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quinta-feira, 13 de janeiro 2011

Paulo Bernardo, a regulação da mídia e o novo Ministério das Comunicações

Em dezembro, alguns dias antes da confirmação de Paulo Bernardo, enviei um tuíte celebrando o “cheiro de araucária” num renovado Ministério das Comunicações, de “tato e firmeza”. Estas duas características, aparentemente contraditórias, são as que considero fundamentais para o Ministério neste momento histórico. O petista paranaense assumiu aquela que será a pasta politicamente mais difícil do novo governo, e tudo o que vi até agora do Ministro—a quem acompanho há algum tempo—fortalece a minha ótima expectativa inicial. Ele esteve ontem no programa 3 por 1, apresentado pelo jornalista Luiz Carlos Azedo. Os outros entrevistadores eram Elvira Lobato, da Folha de São Paulo, e Samuel Possebon, da Revista Teletime.

paulo_bernardo.jpg



Já de cara, me chamou a atenção uma declaração de Paulo Bernardo acerca do debate que envolve a regulação da mídia: não podemos controlar o grau de beligerância com que vai se dar essa discussão. A tendência, sabemos, é que se acentue a beligerância. Por um lado, grande parte da mídia brasileira tem horror a ouvir falar de “regulação”, e faz o possível para associar a ideia à “censura”, mesmo que já seja amplamente sabido que regulação não tem absolutamente nada a ver com controle prévio do que pode ou não ser publicado ou mesmo televisionado. Por outro lado, na base de sustentação do governo, há uma compreensível tendência a se radicalizar: produto da frustração com décadas de mídia concentrada e alinhada com os mais poderosos. Essa radicalização tem levado, em algumas comarcas, a estratégias que considero equivocadas, como a de se criticar a cautela do Ministro com o tema, como se o governo estivesse se acovardando.

A referência à experiência argentina e sua ley de medios pode ser uma rica comparação, mas pode também nublar, mais que esclarecer, caso essa experiência vire um fetiche. Nos últimos dias, ao ver no Twitter a pergunta o Ministro é ou não é a favor da ley de medios? tive a sensação de que muitas vezes não se sabe muito bem do que se está falando quando se evoca a lei argentina. Afinal de contas, todos os principais elementos da lei—limitação à propriedade cruzada na mídia, limitação à concentração, regulamentação do direito de resposta, criação de uma agência reguladora—têm sido tratados com bastante clareza pelo Ministro. Faltando a paciência para se ler a íntegra da lei argentina linkada acima, que se leia pelo menos um breve resumo. Ver-se-á que o encaminhamento da discussão pelo Ministro está contemplando a essência do que se convencionou chamar "ley de medios".

Esses temas voltaram a aparecer na entrevista da TV Brasil, na qual o Ministro: 1) defendeu o fim das concessões de rádios e TVs para deputados e senadores (apesar da compreensão de que isso seria de dificílima aprovação no Congresso); 2) defendeu a redução do grau de concentração de propriedade da mídia, com a ressalva de que o governo não pode quebrar contratos e não pode enviar ao Congresso leis de efeito retroativo—ou seja, qualquer ajuste teria que ser feito no momento de renovação das concessões; 3) defendeu a constituição de uma agência que opere com autonomia e que se encarregue da regulação da mídia.

Merece todo apoio a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) que move Fábio Konder Comparato contra o Congresso Nacional, pela não regulamentação dos artigos da Constituição de 1988 que lidam com o tema. Mas apoiá-lo, e forçar o governo Dilma à esquerda, não implica pressupor que Paulo Bernardo “tem medo da Globo”, inclusive porque essa leitura se nutre de uma falsidade disseminada pela própria mídia dos oligopólios, a de que o Ministro teria “enterrado” o projeto de regulação preparado por Franklin Martins (quando, na verdade, ele simplesmente disse o óbvio, que o projeto deve ser discutido pela sociedade!).

O Ministro confirmou que a orientação da Presidenta Dilma é que se trate com atenção o tema das rádios comunitárias—uma área na qual o governo Lula poderia ter se saído melhor. Paulo Bernardo também falou longamente sobre o Plano Nacional de Banda Larga, reiterando a possibilidade de parceria entre a Telebras, o BNDES e os pequenos provedores para uma massificação considerável do acesso à internet a bons preços (R$30 a R$35).

A expectativa deste blog para o setor é positiva. A estratégia deve ser o aprofundamento das iniciativas de democratização, mas sem simplismos que sugiram que o governo está se acovardando cada vez que o Ministro coloque o tema em debate com tato e ponderação. Radicalizemos nós, aqui embaixo, quando for o caso. Mas, de preferência, com a cabeça no lugar. Este jogo vai durar bem mais de 90 minutos.



  Escrito por Idelber às 05:41 | link para este post | Comentários (29)


Comentários

#1

Apesar do falatório da grande imprensa sobre estimular concorrência e acabar com os monopólios quando se pensa em discutir seu próprio oligopólio vem-se com o sagrado direito à liberdade de imprensa(confundindo-o propositalmente com o direito à liberdade de expressão). Ou seja, concorrência no mercado dos outros(princialmente de fornecedores ou de ramos que não têm o costume de anunciar) é meta a ser perseguida, no caso dela é perseguição.

Ailton em janeiro 13, 2011 8:08 AM


#2

Idelber, o que quer dizer "redução do grau de concentração de propriedade da mídia"?

On a side note: Quando o assunto é regulação de mídia, Globo, Folha, Veja e outros veículos de grande circulação são os menores problemas que o país tem (ainda que concordemos que a qualidade do jornalismo deixa a desejar). Os pequenos jornais do interior, as retransmissoras de TV, as concessões de rádio, enfim, a mídia mais capilarizada e sobre a qual há menor vigilância são os maiores responsáveis pela desinformação e pela manipulação no país. São esses veículos que constroem a carreira política dos oportunistas que assaltam o Estado brasileiro pela beirada. Acho uma pena que, nesse aspecto, o Ministro já se declare vencido na primeira quinzena de governo.

Rafael em janeiro 13, 2011 8:29 AM


#3

Perfeito, Idelber, muito oportuno esta sua postagem.
Alguns blogs que se dizem simpáticos ao governo sairam falando, na primeira semana (!!) do governo Dilma, que Paulo Bernardo se acovardara sobre essa questão, conforme voce disse. Devem ter imaginado que o Ministro fosse falar de regulação da mídia de peito aberto, nos primeiros dias do novo governo, sem antes alinhavar politicamente a proposição preparada.
Realmente, acho que não entendem absolutamente nada do processo político de um governo.

Cláudio Freire em janeiro 13, 2011 9:12 AM


#4

Idelber obrigada por suas análises profundas e racionais. É muito importante ressaltar o papel de desinformação que cumprem os pequenos jornais, as retransmissoras e as rádios do interior. Você tem razão elas são enormemente responsáveis pela desinformação do povo.Gostei do comportamento ponderado e firme do Ministro. É preciso cautela e coragem. Adoro seu Blog e os que você indica para visita. São variados e de qualidade excelente. Ao contrário de outros Blogs em que se encontra sempre os mesmos...

Ignez em janeiro 13, 2011 10:11 AM


Milton Ribeiro em janeiro 13, 2011 10:47 AM


#6

Rafael,

É a proibição da denominada "propriedade cruzada" dos meios de comunicação. Ou seja, um mesmo grupo é dono de jornal, rádio e TV. A matéria da Elvira Lobato, na Folha de S. Paulo desta quinta-feira (13), aborda o assunto. Destaco dois trechos:

"O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) defendeu ontem a proibição de que um mesmo grupo tenha simultaneamente rádio, jornal e TV numa mesma região do país (...)

O texto [do anteprojeto deixado pelo ex-ministro Franklin Martins], segundo ele, propõe que não sejam autorizadas concessões de rádio ou TV a grupos que já tenham empresas de mídia na mesma região do Brasil. Ele se declarou a favor da restrição. Bernardo defendeu que seja dado um prazo para a adaptação dos grupos empresariais que já possuem mídia impressa e radiodifusão na mesma localidade.

No entendimento do ministro, há concentração excessiva, sobretudo no mercado de TV: "Há centenas de empresas no mercado, mas quatro ou cinco concentram mais de 90% da audiência".

No mais, o ministro Paulo Bernardo também diz defender a proibição de que parlamentares tenham concessões de rádio e TV (distribuídas pelo Congresso Nacional. Atualmente, segundo ele, 61 políticos, entre deputados federais e senadores, têm concessões. Ele não disse se o veto valeria também para deputados estaduais, vereadores, prefeitos, governadores etc e tal (que você corretamente aponta como problema - e que eu concordo).

Nessa turma dos 61, podemos citar Fernando Collor (AL), Sarney (MA), José Agripino Maia (RN), Tasso Jereissati (CE), ACM Jr. (BA), Jayme Campos (MT), Nelson Proença (RS), Romero Jucá (RR), entre outros. Este último, que foi líder do governo Lula, acaba de abocanhar mais concessões em Roraima.

Além de Elvira Lobato, repórter da chamada grande mídia que há tempos publica matérias importantes, com apurações detalhadas sobre as concessões para políticos, outra referência sobre o tema é Venício Lima, que escreve regularmente para o Observatório da Imprensa.

Fábio Carvalho em janeiro 13, 2011 11:08 AM


#7

Realmente, na questão das rádios comunitárias, o governo Lula deixou muito a desejar. Eu chegaria a dizer que ele foi um fracasso completo nessa área: pouquíssimas rádios foram legalizadas, e a maioria continua sendo lacrada pelo Dentel e tendo seus integrantes presos. Espero que esse quadro melhore na gestão do ministro Paulo Bernardo.

André Pessoa em janeiro 13, 2011 11:09 AM


#8

"e trate com atenção o tema das rádios comunitárias—uma área na qual o governo Lula poderia ter se saído melhor."

Tá de sacanagem né, Idelber?

Você diria que FHC "poderia ter se saído melhor" ao criminalizar os movimentos sociais (sob forma de leis, ações policiais e políticas do estado)?

Pois se no geral esse ambiente melhorou e muito no governo Lula, as rádios comunitárias ficaram como exceção. Lula manteve durante seus 8 anos de mandato a mesmíssima política de perseguição, fechamento e criminalização de rádios comunitárias do governo FHC. Inclusive com o mesmo perfil de ações violentas da Polícia Federal, desencadeadas pelo lobby de coronéis locais. E estes mantiveram também o mesmo poder de interferência ilegal nos processos de formalização de rádios, que acabavam rolando por anos no Ministério.

--

ps. Sei que o post não é exatamente sobre isso, mas é o tipo de coisa que precisa ser comentada. Se se quer que o governo Dilma avance sobre as deficiências da gestão Lula, não dá pra ficar nessa idolatria acrítica. O governo Lula foi bom no geral, muito bom em diversas áreas, mas péssimo em outras, e no caso das rádios comunitárias, foi repugnante.

E só pra me antecipar, não vamos aqui querer equiparar com a criação de leis e regulamentações sobre a mídia, que necessitam de intenso jogo político no congresso pra irem adiante. Rádios comunitárias são política de ministério e assim como o governo Lula soube ignorar a lei (de FHC) que proíbe a desapropriação de terras pra reforma a agrária em áreas antes ocupadas, assim como barrou o processo de criminalização dos movimentos sociais, poderia ter feito o mesmo com as rádios comunitárias, com o mesmo custo político, mas não o fez. E merece todas as críticas do mundo por isso e não tapinha nas costas.

JG_ em janeiro 13, 2011 11:45 AM


#9

JG_, puxão de orelhas aceito. Realmente, no campo das rádios comunitárias o governo Lula foi muito mal. Não há o que rebater aí.

Ignez, obrigado. É verdade o que você diz: quando falamos de manipulação da mídia, tendemos a pensar em Globos e Vejas, mas o quadro no interior do Brasil é aterrador. Políticos controlando feudos comunicacionais, usando suas propriedades na área para ter um virtual monopólio da fala e assassinar reputações etc.

Mas Rafael, não entendi por que o Ministro "já se declarou vencido na primeira semana"... Continuo entendendo essa linha de análise.

Abração a todos,

Idelber em janeiro 13, 2011 2:57 PM


#10

Dizer que o governo Lula "poderia ter se saído melhor" no caso das rádios comunitárias é um baita eufemismo. O governo Lula não fez nada pelas rádios comunitárias, e a polícia federal continua fechando rádios a torto e a direito em todo o país.

E o ministro dizer que "não é possível controlar o grau de beligerância nessa discussão" não significa que ele DEFENDA a beligerância, ao contrário de setores da esquerda que querem simplesmente a destruição da grande imprensa.

A se destacar o fato de que a Folha de S. Paulo, por não ter rádio e TV, tem tido mais independência para noticiar a propriedade privada dos meios de comunicação.

Marcus Pessoa em janeiro 13, 2011 3:01 PM


#11

Em tempo, gostei bastante da indicação de Paulo Bernardo e da maneira como isso aconteceu: Dilma colocou um gestor público competente no comando de um ministério que, talvez, finalmente ganhe o caráter central que sempre precisou ter. O PNBL é fundamental para o desenvolvimento econômico do país e a grande questão é o o modo como ele será construído - e aí entram questões que vão desde os custos até as garantias da liberdade na rede. A questão da administração dos Correios nem se fala.

No que concerne às pautas gerais da pasta, rádios comunitárias precisam ser legalizadas para ontem e de um modo geral, melhor do que comprar brigas em termos de quebras de contrato - que podem sim acontecer, posto que em vários casos é flagrante como eles não estão atendendo sua função social, mas a questão aqui é o custo político -, seria mais inteligente criar mecanismos que facilitassem os mecanismos de concessão de canais de Televisão e estações de Rádio, dentro de um cenário de expansão da Internet em Banda Larga.

Hugo Albuquerque em janeiro 13, 2011 4:33 PM


#12

Marcus, é muito sagaz a sua observação no terceiro parágrafo, de que a ausência de propriedade cruzada, no caso do grupo Folha, tem possibilitado a publicação de alguns textos informativos sobre o tema. Não tenho grandes querelas com as matérias feitas por Elvira Lobato. Elas têm sido, no geral, honestas.

Suponho que você não esteja sugerindo, depois de ler este post, que eu seja a favor da beligerância nesta discussão. Ou que eu esteja dizendo que o Ministro a defende. Neste tema, acho que alguma beligerância é, pra resumir a história, inevitável. O que não quer que devamos contribuir com ela.

Continuo desconhecendo a existência de setores políticos que defendam a "destruição" da grande imprensa. Inclusive porque ela, com a exceção da Globo, não é tão grande mais assim. Abraços.

Idelber em janeiro 13, 2011 5:29 PM


#13

Concordo totalmente com sua análise. Não vejo acovardamento nenhum do governo ou do ministro. É um assunto difícil, tende a provocar muito confronto, e precisa ser tratado com tranquilidade, sem açodamento. O tal blogueiro que falou em "medo da Globo" por parte de Bernardo já recuou hoje... Seus posts me parecem conter muito ressentimento da Globo, onde trabalhou. O grande jurista Comparato também declarou esperar que Dilma não se acovarde... Por que uma guerreira, que passou tudo o que ela passou, se reconstruiu e chegou à Presidência da República com todos os méritos, se acovardaria? O governo dela tem 13 dias apenas... Por que a pressa?!... No momento oportuno ela, o ministro e demais responsáveis promoverão a regulação da mídia.

Sonia Amorim em janeiro 13, 2011 8:33 PM


#14

Oi, Sonia, obrigado por me chamar a atenção para o post novo do PHA sobre o caso. Não é um blog que eu leia com regularidade mas, como ele tem se pronunciado bastante sobre o tema, e é muito lido entre a base do governo, dei uma lida no site dele ontem, antes de fazer o post. Continuo não entendendo muito as pessoas que o seguem--ele desdisse hoje o que disse anteontem. Ora, Paulo Bernardo não "começou" a falar da bendita "ley de medios". O Ministro não cita essa expressão nunca, mas tem falado de todos os componentes do que seria uma lei assim.

E no trecho

Hoje, não faz sentido impedir que uma empresa de televisão ou jornal opere em milhões de plataformas que a digitalização abriu. Como impedir que o New York Times – para não descer ao Brasil … – como impedir que o jornal impresso New York Times tenha o melhor site noticioso do mundo?

creio que há um equívoco. Pelo que entendo das declarações do Ministro sobre proibição de propriedade cruzada na mídia, obviamente esta não implica que um jornal não possa ter o seu site. Só implica que uma mesma família não pode ser dona de jornal, rádio e TV.

Idelber em janeiro 13, 2011 8:45 PM


#15

Por falar em imprensa, eu me pergunto onde estão as centenas de especialistas em direito constitucional hondurenho que proliferaram no Brasil. O Congresso daquele país está no rumo de aprovar a reeleição e ninguém diz nada?

Patrick em janeiro 13, 2011 11:38 PM


#16

Patrick, fantástico o seu destaque para a reforma constitucional em Honduras. O golpista Porfírio Lobo está promovendo exatamente a mesma reforma que foi o pretexto para a deposição do presidente Zelaya. Vamos aguardar o que diz o "especialista em constituição hondurenha" Ronaldo Azevedo.

André Pessoa em janeiro 14, 2011 8:36 AM


#17

Muitos analisam as palavras do Ministro Paulo Bernardo, como uma estratégia para na lentidão com que o assunto vai ser tratado, empurrar para o próximo mandato, a difícil solução deste tema. Será?
http://easonfn.wordpress.com

Eason Nascimento em janeiro 14, 2011 9:32 AM


#18

Depois do biodisel, agora a grande monocultura de laranja.

Fortunato em janeiro 14, 2011 1:03 PM


#19

"Continuo não entendendo muito as pessoas que o seguem--ele desdisse hoje o que disse anteontem."

Idelber, eu partilho do não-entendimento.
O responsável pelo blog humorístico Conversa Afiada é um franco imbecil, de posições, para falar muito pouco, EXTREMAMENTE maleáveis.

Carlos Cardoso em janeiro 14, 2011 1:45 PM


#20

Idelber,

Eu discordo de quase tudo nesse texto, porque a avaliação que faço do Governo Lula e das perspectivas do atual quanto à área de Comunicação é muito, mas muito diferente da sua. Prevejo, para o setor, um governo tão catastrófico quanto foi o de Lula.

Contudo, uma contestação decente necessita de um texto longo, coisa impossível de fazer agora, viajando e em meio às férias.

No momento, fico apenas com uma ressalva: acho importante dizer que a ação do Comparato foi barrada no STF e só foi à frente porque um partido político chamado PSOL topou reapresentá-la.

Outros partidos que se declaram a favor da democratização da comunicação poderiam ter feito o mesmo - mas não o fizeram.

Rafael Fortes em janeiro 14, 2011 8:38 PM


#21

Rafael, obrigado. Seria bacana ter sua avaliação do caso em algum momento. Eu também ando "mezzo ativo mezzo férias". Forte abraço.

Idelber em janeiro 14, 2011 9:58 PM


#22

Tomara que saia mesmo alguma coisa boa desse debate, mas é muito difícil porque a grande imprensa e muitos políticos poderosos têm interesses em não mudar as regras do jogo.
E diga-se de passagem, muita gente comentou nos EUA que a retórica inflamada da direita seria responsável pelo atentado no Arizona, mas quase ninguém chamou atenção para o fato que a grande mídia americana [Fox principalmente] e o partido republicano deram legitimidade inédita a esse discurso de extrema direita, que existe há muito tempo mas ganhou poder de influência inédita. A mídia que atua sem responsabilizar-se pelo que faz tem, portanto, um triplo papel nocivo extremamente perigoso: o de soterrador de questões importantes, o de levantador de questões inexistentes e o de legitimador de discursos extremistas conspiratórios.

Paulo Moreira em janeiro 15, 2011 4:46 AM


#23

A grande mídia é só "a Globo"? Não é construtivo tentar rebaixar a influência que a Veja possui negligenciando seu alcance. Queira ou não, ainda é uma poderosa formadora de opiniões. Não há como passar batido um milhão e duzentos mil exemplares por semana, e quase a metade das páginas em propaganda das maiores marcas empresariais.

E vai ser difícil realmente convencer que se trata de uma "regulamentação" e não censura, o que não é "amplamente sabido" de forma alguma.

fortunato em janeiro 15, 2011 6:32 PM


#24

Num sei não, mas desconfio que parte da culpa das rádios comunitárias terem se desenvolvido pouco no governo Lula é do ministro Hélio Costa (PMDB-MG), que é um sujeito que defende a manutenção da "mídia" nas mãos das oligarquias...

Essa regulação é realmente necessária - e é preciso mais fiscalização, já que está óbvio que a Constituição não está sendo respeitada pelas concessionárias de TV e rádio - mas não será algo muito fácil de se conseguir. O alcance da "mídia" é grande, e eles têm grande poder de mobilização das massas. Não será muito fácil mostrar que "focinho de porco não é tomada"... Infelizmente. Mas eu acho que dá. Vamo lá!

Bárbara em janeiro 15, 2011 11:06 PM


#25

Excelente! Estou finalmente voltando para o Brasil (de novo)e o momento nao poderia ser melhor. Que delicia ver este pais com vontade de melhorar, e melhorando.

Ananda em janeiro 16, 2011 12:04 PM


#26

Caro Idelber, é consabido, porém nunca é demais repetir, que, o compadrio, as relações não institucionais e as atávicas relações incestuosas entre o público e privado em terras brasilis, bem explicam a verdadeira estrutura de poder construído pela imprensa, que, mais se assemelham e muito bem podem ser denominadas de capitanias hereditárias midiáticas em nossos país.

A Vênus Platinada (REDE GLOBO) é apenas e tão somente o mais emblemático exemplo de oligopólio político da desinformação a serviço da perene e histórica estrutura de poder autoritário, que, ainda perdura em nosso país.

A esse respeito, cabe rememorar E INDAGAR, o que antes do GOLPE DE 1964, representava a Organização Roberto Marinho no setor de rádio e de comunicação de uma maneira geral deste país?

Esse grupo possuía o Jornal O globo, a Rádio Globo e, há cerca de um ou dois anos, adquiriu a Rádio Eldorado, do Rio de Janeiro, e também uma pequena estação de Petrópolis, se não me engano a Rádio Imperial.

E só. Depois de iniciadas essas démarches com
um grupo estrangeiro (TIME LIFE APÓS O GOLPE DE 1964), que já lhe remeteu oficialmente 8 bilhões de cruzeiros, e através de filmes mais dois, três ou quatro bilhões, a TV Globo partiu para inaugurar sua estação de televisão no Rio de Janeiro. Comprou em São Paulo a TV Nacional, a TV Paulista, canal 5, a Rádio Nacional, a Rádio Excelsior, a TV Bauru; adquiriu em Porto Alegre uma estação de rádio [...] e adquiriu em Recife [...] cinco estações de rádio [...] E mais do que isso [...]

DESTARTE,A SOCIEDADE BRASILEIRA PRECISA, EFETIVAMENTE SER INFORMADA, QUE NÃO BASTAM APENAS REFORMAS PONTUAIS NA LEI DE COMUNICAÇÕES, POIS NO TOCANTE AS MEDIDAS CONTRA OS OLIPÓLIOS. À MEU VER, SÓ ATRAVÉS DE UMA REFORMA POLÍTICA PODERREMOS NUM FUTURO PRÓXIMO, CORTAR PELA RAIZ OS FUNDAMENTOS SOCIAIS, CULTURAIS E POLÍTICOS QUE HISTÓRICAMENTE ALICERÇAM AS SUAS SÓLIDAS ESTRUTURAS E DÃO APOIO ECONÔMICO E POLÍTICO A SUA CONTINUIDADE E, INFELIZMENTE AO SEU APROFUNDAMENTO, QUE, AINDA HOJE CONSTATAMOS.


FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
OAB/RN. 7318

FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO em janeiro 16, 2011 7:41 PM


#27

É cedo. É muito cedo para apontar. Se Bernardo tem uma missão, não lhe cabe declará-la, para não assustar os atingidos. Mas que a Dilma precisa dar algum sinal de que "ainda" é de esquerda, ah!, isso precisa. Muita, mas muita gente já está desconfiando horrores da ideologia dela. E se este apoio lhe faltar, babau.

Tomás em janeiro 18, 2011 11:50 PM


#28

Adorei o seu post sou Petista .luto todos os dias pela liberação do Aborto.alguns me chama de louca,enquato voz eu tive vou postar no meu arremedo de bloguer e meu twitter para que juntos quem sabe seremos ouvidos,vou te adicionar em meus favoritos e Parabens

rebeca perez silva em janeiro 20, 2011 9:57 PM


#29

Adorei o seu post sou Petista .luto todos os dias pela liberação do Aborto.alguns me chama de louca,enquato voz eu tive vou postar no meu arremedo de bloguer e meu twitter para que juntos quem sabe seremos ouvidos,vou te adicionar em meus favoritos e Parabens

rebeca perez silva em janeiro 20, 2011 9:58 PM