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segunda-feira, 10 de janeiro 2011
Talvez seja hora de rebatizá-lo "O Sonho Sul-Americano", por Arianna Huffington
Tradução de Paula Marcondes, revisão de Idelber Avelar. Original aqui, do dia 22/12/2010.
Ontem, escrevi sobre o principal “ganho” da minha viagem à América do Sul - como Chile e Brasil, os dois países que estou visitando, em questões chave como derrotar a pobreza, têm transcendido a desgastada divisão entre esquerda e direita, na qual os Estados Unidos parecem estar irremediavelmente se afundando.
Após um tempo no Chile, peguei um avião para o Brasil, que está em meio a uma expansão econômica --o boom brasileiro. É um boom ainda mais notável porque os problemas do Brasil foram vistos como intratáveis durante muito tempo: alta inflação, alta taxa de criminalidade, desigualdade social, alta taxa de natalidade. É como a velha piada, que dizia: "O Brasil é o país do futuro--e sempre será." Bem, o futuro finalmente chegou.
A virada começou com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, um ex-ativista sindical, de esquerda. Quando ele assumiu o cargo, a elite do país temia uma versão brasileira de Hugo Chávez. Mas ele se mostrou menos um ideólogo que um pragmático. "Eu não sou esquerda ou direita", dizia ele. "Sou metalúrgico." Agora, preparando-se para deixar o cargo no próximo mês, ele sairá com uma taxa de popularidade de 80,5%.
Durante seu tempo no cargo, o número de brasileiros que vivem na pobreza caiu de 49 milhões para pouco menos de 29 milhões. Embora o Brasil ainda tenha uma das maiores disparidades de renda do mundo, o país está à beira de atingir o nível mais baixo da desigualdade já registrado em sua história.
De acordo com um estudo coordenado por Marcelo Neri, que dirige o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, entre 2001 e 2009, a renda per capita dos 10% dos brasileiros mais ricos cresceu 1,5% ao ano, enquanto a renda dos 10% mais pobres cresceu 6,8%. "O aspecto mais surpreendente dos dados", Neri disse quando jantamos na noite de domingo, "é que a maioria dos grupos historicamente mais desfavorecidos, incluindo os negros e aqueles que vivem no norte do Brasil, experienciou o maior crescimento de renda."
Entre os outros grandes sucessos presididos por Lula: os salários subiram mais de 5% durante seus dois mandatos; o desemprego foi reduzido pela metade; os jovens estão permanecendo mais tempo na escola; a taxa de inflação passou de 12,5% ao ano para 5,6%; as exportações mais que triplicaram; e o Brasil é agora a oitava economia do mundo, a caminho de crescer 7,5% este ano.
"Os números são fortes", disse Nelson Barbosa, secretário executivo do Ministério da Fazenda, disse no almoço da terça-feira, "mas devemos julgar o sucesso das políticas econômicas não só pelos números, mas pelo impacto que elas têm sobre o cotidiano das pessoas."
Eu tive uma pequena amostra desse impacto hoje, quando visitei uma das escolas que faz parte do Projeto Guri, um programa em grande parte financiado pelo governo, e criado para ensinar música a crianças na sua maioria carentes. Eu fui a uma apresentação de 40 crianças. Falando com elas depois, fiquei tocada ao ouvi-las falarem sobre como o programa--e o vínculo com a música--havia mudado suas vidas. Algumas descobriram a disciplina. Algumas exploravam uma nova paixão pela música. Algumas falaram sobre como o programa lhes ajudou a permanecer longe de situações de risco em bairros perigosos. Uma menina se encheu de lágrimas, me contando como os alunos se tornaram uma família uns para os outros. "Muitas dessas crianças", me disse um dos professores de música, "trocaram as armas por instrumentos musicais. E os professores têm substituído os traficantes de drogas como os seus modelos."
Um dos programas mais bem-sucedidos de combate à pobreza é a iniciativa do "Bolsa Família". Nesse programa, as famílias pobres recebem diretamente uma quantia em dinheiro (através do uso de cartões de débito) se continuarem a cumprir determinados requisitos, como mandar os filhos à escola e garantir que eles consigam vacinação periódica e revisões médicas. Mais de 12 milhões de famílias estão inscritas no momento.
O programa, que Lula ampliou quando tomou posse, foi quase universalmente defendido pelos candidatos de todo o espectro político na última eleição. E foi exportado para vários países-- incluindo os EUA, onde é ele modelo para o "Oportunidade NYC", em Nova York.
Como no Chile, grande parte da melhoria econômica do Brasil se dá porque o governo criou condições que permitem que o setor privado prospere. Como disse Marcelo Neri: "Temos mantido um equilíbrio--combinando compromisso público agressivo para enfrentar as questões sociais com responsabilidade financeira e o respeito pelo que o setor privado pode fazer."
Franklin Martins, o Ministro da Comunicações que está de saída, reiterou isso. "Um dos grandes sucessos de Lula", ele disse, "foi fazer de certas questões, como o combate à pobreza, parte de uma agenda nacional compartilhada - aceita como tal pelos dois maiores partidos políticos. Isso inclui compromisso com uma moeda sólida e com o tipo de crescimento econômico que nos permita cumprir a nossa meta de aumentar a inclusão social. Essa obrigação de ajudar nossos pobres não é mais limitada a um determinado partido.” De fato, durante a última campanha, o candidato conservador à sucessão de Lula pediu um 13º salário para o "Bolsa Família"--na verdade, tentando ser mais lulista que o partido de Lula.
Durante o jantar na casa do Armínio Fraga, no Rio, com sua esposa e dois filhos (que estão fazendo doutorado em Nova York), o compromisso de reduzir a pobreza e o sofrimento surgiu como um objectivo aceito tanto por Armínio, que era o Presidente do Banco Central do Brasil durante o governo conservador que antecedeu Lula, e sua esposa, Lucyna, que tem trabalhado incansavelmente para a Amigos do Renascer, uma ONG que ajuda a fornecer acesso a cuidados de saúde para crianças carentes. "Quando Armínio era presidente do banco", Lucyna me disse, "nós tivemos a primeira arrecadação de fundos para o Renascer aqui em casa." Isso pode não ser notável nos EUA, mas no Brasil, onde a filantropia ainda não é tradicionalmente uma grande parte da cultura, foi notável--colocando os holofotes sobre as vidas dos milhões que estavam fora do radar das elites do país.
É por isso que eu queria especialmente conhecer Milu Villela, a maior acionista do Banco Itaú, o segundo maior banco no Brasil, que tem sido pioneira na promoção da filantropia e do voluntariado--especialmente entre os jovens do Brasil. "Desde 1995", ela disse, "o voluntariado tem sido a minha vida. Criei um centro de voluntários e fiz contato com centenas de empresas e indivíduos no Brasil, pedindo que ele dessem algo de volta às artes, à educação ou ao meio- ambiente. Temos um longo caminho a percorrer."
Entre todas as mudanças no Brasil, a mais transformadora é o número de pessoas que entraram na classe média. Entre 2003 e 2009, 29 milhões de pessoas deram esse passo na escada socioeconômica, e mais da metade da população é hoje considerada de classe média. Como coloca um estudo intitulado "A Nova Classe Média Brasileira": "O Brasil está se tornando uma nação de consumidores, comprando carros, computadores, e casas a vista ou a crédito." De fato, há 1.000 novos carros nas estradas todos os dias só em São Paulo (o lado negativo desse consumismo robusto: o tráfego na cidade é horrível. A infra-estrutura exaurida não acompanhou o boom econômico). Como resultado dos bons tempos econômicos, os brasileiros têm uma visão extremamente otimista sobre seu futuro.
Na verdade, em muitos aspectos o Brasil se tornou um negativo fotográfico dos EUA. Os brasileiros estão cada vez mais vivendo o sonho americano de mobilidade ascendente, enquanto quase dois terços dos estadunidenses não acreditam que seus filhos irão viver uma vida melhor do que eles. "Você conversa com as famílias aqui", disse Armínio Fraga, "e há um senso real de orgulho sobre como seus filhos estão melhores que eles. Você ouve coisas como: 'Eu não tenho computador, mas a minha filha tem.'"
Talvez seja hora de rebatizá-lo o Sonho Sul-Americano.
Mesmo se os EUA permanecerem atolados em sua velha batalha da esquerda contra a direita, países como Chile e Brasil estão reconhecendo que eles não podem alcançar o crescimento econômico e a estabilidade política sem ajudar milhões de pessoas a se moverem da pobreza para a classe média.
Minha jornada na América do Sul deu uma dimensão global à minha antiga crença de que esquerda versus direita é um enquadramento irremediavelmente do século 20. A divisão do século 21 está se desenhando como Norte versus Sul--com o nosso lado cavando o lado errado da história.
Escrito por Idelber às 19:59 | link para este post
| Comentários (20)
#1
Olá Idelber!
Sem qualquer partidarismo, gostaria apenas de tocar em um ponto do texto: o projeto Guri.
Tive a honra de conhecer a Beth Parro, idealizadora, executora e coordenadora do projeto alguns anos atrás. Exatamente na época em que passaram a perna na coitada...
O projeto nasceu em 1995, graças a luta dela, que comprou fiado instrumentos musicais, foi à luta pra conseguir dindim... ele cresceu, tornou-se um dos projetos mais admirados do Estado.
Quando puxaram seu tapete, o projeto tinha sobra de caixa, para você ter uma ideia...
Portanto, não cabe ao Estado o privilégio dos frutos do Guri. Em memória a essa fantástica mulher, faço questão de colocar isso aqui, aliás, um dos inúmeros motivos que me faz ter muita preguiça dos políticos!
Abraço,
Adriana Torres
Adriana Torres em janeiro 10, 2011 8:45 PM
#2
Vc não abriu espaço para comentários no post seguinte referente ao grande R.A.
Tudo bem, mas, os seus argumentos são precários e mostra a sua raiz petista. Vc não vai falar dos passaportes dos lullinhas?
Uma aula pra esquerdista:
Sou vacinado contra a canalhice intelectual que consiste em defender a irregularidade, o malfeito ou o indecoroso acusando o crítico de “preconceituoso”. Trata-se de um notável refúgio da vigarice moral. A ser assim, haveremos um dia de reprimir as transgressões cometidas apenas por homens brancos, heterossexuais e católicos - gente que não poderia, em suma, chamar em sua defesa qualquer “minoria” organizada. R.A.
Estou enganado, ou esta é aquela mesma Dilma que, na crise dos cartões corporativos, mobilizou a Casa Civil para produzir o dossiê contra FHC e Ruth Cardoso? Estou enganado ou está é aquela mesma Dilma a quem Israel Guerra, filho de Erenice, chamava de tia? Estou enganado, ou esta é aquela mesma Dilma que chamou seu próprio apagão de blecaute, preferindo atacar, ora vejam…, o governo FHC? Estou enganado, ou esta é aquela mesma Dilma do programa Minha Casa, Minha Vida, talvez o maior golpe publicitário da história republicana?
Vc tem muito que aprender pra chegar um pouco perto do R.A.
Vc deveria ler o manual do perfeito idiota do Vargas, entendeu?
Acho que todo esquerdista levou uma lavagem cerebral na FACULIDADE, dominada pelo PC do B.
Pedro Costa em janeiro 10, 2011 9:07 PM
#3
Fiquei bem surpreso com as declarações do Fraga jogador de golfe. Não espera tais opiniões num país tão sectarizado quanto o nosso. Pensei que estivesse ainda preso lá atrás, no passado.
Milton Ribeiro em janeiro 10, 2011 9:08 PM
#4
Fiquei bem surpreso com as declarações do Fraga jogador de golfe. Não espera tais opiniões num país tão sectarizado quanto o nosso. Pensei que estivesse ainda preso lá atrás, no passado.
Milton Ribeiro em janeiro 10, 2011 9:09 PM
#5
Pedro Costa, você se considera um dos leitores mais "inteligentes", mais "burros" ou "medianos" do RA?*
Suponho que o que você citou aqui é uma das melhores passagens escritas pelo RA,já que você se propõe a dar "lições".
Pergunto isso só para os outros leitores deste blog poderem ler o que VOCÊ escreveu e poderem julgar o nível do blog do RA POR CONTA PRÓPRIA. Particularmente, não dou a mínima.
*obs:Não quero um discussão sobre "o que é inteligência?", você deve ter uma opinião sobre as próprias capacidades.
joselitus_maximus em janeiro 10, 2011 10:22 PM
#6
Pedro Costa: O post anterior é uma crítica a algo que o R.A. disse, mas nem é referente a ele - não, ele não é o foco do post do Paulo, quando muito um exemplo de um certo tipo de argumento sobre uma questão muito maior. E o que diabos este post tem a ver com uma medida que não beneficia exclusivamente os filhos do Lula? Vai trollar mal assim lá longe.
Hugo Albuquerque em janeiro 11, 2011 2:10 AM
#7
Do mesmo modo que o Milton Ribeiro, fiquei também (agradavelmente) surpreso com as declarações do Armínio Fraga sobre a situação atual do país.
E não é só isso. Tenho percebido uma mudança de humor (para melhor) em relação ao governo Dilma. Medidas como o plano de ocupação das fronteiras pelo Exército e até mesmo a questão da retirada do crucifixo do gabinete dela foram bem recebidos até mesmo por parte dos 3% que detestam o governo Lula.
André Pessoa em janeiro 11, 2011 4:31 AM
#8
Valeu idelber e paula pela tradução deste artigo. A gente já sabia de tudo isso, mas é bom ver que o norte começa a reconhecer que talvez tenha algo a aprender com o sul!
aiaiai em janeiro 11, 2011 8:56 AM
#9
Esquerda nos EUA? existe esquerda nos EUA? ah sim, James Petras e Noam Chomsky.
Marinho em janeiro 11, 2011 10:21 AM
#10
Texto do Safatle na FSP de hoje sobre a Comissão da Verdade, acho que tem a ver:
VLADIMIR SAFATLE
Dois demônios
FSP
O atual ministro da Defesa, Nelson Jobim, presta um desserviço ao país com suas declarações sobre a Comissão da Verdade. Ao afirmar que a comissão deveria apurar também as ações de grupos de luta armada contra a ditadura, o ministro reforça a ideia de que a violência de um Estado ditatorial contra a população e a violência de cidadãos contra tal Estado são equivalentes.
Tal colocação vem coroar uma semana na qual ouvimos o ministro de Segurança Institucional dizer que não é motivo de vergonha o desaparecimento de presos políticos.
Afirmações dessa natureza baseiam-se na chamada "teoria dos dois demônios": malabarismo retórico de quem acredita que "excessos" foram cometidos dos dois lados e que, por isso, melhor seria deixar o passado no passado.
Tal sofisma foi rechaçado por todos os países. Não por outra razão, o Brasil é mundialmente citado como exemplo negativo no que diz respeito ao dever de memória e ao trato dos direitos humanos.
Um dos fundamentos da democracia ocidental consiste no direito de resistência. Em última instância, ele afirma que toda ação contra um Estado ilegal é uma ação legal.
O filósofo liberal John Locke lembrava que assassinar o tirano não era crime, pois homens livres não se submetem a grupos que tomam o poder pela força e impõem um regime de exceção e medo.
Foi baseado nesse conceito que, por exemplo, os resistentes franceses não foram considerados criminosos, mesmo tendo perpetrado sabotagens e ações violentas contra outros franceses, colaboradores do nazismo. O problema é que há pessoas no Brasil que estão aquém até mesmo de um conceito liberal de democracia.
Por outro lado, com suas afirmações, o ministro da Defesa esconde tacitamente o fato de que os integrantes da luta armada envolvidos nos chamados "crimes de sangue" já foram julgados. Eles não foram beneficiados pela Lei da Anistia, de 1979. Por isso continuaram na prisão mesmo após essa data, fato que o pensamento conservador nacional faz de tudo para acobertar.
Ou seja, os únicos anistiados foram os responsáveis por terrorismo de Estado.
Por fim, vale lembrar que, contrariamente a outros países sul-americanos, não existiam grupos de luta armada no Brasil antes da ditadura militar. Eles foram o resultado direto do fechamento das vias políticas de transformação.
Por isso, aos que se contentam em repetir chavões como "temos que construir o futuro, o importante é isso" devemos lembrar que país nenhum construiu o seu futuro sem acertar contas com os crimes do passado.
A exigência de justiça é como a razão, segundo Freud: ela pode falar baixo, mas nunca se cala.
VLADIMIR SAFATLE escreve às terças-feiras nesta coluna.
Leo Vidigal em janeiro 11, 2011 11:52 AM
#11
Pena que, na conclusão, a dona parece ter se revelado refém de um tipo de visão da realidade na qual há sempre um embate, uma oposição. Pra que falar de Norte x Sul? Esse antagonismo sugere um pensamento de preocupação com a perda da hegemonia americana, sei lá. Só conseguem ver o resto do mundo como países ameaças ou aliados? Nunca como parceiros ou amigos?
No mais, vale como testemunho de fora para as cousas buenas feitas pelo governo Lula.
Rubão em janeiro 11, 2011 12:08 PM
#12
Muito decepcionante o texto, pelo que se espera da Arianna Huffington.
Em uma análise das mudanças no Brasil atual, enaltece e se emociona com o trabalho de ONGs, como se estas já não estivessem mudando a vida de pobres desde o piores tempos de Sarney ou Collor. Um jeito bem gringo de enxergar "a essência das coisas mudando" em países de terceiro mundo, e definitivamente equivocado.
Fora isso, o texto é só um resumão que poderia ter sido escrito baseando-se em versões da história contadas por Le Monde, The Economist, The Guardian e afins. Não precisava ter vindo aqui pra conversar só com as fontes oficiais e com crianças atendidas por ONGs.
Tem ainda a já velha bobagem de dizer que esquerda e direita já não existem mais, como se as políticas que ela mesma elogiou não fossem absolutamente de esquerda. Não avaliando por exemplo que o candidato de oposição não seria louco de, numa eleição contra o sucessor de um presidente com 80% de aprovação, se mostrar contra um dos seus projetos de maior sucesso, mesmo que antes esse mesmo candidato, seu partido e sua base aliada fossem veementemente contra.
Enfim, é legal relembrar os grandes avanços da Era Lula (até janeiro ainda é permitido), que em parte sobrepõem as muitas e muitas falhas desses oito anos. Estou com uma boa expectativa de que a Dilma vai fazer eu dar mais valor ao voto que lhe dei. E quanto à Arianna, acho que é melhor ficar com as análises sobre os EUA mesmo.
JG_ em janeiro 11, 2011 12:46 PM
#13
Concordo com o JG,
o texto da Arianna é fraquinho...
Ramiro Conceição em janeiro 11, 2011 6:15 PM
#14
Em tempo ainda:
reler o texto do Ricardo Lins Horta “Para você, eleitor indeciso”, publicado nesse blog em 19.10. 2010. O texto da Arianna desaparece...
Ramiro Conceição em janeiro 11, 2011 6:35 PM
#15
Taí. JG falou e disse.
Rubão em janeiro 11, 2011 6:47 PM
#16
Um comentário levemente off-topic: apesar da importância da Ariana e seu Huffington Post como contraponto à esmagadora direita americana, a defesa feita por ela ao movimento anti-vacinação só pode ser qualificada como ignorante, irresponsável e perigosa.
Sci em janeiro 12, 2011 11:31 AM
#17
"Sobre o òbvio" - Darcy Ribeiro
Marcelo Job em janeiro 12, 2011 2:20 PM
#18
Essa vai pra o grande joselitus_maximus :
Meu irmão o cara com um nome desse só pode ser PHD; pense numa inteligência arretada!
Meu amigo vc é uma autarquia; vc é um caminhão carregado de dicionários; vc é uma carroça de cheia de livros de Física e Matemática; vc deve ser descendente de Newton!
O problema é que vc não falou sobre os passaportes dos lullinhas!
Fala, fala, fala!
Vcs da esquerda são muito engraçados: não tem um sério?
Pedro Costa em janeiro 14, 2011 6:41 PM
#19
Não, Pedro, não tem nenhum que você vá achar sério. Agora veja, como funciona a coisa, você que é tão inteligente:
se você quer discutir um tema na internet, vá a um sítio onde possa encontrar outras pessoas com a predisposição de discutir o mesmo tema. Captou?
Talitha em janeiro 29, 2011 2:30 AM
#20
O lulismo tá ajudando todo mundo a ter mais fé no capitalismo.
wesley em fevereiro 2, 2011 12:15 AM