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Um weblog anti-apocalíptico sobre polí­tica, música, futebol e literatura.



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 Decalogo do Blogueiro


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segunda-feira, 05 de maio 2008

Maio de 68 e jabás

Grosso modo, os 40 anos de Maio 68 produziram três reações:

1) “Maio 68 é responsável por todos os males que vivemos hoje: falta de autoridade, relativismo absoluto, crise dos valores”;

2) “Maio 68 é responsável por todas as conquistas das quais o presente pode se gabar: pluralismo, direitos das minorias, laicismo, anti-autoritarismo”;

3) “Maio 68 teve coisas geniais e coisas estúpidas”.

A pior, a mais medíocre, conformista, ignorante e reacionária é obviamente a terceira.


Acompanhei de perto a enxurrada de textos sobre maio de 68 em vários países. Adivinhem onde encontrei o texto mais brilhante. Alan Pauls, mestre como sempre. Leia o texto de Alan e depois confira, no caderno especial (link para assinantes) da Folha de São Paulo, a sucessão de exemplos do que ele chama de “reação medíocre e conformista” ao legado de Maio 68.

*************************************

Jabás vários:

Por iniciativa da extraordinária escritora anglo-egípcia Ahdaf Soueif, e com o apoio de sumidades literárias como Chinua Achebe, John Berger, Mahmoud Darwish, Seamus Heaney e Harold Pinter, inicia-se na quarta-feira, dia 07 de maio, o Festival Literário da Palestina, que levará à Cisjordânia um belo time de escritores. Do material de divulgação do evento: “reconhecendo as dificuldades que os palestinos enfrentam, sob ocupação militar, para viajar em seu próprio país, o festival viajará rumo a seu público, em Jerusalém, Ramallah, Jenin, Belém.” Mais detalhes do site do festival. Salam, Ahdaf.

Você se interessa por quadrinhos? Chegou o blog que vai abafar neste tema. Senhoras e senhores, HQ e Cultura, do meu amigo Afonso Andrade. Bem-vindo à blogosfera, Afonso.

Outro leitor histórico, Alexandre Nodari, também se rendeu à blogagem e inaugura um espaço que merece seu bookmark desde já. Boas vindas também ao Cultura e barbárie Consenso, só no paredão.

Nas minhas andanças por aí, achei mais um blog que me impressionou muito pela qualidade do texto. Bookmark também no Histórias do Brasil. O post sobre a Copa de 1974 é um primor.

Já é de conhecimento da comunidade blogueira musical, mas talvez algum leitor do Biscoito ainda não saiba: Mestre Tom Zé anda blogando a mil (acho que cheguei lá pela primeira vez via Animot).

Para se entender o México e a cultura mexicana, tão diferente da nossa, há um livro fundamental: La jaula de la melancolía. Acabei de inteirar-me de que o seu autor, o grande Roger Bartra, já está blogando há oito meses.

E aí vai uma idéia que seria interessante aproveitar no Brasil: Cuento mi libro, o primeiro vídeo blog de escritores latino-americanos (via Oliverio Coelho que, apesar do sobrenome, não é brasileiro, mas argentino).

Boa navegação.



  Escrito por Idelber às 19:22 | link para este post | Comentários (30)



domingo, 20 de abril 2008

Um breve agradecimento e alguns palpites

Se você habita Blogolândia há mais de três anos, provavelmente já ouviu falar daquele que eu apelidei aqui, carinhosamente, de Deus. Convidado a palestrar por esta chiquérrima universidade – que concentra, sem dúvida, o maior número de imberbes de terno e gravata do planeta –, tive a oportunidade de conhecer Deus pessoalmente.

Deus é Fábio Sampaio, o responsável direto pelo fato de que você possa ler e escrever no Biscoito em condições de total conforto, segurança, tranqüilidade e privacidade. Webmaster, ás da tecnologia, um dos maiores conhecedores de Movable Type do mundo, o Fábio há anos cuida dos bastidores do blog e resolve todos os problemas que aparecem com rapidez e competência alucinantes. Por fim, pudemos nos conhecer.

Acabamos indo juntos para a Grande Meca passar o dia. Para os que admiram o trabalho do Fábio, aí vai a notícia: trata-se de um grande cervejeiro! Ales, ambers, lagers, ele traça todas. Com o dia belíssimo e o sol brilhando em Nova York, optamos por uma Summer Ale no Bryant Park, enquanto repassávamos futebol, política, tecnologia e blogs, entre boas risadas. A Summer Ale dos novaiorquinos foi aprovada: ótimas textura, consistência, sabor e aroma. Depois, rodízio brasileiro na Rua 39: alcatra, maminha, lombo, cupim, carneiro, lingüiça, frango, coração e picanha para fazer qualquer vegetariano benzer-se três vezes.

Foi um dia memorável nessa que ainda é a minha cidade favorita, a mãe de todas as urbes. Mais uma vez, lembrei-me do que realmente faz a diferença em Blogolândia: a possibilidade de conhecer gente interessante e divertida. Valeu, Fábio.

PS: Ao falar do Fábio, não posso deixar de agradecer também outro pioneiro que possibilitou a existência deste blog: Nemo Nox, que desenhou o layout original que você vê aqui e me ajudou enquanto eu dava os primeiros passos, em 2004. Minha próxima visita a Nova York será em outubro, e dessa vez arrastaremos também o Nemo, que trabalha em Washington. Sim, este blog já entrou em cena auxiliado por pioneiros da internet brasileira.

PS 2: O juiz era Luiz Carlos da Silva, mas mesmo assim o Galo foi bravo e está nas finais do Campeonato Mineiro.

PS 3: Não poderei assistir os jogos decisivos dos Estaduais aí no Brasil, mas deixo meus palpites: acho que em São Paulo dá Palmeiras e no Rio dá Botafogo. Em São Paulo, o Biscoito torce pela Ponte Preta e celebrou a sua vitória sobre o time-empresa do Guaratinguetá.



  Escrito por Idelber às 04:02 | link para este post | Comentários (21)



sábado, 12 de abril 2008

Perguntinha para passar o tempo

Na saída para o aeroporto, procurando pela nonagésima vez os meus óculos escuros perdidos em algum canto da casa, veio-me de novo a convicção de que eu não posso comprar óculos de qualidade. Eu os perderia em menos de duas semanas e morreria de raiva. Ou seja, se você tem vergonha de amigos que usam óculos escuros de 8 dólares, nunca me convide para um programa diurno. Lembrei-me de um parente, que uma vez me disse: não tenho o menor respeito por quem gasta dinheiro comprando o papel higiênico mais caro do supermercado. Acho isso uma viadagem inominável.

Aí me veio a idéia de um meme idiota para que vocês passem o tempo aqui enquanto eu viajo e me recupero da gripe: qual é o produto com o qual você não aceita gastar mais que o estritamente necessário? No meu caso, as respostas são, pelo mesmo motivo, "óculos escuros" e "guarda-chuva". Papel higiênico de qualidade, para mim, é fundamental. Como sabemos, e parafraseando um saudoso ministro, papel higiênico é "imperdível", posto que "imexível".

Diga lá qual é o produto do qual você sempre leva a opção mais barata.



  Escrito por Idelber às 15:13 | link para este post | Comentários (55)



sexta-feira, 11 de abril 2008

Links vários

Enquanto o blogueiro se recupera de uma daquelas mastodônticas gripes, aí vão alguns links para seu prazer navegador:

1.Qualquer dia desses a Gabriela Zago me convence a aderir ao Twitter. Veja a interessante experiência de leitura que ela descreve.

2.Como sabem, as questões relativas ao direito interessam muito a este não-especialista: e é mais uma conterrânea que chega com um excelente blog nessa área: Direito é legal (cheguei lá via Favoritos).

3.Em definitivo: o Biscoito Fino e a Massa não consegue acompanhar o Febeapá do judiciário.

4.Um inacreditável blog cubano: Generación Y. As caixas, incríveis, alternam entre 2, 3 e 4 mil comentários. O “debate” é meio lixão, mas o texto da moça é bom.

5.A blogosfera futebolística vai melhorando a cada dia: confira o De Primeira.

6.É uma obsessão deste blog: a subserviência da imprensa esportiva. Já vai uma semana que se noticiou que Polícia Federal está investigando os irmãos Perrella, que dirigem o Cruzeiro, por evasão de divisas, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. No “jornal dos mineiros”, nenhuma menção.

7.Alô, alô, cearenses, mais especialmente os torcedores do Fortaleza! O Ministério Público está investigando a tentativa de suborno do Ipatinga a jogadores do Villa Nova, na última partida da fase de classificação do Campeonato Mineiro. O que o Fortaleza tem a ver com isso? Se o Ipatinga perder o lugar na Série A, o Tricolor do Pici, quinto colocado na Série B do ano passado, assume a vaga. Mais uma vez: acontece uma operação criminosa no futebol mineiro e uma busca por “Ipatinga” no Estado de Minas não produz nenhum resultado associado ao escândalo. A imprensa mineira é realmente inacreditável.

8.Por falar em imprensa esportiva: Fabiano Angélico sugere duas boas pautas investigativas para o jornalista esportivo que não quiser ser capacho da cartolagem.

9.Tem post novo, porrada pura, no Palestina do Espetáculo Triunfante.

10.Em redondilhas maiores, o Almirante explica por que Hitler não chegou ao inferno, no Cordel teutônico.

11. Se você é atleticano, tem filho e mora em Belo Horizonte, prestigie o lançamento do livro infantil sobre a história do Galo: Vencer, vencer, vencer - A história do time do meu coração, do jornalista Eduardo de Ávila. Acontece no sábado, às 11 horas, na Feira Tom Jobim (ali perto do Colégio Arnaldo, Brasil com Bernardo Monteiro). O macete na Tom Jobim é chegar de manhã. De tarde a coisa se transforma um fim de festa meio melancólico. Aí vai o cartaz:

capalivreinfantil.jpg

12.Se você está no sudoeste dos EUA, apareça em Albuquerque, Novo México, na segunda-feira, para escutar uma palestra e bater um papo. Aí vai o cartaz feito por essa bela instituição que me convida. Achei que ficou simpático:

NEUROSIS-web.jpg


PS: Ao deixar seu comentário, você verá uma página em branco. Não se avexe. O comentário entrou. Estamos trabalhando para resolver o problema. Deus já resolveu o problema com a caixa de comentários. Tudo normal :-)




  Escrito por Idelber às 02:14 | link para este post | Comentários (22)



terça-feira, 08 de abril 2008

Blogueiros estressados

O New York Times avisa que já tem gente por aí morrendo de tanto blogar. A reportagem relata as histórias de Russell Shaw, que blogava sobre tecnologia, morto aos 60 anos de idade de ataque cardíaco; de Marc Orchant, morto aos 50, da artéria coronária; e de Ohn Malik, que sobreviveu a um ataque cardíaco em dezembro, aos 41 anos de idade. Os outros sintomas de blogagem excessiva listados pelo NYT incluem alteração do peso, dificuldades para dormir e fadiga.

Parece que especialmente no campo da tecnologia, as circunstâncias descritas pelo NYT apontam para uma população estressada e apressada para conseguir notícias, que podem significar alguns cliques e rendimentos a mais na conta do blogueiro.

Mesmo para quem não bloga profissionalmente, às vezes o estresse toma conta. Não é o meu caso, mas confesso que em algumas noites de cansaço extremo já fui incomodado pela auto-cobrança: puxa, milhares de pessoas vão passar lá amanhã; tenho que escrever algo. Quando eu dou um tempo do blog, vocês podem saber que é, em geral, pelo incômodo produzido pela auto-cobrança.

Este Weblog passou por dois ou três longos interregnos em sua existência. Todos eles ocorreram pelo mesmo motivo: pareceram-me necessários para manter o bom humor, o relaxamento e o senso de perspectiva de que o que fazemos tem, sim, a sua importância, mas é, afinal de contas, só um blog.

Open thread do estresse nos blogs. Opine aí.



  Escrito por Idelber às 03:52 | link para este post | Comentários (38)



sexta-feira, 14 de março 2008

Rio Grande na Wikipedia

Vocês se lembram da discussão sobre a Wikipedia aqui no blog, correto? Pois é. Voltando agora do Rio Grande, resolvi dar uma conferida no verbete sobre o estado na dita cuja.

Ali aprendemos que o alemão hunsrückisch conta com pelo menos um ou dois milhões de falantes no Rio Grande do Sul, se não mais, de acordo com as estimativas mais aceitas por especialistas.

Para a Wikipedia, 20% se não mais do Rio Grande do Sul fala alemão. Como estou bem longe de ser especialista em sociolingüística da língua alemã no Brasil, acho que eu deveria acreditar, né?



  Escrito por Idelber às 05:33 | link para este post | Comentários (12)



quinta-feira, 06 de março 2008

Help

OK, minha vez de pedir ajuda aos leitores do blog: alguém aí saberia, por favor, qual é o serviço de internet wi-fi que eu poderia comprar por duas semanas -- e que funcione no Bairro União, em Belo Horizonte?

Eu tinha internet a cabo no meu AP em BH, mas cancelei porque não valia a pena ficar pagando o ano inteiro. Agora preciso estar conectado pelas próximas duas semanas, aí no Brasil (de preferência via um serviço que eu pudesse comprar hoje, online, aqui nos EUA).

Tem que funcionar em Belo Horizonte. Em Porto Alegre vou estar conectado graças a um querido amigo.

Quer tiver uma dica, por favor, deixe aí. A casa agradece :-)



  Escrito por Idelber às 14:29 | link para este post | Comentários (25)



sábado, 16 de fevereiro 2008

Adivinhação

Todos conhecem a história de que os esquimós possuem não sei quantos substantivos diferentes para designar a neve, não é mesmo? Pois bem, quais são as três palavras com mais sinônimos dicionarizados na língua portuguesa falada no Brasil?

Deixe primeiro o seu palpite aqui na caixa de comentários e depois descubra a resposta certa de acordo com esse post do excelente blog Fósforo.

Se acertar, não comemore por enquanto, para não atrapalhar a adivinhação do próximo leitor.



  Escrito por Idelber às 12:51 | link para este post | Comentários (28)



quinta-feira, 14 de fevereiro 2008

Sobre blogs e spam

Pode ser que eu esteja errado, mas acredito que tem chegado a este blog, nos últimos tempos, um tipo diferente de leitor. Trata-se de um leitorado que acompanha blogs hospedados em grandes portais (Globo, Abril, UOL, IG) e que não possui ainda muito traquejo com blogs artesanais, pessoais. São leitores que não estão exatamente inseridos numa conversa entre blogs, mas num Fla x Flu cada vez mais raivoso entre apoiadores e detratores do atual governo brasileiro ou, o que infelizmente dá na mesma, apoiadores e detratores do governo passado. Aos que chegam, um aviso: este blog não é parte desse Fla x Flu.

O Biscoito denunciou o mensalão no primeiro dia, criticou a delubianização do PT e, meses depois, apoiou a campanha da reeleição do presidente Lula. Ridicularizou a xenofobia do deputado Aldo Rebelo e apoiou a série de denúncias que o jornalista Luis Nassif vem arrolando contra a Revista Veja. Morre de rir de blogs que não conseguem enxergar neoliberalismo na América Latina, mas continua lendo-os (e linkando-os) com gosto e proveito. Criticou o oportunismo de José Serra mas, no episódio dos cartões corporativos, concorda integralmente com um colega blogueiro que declarou voto em Serra. As razões para estas posturas estão amplamente explicadas nos arquivos. Se alguém vê nelas uma “contradição”, paciência.

Posso estar errado de novo, mas acho que o caracteriza esse leitorado que vem dos grandes portais e do interior desse Fla x Flu é uma certa sensação de direito adquirido, o que chamamos em inglês sense of entitlement. Explico, então, pela milésima vez o que qualquer blogueiro sabe: num blog pessoal, não existe “censura”. Se eu lhe impedisse de abrir o seu próprio blog, isso sim, configuraria censura. Este blog não é uma democracia. É um espaço editado. Procuro, em geral, responder os comentários, mas também me dou o direito de ignorar o que acho que deve ser ignorado e apagar o que acho que deve ser apagado. A tolerância com comentários discordantes aqui é bem ampla, como podem atestar vários leitores que estão à direita de Médici e que continuam lendo e comentando neste blog inequivocamente esquerdista.

Mas se, por exemplo, num post sobre o Atlético-MG, você ofender a Massa, terá seu comentário apagado. Se, num post sobre a decadência da Fox, você me fizer uma pergunta agressiva que pressupõe incompreensão do que está escrito no post e que parte da incrível premissa de que as cadeias de TV americanas são de “esquerda”, não adianta ficar bravinho por ter seu comentário ignorado. Este aviso vai para uma parte ínfima do público que chega. A todos os demais, boas vindas. Se você chegou via blogs de jornalistas dos grandes portais, ou via alguma menção ao Biscoito num veículo de grande porte, reitero: bem vindo mas, por favor, entenda que este blog tem mais de três anos de história, é parte de uma conversa que se gesta há tempos entre uma rede de blogs e não se pauta pela premissa de que eu tenha a obrigação de responder perguntas agressivamente colocadas, como se o idelberavelar.com fosse uma espécie de cadeia de TV paga com dinheiro público.

Nos últimos dias, comecei a receber spams de uma geringonça chamada “Credibilidade e Ética”. Trata-se de uma colagem de textos os mais estapafúrdios, como por exemplo um inacreditável delírio que acusa FHC de ter recebido, em 1969, dinheiro da CIA via Fundação Ford. Sinceramente, quem confunde a Fundação Ford com a CIA deveria estar se informando melhor, não mandando spams. Esta recomendação vem de alguém que é insuspeito de ter qualquer simpatia por FHC.

Jornalistas de peso não deveriam incentivar seus leitores a mandar spam. Não há nada que irrite mais quem trabalha com a internet do que correspondências massivas e não solicitadas enviadas indiscriminadamente. Isso só corrói a credibilidade de quem manda. É importante que os jornalistas que chegam à internet oriundos dos grandes veículos entendam isso. Este blog está à esquerda de Miguel Rossetto, mas nem por isso vou deixar de denunciar a prática do spam só porque seus autores são pessoas que concordam comigo sobre a Reforma Agrária e as privatizações de FHC.

PS 1: Recentemente, dei uma atualizada no blogroll, incluindo vários blogs novos e eliminando links a blogs que estão fora do ar ou inativos (entendendo-se “inativo” como um blog não atualizado há mais de dois meses). É possível que algum link tenha sido perdido no processo. Se havia um link para o seu blog aqui no Biscoito durante a passagem do ano e esse link sumiu, me avise. A idéia não era deslinkar ninguém, mas manter o blogroll atualizado. As deslinkagens por incompatibilidade, digamos, ética, já foram feitas há muito tempo. Se o seu blog estava inativo e você voltou a blogar, avise também. O blig do Tão, por exemplo, tem cadeira cativa no meu blogroll no minuto em que ele voltar a blogar (por onde andas, Tão?)

PS 2:
A Gabriela Zago continua fazendo um trabalho que já a coloca, na minha opinião, entre os melhores blogs do Brasil.

PS 3: Confirmo que no domingo à noite coloco aqui um texto sobre Ariano Suassuna para preparar a discussão do Clube de Leituras sobre A Pedra do Reino, a se realizar na segunda-feira.

PS 4: Poxa, sai um artigo meu n'O Globo e ninguém me avisa? Alguém aí teria, por favor, um exemplar do jornal de sábado passado que pudesse me enviar? Eu pago, claro, as despesas com o correio. Quem me deu o toque foi a gentilíssima Chris Nóvoa, que anda com o blog temporariamente fora do ar.



  Escrito por Idelber às 07:09 | link para este post | Comentários (50)



sexta-feira, 08 de fevereiro 2008

My enemy's enemy....

Aí vai um post-bobagem, para desintoxicar um pouco da política americana:

1.O volante Bilu, ex-Atlético, é um dos seres humanos mais ruins de bola que já pisou o planeta. Mas de tanto ver a torcida pegar no pé do rapaz, ajudada pela infeliz oxítona do seu nome, eu me sinto tentado a me levantar e gritar o nome do sujeito na arquibancada.

2.Os Clintons traíram todas as bandeiras progressistas que poderiam ter traído nos anos 90. Com eles na Casa Branca, o Partido Democrata passou de 30 governadores em 1992 a 18 governadores em 2000, 258 deputados em 1992 a 212 oito anos depois. Hillary Clinton é a única candidata democrata a ter falado em guerra com o Irã. Mas de tanto presenciar o massacre sexista contra ela na mídia, dá até vontade de apoiá-la.

3.Tenho incontáveis críticas ao governo Lula, na política de alianças e na política econômica. Mas é só escutar os "argumentos" da oposição tucano-pefelê e da blogoseira anaeróbica que dá vontade de reforçar meu apoio.

4.O nível dos blogs literários de jovens escritores no Brasil realmente é muito baixo. Mas é só ouvir “jornalistas literários” -- uma espécie de eufemismo para designar leitores de orelhas de livro – pontificando sobre um suposto cenário apocalíptico na literatura que eu me sinto com vontade de publicar um post por dia louvando cada jovem escritor como o novo Guimarães Rosa.

Continuem vocês aí, leitores. Vale qualquer assunto. Eu não passo memes, mas adoraria, num futuro próximo, ler listas semelhantes dos meus camaradas Alexandre Inagaki e Hermenauta. E já imagino o que o Paraíba seria capaz de fazer com a idéia.

Atualização: O Hermenauta já respondeu, com a verve habitual.

Atualização II: Resposta brilhante do Paraíba.



  Escrito por Idelber às 08:57 | link para este post | Comentários (23)



quinta-feira, 07 de fevereiro 2008

Só um link

Hoje, só um convite: dediquem o tempo que passariam aqui a ler os posts atuais e os arquivos de um extraordinário blog: Palestina do espetáculo triunfante.

Não dá para descrever. Tem que ler. Aos poucos. Sem pressa. Com calma. Vai lá.



  Escrito por Idelber às 05:16 | link para este post | Comentários (8)



terça-feira, 22 de janeiro 2008

Hoje, só jabá

De uma unha quebrada à morte de uma pessoa, da perda de um guarda-chuva à perda de um passaporte, parece-me que os enunciados "não era pra ser" e "podia ser pior" dividem a humanidade em dois grandes estilos de consolação. Diga-se logo de cara que, na morte, sobrevém uma terceira corrente consolatória: a dos que dizem que o morto "descansou". Mas, como até para descansar é preciso estar vivo, descartaremos qualquer análise mais profunda desta terceira via, por consistir ela na escolha preferencial daqueles que não têm a mais remota idéia do que dizer nas situações em que nada há a ser dito - saindo-se, então, com afirmações rigorosamente desprovidas de qualquer sentido. "O morto descansou" é afirmação de logicidade comparável a "o morto foi à praia e tomou um sorvete".

Tem mais lá, nesse blog absurdamente bom.


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é um triste destino o dos livros, o de só serem bonitos e perfeitos se não são usados.

Porque quem é rei não perde a majestade.

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Tem certos dias, quando passo no subúrbio, que vejo a gurizada jogando bola no barro vermelho. Estou eu lá dentro do ônibus, voltando esgualepado e com toda a mortalidade do mundo nas costas, e uns oito ou dez malandros estão correndo atrás de uma bola, já quase escuro. E tudo que eu mais queria era descer do ônibus e me infiltrar no meio do jogo, fingindo que não me envergonhava dos muitos centímetros e quinze anos a mais que meus companheiros de time e adversários

Tocante e bem escrito, no melhor blog do futebol do Brasil (junto com o Balípodo, claro).

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Estou enganado ou Roberto Requião andou incomodando alguns poderosos e agora querem calá-lo? (via Blog do Mello)

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E nada mais justo que no dia em que eu confirmei minha viagem para Porto Alegre (sim, esta bodega transmitirá dos pampas durante alguns dias em março), Milton Ribeiro, meu generoso anfitrião, disserte sobre Roberto Bolaño. Porque eu e Milton nos conhecemos virtualmente num dia já longínquo em que ele escreveu sobre Bolaño.



  Escrito por Idelber às 02:16 | link para este post | Comentários (6)



sexta-feira, 18 de janeiro 2008

Por que eu não recomendo a Wikipedia

Ontem fiz um post criticando velhos intelectuais não aceitam a internet. Hoje vou falar como um velho intelectual que não aceita a internet. É que devo ao meu amigo Sergio Leo um post sobre meus motivos para jamais – ou raríssimamente – linkar ou recomendar a Wikipedia.

Poucas coisas foram saudadas com tanto triunfalismo como a Wikipedia. É muito sedutora a idéia de uma comunidade aberta, produzindo conhecimento coletivamente, com a possibilidade de permanentes revisões. Cheguei a ver gente inteligente, que eu respeito, dizendo que na Wikipedia qualquer erro se corrigia em questão de minutos. O Pedro Dória colocou uma semente de ceticismo bem fundamentado nessa discussão há uns tempos. Confirmei que ele estava certo. A quantidade de erros é absurda. Nos temas polêmicos – o que significa toda a esfera das ciências humanas e sociais --, vence a versão de quem tem mais tempo, grita mais alto e faz mais lobby. Não vale a pena.

Exemplos? Tomemos um bem anódino: o Campeonato Mineiro de 1956. Segundo a Wikipedia, o campeonato de 1956 foi dividido entre Atlético Mineiro e Cruzeiro. O Atlético escalou um jogador irregular em uma das partidas finais e o Cruzeiro pleiteou os pontos. O caso se arrastou nos tribunais durante dois anos e, finalmente, foi dado ganho de causa ao Cruzeiro. Dada a impossibilidade de se marcar nova partida com os jogadores inscritos à época, a Federação Mineira de Futebol dividiu o título.

Neste verbete, tudo o que é relevante está ausente, tudo o que está presente está errado. Em primero lugar, num campeonato decidido no Tribunal, em geral queremos saber quem ganhou a peleja dentro de campo. O verbete não diz. Pois bem, o Atlético venceu o jogo e sagrou-se pentacampeão. A prova? Está aqui, os campeões com a taça:

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Segundo, o Cruzeiro entrou, sim, na justiça, mas o Tribunal não lhe deu ganho de causa coisa nenhuma. Com a pendenga arrastando-se, a FMF decidiu dividir o título. Você pode, se quiser, ir a Belo Horizonte, ao bairro do Barro Preto, e consultar um cruzeirense das antigas: nenhum deles comemora esse título. Oficialmente, é dividido, sim, mas toda a informação presente no verbete está errada. Nota-se que quem o escreveu 1) era cruzeirense; 2) estava mal informado; 3) redigiu com pretensões de neutralidade. Eu desafio qualquer editor da Wikipedia a me dizer qual foi o jogador irregular que o Atlético escalou na final de 1956, e por que ele estava irregular.

Já sei, futebol não vale. Tomemos outro verbete: Ariano Suassuna. Ali se diz – já na segunda frase, ou seja, ainda no momento em que se está descrevendo quem é o cabra -- que Suassuna é um defensor militante da cultura brasileira. Sinceramente, eu não sei o que é isso. Entendo que alguém se apresente assim, acreditando que a cultura brasileira seja algo que se possa “defender”. Não entendo que uma enciclopédia use essa frase, como se ela tivesse um sentido, um referente claro.

Em casos onde há desacordos e discussões – como na política – a Wikipedia oscila entre duas possibilidades. A primeira é que o grupo mais forte e organizado imponha sua versão, como no caso dos verbetes sobre o Oriente Médio, que são pouco mais que panfletos em defesa de Israel. A segunda é que as várias versões se neutralizem e se produza um monstrengo, onde um trecho contradiz o seguinte. É o caso do verbete sobre a liberdade de expressão em Cuba, onde um parágrafo desdiz o que anterior afirmou.

Não digo que não existam bons textos por lá, especialmente na Wikipedia em inglês. Mas a quantidade de erros e inconsistências é grande demais para que sirva como referência. Não se trata de que eu esteja esperando profundidade de uma tese acadêmica num verbete de enciclopédia. Tampouco se trata de “discordar” do que está escrito. Discordar é outra coisa. Se vou à Torre ou à Corja, sei que não vou concordar com nada, mas a perspectiva deles me enriquece. São textos pessoais, assinados. O irritante na Wikipedia é a pretensão de neutralidade, quando está óbvio que alguém ali ganhou uma batalha entre visões parciais, para depois conquistar o direito de se apresentar como versão objetiva. Neste sentido, ela produz, sim, efeitos daninhos, de uma forma que blogs bobagem não produzem. Jamais gasto bytes aqui criticando blogs que não têm nada a dizer -- ora, eles não me fazem mal nenhum. A Wikipedia é outro caso, porque posa de referência objetiva. Cada vez mais gente cita a Wikipedia como se estivesse citando um estudo sério. Isso sim, há que se combater.

PS: Na “democracia” da Wikipedia, a chefia decidiu que todos os links que saiam de lá para sites externos terão o atributo “nofollow”, mesmo depois da comunidade ter votado contra isso. Argumentaram que era para controlar o spam. É uma das decisões mais cretinas da história da internet. As páginas da Wiki aparecem bem colocadas nas buscas do Google por causa da quantidade de gente que as linka. Recebem seu ranking da comunidade de usuários da internet e se recusam a circulá-lo, devolvê-lo, compartilhá-lo. Eu tô fora. Aliás, em 3 anos e meio de blogagem, nunca houve um assunto sobre o qual eu não achasse uma referência melhor que o verbete da Wiki. Como no caso do Ariano Suassuna, outro dia, em que linkei um textinho modesto, mas sem erros e sem simplificações grosseiras.

PS 2: Se quiser me ajudar e fazer a prova dos nove, dê uma passada por lá, escolha um verbete na sua área de conhecimento, e me diga o que achou.



  Escrito por Idelber às 04:28 | link para este post | Comentários (59)



quinta-feira, 17 de janeiro 2008

Blogofobia tangueira

Enquanto eu estava de férias, o pau comeu na blogosfera argentina. Foi o maior barraco da história. Naturalmente, dele não se teve notícias nos blogs brasileiros. Muro de Tordesilhas véio de guerra. A história já é antiga – coisa de um mês atrás, em blogs, é pré-história. Mas vale a pena acompanhar, porque diz muito sobre a reação dos jornalões às novas plataformas de publicação.

Quando um jornalão brasileiro quer destilar o seu ressentimento pela queda do público leitor e a perda de espaço para as novas mídias, ele contrata a agência Talent, que faz uma campanha comparando blogueiros a macacos. Quando um jornalão argentino – o Clarín – quer fazer o mesmo, quem se encarrega da tarefa é um ensaísta da estatura de Horacio González, diretor da Biblioteca Nacional, que assina, sob o título “Os blogs não tem futuro”, uma incrível, bizarra e barroca diatribe contra os blogs. As reações na blogosfera argentina foram sensacionais e muito bem humoradas. Vamos por partes.

De todas as “eras douradas” que os nostálgicos gostam de dizer que foram destruídas pelos blogs, a escolhida por González é a mais insólita: a época da carta do leitor ao jornal, que aparece em seu artigo como uma espécie de era de ouro da democracia! Sério, é isso: El género de la carta del lector nació con el periodismo mismo y postulaba un ejercicio superior de ciudadanía –la enmienda, la queja, la reescritura, la rectificación, la protesta–, así como exigía del periodismo el trabajo con un incipiente derecho a réplica o con perspicaces elaboraciones de un lector, que si pasaba el cedazo riguroso de la redacción estable de un diario, era una señal de fuerte opinión editorial proveniente de la sociedad civil.

Essa era a idade de ouro, em que a voz dos leitores encontrava o ilustre cantinho do painel das cartas – cuja publicação, evidentemente, ficava e fica a cargo do jornal. A barbárie atual, segundo González? É esta: Cuando en los últimos tiempos se invita a la opinión en el gran "blog" en que se está convirtiendo el mundo digital de la información, se desata una interesante pero al mismo tiempo borrosa disentería de escritos de rigor espontaneísta: Esos escritos quizás prometen una futura revulsión artística en la lengua, pero por ahora la desarticulan con banales juegos de irreverencia y pseudos-vandalismo. O texto de González defende essa estranha tese: os blogs podem, um dia, revolucionar a linguagem. Mas por enquanto então “desarticulando-a” e pondo fim ao exercício democrático do sujeito que ponderadamente enviava missivas ao jornal como um ato de cidadania. Reclamando do mundo em que qualquer um pode escrever, González cita o famoso tango de Discépolo: cualquiera es un bacán, cualquiera es un señor. Se usasse o Google, González saberia que sua citação está errada. O que disse o ilustre tangueiro foi cualquiera es un señor, cualquiera es un ladrón, erro de citação que não deixa de ser uma bela ironia no contexto do artigo.

Estamos na época da disolución del perfil autoral y la responsabilidad del multi-secular sujeto escribiente, lamenta González. Os blogs seriam a disenteria verbal, as rufadas de espontaneísmo, a barbárie da opinologia: quanto mais retorcida a linguagem, mais visível o ressentimento. Lendo uma coisa dessas, assinada por ninguém menos que o diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina – instituição que foi dirigida por Jorge Luis Borges, grande precursor da internet –, não dá para deixar de pensar: do que esses intelectuais têm tanto medo?

As reações da blogoseira foram várias: fazendo uma gozação com a retórica de González, La barbarie ofereceu uma tradução do texto, frase por frase; acertando na mosca, Últimas de Babel lembrou que quem fala sobre “os blogs” em geral, é porque não sabe do que se trata; no excelente blog coletivo Nación Apache, Julio Zoppi fez uma análise do ressentimento e do susto que movem essas diatribes; no Lectora Provisoria, que fez seu primeiro aniversário no sábado passado, Juan Villegas pegou pesado; o Hipertextos tomou o mote “os blogs não tem futuro” e colocou-o ao lado de outras previsões furadas do passado; finalmente, o indispensável Tapera demonstrou que a idade de ouro da carta ao jornal não era tão de ouro assim.

Minha opinião? As respostas deles a González deram de 10 x 0 nas nossas respostas ao Estadão. Mais um capítulo, pois, da blogofobia. Vida que segue.



  Escrito por Idelber às 02:58 | link para este post | Comentários (18)



terça-feira, 18 de dezembro 2007

Transpiauí, Uma peregrinação proctológica, de Mr. Manson

tpmm.jpg Acho que a última vez que eu dei tanta risada assim foi quando o goleiro do ex-Ipiranga buscou duas bolas dentro do gol de uma só vez. Acabei de ler – numa sentada – o Transpiauí: Uma Peregrinação Proctológica, o livro que relata a viagem do Mr. Manson, do Cocadaboa, ao Piauí. Publicado em 2004 pela editora Churros e já esgotado há tempos, o livro está disponível na íntegra na internet desde o mês passado (sem as fotos, que respondem por boa parte do escândalo que o livro causou). Recomendo. Mas recomendo mesmo.

Já nem sei como cheguei ao livro. O fato é que depois de dois parágrafos não consegui mais parar: uma odisséia numa “estrada” esburacada, uma incrível pegadinha no meio do deserto, um quebra-pau entre um travesti e as mulheres do ônibus. Daí em adiante a coisa só melhora, ou seja, piora. Há até informações históricas e geográficas sobre o Piauí que você nunca imaginou que fosse aprender.

Parece que, por causa das piadas, o livro despertou a fúria de muitos piauienses. Foi tema de programa de televisão no Piauí e tudo mais. Já até imagino os emails que o Mr. Manson deve ter recebido. Claro que os relatos de viagem, desde que o mundo é mundo, ofendem uma parte dos nativos. É da vida. Ninguém chega com um olhar de fora sem incomodar um pouquinho. Se é um livro de humor, bom, é inevitável. Os ofendidos se ofenderão. Neste caso, a única coisa que posso dizer é: leia o livro inteiro, não os trechinhos pinçados por alguém que tenta pintar o autor como um preconceituoso (puxa, o sujeito encara uma viagem dessas e ainda falam de pré-conceito?). A leitura é coisa de duas horas. Se depois de ler o livro, você ainda estiver ofendido, aí é porque você não tem jeito mesmo.

Parabéns aí, Mr. Manson. Livraço.



  Escrito por Idelber às 05:53 | link para este post | Comentários (11)



terça-feira, 20 de novembro 2007

Links

Hoje, só links:

Os textos jornalísticos sobre o Brasil publicados na Argentina invariavelmente trazem aquela boa dose de idealização. Mas convenhamos, esse do La Nación bateu qualquer recorde.

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No seu último comentário a esse seu próprio post, Daniel Link parte com tudo para cima do fascismo anti-tabagista.

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Ainda na Argentina: sem dúvida, Mestre Fogwill já teve dias melhores.

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Adorei conhecer estes dois blogs: hunny.bunny e nerd-o-rama (via mary w).

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O texto é velho, mas eu só vi agora: nos anos 80, você era uma pessoa U2 ou uma pessoa REM? Um doce para quem adivinhar em qual tribo eu me encaixava.

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Aqui vai mais um triste retrato da impunidade e da violência no campo.

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A vantagem de ter má memória é que se goza muitas vezes com as mesmas coisas. Nietzsche e seus aforismos maravilhosos. Tem mais um monte, em espanhol, aqui.

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Você aí, já se inteirou do mais recente escândalo do futebol brasileiro?

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Festa na blogosfera: Pensar Enlouquece é eleito o melhor blog em português na votação popular da Deutsche Welle. Parabéns, cumpadi.



  Escrito por Idelber às 04:52 | link para este post | Comentários (18)



segunda-feira, 05 de novembro 2007

Liberdade para Ana Virgínia Moraes Sardinha

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Este blog se junta aos que pedem justiça para Ana Virgínia Moraes Sardinha, brasileira que passa por verdadeiro inferno em Portugal. A lista dos blogs que participam do esforço de solidariedade à Ana Virgínia está