniente e ser enxotado de festas, mas nunca ser espancado por sete pessoas, a ponto de necessitar de hospitalização. Mas, claro, isso não tem nada a ver com a questão da cor...
Olha, eu estava errado. Somos, como sociedade, racista pra caralho.
Igor,
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É capaz de sermos cumplíces da vítima Hudson, também como culpados, e irmos a julgamento sumário.
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É claro e evidente que nada se generaliza, mas não existe sociologicamente a expressão "parte da sociedade é racista". O correto mesmo é dizer que nossa sociedade é racista, dizemos isso e não dizemos que todos são racistas(Nunca ouvi alguém dizer que "parte de nosso povo é acolhedor", sempre leio que nosso povo é acolhedor). Mas eles não entendem, já querem nos processar por a tal "generalização" que só eles enxergam.
Sou branca, mas já sofri o infortúnio do preconceito por ser pobre, quando namorei um rapaz cujos pais moravam na Vila Madalena, São Paulo.
Se diziam estudados, espiritualizados, politizados e informados, e diziam que eu estava alí 'dando o golpe do Baú'.
Já ví injustiça de todo tipo, mas a agressão física é a mais DIRETA que se pode sofrer.
Assino a monção e rezo para que minha mãe, morena, mestiça brasileira, parda, nunca sofra uma agressão.
Quanto a polícia brasileira, deixa muito a desejar, uma vez fui assaltada, e fui fazer um BO, simplesmente ouvi: "Não te bateram? Não te estupraram? Então tá aqui pra quê?", quem dá trabalho pra eles é bandido, se você tá lá dando trabalho, é assim que vai ser tratado! Pobre Brasil.
Renata Irene Saladino Pais
rg.25.293.950-5
cpf.176.527.148-77
Renata Irene Saladino Pais em janeiro 26, 2011 11:21 PM
Renata,
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Perfeito, você sofreu preconceito em razão da pobreza e ponto. Nunca em razão da branquitude.
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Um negro pobre sofre o dobro. E quando não é pobre sofre por se negro.
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A probabilidade de aparecer aqui pessoas trazendo nomes dos tais casos isolados para me rebater é grande. Basta esperar
Assino a moção de repúdioo ao ato de violência sofrido por Hudson Carlos de Oliveira. E acrescentar que atos como esse estão se tornando cada vez mais comuns, e fica evidente o descaso das autoridades com isso, é o racismo e o preconceito tomando conta da nossa sociedade.
Teófilo Josué Alecrim da Costa Vieira em janeiro 28, 2011 12:56 PM
Assino a moção de repúdioo ao ato de violência sofrido por Hudson Carlos de Oliveira. E acrescentar que atos como esse estão se tornando cada vez mais comuns, e fica evidente o descaso das autoridades com isso, é o racismo e o preconceito tomando conta da nossa sociedade.
Arapoti - PR
Teófilo Josué Alecrim da Costa Vieira em janeiro 28, 2011 12:57 PM
Hudson foi espancado porque é negro. Negro é sinônimo de bandido na sociedade brasileira, como bem disse um dos agressores entre socos e pontapés no rosto da vítima. Isso tem que acabar. Faço apelo a Janice Ascari e Tulio Vianna para que não deixem isso passar, mais uma vez, (impune) em branco.
O racismo velado no país é repugnante. Quando acompanhado de covardia gratuita e de descaso das autoridades, é sinal que caminhamos por caminhos tortuosos, enquanto sociedade.
Assino a moção, desejando não ser mais assombrado por estes fatos vergonhosos e covardes.
Marcos Alexandre Silva
Jornalista de agroeconomia
Juiz de Fora/ Lavras - Minas Gerais
Infelizmente nada ira mudar nesse nosso Brasil inquanto nao houver educacao e sentido de uniao. Nos todos que somos pobres, negros ou brancos que ja sofremos discriminacao e agressao devemos nos unir para lutar contra 400 anos de escravidao, 25 anos de ditadura militar, nada de democracia. Vamos a luta que ninguem, mas ninguem deve ser julgado por clase social, raca ou credo.
Vamos a luta companheiros
Também assino a moção. É inadmissível qualquer ato de violência, ainda mais uma de tal covardia. Pessoas com títulos acadêmicos, que se dizem mais cultas e inteligentes, diante desse ato, deveriam perder suas licenças profissionais.
Leandro Pereira de Sousa em janeiro 30, 2011 7:19 PM
Eu, como belorizontina, entristeco-me ao ficar sabendo que infelizmente os chamados belorizontinos da elite social branca ainda discrimina e até agride, se for necessário, para se defenderem da presenca da gentalha mestica ou negra. Está na hora de crescer, minha gente, o mundo está mudando, principalmente o Brasil está mudando. Descriminacao é crime!!!!!!!!!
Assino a mocao.
Angela Alves-Randig, Köln, Alemanha, 02.02.11
Eu, como belorizontina, entristeco-me ao ficar sabendo que infelizmente os chamados belorizontinos da elite social branca ainda discrimina e até agride, se for necessário, para se defenderem da presenca da gentalha mestica ou negra. Está na hora de crescer, minha gente, o mundo está mudando, principalmente o Brasil está mudando. Descriminacao é crime!!!!!!!!!
Assino a mocao.
Angela Alves-Randig, Köln, Alemanha, 02.02.11
Fico chocada com a recorrência de demonstrações de brutalidade, descontrole, irracionalidade, desrespeito e violência que tenho visto nos últimos dias. O caso de Ice Band, o caso do morador de rua agredido recentemente em São Paulo (http://glo.bo/fYToz2), o caso dos policiais pernambucanos que gravam vídeos de humilhação a presos ("Que polícia é essa?" > http://bit.ly/g1qIgL). É tudo muito assustador.
Faço questão de assinar a moção:
Joana Francisca Pires Rodrigues
Recife-pe
@joanafpires
OLÁ CARISSIMOS AMIGOS E AMIGAS ,AGRADEÇO O APOIO DO DEBATE QUE ACONTECEU SOBRE MINHA AGRESSÃO,DIZER QUE CONHECENDO AS LEIS NO BRASIL A AGRESSÃO QUE SOFRI NÃO VAI DAR EM NADA!SE QUEM MATA NO TRANSITO NÃO VAI PRESO ,QUEM MATA NOSSO POVO COM ASSINATURAS DE CORRUPÇÃO NÃO VAI PRESO,QUEM MATA NAS MAIORIA DAS FAVELAS BRASILEIRAS NÃO VAI PRESO ENTÃO SUPONHO QUE ESTE CIDADÃO VAI SAIR IMPUNE,ESTOU ME RECUPERANDO BEM MAS O TRAUMA CONTINUA POIS É SABEDORIA POPULAR QUE NÃO SE FERE COBRA A AGRESSÃO ATRASOU UM POUCO DA MINHA VIDA E TRAUMATIZOU AS FAMILIAS MINEIRAS VISTO QUE TRABALHO NA FAIXA DE GAZZA DAS PERIFERIAS MINEIRAS MEDIANDO CONFLITOS,TENHO TIDO MUITOS CONSELHOS ALGUNS REVOLTOSOS QUEREM A CABEÇA DE JULIO E SEUS COMPARSAS OUTROS ME PEDEM PACIÊNCIA E QUE EU TENHA FÉ NA JUSTIÇA ESTA MESMA JUSTIÇA QUE UMA PESQUISA DA FUNDAÇÃO GV DISSE QUE COM O BRASILEIRO JA ESTA SEM CRÉDITO A MUITO TEMPO,ESTOU RETOMANDO MINHAS ATIVIDADES ARTISTICAS COM O INTUITO DE MINIMIZAR O TRAUMA,FUI VITIMA DE RACISMO SIM E DE PRECONCEITO SIM E ELES NÃO PRECISARAM ME DIZER ISTO...EU VI NOS OLHOS DELES E SENTI NA CARNE A FORÇA DE SEUS PUNHOS..FUI COVARDEMENTE ATACADO, A GARRAFA SÓ PEGUEI NO INTUITO DE ME DEFENDER E QUE CAIU QUANDO TOMEI O PRIMEIRO SOCO,TENHO MUITA RAIVA DESTE JULIO QUE ME COLOCOU NESTA SITUAÇÃO ,HOJE NÃO TENHO QUE RESPONDER SÓ VCS MAS TODO MUNDO QUE ENCONTRO,MESMO AGREDIDO AINDA TENHO QUE PROVAR QUE NÃO FUI O CAUSADOR DA BRIGA,O JÚLIO CONTINUA TRABALHANDO NA OAB SEÇÃO MG COM MAIS UM BANDO DE.........QUE NÃO SE POSICIONARAM DE FORMA NENHUMAE ESTÃO TRANQUILO ENQUANTO A VIOLÊNCIA NÃO BATER EM SUAS PORTAS ...ACREDITAR SÓ EM DEUS NA FAMILIA E NOS AMIGOS E AMIGAS QUE ESTÃO SOFRENDO COMIGO E NO MEU PROJETO DE VIDA ....SÓ LEMBRANDO VEJA NO CODIGO PENAL A PENA POR LESÃO CORPORAL!! MULTA OU PRESTAÇÃO DE SERVIÇO! LEIS FEITA POR HOMENS SÃO LEIS FALHAS..ACREDITO EM DEUS QUE DISSE FILHO MEU A VINGANÇA PERTENCE A MIM!UM ABRAÇÃO PRO DONO DO BLOG E SEUS ADMIRADORES SOU ICE BAND 41 ANOS CONTRARIANDO AS ESTASTISTICAS DA VIOLÊNCIA BRASILEIRA E MINEIRA VIVÃO E VIVENDO NAS QUEBRADAS DA SERRA ,SEM TRETA E SEM GUERRA EM BUSCA DE PAZ E FRATERNIDADE PRO PLANETA TERRA E CONSCIÊNCIA AOS VERMES QUE SÓ FAZEM PESO NA TERRA.
OLÁ CARISSIMOS AMIGOS E AMIGAS ,AGRADEÇO O APOIO DO DEBATE QUE ACONTECEU SOBRE MINHA AGRESSÃO,DIZER QUE CONHECENDO AS LEIS NO BRASIL A AGRESSÃO QUE SOFRI NÃO VAI DAR EM NADA!SE QUEM MATA NO TRANSITO NÃO VAI PRESO ,QUEM MATA NOSSO POVO COM ASSINATURAS DE CORRUPÇÃO NÃO VAI PRESO,QUEM MATA NAS MAIORIA DAS FAVELAS BRASILEIRAS NÃO VAI PRESO ENTÃO SUPONHO QUE ESTE CIDADÃO VAI SAIR IMPUNE,ESTOU ME RECUPERANDO BEM MAS O TRAUMA CONTINUA POIS É SABEDORIA POPULAR QUE NÃO SE FERE COBRA A AGRESSÃO ATRASOU UM POUCO DA MINHA VIDA E TRAUMATIZOU AS FAMILIAS MINEIRAS VISTO QUE TRABALHO NA FAIXA DE GAZZA DAS PERIFERIAS MINEIRAS MEDIANDO CONFLITOS,TENHO TIDO MUITOS CONSELHOS ALGUNS REVOLTOSOS QUEREM A CABEÇA DE JULIO E SEUS COMPARSAS OUTROS ME PEDEM PACIÊNCIA E QUE EU TENHA FÉ NA JUSTIÇA ESTA MESMA JUSTIÇA QUE UMA PESQUISA DA FUNDAÇÃO GV DISSE QUE COM O BRASILEIRO JA ESTA SEM CRÉDITO A MUITO TEMPO,ESTOU RETOMANDO MINHAS ATIVIDADES ARTISTICAS COM O INTUITO DE MINIMIZAR O TRAUMA,FUI VITIMA DE RACISMO SIM E DE PRECONCEITO SIM E ELES NÃO PRECISARAM ME DIZER ISTO...EU VI NOS OLHOS DELES E SENTI NA CARNE A FORÇA DE SEUS PUNHOS..FUI COVARDEMENTE ATACADO, A GARRAFA SÓ PEGUEI NO INTUITO DE ME DEFENDER E QUE CAIU QUANDO TOMEI O PRIMEIRO SOCO,TENHO MUITA RAIVA DESTE JULIO QUE ME COLOCOU NESTA SITUAÇÃO ,HOJE NÃO TENHO QUE RESPONDER SÓ VCS MAS TODO MUNDO QUE ENCONTRO,MESMO AGREDIDO AINDA TENHO QUE PROVAR QUE NÃO FUI O CAUSADOR DA BRIGA,O JÚLIO CONTINUA TRABALHANDO NA OAB SEÇÃO MG COM MAIS UM BANDO DE.........QUE NÃO SE POSICIONARAM DE FORMA NENHUMAE ESTÃO TRANQUILO ENQUANTO A VIOLÊNCIA NÃO BATER EM SUAS PORTAS ...ACREDITAR SÓ EM DEUS NA FAMILIA E NOS AMIGOS E AMIGAS QUE ESTÃO SOFRENDO COMIGO E NO MEU PROJETO DE VIDA ....SÓ LEMBRANDO VEJA NO CODIGO PENAL A PENA POR LESÃO CORPORAL!! MULTA OU PRESTAÇÃO DE SERVIÇO! LEIS FEITA POR HOMENS SÃO LEIS FALHAS..ACREDITO EM DEUS QUE DISSE FILHO MEU A VINGANÇA PERTENCE A MIM!UM ABRAÇÃO PRO DONO DO BLOG E SEUS ADMIRADORES SOU ICE BAND 41 ANOS CONTRARIANDO AS ESTASTISTICAS DA VIOLÊNCIA BRASILEIRA E MINEIRA VIVÃO E VIVENDO NAS QUEBRADAS DA SERRA ,SEM TRETA E SEM GUERRA EM BUSCA DE PAZ E FRATERNIDADE PRO PLANETA TERRA E CONSCIÊNCIA AOS VERMES QUE SÓ FAZEM PESO NA TERRA.